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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 26 de Abril de 2012 | ed. 204 | 0.50€

Luís Pardal | Arquivo Registo

D.R.

O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufémia , 14 Horta das Figueiras | 7005-320 Évora 266771284

Bravo Nico quer mais Câmaras PS Pág.03 O professor universitário e

ex-deputado José Bravo Nico vai candidatar-se à liderança da Federação de Évora do PS nas eleições de junho, após a saída já anunciada de Capoulas Santos, revelou hoje o próprio à Agência Lusa. O presidente da federação socialista de Évora, Capoulas Santos, revelou na segunda-feira à Lusa que não vai recandidatar-se ao cargo. D.R.

Fronteira homenageia heróis de Atoleiros 06 PUB

Salgueiro Maia herói do 25 de Abril Pág.10 Os passos da vida de Sal-

gueiro Maia conseguem enumerarse em meia dúzia de parágrafos, mas desenvolvê-los na totalidade tornase impossível. O capitão sem medo, a quem muito se deve a Revolução de Abri partiu há 20 anos, cedo demais. Fernando José Salgueiro Maia nasce a 1 de Julho de 1944 em Castelo de Vide, no Alto Alentejo.


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26 Abril ‘12

A Abrir

Abril de novo Eduardo Luciano Advogado

Trinta e oito anos são uma vida. Em trinta e oito anos consumimos a infância, a adolescência e parte significativa da idade adulta. Em trinta e oito anos construímos ilusões, desbaratamos esperanças, planeamos resistências e, com alguma sorte, continuamos a acreditar nos sonhos da infância, quando tudo nos parece possível, quando a música é feita de palavras que falam de futuro, de certezas de chegarmos a um “lugar” melhor, a tal terra da fraternidade onde juramos não desistir de lutar. Também há os que desistem, os que envelhecem mais depressa do que o tempo que vivem, os que se mudam do lado do sonho para lado mais pragmático do “viver bem”. Em trinta e oito anos acontecem coisas incríveis e alguns conseguem mesmo dar a volta completa sobre si próprios. Começam por parecer acreditar nos sonhos, constituem-se coveiros da esperança e no fim da vida lamentam que outros estejam a afastar-se do ideal que traíram tranquilamente. A revolução tem exactamente trinta e oito anos e parece hoje a alguns um devaneio de infância a que é preciso pôr termo. Para outros é motivo de ajuste de contas, porque nunca perdoaram a ousadia de muitos em demonstrar que era possível uma sociedade diferente que dispensava o contributo das forças que sustentaram os 48 anos de ditadura. Para estas dois espécimes a revolução resume-se ao golpe de estado que restituiu as liberdades básicas e instituiu a “democracia representativa”. Por tudo o que aconteceu depois, a revolução propriamente dita, nutrem um indis-

farçável ódio de classe que assume nos tempos que correm uma espécie de ofensiva final para repor tudo como estava antes de 1974. Dizem que é um exagero afirmar-se que a democracia está em perigo, porque continuamos a poder votar, não existe polícia política, existe liberdade de manifestação e reunião, continua a não haver censura e os partidos políticos são permitidos. Mas será mesmo verdade que é assim? Claro que podemos votar, mas em que condições de primária manipulação o fazemos? Quanto à liberdade de manifestação também já teve melhores dias, como demonstram os avisos policiais de “tolerância zero” para movimentações organizadas no 25 de Abril e 1.º de Maio. Não há censura? Perguntem aos jovens jornalistas em situação de precariedade laboral e com rendimentos mensais pouco mais que miseráveis, se se sentem livres para abordarem as matérias da forma que entenderem. Olhando para a realidade que vivemos parece-me que a única saída é regressar ao caminho iniciado em Abril de 74 e interrompido em Novembro de 75. Outro 25 de Abril, dizem alguns. Não é preciso outro, é preciso que se cumpram os ideais deste. A solução não é um novo Abril, é Abril de novo e com a força do povo e isso exige uma ruptura com as políticas prosseguidas pelos governos do PS, PSD e CDS. Vai ser fácil? Certamente que não, mas dificuldades só podem ser motivo de ânimo, tenacidade e entrega para, como diz o cantor, fazer o que ainda não foi feito.

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

“Protagonismo de 25 de Abril”

Os limites da liberdade Joaquim Fialho

Professor Universitário

Aquilo a que muitas das vezes acedemos com facilidade transforma-se em algo que não valorizamos, em algo de imaterialidade irrelevante. A liberdade que hoje beneficiamos tem de ser reforçada na sua efeméride, nas práticas quotidianas e nas estratégias de ação coletiva. É uma conquista que alterou sobremaneira o estado do Estado e a vida de uma nação. Jean-Paul Sartre escreveu um dia que “o homem está condenado a ser livre”. Eu acrescento, também está condenado a respeitar o espaço de ação de todos aqueles que o circundam. A liberdade cultiva-se em estreita articulação com o respeito. Evidentemente, que a liberdade do homem é uma conquista que sustenta as suas práticas quotidianas, designadamente o seu modo de agir, pensar e ser. Porém, houve e há restrições na nossa liberdade. Não vivemos isolados. Estamos em interação constante. Por isso, a construção da nossa

socialização é o exemplo mais evidente de como vamos sofrendo influências condicionadoras da nossa ação. O meio que nos rodeia, a educação, a religião, entre as várias conjunturas nacionais ou internacionais, sociais, políticas e culturais, são exemplos de um condicionamento relativo da nossa liberdade e que, de forma mais ou menos profunda, marcam a nossa capacidade de ação. Este olhar para o campo de ação da liberdade permite-nos crer que vivemos uma liberdade condicionada e limitada. A autenticidade da liberdade reside na nossa capacidade de percebermos onde começa e onde termina a nossa coexistência com o outro. A liberdade não é um objeto, não é uma apropriação definitiva e muito menos um ato isolado. É uma dependência da liberdade dos outros, uma reciprocidade de ação. A liberdade é um direito elementar do ser humano e que jamais de lhe deverá ser negado. Ser livre não significa que podemos fazer

tudo o que muito bem nos apetece, quando queremos, e por qualquer meio. Ser livre pressupõe um respeito pelas convicções do outro e, simultaneamente, uma ação sem o risco de represálias. A liberdade pressupõe um zelo, uma salvaguarda dos seus princípios. Antes de 1974, esta liberdade de expressão que agora usufruo através da escrita não existia. As opiniões discordantes com o regime eram perseguidas pela PIDE e sofriam várias

“Não vivemos isolados. Estamos em interação constante. Por isso, a construção da nossa socialização é o exemplo mais evidente de como vamos sofrendo influências condicionadoras da nossa ação.”

retaliações. A Revolução dos Cravos trouxenos a liberdade. Num quadro de democracia, beneficiamos do direito de tecer considerações sobre realidades e pessoas, mas não temos o direito a produzir comentários caluniosos, injuriosos sobre o outro. Frequentemente, gera-se confusão entre o conceito de liberdade de expressão/opinião e uma espécie de dom da arbitrariedade em que se vandaliza o espaço do outro sem apelo, nem agravo. Trata-se de um atentado ao conceito e ao limite da liberdade. Os ataques anónimos na blogosfera, a condenação de pessoas na praça pública, são alguns exemplos da delapidação dos valores que norteiam a construção da liberdade. São igualmente alguns dos exemplos que extravasam os limites da liberdade e que, de forma caluniosa e injuriosa, ultrapassam toda a construção concetual da liberdade. Muitas das vezes, há quem se esqueça que a sua liberdade, termina onde começa a do outro.

Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redacção Luís Godinho; Pedro Galego Fotografia Luís Pardal (editor) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores António Serrano; Miguel Sampaio; Luís Pedro Dargent: Carlos Sezões; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; José Rodrigues dos Santos; José Russo; Figueira Cid Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição PUBLICREATIVE


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Actual Com a anunciada saída de Capoulas Santos, Bravo Nico assume candidatura à Federação de Évora.

Bravo Nico é candidato ao PS de Évora e quer vencer autárquicas 2013 Luís Pardal | Arquivo Registo

PS de Évora prepara futuro tendo a vitória nas autárquicas de 2013 como horizonte/meta O professor universitário e ex-deputado José Bravo Nico vai candidatar-se à liderança da Federação de Évora do PS nas eleições de junho, após a saída já anunciada de Capoulas Santos, revelou hoje o próprio à Agência Lusa. O presidente da federação socialista de Évora, Capoulas Santos, revelou na segunda-feira à Lusa que não vai recandidatar-se ao cargo, devido às “elevadas responsabilidades” que tem como eurodeputado. “Perante esta indisponibilidade, entendi que poderia dar um contributo nesta fase da vida do partido no nosso distrito e que era esse o meu dever de militante de me colocar à disposição dos meus camaradas”, afirmou José Bravo Nico. O candidato definiu como uma das “principais prioridades” do partido no distrito a preparação das próximas eleições autárquicas, marcadas para setembro de 2013, considerando ser “uma tarefa que vai exigir uma grande união de todos os socialistas”. “O PS é maioritário no número de câmaras no distrito de Évora” e “tem vindo, consecutivamente, a consolidar” o seu projeto autárquico, devido ao “trabalho notável dos autarcas e dos independentes” que têm integrado as listas socialistas, disse. Considerando que a liderança do PS nas câmaras do distrito “tem sido benéfica para as populações”, Bravo Nico traçou como objetivo “aplicar os princípios e as práticas” do projeto autárquico a “mais municípios que ainda hoje não têm governo socialista”.

Breve Nota Curricular e Politica Doutor em Ciências da Educação, em 2001, pela Universidade de Évora; • Mestre em Ciências da Educação (Área de Análise e Organização do Ensino), em 1995, pela Universidade de Lisboa; • Licenciado em Ensino de Física e Química, em 1989, pela Universidade de Évora; • Frequência do Curso de Licenciatura em Engenharia Agrícola da Universidade de

Évora, entre 1999 e 2001, tendo concluído, com aproveitamento, um terço do respectivo plano de estudos; • Frequência do Curso de Licenciatura em Hortofruticultura, da Universidade do Algarve, em 1983; • Formador certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua; • Formador certificado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Deputado na Assembleia da República, en-

tre 2005/2009, integrando a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência; Secretário-Coordenador da Secção de Residência de São Miguel de Machede do Partido Socialista, desde 1998; • Membro da Comissão Nacional do Partido Socialista, desde 2006; • Membro da Comissão Política Concelhia de Évora do Partido Socialista, desde 2001; • Membro da Comissão Política Distrital de Évora do Partido Socialista, desde 2001.

oiço determinadas declarações e vejo determinadas personagens arrufadas vir à praça pública arvorados em pais da democracia, donos da liberdade, patrões do 25 de Abril, guardiães da ética (que quando interessa até é republicana), etc. Só falta de facto um surto de Dignidade que coloque esta gente no seu lugar e alguém que lhes explique que a Democracia e a Liberdade carecem de paternidade, propriedade ou mando. Parecem sempre o menino gordinho, dono da bola, que ao não serem aceites, as regras que quer impor, pega no esférico e se retira

amuado para casa. A Democracia continua a ser o pior dos regimes, exceptuando todos os outros, mesmo aqueles que nos quiseram impingir como os do sol na terra, que acabaram nas mais negras escuridões ou dos amanhãs que cantam que levaram a tanto pranto. A Democracia e a Liberdade constroemse e praticam-se todos os dias, com respeito e responsabilidade e, como dizia o outro, “Não concordo com nada do que diz, mas daria a minha vida para que o pudesse dizer!”.

”Os Donos da Bola!“ Luís Dargent

Engenheiro Agrónomo

Por estes dias de comemorações e não comemorações, tenho-me lembrado muito de Augusto Cid, o cartoonista que tornou suportáveis e mais coloridos dias difíceis e muito cinzentos que hoje sobre nós voltam a pairar. Como o personagem envolvido mete a cabeça de fora por estas alturas todos os anos, sempre que o oiço vem-me imediatamente à memória um cartoon constituído, se bem me lembro, por quatro quadradinhos: Vou tentar descrevê-los como um pequeno filme que, apesar do minimalismo do traço do autor, a sua enorme criatividade e génio deixou

bem impressa na minha memória: está um descomposto personagem militar de melena e pá a bater à porta de um quartel pretendendo entrar, aparecendo de seguida uma sentinela, que lhe nega o pedido, e quando questionado pela anafada criatura acerca do motivo da recusa, esta responde que é por causa de um surto, ao que o outro, recuando um passo, pergunta “Mas um surto de quê?”, obtendo por resposta “De dignidade, senhor capitão, de dignidade…”. É este episódio com mais de trinta anos que ainda hoje me vem à lembrança quando


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26 Abril ‘12

Actual Este debate insere-se num ciclo intitulado “Habitar a Cidade. Construir Espaço Público”.

História, memória e património: recursos de futuro? Paulo Nuno Silva | D.R.

Cidades, espaços públicos e suas vivências marcam mais uma iniciativa de debate e cidadania

Pensar os contributos da História, da Memória e do Património para uma cidade que quer ser educadora, como é o caso de Évora, é o mote para o debate do fim de tarde de hoje, quinta feira, 26 de Abril, no café Condestável em Évora. A iniciativa, promovida pelo departamento de Filosofia e pelo Centro Interdisciplinar de História Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) insere-se num ciclo de debates mensais intitulado “Habitar a Cidade. Construir Espaço Público”. Esta é a quarta edição destes encontros que deverão decorrer até final do ano sempre no mesmo local e na última quinta feira de cada mês. Constituir-se-ão estes recursos que Évora valoriza – História, memória e património - como facilitadores em Évora da construção de uma cidade educadora? Para motivar a discussão aberta ao público, foi convidado um painel de cinco eborenses identificados com estas áreas de estudo. Estudiosos debatem em público Antónia Fialho Conde, moderadora deste debate, sempre fez da História a sua casa. Em sede de mestrado preocupou-se com a Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico. Na tese de doutoramento estudou a vida da comunidade religiosa feminina que habitou o Convento de Cástris em Évora, entre os anos de 1328 e 1776. É professora, directora do departamento de História da Universidade de Évora e investigadora. Nasceu em S. Pedro do Corval (concelho de Reguengos de Monsaraz) há quase meio século, mas é em Évora que vive e trabalha há mais de 30 anos. Artur Goulart nasceu na ilha de S. Jorge nos Açores há 75 anos. Mas também vive em Évora há 33 anos, 20 dos quais profissionalmente dedicados ao Museu de Évora de que foi director. Actualmente é coordenador do Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora. Cármen Almeida é Socióloga. Nasceu e vive em Évora há 57 anos. No decurso de

Celestino David é outro eborense nascido no centro histórico da cidade há 64 anos. Licenciou-se em Filosofia e foi professor no ensino secundário durante mais de 35 anos. Desde os anos 80 (do séc. XX) vem assumindo a Direcção do Grupo Pró Évora – uma das primeiras associação de defesa do património fundadas no nosso país. Manuel Branco nasceu na Igrejinha há 65 anos. Considera-se “um professor do ensino primário que se atreveu a fazer coisas”. Entre essas muitas coisas, avulta o gosto pela História de Arte e pela paleografia, ou seja a arte de decifrar escritos antigos. Para além da problematização do papel da História, da memória e do património na cidade de hoje, estes especialistas deverão ainda motivar a participação do público, tida como muito relevante pela organização. Qualidade do espaço público Quando questionado sobre como avaliar a qualidade de um espaço público, o Professor de Filosofia Joan Manuel del Pozo que se deslocou a Évora por altura do congresso das cidades educadoras (2009), respondeu: “A qualidade do espaço público pode avaliar-se sobretudo pela intensidade e pela qualidade das relações sociais que facilita, pela sua força “misturante” de grupos e comportamentos, e pela sua capacidade de estimular a identificação simbólica, a expressão e a integração culturais”. Confrontar a realidade de Évora com propostas deste tipo, feitas pela Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE) é também um dos objectivos dos debates anunciados.

uma intensa carreira profissional como técnica na Câmara de Évora fundou e coordena o Arquivo fotográfico. Actualmente prepara uma tese de doutoramen-

to em História e Filosofia da Ciência, intitulada “A divulgação da fotografia no Portugal oitocentista: Protagonistas, práticas e redes de circulação de saber”.

O próximo debate A última quinta feira de Maio, 31, é o dia do debate sobre a relação entre a Arquitectura e o Urbanismo na construção de Évora, cidade educadora. A Professora e Arquitecta Aurora Carapinha, do Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da Universidade de Évora, será a moderadora a reflexão sobre mais um tema complexo mas estruturante da cidade que temos e da cidade que desejamos. Ao seu lado estarão outros nomes mobilizadores de outro debate aberto a todos os interessados.

Concerto de Daniel Catarino, nos Ciclos de São Vicente Colecção B - Escrita na Paisagem apresenta, hoje, em Évora, concerto de Daniel Catarino Em mês de ‘liberdades’, tomamos a liberdade de vos convidar para um concerto de Daniel Catarino, nos Ciclos de São Vicente. Com origens numa pequena vila do interior alentejano, é em Cabeção que começa a aprender a tocar guitarra e grava as suas primeiras canções.

É em 2006, ano em que edita o seu primeiro registo a solo sob o pseudónimo Landfill, que Daniel Catarino nos chega aos ouvidos. “Panorama de uma Vida Normal” recebeu excelentes críticas aquando do seu lançamento pela netlabel Test Tube, que no ano seguinte lança “Sandshoes” e “Western Spaghetti” no mesmo dia sob o pseudónimo Long Desert Cowboy,cujos temas são incluídos na banda sonora de curtas-metragens como Virga (Nova Zelândia) e Truth in Transit (EUA).

Em 2010 conquistou lugar em várias listas de melhores álbuns nacionais com Lume de Chão, álbum de estreia dos Uaninauei, e o pseudónimo Long Desert Cowboy dedica “Symphony of the Deceased” aos seus ídolos, recentemente falecidos. Ligado a vários projetos como Bicho do Mato, O Rijo, Uaninauei ou a banda de improviso Alentexas, em 2011 deu mais de 60 espectáculos. Sem dar descanso à voz e à guitarra, para este ano prevê o lançamento do

segundo disco dos Uaninauei e a edição de um novo projecto a solo, marcado pelo lirismo contundente das suas palavras, remetendo para cáusticas e sarcásticas leituras do mundo em que vamos vivendo. Daniel Catarino vai estar hoje na Igreja de São Vicente para apresentar as suas canções acompanhado apenas de uma guitarra, no seu formato mais simples e cru. O convite está feito, tomem a liberdade de aparecer!


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Actual

“Queremos que a cooperação e o financiamento empresarial à investigação científica e tecnológica cresçam»

Passos quer Ciência e Tecnologia parceiras das empresas

D.R.

Conferência na Fundação Gulbenkian debateu o papel da C&T na vida das empresas e na economia «Queremos fazer da ciência e da tecnologia as grandes parceiras das empresas portuguesas, e um dos principais motores do crescimento e do emprego», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, na conferência Ciência 2012: Portugal - Caminhos de Excelência em Ciência e Tecnologia, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Acrescentando que «queremos que a cooperação e o financiamento empresarial à investigação científica e tecnológica cresça muito mais», o Primeiro-Ministro afirmou ainda que «também queremos que as necessidades das empresas portuguesas e dos seus trabalhadores sejam mais tidas em atenção nos projetos de investigação». Isto para que «o mercado recompense mais diretamente as boas ideias». Na sua intervenção, Pedro Passos Coelho sublinhou que «a economia portuguesa precisa de um estímulo que tem de provir da inovação», sendo por isso necessário «aproximar muito mais o laboratório da empresa» e vice-versa. Considerando que foram feitos «progressos importantes» na internacionalização e na expansão dos domínios da investigação científica portuguesa, o Primeiro-Ministro realça, porém, que «ainda há muito por fa-

zer, sobretudo quando nos comparamos com os líderes mundiais nestas matérias. E é com eles que nos queremos comparar». Assim, para as suas políticas públicas, Portugal deve ter como referência «o melhor que se faz no mundo», sendo nesse

sentido que o Governo está a trabalhar num programa de reformas estruturais para democratizar a inovação, «a multiplique e difunda». Como exemplos, Pedro Passos Coelho referiu o Programa de Investigação Apli-

cada e Transferência de Tecnologia para o Tecido Empresarial e a criação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, um órgão consultivo, que reúne 20 cientistas de várias áreas e gerações e iniciou os seus trabalhos no dia 6 de fevereiro.

Vitor Gaspar culpa políticas expansionistas Em declarações ao jornal New York Times, o Ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que as políticas expansionistas «ao estilo keynesiano» seguidas em 2008 falharam, podendo mesmo ter tido um efeito «contraproducente» na economia portuguesa. Daí a necessidade das atuais políticas de austeridade. PUB

«O meu país é um exemplo indubitável de como, em certas circunstâncias, políticas expansionistas de curto prazo podem ser contraproducentes», disse o Ministro, acrescentando que existem «alguns limites às intuições de [John] Keynes», referindo-se ao economista inglês que defendeu um papel intervencionista do Estado para

corrigir os efeitos dos ciclos económicos. Apesar de vários economistas norteamericanos terem recorrido às ideias «keynesianas» para criticar as políticas seguidas pela União Europeia durante a crise, Vítor Gaspar realçou que as reformas estruturais acordadas com a troika são as necessárias para Portugal: «Esta é a

abordagem correta para eliminar os enormes desequilíbrios que prejudicam o país há anos». O Ministro fez estas afirmações ao New York Times quando esteve nos Estados Unidos para participar nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).


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26 Abril ‘12

Actual Objetivo - estimular a prática da leitura entre os alunos do Ensino Secundário e do 3º Ciclo.

Concurso Nacional de Leitura D.R.

Concurso Nacional de Leitura - Fase Distrital - decorreu em Montemoro-Novo Teve lugar na tarde do passado sábado, dia 21 de Abril, na Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo, pela segunda vez consecutiva, a Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura (CNL). Tal como sucedeu em anos anteriores, e tendo em conta a importância de promover a leitura nas escolas de uma forma lúdica, o Plano Nacional de Leitura em articulação com a RTP, com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB) e com a Rede das Bibliotecas Escolares promove, no ano letivo de 2011 / 2012, mais uma edição do CNL. Tendo como objetivo estimular a prática da leitura entre os alunos do Ensino Secundário e do 3º Ciclo do Ensino Básico, o concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes destes graus de ensino. Recordamos que o CNL decorre em três fases diferentes. A 1ª fase foi realizada nas escolas, enquanto a 2ª fase, em termos de Distrito de Évora, teve lugar na Biblioteca de Montemor-o-Novo. A 3ª fase, que corresponde à final nacional, realiza-se em Lisboa. PUB

Os vencedores, foram os seguintes: Ensino Secundário 1º - Catarina Pinto Escola Secundária de Vendas Novas 2º - Beatriz Rebocho Escola Secundária Rainha Santa Isabel – Estremoz 3º - Natália Estanque Escola Secundária de Vendas Novas 3º Ciclo 1º - Sofia Gonçalves Escola Secundária Rainha Santa Isabel - Estremoz 2º - Ângela Neto Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro Vila Viçosa 3º - Carolina Martins Escola Básica André de Resende – Évora

Em Montemor, apresentaram-se a concurso 32 jovens, alunos do 3.º Ciclo e Secundário, um pouco de todo o Distrito de Évora. Após a prova escrita, apenas 6 alunos do 3.º Ciclo e 4 do Ensino Secundário se apuraram para a derradeira prova a prova oral. Esta prova oral decorreu em ambiente de autêntico concurso televisivo, não faltando nervosismo e alguma pitada de emoção!

Após reflexão e ponderação do júri, constituído por Teresa Fonseca (professora do Ensino Secundário, aposentada, Doutorada em História das Ideias Políticas, Investigadora), Helena Paula Xavier Roquete (Professora do Ensino Secundário, Bibliotecária Escolar) e Elvira Barrelas (Técnica Superior de Biblioteca e Documentação da Biblioteca Municipal Almeida Faria de Montemor-o-Novo).

Destes concorrentes foram apurados para a fase final dois alunos do 3.º ciclo do ensino básico e dois alunos do ensino secundário), sendo que apenas os primeiros classificados são concorrentes efetivos à 3ª fase. Presentes nesta Final Distrital de Évora estiveram o Dr.º João Marques (Vereador da Câmara Municipal de Montemoro-Novo), o Prof. Dr.º Fernando Pinto do Amaral. Todos os presentes elogiaram a excelente organização desta Fase do CNL em Montemor-o-Novo, facto que deixa a autarquia Montemorense satisfeita.


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Exclusivo

“Agora, são 600 hectares, amanhã serão mais alguns que estamos a juntar nas direções regionais de agricultura”.

Assunção Cristas iniciou concurso para entrega de terras a jovens agricultores D.R.

“O empenho do Governo é pegar em tudo aquilo que está disponível afectando - o aos mais jovens” Luís Godinho “Vai faltar é terreno para a agricultura”. Acabada de chegar à Herdade do Zambujeiro, próximo de Aguiar, Viana do Alentejo, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, não esconde o entusiasmo por ter a recebê-la três jovens agricultores apostados em investir no setor: “Precisamos muito de mostrar que a agricultura tem um sentido de futuro, que pode ser uma boa solução para os jovens e, hoje, vemos que esse interesse é maior”. Assunção Cristas foi a Viana do Alentejo dar início a um concurso de disponibilização de terras do Estado para cultivo através de contratos de arrendamento. O concurso abrange seis parcelas em vários pontos do país, num total de cerca de 600 hectares. Na Herdade do Zambujeiro estão disponíveis 164 hectares. Uma de três parcelas que antes do 25 de abril pertenceram a um latifundiário espanhol. Com o “calor” da Revolução a propriedade foi ocupada pelos trabalhadores agrícolas e integrada nos 14 mil hectares explorados pela Unidade Coletiva de Produção (UCP) de Aguiar. Na terra ainda hoje se fala de uma “época de ouro”. “Mais de 95% da população da aldeia trabalhava na UCP. Agora não há trabalho para ninguém”, lamenta o presidente da Junta de Freguesia de Aguiar, José Rato. Foi durante esse período da Reforma Agrária, por exemplo, que se construiu o celeiro que hoje abrigará a comitiva ministerial. Depois das desocupações a Herdade do Zambujeiro não regressou ao antigo dono, entretanto indemnizado, e foi integrada no Património do Estado. Com Cavaco Silva na chefia do Governo, em finais de década de 80 do século passado, a propriedade acabou por ser dividida em três parcelas entregues, por concurso público, a três rendeiros. Alberto Silva ficou com uma parte do terreno. Teodolinda Ferreira com outra. Na terceira instalou-se um agricultor das redondezas que há uns anos colocou ponto final à exploração pecuária. A Direção Regional de Agricultura do Alentejo ainda foi fazendo contratos anuais para cedência de pastagens mas agora a parcela deverá ser definitivamente entregue a um agricultor. “Conheço alguns que ainda têm fé na agricultura. O que faz falta é gente nova”, desabafa Teodolinda, garantindo que ali nunca houve problemas entre os vizinhos. “Estamos aqui há 20 anos. Não posso dizer que tenha corrido mal mas este ano tem sido muito duro”, acrescenta a agricultora. A seca impediu o crescimento dos pastos e quase levou ao esgotamento das charcas. Foi por pouco que não se desfez do rebanho de 600 ovelhas. “Estava a tornar-se muito complicado”. Sobretudo para

quem, como é o caso, também tem gado bovino. “Cada camioneta de palha é uma fortuna e a última não durou dois meses”. Para ficarem com as duas parcelas da Herdade do Zambujeiro, e sobre as quais pagam uma renda anual ao Estado, Alberto e Teodolinda tiveram de entrar num concurso público no qual participaram centenas de candidatos. A concurso estavam 16 parcelas, um pouco por todo o Alentejo, e além de cumprirem os diversos critérios exigidos no caderno de encargos tiveram igualmente de apresentar um plano de exploração cuja execução é avaliada todos os anos. De fora fica a cortiça, uma das maiores fontes de rendimento do montado alentejano, uma vez que as árvores continuam a ser pertença do Estado. Rudolfo Martins, 30 anos, um dos jovens que se encontrava à espera da ministra, não esconde o seu interesse na propriedade: “Estou aqui precisamente por isso. Comprei as pastagens ao Estado mas é um

contrato anual que não permite efetuar investimentos”, conta aos jornalistas. Rudolfo aponta também as dificuldades de acesso à terra como um dos grandes empecilhos ao surgimento de uma nova geração de agricultores: “Os mercados estão muito inflacionados. A parte mais difícil é conseguir o acesso à terra”. “O empenho do Governo é, precisamente, pegar em tudo aquilo que está disponível e colocá-lo no mercado, especialmente dirigido aos mais jovens”, responde Assunção Cristas, lembrando que além das parcelas agora colocadas no mercado de arrendamento será criada uma Bolsa de Terras composta por propriedades privadas, do Estado ou abandonadas, para utilização agrícola, florestal ou silvopastoril. Os jovens agricultores, os membros das organizações de produtores e os proprietários de terrenos confinantes terão preferência na adjudicação das terras que serão disponibilizadas “mediante procedimen-

to que garanta transparência e acesso universal, a definir em diploma próprio”. “Agora, são 600 hectares, amanhã serão mais alguns que estamos a juntar nas direções regionais de agricultura. Depois, vamos mobilizar também os outros ministérios para nos darem nota de propriedades que tenham”, garante a ministra da Agricultura, assegurando que os preços a cobrar serão “acessíveis”: “O que mais nos interessa é o grande rendimento que o país pode tirar de ter estas terras em produção”. À espera de Assunção Cristas estavam outros agricultores da região, preocupados com as consequências da seca apesar de a chuva dos últimos dias ter trazido alguma acalmia aos campos. A ministra lembrou que é altura de apresentar as candidaturas às ajudas contra a seca. “É pena que seja só para as fêmeas e não para os machos. Estes também comem”, diz um agricultor. “Foi a maneira mais fácil e rápida [de avançar com o processo de ajudas]”, explicou a ministra.

A sina dos alentejanos É uma espécie de sina dos alentejanos: Não há Governo que não prometa criar um banco de terras para distribuir pelos jovens agricultores. A ministra Assunção Crista deu início, em Aguiar, ao concurso público para arrendamento de parcelas do Estado em vários pontos do país com o objetivo de “promover o aumento da produção nacional no setor agrícola e combater o abandono de terras”. A generalidade dos anteriores ministros fez promessas idênticas tendo alguns

governos chegado a efetuar entrega de terras a rendeiros. A mais emblemática foi feita por Francisco Sá Carneiro em abril de 1980 quando repartiu a Herdade dos Machados em 300 parcelas entregando-as a uma centena de agricultores. Nem essas entregas, sempre pontuais, e muito menos as sucessivas promessas por cumprir, foram suficientes para inverter o abandono agrícola do país. No passado dia 11 de abril, o Governo entregou no Parlamento uma proposta

de lei para a criação de uma bolsa de terras, composta por propriedades privadas, do Estado ou abandonadas, para utilização agrícola, florestal ou silvopastoril. Os jovens agricultores, os membros das organizações de produtores e os proprietários de terrenos confinantes terão preferência na adjudicação das terras que serão disponibilizadas “mediante procedimento que garanta transparência e acesso universal, a definir em diploma próprio”.


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Exclusivo Atoleiros 1384 não é um museu clássico, mas sim um espaço único cenografado para (re)viver e

Feira Medieval e reconstituição histórica da Batalha de Atoleiros A Reconstituição Histórica da Batalha de Atoleiros atraiu milhares de pessoas a Fronteira (Portalegre) no passado Domingo. Entre a hoste portuguesa e a hoste castelhana estiveram mais de 500 figurantes no Campo de Batalha, na zona industrial da vila, durante mais de uma hora a reviver uma das mais importantes batalhas travadas em solo português. A 6 de Abril de 1384, com apenas 1200 homens, o exército português liderado por D. Nuno Álvares Pereira derrubou os cinco mil homens do exército de Castela, com a táctica do quadrado, completamente inovadora para a época. Os heróis da Batalha de Atoleiros fo-

ram aclamados pelos cidadãos de Fronteira com a mesma emoção de há 626 anos. A hoste portuguesa reuniu-se às portas de Fronteira e a entrada na vila foi triunfal. Seguiu-se a Festa Popular no recinto da Feira Medieval, com muita mostra gastronómica, danças e animação de rua. A 4.ª edição da Feira Medieval de Fronteira, que incluiu a Reconstituição Histórica da Batalha de Atoleiros, decorreu nos dias 21 e 22 de Abril. O ponto alto deste ano foi a inauguração do Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros, sob a presidência do Ministro da Defesa José Pedro de Aguiar-Branco.


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Exclusivo entender todos os acontecimentos da crise do século XIV, um momento decisivo na história de Portugal.

António Santos | CM Fronteira

Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros O Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros, em Fronteira (Portalegre) foi inaugurado dia 22 de Abril, pelo Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, no âmbito das Comemorações da Batalha de Atoleiros. “Consciente do valor histórico, politico, militar e diplomático que representa a Batalha dos Atoleiros e das potencialidades do projeto, não só a nível histórico, científico e pedagógico, mas também ao nível da dinamização do município do ponto de vista turístico, económico e social, assumiu liderar a construção de um Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros”, explica Pedro Lancha, presidente do município local. Atoleiros 1384 é o Centro de Interpretação dedicado à Batalha de Atoleiros, a batalha que se travou em 6 de abril 1384, a pouca distância da vila de Fronteira. A Batalha de Atoleiros tem um enorme significado. Foi a primeira grande operação militar de Nuno Álvares Pereira. Utilizando uma tática de inspiração inglesa no combate, o grande heroi demonstrou que o domínio militar castelhano não era inevitável. Atoleiros 1384 não é um museu clássico, mas sim um espaço único cenografado para (re)viver e entender todos os acontecimentos da crise do século XIV, um mo-

mento decisivo na história de Portugal. O visitante é conduzido ao longo de uma visita estruturada em 4 núcleos: - Núcleo Introdutório – O Atelier do Pintor Onde se destaca a reprodução integral do fresco da Batalha de Atoleiros e onde o público “entra no fresco” e é conduzido ao Atelier do Pintor. - O Segundo Núcleo – O Panorama da Batalha de Atoleiros Deste segundo núcleo destaca-se a recriação de uma cena da Batalha com modelos, em tamanho real, de combatentes apeados em luta com cavaleiros, complementada com um espaço expositivo interactivo com informação diversa sobre as tácticas que Nuno Álvares Pereira utilizou na Batalha, o tipo de armamentos, etc.. - O Terceiro Núcleo – A “Câmara Obscura” É neste núcleo, na zona central da área expositiva, que terá lugar um espectáculo especial, multimédia, dedicado ao desenrolar da Batalha de Atoleiros. - O Quarto Núcleo – O Laboratório de Fotografia – O desfecho da Crise Dinástica na Batalha de Aljubarrota e outros factos importantes da vida de Nuno Álvares Pereira, são “explorados” neste espaço. Para além dos Núcleos Expositivos o

Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros dispõe de SERVIÇOS EDUCATIVOS onde os visitantes poderão aprender mais sobre a vida na Idade Média, sobre a batalha e os seus protagonistas. A vida na idade média é aqui explorada de diversos pontos de vista desde a área social passando pelas artes, através de ateliers diversos, alguns disponíveis diariamente e outros a calendarizar. O Centro de Interpretação destina-se aos mais diversos públicos, desde grupos escolares, passando por famílias, jovens e seniores. Os “amantes” da história encontram, também, neste espaço uma nova forma de olhar para este acontecimento.

“Compatibiliza-se este espaço com o tema histórico da batalha de Atoleiros, na forma conceptual do desenho do parque, traduzida por uma interpretação geográfica e espacial do sítio da Batalha a uma escala inferior, que introduz de certa maneira ao visitante, uma visão do sucesso ocorrido em 1384” Marta Byrne, Arquitecta


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Exclusivo Ao capitão foi entregue uma das missões mais importantes desse dia: sair de Santarém e rumar a Lisboa.

Capitão sem medo partiu há 20 anos D.R.

Fernando José Salgueiro Maia nasce a 1 de Julho de 1944 em Castelo de Vide, no Alto Alentejo Os passos da vida de Salgueiro Maia conseguem enumerar-se em meia dúzia de parágrafos, mas desenvolvê-los na totalidade torna-se impossível. O capitão sem medo, a quem muito se deve a Revolução de Abri partiu há 20 anos, cedo demais. Fernando José Salgueiro Maia nasce a 1 de Julho de 1944 em Castelo de Vide, no Alto Alentejo. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro, mas cedo sai da localidade, por força da profissão do seu progenitor. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria. Em Outubro de 1964 Salgueiro Maia ingressa na Academia Militar, em Lisboa. Dois anos mais tarde apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém, para frequentar o tirocínio. E em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique. Dois anos depois é promovido a capitão. Em Julho de 1971 embarca para a Guiné. Em 1973 regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do Movimento das Forças Armadas, que viria a derrubar o regime. Nomeado Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento. A 16 de Março, de 1974 acontece o «Levantamento das Caldas», mas é a 25 de Abril que comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. E é tudo o que acontece entre o início e o fim daquele dia que coloca a figura de Salgueiro Maia para sempre na história nacional. Ao capitão sem medo seria entregue uma das missões mais importantes desse dia: sair de Santarém, liderando uma coluna de carros blindados da Escola Prática de Cavalaria e rumar a Lisboa para ocupar o Terreiro do Paço, os ministérios ali instalados e capturar Marcelo Caetano, chefe do governo. O presidente do conselho seria detido, na tarde desse mesmo dia, mas no Quartel do Carmo, onde se tinha refugiado.

Marcelo Caetano rendeu-se a Salgueiro Maia depois de garantir a sua única exigência: entregar o governo ao General António Spínola. Seria o próprio capitão Maia a escoltar o governante deposto até ao avião que o levaria para a ilha da Madeira para depois partir dali para o exílio no Brasil. Com a sua intervenção nesse dia, crucial para que toda a operação fosse coroada de êxito, Salgueiro Maia, um dos Capitães de Abril, contribuiu de formal decisiva para que Portugal caminhasse para a democratização e para libertação de um povo amordaçado há mais de 40 anos. No entanto o processo revolucionário e a transição para a liberdade não seriam pacíficos e durante os meses que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 foram vários os episódios violentos que tiveram lugar um pouco por todo o país. Este período ficaria conhecido por Verão Quente de 75 e viria a culminar em 25 de Novembro des-

se ano quando um golpe de estado afastou a esquerda revolucionária do poder. Nesse dia Salgueiro Maia, a pedido do Presidente da República de então, Costa Gomes, voltou a sair da Escola Prática de Cavalaria de Santarém com uma coluna de blindados. Nos anos seguintes Salgueiro Maia esteve destacado nos Açores, comandou o presídio militar de Santa Margarida e voltou à Escola Prática de Cavalaria de Santarém em 1983, ano em que foi agraciado coma Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. A partir dessa data e até ao ano da sua morte, em 1992, vítima de um cancro, o já Major Salgueiro Maia recusou ser adido militar numa embaixada à sua escolha, Governador Civil do Distrito de Santarém e membro da Casa Militar da Presidência da República. A título póstumo recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e a Medalha de Ouro de Santarém. Para a história fica a frase que disse

Funeral de Miguel Portas no Domingo Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE Miguel Portas estará em câmara ardente no Palácio das Galveias, em Lisboa, sábado à tarde. O corpo será cremado domingo. Economista, durante vários anos jornalista, foi, ainda antes do 25 de Abril de 1974, militante e depois dirigente da União de Estudantes Comunistas. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos.

Já em adulto foi militante do PCP a partir de 1974, de onde saiu em 1989. Miguel Portas integrou então, desde 1989, a Terceira Via, grupo de militantes comunistas que se opunham à direcção e onde pontificavam figuras como Joaquim Pina Moura e Barros Moura. Após o golpe de Estado na União Soviética a 20 de Agosto de 1991, a maioria dos elementos que integravam a Terceira Via rompe e abandona o PCP, entre eles Miguel Portas, em protesto com o apoio que a direcção do partido deu aos golpistas. Neste processo seriam expulsos do PCP figuras como Barros Moura, Raimundo Narciso, Mário

Lino, tendo José Luís Judas abandonado o PCP para evitar a expulsão e preservar a CTGP de que era dirigente. Durante os anos 90 pertenceu ao grupo Plataforma de Esquerda, que integraria o MDP/CDE, partido que então muda para o nome Política XXI e que virá a integrar a formação do Bloco de Esquerda (BE). Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE. Foi eleito pela primeira vez nas europeias de 2004. Tinha sido cabeça de lista já em 1999, nas primeiras eleições em que o movimento foi a votos, mas não conseguira qualquer eurodeputado.

aos seus homens, na madrugada de 25 de Abril de 1974, na parada da Escola Prática de Cavalaria de Santarém antes da partida para Lisboa: “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!” Todos os 240 homens que ouviram estas palavras formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura. Faleceu a 4 de Abril de 1992. Está sepultado em Castelo de Vide, terra onde ainda hoje é recordado um menino que gostava de brincar aos cowboys. Esse menino, um dia, olhou a ditadura nos olhos e mudou o “estado a que chegámos”. D.R.


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Radar A Romaria foi retomada em 2001, em abril, após um interregno de mais de 70 anos.

Romeiros voltam a cumprir tradição Os Romeiros partiram ontem da Moita e rumam a Viana do Alentejo onde chegam no dia 28 A tradição volta a cumprir-se pelo 12º ano consecutivo. Entre os dias 25 e 29 de abril, centenas de romeiros voltam a participar na Romaria a Cavalo que liga os concelhos da Moita e de Viana do Alentejo. A iniciativa tornou-se um cartaz de visita obrigatório que atrai, ano após ano, milhares de visitantes. É já no dia 25 de abril que centenas de romeiros oriundos de vários pontos do país partem da Moita em direção a Viana do Alentejo, onde chegam dia 28, sábado, por volta das 17h30. Durante os 4 dias de percurso até chegarem ao Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires, os romeiros percorrem perto de 150 km, por caminhos de terra batida. Novidade este PUB

ano é a pernoita da Romaria em Alcáçovas, dia 27, onde à noite, a Junta de Freguesia local promove um espetáculo com as Sevilhanas da Classe de Dança da Associação Equestre de Viana do Alentejo, Classe de Dança da Associação Cultural e Recreativa Alcaçovense, seguido de baile com João Realista. Para receber os muitos visitantes que se deslocam a Viana do Alentejo durante o fim de semana, a Câmara Municipal preparou um programa cultural que começa logo dia 28, antes da chegada da romaria, com animação pelas ruas – Charanga do Rosário, Cotta Club Jazz Band, EcOum da Associação Andarilhos e Palhaços do Circo Royal. Outra das novidades este ano é a Tenda Tradições instalada junto ao Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires, onde a par da animação haverá também gastronomia. Dia 28, a partir das 22h30, atuam os Tres Sangres, seguido de baile.

Em termos religiosos, a partir das 21h00, vai decorrer uma procissão em honra de N.ª Sr.ª D’Aires pelas ruas da vila, que será acompanhada pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo. Domingo, dia 29, pela manhã, a imagem de N.ª Sr.ª D’Aires será levada para o Santuário numa procissão acompanhada pela Banda da Sociedade União Alcaçovense. Para as 11h30 está marcada uma missa campal junto ao Santuário. Em termos culturais, dia 29, domingo, a partir das 12h30, na Tenda Tradições atuam “Sonido Andaluz”, as sevilhanas da Associação Equestre de Viana do Alentejo e ainda os grupos corais do concelho. A Romaria foi retomada em 2001, em abril, após um interregno de mais de 70 anos, recuperando uma tradição em que os lavradores da Moita se deslocavam com os seus animais ao Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires para pedir proteção e boas colheitas.


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Radar A Adega Cooperativa fica na região nobre dos vinhos de Portalegre, em plena Serra de S. Mamede. 71 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

As três culturas: o “erudito”, o “popular” e o “antropológico” Houve um tempo abençoado em que o termo “cultura” era entendido de maneira unívoca: cultura era sinónimo a “alta cultura” e as classes populares, rurais ou urbanas, assim como os povos “selvagens” eram simplesmente incultos, desprovidos de “cultura”. A Antropologia veio quebrar esse consenso ingénuo ao definir “cultura” como os saberes que dão forma aos modos de vida das populações – de todas as populações: saber, saber-fazer, saber ser. Nesta nova concepção, “cultura” inclui os saberes da Natureza, do corpo, as crenças relativas ao domínio do sagrado, as maneiras de vestir, de se alimentar. Inclui as técnicas de construção das casas e abrigos, mas também as formas de expressão artística, pinturas, esculturas, música, dança. A concepção antropológica de “cultura”, por ser abrangente (todos os domínios da vida social), e não valorativa, e não privilegiar uma forma de expressão em relação à outra, nem a cultura duma população por comparação com a de outra, tornou-se a ferramenta ideal para fundamentar as relações entre países e povos diferentes. Justamente: diferentes, mas não inferiores nem superiores. Sabemos, por exemplo, que é a acepção antropológica de “cultura” que a Unesco utiliza para definir os “patrimónios culturais”, sejam eles “materiais” ou “imateriais”: é “cultura” (e pode ser “património”) aquilo que uma dada colectividade considera como tal, mesmo que pareça sem valor aos olhos de outros. Entretanto, a força desta definição tornou-se também na sua principal fraqueza: se tudo é “cultura”, se tudo o que se chama “cultura” tem o mesmo valor, como dar conta das enormes - e óbvias diferenças que existem entre os diversos tipos de expressões culturais que coexistem nas nossas sociedades? É por isso que os antropólogos tendem a especificar tipos de formas culturais que, sendo “cultura”, o são em sentidos claramente diferentes. É o caso, como veremos, das noções de “cultura folk”, de “cultura erudita” e de “cultura popular”. José Rodrigues dos Santos Antropólogo, Academia Militar e CIDEHUS, Universidade de Évora 24 de Abril 2012 jsantos@uevora.pt

Adega de Portalegre no Brasil D.R.

O evento é promovida pela Exponor Brasil, detida pela (AEP) e tem actividade no Brasil desde 1999 A Adega Cooperativa de Portalegre vai apresentar os seus Vinhos de Topo Brancos e Tintos, na ExpoVinis Brasil 2012, que decorre de 24 a 26 de Abril, em São Paulo. Esta ação reflete o investimento da Adega de Portalegre na promoção internacional, e a aposta na valorização, qualificação e comercialização dos seus vinhos fora de Portugal. No Pavilhão Azul do Expo Center Norte, onde decorrerá ao longo de três dias o 16º Salão Internacional do Vinho, podem ser apreciados os Vinhos Brancos: Conventual Reserva 2010 e Conventual 2010 e os Vinhos Tintos: Portalegre DOC 2005, Quinta da Cabaça 2007, Conventual Reserva 2008 e Conventual 2010 Este certame destina-se a empresários e representantes do trade, a proprietários de restaurantes, bares, adegas, profissionais do sector como wine experts e sommeliers, estudantes de Hotelaria, Turismo, Gastronomia e Enologia e a consumidores e apreciadores acima de 21 anos e espera para este ano cerca de 200 mil visitas. Para Maria Fernanda Dias, Directora Executiva da Adega de Portalegre “Este é um Certame em que a Adega tinha de apresentar os seus vinhos. Já que, as negociações com importadores do Brasil estão numa fase adiantada é necessário consolidar objetivos. Para além de que não só é o maior evento de vinho a decorrer no Continente Americano, como o Brasil é um mercado emergente e um dos maiores importadores de vinhos portugueses neste momento. Iremos levar os nossos melhores vinhos e temos a certeza que serão apreciados pelos visitantes da Feira e que conseguiremos aumentar o volume de exportação para aquele país.”

Acerca da ExpoVinis Brasil: A ExpoVinis Brasil é o maior evento do segmento nas Américas e uma referência no mercado mundial. Realizado anualmente na cidade de São Paulo, ocupa uma posição de destaque na rota do “Wine Business”, sendo um dos 10 eventos mais importantes do mundo para o sector. A ExpoVinis é promovida pela Exponor Brasil, detida pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) e tem actividade no Brasil desde 1999. Acerca da Adega Cooperativa de Portalegre: A Adega Cooperativa de Portalegre insere-se na área geográfica de produção de vinhos, na região nobre dos vinhos de Portalegre, em plena Serra de S. Mame-

de. Esta região, caracterizada pela sua orografia e pela sua cobertura vegetal e agro-florestal, possui um microclima particular e favorável à cultura das vinhas. As vinhas estão localizadas em terrenos graníticos, quartzíticos e xistosos, até 600 metros de altitude, dando origem aos melhores frutos, que estão na base de vinhos com identidade própria. A Adega Cooperativa de Portalegre produz vinhos de Indicação GeográficaAlentejo ou de Dominação de Origem, nomeadamente o Portalegre Alentejo D.O., Quinta da Cabaça Alentejo D.O., Conventual Reserva, Conventual e Terras de Baco, e disponibiliza todo o apoio necessário aos seus sócios e associados, apostando na modernização dos equipamentos de transformação e armazenamento.

Concerto Eva Cortés Quartet D.R.

“Back 2 the Source” é o mais recente trabalho discográfico da cantora Eva Cortés A Fundação Eugénio de Almeida traz pela primeira vez a Portugal, a voz de Eva Cortés, uma das maiores revelações do panorama do jazz espanhol, com o concerto “Back 2 the Source”, que terá lugar no próximo dia 04 de maio, pelas 21h30 no auditório do Fórum Eugénio de Almeida, em Évora. “Back 2 the Source” é o mais recente trabalho discográfico da cantora e traduz o olhar pessoal de Eva Cortés sobre a essência do que considera ser o pilar da sua influência musical, o Jazz. Trata-se de um trabalho de standarts populares e clássicos do American Songbook, onde a artista hondurenha utiliza, pela primeira vez, o inglês como língua principal nas suas gravações. O CD conta com as colaborações do guitarrista brasileiro Romero Lubambo e de Mark Whitfield, um dos nomes mais so-

nantes da guitarra jazzística da atualidade. Colaboram ainda o baixista de Paco de Lucía (figura central na música cubana dos úl-

timos dez anos), Alain Pérez, músico chave no desenvolvimento da fusão do jazz com o flamenco, e o baterista Marc Miralta.


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Radar Na semana da FIAPE 2012 ficam o roteiro e as sugestões para melhor conhecer Estremoz.

O descanso não está assim tão longe D.R.

Estremoz está rodeada por por 2 conjuntos de muralhas, as primeiras do século XIII, junto ao castelo A meio caminho entre Évora e Portalegre, Estremoz é para muitos apenas um local de passagem, mas é também, sem dúvida, uma localidade que merece uma visita mais pausada, uma atenção redobrada. Um sítio ideal para um passeio de fim-desemana ideal para arejar as ideias num local que beneficia claramente das óptimas acessibilidades que dispõe. Conhecida por ser a “cidade branca”, muito por culpa das jazidas de mármore branco, com uma exploração tão antiga e conceituada. O “ouro branco” é tanto que esta região contribui em 90% para o facto de Portugal ser o segundo maior exportador de mármore do mundo. Mas também o velho casario que estende à volta de um castelo, contribui para essa designação de brancura. A sua importância histórica e o reconhecimento como localidade são marcos bem antigos, já tendo sido importante na época da ocupação Romana e Muçulmana, mantendo ao longo de toda a Idade Média a sua relevância, também pela proximidade de apenas 5o quilómetros da fronteira Espanhola. Estremoz está rodeada por por dois conjuntos de muralhas, as primeiras do século XIII em redor da vila velha, situada junto ao castelo, e uma segunda cintura de muros fortificados e baluartes erguida para proteger a parte baixa da localidade, durante a Guerra da Restauração (164048). Parte destas estruturas têm sido ao longo dos últimos anos alvo de intervenções para sua recuperação. Passeio não há-de faltar na cidade dividida por duas partes: “a vila velha”, junto ao castelo e a “vila moderna” que se estende pela área plana, organizada em amplas ruas, avenidas e praças. Começando pela Vila Velha (ou Largo Dom Dinis), subindo até ao Castelo do século XIII e ao histórico Paço Real, hoje em dia transformado numa luxuosa Pousada, passando pela bonita Capela da Rainha Santa Isabel, não esquecendo outros pontos de interesse como o Convento e Igreja de São Francisco (séculos XIV-XVIII), a Igreja de Santa Maria (século XVI) ou a Praça de Dom José I, o Largo do Rossio, com a sua tradicional Feira de Velharias e o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, com uma interessante colecção de obras populares dos séculos XVIII e XIX. PUB

Artesanato, natureza e gastronomia são, sem dúvida os outros pratos fortes deste concelho. A cerâmica de Estremoz tornou-se afamada nos séculos XVI e XVII pelo fabrico de púcaros. O barro vermelho é moldado em pequenas figuras, como santos, homens e mulheres dos diferentes estratos sociais, e outras representativas dos hábitos, trajes, utensílios típicos das gentes alentejanas e ainda figuras de humor. Entre estes barros figurados são bem conhecidos os “Fidalguinhos”, os “Napoleões”, os “Pretos”, as “Primaveras” (figuras de mulheres vestidas de dançarinas com um arco de rosas de ombro a ombro, por cima da cabeça, e um chapéu de fantasia) ou os “Pastores”, entre outros. A zona que vai desde Vila Viçosa a Sousel, passando por Borba e Estremoz, é muita rica em mármore. Foi durante o século XX que a exploração do mármore adquiriu maior importância económica, tornando-se geradora de vários postos de trabalho. Em Estremoz existem algumas oficinas de canteiros

que criam imagens religiosas e outras peças de artesanato, consideradas como verdadeiras obras de arte. Em redor, a natureza reserva aos visitantes o melhor de dois mundos: por um lado um passeio pela Serra D’Ossa, que pode ser a caminhar, de bicicleta ou através de trilhos onde só passam os jipes, apenas recomendados aos mais aventureiros. Ou então passeie pela parte mais plana do concelho e veja as imponentes crateras abertas pela exploração dos mármores, que criaram ao longo dos anos autênticos monumentos de magnitude imponente e rara beleza, e que hoje já são parte integrante da paisagem. À mesa, contrariando o ditado, aqui os santos da casa fazem mesmo milagres. Experimente o São Rosas – nome escolhido pela alusão ao Milagre das Rosas da Rainha Santa Isabel. Fica lá no alto, junto à pousada e a sua fama

tem quase duas décadas. Os enchidos de porco preto, os cogumelos recheados com gambas, a açorda alentejana e a sopa de tomate com peixe são algumas das sugestões. Nas carnes há o ensopado de borrego, o porco preto grelhado, a tarte de perdiz, o lombo de porco com ameixas e as burras e pombo bravo à Glória. A dificuldade na escolha acaba por denunciar a qualidade à partida. Um pouco mais para baixo, encontramos o Adega do Isaías, porventura o primeiro restaurante de Estremoz a ganhar fama além das ruas daquela cidade. Mais económico, tem apara servir Sopa de espargos bravos, o bacalhau frito com molho de camarão, feijoada de polvo, as migas com carne de porco a lebre estufada com feijão branco, o borrego assado no forno,cozido à Alentejana, burras assadas no forno, caldeirada de caça e chispe assado. Também é de paragem obrigatória.


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Radar Horóscopo semanal Carneiro Ligue já! 760 10 77 31 Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Cuidado com aquilo que diz pois pode magoar alguém de quem gosta muito. Saúde: Cuidado com o que come, reduza o ritmo de trabalho e descanse mais. Lembre-se que o seu bem-estar está acima de qualquer coisa. Dinheiro: Surgirão algumas mudanças na sua vida profissional. Nem sempre trabalhar desenfreadamente é produtivo, pense nisso.

Touro Ligue já! 760 10 77 32 Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Modere o seu mau humor e rejeite pensamentos pessimistas e derrotistas. Saúde: Liberte-se da pressão do dia-adia através da boa disposição. Visite com maior regularidade o seu médico de família. Dinheiro: Apesar das divergências de opiniões no seu ambiente de trabalho, não desista dos seus objectivos.

Caranguejo Ligue já! 760 10 77 34 Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amorosa ou Fria. Amor: Não se preocupe, pois as discussões que tem tido com a sua cara-metade não passam de uma fase menos positiva. O companheirismo é a base da vossa relação. Saúde: A tendência é para se isolar e reflectir sobre a sua vida. Dinheiro: Algo inesperado poderá acontecer e colocar em causa a sua competência.

Leão Ligue já! 760 10 77 35 Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: Aproveite a tranquilidade do lar para dar asas à imaginação e revolucionar a sua vida afectiva. Saúde: Período tranquilo, não se preocupe. Dinheiro: Trabalhe com mais entusiasmo. Caso isso não aconteça pode sair prejudicado.

Balança Ligue já! 760 10 77 37 Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Tenha mais atenção às suas reacções e poderá compreender porque é que a sua alma gémea está diferente consigo. Sentirse-á manipulado pelos seus amigos. Saúde: Possíveis problemas de garganta. Dinheiro: Pense positivo e não se deixe abater por uma pequena discussão com um colega de trabalho. Poderá perceber que a sua dedicação e empenho profissional valem a pena.

Escorpião Ligue já! 760 10 77 38 Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Mantenha a sua opinião, não se deixe levar por terceiros. Dê mais atenção à sua família e deixe um pouco o trabalho de lado. Saúde: Procure repousar mais para colocar os seus pensamentos em ordem. Prováveis dores de dentes. Dinheiro: Período pouco favorável para grandes investimentos.

CAPRICÓRNIO Ligue já! 760 10 77 40 Carta Dominante: O Eremita, que significa Procura. Amor: O seu esforço vai ser recompensado pois o seu par vai mostrar-se muito apaixonado e arrebatador. Saúde: Procure não comer apenas carne, lembre-se da importância do peixe. Dinheiro: Momento ideal para colocar em prática alguns dos seus projectos.

AQUARIO Ligue já! 760 10 77 41 Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Procure resolver rapidamente os seus problemas sentimentais. Saúde: Tome um chá tranquilizante, pois o seu sistema nervoso poderá estar abalado. Dinheiro: Mime-se, presenteie-se com o seu perfume preferido. Não se preocupe com o preço, pois você merece!

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Gémeos Ligue já! 760 10 77 33 Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Semana propícia ao amor, o romance está no ar. Poderá reencontrar alguém que já foi muito importante para si no passado. Saúde: Aumente as suas horas de sono. Cuide mais de si e do seu corpo. Dinheiro: Procure não fazer investimentos arriscados pois pode perder elevadas quantias de dinheiro.

Virgem Ligue já! 760 10 77 36 Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Um romance está para breve. Fase propícia ao conhecimento de novas pessoas que suscitarão o seu interesse. Saúde: Beba muita água, adopte uma alimentação equilibrada e evite o álcool e o tabaco. Atenção ao sistema respiratório. Dinheiro: O seu orçamento poderá permitir que se mime um pouco a si próprio. Será reconhecido pelo trabalho prestado.

Sagitário Ligue já! 760 10 77 39 Carta Dominante: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: A sua família poderá exigir a sua presença em casa. Saúde: Esteja atento aos sinais do seu corpo. Acalme o ritmo de vida. Dinheiro: Não se prevêem dificuldades a este nível. O aumento do seu rendimento mensal poderá estar relacionado com uma promoção no seu local de trabalho.

PEIXES Ligue já! 760 10 77 42 Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: A sua ajuda será determinante para levantar a auto-estima de um amigo. Saúde: Procure fugir às gorduras porque o colesterol tem tendência para subir. Dinheiro: Faça um balanço das suas finanças, pois, possivelmente ser-lhe-á proposta sociedade para um negócio.

Sugestão de filme Assim é o Amor Direcção: Mike Mills Sinópse:

As vidas de Oliver (Ewan McGregor) e do seu pai Hal (Christopher Plummer) alteram-se radicalmente quando o segundo, seis meses depois de ter ficado viúvo, assume duas coisas totalmente inesperadas: que é homossexual e que se encontra num estado avançado de uma doença terminal. PUB

Com esta consciência de mortalidade, Hal começa a viver intensamente o tempo que lhe resta, encontrando disponibilidade para viver um grande amor com um homem mais novo, reformular a sua relação com o filho e, acima de tudo, encontrar a serenidade

interior que nunca havia antes encontrado. Algum tempo após a morte inevitável de Hal, Oliver conhece Anna (Mélanie Laurent), compreendendo, finalmente, o verdadeiro significado do amor. Assim, compreenderá todo o alcance dos ensinamentos que o pai lhe tentou transmitir naqueles últimos meses de vida.


Luís Pardal | Arquivo Registo

Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora Tel. 266 751 179 Fax 266 751 179 Email geral@registo.com.pt SEMANÁRIO

Brasil

ARPTA promove Alentejo Numa organização da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo - à qual também aderiram a sua congénere do Porto e Norte e a Direcção Regional do Turismo da Madeira teve lugar entre 16 e 19 de Abril um roadshow de apresentação dos destinos ao trade Brasileiro, que percorreu as cidades de Salvador, Brasília, Porto Alegre e S. Paulo e no qual participaram cerca de duas centenas e meia de Operadores Turísticos e Agentes de Viagens Brasileiros. Segundo Vítor Fernandez da Silva, Presidente da Agência “há quatro aspectos de particular importância que gostaria de destacar nesta acção: em primeiro lugar, a receptividade que tivemos em todas as cidades visitadas e a intencionalidade dos contactos que o trade Brasileiro revelou na inter-acção com as nossas empresas; em segundo, o esforço das empresas do Alentejo que, mesmo num tempo difícil como o que vivemos, investem e procuram novas oportunidades. Para as empresas sedeadas no Alentejo, esta acção foi financiada a 50% pelos Sistema de Incentivo à Qualificação e Internacionalização do QREN. PUB

Évora

Primeiro Almoço Transfronteiriço

No próximo dia 27 de Abril, no Hotel Mar de Ar Muralhas, em Évora, irá realizar-se o primeiro almoço transfronteiriço do Distrito, realizado em 2012. Este encontro, promovido pela Associação Comercial do Distrito de Évora e pela Casa de Espanha, que surge no seguimento de outros já realizados, em Espanha e Portugal, tem como objetivo não só estimular novos contactos entre empresas portuguesas e espanholas, como também consolidar relações de cooperação entre as empresas de ambas as regiões, que já tiveram início em anteriores encontros transfronteiriços, realizados desde o princípio do ano. A sessão em Évora terá início às 11h, seguida de almoço às 13h30, e contará com a presença de instituições como Câmara Municipal de Évora e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo,entre outras.

Feira

FIAPE em Estremoz até à próxima 2ª feira A FIAPE agrega a Feira de Artesanato de Estremoz A 26.ª Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), um dos mais importantes certames do Alentejo, arrancou omtem, com mais de 250 expositores, integrando este ano a Juvemoz. O certame, que pretende contribuir para o desenvolvimento económico da região, decorre até dia 29 deste mês, no parque de feiras e exposições da cidade, com a participação de expositores de setores tão diversos como a agricultura, produtos regionais, pecuária, artesanato, comércio, indústria e serviços. A FIAPE agrega a Feira de Artesanato de Estremoz, que celebra a sua 30.ª edição, considerada pelos promotores como “a maior e melhor feira do setor no sul do País”, com a participação de 120 artesãos. Este ano, a Festa da Juven-

tude de Estremoz (Juvemoz) vai decorrer em simultâneo com a FIAPE. A Juvemoz conta com a realização de um conjunto de atividades, nomeadamente colóquios, espetáculos de bandas de garagem, uma zona institucional dedicada à juventude, área de desportos radicais e zona de atividades digitais. O presidente do município, Luís Mourinha, explicou à agência Lusa que a FIAPE pretende “mostrar as atividades económicas do concelho e aquilo que de melhor se produz na região”. “O autarca realçou que, nos dias 28 e 29, decorre a iniciativa “Saborear Estremoz”, que vai “dar a conhecer e a provar o que de melhor se faz no concelho”, nos setores do vinho, enchidos, queijos, azeite, compotas, licores, mel e doçaria. Colóquios técnicos sobre

a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2013 e sobre temas de pecuária e demonstrações de tosquia são outras iniciativas incluídas no programa. Os produtos regionais, como enchidos, queijos, doçaria regional, mel, vinho e azeite, e a gastronomia, vão também marcar presença. O cartaz de espetáculos que vão animar as noites do certame inclui Áurea (dia 25), Amor Electro (26), Emanuel (27), David Carreira (28) e Trovadores de Redondo no encerramento. O programa inclui ainda o segundo festival taurino da Tertúlia Tauromáquica de Estremoz, dia 28, uma garraiada, espetáculos de folclore, dança e música. Na sessão de inauguração da FIAPE vão ser entregues os prémios do XVII Concurso de Cozinha Alentejana.


Registo ed204