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Catarina Mafalda Oliveira Nยบ5, 6ยบF


Um dia além na Serra do Marão, entre duas das montanhas, vivia uma menina chamada Sunny. A Sunny era alta, tinha olhos e cabelo castanho. Certo dia, a Sunny não conseguia dormir e foi para a janela. De repente, ouviu um som estranho no topo da montanha, mas não tinha sido a única.

Na manhã seguinte, as pessoas começaram a falar umas com as outras e correu o boato, que era o abominável homem das neves. Quando chegou aos ouvidos da Sunny, ela não queria acreditar. Os dias passaram e a Sunny continuava a ouvir os sons estranhos. Como a Sunny não acreditava no que diziam, quis ir ver o que era. Pronta para tudo o que acontecesse começou a subir a montanha. Na montanha estava uma grande camada de neve, mas isso não impediu a Sunny de fazer o que queria.


Já tinha andado uma hora sempre a subir e encontrou um rapaz. - O que estás aqui a fazer? – perguntou a Sunny. - Vim para ver a minha cadela, a Diamante. – respondeu o rapaz. - Posso vê-la. – pediu a Sunny. - Claro! – afirmou ele – Já agora eu sou o Simão. - Eu sou a Sunny – disse a ela – A Diamante é muito fofa e linda. Por que é que ela não vive contigo? - A Diamante não vive comigo porque os meus pais não me deixam e, como eu adoro cães, fiz um abrigo aqui na montanha. Por favor, não digas nada a ninguém. – esclareceu o Simão. - Não te preocupes que eu não digo nada a ninguém até porque gostava de vir aqui às vezes para brincar contigo e com a Diamante. - Está bem, mas agora tenho de ir para casa. Adeus! – afirmou o Simão. A Sunny continuou a caminhar pela montanha acima. Estava cada vez mais frio e de repente encontrou uma família de ursos. - Olá! Eu sou a Sunny precisam de ajuda? - perguntou ela. - Sim, por favor há dias houve uma tempestade e a entrada da nossa casa ficou tapada de neve e nós ficamos cá fora e a minha filha Inês ficou lá dentro sozinha. – disse a mãe urso. - Há alguns dias que ela está lá dentro e às vezes ouvem-se barulhos estranhos – continuou o pai urso. - Eu acho que vos posso ajudar! – afirmou a Sunny. - Como? – perguntou o irmão urso.


- Eu trouxe várias pás de plástico que podem ajudar. – declarou a Sunny. - Vamos pôr as mãos ao trabalho. – disse o pai urso. – Eu chamo-me Leonardo, esta é a minha mulher Rita e o meu filho Luís. Enquanto estavam a tirar a neve, tiveram muito tempo para falar e se conhecerem. - Foi difícil tirar a camada de neve que estava a tapar a entrada. – disse o pai urso. - Muito obrigada, Sunny. – agradeceu a Rita. - Não foi nada, até porque eu gosto de ajudar. – disse a Sunny. - Não queres ficar para jantar? Porque hoje é um dia muito importante para os ursos, é Ursal, é tipo o Natal. – perguntou o pai urso. - Claro que quero! – exclamou a Sunny – Mas primeiro tenho de ir a casa, está bem? -Está, mas não contes a ninguém que nós vivemos aqui, está bem? disse o Luís. - Eu prometo, não dizer a ninguém! – prometeu a Sunny. Começou a descer a montanha a correr. Quando chegou a casa, a Sunny foi falar com a mãe e pediu-lhe para ir ter com uns amigos e para ela não se preocupar porque ela voltava cedo. - Como o pai urso disse que era tipo o Natal vou leva-lhes uma prenda. - pensou a Sunny. Começou de novo a subir a montanha com uma prenda na mochila.


Quando chegou à casa da família urso, ela entrou e de repente apareceu uma árvore com presentes, um para cada um.

- Olá! Já cheguei - disse a Sunny. - Olá! Fizemos um prato típico de Ursal e está pronto para comer. disse o Luís. Eles sentaram-se à mesa e começaram a comer. - O prato está óptimo! – afirmou a Sunny. Ficaram o resto da noite a falar, abrir os presentes, a brincar… Quando a Sunny deu pelas horas, já era tarde. -Desculpem mas tenho de ir. – afirmou a Sunny. - Claro! Nós compreendemos – disse a mãe ursa. A Sunny foi para casa, mas a meio do caminho lembrou-se que com tanta confusão não viu o que fazia os barulhos estranhos.


Então no dia seguinte bem cedo, foi ter com o Simão e a Dimante, depois foi brincar com a Inês e o Luís e finalmente foi ver o que fazia os barulhos estranhos na gruta. - Está aí alguém? – perguntou a Sunny. Ninguém respondeu, então a Sunny começou a andar para o interior da gruta. De seguida apareceu-lhe à frente uma cara rugosa mas meiga, um corpo cheio de pelo branco. Era mesmo o abominável homem das neves. A Sunny não queria acreditar que existia mesmo o abominável homem das neves. - Olá! – disse a Sunny, com medo – Eu sou a Sunny. Vivo na aldeia e, de vez em quando, ouvem-se barulhos estranhos durante a noite. - Pois eu sei, mas peço imensa desculpa, é que a minha filha é bebé e durante a noite ela chora, faz eco na gruta e ouve-se em todo o lado. – disse ele. – Mas eu vou tratar do assunto. Vou fazer uma porta, à entrada da gruta, para o barulho não passar. - Está bem, a aldeia agradece. – disse a Sunny. - Já agora, Sunny, eu chamo-me Tiago, a minha mulher Isabel, o meu filho João e a minha filha Andreia. – disse o Tiago. - Muito prazer em conhecê-los. – afirmou a Sunny. - Podes vir aqui sempre que quiseres para brincar com o João e a Andreia. – declarou a Isabel. - Claro que vou! – exclamou a Sunny – Mas sei de uma família de animais que tem o mesmo problema que vocês. É uma família de ursos que mora ali


naquela casa. Podem ir lá brincar sempre que quiserem. Sei que vão ser bons amigos. - Mas não contes a ninguém que nós vivemos aqui. – Pediu o pai. Todos brincaram até à hora do almoço e depois a Sunny foi para casa e ficou muito contente por saber o que fazia aqueles barulhos. A Sunny ganhou muitos amigos nesta aventura e, quase todos os dias, ia visitar os seus novos amigos.

catarina  

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