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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 18 de Agosto de 2011 | ed. 168 | 0.50€ D.R.

Alentejo aposta na ciência e tecnologia

QREN 44% é investimento em Turismo

Candidatura liderada pela ADRAL A Universidade

de Évora acolheu a cerimónia de assinatura da Carta de Princípios e a constituição do Consórcio da Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo. O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo constitui uma das componentes do Programa Estratégico do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia”. Luís Pardal | Arquivo Registo

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Pág.08 Desde o início do mais recente Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), em 2007, já foram aprovados 87 projectos turísticos no âmbito dos sistemas de incentivos à inovação e à qualificação - num total de 92 milhões de euros de incentivos - e mais de 50 projectos no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). “O turismo constitui no Alentejo uma ilha em relação ao desenvolvimento do território”, considera Ceia da Silva. D.R.

Feira da Luz OrqueStrada Pág.12 Os OqueStrada regressam

aos palcos portugueses para três dias de concertos que prometem conquistar, mais uma vez, o público português, incluindo uma actuação em Montemor-o-Novo.

Guia de fontes e chafarizes

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Monumentos nacionais, fontes e chafarizes convidam a passeios de Verão

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Registados na tradição oral das gentes do Alandroal, estes pequenos versos passaram de geração em geração e constituem um bom exemplo da importân-

cia atribuída pelas gentes locais à fonte localizada na principal praça da vila. Trata-se de uma construção datada muito provavelmente de finais do século

XVII já existindo em 1708, ano da edição da “Corografia Portuguesa” do padre António Carvalho da Costa.

D.R.

«A vila do Landroal De pequena, mete graça: Tem uma fonte no meio Q’dá de beber a quem passa»


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A Abrir

Estado de ”Semi-Graça“

Capoulas santos Eurodeputado

Está tacitamente convencionado que se deve atribuir aos governos um “estado de graça” de 100 dias após a sua posse. É o período que se considera o mínimo adequado para permitir aos novos ministros inteirarem-se dos “dossiers” e prepararem as primeiras medidas. Estamos porém numa situação excepcional. O novo governo surge sob o signo da urgência, após uma crise politica, provocada precisamente para derrubar o anterior, apenas um ano e meio após a sua investidura, por se considerar não estar a actuar com suficiente celeridade. Convém recordar que o argumento fundamental para abrir essa crise, desencadear a desconfiança dos já “desconfiados” mercados financeiros e precipitar uma negociação com a UE, o FMI e o BCE em condições equivalentes a uma capitulação, foi precisamente a recusa do “PEC IV” e a justificação proclamada por toda a oposição, incluindo o Presidente da Republica, de que não “podiam ser impostos mais sacrifícios aos portugueses”. É certo que só passaram 50 dias desde que o governo PSD/CDS iniciou funções, metade do “estado de graça”. E talvez seja ainda cedo para fazer avaliações ao seu desempenho. Contudo, dada a velocidade a que os acontecimentos se sucedem à escala internacional, veja-se, por exemplo, o que se está a passar na Espanha, na Itália ou mesmo nos EUA, onde, ao que consta, José Sócrates não é Primeiroministro, já deu para perceber de que, pelo menos, metade do “estado e graça” já lá vai. Como costumava dizer António Guterres, “não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão”. E, sejamos justos, em 50 dias, já há matéria mais do que suficiente para perceber o que nos espera nos próximos 3 anos e 10 meses. A principal bandeira eleitoral era precisamente a de não imposição de mais sacrifícios aos portugueses. Escandalizados com a “violência” que o então PEC IV iria exercer sobre os cidadãos, os partidos da oposição proclamaram até à exaustão que mais impostos, nunca. A solução estava toda na eliminação da “gordura do Estado” e do “despesismo”. O problema era todo do mau governo que tínhamos e não da “cassete” da crise internacional, essa invenção dos socialistas para esconderem a sua incompetência. Ora, o que temos assistido é exactamente ao oposto de tudo o que tinha sido prometido. Os primeiros 50 dias de governo foram exclusivamente dedicados a pôr em marcha o maior aumento de impostos alguma vez aplicado em tão pouco tempo aos rendimentos do trabalho. Sim, exclusivamente aos do trabalho, porque os rendimentos de capital ficaram curiosamente excluídos, contrariamente ao que sucede nos PEC de outros Estados-membros da UE onde os sacrifícios são repartidos por ambos. E parece que a procissão ainda só vai a sair do adro da igreja, como muito bem fez questão de sublinhar o PM na sua festa de “reentrée” partidária no Algarve, para onde

foi de férias depois de ter dito que, dada a gravidade da situação, não iria haver tempo para férias quer por parte do governo, quer da Assembleia da República. Quanto aos cortes na despesa, isso ficará para mais tarde, apesar do PM ter igualmente referido que o governo não tem feito outra coisa. Deveria estar a referir-se à não nomeação de governadores civis ainda que se tenham mantido os Governos Civis, a sua máquina burocrática e os seus orçamentos, ao anuncio de que não serão nomeados novos 18 subdirectores da Segurança Social, que, na maior parte, são funcionários da própria instituição, onde continuarão a auferir os seus salários, e ao facto do PM ter deixado de viajar em “executiva”, onde por acaso até viajava “de graça”, e onde se sujeitará no futuro a ouvir todo o tipo de dixotes de passageiros mais descontentes com a governação, com a imagem correspondente para a dignidade do Estado que se adivinha. Quanto à “Lavoura”, o assunto predilecto do parceiro menor da coligação, os primeiros 50 dias também serviram para pôr em prática e anunciar duas importantes medidas: revogar a obrigação do uso de gravatas que, por acaso, ninguém tinha antes decretado, e para anunciar que a prevista conclusão, para 2013, do projecto de Alqueva, o que mais pode contribuir para reduzir as importações e para aumentar as exportações agrícolas, poderá ser vir a ser suspensa por tempo indeterminado. Sem que se explique para onde vão os 350 milhões de € de fundos comunitários disponíveis para tal e que, sem comparticipação nacional equivalente, se perderão definitivamente. 700 milhões é precisamente o montante necessário para concluir a obra. Os primeiros 50 dias serviram também para que o governo procedesse às primeiras nomeações, o que não deixa de ser um indicador precioso sobre o que se seguirá. E sobre isso também não me parece que tenha sido muito feliz. Aumentou o número de administradores da Caixa Geral de Depósitos de 7 para 11 e o recrutamento parece ter incidido essencialmente sobre apaniguados políticos. Para não falar da notícia da nomeação de Santana Lopes para Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, lugar considerado um bom trampolim para a disputa da Câmara de Lisboa. Com tudo isto, concluir que, ao fim de 50 dias, o governo está em estado de “semigraça” é uma benevolência da minha parte de que me julgava incapaz.

“Os primeiros 50 dias de governo foram exclusivamente dedicados a pôr em marcha o maior aumento de impostos alguma vez aplicado em tão pouco tempo aos rendimentos do trabalho”.

Lições de vida SÓnia RAMOS FERRO Jurista

Os recentes episódios de violência em Londres e outras cidades britânicas mostram mais uma vez o quão distraído andam os líderes europeus e especialmente David Cameron. Várias questões se levantam. Desde logo a indesculpável violência e vandalismo gratuitos, como forma de “reaver impostos”, por parte de jovens que sequer estão inseridos no mercado de trabalho e, portanto, em nada contribuíram, ainda, para a sociedade. Limitam-se a furtar tudo o que podem e a vandalizar o património alheio, como forma de expressar o seu descontentamento, o que é de todo inaceitável num Estado de Direito. Não se trata de liberdade de expressão, ou de uma manifestação legítima. É pura libertinagem de quem espera e exige um futuro fácil e uma resposta pronta do Estado, sem retribuir, sem um esforço claro na construção do seu próprio projecto de vida. Admito que preocupações sociais estejam na origem dos protestos e que em muitos casos, haja um sentimento de revolta legítimo. Mas nada justifica a violência. Cameron poupou na despesa do Estado, cortando na Segurança. Outra lição a tirar deste incidente. O Estado não pode cortar nas únicas funções exclusivas que lhe estão cometidas e que não podem ser desempenhadas por privados. Segurança, Justiça e Administração do Território são as funções nobres do Estado das quais não se pode demitir, sob pena dos cidadãos tomarem nas suas mãos

a administração da justiça, sob a forma de milícias, o que é igualmente inaceitável num Estado de Direito. Além de caótico. Infelizmente, e perante a ausência da autoridade policial, o recurso à legítima defesa de pessoas e bens foi a última alternativa da comunidade turca, que diante da proximidade dos jovens, se aninhou junto aos seus haveres, como forma de os proteger. Resultou. Curiosamente, foram os emigrantes turcos residentes no subúrbio londrino de Hackney que estancaram um ataque de arruaceiros e acabaram por defender toda a vizinhança. Cameron reagiu tarde, esperando que os problemas se resolvessem naturalmente. Não tomou as medidas que se impunham em tempo útil, foi condescendente e limitou-se a reagir para resolver um problema, em vez de o evitar. É isso que se espera de um líder. Capacidade de antecipação e eficácia na decisão. E foi isso que Cameron demonstrou não ter. Um líder com falta de visão e discernimento para perceber a complexidade de um conflito que o fragilizou como político e governante, cuja credibilidade já estava abalada pelo caso “News of the world”. Outra lição: subestimar o elemento aparentemente mais fraco nem sempre é a melhor opção e podemos ser surpreendidos. Agir em tempo útil é sempre a melhor escolha. “Reparar a sociedade quebrada” pode agora ser mais difícil.

Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Godinho Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www. funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/ Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

“Vira o disco e toca o mesmo...”


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Actual

Região está a par dos Açores nos destinos nacionais mais procurados. Há mais turistas e mais receitas.

D.R.

Número de dormidas sobe 12,4% em Junho, confirmando tendência de crescimento dos últimos meses. As dormidas no Alentejo aumentaram 12,4% em Junho comparativamente com o período homólogo do ano passado, apurou o Registo junto de fonte do Instituto Nacional de Estatística. O tempo médio de permanência mantém-se em 1,7 dias. Mas os proveitos totais continuam a subir, registando o INE um crescimento de 17,1% no último ano. A posição comparativa do Alentejo face às outras regiões do país também é melhor. Em 2010, era a região com menos dormidas (108 mil em Junho), bastante atrás dos Açores (117 mil). As posições relativas mantém-se em 2011 mas a distância é agora bem mais curta: 122,1 mil dormidas no Alentejo, contra 122,7 mil nos Açores, Em termos de proveitos, já é o Alentejo a surgir à frente do arquipélago. Para estes resultados contribui o aumento da oferta, sendo que o Alentejo é a região do país que regista actualmente o maior investimento no sector do turismo, existindo 137 projectos em curso, alguns dos quais em fase de obra. “Atravessamos um período de forte dinamização empresarial no território na área do turismo, apesar da crise económica”, diz o presidente da Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, citado pelo Diário Económico. “O turismo constitui no Alentejo uma ilha em relação ao desenvolvimento do território”. Ceia da Silva explicou ainda que o crescimento turístico da região não é apenas “quantitativo”, revelando que “a apreciação dos projectos em termos qualitativos coloca o Alentejo com uma apreciação em média 25% superior em relação ao resto do país”.

Mais turistas e mais dormidas Segundo o INE, a crise ainda não chegou ao turismo uma vez que em Junho o número de dormidas nos primeiros seis meses do ano é de 17,1 milhões, o que sig-

D.R.

Mais turistas no Alentejo apesar da crise Montemor

3,5 milhões para a saúde As obras do novo centro de saúde de Montemor-o-Novo já foram lançadas pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, devendo os trabalhos arrancar até Setembro. O contrato de consignação da obra foi assinado a 29 de Julho. O prazo de execução é de 20 meses, num investimento global de 3,5 milhões de euros co-financiado pelo Programa Operacional do Alentejo (InAlentejo). O terreno para o novo centro de saúde foi cedido pela autarquia junto ao Hospital de São João de Deus, sendo que o espaço estará preparado para acolher diversos serviços de saúde, como unidades de cuidados na comunidade e de saúde familiar. Segundo Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, trata-se de uma solução que vem de encontro a reivindicações antigas do município uma vez que é necessário mais espaço para disponibilizar novos serviços.

Alandroal

1 milhão para as águas Classificada pela UNESCO, Évora é o “motor” do turismo no Alentejo. nifica um crescimento de 8,8% em comparação com 2010. O aumento significativo registado nos hotéis (+18,2%) foi transversal a todas as categorias, sendo que nas unidades de luxo a taxa de crescimento atingiu 35,5%.

“Em comparação com o período homólogo, os principais mercados emissores mantiveram uma evolução fortemente posivita, com o brasileiro e o britânico a apresentarem os melhores resultados”, refere fonte do INE.

Quercus quer parar IC 33 Nova via entre Évora e Grândola alvo de contestação. A associação ambientalista Quercus anunciou ter interposto uma acção judicial contra a Estradas de Portugal e o Ministério do Ambiente, contestando o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental que “viabilizou indevida-

mente” a aprovação do IC33 entre Grândola e Évora. A associação quer que seja “reavaliado o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental que viabilizou indevidamente a aprovação” do projecto de construção da estrada pelo anterior Executivo. Em causa diz estar uma obra da qual resultarão “graves impactes ambientais negativos”, com a destruição de povoa-

mentos de sobreiros e azinheiras ao longo de 68 quilómetros de via, “sem considerar as alternativas ao nível da beneficiação da rede rodoviária existente”. “Existem também muitas explorações agrícolas e florestais com projectos de investimento abrangidos por fundos comunitários, que impõem igualmente condicionamentos, as quais vão ser afectadas por esta infra-estrutura”, diz a Quercus.

A Câmara Municipal do Alandroal vai investir, mais de um milhão de euros, na requalificação da rede de abastecimento de água e saneamento do concelho, para melhorar um sistema com 30 anos e com graves deficiências. Em comunicado, a autarquia informa já ter aprovado três projectos de requalificação, sendo que vai contar com financiamento comunitário. A requalificação vai abranger as localidades de Aldeia de Pias, Aldeia da Venda, Casas Novas de Mares, Ferreira de Capelins e Montejuntos e a ampliação da rede de saneamento de Casas Novas de Mares. Segundo a autarquia, estes três projectos e outros, ainda em elaboração, totalizam um investimento total de 4,4 milhões de euros e deverão estar concluídos até 2013. Com estes investimentos, a Câmara quer “contribuir para a melhoria do serviço prestado à população”.


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18 Agosto ‘11

Actual Ambientalistas dizem que actual calendário venatório “não tem em conta” a salvaguarda de espécies.

LPN apela a caçadores para prescindirem da caça em Agosto D.R.

Liga diz que abdicar da caça nestas duas semanas é “garantir a continuidade” de diversas espécies. A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) apelou a todos os caçadores e gestores de zonas de caça do Continente que, durante a segunda quinzena deste mês prescindam do seu direito de caça para todos os patos, galinha-de-água, galeirão, rola-brava, pombos, gralha-preta e pegarabuda. O actual diploma que regula a actividade venatória para a presente época de 2011/2012 “não teve em conta a necessidade de salvaguardar algumas destas espécies cinegéticas nem a sua gestão responsável”, avançou ao Registo fonte da LPN. Embora recordando que os recursos cinegéticos “são um património natural renovável”, a Liga acusa os anteriores responsáveis pelo sector de terem “esquecido o princípio do uso racional conducente a uma exploração sustentada, no respeito pelos princípios de conservação da natureza e dos equilíbrios biológicos, em harmonia com outras formas de exploração da terra”. Pelo contrário, foi considerado “óptimo” o “estado actual das populações

Já abriu a época cinegética de capa aos patos, rola-brava, pombos e outras espécies. cinegéticas, autorizando o alargamento dos períodos de caça para a maioria das espécies, e a inclusão de novas espécies caçáveis”. “Estas decisões políticas tomadas sem qualquer suporte técnico-científico têm originado um sentimento de desconten-

tamento na gestão de espécies emblemáticas”. Segundo Ana Maria Costa, da LPN, “os caçadores e gestores de zonas de caça têm vindo a exprimir (em petições, notícias de jornais, fóruns de debate e outros) um desgosto cada vez maior pelo declínio acen-

Dupla armada assalta estafeta Arquivo | D.R.

Roubados moldes para a indústria da ourivesaria próximo de Estremoz. Uma emboscada a uma viatura de uma empresa de estafetas resultou no roubo de moldes em latão para a indústria da ourivesaria. Com a ameaça de uma caçadeira, os assaltantes pararam uma carrinha da empresa numa estrada secundária com muito pouco movimento entre São Bento do Cortiço (Estremoz) e Santo Amaro (Sousel). Mas em vez do ouro, que pretendiam, puseram-se em fuga com um metal muito menos valioso. “Roubaram moldes em latão usados para fazer peças de ourivesaria e dois telemóveis, no valor de 200 euros”, confirmou o responsável da empresa. O assalto ocorreu ao final da tarde de terça-feira, entre as 17 e as 18 horas, quando a viatura da empresa de estafetas foi “abordada e obrigada a parar” por um outro veículo onde seguiam os assaltantes. Os dois indivíduos estavam armados e encapuzados. Foi desta forma que conseguiram “forçar” a paragem do estafeta e consumar o roubo, colocandose em fuga com a mercadoria transportada. O assalto está a ser investigado pela Directoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária. Fonte da GNR acrescenta que a denúncia só foi apresentada por volta das 19 horas, mais de uma hora depois de o

tuado das populações cinegéticas devido à má gestão da caça, nomeadamente da rola-brava, coelho-bravo e alguns tordos”. “Cabe aos caçadores e gestores de caça avaliarem de forma consciente este apelo da LPN e ponderarem se pesa mais o seu usufruto imediato ou a salvaguarda da própria actividade da caça a médio-longo prazo. Abdicar de caçar nestes 15 dias é garantir a continuidade das espécies que ainda se encontram a criar, elevar os números para os anos cinegéticos seguintes e aumentar a qualidade do acto de caça”, sublinha. Numa carta dirigida à Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, a LPN reclamou a revogação do actual diploma para as próximas épocas de caça e a consequente reavaliação do calendário venatório ajustando-o às oscilações populacionais anuais, em respeito das normas nacionais e europeias e dos dados existentes sobre as espécies. “Embora seja positivo o despacho da Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural que retira o melro da lista das espécies cinegéticas, este não corrige os muitos outros erros presentes no calendário venatório em vigor nem a sua aplicação para as próximas duas épocas de caça”.

GNR

Suspeita de corrupção Dois militares do destacamento de Trânsito da GNR de Portalegre estão a ser investigados por suspeitas de corrupção, noticiou o Correio da Manhã, acrescentam que os dois guardas, ambos com mais de uma década de serviço naquela força de segurança, teriam como alvo os condutores de carros de matrícula espanhola, a quem propunham anular supostas multas de excesso de velocidade em troca do pagamento de 100 euros. O caso está a ser investigado pela PJ.

Estremoz

Casa caiada Os dois assaltantes levaram os telemóveis da vítima e conseguiram escapar à GNR. roubo ter sido consumado, uma vez que os assaltantes levaram os dois telemóveis transportados pelo funcionário da empresa e cortaram os pneus da carrinha, atrasando o pedido de auxílio. As autoridades ainda montaram um dispositivo de segurança na tentativa de capturar os assaltantes. Sem resultado. O funcionário da empresa, que ontem regressou ao trabalho, queixou-se ainda de ter sido agredido a soco e de ter estado sob a ameaça de uma caçadeira.

“Mesmo tratando-se de uma estrada com pouco movimento, a realização de uma acção deste tipo pressupõe planeamento e um conhecimento da geografia local para deixar em aberto várias escapatórias caso aconteça algo de errado”, acrescenta a mesma fonte. Chegou a ser admitido que tivessem sido roubados objectos em ouro e dinheiro, o que é negado pelo responsável da empresa: “Esses valores são transportados em viaturas blindadas, o que não era o caso”.

A Câmara Municipal de Estremoz volta a disponibilizar cal gratuitamente, este ano, para os moradores nos centros históricos do concelho, informou a autarquia. As freguesias abrangidas pelo Programa “Casa Caiada” são as de Sta. Maria, Sto. André, Evoramonte e Veiros. Os moradores deverão dirigir-se à junta de freguesia da sua área de residência, preencher um documento manifestando o seu interesse em aderir a este programa e posteriormente poderão levantar a cal nos estaleiros da câmara.


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Actual

No distrito de Évora apenas fecha a escola de Santa Susana (Redondo). No concelho de Beja encerram 4.

Ministério da Educação encerra escolas e aumenta turmas D.R.

Alentejo é a região do país em que este ano vão fechar menos estabelecimentos de ensino. Apenas uma escola do distrito de Évora irá encerrar no próximo ano lectivo. A lista oficial foi publicada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) depois de o novo ministro ter anunciado que o processo de reorganização da rede escolar seria repensado. As previsões iniciais – avançada ainda durante o Executivo socialista – apontavam para a possibilidade de serem fechadas todas as escolas com menos de 21 alunos, o que no caso do Alentejo se traduziria no encerramento de dezenas de escolas. Que, por enquanto, vão continuar a receber alunos. Assim, desta vez irão fechar 297 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico em todo o país. Das quais 5 no Alentejo: uma em Redondo (Santa Susana) e as restantes quatro no concelho de Beja. “Os alunos destes estabelecimentos de ensino iniciam o novo ano lectivo em centros escolares ou escolas com infra-estruturas e recursos que permitem melhores condições de ensino”, diz fonte do do MEC, garantindo que nas escolas de destino, “os alunos vão encontrar espaços educativos com mais qualidade e melhores condições para obterem sucesso escolar”. A mesma fonte deixa a promessa: “O processo de reorganização da rede vai prosseguir no próximo ano lectivo”. Ou seja, o processo permanece em aberto, apesar das críticas de autarcas e populações locais. No ano lectivo passado, fecharam 701 escolas do primeiro ciclo, mais 200 do que a estimativa inicial. Durante o mandato

Ministério da Educação diz que a reorganização da rede escolar será retomada em 2012.

Cultura

Educação

Projecto acaba

Novas regras

A Direcção Regional de Cultura do Alentejo abandonou, no ano passado, um projecto de salvaguarda do património imaterial e oral que foi considerado de “grande relevância” pelo Instituto dos Museus e da Conservação e que tinha um financiamento europeu de 878 mil euros praticamente garantido, revelou o Público. O projecto visava a inventariação, valorização, promoção, divulgação e transmissão de saberes e tradições relacionados com o cante alentejano, as artes do espectáculo, as práticas alimentares e outros aspectos marcantes da identidade alentejana. Em causa está um financiamento global de 1,2 milhões de euros, dos quais 878 mil seriam comparticipados por fundos comunitários. De acordo com a mesma fonte, o cancelamento do projecto não foi objecto de qualquer despacho por parte da directora regional de Educação.

O Ministério da Educação enviou aos sindicatos a nova proposta de modelo de avaliação de professores. O documento prevê uma avaliação interna, feita em todos os escalões e na qual participa a escola em que o professor dá aulas, e uma componente externa efectuada por avaliadores sem ligação ao estabelecimento de ensino. A Federação Nacional de Educação considera que o novo modelo é “um bom ponto de partida”, ainda que tenha “questões por resolver”. “A tal ruptura com o modelo monstruoso não se fez, como se esperaria de quem tantas críticas fez ao modelo de avaliação do antigo Governo”, diz por sua vez a a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusando o Ministério da Educação de ter atrasado a divulgação do novo modelo de avaliação, com o objectivo de “dificultar comentários e apreciações” das entidades sindicais.

Concordância e compreensão Desta vez o encerramento de escolas não foi acompanhado de uma onda de protestos, ao contrário do que sucedeu no passado. A Associação Nacional de Municípios Portugueses diz “concordar” com a reorganização e até garante que não haverá problemas com os transportes escolares. Também a Confederação das Associações de Pais compreende” a decisão. “É preciso juntar crianças em centros escolares para que possamos lá ter tudo aquilo que necessitam”, diz Albino Almeida.

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de Maria de Lurdes Rodrigues, entre 2005 e 2009, tinham encerrado 2.500 estabelecimentos de ensino. No mesmo dia em que anunciou a lista de 297 escolas que vão fechar, a nova equipa do MEC decidiu aumentar o número de alunos por turma no 1.º Ciclo do Ensino Básico, passando de 24 para 26, como forma de “dar resposta à procura excepcional de matrículas e às dificuldades sentidas pelas famílias, escolas e agrupamentos de escolas na colocação dos alunos”. “[Trata-se de] uma medida que nem as equipas ministeriais anteriores ousaram tomar e que se destina, unicamente, a eliminar mais alguns lugares docentes à custa, como sempre, da qualidade do ensino”, diz um comunicado colocado na página electrónica do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS). “Esta medida, só agora anunciada, poderá mesmo obrigar as escolas a refazerem as turmas que, não só já foram constituídas, como homologadas pelas direcções regionais de educação”.


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18 Agosto ‘11

Actual Estradas de Portugal diz que a obra é para manter. Variante a Reguengos não tem data para avançar. D.R.

Agricultura

Mau ano para os cereais

Nova ponte do Albardão não vai ao fundo Obras vão iniciar-se até final do ano na estrada entre Évora e Reguengos.

“Uma melhoria significativa das condições de circulação”.

D.R.

A Estradas de Portugal diz que a construção da variante à Ponte do Albardão, na Estrada Nacional 256 (entre Évora e Reguengos) vai avançar, apesar do constrangimento nas contas públicas. A cumprir-se o calendário, a obra será adjudicada e iniciada antes do final do ano. Já a construção da variante a Reguengos “não se encontra calendarizada”. A variante à Ponte do Albardão, que inclui a ponte sobre o Rio Degebe, tem a extensão de 2,7 quilómetros e prazo de execução de 450 dias. A nova ponte terá 117,5 metros de extensão e visa desviar o trânsito da actual estrutura que é demasiado estreita e não permite o atravessamento automóvel em simultâneo nos dois sentidos da estrada. José Calixto, Presidente da Câmara

Municipal de Reguengos de Monsaraz, afirma que “é muito importante o actual Governo considerar prioritário construir a variante e a nova ponte sobre o Rio Degebe, pois desta forma vamos obter uma melhoria significativa das condições de circulação na EN 256 e reduzir os graves acidentes que se verificam neste troço”. O lançamento das obras já havia sido anunciado em Maio do ano passado pelo

José Calixto

então Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, numa cerimónia que decorreu em Reguengos de Monsaraz. Nessa altura, estava também previsto avançar com a construção da variante a Reguengos de Monsaraz. De acordo com o projecto que ainda não tem data para a obra avançar, esta variante terá 5,7 quilómetros de extensão e integra cinco rotundas de acesso a Reguengos de Monsaraz e às estradas que ligam esta localidade a Redondo, Alandroal, S. Pedro do Corval, Mourão e Évora. “É a principal estrada do concelho ao ligar Reguengos de Monsaraz a Évora. O trânsito nesta via aumenta todos os anos e eu vou continuar a reivindicar a requalificação da totalidade do troço entre o nó de S. Manços e a cidade de Reguengos de Monsaraz pois temos a enorme responsabilidade de tudo fazer para elevar o grau de segurança rodoviária de uma via na qual já se perderam muitas vidas”, diz o autarca.

Combustíveis mais caros nas marcas Diferença de preços chega a ser de 14 cêntimos por litro. Os números do segundo trimestre de 2011 mostram que abastecer nos postos de distribuição é mais vantajoso para os consumidores, com diferenças que chegam aos 13 cêntimos na gasolina e 14 cêntimos no gasóleo, em comparação com os preços

das marcas petrolíferas. “Estas diferenças têm vindo a aumentar desde 2008, e, num contexto económico particularmente adverso, em que os combustíveis são um bem essencial para a recuperação da economia, estes valores adquirem uma relevância ainda maior”, diz a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). No período em referência houve um cres-

cimento de 8,7 por cento em valor (de 19,8 para 28,5 por cento) e de 9,4 por cento em volume (de 20 para 29,4 por cento) na distribuição, sendo que as principais marcas das petrolíferas “têm vindo a manter ou perder quotas de mercado”. Depois de sucessivos aumentos, os combustíveis registaram esta semana uma quebra de preço na ordem dos 3 cêntimos por litro.

À excepção do centeio, que mantém os rendimentos unitários obtidos na campanha anterior, prevê-se uma quebra de 15% no rendimento de todos os cereais de Outono/Inverno, de acordo com as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE). De notar que, a confirmarem-se estas previsões, as produtividades do trigo mole, triticale, cevada e aveia ficarão mais de um terço abaixo da média dos últimos 5 anos. No caso do trigo prevê-se uma produtividade de 1,1 mil quilos por hectare, uma das mais baixas de sempre e menos de metade da registada há quatro anos. “O estado de encharcamento dos terrenos, que se estendeu por diversos períodos do ciclo vegetativo destas culturas, condicionou de forma muito decisiva o seu desenvolvimento, quer devido a situações de asfixia radicular, quer pelo facto de impossibilitar a entrada de máquinas nos terrenos saturados”, explica o INE. Posteriormente, o ressurgimento de infestantes, potenciado pela precipitação intensa dos últimos meses de Primavera (que causou também algumas situações de acama), contribuiu para o agravamento deste cenário, condicionando ainda mais as produtividades. No caso do milho de regadio a situação inverte-se. A precipitação ocorrida ao longo das diversas fases de desenvolvimento da cultura do milho de sequeiro permitiu que esta nunca estivesse sujeita a situações de stress hídrico muito intenso. Assim, prevêse que a produtividade do milho de sequeiro ultrapasse as 2,4 toneladas por hectare, o que corresponde a um aumento de 5% face a 2010. Quanto ao arroz, não se prevêem quaisquer alterações na produtividade face à campanha anterior.

Produtividade

Menos tomate para indústria Só em meados de Junho foram finalizadas as derradeiras plantações de tomate para a indústria, maioritariamente replantações das searas destruídas pelas intensas chuvas de Maio e plantações em terrenos que estiveram sujeitos a encharcamento, sendo que se estima que o período de colheita se possa estender até Outubro. De acordo com as previsões agrícolas doINE, o panorama para as searas afectadas pela precipitação de Maio “melhorou sensivelmente”, tendo as plantas conseguido algum renovo que poderá atenuar parte das quebras de rendimento que inicialmente se perspectivaram. Desta forma, prevê-se uma produtividade para o tomate para a indústria de 76 toneladas por hectare, menos 10% que a observada em 2010. O girassol, pelo contrário, não registará variações no rendimento face a 2010.


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Exclusivo Projecto reúne instituições para o desenvolvimento científico, tecnológico e empresarial do Alentejo.

Rede regional de ciência e tecnologia avança no Alentejo D.R.

Constituído consórcio de iniciativa financiada pelo InAlentejo.

Biotecnologias e Saúde Tem por objectivo promover a dinamização de equipas de projecto e programas de investigação nas áreas da biotecnologia vegetal, alimentar, animal e microbiana, na utilização da fitoremediação como forma de minorar os problemas da poluição dos solos e cursos de água, na gestão integrada e no reaproveitamento de resíduos urbanos, industriais e agrícolas, na optimização tanto da produção como da utilização de biocombustíveis e ainda no âmbito das ciências da saúde tanto humana como animal.

A Universidade é parceira do projecto liderado pela Agência de Desenvolvimento Regional. gia do Alentejo nasceu por iniciativa da Universidade de Évora no final de Outubro de 2008. Numa reunião em que participaram cerca de trinta centros e outras instituições ligadas à investigação, foi asD.R.

A Universidade de Évora acolheu a cerimónia de assinatura da Carta de Princípios e a constituição do Consórcio da Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Os subscritores do Plano Estratégico do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, que perspectiva o desenvolvimento científico, tecnológico e empresarial do Alentejo, assinaram a Carta de Princípios e a constituição do consórcio da Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo (RRCIA), um passo determinante para a implementação do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, de que também faz parte a constituição do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo no Parque Industrial e Tecnológico de Évora. A Universidade de Évora é parceira deste projecto apresentado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) e aprovado pelo InAlentejo que pretende incentivar a transferência de conhecimento, de tecnologia e de inovação entre o sistema científico e as empresas. Para o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto de Oliveira, este é “mais um passo fundamental” para a realização dos futuros projectos de cooperação científica e de inovação, com “grande importância para a competitividade da nossa economia”. A assinatura da Carta de Princípios e a constituição do consórcio da RRCTA, segundo Alfredo Barroso, presidente da ADRAL, vão permitir aos signatários que já têm operações para candidatar a financiamento o possam fazer. Para o Reitor da Universidade de Évora, Carlos Braumann, trata-se de uma “oportunidade fundamental para o desenvolvimento do Alentejo e a cooperação entre as várias instituições é um elemento fundamental para esse desenvolvimento”. A Rede Regional de Ciência e Tecnolo-

5 sub-redes

“ Uma oportunidade fundamental para o desenvolvimento do Alentejo”. Carlos Braumann

sinado um memorando de entendimento, documento que representa um primeiro compromisso entre todos os parceiros que participaram nesse encontro. Posteriormente verificaram-se outras adesões e a rede é hoje constituída por cerca de cinquenta as unidades de investigação, tendo como principais objectivos gerar sinergias entre os grupos de investigação para candidaturas a programas de investigação e desenvolvimento por si ou em conjunto com parceiros institucionais, empresariais ou outros. Coordenar recursos e gerar equipas para resposta a oportunidades de investigação e desenvolvimento tecnológico, a formulação de programas de investigação estáveis e com alguma dimensão e a prestação de consultadoria científicotecnológica, são outras das tarefas a que se propõem a rede, que pretende ainda constituir progressivamente uma infraestrutura estável para apoio à inovação e competitividade regional.

Parque de Ciência e Tecnologia O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) constitui uma das componentes do Programa Estratégico do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia – SRTT. O ponto de partida que subjaz ao Parque de Ciência consiste na criação de uma rede de conhecimento e inovação fundada numa base essencialmente territorial e na concretização de uma estratégia comum de reforço das competências regionais e de afirmação das suas capacidades ao nível nacional e interna-

cional com recurso a factores indutores de criatividade, de diferenciação e de promoção de empreendedorismo, inovação e desenvolvimento. O PCTA será localizado no Parque Industrial e Tecnológico de Évora, no entanto, esta estrutura será complementada com a criação de pólos temáticos nas cidades de Beja, Santarém e Portalegre, com extensões específicas noutras localidades. Aprovado pelo InAlentejo, o SRTT representa um investimento de 41,8

milhões de euros, e corresponde a um montante comunitário FEDER de 29,3 milhões de euros (com uma taxa de co-financiamento de 70% para todas as operações a candidatar). A candidatura foi apresentada pela ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, líder do consórcio que lhe dá suporte e que incorpora mais de 20 entidades, incluindo a Universidade de Évora e os institutos politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, entre outras instituições regionais.

Ciências do Património Artístico e Cultural Tem por objectivo promover a geração de equipas de projecto e programas de investigação nas áreas do património histórico, artístico e cultural, das ciências humanas e sociais e da história e filosofia das ciências. Ciências Sociais e Empresariais Tem por objectivo promover a geração de equipas de projecto e programas de investigação nas áreas da Economia, Gestão, Sociologia e Antropologia , envolvendo parceiros provenientes do tecido empresarial, institucional, bem como estabelecimentos de ensino e investigação, com o objectivo de desenvolver actividades de formação, investigação e difusão de conhecimento científico. Tecnologias do Ambiente do Solo e da Água Tem por objectivo promover a geração de equipas de projecto e programas de investigação nas áreas do ambiente e dos recursos naturais em domínios diversificados que vão da atmosfera e clima, à água, ao solo e subsolo, incluindo-se ainda nos seus objectivos as energias renováveis. Tecnologias Industriais e da Informação Tem por objectivo promover a geração de equipas de projecto e programas de investigação nas áreas das novas tecnologias em domínios diversificados que vão da indústria extractiva à transformadora, incluindo as tecnologias de informação, a robótica e a energia.


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18 Agosto ‘11

Exclusivo Mais um hotel de 5 estrelas com inauguração prevista para 2012. Não faltam projectos na região.

Alentejo tem 130 projectos turísticos em desenvolvimento Foto | Arquivo

Região é a que mais investe na área a nível nacional Pedro Galego | Texto O Alentejo tem actualmente cerca de 130 projectos turísticos em desenvolvimento, nas mais variadas fases, transformando a região na que mais investe actualmente no turismo em Portugal. O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, assume que actualmente este sector vive um “período forte” em que a tem sido a dinamização empresarial deste sector a dar alguns passos contra a conjuntura de crise. Desde o início do mais recente Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), em 2007, já foram aprovados 87 projectos turísticos no âmbito dos sistemas de incentivos à inovação e à qualificação - num total de 92 milhões de euros de incentivos - e mais de 50 projectos no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). De acordo com a mesma entidade, o sector do turismo representa, no âmbito do QREN, 44 por cento dos incentivos aprovados no Alentejo, o que demonstra “a dinâmica dos empresários turísticos e do sector”. “O turismo constitui no Alentejo uma ilha em relação ao desenvolvimento do território”, considera Ceia da Silva que explica ainda que o crescimento turístico da região não é apenas “quantitativo”, revelando que “a apreciação dos projectos em termos qualitativos coloca o Alentejo com uma apreciação em média 25 por cento superior em relação ao resto do país”, mas que é para todas as bolsas e segmentos, com oferta diversificada desde “as tasquinhas às unidades de cinco estrelas”. Entre as propostas mais sonantes está a construção de um novo hotel de cinco estrelas em Vila Viçosa, o Alentejo Marmoris Hotel e SPA (ver caixa). Além da satisfação trazida pelos números do investimento, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo segue também o seu trabalho de estudo do sector, estando já em marcha o segundo inquérito para o Estudo do Perfil do Visitante/Turista do Alentejo.

“O turismo constitui no Alentejo uma ilha em relação ao desenvolvimento do território”, diz Ceia da Silva presidente da Turismo do Alentejo. Até 15 de Setembro, as equipas de inquiridores vão realizar mil entrevistas nas 14 localidades da região mais visitadas, nomadamente: Évora, Monsaraz, Vila Vi-

çosa, Elvas, Beja, Mértola, Serpa, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Tróia, Porto Covo, Vila Nova de Milfontes e Alqueva. Os inquéritos incidem sobre quatro

Novo 5 estrelas em Vila Viçosa O Alentejo Marmoris Hotel e Spa, nova unidade hoteleira de categoria superior e em construção desde 2009 em Vila Viçosa está prevista para Abril de 2012. Este empreendimento de 5 estrelas representa um investimento a ultrapassar os 6,5 milhões de euros, 4,2 dos quais provenientes de fundos de apoio ao Turismo da União Europeia. Segundo a Jardimajestic, empresa responsável pela obra, o hotel terá 42

apartamentos e 3 suites e ficará situado no edifício do antigo lagar da Cooperativa de Olivicultores, frente ao largo da feira, que está a ser recuperado e adaptado a unidade hoteleira. Na decoração contará com forte presença do mármore, pedra ornamental que move a economia local, sendo mesmo considerado como o ‘ouro branco’ do Alentejo. Serão criados cerca de 26 postos de trabalho.

grandes categorias que permitem aferir o grau de satisfação e o perfil do turista que se desloca ao Alentejo, designadamente as motivações e expectativas dos visitantes, a satisfação com o destino, as características da reserva e da viagem e as características sócio-demográficas. O primeiro inquérito realizou-se no período de Carnaval. Os dados agora recolhidos vão complementar a informação que a Turismo do Alentejo pretende estudar. Até ao Verão de 2012, a entidade espera ter em mãos mais de quatro mil inquéritos realizados. Este projecto conta com a coordenação técnico-científica do CESTUR (Centro de Estudos de Turismo) e tem ainda como parceiros o Instituto Politécnico de Portalegre, o Instituto Politécnico de Beja e Universidade de Évora.

Alqueva com projectos de envergadura É nas margens da Albufeira de Alqueva que também vão surgir outros projectos de grande envergadura no sector do turismo. Apesar da conjuntura de crise e das possíveis alterações na calendarização das obras e abertura das novas unidades, o Roncão d’El Rei, a Herdade do Barrocal e o L’AND Reserve/Herdade do Mercador - todos considerados de Potencial Interesse Nacional (PIN) - a aposta continua a ser forte. O Roncão d’El Rei, Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP),

liderada por José Roquette, já começou as obras há alguns meses e deve lançar até Outubro a empreitada do primeiro hotel do complexo que também tem prevista a criação de um campo de golfe na antiga reserva de caça do rei D. Carlos com vista para o grande lago. A associação que representa promotores de projectos turísticos junto ao Alqueva, alguns deles de Potencial Interesse Nacional (PIN), garantiu que, apesar da crise, os complexos, “vão em breve entrar em

construção”, sem alterações “à qualidade proposta”. “Não deixámos de acreditar nos projectos, nem no destino Alentejo, em especial no Alqueva. Vão entrar em breve em fase de construção”, assegurou José António Sousa Uva, presidente da assembleia-geral da Associação de Promotores do Alqueva (APA), citado pela Diana FM. A associação engloba os promotores de seis projectos turísticos ligados a Alqueva, de entre os quais três classificados como

PIN: Roncão d’El Rei, Herdade do Barrocal e L’AND Reserve/Herdade do Mercador. Segundo o responsável, apesar da crise e da demora na concretização dos projectos PIN na zona do Alqueva, “há uma aposta clara dos promotores em se comprometerem com o que foi aprovado em plano de pormenor”. “O que se teve de fazer foi ajustar os programas e, no fundo, o tempo de execução dos mesmos”, mas “a qualidade proposta não é alterada devido à crise”.


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Exclusivo D. António Vitalino apela a todos os migrantes para que “não desistam perante as dificuldades”.

Bispo pede esforço contra a resignação Desemprego crescente preocupa Bispo de Beja. O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), D. António Vitalino, apelou a todos os migrantes para que não desistam “perante as dificuldades”, em especial no que diz respeito ao emprego. “Somos um povo em mobilidade, peregrino, à procura da felicidade, de melhores condições de vida, para nós e as nossas famílias, um povo que não resigna perante as dificuldades e a imobilidade de muitos ambientes, onde grassa o desemprego e a falta de perspetiva de inserção no mundo do trabalho”, referiu. Na missa da vigília da Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado, o bispo de Beja assinalou que “o fenómeno crescente do intercâmbio cultural, universitário, económico, desportivo e turístico pode unir cada vez mais todos os povos, tornar-se motor do desenvolvimento e lançar pontes de compreensão e de colaboração entre as diferentes culturas e nações, apressando a construção de PUB

“A solidariedade, a partilha, a hospitalidade, numa palavra, a caridade é que nos podem ajudar a vencer a crise”. António Vitalino uma só família humana”. “Continuamos a ser um país de emigrantes. Mas somos também um país de imigrantes”. “Em tempo de crise económica não nos esqueçamos de continuar a ser acolhedores e hospitaleiros e não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem a nós. Somos todos pessoas hu-

manas, com uma dignidade fundamental, com direitos e deveres”, alertou ainda. Segundo o presidente da CEMH, os recentes distúrbios nos “subúrbios das grandes cidades do Reino Unido, como há anos em Paris, e há pouco em Madrid e Barcelona”, devem ser para “um alerta” para não se enveredar “pelo caminho do salve-se quem puder”.

Portalegre

Nova presidente assume funções Adelaide Teixeira assumiu, na última reunião ordinária de Câmara, as funções de presidente da Câmara Municipal de Portalegre no seguimento da renúncia de Mata Cáceres ao mandato por razões de natureza pessoal. Depois de lida a carta de renúncia do antigo presidente, Adelaide Teixeira, que até então tinha exercido as funções de vereadora e vice presidente eleita pelo PSD, nomeou Ana Manteiga para vice-presidente e o arquitecto Nuno Santana para vereador, ambos em regime de permanência e exclusividade. Ainda durante a reunião foram redistribuidos os respectivos pelouros de vereação. “Tenho consciência de que ser presidente da Câmara é um cargo de grande responsabilidade e conto com todos para trabalharmos em conjunto”, diz Adelaide Teixeira. “Os interesses da cidade estão acima de qualquer outro interesse e por isso assumo este cargo para servir os outros e não a mim. Passamos por momentos difíceis e sei que não será uma tarefa fácil mas darei o meu melhor em prol da cidade de Portalegre”, acrescenta.


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18 Agosto ‘11

Exclusivo Um dos mais importantes santuários de arte rupestre a Sul do Tejo voltou a reabrir portas.

Gruta do Escoural reabriu depois de obras de requalificação Pinturas mais antigas datam de há 25 mil anos, tendo a gruta sido descoberta por mero acaso. Luís Godinho | Texto O período mais turbulento da história recente da Gruta do Escoural, em Montemor-o-Novo, um dos mais importantes santuários de arte rupestre a Sul do Tejo, parece ter chegado ao fim. Ao longo dos últimos anos a gruta tem permanecido encerrada, seja por falta de pessoal para acolher visitantes e turistas, seja pela necessidade de obras de requalificação. Mas a recente reabertura veio abrir um novo ciclo na vida deste monumento. “Esperemos que agora seja de vez”, diz o presidente da Junta de Freguesia do Escoural, Duarte Luz, revelando que ao longo dos anos “muitos milhares de pessoas” se deslocaram à terra na tentativa, vã, de visitar um local cujas pinturas rupestres mais antigas datam de cerca de 25.000 a.C.. “A Gruta do Escoural está divulgada em muitos roteiros e até tem sinalização na auto-estrada, de modo que vem aqui gente de todo o lado mas bate com o nariz na porta”. À Junta de Freguesia chegou, inclusivamente, a queixa de um casal norte-americano que atravessou o Atlântico na esperança de conhecer este monumento. Depois de um longo período de encerramento por falta de pessoal, a gruta reabriu no início de 2009 para fechar passados 9 meses. A ideia era concluir as obras de requalificação até Fevereiro de 2010. Mas o prazo para a execução dos trabalhos “derrapou” mais um ano e meio. De acordo com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), as obras in-

Direcção Regional de Cultura do Alentejo investiu na requalificação de um monumento procurado por turistas de vários pontos do mundo. cluíram o arranjo exterior do espaço, novas estruturas de circulação interna e um novo sistema de iluminação. O projecto envolveu um investimento de 330 mil euros parcialmente financiado por fundos comunitários e integra o desenvolvimento de um plano de monitorização e gestão ambiental do espaço e da respecti-

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Um património único Descoberta por mero acaso em 1963 quando se procedia a trabalhos de exploração de uma pedreira, a Gruta do Escoural continua a ser a única cavidade do território português onde é possível observar directamente vestígios de pinturas e gravuras rupestres de idade Paleolítica (entre 30 a 10 mil anos a.C.), na mesma linha da chamada “arte das cavernas” que tem os seus expoentes máximos em Altamira (Espanha) e Lascaux (França). No seu interior foi encontrada uma necrópole datada do Neolítico Final

va arte rupestre. “Dada a extrema fragilidade dos vestígios em causa, apesar das melhorias introduzidas as visitas serão particularmente condicionadas: terão de ser previamente marcadas, estando estabelecido um número limite de visitas e de visitantes diários”, acrescenta a DRCA. Ou seja, o monumento não estará permanentemente aberto, sendo necessário agendar as visitas através do Centro Interpretativo da Gruta do Escoural, localizado no centro da vila, a três quilómetros de distância. De forma regular serão organizadas visitas especiais acompanhadas por arqueólogos ou espeleólogos. “Esta forma de funcionar acaba por ser melhor pois os turistas não se ficam apenas pelo monumento e têm mesmo de vir ao Escoural”, diz o presidente da Junta de Freguesia. “Tenho esperança que isto traga mais movimento à terra e faça mexer os restaurantes”. Além da reabertura foi lançado o livro “Escoural, Uma Gruta Pré-Histórica no Alentejo”, da autoria do arqueólogo António Carlos Silva, que há 30 anos conduziu um projecto de investigação no monumento em colaboração com a universidade belga de Liége. O dia de abertura foi ainda marcado pela realização de visitas especialmente dirigidas à população da freguesia que assim teve oportunidade de observar “em primeira mão” os melhoramentos introduzidos.


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Radar

Guia para descobrir fontes e chafarizes através dos quais se contam histórias e tradições do Alentejo.

À descoberta das fontes históricas Monumentos nacionais, fontes e chafarizes convidam a passeios de Verão. Luís Godinho | Texto Construídas em materiais e estilos muitos diferentes, adaptadas ao espaço urbano ou rural onde se inserem, decoradas com figuras escultóricas ou despidas de elementos decorativos, de raízes históricas bem definidas ou associadas a lendas e tradições locais, não faltam exemplos de fontes históricas preservadas no Alentejo. Talvez por causa da cíclica escassez de água. Talvez como elemento identitário das várias localidades. Algumas são Monumentos Nacionais. Outras encontram-se classificadas como Imóveis de Interesse Público. São fontes e chafarizes, um património histórico e cultural intimamente associado às localidades onde foram construídos. Fontes como as da Praça do Geraldo ou das Portas de Moura, em Évora, datam de meados do século XVI e são geralmente referenciadas como das mais notáveis do país. Muitas outras datam dos séculos XVIII e XIX quando o consumo de água começou, progressivamente, a deixar de ser feito a partir das ribeiras que circundavam as áreas agrícolas e passavam pelos núcleos urbanos. Aos poucos, fontes e chafarizes - o termo chafariz tem origem árabe, sendo vulgarmente utilizado para designar as fontes dotadas de várias bicas, sendo que algumas fontes conservam a sua designação original, como acontece, por exemplo, no Alandroal ou em Borba - começam a ocupar um lugar central na vida de vilas e cidades. Em Lisboa, cidade à qual já no século XIV-XV, segundo o cronista Fernão Lopes, afluíam gentes de todo o reino, chegou a vigorar a partir de 1551 uma provisão concelhia destinada a regular o acesso ao Chafariz DelRei, com as diversas bicas a marcarem a diferenciação social: aos pretos, mouros e cativos estavam consignadas a primeira e quinta bica, os brancos ficavam com a terceira, quarta e sexta, os mouros das galés ocupavam a segunda. Também as posturas antigas

da Câmara de Évora, transcritas em 1466 pelo escrivão Fernão Lopes de Carvalho e reunidas num novo volume em 1662 por Francisco Cabral de Almada, são demonstrativas da importância já então atribuída aos fontanários da cidade pois ordenavam aos moradores “que nom lavem cousa çuja no chafariz das bravas nem nos poços dell, nem façam lixo nenhum ... e o rendeiro alinpe o chafariz e o lave cada mez”. De acordo com André de Resende, em 1573 existiam no interior dos muros da cidade de Évora três fontes públicas, localizadas na Praça da Água da Prata, Porta Nova e Portas de Moura, a que se juntava ma outra no Rossio de S. Brás e um conjunto de doze fontanários que serviam os diversos conventos. O padre Francisco Fonseca acrescentalhe mais duas fontes: a de S. Bento e a das Cinco Bicas. No caso concreto de Évora, todo o intenso trabalho de abastecimento público de água ocorrido no século XVI está intimamente correlacionado com a inauguração, a 28 de Março de 1537, do Aqueduto da Água da Prata, construído, como sublinha João de Barros, pelos “melhores oficiais e pedraria que havia no reino”. A cidade passou a ser abastecida a partir da Graça do Divor tornando-se indispensável, a partir

de então, regular o acesso à água como forma de evitar a abertura descontrolada de fontes ao longo do aqueduto. Data de 1554 um ofício dirigido por D. João III à Câmara de Évora sobre a abertura abusiva de um fontanário num dos pegões do aqueduto localizado na Porta Nova: “Eu sou informado que destes licença aos moradores e vesinhos dagua da prata a porta nova que fizesê hua fonte com bicas e abrisem o cano per hun dos peguões da dita agua da prata e ao pé do dito peguão fizerão huã fonte com bicas pelo que vos mando que loguo me escrevaes como destes a tal licença e consentiste fazer-se a dita fonte, ou se tinheis pera isso provisão minha e se a tendes enviarmaeis e as rezões que tiveste pera o fazer”. Curioso é o facto de muitas fontes aparecerem associadas a poderes curativos. Em Borba, por exemplo, aparece referida uma fonte cujas águas, no século XVIII, eram “boas para mulheres paridas, nos primeiros quinze dias depois do parto, pelo que todas a mandam buscar para beberem, e a experiência tem mostrado lhe fazer bem”. Já no Alandroal, perto de Terena, a água da Fonte Santa revelava-se miraculosa: “bebendo-a muitos enfermos, especialmente os que padecem de terçãs, tiveram remédio nas suas queixas”.

A fonte da Praça do Geraldo é considerada das “mais notáveis” do País.

Uma fonte monumental na praça de Alandroal «A vila do Landroal De pequena, mete graça: Tem uma fonte no meio Q’dá de beber a quem passa» Registados na tradição oral das gentes do Alandroal, estes pequenos versos passaram de geração em geração e constituem um bom exemplo da importância atribuída pelas gentes locais à fonte localizada na principal praça da vila. Trata-se de uma construção datada muito provavelmente de finais do século XVII já existindo em 1708, ano da edição da “Corografia Portuguesa” do padre António Carvalho da Costa. No seu levantamento social e patrimonial do País, Carvalho da Costa não deixa de realçar a grandiosidade da fonte do Alandroal: “Na sua praça há uma notável fonte de pedra

branca com seis bicas de bronze com um tabuleiro ao redor, a qual tem oitenta palmos em quadro, vinte de canto a canto, com oito palmos de altura de água, que sempre está transbordando por cima, com a qual se regam todas as hortas, que estão em seu redor, que são muitas”. De acordo com relatos de meados do século XVIII, ara além de assegurar o abastecimento aos moradores da vila, a água da fonte servia para regar pequenas propriedades agrícolas e permitia o funcionamento de três lagares de azeite situados nas proximidades da povoação. O sistema de rega completava-se com outra fonte, conhecida como das Freiras, cuja

nascente se encontrava no interior de uma zona rochosa. Em 1778 foi erigida uma construção anexa à fonte, conhecida como tanque de lavagem, sob desenho de José Pereira e Nicolau Rocha, que existiu até princípio do século XX. A fonte á abastecida a partir de um depósito localizado na parte inferior da frontaria, decorado por um friso

com seis figuras zoomórficas, representando cabeças de leões. Na tradição popular, cada uma das seis bicas era conhecida por um nome próprio: bica de Santo António, de S. João, de S. Pedro, do Rei, das Feiticeiras e dos Namorados. «Na das Feiticeiras não só há repugnância em beber, mas em recolher água; a dos Namorados é a que deita menos e por isso a preferirem as moças, que aí conversam mais tempo com os seus rapazes enquanto as cantarinhas se enchem», regista Leite de Vasconcelos numa visita que efectuou ao Alandroal no início do século. No frontispício triangular da fonte destacam-se, ao centro, um escudo com as armas reais de Portugal, ladeado por dois bustos de pedra esculpidos ao estilo romano.


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18 Agosto ‘11

Radar Banda portuguesa faz pausa nos concertos internacionais para actuar dia 31 em Montemor-o-Novo. 36 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Crença, Confiança, Poder - magia e sagrado na vida política O senso comum, que todos partilhamos sem nos darmos conta, tende a encarar a crença nos políticos, no sistema, no Poder que eles detêm e exercem, como resultado dum processo racional, ou pelo menos razoável. Cremos porque confiamos, e por confiarmos, aceitamos o Poder. A “legitimidade” (aceitação) do Poder é o que garante a sua perenidade, nenhum Poder conseguiria manter-se no longo prazo pelo uso exclusivo da força. Mas o aspecto racional da aceitação do Poder é superficial. A aceitação do Poder assenta num substrato mágico, e no carácter sagrado do Poder, mesmo nas democracias mais laicas. A Crença e a Confiança são a base do Poder legítimo. Mas porque as dizemos “sagradas”? A Crença nos discursos políticos (“todos mentem com quantos dentes têm”), nas promessas (“eles nunca as cumprem”), a Confiança na sua acção (“eles só pensam nos seus interesses”) são, já o afirmei, paradoxais. Emile Benveniste mostrou as antiquíssimas raízes sagradas dessas noções. A raiz de “Crer”, escreve Benveniste, proliferou em múltiplas noções que estão no centro da nossa civilização: credibilidade, acreditar, mas também crédito. Quanto à “confiança”, cuja raiz é “fides”, a Fé, que deu fidelidade, fiel, mas também fiança, fiduciário, ela é essencial na troca económica mesmo a mais corriqueira. Assim, além do domínio das noções morais, a vida económica, aparentemente tão laica e trivial, incorpora (entre “crédito” e “fiduciário”) uma raiz sagrada, o tema de “dar a sua Fides” ou o seu “Cred” (donde o verbo latino para crer: creddere), um acto mágico de entrega. Por isso se torna tão difícil, para quem está submetido a um Poder, quebrar a Crença na bondade desse poder, ou recusar-lhe a Confiança. Mesmo nos casos mais dramáticos, o Poder ameaça sempre transformar a sua vítima em culpado, e a si próprio em vítima. O adulto que abusa do seu poder sobre uma criança maltratando-a, o homem mais forte que viola uma mulher, o poderoso que maltrata um fraco, o homem de poder criminoso que é acusado pelo cidadão, detêm em mãos um terrível poder mágico. A vida política está cheia dessas inversões mágicas: veja-se Freeport, BPN, etc. A Crença não é portanto nem inocente, nem totalmente racional e voluntária. É o temor irracional da magia do Poder que mantém a vítima, o fraco, o cidadão, na incapacidade de retirar confiança, negar a Fides, e abandonar o laço emocional da Crença que o mantém submisso.

*CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

OrqueStrada com concerto marcado para a Feira da Luz D.R.

Depois de um “tour” pela Europa, a banda regressa aos palcos nacionais. Dia 31, em Montemor-o-Novo. Os OqueStrada regressam aos palcos portugueses para três dias de concertos que prometem conquistar, mais uma vez, o público português. E que inclui uma actuação em Montemor-o-Novo. Apostada na globalização, a banda da margem faz uma breve pausa nos concertos internacionais para voltar às estradas portuguesas ao som de Tasca Beat – o sonho português, álbum galardoado com Disco de Ouro. “Terminámos com chave de ouro a tour europeia de Verão no Esperanzah Festival, na Bélgica, e foi mais um concerto fantástico. Voltamos à Europa em Outubro. Agora estamos prontos para matar saudades do nosso Portugal”, explica Miranda, vocalista dos OqueStrada. Depois de Portimão e Manteigas, os OqueStrada serão cabeças de cartaz no último dia do mês, na Feira da Luz, em Montemor o Novo. OqueStrada nasce na viragem do milénio em 2001, frente a Lisboa do lado sul do Tejo do desejo de Miranda e Pablo de criar um musical portátil que narrasse um país em transição entre o campo e a cidade entre dois séculos e desse realce à identidade única de cada músico. O resultado foi um som vibrante popular e inovador. Esta pequena “orquestra vadia” percorreu durante anos Portugal, construindo uma carreira de espectáculos ao vivo e conquistando público de todas as gerações. Finalmente em 2009, lança o seu 1º disco “TascaBeat – o sonho português” e o que até então era um segredo de muitos, revela-se ao grande público e é considerado pelos media um dos melhores álbuns do ano, obtém ainda uma nomeação de melhor canção pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

Músicas no Claustro em Setembro Iniciativa do Eborae Música promove música clássica. O XII Ciclo de Concertos “Música nos Claustros” prossegue em Setembo com três concertos e recitais, nos dias 3, 10 e 24, às 21h30, em Évora, no Convento dos Remédios. No dia 3 de Setembro, às 21h30, realiza-se o Concerto de Canto e Quarteto de Cordas por Carolina Raposo (soprano) Susana Nogueira, Luís Rufo (violinos), Bruno Correia (viola d’Arco), Samuel Santos (violoncelo). No programa estão obras de Haydn, Mozart, Beethoven, Dvórak, Schumann e outros. Segue-se um recital Orlanda Isidro (soprano) e Fernando Cordas (guitarra), cujo programa integra obras de G. F. Haendel; W. A.Mozart; Fernando Sor; Francesco Molino; Mauro Giuliani; F. Schubert; B.

D.R.

Britten e Walton. Orlanda Velez Isidro nasceu em Évora, iniciou os estudos de Canto com Maria

Repas Gonçalves e terminou em 1997 a licenciatura em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e, no mesmo ano, foi para os Países Baixos onde concluiu em Junho de 2000 a pós-graduação em Canto pelo Conservatório Real da Haia, com os professores Rita Dams, Lenie van den Heuvel e Marius van Altena. O seu repertório abrange vários estilos e épocas musicais como oratória e ópera, com preferência pelo barroco, classicismo, e música contemporânea. No dia 24 de Setembro, será a vez do recital de Irina Pak (violino) e Ian Mikirtoumov (piano), com músicas de J. S. Bach - Sonata N.º 2 in A Minor, BWV 1003 – Grave e Fuga; A.Schnittke - “A Paganini” (para violino solo); N. Milstein - “Paganiniana” (para violino solo); J. Brahms Violin - Sonata N.º 3 in D Minor, op. 108 e I. Frolov - “Fantasy” on the themes from Gershvin’s opera Porgy and Bess.


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Radar Rita Guerra regressa com Tour Luar.

Expomora 2011 anuncia concertos Realiza-se entre 9 e 11 de Setembro no Parque de Feiras. Os concertos vão ter lugar sempre às 21h00, com Rita Guerra no primeiro dia, 9 de Setembro, Aurea, no segundo, 10, e Deolinda a encerrar o evento no dia 11. Considerada uma das melhores vozes portuguesas, Rita Guerra nasceu em Lisboa, a 22 de Outubro de 1967. A paixão pela música encontrou-a ainda na adolescência e a sua voz única e rica granjeoulhe o primeiro contrato discográfico aos 22 anos. Com ele gravou, em 1990, o álbum de estreia “Pormenores Sem a Mínima Importância”, apadrinhado por Rui Veloso. Seguiu-se “Independence Day” (1995), totalmente cantado em inglês. “Desencontros” (2000), um álbum de duetos com Beto, confirmou a popularidade de Rita Guerra junto do público português, arrebatando um esmagador e duradouro sucesso de vendas. Entre os vários discos lançados, destaque para “Da Gama “é um trabalho de música étnica, da autoria do Maestro Pedro Osório, “Rita” e “Sentimento”. A 16 de Abril de 2009, a cantora vence o prémio “Top Choice Award” (TCA), na categoria de “Top International Female Singer 2009”, que tem por base a votação da comunidade portuguesa residente no estrangeiro. Desde cedo que Aurea queria ser atriz, entrando assim para o curso de Teatro da Universidade de Évora,mas depressa apercebeu-se que era a música que queria seguir e juntamente com Rui Ribeiro, um estudante de música na mesma escola, começaram a escrever canções. Rui Ribeiro foi o autor de sete dos dez temas do disco de estreia, que marca uma influências claramente pop/soul. O disco foi pro-

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Rita Guerra, Aurea e Deolinda com concertos marcados para Mora

duzido por João Matos e Ricardo Ferreira. O álbum de estreia homónimo foi lançado a 27 de Setembro de 2010, tendo atingido o primeiro lugar da tabela em Portugal, destronando o álbum ao vivo de Pearl Jam, Live on Ten Legs. Detentora de voz poderosa e cativante, apesar dos seus 23 anos, Aurea tomou de assalto as ondas hertzianas nacionais com o single de estreia “Busy (For Me)”, que marca a toada deste primeiro registo homónimo, contagiante e eclético, que tem na sua imensa voz o fio condutor. A fechar o cartaz da Expomora, os Deolinda dispensam apresentações. O projecto musical surgiu em 2006, quando os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (ex-Bicho de 7 Cabeças) convidaram a prima, Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, para cantar quatro canções que tinham escrito. O sucesso foi imediato. Durante o dia Mora vai ser animada por animação de rua, insufláveis, parque radical e um comboio turístico, entre petiscos nas casinhas de comes-e-bebes e stands que mostram o potencial económico e artístico do concelho alentejano.

Sabores da Estrela reabre nas margens de Alqueva O restaurante Sabores da Estrela, na aldeia da Estrela mesmo junto às margens do Lago do Alqueva, reabriu este mês, agora sob a gerência e know how da Amieira Marina. Depois de dois meses encerrado, o espaço reabriu sob a batuta da experiência de três anos da Amieira Marina no seu próprio restaurante panorâmico. A empresa passou a gerir os “fogões” do gourmet Sabores da Estrela, espaço de paragem obrigatória para os utentes dos barcos-casa e para outros comensais. Com uma identidade própria e um menu especial, o Sabores da Estrela surpreende, tanto pela localização numa aldeia junto às águas e vista panorâmica sobre o Grande Lago, como pelos aromas de

uma cozinha regional apurada, mas com um toque de quem sabe e aprecia. Senão, atente-se na carta: nas entradas, Queijo de Serpa Assado ou de Cabra Frito e Farinheira com Ovos dão nota de uma cozinha diferente, que prossegue nos “Pratos Regionais”, onde pontuam Migas, Pezinhos de Coentrada, Açorda, Ensopado de Borrego e Perdiz Selvagem, ente outras iguarias. No item “Novos Sabores”, destacam-se Coentrada de Camarão, Tornedó, Magré e um menu da pequenada… Um must! Os vinhos são maioritariamente alentejanos, servidos em apropriados copos numa mesa bem aparelhada. As sobremesas contemplam, entre outras, Arroz Doce, Encharcada, e o já famoso Estrela de Chocolate e Laranja Regada.


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Radar Afinal o que é auto-estima?

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Isabel Leal

Escritora | www.criancasdeumnovomundo.com

É a opinião e o sentimento que cada pessoa tem de si mesma. É a capacidade de se respeitar, confiar e gostar de si mesmo acima de todas as coisas. Fazer as escolhas que trazem felicidade. Quando os erros acontecem ter a capacidade de os identificar e a coragem de corrigir as escolhas ou de as cortar. Ter fé que podemos tudo e conseguimos tudo com a nossa força de vontade desde que a auto-estima ou o amor por nós venha em primeiro lugar. O corpo de desejo é o mais difícil de controlar no entanto somos pessoas dotadas de inteligência e por este motivo é obrigatório saber quando parar. Só pessoas bem estruturadas conseguem tudo pelo plano mais feliz e para sempre. Baixa auto-estima pode ser caracterizada por sintomas como insegurança, dúvida constante, depressão, inflexibilidade, ansiedade, stress, medo, agressividade, dependência, falta de visão, neblina sobre os acontecimentos, necessidade extrema de agradar e de ser aplaudido, entre outras. As causas mais comuns que afectam a falta de auto-estima são crítica, carência, frustração, inveja, humilhação, falta de amor-próprio, timidez, raivas, perdas ou dependências, uma infância com muitas castrações, desorientações ou disciplina rígida. Todos sabemos que a sociedade nos oferece padrões, regras e impõe modelos supostamente perfeitos. Também os herdamos pelo ADN. Todos querem ser como modelos. Isso é falso, pois cada ser é único. Não existe mais ninguém no plaPUB

Horóscopo semanal

neta igual a si. Aceite-se como é com todas as suas características e não se compare a ninguém. Acreditar, saber que existe valor, mostrar confiança no que é feito, não só nos coloca numa excelente posição face aos outros como estimula para que haja vontade de fazer mais e melhor. Os sentimentos que colocamos no que fazemos e dizemos são leituras para todos os que nos rodeiam. Uma atitude firme, alegre e de bom senso abre todas as portas. Quem tem boa autoestima, apresenta flexibilidade para se curvar sem quebrar e não apresenta seu orgulho (ego) tão “à flor da pele”, procura tratar-se de maneira amorosa e passa isso aos demais. Para que a auto-estima esteja sempre em alta é bom termos a noção do valor pessoal, o físico em boa forma praticando algum desporto ou actividade física (andar, por exemplo), manter em mente as qualidades pessoais e repeti-las muitas vezes. É importante que nos tratemos bem. Acreditar que todos somos especiais e procurar fazer algo por pequeno que seja todos os dias que realmente nos deixa feliz.

mas também a beleza interior. Nem todos nascemos com as características que gostaríamos de ter, mas podemos todos realçar pontos positivos e, por isso, o charme e o magnetismo pode ser mais belo do que uma cara bonita. Pessoas que se estimam e se valorizam sempre, alcançam mais sucesso. Os demais respeitam-nas e ficam a pensar qual será o segredo do seu sucesso. A pessoa que apresenta tranquilidade em relação ao seu potencial, nunca se compara com o outro, não se sente ameaçado, nada tem de provar, fica feliz com o seu sucesso e o do outro e trabalha com afinco a cada momento. A harmonia dos pensamentos, dos sentimentos e acções facilita o equilíbrio mental, fazendo com que a energia seja mais positiva, atraindo, assim, mais e melhores situações e pessoas.

Carta Dominante: O 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Seja mais carinhoso com o seu parceiro. Procure intensamente sentimentos sólidos e duradouros, espalhando em seu redor alegria e bem-estar! Saúde: Opte por refeições ligeiras. Dinheiro: Poderá realizar investimentos a título individual.

Caranguejo Ligue já! 760 10 77 34 Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: A sua vida afectiva poderá ganhar um novo rumo. Dê tempo ao tempo e acredite que é possível ser feliz. Saúde: Cuide melhor da sua pele, está a necessitar de uma limpeza facial. Dinheiro: Sentir-se-á preparado para realizar os projectos a que se propõe.

Leão Ligue já! 760 10 77 35 Carta Dominante: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: O seu cansaço pode prejudicar a sua relação amorosa. Procure estar calmo. Não se canse vivendo agitado! Saúde: Procure não andar tão atarefado. Dinheiro: Poderá ter problemas com a sua entidade patronal. Seja audaz.

Balança Ligue já! 760 10 77 37 Carta Dominante: 10 de Espadas, que significa Dor, Depressão, Escuridão. Amor: Tente pensar um pouco na sua relação, e reflicta bem se esta o faz feliz. É tempo de meditação. Ela é uma energia da alma. Explore-a! Saúde: O stress e o excesso de trabalho poderão trazer-lhe alguns problemas de saúde. Dinheiro: Poderá haver um crescimento inesperado do seu poder material.

Escorpião Ligue já! 760 10 77 38 Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: rejeite pensamentos pessimistas e derrotistas. Pratique o pensamento positivo e as acções construtivas agora! Saúde: Liberte-se da pressão do dia-a-dia através da boa disposição. Dinheiro: Apesar das divergências de opiniões no seu ambiente de trabalho, não desista dos seus objectivos.

CAPRICÓRNIO Ligue já! 760 10 77 40 Carta Dominante: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor, Grande Alegria. Amor: O convívio com a pessoa amada estará favorecido nesta fase. Aproveite estes momentos e esqueça todos os seus receios. Mantenha-se alegre e receptivo. A Vida espera por si. Viva-a! Saúde: Fase estável, mas esteja sempre alerta. Dinheiro: Os seus problemas poderão ser resolvidos, embora com lentidão.

AQUARIO Ligue já! 760 10 77 41 Carta Dominante: A Força, que significa Força, Domínio. Amor: Procure não esconder segredos ao seu melhor amigo. Que a luz da sua alma ilumine todos os que você ama! Saúde: Evite adoptar posturas incorrectas. Dinheiro: É possível que não consiga cumprir um pagamento.

Gémeos Ligue já! 760 10 77 33 Carta Dominante: A Morte, que significa Renovação. Amor: Poderá ter de enfrentar uma forte discussão com alguém da sua família. Que a sua Estrela-Guia brilhe eternamente! Saúde: O cansaço poderá invadi-lo, tente relaxar. Dinheiro: A sua conta bancária anda um pouco em baixo, seja prudente nos gastos.

Virgem Ligue já! 760 10 77 36 Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Uma pessoa próxima de si poderá mostrar uma faceta menos agradável. O seu bem-estar depende da forma como encara os problemas. Saúde: Poderá sentir dores musculares. Dinheiro: Seja justo numa decisão que poderá ter que tomar.

Sagitário Ligue já! 760 10 77 39 Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Um convite inesperado alegrará o seu dia. Que os seus desejos se realizem! Saúde: Mantenha o optimismo e procure manter a sua energia habitual. Dinheiro: Investigue as oportunidades de emprego em empresas recentes.

PEIXES Ligue já! 760 10 77 42 Carta Dominante: O Julgamento, que significa Novo Ciclo de Vida. Amor: Sentirá necessidade de conhecer pessoas diferentes. Viva o presente com confiança! Saúde: Probabilidade de ocorrência de pequenos acidentes domésticos. Dinheiro: Altura de fazer contenção de despesas.

Sugestão de filme Os Smurfs - O Filme

Charme e magnetismo Todos sabemos que atitude atrai atitude, logo se a beleza interior for estimulada, antes de mais, dentro de cada um, o diaa-dia começa a ser mais rico e mais feliz. O exterior vai responder a esta atitude trazendo pessoas com esta mesma qualidade. Não é só a beleza física que atrai e encanta

Carta Dominante: A Papisa, que significa Estabilidade, Estudo e Mistério. Amor: As suas obrigações profissionais podem não lhe permitir estar tanto tempo com a pessoa amada, por isso, aproveite de uma forma especial todos os momentos a dois. Viva alegre e optimista! Saúde: Procure ter uma alimentação equilibrada. Dinheiro: Poderão surgir novas perspectivas nesta fase, mas não se deixe levar pelos impulsos.

Touro Ligue já! 760 10 77 32

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Livros recomendados: Alegria - A Felicidade Interior - Osho – Ed. Bertrand A Receita da Felicidade – Deepak Chopra – Editora Pergaminho Um Coração Cheio de Estrelas - Alex Rovira, Francesc Miralles - Editora Pergaminho

Direcção: Raja Gosnell Sinópse:

Gargamel (Hank Azaria) e seu gato Cruel enfim encontram onde fica a pacata vila encantada dos Smurfs, graças a um descuido de Desastrado (Anton Yelchin). Eles invadem o local, o que provoca uma debandada dos Smurfs. Desastrado segue o caminho errado e,

devido a ser noite de lua azul, se vê diante de um portal mágico. Ele, Papai Smurf (Jonathan Winters), Smurfette (Katy Perry), Gênio (Fred Armisen), Ranzinza (George Lopez) e Corajoso (Alan Cumming) entram no portal, para escapar das garras de Gargamel. O sexteto se vê em plena Nova York,

um mundo desconhecido e bem diferente do que estão acostumados. Como Gargamel os segue eles acabam se separando, com Desastrado indo parar em uma caixa, levada por Patrick (Neil Patrick Harris) para sua casa. É o suficiente para que os demais Smurfs o sigam, no intuito de resgatar o amigo.


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Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora Tel. 266 751 179 Fax 266 751 179 Email geral@registo.com.pt SEMANÁRIO

Fotografia

Estação Imagem na Proxecta 2011 A Exposição das reportagens vencedoras do Prémio de Fotojornalismo Estação Imagem/ Câmara Municipal de Mora 2010 vai abrir o Proxecta 2011 – 4º Festival de Fotografia, que decorre de 18 a 20 de Agosto, em Vilagarcia de Arosa, na Galiza. A inauguração da exposição, hoje, dia 18, pelas 20h00 locais, marca a abertura do festival, que inclui outras exposições, conferências e projecções nocturnas de fotografia ao ar livre nas principais ruas do centro da conhecida cidade da Rias Baixas galegas. O grande prémio do Estação Imagem 2010 foi atribuído ao fotógrafo Paulo Pimenta, por uma reportagem sobre a desactivada linha ferroviária do Tua, publicado no jornal Público. O júri, que foi liderado por Ayperi Accer (Reuters), que nesse ano presidiu também ao juri do Worl Press Photo, distinguiu ainda trabalhos em sete diferentes categorias, que fazem igualmente parte da exposição que vai ficar na Galiza até 18 de Setembro. O festival Proxecta 2011 integra as comemorações do Dia Mundial da Fotografia. PUB

Estremoz

Saldos de Stocks 2011

Realiza-se nos dias 9, 10 e 11 de Setembro a Feira de Saldos de Stocks “que, para além de permitir uma maior dinâmica económica do Concelho, tem ainda a particularidade de apoiar o comércio local, factor que nos parece fundamental, em especiatl tendo em conta a época de crise económica que atravessamos. Esperamos, por isso, uma forte adesão dos nossos comerciantes que, através deste evento, poderão mais facilmente escoar grande parte dos seus stocks, ao mesmo tempo que apelamos à participação de todos os que nos honrem com a sua visita ao certame” referiu Luís Mouirnha. Para além do certame, encontrará à sua espera no concelho de Estremoz a hospitalidade das suas gentes, a boa gastronomia, a genuinidade dos produtos regionais e a riqueza do seu património cultural e natural.

Avis

Ludoacampamento volta a reunir uma centena de crianças De 24 a 26 de Agosto O Parque de Campismo da Albufeira do Maranhão, volta a ser o local eleito para a realização do Ludoacampamento que reúne cerca de uma centena de crianças e jovens frequentadores das Ludotecas Municipais de Avis. Esta actividade, que decorre pelo quinto ano consecutivo, é uma das iniciativas mais aguardadas pelos frequentadores das Ludotecas Municipais, pois é sinónimo de uma aventura ao ar livre que se prolonga por três dias, repletos de divertidas actividades de natureza lúdica e desportivas mas sem descurar a componente pedagógica. Os principais objectivos do Ludoacampamento são a transmissão de conhecimentos básicos sobre a prática de acampamento, a preservação da natureza, a educação e sensibilização ambiental, bem como fortalecer o

espírito de grupo. Neste período, os jovens têm também a possibilidade de conhecer melhor o património natural do seu Concelho e estar em contacto com a natureza. Aproveitando a localização privilegiada do Parque de Campismo, para se refrescar durante os períodos de calor, os jovens campistas terão a possibilidade de participar em jogos lúdicodesportivos, que se realizam nas Piscinas Municipais ou fazer canoagem junto à praia fluvial da Albufeira do Maranhão. A pé ou de bicicleta, os jovens poderão explorar a zona circundante do Complexo do Clube Náutico, nos passeios de grupo que se encontram programados. Do programa de actividades constam também ateliers dedicados à educação para a saúde, reciclagem, expressões e jogos

bem como actividades de aventura e exploração da natureza e jogos tradicionais. Para animar os serões, irão realizar-se shows de talentos e jogos de dinâmica de grupos nocturnos. As Ludoteca de Avis são espaços cuja intervenção vai muito para além da componente de apoio à família. Nos diversos acontecimentos/festividades calendarizados, as crianças que frequentam estes espaços participam, anualmente, em vários actividades de carácter socioeducativo, nomeadamente, dramatizações, espectáculos musicais, encenações, etc. Todas as crianças entre os 3 e os 15 anos podem frequentar as Ludotecas Municipais existentes nas Freguesias de Alcórrego, Aldeia Velha, Avis, Benavila, Ervedal, Figueira e Barros e Valongo.

Registo ed168  

Edição 168 do Semanário Registo

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