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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 05 de Julho de 2012 | ed. 214 | 0.50€


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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 05 de Julho de 2012 | ed. 214 | 0.50€

D.R.

Preservação e qualificação da Serra de São Mamede Portalegre A Câmara Municipal de Portalegre vai criar uma rede de

corredores ecológicos na Serra de São Mamede, numa área que abrange mais de 3000 metros quadrados inseridos na Rede Natura 2000 e faz parte do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE). D.R.

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O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufémia , 14 Horta das Figueiras | 7005-320 Évora 266771284

Passos quer estabilidade financeira Pág.04 «É hoje muito evidente que o sistema financeiro na Europa desenvolveu um sentido de risco e de aversão ao risco que às vezes dificulta aquilo que é a própria função do sistema financeiro, que é estar disponível para que as empresas e as boas ideias possam florescer», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, durante a cerimónia de entrega da 10.ª edição do prémio Fundação Ilídio Pinho, Ciência na Escola, que decorreu na Exponor, em Matosinhos. D.R.

IIIªEdição do “Músicas no rio” Pág.05 A 3ª edição do “Musicas no Rio, os outros sons do Fluviário”, festival que anualmente acontece em Mora, abre com as actuações da Orquestra Sinfonieta de Lisboa e o guitarrista Pedro Jóia, na sexta, 13 Julho. D.R.

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UNESCO classifica Elvas como Património Mundial A classificação das fortificações de Elvas como Património Mundial, no sábado, dia 30 de Junho, decidida pelo Comité do Património da UNESCO, obriga o Estado português a restaurar o Forte da Graça, abandonado desde 1982 pelo Ministério

da Defesa e onde se acentuam os sinais de degradação. “O Estado compromete-se a preservar o bem classificado. É uma obrigação que existe embora depois se coloquem questões como a dificuldade de financiamento”,

diz Ana Paula Amendoeira, presidente do conselho de administração do ICOMOS/ Portugal, principal consultor da UNESCO na avaliação das candidaturas de bens culturais e mistos a incluir na lista do Património Mundial.


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A Abrir

Será remédio santo? Joaquim Fialho

Professor Universitário

Os resultados da operação “Remédio Santo”, levada a cabo pela Policia Judiciária, através da qual foram detidas dez pessoas, numa fraude em que estão em causa receitas falsas, doentes inexistentes, grupos de farmácias e médicos, são o reflexo da fraude recorrente que assola o nosso país. Esta terça-feira, o titular da pasta da Saúde, anunciou que o valor das fraudes poderá chegar a mais de cem milhões de euros. Não sei quantos doentes seriam tratados com esta avultada quantia. Não sei quantos Centros de Saúde ou Hospitais seriam construídos. Não sei quantas unidades de saúde poderiam ser renovadas. Lastimo que num país aparentemente desenvolvido, em que muito se pugna pelo Serviço Nacional de Saúde para todos, episódios como este só vêm contribuir para um clima de suspeição e de descrença generalizado. A este propósito, lembrei-me do relatório da organização Transparência Internacional designado de “Money, Politics, Power: Corruption Risks in Europe”. Neste documento são mencionados negativamente quatro países europeus (Portugal, Grécia, Itália e Espanha) com “défices nos seus sistemas de integridade”. O relatório revela também que em Portugal, Grécia e Espanha “as más práticas e a corrupção não são suficientemente controladas nem punidas”. A considerar o conteúdo deste relatório, não será de estranhar o episódio que resulta desta operação da Policia Judiciária. Refiro propositadamente a palavra episódio, pois creio que outros não tardarão a aparecer. Estamos num paraíso de impunidade e de

abusos reiterados de funções. Este é o grande problema da descrença generalizada. Quando a culpa morre solteira e se alimentam franjas de impunidade na sociedade, será lícito afirmar que a democracia moderna está fragilizada, e que a desconfiança começa a conquistar contornos bastante significativos. Não cabe ao cidadão comum a resolução desta doença da sociedade corrompida. Contudo, todos nós temos uma palavra a dizer. A denúncia, muitas vezes acompanhada por receios, mantém-se num patamar residual em que todos sabem, todos temem, e ninguém age. O desvio de um poder para fins que nada se enquadram no propósito de uma determinada função designa-se por corrupção. O remédio é complexo. Será que vale a pena denunciar? A aparente simplicidade da pergunta remetenos para uma complexidade infindável de um problema central das sociedades modernas. Qual será o remédio santo?

“O relatório revela também que em Portugal, Grécia e Espanha “as más práticas e a corrupção não são suficientemente controladas nem punidas””.

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Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redacção Luís Godinho; Pedro Galego Fotografia Luís Pardal (editor) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores António Serrano; Miguel Sampaio; Luís Pedro Dargent: Carlos Sezões; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; José Rodrigues dos Santos; José Russo; Figueira Cid Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição PUBLICREATIVE

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

“O político prodígio”


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Actual

Depois das requalificações, é implementado uma Rede de Corredores Ecológicos na Serra de S. Mamede.

Portalegre aposta na preservação e qualificação do Parque Natural D.R.

Corredores ecológicos da Serra com mais informação e equipamentos

A Câmara Municipal de Portalegre vai criar uma rede de corredores ecológicos na Serra de São Mamede, numa área que abrange mais de 3000 metros quadrados inseridos na Rede Natura 2000 e faz parte do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE). Com um investimento global de 358.470,30€ (ao qual corresponde uma comparticipação FEDER de 286.77,24€) este projeto visa preservar e qualificar de forma sustentável os recursos endógenos da paisagem protegida e manter o equilíbrio dinâmico de todos os ecossistemas deste território único, com grande valor natural e cultural. Uma mais-valia para Portalegre A construção de Corredores Ecológicos na Serra de S. Mamede estará concluída no início de Setembro e irá possibilitar ao município criar uma rede de percursos de interesse ecológico a partir do aproveitamento de caminhos e aceiros já existentes, e que foram selecionados tendo em vista o interesse paisagístico, histórico e arquitetónico para que os visitantes possam tirar partido das principais riquezas do património natural e cultural. Desta forma, a população e os turistas podem usufruir da Serra de S. Mamede não só em termos de lazer (nos parques de merendas que vão ser criados, e através de passeios pedestres), como por outro lado, podem aproveitá-la de forma profissional através de provas de orientação, provas desportivas, ou por exemplo, através da observação da fauna e flora e dos habitats e biótopos existentes, constituindo a Serra de S. Mamede um polo de atração turística para o concelho de Portalegre. PUB

Para além disto, a Câmara Municipal de Portalegre tem previstas outras ações que visam dotar os corredores ecológicos de equipamentos de apoio e sinalética de forma a orientar e informar os visitantes como por exemplo: sinalética turística, bancos e papeleiras, um Observatório de aves e um Centro de apoio ao turismo de Natureza.

Um investimento coerente e inteligente Com a execução da componente “Corredores Ecológicos de São Mamede” a autarquia de Portalegre finaliza a candidatura “Rede de Corredores Ecológicos da Serra de S. Mamede” que além desta componente, tinha já executada a componente – “Espaços naturais e Culturais da Vila de

Alegrete/ Qualificação e Valorização Paisagística do Castelo de Alegrete” que consistiu na reabilitação global do Castelo da freguesia de Alegrete, assim como na sua qualificação e valorização paisagística e da sua envolvente constituindo, por sua vez, um polo de atração dos corredores ecológicos de S. Mamede e que servirá de apoio a atividades associadas ao Turismo de Natureza. Esta componente mereceu a atribuição de uma Menção Honrosa relativa à Requalificação do Castelo e Castelejo de Alegrete atribuida pelo IHRU, (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana), Para Adelaide Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, “Estas ações que temos vindo a levar a cabo na freguesia de Alegrete e que iremos desenvolver agora no Parque Natural da Serra de S. Mamede, vão beneficiar todo o Concelho de Portalegre. Quando se fala em concelho de Portalegre é sempre importante não nos esquecermos das freguesias rurais que necessitam ser dinamizadas e revitalizadas. Este projeto, de grande importância ambiental, turística e até económica, representa para o Município de Portalegre um investimento inferior a 100.00,00€, o que lhe dá uma enorme relação custo/benefício para os portalegrenses. Significa igualmente que o Município de Portalegre está a fazer uma gestão inteligente dos dinheiros e que está a procurar maximizar, junto da população do Concelho, o impacto dos investimentos que pode realizar. No final iremos contar, não apenas com uma freguesia Rural requalificada e valorizada, como também ficará dotada de infraestruturas e equipamentos que vão beneficiar também a cidade de Portalegre e as restantes freguesias rurais. Esperamos ter a possibilidade de efetuar nas outras freguesias rurais, investimentos de cariz semelhante”.


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05 Julho ‘12

Actual Passos espera que a cultura de aversão ao risco existente na Europa «não se desequilibre muito mais».

Prémio Fundação Ilídio Pinho Fundação apoia projectos de investigação e ciência nas escolas portuguesas «É hoje muito evidente que o sistema financeiro na Europa desenvolveu um sentido de risco e de aversão ao risco que às vezes dificulta aquilo que é a própria função do sistema financeiro, que é estar disponível para que as empresas e as boas ideias possam florescer», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, durante a cerimónia de entrega da 10.ª edição do prémio Fundação Ilídio Pinho, Ciência na Escola, que decorreu na Exponor, em Matosinhos. O Primeiro-Ministro referiu que espera que a cultura de aversão ao risco existente na Europa «não se desequilibre muito mais» porque, se isso acontecer, «qualquer dia» não existirá economia que suporte o sistema financeiro. Pedro Passos Coelho afirmou ainda que «é importante» que sejam criadas «condições de confiança, de estabilidade, que permitam ao sistema financeiro, aos investidores, aos agentes sociais, educativos e económicos desempenharem bem o seu papel». PUB

D.R.

«Venceremos estas dificuldades, estou certo, e se continuarmos determinados a olhar para o mundo, de uma forma aberta, não discriminatória, em que o conhecimento esteja realmente à mão da utilidade que lhe podemos dar», acrescentou. Considerando que a direção que Portugal quer «tomar está bem definida», o Primeiro-Ministro referiu que o País quer «ser uma economia, um país, uma sociedade, mais aberta, em que as nossas empresas possam exportar mais, (…) que possam ser competitivas, como se estivessem a exportar porque isso significa que nós próprios, no mercado interno, dentro do nosso país podemos beneficiar de melhores serviços, de melhores, produtos, a melhores preços». Para conseguir uma maior eficiência, Pedro Passos Coelho considera que «é preciso libertar mais recursos para apoiar outros que precisam mais, para reforçar as nossas políticas públicas ou simplesmente para deixar que as próprias famílias, as pessoas, as empresas, possam fazer escolhas mais ambiciosas, que não estejam tão limitadas como hoje estão pelos impostos e pela necessidade de corrigir os desequilíbrios que acumulamos».


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Actual Ciclo de concertos de música portuguesa animam durante dois fins de semana o noroeste alentejano.

IIIªEdição do “Músicas no rio, os outros sons do Fluviário”

Pedro Jóia e Sinfonieta de Lisboa abrem Festival anual em Mora

A 3ª edição do “Musicas no Rio, os outros sons do Fluviário”, festival que anualmente acontece em Mora, abre com as actuações da Orquestra Sinfonieta de Lisboa e o guitarrista Pedro Jóia, na sexta, 13 Julho. Este ciclo de concertos de música portuguesa que, em dois fins-de-semana animam o noroeste alentejano, são já uma referência dos Festivais de Verão num espectáculo que acontece num palco colocado em pleno rio Raia, em frente à praia fluvial do Parque Ecológico do Gameiro, junto ao Fluviário. Os Couple Coffe, um duo de Baixo e Voz actuamj a 14 Julho, reservando-se para o fim-de-semana seguinta, 20 e 21 de Julho,o fadista António Zambujo e os Aduf, respectivamente A entrada para qualquer concerto tem o preço simbólico de um euro. Numa organização conjunta da edilidade local, da G. Produções Artísticas, de José Peixoto, o evento integra quatro temáticas diferentes – fado, jazz, clássico e PUB

Avis

D.R.

“Venha conhecer os nossos produtos locais” No Posto de Turismo de Avis de 1 de Julho a 27 de Outubro

musica popular de qualidade – apostando numa oferta de prestígio e cuja programação não atraia um público massivo, mas criterioso. A organização desta iniciativa preten-

de tornar Mora ainda mais referência no campo cultural e turístico, possibilitando uma oportunidade “inesquecível” de visitar o concelho e região mais a noroeste do Alentejo.

O Posto de Turismo de Avis recebe, de 1 de Julho a 27 de Outubro próximo, a iniciativa “Venha conhecer os nossos produtos locais”, numa organização conjunta do Município de Avis e de vários Produtores Locais. O evento, que pretende estimular a produção e os agentes económicos locais, levará, semanalmente, pela mão de entidades singulares ou coletivas, àquele espaço, o que de mais genuíno e tradicional se produz no Concelho de Avis: o pão, o vinho, o azeite, os enchidos, o mel e outros produtos da terra. O Posto de Turismo de Avis está situado na Praça Serpa Pinto e, em horário de Verão, está aberto ao público de segunda-feira a domingo, das 09h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.


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Exclusivo “O Estado compromete-se a preservar o bem classificado. É uma obrigação que existe embora de

UNESCO classifica Elvas como Património Mundial A classificação das fortificações de Elvas como Património Mundial, no sábado, dia 30 de Junho, decidida pelo Comité do Património da UNESCO, obriga o Estado português a restaurar o Forte da Graça, abandonado desde 1982 pelo Ministério da Defesa e onde se acentuam os sinais de degradação. Luís Godinho | Texto “O Estado compromete-se a preservar o bem classificado. É uma obrigação que existe embora depois se coloquem questões como a dificuldade de financiamento”, diz Ana Paula Amendoeira, presidente do conselho de administração do ICOMOS/Portugal, principal consultor da UNESCO na avaliação das candidaturas de bens culturais e mistos a incluir na lista do Património Mundial. Há 11 anos que a autarquia tenta assumir a tutela deste monumento do século XVIII para proceder ao seu restauro, avaliado em cerca de 10 milhões de euros. “Creio que agora poderá existir uma maior abertura por parte do Ministério da Defesa no sentido de encontrar uma solução para o forte”, perspetiva Ana Paula Amendoeira. Além dos fortes da Graça e de de Santa Luzia, das muralhas medievais e de três fortins do século XIX, foi também classificado pela UNESCO o aqueduto da Amoreira. Trata-se do maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, com um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares, cujo “valor universal excecional” foi agora reconhecido. A candidatura de Elvas – a única que Portugal levou à reunião deste ano do Comité do Património, que hoje termina em São Petersburgo – chegou a estar “por um fio” tendo sido levantadas dúvidas sobre o plano de gestão da área a classificar, já aprovado pela autarquia. Inscritas desde 2004 na lista indicativa de bens portugueses suscetíveis de classificação por parte da UNESCO, as fortificações de Elvas “assentam num processo continuado de qualificação da capacidade militar defensiva e na progressiva adaptação a diferentes tipos de

guerra, testemunhando os processos de evolução do armamento, da engenharia militar e possuindo excelentes exemplos de sistemas defensivos”. No âmbito da candidatura, a autarquia investiu mais de 30 milhões de euros no restauro e conservação do património militar da cidade. “Os elvenses passaram a ter uma responsabilidade muito grande ao receber este estatuto de Património Mundial”, diz o presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão de Almeida, advertindo que “cada munícipe que tenha um prédio dentro do centro histórico tem de olhar muito bem para ele e para o seu estado de conservação”. “O Comité Internacional da UNESCO acabou por fazer um reconhecimento àqueles elvenses que há séculos atrás construíram esta excelente fortificação. É também um reconhecimento a todos os elvenses que ao longo de várias gerações souberam conservar, preservar e nalguns casos reutilizar o equipamento militar que se encontra dentro destas fortificações”, acrescenta Rondão de Almeida, sublinhando que a classificação trazud o “reconhecimento do excelente trabalho que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver preservando o património castrense”. “Elvas muda de estatuto, passa a constar do roteiro das cidades Património Mundial e eu sei o quanto Évora evoluiu depois de ter obtido essa classificação, sei o desenvolvimento que surgiu em termos de restauração, comércio e hotelaria”. Num raio de 80 quilómetros passam a existir quatro cidades com o mesmo estatuto: Cáceres e Mérida, em Espanha, Elvas e Évora do lado português. “Quase me atreveria a dizer que Elvas tem tido uma oferta de turismo de passagem e que partir deste momento passa a ser um destino turístico”, sublinha.

Para o autarca, a classificação de Elvas constitui um dia histórico para a cidade: “Há dias que marcam a história da gente e este é um desses dias, um dia que vai marcar a História dos elvenses, dos alentejanos e também a de Portugal”.

Património único

A candidatura das fortificações de Elvas a Património Mundial, na categoria de bens culturais, foi aprovada pelo Comité da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em São Petersburgo, na Rússia. A maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, foi classificada na tarde deste sábado, dia 30, no decurso da 36.ª sessão do Comité do Património Mundial. Este conjunto de fortificações eram o único monumento português que integrava os 33 candidatos a fazer parte da lista de Património Mundial, elaborada pela Unesco. Integram esta classificação todas as fortificações da cidade, os dois fortes, o de Santa Luzia, do século XVII, e o da Graça, do século XVIII, três fortins do século XIX, as três muralhas medievais e a muralha do século XVII, assim como o Aqueduto da Amoreira. O Forte da Graça, classificado como Património Nacional em 1910, e monumento militar do século XVIII situado a dois quilómetros a norte da cidade de Elvas, constitui um dos símbolos máximos das fortalezas abaluartadas em zonas fronteiriças. A fundação do conjunto de fortificações de Elvas remonta ao reinado de D. Sancho II, e é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, tendo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.


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Exclusivo pois se coloquem questões como a dificuldade de financiamento” diz Ana Paula Amendoeira. D.R.

Património de excelência As fortificações de Elvas assentam num processo continuado de qualificação da capacidade militar defensiva e na progressiva adaptação a diferentes tipos de guerra, testemunhando os processos de evolução do armamento, da engenharia militar e possuindo excelentes exemplos de sistemas defensivos. É evidente que a execução dos sistemas fortificados só foi possível com aprofundados estudos de engenharia (civil e militar), de arquitectura, de urbanismo e de arte (geometria, composição, estética). Estes revelam genialidade criativa, adequação perfeita da forma às funções, domínio da ciência e das técnicas, ao serviço da complexa “arte da guerra”. O grau de excelência atingido nas estruturas militares de Elvas levam mesmo a considerar que estas representam uma síntese representativa dos meios de defesa militar, em algumas das suas fases criticas de evolução. Além do mais, possuem características notáveis de implantação e de ordenamento. É hoje ainda notória a forma como, nos vários tempos históricomilitares, os sistemas fortificados se enquadraram na paisagem e se lhe moldaram, assumindo posições de vantagem sobre o território e expres-

sando um desígnio funcional, na sua forma e no seu ordenamento urbano. O ordenamento da cidade e a execução da estrutura fortificada confluem numa planificação funcional da cidade, englobando todos os fenómenos de adaptação, reutilização e inovação que conduziram à maximização do uso militar defensivo. Permanecem ainda relevantes testemunhos históricos, que revelam características arquitectónicas notáveis e que contribuem para um maior e mais coerente conjunto urbano. A síntese, hoje evidente, entre o planeamento e o ordenamento nos vários tempos do sistema fortificado revelam uma génese e uma evolução urbanas que se destacam a nível mundial. O sistema fortificado de Elvas ilustra um conjunto urbano com carácter tecnológico e com um uso preponderante, que pela implantação na paisagem, pela sua extensão e pela sua autenticidade se consideram exemplares no contexto mundial. Os sistemas fortificados fronteiriços são sistemas urbanos e paisagísticos complexos, resultado de períodos de relações conturbados entre povos vizinhos. São símbolos que atestam o valor do território, e exprimem a identidade, a capacidade e os valores dos povos.

História milenar O Castelo de Elvas data do reinado de D. Sancho II e assenta sobre uma estrutura muçulmana, da qual ainda se conservam duas cinturas de muralhas. A cidade foi tomada aos mouros, sucessivamente em 1166 e 1220, mas só em 1226 o castelo foi definitivamente conquistado, imediatamente reedificado e concluído em 1228. No reinado de D. Dinis introduziramse algumas inovações ao nível das coberturas e outros elementos de apoio, como os torreões e os matacães. Nos séculos seguintes, D. João II e D. Manuel I adaptaram o castelo rumo a um novo sistema abaluartado, de gosto renascentista, ao mesmo tempo que todo o conjunto assumiu um carácter mais residencial, a cargo dos alcaides da cidade. Com a grande reforma militar de meados do século XVII, o Castelo de Elvas passará a ser um dos mais notáveis conjuntos abaluartados da Europa, devido à premência da defesa em pleno ciclo de guerras de fronteira (1641-1668). A obra encontra-se atribuída ao engenheiro Padre Cosmander e a outros mestres, que para o efeito foram chamados à corte portuguesa por D. João IV e D. Afonso VI. Destaca-se, desta campanha, o complexo sistema de muralhas, revelins, fossos, bem como duas fortalezas secundárias, as de Santa Luzia e da Graça. Ao longo do século XVII, XVIII e XIX Elvas sofre modernizações constantes do seu recinto amuralhado constituindo-se num enorme campo entrincheirado. Apesar das grandes transformações sofridas ao longo da História, o Castelo de Elvas mantém a sua estrutura

militar medieval e é reconhecidamente um dos mais importantes casos de sobreposição de funções e de evolução das concepções estratégico e militares ao longo da História onde claramente foram aplicadas os melhores conhecimentos práticos e teóricos. Da função militar derivam, fruto da violência e agressão fronteiriça, acentuadas em tempos de conflito armado, uma série de componentes e de matrizes que transformam Elvas, de forma continuada e evolutiva, numa cidade com função defensiva predominante e que a convertem numa notável cidade fortificada. A leitura histórica dos vários sistemas militares defensivos, presentes no conjunto das estruturas edificadas e no desenho da própria cidade, impõem a valorização não de uma época mas de um processo sistémico e erudito, de base arquitectónica, urbanística e militar. Não obstante o carácter militar defensivo, Elvas mantém uma forte ligação às actividades agrícolas, impondo ao modelo urbano, decorrente dos imperativos militares, ligações à terra e com uma identidade ainda próxima de aglomerados rurais. Elvas possui ainda uma função de centro reactor, tanto em tempo de paz como em tempo de guerra, que a converteu numa capital da região e da qual derivou uma função administrativa, plasmada em numerosos edifícios e conjuntos administrativos de valioso interesse arquitectónico, na representatividade de alguns edifícios civis, de notáveis características arquitectónicas, e de um conjunto vasto e coerente de edifícios de acompanhamento.


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Radar Jovens de Mora com actividades diversificadas para se divertirem e passarem bons momentos de lazer e de férias. 81 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

As outras duas Europas: 2. O livro, o comércio, a liberdade O fosso que hoje separa a Europa do Norte da Europa do Sul vem de longe e aprofunda-se em todos os domínios da vida das sociedades. Basta lembrar a enorme diferença que marca a distribuição das primeiras tipografias na Europa do século XV, em cujas últimas décadas se vê uma difusão rápida da invenção de Gutenberg num arco que vai da (actual) Alemanha do Noroeste até ao Norte da Itália, Milão e Veneza. O Sul parece imune à difusão do livro impresso, mas o deserto traduz a capacidade da Igreja católica para impedir a expansão desse perigoso veículo de ideias: censura, criação do Índex das obras proibidas, etc. A nova expansão urbana, precursora do capitalismo, explica a propagação do fenómeno cultural (e tecnológico) decisivo que foram a tipografia de Gutenberg e a leitura, que se propagam do Norte da Itália, e Leste da França, pelo vale do Reno, à Alemanha e aos (futuros) Países Baixos. Ora esse arco urbano é também o território das cidades livres administradas por eleitos, ganhando sempre mais independência económica e política em relação a senhores e reis, e mais liberdade intelectual. É aí que o protestantismo se propaga como incêndio em palheiro. A partir das proclamações de Lutero (Vitemberga, 1517), a ruptura politicoreligiosa com o poder de Roma liberta uma Europa que já era diferente, e dá-lhe consciência da sua identidade própria: empreendedora, comerciante, financeira, democrática. A Europa do Norte com o rosto que hoje lhe conhecemos torna-se um conjunto social e cultural sui generis, apesar das divisões, rivalidades e guerras que a assolam durante quase dois séculos. A transformação é notável: da Antiguidade à Idade Média, o mundo urbano era o Sul, sendo o Norte o domínio de “aldeias na floresta”. Escrevia Braudel: « Só o Ocidente terá feito a escolha clara das cidades. Elas empurraram-no para a frente. Acontecimento enorme, (…) mas ainda mal explicado quanto às suas razões profundas». Ora, diz o ditado alemão: “O ar da cidade faz homens livres”. Liberdade, cultura, tecnologia, comércio, constelação vencedora, signo dos novos tempos, e da força do Norte. José Rodrigues dos Santos Antropólogo, Academia Militar e CIDEHUS, Universidade de Évora 02 de Julho 2012 jsantos@uevora.pt

1.000 Jovens de Mora com mês de Julho recheado de actividades D.R.

Hidrospeed, Aquapedestre, Pesca Desportiva, Canoagem, Orientação e Acampamentos A Câmara de Mora proporciona este ano, em Julho, um vasto programa de actividades para cerca de 1.000 jovens do concelho, sobretudo para aqueles que têm menos possibilidades de o realizarem habitualmente. Hidrospeed, Aquapedestre, Pesca Desportiva, Canoagem, Orientação e Acampamentos são as actividades a que os jovens morenses podem recorrer para se divertir e passar bons momentos de lazer e de férias. Com transportes assegurados, os participantes de hidrospeed percorrem um troço de águas bravas com uma pequena prancha e umas barbatanas onde sentem a verdadeira adrenalina dentro de água. Com início nas Azenhas da Seda, Aquapedestre desenvolve-se num percurso ao longo da ribeira, onde se vai ao encontro de uma aventura aquática e descobrir pequenos açudes e antigas azenhas repletas de histórias. Duas horas de Pesca

Futebol de Praia de Volta à Aldeia da Venda

Está a chegar uma edição do Torneiro de Futebol de Praia da Aldeia da Venda, evento desportivo que já ganhou o seu espaço no panorama desportivo local e regional. Com inscrições limitadas a 16 equipas, a edição deste ano, a sexta, decorre entre 28 de Julho e 25 de Agosto. Como vem sendo habitual, os jogos realizam-se todas as sextas-feiras, Sábados e Domingos, a partir das 21:00 horas. As 16 equipas em competição vão ser divididas em grupos de quatro, sendo que apenas as duas primeiras de cada grupo passam para a próxima fase da competição, onde o torneio entrará num sistema de eliminação. Os interessados em participar no torneiro poderão inscrever-se, até ao próximo dia 20 de Julho, na secção de desporto da Câmara Municipal de Alandroal (Rua Dr. Manuel Viana Xavier Rodrigues), através do email desporto.dsscd@cm-alandroal.pt, ou através do telefone 268 440 040. Não perca tempo. Haverá prémios individuais e colectivos.

Desportiva na ribeira do Raia exigem paciência e perícia para levar os peixes a morder o anzol… enquanto no Badminton são testados os reflexos e a concentração… A canoagem tem dois desafios à escolha: remar entre a Ponte da Amizade em Cabeção e o Açude do Gameiro, em ritmo de passeio, desfrutando da envolvente PUB

natural…ou entre a Ponte do Gameiro e a Ponte do Paço, também em ritmo de passeio. Uma caminhada nocturna no recente passadiço fluvial junto ao rio Raia é outra opção. Os jovens morenses podem ainda fazer provas de Orientação, uma aventura em meio natural e um desafio à capacidade de orientação em espaço aberto, a partir das referências do mapa.


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Radar O Coro Polifónico Eboræ Musica é dirigido pelo Maestro Pedro Teixeira.

Coro Eborae Mvsica e Recital de Clarinete D.R.

Nos claustros do Convento dos Remédios

A Associação Eborae Mvsica promove, um Concerto pelo “Coro Polifónico Eborae Mvsica”, direção Pedro Teixeira, no dia 6, sexta-feira, às 21h30 e um Recital de Clarinete e Piano, por Paulo Martins - clarinete – 1º Prémio do Concurso “Prémio José Augusto Alegria 2011” – clarinete Escalão III) e José Diogo Martins – piano, no dia 7, sábado, às 21h30. São actividades no âmbito do XIII Ciclo de Concertos “Música nos Claustros”, sendo o programa de dia 6 dedicado à polifonia incluindo a interpretação de obras de Estêvão de Brito, Estêvão Lopes-Morago, Manuel Mendes e Fernando Lopes-Graça e dia 7 a obras para clarinete e piano de Mário Laginha, Claude Debussy, Robert Schumann, Jörg Widman e Camille Saint-Saëns. Programa de dia 6 - Música da Sé de Évora, Canções regionais e heróicas: um concerto português: Polifonia da Sé de Évora - Missa pro defunctis de Estêvão de Brito (c.1570-1641): Introitus; Oculi mei de Estêvão Lopes-Morago (c.1575c.1630); Alleluia de Manuel Mendes (c.1547-1605). Canções regionais de Fernando Lopes-Graça (1906-1994): O milho da nossa terra (Beira Baixa); Os homens que vão p’ra guerra (Douro Litoral); Ó meu paninho, paninho (Alentejo); Já não vou a Vendas Novas (Alentejo); Na aldeia de Amareleja (Alentejo); Ó Senhora da Amparo (Beira Baixa); São João adormeceu (Alentejo); Já os passarinhos cantam (Beira Alta). Canções heróicas de Fernando Lopes-Graça: Acordai (José Gomes Ferreira). Programa de dia 7 - Peça para piano de Mário Laginha; Première Rhapsodie de Claude Debussy; Romances de Robert Schumann (original para oboé); Fanta-

sie de Jörg Widman (Peça a solo clarinete); Introduction et Rondo Capriccioso de Camille Saint-Saëns (original para violino). O Coro Polifónico Eboræ Musica que é dirigido pelo Maestro Pedro Teixeira fez em Setembro de 1987 a sua primeira apresentação pública, integrada no acontecimento cultural “Os Povos e as Artes”.O Coro Polifónico tem realizado diversas actuações ao longo da sua existência, interpretando não só a polifonia da Escola de Música da Sé de Évora (sécs. XVI e XVII), como também outras obras de diferentes épocas. Destacam-se as suas actuações a participação nas Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé

de Évora”, acontecimento que a Associação Eborae Mvsica organiza, anualmente, no mês de Outubro. Nas deslocações internacionais destaca-se a participação na “Europália 91”, na Bélgica e a participação no 10.º Concurso Internacional de Música Sacra de Preveza, Grécia onde ficou classificado em 3º lugar, obtendo a medalha de bronze. O Maestro Pedro Teixeira é licenciado em Direcção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalhou com o Maestro Vasco Pearce de Azevedo. Foi assistente de Direcção de José Robert no Coro e no Coro de Câmara da Universidade de Lisboa. No Coro Ricercare trabalhou com Paulo Lourenço

como maestro adjunto, passando a titular em 2002. Dirige, desde Março de 1997, o Coro Polifónico “Eborae Mvsica” e, desde Setembro de 2000 o Grupo Coral de Queluz e o “Officium”- grupo vocal. Recebe em 2002 o prémio “The most promising conductor of Tonen 2002” na Holanda. Paulo Martins, clarinete, nasceu em Guimarães em 1990. Iniciou a sua atividade musical na Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães. Atualmente frequenta o 3º ano da licenciatura em música na Universidade do Minho na classe do professor Vítor Matos. Tem participado em prémios para clarinete e obteve em 2011 o 1º Prémio José Augusto Alegria - Concurso Internacional para Jovens Intérpretes. Recentemente, integrou a orquestra sub-21 de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura como 1º clarinete. José Diogo Martins, piano, nasceu a 7 de Fevereiro de 1993. Atualmente está no 1º ano de licenciatura do curso de Música da Universidade do Minho, sob a orientação do professor Luís Pipa. No domínio do Jazz, é aluno de piano de Manuel Beleza desde 2010, tendo já pertencido a algumas formações combo. O Ciclo prossegue com os seguintes recitais e concertos: Dia 14, às 21h30 – Concerto por Ensemble D. João V (Sandra Medeiros – soprano; Tera Mary Shimizu - violino I; Denys Stetsenko – violino II; Duncan Fox – Violone; Cândida Matos – Cravo); Dia 15, às 18h30 - Concerto pela Orquestra Clássica do Conservatório egional de Évora - Eborae Mvsica. Direcção de luís Rufo. Solistas: Afonso Teles e José Ruas (guitarra) e dia 21, às 21h30 – Grupo Vocal Olisipo (Elsa Cortez - soprano, Maria Luisa Tavares – Mezzosoprano, João Moreira - tenor, Armando Possante – Barítono), Ilda Ortin e Luiza Gama Santos – Piano.

Coral Évora atua em terras francesas Fruto da geminação entre Évora e Chartres

O Coral Évora atua no próximo dia 7, na cidade francesa de Chartres, no âmbito da geminação estabelecida entre Évora e Chartres. A cidade francesa, que é geminada também com as cidades de Ravenna, Chichester, Spire, Bethléem, Sakurai, Cusco e Leon, acolhe todos os anos um festival denominado Chartr’estivales”, que decorPUB

re nos meses de Julho e Agosto e engloba espetáculos de rua, dança, música, teatro, magia e marionetas. Por solicitação da Associação dos Amigos das Geminações de Chartres, os organizadores do festival aceitaram consagrar uma semana, de 2 a 7 e julho, aos artistas provenientes das cidades geminadas com Chartres, entre eles o Coral Évora. A delegação de artistas eborenses, constituída por cerca de 40 pessoas, parte na próxima quinta-feira para França, fi-

cando alojada maioritariamente em casas de famílias locais o que permite um maior convívio e conhecimento entre os dois povos, e regressa a Portugal no domingo. O alojamento e a maioria das refeições dos coralistas ficam a cargo de Chartres, sendo os voos da responsabilidade dos próprios, enquanto a Câmara de Évora apoiará a delegação, no âmbito da geminação, assegurando o transporte Évora - Lisboa - Évora, através da cedência de transporte.


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05 Julho ‘12

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Grândola

Música, Património e Biodiversidade O Auditório Municipal de Grândola receberá, no dia 7 de Julho, às 18h30, a cerimónia de outorga do Prémio Internacional Terras Sem Sombra 2012. Os troféus serão entregues pelo Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, às três individualidades galardoadas nas categorias de Música, Património Cultural e Salvaguarda da Biodiversidade: a soprano grega Dimitra Theodossiou, a conservadora de museus e investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto e o biólogo espanhol Miguel Ángel Simón. A organização do Festival Terras Sem Sombra – Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja – instituiu em 2011 o Prémio Internacional “Terras Sem Sombra”, o mais prestigiado no seu âmbito em Portugal, destinado a homenagear anualmente pessoas ou instituições que se tenham salientado, a nível internacional, nas três categorias que compõem o triângulo de acção do TSS. PUB

Portalegre Serpa

Jovens em programa de intercâmbio

O Jovens portugueses do concelho de Serpa e franceses da região de Pays de la Loire vão participar num intercâmbio, que vai decorrer nesta cidade alentejana entre 10 e 17 de julho, no âmbito do programa Juventude em Ação. O intercâmbio, sobre o tema “Aprendizagem Intercultural através das Artes”, envolve jovens com idades entre os 13 e os 17 anos e é promovido pela Rota do Guadiana - Associação de Desenvolvimento Integrado e pela Associação “Familles Rurales”. Além de proporcionar momentos de convívio e troca de conhecimentos entre os jovens, o intercâmbio inclui várias atividades, como ateliês, teatro, astronomia, desporto e jogos e a produção de um espetáculo, que será apresentado a 16 de julho.

Fundação Robinson convida Jovens a Conviver na Arte Campo de Estudo de Fotografia de 9 a 28 de Julho A Fundação Robinson em parceria com a Fundación Antonio Gala para Jóvenes Creadores, a Universidad de Salamanca, o Centro de Estudos Ibéricos e a Fundação Eugénio de Almeida irão disponibilizar em Portalegre, entre os dias 9 e 28 de Julho, no Campo de Estudo de Fotografia, uma residência artística a 12 jovens criadores. Os promotores desta iniciativa asseguram todas as despesas ao longo destes 20 dias. Esta actividade, inserida no âmbito do projecto Conviver na Arte, que integra o Programa de Cooperação Transfronteiriça Portugal-Espanha 2007-2013, é dirigida a jovens criadores e investigadores entre os 18 e os 25 anos dos países de expressão oficial portuguesa e da região transfronteiriça Portugal-Espanha, e visa promover a criação artística em vários âmbitos atra-

vés do convívio e da partilha dos jovens residentes sob o conceito de academia, valorizando espaços e património. O Campo de Estudo e de aplicação do trabalho é o Espaço Robinson e será proposto um olhar pelas diferentes ‘realidades’ do Espaço, relacionando as práticas e os interesses de jovens artistas/ fotógrafos com a comunidade e as instituições de ensino locais. Pretende-se que os participantes trabalhem temáticas distintas e plurais que podem passar pelo associativismo cultural às ‘novas realidades’ do concelho de Portalegre, olhando a paisagem e o espaço físico ou a vertente humana. Este projecto pretende promover a Fundação Robinson enquanto instituição cultural de referência, em dois momentos diversos, primeiro ao receber dentro de portas esta visão con-

temporânea e plural. E posteriormente ao projectar este trabalho para outras vertentes, através da exposição e da publicação do projecto online. Além do trabalho de campo, serão organizadas conferências e encontros com a coordenação científica e professores/mentores especializados e conceituados nos quadrantes da fotografia nacional com quem os jovens criadores podem comentar o trabalho desenvolvido, beneficiando da sua experiência e orientação. Será, ainda, pedido aos jovens fotógrafos que dinamizem uma oficina com uma comunidade escolar da cidade durante os meses de Setembro e Outubro e que participem na inauguração, organização e dinamização do Dia da Fotografia em Portalegre a realizar no final do mês de Outubro.

Registo ed214  

Edição 214 do Semanário Registo

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