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(re) construção

De folha em folha A árvore (pre) enche o galho.

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O menino pediu pro vento ventar E o vento disse: Menino nĂŁo inventa! Deixa eu vento descansar!

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Naquela cidade Minha referência principal Não era o som do momento "dança da pisadinha" Muito menos O sentimento do bem ou do mal. Naquela cidade Minha grande referência Era a sonoridade poética A cada meia hora Do sino da catedral.

Patos - PB

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Foto: Brisa Almeida


Trincheira Mastigo o tempo, a correria, o caos. A saudade levarei na mala Como vestido nobre, Enxoval. RÉGINALDO P G

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Foto: Brisa Almeida


imensidĂŁo impressionante... quanto mais me aproximava mais o mar ficava distante...

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3 e 13 Silencioso, sem dar bandeira Beijo

teu

resto

de

noite

E sinto que o amanhecer promete Muitas estrelas pro café da manhã.

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andor Não sei mais sobre o que falar, Se da estante, do armário Ou do Rosário de Nâná Que insiste em não guardar Nenhuma oração prá mim. RÉGINALDO P G

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Desabafo de um NoteBook

Tem Mouse

Que vem pro bem.

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O vidro engana aos pássaros Assim como a mídia engana aos homens.

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Pare de reclamar, vê se muda é de atitude! pois... Se Deus pode ser God, a vida pode ser Good.

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Sou covarde! Não tenho coragem de soltar os pássaros Que meu irmão coleciona com tanto carinho.

Cep Incorreto

Olho pra eles dentro daquelas gaiolas, Seus olhos me olham... Olhares tristes, Solitários: espinhos. Sou covarde! Escuto seus chamados, Seus prantos Depois Acomodo-me no meu canto, Quietinho.

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TV Aberta

Do que mais gosto São os restos das pipas Pendurados nas antenas Como se fossem troféus RÉGINALDO P G

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Limpo com pano nobre A paisagem da minha infância

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Foto: Brisa Almeida


23h17

Do corredor da minha casa Vejo a lua Rasgando nuvens Pra iluminar O grito de um gato no cio. - o gato silenciou-se O amor se eterniza Na escuridão. RÉGINALDO P O E T A G O M E S 26/Outubro/2007

Foto: Brisa Almeida


Por mais que pareça Ser linear a vida, A noiva encontrando O mais perfeito véu, Não se engane! ... não se engane... São as nuvens que determinam A paisagem do céu. RÉGINALDO P G

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Urbanidade

o t l sA fa

s a r v la

a p s a h

n i m

Pr

r t co ê

v e u q r

a t i v e a

. . . ss os

e c x e s

u e sm

No

e c e p o

. s a l u g

r í v e d

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Dos teus olhos: ipês. Das tuas palavras: silêncio. Onde estavas Quando perguntavas por ti, o vento? RÉGINALDO P G

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Soluço Se procuro por um Deus Apenas nos momentos de aperreio Esse não é meu Deus, É um Deus alheio. Portanto não posso cobrar Se ele veio ou não veio.

RÉGINALDO P G

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um pouco de loucura me aquieta o espírito

Espero chegar o momento Em que o poste ilumine a lâmpada, A chuva molhe o céu, E finalmente caia água azul sobre mim. Que a empresa devolva aos seus funcionários Todas as horas acumuladas nos gabinetes dessa lida, Para usarmos essas horas em passeios diários Sobre as orlas dos corações das pessoas que amamos. - sem elas nem perceberem que estamos por lá Que eu possa escutar Chico César, Nando Luz, Zeca Baleiro César Pope, Oswaldo jr, Zamah, Otto, Belchior, Léo Mandi Apenas com meus 220 volts de energia cósmica. Só assim, só assim Cessará em mim essa fadiga De não entender o que realmente significa A vida.

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 09/janeiro/2009 Foto: Brisa Almeida


Namoro a sol aberto em pleno domingo

de cara pro muro namoram lentamente dois caramujos

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 28/janeiro/2009

Foto: Brisa Almeida


A vida é um breve relâmpago Quando penso Que estou cantando Vira passado O meu canto.

segundos

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 09/janeiro/2009 Foto: Brisa Almeida


...a vida é reflexo do que faço na infância, por segurança e cuidado sigo os passos apenas de quem me ama... RÉGINALDO P O E T A G O M E S 05/agosto/2009 Foto:Brisa Almeida


Mesmo dia, doze horas Manhã Sol, 33 graus, praia, coqueiro; nordeste.

Noite Nuvens, 19 graus, chuva, frio; sudeste.

Viver Muitas vezes me entardece, Pois caio sempre na ilusão De ser meu O ceú que deus oferece.

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 05/agosto/2009 Foto:Brisa Almeida


Lábios de carne e pó

Tempo frio, lábios secos. Não consigo me ausentar da paixão por placas, Fotografo-as como se quisesse resgatar o passado. A novidade estreita-se em mim Quando regresso ao passo dos sonhos, Malas estão sempre prontas No jardim da minha estrada. Tempo frio, lábios secos. Mesmo com caneta falhando Escrevi teu nome completo E depositei um pedido no fundo do mar... Tempo frio, lábios secos. Vem, vem embora logo Vai amanhecer e preciso te mostrar A cor dos meus olhos empoeirados, Eles ficam muito mais belos Quando aproximam-se do fim. RÉGINALDO P O E T A G O M E S 12/agosto/2009


Três dias de sol Fiquei observando o mar Até sentir a vista se confundir Com o fundo calmo do céu... Passei horas e horas tentando entender o mar, Seu domínio; fascínio; movimentos e decisões. Não deve ser fácil ser mar, Com tanta vida por dentro E tanta gente olhando por fora. O mar é todo líquido que não bebí; Todo mistério que não alcancei. O mar é uma moça que se arruma todos os dias, Como se todos os dias fossem domingos, O mar é uma paixão o ano inteiro... Mas é quando chove que o mar esbanja sensualidade: Toma banho calmo e sereno, limpando cada canto da orla, Valorizando ainda mais sua pele cor de onda e sal. Fiquei horas observando o mar Até os olhos saciarem-se de tanta magia e paz E por fim Cheguei ao momento do agradecimento, E quando agradecemos qualquer coisa nessa vida Encostamos os olhos na pele de Deus.

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 09/agosto/2009


olhos-nos-olhos

Observo atento A passagem do tempo... Você não vem, Só vento... só vento... É sina ser solitário Feito arame farpado ou tudo isso invento?

RÉGINALDO P O E T A G O M E S 13/novembro/2009 F o t o :

Brisa

Almeida


PHOTOPOEMA  

Poemas de Réginaldo sob algumas fotos de Brisa Almeida

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