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Edição nº6

Entrevista Positive Vibes

Gentleman em Portugal

Reportagem Max Romeo

FOCUSED ON Richie Campbell Entrevista Exclusiva


CANNABIS ENERGY DRINK

Um dos principais e menos conhecidos efeitos do cânhamo é o facto de ser um estimulante natural, assim como o guaraná e o ginseng, porém com efeitos mais suaves e duradouros. Foi com base neste efeito, que o Cannabis Energy Drink foi criado na Áustria. A baixa concentração de THC, presente no extracto da planta, garante energia sem qualquer efeito de substâncias psicoactivas. Cannabis Energy Drink, a primeira bebida energética do mundo à base de cannabis, chega agora ao mercado português e já é distribuída com sucesso em países como EUA, Espanha, Holanda, Inglaterra, Chile e Japão. Os seus efeitos estimulantes derivam da cafeína, taurina e açúcares presentes na fórmula, com o diferencial da presença do extracto natural de cannabis, que garante energia extra. A bebida proporciona um sabor diferenciado aos consumidores, além de hidratação e mais energia com aroma e sabor peculiares. Já está a venda em superfícies comerciais e locais de diversão nocturna em Portugal a partir de 2€ a unidade de 250ml. A sua introdução no país visa estabelecer um novo padrão no consumo de bebidas energéticas, posicionando-a com um conceito de lifestyle relacionado à diversão e interacção com os amigos. Cannabis Energy Drink está a ser lançada em Portugal pela empresa AromaMorphose, que comercializa alimentos e bebidas exóticas e tem experiência na introdução de produtos naturais à base de cânhamo. Para mais informações: www.facebook.com/CannabisEnergyDrinkPortugal Contacto com a imprensa: Manú Tavares | 917 788 091 | manu@aspequenasgrandesideias.com Aromamorphose: Hugo Marialva | 912 382 923 | comercial@aromamorphose.com

KUSSONDULOLA @ VISEU No passado dia 25 de Abrill, Kussondulola esteve presente na Semana Académica de Viseu, onde contagiou o Massivo com a sua energia e com os seu ritmo e encheu o Pavilhão Multiusos de Viseu. Nessa noite, o público teve a oportunidade de ouvir um pouco do trabalho de Xibata. Um artista com já muitos anos de palco , sempre cheio de energia, pondo todas as pessoas a mexer.

KUSSONDULOLA 04 REGGAE CULTURE MAGAZINE


ENTREVISTA

POSITIVE VIBES

O que nos podem dizer sobre esse passatempo e o que o Massivo pode esperar dessa viagem ao outro lado do Atlântico? Zé Maria (PV): É verdade, está neste momento a decorrer na nossa página de facebook um passatempo acessível a todas as pessoas que queiram participar. O prémio é uma viagem à Jamaica na companhia de Richie Campbell, com direito a uma visita guiada aos estúdios da Tuff Gong, Casa-Museu do Bob Marley e muitas, mas mesmo muitas surpresas.

O que é a Positive Vibes? A Positive Vibes é uma empresa, com mais de 10 anos, que desenvolve acções nas áreas da Música (reggae; world, dubstep), Desportos Radicais, Rádio e Televisão. O seu público-alvo assenta maioritariamente em jovens e adultos com idades compreendidas entre os 16 e 40 anos, ligados ao surf, skateboard, bodyboard e desportos radicais, de origem multiracial e multicultural. Para além disso, conta com os tradicionais World Music Fans (particularmente Reggae). A Positive Vibes pretende por isso desenvolver cada vez mais e, de forma inovadora, um conjunto de actividades ligadas à música, valorizando um público cada vez mais fiel que procura os seus eventos e acções. Por outro lado, deseja oferecer o melhor da World Music e das suas várias vertentes a Portugal e ser cada vez mais uma produtora reconhecida não só a nível nacional, mas também internacional.

RCM: Dentro de poucos dias irá acontecer o Festival Gaia Positive Vibes, onde irá contar com a presença de muito artistas nacionais e internacionais, como por exemplo, Patrice, Natiruts, Richie Campbell, Emir Kusturica, entre outros. Além dos espectáculos irá haver a Universidade do Reggae, para quem ainda não conhece o conceito, o que realmente irá acontecer? Zé Maria (PV): Para além dos tradicionais concertos este festival conta também com um conceito inovador em Portugal, a Universidade do Reggae. Nesta universidade podemos contar com debates e palestras, todas elas ligadas de alguma forma ao Reggae e à cultura que a envolve. Vamos poder contar com a presença de oradores internacionais e nacionais, num espaço cultural dedicado à interacção e partilha de conhecimentos sempre com as boas vibrações presentes.

RCM: Como tudo começou? Zé Maria (PV): Tudo remonta a 2002 quando o Reggae em Portugal tinha pouca ou nenhuma expressão e os eventos eram extremamente escassos. Foi no sentido da necessidade de transmitir boas vibrações a um público muito restrito e em crescimento que o fundador da Positive Vibes, Emerson Ferreira, organizou o seu primeiro evento na Praia de Carcavelos para cerca de 300 pessoas, número esse que viria a aumentar meses depois no mesmo local. Mais tarde, já em 2005, depois de organizar diversos concertos sempre para grandes públicos a Positive Vibes marcou presença pela primeira vez no Festival Sudoeste, com um palco única e exclusivamente dedicado ao Reggae. Desde então que para além do estatuto de pioneiros na organização de eventos Reggae em Portugal, somos também a produtora que abrange mais pessoas.

RCM: Todos os dias na rádio SW TMN das 12:00 à 13:00 existe o programa Sapo Positive Vibes, onde dedicam essa hora à promoção da música e cultura jamaicana. Desde quando têm este programa e como têm sido a experiência? Zé Maria (PV): O convite foi-nos proposto em Março do ano passado e desde então viemos a desenvolver aquele que foi o primeiro programa de Reggae diário em Portugal. Com conteúdos exclusivos desde entrevistas a mixtapes exclusivas feitas soundsystems internacionais o programa tornou-se rapidamente numa referência entre todos aqueles que procuram as boas vibrações. Em relação à experiência, foi simplesmente maravilhosa. Poder fazer aquilo que mais gostamos e transmitirmos esse feeling para quem nos ouve.

RCM: Quais os objectivos da Positive Vibes? Zé Maria (PV): A Positive Vibes pretende desenvolver mais e de forma inovadora, um conjunto de actividades ligadas à música, valorizando cada vez mais um público fiel que procura os seus eventos e acções. Por outro lado deseja oferecer o melhor da World Music e suas vertentes a Portugal. Actualmente estamos a organizar o nosso primeiro festival, o Gaia Positive Vibes, a decorrer nos dias 14, 15 e 16 de Junho no Areinho em Vila Nova de Gaia. O Cartaz conta com artistas de renome tais como: Natiruts, Patrice, Emir Kusturika e ainda os Portugueses Richie Campbell, Souls Of Fire e Xibata.

RCM: Que novidades podemos esperar para este ano da Positive Vibes? Zé Maria (PV): Como todos sabem, a Positive Vibes não pára e este ano contamos principalmente com o nosso primeiro festival (Gaia Positive Vibes). Estamos também a desenvolver uns projectos, mais ligados à rádio. Em Setembro iremos anunciar uma grande notícia para todos os fãs de festas “clubbing” com mais regularidade. É esta a nossa missão, dar Positive Vibes às pessoas!

RCM: Está agora a acontecer um passatempo, onde estão a oferecer uma viagem à Jamaica na companhia de Richie Campbell, uma visita guiada aos estúdios Tuff Gong, Casa-Museu do Bob Marley, entre muitas mais surpresas. 05 REGGAE CULTURE MAGAZINE


REPORTAGEM

ENTERRO ‘12 - AVEIRO No passado dia 20 de Abrill, Richie Campbell esteve presente no Enterro - Prova Que Estás Vivo, em Aveiro. Richie Campbell abriu a Semana Académica com um concerto cheio de boas vibes. A maioria das pessoas já conhecia o seu trabalho, mas quem esteve presente e ainda não conhecia, pôde ter uma excelente noção do trabalho que este artista tem feito nos últimos anos. O concerto contou com a presença de Dengaz, que cantou ao lado de Richie Campbell a música “From the Heart”. Richie Campbell apresentou na sua setlist o seu último single “That’s How We Roll” , e foi acompanhado durante toda a canção pelo público. Bezegol também passou por Aveiro, no dia 22 de Abril. Bezegol é um artista por quem o público tem um imenso respeito quer pela música que ele faz como pela sua presença em palco. Bezegol através da sua música, tenta passar uma mensagem de consciência e

tenta alertar para situações no mundo actual. Chegou depois, o dia pelo qual muitos ansiavam, o dia de Gentleman & The Evolution Band. Gentleman e a sua banda, puseram o público ao rubro. Como já é hábito, Gentleman esteve constantemente a interagir com o público e tornou assim aquela noite, numa noite que não vai ser tão rapidamente esquecida por muitos. Como já é habito. O público cantou várias

ACTUAÇÃO DE RICHIE CAMPBELL NO ENTERRO ‘12

músicas, entre as quais, “Intoxication”, “Superior”, “Different Places” e “Celebration”. Gentleman manifestou claramente a felicidade que sentia por estar novamente presente em Portugal, já que sempre que cá actua é sempre bem recebido e é sempre recebido por uma imensa energia positiva.

ACTUAÇÃO DE BEZEGOL NO ENTERRO ‘12

ACTUAÇÃO DE GENTLEMAN NO ENTERRO ‘12

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NOVIDADE

BOB MARLEY - DOCUMENTÁRIO Um novo documentário sobre a vida e o legado da lenda da música reggae Bob Marley explora o caminho mais íntimo da vida do artista e revela um lado por vezes negligenciado, apresentando alguns aspectos fascinantes sobre o homem que mudou o mundo pela positiva. Rapaz do ghetto, músico reggae, ícone Pan-Africano, lutador pela liberdade, (oficialmente) pai de 11 filhos, marido carinhoso, charmoso para as mulheres e entusiasta

do futebol: Robert Nesta Marley (1945 – 1981) era um homem multifacetado, que se tornou numa imagem de posters, t-shirts e capas de álbuns por tudo o mundo. No seu novo documentário “Marley”, o diretor escocês Kevin Macdonald (O último Rei da Escócia, A Vida em Um dia), resolveu mostrar um lado mais pessoal da superestrela Bob Marley – demasiado pessoal para aquilo que os seus seguidores e políticos estão habituados a ver. Este documentário foi apresentado em Fevereiro no Festival de Cinema de Berlim, estando agora em cinemas selecionados. Descobrimos que Bob não traía a sua mulher Rita, apercebemo-nos da presença fantasmagórica do seu pai Norval Marley, que se gabava de ter sido Capitão do exército das Colónias Caribenhas (mas não foi), o brutal atentado por um desconhecido na

casa de Bob em Kingston, tal como ficamos a conhecer melhor o seu cariz dogmático que acabou por levar à ruptura da sua banda original The Wailers. Mas “Marley” também nos dá cenas inéditas de concertos fantásticos, complementos dos seus ideias e deixa-nos ficar a conhecer ainda melhor a pessoa, graças a uma entrevista rara. Graças ao apoio carinhoso da família de Marley e algumas figuras preponderantes na evolução musical da estrela, como um dos originais Wailer, Neville “Bunny” Livingstone e o fundador da Island Records Chris Blackwell, o documentário tem um irreverente mas também racional ponto de vista sobre a história de vida de um homem único e o seu caminho tumultuoso para a sua própria apoteose cultural. “Parecia muito importante fazer este filme agora, enquanto algumas pessoas que conheciam bem o Bob, particularmente na sua juventude, ainda estão cá para contar a história,” disse Macdonald, “e tentei mantê-lo simples, porque a história é muito complexa.” Fonte: RedBull PT

CASA ONDE NASCEU BOB MARLEY, NINE MILE, JAMAICA 08 REGGAE CULTURE MAGAZINE


FOCUSED ON


ENTREVISTA

RICHIE CAMPBELL FOCUSED on Richie Campbell

RCM: Quais são as tuas influências? Richie Campbell: Ora bem, para começar, no Soul : Stevie Wonder, Marvin Gaye, Luthor Vandross, mais pela vertente da voz como instrumento técnico e, no Reggae, desde os mais antigos como Dennis Brown, Garnet Silk, Bob Marley, Jacob Miller, aos mais contemporâneos como Sizzla, Turbulence, Vybz Kartel, Capleton, Dizzy, entre outros.

RCM: Como é que tudo começou, e porquê o Reggae? Richie Campbell: Tudo começou quando eu nasci, 1986, mas em termos musicais, e respondendo à segunda pergunta, escolhi o Reggae porque era o que eu ouvia. Eu ouvia muito o que os meus pais ouviam, acho que quando somos mais novos somos influenciados pelos nossos pais ouvem, e como a minha mãe gostava muito de Soul e Reggae, e o meu pai gostava muito de “Black music” no geral, eu não fui diferente, tudo o que eu ouvi foi sempre dentro dessa onda: blues, soul e reggae; e como estes dois últimos devem ter sido os que me cativaram mais, quando comecei a fazer música eram já estas as minhas influências; não foi de propósito, não me sentei e disse “vou fazer Reggae”, mas foi o que foi saindo.

RCM: Como é que tu achas que é visto o Reggae em Portugal? Richie Campbell: Acho que nós temos muita sorte em Portugal, porque como temos este Verão que vai de Maio a Outubro e como, e bem ou não, o Reggae é considerado a música do Verão, e chega-se ao Verão e vê-se que há imensos festivais dedicados ao Reggae, os próprios anúncios começam a ter músicas de Reggae, até mesmo a decoração dos bares de praia é alusiva ao Reggae, isto ajuda o Reggae a espalhar-se e a crescer, no entanto, acaba por dar a ideia de que o Reggae é um estilo sazonal e isto acaba por denegrir um pouco o Reggae porque acaba por se perder a mensagem.

RCM: Quando é que te apercebeste que tinhas voz para cantar, e que era isso que querias fazer? Richie Campbell: Bem, eu comecei a cantar quando era criança, quando tinha mais ou menos dez anos, no coro da escola e não era, de longe, dos melhores. No entanto, fui sempre cantando, e ouvia muita música e decorava as letras todas e, entretanto, surgiu o primeiro projecto musical, uma banda que formei com uns amigos, chamada “Stepacide”, e eu acho que foi aí que aprendi realmente a cantar, com a pressão de pisar o palco, aprendi a controlar a minha voz a saber o que fazer.

RCM: Qual é o teu principal objectivo quando estás a criar uma música? Richie Campbell: O meu único objectivo quando estou a criar uma música é que ela soe bem. Não penso em quem vai gostar e quem não vai gostar. Quando estou a trabalhar uma música o meu objectivo é que ela me soe bem, que faça sentido, e que a mensagem seja bem transmitida. Às vezes tenho ideias de mensagens que quero passar e escrevo-as e depois adequo-as à música, outras, a letra simplesmente vai saindo.

RCM: Quando dissemos na página da Revista que pergunta gostariam de fazer a Richie Campbell, um fã perguntou: “Porque é que decidiste fazer a tua carreira em inglês?” Richie Campbell: Eu não escolhi cantar em inglês em vez de cantar em português, foi simplesmente uma coisa que foi acontecendo. Como a minha mãe é inglesa e a toda a família do seu lado também, e eu sempre ouvi música cantada em inglês, quando comecei a fazer música, foi em inglês que ela “saiu”.

RCM: Como é que surgiu o “beef” com o Agir? Richie Campbell: O “beef” com o Agir surgiu de um mal entendido. Eu fiz uma música chamada “Start the War”, que não era direccionada a ninguém, era um exercício que decidi fazer para praticar o dancehall, um ritmo mais batido, uma letra mais agressiva, e um amigo nosso que temos em comum decidiu espicaçar o Agir e dizer-lhe que aquilo era para ele. Eu lembro-me que estava num ensaio e que, quando saí, me vieram mostrar uma música que ele tinha feito em resposta e eu fiquei estupefacto, porque nem sequer percebia o que tinha feito para desencadear tal reacção. Entretanto, eu respondi uma vez, e aquilo começou a descambar para mais do que música e eu achei por bem ir falar com ele, e hoje ainda só não gravamos nada juntos porque a situação ainda não se proporcionou.

RCM: Achas que cantares em inglês te facilita a internacionalização? Achas que um artista que cante em Português não consegue ter o alcance que neste momento tens? Richie Campbell: Sim, sem dúvida. Não, mas é muito mais difícil; para provar que é possível basta ver o exemplo de Michel Teló que é um êxito mundial e que canta em português... Mas é mesmo muito mais difícil, porque se se quer ter sucesso na área do Reggae, há que perceber que uma boa parte do Reggae é a mensagem, e se tu cantares em inglês tanto te percebem aqui em Portugal, como te percebem do outro lado do mundo.

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ENTREVISTA

RICHIE CAMPBELL ligação por ser o artista “branco” que se safou melhor no Reggae. Gostava também de actuar com o primeiro artista branco que foi a Jamaica, que quase ninguém conhece, que é um inglês chamado Dominic, que mesmo antes do Gentleman, do Alborosie e até mesmo do Sean Paul, foi, nos anos 80, à Jamaica, e era mais respeitado que qualquer um destes, era tratado como se fosse um natural de lá. Adorava conhecê-lo, trocar ideias e até mesmo actuar com ele, porque acho que para se ir para a Jamaica e se ser tratado como um deles, é preciso coragem.

RCM: Lançaste recentemente o “That’s how we roll”, qual foi a mensagem que tentaste transmitir? Richie Campbell: A mensagem que tentei transmitir quando fiz a música e quando fiz o vídeo foram mensagens diferentes, mas que no fim, acabaram por se conjugar bem. Ao fazer a música tentei falar um bocado da responsabilidade que os artistas têm, porque muitas vezes os artistas de Reggae e Dancehall jamaicanos não têm noção da influência deles no mundo e no que dizerem certo tipo de coisas pode influenciar as pessoas. Eles podem até dizer que são entertainers e que não têm o dever de se preocupar com o impacto que as letras deles têm, mas acho que é bom senso fazê-lo e é uma responsabilidade que todos devemos ter. Quando planeámos ir à Jamaica o objectivo era mostrar que independentemente donde se vem, ou de que tipo de pessoa se é e da cultura que se tem, as pessoas são iguais em todo o lado, e que a maneira como se vive e se pensa é que é moldada pela sociedade e pelo sítio em que se vive. O nosso objectivo era qualquer coisa do género, “vamos para os bairros mais perigosos da Jamaica, e mesmo do mundo, mostrar que se pode estar lá como se está por exemplo, em Cascais”; nós fomos para lá para tentar mostrar que apesar de sermos todos diferentes, que a música nos une a todos, e acho que o videoclip mostra bem isso.

RCM: Qual foi o lugar em que mais gostaste de actuar? Richie Campbell: O lugar em que mais gostei de actuar foi no Campo Pequeno, foi um marco no progresso da evolução do projecto. Vou-me sempre lembrar da altura em que saí do Campo Pequeno, respirei fundo e pensei para mim próprio “agora estou tranquilo”. Por outro lado, na Tour que fiz com o Anthony B, toquei em sítios espectaculares; toquei em Roma num sítio brutal, que tinha um rio ao lado. Enfim, toquei mesmo em sítios fora de série. Com o Anthony B a coisa engraçada é que andávamos sempre a correr de um lado para o outro, saíamos de uma carrinha, entravamos num backstage, e de repente entravamos num palco sem saber o que íamos ver e, de repente, podias estar num clube underground, escuro, em que não vias nada, ou então podias estar numa paisagem brutal e, por isso, muitos destes concertos também me marcaram.

RCM: Para quando está previsto o novo álbum? Richie Campbell: O novo álbum está previsto para o final do ano, depois do Verão, vamos começar a tratar disso. Lançamos o single “That’s how we roll”, e estamos a pensar lançar mais outro single, e fazer essa antecipação ao álbum.

RCM: O que podemos esperar de Richie Campbell este ano? Richie Campbell: Bem, mais um single, ou mais alguns singles, ainda não está decidido ao certo e, no fim do ano, o novo álbum e mais algumas coisas em que estou a trabalhar mas que prefiro não revelar neste momento.

RCM: Onde é que aprendeste o pattois jamaicano? Richie Campbell: O pattois está para o inglês como o crioulo está para o português, é um inglês preguiçoso, se se dominar bem o inglês, automaticamente se consegue, através das músicas ou de leituras, dominar o pattois jamaicano.

RCM: Onde te podemos ver brevemente? Richie Campbell: Eu vou estar no Festival Gaia Positive Vibes dia 15 de Junho, no Sumol Summer Fest no dia 29 de Junho, na Expofacic (Cantanhede) no dia 30 de Julho e no Festival Sudoeste TMN.

RCM: Quais são os artistas com que mais gostavas de actuar? Richie Campbell: Acho que o Gentleman, com quem já aliás, já actuei, é aquele artista com quem eu vou ter sempre uma

RICHIE CAMPBELL 11 REGGAE CULTURE MAGAZINE


Max Romeo, nascido em Saint James, a 22 de Novembro de 1947, foi responsável por criar um subgénero do reggae, denominado lyrics, onde eram cantadas as músicas com três vozes, dando uma conotação vocal mais elaborada nas mesmas. Lançou o sucesso Wet Dream. Saiu de casa com apenas 14 anos, e foi trabalhar para uma plantação de cana de açúcar na cidade de Clarendon Parish, fazendo a manutenção do sistema de irrigação das plantações. Foi aí que começou a cantar para que o tempo passasse. Em 1965 juntou-se com

Kenneth Knight e Lloyd Shakespeare, juntos, formaram um trio com o nome “The Emotions”. Também nessa época trabalhou como auxiliar de gravações para a editora Ken Lack's Caltone Label. O grupo não obteve o sucesso que seria de esperar mas Ken Lack, o dono da editora, sugeriu a Max Romeo que começassem a compor juntos e assim fizeram a partir desse momento. Em 1966, o grupo lançou sua primeira canção, pela própria Lack Records, "(Buy You) A Rainbow". Em 1968, Romeo mudou-se para o Reino Unido, onde escreveu diversas canções novas

para um álbum de Derrick Morgan, "Hold You Jack". Voltou à Jamaica em 1970, levando consigo novas influências para o viria a ser a origem do Reggae. Recentemente, Max Romeo esteve em Portugal no Festival Reggae Fest Gaia onde actuou ao lado de artistas como Julian Marley, Inner Circle, Dub Inc e Lee “Scratch” Perry. Max Romeo brindou-nos com um concerto que ultrapassou as espectativas e para quem não conhecia, passou a ser uma referência.

MAX ROMEO

MAX ROMEO

Lançamento EP Urbanvibsz Urbanvibsz o projecto revelação de reggae nacional, pela veia do New Roots Reggae, lançam o primeiro EP «Escuta». Em finais de 2009 surge uma ligação embrionária com sonoridades inspiradas pelo reggae roots viajando por estilos como o dub, ska, afro-beat, hip hop. A semente foi lançada! Surge o primeiro desafio, o concurso nacional de bandas, Rock Rendez Worten, na categoria de Reggae, no qual os Urbanvibsz chegam à final actuando na Galeria Zé dos Bois no Bairro Alto. Mas o nome Urbanvibsz entoa com força própria pela primeira vez como cabeça de cartaz das Festas do Barreiro 2010

onde são recebidos pelo público como uma das bandas revelação no registo de New Roots Reggae. O voto de confiança triunfa com a actuação na Festa do Avante 2010. O bom “feeling” dos Urbanvibsz aliado às boas vibrações do estilo musical que abraçam, acrescentam alma e humanidade a uma geração que carrega um peso social de mudança.

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ENTREVISTA

MUSA CASCAIS O Festtival MUSA CASCAIS regressa este ano para mais uma edição inesquecível! Este evento único em Portugal, feito de forma independente, por todos e para todos, em regime de voluntariado e sem quaisquer fins lucrativos, é já uma referência mundial no que diz respeito à sustentabilidade ligada à música. RCM: Como tudo começou? Musa Cascais: O MUSA começou em 1999 quando um grupo de amigos queria fazer uma fanzine. No entanto a Fanzine acarretava custos elevados para nós e achámos importante a criação de uma associação que estruturasse o projecto. Contudo, para criarmos a associação necessitávamos igualmente de angariar verbas para a sua legalização. Surge então a ideia de fazermos o MUSA. E assim aconteceu. Foi logo um sucesso, conseguimos verbas para legalizar a Criativa e avançar com a Fanzine. Ao longo dos anos o MUSA foi crescendo, passou pelo recinto da Feira de Carcavelos e está agora em frente ao mar, com uma vista privilegiadíssima. Quando mudámos para o novo local, mudámos também de atitude e começamos a tornar-nos um evento sustentável. Inicialmente MUSA queria dizer ‘Musica Urbana e Sons Alternativos’. Há uns anos para cá MUSA quer dizer MUSA. É um conceito , é uma forma de estar! MUSA junta a música e a criatividade numa experiência de cidadania global com o objectivo de se tornar uma inspiração para um lifestyle sustentável. Entre muitos projectos que fazemos o MUSA CASCAIS é aquele mais acarinhado pela Criativa.

grupos de trabalho, muitas noites mal dormidas ou mesmo sem dormir. O empenhamento é tão grande que muitas pessoas tiram férias para poderem ajudar na produção do evento. Além disso temos a vertente ambiental, O Festival MUSA Cascais em parceria com a Agência Cascais Natura tem oficialmente um talhão no Parque Natural Sintra-Cascais onde vai compensar as emissões de carbono emitidas pelo evento através da plantação de árvores no seu talhão. A 17 de Março de 2012 já f o r a m plantada as primeiras 200 árvores ‘MUSA Cascais’ de forma a começarmos a minimizar as nossas emissões de carbono. Foi um sucesso! RCM: Além dos concertos, o que irá haver à disposição das pessoas? Musa Cascais: O MUSA CASCAIS este ano tem pela primeira vez campismo a pedidos de muitas pessoas a nível nacional e mesmo da nossa vizinha Espanha. Com uma localização de excelência e única em Portugal, o MUSA CASCAIS 2012 é um festival urbano e verde a poucos metros da praia, com acesso a transportes. Além dos concertos no main stage, o MUSA CASCAIS 2012 irá ter a ARENA SOUNDSYSTEM POWERED BY ROOTS DIMENSION e as BASS STATION POWERED BY BADMOOD que vão chamar até si vários soundsystems nacionais de reggae, de dubstep e drum’n’bass para enriquecer ainda mais o evento. Além da música, no dia 23 de Abril vai existir a Remada MUSA CASCAIS 2012, um evento paralelo que tem como objectivo alertar para a protecção do oceano. Muitas pessoas não sabem, mas mais de metade do oxigénio que respiramos vem dos oceanos. Iremos também ter uma jam de grafite na Praia de Carcavelos. Irá igualmente existir outras surpresas mas vão ter que estar atentos ao nosso site (www.festivalmusa.org) e ao nosso facebook (www.facebook.com/festivalmusacascais).

RCM: Quais os objectivos do Musa Cascais? Musa Cascais: O MUSA CASCAIS tem dois objectivos principais. Primeiro promoção e divulgação de bandas em início de carreira e, em segundo, alertar para a sustentabilidade ambiental. Acima de tudo queremos que as pessoas parem e pensem no que podem fazer para ajudar o nosso planeta a respirar um pouco melhor. Se todos os dias tirarmos um tempo e agirmos de uma forma sustentável, mesmo que por mais pequena que seja, já estamos a ajudar. Se formos todos a fazermos isso então a ajuda é enorme!

RCM: Que novidades podemos esperar para as futuras edições? Musa Cascais: Já para este ano o MUSA CASCAIS brinda toda a comunidade MUSA, a um preço acessível a todos, com um cartaz fortíssimo, carregado de estreias de um nível elevadíssimo em solo nacional, cheio de energia positiva e sustentável, boas vibrações e sempre com aquela pergunta já conhecida de todos: Preocupas-te? Futuramente queremos que o MUSA CASCAIS seja um marco a nível de sustentabilidade e de música. Mas acima de tudo queremos que a comunidade MUSA continue a crescer. Queremos aumentar a família, queremos que mais sintam o MUSA como deles.

RCM: O que tem de diferente o Musa Cascais dos outros festivais?” Musa Cascais: O MUSA CASCAIS é único. O MUSA CASCAIS é um evento sem fins lucrativos e totalmente baseado no voluntariado. Acima de tudo o MUSA CASCAIS é de todos e para todos. Por isso termos recebido mais de 300 pedidos de pessoas de norte a sul de Portugal para ajudarem a crescer este evento único feito em Portugal. As pessoas sentem o MUSA CASCAIS como delas por isso esta adesão tão forte e contagiante. O MUSA CASCAIS implica muitas reuniões, muitos

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BIG BADDA BOOM Fundado a dia 4 de Outubro do ano de 2006, Big Badda Boom é, sem dúvida, um dos maiores soundsystems (colectivo de DJ e MC) de Reggae/Dancehall em Portugal, contando com a maior ascensão e participação na melhoria e desenvolvimento de um movimento que se vem a desenvolver há bastantes anos. Com inúmeras cartas dadas a nível nacional e internacional, primam pela maneira inovadora como abordam a música jamaicana, sendo essa a sua principal força, aliada ao trabalho, empenho e criação diária neste projecto. Pioneiros na implementação da cultura Jamaicana em Portugal, detêm no seu currículo a organização dos primeiros 4 confrontos musicais entre soundsystems de Reggae, conhecidos internacionalmente como soundclash. O No Mercy soundclash já ocorreu por 3 vezes, e o primeiro soundclash com a utilização de músicas customizadas especialmente para cada grupo que entra na batalha, o Clash na Tuga, contou, igualmente, com Big Badda Boom como parte integrante da organização do mesmo. Mais tarde, em Novembro de 2010, estando em competição, sagraram-se campeões do Southside Clash, o mais importante soundclash realizado em Portugal. Desde a sua criação, este colectivo tem-se apresentando anualmente num grande festival, onde o público ascende, em média, às 5000 pessoas. Como maior exemplo do acima referido, temos o Rototom Sunsplash, considerado o maior festival de reggae na Europa, onde, mais uma vez, Big Badda Boom se pode orgulhar de ser o primeiro

colectivo da cultura soundsystem em Portugal a pisar e actuar no palco da tenda Dancehall do Festival Italiano em 2007. Outros exemplos são o conceituado Palco Positive Vibes no Festival Sudoeste, Festival Secundário de Gouveia, Festival Ocean Spirit em Santa Cruz, entre muitos outros, onde a energia de Badda Boom foi presenciada por milhares de pessoas. Noutras frequências, é possível sintonizar 97.5 fm na região litoral norte de Portugal, ou entrar no site da radio universitária do Minho, em qualquer lugar do mundo, e escutar em directo todas

as 4ªs feiras, das 21h às 22h, o Jamaican Feeling Radio Show: programa de rádio com mais de três anos de edições. Desde Setembro de 2008 que o programa está na grelha da Rádio Universitária do Minho, onde tem vindo a ganhar uma notória importância e destaque dentro dos Programas de Autor. Em Setembro de 2009, passou a estar posicionado num horário perfeito para o segmento de público referente, e como consequência o feedback tem vindo a aumentar gradualmente de semana a semana. Após 3 anos de dedicação e empenho, o Jamaican Feeling Radio Show teve o maior crescimento de todos os programas de Autor da Grelha da RUM, ultrapassando mesmo programas que estão no ar há mais de 15 anos, e consolidando-se, assim, como uma referência para todos os amantes da cultura Reggae em Portugal. A música jamaicana, diferentes públicos e gerações em diferentes localidades é enorme, sendo assim um crescimento notório ligado a um enorme número de pessoas, uma consequência natural de um trabalho bem pensado, bem efectuado e com qualidade. Site www.bigbaddaboomsound.com Myspace www.myspace.com/bigbaddab oomsound Facebook www.facebook.com/bigbaddab oomsound Jamaican Feeling http://jafeeling.blogspot.com -----Contacto Geral bigbaddaboomsound@gmail.c om Booking booking@bigbaddaboomsound .com Jamaican Feeling jafeeling@gmail.com BIG BADDA BOOM

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DENNIS BROWN Dennis Emmanuel Brown, nascido a 1 de Fevereiro de 1957, foi um cantor de Reggae Jamaicano. Ao longo de sua carreira gravou mais de 75 álbuns. Começou sua carreira musical aos 7 anos de idade e, quando atingiu os 12, tornou-se membro do grupo "Bryon Lee e the Dragonaires". Ainda com essa idade de 12 anos, fez uma visita ao Studio One, onde gravou alguns dos seus primeiros Hits, como por exemplo "No Man Is an Island" e "If I Follow My Heart". Com uma carreira que durou 3 décadas, Dennis Brown trabalhou com muitos dos principais nomes do reggae, começando com Coxon Dodd nos Studio One, passando a trabalhar com artistas e produtores, tais como Winston (Niney) Holness, Joe Gibbs, Derrick Harriott, Sly & Robbie, Gussie Clarke, Tad Dawkins, Trevor Bow, Bunny Lee,Delroy Wright, entre muito outros. Lançou o Hit "Money in My Pocket" no final dos anos 70, mudou-se, de seguida para Londres, onde ficou durante muitos anos. Esta mudança permitiu o lançamento de mais Hits e um contracto com a A&M Records. Na década de 1990, Dennis Brown trabalhou com estrelas como Junior Reid, Michael Bennett e Big Youth . Em 1994, com o seu álbum “Light My Fire”, foi nomeado para um Grammy. Dennis Brown sofria de problemas respiratórios por apenas ter apenas um pulmão e, no dia 1 de Julho de 1999, faleceu devido a complicações respiratórias originadas por uma pneumonia. Dennis Brown deixou uma esposa e 13 filhos. Durante o seu funeral, mais de 10000 pessoas passaram pelo caixão para prestarem a última homenagem. Na altura o Primeiro-ministro da Jamaica, Percival Noel James Patterson elogiou imenson Brown e tornou-so o terceiro artista, depois de Bob Marley e Peter Tosh a sere sepultado como Herói Nacional. Bob Marley considerava Dennis Brown como o seu cantor favorito e apelidou-o inclusive de “Príncipe do Reggae”. Mais tarde, os seus fãs assistiram a uma homenagem onde incluiu a participação de artistas como Maxi Priest e Shaggy.

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HORACE ANDY Horace Andy nasceu a 19 de Fevereiro de 1951. É um famoso cantor de Reggae. É conhecido pela sua distinta voz e por vários Hits que tem lançado ao longo dos anos, como "Government Land", "Angel", "Five Man Army", “Money Is The Root of All Evil” e uma versão da música “Ain't No Sunshine". Horace Andy, nascido em Kingston na Jamaica, gravou a sua primeira música em 1967 chamada “This is a Black Man’s Country”, onde não conseguiu atingir o sucesso, que só viria a ser

atingido em 1970. Horace Andy passa pelo roots, ska e rock-steady. “In the Light” é considerado um de seus melhores álbuns. Na sua ascendência ao sucesso, gravou a música “Skylarking”, que colocou numa compilação chamada “Jamaica Today”, que esteve presente durante muito tempo no Top Jamaicano. A partir desse momento, os Hits começaram a sair como “chuva”, como “Love of a Woman”, “Every Tongue Shall Tell” e uma versão da música de Cat Steven’s “Where do the

Children Play”. Hoje em dia Horace Andy, continua a deliciar o público com as suas actuações. Horace Andy, recentemente actuou em Portugal, na 1ª edição do Sumol Summer Fest. Podem ver um excerto do concerto de Horace Andy na 1ª Edição do Sumol Summer Fest: www.youtube.com/watch? v=uy4JxS3y3t4&feature=r elated

HORACE ANDY

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FYAH BOX SOUND

Vindos de Lisboa e Carcavelos, Duda, Krpan e Rafa são conhecidos pela sua inovadora e espectacular forma de actuar, baseada inteiramente nos seus gostos próprios e nas suas raízes. Apresentando uma variedade de inúmeros estilos musicais nas suas preformances, abrangem, principalmente, o Reggae, Dancehall e Hip-Hop, entre outros, primando pela versatilidade que qualquer público possa exigir. Este projecto teve o início a 13 de Abril de 2007. No seu currículo contam com actuações ao lado de: Richie Campbell (PT), Alborosie (IT), Don Carlos (JA), Dub Inc (FR), Maikal X (NL), Mojo Morgan (Morgan Heritage) (JA), Supersonic Sound (GER), Herbalize-It Sound (NL), No Joke Sound (PT), Nu Bai Sound (PT), One Love Hi Pawa Sound (IT), Mighty Crown Sound (JAP), SoundVibration Sound (GER), Dancehall Masak-Rah (Pablo27) (POL), entre muitos outros. Estas actuações passaram por varias casas ao longo do país, de Norte a Sul, começando por

espaços mais pequenos, tendo já deixado a sua marca em grandes casas nacionais como: Estação da Luz, LOFT, Absoluto, Lx Factory, Bauhaus, Clube da Praia, QB, entre muitas outras. Tiveram já a oportunidade de mostrar o seu trabalho internacionalmente passando por várias vezes na Alemanha, Polónia e Espanha, prosperando por mais e mais viagens. A conceituada marca VESTAX/Audium, apoia-os com material de djing, permitindo assim ter ao seu dispor o melhor disponível no mercado. Contam ainda com o apoio de algumas lojas de roupa. Esperam ainda ter muitos parágrafos para escrever na história musical Portuguesa em principal, mas ainda deixar a sua marca a nível internacional!

Mais informação: facebook.com/fyahboxsound soundcloud.com/fyahboxsound twitter.com/fyahboxsound Contactos: fyahboxsound@gmail.com

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REGGAE HOSTEL - JAMAICA O Reggae Hostel situado na Burlington Avenue número 8, em Kingston, Jamaica, é uma possível solução de estadia para quem esteja a ponderar visitar Kingston e queira ser bem recebido. Scotty é o proprietário, está sempre disponível durante a estadia dos turistas em Kingston. Durante a noite existe um segurança para garantir que os hóspedes, caso necessitem de algo, tenham sempre alguém para os ajudar. O Hostel está a poucos minutos a pé do centro de Kingston, centros comerciais, supermercados, restaurantes, bancos, etc. O preço é muito acessível. A cidade de Kingston não é tão má ou violenta como os media a retratam. As pessoas sentem-se bem e seguras no albergue. Os quartos são limpos e os ambientes decorados com quadros e

posters dos artistas do reggae ou temas Rastafari. Os serviços de limpeza são diários e de manhã à noite. É calmo, seguro e limpo. O Hostel está perto da paragem de autocarros de Half Way Tree, da casa do Bob Marley em Hope Road e da Devon House. Os hóspedes dispôem também de uma cozinha, podem descontrair no grande quintal enquanto ouvem um bom reggae ou mesmo num bar ao ar livre. Outra vantagem do Hostel é que poderá sentir-se como um verdadeiro Jamaicano e além disto, poderá conhecer outros hóspedes dos mais variados sítios do mundo. Todos os quartos estão equipados com wireless. O Albergue tem alguns dos melhores estúdio de gravação por perto, e toda a equipa é muito eficiente.

UMA DAS ÁREAS COMUNS DO HOSTEL

Para todos os interessados, deixamos o site do Hostel, bem como os contactos, para obterem mais informações. Site www.reggaehostel.com Email scotty@reggaehostel.com

Morada 8 Burlington Ave, Kingston 10 Jamaica

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VISTA EXTERIOR DO REGGAE HOSTEL


Reggae Culture Magazine - 6ª Edição  

Reggae Culture Magazine - 6ª Edição

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