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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 08 de Março de 2012 | ed. 197 | 0.50€

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Vila Viçosa com ante estreia de “Florbela”

PCP cresce no Alentejo

Cinema Numa noite muito especial a protagonista Dalila Carmo que veste a pele

de Florbela, Ivo Canelas que interpreta o papel de Apeles, irmão de “Bela”, o realizador Vicente Alves do Ó e a produtora Pandora Cunha Telles marcaram presença na primeira exibição do filme em Vila Viçosa. “Florbela” estreia hoje, Dia Internacional da Mulher, e tem exibição garantida em pelo menos 54 cidades, até ao final de maio.

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O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufémia , 14 Horta das Figueiras | 7005-320 Évora 266771284

Pág.03 Nuno Gaspar tem 45 anos, é funcionário municipal. Carlos Loios, 21 anos, trabalha numa unidade fabril. Rute Correia, 21 anos, é estudante. Os três decidiram que era chegada a altura de “tomar partido” e participaram recentemente num café-debate em Évora na sua nova condição de militantes comunistas. D.R.

Plano da Orla Costeira em “perigo” Pág.07 Portugal não vai conseguir

concluir o Plano de Acção para o Litoral que previa um investimento de 500 milhões de euros até 2013 no ordenamento da orla costeira, incluindo acções abrangidas pelos programas Polis.

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Química e Energia - Factos e Desafios Quando o cidadão comum é desafiado a pensar sobre as possíveis relações que existem entre Química e Energia, responde quase invariavelmente de um modo muito contido, usando um número de exemplos muito li-

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mitado e uma explicação pouco esclarecida. Entre os exemplos, que valorizam o papel da Química no domínio da Energia, sobressaem a transformação do petróleo nos combustíveis vulgares e as pilhas/baterias eléctricas.

A energia nuclear também é citada como exemplo. Mas, com conotações mais negativas relativamente à Química, sobretudo no que diz respeito às substâncias químicas “indesejáveis” que estão envolvidas.


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A Abrir

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Capital ou Pátria?

“Putin, Putin e mais Putin”

Carlos Sezões Gestor

Economia e Pátria nunca foram temas consensuais. Nas últimas semanas, factos variados trouxeram para a linha da frente as questões da propriedade ou da fiscalidade de empresaschave da nossa economia. Por exemplo, as privatizações na área da energia (EDP e REN). Ou, já antes, a questão da mudança da sociedade da família Soares dos Santos, accionista da Jerónimo Martins, para a Holanda. A velha frase de que “o capital não tem pátria” enche actualmente páginas de reflexões e indignações, muitas baseadas no maior cinismo ou hipocrisia. Ainda me lembro de há uns anos, um célebre manifesto em defesa dos “centros de decisão nacionais”, assinado por ilustres gestores e empresários que, passados uns meses, estavam a vender bancos e empresas a capitais espanhóis. Enfim, a velha máxima “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço“ no seu máximo esplendor. Por muito que possa chocar quem lê esta crónica, sim, é verdade, o dinheiro não tem pátria, move-se por critérios de racionalidade e eficiência económica. Procura segurança e rendibilidade, tal como qualquer indivíduo ou família, quando aplica o seu dinheiro em depósitos a prazo, certificados de aforro ou fundos de investimento. Vir falar de proteccionismos e patriotismos em matéria de dinheiro é uma discussão insípida e inútil. Mas então, perguntar-me-ão, então é apenas o mercado puro e duro a funcionar e devemos ser meros espectadores? Não, não é. Se o capital financeiro não tem Pátria, já as Pessoas têm… e são elas o maior activo económico do

século XXI, com as suas competências e o seu conhecimento. E, pelo menos por enquanto, os territórios também têm pátria, são objectivamente parte de uma nação. Assim, mais do que estarmos preocupados em variáveis que não podemos controlar era bem melhor pensar em dois factores, que influenciarão depois todos os outros: criarmos ou melhoramos os centros de competências nacionais e os centros de atractividade nacionais. Primeiro, temos definir as competências em que queremos dar cartas, em que temos vantagens competitivas e queremos ter gestores e técnicos de relevo mundial: por exemplo, nas áreas das energias renováveis? Das tecnologias de informação ligadas à saúde? Nas telecomunicações e nas soluções de mobilidade? Em determinados segmentos turísticos? Nas indústrias ligadas ao mar? Quem tem competências, atrai investimento, riqueza e empregos - é algo que é evidente nesta questão. Depois temos de que tornar o nosso território atractivo! Para além dos benefícios da geografia física, temos de trabalhar factores socio-políticos, como a flexibilidade administrativa, anti-burocrática, a justiça ou a fiscalidade. Como disse alguém há umas semanas, mais do que lamentarmos a partida da holding da Jerónimo Martins para Holanda, devemos tentar ser tão ou mais atractivos que a Holanda. Quando partirmos destes pressupostos, talvez deixemos de lutar contra fantasmas e nos coloquemos o nosso esforço naquilo que é real e que, na verdade, depende essencialmente de nós.

Um ano de Seca e o Alqueva parado António Serrano Deputado

Perante a evidência dos dados das previsões meteorológicas e da quantidade real de precipitação, a Ministra da Agricultura veio dizer o seguinte disparate: “espero que chova, tenho fé que chova e em Abril águas mil”! Num outro Governo teríamos o CDS a pedir a demissão do Ministro! Na sequência desta intervenção brilhante a Ministra dá mais uma entrevista onde nos propõe que o Estado tome conta das terras abandonadas e sem proprietário conhecido. Sobre este tema tivemos o CDS frontalmente contra ao Governo do PS quando o Ministro da Agricultura, em final de Agosto de 2010, apresenta a mesma ideia, com base num diploma em preparação pelos serviços e que agora foi retomado por este Governo. Estes dois exemplos são a demonstração em que este Governo não tem pensamento, não tem uma política, não tem uma equipa capaz de tratar os assuntos da Agricultura nem tem soluções para os problemas que neste momento afetam o país. Sobre a seca, a Ministra desvalorizou o assunto com aqueles dichotes, e não quis assumir

o controlo político da situação. A seca não tem apenas impacto na Agricultura e na Pecuária, é transversal e afeta as populações e os caudais dos rios, o que obriga a ter um Plano de Contingência e um Plano de Ação que decorrem de uma Estrutura de Coordenação. Bastaria ver o que aconteceu na seca de 2004/2005. Está lá tudo! A Seca é um fenómeno cíclico e portanto está bem estudado! A Ministra não aceitou que estivéssemos perante uma situação de Seca, e até ao momento o Governo ainda não declarou o Estado de Seca, pese embora os indicadores disponíveis já o exigam. 70% do território está em seca severa e 30% está já em seca extrema. É preciso agir e não esperar por Bruxelas. Aliás Bruxelas já informou o que havia de informar: Os efeitos da seca devem ser suportados pelo Orçamento nacional! Esperamos agora que o Governo, ainda que tarde, resolva começar a tratar adequadamente este assunto antes de assistirmos à morte de animais nos nossos campos. É num ano de Seca que o mesmo Governo

decidiu parar com o progresso de Alqueva, alegando que não tem dinheiro, que foi uma irresponsabilidade acelerar a conclusão deste grande empreendimento! Recorde-se que o Governo de Sócrates decidiu antecipar a conclusão de Alqueva de 20125 para 2013. Graças a essa decisão, hoje temos uma Albufeira que fornece àgua à população, que produz energia e que está já a irrigar 23 000hactres dos 55 0000 concluídos. Graças a esta decisão do anterior Governo, os privados investiram na região mais de 500 Milhões de Euros e estamos já no nível de auto-suficência na produção de azeite. Graças a Alqueva Portugal voltou a exportar azeite em grande quantidade! Faltam concluir cerca de 40 000 hectares de regadio para concluir todo o empreendimento. O Governo anterior deixou 230 Milhões de Euros nos fundos agrícolas comunitários (Proder) para financiar o restante investimento orçado em cerca de 550 Millhões de Euros. Contudo, decidiu parar o projeto, os novos concursos estão bloqueados, a empresa que administra Alqueva, a EDIA, está com uma Administra-

ção sem mandato há mais de 9 meses, sem que exista a nomeação da nova Administração, os agricultores não têm interlocutores, o Governo não sabe o que fazer, dizendo hoje uma coisa e amanhã outra, sem assumir um compromisso, uma data para a conclusão das obras da rede secundária. Os investidores privados desesperam! Entretanto a Ministra diz que é preciso trazer Ribatejanos para o Alqueva porque segundo ela os Alentejanos não sabem usar a Água! Agora diz que é são precisos Angolanos! Mas os Alentejanos e todos os que investiram no Alentejo querem saber para quando a retoma das obras de Alqueva, para quando a conclusão desta decisiva infa-estrutura? Como é que um Partido que sempre levantou a bandeira da Agricultura e da Produção Nacional, não tem uma única ideia para a Agricultura, que paralisa a maior obra de regadio em Portugal? Que atrasa os pagamentos aos Agricultores, devendo mais de 120 Milhões de euros das ajudas 100% comunitárias de 2011? Como é possível? Onde anda o Dr. Paulo Portas e o seu apoio à Lavoura?

Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redacção Luís Godinho; Pedro Galego Fotografia Luís Pardal (editor) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores António Serrano; Miguel Sampaio; Luís Pedro Dargent: Carlos Sezões; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; José Rodrigues dos Santos; José Russo; Figueira Cid Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição PUBLICREATIVE


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Actual

PCP com 91 anos de existência continua a ser um dos partidos que mais tem atraído jovens militantes.

Novos militantes do PCP ”tomam partido“ em tempo de crise

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DOREV apresenta renovação de quadros e novos militantes jovens. Luís Godinho | Texto Nuno Gaspar tem 45 anos, é funcionário municipal. Carlos Loios, 21 anos, trabalha numa unidade fabril. Rute Correia, 21 anos, é estudante. Os três decidiram que era chegada a altura de “tomar partido” e participaram recentemente num café-debate em Évora na sua nova condição de militantes comunistas. Ao todo, fonte do partido que são 54 as novas inscrições na Direção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP, algumas impulsionadas pelo momento de crise que o país atravessa. “Temos de fazer algo para mudar, não podemos continuar a assistir a este ataque brutal aos trabalhadores”, diz Carlos Loios “As únicas pessoas que vi a lutarem por alguma coisa na fábrica onde trabalho foram as do PCP”. Por isso, tornar-se militante acabou por ser a “consequência lógica” de uma forma de ver o mundo: “Revejo-me nas ideias do partido, por isso é que me filiei”. Carlos ainda não tem tarefas distribuídas na DOREV – “vou às reuniões ver o que está sobre a mesa” – mas diz-se “empenhado em participar”, nem que seja à porta das empresas a mobilizar os trabalhadores para a manifestação nacional marcada pela CGTP para o próximo dia 11 de fevereiro. “As pessoas têm de se mobilizar, ir às lutas. Não é remar contra a maré, a maré é que se tem de formar contra esta situação tão má em que vivemos”. Na sua opinião, ser militante comunista no tempo do i-pad tem o mesmo significado que para outras gerações passadas: “É um ideal de justiça e de igualdade”. Valores em que acredita e com os quais quer “enfrentar o mundo”, a começar no seu próprio dia-a-dia. “Ser comunista é uma coisa que vive connosco”. Nuno Gaspar não podia estar mais de

Partido liderado por Jerónimo de Sousa anuncia novos militantes no Alentejo no ano em que comemora 91 anos de existência acordo. Há 20 anos, quando ainda jogava futebol profissional, o dirigente de um clube referia-se a ele como “alentejano, comunista e sindicalista”. Na altura, apenas o facto de ser alentejano correspondia à verdade. “Esse dirigente era um visionário”, graceja. É que além de militante do PCP, Nuno Gaspar acabou igualmente por se tornar sindicalista, no Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local. “O que me diferencia hoje em relação ao passado é que tenho um cartão. Nunca fiz parte da estrutura do PCP mas, se calhar, militante sempre fui”. Licenciado em Relações Internacionais, está ligado ao futebol desde os 12 anos. “É uma das minhas grandes paixões”. Foi jogador profissional entre os

Comunista desde o secundário Rute Correia está a tirar o mestrado de Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade de Évora. Tem 21 anos. E uma ligação ao PCP que já não é de hoje. Apesar de só agora se ter tornado militante do partido, integra a Juventude Comunista Portuguesa (JCP) desde o secundário. “Havia uma série de problemas na minha escola e encontrei na JCP um espaço onde me identificava com ideais parecidos com os meus”. Passar da “jota” para os seniores acabou assim por ser um passo “natural” dado por quem começou a ter intervenção política na escola, um espaço onde “é quase proibido esse tipo de

discussões”. Agora, na universidade, sente que os estudantes estão com mais vontade de intervir na sociedade: “Estão a sentir os problemas na pele, das propinas que cada vez menos podem pagar aos preços no bar e na cantina, agora privados, que começam a ser muito elevados. Antes era mais difícil identificarem-se com ideais e defenderem-nos”. Para Rute Correia não há dúvidas: “Ser militante do PCP é para toda a vida”. Não por uma questão de oportunidades futuras – “não vejo a militância dessa forma” – mas porque é desta forma que acredita ser capaz de “ajudar a construir uma sociedade diferente”.

18 e os 33 anos, altura em que trocou os relvados pelo balneário. Hoje treina os juniores do Juventude de Évora e trabalha na secção de desporto da autarquia local. “Acho que é importante não nos limitarmos a ter uma opinião sobre as coisas e a discuti-la no café, devemos poder afirmála nalgum local”. Dito em linguagem desportiva, decidiu inscrever-se no PCP para “deixar de ser treinador de bancada”. Assegurando estar empenhado em “aprender com a experiência de vida de outros camaradas, que não precisam de PUB

ser mais velhos”, Nuno Gaspar diz que a sua inscrição no PCP foi “perfeitamente natural” apesar de a sociedade portuguesa continuar “impregnada de preconceitos e de ideias ultrapassadas” sobre o partido. Reconhece que o momento “extraordinariamente difícil” que o país atravessa acabou por o “empurrar” para a militância ativa. “A crise dá-nos a nós militantes a responsabilidade de estar mais próximo das populações, em momentos que não são fáceis, para mostrar que há caminhos diferentes”.


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Actual MAI em Montemor-o-Novo para inaugurar.

Bombeiros com novo Quartel

Os mais antigos testemunhos sobre Bombeiros em MMN remontam a 1550. Miguel Macedo, ministro da Administração Interna preside, no próximo Domingo, à inauguração do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Montemor-oNovo. Os mais antigos testemunhos escritos até hoje conhecidos relativos à prevenção de incêndios em Montemor-o-Novo, remontam a 1550. No dia 10 de Setembro desse ano, dois munícipes requereram licença à câmara para proceder a queimadas nos coutos da vila. Os dois pedidos foram indeferidos por serem formulados ainda em época de calor. Até uma fase avançada do século XVIII, Montemor-o-Novo permaneceu, aparentemente, indiferente ao movimento imparável de constituição de corpos de bombeiros. Porém, em 1871, um inesperado e funesto acontecimento marcaria o ponto de viragem, fazendo despertar a opinião pública e as instituições municipais para a necessidade da criação de uma estrutura local de socorro a fogos e outras calamidades. Na madrugada do dia 13 de Novembro, as “ casas nobres “ de D. Francisco de Sousa Barreto, situadas no Largo de S. João de Deus, sucumbira, completamente a um incêndio, ficando reduzidas “ a cinzas “ em virtude da inexistência de meios

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adequados de combate. Isto levou a edilidade, a partir de 1872, a encetar contactos com fornecedores para a aquisição de “ uma bomba e mais utensílios para o serviço de incêndios, até à quantia de 100.000 réis ”. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo “é hoje, e apesar das suas próprias vicissitudes, e com toda a humildade, uma das melhores Corporações de Bombeiros do Alentejo e, muito provavelmente do País”. Enquanto Associação, soube adequarse à mudança dos tempos, rejuvenescendo os seus Orgãos Sociais, modificando, modernizando e actualizando os seus serviços, procurando servir cada vez melhor todos os seus associados ( mais de 3.000 sócios ), oferecendo-lhes mais benefícios e melhores condições criando as condições humanas e materiais para prestar o melhor socorro e auxílio às populações do Concelho, do Distrito e do País, quando chamados a intervir. O novo Quartel, “com obras de grande ampliação e remodelação, vão permitir criar melhores e maiores instalações para usufruto dos nossos bombeiros, dos nossos associados e de todos os que nos visitam. É com um elevado espírito de serviço, abnegação e dedicação, e com cada vez mais profissionalismo no desempenho das nossas funções que os nossos Soldados da Paz, continuam a dizer Presente!”, refere fonte da corporação.

Borba promove produtos regionais no Brasil e Uruguai Os parceiros do projeto “Aglomerados Urbanos em Área Protegida: Métodos para promover o desenvolvimento socioeconómico da população com a tutela da natureza”, reuniram entre os dias 27 de Fevereiro e 1 de Março em Santana do Livramento, no Brasil. O encontro teve como objetivo a realização de reuniões técnicas, políticas e institucionais, entre as equipas técni-

cas do Município de Borba, coordenador institucional, e os municípios que integram o projeto, Santana do Livramento, Alegrete, Rosário do Sul, Quaraí e Fundação Maronna, no Brasil, e o Departamento de Rivera, no Uruguai. A par das reuniões, a equipa técnica do Município de Borba teve oportunidade de visitar e conhecer no terreno as ações em curso.


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Actual

Primeiros passos no ano de 1987 numa ideia entre o Pe. Manuel da Silva Barros e o Chefe Carlos Brotas.

Rock in Scouts António Castro | D.R.

Decorreu no passado sábado, dia 3 de Março, mais um festival de música escutista – Rock in Scouts. Este evento conta já com alguma tradição na história dos pioneiros do Agrupamento 890 – Évora. Esta quarta edição do festival teve lugar no mês de Março integrado no mês da juventude em Évora. O Rock in Scouts contou com a participação dos agrupamentos 119 de Coruche, 159 de Portimão, 639 de Vila Viçosa, 743 de Mora 890 de Évora. 1121 de S. Sebastião da Giesteira.

Sobre o Agrupamento

O Agrupamento 890 do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português (CNE), foi oficialmente inaugurado em 17 de Dezembro de 1988, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde em Évora, de acordo com a Ordem de Serviço Nacional 424 (OSN de 30 Outubro 1988). No entanto, os primeiros passos foram dados em princípios do ano de 1987 por uma ideia delineada entre o Pe. Manuel da Silva Barros e o Chefe Carlos Brotas. O Agrupamento teve como primeiro local de reuniões e sede um pequeno espaço numa cave localizada na Avenida HePUB

róis do Ultramar gentilmente cedida pelo casal Roque, os quais vieram posteriormente a ser dirigentes no agrupamento. Nas primeiras promessas, que se realizaram a 18 de Dezembro de 1988 na Capela de Nossa Senhora da Saúde, foram investidos 7 Lobitos, 18 Juniores, 8 Seniores, 3 Caminheiros e 3 Dirigentes, contávamos assim com 39 associados e mais

alguns aspirantes. O crescimento do efetivo foi rápido e a cave torna-se pequena para acolher todas as necessidades do grupo. A 26 de Maio de 1991 a Direção do Agrupamento procura uma solução e em 12 de Abril de 1992 é inaugurada a segunda sede do Agrupamento no Ferragial da Nora – Poço Entre Vinhas - num terreno com uma área de

cerca de 4 hectares. Uns velhos chiqueiros cedidos pela Santa Casa da Misericórdia de Évora são transformados com o esforço físico de elementos e amigos na sede do Agrupamento 890. O Agrupamento 890 de Évora conta atualmente com cerca de 170 elementos, entre crianças e jovens dos 6 aos 22 anos e respetivos responsáveis. Durante os encontros semanais desenvolvemos atividades através do Método Escutista onde se destacam os jogos, acampamentos, raides, ateliers, realização de serviços à comunidade, entre outros. A comunidade, organização do Rock in Scouts, é constituída por Pioneiros (1417 anos), divididos em pequenos grupos (equipas) de 4 a 8 elementos. Denominase Comunidade a Unidade formada pelas Equipas de Pioneiros. Cada Equipa escolhe para Patrono um Santo da Igreja, Pioneiro da Humanidade ou Herói Nacional, cuja vida os Pioneiros devem conhecer e tomar como modelo de ação e cuja silhueta figura na bandeirola e no distintivo da Equipa, o patrono da IIIª Secção é São Pedro. A cor do lenço dos Pioneiros é o Azul (debruado a branco), cor do mar e do céu. A Comunidade conta ainda com uma equipa de quatro adultos.


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Actual “Eu, e não os acontecimentos, têm o poder de me fazer sentir feliz ou infeliz hoje.” Universidade de Évora

”Eu Marxista me confesso“ Luís Dargent

Engenheiro Agrónomo

Quem me conhece sabe que sou um consumidor compulsivo de cinema, que é completamente diferente de ser um cinéfilo. A minha paixão advém dos momentos de evasão que me são proporcionados a partir do instante em que se apagam as luzes e sou transportado para ambientes, universos e sei lá mais o quê, alheando-me completamente das agruras da vida. Ainda por cima o efeito benéfico produzido por um bom filme prolonga-se ao longo da nossa existência, nunca mais nos abandonando, como um bom amigo que sempre queremos rever, recordar ou citar, tudo isto a um preço justo e, na maioria dos casos, sem contra-indicações. Para além da sucessão de lugares comuns que pululam no parágrafo anterior, recordo uma experiência: em meados dos anos 70, com 14 anos, vi em Albufeira, o filme/documentário Woodstock em toda a sua plenitude; isto porque, se a minha desvairada imaginação não me atraiçoa, todos os hippies de Portugal se juntaram nessa sessão histórica, em que ao contrário do outro, não fumei mas inaPUB

lei, e num só filme vi todos os géneros desta Arte, desde o Musical, à Comédia, passando pelo Terror, continuando no Erótico a roçar o Pornográfico e terminando no Policial. Existem várias referências cinematográficas que me acompanham desde sempre e que me escuso aqui de referir, correndo o risco de vos privar de uma vastíssima e, porque não, riquíssima cultura, mas nenhuma me deu tantas alegrias como os “Irmãos Marx”. Artistas de uma rara inteligência, estiveram sempre à frente do seu tempo e foram sempre uma influência decisiva de todos os comediantes que interessam, desde Woody Allen aos também míticos Monty Python. Para além de toda a filmografia, interessa conhecer a bibliografia, que proporcionam momentos únicos de verdadeiro prazer e, surpreendentemente, verdadeiras lições para a vida. Com meia dúzia das muitas citações produzidas principalmente pelo mais mediático elemento da irmandade, tornei-me muito rapidamente Marxista de uma linha que chamemos de Groucho, que ao contrário da outra do paren-

te Karl, não só não provocou vítimas como deu uma contribuição enorme para tornar este mundo, e certamente o outro, mais divertido e se mantém espantosamente actual. Se não vejamos: Sobre a natureza humana ensinou-me que “ Existe uma forma de descobrir se um homem é honesto – pergunta-lhe. Se te responder que sim, é porque é um patife.” Acerca da política antecipou a actuação do anterior governo quando disse: “A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los em todos os lados, diagnosticá-los incorrectamente e aplicar as piores soluções”. E para além de sempre ter uma citação para me pôr no meu lugar, deu-me uma receita infalível para a felicidade: “Eu, e não os acontecimentos, têm o poder de me fazer sentir feliz ou infeliz hoje. Eu posso escolher como é que quero estar. O ontem está morto, o amanhã, ainda não chegou. Eu tenho apenas este dia, o de hoje, e vou ser feliz enquanto este decorrer.” Por tudo isto eu Marxista me confesso…

ICAAM no AgroFood iTech Máquina de Colheita em Contínuo de Azeitona e Controlador de Rega Inteligente: Duas tecnologias inovadoras desenvolvidas por investigadores do ICAAM entre as 20 selecionadas para apresentação no Salão Internacional de Agro-Negócios SIAG 2012. Os projetos MCCA2 (Máquina de Colheita em contínuo de Azeitona) e ECOREGA (Controlador de Rega Inteligente), selecionados para o AgroFOOD iTech que irá decorrer nos dias 28 e 29 de Março em Santarém, são dois exemplos do trabalho realizado pelos investigadores do ICAAM (Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas) na área da inovação tecnológica aplicada à mecanização agrícola. A Máquina de Colheita em Contínuo de Azeitona é uma solução inovadora, desenvolvida com o objetivo de permitir a implementação da colheita contínua de azeitona nos olivais intensivos, em alternativa à tradicional colheita com vibrador de tronco.


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Exclusivo “Situação herdada aponta para uma baixa execução de 8%” segundo refere o MAMAOT.

Orla costeira com plano de acção comprometido e baixa execução Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina com plano adiado devido a problemas financeiros

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Luís Godinho | Texto Portugal não vai conseguir concluir o Plano de Acção para o Litoral que previa um investimento de 500 milhões de euros até 2013 no ordenamento da orla costeira, incluindo acções abrangidas pelos programas Polis da Ria Formosa, Litoral Norte, Ria de Aveiro e Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Fonte do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMOT) avança que apesar de estarem em curso diversas acções a nível de elaboração de projectos, concursos e lançamento de obras, “a situação herdada aponta para uma baixa execução de 8% no que respeita ao que foi definido como prioridades de intervenção, nomeadamente em matéria de defesa costeira e zonas de risco”. O MAMOT diz estar a recolher elementos para “dar início a um processo de revisão” do plano que dará “prioridade” às situações em que estejam em risco a segurança de pessoas e bens, como é o caso das construções clandestinas em zonas de costa sujeitas ao avanço do mar ou as arribas em perigo de derrocada. O objectivo é também “criar uma efectiva gestão integrada das zonas costeiras e do espaço marítimo, incentivando o seu ordenamento, protecção e valorização”. A menos de dois anos do fim do período de execução e com as dificuldades do Estado em conseguir assegurar a comparticipação nacional dos projectos, muitas das medidas anunciadas não chegarão a sair do papel. Em Esposende, por exemplo, os pescadores já não acreditam que a intervenção na foz do Cávado seja concretizada. “O que temos certo é que já não conseguimos ir ao mar. Está tudo seco, vamos ficar uns seis meses parados”, revela Augusto Silva, da Associação de Pescadores Profissionais de Esposende. “Estamos fartos de tantas promessas para nada”. Em causa está o assoreamento da barra e a inexistência de um molhe que proteja as embarcações, o que já originou acidentes e até a morte de diversos pescadores. “Estamos a chegar a uma fase em que não conseguimos ir ao mar porque a barra está seca e não temos condições para sair com os barcos. É muito complicado para estas 700 pessoas que vivem directamente da pesca”. Augusto Silva diz já estar “farto de projectos” para o desassoreamento da barra do porto de Esposende: “Não se compreende que se enterre tanto dinheiro em projectos e não se gaste ali meia dúzia de trocos para resolver o problema da classe piscatória”. Mais a Sul, a não conclusão do projec-

to de alimentação artificial das praias da Costa da Caparica, iniciado em 2007, levou a Assembleia Municipal de Almada a aprovar uma resolução onde se diz preocupada com as “consequência do acentuado processo de erosão da Costa Atlântica” e reclama um “investimento estruturado e contínuo que permita uma intervenção consequente e eficaz de defesa costeira”. O projecto, com um custo de 19,8 milhões de euros, deveria ter sido concluído em 2010 e previa a colocação de dois

milhões de metros cúbicos de areia nas praias. Parou a meio, uma vez que o concurso internacional para a terceira fase não chegou a ser lançado. Fonte do Ministério do Ambiente diz que as Finanças não autorizaram a despesa, pelo que a realização dos trabalhos “transitará para 2012”. “É preciso ter coragem para assumir que os custos implicados em acções como a colocação de areia nas praias são muito elevados. São milhões de euros que muitas das vezes duram pouco e que se calhar

Odemira avançou para tribunal A Câmara de Odemira contestou judicialmente a proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (PNSACV) pedindo a anulação do diploma que, segundo a autarquia, “padece de vícios que prejudicam gravemente as populações locais e condiciona de forma preocupante o futuro da região”. “A versão aprovada, com mais de 850 normas, é um regulamento fastidioso, de ardilosa compreensão, duvidosa legalidade e inequívoca ingerência nas competências da esfera municipal”.

“O Plano exige às populações e autarquias locais o pedido de parecer prévio e vinculativo ao ICNB em praticamente todas as atividades na área do parque, com o pagamento de avultadas quantias por cada parecer”, refere a autarquia, considerando existir um “desrespeito” pelas competências dos municípios em favor do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade “a única entidade competente para gerir o litoral, transformando Odemira num concelho do interior, suprimindo à gestão municipal todo o seu litoral, de mais de 55 quilómetros”.

fazem falta noutros lados”, diz Francisco Ferreira, da associação ambientalista Quercus, defendendo uma reavaliação rápida do Plano de Acção para o Litoral para “seleccionar prioridades e analisar a possibilidade de concretizar projectos de forma mais barata”. “Não se terminaram os programas de ordenamento da orla costeira porque se passou para o Polis do litoral. O atraso acumulado já vem da década de 90, pelo que um novo atraso é preocupante para o ordenamento do litoral”, conclui.

Não investir sai caro

“É preciso fazer uma selecção de prioridades, um planeamento alternativo mais curto mas é preciso fazê-lo”, diz Francisco Ferreira, dirigente da Quercus, sustentando que o desinvestimento no ordenamento da orla costeira poderá traduzir-se em “custos acrescidos” no futuro. “Quando começarmos a ter problemas em arribas, como já sucedeu, quando a qualidade das zonas balneares começar a diminuir, quando os turistas deixarem de lá ir, quando a paisagem se começar a deteriorar e surgirem riscos de segurança, os custos serão muito maiores”. Para o dirigente da Quercus “é preciso saber tomar decisões e não apenas cortar no investimento”.


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Exclusivo Que seria o nosso Mundo energético sem os conhecimentos científico-tecnológicos desenvolvidos

Química e Energia Factos e Desafios Principais desafios e áreas prioritárias para a Química no contexto da Energia - recursos energéticos, conversão, armazenamento, transportes e gestão de resíduos Jorge Teixeira | DQUI da Universidade de Évora e Centro de Química de Évora Quando o cidadão comum é desafiado a pensar sobre as possíveis relações que existem entre Química e Energia, responde quase invariavelmente de um modo muito contido, usando um número de exemplos muito limitado e uma explicação pouco esclarecida. Entre os exemplos, que valorizam o papel da Química no domínio da Energia, sobressaem a transformação do petróleo nos combustíveis vulgares (gasolina e gasóleo, entre outros) e as pilhas/baterias eléctricas. A energia nuclear também é citada como exemplo. Mas, com conotações mais negativas relativamente à Química, sobretudo no que diz respeito às substâncias químicas “indesejáveis” que estão envolvidas. De facto, seja pela frequência com que os exemplos anteriores nos envolvem no nosso dia-a-dia, seja pela perspectiva predominantemente utilitária com que são encarados, a maioria de nós tende a fechar-se sobre estas ideias e a menosprezar a importância que a Química teve na génese destes “produtos/tecnologias” de uso diário. O que seria o nosso Mundo energético sem os conhecimentos científico-tecnológicos desenvolvidos pela Química, necessários para transformar o petróleo nos combustíveis que utilizamos no dia-a-dia? Por outro lado, face às necessidades constantes e crescentes de Energia, o que é que a Química pode fazer pelo nosso Mundo, para minimizar os problemas ambientais (poluição e alterações climáticas) que são criados com a utilização desenfreada dos derivados do petróleo (e de outros combustíveis fósseis, como o carvão e o gás natural) e através do uso questionável da energia nuclear? E mais, como é que o nosso Mundo pode satisfazer as suas necessidades energéticas sem combustíveis fósseis ou físseis,

com a ajuda da Química? Estas e outras questões acerca da Energia constituem alguns dos principais desafios da Humanidade, que a Química pode resolver de modo exequível, sustentável, e com segurança, integrando e articulando as suas áreas de especialização, com outras áreas científicas. Vejamos então, alguns dos principais desafios e áreas prioritárias para a Química no contexto da Energia - recursos energéticos, conversão, armazenamento, transporte, eficiência e poupança de energia, e gestão de resíduos. Uma das áreas da Química com maior relevância no domínio da Energia, e que é transversal a várias áreas do conhecimento científico-tecnológico, é a Química dos Materiais. Nesta área, investigam-se e desenvolvem-se continuamente novos materiais para: a) Painéis de energia fotovoltaica (que convertem a energia solar em energia eléctrica) ou outras aplicações fotoelectrónicas; b) Operarem a temperaturas muito elevadas, como em reactores de aviões ou em reactores nucleares; c) Eléctrodos e electrólitos em dispositivos de conversão e de armazenamento electroquímico de energia eléctrica (pilhas, baterias, células de combustível e supercondensadores); d) Armazenar com eficiência e segurança, combustíveis (nucleares ou não) ou outras substâncias perigosas; e) Turbinas eólicas terrestres e marítimas, bem como turbinas hídricas (incluindo as turbinas oceânicas de ondas ou marés). Estes materiais devem ser muito resistentes à corrosão atmosférica, do solo ou marítima; f) Supercondutores, os quais transportam a corrente eléctrica de um modo muito mais eficiente que os condutores eléctricos normais e apresentam propriedades magnéticas poderosas, com aplicações importantes nos transportes ferroviários; g) Imobilizar e armaze-

nar o dióxido de carbono (responsável pelo efeito de estufa); h) Janelas inteligentes, iluminação de baixo consumo (OLEDs) e ecrãs de elevada eficiência (TVs com tecnologia LED), de modo a reduzir o consumo de energia eléctrica; i) Aumentar a eficiência energética em edifícios (por exemplo, materiais que sejam bons isoladores térmicos); j) Construção de veículos de transporte terrestre e aéreo (os materiais para estas aplicações devem ser resistentes, mas quanto mais leves melhor); k) Utilização na fusão nuclear (isto é, materiais capazes de suportarem elevados níveis de radiação). Outras áreas da Química igualmente importantes são a Catálise Química, Química de Fase Gasosa de Alta Temperatura, Radioquímica e Química Radiativa, Química de Imobilização/ Mitigação de Resíduos, Electroquímica e Química Analítica, sem desprezar a sua integração importante com a Geologia (a Geoquímica) ou com a Bioquímica, Biotecnologia e outras Biociências.

Através da Catálise Química procura-se: a) O aperfeiçoamento de catalisadores e de processos de separação e conversão, para as tecnologias de processamento de matérias-primas com importância energética (como o crude, o gás natural, o carvão e a biomassa); b) O desenvolvimento de materiais electrocatalíticos e de membranas mais eficientes para células de combustível; c) A concepção de catalisadores e substâncias adsorventes que podem reduzir a emissão de gases nocivos para a atmosfera, como os óxidos de azoto e de enxofre; d) A combinação de catalisadores e foto-condutores, capazes de oxidar a água pela acção da luz (fotooxidação da água) para produzir hidrogénio (um combustível valioso), e a integração destes em sistemas capazes de capturar e converter o dióxido de carbono em metanol (outro combustível). Neste último caso, tanto o hidrogénio como o metanol podem ser utilizados como combustíveis, para a produção de electricidade. Esta área particular de investigação é conhecida por fotos-


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Exclusivo pela Química, necessários para transformar o petróleo nos combustíveis que utilizamos no dia-a-dia? D.R.

síntese artificial, porque se tenta imitar o que as plantas fazem na natureza, através da utilização da luz solar. Por intermédio da Química de Fase Gasosa de Alta Temperatura procurase a investigação de processos químicos a temperaturas extremamente elevadas e a integração das áreas de conhecimento e tecnologia de combustíveis, química de combustão, termodinâmica e cinética de formação de óxidos de azoto e de partículas, no sentido de melhorar a eficiência energética dos processos de combustão, de limitar a produção de poluentes (como o problema particular das emissões de gases e partículas poluentes dos motores a gasóleo) e de aperfeiçoar tecnologias capazes de operar com diferentes combustíveis e coincineração. Na Radioquímica e Química Radiativa pesquisam-se materiais e técnicas de separação e de recuperação de substâncias radioquímicas, ao mesmo tempo que se investigam os efeitos da radiação na fadiga, stress e corrosão de ma-

teriais usados normalmente em centrais nucleares e novos materiais (como os polímeros), no sentido de encontrar soluções seguras para minimizar o efeito da radiação A Química de Imobilização/Mitigação de Resíduos por seu lado dedica-se: a) Ao desenvolvimento de processos eficazes de captura e armazenamento de dióxido de carbono; b) À compreensão das propriedades microestruturais de cimentos e betões e seu envelhecimento a longo prazo, utilizados no armazenamento de resíduos de nível intermédio de perigosidade; e c) à investigação de reacções de vitrificação (em que resíduo perigoso pode ser imobilizado em material vítreo. No caso dos resíduos radioactivos de actinídeos (como o urânio e o plutónio) pode escolher-se material vitrificante, com uma química análoga ao material que existe na natureza. A Electroquímica, uma das áreas da Química mais fortemente ligadas à Energia, de onde resultaram as simples

pilhas eléctricas centra-se: a) Na investigação de materiais biocompatíveis, que possuam a capacidade de se comportar como músculos artificiais num ser vivo ou num rôbo; b) Na concepção e aperfeiçoamento de dispositivos de conversão (pilhas/baterias/células de

combustível) e de armazenamento (supercondensadores) electroquímico de energia eléctrica; e, c) No desenvolvimento de técnicas de electrodeposição de substâncias radioquímicas, a partir de efluentes radioactivos, no sentido de reduzir a contaminação e de recuperar o material radioactivo. No âmbito da electroquímica e em colaboração com as áreas já referidas, inclui-se também o desenvolvimento de células electroquímicas activadas por luz (células fotoelectroquímicas) para produção, quer de energia eléctrica quer de combustíveis mais limpos (hidrogénio). A Química Analítica, no domínio das preocupações energéticas, dedica-se sobretudo à concepção e desenvolvimento de técnicas analíticas e de sensores químicos para monitorização e controlo de espécies químicas envolvidas nos processos de extracção, transformação, produção/consumo e armazenamento: de recursos energéticos, de produtos ou subprodutos e da própria energia. Entretanto, a Integração da Química com a Bioquímica, Biotecnologia e outras Biociências contribui para outros avanços muito significativos no domínio das preocupações energéticas, tais como a produção e utilização de biocombustíveis como: a) O bioetanol e o biodisel, para a Indústria e Transporte, sem comprometer a produção alimentar e o ambiente; b) O biogás (uma mistura gasosa rica em metano), a partir da degradação química, bacteriana e anaeróbica de resíduos de origem vegetal, animal (o estrume) e da actividade humana (as águas residuais domésticas e as lixeiras); e, c) O biohidrogénio (hidrogénio produzido por parte de microorganismos), através de processos biofotolíticos (fotossintese artificial), fotofermentação e fermentação não luminosa. Outras contribuições importantes são o desenvolvimento da fotossíntese artificial e de fertilizantes adequados para reflorestação massiva (incluindo de plantas geneticamente modificadas), para maximizar a captura do dióxido de carbono da atmosfera. Finalmente, mas não menos importante, tem-se a contribuição da Geoquímica, que: a) Estuda as interacções físicas e químicas complexas, entre o petróleo bruto, a injecção de fluido substituinte e a matriz rochosa, no sentido de aumentar eficiência dos processos de recuperação de petróleo; b) Estuda soluções para o armazenamento de dióxido de carbono no sub-solo (em jazidas de petróleo e gás já exploradas e em aquíferos salinos); e, c) Releva as contribuições da hidro-geoquímica e rádio-biogeoquímica, no sentido de melhorar a compreensão dos processos de armazenamento de material nuclear.

Referências Bibliográficas - Chemical Science Priorities for Sustainable Energy Solutions, Royal Society of Chemistry, 2005. - QUÍMICA E ENERGIA – O Papel das Ciências Químicas na Política Energética Europeia, Boletim da Sociedade Portuguesa de Química 109 (2008) 53-57. - John R Fanchi, Energy in The 21st Century, 2nd Ed., World Scientific, New Jersey, 2011. - http://www.shapesense.com/images/ blueflames.jpg (Fotografia de chama de fogão). Consulta: 20 de fevereiro de 2012. - http://en.wikipedia.org/wiki/

File:Helios in flight.jpg (Fotografia de avião experimental construído com materiais muito resistentes e leves, com células fotovoltaicas nas asas). Consulta: 20 de fevereiro de 2012. -http://inhabitat.com/mit-scientists-create-artificial-solar-leaf-that-can-powerhomes/photosynthesis1/ (Fotografia de folha natural de uma planta (topo) e folha solar artificial constituída por catalisadores de níquel e cobalto, com capacidade para produzir hidrogénio a partir de água e luz (em baixo)). Consulta: 20 de fevereiro de 2012.


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Exclusivo 8 militantes do PCP evadiram-se de Caxias utilizando um carro que tinha sido usado pelo ditador Salazar.

Nos 50 anos da fuga de Caxias Eduardo Luciano Advogadp

Na terça-feira passada, a propósito da comemoração dos 91 anos do Partido Comunista Português, participei num sessão evocativa dos 50 anos da mais audaciosa fuga organizada e levada a cabo por militantes do PCP, de uma prisão de alta segurança. Foi um relato emocionante e bem-humorado, feito na primeira pessoa por Domingos Abrantes e António Gervásio, que fez com que duas horas parecessem dez minutos. Para quem não conhece o episódio, oito militantes do PCP lograram evadir-se do Forte de Caxias utilizando um carro que tinha sido usado pelo ditador Oliveira Salazar, beneficiando do facto da viatura ser blindada o que permitiu rebentar com o portão e resistir à chuva de tiros que sobre ele caiu, tudo feito debaixo dos olhares atónitos dos militares da GNR que testemunharam a fuga dos oito militantes comunistas. A fuga durou exactamente sessenta segundos e demorou meses a ser preparada, exigindo uma enorme capacidade de organização, de entrega, de confiança mútua entre camaradas presos e de confiança nas razões pelas quais se pretendiam evadir. A determinação no cumprimento das tarePUB

fas que colectivamente haviam distribuído, em condições de perigosidade inimaginável, foi o factor decisivo para o êxito da fuga. A um dos militantes comunistas em particular coube-lhe talvez a tarefa mais difícil de todas. Simular que tinha rompido com o seu Partido e tornar-se um “rachado”, permitindo-lhe ganhar a confiança da direcção da prisão, obtendo assim uma liberdade de movimentos tal que foi decisiva em toda a preparação da fuga. As consequências do assumir daquela tarefa, de que apenas um grupo muito restrito no interior da prisão tinha conhecimento, foram devastadoras para o comunista em questão. Imagine-se a perda de toda a solidariedade dos seus camaradas, imagine-se o corte de relações pessoais com as famílias dos restantes presos, imagine-se o sentir em cada olhar o repúdio pela atitude supostamente tomada. Ainda assim era preciso fazer e, contou quem participou, o talento emprestado foi tal que se tornou “amigo” do director da prisão. Alguns já devem estar a pensar que esta crónica é apenas uma evocação de um momento heróico, de um relembrar do passado carregado de actos de coragem em situações

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que esperamos não se venham a repetir. Nada disso. Bem sei que as condições são hoje completamente diferentes para os que lutam por uma outra sociedade, mas as características que são exigidas para dar continuidade a essa luta não diferem muito daquelas que os fugitivos de Caxias carregavam consigo. Hoje, como há 50 anos, continua a ser ne-

cessária a coragem para correr riscos, a imaginação para ultrapassar dificuldades “inultrapassáveis”, a determinação no cumprimento das tarefas colectivamente assumidas, a busca incessante de respostas diferentes para problemas qualitativamente diferentes sem nunca perder de vista o objectivo final e um enorme convicção de que os ideais que se prosseguem pertencem ao futuro.


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Radar

Câmara de Vila Viçosa promoveu um total de sete exibições do filme para mais de 1000 espectadores.

”Florbela“ em Vila Viçosa D.R.

Actores e o realizador nas escolas, em sessões de poesia sobre Florbela Espanca Vila Viçosa, berço de Florbela Espanca, assistiu no passado dia 2 de Março à antestreia de “Florbela”, o filme de Vicente Alves do Ó, livremente inspirado na vida da poetisa calipolense. Numa noite muito especial a protagonista Dalila Carmo que veste a pele de Florbela, Ivo Canelas que interpreta o papel de Apeles, irmão de “Bela”, o realizador Vicente Alves do Ó e a produtora Pandora Cunha Telles marcaram presença na primeira exibição do filme em Vila Viçosa e depositaram uma coroa de flores no busto da poetisa. Devido à enorme procura e grande interesse demonstrado pelos Munícipes, a Câmara Municipal promoveu um total de sete exibições do filme - duas das quais realizadas especificamente para os alunos da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro -, assegurando assim que cerca de mil pessoas assistissem em Vila Viçosa à longa-metragem “Florbela”. “Florbela” estreia a 08 de março, Dia Internacional da Mulher, e tem exibição garantida em pelo menos 54 cidades, até ao final de maio.Do elenco do filme fazem ainda parte os atores Albano Jerónimo, Ivo Canelas, José Neves e Rita Loureiro. No dia da antestreia alguns atores e o realizador participaram nas escolas locais, em sessões de poesia sobre Florbela Espanca. Produzido por Pandora Cunha Telles e distribuído pela Ukbar Filmes, esta produção sobre conta com o apoio do município de Vila Viçosa. Florbela Espanca, autora do Livro de Mágoas, Livro de Soror Saudade, Charneca em Flor e Juvenília, considerada uma das mais brilhantes poetisas de língua portuguesa de todos os tempos, nasceu em Vila Viçosa a 08 de dezembro de 1894. A poetisa faleceu em Matosinhos na noite de 07 para 08 de dezembro de 1930, com 36 anos, tendo sido sepultada naquela localidade nortenha. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Vila Viçosa.

Prémio de Pintura Henrique Pousão 2012 A Câmara Municipal de Vila Viçosa promove uma nova edição do Prémio de Pintura Henrique Pousão, um concurso bianual que tem como principal objectivo estimular os artistas alentejanos e divulgar a identidade cultural e artística local. Instituído em 1985 pelo Município de Vila Viçosa, este prémio representa já um galardão de referência no panorama da pintura, contribuindo de forma inequívoca para a evocação de Henrique Pousão, ilustre pintor de oitocentos e proeminente figura calipolense que marcou indelevelmente a arte portuguesa.

Ao Prémio de Pintura Henrique Pousão podem concorrer todos os artistas naturais e ou residentes no Alentejo, com o máximo de duas obras inéditas e originais, da sua exclusiva propriedade, sendo condição indispensável que não tenham sido apresentadas a nenhum outro prémio ou concurso e que não estejam incluídas em catálogos ou publicações Os participantes têm total liberdade temática, admitindo-se todas as tendências e correntes estéticas, desde que se enquadrem na disciplina de pintura. As obras a concurso devem ser assinadas e identificadas com o nome

da obra no verso, acompanhadas por ficha de inscrição, a fornecer pelos serviços municipais, e entregues até ao dia 30 de Setembro de 2012 na Unidade Municipal de Educação, Património e Cultura da Câmara Municipal de Vila Viçosa. O júri para apreciação dos trabalhos será constituído por três personalidades de reconhecida idoneidade intelectual, sendo um elemento designado pela Assembleia Municipal e os restantes pela Câmara Municipal. O autor do quadro vencedor será distinguido com um prémio no valor pecuniário de 2.500 euros.

Saberes e Sabores Multiculturais no Redondo Nos próximos dias, 10 e 11 Março a Roménia estará em destaque No passado domingo, 4 de Março, teve lugar na Praça da República a cerimónia de abertura da atividade multicultural Saberes e Sabores de Outras Gentes. A cerimónia compôs-se do hastear da bandeira dos diferentes países envolvidos ao som dos respetivos hinos, de uma interpretação de dança tradicional chinesa e da

inauguração de duas exposições. Na Praça da República içaram- se as bandeiras das diferentes nações envolvidas na atividade sob o olhar atento de diversos membros das comunidades imigrantes residentes no concelho de Redondo. De seguida, a escola de artes marciais She-si, em representação da cultura tradicional chinesa, interpretou a dança do Dragão cabendo a Alfredo Barroso, Presidente da Câmara Municipal de Redondo, despertar a criatura sagrada. Concluído o acordar, os alunos deram vida a um dra-

gão multicolorido - símbolo de força, poder, fortuna e da China milenar – que dançou ao som dos tambores retratados na simbologia chinesa como o ritmo do coração. Mais tarde, já no foyer do Centro Cultural de Redondo (CCR), decorreu a inauguração da exposição sujeita ao tema da atividade multicultural onde é retratada um pouco da identidade nacional dos 11 países envolvidos. Em paralelo, também no foyer, a exposição “Brasil 500 Anos” convida a uma visita à cultura deste país cuja história é indissociável de Portugal.

Nos próximos dias, 10 e 11 Março a Roménia estará em destaque com a atuação do Grupo Bucovina – Danças e Cantares da Roménia, com a inauguração da exposição de fotografia “De longe, de perto”, com a missa rito litúrgico ortodoxo, na igreja do convento de Santo António, e um workshop e degustação de cozinha romena . As atividades contarão com a presença do Senhor Embaixador da Roménia, da Senhora vice-diretora do Instituto Cultural Romeno e de Sua Excelência, o bispo da igreja ortodoxa romena de Madrid.


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Radar Colecção B em Março - as sexualidades são o tema que queremos tratar neste ciclo em que o cinema é “Rei”. 65 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Predação e império: movimento e território

O esquema da predação (destruição da presa, por consumo ou esgotamento), que aqui indiquei como o esquema fundamental que regeu as relações entre nómadas e sedentários durante muitos séculos toma, nas sociedades actuais, um conjunto de formas que vão da destruição da presa sedentária pelo nómada à destruição da presa pela instauração de impérios, eles próprios territorializados. Do primeiro tipo, são os fundos de investimento; do segundo, os novos impérios. Os fundos de investimento buscam “oportunidades” por todo o mundo; os seus objectivos são, explicitamente, o maior “retorno de investimento” possível, no menor prazo possível. Para tal, detectam empresas em dificuldade, compram-nas (quase sempre por valores ”simbólicos”), esmagam os salários ou despedem o pessoal, vendem os activos e até as máquinas que retiram da noite para o dia, e logo a seguir fecham a empresa e deslocam-se em busca de novas presas. A actualidade fornece-nos um belo exemplo: foi assim que o candidato à investidura republicana Mitt Romney fez fortuna. Mas este esquema tende hoje a associar-se com a forma imperial e isso é um facto novo: os estados tornam-se eles próprios predadores, quer criando fundos “soberanos” que se comportam como os fundos privados mas em benefício dum objectivo geral de potência (e aceitando portanto “perdas” no imediato), ou impondo a outros estados relações de força que criam um fluxo permanente de recursos a seu favor. Do primeiro tipo, temos exemplos: as monarquias do petróleo, e a China. Os fundos soberanos chineses são tão “financeiros” e “económicos” como os outros, mas quebram a regra do lucro substancial imediato que governa o capital privado: o objectivo é de potência, e não de lucro “clássico”, e de longo e não de curto prazo. Visa-se dominar um recurso (energia, minérios – nomeadamente estratégicos como as “terras raras”, etc.), um sector económico, ou a própria finança pública de outros estados (comprando dívida soberana). Do segundo tipo um exemplo é a actual Alemanha: o esquema consiste em instaurar um fluxo contínuo de recursos dos dominados, ganhando a capacidade de influenciar decisivamente as estruturas económicas e políticas desses outros “parceiros”. Já veremos quais os custos que os novos predadores estão decididos a suportar em benefício da potência. José Rodrigues dos Santos Antropólogo, Academia Militar e CIDEHUS, Universidade de Évora 16 de Fevereiro 2011 jsantos@uevora.pt

Colecção B - Outros Cinemas: Sexualidade D.R.

“Propomos a reflexão sobre identidades e alteridades“ As sexualidades têm, no nosso mundo, uma centralidade que, se a muitos choca e surpreende, a outros convoca, liberta, desafia ou seduz, de muitas maneiras e para todas sensibilidades. Presentes no espaço público de muitas formas, disseminadas por discursos de grande circulação nos meios de comunicação, nos dispositivos teóricos e académicos, nos mais diversos cenários da criação artística contemporânea, as sexualidades são o tema que queremos tratar neste ciclo em que o cinema de ficção e o documentário, a vídeo-arte, a performance e a documentação são o material privilegiado, a par de debates, encontros e propostas de formação / sensibilização de públicos. Através destes materiais — o cinema, a vídeo-arte, a documentação —, procuramos, ao longo do ano, abordar as sexualidades na diversidade das suas manifestações e formas, percorrendo temas como identidades de género, fetiches e tabus, práticas marginais e práticas transgressoras, as relações entre criação, erotismo e pornografia. Como fala o cinema hoje das sexualidades? E das homossexualidades? E das transexualidades? Como são as práticas transgressoras representadas no cinema? Que papel tem o documentário na disseminação de temas e na manutenção de tabus? Que lugar têm nas práticas performativas as sexualidades? Como encaramos hoje o pornográfico, o obsceno e o erótico, sobretudo quando se cruzam com os territórios da criação artística? No âmbito do tema mensal da Colecção B em Março, propomos a reflexão sobre identidades e alteridades com CiPUB

nema LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Uma selecção de filmes entre produção recente e os tortuosos e transgressores anos 60, terminando com uma homenagem a Derek Jarman e um debate a abrir portas (não só) de armários… Dia 9 Wild Side (Sebastien Lifshitz, 2004), 21h30 Funeral Parede Of Roses (Toshio Matsumoto, 1969), 00h Dia 10

Velvet Goldmine (Todd Haynes, 1998), 18h Pink Narcissus (James Bidgood, 1971), 21h30 Sebastiane (Derek Jarman, 1976), 00h Dia 11 The Celluloid Closet - O Cinema no Armário (Rob Epstein & Jeffrey Friedman, 1995), 18h + Mesa redonda em torno da temática das sexualidades com: Alentejo de Diversidades, Rede ex aequo e Beja Diversidades.


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Educação Austeridade

PS Contra excepções nos cortes salariais

Se o Governo abrir regimes de exceção face aos cortes salariais, designadamente em empresas como a TAP, criando portugueses de primeira e de segunda, abrirá também um precedente gravíssimo, alertou o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Basílio Horta, em declarações à Imprensa. Essa, sublinhou Basílio Horta, “é das coisas mais graves que se podem fazer na presente conjuntura”. Lembrando que os reformados estão a ser tratados de modo “ignóbil, a todos os níveis, só porque não fazem greves”, Basílio Horta vincou que o que está a acontecer em Portugal “já ultrapassa o domínio da economia e entra nos campos da política e da ética

Governo aposta na educação mais que na proibição Publicidade Infanto-Juvenil: permitir, restringir ou proibir? O Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, afirmou, numa sessão pública dedicada ao tema «Publicidade Infanto-Juvenil: permitir, restringir ou proibir?», que decorreu no Porto, que «estamos num âmbito em que a proibição não será o fator mais adequado para prevenir problemas. A melhor forma vai no sentido de proporcionar pedagogicamente os instrumentos de autodefesa às crianças». Incentivando uma abordagem mais pedagógica do que proibitiva nesta área, o Secretário de Estado afirmou-se contra a criação de novas leis e referiu a importância de «preparar e capacitar crianças e jovens para os muitos perigos que não é por lei que se erradicam»,

já que hoje vivemos rodeados duma evolução tecnológica que «não é possível impedir ou fazer regredir». Acrescentando que «a posição do Governo é estar ao lado do superior interesse da criança», com «abertura e atenção», Marco António Costa recordou que o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social está a preparar uma agenda específica para as crianças. Apesar de a legislação precisar de ser «aperfeiçoada», o Secretário de Estado afirmou que, «mais do que o problema legislativo», estão em causa os «problemas de natureza organizacional, funcional e operativos, que impedem a plena concretização dos direitos das crianças». Com a garantia de que a Segurança Social vai «estreitar

laços com a Saúde», Marco António Costa referiu, ainda a este propósito, que «problemas que sejam de saúde estejam no hospital e problemas de natureza social sejam da esfera da segurança social».

“A melhor forma vai no sentido de proporcionar pedagogicamente os instrumentos de autodefesa às crianças”.

Registo ed197  

Edição 197 do Semanário Registo

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