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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 14 de Junho de 2012 | ed. 211 | 0.50€

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FEA aplica investimentos na cultura e área social Legado É provável que nem mesmo Vasco Maria Eugénio de Almeida, conde de

Franchise Roadshow chega a Évora

Vilalva, sonhasse que o seu legado fosse semente capaz de gerar tantos frutos. Criada em 1963, a Fundação Eugénio de Almeida (FEA) gere hoje um património agrícola a “perder em vista” em cerca de 6500 hectares, factura mais de 15 milhões de euros por ano, exporta vinhos e azeites para diversos países e aplica boa parte das receitas em projectos de solidariedade social e cultura.

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O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufémia , 14 Horta das Figueiras | 7005-320 Évora 266771284

Pág.04 O Franchise Roadshow 2012

segue para a sua terceira capital de distrito e marca presença já no dia 16 de Junho na cidade de Évora, com a participação de várias marcas franchisadas à procura de potenciais parceiros e interessados em criar o seu próprio negócio ou emprego. D.R.

Mora abre passeio fluvial Pág.11 A Camara de Mora abre quinta-feira, 14 de Junho, um passadiço fluvial de 1,5 quilómetros de extensão erguido ao longo do rio Raia que passa a permitir caminhar e observar a natureza que rodeia aquele percurso de água. Está assim dado o pontapé de partida do futuro Centro de Interpretação Ambiental e do parque de Arborismo.

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Mais de uma centena de investigadores Amanhã, sexta-feira, 15 de Junho, mais de meia centena de investigadores das ciências sociais e humanas encontram-se na Universidade de Évora para uma reunião anual em que dão conta dos temas, metodologias e orientações dos seus projectos.

Estes investigadores, enquadrados pelo CIDEHUS (Centro interdisciplinar de história, culturas e sociedades da Universidade de Évora), oriundos de diferentes áreas disciplinares e de diversos lugares do país (do Minho ao Algarve) têm em comum uma

linha temática de fundo: O “Sul”. “No sentido do Sul de Portugal, do Sul da Europa, do hemisfério Sul, do diálogo Norte - Sul. É um Sul usado de uma forma metafórica” explica a Prof. Fernanda Olival, vice directora do CIDEHUS.


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14 Junho ‘12

A Abrir

António Serrano Deputado

Desde que foi obrigado a recorrer à ajuda europeia, Mariano Rajoy tem tentado vender aos espanhóis e ao mundo a ideia de que os milhões de euros que vão recapitalizar os bancos de Espanha não devem ser vistos como um resgate igual ao de outros países. “O caso espanhol é diferente”, afirma o primeiro-ministro, que insiste em falar de uma “linha de crédito”. No entanto, esta estratégia verbal de “contenção de danos” é desmentida por vários responsáveis europeus que afirmam que o resgate à Espanha está, como os outros, dependente do ajustamento financeiro e do cumprimento do pacto de estabilidade pelo Governo de Madrid. “Haverá uma troika”, disse Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças Alemão, “que será encarregada de garantir que o programa se cumpra com precisão”, deixando claro que , apesar dos sucessivos desmentidos de Madrid, os temidos “homens de negro” de que falava há dias o responsável espanhol pelas Finanças vão mesmo entrar em Espanha. No mesmo sentido foram as declarações do Comissário Europeu da Concorrência Joaquin Almunia, o qual garantiu que “certamente haverá condições“ em troca do crédito aos bancos espanhóis, pois “quem dá dinheiro nunca o dá a troco de nada”. Não só os bancos que recorrerem às ajudas externas terão de aplicar severas medidas de restruturação, mas também o Estado espanhol não se poderá desviar um milímetro do que está definido no Pacto de Estabilidade, que fixa em 3 por cento o limite do défice para 2014, nem poderá escapar às recomendações da Comissão Europeia que preconiza a subida do IVA, o aumento da idade da reforma, endurecimento das prestações aos desempregados e o controle dos gastos das comunidades autónomas. A resolução de problemas no sistema educativo, incluindo baixos níveis de êxito no nível secundário, elevado abandono escolar e insuficiente formação vocacional para responder às necessidades do mercado», são outros dos problemas identificados. No sistema tributário, há muito fazer pois a Comissão considera estar-se a avançar na direção oposta às recomendações ja apresentadas para Espanha, já que o país depende desproporcionalmente dos impostos diretos, quando os impostos sobre consumo e ambiente são relativamente baixos comparados com as médias da UE. No campo laboral, a Comissão considera que a reforma já aprovada não foi suficientemente ambiciosa, especialmente por não corrigir os aumentos salariais indexados à inflação, não reduzir segmentação laboral e não melhorar oportunidades para os jovens. Com efeito, diga o que disser Mariano Rajoy, a Espanha dispõe a partir de agora de menos liberdade e de menos soberania no seu setor financeiro e ainda de menos soberania no seu setor fiscal. Num momento em que a Irlanda, Portugal e Grécia ponderam pedir condições mais suaves semelhantes às espanholas, os países do “núcleo duro“ do

euro tudo farão para apertar as condições do memorando de entendimento negociado com a Espanha, a fim de evitar esse “cenário de contágio” se torne realidade. Portugal pode efetivamente beneficiar das condições acordadas com Espanha, já que existe um diferencial de taxas de juro de mais 20 pontos do que foi acordado com Espanha. Se beneficiarmos da mesma taxa podemos poupar cerca de 10 milhões em juros, o que representa o orçamento de um ano e meio para o Ministério da Saúde! O maior problema que a Europa enfrenta é que esta ajuda à Bancapode não ser suficiente e a natureza da mesma tenha que assumir um resgate pleno com intervenções e cortes profundos na estrutura económica do pais. Uma ajuda reforçada à Espanha terá consequências muito negativas para Portugal, pois as nossas exportações dependem fortemente daquele mercado. Por outro lado, sendo a Espanha a 4ª maior economia da zona euro, fica mais frágil o projeto europeu. A Alemanha continua sem querer enfrentar este problema central de sobrevivência de todo um projeto. Já quem diga que a Alemanha provocou a queda da Europa com duas guerras e que está a provocar uma terceira queda por via económica e financeira.

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Espanha no olho do furacão

“Europeu para fazer esquecer...”

Um ano depois… cARLOS sEZÕES Gestor

Estamos neste momento a registar o primeiro aniversário das legislativas de 2011, que permitiram a formação da actual maioria e do actual governo PSD – CDS/PP. Muitos balanços serão feitos, desde os mais radiosos aos mais negros, desde os genuínos e objectivos, àqueles sempre tão previsíveis que parecem ter sido redigidos há um ano e, portanto, não influenciados pela realidade das coisas. Apesar da minha filiação partidária no PSD, que sempre assumi, tento ser objectivo e rigoroso…mas deixo essa avaliação aos outros. Há um ano, a vitória do PSD foi indiscutível. Com uma votação robusta, parece-me que o mérito foi essencialmente de Pedro Passos Coelho – da sua personalidade, credibilidade, moderação, consistência. Foi um dos poucos políticos a ganhar eleições dizendo claramente ao que vinha, com um programa e ideias objectivas e detalhadas, sem enganar os eleitores com falsas expectativas. Um caso de transparência que, espero, faça escola. Seria inútil repisar o contexto e a herança que todos reconhecem. Claramente, “governar”, neste tempo, foi fazer o melhor possível num conjunto de condicionalismos, variáveis (a maior parte, não controláveis por nós) e obrigações externamente assumidas. Em síntese, gerir, dentro do possível, o curto

prazo e ir preparando o longo prazo. Só assim se compreende o sempre desagradável aumento da carga fiscal para fazer face aos compromissos do défice. Mas a orientação à mudança e as reformas em curso são, na minha óptica, a marca mais relevante destes meses de governação. Em primeiro lugar, na economia. Portugal começou a construir, gradualmente, um novo modelo menos alicerçado no Estado e nas grandes obras e mais centrado na produção de bens transaccionáveis e nas exportações. Isto não se faz por decreto, mas preparando um enquadramento favorável: melhor justiça, menor burocracia (p.ex. nos licenciamentos), melhor gestão dos processos de falência ou flexibilidade na gestão do capital humano das empresas. O Acordo de Concertação, neste âmbito, foi um exemplo de como devemos deixar os fundamentalismos em casa e obter um bom ponto de equilíbrio. A nova diplomacia económica, já foi também apresentada, com vista a dar músculo à internacionalização das nossas empresas. Uma visão e uma acção integrada na promoção do empreendedorismo é outro dos méritos deste governo. No poder local, a reforma está lançada de forma sólida e criteriosa; esperamos que sustente depois as vertentes supra-municipal ou regional que devem ser equacionadas na

boa administração do território. Nas finanças e administração pública, assistimos à necessária redução do peso do Estado que, na minha óptica, deve ser mais rápida e focalizada. Na Educação, voltou a ser colocada a tónica na exigência e nos resultados em vez de estarmos sempre preocupados com todos os intervenientes excepto com os principais, que são os estudantes. Na justiça, a reforma do mapa judiciário é um elemento estruturante. E, na gestão urbana, a nova lei das rendas pode constituir um passo de gigante no combate à degradação das cidades e ao desordenamento. Ora, tudo está bem e recomenda-se? Claro que não! O desemprego, e em especial o desemprego jovem, é a tragédia dos nossos dias e, se não podemos nem devemos criar empregos artificialmente, algo terá de ser feito. Esperemos que o programa “Impulso Jovem”, anunciado para apoiar cerca 90 mil jovens desempregados, possa ser uma medida de impacto positivo no curto-prazo. Enfim, não é possível enumerar tudo… mas penso que será honesto reconhecer os passos graduais e sólidos que estão a ser dados. Daqui a uns anos, quando voltarmos a ter um pouco mais espaço de manobra, poderemos (e deveremos!) ser ainda mais ambiciosos.

Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redacção Luís Godinho; Pedro Galego Fotografia Luís Pardal (editor) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores António Serrano; Miguel Sampaio; Luís Pedro Dargent: Carlos Sezões; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; José Rodrigues dos Santos; José Russo; Figueira Cid Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição PUBLICREATIVE


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Actual De acordo com o secretário-geral do PS, “é necessário que haja transparência e esclarecimento”.

Seguro questiona apoio a Espanha D.R.

Seguro considerou ainda estranho que já tenham sido feitos três testes de “stress” O secretário-geral do PS exigiu ao primeiro-ministro que ponha fim ao “tabu” e esclareça os portugueses sobre quais são as condições exigidas a Madrid pela assistência financeira destinada à recapitalização da banca espanhola. António José Seguro disse que ficaria muito surpreendido se o executivo de Pedro Passos Coelho ainda desconhecesse as condições exigidas pela União Europeia a Espanha pela concessão da verba destinada à recapitalização da sua banca. “Se o Governo português, presumo que através do ministro de Estado e das Finanças [Vítor Gaspar], participou [sábado] numa teleconferência para decidir qual será o montante da ajuda a Espanha, naturalmente também discutiu quais são as condições dessa ajuda. A questão é muito simples: Exige-se que o primeiro-ministro venha explicar quais são essas, já que se está aqui a criar um tabu em torno dessas condições que não favorece ninguém”, advertiu Seguro. De acordo com o secretário-geral do PS, na questão da assistência financeira destinada à recapitalização da bancada de Espanha, “é necessário que haja transparência e esclarecimento”. “O que todos os portugueses perguntam é o seguinte: Qual é a contrapartida para este apoio de cem mil milhões de euros. Exijo ao primeiro-ministro que explique quais são essas contrapartidas”, realçou. António José Seguro considerou ainda estranho que já tenham sido feitos três testes de “stress” pelas autoridades europeias ao sistema bancário do Estados-membros, incluindo o espanhol, e que nenhum notou nada. “O resultado desses testes foi no sentiPUB

do de dizer que o sistema financeiro estava a funcionar bem, mas agora, de um momento para o outro, diz-se que são necessário cerca de cem mil milhões de euros [para recapitalizar a banca espanhola]. Então ninguém assume responsabilidades? Ninguém vem dizer o que falhou?”, questionou Seguro. O secretário-geral do PS defendeu firmemente que na União Europeia “não podem existir países de primeira e outros de segunda”. “O apoio financeiro à Espanha foi decidido pela União Europeia e todos os

portugueses colocam agora a questão de saber quais as condições desse apoio. De uma vez por todas, é preciso acabar com a suspeição de que há um tratamento diferente para Espanha face aos restantes países da União Europeia e, concretamente, face a Portugal”, salientou o líder do PS. António José Seguro disse depois que assiste a um primeiro-ministro português “de braços caídos, numa atitude passiva”, quando o seu homólogo espanhol, Mariano Rajoy, “já conseguiu mais um ano para o seu processo de

consolidação orçamental”. O secretário-geral do PS afastou em absoluto qualquer oposição do seu partido face à assistência financeira destinada à recapitalização da banca de Espanha. “Somos solidários com todos os países da União Europeia. Não está aqui minimamente em causa o apoio financeiro, porque esse apoio a Espanha é muito importante. Esta em causa uma questão de não poder haver tratamento diferenciado entre Estados-membros”, acrescentou.


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14 Junho ‘12

Actual O Roadshow de Évora realiza-se no dia 16 de Junho de 2012, no Évora Hotel.

Franchise Roadshow chega a Évora D.R.

Novas oportunidades de negócio em franchising apresentadas no Alentejo O Franchise Roadshow 2012 segue para a sua terceira capital de distrito e marca presença já no dia 16 de Junho na cidade de Évora, com a participação de várias marcas franchisadas à procura de potenciais parceiros e interessados em criar o seu próprio negócio ou emprego. A iniciativa, lançada pelo Instituto de Informação em Franchising (IIF), em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), está a percorrer, entre Março e Novembro de 2012, sete capitais de distrito, que representam 40% do poder de compra nacional e que pretende ser um impulsionador do empreendedorismo regional, em articulação com instituições nacionais e locais. O Roadshow de Évora realiza-se no dia 16 de Junho de 2012, no Évora Hotel e decorre entre as 9:30 H e as 17:30H sob a forma de um Workshop, cuja sessão de abertura será assegurada pelo Presidente da Câmara de Évora Dr. José Ernesto d’Oliveira. O início do Workshop contará com uma abordagem global do Franchising como forma de criação de empresas e para o auto-emprego, realizado pela Directora do IIF, Andreia Jotta. Segue-se uma intervenção de José Francisco Costa, Director dos Serviços de Emprego e Formação Profissional da Delegação Regional do IEFP do Alentejo, dedicada ao tema “Emprego, Incentivos e Apoios à Criação do Próprio Emprego”. No decurso do Roadshow, os participantes terão ainda a oportunidade de ouvir os testemunhos de empreendedores que já criaram o seu próprio negócio, através do modelo de franchising, e que irão partilhar com os participantes os desafios e etapas percorridas até à fase de abertura do negócio. Como complemento de informação nesta temática, a Primavera- Business Software Solutions irá fazer uma intervenção sobre a importância das ferramentas de apoio à gestão, bem como as mais-valias destes instrumentos para a criação de um negócio. Será ainda abordado o tema do Empreendedorismo como forma de capacitação empresarial, pela Professora Palmira Lacerda, do Departamento de Gestão da Universidade de Évora. Para este encontro estão já confirmadas 11 marcas de franchising, que operam em diversos sectores de actividades, e que

procuram parceiros na região de Évora. Os empreendedores do Alentejo poderão, neste encontro, reunir informação sobre todos os aspectos inerentes à criação de um negócio em modelo de franchising e, acima de tudo, reunir pessoalmente com marcas que são já casos de sucesso no mercado nacional e internacional, como o Grupo OneBizz, AgreenSpace, Perfect Prints, Chaviarte, DepilConcept, Poster Digital, Multi Express, Solar Project, Monetarium, Stetikxpress, Tactum, entre outras. Perante o actual contexto económico e a necessidade de encontrar alternativas profissionais para colmatar situações de instabilidade profissional ou mesmo de desemprego, o IIF criou o Franchise Roadshow, um projecto de âmbito nacional, mas de intervenção local. Com base numa lógica de comunicação, que combina transversalidade e proximidade, esta plataforma irá permitir, aos operadores do sector do franchising, o contacto directo com um público investidor, segmentado e seleccionado, através de en-

contros de negócios como forma de comunicação entre empreendedores e marcas. Esta iniciativa foi pensada para ir ao encontro dos potenciais empreendedores, em todo o País, de forma a apresentar uma solução que promova a criação de emprego localmente. Em apenas um dia, o Franchise Roadshow integra formação sobre o modelo de negócio em franchising, dinamizada pelo IIF, apresentação de oportunidades de negócio disponíveis neste sistema, reuniões personalizadas com os responsáveis das marcas associadas à iniciativa, soluções de financiamento e incentivos disponíveis para criar um negócio. Para além da parceria institucional do IEFP, o Franchise Roadshow de Évora conta com o apoio das associações empresariais locais, como a ACDE – Associação Comercial do Distrito de Évora, a ADRAL – Agencia de Desenvolvimento Regional do Alentejo, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora e da Câmara Municipal de Évora. Andreia Jotta, directora geral do IIF,

explica: “A região do Alentejo, e Évora em particular, tem um grande potencial para o empreendedorismo e a possibilidade da criação de empresas em regime de franchising. Além de ser o maior aglomerado populacional da região, viu a sua população crescer, segundo o Censos 2011, devido sobretudo à migração regional, com a deslocação de jovens para a cidade. Pelo que temos verificado junto das marcas, há um interesse muito forte em abrir unidades nesta região e também um grande interesse por parte dos empreendedores locais pela iniciativa tendo em conta o número de pessoas que já asseguraram a sua entrada registando-se gratuitamente no site do evento”. Continua: “Com esta iniciativa esperamos reunir, no mesmo espaço, todas as condições para que possam ser geradas novas empresas e postos de trabalho. Este formato inovador de comunicação para o desenvolvimento de redes de franchising contempla uma componente informativa e formativa sobre a criação de um negócio em franchising, proporciona uma oportunidade única para os empreendedores da região do Alentejo de contactarem directamente com uma rede completa de agentes da cadeia de valor do franchising e do meio empresarial, que facultará toda a informação necessária para aqueles que pensam em criar o seu próprio negócio, ou procuram soluções para criação de auto-emprego”.

Sobre o IIF

O IIF – Instituto de Informação em Franchising foi criado em 1996. O IIF é a entidade de referência na promoção do contacto entre os diversos grupos de interesse no franchising, sejam eles franchisadores, empresas que procuram parceiros de negócio, franchisados, potenciais investidores ou fornecedores de produtos e serviços para as redes. O IIF coloca à disposição das empresas toda a sua experiência ao nível de soluções de comunicação, oferecendo uma oferta única e completa de serviços e produtos para a expansão de redes que cobre todas as áreas chaves da divulgação, desde o contacto one-to-one (feiras), até aos meios online (portal e newsletters) e offline (publicações). Todos os anos, empresas nacionais e internacionais franchisadoras que pretendem expandir para Portugal procuram os serviços de divulgação do IIF para fazerem crescer o seu negócio. Do cruzamento de todos os meios de divulgação resultam por ano centenas de novos franchisados.

Sustentabilidade das IPSS da Saúde em Debate 2º Encontro Nacional das IPSS da Saúde “Desafios do Presente e do Futuro” é o tema que reúne hoje, no Auditório do Montepio Geral, cerca de uma centena de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da área da saúde, para debater uma declaração conjunta a entregar junto da tutela e entidades competentes. “O cumprimento dos acordos estabele-

cidos com o Ministério da Saúde, os atrasos nos apoios financeiros e a ameaça de não abertura de novos concursos em 2012 afectam a prestação de cuidados de saúde prestados por estas instituições e, em alguns casos, coloca mesmo em causa a sua sobrevivência”, explica Maria Eugénia Saraiva, Presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida e representante do grupo promotor desta iniciativa. Actualmente existem em Portugal mais de três centenas de IPSS que desenvolvem actividades e projectos na área da saúde,

nomeadamente na promoção e prestação de cuidados de saúde diferenciados e apoio social a populações carenciadas, numa óptica de proximidade, de cuidados integrados e em complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). “A declaração que vamos discutir e votar ambiciona, por um lado, ser o ponto de partida para uma mudança profunda na relação com o Ministério da Saúde e, por outro, reiterar a total disponibilidade para colaborar com a tutela em todo este processo, porque as IPSS são uma componen-

te indispensável para a Saúde em Portugal. É essencial que este sector não morra”, defende Duarte Vilar, Director Executivo da Associação para o Planeamento Familiar e representante do grupo promotor. O 2º Encontro Nacional das IPSS da Saúde reúne representantes dos sectores privado, social e público da saúde, contando nomeadamente com a participação de todos os partidos com assento na Comissão Parlamentar da Saúde, numa mesa redonda que debaterá os custos e os benefícios das IPSS da Saúde.


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Actual

A formação e qualificação de recursos humanos e a educação são apostas fortes para o futuro do país.

Cooperação entre a Universidade de Évora e a Universidade Nacional de Timor Lorosae D.R.

Os estudantes timorenses têm a oportunidade de beneficiar da experiência A Universidade de Évora, na ampliação da sua estratégia de cooperação e internacionalização, estabeleceu uma parceria com a Universidade Nacional de Timor Lorosae, em Díli. Ao nível dos cursos de pós-graduação (mestrados) teve início, no passado mês de Fevereiro, o Mestrado em Economia e Gestão Aplicadas (MEGA), nas especializações de Agronegócio e de Economia e Gestão para Negócios, com um nível elevado de procura. A formação e qualificação de recursos humanos e a educação são apostas fortes para o futuro do país, conforme previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento de Timor-Leste 2011-2031. A formação ministrada no âmbito do MEGA estimula o desenvolvimento em diferentes áreas, nomeadamente, infraestruturas, transferência de tecnologias para a modernização da agricultura, criação de um setor turístico, progresso da indústria, estruturação do setor privado, entre outras. PUB

A UNTL é essencialmente o resultado da fusão da ex-Universitas Timor Timur (1986-1999) e ex-Politeknik Dili (19901999); UNTL é um estabelecimento de ensino superior público dotado de personalidade jurídico, de autonomia administrativa e de gestão financeira e património próprio; VISÃO: a. Produzir graduados com elevado nível intelectual consoante padrões internacionais, assentes na e propensos à pesquisa e à busca científica; b. Munir os formandos de valores humanos fecundos à consciência nacional, incutindo os serviços pelo bem-estar e prosperidade dos concidadãos; e c. Promover a compreensão, harmonia e solidariedade entre culturas e povos.

Para além da frequência do curso, os estudantes timorenses têm ainda a oportunidade de beneficiar da experiência e partilha de conhecimentos científicos e de investigação dos dez docentes que se deslocam mensalmente a Díli para assegurar as aulas das disciplinas constantes

no Plano de Estudos. Conforme o protocolo estabelecido, alguns dos 40 alunos selecionados e a frequentar as aulas do MEGA poderão ainda usufruir, em Évora, de um período de formação assistida nos Departamentos de Economia e de Gestão da Universidade de Évora.

MISSÃO: A principal missão da Universidade é promover o ensino a nível superior, a investigação e cooperação com a sociedade, de acordo com as necessidades de TimorLeste e implementar o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social.


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14 Junho ‘12

Actual A Insuficiência Renal Crónica é uma patologia que se caracteriza pela diminuição progressiva da função renal.

Doentes com insuficiência renal não são consultados sobre tratamento D.R.

A investigação englobou cerca de quatro mil doentes de 12 países europeus Redacção | Registo Em Portugal, cerca de 40%, ou seja, 4 em cada 10 insuficientes renais crónicos, não têm a possibilidade de escolher o tratamento de substituição renal e, mais de dois terços, consideram que a informação facultada sobre as técnicas de diálise disponíveis é insuficiente. Estas são as principais conclusões do estudo “Tratamento Desigual para Doentes Renais na Europa”, desenvolvido pela CEAPIR (Federação Europeia de Doentes Renais), agora apresentado. A investigação, que englobou cerca de quatro mil doentes de 12 países europeus, procurou avaliar como os doentes renais consideram a informação que recebem, o acesso e a escolha do seu tratamento de substituição renal. Entre as principais conclusões, ficou demonstrado que os doentes informados e envolvidos na escolha do seu tratamento são PUB

doentes mais satisfeitos com o tratamento, logo, com uma melhor qualidade de vida. “Estas conclusões demonstram a importância do acesso à informação sobre a doença e as opções terapêuticas enquanto fatores críticos para a qualidade de vida dos doentes. É muito importante que possam optar e ter voz ativa numa decisão que é para toda a vida. Em Portugal, infelizmente, isso

ainda não acontece, apesar dos esforços da APIR“,refere João Cabete, vice-presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. Temos procurado, ao longo dos anos, trabalhar em conjunto com a classe médica no sentido de promover a informação e formação dos doentes, nomeadamente através de consultas de pré-diálise, mas os resultados

do estudo demonstram que ainda há um longo caminho a percorrer, nomeadamente nas técnicas domiciliárias de diálise, ainda muito pouco utilizadas em Portugal”. A Insuficiência Renal Crónica (IRC) é uma patologia que se caracteriza pela diminuição progressiva da função renal. As causas podem ser várias mas, geralmente, caracteriza-se por uma incapacidade dos rins de proceder à eliminação de certos resíduos produzidos pelo organismo. Assim que a função renal perde cerca de 90% da sua capacidade, deixa de ser possível viver sem um tratamento de substituição. Atualmente, existem duas opções terapêuticas para a doença: Transplante de Rim (substituição de um órgão doente por um órgão são) e Diálise (substituição da função renal através de meios artificiais). Dentro da Diálise, os profissionais de saúde e os doentes têm duas opções: fazer o tratamento em casa ou na unidade de saúde. Para o tratamento domiciliário existem duas opções: a Diálise Peritoneal (DP) e a Hemodiálise Domiciliária (HDD). O tratamento num estabelecimento de saúde designa-se por Hemodiálise em Centro (HD), que pode ser no Hospital ou em Clínicas Privadas.


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Actual

Colocada ao dispor de todos os seus beneficiários.

“Loja Social a Cuidar da Sua Saúde” Portalegre assegura cuidados de saúde aos Beneficiários da sua Loja Social

A Loja Social da Câmara Municipal de Portalegre, em parceria com a Escola Superior de Saúde de Portalegre, apresenta o Projeto “Loja Social a Cuidar da Sua Saúde”, no qual promove Rastreios e Ações de Sensibilização para os beneficiários desta Instituição. As Ações de Sensibilização, que terão inicio dia 11 de Junho, pelas 16h30, irão decorrer até ao dia 27 de Junho e incidir nos temas: dia 11 “Prevenção Colo do Útero”, dia 13 “Higiene e Higiene Oral”, “Alimentação Saudável” dia 18, dia 20 “Prevenção do Cancro da Mama”, dia 25 “Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV” e para finalizar, dia 27 será abordado o tema “Planeamento Familiar”. O Projeto “Loja Social a Cuidar da Sua Saúde” coloca semanalmente ao dispor de todos os seus beneficiários os rastreios da Glicémia Capilar, do Colesterol, da Tensão Arterial e do Índice de Massa Corporal, problemas que foram detetados através de questionários aplicados aos utentes da Loja Social para identificar as suas necesPUB

sidades no âmbito da saúde. Esta iniciativa conta com a apoio dos alunos dos 2º e 3º Anos do Curso de Enfermagem, e respetivos professores, e tem como objetivo sensibilizar os utentes para a promoção da saúde, através da educação para a saúde e avaliação de alguns indicadores desta, de acordo com as diferentes faixas etárias. Para Adelaide Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Portalegre “Esta é uma iniciativa que nos deixa a todos muito orgulhosos! Podermos ajudar os nossos utentes, não apenas com vestuário e alimentação, mas também na prevenção e no controlo da sua saúde, que não pode de todo ser descurada. O projeto “Loja Social a Cuidar da Sua Saúde” é destinado a todos os nossos beneficiários, incluindo as crianças e espero que tenham uma adesão muito significativa. Temos de agradecer à Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre, pois sem a ajuda dos alunos e do corpo docente seria impossível levarmos a cabo este projeto. Temos a certeza que será muito apreciado por todos e que nos dará força e ideias para desenvolvermos mais ações e podermos melhorar o estilo, a vida e a saúde dos nossos utentes.”

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Exclusivo A Prof. Fernanda Olival coordenadora da iniciativa, falou-nos desse Sul temático, das dificuldades de

Mais de uma centena de investigadores centrados no Sul Amanhã, sexta-feira, 15 de Junho, mais de uma centena de investigadores das ciências sociais e humanas encontram-se na Universidade de Évora para uma reunião anual em que dão conta dos temas, metodologias e orientações dos seus projectos. Estes investigadores, enquadrados pelo CIDEHUS (Centro interdisciplinar de história, culturas e sociedades da Universidade de Évora), oriundos de diferentes áreas disciplinares e de diversos lugares do país (do Minho ao Algarve) têm em comum uma linha temática de fundo: O “Sul”. “No sentido do Sul de Portugal, do Sul da Europa, do hemisfério Sul, do diálogo Norte - Sul. É um Sul usado de uma forma metafórica” explica a Prof. Fernanda Olival, vice directora do CIDEHUS. O Sul é explorado por estes investigadores em três linhas diferenciadas: a primeira, a que reúne maior número de pessoas (54), centra-se nas dinâmicas sociais e políticas do Sul. A segunda debruça-se sobre a sua cultura material. E a terceira sobre a circulação da informação cientifica, - que se encontra nas bibliotecas e nos arquivos - sempre em torno do Sul.

Na ciência estamos a trabalhar bem A propósito deste encontro no Palácio do Vimioso em Évora, sobre “Dinâmicas sociais e culturais em torno do mediterrâneo: pontes transdisciplinares”, a Prof. Fernanda Olival coordenadora da iniciativa, falou-nos desse Sul temático, das dificuldades de diálogo entre disciplinas e entre os investigadores e a comunidade não científica. Dos novos e prementes desafios que se colocam às unidades de investigação e às ciências sociais. - As pontes transdisciplinares são um desejo ou uma realidade na investigação do CIDEHUS ? Fernanda Olival - Na composição deste centro há muitas pessoas de História, e há também pessoas com formações muito heterogéneas: Filosofia, Psicologia, Sociologia, Literatura e Línguas, Informática e Demografia. O diálogo interdisciplinar não é nada fácil. Mas consegue-se. Não é fácil porque não falamos necessariamente a mesma linguagem, não temos a mesma relação com o trabalho científico; mas hoje toda a ciência é cada vez mais interdisciplinar. - É essa a principal razão deste encontro? FO -A ideia aqui é aumentar o intercâmbio. Ou seja, temos pessoas que quando terminam um projecto ficam desgarradas e ao conhecerem o que os outros

fazem conseguem-se reagrupamentos e partilhas interessantes e frutuosas. - Mas há também do desafio do diálogo com a comunidade em geral, não cientifica. O CIDEHUS está empenhado nisso ? FO- É evidente que a nós nos interessa muito o diálogo com a comunidade. Embora, de um modo geral, a comunidade académica não saiba muito bem dialogar, ou nem sempre saiba como consegui-lo da melhor forma. - Falta-nos essa tradição ? FO- Sim, não há muito essa tradição. A comunidade por vezes espera dos cientistas sociais respostas que não podemos dar. Seja porque recorremos muito a dados estatísticos, ou porque nos preocupamos com problemas teóricos. Ás vezes esse tipo de realidades podem não interessar muito a comunidade. Mas outras vezes sim, conseguimos esse encontro. É o caso por exemplo da “Cultura a Sul”. É um projecto que promove um conjunto de conferências em diferentes lugares do Alentejo. Foram iniciativas muito interessantes e protagonizadas por muitos jovens investigadores. Mas há outros exemplos como os cursos livres. Agora estamos a promover um sobre a Inquisição em Portugal e Espanha. - Há aqui a preocupação de ligação da investigação ao meio? FO- Sim. Queremos aumentar os nossos

elos com a comunidade. Mesmo admitindo não saber tratar isso sempre de forma mais adequada, continuamos a esforçarnos. - O que é que a comunidade do SUL pode esperar do CIDEHUS? FO – Sobretudo temo-nos preocupado em disponibilizar dados. Um exemplo são as memórias paroquiais. Interessam a autarcas a geógrafos, demógrafos, às pessoas do planeamento. E já temos o Alentejo quase todo transcrito, embora muito do que temos ainda não esteja disponível no site do CIDEHUS. -O que são as “Memórias Paroquiais”? FO - É um inquérito que em 1758 foi enviado aos párocos. Foi organizado a partir de uma unidade muito pequena que é a freguesia. Perguntava quantos habitantes existiam, quem era o senhorio da terra , que estragos fez o sismo de 1755, quais eram as produções dominantes, que rios passavam por ali, que espécies de peixes existiam, etc. Em suma. Permitem uma traçar um quadro geral do país nesta data. Aqui está uma forma discreta de produzir recursos para a comunidade. Depois ainda há o repositório científico onde estarão todos os trabalhos que não têm direitos de autor, publicados nos últimos anos. - A investigação concentra toda a energia deste centro académico? FO- Por um lado fazemos investigação;

por outro o ensino; e por outro ainda a gestão académica. Mas cada vez mais as Universidades têm valorizado o lado da investigação. A própria avaliação tem incidido apenas sobre este aspecto, mesmo no caso dos docentes. - O trabalho científico não reunia tradicionalmente, no nosso país, grandes condições de desenvolvimento. Isso está a mudar? FO - Eu acho que nos últimos 20 anos se deu um salto muito grande. Portugal tem melhorado muitíssimo. Nos últimos anos tem havido dinheiro e as pessoas têm podido ir a encontros internacionais e temos realizado encontros internacionais em Portugal. E aí verificase cada vez mais que usamos as mesmas metodologias e que já não há grandes diferenças na qualidade do trabalho produzido - Mas continuam a soar alguns lamentos… FO- Eu diria que o que é pior em Portugal, onde ainda se nota a diferença para pior, é no acesso à informação. Ou seja, as nossas Bibliotecas continuam a ser piores que as Bibliotecas dos Estados Unidos, por exemplo. É o problema do acesso à informação. Nós temos menos dinheiro para assinar bases de dados, para assinar revistas de especialidade. Claro que a net democratizou muito, mas não tudo. No entanto, melhoramos muito, insisto..


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Exclusivo diálogo entre disciplinas e entre os investigadores e a comunidade não científica.

D.R.

- Voltando ao CIDEHUS. Esta é uma unidade de Ciências Humanas e Sociais. Ora, essas têm sido o “parente pobre da ciência”.? Estes investigadores podem aspirar a verem o seu trabalho reconhecido? FO- (risos ) Eu acho que sim. Diria que continuamos a ser um pouco olhados como parentes pobres da ciência. Porque os tecnocratas querem sempre resultados a curto prazo e nas ciências sociais isso nem sempre se faz assim. Claro que de modo geral há sempre menos dinheiro para as ciências sociais. Mas acho que nos últimos anos em Portugal em matéria de ciência se tem trabalhado bem. - E o CIDEHUS acompanha essa tendência? FO - Eu acho que as pessoas aqui têm produzido cientificamente bem. Há alguma disciplina no trabalho académico. Isso é muito importante porque hoje em dia não basta investigar apenas. É preciso produzir artigos para revistas internacionais de referência. Nas ciências sociais issa é uma tradição muito recente. Está a começar agora o sistema de avaliação dessas revistas. - Tem uma perspectiva optimista. Em que é que se apoia? FO - Estamos numa fase de grande concorrência. Portugal tem centros a mais e obviamente só os melhores vão sobreviver.

O CIDEHUS pode considerar-se um centro jovem no panorama do que é a ciência em Portugal. Tem obtido boas avaliações. E penso que o Sul é um grande tema. Vivemos um momento em que o tema do Sul é particularmente relevante. Não se esqueça que a crise que vivemos é muito mais acutilante na Europa do Sul. Há que perceber porque é que estas sociedades estão periodicamente em crise. Este é um tema muito galvanizante. Quanto ao financiamento, cada vez mais há-de ser Europeu. Portanto precisamos de ter projectos sempre mais claros e pertinentes para poder competir numa Europa que é cada vez mais concorrencial em termos de avaliação e de financiamento.

O Sul é um ponto de observação questionador O Sul é apontado como o tema aglutinador de toda a investigação desenvolvida no CIDEHUS, uma unidade de investigação que existe há 18 anos com o propósito de promover projectos interdisciplinares no domínio das Ciências Humanas e Sociais. Mafalda Soares da Cunha, Professora da Universidade de Évora, especialista em História das elites sociais, é a Directora deste centro desde 2001. Pedimos-lhe que nos explicasse de forma é que o Sul inspira e acolhe o trabalho de mais de uma cen-

tena de investigadores, especialistas em várias disciplinas das ciências sociais, dos quais 40 doutorados. Números estes que vêm aumentando de ano para ano. Do que é que falamos quando evocamos o Sul como tema comum a tantos e tão diferentes trabalhos de investigação? MSC- O Sul é antes de mais uma orientação geográfica. Por isso é completamente dependente do lugar de onde se observa. Não é um ponto fixo. Se estivermos em Inglaterra ou no Minho o Alentejo é Sul; mas se estiver em Marrocos o Alentejo é Norte. Tem essa complexidade de abordagens, tem carácter prismático. - Que sentido orientador traz o Sul para a investigação científica? MSC - Faz todo o sentido utilizar um conceito a partir do qual se organize o conhecimento e a discussão do mesmo. O principal sentido desta linha de investigação é, de certa forma, reactivo ao mundo contemporâneo. Porque as ciências humanas e sociais, como todas as outras ciências, existem num ambiente contemporâneo e por isso reflectem e projectam os problemas desse mundo contemporâneo. Quando vemos que uma série de imagens são difundidas todos os dias nos países do Norte, hoje bem sucedidos economicamente face aos do Sul, compostas por estereótipos, cheios de clichés, de preconceitos, convém problematizar um pouco as questões e perguntar: Mas afinal haverá tantas diferenças? A vanguarda esteve sempre aí?

Esses processos de hegemonização aconteceram quando? Em que momentos? Porquê? - É um Sul que questiona? MSC - É o Sul como ponto de observação inquisitivo, curioso e problematizador. Ou seja vamos avaliar, reviver, reelaborar e oferecer instrumentos para uma maior e melhor compreensão das realidades onde nos situamos. - O Sul anda agora mais intensamente “nas bocas do mundo” … MSC- Sim porque surgem outro tipo de questões como é o caso das Primaveras Árabes. Que envolvem um Sul Mediterrânico. A outra margem. Neste caso nós somos um bocadinho Norte, ou somos parte de um outro conjunto. Neste Sul existem cortes de conjuntos, cortes culturais, mas que são ao mesmo tempo linhas de comunicação que nos permitem olhar para as pontes a fazer. E as pontes são muitas vezes mais intensas do que as clivagens que também sempre existiram. A porosidade das fronteiras e as porosidades culturais são as mais esquecidas nesse afã de criar brancos e pretos, de criar muitos contrastes, ideias contrastáveis. Pretendem facilitar a compreensão do mundo, mas as coisas nunca são tão estanques assim. Trata-se afinal do Sul onde nos encontramos… MSC – Sem nos esquecermos de uma comunidade para onde queremos exportar conhecimento.


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14 Junho ‘12

Exclusivo A FEA tem também missões na área cultural, social, assistencial, espiritual e o desenvolvimento da região.

FEA aposta em vinhos e azeites enquanto investe em projectos solidários D.R.

Fundação procura valorizar e desenvolver o Legado do seu fundador Luís Godinho | Texto É provável que nem mesmo Vasco Maria Eugénio de Almeida, conde de Vilalva, sonhasse que o seu legado fosse semente capaz de gerar tantos frutos. Criada em 1963, a Fundação Eugénio de Almeida (FEA) gere hoje um património agrícola a “perder em vista” em cerca de 6500 hectares, factura mais de 15 milhões de euros por ano, exporta vinhos e azeites para diversos países e aplica boa parte das receitas em projectos de solidariedade social e cultura. “É um legado que não se perdeu, muito pelo contrário. Todos os anos o procuramos valorizar e desenvolver”, diz Luís Rosado, director-geral da FEA, garantindo ser “muito diferente” gerir uma instituição de utilidade pública ou uma empresa: “Aqui temos a noção clara de que este património não nos pertence. É património da comunidade e a nós cabe-nos contribuir para que o sonho do fundador se cumpra todos os dias”. Preocupações de quem tem de colocar a “casa” a produzir para dessa forma gerar receitas que permitam investir em projectos de responsabilidade social. “Está consignado nos estatutos [da FEA] que a nossa missão se concretiza nos domínios cultural, social, assistencial e espiritual para o desenvolvimento da região de Évora”. Nos 6 mil hectares explorados directamente pela fundação (os restantes 500 encontram-se arrendados) aposta-se em diversificar actividades desenvolvendo as culturas de acordo com as aptidões de cada propriedade. Assim, há zonas onde predominam os montados mediterrânicos típicos, com azinheiras e sobreiros, cujo terreno é aproveitado para semear pastos e manter um efectivo pecuário de mil vacas e 2600 ovelhas. Noutros locais, já beneficiados pelo regadio de Alqueva, fizeram-se investimentos para intensificar a produção agrícola em sectores como o olival (cerca de 300 hectares de olivais intensivos), milho (200 hectares) e tomate para indústria, cultura lançada este ano em parceria com uma empresa espanhola. No pró-

ximo ano será a vez de “experimentar” a plantação de papoilas destinadas à indústria farmacêutica. Não sendo a cultura que mais espaço ocupa, é no entanto o vinho que mais representa em termos de receitas, contribuindo para 75 a 80% do total de facturação e com as exportações a ganharem peso de ano para ano. “Iremos fechar 2011 com um volume de exportação que cor-

responderá a mais de 30% da produção”, diz Luís Rosado. Os vinhos Eugénio de Almeida estão hoje presentes em 17 países, com maiores concentrações no Brasil e em Angola. “Há um relacionamento mais fácil com estes mercados não só pela língua como pelo conhecimento que têm da realidade portuguesa. É mais difícil trabalhar noutros mercados, onde a FEA não é reconhecida

porque também não são reconhecidos os produtos portugueses como sendo de qualidade”. Ainda assim, do Alentejo partem encomendas para os Estados Unidos, diversos países europeus, Canadá, Macau e até para a China, embora “em quantidade diminuta”. Falar dos vinhos Eugénio de Almeida é falar das duas marcas mais reconhecidas da “casa”: Cartuxa e Pêra-Manca (o topo de gama). Reza a história que a tradição do Pêra-Manca remonta à Idade Média, tendo os vinhos seguido nas naus de Pedro Álvares Cabral rumo à descoberta do Brasil. Depois de ter obtido grande projecção internacional em finais do século XIX, a marca acabou por desaparecer, sendo recuperada em 1990 pelo enólogo Colaço do Rosário. “É um vinho de topo, feito sempre a partir das mesmas castas e dos mesmos talhões”, refere Luís Rosado, acrescentando que a FEA só “elege colheitas Pêra-Manca nos anos em que é possível fazer vinho de excelente qualidade”. Foi assim em 2008, cujas garrafas chegarão ao mercado na Primavera de 2012. Cada uma deverá custar mais de 100 euros. No azeite a aposta passa igualmente por produtos de qualidade superior, tendo sido construído um lagar para garantir o controlo de todo processo produtivo. “Este ano a exportação de azeite embalado vai ser superior às vendas para o mercado nacional”, revela o director-geral da FEA, explicando o sucesso empresarial com a diversificação de actividades e a permanente disponibilidade para investir em novos desafios.

Cartuxa lança dois novos espumantes A Fundação Eugénio de Almeida – Adega Cartuxa, acaba de colocar no mercado dois novos vinhos espumantes, o Cartuxa Reserva Bruto 2008 e Cartuxa Rosé Bruto 2010. Produzido a partir de uvas rigorosamente selecionadas e colhidas no estado ideal de maturação, o Cartuxa Reserva Bruto 2008 fermentou a temperatura controlada em barricas de carvalho francês e fez um primeiro estágio sobre borra fina durante 6 meses com batônnage periódica. A fermentação em garrafa, pelo método clássico, foi seguida de estágio sobre borra e batônnages

intercalares durante 36 meses, nas caves do Convento da Cartuxa. O Cartuxa Rosé Bruto 2010, fermentou em depósito de aço inox, com temperatura controlada, após ligeira maceração a frio. Depois de um primeiro estágio sobre borra fina durante 6 meses com batônnage periódica, o vinho fermentou em garrafa, pelo método clássico, e efetuou um segundo estágio sobre borra e batônnages intercalares durante 12 meses, nas caves do Convento da Cartuxa. A Fundação Eugénio de Almeida é herdeira de uma longa história no sector vitivinícola, com a cultura da vinha

a fazer parte da tradição produtiva da Casa Agrícola Eugénio de Almeida desde o final do Séc. XIX. As uvas que atualmente resultam da produção obtida nos 600 hectares de vinha explorada, são vinificadas na moderna e sofisticada Adega Cartuxa – Monte Pinheiros, herdade que outrora foi centro de lavoura da Fundação Eugénio de Almeida. A Adega Cartuxa – Quinta Valbom, antigo posto Jesuíta, onde já em 1776 funcionava um importante lagar de vinho, é desde 2007 o centro de estágio de vinhos e sede do Enoturismo Cartuxa.

Adega de Portalegre dá a provar vinhos em Espanha Vinhos Brancos e Tintos DOC serão apresentados na maior Feira Taurina da Extremadura A Adega Cooperativa de Portalegre vai estar presente de 21 a 24 de Junho na “Ecuextre 2012 – Feria del Caballo y del Toro”, que se realiza na IFEBA (Institución Ferial de Badajoz), em Badajoz. Neste evento a Adega apresentará os néctares brancos, ideais para o Verão e os vinhos Tintos DOC, a bebida ideal para a Carne Bravo do Ribatejo (DO), e que

podem ser apreciados num conceito de “Wine Tapas BAR”, das 10h00 às 20h00. Este ano haverá ainda provas de vinhos destinadas aos visitantes da Feira. Esta é mais uma acção em que a Adega pretende promover os seus vinhos internacionalmente e apostar na valorização e comercialização além fronteiras. Para Maria Fernanda Dias, Directora Executiva da Adega de Portalegre “A Adega tinha de participar neste Certame de renome internacional. A maior feira taurina da Extremadura, onde irão estar presente nomes conceituados do meio

tauromáquico é uma boa forma de promovermos os nossos vinhos e brindar à festa do Toiro de Lide, a todos os aficionados e artistas. Outra vantagem é que a feira decorre precisamente no fim-de-semana em que se inicia a tão afamada Feira de S. Juan. Esta é uma excelente oportunidade para darmos a conhecer os nossos vinhos aos Nuestros Hermanos e não só!”

Sobre a Feira “Ecuextre 2012 – Feria del Caballo y del Toro”

Esta Feira consolida-se como o ponto de encontro de todos os sectores ligados ao

mundo dos equinos. A feira é uma exposição de cavalos de todas as raças que estão presentes no nosso entorno: cavalos de pura raça espanhola, cavalos de puro sangue lusitanos, cavalos de desporto, cavalos árabes, todos inscritos nos seus livros genealógicos. A proximidade imediata de cavalos, os concursos hípicos, eguadas, alimentação equina, cuidados sanitários, serviços, veículos equestres, acessórios e vestuário de montar, publicações e múltiplas actividades hípicas formam o leque da feira.


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Radar

Está assim dado o pontapé de partida do futuro Centro de Interpretação Ambiental e do parque de Arborismo.

Mora abre passeio fluvial na margem do Rio Raia Mais um ponto de atracção que garante um maior tempo de permanência no concelho A Camara de Mora abre hoje um passadiço fluvial de 1,5 quilómetros de extensão erguido ao longo do rio Raia que passa a permitir caminhar e observar a natureza que rodeia aquele percurso de água. Mais de 500 jovens das escolas locais e idosos que participantes no programa envelhecimento activo vão conhecer em primeira mão, a partir das 10H00, o novo passeio lúdico. A infraestrutura representa um investimento de 350 mil euros e liga o Fluviário à pista de pesca situada a montante, convidando a um passeio a pé ou de bicicleta na área envolvente, facto que não era possível até agora. Mais à frente, o passadiço em madeira é substituído por caminhos de terra batida numa extensão de cinco quilómetros, avançando entre montados até regressar ao Fluviário. Está assim dado o pontapé de partida PUB

do futuro Centro de Interpretação Ambiental (CIA) e do parque de Arborismo com o objectivo de atrair mais visitantes e dinamizar o turismo no concelho. Para a autarquia, o projecto surge “como

Avis

“O Museu está na rua” D.R.

complemento ao Fluviário, criando mais uma valência para os visitantes daquele espaço e mais um ponto de atracção que garanta um maior tempo de permanência no concelho”.

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Neste sexto mês da Exposição “O Museu está na rua” passe pelo edifício da Câmara Municipal de Avis e aprecie mais um objeto do acervo do Museu Municipal de Avis, patente ao público, de 4 a 30 de Junho de 2012. Em exposição estará a “Foice e canudos”, com o objetivo de mostrar a cultura material e a memória de uma sociedade rural e agrícola já desaparecida. A foice, símbolo histórico do trabalho nos campos do Alentejo, apresenta-se composta por uma lâmina encurvada, geralmente de metal, e presa a um cabo de madeira. Utilizada como instrumento de manuseio nas atividades agrícolas, principalmente a colheita de cereais – a ceifa, complementa-se com o uso de canudos, um conjunto de peças feitas de cana para aplicar nos dedos das mãos, normalmente em três dedos, e destinadas a protege-los de eventuais cortes provocados pela foice.


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Radar Descubra alguns dos locais mais emblemáticos, como exemplo, a Gruta das Azenhas e a Bica de S. Jorge. 78 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Guerras de religião: 4. Islão: da derrota à humilhação A chave para a explicação do fosso político, militar e cultural que se aprofunda entre o Islão e o “Ocidente” (noção problemática mas útil) reside na “explosão” tecnológica da “revolução industrial” no Ocidente a partir do século XVIII. As suas consequências mais visíveis foram económicas e militares: o mundo cristão, europeu e depois norte-americano partem à conquista do mundo. Os colonialismos erguem impérios que dominam militarmente e exploram economicamente da maneira mais impiedosa. Após a partilha simbólica do mundo entre Portugal e a Espanha pelo tratado de Tordesilhas (1494) intervém, quatro séculos mais tarde (Berlim 1885), uma partilha efectiva dos espaços económicos. A melhoria das condições de vida na velha Europa favorece a partir do século XVIII o crescimento demográfico (que era fraco nos séculos anteriores) que fornece as energias para o crescimento económico e a expansão política e militar. Enquanto no Oriente os Sultanatos se submetem, no Ocidente o Império Otomano entra em decadência e vai ser desmembrado entre as grandes potências, processo que para o Islão evoca as antigas Cruzadas, e é vivido como uma humilhação. O Ocidente instaura pouco a pouco uma separação entre religião e política, estimula o crescimento autónomo da Ciência, mas o ideal que guia o Oriente continua a ser a fusão entre o Político (o Estado) e o Religioso. A desconfiança em relação à Ciência contemporânea, que se foi atenuando (não sem conflitos) no Ocidente cristão, permanece viva no Oriente islâmico, que só nas últimas décadas do século vinte começa a apropriar-se dos progressos “made in” Ocidente: as tecnologias primeiro, as ciências (timidamente), depois. Mas a emancipação das instituições políticas em relação à religião, factor de abertura democrática e cultural que despoletou a civilização das ciências e das técnicas no Ocidente, não se produz no Islão, refém dos esquemas antigos. Modelo invejado e detestado, o Ocidente é alvo dum rancor profundo e essa ambivalência cria um clima emocional instável no mundo islâmico partilhado entre fidelidade ao passado e desejo de modernidade.

José Rodrigues dos Santos Antropólogo, Academia Militar e CIDEHUS, Universidade de Évora 11 de Junho 2012 jsantos@uevora.pt

“Um Concelho a Caminhar” pelos trilhos de Ervedal Irá ter lugar, no próximo dia 17 de Junho, em Ervedal Do Município de Avis vai o convite para participar em mais uma caminhada, a quinta, inserida na iniciativa “Um Concelho a Caminhar” que irá ter lugar, no próximo dia 17 de Junho, em Ervedal, deixando antever um inigualável passeio de, aproximadamente, 7 km, entre a Ponte de Ervedal e a Horta das Rosas. Neste dia, a partir das 09h00, junte-se ao grupo que deverá concentrar-se no Jardim para proceder a um “aquecimento” com uma “ativação geral do organismo ao som de música” e, logo em seguida, dar início a esta jornada pelos trilhos de Ervedal, desfrutando das mais belas paisagens que envolvem a região. Divirta-se com este passeio a pé e descubra alguns dos locais mais emblemáticos da Freguesia, como por exemplo, a Gruta das Azenhas e a Bica de S. Jorge. Momentos únicos e inesquecíveis que poderá registar em fotografias refletidas na sua criatividade de “fotógrafo”, através da recolha de imagens no local. Depois, pontualmente, às 11h00, haverá uma pausa para repor as energias, um espaço adicional de convívio, de partilha, de lazer e de confraternização, na Horta das Rosas. Por isso, não esqueça o lanche. Os caminheiros que desejem percorrer esta rota que irá desenrolar-se ao longo da margem da Ribeira Grande, intercalada por alguns, poucos, estradões, deverão efetuar a sua inscrição, até ao próximo

dia 14 de Junho, na D.D.S.C.T. do Município de Avis, nas Juntas de Freguesia e nas Associações organizadoras. A atividade irá contar com o apoio da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, da Associação de Solidariedade de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis, da Sociedade Recreativa Benavilense, da Farmácia Nova de Avis e da Casa de Cultura de Avis.

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A próxima Caminhada realizar-se-á, no dia 29 de Julho, na Freguesia de Valongo. O convite para a participação neste evento estende-se a toda a população, em geral, que, para o efeito, deverá formalizar previamente a sua inscrição junto das entidades referenciadas. E porque caminhar é um verdadeiro remédio para a saúde, aceite este “lembrete” e venha praticar exercício físico... pela sua saúde!

“Bonecos de Estremoz - Devoção e Festa” na Galeria da Casa de Burgos D.R.

Constituída por peças da coleção do Museu Municipal de Estremoz A Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Câmara Municipal de Estremoz inauguraram a exposição “Bonecos de Estremoz – Devoção e Festa”, dia 13 de junho, às 18h00, na Galeria da Casa de Burgos, em Évora, contando com a presença do jovem artesão Ricardo Fonseca. Constituída por peças da coleção do Museu Municipal de Estremoz - Prof. Joaquim Vermelho, é de destacar na exposição o núcleo de imagens antigas, entre as quais Santo António e São João, encontrando-se também patentes peças atuais de artistas estremocenses. As primeiras referências escritas ao figurado de Estremoz são de princípios do século XVIII, encontrando-se a origem dos bonecos associada à necessidade espiritual de mulheres, habituadas a lidar com o barro, que modelavam o santo da sua devoção, numa terra onde o barro era abundante e as olarias numerosas. Da devoção especial do povo, e especialmente das mulheres, destacam-se Santo António, que para além de casa-

menteiro era igualmente evocado para ajudar a consertar os caquinhos das cantarinhas; Nossa Senhora da Conceição, dada a proximidade do Santuário deste orago; São João, cujas festas populares sempre tiveram grande manifestação local e Santo Onofre, patrono que auxilia nas desgraças e também evocado em necessidades de dinheiro. Em Estremoz ainda hoje se modelam bonecos, sejam os de gosto local ou de índole

contemporânea, graças à ação de resgate e renovação efetuada pela Escola de Artes e Ofícios. As imagens dos artistas contemporâneos que integram a exposição estarão disponíveis para aquisição durante o período em que decorre o evento. A exposição encontra-se patente até dia 12 de julho, podendo ser visitada de segunda a sexta – feira, das 09h00 às 13h30 e das 14h00 às 17h30 e aos sábados das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 17h00.


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Radar 30 Jovens prometem levar a performance coral a uma nova dimensão com reportório tradicional.

7ª Edição do Festival Intermezzo arranca dia 21 D.R.

Com temas tradicionais da Mongólia, Indonésia, Japão e China O grupo Coral ONE marca a abertura da edição de 2012 do Festival Internacional Músicas do Mundo Intermezzo da Fundação Eugénio de Almeida, iniciativa que irá decorrer em junho e julho, em Évora. São 30 jovens cantores que, no dia 21 de junho, e sob a direção da premiada maestrina asiática Lim Ai Hoii, prometem levar a performance coral a uma nova dimensão com um reportório composto por temas tradicionais da Mongólia, Indonésia, Japão e China. A 28 de junho, é a música sefardita de Mor Karbasi que se fará ouvir. Dona de um talento inquestionável e de uma voz original, Mor convida-nos a conhecer as sonoridades das suas raízes judaicas mas também algumas das suas mais recentes composições onde se sente a musicalidade de países como Marrocos, Pérsia, Espanha e Portugal. O vigor e energia da música tradicional da Irlanda é a proposta da Fundação Eugénio de Almeida para a quinta-feira de 05 de julho. Considerados como um dos maiores grupos de música Celta, os Limerick recriam o ambiente dos pubs irlandeses com um repertório composto por peças celtas, de baile e instrumentais, como os reels, jigas ou polkas. Farão ainda incursões pelas canções

irlandesas mais tradicionais e pela música escocesa das Highlands e da Bretanha.

Segue-se, a 12 de julho, o som e ritmo Cabo-Verdiano com Nancy Vieira. O concerto, intitulado No Amá, e título do

mais recente trabalho discográfico da cantora, é o retrato fiel da tradição da música cabo-verdiana. No Amá reúne composições de clássicos como BLeza, Eugénio Tavares e Amândio Cabral, com os consagrados, Teófilo Chantre e Mário Lúcio e jovens autores como Rolando Semedo, Tó Alves ou Tutin d’Giralda. Virtuosos, loucos, brincalhões e adeptos das viagens pelo mundo. Assim são os L’Herbe Folle, o Grupo francês de Folk progressivo que atua no dia 19 de julho. O Grupo traz a Évora um concerto que é uma mistura de estilos e sons onde cada um partilha a sua curiosidade e apetite pela música e pela vida. Nas guitarras a expressividade, nos baixos a descontração, nos sopros a criatividade, nas percussões a energia e em todas as vozes uma alegria contagiante. Do palco incitam o público a bater o pé, a sorrir e a sonhar. A 7ª edição Intermezzo fecha a 26 de julho com o grupo português Xícara. Xícara nasce do gosto pela poesia e pela música tradicional portuguesa. É uma homenagem à palavra e à língua camoniana com poemas de António Botto, João Penha de Oliveira Fortuna, João de Deus, Fernando Pessoa e João Cabral Nascimento. Pela voz de Carla Carvalho, o grupo revive a riqueza literária portuguesa e fá-la acontecer fora do seu íntimo, ao mesmo tempo que destaca a sua capacidade de inspirar outras formas de expressão artística.

Festival Escrita na Paisagem 2012 traz ao Alentejo ‘Divina Comédia’ Este projecto, com início já em 2010, é uma co-produção da Colecção B / Festival Escrita na Paisagem Divina Comédia , um projecto de criação teatral de âmbito europeu, é o destaque de abertura da programação de 2012. Vai estrear em Portugal, de 4 a 7 de Julho, e ocupa um palco extraordinário na paisagem alentejana, uma pedreira de mármore desactivada, situada em Vila Viçosa. PUB

Este projecto, que resulta de um trabalho com início já em 2010, é uma co-produção da Colecção B / Festival Escrita na Paisagem com a companhia finlandesa Myllyteatteri, um grupo internacional de teatro estabelecido em Helsínquia desde 2003. Conta com o financiamento do Programa Cultura e envolve artistas provenientes de Portugal, Grécia, Japão e Finlândia. Concebida pela encenadora finlandesa Miira Sippola, directora artística do Myllyteatteri, a peça Divina Comédia nasce com base no clássico escrito por

Dante no século XIV e aborda o tema intemporal do confronto de um homem consigo próprio, uma viagem pela crise interior e a constante tentativa de fuga. Mas é a partir do trabalho visual de forte inspiração estética em autores vanguardistas como Tadeusz Kantor que o trabalho de Miira Sippola ganha forma e atinge o seu devir, transformar o poema épico em arte de palco, recriando o eterno palco da mente humana. Com inspiração na história do pensamento ocidental e forte tradição teatral, a companhia Myllyteatteri concebe, neste

espectáculo, um novo espaço para o processo artístico, a partir da criação de novas linguagens interpretativas, de novas estéticas de palco com o uso de objectos, música, sons e luzes que se apropriam do próprio espaço de actuação. Mais do que apenas o discurso ou a música, é a sinfonia dos elementos artísticos que constitui a grande aposta da Divina Comédia, uma exigente combinação de visualidade, dança e teatro a marcar o trabalho dos actores do grupo Myllyteatteri, no cenário deslumbrante da Pedreira da Gradinha (Vila Viçosa).


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Vendas Novas

Debate a Ferrovia de Mercadorias Realiza-se, no próximo dia 21 de junho pelas 14h00, um fórum de discussão subordinado ao tema “A EUROACE e a ligação ferroviária de mercadorias Sines – Caia – Madrid – Paris”. O auditório municipal irá receber especialistas convidados, portugueses e espanhóis, além de outras entidades representativas dos sectores sociais, económicos e empresariais da Eurorregião, para trazer ao debate informação técnica e estratégica em torno da problemática em questão. Os objetivos desta iniciativa, organizada pelo Município de Vendas Novas e pela CCDRA, com o apoio da EUROACE (Alentejo, Centro, Extremadura), são por um lado, reforçar a importância da ligação ferroviária de mercadorias entre SINES/ Setúbal/Lisboa a Madrid e Resto da Europa via Elvas/Badajoz enquanto meio de desenvolvimento económico e social, e por outro, apresentar o estudo “Análise da procura de transporte ferroviário de mercadorias no eixo Sines/Algeciras – Madrid – Paris e a travessia central dos Pirenéus”, elaborado pela CONSULTRANS no âmbito do projeto Pirene IV. PUB

Castelo de Mértola

Alvalade do Sado

o A Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo) e a Câmara Municipal de Mértola organizam a apresentação do espetáculo “O Romance da Raposa” uma co-produção da Associação Alma d’Arame e Marionetas de Lisboa – que terá lugar no Castelo de Mértola, amanhã, às 10h30. Inspirado na obra homónima de Aquilino Ribeiro, o espetáculo de marionetas dirige-se a crianças a partir dos 3 anos integrando o Programa de Sensibilização para a Educação Patrimonial promovido pela DRCAlentejo. O programa em questão - tendo por objetivo sensibilizar a faixa etária infanto – juvenil para importância da preservação e valorização do património cultural imóvel - abrange a realização de um conjunto de iniciativas em diversas áreas artísticas, privilegiando como espaço de apresentação das mesmas o património cultural imóvel afeto à DRCAlentejo.

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e a Diretora Regional de Educação do Alentejo assinaram na passada sexta feira, dia 8 de junho o acordo de colaboração para as obras de conservação na escola básica de Alvalade. As obras na escola orçadas em setenta mil euros avançam brevemente. Trata-se de obras de conservação nos espaços de utilização comuns às crianças do pré-escolar e alunos do 1º ciclo do Ensino Básico, na Escola Básica de Alvalade. A posição de dono da obra será assumida pelo Agrupamento de Escolas de Alvalade que, para o efeito, tem o seu orçamento reforçado com as verbas necessárias. As obras consistem na ligação dos quatro blocos ao alpendre central; criação de um alpendre no edifício dos balneários, reparação das coberturas, demolição

“O Romance da Raposa”

DREAlentejo e Santiago do Cacém requalificam escola As obras estarão concluídas até 31 de agosto. de paredes no interior dos balneários, adaptação das instalações sanitárias para o Pré-escolar; portas de correr e os demais trabalhos inerentes à consolidação da intervenção; rebocos; pintura; remates; rede de águas e esgotos e tudo o que diz respeito às partes comuns. O Município assume o pagamento do valor correspondente à sua comparticipação financeira, ou seja 50% até ao montante máximo de 35 mil euros. As obras estarão concluídas até 31 de agosto. Para o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém estas obras representam muito para Alvalade e concretamente para as crianças que utilizam o mesmo espaço. O autarca referiu-se ainda à revitalização do espaço da antiga escola. “Estamos em contacto com a GNR e já disponibilizamos a outra parte da escola desativada para

recolher a extensão de saúde”. Maria Reina Martin, a Diretora Regional de Educação do Alentejo sublinhou a importância do trabalho em parceria referindo que “com menos dinheiro conseguimos rentabilizar os espaços”. A Presidente do Agrupamento Fernanda Bica disse que a assinatura do acordo que viabiliza o arranque das obras representa ” um grande passo para Alvalade e para os seus alunos que após a intervenção passam a ter condições excelentes porque vão poder circular em todas as valências em espaço coberto”. Também o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, Rui Madeira se congratulou com a assinatura do acordo, referindo que “esta boa articulação entre a autarquia, o Ministério da Educação, o Agrupamento e a Junta de Freguesia tornou possível esta obra que vai beneficiar bastante a freguesia”.


Registo ed211