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Director: Alfredo Oliveira

Ano XV

Mensal

N.º 139

Janeiro 2008

Preço € 1,00

O que ganha Taipas com este braço-de-ferro? SAÚDE

USFs das Taipas entraram em funcionamento

POLÍTICA

Reacções à entrevista de Constantino Veiga

DESPORTO

CC Taipas terminou o ano na 2.ª posição


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abertura

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editorial

ALFREDO OLIVEIRA

alfredo@reflexodigital.com

Duas novas USF e um bom 2008 Desde o início do ano até ao final de 2007, a nossa página na internet publicou mais de 2 mil notícias. Se fizermos as contas, podemos dizer que foram cerca de 170 notícias em média por mês e mais de cinco notícias publicadas todos os dias. É obra! Se tivermos em conta que praticamente todas elas são de âmbito local e regional, poder-se-á afirmar que estamos num meio bastante activo e que vai mexendo com as pessoas. O nosso sítio privilegia uma informação de proximidade e continuará a trilhar esse caminho. Continuará a ser uma das nossas grandes apostas, no momento em que a Associação e Jornal Reflexo vão entrar no seu 15º ano de existência. Numa altura de aniversário, o jornal sofreu mais uma transformação. Na última edição, como os leitores repararam, o papel em que foi impresso não foi o habitual. Nada dissemos para também ficarmos mais atentos às reacções dos nossos leitores. Vamos aceitar o silêncio da maioria como sendo um sinal

de aprovação para que o Reflexo passe a ser impresso num papel mais tradicional e ligado aos próprios jornais. O final de ano ficou marcado pela entrada em funcionamento de duas novas Unidades de Saúde Familiar (USF) em Caldas das Taipas. “Ara de Trajano” e “Duovida” são os nomes destas unidades onde cada médico terá entre 1822 a 1950 utentes. Pela experiência recolhida em Ponte, esta mudança tem tido resultados muito positivos para os utentes. Assim se espera e temos a certeza que assim irá acontecer também em Caldas das Taipas. Esta mudança no funcionamento dos Centros de Saúde tem levado os médicos, na sua generalidade, a mais horas de trabalho, mas com a expectativa de um bom funcionamento da USF poder passar ao nível seguinte. Numa consulta ao sítio da Missão para os Cuidados de Saúde Primários fica-se com a ideia de que existem muitos aspectos que ainda estão por definir, como por exemplo,

a forma das USF passarem do Modelo A (esquema de funcionamento das actuais USF) para o Modelo B, que irá oferecer melhores condições, nomeadamente económicas, aos seus profissionais. A Associação e o jornal Reflexo receberam inúmeros cartões desejando um Feliz Natal e um bom 2008. Desta forma e muito respeitosamente agradecemos e retribuimos às entidades e personalidades referidas o desejo de um excelente 2008. Para os nossos colaboradores mais directos um reconhecimento público pela dedicação demonstrada ao longo de 2007. Esperamos contar com esse empenho para continuarmos a ter um jornal não amordaçado e independente. Aos nossos anunciantes desejamos um 2008 com grandes sucessos económicos e, por último, uma palavra de agradecimento à nossa razão de ser, os leitores.

há 10 anos... NA CAPA Depois de mais uma Assembleia de Freguesia onde se trocaram farpas entre Junta de Freguesia e Taipas-Turitermas, deixamos a questão no ar: o que é que Taipas e os taipenses ganham com esta situação?

Reisadas a favor do restauro da Capela de S. Tomé A receita necessária para a remodelação da capela de S. Tomé cifrava-se em 15 mil contos, ainda no antigo escudo, que era a moeda em circulação. O concurso de Reisadas, com uma massiva participação popular, que encheu o pavilhão, conseguiu arrecadar para cima de mil contos o que representou para os organizadores uma “ajuda significativa para o restauro da Igreja Velha”. Em primeiro lugar no concurso ficou o Rancho Folclórico de Santa Cristina de Longos.

reflexo - o espelho das taipas ficha técnica PUBLICAÇÃO MENSAL / N.º 139 / JANEIRO 2008 Depósito Legal n.º 73224/93 - Registo n.º 122112 PROPRIEDADE: Associação Reflexo - Caldas das Taipas PRESIDENTE: Joaquim Pedro Martinho Silva SECRETÁRIO: Sandra Manuela Esteves Silva / TESOUREIRO: Manuel António Martinho Silva VOGAIS - Francisco Manuel Vieira Silva e Marco Emanuel Melo Ribeiro CONTRIBUINTE 503 353 230 REDACÇÃO / SECRETARIA / EDIÇÃO Av. da República, 21 – 1.º frente Apartado 4087 - 4806-909 Caldas das Taipas TEL./FAX: 253 573 192 - Email: jornal@reflexodigital.com COMPOSIÇÃO Paulo Dumas / TIRAGEM 1500 EXEMPLARES EXECUÇÃO GRÁFICA IMPRESSÃO Diário do Minho – Rua de Santa Margarida, n.º 4 4710-306 BRAGA - Telef: 253 609 460 - Fax: 253 609 465 DIRECTOR: Alfredo Oliveira REDACÇÃO: Jorge Silva; José Henrique Cunha; Manuel António Silva; Paulo Sousa, Pedro Vilas Cunha e Vera Freitas TRATAMENTO DE TEXTO: Maria José Oliveira COLABORADORES: António Bárbolo; Cândido Capela Dias; Carlos Salazar; Casimiro Silva; José Ribeiro; Leonel Ferreira; Luís Martinho; Manuel Ribeiro; Paulo Machado; Pedro Martinho; Teresa Portal e David Silva. BARCO Daniel Silva PRAZINS (Sta. Eufémia) Judite Dias FOTOGRAFIA: Lima Pereira; Reflexo; Foto Matos Os autores dos artigos assinados, são responsáveis pelas opiniões expressas, as quais podem não coincidir com as do “REFLEXO - O Espelho das Taipas”

A realização de encontros de reisadas a favor de obras no património da paróquia é algo que tem pelo menos dez anos. Por estes dias, realizou-se um encontro de reisadas no Pavilhão CART, que juntou várias colectividades, em que um dos objectivos foi arrecadar verbas para a conclusão da construção do Centro Pastoral da Paróquia de Caldelas. Há dez anos, no dia 4 de Janeiro

de 1998, algo de semelhante era organizado, mas nessa altura a favor das obras de remodelação da Capela de S. Tomé – o patrono da freguesia. Nesta altura, o “Grande Concurso de Reisadas” teve lugar no pavilhão dos Bombeiros Voluntários e foi organizado pelo Grupo Coral “Recordar é Viver”, com a participação de vários grupos provenientes de freguesias vizinhas de Caldelas.


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q destaque Duas Unidades de Saúde Familiar abriram no Centro de Saúde das Taipas

O Centro de Saúde das Taipas (CST) é o primeiro do país e, até ao momento o único, a ser totalmente convertido em Unidades de Saúde Familiar (USF). O processo finalizou no passado dia 28 de Dezembro com a abertura oficial de duas USF – “Duovida” e “Ara de Trajano” que passarão a funcionar no edifício sede do CST. Como já havíamos dado conta e depois de algumas obras de melhoramento funcional das instalações do CST – que acabaram por gerar alguma confusão no decurso das últimas semanas – às 8 horas do passado dia 28 de Dezembro, as portas das USF “Duovida” e “Ara de Trajano” abriram-se para os utentes. No início da manhã ainda eram muitos os que desconheciam a situação e que iam circulando de uma Unidade para a outra à procura do seu médico. Aliás, durante os primeiros dias de funcionamento das USF, é provável que este cenário se vá repetindo até que os milhares de utentes

conexos a estas duas Unidades se familiarizem com a nova forma de funcionamento. Contudo, ao fim da manhã do dia 28 de Dezembro, ambas as salas de espera já se encontravam completamente aliviadas de utentes. Em cada uma delas verificava-se a presença de dois ou três utentes. Poderá ter sido mera coincidência - pela aproximação da hora de almoço – mas, é este cenário que se pretende para o futuro: salas de espera apenas ocupadas pelos utentes com consulta marcada e, numa situação ideal, com um tempo de espera situado entre os 10 e os 30 minutos. Com esta nova forma de

funcionamento, a marcação de consultas passará a processar-se exclusivamente por via telefónica. A programação das mesmas será no sentido de que, caso se torne possível, haja uma capacidade de resposta por parte da USF em 48 horas à solicitação de consulta. Luís Pisco, coordenador da equipa da Missão para os Cuidados d e S a ú d e Pr i m á r i a ( M C S P ) , acompanhado por alguns elementos da sua equipa, não faltou ao primeiro dia de funcionamento das novas USF e no final da visita, encontrava-se visivelmente agradado com o que tinha visto. Questionado sobre as condições

das instalações, Luís Pisco referiu que, “o início imediato da prestação dos cuidados de saúde pelas USF Duovida e Ara de Trajano foi uma boa decisão. Foram realizadas as obras tidas por necessárias e está em aberto, para o futuro, uma intervenção mais aprofundada. As situações são diversas de local para local. A única condição que colocámos é que todo o sistema informático se encontre em funcionamento”. O facto da zona Norte do país ser aquela onde se tem verificado a abertura de USF em maior número, não surpreende o coordenador da MCSP que considera os nortenhos como “uma população muito

empreendedora”. Para Luís Pisco, a satisfação do utente é a razão principal para a criação do modelo de funcionamento das USF: “melhorar o acesso das pessoas de forma a terem, com mais facilidade, as consultas que necessitam. Outro aspecto extremamente positivo será a situação duma pessoas se deslocar à USF e não acontecer o que até a data era possível de ocorrer: o médico de família não se encontrava (por motivos diversos) e o utente ficava sem consulta ou era encaminhado para os SAP ou Urgência Hospitalar. Com a USF, isso acaba. Se o médico de família não se encontrar outro colega assume a consulta e de forma personalizada, com acesso ao processo clínico, de forma electrónica”. Outra situação apontada como positiva pelo coordenador da MCSP, com a abertura destas duas novas USF, é o facto de os cerca de 7.500 utentes que se encontravam sem médico de família verem o seu problema resolvido. Mas, então como é que se explica esta situação? Como é que de um momento para o outro, um problema que se arrasta há anos é resolvido com a criação das USF? – perguntamos nós. Luís Pisco é peremptório: “não é propriamente por «milagre». Acontece é que há uma nova forma de organização e de pagamento. Ou seja, até aqui um médico ganhava precisamente o mesmo tendo 2000 utentes inscritos – com uma carga de trabalho muito grande - ou 1000. Não havia qualquer tipo de incentivo nem para a produtividade nem para a qualidade e, a partir de Janeiro de 2008 passará a haver, para quem quiser (médicos, administrativo e enfermeiros), um modelo em que a remuneração está ligada ao desempenho. Ou seja, quem tiver mais doentes e os tratar bem vai ser recompensado por isso”.


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q destaque USF Ara de Trajano

Deputados do Partido Socialista em acção “24 Horas com a Saúde”

A “USF Ara de Trajano” é coordenada pelo médico, Nuno Dias de Castro e será constituída por seis médicos, seis enfermeiros e cinco administrativos. Horário de funcionamento: Dias úteis: das 8 às 20 horas Sábados e feriados: das 8.30 às 2030 horas Médicos que integram a USF Ara de Trajano: Dr. Nuno Dias de Castro Dr. Mário Dias Dr.ª Ana Paula Brilhante Dr.ª Célia Nunes Dr.ª Eduarda Menezes Dr.ª M. Lourdes Pinto Lisboa Telefone para marcação de consultas: 253 479 730

O coordenador da “Ara de Trajano”, Nuno Dias de Castro, refere o mais complicado vai ser convencer as pessoas que não se devem deslocar à USF, que um simples telefonema lhes poderá resolver o problema (quer em situação de consulta programada quer em situações de doença aguda). Por isso, o principal conselho que deixa aos utentes é que: “Antes de vir à USF, telefonem”.

USF Duovida

A equipa da USF Duovida é coordenada por Alice Pérez e funcionará em dois pólos: Taipas e Briteiros. È constituída por oito médicos, dez enfermeiros e sete administrativos. Destes, três médicos, três enfermeiros e três administrativos estarão destacados para Briteiros onde realizarão serviço a par do que efectuarão nas Taipas. Horário de funcionamento: Dias úteis: das 8 às 20 horas Sábados e feriados: das 8.30 às 2030 horas

Médicos que integram a USF Duovida: Pólo das Taipas: - Dr. Alberto Pérez - Dr.ª Alice Pérez - Dr.ª. Abília Fernandes - Dr. João Carvalho - Dr. Carlos Catarino Pólo de Briteiros: - Dr.ª Luísa Ferreira - Dr.ª Fernanda Rodrigues - Dr.ª Maria Luísa Ferraz Telefone para marcação de consultas: 253 479 735

À nossa solicitação sobre o que aconselharia aos utentes nesta fase inicial de funcionamento da USF, a coordenadora da equipa, Alice Pérez, pede “muita calma e que acatem as indicações que lhes vão sendo dadas”. Ao mesmo tempo lança um desafio para que “não deixem de acreditar que vai valer a pena esta mudança”.

Numa iniciativa levada a cabo pelos Deputados Socialistas da Assembleia da República, eleitos pelo círculo de Braga e que consistiu no acompanhamento durante 24 horas de vários serviços do Serviço Nacional de Saúde localizados na área de influência do Centro Hospitalar Alto Ave (concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Guimarães e Vizela), uma das duas equipas constituídas para esta acção também passou pelas Taipas, precisamente no dia de abertura das duas novas USF. Os Deputados António José Seguro, Isabel Coutinho, Ricardo Gonçalves, Sónia Fertuzinhos e Nuno Sá, acompanhados pelos seus congéneres de partido com assento na Assembleia de Freguesia de Caldelas, visitaram as instalações das novas USF e conversaram com alguns dos profissionais que compõem as equipas de ambas as USF. A visita terminaria com o grupo de Deputados da Assembleia da República a reunir formalmente com o Director do Centro de Saúde das Taipas, Alberto Pérez. No final da reunião, António José Seguro, sublinhava a presença permanente no terreno dos deputados socialistas do círculo eleitoral de Braga na tentativa de apurar aquilo que continuam a ser as necessidades fundamentais dos cidadãos, para justificar os objectivos da visita efectuada às USF das Taipas, inserida na iniciativa “24 Horas com a Saúde”. Sobre a reunião propriamente dita, António José Seguro, referiu que “consistiu basicamente na tentativa de conhecer, fase por fase, a situação, por exemplo, dum qualquer utente que se deslocava ao Centro de Saúde e como o fará agora num modelo de funcionamento de USF. Quanto tempo demora a marcação da consulta? Por quem é atendido, etc... Ou seja, “bombardeamos” o Sr. Director com dezenas de

perguntas para percebermos, em concreto, como é que tudo isto se articula. Até porque, estamos na presença dum Centro de Saúde que tem, neste momento, quatro USF e uma delas com dois pólos”. Depois de salientar que este tipo de acções na área da saúde são para repetir no futuro e concretamente sobre a avaliação ao grau de satisfação dos utentes com o funcionamento das USF, António José Seguro, referiu não ter dúvidas que a satisfação das pessoas é a razão principal para todas estas alteração. “Seria um erro catastrófico alterar a organização do sistema e não beneficiar o cidadão”. Sobre a questão duma melhor remuneração dos profissionais de saúde poder vir a onerar mais ainda as despesas estatais com a Saúde, o Deputado da Assembleia da República, faz transparecer a sua ideia pessoal de que “nem toda a despesa é má despesa! E, os gastos realizados com a Saúde dos portugueses, na minha opinião, quando feitos eficazmente, são uma boa despesa porque é bem empregue. É feita para melhorar a Saúde dos portugueses. Aquilo que nos preocupa, verdadeiramente, é se os portugueses têm melhores cuidados de saúde”.


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Assembleia de Freguesia rejeita voto de louvor à Taipas-Turitermas

A última Assembleia de Freguesia de 2007 ficou marcada pela aprovação do Plano e Orçamento para o ano de 2008, através dos votos da maioria social-democrata. As questões políticas dominaram o debate e entre projectos apresentados pelo executivo e as críticas da oposição passaramse mais de quatro horas nesta 4ª sessão da Assembleia de Freguesia, de 28 de Dezembro de 2008. A ausência do cabeça de lista do PS, José Luís Oliveira, também se fez notar. Texto Alfredo Oliveira O período antes da ordem do dia ficou marcado pela rejeição do voto de louvor à Taipas-Turitermas. O deputado socialista Luís Soares apresentou um voto de louvor a essa Cooperativa e outro ao Centro Social Pe. Manuel Joaquim de Sousa. No preâmbulo, fez alusão à entrevista dada ao Reflexo pelo Presidente da Junta. Afirmou que o PS não poderia partilhar as ofensas que Constantino Veiga produziu relativas a essas duas associações e, por tudo aquilo que teria sido falsamente dito, propunha um voto de louvor às duas associações, justificado pelo trabalho meritório que estas têm desenvolvido. Estes considerandos levaram a uma troca de argumentos e acabaram por justificar as votações verificadas. O voto de louvor ao Centro Social acabou por ser

aprovado por maioria, já que o social-democrata Miguel Matos votou favoravelmente, apesar de se ter manifestado no sentido de que existiam outras associações que justificam esta mesma tomada de posição da Assembleia. Manuel Ribeiro votou contra e justificou a sua posição, questionando se “a proposta é para penalizar a entrevista do Presidente da Junta ou para louvar o trabalho dessas duas associações?” Armando Marques (PSD), por sua vez, afirmou que o executivo nunca irá desrespeitar o Centro Social Pe. Manuel Joaquim de Sousa. “Rejeito qualquer insinuação de que a Junta se opõe a essa colectividade. Tudo o que nos foi solicitado por essa associação a Junta aprovou sem hesitação. Lanço um repto aos deputados do PS que trouxeram

o tema à assembleia, indaguem os motivos pelos quais não se pode entrar para associado desta colectividade”. O voto de louvor à TaipasTuritermas foi recusado por cinco votos contra (PSD e CDU) e uma abstenção do PSD. Miguel Matos (PSD) justificou o seu voto referindo que o trabalho da TaipasTuritermas em prol do termalismo é “praticamente nulo, tirando o protocolo com a Escola Secundária”. O presidente da Assembleia, Manuel Ribeiro, rejeitou o voto de louvor com os argumentos já expostos, acrescentando que com as mudanças na Junta e na Cooperativa, é esta que tem dado mostra de desrespeito para com o executivo da Junta.

Assembleia contra alteração legislativa Manuel Ribeiro (PSD) apresentou à discussão uma moção de rejeição relativa à eventual alteração à Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais. Essa alteração visa excluir os Presidentes de Junta de Freguesia, enquanto membros da Assembleia Municipal, da aprovação, das Opções do Plano e Proposta de Orçamento da Câmara Municipal e suas Revisões. Luís Soares, pelo PS, solicitou mais tempo para uma análise mais detalhada do documento e para consultar essa legislação em causa e que, como referiu, desconhecia. O deputado da CDU, Capela Dias, tomou a palavra e foi dizendo que “a Assembleia da República poderá aprovar essa legislação, mas também terá de ter consciência que estará a aprovar uma lei, em nome das freguesias, contra a qual estão as próprias freguesias e a Anafre. Não podemos aceitar a passagem deste atestado de menoridade que querem passar às Juntas de Freguesia. Esta moção viria a ser aprovada com os votos favoráveis do PSD, CDU, um deputado do PS e duas abstenções do PS. De uma forma mais pacífica foram aprovados votos de congratulações a diversas entidades da vila. Ricardo Costa (PS) mostrou a sua satisfação pela abertura de duas novas USF em Caldas das Taipas esperando que estas possam oferecer um melhor serviço aos utentes. João Pedro (PS) deu os parabéns ao CART, CC Taipas e Associação Re f l e x o p e l o s r e s p e c t i v o s aniversários. Miguel Matos e Nuno Araújo (PSD) destacaram o excelente trabalho desenvolvido pela ACIT com as suas últimas iniciativas. A este ponto, o PS também fez questão de se associar. Nuno Araújo felicitou ainda a Câmara pelo projecto de requalificação da entrada na vila (junto à ponte), o projecto que a Câmara apontou para os Banhos

Velhos e pelo arranque da ligação ao Avepark. Insegurança na vila Interpelado por Miguel Matos relativamente à insegurança que se vive na vila e nas freguesias sob jurisdição da GNR das Taipas, Constantino Veiga deu conta dos seus últimos contactos. O Presidente da Junta referiu que o seu último contacto tinha sido com o Governo Civil de Braga. Lamentou que não tenha sido este a receber a Junta de Freguesia. “Fomos atendidos pelo senhor José Lopes e não vim satisfeito com esse encontro, pois nada acrescentou. No entanto, toda a gente sabe que a vila continua a sofrer com a insegurança.” O Presidente da Junta deu conta que até a própria GNR já foi vítima do clima que se vive. “Chamada a repor a ordem, os elementos da GNR foram assaltados e mesmo agredidos e um elemento ainda está em mau estado. Os nossos apelos junto das entidades não têm tido eco e o que é certo é que os assaltos continuam.”

Taipas-Turitermas volta à discussão Ricardo Costa (PS), aproveitando algumas afirmações proferidas por Manuel Ribeiro, questionou sobre o que de tão grave se passa na TaipasTuritermas, acrescentando se esta Assembleia seria o local próprio para levantar essas questões. Em resposta, foi o Presidente de Junta que avançou com mais questões relacionadas com a cooperativa. “O que me deixa indignado é o que lá se tem passado e a bancada do PS nada diz sobre o assunto.” Armando Marques também fez questão de intervir nesta matéria, lançando mais uma questão. “Quando é nomeado um presidente para a Taipas-Turitermas por confiança política, tal como foi referido pelo próprio Presidente da Câmara, como é que se pode dizer que nessa cooperativa não se faz política?”.


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taipas p opinião Apreciação da actividade da Junta, e da situação financeira da freguesia A Junta de Freguesia começou por afirmar que a actividade do executivo se desenvolveu “conforme o que estava programado”. Apontou ainda as medições e orçamentos de algumas ruas que deverão ser executadas em 2008. Referiu a aquisição de um tractor e respectivos acessórios. Destacou o apoio a passeios de idosos, à ACIT, iluminação de Natal, à criação de um monumento de Homenagem aos Bombeiros Voluntários e foi ainda pedido um orçamento para a edição do roteiro turístico dos percursos museológicos a norte do concelho de Guimarães. Nuno Araújo (PSD) foi o primeiro deputado a tomar a palavra para levantar a questão da utilidade da manutenção dos semáforos no centro da vila. Constantino Veiga referiu que a sua desactivação não é consensual e que para já vai prevalecendo a ideia de que trazem mais vantagens do que inconvenientes. O tesoureiro da Junta foi de seguida alvo de vários pedidos de esclarecimento por parte de Cândido Capela Dias. Começou por dizer que os cinco mil euros da carrinha já entraram na Junta e que não aparecem nesta contabilidade pelo simples motivo da data dessa entrada se ter verificado depois do fecho deste relatório Sobre a verba de 14 mil euros reportada na rubrica “08-Diversas”, Armando Marques referiu que se trata do dinheiro das Festas de S. Pedro de 2006 que ainda não estava contabilizado. Opções do Plano e proposta do Orçamento para 2008 Neste ponto, o Presidente da Junta socorreu-se de uma apresentação multimédia para divulgar os quatro grandes projectos em que a Junta está envolvida. Alargamento do cemitério. Constantino Veiga referiu que o projecto ainda não está concluído, passará pela permuta de terrenos e espera uma decisão da Câmara Muncipal. Projecto do cais e praia fluvial. Para a zona da actual praia fluvial, o projecto passa pela remoção de areias, regularização do leito, levantamento e classificação da vegetação, construção de um passadiço até à ilhota existente no local e, no seu terminus, a construção do cais para pequenos barcos de recreio. Bar do CC Taipas. O projecto estará já em vias de aprovação final. Terá um espaço envidraçado, com esplanada e com um novo enquadramento. Parque de Lazer. A Junta está a projectar o alargamento do parque para o lado de Barco. Está à espera de um parecer da Câmara e espera que este projecto possa ser integrado no QREN. “Com a despoluição do Ave, vamos melhorar os caminhos pedonais, vamos construir uma ciclovia ao longo da margem do rio, temos uma zona para a petanca, parques de jogos (futebol e ténis) e está prevista a construção de uma nova ligação ao outro lado do rio”, acrescentou o Presidente de Junta. Da oposição, o primeiro a tomar a palavra foi Luís Soares. O deputado do PS começou por dizer que o Presidente da Junta era uma pessoa ambiciosa. No entanto, como acrescentou, “a ambição desmedida pode-se traduzir em resultados aquém do esperado, estas propostas são suas e não do PS. No final do mandato e, esperamos que consiga concretizar estes projectos, a responsabilidade será da Junta. Não poderá em caso de insucesso, responsabilizar o PS.” Relativamente ao cemitério, Luís Soares

fez questão de apontar que foi o PS que alertou para a necessidade de se proceder ao seu alargamento. Em resposta, Constantino Veiga frisou que o cemitério é da Câmara e não da Junta. “É um projecto que se vem arrastando ao longo dos anos e a Câmara demora a tomar algumas decisões.” Armando Marques acrescentou que o “sentido da responsabilidade que a Junta tem não nos permite dar as respostas que o PS merecia ouvir”. Capela Dias mostrou-se pouco confiante quanto à execução dos projectos apresentados. “Não acredito que qualquer desses projectos possa ser contemplado pelo QREN e se as verbas apresentadas no orçamento forem para pagar os estudos apresentados, mais vale poupar esse dinheiro”. “O que diria o senhor deputado Capela Dias se a Junta não apresentasse qualquer projecto?” rebateu Constantino Veiga. “Domingos Bragança desafiou a Junta a apresentar projectos e foi o que fizemos. Se eles não avançarem não será da nossa responsabilidade. ”. Ricardo Costa, do PS, apelidou o orçamento apresentado de “dramático”. “A Junta vai reduzindo as percentagens de investimento. A Junta não pensa no futuro, não investe e aumenta as despesas correntes. Algumas são necessárias mas não trazem valor acrescentado para a Junta de Freguesia.” Armando Marques respondeu que a oposição não se entendia. “O deputado Luís Soares afirmou que éramos ambiciosos, agora o deputado diz o contrário. Não percebo. Fala no investimento, mas esqueceu-se também de dizer que as verbas provenientes da Câmara também diminuíram. Este executivo teve o cuidado de chamar a oposição e de ouvir o que tinham a dizer. Dizem que estas não são as suas obras. Digam então quais são as que o PS quer fazer? O que apresentaram foram duas mãos cheias de nada”. Para Capela Dias o bloco central estava a funcionar em pleno nesta Assembleia. “A questão do cemitério é puro jogo político. O que está em causa é a autorização da Câmara para avançar com a obra.” Constantino Veiga voltou a falar para dizer que “a Junta de Freguesia de Caldelas não pode suportar uma obra que é da responsabilidade da Câmara”. No final, os socialistas votaram contra e o deputado da CDU absteve-se. Intervenção do público Antes da intervenção reservada ao público, a Assembleia aprovou por unanimidade a alteração de toponímia “Travessa de S. Brás” e da “Viela da Lama”. Do público destacou-se a intervenção habitual de Carlos Marques. Defendeu que às perguntas do público deveria ser o respectivo deputado a responder. Quanto aos projectos apresentados pela Junta de Freguesia referiu que são fundamentais para o desenvolvimento da vila e importantes para as freguesias a norte do concelho. “O dinheiro do orçamento da Câmara também é da população destas freguesias. Estas freguesias não podem estar constantemente a subsidiar os projectos para a cidade e nada ter de retorno. Senhor Presidente da Junta, não deixe que aconteça ao cemitério o que aconteceu com os terrenos da zona de lazer, em que a Câmara se apropriou do que era das Taipas. A Câmara já retirou 1500 metros quadrados ao alargamento desse espaço. ”.

CÂNDIDO CAPELA DIAS

A Gaveta das Promessas A Junta de Freguesia entregou aos membros da assembleia os documentos discutidos e votados na última sessão deste ano, na noite de 28 de Dezembro. Bom seria que os leitores do “Reflexo” os consultassem para perceberem o que podem esperar da equipa que governa as Taipas durante o ano de 2008. Foi o que eu fiz. No próximo ano a Junta vai dispor de 374.036,08 euros, provenientes de receitas correntes e de receitas de capital, que vai gastar em pessoal (60.301,08€), em aquisições de bens e serviços (123.865,00€), com escolas EB1 (50.000,00€), com instituições sem fins lucrativos (17.750,00€), com as Festas de S. Pedro (30.000,00€), com obras (100.000,00€) e o restante em miudezas. Ou seja, repartindo o bolo pelos objectivos principais, temos que para funcionar a Junta gasta 49,2% do que recebe; gasta 18,2% em apoio a instituições da vila; e em obras vai gastar 27,1% do total recebido. Numa análise rápida, duas evidências: o peso da despesa de funcionamento, que “come” praticamente metade do orçamento, e simetricamente o pouco peso do investimento. Daqui se pode partir para uma conclusão – o que se gasta em funcionamento, falta para obras. E sendo assim, o que mais importa é procurar saber se é possível economizar nas diversas despesas de funcionamento, porque quanto menos nelas se gastar mais sobra para acções duradouras, mais fica para a concretização de sonhos e de promessas eleitorais. Tendo em consideração o facto de sob a designação de despesa corrente estarem gastos fixos e gastos variáveis, isto é gastos que a Junta tem de suportar e outros que ou dependem das suas opções políticas ou da sua actividade, o importante será conhecer uns e outros para ver onde se pode poupar. Há quem se agarre às Festas e nelas concentre a sua atenção e a sua crítica. Pessoalmente também acho que a Junta deve atribuir um subsídio, mas nunca as financie por completo e não faça a gestão das mesmas, por vários motivos. Há mais gastos supérfluos ou mal explicados além das Festas. Como, por exemplo, os relacionados com estudos e projectos e trabalhos especializados e publicidade. Seja por imperativo de transparência, seja por imperativo ético, a Junta deve explicações aos seus representados. Pela parte que nos toca, pedi-las-emos. Estas e outras, recusando cenas de falsa oposição.


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à volta opinião

MANUEL RIBEIRO

Anunciado programa para as festas de Carnaval 24:00 Horas – Sessão de Fogo de Artifício

A ditadura do sistema Os casos multiplicam-se: é o professor da DREN perseguido por “alegadamente” ter vociferado contra o primeiro ministro; é a directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho exonerada por ter “consentido” a afixação de noticias que visavam negativamente o ministro da saúde; é o jornalista José Rodrigues dos Santos que “leva” com um processo disciplinar por declarações sobre o controle da liberdade de informar; é o ex-director do Gabinete de Segurança do Ministério da Educação que afirma que foi demitido por delito de opinião depois de ter servido durante 22 anos aquele Gabinete; é a ditadura do sistema, (de Sócrates) no dizer de Pacheco Pereira e de António Barreto, de um país pobre, cada vez mais dependente do estado e amedrontado por um poder politico estruturalmente autoritário. Tomam verdadeiro sentido, agora, as célebres palavras do dirigente socialista, Jorge Coelho, de que “quem se meter com o PS leva”. O autoritarismo pobre do estado encontra paralelo na vida politica local, num concelho cada vez mais dependente da Câmara e amedrontado. Os dados são os seguintes: o concelho de Guimarães, equiparado em população ao concelho de Braga, entregou a titulo de IRS de 2006, pouco mais de 60 milhões de euros; o concelho de Braga entregou mais de 120 milhões de euros – sensivelmente o dobro. Por este critério dir��amos que os rendimentos auferidos pela população residente no concelho de Braga são o dobro dos de Guimarães. Neste ponto de vista, o concelho de Guimarães. No entanto, o orçamento da Câmara de Guimarães é superior ao da Câmara de Braga. O autoritarismo revela-se no seguinte: a freguesia e a vila das Taipas que por vontade dos Taipenses foi eleita pelas listas do PSD, não tem direito a subvenções da Câmara para além de um mínimo insignificante por que a Câmara é PS, apesar do muito trabalho e bons projectos que a Junta apresenta; O Presidente da Junta de Caldelas queixa-se, publicamente, que os seus projectos não passam na Câmara; o tesoureiro da junta queixa-se, em sessão pública da assembleia de freguesia, que está à espera de ser admitido como associado do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, há muitos anos. Como é público, esta associação, é completamente dominada por elementos ligados ao PS. Temos as empresas municipais pejadas de militantes e assumidos simpatizantes do PS, num circuito fechado, onde poderá valer a “lei do silêncio” própria de organizações menos recomendáveis. Temos um concelho (excluindo a cidade) onde, por falta de dinheiro ou estratégia na sua aplicação, não se faz obra. Contudo, quem responde por elas junto do cidadão anónimo, é o Presidente da Junta local que tem de estar calado sob pena de ainda ser pior para si e para a “sua” freguesia. A lei do silêncio (não publicada) prevalece para que a organização floresça. Aprestam-se agora, para formalizarem em diploma com valor de lei, a consagração plena, e para ser legitima, impedir que os Presidentes de Junta discutam e, aprovem ou rejeitem, os documentos que consagram as opções do plano e orçamento do município. A ditadura do sistema está aí e prospera com prejuízo para o país e paras as localidades. Maus augúrios para 2008.

Segunda-feira – 4 de Fevereiro 21.30 Horas – Espectáculo Musical com a Banda “Kontr@stes” 24:00 Horas – Sessão de Fogo de Artificio no Parque da Escola Secundária

Domingo – 3 de Fevereiro 15 Horas – Desfile das crianças 16:30 Horas – Entrada de Palhaços 17:30 Horas – Entrega de prémios a todos os participantes 18:00 Horas – Artista Surpresa (Coreto do Jardim Público) 21:30 Horas – Espectáculo Musical com o “Trio Batisband” no Parque da Escola Secundária

Terça-feira – 5 de Fevereiro 9:00 Horas – Será exposto o “Arturinho” na Rua Prof. Manuel José Pereira 14:30 Horas – Desfile de Carros Alegóricos que percorrerão as principais Ruas da Vila 16:00 Horas – Espectáculos de variedades com a presença do “Trio Boémios” e outras surpresas 21:00 Horas – Levantamento do “Arturinho” percorrendo as Ruas da Vila até ao Rio Ave. No final, grandiosa sessão de Fogo de Artificio.

Reisadas ajudam construção do Centro Pastoral A festa dos Reis, nas Caldas das Taipas, volta a realizar-se no pavilhão CART, com um Grande Encontro de Reisadas. As receitas decorrentes deste espectáculo de variedades reverterão a favor da conclusão da construção do Centro Pastoral da paróquia de Caldelas. A festa está marcada para o dia 13 de Janeiro, domingo, com início previsto para as 15 horas. São esperadas as participações de vários grupos musicais, como o já consagrado Trio Os Boémios, a

Banda Musical de Caldas das Taipas e o Grupo Musical Top 5. O programa será alargado e diversificado, com a participação de vários ranchos folclóricos e grupos corais. Esta é uma iniciativa da Comissão Fabriqueira da Paróquia de Caldelas e que conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Caldas das Taipas, da Alves Som e do CART. N o d i a a n t e r i o r, s á b a d o , realiza-se em Guimarães o já

tradicional encontro de Reis. O programa deste ano terá início às 14 horas com a visita a várias instituições de solidariedade social e ao Estabelecimento Prisional de Guimarães. O cantar das Reisadas está marcado para as 21 horas no Largo da Oliveira. O grupo “Recordar é Viver”, das Caldas das Taipas, tem-se destacado nas últimas edições das Reisadas de Guimarães.

MAT apresenta propostas para 2008

O Movimento Artístico das Taipas (MAT) reuniu-se no passado dia 21 de Dezembro em AssembleiaGeral para efectuar uma análise das actividades realizadas por aquela associação no ano de 2007 e lançar as propostas de actividades

para o ano que agora se inicia. Das actividades propostas pelo MAT para 2008 estão a realização da segunda edição do Mostra-T – uma pequeno festival indoor para as bandas associadas ao MAT poderem mostrar o seu trabalho e que assume uma periodicidade bianual. A primeira edição realizou-se em 2005, no auditório dos Bombeiros Voluntários das Taipas. Outra das actividades a desenvolver será a organização de mais uma edição do Barco Rock Fest que, segundo responsáveis pelo MAT, continuará a tendência de uma aposta crescente, no

sentido de uma maior afirmação não só do festival, mas de toda a região. Uma terceira actividade, que faz parte do Plano de Actividades do MAT será a organização de uma concurso de bandas a nível nacional, a realizar já próximo do final do ano. Durante a reunião foi lançada a vontade de abrir o âmbito de actuação da associação a outras disciplinas artísticas, para além da música, como a fotografia e o teatro que, de acordo a direcção do MAT, reúne um elevado número de entusiastas entre os seus sócios.


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Vimágua com falência técnica no horizonte A Vimágua, empresa intermunicipal de abastecimento de água e saneamento de Guimarães e Vizela, deverá transformar-se até ao final do ano numa sociedade anónima. Esta alteração decorre da alteração do quadro legal que define o regime jurídico do sector empresarial local. O novo regime prevê que as empresas municipais tenham um novo modelo de organização e ainda um novo esquema para o seu endividamento. A proposta de alteração, que foi apresentada da reunião de vereadores de 6 de Dezembro, deverá ser aprovada na próxima reunião da AssembleiaMunicipal. Vítor Ferreira, vereador do PSD levantou algumas questões relativamente ao novo Estudo de Viabilidade Económico-Financeira que foi encomendado para servir de sustentação à alteração do

regime da Vimágua. O novo estudo indica que, mantendo-se as actuais condições tarifárias, a Vimágua entrará em falência técnica no ano de 2010, sendo necessária uma injecção de capital por parte das Câmaras Municipais. Vítor Ferreira comparou ainda as previsões do estudo anterior, elaborado aquando da Vimágua em 2001, com os resultados entretanto obtidos. Não tendo sido registados desvios relativamente às previsões desse primeiro estudo, Vítor Ferreira questiona porque é que agora um novo estudo, seis anos depois, vem anunciar a falência da Vimágua. Avançando com a possibilidade de esta empresa estar a ser mal gerida. As tarifas da Vimágua deverão sofrer aumentos anuais de 5% até ao ano de 2011. Após esse ano, os aumentos serão indexados à taxa

da inflação nacional. Mais uma vez, Vítor Ferreira lamentou o facto de a população ser chamada a pagar a factura pela opção política nas opções de investimento da Vimágua. Pelo outro lado, Domingos Bragança, negou que a Vimágua esteja a ser mal gerida e referiu ainda que a empresa é modelo a nível nacional no sector. Júlio Mendes disse que a opção do investimento da Vimágua foi mal sucedida por o Governo, na altura do PSD, inviabilizou a comparticipação estatal àqueles investimentos. Finalmente, o presidente António Magalhães lamentou o tom “catastrofista” do PSD e defendeu dizendo que a câmara é prejudicada por ser pioneira em determinados processos. Paulo Dumas

AMAVE constrói estação de tratamento por vermicompostagem A AMAVE – Associação de Municípios do Vale do Ave irá iniciar a construção de uma estação de tratamento de resíduos sólidos orgânicos utilizando a capacidade de decomposição da matéria orgânica dos vermes. Daí que o nome técnico dado

a este tipo de tratamento seja vermicompostagem. A nova estação, que entrará em funcionamento no final do primeiro trimestre de 2008, depois de um investimento total de 150 mil euros, onde se inclui uma comparticipação de fundos

europeus. A capacidade da nova estação será de tratamento de mil toneladas de resíduos por ano, servindo todos os municípios actualmente cobertos pelo SIRVA (Sistema Intermunicipal de Resíduos do Vale do Ave.

“Quadrilátero do Minho” seleccionado para o Polis XXI A candidatura ao programa Polis XXI, apresentada em Novembro último pelo conjunto de cidades de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, foi uma das cinco seleccionadas como projectos-piloto a desenvolver no âmbito daquele programa, lançado pela Direcção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano. As cinco propostas agora seleccionadas foram escolhidas de um total de 26 candidaturas apresentadas. O programa “Política de Cidades Polis XXI” foi lançado pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão em

Abril de 2007, durante o ciclo de conferências “ Viver as Cidades”, realizado em Lisboa. Entre os objectivos deste programa estão questões relacionadas com a promoção da competitividade e a inovação, através de políticas de desenvolvimento territorial. Este programa deverá ainda procurar formas de investimento que permitam transformar as cidades em espaços de coesão social, de competitividade económica e de qualidade ambiental. O processo de candidatura foi liderado pelo município de Braga, que manifestou já a sua satisfação pela selecção da candidatura, que

ficou classificada em primeiro lugar na lista de seriação. O projectos a desenvolver, no âmbito deste pacote financeiro s u p o r t a d o p e l o s Pr o g r a m a s Operacionais Regionais, não são ainda conhecidos. António Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, fez saber que por parte de Guimarães, o projecto CampUrbis poderá ser financiado pelo Polis XXI. Para além de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, juntam-se como parceiros a Universidade do Minho e o CITEVE - Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário. Paulo Dumas

opinião

à volta JOSÉ LUÍS OLIVEIRA

“Óscares 2007” Neste final de ano, e a exemplo do transacto, faço o balanço daquilo que de mais positivo e importante ocorreu na nossa vila em 2007. Trata-se, obviamente, de uma análise pessoal e subjectiva e, como tal, imperfeita. Por isso, peço que me relevem algum esquecimento ou injustiça cometida. Desta vez não vou atribuir nenhum “Óscar”, embora o merecessem, ao Avepark, ao Centro Pastoral e à Escola Secundária, uma vez que já foram por mim escolhidos no ano 2006. Aqui vão os meus “Óscares” de 2007: ACIT – Foi formalmente criada, este ano, a Associação Comercial e Industrial das Taipas, numa iniciativa louvável pelo empreendedorismo demonstrado pelos seus fundadores. E está, sobretudo, de parabéns a sua Direcção, pelas inúmeras iniciativas que têm levado a cabo, que têm desempenhado um papel importante na promoção e divulgação do comércio e indústria locais. ANTÓNIO LIMA PEREIRA – Foi o homem que salvou o C.A.R.T. do impasse directivo que se adivinhava. Trata-se de um ex-atleta do clube, que fazia parte do elenco directivo anterior. A sua eleição para a Direcção é um excelente exemplo de renovação. Ao dar este passo demonstrou ser um homem de muita coragem e com vontade de fazer algo mais pela vila. Acresce que, até agora, tem desempenhado, a par dos restantes elementos da Direcção, um bom trabalho. BLOG “O POLVO DAS TAIPAS” – 2007 foi definitivamente o ano do boom de blogs dedicados à vida social e política taipense. De entre estes, merece especial destaque o excelente blog “O Polvo das Taipas” (www.opolvodastaipas.blogspot.com), que, com muita ironia e humor, trouxe uma nova e diferente forma de encararmos a vida política e social taipense. Bem-haja o seu autor, que apesar de se manter no anonimato, revela grande sentido de humor, inteligência, escrita fácil e uma imaginação muito fértil. BOMBEIROS PARTEIROS – O nosso Corpo de Bombeiros tem a fama e o proveito, de há longos anos a esta parte, de ser um grupo de voluntários bem preparado, disciplinado e trabalhador. Deste grupo destacaram-se este ano três jovens bombeiros que assumiram, no dia 28 de Agosto, o papel de parteiros ao darem apoio a uma jovem mãe de 17 anos que, nessa madrugada, se deslocou ao quartel já sem tempo para ser transportada para o Hospital de Guimarães para a realização do parto. COMISSÃO ADMINISTRATIVA DO C. C. TAIPAS – Nos últimos anos, não tem sido fácil a vida do Clube Caçadores das Taipas. A par das sucessivas crises directivas, o regresso aos campeonatos Nacionais tem vindo a ser sucessivamente adiado. Merecem um aplauso todos os associados que se prestaram a integrar a Comissão Administrativa que gere, neste momento, o clube e que, finalmente, levará a equipa sénior novamente à III Divisão Nacional. JORNAL “TRIGAL” – O jornal “Trigal”, editado e publicado pela nossa Escola Secundária, venceu, este ano, o Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo projecto Público na Escola (do jornal “Público”). Um excelente trabalho dos seus autores e colaboradores e mais um motivo de orgulho, não só para a Escola, como para a vila. E para o ano haverá mais… (jluisoliveira@clix.pt)


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escolas opinião

CASIMIRO SILVA

http://casimirosilva.blogspot.com

Ministra da Educação visita a Escola Secundária a 12 de Janeiro

a história é feita de enganos ângulos de visão – O senhor Nietzche (pai da ideia do eterno retorno e, portanto, de repetição sistemática do ritmo do tempo e das coisas) dizia que “o homem é uma corda, atada entre o animal e o além-do-homem – uma corda sobre o abismo”. E, talvez preocupado com esta ideia, desabafava: “ai de mim! Para onde foi o tempo?”. Se, no dia-a-dia, fossemos pensando muitas vezes nestas preocupações do filósofo alemão, de certeza que não vivíamos. Pelo menos ao ritmo a que tudo vai acontecendo. Ou então, há muito que estaríamos enterrados no seu abismo. Talvez por isso Nicolau Maquievel nos tenha deixado um recado: “os preconceitos estão mais enraizados do que os princípios”. E estão. A julgar pelo ritmo dos acontecimentos que nos esmagam contra o tempo. E pela falta de coragem com que nos deixamos envolver neles. a consciência é uma terrível maldição – O tempo (para que sejamos capazes de nos entender) por decisão de alguém que não sabia onde era o início da rua, foi dividido em estações. E anos. E as coisas, em acontecimentos. Como adoramos viver com os preconceitos que nos vão impondo, adoramos organizá-los por ideias preconcebidas. Para fazer balanços. Assim como quem fecha a loja e fica a aguardar a reinvenção das ideias. São equívocos da nossa tradição? Talvez, mas são (pelo menos) a forma de arrumar memórias. Mesmo que algumas nos façam chorar. Porque vêm de sítios mudos. Ou das ruínas dos sonhos. recordar impulsos?! Isso importa? – Em ano de referendo do aborto (em que quase 60% dos portugueses disseram estar fartos da situação que se vivia nos serviços públicos e queriam que tudo fosse bem melhor) e da terrível discussão sobre a proibição de fumar em público, o mundo da justiça português foi (quase) dominado pelo rapto ou (desaparecimento, ou o quê?) de uma menina inglesa que estaria com os seus pais a gozar o sol algarvio. Desde essa altura os jornais, os jornalistas, a policia, os cidadãos e todos nós (também somos cidadãos senhores!) nunca mais fomos os mesmos. Por culpa de uma visão superlativa inglesa que tenta (ainda bem que não passa de tentativa!) reduzir-nos à indiferença. À sua indiferença. Que bom que é estes senhores estarem do outro lado do canal! os mais velhos são o nosso vínculo à história – 2007 – que imprimiu um “Expresso” dizendo que Guimarães é a segunda melhor cidade portuguesa para se viver (logo a seguir a Lisboa), trouxe o Vitória de Guimarães ao seu lugar de destaque na primeira Liga de futebol português, criou a Fundação Martins Sarmento e pôs os vimaranense a falarem do seu futuro colectivo (discutindo cinco projectos que os farão trilhar o futuro) – disse que o Rock in Taipas (que este ano até teve direito a figurar no sítio da internet da estação televisiva estatal e tudo!) foi (realmente) o salto em frente para a confirmação dos festivais de verão do baixo Minho (muito boa a presença dos Coldfinger), veio dizer que em 2008 tudo terá que ser diferente. Sob pena de deixar desmoronar um trabalho inteligente, persistente e muito bem conseguido. Disse que a criação da Associação Comercial na vila (também) foi uma sapatada de luva branca em certa indiferença da casa dos Moura Machados. Não se percebe, por exemplo, que de repente, o dia do pai (alguém se lembrou que é o dia da criação do concelho de Vizela?) passasse a ser comemorado na vila de Caldas Taipas. Com comboio ecológico para pais e filhos a caminho do S. José na Póvoa de Lanhoso? A ideia, diziam, era promover o comércio local. Se António Magalhães não passasse pela vila e visse que faltava espaço para os peões (com tantos carros em cima dos passeios a exigir uma rápida intervenção da GNR) não havia mesmo nada para os comerciantes taipenses! a rainha não treme – Quando todos os desgraçados do passado diziam que o fim do porte pago destruiria de vez os jornais regionais em Portugal, Santos Silva veio ao Gabinete de Imprensa dizer que isso era mentira. E é. Porque já há jornais de qualidade a viverem com os seus próprios meios. Como este aqui. Que avançou com novos conteúdos na sua edição online, passou a relacionar-se ainda mais com os seus leitores (através do envio da newsletter) e lançou os fóruns. É verdade que este espaço de discussão nem sempre foi em frente, mas teve momentos excelentes. Como quando desafiou os sues leitores a dizerem se “Taipas marca mesmo?”. Aquilo não foi uma “peixeirada” (porque, como alguém dizia, “quando se trata de falar de coisas sérias ou fogem com o rabo à seringa ou simplesmente falta coragem para o fazer”) foi discussão. Porque, de facto Caldas das Taipas “marca. Marca os que cá nasceram e vivem. Os que cá nasceram e já não vivem e alguns que, não nascendo cá, cá vivem”. antes de fechar a porta – o povo tem sempre razão. E então quando diz que “os patos põem os ovos em silêncio. As galinhas, pelo contrário, gritam muito quando põe os ovos. Resultado: toda a gente come ovos de galinha”.

Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, estará presente na cerimónia de entrega dos diplomas aos jovens e adultos que concluíram, no ano de 2007, os respectivos Cursos Tecnológicos, Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) e os Processos de Reconhecimento e Validação e Certificação de Competências (RVCC). O Centro Novas Oportunidades a funcionar na Escola Secundária desde 5 de Junho de 2006 tem privilegiado a qualificação dos

jovens e adultos, tal como referiu o Presidente do Conselho Executivo. José Augusto Araújo a propósito desta cerimónia, fez questão de referir que a aposta deste centro não se faz sentir somente na certificação. Por consequência, mais do que falar em números, destaca que numa zona do vale do Ave onde a escola se insere, é fundamental que os trabalhadores estejam cada vez melhor preparados para responderem aos novos desafios lançados pelas recentes transformações ocorridas na União Europeia. Nesta sessão serão ainda assinados protocolos com algumas escolas e empresas. Será de destacar a parceria que será estabelecida com a Associação Comercial e Industrial de Caldas das Taipas (ACIT). José Augusto Araújo entende que esta plataforma de entendimento com a associação representativa do sector poderá ser uma mais-valia para o CNO e, em contrapartida, o sector comercial e industrial da vila poderá passar a ter uma mão-de-obra melhor qualificada, melhorando os seus serviços. “É nosso objectivo, com o estabelecimento deste protocolo, chegar às pequenas e mesmo microempresas. A escola poderá oferecer uma formação mais específica

atendendo ao sector de actividade da proveniência dos adultos.” O CNO da Secundária de Caldas das Taipas pretende valorizar os conhecimentos que as pessoas foram adquirindo quer da sua experiência de vida quer através da sua vivência profissional. Como é do conhecimento público, qualquer adulto se pode candidatar ao processo de RVCC. Para o Nível Básico tem de ter mais de 18 anos, não ter completado o 4º, 6º ou 9º anos de escolaridade e ter adquirido conhecimentos e competências através do seu percurso de vida. Para o Nível Secundário, para além dos 18 anos, terá de ter pelo menos três anos de experiência profissional e conhecimentos mais ou menos aprofundados de uma língua estrangeira e de informática. Para mais informações poderá sempre passar pela Escola Secundária ou consultar através da internet em http://esb3caldastaipas.pt/cno/. Para finalizar, será de referir que esta cerimónia decorrerá no dia 12 de Janeiro, pelas 15h30, nas instalações da Escola Secundária e contará com uma intervenção final da Ministra da Educação.

Jornal Trigal com nova edição Após ter sido um dos vencedores do concurso nacional promovido pelo jornal Público, era com alguma expectativa que se esperava mais uma edição do jornal da Escola Secundária de Caldas das Taipas. O resultado final correspondeu às expectativas. Ao longo de 28 páginas podemos encontrar uma grande variedade de artigos. Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos da Oficina de Comunicação passam pelos vários géneros jornalísticos e temáticas bastante diferenciadas. A primeira página dá destaque a uma entrevista com “o principezinho” do espectáculo produzido por Filipe La Féria. As chamadas vão para o Centro

Novas Oportunidades da escola, uma referência à participação no

programa Comenius que a escola vai desenvolver com outras escolas de 5 países da União Europeia subordinado ao tema “A cidadania na Europa” e ainda às diversas actividades realizadas na escola. De referir que no interior ainda se pode ler uma breve entrevista com um dos escritores do momento, José Rodrigues dos Santos e, claro está, não poderia faltar a reportagem da ida a Lisboa para receber o prémio de melhor jornal. O único senão é o anúncio da vinda à escola da Ministra da Educação a 5 de Janeiro, quando agora já se sabe que essa visita teve de ser adiada para o dia 12 do mesmo mês.


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reflexo | janeiro de 2008

p reportagem g Balanço do mandato autárquico O outro lado

Depois de no mês passado se ter auscultado Constantino Veiga após dois anos de mandato, desta vez confrontarmos outros agentes políticos e institucionais para nos fazerem o seu próprio balanço, assim como conhecer reacções relativamente a algumas afirmações do presidente da Junta de Freguesia de Caldelas. Entrevistas de Alfredo Oliveira, Manuel António Silva e Paulo Dumas | Edição de texto Paulo Dumas

Na anterior edição do jornal Reflexo, Constantino Veiga, eleito presidente da Junta de Freguesia de Caldelas nas últimas eleições autárquicas, concedeu uma segunda entrevista a este jornal. Nessa entrevista, o autarca fazia um balanço de dois anos de mandato e lançava algumas pistas sobre o que poderão ser os próximos dois anos. Ao mesmo tempo, Constantino Veiga retratava um pouco o ambiente político que se vive na freguesia de Caldelas, mostrando alguns motivos da sua insatisfação, particularmente no que toca, segundo ele, à falta de apoio da oposição e da própria Câmara Municipal. Desta vez procuramos recolher algumas reacções de outros actores políticos locais e de algumas entidades visadas na referida entrevista: António Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Guimarães; José Luís Oliveira e Cândido Capela Dias, líderes da bancada socialista e comunista na Assembleia de Freguesia, respectivamente, foram as personalidades que nos responderam. Um dos motivos mais fortes da campanha eleitoral do PSD, há dois anos, foi um conjunto de projectos que o entretanto eleito executivo se desafiou lançar até ao final do mandato. Entre eles o alargamento do parque de lazer, a chamada Casa das Artes, um cais fluvial e um projecto

para a concentração escolar. Constantino Veiga garantiu na entrevista que esses projectos estão em andamento e que alguns já foram mesmo entregues à Câmara Municipal de Guimarães, estando a ser analisados pelos técnicos de urbanismo. António Magalhães, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, entretanto ouvido pelo Reflexo, confirma que alguns projectos estão a ser gizados para a vila termal. Uns pela iniciativa da própria edilidade vimaranense, como o projecto para a zona da entrada na vila pelo lado de Guimarães e outros pela iniciativa da Junta de Freguesia de Caldelas. “Há um conjunto de obras que foram hierarquizadas em termos de execução e que precisam de ser contempladas em candidaturas ao QREN” – o Quadro de Referência Estratégico Nacional, documento que dirige as prioridades de aplicação dos fundos europeus. O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães refere-se ainda a alguns projectos que Constantino Veiga fez chegar a Santa Clara. O primeiro foi a Concentração Escolar, que o edil rejeita liminarmente, refugiando-se nas determinações da Carta Educativa para o Concelho de Guimarães, documento de planeamento dos recursos educativos, que a Câmara Municipal de Guimarães aprovou há um ano atrás.

“Não há nada a fazer” – diz António Magalhães. “O parque escolar que temos no concelho tem premissas no âmbito da Carta Educativa, que nós vamos cumprir”. Mesmo assim, Magalhães mostra-se cauteloso, afirmando que não avançará com obras de grande dimensão, sem saber primeiro como é que as mesmas serão financiadas. Depois de a Câmara Municipal de Guimarães ter apresentado, na recta final do ano passado, um conjunto de projectos a serem executados na cidade de Guimarães, Constantino Veiga, na última sessão da Assembleia de Freguesia, apresentou de forma análoga os seus projectos para a vila das Taipas. Também aqui houve motivos de dissonância. Constantino Veiga criticou severamente os projectos que estão em discussão para a cidade, acusando a Câmara de “olhar apenas para a cidade, em vez de olhar para as 69 freguesias do concelho”. Por seu lado, António Magalhães entende que este discurso adoptado pela presidente de Caldelas é “um discurso simplista. O senhor presidente da Junta de Freguesia diz que se ri, mas não deveria ter muitos motivos para se rir tendo em conta o que tem feito”. Lamenta o tom com que Constantino Veiga condena os projectos: “custa a crer que uma pessoa que deveria ter um suporte técnico


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p reportagem g “O senhor presidente da junta continua a navegar em águas turvas” António Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Guimarães e intelectual, se expresse nos moldes em que o faz”, diz Magalhães, explicando que os projectos apresentados para Guimarães, dificilmente fariam sentido noutro local a não ser na cidade. Quanto à actuação de Constantino Veiga à frente da Junta de Freguesia, António Magalhães é da opinião que a Junta de Caldelas está a querer fazer o que não é da sua competência. “O senhor Presidente da Junta de Freguesia de Caldelas continua a navegar em águas turvas. A Câmara Municipal de Guimarães tem competências que não cabem à Junta de Freguesia e não abdica delas. Há assuntos que dizem respeito à Câmara Municipal e será assim que vamos continuar a trabalhar” – garante o Presidente da Câmara. Os dois líderes da oposição, também contactados via correio electrónico para responderem a algumas questões, são da opinião de que a entrevista de Constantino Veiga nada trouxe de novo. José Luís Oliveira entende que Constantino Veiga assumiu o “estilo a que já nos habituou, nada disse”. Não disse mas disse: “passou toda a entrevista ou a vangloriar-se, a vitalizar-se ou a ofender pessoas e instituições” – ataca o líder socialista. Por seu lado o representante da CDU refere-se às declarações do Presidente da Junta de Freguesia como “vagas e contraditórias”. Diz ainda que Constantino Veiga “disparou em todas as direcções, contra a câmara, as oposições, as colectividades da vila e os investidores. O Tino é um náufrago” – completa Capela Dias, que analisa os últimos dois anos como “tempo perdido em guerras de afirmação, com as quais ninguém ficou a ganhar”. José Luís Oliveira por seu turno, defende a opinião de que este mandato foi uma “desilusão absoluta e de constatação de que as promessas eleitorais foram feitas apenas e só para enganar os eleitores”. Para esta análise negativa da primeira metade do mandato de Constantino Veiga contribuíram vários aspectos que os socialistas e comunistas enumeram. José Luís Oliveira destaca “o não cumprimento de qualquer promessa eleitoral”, para além da “hostilização constante à Câmara Municipal de Guimarães e os ataques e ofensas a algumas associações e instituições da vila”. Capela Dias refere três pontos negativos que caracterizaram o mandato de Veiga até

agora: “a falta de rigor e a transparência nas contas”; o “nepotismo e favoritismo”; e finalmente, o “excesso de linguagem”. Quanto ao primeiro aspecto, Cândido Capela Dias lembra que “ainda hoje não são claras as contas das festas, particularmente as contas relativas ao negócio da cerveja”. O negócio da carrinha e da aparelhagem de som foram para Capela Dias “dois exemplos de favorecimento a familiares e amigos à custa da Junta”. Finalmente, quanto à linguagem utilizada nas entrevistas e intervenções proferidas, Constantino Veiga “excede-se e diz o que não devia em relação à câmara, ao seu presidente e a alguns dos seus vereadores, que em nada favorecem as relações institucionais normais de dois órgãos autárquicos com competências específicas sobre a vila”. Deveria Veiga adoptar uma posição seguidista? Capela Dias responde que “ninguém espera dele que seja seguidista como o seu antecessor, mas também não é preciso passar de uma postura silenciosa e reverente para outra mais irrequieta, mais ruidosa, mas de poucos ou nenhuns resultados positivos”. Estes dois anos tiveram também, segundo estes dois políticos, aspectos positivos. José Oliveira ironicamente responde: “olhando para as promessas a coisa fica complicada, mas saúdo a recuperação do coreto”. Num tom mais sério Capela Dias destaca “a reorganização da contabilidade, que está melhor do que estava. Os casos que a ensombram são da responsabilidade dos políticos, não dos técnicos [de contabilidade]”. A centralidade que Caldas das Taipas tem ou deveria ter (dependendo das perspectivas) divide os políticos locais. Tendo em conta uma abrangência concelhia, como se deverá posicionar a vila e que opções políticas deveriam ser tomadas? Para uns Caldas das Taipas deveria merecer toda a atenção tendo em conta os desafios que se avizinham. Por outro lado, há a posição de que a vila tem o essencial. António Magalhães admite que Caldas das Taipas poderá assumir o seu potencial centrípeto: “Caldas das Taipas beneficia de tudo o que se passa à sua volta. O que se faz no centro das Taipas não se faz na sua periferia, com o mesmo princípio da cidade de Guimarães que funciona como pólo centrípeto de todo o concelho”. Nesta discussão sobre as políticas da


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reflexo | janeiro de 2008

p reportagem g “As promessas eleitorais foram feitas apenas e só para enganar os eleitores” José Luís Oliveira, eleito na Assembleia de Freguesia pelo Partido Socialista

Câmara Municipal para concelho, Constantino Veiga vai mais longe e acusa o presidente Magalhães de “estar a fugir daquilo para que foi legitimado, que é olhar pelos interesses de toda a população do concelho”. A esta acusação António Magalhães responde com o trabalho que diz ter efectuado: “já aqui ando há muitos anos e tenho um passado que me recomenda. O senhor Presidente da Junta de Freguesia de Caldelas está a chegar”. A estratégia que vem sendo utilizada pelo Presidente da Junta de Freguesia, de uma certa hostilidade relativamente à cidade de Guimarães e em particular ao seu presidente não assusta António Magalhães, que se mostra portanto, tranquilo: “não tenho que me assustar. Não tenho razões para isso.” Magalhães reitera ainda a questão que já tinha registado nestas páginas, quando foi entrevistado pelo Reflexo: “O que é que falta nas Taipas concretamente?” Admite que haja alguns problemas para resolver e garante que a Câmara Municipal está a tentar resolvê-los. De acordo com António Magalhães, o abraço prometido por Constantino Veiga, caso avançasse o projecto de ligação Guimarães-Braga por metro de superfície, ainda poderá demorar muito tempo a acontecer. Isto porque esse projecto não parece fazer parte nem do Plano Regional de Ordenamento do Território, em processo de elaboração, nem dos projectos a executar no âmbito do Polis XXI – Quadrilátero do Minho, cuja candidatura, apresentada conjuntamente com as autarquias de Braga, Barcelos e Vila Nova de Famalicão e que foi seleccionada no mês de Dezembro. Neste âmbito, as maiores preocupações vão para o CampUrbis, que a Câmara Municipal está a desenvolver com a Universidade do Minho. Quanto à ligação GuimarãesBraga: “o metro de superfície não tem pés para andar por agora” – assevera António Magalhães, embora admita que essa possibilidade está a ser considerada na revisão do Plano Director Municipal. Um aspecto que se mantém mais ou menos consensual entre os dois autarcas é o desenvolvimento e sucesso do Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia. As reservas de Constantino Veiga prendiam-se com a necessidade de acompanhar o desenvolvimento do Avepark, com um maior

investimento na região. Quanto a António Magalhães, o parque de ciência e tecnologia é algo que “marca a vitalidade de um período de uma autarquia” e acredita que “o Avepark fará com certeza desenvolver as Taipas”. Mais uma vez o presidente Magalhães aproveita para condenar as posições de Constantino Veiga: “o Presidente da Junta gere as situações na freguesia como se fosse uma paróquia, querendo tudo para o adro da sua igreja. A vila das Taipas é aquela que terá um melhor futuro, muito por causa do investimento que lá estamos a fazer”. Outro capítulo da história política destes últimos dois anos diz respeito às relações entre a Junta de Freguesia e a Taipas-Turitermas, que desde o início do mandato se têm mantido divergentes. Constantino Veiga foi eleito presidente da junta. O derrotado José Luís Oliveira é nomeado para representar António Magalhães na Direcção da cooperativa termal, opção que se justificou por Oliveira reunir a “confiança política” de Magalhães. Desde aí os ataques mútuos em diversos palcos sucederam-se. Veiga referiu-se a José Luís Oliveira como “estando à procura de tacho e de prémio”. O director da Taipas-Turitermas reprova as afirmações do presidente da junta: “será, eventualmente, a afirmação de alguém que pensa assim e que não consegue perceber que há pessoas que estão dispostas a trabalhar pelos outros sem pedir nada em troca. Quando fui nomeado para a Turitermas, não pedi nada a ninguém. Toda a gente está farta e cheia de saber, à excepção do nosso presidente da junta, que o meu cargo não é remunerado, nem recebo qualquer comparticipação pelas despesas suportadas pelo exercício desse cargo”. Constantino Veiga na entrevista ao Reflexo manifestou o seu descontentamento quanto ao papel que a TaipasTuritermas vem desempenhando, desconhecendo uma estratégia de afirmação do sector termal na região. “O senhor Presidente da Jcccclunta, não conheceu nem conhece a Taipas-Turitermas. Portanto, não tem conhecimentos para fazer uma avaliação dessas” – responde José Luís Oliveira, que aponta o dedo ao próprio Constantino Veiga por este ter “faltado sistematicamente” às assembleias-gerais da

Taipas-Turitermas. Apesar de tudo, tranquilizem-se os nossos leitores. José Luís Oliveira continua a entender que: “existe entre nós [Taipas-Turitermas e Junta de Freguesia] uma relação institucional saudável de cooperativa/ cooperante”. Outro dos temas fracturantes que tem mantido as más relações Junta/Câmara é a concentração de motards no parque da vila, um evento reprovado pelo executivo taipense, mas que continua a ser autorizado pela Câmara Municipal de Guimarães. E que continuará a sê-lo, assegura António Magalhães, que nega que a concentração traga efeitos negativos para o comércio local. “É bom que fique claro que a Câmara Municipal não abdica de exercer a sua actividade em todo o concelho. Não há parcelas especiais e o senhor presidente tem que atentar nisto” – responde António Magalhães. Neste ping-pong de palavras (de calhaus?) que parece não ter fim, o edil de Guimarães continua alertando Constantino Veiga para não minimizar aquilo que a Câmara lhe dá, nomeadamente no que respeita aos dinheiros provenientes da gestão da feira que, como se sabe são cedidos à Junta de Freguesia pela Câmara Municipal. Magalhães explica: “as questões pontuais têm que ser resolvidas com o dinheiro que a Câmara transfere, que não deve ser minimizado pela junta, o que só revela má fé”. E vai mais longe: “A Câmara deixa lá estar a feira enquanto os dinheiros forem compatíveis com aquilo que se quer fazer na freguesia. Se não a Câmara toma conta da feira!” “Isto é uma ameaça, senhor Presidente?” – perguntámos nós. “Não é ameaça nenhuma”, responde António Magalhães. Pelo que nos conta ainda, “as coisas têm corrido bem, tenho mantido um trabalho excelente com o senhor Abreu, com quem partilho os problemas da freguesia”. Estes deverão ser, portanto, motivos tranquilizadores. A convivência entre os três partidos na Assembleia de Freguesia não tem sido fácil havendo já um rol considerável de episódios e de troca de palavras pouco amistosas. Constantino Veiga acusa a oposição de não ter feito nada nestes anos e de apenas adoptar uma estratégia de “deita a baixo”, relativamente ao trabalho que a junta procura


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janeiro de 2008 |reflexo

p reportagem g “O Tino é um náufrago” Cândido Capela Dias, eleito pela CDU desenvolver. Essa acusação não é aceite por nenhum dos partidos da oposição. José Luís Oliveira entende que o PS está a cumprir a sua função “e a tarefa para a qual muitos eleitores nos escolheram”. O socialista demarca-se ainda da posição do autarca que, diz, “fala de barriga cheia” e justifica: “com outro tipo de pessoas na oposição, provavelmente a esta hora já haveria queixas apresentadas à Polícia Judiciária e à IGAT, sobre muitas “peripécias” que têm acontecido”, sem contudo especificar. A posição de Capela Dias é peremptória: “a carapuça não serve ao PCP”. Caracteriza o desempenho na Assembleia de Freguesia da CDU como exemplar: “se houve quem soubesse ocupar o seu lugar eleito para a Assembleia de Freguesia e aí acompanhar e fiscalizar a gestão da Junta tal e qual manda a lei, foram os comunistas. Não somos dados ao espectáculo, nem somos dos que metem o dedo na ferida da Junta até ela gritar de dor. Somos sóbrios. Em cada membro da Junta vemos uma pessoa” – diz o deputado comunista. Os líderes dos partidos da oposição na Assembleia de Freguesia destacam, também em jeito de balanço, alguns aspectos que marcaram estes dois anos em termos políticos. José Luís Oliveira refere-se a algumas propostas apresentadas pela sua bancada, como o alargamento do cemitério e um redireccionamento das despesas para o investimento. Os socialistas têm também aconselhado a Junta de Freguesia a normalizar

as relações com a Câmara Municipal. Igual posição mantém Capela Dias: “pela parte da CDU tudo faremos para que as relações da Junta com a Assembleia de Freguesia sejam normalizadas e reciprocamente respeitosas, o mesmo esperando que aconteça nas suas relações com a Câmara Municipal de Guimarães”. Segundo o deputado comunista, o seu trabalho tem-se caracterizado pela fiscalização da acção do executivo, no que toca à sua gestão, como à “realização do programa eleitoral sufragado pelo povo nas urnas”. O site reflexodigital.com teve disponível durante os meses de Outubro e Novembro um inquérito onde os seus leitores poderiam expressar a sua avaliação quanto ao mandato de Constantino Veiga. Foram validadas 209 respostas das quais 53% revelavam insatisfação (mau ou péssimo). Por outro lado, 37% consideraram o balanço positivo (muito bom ou bom). Dez por cento das respostas denotavam alguma cautela. Estes leitores preferem esperar pelo fim do mandato para ter a certeza se realmente Constantino Veiga foi ou não um bom presidente de Junta. Em última instância, essa satisfação (ou a falta dela) poderá revelar-se nas urnas, caso o presidente arquitecto se volte a candidatar já para o ano que vem.


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reflexo | janeiro de 2008

p desporto

C.C. Taipas

Festa de Natal do Futebol Juvenil

O Departamento de Futebol Juvenil do Clube de Caçadores das Taipas realizou no passado dia 21 de Dezembro um Convívio de Natal para todos os atletas, dirigentes e técnicos dos escalões de formação do Clube. Num jantar realizado no pavilhão do CC Taipas, juntaram-se à mesa centenas de atletas. Dos mais novos, aos mais velhos, a palavra de ordem era de convívio a antecipar as reuniões familiares que cada um deles, dias mais tarde iria, certamente, repetir em suas casas. Abel Marques, o timoneiro directivo da formação e um dos homens fortes da Comissão Administrativa do Clube, comandava todas as operações e orientava aqueles que se têm disponibilizado a apoiá-lo, para que nada faltasse aos “seus” atletas em dia de festa natalícia.

À parte deste convívio, Abel Marques não se coibiu em fazer uma análise ao desenrolar da época desportiva que considera estar a decorrer dentro da normalidade. Na sua opinião, o ano que se encontra prestes a terminar foi muito bem sucedido. Com maior ou menor esforço, reuniu-se uma equipa directiva que conseguiu colocar todos os escalões em actividade. Lamentou apenas a impossibilidade de manter as duas equipas de iniciados em competição (à semelhança do ano transacto) o que justificou com a descida da equipa de iniciados “A” aos distritais. Ao mesmo tempo, mostrou-se esperançado em, na época em curso, voltar a colocar mais uma equipa nos campeonatos nacionais salvaguardando, contudo, que o mais importante para o Clube é proporcionar aos atletas a possibilidade de jogarem futebol.


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janeiro de 2008 | reflexo

p desporto C. C. Taipas termina 2007 na segunda posição

A equipa sénior do Taipas, depois de algumas jornadas a comandar a classificação da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga, viu-se relegada para a segunda posição em resultado da derrota consentida perante o Fão no passado dia 29 de Dezembro. Este jogo, que os Taipenses perderam por 2-0, realizou-se para acerto de calendário já que, dizia respeito à 2ª jornada do campeonato. Com esta derrota, o Taipas viu-se ultrapassado na tabela classificativa precisamente pelo Fão que conta agora com 28 pontos, mais um que os taipenses. Logo atrás do Taipas, na terceira posição, encontra-se a equipa do Martim com 25 pontos seguida do Vilaverdense e Santa Maria, ambas com 24. A três jornadas para o fim da primeira volta do campeonato, são apenas 4, os pontos que separam o primeiro do quinto classificado da prova. Um indicador que anteve um campeonato muito competitivo até ao seu final. 11.ª Jornada 9 Dezembro 2007 Vilaverdense 2 - 2 Taipas CC TAIPAS Daniel, Moreira, Hélder, Tozé e Paulinho (Xavi - 75m), Berto (Dúnio - 85m), Joel e Raúl (Romeu Avelino - 60m), Nuno Oliveira, Davide e Santos.

Nesta 11ª jornada, o Taipas viajou até Vila Verde para defrontar a equipa local. Este, apresentava-se como o jogo de maior importância e de maior grau de dificuldade (pelo menos no plano teórico) a disputar pela equipa taipense desde o início do campeonato. Tratava-se dum jogo entre as duas únicas equipas que já haviam passado pela primeira posição da tabela classificativa, nesta altura separadas por apenas 3 pontos, favorável ao Taipas. A importância da partida levou a que o jogo nos primeiros 20 minutos tivesse poucos motivos de interesse tendo sido disputado, na maior parte do tempo, em zonas intermédias do rectângulo de jogo. A primeira oportunidade de

golo surgiu para o Vilaverdense quando decorriam 25 minutos de jogo, com Alfredo, avançado da equipa da casa, a introduzir a bola na baliza taipense mas, a ver o lance anulado por fora-de-jogo. Na resposta a este lance o Taipas chegava ao golo, por intermédio do defesa Hélder que, dentro da área, aproveitou uma má saída da baliza do guarda-redes do Vilaverdense para, de cabeça, abrir o marcador. O Vilaverdense não perdeu tempo para esboçar uma reacção à desvantagem. Dois minutos após o golo taipense, chegaria à igualdade por intermédio do avançado Alfredo que saltou mais alto que os defensores taipenses e, de cabeça, atirou a contar. Até ao intervalo o Vilaverdense foi a equipa que mais mandou no jogo tendo tido nova oportunidade para desfazer a igualdede. Valeu a excelente intervenção do guardaredes taipense, Daniel. A segunda parte começava praticamente com o segundo golo dos taipenses. Davide, numa boa iniciativa individual, conduz a bola até á linha de fundo e cruza com conta, peso e medida para que Santos apenas se limitasse a

empurrar o esférico para dentro da baliza contrária. A vencer por 2-1, o Taipas passou a controlar o jogo, com destaque para o trabalho desenvolvido pelo jovem centrocampista Joel. Jogador talentoso, oriundo dos escalões de formação do Taipas, que neste período carregou com o futebol praticado pela sua equipa. As ocasiões de golo iam surgindo para a equipa taipense com os avançados Santos e Davide a falharem por mais que uma vez a possibilidade de aumentar a vantagem. Contudo, nos cinco minutos de compensação dados pelo árbitro da partida e quando já não se esperaria outra coisa, senão a vitória do Taipas, o Vilaverdense fazia o golo da igualdade por intermédio de Barroso na transformação de uma grande penalidade assinalada que, para quem presenciou a partida, deixou muitas dúvidas quanto à sua existência. O jogo terminou com um empate a duas bolas. Resultado injusto para o Taipas já que foi a equipa que, durante os 90 minutos, criou as mais claras oportunidades de golo.

12.ª Jornada 16 Dezembro 2007 Taipas 2 - 2 Ponte CC TAIPAS Daniel, Moreira (Lagoa - 85m), Tozé, Hélder e Paulinho (Xavi - 60m), Berto (Marco - 60m), Joel e Dúnio, Nuno Oliveira, Romeu Avelino e Santos

Depois do empate na deslocação ao terreno do Vilaverdense,

o Taipas recebia no campo do Montinho os vizinhos do Ponte, equipa que ocupava os últimos lugares da tabela classificativa. Toninho Mendes não pode contar para esta partida com o melhor marcador da equipa, Davide, por motivo deste se encontrar ao serviço da Selecção da Associação de Futebol de Braga e a participar num Torneio Inter-Regiões. E, a partida não podia ter começado de pior forma para os taipenses. Decorriam praticamente dois minutos de jogo quando o Ponte se adiantou no marcador por intermédio de Ricardo que aproveitou bem um desentendimento defensivo dos taipenses. Moralizado com o golo o Ponte poderia ter chegado ao segundo, iam decorridos 10 minutos, quando Israel, completamente isolado, atirou à baliza proporcionando uma excelente defesa a Daniel. Só perto dos 20 minutos é que os Taipenses criaram perigo junto da baliza do Ponte, com um remate de cabeça de Santos a fazer a bola passar muito perto da barra. A partir deste lance e até ao intervalo o Taipas tomou conta do jogo mas, a bem estruturada defensiva forasteira, fazia com que os lances de ataque dos taipenses fossem inconsequentes. Na segunda metade do jogo, o Taipas continuou a ser a equipa com mais posse de bola demonstrando, contudo, alguma falta de organização ofensiva. Aos 70 minutos de jogo, o árbitro do encontro, por indicação do seu auxiliar, deu ordem de expulsão do banco de suplentes do Ponte, ao delegado ao jogo – o presidente do Clube – e, na sequência dessa expulsão, possivelmente por palavras dirigidas ao juiz da partida, Faria, jogador do Ponte, receberia também ordem de expulsão. Com mais um jogador em campo, Toninho Mendes arriscou tudo no ataque passando a jogar com apenas 3 defesas. A dez minutos do final, num lance parecido com o do golo do Ponte, Lagoa com excelente remate de fora

C. C. Taipas - SENIORES - 2007/2008 Divisão de Honra da A. F. Braga Data

J

Res.

Clubes

Res.

J

Data

16/09/07 1ª

3-0 Taipas

Forjães

16ª 03/02/08

23/09/07 2ª

2-0 Fão

Taipas

17ª 10/02/08

30/09/07 3ª

0-1 S. Paio

Taipas

18ª 17/02/08

07/10/07 4ª

4-0 Taipas

Laje

19ª 24/02/08

14/10/07 5ª

0-1 Louro

Taipas

20ª 02/03/08

21/10/07 6ª

1-1 Taipas

Esposende

28/10/07 7ª

0-2 Cabeceirense Taipas

22ª 16/03/08

21ª 09/03/08

11/11/07 8ª

1-1 Taipas

Alegrienses

23ª 30/03/08

18/11/07 9ª

1-2 Torcatense

Taipas

24ª 06/04/08

25/11/07 10ª

2-0 Taipas

Arões

09/12/07 11ª

2-2 Vilaverdense Taipas

16/12/07 12ª

2-1 Taipas

Ponte

27ª 27/04/08

06/01/08 13ª

Martim

Taipas

28ª 04/05/08

13/01/08 14ª

Taipas

Santa Maria

29ª 11/05/08

27/01/08 15ª

Santa Eulália Taipas

25ª 13/04/08 26ª 20/04/08

30ª 18/05/08


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reflexo | janeiro de 2008

p desporto da área, faz a bola entrar no ângulo da baliza do Ponte. O golo do empate motivou ainda mais os taipenses que carregaram sobre o adversário até final da partida chegando ao golo da vitória por intermédio de Xavi, em cima do minuto 87. Já no longo período de compensação (inteiramente justificado) dado pelo árbitro, ocorre nova expulsão de um atleta do Ponte, novamente por palavras dirigidas à equipa de arbitragem. Ainda assim, o Ponte conseguiu importunar a baliza taipense tendo criado excelente oportunidade para igualar a partida. Valeu nova intervenção do jovem Daniel a demonstrar uma invulgar capacidade de concentração no jogo. O final do jogo chegava com mais uma vitória dos taipenses naquela que, até à data, terá sido a exibição mais pobre da época perante o seu público. Contudo, o jogo valeu pela entrega, emoção e pelo ambiente que se viveu dentro e fora das quatro linhas com muito público a assistir à partida. Arbitragem sem pulso para um jogo que se adivinhava (e acabou por ser) demasiado quente.

2.ª Jornada (jogo em atraso) 29 Dezembro 2007 Fão 2 - 0 Taipas CC TAIPAS Daniel, Moreira, Tozé, Hélder e Peixoto (Romeu Avelino - 75m), Xavi, Berto (Luís Manuel - 65m) e Dúnio, Nuno Oliveira (Armando 65m), Davide e Santos.

Em jogo para acerto de calendário, referente à 2ª jornada do campeonato, o Taipas deslocou-se a Fão e não conseguiu evitar a derrota – a primeira da época. Na primeira parte do jogo, o equilíbrio foi a nota dominante apesar de algum ascendente da equipa do Fão nos últimos minutos do primeiro período de jogo. Nessa altura, valeu a atenção do defesa central Tozé que, após defesa apertada de Daniel, tirou a bola de cima da linha de baliza, naquela que foi a melhor oportunidade de golo durante todo o primeiro tempo. A segunda parte começou com a equipa do Fão a exercer grande pressão sobre a turma taipense que se foi limitando a tentar parar o ímpeto ofensivo dos contrários. A equipa da casa chegaria ao primeiro golo, iam

decorridos 60 minutos de jogo, na conversão de uma grande penalidade a castigar falta (?) de Tozé sobre um adversário dentro da grande área taipense. Grande penalidade inexistente que colocava a equipa do Fão à frente do marcador. Após o golo, num espaço de 15 minutos, Toninho Mendes procedeu a três alterações na sua equipa e, só a partir do minuto 75 é que os taipenses esboçaram uma reacção que permitisse acreditar que poderiam chegar, pelo menos, ao golo da igualdade. Igualdade essa que poderia ter surgido ao minuto 80 quando, após a marcação dum pontapé de canto, a bola sobra para Santos com este, muito perto da pequena área, a rematar forte mas ao lado da baliza contrária. Numa altura em que o Taipas se encontrava balanceado no ataque à procura do golo da igualdade, o Fão conseguiu chegar ao 2º golo numa rápida jogada de contra-ataque. Era o golo da tranquilidade para a equipa da casa poucos minutos antes do apito final. Ainda assim, em período de compensação, Davide poderia ter reduzido a desvantagem caso tivesse convertido a grande penalidade de que a sua equipa dispôs. Com este resultado, o Fão assumiu o comando da classificação com mais um ponto que os taipenses.

C. C. Taipas - JUNIORES - 2007/2008 Campeonato Nacional 2ª Divisão - Série A - 1ª Fase Data

J Res.

Clubes

Res. J

Data

08/09/07 1ª

1-0 Vila Real

Taipas

0-1 12ª 01/12/07

15/09/07 2ª

4-1 Taipas

Cachão

4-1 13ª 08/12/07

22/09/07 3ª

3-1 Gondomar

Taipas

5-1 14ª 15/12/07

29/09/07 4ª

2-1 Taipas

P. Ferreira

1-0 15ª 19/12/07

06/10/07 5ª

1-0 Famalicão

Taipas

13/10/07 6ª

0-3 Taipas

Diogo Cão

17ª 12/01/08

20/10/07 7ª

1-2 Maia

Taipas

18ª 19/01/08

27/10/07 8ª

2-4 Taipas

Valdevez

19ª 02/02/08

10/11/07 9ª

2-3 Taipas

Chaves

20ª 09/02/08

Taipas

21ª 16/02/08

Tirsense

22ª 23/02/08

17/11/07 10ª 3-3 Infesta 24/11/07 11ª

2-0 Taipas

16ª 05/01/08

C. C. Taipas - JUVENIS - 2007/2008 Campeonato Distrital da 1ª Divisão da A. F. Braga - Série B Data

J Res.

Clubes

Res. J

Data

14/10/07 1ª

1-2 Maria Fonte

Taipas

14ª 03/02/08

21/10/07 2ª

2-0 Taipas

Ribeirão

15ª 10/02/08

28/10/07 3ª

1-1 Vitória

Taipas

16ª 17/02/08

11/11/07 4ª

1-1 Taipas

Moreirense

17ª 24/02/08

18/11/07 5ª

3-1 Vizela

Taipas

18ª 02/03/08

25/11/07 6ª

2-1 Taipas

Gil Vicente

19ª 09/03/08

02/12/07 7ª

1-3 Taipas

Fair-Play

20ª 30/03/08

09/12/07 8ª

2-1 Pevidém

Taipas

21ª 06/04/08

16/12/07 9ª

3-0 Taipas

Arnoso

22ª 13/04/08

06/01/08 10ª

Fafe

Taipas

23ª 20/04/08

13/01/08 11ª

Taipas

Sandinenses

24ª 27/04/08

20/01/08 12ª

Nogueirense Taipas

25ª 04/05/08

27/01/08 13ª

Taipas

26ª 11/05/08

Famalicão

C. C. Taipas - INICIADOS - 2007/2008 Campeonato Distrital da A. F. Braga - Série E

Taça Associação Futebol Braga - 3ª Eliminatória

Data

J Res.

Clubes

Res. J

Data

Taipas segue em frente

07/10/07 1ª

4-1 Taipas

Delães

14ª 13/01/08

14/10/07 2ª

0-0 Pencelo

Taipas

15ª 20/01/08

21/10/07 3ª

7-0 Taipas

Bairro

16ª 27/01/08

Depois de na eliminatória anterior terem eliminado o Desportivo de Longos, os Taipenses deslocaram-se ao terreno do Polvoreira, equipa da 1ª divisão Distrital, para disputar a 3ª eliminatória da Taça Associação Futebol de Braga. Numa partida que, contrariamente ao que aconteceu na eliminatória anterior, teria de ficar decidida num só jogo, o Taipas entrou da melhor forma com a obtenção do primeiro golo logo no primeiro minuto da partida por intermédio de Davide na conversão de uma grande penalidade a castigar uma falta cometida sobre Xavi. O Polvoreira reagiu muito bem ao golo e perto do primeiro quarto de hora de jogo, Lapinha, jogador que já passou pelos juniores do Taipas, com um remate forte e colocado introduz a bola no fundo das redes do guarda-redes Miguel que fazia a sua estreia com a camisola do Taipas. Com alguma surpresa, foi o Polvoreira que continuou a comandar as operações tendo criado duas grandes oportunidades para desfazer o empate. Uma primeira oportunidade com a bola

28/10/07 4ª

0-3 Oliveirense

Taipas

17ª 03/02/08

04/11/07 5ª

4-1 Taipas

Ribeirão

18ª 10/02/08

11/11/07 6ª

1-0 Ronfe

Taipas

19ª 17/02/08

6-0 Taipas

Campelos

20ª 24/02/08

Taipas

21ª 02/03/08

a esbarrar na barra da baliza do Taipas e uma segunda, por intermédio de Lapinha – o mais irrequieto dos da casa – a ver um remate seu (na direcção da baliza deserta) a ser emendado por um colega em posição irregular – lance bem anulado pela equipa de arbitragem. Em cima do intervalo aconteceu o caso do jogo: Joel, médio taipense, sofre uma falta á entrada da área por jogo perigoso dum adversário. O árbitro marca falta mas, como não faz a sinalética para a marcação de livre indirecto, Romeu Avelino remata directamente para a baliza e faz o segundo golo taipense. Os atletas do Polvoreira protestaram junto do árbitro da partida o que lhes valeu (já após o apito para intervalo) a expulsão do capitão de equipa. Na segunda parte com mais um jogador em campo os comandados de Toninho Mendes impuseram toda a sua superioridade marcando o terceiro golo aos 55 minutos, novamente por intermédio de Davide, que fazia o seu segundo golo da tarde. Aos 70 minutos o Taipas chegou ao quarto golo por

Troféu Disciplina da Divisão de Honra da AF Braga O “Troféu Disciplina” instituído esta época, pela primeira vez pela Associação de Futebol de Braga aos Clubes participantes na Divisão de Honra, ao fim de 12 jornadas é liderado pelo Fão com 24 pontos. O Taipas ocupa 6ª posição com 40 pontos. Na última posição, com 64 pontos, encontra-se o

Ponte. Esta classificação é ordenada pela atribuição de pontos por cada cartão amarelo e vermelho exibido aos atletas de cada Clube, bem como, aos castigos aplicados a dirigentes dos referidos clubes.

Data

Romeu Avelino que, à semelhança de Davide, também bisava na partida. Com o resultado em 1-4 e num lance mais ríspido, um jogador o Polvoreira reclama com o árbitro da partida, o que lhe valeu a expulsão. Na sequência deste e também por protestos, o juiz da partida volta a expulsar um jogador da casa reduzindo a equipa do Polvoreira a 8 jogadores. Após o reatamento do jogo, dois atletas da casa referem não estar em condições para continuar em campo e abandonam as quatro linhas. O Polvoreira ficava, assim, reduzido a 6 jogadores em campo, o que levou o árbitro da partida a dar o jogo por terminado por inferioridade numérica de uma das equipas. Tudo isto quando ainda faltavam jogar 15 minutos para se atingir os noventa. Num jogo onde a arbitragem foi o centro de todas as atenções fica a passagem, merecida, do Taipas à 4ª eliminatória da Taça da Associação de Futebol de Braga.

18/11/07 7ª 25/11/07 8ª

0-12 Porto D’Ave

02/12/07 9ª

2-0 Ruivanense

09/12/07 10ª 2-3 Taipas 16/12/07 11ª

0-3 Fair-Play

Taipas

22ª 09/03/08

Sandinenses

23ª 16/03/08

Taipas

24ª 30/03/08

30/12/07 12ª 1-1 Taipas

Vitória

25ª 06/04/08

06/01/08 13ª

Taipas

26ª 13/04/08

Brito

C. C. Taipas - INFANTIS “A” - 2007/2008 Campeonato Distrital da A. F. Braga - Série D Data

J Res.

Clubes

Res. J

0-15 EFA Almeida Taipas

14ª 17/02/08

11/11/07 2ª

2-4 Taipas

Fern. Pires

15ª 24/02/08

18/11/07 3ª

3-3 Porto D’Ave

Taipas

16ª 02/03/08

25/11/07 4ª

12-1 Taipas

Fintas

17ª 09/03/08

02/12/07 5ª

1-3 Realense

Taipas

18ª 16/03/08

09/12/07 6ª

5-2 Taipas

Braga

19ª 30/03/08

16/12/07 7ª

7-0 Taipas

Sandinenses

20ª 06/04/08

06/01/08 8ª

Pevidém

Taipas

21ª 13/04/08

13/01/08 9ª

Taipas

Vitória

22ª 20/04/08

20/01/08 10ª

Maximinense Taipas

23ª 27/04/08

27/01/08 11ª

Taipas

Este FC

24ª 04/05/08

03/02/08 12ª

Vizela

Taipas

25ª 11/05/08

10/02/08 13ª

Taipas

Fair-Play

26ª 18/05/08

C. C. Taipas - ESCOLAS - 2007/2008

C. C. Taipas - INFANTIS “B” - 2007/2008

Campeonato Distrital da A. F. Braga - Série D

Campeonato Distrital da A. F. Braga - Série E

J Res.

Clubes

Res. J

Data

04/11/07 1ª

1-7 Taipas

Vitória

14ª 17/02/08

11/11/07 2ª

3-2 Moreirense

Taipas

15ª 24/02/08

18/11/07 3ª 25/11/07 4ª

5-1 Taipas 2-1 Ronfe

Os Craques Taipas

Data

04/11/07 1ª

Data

J Res.

Clubes

Res. J

Data

04/11/07 1ª

4-7 Vizela

Taipas

12ª 17/02/08

16ª 02/03/08

11/11/07 2ª

4-4 Taipas

Pencelo

13ª 24/02/08

17ª 09/03/08

18/11/07 3ª

3-1 Brito

Taipas

14ª 02/03/08

3-3 Taipas

Ponte

15ª 09/03/08

02/12/07 5ª

5-3 Taipas

Urgeses

18ª 16/03/08

25/11/07 4ª

09/12/07 6ª

1-7 Airão

Taipas

19ª 30/03/08

02/12/07 5ª

6-4 Serzedelo

Taipas

16ª 16/03/08

20ª 06/04/08

09/12/07 6ª

6-3 Taipas

Moreirense

17ª 30/03/08

16/12/07 7ª

1-2 Taipas

Sandinenses

18ª 06/04/08

16/12/07 7ª

FOLGA

06/01/08 8ª

Taipas

Sandinenses

21ª 13/04/08

13/01/08 9ª

Pevidém

Taipas

22ª 20/04/08

20/01/08 10ª

Taipas

Brito

23ª 27/04/08

27/01/08 11ª

Ponte

Taipas

24ª 04/05/08

03/02/08 12ª 10/02/08 13ª

Taipas Fair-Play

Serzedelo Taipas

06/01/08 8ª

Joane

Taipas

19ª 13/04/08

13/01/08 9ª

Taipas

Ronfe

20ª 24/04/08

25ª 11/05/08

20/01/08 10ª

Urgeses

Taipas

21ª 27/04/08

26ª 18/05/08

27/01/08 11ª

Taipas

Airão

22ª 04/05/08


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janeiro de 2008 | reflexo

p desporto

C. C. Taipas - Escalões de formação

Juniores sem grandes sobressaltos Os juniores do Taipas continuam a realizar um campeonato tranquilo apesar de apresentarem alguma irregularidade nos resultados obtidos. A colmatar os resultados negativos obtidos no seu terreno acabam por compensar com vitórias fora de portas. No Montinho, em oito jogos realizados, venceram por quatro vezes, tendo perdido outras tantas. Fora de portas, no total de sete jogos disputados, venceram três vezes, e empataram uma. Este percurso permite que a equipa de Ricardo Silva ocupe a 7ª posição da tabela classificativa com um total de 22 pontos. Dos três jogos realizados no mês de Dezembro, os juniores taipenses venceram dois, ambos em casa alheia, Cachão e Paços de Ferreira,

por 4-1 e 1-0, respectivamente. Na única partida disputada em casa, foram copiosamente derrotados por 5-1, frente ao Gondomar. O próximo jogo, referente à 16ª jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, disputa-se a 5 de Janeiro e a equipa taipense recebe o Famalicão. Boa oportunidade para, a iniciar um novo ano, se espantar aquilo que parece ser “um fantasma”: jogar em casa. Juvenis No mês de Dezembro, os juvenis do Taipas apenas realizaram duas partidas. À 8ª jornada, visitaram o vizinho Pevidém e perderam por 21. Na jornada seguinte, receberam o Arnoso e venceram por 3-0. A próxima jornada realiza-se a 6 de Janeiro com o Taipas a viajar

até Fafe para defrontar a equipa local. A equipa de Miguel Matos, ocupa a 5ª posição da tabela classificativa do Campeonato Distrital da 1ª Divisão com 14 pontos somados, os mesmos que o Nogueirense. Comanda esta série a equipa do Vizela com 23 pontos. Iniciados Depois da descida ao Campeonato Distrital a equipa de iniciados do Taipas parece estar a sentir algumas dificuldades em conseguir colocar-se numa posição que lhe permita voltar a ascender ao Campeonato Nacional. É, neste momento, com onze jogos realizados, a 4ª classificada da sua série, com 23 pontos, menos 8 que o Sandineses (2º

classificado), primeira equipa da tabela classificativa a poder ocupar uma vaga no campeonato nacional (o topo da tabela classificativa é ocupado pelo Vitória de Guimarães que, caso mantenha essa posição até final do campeonato e como não poderá ascender de escalão uma vez que já tem uma equipa a disputar esse campeonato, dará lugar ao 2º classificado). Nos jogos realizados no mês de Dezembro, os iniciados taipenses perderam por 3-2 em casa frente ao Sandineses e venceram fora, a FairPlay, por 3-0. Em confronto com o Vitória de Guimarães, a equipa de Rui Miguel empatou a uma bola.

dos respectivos campeonatos. Os infantis “A” realizaram dois jogos, ambos em casa, e averbaram outras tantas vitórias. Frente ao SC Braga, venceram por 5-2. Na recepção ao vizinho Sandinenses, averbaram nova vitória, desta vez mais expressiva, por 7-0. Quanto à equipa “B”, também com dois jogos realizados em casa, os resultados foram diferentes. Vitória ante o Moreirense (6-3) e derrota frente ao Sandinenses (2-1). A equipa do escalão de Escolas apenas realizou um jogo no mês de Dezembro. Deslocou-se a Santa Maria de Airão e venceu sem dificuldade aparente por 7-1. O próximo jogo deste escalão realiza-se a 6 de Janeiro com uma deslocação ao terreno do Sandineses.

Infantis e Escolas As duas equipas de infantis do Taipas cumpriram já sete jornadas

CART/Superinertes

Dezembro pouco produtivo

Calendário (CART) - Época 2007/2008 Campeonato Nacional da 3ª Divisão – Zona A Data

J

Res.

20/10/07 1ª

O mês de Dezembro não foi muito produtivo no que respeita a resultados positivos para a equipa sénior do CART. Dos quatro jogos realizados, apenas uma vitória frente ao “CCD Ordem” e por margem dilatada, 11-4. Neste encontro, realizado no passado dia 15 de Dezembro, o CART/SUPERINERTES “tirou a barriga de misérias” e, ao intervalo, já vencia por 7-1. Num jogo em que Orlando Ribeiro não pode contar

com Ricardo Mota e Eduardo Marques, ambos por lesão, todos os atletas foram utilizados tendo os golos taipenses sido apontados por Ricardo Lopes (3), José Ferreira (1), Ricardo Rodrigues (1), Pedro Castro (2), Sérgio Fernandes (1) e José Silva (3). Na jornada anterior, o CART/ SUPERINERTES tinha-se deslocado até Seixas tendo sido derrotado pela equipa local por 5-3. A 22 de Dezembro, nova

deslocação ao recinto da equipa do “Olá Mouriz”, equipa que até aquela data não havia sofrido qualquer derrota em sua casa. E se estavam invencíveis, assim continuaram com a vitória sobre a equipa taipense por 4-2. O último jogo deste mês de Dezembro foi disputado nas Taipas frente à formação da “Nortecoop”, equipa que detinha os mesmos pontos que a equipa orientada por Orlando Ribeiro. Foi, no entanto, uma jornada desastrada para os taipenses. Derrota por 6-3 com o resultado ao intervalo a já registar um surpreendente 6-1. No segundo tempo, os taipenses ainda conseguiram fazer dois golos que se revelaram insuficientes para ultrapassar o seu adversário. O CART/SUPERINERTES ocupa a sétima posição da tabela classificativa, com 14 pontos, à frente de Sobreira (12) e Perosinho (10). O último classificado é a equipa do “CCD Ordem” ainda sem qualquer ponto obtido na prova.

1-2

Clubes

Res.

J

Data

Fanzeres

CART

12ª 05/01/08

CART

(FOLGA)

13ª 12/01/08

03/11/07 3ª

3-3

CART

CD Póvoa

14ª 19/01/08

10/11/07 4ª

0-2

Perosinho

CART

15ª 26/01/08

17/11/07 5ª

4-4

CART

CI Sagres

16ª 02/02/08

24/11/07 6ª

4-1

Barcelinhos

CART

17ª 09/02/08

01/12/07 7ª

4-2

CART

Sobreira

18ª 16/02/08

5-3

Seixas

CART

19ª 23/02/08

CD Ordem

20ª 01/03/08

27/10/07 2ª

08/12/07 8ª

11-4 CART

15/12/07 9ª 22/12/07 10ª

4-2

29/12/07 11ª

Olá Mouriz

CART

21ª 08/03/08

CART

Nortecoop

22ª 15/03/08

CART - Calendário Taça do Minho - Juniores - 2007/2008 Data

J Res.

28/09/07 1ª 30/09/06 2ª 06/10/07 3ª

8-2 2-4 6-3

Clubes

Seixas CART CART

CART Riba D’Ave HC Braga

Res. 5-7 3-6 2-7

J

4ª 5ª 6ª

Data

13/10/07 21/10/07 28/10/07

CART - Campeonato Regional - Juniores - 1ª FASE

17/11/07 1ª 25/11/07 2ª 01/12/07 3ª 09/12/07 4ª 15/12/07 5ª

9-6

CART HC Fão Riba D’Ave CART CART AJ Viana

4-1

Famalicense CART

2-5

CART

4-5 8-2

HC Braga

3-8

6ª 7ª 8ª 9ª 10ª

23/12/07 29/12/07 06/01/08 12/01/08 19/01/08

CART - Campeonato Regional - Juniores - 2ª FASE

26/01/08 1ª 10/02/08 2ª 16/02/08 3ª 24/02/08 4ª 01/03/08 5ª

CART HC Fão Riba D’Ave CART CART AJ Viana Famalicense CART

CART

HC Braga

6ª 7ª 8ª 9ª 10ª

09/03/08 22/03/08 30/04/08 05/04/08 13/04/08

CART - Calendário Campeonato Regional de Infantis “A” - 2007/2008

Data 28/09/07 30/09/07 05/10/07 07/10/07 14/10/07 21/10/07 28/10/07 01/11/07 04/11/07

J Res. Clubes Res. J Data 22-1 Seixas CART 8-4 10ª 11/11/07 1ª 2ª 1-15 CART Famalicense 1-7 11ª 18/11/07 6-4 Limianos CART 7-3 12ª 25/11/07 3ª 0-9 CART HC Fão 1-3 13ª 02/12/07 4ª 16-7 ED Viana CART 6-4 14ª 09/12/07 5ª 8-1 HC Braga CART 7-5 15ª 16/12/07 6ª 1-17 CART OC Barcelos 1-11 16ª 23/12/07 7ª 4-2 Valença CART 17ª 30/12/07 8ª 7-6 CART Riba D’Ave 18ª 13/01/08 9ª

CART - Calendário Campeonato Regional de Iniciados - 2007/2008

Data 23/09/07 30/09/07 05/10/07 07/10/07 14/10/07 21/10/07 28/10/07 01/11/07 04/11/07

J Res. Clubes Res. J Data 1ª (FOLGA) CART 10ª 11/11/07 2ª 7-6 CART Famalicense 2-7 11ª 17/11/07 3ª (FOLGA) CART 12ª 25/11/07 4ª 4-2 CART HC Fão 2-3 13ª 02/12/07 5ª 10-6 ED Viana CART 6-3 14ª 09/12/07 5-1 HC Braga CART 9-1 15ª 16/12/07 6ª 7ª 3-10 CART OC Barcelos 1-10 16ª 23/12/07 8ª 2-4 Valença CART 17ª 30/12/07 9ª 1-1 CART Riba D’Ave 18ª 13/01/08


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reflexo | janeiro de 2008

p desporto

Dupla Taipense encerra época em festa com patrocinadores

opinião

PAULO MACHADO

FOTO NUNO PIMENTA

Casos de Estudo

No passado dia 9 de Dezembro, David Silva e Augusto Mendes proporcionaram a amigos e patrocinadores um dia de emoções fortes. Como forma de agradecimento a todos os envolvidos no projecto, escolheram Mondim de Basto como pano de fundo desta iniciativa. A intenção foi reunir patrocinadores e amigos para poderem experimentar o habitual lugar de Augusto Mendes (navegador) A chuva ainda ameaçou, no entanto de acordo com os presentes foi um sucesso. Rodaram da parte da manha a partir das 10h até às 13h, hora marcada para um almoço em plena casa de guarda-florestal. O Punto começou da parte da tarde a evidenciar “fadiga” muito fruto do

piso que estava algo degradado. Nas palavras do piloto, “entendemos que devemos agradecer a todo o pessoal amigo envolvido neste projecto, pois sem eles nada disto seria possível”. Por sua vez Augusto Mendes frisa “ ser deveras crucial tentarmos divulgar cada vez mais o projecto, em prol dos que estão envolvidos”. Quanto ao próximo ano, David Silva afirma “iremos procurar fazer de 2008 o ano da nossa afirmação no Open de rallyes através de mais participações, querendo com isto dizer que pretendemos fazer no mínimo 8 provas das 10 que compõem o campeonato. Irá ser exigido um maior esforço da nossa parte, ou seja maior

disponibilidade, mas também dos patrocinadores aos quais aproveito para agradecer mais uma vez. Augusto Mendes frisa “queremos andar nos 3 primeiros da nossa classe se for possível, mas para isso temos de treinar mais quer isto dizer custos mais elevados”. Iniciamo-nos no asfalto e as coisas correram bem, será talvez a nossa grande aposta para 2008” A dupla taipense deixa aqui o agradecimento a Eurotransmissão, Discobraga, Danitecla, A.Sport, Po l n o r i s o l , S t a n d M u l t i c a r, Mr.Poster, Orotava, Box Vídeo Club, Joclara, Quinta Cedro do Ave, CerveiraTir, Gree e Tróia, Escola de Condução Mariana, Pastelaria Prestigium.

Na entrada para o ano 2008 proponho o estudo de uma matéria que se revela num autêntico caso, cujo segredo continua por desvendar. Dois clubes da mesma região geográfica, dois clubes de dimensão ampla no futebol nacional, dois clubes de duas cidades catalizadoras de recursos humanos e industriais, dois clubes que figuram no topo do escalão maior do futebol nacional. Vitória de Guimarães e Sporting de Braga. O que vai distinguindo o “vermelho” do “branco” são as massas associativas. Sem colocar em causa o “fervor” e a “paixão” de cada um, é por demais evidente que os “vitorianos” não olham a meios na perseguição ao clube do coração, quer seja na I ou II Divisão. Quer seja nos maus ou bons momentos. Os números de assistência nos jogos do Vitória (mesmo quando passou pela II Liga) não deixam margem para dúvidas. E em Braga? Também há paixão, também há público. Mas a lotação do Estádio Municipal de Braga está bem longe daquilo que são as reais pretensões dos seus responsáveis. E António Salvador tem razão quando adverte que 8 mil espectadores num jogo entre Braga e Bayern de Munique (ou Estrela Vermelha) a contar para a Taça UEFA é muito pouco. Mas porque razão não se vê mais gente no Estádio de Braga... Será por causa do desconforto do novo Estádio? “É frio e pouco funcional”, queixam-se alguns adeptos. “Não tem boas acessibilidades, sendo necessário deixar o carro estacionado a uma longa distância”, dizem outros. E também não tem a tradição do velhinho 1.º de Maio! Veja-se o exemplo de um adepto bracarense a residir em Caldas das Taipas, é obrigado a passar pela circular interna de Braga — passando de ponta a ponta pela cidade — deixar o carro estacionado, pelo menos, a um/dois quilómetros de distância do Estádio. Ah, e ainda tem de percorrer alguns degraus para o acesso à bancada. Nada comparado como quando assistia aos jogos no 1.º de Maio. Pode ser esta uma das razões para tal divórcio, até porque a equipa do Braga apresenta resultados animadores e tem uma das melhores equipas de sempre... Em Guimarães, os adeptos não têm problemas em acorrer ao Estádio D. Afonso Henriques. É uma autêntica febre! Mas tanto num, como noutro caso, penso que são dois casos de estudo.


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janeiro de 2008 | reflexo

publicidade ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DAS TAIPAS

Caro Associado, Faz um ano!!! Nascemos como Comissão Instaladora após a 1ª reunião em 4 de Dezembro de 2006. Desde essa data encetamos trabalhos com vista à instalação de uma Associação que tivesse como objectivo a representação e defesa dos interesses comuns de todos os comerciantes, industriais e prestadores de serviços da área geográfica das Caldas das Taipas, em busca do progresso técnico, económico e social. Como Comissão Instaladora e como 1ª Direcção da ACIT, tentamos sempre que a ACIT respondesse às necessidades e anseios daqueles que acreditaram em “nós “de forma espontânea e sem nada lhes termos para oferecer para além de ideias. Acreditaram neste projecto, que defende que uma estrutura local é mais eficaz para a resolução dos nossos problemas e dificuldades. Foi um ano marcante. Instalamos os serviços da associação, e realizamos eventos. Tentamos fazer ouvir os sentimentos e os receios dos nossos associados. Lutamos para que o nome das Taipas fosse conhecido como uma terra próspera de Comercio, Industria e Serviços. Caldas das Taipas têm um conjunto de condições “naturais “, como sejam: • Segundo dados do INE, “numa circunferência com centro nas Taipas e traçada num de raio de 30 km, habitam cerca de 10% da população do Pais, ou seja, cerca de Um Milhão de pessoas; • Cerca de 47.000 habitantes na área geográfica do Centro de Saúde / BVT; • Localização – situada entre Braga/ Guimarães e Famalicão/Povoa de Lanhoso; • Recursos Naturais – O Rio Ave, a sua margem e o parque; • Possui cinco Monumentos Nacionais todos dignos de visita; • As Termas; • Forte tecido empresarial com destaque para a Industria das Cutelarias; • O futuro Parque Tecnológico – “ Ave Park “ – que poderá ser o maior centro de empregabilidade da nossa região; • Somos o maior produtor de Kiwis do país. Na região das Taipas encontram-se as duas maiores unidades que são responsáveis por cerca de 60% da produção nacional. (Dados APK) • Alojamentos, Restauração, Animação ; • Cerca de 420 espaços comerciais abertos ao publico apenas na vila; • Cerca de 1.600 empresas; Neste novo ano de 2008 renovamos metas e objectivos. Vivemos tempos económicos difíceis. Aumento das taxas de Juro, Aumento dos Combustíveis, Aumento das exigências fiscais e legislativas. Diminuição do poder de compra, entre outros. Ocorreram também diversos aspectos relacionados com a vertente da procura. Factores como “o envelhecimento da população e a nova vaga de emigração dos jovens das nossas freguesias para países como a Suiça, França (Mónaco), Luxemburgo, entre outros.” O nosso tecido empresarial é constituído por PME´s. Segundo a agência estatística da União Europeia (Eurostat) em Portugal 91,5% são micro empresas, que empregam 39 % da população activa e 20 % do VAB. Paralelamente somos um dos países da Europa (UE) com maior número de m2 de grandes superfícies por habitante. Segundo dados disponíveis na Direcção Geral das Actividades Económicas o índex

de 2007 contabiliza já 1.589 grandes superfícies comerciais em Portugal continental. Os conjuntos comerciais já instalados representam cerca de 2,6 milhões de metros quadrados. No que se refere à oferta futura, os projectos mantêm o ritmo dos anos anteriores. Os conjuntos comerciais propostos para 2010 continuam a apresentar números impressionantes, representando praticamente uma duplicação da oferta existente. Caso todos os projectos que deram entrada nas Direcções Regionais de Economia forem licenciados e implementados teremos em 2010 um acréscimo superior a 1,7 milhões de metros quadrados só em centros comerciais. Mas há outras causas que provocam mudanças nas actividades comerciais, especialmente no retalho tradicional. O meio envolvente e o espaço urbano também condicionam as lojas aí inseridas. E isso deve-se em grande parte, “à desertificação dos centros das vilas/cidades, às dificuldades de acesso e estacionamento, à insegurança, à degradação dos espaços públicos e do mobiliário urbano e ao aparecimento de novas polaridades”. A Economia de Mercado em que vivemos exige de “ nós “ empresários, um modelo que defina a visão, os objectivos, mas sobretudo a estratégia para os alcançar. O associativismo é um modelo que consegue promover uma verdadeira dinâmica de modernização competitiva dos seus associados. Temos a certeza que o nosso papel, será mais presente e mais participativo. Convidamos todos aqueles que não pertencem a este projecto a aderirem e a participar, ajudando na medida das suas capacidades e disponibilidades. Tínhamos afirmado que a ACIT iria pautar a sua actividade cooperando com todas as organizações, forças políticas e sociais, que connosco quisessem trabalhar e colaborar de uma forma aberta, leal e eficaz. Desde já o nosso muito obrigado as diversas associações e instituições que connosco desenvolveram os diversos projectos que realizamos em 2007. Estaremos ao dispor de todos neste ano de 2008. Mas o próximo ano acarreta mais desafios. Para além de repetir eventos e ideias, temos de inovar, e apostar essencialmente em formação de qualidade. Ela será um elemento fulcral para que a nossa estratégia tenha sucesso. Devemos formar os nossos empresários a “Fidelizar” os seus clientes. A fidelização de clientes é muito mais importante que atrair novos consumidores. Devemos também apostar na variedade e na inovação dos produtos por nós comercializados. Como vêem a ACIT tem pela frente desafios enormes. Têm pela frente uma missão difícil, a de formar, de “ inventar ”, e, promover uma verdadeira dinâmica de modernização e de competitividade dos seus associados. Têm também a missão de acolher, incentivar e atrair novos empresários para o seu seio. Temos o desafio, e objectivo, de “alertar consciências” e de passar a ideia que a melhor maneira de enfrentar a crise e as contrariedades é partilhar experiências, discutir soluções é unir esforços. Árdua tarefa nos espera, mas há causas pelas quais vale a pena lutar, Prospero Ano de 2008, Pel`A Direcção O Presidente Marco Emanuel de Melo Ribeiro

Formação “Gestão da Excelência - As Melhores Práticas da Gestão em PMEs “ De acordo com os objectivos da ACIT, vamos elaborar no próximo dia 22 e 24 de Janeiro 2 cursos com uma empresa líder nacional em Formação Empresarial. Este curso terá a duração de 2 dias e terá um custo de 150 euros + IVA. As inscrições são limitadas a 10 pessoas por grupo. A ACIT suporta o aluguer do espaço da formação, a deslocação e estadia do formador. Esta será a 1ª formação da ACIT. Propusemos o desafio à melhor e

mais credenciada empresa a nível nacional de formação. Pretendemos que esta seja a primeira de muitas formações. É dirigida a gestores de PME, para todas as áreas de negócio, qualquer que seja o seu grau escolar. Pretendemos partilhar experiências , em 2 Dias muito práticos, revendo as Melhores Práticas de Gestão aplicadas a Pequenos Negócios. Não Perca esta oportunidade!

Gestão da Excelência As Melhores Práticas da Gestão em PMEs A PARCEIRA FORMADORA > Larga experiência de gestão e de formação dos consultores; > Formação à medida das necessidades de cada cliente; > Experiência nos mais diversos sectores de actividade; > Tem como clientes as maiores empresas nacionais e multinacionais:

O CURSO Dois dias muito práticos, revendo as melhores Práticas 3. Finanças de Gestão aplicadas a Pequenos A Rentabilidade Negócios. O Equilibrio Financeiro Noções Contabilisticas CONTEÚDOS O que Preciso de Saber: DATAS 1. Marketing 22,23 de Janeiro 2008 Exposição dos Produtos 24,25 de Janeiro 2008 Atendimento a Clientes INSCRIÇÃO 2. Gestão de Pessoas: 150 Euros/Pessoa (+21% IVA) Objectivos e Motivação Aspectos Legais e Incentivos


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reflexo | janeiro de 2008

temático CRÓNICA do Ano Velho Por António Bárbolo

O Ano Novo é um acontecimento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas as culturas que têm calendários anuais celebram o Ano Novo cuja passagem é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller (que em francês significa “despertar”). No mundo ocidental a celebração do Ano Novo tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o Dia do Ano Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano (ou Janus), deus bifronte que protegia as entradas e as saídas, o interior e o exterior. O nome Janeiro (tal como janela) deriva de Jano. Costuma-se dizer nesta época de passagem de ano “Ano Novo, Vida Nova”. A passagem de ano é geralmente precedida por alguns momentos de reflexão sobre o ano velho que finda e o novo ano que se inicia. É uma época em que as pessoas fazem o seu balanço pessoal, profissional e social. Faz-se uma retrospectiva da vida que se tem tido e se esse percurso está de acordo com as nossas expectativas, objectivos e sonhos. Ao mesmo tempo planeia-se um aperfeiçoamento desse rumo ou mesmo uma mudança de paradigmas, visando um outro estilo de vida ou uma melhor qualidade de vida. O exercício que os convido a fazer é muito simples. Relembrar, num rápido movimento memorial, três ou quatro acontecimentos que mais nos marcaram, em termos colectivos, no ano 2007 e cujas repercussões se prolongarão pelo ano próximo. Mediaticamente, o ano de 2007 ficará marcado pelo chamado caso Maddie. É difícil prognosticar eventuais desenlaces para esta situação. Não me refiro à criança a quem todos desejamos apenas que seja encontrada e com vida. Refiro-me sobretudo aos actores – creio que o termo é o mais apropriado para este caso – que participaram no

SAÚDE

circo mediático montado à volta do caso. Os pais, os amigos dos pais, as polícias, o eventual raptor (ou raptores), os detectives, as televisões, etc. Seja qual for o final que lhes está reservado dificilmente poderemos suportar que não aconteça nada. Como se, daqui por uns tempos, o caso caísse no esquecimento e a notícia fosse que não havia nem culpa nem culpados. Mas isso não significa que esses culpados tenham de ser encontrados ou, se necessário, construídos para serem crucificados na arena que o circo mediático montou em redor do caso. Para a segunda metade do ano destaco, como facto principal, a presidência portuguesa da União Europeia. Para uns ela foi um rotundo sucesso. Para outros um contínuo show-off mediático que mais não fez do que ajudar-nos a esquecer os problemas reais do nosso país. Seja como for, o resultado mais palpável parece ser o chamado Tratado de Lisboa que, em rigor, poucos conhecem no seu conteúdo e no seu alcance. A questão seguinte será agora a da ratificação desse Tratado. Ou melhor, a forma como ela será feita. Pela via do referendo ou pelos parlamentos nacionais? Tive oportunidade de assistir, há poucos dias, a um debate num canal francês sobre esta questão. Nele estavam presentes quatro filósofos franceses oriundos de diferentes espaços ideológicos. O saldo é o seguinte: três a favor do referendo e um pela ratificação no(s) parlamento(s). Não é este o espaço adequado para debater a questão mas, na minha opinião, o referido Tratado é um passo fundamental para o futuro da União Europeia, dos países e nações que a integram e dos cidadãos que dela fazemos parte. Demasiado importante para que sejam só alguns a decidir por nós ou tão importante que não podemos arriscar que alguns cidadãos se aproveitem do referendo para votar, sim ou não, mas tendo em conta

outras questões que não estão a ser referendadas? No plano interno, assistimos a um avolumar-se de uma violência, inaudita pelas terras portuguesas. No país dos brandos costumes, as mortes violentas, muitas vezes sem grande motivo aparente ou como resultado de guerrinhas tribais, devem fazer-nos reflectir sobre a sociedade que somos e que sociedade estaremos nós a construir. O Ministro da Administração Interna apressou-se a explicar que, neste caso, se trata de uma excessiva mediatização de casos particulares. É verdade. Há na sociedade portuguesa um gosto mórbido pelo grotesco, pelos “casos reais”, pelos crimes de faca e alguidar. Mas isso não explica tudo e sobretudo não encobre uma realidade onde as tensões, as fricções e os interesses pessoais e corporativos parecem superar, em muitos sentidos, o interesse colectivo. No plano internacional destaco a intervenção e do exfuturo Presidente dos Estados Unidos, Al Gore, agora Prémio Nobel da Paz, em prol do planeta. Para além das pequenas polémicas, alimentadas por algumas conclusões menos sólidas do seu trabalho, a verdade é que ele teve o mérito de colocar as questões ambientais no centro de algumas discussões. Pelos vistos, os resultados alcançados na recente Cimeira de Bali reflectem já alguns dos frutos semeados por essa discussão a nível global. Veremos. O que é certo é que cada um de nós tem um papel a desempenhar. Essa é também a Verdade Inconveniente que não podemos esquecer nas grandes opções nem nos pequenos gestos quotidianos. Bom Ano 2008 ou, como se diz por esta Terras de Miranda, BUN ANHO DE 2008. Miranda do Douro, 26 de Dezembro de 2007

Antibióticos: uso e abuso

Por Carlos Salazar USF de Ronfe

Um destes dias trabalhava no Serviço de Atendimento de Consultas Urgentes (SACU) do Centro de Saúde das Taipas quando entrou um senhor que se queixava de rouquidão e que logo acrescentou que a situação só se resolvia com um antibiótico. Ao exame físico nada fazia supor que o doente necessitasse de tal medicamento e, como tal, não lho passei. Como resposta o doente disse que tinha vindo perder o seu tempo. Esta situação ocorre com muita frequência e os médicos estão cansados de ouvir os pais perguntarem, depois de observarem o seu filho com febre, se a criança leva antibiótico, como se todas os casos de febre se tratassem com um antibiótico. Nada mais errado. A era antibiótica começou no primeiro terço do século XX, quando os alemães descobriram as sulfamidas (1932). Pouco tempo depois Fleming descobriu a acção antibacteriana de um fungo e assim apareceu a penicilina. Com a descoberta dos antibióticos pensou-se que estavam resolvidas as doenças infecciosas e com a síntese de novas moléculas a humanidade deu um espectacular salto em frente. Não só se curavam as infecções comuns, como o uso dos antibióticos permitia a realização de cirurgias mais difíceis, pois as complicações infecciosas podiam ser debeladas, como também deles beneficiavam os doentes com cancro que eram submetidos a tratamentos que diminuíam as defesas do seu organismo ficando mais sujeitos às infecções. Com tudo isto a esperança de vida aumentou espectacularmente. No entanto as bactérias não andam a dormir e, assim, em contacto com estas novas substâncias logo trataram de

arranjar meios para se defenderem. Aquelas que o conseguem logo transmitem essa capacidade à sua descendência e, com o tempo, aparecem estirpes totalmente resistentes. Muitas classes de bactérias que inicialmente eram mortas pelos primeiros antibióticos, agora riem-se dos mesmos.. Para combaterem estas novas bactérias resistentes foi necessário descobrir antibióticos progressivamente mais potentes, mas também mais caros e com mais efeitos secundários. As bactérias, por seu lado, tentam conseguir novas formas de resistir a estes novos antibióticos o que de facto têm vindo a conseguir. Por outro lado, nos últimos anos com o aparecimento da SIDA, as companhias farmacêuticas investiram na descoberta de medicamentos anti virais para combater esta doença, o que parcialmente foi conseguido. O reverso da medalha é que nos últimos 15 anos, praticamente não têm aparecido no mercado antibióticos que não pertençam a uma família já conhecida. Actualmente morrem milhares de doentes nos nossos hospitais com infecções que nem mesmo os antibióticos mais potentes conseguem combater.. Estamos a caminhar rapidamente para o desastre, para a era pré antibiótica. De quem é a culpa? De todos. - Dos médicos, em primeiro lugar, que por não quererem correr riscos, praticam uma medicina defensiva, prescrevendo antibióticos progressivamente mais potentes e muitas vezes sem qualquer indicação para tal. - Dos criadores de gado, aves e porcos que usam antibióticos nos animais para prevenir doenças e conseguirem mais rapidamente com que eles atinjam o peso ideal para

serem abatidos e aparecerem no nosso prato. - Das farmácias, que aviam antibióticos sem prescrição médica. - Dos pais das crianças, dos utentes em geral, que pressionam o médico no sentido de lhes ser passado um antibiótico. Que podemos fazer? - Os médicos devem prescrever antibióticos com critério e “perder” tempo a explicar aos utentes que nem toda a febre é sinónimo de antibiótico e que as infecções mais comuns da área otorrinolaringológica e do aparelho respiratório são causadas por vírus, que não precisam de antibióticos para serem curadas. - Proibir a utilização de antibióticos na alimentação de todos os animais, já que compromete a sua eficácia nas enfermidades humanas. - Que das farmácias não saia qualquer antibiótico sem prescrição médica. - Que os pais em particular e os utentes em geral colaborem para não “forçar” os médicos na prescrição de antibióticos. Só assim , todos colaborando, é que conseguiremos continuar a lutar contra as infecções provocadas pelas bactérias.

Para todos Feliz 2008!


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janeiro de 2008 | reflexo

leitores

efemérides taipenses Trabalho de recolha e pesquisa de Carlos Marques 01/01/1886: Nomeado pela Junta de Freguesia da Paróquia de Caldelas, servo da igreja, Custódio Ferreira. 02/01/1885. Eleito presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, João Cândido Lamosa. Vice-presidente, Francisco José Costa e Silva. Tesoureiro, Domingos Pinto Maia. Vogal, João Ferreira Guimarães. 03/01/1965. É preso na cadeia da GNR das Taipas, Alberto Ribeiro Marques, de 26 anos, residente em Guimarães, acusado de roubar 10 contos. Acabando por morrer nesta cadeia 4 dias depois, sem julgamento. 04/01/1905: É recebido e entra em funcionamento o Regulamento do Estabelecimento Balnear de Caldas das Taipas. 05/01/1618: Doutor Jorge do Valle Vieira, da casa do Salvador no cano em Guimarães, fundador da capella de S. Roque, doa treze rasas pela medida velha de centeio e milho em cada anno no casal da Bergadella na freguesia de Santa Christina de Longos a um Thomé Pires junto á Falperra , para que ele diga em cada um ano para sempre sete missas na ermida de S. Roque que mandara fazer junto à Casa de Saúde no Monte de Santa Catharina no ano de 1599, servindo de guarda-mor nesta villa e seu termo. As quais sete missas serão 6 rezadas e uma cantada e se dirão no dito dia de S. Roque como atégora as mandara dizer, e se dará de esmola nove rasas do dito pão, a saber três rasas pela cantada e seis pelas cantadas… 06/01/1911: Custódio José da Silva monta um quiosque de 4 m2 na Praça Carvalho Salgado nas Taipas, para venda de tabacos. 07/01/1835: Por sentença do Corregedor, é extinto o couto de Ronfe e unido a Guimarães. 08/01/1902: O vereador António Carvalho Salgado pede diversos esclarecimentos sobre ocupação de terrados no mercado semanal das Taipas. 09/01/1912: Martinho Ribeiro da Silva, obtém licença e começa a construir o muro no terreno de sua casa sito no Lugar de Trás do Ferreira em Caldas das Taipas. 10/01/1965: Inauguração e Bênção duma nova viatura dos Bombeiros de Caldas das Taipas. Um Bedford, carro de ataque a incêndios, Recebeu o nome de Comandante Costa e Silva, e, foi apadrinhada por José Rosas Guimarães e esposa. 11/01/1830: A Alçada julgou Domingos José Fernandes, farinheiro, casado, de 40 anos, natural de Donim, preso em Villa Nova de Famalicão por suspeita de crime de guerra. 12/01/1901: Foi preso na eira do Lugar da Ramada, em S. Paio de Figueiredo, o foragido da cadeia de Guimarães, Jerónimo Martins, o “Poças” que estava a cumprir 8 anos de cadeia. Na noite anterior perpetrou uma fuga sensacional. Tendo ligado 3 mantas, subiu da retrete para o telhado, atando as mantas num barrote, desceu e escapuliu-se. 13/01/1920: Pretende-se que o leito da estrada nacional nº 27 entre Ponte de Lima, Prado, Braga, Taipas e Guimarães seja considerado de utilidade pública para efeitos de nele instalar um caminho de férreo eléctrico. A Direcção Geral de Obras Públicas do Ministério do Comércio e Comunicações envia para a Câmara de Guimarães, o mapa corográfico da zona atravessada. Esta Câmara concorda plenamente com o plano de viação eléctrica, reconhecendo que o seu deferimento traduz, em geral, grande utilidade pública e

muito especialmente aos centros propostos. 14/01/1903: A Câmara que comprara o terreno para implantar o Matadouro das Taipas, manda demarcar o dito terreno, e, dar de arrendamento em haste pública para roçagem, até que se inicie a dita construção. 15/01/1902: Bento Martins empreiteiro da cidade de Guimarães que se encontrava a construir os aquedutos em pedra no Lugar da Lameira na freguesia de Caldelas, porque não estava a pagar o valor da pedra que comprara a Lourenço Ferreira da Silva de são Lourenço de Sande, é intimado a fazê-lo sob pena de não receber o valor da empreitada da Câmara. 16/01/1918: António da Silva Alves, do Lugar da Eira Velha da freguesia de Santa Eufémia de Prazins, instala em sua casa um talho de carne de gado suíno fresca e salgada. 17/01/1758: O cónego Pedro Ferreira de Leiva faz testamento e n’elle instituiu um vínculo. Nomeia 1ª administradora, sua neta Joanna Maria , filha mais velha de Manuel Jorge Ferreira e a mulher Maria Ferreira de Leiva, filha natural d’elle cónego, existente com seus pães na Quinta da Arruela da freguesia de Santo Thyrso de Prazins. Fica o vínculo obrigado perpetuamente à satisfação de uma missa por alma do pae delle, dita em dia de S. Bento, 21 de Março, e o administrador devia usar sempre o appelido de “Leiva” 18/01/1905: O Ministro e o Secretário d’Estado das obras Públicas, Comércio e Indústria impõem diversas regras sanitárias no aproveitamento das águas minero-medicinais do Poço do Campo do Estabelecimento Balnear Thermal de Caldas das Taipas. 19/01/1964: A equipa sénior do Clube Caçadores das Taipas, a contar para o Campeonato Regional da 1ª Divisão recebe e vence o Fão por 1 a 0, com golo de Valdemar. Num campeonato em que o Gil Vicente é líder. De realçar que nesta época, o Clube Caçadores das Taipas, possui já 3 escalões, além dos seniores, uma equipa júnior e outra de principiantes. 20/01/1923: A Câmara reconhece que tem abandonado as Taipas e a sua população. Apresenta diversos projectos: 1º: Abastecimento de água potável. 2º: Construção dum grande aqueduto destinado a receber as águas pluviais e todos os esgotos. 3º: Melhoramento e ampliação da iluminação pública. 4º: Pavimentação das ruas. 5º: Melhoramento da Praça do Mercado. 6º: Abertura de Rua entre a Avenida da República e Rua António Barros. 7º: Construção de habitações cómodas, decentes e relativamente baratas, de rés-do-chão e andar sobrado. 8º: Alinhamento de ruas. 9º: Abertura de rua de ligação ao parque de turismo e mercado. 10º: Ligação directa da estrada Famalicão á Póvoa de Lanhoso, com expropriação de terrenos. 11º: Melhoramentos e grande remodelação urbanística para Caldas das Taipas. Compreende a eliminação de todas as escadas exteriores, rectificação de alinhamentos e diversas reformas de prédios. Na Avenida da República, Rua 31 de Janeiro, Praça Conde Agrolongo, Lugar da Lameira. As obras são fiscalizadas pelo vereador Abílio Silva Oliveira. Todas estas obras destinaram-se a tornar as Taipas num local mais aprazível, necessárias para tornar mais agradável ao visitante. 12º: Construção de sentinas e

mictórios. 13º Apoio à Comissão de Iniciativa das Taipas para a execução do plano de turismo desta comissão. 21/01/1903: É arrendada por 40.000 réis a casa pertencente a António Guilherme, para funcionamento da Escola Primária Oficial da freguesia de São Lourenço de Sande. 22/01/1963: Festa do emigrante em Santa Maria de Souto, promovida pela Liga Agrária Católica, onde estão presentes muitos emigrantes que partirão para França. 23/01/2003: A Câmara Municipal de Guimarães toma posse administrativa do terreno onde o CAR Taipense ía construir o pavilhão do voleibol. Com licenciamento tinha já edificado as sapatas, e, tinha o financiamento assegurado pelo governo. 24/01/1900:Adjudicada ao empreiteiro Bento Martins a obra de reconstrução e alargamento do caminho entre os Lugares do Soutinho e da senhora da Lapa, na freguesia de São Lourenço de Sande, pela quantia de 190.000 réis. 25/01/1742: Provisão que manda demarcar no monte da Falperra, limites de Guimarães e de Braga, com assistência das duas Câmaras, terreno para casa de cappelão, ermitão, guarda de paramentos, horta e entrega á irmandade de santa Maria Magdalena, que lhe há pouco tinha edificado o templo, para ella tapar e fazer edificações. 26/01/1964: A equipa sénior do Clube Caçadores das Taipas, a contar para o Campeonato Regional da 1ª Divisão vai a Braga, e vence o empata com o Leões 2 golos. O Taipas alinhou com Lopes, José e Juanico: Mário, Ribeiro e Camilo; Baptista, Serafim, Jorge, Francklim e Maia. Num campeonato em que o Gil Vicente é líder. De realçar que nesta época, o Clube Caçadores das Taipas, possui já 3 escalões, além dos seniores, uma equipa júnior e outra de principiantes 27/01/1963: A equipa de juniores do Clube Caçadores das Taipas, recebe em casa a A. D. Fafe, e empata a uma bola, com golo de Francklim a passe da ala direita de Horácio. 28/01/1628: A Câmara do Couto de Ronfe, é notificada por carta da Relação do Porto, para querendo allegar sobre o padre Salvador Jorge querer tirar lenha à terra da Leira da Velha, que vai em prejuízo do couto e dos moradores. 29/01/1899: Projecta-se a edificação de Novo Estabelecimento Thermal das Taipas. 30/01/1907: José Antunes Machado, adjudicatário do Estabelecimento Thermal de Caldas das Taipas, requer à câmara para esta solicitar ao governo a promulgação dum decreto que exproprie urgentemente terrenos pertencentes a António José de Castro, necessários para a construção dum acesso ao Estabelecimento Thermal. 31/01/1964: Assembleia-Geral do Clube Caçadores das Taipas, para apresentação de Relatório e Contas da época 1962/63 e Eleições. A despesa foi de 76 contos e a Receita de 67 contos. Não havendo nova lista, teve de continuar a anterior a quem foi dada toda a confiança.


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Reflexo #139