Page 1

1


2


Palavra do Presidente

Comemorando o ciclo do seu primeiro ano de vida, a ABIMEX, Associação Brasileira das Indústrias de Materiais Explosivos e Agregados, inicia uma nova etapa, trazendo novidades, mais serviços e oportunidades para seus associados. Entre as iniciativas programadas para o ano de 2018, três ganham especial destaque: ABIMEX NEWS, EXPLO TECH - Exposição e Convenção da Cadeia Integrada do Setor de Explosivos e o Prêmio ABIMEX.

Ubirajara D’ambrosio Presidente

A ABIMEX NEWS terá como objetivo, divulgar as ações da Associação, artigos técnicos, cobertura de eventos e demais assuntos de interesse do setor de explosivos, cadeia integrada e mercados usuários. A EXPLO TECH - Exposição e Convenção, cujo lançamento aconteceu no dia 27 de fevereiro irá inserir na cidade de São Paulo, um evento hemisférico focado em tecnologia, mercados e negócios. Já no coquetel de apresentação da EXPLO TECH, empresários, autoridades, fornecedores e grandes utilizadores de material explosivos como mineração e construção civil, manifestaram seu apoio à iniciativa, que se refletiram na reserva de mais de 40% dos stands da área expositiva. Já o Prêmio ABIMEX, que será entregue em abril próximo, irá homenagear o Presidente da FIESP Paulo Skaf e outras personalidades que colaboraram para a implantação e sucesso de nossa associação. Boa Leitura! ubirajara@abimex.ind.br

Especial: Lançamento da EXPLO TECH 2018 | Exposição e Convenção da ABIMEX Veja também nesta Edição Gestão

Legislação

Segurança

Memória

Artigo Sérgio Volani

Artigo Carmo Antônio Russo

Artigo Ubirajara da Silva Valença

Conheça a IMBEL

3


EXPLO TECH 2018: Evento ampliará o horizonte para a cadeia integrada do setor de explosivos.

Mônica Rios Diretora Comercial EXPLO TECH 2018 Gerente de Marketing da ABIMEX

A EXPLO TECH teve origem nas reuniões do G1 ABIMEX . Grupo formado por membros da Associação, Associados e convidados do Setor, que tem a finalidade de melhorar a imagem do Explosivo, onde detectamos o quanto o Explosivo é marginalizado pela falta de informação, de sua utilização e da importância que ele tem em vários setores da indústria. Em um momento de descontração, brincamos com a campanha que as mineradoras lançaram - AGRO É POP, MINERAÇÃO É TOP e EXPLO É TECH, ressaltando que o Explosivo faz sim , parte do seguimento “RIQUEZAS DO BRASIL”, que ele não pode e não deve ser considerado apenas para DESTRUIR e sim CONSTRUIR. Em nossas reuniões, por fazer parte do Grupo diferentes profissionais da Cadeia dos Explosivos, vimos também o quanto é um Setor que precisa se unir, se interligar para buscar soluções e regulamentações para beneficiar um todo, desenvolver este mercado que receberá bilhões em investimentos e principalmente fortalecer a ABIMEX, que tem um propósito sólido e interligações com determinadas Instituições que interessam à toda a Cadeia de Explosivos. Fomos buscar apoio, quebrando objeções e mostrando que poderíamos fazer um evento que ganhasse voz, que uniria o mercado, que buscaria soluções e que poderia ser referência em informações. 4

Conseguimos!!!! Conseguimos mostrar que nosso propósito maior é o crescimento do mercado, é a união para que tenhamos voz, conseguimos mostrar que a Convenção e Feira EXPLO TECH, não teria apenas o propósito de venda de m2 e patrocínio, que o evento tem “alma” e “propósitos” bem definidos. Hoje, temos o apoio das maiores e mais respeitadas Associações e Instituições do mercado. São mais de 15, destacando o IBRAM, mostrando toda a grandiosidade de uma Instituição que faz e muito pelo mercado de Mineração, representando o primeiro pilar do Setor de consumo, a SOBRATEMA, representando o segundo pilar, no Setor de Tecnologia para Construção e Mineração, o ISEE - EUA, o IME - EUA, importantes Instituições Internacionais , a IMBEL e o SFPC, representando os militares diretamente envolvidos com a Associação e o Setor, e várias outras ligadas aos prestadores de serviços e fornecedores, que nos apoiam e nos embasam de informações para a real melhoria de toda a Cadeia de Explosivos. Tenho a sorte e a honra de trabalhar ao lado de profissionais incríveis e competentes, que me ajudam a desenvolver meu trabalho. E um deles, com certeza, é o Prof. Enrique Munaretti, que também é Diretor de Ensino da ABIMEX, e organizador da Grade de Palestras do evento, onde


com seu respeito no mercado, conseguiu trazer conteúdo internacional e atrair os grandes Players e usuários do mercado nacional que envolvem as Mineradoras, as Pedreiras, Construção Civil, Pirotecnia e Legisladores para um debate intenso nos dois dias do evento - 16 e 17 de Outubro, onde o maior objetivo destes debates será: •• •• •• •• ••

O aperfeiçoamento da legislação de produtos controlados; a mudança da imagem do Explosivo no Brasil; a divulgação de novas tecnologias; a apresentação da nova portaria do DFPC a estatística do Setor, bem como as perspectivas do mercado para os próximos anos e os investimentos.

Em um espaço moderno, climatizado e com toda a estrutura necessária, no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo, receberemos mais de 4000 mil visitantes, em uma área de 3500m2,

onde mais de 120 Expositores e Apoiadores, apresentarão seus serviços, produtos e soluções para o mercado. Estamos só no começo, e já conseguimos sinalizar que a EXPLO TECH está rumando para o caminho certo. Que os profissionais envolvidos trabalham incansavelmente para ouvir os problemas, para buscar as soluções, para costurar as importantes parcerias, para motivar e incentivar as empresas a participarem e principalmente, a garantir que vocês Expositores, Associados e Apoiadores, tenham a certeza que seu nome e sua marca serão respeitados e ajudarão a construir um novo evento, um novo caminho de crescimento do Setor. Bons Negócios! monica.rios@abimex.ind.br


6


Convenção da ABIMEX na EXPLO TECH 2018 , abordará temas inspirados na 44th Anual Conference on Explosives and Blasting Technique

A prévia do que será o evento foi dada pelo professor Enrique Munaretti, que falou sobre as tendências apresentadas na 44th Anual Conference on Explosives and Blasting Technique da ISEE , Fevereiro ultimo nos USA. Segundo ele, a automação, a internet das coisas e a integração total eletrônica vem crescendo mundialmente: “Falando em automação, temos cada vez menor necessidade de confiar no sentimento das pessoas, em sensibilidade e mais em equipamentos que conseguem melhor entender o ambiente e aumentar a produção com um mínimo de desperdício e energia. Enrique Munaretti Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Diretor de Ensino e Tecnologia da ABIMEX

A Convenção será dividida em duas partes, nas palestras institucionais teremos instituições como o IME, Instituto de Fabricantes de Explosivos dos USA, a SAFEX International , que é a melhor instituição internacional de segurança no uso de explosivos, o IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração, a inovação na indústria com uma palestra técnica de desmonte submarino, o futuro dos explosivos e acessórios entre outros assuntos extremamente importantes. Teremos reconhecidos palestrantes Brasileiros, Italianos, Chilenos, Norte Americanos e Sul Africanos que vão mostrar que a indústria está aos poucos se reerguendo, pois sofreu muito com a crise de commodities mundial e independente de resultados de eleições no Brasil, temos que nos preparar para o futuro, que na minha opinião vai ser bastante brilhante para o Brasil. Então acredito que basicamente precisamos de legislação moderna, produtividade maior, maior segurança institucional e capacitação para utilizar as novas tecnologias de modo que o Brasil vai evoluir rapidamente e gerar mais riquezas, melhores salários, impostos e qualidade de vida para a população. Email: enrique@ufrgs.br

7


Depoimentos Membros da ABIMEX

Ronaldo Almeida VP da ABIMEX CEO TTI LOG Diretor da EMBRAGEM

Em linhas gerais, esse mercado é responsável pela mineração, pela infraestrutura, por exemplo, construção de estradas, pontes, remoção de obstáculos, abertura de túneis, inclusive, existe uma quantidade menor de explosivo até para a exploração de petróleo, nós utilizamos muitos explosivos também para matéria-prima, na construção de obras, prédios, além do aspecto que nós temos que também controlar a utilização e comercialização dos explosivos. Carmo Antonio Russo VP de Relações Institucionais da ABIMEX

8

A EXPLO TECH 2018 chega num momento de grandes transformações no Brasil. Da Nova fronteira do setor de mineração a grandes obras estruturantes, passando por vários segmentos industriais, o setor de explosivos desponta com grande força para ativar mercados que respondem por mais de 15% do PIB Brasileiro. Com perfil técnico de alto desempenho a EXPLO TECH colocará a ABIMEX no circuito dos grandes eventos internacionais do setor de explosivos e cadeia integrada. A exposição abre um espaço importante para fornecedores do Brasil e exterior, que terão a partir de agora o ponto de encontro para construir relacionamentos e realizar mais negócios.


EXPLO TECH 2018 Ampliará canais de negócios para associados e parceiros

Ubirajara D´Ambrosio Presidente da ABIMEX

Eu acho que é importante no sentido da inovação, trazer novas tecnologias, segurança na parte de detonação, segurança para o usuário, para a empresa e para o trabalhador que está lá, e, principalmente, mostrar para o mercado que a indústria do explosivo não é nada que possa causar dano. O dano existe, mas ele é controlado. Existe técnicas para você reparar esse dano, principalmente no meio ambiente. Você faz um estudo para tirar a pedra, que depois vai virar prédio, que vai virar rodovias ou ferrovias, ou em outros metais, que é justamente através dos explosivos que você consegue essas matérias primas para que haja progresso da sociedade. CEL R1 Lauro Pereira Dias Diretor da ABIMEX

“A indústria nacional é composta por vários fabricantes que desenvolveram sua própria tecnologia, e não tinham muito acesso ao exterior. Com estas parcerias que fizemos, nós temos hoje essa ligação com os principais fabricantes de explosivos do mundo, e vários já se prontificaram a entrar como associados dentro da Abimex, e trazer produtos para desenvolver aqui. E claro, todo mundo está olhando o crescimento da mineração no Brasil, que mais ou menos em 2020/2022, deve voltar a aquele patamar de 9% que já foi no passado. Então, acho que a perspectiva é muito boa.

9


EXPLO TECH 2018 Evento prestigiado por empresários autoridades e técnicos do setor

10

Ronaldo Almeida (VP Marketing ABIMEX) e Ubirajara D´Ambrosio (Presidente ABIMEX)

Tatiana Diniz (ABSEG) e Roxana B. Paz de Morales (FAMESA)

Cel Marcelo Martins (SFPC), Cel Zeni e Cel George Diverio (IMBEL)

Alan Mendes Batista (ABIMEX), Dra Vera Lucia Juvicsky (desembargadora Federal) e Paulo do Rego (ABIMEX)

Marcelo Renne (MG SYSTEMS), Mônica Rios e Ubirajara D’ambrosio (ABIMEX)

Sergio Sukadolnick (CESARI ) e Ronaldo Almeida (EMBRAGEM \ TTI LOG)


Reserva de Stands durante o coquetel de lançamento supera as expectativas

Mônica Rios apresenta planta da EXPLO TECH 2018

Humberto Ferreira e Carlos Jr (ELEPHANT ) reservando stand com Mônica Rios

Ricardo Peres (EMEX) e Mônica Rios garantindo espaço na EXPLO TECH

Clessius Jayme (VERITRAZ GESTÃO DE RISCOS) e Marlene Franchini (PINUS) Garantiram seu espaço na EXPLO TECH

José Carlos Scaraneloda (CNTU), André Mozetic da ABIMEX, Carlos Jr (ELEPHANT) Ronaldo Almeida da (ABIMEX \ EMBRAGEM, TTI LOG) e Kevin Almeida ( ABIMEX)

Público qualificado na apresentação da EXPLO TECH 2018

11


DFPC e a ABIMEX juntas na melhoria do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados

A DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS CONTROLADOS E A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE MATERIAIS EXPLOSIVOS E AGREGADOS Conforme previsto na Constituição Federal de 1988, compete à União autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. Ao regulamentar esse artigo da Constituição, a Lei 10.826/2003 definiu que compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação, desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados.

Carmo Antonio Russo VP de Relações Institucionais da ABIMEX

Baseado na legislação acima, pode-se deduzir que o Exército Brasileiro, por intermédio da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), é responsável pela autorização e fiscalização das atividades com produtos controlados, além da regulamentação, produção, utilização, exportação, importação, desembaraço alfandegário, armazenamento, comércio e tráfego desses produtos.

O cenário atual nos remete a uma realidade cruel, impondo à Diretoria alteração urgente na forma como vem cumprindo a sua missão. O Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados vem passando por um vigoroso e singular processo de transformação, gerando impacto em sua estrutura organizacional, na legislação regulatória, nos processos das áreas de atuação, na fiscalização documental e de campo e nas relações institucionais. Um dos vetores de mudança desse cenário é a recente situação da segurança pública. A sensação de insegurança e os elevados índices de violência no País chegaram ao patamar de uma guerra civil. O domínio dos produtos controlados pelo Exército passou a estar na pauta do Governo Federal e a integrar a política de segurança nacional. É primordial impedir que materiais controlados caiam em mãos criminosas e sejam utilizados em práticas ilegais. Assim, cresce de importância a determinação das empresas que utilizam material controlado em fiscalizar a produção, monitorar a logística e controlar o emprego do material, negando acesso desses produtos a grupos ou pessoas às margens da lei. Segurança e controle são de fundamental importância para esse ramo de atividade econômica no Brasil. Nesse contexto de nova governança do Sistema, em abril de 2017, foi criado o Conselho Consultivo do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados. Esse Conselho, regulamentado na Portaria 21-COLOG/2017, tem por finalidade prestar assessoramento setorial em decisões sobre assuntos atinentes à fiscalização de Produtos Controlados pelo Exército. No ano passado, o Conselho se reuniu em três oportunidades (abril, agosto e dezembro) e tem a previsão para o corrente ano de se reunir,

12


ordinariamente, por mais três vezes. A próxima reunião está marcada para abril de 2018. A iniciativa abrange a participação de órgãos governamentais e de representantes, fortalecendo o trabalho conjunto que a DFPC vem desempenhando nas ações de fiscalização. O Conselho é presidido pelo Comandante Logístico e integrado pelo Diretor de Fiscalização de Produtos Controlados e mais doze membros de organizações representativas dos usuários do Sistema de Fiscalização. Compõem o Conselho Consultivo as seguintes entidades: Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Associação Brasileira das Indústrias de Materiais Explosivos e Agregados (ABIMEX), Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM), Associação Brasileira de Blindagem (ABRABLIN), Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Sindicato da Indústria de Explosivos do Estado de São Paulo (SINDEX), Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), entre outras. A ABIMEX é representada no Conselho Consultivo pelo Vice-Presidente de Relações Institucionais, que tem levado as demandas e as sugestões apresentadas pelas empresas associadas, visando ao aprimoramento da legislação. A Associação demonstrou ser uma entidade qualificada nesse segmento, destacando o comprometimento com a causa proposta pela DFPC e viabilizando a utilização dos produtos controlados de maneira confiável e segura.

13


Gestão Estratégica

Sérgio Volani Filho, formado em Engenharia Mecânica e Administração de Empresas, possui MBA em Controladoria e Finanças e Pós-Graduação em Planejamento Estratégico e Economia. Sócio-consultor da ITC Interconsult Estratégia em Gestão de Empresas, empresa que há mais de 15 anos oferece serviços na área de gestão empresarial. Uma das grandes dificuldades que um empresário enfrenta no dia-a-dia é a de tomar decisões. Essa dificuldade é proveniente, quase sempre, da falta de controle e informações gerenciais que permitam tomá-las na hora correta e na dosagem certa, visando corrigir seu rumo e antecipando soluções antes que os problemas ocorram. Quando um sinal está presente na empresa, tal como a estagnação, deve ser percebido como um grande alerta. É necessário agir buscando respostas rápidas e claras. Uma dificuldade financeira ou de liquidez, em sua grande maioria, não é causada por problemas operacionais, mas, sim, por problemas estruturais. Para que haja uma recuperação sustentável, medidas de ajustes precisam ser estudadas e implantadas. É fácil ser superado. Basta permanecer com a mesma velocidade, atitude ou forma de pensar. O progresso não para. O sucesso aparece como consequência de um processo contínuo de aprimoramento e capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com ela. Nesse sentido, a elaboração de um diagnóstico da situação da empresa irá identificar pontos fortes e fracos, permitindo propor ações e mudanças objetivas.

14

Os desafios encontrados dentro de uma empresa não são finitos. Em cada época de sua vida aparece um ponto que precisará ser ajustado com mais prioridade. Como existem ligações dentro da cadeia ou processo produtivo, um se resolve, mas haverá outro, que está ligado ao primeiro, que também, irá merecer atenção; e assim por diante. O aumento da competitividade, a perda do controle, a incessante busca pela redução de custos e as alterações em leis e regulamentações, são exemplos das dificuldades que comprovam a urgência do conhecimento. Para que seja possível obtermos sucesso nessa empreitada, haverá a necessidade de se desenvolver estratégias contendo: • discussão sobre as técnicas de formação de preços; • alinhamento entre a oferta de produtos e serviços e a produção; • aperfeiçoamento profissional da equipe; • desenvolvimento de relatórios estatísticos relevantes; • redução de custos e riscos; • manutenção e controle do capital de giro; • manutenção ou obtenção de margens operacionais e financeiras adequadas; • construção de cenários com objetivos a serem atingidos. Outra boa ferramenta a se utilizar é o Orçamento


Empresarial, que é uma técnica de alocação de recursos com o objetivo de alimentar o Plano Estratégico da empresa, dando enfoque à 4 pontos mais importantes: lucratividade, rentabilidade, liquidez e risco. Décadas sucessivas de descontrole inflacionário fizeram com que, em nosso país, nos desacostumássemos a pensar estrategicamente. Lembrem-se: O CUSTO DO CUIDADO É SEMPRE MENOR QUE O CUSTO DO REPARO Muitas empresas buscam na consultoria esse conhecimento, para que possam receber uma visão mais crítica e imparcial para auxiliá-las.

A ITC Interconsult é um grupo de suporte empresarial formado por profissionais experientes e comprometidos com o objetivo de criar soluções para os problemas e necessidades dos clientes, visando um crescimento planejado e lucrativo e, principalmente, com total sigilo e confidencialidade.

sergio@itc-interconsult.com.br www.itc-interconsult.com.br tel. 55 11 5564-1257 cel. 55 11 9 9912-3118


Memória: Fábrica da Estrela

Há quem sustente que a indústria bélica nacional teve seu início com a criação da Casa do Trem, na cidade do Rio de Janeiro, em 1762, com a finalidade de guardar, conservar, e realizar pequenos reparos nos armamentos e nos equipamentos das tropas existentes na Colônia. Esta data coincide, na realidade, com a criação do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR), cujas instalações, hoje, localizam-se no Bairro do Caju, no Rio de Janeiro. Todavia, é lícito inferir que a indústria bélica nacional teve a sua origem, efetivamente, com a criação da Fábrica Real de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, em 13/05/1808, da qual a IMBEL herdou o patrimônio histórico. A atual Fábrica da Estrela (FE) foi fundada pelo

16

Príncipe Regente D. João, por Decreto de 13 de maio de 1808, com o nome de Fábrica Real de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, localizada no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Em 1826, a Fábrica Real de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, foi transferida para a cidade de Magé/RJ, (cidade localizada na região conhecida hoje como Baixada Fluminense) com a denominação de Real Fábrica de Pólvora da Estrela, mediante Decreto de D. Pedro I. A partir de 1939 a Real Fábrica de Pólvora da Estrela foi reestruturada, passando a denominar-se Fábrica da Estrela (FE), funcionando como uma organização Militar do então Ministério do Exército, até 1975, ano da criação da Indústria de Material Bélico do Brasil IMBEL, quando passou a funcionar como empresa estatal, vinculada ao então Ministério do Exército.


Hoje, após várias evoluções e transformações, a Fábrica da Estrela atua de forma dual, no mercado civil e militar, produzindo vários artefatos e explosivos, destacando-se os seguintes: Cordel Detonante, Espoleta comum nº 8, Estopim Hidráulico, Reforçadores (Boosters), Pólvora Negra, RDX (explosivo básico das composições da carga de ruptura das espoletas de munições da artilharia), além de outros produtos de fabricação sob encomenda. Vale ressaltar que a planta de RDX da fábrica é a única existente na América Latina. A Fábrica da Estrela completará 210 anos no dia 13/05/2018 e está localizada na Praça Marechal

Ângelo de Moraes, s/nº, Vila Inhomirim, no município de Magé/RJ, possuindo uma Área Industrial de 140.000m2, com 169 edifícios industriais, mantendo, ainda, uma Área de Preservação Ambiental de 6.6321.000m2. Além de atender à demanda do mercado civil por explosivos e acessórios, a Fábrica da Estrela tem reconhecida a sua importância estratégica para o Exército e para a Defesa Nacional, haja vista estar preparada, com seus produtos e serviços, a suprir as necessidades de fornecimento e de mobilização das Forças Armadas.

17


Segurança na Fabricação, Manuseio, Utilização e Armazenamento de Explosivos

Em fevereiro de 2014, quatro Engenheiros Químicos fizeram publicar o Livro ENGENHARIA DOS EXPLOSIVOS - um enfoque dual, editado pela Fundação Ricardo Franco, por intermédio da Coleção Disseminar. A Fundação Ricardo Franco apoia atividades do Instituto Militar de Engenharia - IME relativas ao ensino, a pesquisa e o desenvolvimento no campo da tecnologia. O Livro, didático, é a primeira publicação, em língua portuguesa, que trata do estudo da fabricação dos explosivos, das pólvoras, dos propelentes e dos pirotécnicos. Seus usuários principais são os alunos dos Cursos de Engenharia Química e Engenharia Industrial e de Armamento, do IME, na Cadeira de Explosivos.

Ubirajara da Silva Valença Engenheiro Químico e Com um texto técnico e meticuloso, atende tanto os iniciados, quanto ex-professor da Cadeira de os estudiosos desses instigantes assuntos, preenchendo uma lacuna na Explosivos do IME bibliografia nesse fascinante tema. O Livro é constituído de 43 Capítulos e, em cada um deles, podem ser encontradas recomendações relativas à segurança quer na fabricação, quer no manuseio, quer na utilização e no armazenamento das pólvoras, dos explosivos e dos pirotécnicos. Vale a pena lembrar a definição de Explosivos: são substâncias simples ou misturas delas que, quando convenientemente iniciadas, transformam-se quimicamente, com extraordinária rapidez, em gases, produzindo elevadas pressões, para realizar considerável trabalho. Cumpre, também, lembrar que, neste artigo, iremos identificar com o nome genérico de “EXPLOSIVOS”, as pólvoras, os pirotécnicos e os explosivos propriamente ditos, pois todos esses têm características explosivas. Os “EXPLOSIVOS”, devido aos seus componentes, apresentam uma “instabilidade” natural e, por isso, devemos proporcionar-lhes um cuidado especial no tocante à SEGURANÇA, qualquer que ela seja.

Para fins civis ou militares, as pólvoras, os explosivos e os pirotécnicos são identificados como “Produtos Controlados”, pelo Exército. E o que são produtos controlados: são produtos que, devido ao seu poder de destruição ou outra propriedade, devem ter seu uso restrito a pessoas físicas e jurídicas legalmente habilitadas, capacitadas técnica, moral e psicologicamente, de modo a garantir a segurança social e militar do país. O compromisso assumido, com a SEGURANÇA, pelos encarregados e operadores, envolvidos no manuseio dos EXPLOSIVOS, está na observância das recomendações contidas nas diversas bibliografias, muitas hoje já disponíveis na Internet, para as quais destaco: R-105 - Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (Decreto nº 3.665, de 20/11/2000); Manual Técnico T9-1903 - Armazenamento, Conservação, Transporte e Destruição de Munições, Explosivos e Artifícios; Norma Reguladora nº 19 - Explosivos, elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, com ênfase especial na Fabricação, no Armazenamento e no Transporte de Explosivos e no seu Anexo II, 18


mostrando as Tabelas de Quantidades x Distâncias, isto é, especificando as quantidades de explosivos que podem ser estocadas versus as distâncias mínimas de segurança para Rodovias, Ferrovias, Edifícios habitados e mesmo entre Depósitos ou Oficinas que fabricam ou manuseiam explosivos. Tabelas semelhantes, podem, também, ser encontradas no R-105 e no T9-1903; Manual Técnico C5-25 - Explosivos e Destruições; Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos - Decreto nº 96.044, de 18/Mai/1988 e suas modificações. Volto a frisar que existem um sem número de bibliografias que tratam desse mesmo assunto, quer em livros técnicos, quer em Publicações e Normas específicas, como a já citada da ABNT; Normas estabelecidas pelos próprios fabricantes, como a IMBEL, a Órica ou a Britanite, no Brasil e diversas publicadas nos Estados Unidos, como as do Institute of Mackers of Explosives (IME) ou em países da Europa, como a Inglaterra, a França ou a Espanha. Princípios Fundamentais de Segurança a - É princípio geral de segurança, no trato com explosivos, a utilização oportuna e judiciosa de todos os recursos, métodos e processos indicados nos manuais apropriados; b - Qualquer operação que envolva o manuseio de explosivos requer o emprego, durante o menor tempo possível, de pessoal estritamente necessário. As quantidades de material perigoso, a ser manuseado, devem ser reduzidas ao mínimo, conciliando-se sempre a segurança do pessoal com a eficiência das atividades; c - A segurança do material repousa, sobretudo, na rigorosa observância das Normas e Instruções de Serviço estabelecidas para o seu armazenamento, conservação, transporte e possível destruição; d - A segurança das instalações depende dos cuidados dispensados aos materiais estocados ou manipulados e das medidas que visem a reduzir a ação de fatores intrínsecos e extrínsecos, a saber: • Fatores intrínsecos - Os explosivos, especialmente as pólvoras químicas, estão sujeitos a um processo de decomposição que se inicia logo após a sua fabricação; • Fatores extrínsecos - Os explosivos são sensíveis à ação de agentes externos, tais como o calor, a umidade, os fenômenos sísmicos, as faíscas, o fogo, o choque e os atritos, bem como a imperícia, imprudência ou a negligência no manuseio do material. A segurança dos depósitos repousa em três princípios básicos (1) Controle da estabilidade química do material estocado, por meio de execução de provas e exames; (2) Dispersão dos paióis de armazenagem, respeitadas as distâncias de segurança, já acima referidas, a compatibilidade dos agentes explosivos para o armazenamento em comum; (3) Limitação da explosão assegurada pela técnica de construção de paióis.

19


Medidas de segurança e conservação A maioria dos acidentes com explosivos é causada por circunstâncias perfeitamente evitáveis, como: • Inobservância dos princípios básicos de segurança relativos aos locais aonde são manuseados esses materiais; • Desrespeito às instruções relativas ao manuseio e a estocagem, motivado pelo excesso de confiança ou pelo desconhecimento das Normas e das Instruções de serviço preconizadas; • Inobservância dos períodos de inspeção e exames de estabilidade química; • Emprego de pessoal não habilitado; • Inobservância dos três princípios básicos de segurança, já descritos acima; • Respeito às regras de manuseio do material explosivo. Cuidados com o pessoal • Os explosivos devem ser manuseados sob a supervisão direta de pessoa competente; • Todo aquele que trabalha com explosivos deve ter sempre em mente que a sua própria segurança, bem como a dos outros, depende do trato que é dispensado a esses materiais energéticos; • O pessoal empregado no manuseio de explosivos não deve mexer em seus componentes, sem que esteja devidamente autorizado; • Todo o pessoal que manuseia explosivos deve, constantemente, SER RECICLADO quanto as regras de segurança e aos perigos que tais materiais apresentam. CONSIDERAÇÕES FINAIS Não faça qualquer operação com explosivos sem que tenha absoluta certeza quanto ao modo de proceder; nunca se furte em consultar os especialistas no assunto.

CURRICULUM VITAE DO PROFESSOR UBIRAJARA DA SILVA VALENÇA

• Nasceu, em 13 de abril de 1936, na Cidade do Rio de Janeiro • Cursou o Colégio Militar do Rio de Janeiro, de 1947 a 1953 • Ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1954, concluindo o Curso em 1956. • Em 1965, graduou-se em Engenharia Química pelo Instituto Militar de Engenharia. • Como Engenheiro, prestou serviço na Fábrica Presidente Vargas, em Piquete, de 1966 a 1972, tendo Chefiado o Grupo de Fabricação de Pólvoras de Base Dupla, o Laboratório Químico, o Laboratório Experimental e o Gabinete de Estudos. No período, Estagiou nos Estados Unidos, no Radford Army Ammunition Plant, na Virginia, sobre a Tecnologia da fabricação de Pólvoras, de Explosivos e de Propelentes Moldados para Foguetes. • De 1973 a 1978, foi Professor da Cadeira de Explosivos do IME, tendo realizado, ao mesmo tempo, Curso de Mestrado em Engenharia Química, na Especialidade de Catálise, defendendo a Tese: A decomposição catalítica dos Percloratos de Amônio e de Lítio. • De 1979 a 1987, Chefiou o Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados, na 1ª Região Militar, mas continuou lecionando a Cadeira de Explosivos no IME. • Foi Assessor do Chefe do Departamento de Material Bélico para Assuntos da IMBEL, Indústria de Material Bélico do Brasil e Diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, Orgão do Centro Tecnológico do Exército, tendo se aposentado em abril de 1995. • Mesmo aposentado, continuou lecionando a Cadeira de Explosivos no IME, até junho de 2014. Participou, também, da Comissão do Ministério da Defesa que estudou a Reestruturação da IMBEL. • Participou de inúmeros estudos e desenvolvimentos sobre a fabricação de Pólvoras e Explosivos, com destaques para a pólvora do Foguete SBAT 70; da pólvora para a munição do calibre de 9 mm usada pelas Forças Armadas; da fabricação dos Percloratos de Amônio e de Lítio. • Escreveu diversos artigos sobre a Pesquisa, Desenvolvimento e Fabricação de Pólvoras e Explosivos e publicou, junto com mais quatro companheiros, em fevereiro de 2014, o Livro Engenharia dos Explosivos; um enfoque dual. E-mail - uvalenca@gmail.com

20


Revista abimex news  

Revista Digital ABIMEX News

Revista abimex news  

Revista Digital ABIMEX News

Advertisement