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ANO XXXlX- MAI / JUN 2018 - R$ 26,00

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L EI A NES TA ED I Ç Ã O

EXPEDIENTE

MERCADO Forte alta nas vendas de memórias O faturamento global de semicondutores totalizou US$ 420,4 bilhões em 2017. O mercado de memórias aumentou cerca de US$ 50 bilhões e atingiu US$ 130 bilhões em 2017, com crescimento de 61,8% em relação a 2016. Com a forte expansão do segmento de memórias, a Samsung Electronics assumiu o posto de vendedora número 1 no mundo, superando a Intel

IPESI ELETRÔNICA & INFORMÁTICA ANO XXXlX - REVISTA Nº 632 - EDIÇÃO Nº 215 - MAIO/JUNHO - 2018

Revistas

pág. 04 REDAÇÃO: Editor-geral Franco Hiroyoshi Tanio - MTb 15.353 redacaomm@ipesi.com.br

SEGURANÇA

Colaborou nesta edição: Alberto Mawakdiye - MTb 13.190 alberto@ipesi.com.br

As urnas eletrônicas são mesmo seguras?

ADMINISTRAÇÃO: Wagner Rodrigues da Silva adm@ipesi.com.br

André Gradvohl, membro sênior do IEEE e professor da nicamp, afirma que, para ter um sistema de eleição eletr nica confiável, são necessárias que algumas propriedades sejam satisfeitas. As principais são o sigilo e a integridade. Outras são a elegibilidade, a equidade, a resistência, as verificabilidades e que o resultado da eleição considerou todos os votos pág. 17

OPERAÇÕES: ipesi@ipesi.com.br

ATENDIMENTO AO CLIENTE: Tel.: (11) 5644-6200 Endereço: Rua Espártaco, 213 - Cep: 05045-000 - Vila Romana São Paulo - SP - Brasil www.ipesi.com.br

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NEGÓCIOS E-commerce no Brasil ainda tem muito a crescer

PRODUÇÃO GRÁFICA e ARTE: Antonio Manuel Ferreira producao@ipesi.com.br

FOTOGRAFIA:

Cerca de 25,5 milhões de brasileiros compraram pelo menos uma vez pela internet durante o primeiro semestre de 2017. as a participação do e-commerce no mercado de vare o do país ainda não ultrapassou a marca dos 2%, segundo levantamento do Sebrae. esmo com o setor á contando com mais de 70 mil sites, o que predomina é a tradicional loja física pág. 28

Izilda França Moreira

JORNALISTA RESPONSÁVEL: Franco Hiroyoshi Tanio

Não é permitida a reprodução das matérias publicadas sem prévia autorização dos editores. As REVISTAS IPESI não se responsabilizam pelo conteúdo dos anúncios, incluindo textos, marcas e imagens, estes são estritamente responsabilidade dos anunciantes. Informações: ipesi@ipesi.com.br Preço de exemplar avulso: R$ 26,00 + Despesas Postais

IPESI Eletrônica & Informática - ISSN 0104-6640

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SEMICONDUTORES CIRCUITOS INTEGRADOS

Forte alta nas vendas de memórias Crescimento do mercado de memórias alavanca faturamento da indústria de semicondutores

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mpulsionado pelo forte crescimento do mercado de memórias, o faturamento global do setor de semicondutores totalizou US$ 420,4 bilhões em 2017, refletindo uma expansão de 21,6% em comparação à receita de US$ 345,9 bilhões de 2016, de acordo com o estudo “Market Share Analysis: Semiconductors, Worldwide, 2017”, do Gartner, Inc. “2017 viu dois marcos da indústria de semicondutores - o faturamento setorial ultra-

passou os US$ 400 bilhões e a Intel, vendedora número um nos últimos 25 anos, foi deslocada para segunda posição pela Samsung Electronics”, afirma eorge Brocklehurst, diretor de pesquisas do arter. “Ambos os marcos aconteceram devido ao rápido crescimento no mercado de memórias - a carência de suprimentos levou ao aumento de preços de DRAM NAND ash”, complementa. O mercado de memórias aumentou cerca de US$ 50

bilhões e atingiu US$ 130 bilhões em 2017, com crescimento de 61,8% desde 2016. O faturamento da Samsung só com memória aumentou cerca de US$ 20 bilhões em 2017, levando a companhia a ocupar o posto de número 1 do mercado. Porém, o artner prevê que a liderança da companhia terá vida curta e irá desaparecer quando o mercado de memórias entrar no ciclo de contração, o que é mais provável que ocorra no final de 201 . O pujante segmento de me-

mórias ofuscou o forte crescimento de outras categorias em 2017. Semicondutores nãomemória cresceram US$ 24,8 bilhões atingindo S 2 0 bilhões e expansão de , . Vários fornecedores com amplo leque entre os 25 maiores vendedores de semicondutores, como Texas Instruments, ST icroelectronics e nfineon, experimentaram elevado crescimento à medida em que dois mercados chave - industrial e automotivo - continuaram com crescimento de dois dígitos.

Mercado concentrado A concentração no mercado de semicondutores tende a aumentar. No ano passado, 43% das vendas mundiais de semicondutores foram realizadas pelas cinco maiores fabricantes. Tal concentração iniciou há cerca de dez anos, mas a tendência se acentuou nos anos mais recentes com a consolidação que vem ocorrendo no mercado. Os 50 maiores fornecedores em 2017 ficaram com a fatia de 88% do mercado mundial de US$ 444,7 bilhões. Essa fatia é 12 pontos percentuais superior ao market share de 76% que as 50 maiores companhias detinham em 2007. Segundo relatório da IC Insights, os cinco maiores fabricantes - excluindo as foundries - são, pela ordem, Samsung, Intel, SK Hynix, Micron e Broadcom. Os das vendas totais de 2017 representam um aumento de 10% em relação há uma década. A forte concentração dos produtores de chips de memória entre os cinco maiores vendedores de chips ilustra, para além da consolidação, a incrível demanda por memórias

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no ano passado. As empresas Samsung, Hynix e Micron experimentaram crescimento superior a 50% nas vendas. Os mercados memórias A e A ash cresceram, respectivamente, 77% e 47%. A fatia do mercado mundial que as companhias top 5, top 10 e top 25 detiveram em 2017 cresceu de 10 a 12% em relação a uma década atrás. Com a onda de fusões e aquisições que devem continuar nos próximos anos (como a da Qualcomm e NXP), a IC Insights acredita que irá aumentar a fatia de mercado dos fornecedores top a níveis ainda mais elevados. O relatório mostra ainda que a presença e a in uência do apão no mercado de circuitos integrados vêm diminuindo de forma substancial desde 1 0, com market share (excluindo foundries) de apenas 7% em 2017. Nomes que já foram proeminentes, como NEC, Hitachi, Mitsubishi, e Matsushita, estão perdendo posições na lista das empresas top de semicondutores. Pressões competitivas de fornece-

dores de circuitos integrados da Coreia do Sul - especialmente no mercado de memórias - têm tido papel significativo na mudança da participação de mercado de circuitos integrados nos últimos 27 anos. Mais, dependendo do desempenho das vendas da Divisão A ash da Toshiba, a participação japonesa no mercado de circuitos integrados pode cair ainda mais. Com a forte competição reduzindo o número de fabricantes japoneses de circuitos integrados, a perda da verticalidade de seus negócios integrados e a perda de várias aplicações de usuários finais de alto volume, e a mudança de várias companhias para o modelo “fab-lite IC”, o Japão reduziu os investimentos em novas fabs de wafer e equipamentos. De fato, as companhias do Japão foram responsáveis por apenas 5% de todos os investimentos que as empresas de semicondutores investiram em bens de capital em 2017. m 1 0 as empresas japonesas do segmento foram responsáveis por 51% dos investimentos setoriais globais em bens de capital.

O faturamento combinado dos 10 maiores vendedores de semicondutores cresceu 30,6% em 2017 e foram responsáveis 58% do mercado total, superando o restante do mercado que verificou o crescimento mais ameno de 11% na receita. Fusões e aquisições - 2017 foi um ano em que as fusões e aquisições perderam a velocidade, com cerca da metade do volume financeiro em acordos e em número de acordos fechados em comparação a 2016. Todavia, o mercado de semicondutores continua a ver a escalada do tamanho dos acordos com maior complexidade, o que torna mais desafiador o fechamento dos negócios. A Avago bateu o recorde em 2016 com a aquisição da Broadcom por US$ 37 bilhões. Esse recorde pode ser quebrado em breve pela da aquisição da NXP pela Qualcomm por US$ 44 bilhões - a conclusão do negócio ainda depende da aprovação das autoridades antitruste. IoT - O crescimento da Internet das Coisas (IoT) tem impacto significativo no mercado de semicondutores, com produtos standard de aplicação específica (ASSPs) para aplicações de consumo aumentaram 14,3% e as ASSPs industriais aumentaram 1 ,1 em 2017. Semicondutores para conectividade wireless apresentaram o crescimento mais elevado, de 1 , em 2017, atingindo US$ 10 bilhões pela primeira vez, apesar dos preços menores dos componentes e do reticente mercado da indústria de smartphones.

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Otimismo com o mercado brasileiro de energia solar Os investimentos mundiais em energia solar somaram US$ 160,8 bilhþes em 2017, representando um aumento de 18% a mais que o ano anterior. Dentre as energias renovåveis, a solar Ê a que mais tem se destacado nos últimos anos, representando 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Jå no Brasil, o investimento no ano passado foi de US$ 6,2 bilhþes com alta de 10% em relação a 2016, segundo os números anuais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF). De acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) o país recentemente atingiu 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elÊtrica. Esta potência Ê suficiente para abastecer 500 mil residências do país, produzindo energia renovåvel, limpa, sustentåvel e competitiva capaz para atender o consumo de dois milhþes de brasileiros. Investimentos - Segundo a Aneel, atÊ 2024, cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deve-

rĂŁo ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energĂŠtica brasileira e atĂŠ o ano 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverĂĄ movimentar cerca de R$ 100 bilhĂľes. Para se ter uma ideia, a multinacional austrĂ­aca Fronius lĂ­der no setor fotovoltaico, ano passado venderam mais de 500 mil unidades de inversores ao redor do mundo. No Brasil foram mais de nove mil inversores. A empresa obteve crescimento de mais de 50%. A especialista e gerente da Unidade de NegĂłcio de Energia Solar da empresa, Anaibel Novas, estĂĄ otimista e acredita que o negĂłcio brasileiro estĂĄ aberto para receber novos investimentos. “O mercado continua em expansĂŁo com um ritmo de crescimento exponencial; novos perfis de clientes residenciais querem obter os benefĂ­cios da prĂłpria instalação solar; grandes grupos de consumidores comerciais estĂŁo analisando seriamente a adesĂŁo; a indĂşstria e o agronegĂłcio aumentaram seu interesse em energia limpa e sustentĂĄvelâ€?, comenta.

Para Anaibel, o Brasil possui todas as condiçþes geogrĂĄficas e climĂĄticas para as diversas aplicaçþes das tecnologias de produção de energia fotovoltaica. Como todo mercado emergente, ainda sĂŁo tĂ­midas as opçþes de financiamento disponĂ­veis que possam facilitar e impulsionar o investimento do consumidor final. “Embora ainda haja dificuldade de financiamento, o mercado busca por alternativas para reduzir seus gastos a todo custo. Os consumidores estĂŁo mais cautelosos e buscam por informaçþes reais sobre determinado produto antes de efetuarem qualquer compra. Exemplo disto ĂŠ a procura por treinamentos de energia fotovoltaica, realizado pela Fronius, in company. Existe uma grande necessidade, por parte dos consumidores, de conhecer o produto em detalhes: sua tecnologia; suporte; manutenção; funcionalidades; custos e retornos financeiros do novo investimento. Esta ferramenta tem nos ajudado e muito em nossos negĂłciosâ€?, complementa a gerente.

Sunew abre operação nos Estados Unidos

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A partir deste ano, a Sunew expandirå seus negócios alÊm das fronteiras brasileiras. Desde janeiro, a empresa de tecnologia jå mantÊm uma operação nos Estados Unidos, no Vale do Silício. O novo escritório da empresa mineira fica em São Francisco, no prÊdio da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportaçþes e Investimentos).

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“Sem dĂşvida, esse ĂŠ um grande salto para a Sunew, cuja tecnologia inovadora tem aberto portas e ganhado a confiança de outros paĂ­ses. Embora nossa produção permaneça no Brasil, ĂŠ imprescindĂ­vel ter uma unidade de negĂłcio na CalifĂłrniaâ€?, avalia o CEO, Tiago Alves. Segundo o executivo, a presença nos EUA jĂĄ fazia

parte dos planos e foi concretizada antes do previsto. “Agora, podemos apresentar o que hĂĄ de mais moderno em captação de luz solar para as empresas que tambĂŠm ditam as tendĂŞncias tecnolĂłgicas no mundoâ€?, prevĂŞ Alves. A intenção ĂŠ expandir os negĂłcios para outra regiĂŁo atĂŠ o segundo semestre, provavelmente Emirados Ă rabes.

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Mouser investe para atender melhor o mercado latino-americano A Mouser Electronics, Inc. amplas fontes de projeto. clientes encontrar produtos, mais rĂĄpido o time-to-ma- muito recursos do site ofereampliou de forma significatiO site “Services and To- personalizar seus pedidos e rket. Com disponibilidade cem capacidades Ăşnicas para va seu centro de serviços e su- olsâ€? - disponĂ­vel em Mou- acessar suas compras ante- em tempo real 24 horas por ajudar os clientes em procesporte ao cliente em Guadala- ser.com - torna fĂĄcil para os riores os ajudando a tornar dia, 7 dias por semana, os sos projeto e criação. jara, no MĂŠxico. Os negĂłcios da companhia no paĂ­s crescem mais de 20% anuais nos Ăşltimos anos, segundo Mark Burr-Lonnon, vice president saiba mais em: senior de Serviços Globais e NegĂłcios nas regiĂľes da Euwww.artimar.com.br/som1 ropa, Oriente MĂŠdio e Ă frica e Ă sia PacĂ­fico. O escritĂłrio da companhia permanecerĂĄ no Condominio Ejecutivo Presidente, mas numa ĂĄrea bem maior. “Nossa nova e muito maior instalação irĂĄ acomodar mais funcionĂĄrios Ă medida em que triplicarmos nossa equiAcelere o time-to-market do seu produto e traga pe, atĂŠ 42 pessoas. Isso inclui representantes de serviços ao resultados rĂĄpidos para a sua empresa! cliente e representantes de suporte tĂŠcnico para melhor servir os clientes na AmĂŠrica Latina nas lĂ­nguas locais, SAMA5D27 com 1Gb DDR2 integrado fuso horĂĄrio e moedasâ€?, afirma Burr-Lonnon. “A filial Flash QSPI 64 Mb do MĂŠxico se tornarĂĄ nosso Centro de ExcelĂŞncia para os ETHERNET 10/10 PHY clientes latino-americanosâ€?, complementa. EEPROM de 2kB “NĂłs estamos muito empolgados com essa significaAlimentação Ăşnica: 3.3V tiva expansĂŁo e vemos a nossa presença local no MĂŠxico 103 I/Os como uma importante contribuição para o vibrante ambiente para a inovação, projeto e manufatura na AmĂŠrica Latinaâ€?, afirma Coby Kleinjan, vice-presidente para Serviços ao Cliente e Vendas da AmĂŠricas. “Esperamos servir melhor nossos clientes da AmĂŠrica Latina, com o melhor serviço local da categoria Em aplicaçþes de Conectividade e e rĂĄpida entrega dos mais novos produtos e tecnologias líΖQWHUIDFH*UÂŁČ´FDUHGX]DRVHXWHPSRGH deres dos nossos mais de 700 GHVHQYROYLPHQWRSDUDGHXPPLFURFRQWURODGRU parceiros de manufatura.â€? Como distribuidor autorizaRXGHSDUDPHVHV GHSHQGHQGRGDDSOLFDŠ¼R  do global com os mais novos semicondutores e componentes eletrĂ´nicos, a Mouser ofeAplicaçþes EletrĂ´nicas Artimar rece aos engenheiros de projeRua Bela Cintra, 746 - 3Âş andar SĂŁo Paulo - SP Tel. (55) 11 3231-0277 ipesi@artimar.com.br www.artimar.com.br www.artimar-suporte.com.br to, compradores e inovadores The Microchip name and logo are registered trademarks of Microchip Technology INC. in the U.S.A. and other countries. All other trademarks are property of their respective owners. Š2017 Microchip Technology Inc. All rights reserved. fĂĄcil acesso aos mais novos componentes eletrĂ´nicos e

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Furukawa Electric cresce e anuncia investimentos

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A Furukawa Electric LatAm - para responder ao aumento da demanda por fibra Ăłptica - que continua crescendo no Brasil e em toda a AmĂŠrica Latina -, anuncia investimentos na expansĂŁo de sua linha de cabos Ăłpticos e tambĂŠm na produção de fibra. “A construção de redes 5G, por exemplo, vai demandar fibra Ăłptica para o fronthaul e o backhaulâ€?, diz Foad Shaikhzadeh, presidente da Furukawa Electric LatAm e vice-presidente corporativo sĂŞnior do grupo Furukawa Electric. “Por isso, vamos ampliar em 20% a capacidade de produção de fibra Ăłptica de nossa fĂĄbrica em Sorocaba, no interior de SĂŁo Pauloâ€?, revela. Essa ampliação estĂĄ incluĂ­da no investimento de R$ 43 milhĂľes previsto para este ano - que tambĂŠm deverĂĄ beneficiar as unidades da Furukawa na Argentina e na ColĂ´mbia. A empresa tambĂŠm estĂĄ inaugurando uma fĂĄbrica de conectividade e um novo centro de distribuição, ambos em Curitiba (PR). Segundo Shaikhzadeh, a nova fĂĄbrica deverĂĄ atender Ă s necessidades do segmento de datacenters, que demanda produtos

customizados e prazos cada vez mais curtos, e dos provedores de internet (ISPs). JĂĄ o centro de distribuição tem o objetivo de atender ao crescimento da modalidade de e-commerce da empresa. “A intenção ĂŠ dar mais agilidade Ă s entregas e oferecer um ambiente adequado para o manuseio dos milhares de itens comercializados via internetâ€?, explica. Desempenho - Furukawa Electric LatAm fechou o ano fiscal de 2017 (encerrado em março) com uma receita lĂ­quida de R$ 901 milhĂľes - valor que representa um crescimento de 16% em relação ao exercĂ­cio anterior. Para 2018, a previsĂŁo ĂŠ de novo aumento na receita - da ordem de 17% - e de investimentos que deverĂŁo atingir R$ 43 milhĂľes, em todas as unidades da empresa. Os bons resultados financeiros sĂŁo fruto, entre outros fatores, da estratĂŠgia adotada hĂĄ um ano visando fortalecer e expandir a marca Furukawa Electric LatAm no cenĂĄrio global. “Nesse primeiro ano, conseguimos tornar a marca mais forte no Brasil e nos demais paĂ­ses onde a empresa atuaâ€?, avalia Shaikhzadeh. Com isso, as exportaçþes

cresceram 3% em 2017 e novos paĂ­ses - especialmente do Sudeste AsiĂĄtico e do Norte da Ă frica - passaram a fazer parte do mercado da empresa. “Essa expansĂŁo motivou a ampliação da nossa linha de produtos, por meio de parcerias estratĂŠgicas como a firmada no inĂ­cio deste ano com a Intracom Telecomâ€?, afirma Shaikhzadeh. O principal objetivo desse acordo ĂŠ a uniĂŁo de competĂŞncias para a oferta de soluçþes hĂ­bridas, integrando as tecnologias de fibra Ăłptica e sem fio (rĂĄdio), com foco em aplicaçþes como Internet das Coisas (IoT), IndĂşstria 4.0 e redes 5G. “A Furukawa aposta em soluçþes hĂ­bridas para atender Ă s demandas de todos os mercados, das grandes operadoras e provedores de serviços de internet Ă s empresas que estĂŁo aderindo ao conceito de IndĂşstria 4.0, que ĂŠ a quarta onda da Revolução Industrialâ€?, enfatiza Shaikhzadeh. Para esse segmento do mercado, a empresa estĂĄ anunciando uma nova linha de produtos, chamada FIS Furukawa Industrial System, que deverĂĄ estar disponĂ­vel no paĂ­s no segundo semestre deste ano.

TCL unifica operaçþes no segmento mobile

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A TCL Communications, uma das dez maiores fabricantes globais de tecnologia móvel, anuncia a unificação das operaçþes no segmento mobile com a Semp TCL no Brasil. A divisão mobile do Grupo TCL serå uma unidade de negócios da joint venture Semp TCL, formada em 2016 pela SEMP e pelo Grupo TCL. A brasileira Semp

estå hå 76 anos no mercado, sendo pioneira na fabricação de aparelhos televisores no país; jå a multinacional chinesa, TCL Corporation, Ê uma das maiores fabricantes de TV do mundo e a quarta maior fabricante mundial de painÊis. Por essa aliança, todos os produtos TCL, Alcatel e BlackBerry estarão sob gestão da Semp TCL.

“Atualmente a TCL possui uma posição consolidada no mercado de telefonia mĂłvel brasileiro com a marca Alcatel. Nosso objetivo ĂŠ continuar com a estratĂŠgia de crescimento e expansĂŁo da presença do grupo no paĂ­s, atravĂŠs do seu portfĂłlio de marcas, produtos e soluçþes de mobilidadeâ€?, explica Ricardo Freitas, presidente da Semp TCL no Brasil.

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Brasil desperdiça 142 mil GWh de energia De 2015 a 2017, o Brasil contou com um potencial de economia de energia da ordem de 142.820,69 GWh, ou seja, o Brasil desperdiçou aproximadamente metade de toda a produção de energia elétrica de Itaipu no mesmo período. Isso representa um potencial de economia de R$ 52,17 bilhões, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). De acordo com a Abesco, esse número praticamente se manteve em relação aos dados da pesquisa anterior porque ainda se sente os efeitos da recessão de 2015 e 2016. “Além disso, apesar do aumento do consumo, há também um aumento do potencial de economia em função de novas tecnologias e métodos para eficientização”, explica o diretor executivo do Abesco, Luís Ricardo Trezza. Por outro lado, há que destacar que o preço médio das tarifas de energia em todos os segmentos tem aumentado, conforme os dados da Aneel. Para a Abesco, os resultados apenas confirmam a importância de um amplo envolvimento do governo para que haja um crescimento sustentável de eficiência energética em todas as esferas consumidoras e do setor elétrico como um todo. “Infelizmente, aqui no Brasil os investimentos em eficiência energética ainda são vistos como gastos e não como medidas de economia de energia e redução de custos - mesmo que a eficiência energética seja a energia mais limpa e barata, já que não depende de investimentos altos e evita aportes em novas usinas. Por exemplo, o valor estimado para eficiência está em cerca de US$ 31/MWh, cerca de um quarto do gasto com energia nova”, afirma Trezza. De acordo com a Associação, somente o potencial de

economia de energia de 2017 (60.069 GWh) demonstra que as ações de eficiência energética são uma fonte

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viável para gerar e disponibilizar uma energia para uso efetivo, uma vez que tal economia daria para abas-

tecer durante um ano inteiro cidades paulistas, como Águas de Lindóia e Piracaia ou seis meses de consumo

de cidades como Presidente Prudente, Mogi Mirim, Marília, Carapicuíba, Botucatu e Bragança Paulista.



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Itaipu receberá investimentos de US$ 500 milhões O pro eto de atualização tecnológica da usina de Itaipu será um esforço fundamental para a sustentabilidade da geração nas próximas décadas, em patamares parecidos aos de ho e, com recordes de produção de energia elétrica. O investimento previsto é de S 00 milhões, com conclusão estimada em dez

anos, de acordo com diretorgeral brasileiro da Itaipu Binacional, arcos Stamm. “Estudamos alternativas não só para melhorar as nossas instalações, por meio da atualização tecnológica, mas também para alcançar melhores marcas de produção de energia”, afirma. Stamm disse ainda que

manterá e ampliará os investimentos nos vários programas e ações liderados pela binacional. Para ele, o grande desafio será continuar o que está dando certo e melhorar o que for possível. “Os investimentos em programas que fazem parte da missão ampliada de taipu, portanto, não vão parar.”

Leilão de startups aproxima empreendedores e investidores

Você pode acessar sua Revista IPESI Eletrônica & Informática a hora que quiser. Ela está disponível em formato digital no site: www.ipesi.com.br 1 0

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Para aproximar empreendedores e financiadores, o leiloeiro público paranaense Helcio Kronberg criou uma modalidade inédita no país: um leilão de startups, em que empresas ou pessoas interessadas em encontrar investidores-anjo poderão gravar vídeos de até 20 minutos em est dios equipados, inserilos no site e definir o valor mínimo de venda da participação societária. Como em um leilão tradicional, os investidores poderão dar seus lances e “brigar” pelo melhor projeto. E tem mais: o empreendedor que não são souber montar um plano de negócios ou precisar de uma revisão poderá contar gratuitamente com especialistas em contabilidade, questões societárias e fusões. “A iniciativa surgiu depois de perceber que muitas pessoas carregam uma boa ideia, mas não sabem ou não estão preparadas para montar um business plan básico. ntão, além de prestar toda a assessoria financeira, também faremos um leilão para promover uma injeção de capital na startup”, explica Kronberg. e acordo com Kronberg,

o Brasil se tornou um lugar quente para o empreendedorismo, que oresce apesar das dificuldades econ micas e de entraves governamentais. “O desejo de todo empreendedor que cria uma startup é encontrar investidores que possam a udá-lo a tornar seu sonho realidade. Sem esse pontapé inicial, é quase impossível fazer a empresa decolar”, acredita. Funcionamento - O primeiro leilão deve ocorrer em agosto e os interessados já podem se inscrever. As empresas existentes deverão apresentar ao leiloeiro o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultado de Exercício de 2017. Os números não serão divulgados publicamente. Já as empresas que ainda serão constituídas, ou que precisam ter seu modelo revisado, poderão realizar consultas com os especialistas financeiros fornecidos pela leiloaria. Os empreendedores definirão qual a participação societária que pretendem oferecer e o valor mínimo desejado pela participação. Assim como em um leilão tradicional, não haverá a possibilidade de o arrema-

tante negociar preços abaixo do estipulado. Após a assinatura do contrato, os empreendedores gravarão vídeos nos estúdios do leiloeiro ou poderão enviar produções prontas, dentro de regras pré-estabelecidas: o empresário não poderá se identificar e nem mencionar dados pessoais, como endereço ou telefones, devendo exclusivamente e de forma clara explicar a ideia da startup, o plano de negócios, o percentual a ser vendido e o valor mínimo pretendido. A modalidade de leilão só permite pagamento cash in, quando o dinheiro vai diretamente para a empresa. A comissão do leiloeiro é de 5% sobre o valor da venda e deverá ser paga pelo arrematante. Inscrições - As startups interessadas em participar devem agendar reunião com o leiloeiro, que poderá ser por videoconferência, pelo telefone (41) 3233-1077. O leilão é aberto para startups de todas regiões do Brasil e o leiloeiro disponibiliza um estúdio para gravar o vídeo de apresentação.

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ANOTEM

Produção eletroeletrônica cresce no 1º trimestre A produção industrial do sempregados do Ministério setor eletroeletrônico apontou do Trabalho (Caged). crescimento de 11,1 nos três m março, o aumento do primeiros meses do ano, em re- número de empregos totalilação ao igual período de 2017. o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi estimulado pela expansão de 2 ,1 na área eletr nica, visto que a produção da área elétrica apresentou retração de 1, . o segmento eletr nico, foram expressivos os acréscimos de 2 , na produção de equipamentos de informática e de 7, de aparelhos de áudio e vídeo. m março de 201 , a produção industrial do setor elétrico e eletrônico cresceu , em relação ao igual mês de 2017, resultado do incremento de 2 , na ind stria eletr nica enquanto a ind stria elétrica recuou 7, . Na opinião do presidente da Abinee, umberto Barbato, os resultados da produção apontam movimentos distintos entre as áreas eletrônica e elétrica. nquanto os bens de consumo vão bem, as ind strias ligadas à área de infraestrutura apresentam desempenho abaixo das expectativas das empresas. “ sse quadro re ete-se nas duas últimas sondagens da Abinee, nas quais foi observado o aumento no número de empresas que indicaram negócios aquém do esperado”, diz. a pesquisa realizada em março, das empresas consultadas apontaram resultados abaixo da expectativa. e acordo com as ind strias, as incertezas referentes ao atual cenário político com as eleições este ano inibem a tomada de decisões dos investidores, pre udicando o ritmo da atividade industrial. Empregos - O setor eletroeletrônico abriu 4.625 vagas de emprego no primeiro trimestre de 201 , segundo dados da Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e DeIPESI - Eletrônica & Informática - MAIO / JUNHO - 2018

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zou 2 vagas, dando continuidade ao crescimento iniciado em aneiro (2.70 vagas) e observado em feve-

reiro (1.374 vagas). Com o resultado, o n mero total de empregados diretos passou de 2 ,2 mil em dezembro de

2017 para 2 , mil em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor eletroeletr nico abriu 3.086 novas vagas.

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ANOTEM

Celse obtém financiamento para o Complexo Termoelétrico As Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) assinaram os contratos de financiamento do projeto do Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I. Os valores serão disponibilizados por bancos e organismos multilaterais ao longo de 2018 e 201 . O empreendimento localizado em Barra dos Coqueiros representa o maior investimento privado já feito em Sergipe. O financiamento de aproximadamente bilhões está estruturado da seguinte forma: aproximadamente , bilhões por meio da emissão pela Celse de debêntures simples não-conversíveis, com a cobertura da agência suíça de crédito exportação, Serv (S iss xport isk nsurance), e com o

Goldman Sachs Brasil como coordenador líder da emissão. Além disso, o pro eto vai receber o equivalente em reais a S 200 milhões da nternational Finance Corporation ( C), organismo do rupo Banco Mundial voltado a investimentos no setor privado, e S 2 milhões do B nvest, braço do nter-American Development Bank para investimentos no setor privado. “Concluímos uma etapa fundamental de nosso projeto, ao mesmo tempo em que as obras avançam de forma importante. A resposta positiva dos financiadores indica que cumprimos os padrões de desempenho socioambientais da C, que são largamente

adotados por organizações e bancos comerciais em projetos internacionais. Para nós, significa o reconhecimento do nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com os interesses da comunidade local”, afirma duardo aranhão, presidente da Celse. A concessão do financiamento acontece depois de a empresa receber todas as licenças ambientais aplicáveis para a atual fase do pro eto, sendo a ltima delas, da parte Offshore, que foi concedida pelo bama em 2 de março. O complexo é composto pela Usina Termoelétrica Porto de Sergipe, que processará gás natural em energia elétri-

ca linha de transmissão, que levará energia até a rede de transmissão e as instalações offshore, que contemplam a unidade de armazenamento e regaseificação do ás atural Liquefeito ( L), o sistema de ancoragem, o gasoduto para transporte até a usina e as adutoras de captação de água e descarte de e uentes. A implantação do complexo teve início em agosto de 201 , e atualmente a fase de construção civil está em conclusão e já teve início a montagem eletromec nica. m 201 , começa a fase de testes e comissionamento. m aneiro de 2020, a usina estará pronta para fornecer energia comercialmente. A Celse é uma empresa

criada pela brasileira EBrasil - Eletricidade do Brasil e a Golar Po er ( oint-venture entre a norueguesa Golar LNG e o fundo de investimentos americano Stonepeak Infrastructure Partners). Foi fundada em 2015 para a geração e comercialização de energia elétrica a partir de unidades geradoras de energia termoelétrica a gás. A empresa, instalada no estado de Sergipe em uma área de 1 0 hectares, no município de Barra dos Coqueiros, terá uma capacidade instalada de 1.551 MW. A Celse foi vitoriosa no Leilão de Energia Nova A-5 em abril de 201 , firmando 2 contratos de venda de energia com data de operação comercial em janeiro de 2020.

Fibracem avança no Mercosul A ibracem, ind stria paranaense especializada no segmento de comunicação óptica quer avançar no mer-

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cado de telecomunicações na o final do ano de 201 , com América Latina. A previsão os países vizinhos. é que a marca movimente De acordo com a diretora cerca de ,2 milhões até de marketing da empresa, Ca-

rina Bitencourt, atualmente, a empresa já tem parcerias com Paraguai e Argentina. Ela acrescenta que, para atingir o

ob etivo, a marca pretende estreitar o relacionamento comercial também com o Peru, a Colômbia e o Uruguai. Para Carina, o constante crescimento do mercado de telecomunicações na América Latina abre as portas para que as empresas entrem no mercado oferecendo seus produtos aos países da região. “A previsão é que untos, os países latino-americanos se tornem o segundo maior mercado do mundo, se tratando de comunicação óptica. Com isso, entendemos que haverá investimentos em melhorias para a infraestrutura de rede móvel no continente, abrindo espaço para as tecnologias desenvolvidas pela ibracem”, comenta. Ainda, segundo Carina, um dos objetivos da empresa é priorizar o desenvolvimento de novidades e custo benefício para o setor. “Vamos pesquisar o mercado de cada país da América Latina para desenvolver soluções sob medida para cada necessidade”, finaliza.

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ANOTEM

Mercado de impressoras cresce em 2017 m queda desde 201 , o mercado brasileiro de impressão reagiu e fechou 2017 com um crescimento de 21%. Ano passado foram comercializados 2,1 milhões equipamentos, contra 1, milhão de máquinas vendidas em 2016. Do volume de vendas em 2017, 1,7 milhão foi de equipamentos ato de tinta e 478 mil foram de modelos a laser, com 2 e 17 de crescimento, respectivamente. Os dados fazem parte do estudo IDC Quarterly Hardcopy Printer Tracker 2017 realizado pela C Brasil. m receita, o mercado brasileiro de impressão cresceu 1 em relação a 201 , contabilizando pouco mais de S 2 milhões, sendo S 2 milhões em vendas de equipamentos tinta e S milhões em vendas de máquinas a laser. “O aumento de 21% em vendas e o crescimento de 13% em receita foram realmente atípicos, pois pro etávamos vendas 17% menores do que em 201 ”, lembra einaldo Sakis, gerente de pesquisa e consultoria de Consumer Devices da C Brasil. as, segundo ele, a reação da economia de forma geral e as ofertas diferenciadas dos fabricantes coincidiram com a necessidade do consumidor de atualizar seus equipamentos e provocaram o crescimento bem acima de qualquer projeção otimista. “Muitos consumidores domésticos, profissionais liberais e empresas estavam trabalhando com equipamentos defasados e adiando a troca desde 2016. Ano passado, com a volta da confiança na economia, produtos mais baratos e pacotes promocionais, o consumidor aproveitou para comprar máquinas novas”, analisa Sakis. nesse contexto que se explica o crescimento de mais de 100% em vendas de equipamentos tanques de tinta. “O movimento de adoção

de máquinas com essa nova tecnologia já vinha ocorrendo e foi acelerado em 2017. Apesar de o investimento

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menor quando comparado aos preços dos cartuchos originais. Além disso, esse tipo de máquina permite carregar

inicial ser um pouco maior para o consumidor final, o custo de impressão dos modelos tanque de tinta é muito

quantidades menores de tinta, evitando o ressecamento e a perda de um cartucho”, explica Sakis.

Módulos PowIRaudio™ compactos para o design de amplificadores de Classe D Amplificadores PWM de alta velocidade para amplificadores de áudio, acionadores piezoelétricos e acionadores com motor galvanométrico Os amplificadores PWM integrados de alta velocidade da família PowIRaudio™ da Infineon permitem o controle de uma comutação de alta velocidade de até 600 kHz e oferecem a solução mais apropriada para acionadores piezoelétricos, acionadores com motor galvanométrico e amplificadores de áudio. Em um único pacote, juntamente com os MOSFETs de potência de áudio digital em conjunto com os amplificadores de erros e os circuitos de proteção, esta solução compacta e altamente eficiente reduz a contagem de componentes, diminui o tamanho da PCB em até 70 por cento e simplifica o design dos amplificadores de Classe D. A combinação de um CI controlador de áudio avançado com MOSFETs totalmente otimizados para desempenho de áudio resulta em melhorias na eficiência, distorção harmônica total (DHT) e interferência eletromagnética (EMI). Isto permite que a família IR43xxM PowIRaudio™ funcione sem um dissipador de calor mecânico em uma vasta gama de fontes de alimentação, sejam únicas ou duplas. As classificações de alta tensão e a imunidade a ruídos garantem um funcionamento confiável em várias condições ambientais. Principais benefícios

› Proteção contra sobrecarga › Desligamento térmico › Entrada diferencial flutuante › Detecção de distorção

› Eficiência energética e desempenho de áudio de primeira linha › Redução da contagem de componentes e simplificação do design › Compatível com configurações de alimentação única ou dupla

IR4301M

IR4321M

IR4311M

IR4302M

IR4322M

IR4312M

Especificações Número de canais de áudio

1

1

1

2

2

2

Potência máx. por canal

160 W

90 W

45 W

130 W

100 W

40 W

Tensão de fornecimento

~ +/– 34 V ou 68 V

~ +/– 25 V ou 50 V

~ +/– 15 V ou 31 V

~ +/– 32 V ou 64 V

~ +/– 25 V ou 50 V

~ +/– 16 V ou 32 V

4 ohms

2 ohms

2 ohms

4 ohms

2 ohms

2 ohms

Impedância da carga Características Entrada de áudio diferencial

Proteção contra sobrecarga

• • (40 V)

MOSFET de potência integrado

• (80 V)

• (60 V)

• (40 V)

• (80 V)

• (60 V)

Controlador PWM

Desligamento térmico

Redução de ruído de clique

Detecção de distorção Tipo de pacote Design de referência

QFN de 5 x 6 mm

QFN de 5 x 6 mm

QFN de 5 x 6 mm

QFN de 7 x 7 mm

QFN de 7 x 7 mm

QFN de 7 x 7 mm

IRAUDAMP12, IRAUDAMP19

IRAUDAMP21

IRAUDAMP15

IRAUDAMP16, IRAUDAMP17

IRAUDAMP22

IRAUDAMP18

www.infineon.com/audio

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ANOTEM

Mercado livre de energia cresce 17% Levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra um crescimento de 17% no mercado livre de energia no ano passado, com a entrada de 1.700 novos consumidores no segmento e um faturamento de R$ 110 bilhões. O valor tran-

sacionado foi de 80 Gigaatts ( ) médios e um giro de 4,4 vezes dos contratos. Os comercializadores representaram 50% desse volume, com um crescimento de 40%. Um ponto a destacar é que o Ambiente de Comercialização Livre (ACL) é o grande propulsor

de fontes limpas de energia no Brasil. Em 2017, cerca de 30% de toda a energia comercializada pelo mercado livre veio de usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. “ osso segmento é fundamental para garantir a competitividade e sustentabili-

dade do setor produtivo”, afirma eginaldo edeiros, presidente da Abraceel. Nenhum dos segmentos da economia registrou retração no consumo de energia elétrica no ACL em 2017. Os grandes destaques em crescimento foram dos setores de Comércio ( , ),

de Serviços (39,1%), de Saneamento (32,4%) e de Alimentos (38,1%). “Precisamos agora levar o benefício do mercado livre a um número maior de empresas, aprovando a reforma setorial em tramitação no Congresso Nacional”, frisa o presidente.

Mobike passará a atuar em São Paulo A Mobike, maior empresa de compartilhamento de bicicletas inteligentes do mundo, chega a São Paulo para introduzir o serviço de nova geração de compartilhamento de bicicletas no município. A empresa assinou o credenciamento junto à prefeitura no dia 6 de abril. As bicicletas da Mobike são marca registrada em mais de 200 cidades de 15 países do mundo, com a distinção de permitir aos usuários iniciarem e terminarem

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uma viagem em praticamente qualquer lugar, sem a necessidade de colocar a bicicleta em estações ou acopladas a um bicicletário, revolucionando o transporte urbano de complemento. “ osso desafio é tornar o trajeto da população paulistana mais ágil e eficiente, com nossas bicicletas integraremos cada vez mais pessoas à rede pública de transporte da cidade, bem como reduzir as distâncias entre estações de metrô, de

trem e de ônibus do destino final dos moradores da cidade”, comenta vice-presidente de expansão internacional da Mobike, Chris Martin. A partir do credenciamento, a Mobike trabalhará com autoridades municipais para lançar um projeto piloto a partir de junho. O trabalho se concentrará em garantir que a Mobike possa fornecer um serviço de alta qualidade aos moradores e visitantes de São Paulo. A empresa vai começar a operar com duas

mil bicicletas, com um plano de crescer rapidamente. “Queremos chegar a 100 mil bicicletas”, comenta Martin. A tecnologia de rastreamento via GPS e conectividade pelo celular das bicicletas permite saber sua localização em tempo real, bem como prever a demanda por mais bikes em pontos específicos da cidade. O uso é simples, realizado via smartphone. Por meio do app da Mobike, o usuário localiza a bicicleta mais próxima e,

para destravá-la, basta escanear o QR code para liberar o cadeado inteligente e começar a pedalar. “A parceria entre a Mobike e a cidade de São Paulo é um ótimo exemplo de colaboração entre os municípios e a iniciativa privada. Trabalharemos em estreita colaboração com especialistas e empresas do município para oferecer um serviço de classe mundial para os paulistanos. Estamos comprometidos em colaborar com a cidade para construir um serviço de transporte estável e seguro, além de fornecer dados para a formulação de políticas p blicas através dos dados que captamos com nosso cadeado concebido para a internet das coisas (IoT) analisados com ferramentas de big data”, comenta Chris Martin. A empresa tem ainda um projeto de expansão para outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. “A tecnologia da Mobike torna a experiência em mobilidade urbana mais rápida e conveniente. Através do processamento dos dados coletados pelo Magic Cube, fornecemos dados críticos em mobilidade às prefeituras das cidades em que operamos. Queremos trazer para o Brasil um novo conceito na forma como se pensa o transporte nas cidades”, finaliza Chris Martin.

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Como faz anualmente, a Molex anunciou os ganhadores do seu tradicional Molex Distributor of The Year Award (Prêmio Distribuidor do Ano da Molex), relativo a 2017. E a Heilind Electronics Brasil teve reconhecida sua excelência na distribuição dos produtos da marca, recebendo o prêmio mais importante concedido pelo fabricante aos seus parceiros comerciais.

Para fazer jus ao Molex Distributor of The Year Award, os contemplados passam por um processo de avaliação e são selecionados com base em critérios como crescimento de vendas ano a ano, conversão de projetos, retenção de clientes e engajamento com a marca. “A Molex é um parceiro estratégico da Heilind Electronics Brasil, e receber esse reconheci-

Divulgação

Heilind recebe prêmio de distribuidor do ano da Molex

Carlos Oliva, diretor comercial da Heilind (ao centro). Representando a Molex, Geraldo Barros, DSM - South District (à esquerda) e Gustavo Julio Monterosso - Sales Engineer - South of Brazil (à direita)

mento nos deixa orgulhosos e nos incentiva a investir cada vez mais nos laços que nos unem”, afirma Carlos Oliva, diretor comercial da Heilind Electronics Brasil para a América do Sul. “Esse prêmio é resultado direto do esforço de nossa equipe, que seguirá ainda mais motivada a gerar oportunidades de negócios, conquistar novos projetos e novos clientes.”

Grupo Voith e Franka Emika são parceiras em robótica O grupo Voith e a empresa de robótica Franka Emika, de Munique, na Alemanha, iniciaram uma parceria estratégica. Parte da parceria estratégica inclui a fundação de uma nova empresa comum com o nome Voith Robotics. Esta companhia, com sede em Munique, pretende se tornar futuramente uma fornecedora global de sistemas para a automatização orientada para a robótica na era digital. A Voith Robotics deverá fornecer não só robôs de construção leves e adaptáveis da Franka Emika, como soluções de software, aplicativos, serviços e consultoria de processos para clientes globais de vários setores e mercados. Parte da parceria estratégica inclui também uma coparticipação financeira direta da Voith na Franka Emika, que visa reiterar a orientação estratégica e de longo prazo da colaboração entre as duas empresas. O novo presidente da diretoria da Voith Robotics, que será operacionalizado pela Voith, é Martin Scherrer, antigo membro da diretoria da Voith Paper.

O ainda muito recente mercado de robôs colaborativos, denominado Cobots, com um volume de mercado de cerca de 300 milhões de euros hoje, irá crescer exponencialmente nos próximos anos, de acordo com os estudos do setor. Em 2025, é esperado um volume de mercado mundial de cerca de 15 bilhões de euros. A Franka Emika é uma empresa de desenvolvimento de robôs leves, com tecnologia de ponta, autoaprendizagem de alto desempenho e de fácil utilização. Isso permite que, pela primeira vez, possam ser automatizadas tarefas de rotina, geralmente monótonas, tais como inserções delicadas, aparafusamentos, encaixes, bem como tarefas de teste, inspeção e montagem. Em 2017, a equipe da Franka Emika foi agraciada, pelo presidente federal Frank-Walter Steinmeier, com o prêmio Deutschen Zukunftpreis pelo desenvolvimento do primeiro robô de construção leve, delicado e adaptável “Panda”. Para além da aplicação industrial, estes robôs futuramente serão capazes de ajudar as pessoas na vida diária ou em cuidados

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de enfermagem. Futuramente, os principais produtos da Voith Robotics serão a série de robôs “Panda” em combinação com os aplicativos de robôs e serviços personalizados. A Voith Robotics também oferecerá soluções de automação e robótica independentes da plataforma e do fabricante. “A simbiose de uma empresa jovem, a sua excepcional linha de produtos, assim como a rede e experiência mundiais de uma empresa familiar engajada ao nível global deverão tornar-se sinônimo da Indústria 4.0. Seremos capazes de disponibilizar aos nossos clientes internacionais uma fantástica combinação de serviços sem precedentes e serviços de assistência baseados em tecnologias exclusivas”, diz o dr. Simon Haddadin, CEO da Franka Emika. Através da parceria estratégica com a Franka Emika, a Voith está dando o próximo passo em sua agenda digital. “ efinimos a robótica como uma das principais competências estratégicas, com a qual queremos complementar nosso portfólio”, diz Stephan Schaller, o presidente da dire-

toria do grupo da Voith GmbH & Co. KGaA. “A Franka Emika e a Voith se complementam idealmente pela combinação de robótica, inteligência artifi-

cial, aplicativos digitais para os usuários nos vários mercadosalvo e pelo nosso know-how em automação e processos”, conclui Stephan Schaller.

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S EG U R ANÇ A VOTO ELETRÔNICO

Quanto o sistema eleitoral brasileiro é seguro? Sistema de votação eletrônico necessita de proteção para evitar invasões, fraudes e manipulações

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escâ ndalo de manipulação de milhões de dados do F acebook pela C ambridge Analytica soou um alerta: o ev entual v azamento desse conteú do ou seu uso por empresas de marketing e i fl e i r elei ões mesmo o comportamento de um grupo de usuá rios, com o efeito “manada”. André Gradvohl, membro sênior do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Campinas (Unicamp), reforça esse alerta. “O Facebook é o caso mais relevante no momento porque é uma das redes sociais mais populares no mundo e chamou bastante atenção da mídia, em função das consequências que pode ter causado às eleições presidenciais americanas de 2016. Dependendo das investigações e de novos fatos que podem surgir a partir desse escândalo, podemos testemunhar outros desdobramentos, com consequências no Brasil, inclusive”, afirma. E, com a proximidade das eleições gerais de outubro, o Brasil chama especial atenção pelo fato de utilizar um sistema de votação totalmente eletrônico, que 1 

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necessita de proteção para evitar invasões, fraudes e manipulações. Do ponto de vista tecnológico, o que é possível utilizar para proteger os votos e garantir um resultado honesto? “Atualmente, há diversas tecnologias que podem melhorar a segurança dos votos e garantir que o resultado da eleição representa fielmente a vontade do povo”, afirma Gradvohl. “Para ter um sistema de eleição eletrônica confiável, são necessárias que algumas propriedades sejam satisfeitas. As principais são o sigilo e a integridade. Outras são a elegibilidade (apenas eleitores habilitados poderão votar), a equidade (resultados não devem ser antecipados para evitar in uenciar eleitores que ainda não votaram), a resistência à coação (o comprovante do voto não deve identificar a escolha do eleitor), as verificabilidades individual e universal (respectivamente, a possibilidade de o eleitor verificar que seu voto foi contabilizado e que o resultado da eleição considerou todos os votos).” Em relação às tecnologias, o membro do IEEE destaca que a criptografia é a mais usada atualmente, pois garante as propriedades referentes ao sigilo e a inte-

gridade dos dados. Porém, ressalva ele, outras propriedades precisam ser reforçadas com tecnologias mais atuais. “Blockchain tem potencial para ser uma das tecnologias utilizadas para garantir as propriedades necessárias para a votação eletrônica. No entanto, para um país do tamanho do Brasil, é necessário mais estudos e adaptações antes da tecnologia Blockchain ser colocada em prática”, observa. Auditoria necessária Apesar de todos os avanços tecnológicos, ainda é alto o grau de ceticismo em relação à urna eletrônica no Brasil, sobretudo por causa da dificuldade de se auditar, de forma independente, tanto a eleição em si, quanto o software embutido na urna eletrônica. “Nesse sentido, o Princípio de Kerckhoffs diz que um sistema deve ser seguro, mesmo que tudo sobre o sistema seja conhecido publicamente, exceto a sua chave (criptográfica). Portanto, um sistema que mantenha sua segurança por obscuridade, isto é, porque as pessoas desconhecem seu funcionamento, é no mínimo classificado como inseguro”, explica o professor Gradvohl. Além disso, a auditoria de qualquer software

é necessária para atestar sua segurança, incluindo a inspeção do código fonte, testes de software, testes de invasão e outras ações que buscariam fragilidades na segurança do software, tudo isso seguindo uma metodologia rigorosa e específica. Porém, conforme observa o membro do IEEE, auditorias dessa magnitude demandam um tempo razoável. “O último teste público de segurança (TPS) da urna eletrônica no Brasil, promovido pelo TSE, utilizou apenas cinco dias (de 27 de novembro a 1º de dezembro de 2017), incluindo a preparação do ambiente de testes e a produção do relatório parcial. Esse período é curtíssimo, mesmo considerando que várias equipes bem capacitadas participaram do teste público”, avalia. Antes terceirizado, hoje o software eleitoral brasileiro é majoritariamente desenvolvido por equipe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O problema não é a equipe de desenvolvimento (interna ou externa ao TSE), pois, caso se a bem qualificada e atenta ao estado-da-arte, então isso basta para desenvolver um software com a segurança necessária”, explica Gradvohl. Porém, citando a chamada

Lei de Linus (segundo a qual “dados olhos suficientes, todos os erros são evidentes”), o professor acrescenta que “ter um software que possa ser auditado e esmiuçado por pessoas que não pertençam à equipe de desenvolvimento pode expor as falhas de segurança mais rapidamente. Após sua exposição, essas falhas podem ser corrigidas antes de se colocar o software em uso.” Portanto, alerta Gradvohl, o que aumenta o risco é o desconhecimento das vulnerabilidades do software e do hardware. “Nesse sentido, equipes de auditoria externa, que utilizem uma metodologia rigorosa, podem encontrar essas vulnerabilidades e repassar as informações para correção pela equipe de desenvolvimento”, sugere. Proteção - Mecanismos que protegem o software eleitoral brasileiro contra manipulações sofrem de falhas de projeto fundamentais, segundo apuraram alguns especialistas que a ele tiveram acesso. Todas as urnas compartilham o mesmo “segredo” para proteger o software e isso está diretamente inserido no código-fonte do equipamento, gerando ao menos 500 mil cópias dessa informação às

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S EG U R ANÇ A

claras em cartões de memória, o que põe em dúvida confidencialidade, um dos pilares de qualquer sistema seguro. “A população sabe que um segredo compartilhado com mais do que duas pessoas não é mais um segredo. Além disso, a obtenção de uma chave criptográfica compartilhada desvendaria o segredo de todas as urnas usadas e comprometeria toda a eleição. O potencial para invasão ao usar essa política de chave única para todas as urnas é imenso”, adverte o membro do IEEE. Solução? “Se cada urna possuísse uma chave própria, dificilmente um atacante envidaria esforços para quebrar esse segredo. A possibilidade de um ataque em massa seria bem menor nesse caso.” Como boa notícia, o professor destaca que parte das urnas do TSE já tem um módulo de segurança em hard are, certificado e testado, o que melhora os níveis de segurança, pois um atacante precisaria ter acesso físico ao equipamento e isso deixa rastros mais evidentes. “Esse módulo de segurança em hardware armazena e protege a chave criptográfica de cifração (chave privada)”, explica. “No entanto, se for utilizado um software para manter a mesma chave criptográfica em todas as urnas, ter esse módulo implementado em hardware não traz nenhum benefício.” Nas eleições de outubro o TSE adotará o voto impresso em 6% das urnas eletrônicas, o que acrescentará ao pleito a propriedade de verificabilidade individual, ainda que parcialmente. “Isso é muito pouco, mas é um primeiro passo”, avalia Gradvohl. “Para tornar o processo eleitoral mais transparente, outras propriedades também precisam ser implementadas para todos os eleitores, como, por exemplo, as propriedades à equidade, resistência à coa-

ção e a verificabilidade universal. Além disso, questões referentes ao sigilo e à integridade dos dados precisam ser aprimoradas, com técnicas mais tolerantes aos ataques e políticas mais transparentes que facilitem as auditorias.” Redes sociais - A recente intervenção russa nas redes americanas, que muitos consideram significativa para in uenciar eleitores e eleger Donald Trump, acarreta novos questionamentos do mundo digital. “Redes sociais já são parte da rotina de muita gente, através das quais muitos dados pessoais são coletados, frequentemente sem que o usuário perceba. Em alguns casos, o usuário não precisa nem mesmo fazer parte daquela rede social. O simples acesso para verificar informações sobre alguém que está na rede social á é suficiente para coletar algumas informações básicas sobre quem está consultando a rede”, avalia Gradvohl. “Na última audiência de Mark Zuckerberg no Congresso Ameri-

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“O eventual vazamento desses dados ou o uso deles por empresas de marketing pode in uenciar eleições ou mesmo o comportamento de um grupo de usuários, com o efeito manada ”, alerta o especialista, propondo que sociedade e governos estabeleçam regras para o uso desses dados. “A comunidade europeia já deu passos na direção dessa regulamentação com a Lei de Proteção de Dados - GDPR (General Data Protection Regulation), aprovada em 2016 e que deve ser amplamente aplicada em 25 de maio deste ano, após um período de 2 anos de transição”, destaca. No entanto, a GDPR protege apenas cidadãos europeus. Outros países, em especial o Brasil, ainda estão distantes de uma legislação adequada. “Embora o Marco Civil da Internet tenha sido regulamentado em 2016 no Brasil, essa lei não tratou efetivamente das questões referentes à proteção dos dados pessoais”, avalia o membro do IEEE.

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(fake news) que descredenciam aquele candidato ou o distanciam do anseio popular”, acrescenta. “Ferramentas que utilizam a tecnologia Big Data são bastante adequadas para esses fins, pois conseguem extrair informações nem sempre muito evidentes de grandes volumes de dados. Além disso, essas ferramentas podem classificar os conjuntos de eleitores de acordo com suas características, tornando mais fácil a criação de campanhas ou narrativas direcionadas para esses grupos”, conclui o professor. Facebook - O acesso e a manipulação de dados de usuários do Facebook ganharam bastante atenção da mídia, por causa das consequências que podem ter causado às eleições presidenciais americanas de 2016. Porém, Gradvohl ressalva que o Facebook não é a única rede social utilizada pelas pessoas. Outras redes como o Youtube, o Instagram, o Twitter e o próprio Google também contêm muitos dados de usuários.

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cano, um dos congressistas - Ben Luján - denominou de perfil sombra as informações desse usuário que não pertence à rede social, mas que tem alguns dos seus dados coletados.” “Com essas informações, é possível traçar perfis dos grupos de usuários e campanhas podem ser feitas especificamente para esses p blicos, cooptando as pessoas a partir do que elas anseiam ou das características que elas julgam ser importantes numa candidatura. Um candidato pode - caso conheça bem o público ao qual está se dirigindo - apresentar um discurso que o aproxima daquele público e construir uma imagem que atraia eleitores para a causa que defende, mesmo que não seja tão importante para o candidato”, afirma o pesquisador membro do IEEE. “De forma análoga, a imagem de um candidato adversário também pode ser corrompida ao apresentar, para um público ainda indeciso, por exemplo, características ou mesmo notícias falsas

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S EG U R ANÇ A ELEIÇÕES

Segurança cibernética nos processos eleitorais É importante fazermos algumas reflexões sobre a segurança cibernética, no ano em que a urna eletrônica completa 22 anos de utilização no Brasil

Miguel Ángel Mendoza (*)

A

relev â ncia da cibersegurança nos ú ltimos anos faz com q ue ela estej a presente em cada v ez mais á reas - e os processos eleitorais não são exceção. As eleições em diferentes paí ses do mundo trazem à tona q uestões importantes, como por exemplo: saber se um ataq ue ciberné tico poderia i fl e i r s res l s e v otações e, assim, alterar o curso polí tico de uma nação. N esse sentido, é importante erm s l m s refle ões sobre a segurança ciberné tica, ainda mais no ano em q ue a urna eletrô nica completa 22 anos de utilização no B rasil, primeiro paí s da Amé rica L atina, e també m do mundo, a adotar o sistema. Uma tendência global. A tecnologia tornou-se um elemento inerente às eleições, especialmente quando o voto eletrônico é usado para definir uma disputa eleitoral. É notória a necessidade de aplicar mais e melhores mecanismos de proteção nesse tipo de processo. Além disso, o uso de ferramentas digitais para atingir os eleitores se tornou um fator determinante,

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tal como mostram os recentes casos do Facebook e da Cambridge Analytica, no qual os dados de mais de 87 milhões de usuários da rede social foram coletados por meio do aplicativo This is your digital life e usado em campanhas publicitárias e políticas durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Papel da cibersegurança - A tecnologia é imprescindível em âmbito eleitoral. Nestes processos, é fundamental proteger a infraestrutura tecnológica envolvida, como os bancos de dados e, em geral, as informações necessárias para esse exercício democrático. O ob etivo final da segurança cibernética em um processo eleitoral é proporcionar segurança e confiança ao eleitorado sobre os resultados da votação, não apenas na contagem de votos, mas também em todas as atividades prévias e posteriores à votação, especialmente quando existe a possibilidade de alterar o curso das campanhas políticas por meios de malwares, bots ou ciberespionagem.

Desinformação em um clique. As notícias falsas visam desinformar e se espalhar com facilidade e rapidez. É importante que os eleitores consigam discernir entre a veracidade ou não de informações disseminadas pela internet, bem como a importância de formar seus próprios critérios para eleger o candidato baseados em informações confiáveis. Embora essas notícias não se refiram diretamente segurança cibernética, elas podem ser consideradas como uso mal-intencionado da tecnologia, já que

ca é atuar como facilitador, isto é, proporcionando as condições necessárias para o exercício da democracia a partir de sua utilização. Embora a cibersegurança não seja o único elemento que contribui para gerar confiança, ela é essencial em um ambiente que cada vez mais utiliza a tecnologia. Outros aspectos igualmente relevantes vão além da tecnologia e envolvem cidadãos melhores informados, instituições confiáveis, processos transparentes e, acima de tudo, respeito pela decisão da maioria. Precisamos apostar na conscientização dos usuários para estarem cientes dos riscos ou golpes que circulam na internet, para que possam identificá-los e evitá-los. Para isso, educação e proteção são os primeiros passos.

as interações políticas não são alheias às redes sociais e muito menos quando essas plataformas são usadas como instrumento para atrapalhar campanhas eleitorais com a disseminação de rumores, notícias falsas e ataques maciços contra partidos políticos, candidatos ou figuras p blicas. Habilitador da democracia - Nas eleições, é necessário que os cidadãos tenham confiança e segurança com relação aos resultados (*) O autor é especialista eleitorais e ao processo em geral. Nesse contexto, o pa- em segurança informática pel da segurança cibernéti- de Eset América Latina.

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S EG U R ANÇ A TECNOLOGIA

Somando forças Empresas de tecnologia assinam acordo de segurança cibernética

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o ú ltimo dia 17 de abril, 34 empresas de tecnologia e segurança assinaram um C ybersecurity T ech Accord ( Acordo T ecnológico de Segurança C iberné tica) , acordo entre o maior grupo de empresas de todos os tempos a defender todos os clientes em todas as partes de ataq ues maliciosos por partes de empresas cibercriminosas e estadosnações. E ntre as empresas estão AB B , Arm, C isco, F acebook, H P , H P E , Microsoft C orp., N okia, O racle, e T rend Micro, e j untas representam operadoras de tecnologia q ue capacitam a infraestrutura de informação e comunicação da Internet do mundo. “Os ataques devastadores do ano passado demonstram que a segurança cibernética não tem a ver apenas com o que uma única empresa pode fazer, mas também com o que todos nós podemos fazer juntos”, declarou Brad Smith, presidente da Microsoft. “Esse acordo do setor tecnológico nos ajudará a tomar um caminho íntegro rumo a medidas mais eficazes para trabalharmos juntos e defendermos os clientes em todo o mundo.” As empresas fizeram comprometimentos em quatro áreas. - Defesa mais sólida - As empresas montarão uma defesa mais sólida contra ataques cibernéticos. Como parte disso, reconhecendo que todos merecem prote-

ção, as empresas se comprometeram a proteger todos os clientes em todo o mundo, independentemente da motivação dos ataques on-line. - Sem ofensas - As empresas não ajudarão os governos a lançar ataques cibernéticos e se protegerão contra a falsificação ou exploração de seus produtos e serviços em cada estágio do desempenho, elaboração e distribuição de tecnologia. - Aumento de capacidade - As empresas farão mais para capacitar os desenvolvedores e as pessoas e negócios que usam sua tecnologia, ajudando-os a aprimorar sua capacidade de se proteger. Isso pode incluir um trabalho conjunto quanto a novas práticas de segurança e novos recursos que as empresas possam implementar em seus produtos e serviços individuais. - Ação coletiva - As empresas edificarão em relações existentes e untas estabelecerão novas parcerias formais e informais com o setor, sociedade civil, pesquisadores de segurança para aprimorar a colaboração técnica, coordenar divulgações de vulnerabilidade, compartilhar ameaças e minimizar o potencial de códigos maliciosos serem introduzidos no espaço cibernético. As empresas podem ter aderido a alguns ou todos esses princípios antes do acordo, ou podem ter aderido sem um comprome-

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timento público, mas esse acordo representa um comprometimento público compartilhado de colaborar com esforços para a segurança cibernética. O Acordo Tecnológico permanece aberto à consideração de novas signatários do setor privado, grandes ou pequenos e independentemente do setor, que se am confiáveis, tenham elevados padrões de segurança cibernética e cumpram sem reservas os princípios do acordo. “As consequências do mundo real de ameaças cibernéticas têm sido repetidamente comprovadas. Como setor, devemos nos unir para combater os criminosos cibernéticos e impedir futuros ataques de causar ainda mais dano”, declarou Kevin Simzer, diretor de operações da Trend Micro. As vítimas de ataques cibernéticos são negócios e organizações de todos os tamanhos, com perdas econômicas estimadas em atingir US$ 8 trilhões até 2022 (as perdas são cumulativas durante o período de cinco anos, 2017-2022). Os recentes ataques cibernéticos fizeram com que pequenos negócios fechassem as portas, hospitais atrasassem cirurgias e governos interrompessem serviços, entre outros prejuízos e riscos de segurança. “O Acordo Tecnológico vai ajudar a proteger a integridade do 1 trilhão de dispositivos conectados que

esperamos ver implementados dentro dos próximos 20 anos”, declarou Carolyn Herzog, consultora jurídica geral da Arm. “Ele alinha os recursos, expertise e pensamento de algumas das empresas de tecnologia mais importantes do mundo a fim de a udar a construir uma base confiável para que os usuários de tecnologia possam se beneficiam imensamente de um mundo conectado com segurança.” As empresas que assinaram o acordo planejam realizar seu primeiro encontro durante a RSA Conference

focada em segurança que acontece em San Francisco nos EUA, e terá como foco a edificação da capacidade e ação coletiva. Ações futuras podem incluir diretrizes desenvolvidas em conjunto ou recursos amplamente implementados, bem como compartilhamento de informações e parceria para combater ameaças específicas a fim de tornar o mundo online um lugar mais seguro para as pessoas e negócios de todas as partes - além de sustentar a promessa e benefício que a tecnologia oferece à sociedade.

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ENER G I A S OL AR ENERGIA LIMPA

Estímulo à geração distribuída Programa de financiamento fomentará energia solar fotovoltaica para pequenos negócios no Mato Grosso

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o dia 26 de abril, o Sebrae do Mato Grosso, o B anco do B rasil e a WE G, lançaram, em parceria, proj eto para estimular a geração de energia fotov oltaica no â mbito da geração distribuí da. T rata-se do P luz - P rograma de F inanciamento de E nergia Solar para peq uenos negócios. Serão consultorias especializadas, acesso à tecnologia de ponta e ao crédito por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), em que o objetivo é proporcionar o acesso à energia solar e seus benefícios e, assim, diminuir os custos e garantir maior segurança energética. A parceria tem como intuito tornar as empresas e produtores rurais matogrossenses mais competitivos, visto que o investimento tem 100% de retorno garantido com a economia na conta de luz e a energia solar é uma fonte renovável e sustentável. 2 0

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Vale salientar que o Programa também busca estimular o desenvolvimento do mercado local, com a geração de emprego e renda, além de contribuir com o aumento do número de micro e mini usinas fotovoltaicas. Por se tratar de um investimento de médio e grande porte, as empresas e produtores rurais necessitam de apoio de linhas de crédito com condições especiais para que seja possível a execução e a viabilidade do projeto. Para o Banco do Brasil, a expectativa é que haja um incremento considerável na liberação de recursos durante a vigência do programa. Existem linhas para financiamento, inclusive o FCO, que atualmente possui as taxas de juros mais atrativas do mercado, com carência e prazo de pagamento que são adequados à necessidade de todos os projetos. Para o BB, é importante estimular esse

mercado, pois a economia gerada com a conta de energia poderá aumentar a competitividade das empresas e dos produtores rurais de Mato Grosso. Tomando como exemplo uma pequena empresa do setor comercial que consome em média 2.000 kWh por mês, seria necessário um investimento na ordem de R$ 86.800,00 com pay-back de 5 anos para o retorno do investimento e 95% de economia na conta de luz. A WEG, umas das maiores empresas de equipamentos eletroeletrônicos, fará o fornecimento dos equipamentos e gerenciamento da instalação. A companhia entende a importância da popularização da geração de energia solar e busca sempre ser parceira em iniciativas como esta. “A conta de luz tem um impacto significativo nos custos de uma empresa e a economia gerada através dessa mu-

dança de matriz energética pode impulsionar os negócios. Além disso, a energia solar é uma energia limpa e inesgotável. Esse é um investimento que vale a pena por diversos aspectos”, afirma João Paulo Gualberto da Silva, diretor de Novas Energias da empresa. Para o Sebrae em Mato Grosso a intenção é dar oportunidade para que as empresas e produtores rurais sejam cada vez mais sustentáveis e mais competitivos, propiciando o acesso à tecnologia de ponta com condições mais favoráveis de mercado. Para acessar o Programa, a empresa e o produtor rural deverão acessar o Banco do Brasil, realizar o cadastro e fazer uma pré- análise de crédito. Após aprovação, o Banco do Brasil encaminhará para o Sebrae/MT realizar o atendimento, que consiste em uma consultoria de avaliação técnica e financeira (opcional) do

empreendimento e, posteriormente, elaboração dos projetos elétrico e de viabilidade econômico/ financeiro(opcional) do sistema fotovoltaico pretendido. Após esta etapa, a WEG encaminha um orçamento para análise de crédito e efetivação do contrato de financiamento unto ao Banco do Brasil. Na sequência, a WEG agenda com o empreendimento o início da instalação do sistema fotovoltaico. Geração solar distribuída - Além de suprir o consumo de energia da residência no momento em que é gerada, a legislação da Geração Distribuída (GD) permite que o consumidor deposite na rede o excedente da energia solar produzida pela sua micro usina particular para ser transformado em créditos junto à concessionária de energia. Esses créditos possuem validade de cinco anos e são utilizados nos momentos em que a

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ENER G I A S OL AR

unidade estiver consumindo mais energia do que gerando, como dias de chuva ou à noite. Cenário energético - A eletricidade é fundamental e essencial para a sociedade, sendo um insumo relevante para o desenvolvimento econômico e social de um país. As Nações Unidas estimam que 1 bilhão e meio de pessoas vivam sem eletricidade e que 3 bilhões e meio ainda dependam de combustíveis primitivos como madeira ou carvão para suas necessidades básicas, como cozinhar e se aquecer. Com a escassez de água e baixos níveis nos principais reservatórios do Brasil, a matriz energética está cada vez mais dependente de fontes renováveis, como a energia solar e eólica. As possibilidades de expansão da oferta de energia elétrica para atender o crescimento econômico e de consumo da população, tem estimulando o governo a criar mecanismos para fomentar o desenvolvimento de novas cadeias produtivas de energia. O sistema de geração elétrica distribuída, pela qual os consumidores de energia elétrica podem produzir sua própria energia e injetar o excedente na rede elétrica mediante compensação, foi regulamentado no Brasil pela Resolução Normativa (REN) 482/2012 e pela REN 687/2015, onde os créditos de energia poderão ser utilizados em até 5 anos. Segundo os números anuais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) os investimentos mundiais em energia solar somaram US$ 160,8 bilhões em 2017, representando um aumento de 18% a mais que o ano anterior. Dentre as energias renováveis, a solar é a que mais tem se destacado nos últimos anos, representando 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Já no Brasil, o inves-

Célula solar eficiente A Trina Solar anunciou que seu Laboratório Estadual Principal (SKL) de Ciência e Tecnologia Fotovoltaica (PVST) estabeleceu um novo recorde de 25,04% de eficiência de área total para uma célula solar de Contato Interdigitado Posterior (IBC - Interdigitated Back Contact) de silício monocristalino (c- Si) de tipo-n de área grande (243,18 cm²), com tensão de circuito aberto máximo de 715,6 mV. O resultado foi certificado de forma independente pelo Laboratório de Tecnologia Ambiental e Segurança Elétrica do Japão (JET). A célula solar IBC é a mais complicada que existe atualmente, porém, conta com a maior eficiência celular para células solares de c-Si de produção em massa. A célula solar de silício monocristalino de tipo-n detentora do recorde foi fabricada em um substrato de silicone Cz dotado de fósforo industrial de grandes dimensões com um processo IBC industrial de baixo custo, contando com tecnologias de lubrificação de tubos convencionais e metalização totalmente impressa. A célula solar de polegadas atingiu uma eficiên-

timento em energia solar no ano passado foi de US$ 6,2 bilhões com alta de 10% em relação a 2016. O estado de Mato Gros-

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so tem todas as condições de se tornar um ator relevante no cenário energético brasileiro na produção de energia solar fotovoltaica,

cia em área total de 25,04%, como medido independentemente pelo JET no Japão. A célula solar IBC tem uma área total medida de 243,18cm² e foi medida sem qualquer abertura. A célula apresenta as seguintes características: uma tensão de circuito aberto Voc de 715,6 mV, uma densidade de corrente de curto-circuito Jsc de 42,27 mA/cm² e um fator de preenchimento FF de 82,81%. Ela demonstrou ser a primeira célula solar de c-Si de junção única desenvolvida na China a obter uma eficiência superior a 2 e também demonstrou ter a mais alta performance com base em um substrato de c-Si de grande área de 6 polegadas. Como a maior fornecedora de módulos fotovoltaicos (PV) e a líder em soluções totais de PV, a Trina Solar tem como objetivo ser a líder mundial na Internet das Coisas do Setor de Energia. O Laboratório Estadual Principal de Ciência e Tecnologia de PV da companhia é um dos primeiros baseados em empresas de PV e é acreditado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China. Até agora, o laboratório a 10 recordes mundiais em eficiência de célula P e potência de módulo.

com destaque para os altos índices de irradiação solar, pelas imensas áreas disponíveis e também por possuir a terceira tarifa de

energia elétrica mais cara do Brasil, segundo estudos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) de 2016.

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ENER G I A GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

Remuneração pode fazer diferença O sistema de geração elétrica distribuída poderia deslanchar se houvesse uma forma de pagamento e não apenas uma compensação na base da energia elétrica consumida

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sistema de geração elé trica distribuí da, pela q ual os consumidores podem produzir sua própria energia elé trica e inj etar o excedente na rede mediante compensação, não está surtindo o efeito desej ado naq uilo q ue mais interessa ao paí s: diminuir os inv estimentos de expansão do setor e as perdas de transmissão. C oncebido para estimular a produção de energia renov á v el ( painé is fotov oltaicos) ou de cogeração q ualificada ( geradores a gá s natural, por exemplo) , de forma descentralizada, o sistema não tem uma adesão maciça por um motiv o simples: o consumidor não v ê v antagem econô mica em produzir mais energia elé trica do q ue consome. Pelas regras atuais, o excedente injetado na rede é abatido nas faturas seguintes, em até 60 meses depois de gerado o crédito energético de geração ao final do mês, segundo as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Para produzir mais energia elétrica, além daquela que consome, o consumidor precisaria ter uma remuneração econômica e não apenas uma compensação na base da energia elétrica consumida”, defende o professor José Roberto Simões Mo2 2

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reira, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Ele exemplifica: “Se uma edificação tem área suficiente para cobrir com painéis fotovoltaicos na capacidade para produzir 1 MWh no mês, mas o consumo do local é de, digamos, 400 kWh por mês, o investimento será sempre feito para esse limite de consumo.” Ou seja, quem gera energia elétrica não vê motivo para produzir mais do que consome se não for remunerado para isso e se limita a produzir aquilo que consome. “Faria mais sentido pensarmos em um sistema de remuneração econômica para os mini e microgeradores porque estimularia a geração distribuída tendo múltiplos geradores injetando na rede próximo aos centros de consumo. Claro que também há de se equacionar a questão da remuneração das distribuidoras que atendem a esses consumidores, já que estas precisam arcar com os investimentos para manutenção das redes elétricas”, pondera Simões, que atua na área há mais de 10 anos em áreas como energia solar e máquinas e processos de conversão de energia. Ele também é coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos

Alternativos da Poli (Sisea) e organizador e autor do livro “Energia Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética”. Há diversos tipos de tecnologias para a geração distribuída de energia elétrica. É possível utilizar a cogeração, por meio do uso de biomassa ou gás natural; ampliar o uso de geradores de emergência com o uso de gás natural, muito comuns nas grandes cidades, mas que geralmente são destinados a produzir energia elétrica apenas nos horários de ponta; por painéis fotovoltaicos e também por meio de geradores eólicos. Pelas normas da Aneel, qualquer pessoa, condomínio ou empresa que tenha essas tecnologias para gerar energia elétrica pode aderir ao sistema de geração distribuída, desde que cumpra os requisitos técnicos que permitam fazer a interligação do seu sistema à rede para poder fornecer a energia que não utilizar. Os geradores são classificados de acordo com a potência instalada. Os microgeradores são aqueles que têm uma central com potência instalada menor ou igual a 75 quilowatts (kW), independemente da tecnologia usada. Já os minigeradores são as centrais têm potência instalada superior a 75 kW

até 5 MW. No caso de fonte hidráulica, precisa estar entre 75 kW e menor ou igual a 3 megawatts (MW). Desperdícios - A Empresa de Pesquisa Energética do Ministério de Minas e Energia (EPE-MME) estima que o potencial brasileiro de geração só de painéis fotovoltaicos seja de 28.400 GW. “Isso é mais de 200 vezes a capacidade instalada do parque elétrico gerador brasileiro. Porém, no cenário atual, a geração fotovoltaica representa cerca de 0,02% da matriz energética nacional”, ressalta. Segundo Simões, há duas tendências no mundo atualmente: a migração para as fontes renováveis, com uma diversificação cada vez maior da matriz, que, no presente, já combina fósseis e renováveis; e a geração local substituindo a geração centralizada. Ele ressalta que o atual sistema, centralizado e baseado em grandes geradoras produtoras, depende de uma extensa e robusta linha de transmissão e é muito custoso em termos de manutenção e expansão, além de gerar perdas. “Hoje temos de 17% a 20% de perdas na transmissão”, comenta. “O Brasil vai precisar migrar para a geração distribuída pela questão da sua extensão territorial. E

se o país não o fizer de forma correta, a tecnologia vai superar a legislação de tal forma que poderemos chegar na situação limite de ter consumidores se desconectando da rede. Esse verdadeiro tsunami tecnológico ainda não ocorreu devido aos custos proibitivos das baterias”, frisa. “As inovações nos colocaram na beira de uma quebra de paradigma no setor de energia elétrica. As formas de produção, distribuição e consumo de energia elétrica serão muito diferentes e em um futuro não muito distante”, afirma. Ele acredita que outros saltos tecnológicos, como a viabilidade do uso das células de combustível acionadas por gás hidrogênio vão mudar ainda mais o cenário, ao propiciar ao consumidor final a chance de armazenar energia solar na forma química das moléculas do gás hidrogênio. “Temos exemplos dos nossos vizinhos que podem ser seguidos”, diz citando o caso do Chile, onde em 2016 a população recebeu de graça 113 dias de energia elétrica por causa geração solar fotovoltaica. “Mas para isso precisamos dar estímulos para que a geração distribuída seja de fato adotada em larga escala”, finaliza.

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I NS TR U MENTAÇ Ã O E C ONTR OL E

IPT desenvolve loop multifásico A indústria do petróleo tem entre seus principais desafios o desenvolvimento de técnicas para a mitigação de falhas em tubulações e risers no escoamento e extração de petróleo e gás, visando estender a vida útil dos campos e equipamentos de exploração. Para enfrentar esses desafios, sobretudo com relação ao pré-sal - campo petrolífero que pode conter cerca de 100 bilhões de barris de petróleo - o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveu, em parceria com a Repsol, um loop multifásico, sistema de ensaios que, a par-

tir de variáveis reais, é capaz de simular as condições de escoamento de petróleo e gás. O equipamento, alocado no Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT, conta com tubulações, sensores e malhas de controle em que é possível alterar as variáveis do processo de escoamento de petróleo. Graças a isso, permite avaliar a corrosividade em tubulações de aço carbono e, também, as condições de exposição típicas de sistemas de poço em ambientes com contaminações de gás carbônico e gás sulfídrico. Segundo Carlos Alberto

Silva, pesquisador responsável pela operação do sistema, tubulações, bombas, válvulas e outros equipamentos sofrem pelo processo de corrosão combinado com efeitos hidrodinâmicos do escoamento, o que pode provocar falhas e prejudicar a exploração. Por isso, os desafios a serem enfrentados nas atividades de perfuração de poços, integridade de sistemas e a garantia de escoamento são os itens que delineiam o sucesso na exploração do petróleo nas reservas. “Simular ambientes de ope-

ração de extração, aproximando as condições de ensaios de laboratório às de produção, é de extrema importância para a seleção de materiais e estabelecimento das melhores práticas de operação dos poços de petróleo e gás localizados em águas profundas”, avalia. “Propicia menores riscos em condições reais, tanto operacionais e financeiros quanto ambientais, já que pode evitar vazamentos e outros acidentes prejudiciais à produção e à natureza.” Único no Brasil, o loop multifásico do IPT foi conce-

bido com um viés sustentável e econômico, de maneira que as substâncias são reutilizadas em um circuito fechado, o que gera o mínimo de rejeitos e contaminação possível. O projeto junto à Repsol contou com um investimento de cerca de R$2 milhões, e além da indústria de petróleo e gás, o equipamento pode ser adaptado ainda para outros setores da indústria que também contem com sistemas de escoamento em sua produção, tais como o de mineração, o alimentício, de bebidas e o farmacêutico.

Automation Anywhere começa a atuar no Brasil A Automation Anywhere, empresa mundial em Robotic Process Automation (RPA), tecnologia em software para automação de processos, anuncia o início de suas operações no Brasil. A SmartForce será a representante no país, operando como uma extensão da marca no país, disponibilizando

software, suporte técnico, treinamento e consultoria. A SmartForce atenderá clientes diretamente e por meio de uma vasta rede de parceiros, como Accenture, Deloitte, EY, KPMG, PwC, TCS e Wipro, entre outros. A Automation Anywhere é uma das líderes no segmento de RPA e fornece software

para automação de processos para mais de mil clientes corporativos, em várias partes do mundo. Sua tecnologia é empregada no desenvolvimento de mais de 600mil robôs em produção, nas maiores empresas globais, e em centenas de aplicações que incluem, por exemplo, gerenciamento de documen-

tos e registros, processos de recursos humanos, gestão de relacionamento com clientes e processos de tecnologia da informação. De acordo com Anubhav Saxena, vice-presidente executivo da Automation Anywhere, o principal interesse das empresas na adoção de “bots” é automatizar tare-

fas repetitivas dos trabalhos, permitindo adicionar valor ao trabalho humano, ao mesmo tempo que se evitam erros. “Um bot é capaz de realizar funções numa velocidade muitas vezes maior do que no processo manual, acelerando a produtividade, eliminando retrabalhos, com erro zero”, afirma o executivo.

GE assina contrato para inspeções de manutenção com a Petrobras A GE Power, divisão de serviços de energia da GE, anunciou um contrato histórico para atender geradores de 11 usinas da Petrobras no Brasil. O contrato, de mais de US$ 300 milhões, representa o maior negócio de serviços de geração de energia da GE na América Latina. O acordo representa cerca de 80% da base instalada da Petrobras e gera 4,3 GW, equivalente ao consumo de 57 milhões de brasileiros. “A Petrobras é uma empresa integrada de energia, com foco em óleo e gás, compromissada com a eficiência de

seus investimentos e redução de custos sem comprometer as metas de segurança e produção”, afirma Alexsandro Silva, gerente geral de Suporte à Operação de Ativos de Energia da Petrobras. “A gente vem trabalhando com a GE há vários anos para garantir o alto desempenho dos ativos de geração de energia instalados em nossas fábricas. Estamos satisfeitos com essa experiência única de transação com a GE, que deve ajudar nos ajudar a realizar nossas interrupções programadas nos próximos quatro anos, além de aumen-

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tar significativamente nossas economias em manutenção ao longo da duração do contrato”, explica. Como OEM dos ativos, a expertise da GE em turbinas a gás, perfis operacionais e soluções de tecnologia foram essenciais para o sucesso do negócio. A plataforma Fleet360 da GE, que oferece soluções completas para usinas, ajudará a Petrobras na execução segura e de longo prazo de paradas programadas em suas 11 plantas em todo o país. “Esse é o nosso maior contrato de serviços de ge-

ração de energia na América Latina”, disse Scott Strazik, presidente e diretor executivo da GE Power. “Ele é resultado do nosso bom relacionamento com a Petrobras e reforça nosso compromisso com os negócios e nosso foco em trabalhar com nossos clientes para encontrar as soluções adequadas para atender às suas necessidades. Além disso, manter a atuação das turbinas a gás em tempos de orçamentos reduzidos pode ser um desafio difícil”, explica o executivo. “Este projeto mostra como po-

demos adaptar as soluções para reduzir os custos operacionais e de manutenção, que no caso da Petrobras será em até 25%, e fornecer suporte a longo prazo, que para a Petrobrás será nos próximos quatro anos.” O acordo, de quatro anos, assinado em dezembro de 2017 inclui inspeções, peças e reparos de 20 turbinas a gás GE (quatro 6FA, seis 7FA, 10 GT11N2), 23 turbinas a gás aero-derivadas GE LM6000, três turbinas a vapor GE e 13 geradores da GE, que a Petrobras opera nas onze usinas desde 2001. 2 3

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R EAL I D AD E AU MENTAD A APLICAÇÕES

Tecnologia se populariza

O

s fabricantes de produtos industriais ( 21%) , automotiv os ( 11%) , aeroespacial e defesa ( 8 %) lideram a adoção da realidade aumentada ( R A) , e um grande nú mero de prov edores de serv iços de software emergiu para suportar essa demanda. J á existem exemplos emergindo em uma dú zia de diferentes tipos de indú strias, demonstrando a aplicabilidade horizontal desta tecnologia. C uriosamente, as indú strias fortemente impactadas pelas iniciativ as de transformação digital e da Internet das C oisas ( IoT ) estão liderando a adoção da R A, de acordo com a pesq uisa “State of Industrial Augmented R eality”, div ulgada pela P T C . Uma das principais razões para a adoção da realidade aumentada por essas empresas é a capacidade da RA de servir como uma instrução avançada e ferramenta de orientação. Em setores que incluem processos muito complexos com centenas ou milhares de peças, configurações e procedimentos - em que pequenos erros ou desvios podem incorrer em custos substanciais ou causar sérios danos - essa capacidade pode fazer uma diferença significativa. Combinando os recursos de instrução avançados da RA com a capacidade de visualizar dados, em tempo real, de máquinas conectadas e outros sistemas, técnicos e operadores podem reparar e manter má2 4

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quinas com maior segurança, eficiência e custo-benefício. Muitos pioneiros em indústrias que envolvem processos complexos e de alta intensidade de capital, como produtos industriais, automotivos, eletr nicos, alta tecnologia, aeroespacial e defesa, estão apostando na RA para ajudá-los a obter benefícios como esses. Ao implementar a RA para fornecer instruções avançadas à sua força de trabalho, esses fabricantes esperam aumentar a consistência e a produtividade da produção e, por fim, a vantagem competitiva em seus mercados. Usos - A tecnologia de A para visualizar, instruir, orientar e melhorar as interações com as coisas físicas por meio de informações digitais a uda a reestruturar as atividades comerciais tradicionais, desde o design e a fabricação do produto até o serviço pós-venda. Os dados do estudo mostram que há uma série de funções na empresa que já exploram da A para gerar valor. Dos respondentes da pesquisa, eles eram das seguintes funções: 19% de serviço, 18% de fabricação, 17 de design e 17 de vendas e marketing. Além disso, 14% eram operadores, seguidos por 1 que estavam em treinamento. A RA pode servir como uma ferramenta avançada para fornecer informações em tempo real. Capacidades de RA semelhantes podem ser aplicadas

Divulgação/ P T C

O uso da realidade aumentada já pode ser visto nos mais variados segmentos da economia

a tarefas de montagem de fabricação, onde pequenos erros podem levar a um tempo de inatividade dispendioso. Aqui a capacidade de RA para fornecer monitoramento em tempo real e aumentar a eficácia geral do equipamento é vital. A RA amplia a eficácia das tecnologias de oT que podem detectar e diagnosticar problemas antes que eles ocorram, fornecendo visibilidade para esses problemas, adicionando assim mais valor por meio de tarefas acionáveis. Equipando técnicos e operadores com RA, as empresas podem garantir que quaisquer problemas identificados sejam resolvidos corretamente pela primeira vez de forma eficiente e econ mica. A próxima área na empresa que está se beneficiando da A é o design. ssa tecnologia pode alterar a própria definição de produtos, ampliando suas capacidades e transfor-

mando a forma como as pessoas interagem com o mundo ao seu redor. Por exemplo, a pesquisa indica que a Lego adicionou um novo campo de ogo digital ao seu ogo virtual medieval de fantasia Nexo Knights, que permite aos ogadores aumentarem o conteúdo diretamente em suas figuras. Na indústria automotiva, os fabricantes de automóveis aprimoraram a experiência de seus clientes ao adicionar monitores dedicados aos veículos, permitindo que os motoristas interajam de forma mais intuitiva com os sistemas de informações digitais de seus carros. As empresas que estão explorando o potencial da RA estão fazendo isso em várias áreas de função e em várias disciplinas. Os dados mostram que as organizações estão testando a RA em uma média de duas funções separadas, com uma média de 4,7 aplicativos em toda a empresa.

A execução deste nível de experiências da A em toda a empresa requer uma estratégia de conteúdo escalonável. Embora o nível de investimento no conteúdo requerido dependa do tipo de aplicação e dos casos de uso visados, o desenvolvimento de conte do específico para cada experiência de A exigirá investimentos maciços em tempo e recursos, e, finalmente, revelar-se insustentável para adoção generalizada. Para resolver esses problemas de escalabilidade, as organizações precisarão reaproveitar seu conte do digital existente - incluindo modelos de CAD (computer-aided design), informações de serviço técnico e dados de oT em tempo real - para servir como base das experiências de A. Para muitas iniciativas de transformação digital existentes o gerenciamento do ciclo de vida do produto e a oT, podem servir como uma fonte para fornecer a base crítica do conte do necessário para as experiências de RA. A pesquisa também indica que a alavancagem de uma plataforma de autoria RA permite que as empresas desenvolvam e implementem rapidamente múltiplas experiências de A e casos de uso ao longo do tempo. Formas de usos - Embora existam oportunidades para aplicar a RA em toda a cadeia de valor, as organizações precisam entender os requisitos de cada experiência para uma im-

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R EAL I D AD E AU MENTAD A

plementação bem-sucedida. Tal como acontece com outras tecnologias emergentes, os casos de uso que criam o maior valor nem sempre podem ser atingidos ho e devido a limitações técnicas. É importante que uma organização avalie os requisitos organizacionais associados a um determinado caso de uso ao estabelecer um roadmap de RA. Como mencionado, uma das aplicações mais populares de RA é a instrução avançada e a orientação. Os primeiros que adotaram em serviços e manufatura estão usando RA para permitir que os operadores tenham um passo a passo das instruções para manutenção e procedimentos de serviço. De fato, três dos quatro principais casos de uso se concentraram em melhorar a disseminação e o consumo de instruções. Como exemplo do que é possível, a criou uma experiência de A em que técnicos de suporte podem ver dados de manutenção e alertas do sistema Predix oT que indicam quais procedimentos são necessários e como realizá-los. essa experiência de A, dados de maquinário, juntamente com outras fontes externas de informações de sistemas corporativos, como modelos CAD e histórico de serviço, além de instruções de serviço, são agregadas e compiladas para cada ativo específico. ssa solução também incorpora dados de sistemas de gerenciamento de ativos, sistemas de histórico de serviços e bancos de dados de fornecedores. O técnico de serviço seleciona o procedimento necessário e segue as instruções aprimoradas para conduzir um serviço de alta qualidade. Aplicativos como esses permitem que as empresas aprimorem as métricas de serviços vitais, como as taxas fixas iniciais e o tempo médio de resolução. a área de design, os engenheiros de projeto de produto estão usando a RA para visualizar desenhos digitais em no ambiente físico. Para os pesquisados, esse tipo de aplicação da tecnologia de A ge-

ralmente aprimora as revisões de projeto e permite sessões colaborativas de revisão de design para equipes globais. m vendas e marketing, as empresas estão aproveitando a RA para estender os meios pelos quais os clientes experimentam produtos com parceiros de produtos virtuais e demonstrações interativas. Estratégias - A Realidade Aumentada passou oficialmente do estágio “ O factor”, que é frequentemente associado a novas tecnologias. medida que o mercado de RA continua a ganhar força, o risco de investimento diminuiu, tornando-a uma aposta segura. Como tal, o investimento em tecnologias sub acentes, como câmeras de detecção de profundidade e algoritmos de visão computacional, continuam a crescer, ajudando a acelerar a adoção de tecnologias de A. igantes da ind stria, como a Apple, agora veem a A como uma tecnologia central e empresas como a Microsoft continuam investindo bilhões em seu hardware de RA para impulsionar a futura adoção. Os resultados de negócios buscados também destacam uma ampla variedade de oportunidades, como maior qualidade de fabricação, maior receita de vendas e ciclos de desenvolvimento mais curtos. Os fabricantes estão aproveitando as instruções de trabalho de montagem para melhorar a qualidade do produto. Ao fornecer aos trabalhadores instruções de montagem e inspeções dinâmicas, em tempo real, eles podem reduzir o tempo necessário para que os funcionários executem tarefas e diminuam o número de erros e defeitos no processo de produção. Empresas como a Ikea, a Lego e a Lo es estão aproveitando soluções de produtos aprimorados para melhorar a confiança do cliente e impactar positivamente na decisão de compra, impulsionando o crescimento da receita de vendas. Em funções de manutenção, as empresas estão explorando RA como meio de permitir a

telepresença dinâmica com especialistas remotos, reduzindo o número de pessoas necessárias no local para executar o serviço. Por exemplo, a Caterpillar está explorando o uso de RA para fornecer aos técnicos de campo uma experiência remota. Eles podem compartilhar uma transmissão de vídeo ao vivo, de seu entorno imediato, e se comunicar em tempo real com um especialista no escritório, que fornece instruções passo a passo. Por fim, ao implantar a RA, a Caterpillar pode centralizar sua expertise, enquanto melhora suas métricas de serviços vitais. m engenharia, as equipes de desenvolvimento podem agora analisar com mais eficiência as alterações de pro eto e colaborar remotamente. Isso está reduzindo drasticamente o tempo necessário para os ciclos de desenvolvimento. A olks agen está usando A para revisão de design digital durante o processo de inspeção do protótipo. Ao usar RA, a empresa pode projetar dados de projeto, como os chicotes elétricos, diretamente em

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ção remotas tanto para seus próprios engenheiros de campo quanto para seus clientes. Hardware - O conceito de Realidade Aumentada existe há décadas, mas a tecnologia de hardware necessária para implantá-lo em escala, em toda a empresa está emergindo agora. O hardware preferencial necessário para implantar uma experiência de A é amplamente dependente do caso de uso. Por exemplo, óculos digitais são ideais para casos de uso de manufatura e serviços que exigem operação sem as mãos. Por outro lado, os casos de uso de vendas e marketing dependem da onipresença de smartphones e tablets. Atualmente, os dados mostram que a maioria das empresas está explorando o uso de smartphones e tablets para implantar experiências de A, provavelmente porque são ferramentas que as pessoas já possuem. Há, no entanto, um interesse crescente em displays montados na cabeça, já que mais de 0 dos entrevistados na pesquisa estão experimentando óculos digitais.

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carros existentes e protótipos, garantindo que o protótipo físico corresponda ao design digital. sso permite que os pro etistas da olks agen validem as mudanças em menos de um minuto, um processo que anteriormente levava de 5 a 10 minutos. Em recursos humanos, o treinamento de funcionários em procedimentos de trabalho complexos pode ser extremamente demorado. A Boeing está usando RA para melhorar as práticas tradicionais de treinamento e já reduziu em quatro vezes o tempo necessário para treinar um funcionário na montagem de portas de aeronaves. Por fim, no mercado atual, os produtos são cada vez mais entregues como serviços por meio de assinaturas, como energia elétrica por hora. O sucesso do cliente é fundamental, e as pessoas estão exigindo cada vez mais dedicação ao sucesso com os produtos. Para atender a essa crescente demanda por um melhor atendimento, a Xerox está alavancando a RA para oferecer experiência e orienta-

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EV ENTOS

Evento deve atrair mais de 50 mil visitantes Uma das mais importantes feiras setoriais contará com mais de 800 marcas em produtos e serviços nos segmentos de segurança eletrônica, privada, pessoal, pública, patrimonial e empresarial. A feira é realizada em conjunto com a a EnerSolar + Brasil

e i m m s m is im r es eir s se ri is m ri i, se eir er i l e e r , r iel i ier il e re li el bese ss i r sileir s m res s e is em s le r i s e e r , ser re li e re s i s 22 e 24 e m i e 201 , l em l Nela são apresentadas mais de 800 marcas em produtos e serviços nos segmentos de segurança eletrônica, privada, pessoal, pública, patrimonial e empresarial. A feira é realizada em conjunto com a EnerSolar + Brasil - Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar e juntas devem atrair cerca de 54 mil visitantes. Um dos destaques da Exposec será a sua tradicional ilha de blindados na edição deste ano. Segundo a Abese, o mercado cresceu mais de 8% no ano passado e mantém perspectivas positivas para 2018. Para a presidente da Abe-

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se, Selma Migliori, há uma convergência entre blindados e eletrônicos, pois se as pesquisas indicam que equipamentos eletrônicos podem reduzir em até 85% os roubos quando são instalados onde não havia nenhum tipo de sistema, pode-se imaginar a segurança extra trazida pela combinação com guaritas, janelas, portas, portões e carros blindados. O diretor da empresa de blindagem de carros Front Gard, Rafael Martins, parece concordar ao destacar que, independente do segmento da maioria dos expositores, o público-alvo vai relacionar todos os demais produtos e serviços expostos à segurança, à proteção, e entendê-los como complementares. Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), o Brasil é o país com o maior número de veículos blindados do mundo, cerca de 200 mil. A primeira participação da Front Gard na Exposec será também uma forma de comemorar o fato de ser a única

marca artesanal do mercado brasileiro com selo de qualidade ISO 9001:2015, obtido no fim do ano passado. “ uma ótima oportunidade de atualizarmos o público do nosso alto nível de qualidade de serviços e temos ótimas perspectivas de negócios”, afirma ele. Em paralelo à feira, ocorrerá o curso Mapeamento de Vulnerabilidade em Segurança Empresarial com o palestrante Luiz Carlos Gabriel. O ponto principal será identificar o processo de gestão de segurança e os procedimentos preventivos capazes de mitigar riscos inerentes aos negócios. E buscará fornecer conhecimentos teóricos e práticos de como mapear a real situação da vulnerabilidade em segurança empresarial, aplicando os meios corretivos de maneira econômica na eliminação ou atenuação de riscos. Também serão realizados diversos workshops e congressos, como o Cobrase | Congresso Brasileiro de Segurança Privada, que é um

polo de intercâmbio de informações e conteúdo com ampla programação de palestras de especialistas nas áreas de gestão profissional, sistemas de comunicação, regulamentação e tecnologia de segurança. Além disso, os expositores também ministrarão palestras no espaço gratuito Exposhow - Palestra dos Expositores, disseminando conhecimento e fazendo networking. Reconhecimentos facial e veicular - Há pouco tempo, a notícia de que um cidadão chinês foi preso recentemente ao ter seu rosto identificado por sistemas de reconhecimento facial, mesmo estando no meio de uma multidão, gerou debates acalorados sobre o uso da tecnologia. Mas, na verdade, o sistema já é uma realidade e será uma das atrações da Exposec 2018. A Bycon irá apresentar seu novo Appliance de Reconhecimento Facial integrado com DVR híbrido. Um sistema que, segundo Edvaldo Pereira, diretor de Tecnologia da empresa, permite o reconhe-

cimento de pessoas através de suas faces como método de identificação nico ou para trabalhar em conjunto com vários outros métodos de identificação biométricos, cartões e outros. “ le consiste no uso integrado com um DVR que aceita qualquer padrão de câmeras existentes no mercado e um software de gestão de listas”, explica Pereira. “Todas as informações das pessoas identificadas são enviadas para o DVR permitindo o rastreamento delas por todas as câmeras por onde passaram dentro de uma empresa e em um determinado período de tempo.” Já o software de gestão permite que as pessoas identificadas se am tratadas de acordo com algumas listas como procuradas, VIPs, permitir acesso, negar acesso, entre outras. “ sse sistema é destinado a qualquer nicho de mercado que queira implementar a identificação de pessoas através de suas faces e rastreá-las por gravações, são inúmeras

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as possibilidades como, por exemplo, um hospital que queira evitar a necessidade dos médicos para ingressar em sala de cirurgia, manusear cartões, para evitar contaminações, então o acesso seria somente permitido através do reconhecimento de suas faces”, afirma Pereira. Já a Hikvision do Brasil levará à Exposec sua linha de câmeras Deep in View. Essas câmeras têm a habilidade de realizar reconhecimento facial (mesmo após um grande intervalo de tempo), baseando-se em informações como distância dos ossos da face de uma pessoa. “Por exemplo, uma criança desaparecida poderia ser identificada pelo equipamento já em sua idade adulta”, explica Osvaldo Nogueira, coordenador Técnico da empresa. De acordo com Nogueira, a câmera atende a organizações públicas e privadas, desde instituições de Segurança Pública como aeroportos, arenas esportivas, locais de grande concentração e circulação de pessoas em geral. “ ssa linha permite a identificação de pessoas em alta resolução e mesmo após grande período de tempo devido as suas funcionalidades de inteligência artificial e soft ares analytics”, garante. Controle em veículos - A Acura, por seu lado, levará a Solução Auto-ID Secure para Controle de Acesso de Veículos com o Leitor EDGE-40 e Tags T7. De acordo com o diretor Comercial da empresa, Marcelo Hideki, a principal característica do equipamento está no fato de os tags poderem ser fixados nos faróis dos carros e das motos, possibilitando a identificação de praticamente 100% dos veículos, além de oferecer uma maior facilidade e agilidade na instalação. O Auto-ID Secure é voltado para qualquer aplicação onde se necessite de um controle de acesso automático de veículos, como condomínios residenciais e comerciais, shoppings, empresas, hospi-

tais, universidades, entre outras. “ ssa solução elimina os problemas que todo projeto de controle de acesso veicular por RFID (UHF) possui, que são as falhas nas leituras de determinados veículos blindados ou com pára-brisas com películas metalizadas e também na identificação das motocicletas, uma vez que o tag T7C, por sua resistência a intempéries, produtos abrasivos e altas temperaturas, pode ser colado nos faróis desses veículos”, diz Hideki. Eventos paralelos - O 1º Congresso ESS - Escola Superior de Segurança, que ocorre de 23 a 24 de maio no São Paulo Expo, reunirá representantes de grandes hotéis, hospitais e shopping centers do Brasil para compartilhamento de melhores práticas, discussão de cases e apresentação de soluções inéditas na Exposec. Segundo Rimantas Sipas, diretor da Cipa Fiera Milano, a atividade irá juntar pela primeira vez, em um único evento, as diferentes abordagens em segurança para todo o setor de hospitalidade. “A parceria com a ESS foi fundamental para ter os principais players da hospitalidade brasileira no nosso evento”, comenta. “ otéis, hospitais e shopping centers requerem diferentes tipos de controle de acesso. Somam-se a isso situações de perigo muito específicas. ueremos que os participantes entendam as melhores práticas e as repliquem ou adaptem de acordo com suas necessidades”, destaca o diretor da ESS, Fábio Caruso. O gerente de Segurança e Riscos da Accor Hotels, Dionísio Campos, compartilhará as ações, protocolos e procedimentos de seu departamento que realiza a prevenção e suporte nas gestões de crises com baixo impacto, atendendo com agilidade e suporte adequado diferentes cenários. Ele lembra que, no Brasil, os hotéis que não fazem parte de redes enfrentam mais dificul-

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dades para conseguir os investimentos necessários para implementar seus padrões de segurança, mantendo-se focados principalmente em risco de incêndio. A proposta do gerente de Segurança do Hospital Israelita Albert Einstein, Dov Smaletz, será fomentar a discussão para a criação do Plano de Auxílio Multi-Hospitalar, além de apresentar o plano de contingência próprio do hospital. “ ueremos aproveitar esta oportunidade para reforçar a ideia de que hospitais particulares podem prestar suporte entre si para contribuir com a segurança pública durante catástrofes”, explica. No caso do Hospital das Clínicas, o foco será no Plano Diretor de Segurança implantado em 2015 e que vem sendo atualizado deste então, a ponto de que lançará no Congresso ESS um totem de auto-atendimento e um aplicativo para seus 10 mil pacientes diários ajudarem na liberação de visitantes. De acordo com a gerente de Segurança Corporativa Rita Peres, a fila de cadastramento deve diminuir em mais de 70%, assim como o uso de papel no processo em uma movimentação que visa adquirir um serviço de segurança completo, não mais postos ou equipamentos. Josué Correia Paes, servidor da Superintendência de Segurança da USP, apresentará case sobre o entorno do uadrilátero da Sa de de São Paulo. onde estão localizadas várias instituições que, em parceria com as polícias Militar e Civil, Prefeitura Regional, CET, Ilume e outras entidades do Poder Público, têm tido uma diminuição da violência, o que vem tornando esta região sensível em um local seguro. “ ste programa mostra resultados reais e o quão importante é incluir relações institucionais nos planos de segurança do entorno dos empreendimentos”. A BP - Beneficência Por-

tuguesa de São Paulo é outra instituição de saúde que estará presente na programação. O Plano Diretor de Segurança da BP será apresentado pelo gerente corporativo de Segurança Patrimonial Adriano Mizuguti, que mostrará como a integração das demandas de segurança ao planejamento estratégico da instituição gera eficiência operacional. Isso porque os inventários de necessidades á estão definidos para os próximos anos e todo o uxo fica mais rápido, pois as prioridades já estão desenhadas. Inclusive nas demandas de segurança, eventual expansão ou fechamento de unidades, além de várias outras movimentações previstas. Shopping centers - O 1º Congresso ESS - Escola Superior de Segurança também abordará as dificuldades de implementação de protocolos de segurança em shopping centers, lugares privados totalmente abertos ao público sem restrição. O gerente de Segurança do Eldorado, Nelson Barbosa Junior, e o coordenador de Operações do Vila Olímpia, Mário Moura, tratarão destas dificuldades e de como experiências compartilhadas e a tecnologia podem ajudar a vencer os desafios. Para isso, eles abordarão a questão preventiva nos diferentes complexos pelos quais são responsáveis, os riscos típicos do dia a dia, ferramentas utilizadas, treinamentos, simulações, minimização do impacto nos próprios shopping centers em caso de crise e demais soluções que podem ser replicadas ou adaptadas para outras unidades do setor de hospitalidade em todo o Brasil. Energia - A EnerSolar + Brasil, que está na 7ª edição, vai expor equipamentos e soluções de toda a cadeia produtiva dos segmentos de energia solar, fotovoltaica, eólica e biomassa, além de tratar de assuntos relacionados à Geração, Transmissão, Distribuição e Comercializa-

ção de Energia (GTDC). Junto com a EnerSolar, debates e discussões sobre o setor também terão lugar no Ecoenergy - Feira e Congresso de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, que está 8ª edição, e no Biomass Day - Congresso Internacional da Biomassa. Entre os temas do Biomass Day estão os impactos da revisão de normas do setor elétrico; aplicação da agrobiotecnologia e química verde; estrutura para produção de biogás e geração de energia biorrefinarias rentabilização de resíduos orestais e urbanos, entre outros. O público também poderá conferir a TecnoMultimídia InfoComm Brasil, evento simultâneo à Exposec, que é a principal feira da indústria de áudio, vídeo, iluminação, automação e sistemas profissionais integrados.

SERVIÇO:

21ª Exposec Feira Internacional de Segurança www.exposec.com.br 7ª EnerSolar + Brasil - Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar www.enersolarbrasil.com.br 4ª TecnoMultimídiaInfoComm Brasil http://www.tecnomultimidia. com.br/ Horários: das 13h às 20h. Data: 22 a 24 de Maio de 2018. Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Endereço: Rod. dos Imigrantes, km 1,5 - Água Funda, São Paulo (SP).

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NEG Ó C I OS COMÉRCIO ELETRÔNICO

Menor do que parece Embora existam mais de 370 mil sites de e-commerce no país, o setor responde por apenas 2% do mercado de varejo, que é ainda dominado pelas lojas físicas

C

erca de 25,5 milhões de brasileiros compraram pelo menos uma v ez pela internet durante o primeiro semestre de 2017. P arece um nú mero impressionante, não? Mas não é - q uando se constata q ue a participação do e-commerce no mercado de v arej o do paí s seq uer ultrapassou ainda a marca dos 2%, segundo lev antamento do Sebrae. Mesmo com o setor j á contando com mais de 370 mil sites, o q ue predomina ainda no comé rcio é a v elha e tradicional loj a fí sica. Na verdade, até a quantidade de sites de e-commerce empalidece se considerada dentro do total de plataformas existentes no Brasil: há 10,5 milhões de sites, aproximadamente. sso significa que apenas algo em torno de 3,5% deles é dedicado ao comércio eletrônico. A maioria é de cunho institucional, informativo etc. E, bem sintomático, as campeãs de vendas no comércio eletrônico são também, na maioria, líderes no comércio físico. Basta citar algumas que estão entre as dez mais: Lojas Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio, Barateiro, Extra, Magazine Luiza. Ou seja, o poder de atração e a alta credibilidade dessas grandes redes de lojas físicas é, em grande 2 

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Divulgação/ S of t up

Alberto Mawakdiye

Idalgo: quase todo mundo que navega na internet já está comprando em lojas virtuais

parte, responsável pela predominância delas também no comércio virtual. Além, é claro, do poderio financeiro, que lhes permite oferecer maior gama de produtos, melhor logística de entregas e condições de pagamento mais diversificadas. O curioso é que, se as grandes lojas de varejo predominam no volume de vendas dentro do comércio eletrônico, elas estão como que cercadas por uma quantidade quase inacreditável de pequenas ou mesmo minúsculas lojas virtuais. De fato, ainda de acordo com o Sebrae, 90% dos sites de comércio eletrônico do país representam pequenas lojas físicas ou são sites de vendas autônomos, que existem apenas na internet. Esse dado explica porque 76% das lojas virtuais brasileiras têm um preço médio de venda de R$ 100, e só 12% delas têm preço maior do que R$

1.000. Obviamente, os consumidores preferem não se arriscar comprando artigos mais caros em lojas virtuais pequenas e quase sempre desconhecidas. O resultado desta baixa média de preço é uma receita global bastante acanhada. Em 2015, o último ano antes da grande recessão em que mergulhou o país, o comércio eletrônico brasileiro registrou um faturamento global de R$ 41,3 bilhões, ou cerca de US$ 11,7 bilhões. Nem 5% da fatura do setor nos Estados Unidos, a terra da Amazon e da ebay, que foi de mais de US$ 305 bilhões naquele mesmo ano. Estrutura - Para Robinson Idalgo, fundador da Softup, empresa paulista especializada no desenvolvimento de sistemas integrados de gestão para a indústria e o comércio, há duas principais razões para esta timidez do comércio eletrônico no Brasil.

A primeira delas, seria certa falta de confiança dos próprios comerciantes na modalidade. “Hoje, contar com uma loja on-line deixou de ser um diferencial, tornou-se verdadeiramente essencial”, afirma. “Os consumidores estão cada dia mais conectados e quem não se adaptar a essa nova realidade, corre o risco de desaparecer em poucos anos.” De acordo com ele, a pequena quantidade de consumidores virtuais aparece como bem maior quando o cenário é visto pelo outro lado do binóculo. Um estudo feito em 2017 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre os hábitos de compra dos brasileiros mostrou que 89% dos internautas realizaram ao menos uma compra on-line nos 12 meses anteriores, independentemente da classe social. “Ou seja, quase todo mundo que navega na internet já está comprando em lojas virtuais”, sublinha. Para Idalgo, outros resultados da pesquisa também deveriam servir de estímulo a mais investimentos no e-commerce. Os principais benefícios mencionados para optar pelas compras via internet foram a percepção de que os produtos vendidos são mais baratos do que nas lojas

físicas (58%), a comodidade de comprar sem sair de casa (45%), o fato de poder fazer as compras no horário que se quiser (31%), a economia de tempo (29%) e a facilidade proporcionada na comparação de preços. Outra razão da baixa participação do e-commerce no varejo estaria na excessiva simplicidade técnica e gerencial da esmagadora maioria dos sites brasileiros. Para ele, hoje é fundamental que a loja virtual esteja integrada ao sistema de gestão (ERP) da empresa, de modo a controlar todos os processos da companhia em um único ambiente - tornando a administração do negócio mais simples e eficiente - e ainda viabilizar a elaboração de análises e mensuração de resultados. “Dessa forma, apenas com a utilização de um ERP, que nem de longe é uma solução cara, a gestão se tornará mais estratégica e ágil, resultando no melhor aproveitamento do tempo, na supervisão mais certeira das finanças, alinhamento logístico e melhor atendimento ao cliente”, diz. “É preciso investir bastante também em mecanismos de busca. Tudo isso junto aumenta a possibilidade de sucesso da loja virtual e, por consequência, o faturamento e o crescimento do negócio.”

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11.05.18 17:54:04


MEI O AMB I ENTE RECOMPOSIÇÃO AMBIENTAL

Igual ao que era antes Ferramenta desenvolvida pela Embrapa ajuda o produtor rural a recompor a paisagem nativa de sua propriedade com recomendações simples e precisas

O

s produtores rurais interessados em efetuar a recomposição ambiental de suas propriedades poderão fazê -lo, a partir de agora, fortemente amparados na ciê ncia e tecnologia. J á está disponí v el na internet o chamado WebAmbiente, ferramenta desenv olv ida pela E mbrapa, em parceria com os ministé rios da Agricultura e do Meio Ambiente e algumas instituições parceiras, para aj udar os produtores a recompor paisagens nativ as com toda sorte de recomendações personalizadas. O WebAmbiente, tecnicamente, é um sistema de informações interativo que contempla o maior banco de dados já produzido no Brasil sobre espécies vegetais nativas, e sobre o uso das estratégias necessárias para a recomposição ambiental. Para ter uma ideia, a ferramenta engloba todos os biomas brasileiros, país reconhecido pela riqueza e variedade de sua vegetação. Mas, apesar da abrangência, a navegação pelo site é bastante simples, devido à boa organização interna da plataforma e à amabilidade operacional do sistema. De fato, já ao acessar o portal, o interessado encontra à sua disposição o Simulador de Recomposição Ambiental, uma ferramenta que oferece sugestões de estratégias de recomposição e uma lista das espécies que poderiam readequar ambientalmente o

imóvel rural. Para utilizar o simulador, é necessário apenas fazer o cadastro da área. o fim da consulta, é possível baixar ou imprimir o relatório com as informações e sugestões recolhidas. A consulta pode ser iniciada depois de o produtor fornecer informações básicas para o programa, como a localização e o tamanho da propriedade. Em seguida, o sistema faz algumas perguntas relacionadas às áreas que deverão ser recompostas, começando por querer saber se a área é de preservação permanente, de reserva legal, de uso restrito ou área de uso alternativo do solo. Depois, o produtor deve fornecer informações sobre as características das áreas e as de seus solos. Tanto a lista das espécies nativas apropriadas para o plantio como as estratégias de recomposição são sempre subordinadas às condições da área, assim como as orientações fornecidas para o preparo inicial do local, incluindo os riscos associados àquela recomposição. Mas cabe ao produtor escolher, a partir da biologia das espécies, quais são as mais adaptadas àquelas condições. Listagem - O internauta, de qualquer forma, não precisa limitar a consulta somente à sua propriedade. Além do Simulador de Recomposição Ambiental, quem acessar o WebAmbiente poderá obter, no link “Espécies Nativas”,

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L uc in e t e d e S ous a L im a/ Divulgação E m b r ap a

Alberto Mawakdiye

Uma paisagem do cerrado

uma relação com as 782 espécies nativas já listadas. A busca pode ser textual, ou por bioma. A relação traz o nome científico das espécies, o seu nome popular, uso econômico e a qual estratégia de ocupação ela pertence. As recomendações fornecidas por meio desta ferramenta podem ser usadas tanto como subsídio adicional para a elaboração de projetos de recuperação ambiental específicos, como para melhor adequar a propriedade rural às determinações do Código Florestal brasileiro. Diga-se, de passagem, que a disponibilização desses dados deve igualmente dar suporte à formulação de estudos e políticas públicas que visem recuperar ambientes degradados ou alterados. O usuário do WebAmbiente também tem acesso a um vasto material de apoio para auxiliá-lo a entender melhor

tudo o que está envolvido no universo da recuperação ambiental. O sistema fornece um extenso glossário, não só com definições, mas também com explicações aprofundadas sobre diversos assuntos envolvidos, incluindo ilustrações e links para outras fontes. Há também uma seção multimídia na qual o usuário pode buscar por vídeos e publicações. O WebAmbiente foi elaborado no âmbito de um projeto especial da Embrapa, denominado “Soluções tecnológicas para a adequação ambiental da paisagem rural junto ao Código Florestal”, iniciado em maio de 2014 e com término previsto para o primeiro semestre deste ano. O objetivo do projeto é de estimular o cumprimento do novo Código Florestal brasileiro por meio da disponibilização de soluções tecnológicas da Embrapa para recuperação de Áreas de Re-

serva Legal (ARL), Áreas de Proteção Permanente (APP) e Áreas de Uso Restrito (AUR), assim como de seus coeficientes técnicos e econômicos, necessários à execução dos projetos de adequação. O projeto já apresentou como um de seus resultados uma página sobre o novo Código Florestal, lançada em 2016. O trabalho de levantamento das informações que alimentam o WebAmbiente envolveu diretamente oito unidades da Embrapa: Agrobiologia, Amazônia Oriental, Cerrados, Clima Temperado, Informática Agropecuária, Meio Ambiente, Pantanal e Semiárido. O trabalho começou pelo Cerrado, bioma que serviu de modelo para os demais. O método utilizado foi baseado em revisões bibliográficas e orkshops com especialistas, sendo utilizados ainda dados específicos sobre todos os biomas. 2 

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TEC NOL OG I A D A I NF OR MAÇ Ã O RESPONSABILIDADE SOCIAL

Avanço na inclusão Parceria entre a prefeitura de São Paulo e o IPT pretende estimular a maior acessibilidade aos meios de comunicação digitais para pessoas com deficiência

Divulgação/ I P T

Alberto Mawakdiye

P

elo menos na cidade de São P aulo, a notória i l e e ess que os portais de internet dos órgãos do gove rno oferecem s ess s m e i i começa a ser combatida no lugar certo - dentro da própria tecnologia. Depois de a Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam) ter lançado um CD-Rom para promover a acessibilidade digital das pessoas com deficiência e, em seguida, lançado um selo de acessibilidade para os órgãos públicos e empresas cujos sites facilitem a navegação para os deficientes, agora é a vez da própria Secretaria Municipal da Pessoa com eficiência entrar nesta seara. A pasta lançará, no próximo mês de maio, o Selo de Acessibilidade Digital, uma certificação que será concedida às empresas públicas (ou privadas, caso elas queiram) que adaptarem seus meios de comunicação digitais - principalmente os websites - às pessoas com deficiência, se a ela mental, motora, visual ou auditiva. O selo será concedido conjuntamente pela secretaria e pelo respeitável Instituto de Pesquisas Tecnológicas ( PT), que entrou como instituição parceira no projeto. Caberá ao Centro de Tecnologia da Informação, Auto3 0

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Fernando Landgraf, presidente do IPT (esq.) e Cid Torquato, secretário da Pessoa com Deficiência da Prefeiturade São Paulo na cerimônia de lançamento da certificação

mação e Mobilidade do instituto a responsabilidade de avaliar se os sites e portais realmente atendem a parâmetros de acessibilidade para os usuários. “Somos mais de 45 milhões de brasileiros, ou pouco menos de 25% da população, com algum tipo de deficiência e, como todos, somos peças do desenvolvimento social do país”, disse o secretário Cid Torquato, que também é deficiente físico, na cerimônia de lançamento da certificação, realizada no último dia 20 de março na sede do PT, na zona oeste de São Paulo. “Por isso, a questão da acessibilidade, tanto a arquitet nica quanto a digital, é básica e estrutural tanto para as empresas quanto para o poder público”. O lançamento do selo aconteceu durante o evento “ esafios da Acessibilidade igital”, que contou também com a presença do presidente do PT, ernando Landgraf.

Para Landgraf, o selo contribuirá não só para aumentar o grau de acessibilidade digital dos deficientes, como a sua própria acessibilidade social. “Hoje, com o desenvolvimento da internet, uma coisa, sem dúvida, está ligada a outra”, disse. erramentas - Para participarem do programa, os órgãos públicos e as empresas privadas terão de obter, de saída, uma nota mínima de 95% de acessibilidade para o seu portal. Só depois de atingida essa marca - com o compromisso de buscarem a acessibilidade total - eles poderão solicitar o selo propriamente dito, em nome de algum órgão da administração pública ou, no caso das empresas, de pessoas físicas ou jurídicas. O website será então novamente avaliado pela equipe técnica especializada em acessibilidade digital do PT. Caso ele se a aprovado em todos os critérios, o we-

bsite receberá finalmente o selo de acessibilidade. Caso ainda haja falhas, elas terão de ser sanadas conforme as normas utilizadas pela equipe técnica. De acordo com Sidney Tobias de Souza, da equipe da Comissão Permanente de Acessibilidade da secretaria, que cuidará dos aspectos práticos do projeto pelo lado da prefeitura, as exigências para a concessão do selo serão de cunho principalmente tecnológico, á que a adaptação dos meios de comunicação digital às necessidades dos deficientes passa, basicamente, pelo uso de determinadas ferramentas. Esse processo de adaptação pode ser trabalhoso. Um site planejado para atender a pessoas com qualquer tipo de deficiência deve, além de ser bem planejado - pois há sites do governo tão intrincados que tornam a navegação difícil para qualquer um – também contar com ferramentas dentre as quais algumas podem ser bastante específicas. As mais usadas são o uso de contrastes para a leitura de textos e o jogo com o tamanho das fontes. É comum ainda a utilização de descrições textuais das imagens, para auxiliar pessoas com deficiência visual. Para Souza, a criação de portais acessíveis pode beneficiar não só os cidadãos, mas também os próprios ór-

gãos públicos e empresas. “É claro. Pois isso aponta para a responsabilidade social, aumenta o público visitante e fortalece a marca”, afirma. “ arantir a acessibilidade não é apenas uma ação de cunho social, mas também uma necessidade organizacional”. iga-se que esse novo projeto de inclusão da prefeitura paulistana pode ter re exos na própria ind stria de equipamentos. m destaque do evento “ esafios da Acessibilidade Digital” foi a palestra de Marcelo Anos, pesquisador do Samsung Instituto de Desenvolvimento para a Informática (Sidi), que apresentou os resultados de uma pesquisa sobre o uso de smartphones por pessoas deficientes. O material levantou os requisitos necessários para que os aplicativos sejam considerados acessíveis em termos de interface, interação e navegação. O pesquisador também apontou as responsabilidades de cada ator do processo de desenvolvimento de aplicativos, desde programadores até designers. “A nossa pesquisa mostrou que as pessoas não querem aplicativos específicos de acessibilidade, elas querem mais acessibilidade dos aplicativos em geral”, disse. “Isso exige um esforço de equipe, de todos os atores da cadeia de desenvolvimento”.

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AR TI G O RESÍDUOS

Logística Reversa: a chave para um planeta mais sustentável As empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza

Nilo Cini Junior (*)

N

os ú ltimos anos, a sustentabilidade se transformou em um dos temas mais discutidos no setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser humano está cada v ez mais certo de q ue os recursos naturais q ue estamos utilizando s i s ess m eir , se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendê ncia cada v ez mais presente em nossa sociedade. Seguindo essa forte tendência, o conceito de Logística Reversa também passou a ser muito difundindo no universo corporativo, se transformando em uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade no setor empresarial. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um

conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e indústrias se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados a logística reversa. A Lei 12.305/2010 obriga os fabricantes e distribuidores a recolherem as embalagens usadas. Hoje em dia já não basta reaproveitar e remover os refugos do processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o final da vida til do produto. Por isso, a Logística Reversa está cada vez mais presente nas operações das empresas, desta forma, o investimento para desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promo-

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vendo não só a redução do peso dos recipientes, que já colaboram para redução do impacto ambiental, mas também a diminuição dos custos de industrialização por serem mais leves. Além disso, outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as empresas demonstram que estão preocupadas, também, com o meio ambiente. Há muito desperdício tanto nos processos industriais como nos processos de coleta seletiva e a Logística Reversa possibilita a reutilização desse material ou, se não for possível o reuso, ela promove o descarte correto do mesmo. Dessa maneira, as empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza e reduzindo o uso de recursos naturais. Fabricantes de bebidas, por exemplo, têm gerenciado o retorno das garrafas desde os pontos

de venda até os centros de distribuição. Em uma pesquisa feita com a cadeia de suprimentos de cervejas e refrigerantes, em que os integrantes terceirizaram o processo de coleta e retorno de embalagens usadas para reciclagem, foi obtida uma economia anual de mais de U$ 11 milhões. Ambos os lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor acaba cumprindo com sua consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa produzirá novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa cadeia também se beneficia, á que novas oportunidades de negócio são geradas e há uma maior inserção no mercado de trabalho para a parcela marginalizada da sociedade. Para completar, fica evidente que a Logística Reversa é uma maneira eficiente de recuperar os produtos e materiais das empresas que

foram descartados, tornando-se peça fundamental para as empresas que querem ser sustentáveis. Atualmente, as empresas modernas já entenderam que além de lucratividade, é necessário atender aos interesses sociais, ambientais e governamentais, para assim atingir a sustentabilidade. É preciso satisfazer os stakeholders, que inclui governo, comunidade, acionista, clientes, funcionários e fornecedores, que avaliam a empresa de diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em difusão no Brasil, já que é aplicada somente por empresas de grande e médio porte. Porém o potencial de crescimento nos próximos anos é muito promissor.

(*) O autor é empresário e presidente do Instituto de Logística Reversa (Ilog) 3 1

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AR TI G O IMPOSTOS

Desgaste do sistema tributário Perdas bilionárias de arrecadação ocorrem resultantes de sistemas convencionais de impostos e contribuições que não conseguem alcançar transações comandadas por um intenso fluxo de bits and bytes Marcos Cintra (*)

C

ada v ez mais a tecnologia digital e a globalização impactam negativ amente os tradicionais modelos tributá rios ao redor do mundo. P erdas bilioná rias de arrecadação ocorrem resultantes de sistemas conv encionais de impostos e contribuições q ue não conseguem alcançar transações em um ambiente onde as economias estão cada v ez mais integradas e comandadas por um ine s fl e bi s b es Tentando encontrar uma saída para a evasão crescente de recursos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstrou por meio de um plano de ação denominado “Addressing Base Erosion and

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Profit Shifting” preocupação com a erosão das bases tributárias dos países membros da entidade e propôs medidas visando enfrentar o problema. O foco principal diz respeito à necessidade de combater esquemas de planejamento tributário praticado por grupos econômicos que se aproveitam de lacunas normativas e assimetrias dos sistemas tributários nacionais para transferir lucros para países com tributação reduzida ou inexistente. No trabalho apresentado pela OCDE ainda prevalece a ideia de tapar buracos aqui e acolá para minimizar as perdas de arrecadação. Não se questiona a eficiência e a eficácia de uma estrutura tributária que podia funcionar

em uma época em que predominava o nacionalismo e a tecnologia digital era algo meramente futurista. As bases tributárias convencionais envolvem uma tecnologia complexa, artesanal e contraditória frente à realidade da globalização e da economia digital. Exigem de cada pagador de impostos a autoapuração e o oferecimento de seus rendimentos à tributação e sua posterior submissão a auditorias para aferir a veracidade das informações. esse sistema a fiscalização exige o acompanhamento físico das transações econômicas, uma tarefa cada dia mais difícil e onerosa de ser realizada com sucesso. As transações eletrônicas, o comércio

pela internet, a volatilidade e mobilidade de fatores, capitais, mercadorias e serviços tornam a tarefa quase impossível de ser concretizada por haver necessidade de fiscalizar e auditar um número incalculável de transações que se realizam a cada momento. O ambiente digital é uma realidade que faz com que inovações ocorram de modo cada vez mais rápido. Os uxos de bits and bytes transportando dados, que antes impactavam fundamentalmente elementos intangíveis, hoje também afetam elementos tangíveis de modo extraordinário. Aspectos concretos, palpáveis, da atividade de produção são cada vez mais determinados pela era digital. Em seminário realizado ano passado, o especialista em finanças p blicas da Fundação Getulio Vargas, ernando ezende, afirmou que o mundo atual é marcado pela virtualização das transações, caracterizado pela substituição das máquinas e outros ativos físicos pela capacidade

intelectual; por amplas redes unindo fornecedores, clientes e até competidores; e que torna irrelevante a localização das plantas empresariais. No mundo comandado por impulsos elétricos a cobrança de tributos deve ser automatizada, incidindo diretamente sobre a moeda eletrônica que circula no sistema bancário. É um fato que irá se impor. É a forma de tributação que se ajusta ao ambiente digital e que é capaz de corrigir distorções como a predominância de informações assimétricas no sistema econômico e a sonegação.

(*) O autor é doutor em Economia e professor-titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo EAESP/FGV e presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

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P R OD U TOS , EQ U I P AMENTOS E S ER V I Ç OS

CABOS ELÉTRICOS

GERAÇÃO SOLAR

ILUMINAÇÃO

S o lu ç õ e s p a r a o s e to r fe r r o v iá r io

S o la r G r o u p la n ç a fix a d o r d e p a in é is s o la r e s

L ED s Os l o n S S L s ã o p a r a a p l i c a ç ã o e m h o r tic u ltu r a

A Solar Group, indústria especializada em estruturas de fixação para o mercado de geração solar, vai lançar no mercado brasileiro o primeiro fixador de painéis solares capaz de atender mais de 90% dos tipos de telhados cerâmicos. Trata-se do Gancho Articulado, fabricado 100% em alumínio. A solução foi idealizada para que o distribuidor possa reduzir o seu estoque, A Cofibam, fabricante de cabos elétricos especiais, apresenta dois tipos de cabos desenvolvidos para o setor ferroviário. O cabo Cofidox-Radoxil possui alta resistência térmica (-40 a +150 °C), mecânica, elétrica, alta resistência ao ataque de produtos químicos e óleos em geral. Capazes de oferecer tensões que variam entre 0,6/1kV, 1,8/3kV e 3,6/6kV, dispõem de dupla isolação, baixa emissão de fumaça, baixa toxicidade, são retardantes à chamas, não halogenados, resistentes ao óleo, ozônio, rasgamento, abrasão e intempéries. Já os cabos Cofialt-3 disponibilizam tensão de 3kV, com temperaturas de operação entre -60°C e 200°C, podem ser duplamente isolados, não halogenados, oferecem baixa emissão de fumaça e toxidade, são retardantes às chamas, resistentes à óleos tipo IRM-901 e IRM-902, ozônio e intempéries. www.cofibam.com.br

pois um único item atenderá mais de 90% dos modelos de telhas no Brasil. Há ainda um alongador opcional para telhas mais altas, como tégula e colonial cappa, por exemplo. Segundo Ronaldo Koloszuk, diretor comercial da Solar Group, o lançamento do Gancho Articulado faz parte do plano estratégico da empresa de focar no desenvolvimento de inovação e tecnologia de ponta. “Estamos com uma expectativa bastante alta com relação a este produto, à medida em que, além de abrir novas frentes de negócios para nós, resolve um problema bastante específico do instalador, que é a compatibilidade do fixador com os diversos modelos de telhas cerâmicas”, comenta Koloszuk. www.solargroup.com.br

DISPLAYS

TRANDUTORES

D a n fo s s a p r e s e n ta p la ta fo r m a p a r a o s e g m e n to m ó b il

P 4 3 0 0 0 TR MS C A/ C C p a r a a lta te n s ã o

A Danfoss apresenta a nova plataforma de Displays Danfoss série DM430E. Expansão dos produtos Plus+1 para o gerenciamento de máquinas do segmento móbil, a série permite visualização sob o brilho da luz solar, tem revestimento antirreflexo e ângulos de visão amplos.

Robusta para os mercados de máquinas do segmento móbil, tem variantes como diferentes blocos de botões, várias opções de entrada, duas opções de porta CAN, uma conexão USB/RS232 na parte traseira do display e um aplicativo opcional EIC (Engine Information Center). Os botões programáveis com luz de fundo e a tela colorida de alta resolução são visíveis em uma ampla gama de condições de iluminação. A configuração da luz de fundo é programável usando o sensor de luz. www.danfoss.com.br

A fábrica de materiais elétricos da Tramontina apresenta lâmpadas LED. Possuem tecnologia de última geração: iluminam mais e consomem menos energia. Eficientes, têm vida útil superior, resistência a impactos, vibrações e variações de temperatura, quando comparadas com as fluorescentes eletrônicas, e proporcionam economia na manutenção, pela menor necessidade de trocas. Possuem acendimento instantâneo, favorecendo a melhor iluminação aos serem ligadas, e são

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s ã o

A Knick Elektronische Messgeräte apresenta os transdutores para alta tensão P 43000 TRMS CA/CC, para valores RMS reais. Os valores de entrada variam de 100 mA a 5 A CA. Eles são emitidos como sinais CC analógicos padronizados (0 ... 20 mA, 4 ... 20 mA, 0 ... 10 V).

Foram desenvolvidos para também processar com precisão os sinais de entrada distorcidos. O circuito RMS real altamente preciso converte sinais com um fator de crista de até 5 na faixa de frequência de 40 Hz a 1000 Hz ou 8 Hz a 400 Hz. O VariTrans P 43000 TRMS suporta tensões de trabalho até 3600 V CA/CC e tensões de teste até 15 kV. A separação protetora da entrada, saída e fonte de alimentação fornecem proteção contra choque elétrico até 1800 V CA/CC de acordo com a EN 61140. Os transdutores Knick VariTrans P 43000 TRMS vêm com uma garantia de cinco anos. www.knick-international.com/ pt_BR/products#

SISTEMA OPERACIONAL

LÂMPADAS

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A Osram, com foco nas tendências da iluminação LED, apresenta tecnologia desenvolvida para aplicação em horticultura. Segundo o diretor de Vendas da área de Opto Semiconductors da companhia, os LEDs Oslon SSL podem fornecer a luz necessária para sustentar o crescimento de todos os tipos de plantas e flores. “As nossas soluções permi-

tem que esse processo ocorra de maneira mais eficiente, desde a germinação até a floração. Além disso, garantem melhor qualidade, economia aliada à durabilidade e ciclos mais curtos, já que se adaptam às especificidades de qualquer cultura”. A Osram, com sede em Munique, na Alemanha, é uma das líderes em soluções de alta tecnologia para iluminação no mundo. O portfólio da companhia abrange: lâmpadas, semicondutores ópticos como diodos emissores de luz (LED) - a reatores eletrônicos, além de luminárias completas, sistemas de gerenciamento e soluções em iluminação. www.osram.com.br

consideradas ecologicamente corretas, pois podem ser recicladas e não apresentam materiais tóxicos, não emitem radiação infravermelha e ultravioleta. Um dos destaques é a lâmpada bulbo LED, que substitui as convencionais lâmpadas incandescentes e eletrônicas. É indicada para uso em ambientes internos - salas de estar, hotéis, escritórios, restaurantes, etc. -, tem durabilidade de 25 mil horas e dois anos de garantia. www.tramontina.com.br

F e d o ra 2 e s tá d is p o n ív e l O Fedora Project, uma colaboração open source guiada pela comunidade patrocinada pela Red Hat Inc., anuncia a disponibilidade total do Fedora 28, mais recente versão do sistema operacional open source Fedora. O Fedora 28 entrega três edições diferentes, cada uma projetada para um uso específico - Fedora 28 Server, Fedora 26 Workstation e Fedora

28 Atomic Host. Todas as edições do Fedora 28 são construídas a partir de uma combinação comum de pacotes e, como em todos os novos lançamentos, os pacotes trazem uma série de correções de bugs e ajustes de desempenho, bem como adições novas e aprimoradas. O pacote básico do Fedora 28 inclui compiladores e linguagens atualizadas, e contém ainda a última versão da GNU Compiler Collection (GCC) 8, Golang 1.10 e Ruby 2.5. www.redhat.com. 3 3

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