Atlas Panamazônico

Page 1

1

ATLAS PANAMAZÔNICO

Aproximação da realidade eclesiástica e socioambiental Contribuições ao Sínodo da Amazônia


1

Índice Página 2

Parte I:

Parte II:

Página 5

Página 10

Página 19

Página 28

Página 40

Mapa - Jurisdições Eclesiásticas da Pan-Ama-

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais

zônia

Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento

Mapa - Jurisdições Eclesiásticas da Pan-Amazônia

Gráfico - Principais Problemas Identificados nos Países Pan-Amazônicos

Página 29

Página 41

Mapa - Presença da Igreja

Gráfico - Principais Problemas Identificados no Brasil e seus Regionais

A VOZ DA AMAZÔNIA

Introdução

Mapa: Localização da Pan-Amazônia

Página 3

Infográfico sobre a Amazônia

Nota Metodológica

Página 6

Página 52

Referências bibliográficas

ECOLOGIA INTEGRAL

Página 11

Gráfico - Pan-Amazônia: Principais Ameaças ao Território dos Povos Indígenas Gráfico - Pan-Amazônia: Subcategorias de Aspectos da Crise Socioambiental

Mapa - Pan-Amazônia: Territórios Indígenas e Unidades de Conservação

Gráfico - Pan-Amazônia: Comunidades Tradicionais Gráfico - Pan-Amazônia: Grupos Vulneráveis

Extrativista no Brasil e seus Regionais Página 20

pela Violação dos Direitos Humanos

Gráfico - Direitos Violados Relacionados ao

Página 30

Modelo de Desenvolvimento Extrativista em

Gráfico - Agentes Pastorias na Pan-Amazônia

cada país da Pan-Amazônia

Página 31

Página 21

Gráfico - Pan-Amazônia: Pastorais Existentes

Página 12

Gráfico - População Afetada pela Violação de zônia Página 13

Gráfico - População Afetada pela Violação de Página 8

IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

Gráfico - Pan-Amazônia: Populações Afetadas

Direitos Humanos em cada País da Pan-AmaPágina 7

Parte III:

Direitos Humanos no Brasil e seus Regionais Página 14

Gráfico - Pan-Amazônia: Diretios Violados Mais Recorrentes Página 15

Mapas - Pan-Amazônia: Pressões Socioambientais Página 16

Mapas - Pan-Amazônia: Pressões Socioambientais Página 17

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista Página 18

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista em cada país da Pan-Amazônia

Gráfico - Direitos Violados Relacionados ao Mo-

Página 32

delo de Desenvolvimento Extrativista no Brasil e

Mapa - Presença de Instituições Sociais da Igreja e da Sociedad Civil

seus Regionais

Página 33 Página 22

Gráfico - Pan-Amazônia: Estratégias de Acom-

Gráfico - Pastorais Existentes em cada País da Pan-Amazônia

panhamento em Defensa dos Direitos Humanos

Página 34

Página 23

Gráfico - Pastorais Existentes no Brasil e seus Regionais

Mapa - Acompanhamento de Violações de Direitos Humanos

Página 35

Página 24

Gráfico - Pan-Amazônia: Presencça de Outras Denominações Religiosas

Infografico - Povos Indígenas en Isolamento

Página 36

Voluntário (PIAV)

Mapa - Experiências de Justiça Socioambiental

Página 25

Página 37

Gráfico - Pan-Amazônia: Frequência de Proble-

Gráfico - Pan-Amazônia: Principais Problemas Sociais Identificados

mas Sociais Identificados em Centros Urbanos (Por País) Página 26

Gráfico - Pan-Amazônia: Proyectos Sociales

Página 42

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problema Identificados em cada País da Pan-Amazônia Página 43

Gráfico - Pan-Amazônia: Sinais de Esperança Página 44

Gráfico - Sinais de Esperança em cada País da Pan-Amazônia Página 45

Gráfico - Sinais de Esperança no Brasil e seus Regionais Página 46

Gráfico - Pan-Amazônia: Acompanhamento de Problemas Sociais Página 47

Gráfico - Pan-Amazônia: Distribuição Feminina e Masculina em Cargos de Responsabilidade Página 48

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura

Página 38

Gráfico - Pan-Amazônia: Direitos Violados Relatcionados à Cultura

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia

Página 49

Página 39

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia

Gráfico - Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura em cada País da Pan-Amazônia Página 50

Gráfico - Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura no Brasil e seus Regionais


2

Introdução Desde a fundação da REPAM há 5 anos (2014) nossa vocação tem sido encurtar distâncias, favorecer processos, potencializar serviços eclesiais neste território, colaborando com a missão da Igreja na Construção do Reino da Pan-Amazônia (com um foco em povos originários, comunidades amazônicas e nos mais vulneráveis e expostos da região). O Papa Francisco nos deu o seguinte recado no começo da rede: “(…) é necessário acompanhar a conexão pelo verdadeiro encontro: não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos: devemos amar e ser amados, precisamos de ternura. Só assim o testemunho cristão, graças à rede, pode chegar às periferias existenciais humanas.” A REPAM reconhece a necessidade de aprofundar a situação do território, de conhecer a realidade e de ajudá-los a tecer outras formas mais eficazes de responder apostolicamente como Igreja. Hoje, no âmbito do processo sinodal, procuramos novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Já são 3 anos (2016) desde que começamos com o processo sistemático de aproximarmos da realidade, sua compreensão e a partir daí começar a responder aos signos dos novos tempos.

Decidimos empreender um processo de mapeamento da realidade eclesial e socioambiental na Amazônia, o que se tornou um dos grandes desafios para a REPAM e certamente um dos mais proveitosos. Este mapeamento foi estabelecido com os seguintes objetivos: - Contribuir com uma visão global na Pan-Amazônia, suas culturas, seus povos, superando visões fragmentadas e favorecer o testemunho de uma plena comunhão eclesiástica (DAP, 368) e de toda uma pastoral na bacia amazônica. - Oferecer um amplo panorama da presença, da identidade e da ação da Igreja na Pan-Amazônia. - Incentivar a cooperação com outras instituições nacionais e internacionais na preservação da identidade dos povos amazônicos. Mais especificamente, esse processo visa a favorecer a análise, a reflexão e o diálogo sobre a realidade socioeconômica, política e cultural-religiosa; a estimular uma visão Pan-Amazônica que supere a fragmentação; fortalecer o protagonismo dos povos indígenas, ribeirinhos, afrodescendentes e demais grupos para a elaboração de propostas para seu tecido sociocultural; a fortalecer a organização social e a transformação da realidade; a proporcionar uma base de dados para o

planejamento de atividades educativas, organizativas e mobilizadoras de projetos e processos; a produzir mapas gerais e específicos da presença e ação da Igreja na Pan-Amazônia, entre outros. Com ilusão e esperança apresentamos a vocês o primeiro produto resultante desse longo processo: uma síntese geral que pretende servir ao processo sinodal e, em seguida, ajudar a implementação dos resultados do Sínodo desde um conhecimento genuíno da realidade na Amazônia. Seguiremos desenvolvendo mapas, informativos específicos a análises sobre a informação em uma fase posterior ao Sínodo. Apesar de ter havido um esforço enorme de levantamento, seguindo o guia de mapeamento consensual, os resultados, o tipo de informação e inclusive o acesso a certas informações foram diversos. E isso se reflete em certo desequilíbrio nos resultados entre uma unidade de análise e outra (seja por jurisdição, por região no Brasil, por país, ou em nível Pan-Amazônico). No documento que tem em suas mãos, encontrará muitas oportunidades para compreender sua própria realidade e o contexto amplo. E será potencialmente um instrumento imprescindível para todo exercício de

planejamento pastoral, formulação de projetos, entretanto, mais importante para responder às situações que exigem nossa resposta eficaz. Pedimos-lhe que revise a fundo esse “ATLAS Pan-Amazônico: Aproximação à realidade eclesiástica e socioambiental”, o qual será um aliado em seu discernimento durante o Sínodo, e pedimos que, ao regressar, trabalhe-o com todas suas instâncias pastorais, equipes de trabalho e com o povo de Deus para iluminar os novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Como REPAM, enviaremos informativos detalhados e muito mais específicos sobre cada jurisdição participante do processo e informaremos dos processos de capacitação e devolução dos resultados e os passos a seguir nesse processo. Desenvolvemos também um sistema de informação denominado SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA REALIDADE ECLESIÁSTICA PAN-AMAZÔNICA -SIREPAM- no qual poderá encontrar uma BASE DE DADOS dinâmica e muito útil. Ao final deste ATLAS, encontrará as indicações para o acesso e uso do SIREPAM. Quero agradecer profundamente ao enorme número de pessoas que colaboraram neste processo de mapeamento e que tornaram possível este

resultado. É impossível nomear a todos(-as), por isso expressamos um agradecimento geral a todos os que em espírito de rede e com seus talentos particulares ajudaram nesta jornada. Nesse sentido, queremos agradecer ao Card. Claudio Hummes e ao Card. Pedro Barreto por seu apoio permanente e reconhecemos o trabalho intenso de toda Secretaria Executiva e dos membros do Comitê Ampliado REPAM, sobretudo, nessa fase do processo, a Susana Espinosa com o apoio da equipe de trabalho técnico com Rafael Granja e María Sivisaka (e em fases prévias Yazmín e Javier), a todas às instancias imprescindíveis para esse processo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro: desde a reitoria, e através do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente -NIMA- sobretudo, Luiz Felipe Guanaes, Juliana da Silva e toda a equipe de trabalho (Francisco G., Francisco S., Alberto, Jacques, Pedro, Matheus, Vitor, Milena e Gustavo), de K2 com Carlos Levy e sua equipe (Antonio e Fernanda), e todos os técnicos que, com incansável esforço se dedicaram a buscar e gerar a informação em cada país (Zoren, Laura, Robby, Ennymar, José, Romina, Héctor, Heleen, Leonardo, Fátima, Diego, Leandro, Deusamar, Jacinta e Daniela).

Da mesma forma, agradecemos a generosidade e disponibilidade da equipe do Instituto Socioambiental ISA, EcoCiência e a rede RAISG por todo apoio técnico e de informação incalculável, sem a qual este ATLAS teria sido impossível. Um reconhecimento sincero aos que colaboraram no início do processo: Evanilda Coelho, Instituto Humana, Alex e àqueles que ajudaram com as traduções (P. Fernando e Ana María). “Não podemos nos considerar grandes amantes se excluímos de nossos interesses alguma parte da realidade: “ Paz, justiça e conservação da criação são três temas absolutamente ligados, que não poderão se separar para serem tratados individualmente sob pena de cair novamente no reducionismo “. Tudo está relacionado e todos os seres humanos estamos juntos como irmãos e irmãs em uma maravilhosa peregrinação, entrelaçados pelo amor que Deus tem a cada uma de suas criaturas…” (Laudato Si, 92).

Mauricio López Oropeza Secretário Executivo - REPAM


3

Nota metodológica Universo de estudo Sobre a base do Mapeamento Eclesiástico da Pan-Amazônia se estabelece a “Pan-Amazônia” como universo de estudo que compreende o conglomerado de 103 jurisdições eclesiásticas localizadas em nove países. Em 97 das 103 jurisdições eclesiásticas foi realizado o levantamento de informação, através do trabalho conjunto com as equipes locais de cada jurisdição. As 6 jurisdições que não foram mapeadas se uniram ao processo uma vez que esse já havia começado, pelo qual não contamos com informação dessas para o presente documento. No entanto, o processo de mapeamento levado na Pan-Amazônia foi realizado no universo censual de estudo.

Processamento A fim de contar com respostas que refletissem a realidade com a menor alteração possível, foram utilizadas perguntas abertas. As respostas, um registro para cada uma delas, foram armazenadas em arquivos digitais para seu processamento posterior. Sobre essa base, logo da limpeza digital dos arquivos, procedeu-se com a busca pelas respostas similares, a fim de mostrar de forma organizada a informação. Em alguns casos se fez necessário criar categorias e subcategorias que ajudassem a compreender de uma melhor maneira a voz da Amazônia. A todo momento, tais categorias provêm das próprias respostas conseguidas no território. As descrições das categorias são explicativas e não construções teóricas. Para composição dos mapas foram realizadas a partir de duas metodologias distintas. A primeira reuniu informações oficiais que foram organizadas, com processo de compilação dos dados que permitiram os resultados dos mapas de caracterização da região Pan-amazônica e, a segunda que geraram mapas temáticos, transcritos para uma leitura cartográfica que foram resultados dos dados primários qualitativos gerados no território amazônico.

Resultados Os resultados se mostram em função das respostas com as ponderações percentuais mais altas como as que melhor refletem a realidade amazônica em cada um dos conteúdos das distintas perguntas formuladas no mapeamento eclesiástico. No entanto, aquelas frequências menores, que se relacionam com temas relegados histórica e culturalmente são consideradas como uma realidade importante apesar do peso percentual incipiente. Os resultados dos mapas permitem leituras geográficas sobre o território pan-amazônico com informações cruzadas evidenciadas em cartografias, como pressões socioambientais e outras respostas espaciais que complementam a narrativa da proposta do atlas.


Parte I: A voz da Amazônia Índice de Gráficos e Mapas Página 5

Página 7

Mapa: Localização da Pan-Amazônia

Mapa - Pan-Amazônia: Territórios Indígenas e Unidades de Conservação

Infográfico sobre a Amazônia Página 8 Página 6

Gráfico - Pan-Amazônia: Principais Ameaças ao Território de Povos Indígenas

Gráfico - Pan-Amazônia: Comunidades Tradicionais Gráfico - Pan-Amazônia: Grupos Vulneráveis

Gráfico - Pan-Amazônia: Subcategorias de Aspectos da Crise Socioambiental


Parte I: A VOZ DA AMAZÔNIA

5

Vida

Pan-Amazônia Localização 80°0'0"W

Oceano Pac fico

60°0'0"W

Venezuela

X Tucupita

ós aj oT ap

uá Jur

de pessoas (aprox.)

= 1 milhão de pessoas

Fonte: Dados socioambientais, RAISG.

R io A r ip u a

X

Cruz X Santa de La Sierra

15% 20%

da Biodiversidade Terrestre do mundo

do oxigênio do mundo

gu

33.6 milhões

X Lucas do Sapezal

Vila Bela da Santíssima Trindade

Bolívia

Xin

X La Paz

X ré

População amazônica

Magdalena

Rio Verde

po

(aprox.)

Cidades

X

oré

ua

Fuente: Datos socioambientales, RAISG.

Áreas 800 desmatadas mil Km²

X

am

10°0'0"S

X São José do Xingu X São Félix do Araguaia

X Teixeirópolis

X Trinidad

Peru

Novo Progresso

Grajaú

X Palmas

oG

Área de 2.3 territórios milhões de Km² indígenas (aprox.)

2 milhões de Km² (aprox.)

X Puerto Maldonado

X

(aprox.)

Áreas naturais protegidas

Capitais

d

X Porto Velho

Rosa X Santa do Purus X Rio Branco X Cobija Rio M

Vias

X

a oM

X

X

Rio

Rios

Ferrovias

Área 8 total milhões de Km²

X Huancayo

Ri

X Ulianópolis

Trairão

uri

Limites do países

E

a

a eir

und

X Huanuco R i o X Cerro De Pasco

ir nv

X Apuí

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X Pucallpa

Limite Pan-Amazônico

= 80 mil Km²

X Tapauá

rus R io P u Pan-Amazônia

Território

R

0°0'0"

Belem X MelgaçoX

u ing oX

X X Mayobamba

X Santarem

Oceano Atlântico

X

Ri

Chachapoyas

Carauari

io

X

Rio

Legenda

X Iquitos X Leticia X Nauta í X ta Ju

XX Loja

X Manaus

Rio

Zamora

g ro

es olimõ Rio S

R

s na zo a A m Macapa io

Rio Xin gu

X Tonantins

Rio Içá

Ne

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X Rorainópolis ã atum Rio U

Rio

Ri o Ja pu rá

X Macas

Rio

Ri

Cayenne

Groningen

nco B ra

a

Rio

X X X Puyo

Introdução

Içan

Rio

X Mitu

Brokopondo

X X X Albina XX X

X Boa Vista

g ro

Tena

Vau pés

X

X Pacaraima

Ne

X Mocoa X X Pasto X

Tulcan Quito

Jose X San Rio Del Guavuare

Guiana Francesa

Totness

X Puerto X Carreno

X Puerto Inirida

La Tacunga

“A Pan-Amazônia abriga a maior floresta tropical contínua do mundo, a qual representa 40% da extensão da América do Sul e uma grande biodiversidade. Nessa região habitam povos indígenas cujos territórios abarcam 28% de sua superfície e conta com áreas protegidas que cobrem 23% da região. Agora, mais que nunca, essa grande riqueza cultural e natural enfrenta diversos desafios.” (Infoamazonia & RAISG. Amazonía en la encrucijada. 2019)

Nieuw Nickerie

Bolivar

Puerto Ayacucho

10°0'0"N

Suriname

Georgetown

X Ciudad

Colômbia

Equador

50°0'0"W

Guiana

Rio

“O território da Amazônia compreende parte do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa em uma extensão de 7,8 milhões de quilômetros quadrados. As florestas amazônicas cobrem 5,3 milhões de quilômetros quadrados, 40% do bosque tropical global. A Amazônia abriga entre 10 e 15% da biodiversidade terrestre. O Rio Amazonas joga a cada ano no Oceano Atlântico 15% do total de água doce do planeta. A Amazônia é essencial para a distribuição das chuvas em outras regiões remotas da América do Sul e contribui com os grandes movimentos de ar ao redor do planeta. Mas, segundo alguns especialistas internacionais, a Amazônia é a segunda área mais vulnerável do planeta em relação à mudança climática provocada pelos seres humanos.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Versão simplificada -REPAM- Pag. 8

70°0'0"W

15 % a 20%

X Cuiabá X Cáceres 0

da água doce do mundo

Fonte: Dados socioambientais de documentos eclesiais e WWF.

Brasil 175

350

700 Km

Fonte: Dados socioambientais, RAISG, 2018, dados de diferentes fontes organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte I: A VOZ DA AMAZÔNIA

6

Pan-Amazônia: Principais Ameaças ao Território de Pan-Amazônia: Subcategorias de Aspectos da Povos Indígenas ¹ Crise Socioambiental

Território “Na Amazônia, a vida está inserida, ligada e integrada no território que, como espaço físico vital e nutritivo, é possibilidade, sustento e limite da vida. Além disso, podemos dizer que a Amazônia – ou outro espaço territorial indígena ou comunitário – não é somente um ubi (um espaço geográfico), mas também um quid, ou seja, um lugar de sentido para a fé ou a experiência de Deus na história. O território é um lugar teológico a partir do qual se vive a fé, mas é também uma peculiar fonte de revelação de Deus. Estes espaços são lugares epifânicos onde se manifesta a reserva de vida e de sabedoria para o planeta, uma vida e sabedoria que falam de Deus. Na Amazônia manifestam-se as ‘carícias de Deus’ que se encarna na história (cf. LS, 84).” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°19

5,2%

Ausência Institucional por Parte do Governo e Outras Instituições

6,2%

Violências

6,4%

Fragilidades Organizacionais

Introdução

Descrição de Resultados

“A Amazônia também é lugar de dor e violência. Há destruição ambiental, enfermidades e poluição de rios e terras, derrubada e queimada de árvores, perda massiva da biodiversidade, morte de espécies; tudo isso constitui uma crua realidade que nos interpela a todos e todas. O grito de dor da Amazônia é um eco do grito do povo escravizado no Egito e a quem Deus não abandona.” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Versão simplificada -REPAM- Pag. 11).

As problemáticas que representam maior ameaça para os Territórios de Povos Indígenas são o Extrativismo e Megaprojetos, a Perda Identitária e Cultural e Aspectos da Crise Ambiental entre outros. As características da Crise Socioambiental implicam em toda a temática relacionada com a contaminação e pressão meio ambiental. Entre elas se encontram com maior força: Impacto em Fontes Hídricas, Abate, Perda de Biodiversidade e presença de Madeireiras, Petroleiras e outras atividades extrativistas com suas respectivas consequências para o meio ambiente.

8,8%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

Impacto na Saúde por Contaminação

0,5%

Agroindústria

0,5%

Falta de Consciência Ambiental

0,5%

Hidrelétricas

0,5%

Monocultivo Industrial

0,5%

Queimadas

1%

Pulverizações

1%

Perda de Recursos Naturais

1%

Tráfico de Espécies

1%

Caça

1%

Pressões Ambientais

1%

Uso de Agrotóxicos

1% 2%

Ampliação das Fronteiras Agrícolas

3%

Contaminação

9,2%

Aspectos da Crise Socioambiental

Vazamentos de Petróleo

4%

Dinâmica Extrativista

4% 5%

Desmatamento

10,2%

Perda Identitária e Cultural

Mineração Legal

6%

Monocultivos

6%

Madeireiras Ilegais

7%

Petroleiras

7% 8%

Madeireiras Legais

13,1%

Extrativismo e Megaprojetos

Perda da Biodiversidade

11%

Corte

11% 17%

Impacto nas Fontes Hídricas 0

5

10

15

0

3

6

9

12

15

18

Fonte: Mapeamento RedeRed Eclesial Pan-Amazônica. Fuente: Mapeo Eclesial Panamazónica.2019 2019 Nota 1: Os problemas sociais identificados com porcentagens inferiores a 5% , que não foram representadas neste gráfico, são: Conflitos Demográficos (4,4%), Saúde (4%), Corrupção (3,7%) Dependência química (3,4%), Pobrezas (3,4%), Atividades Econômicas Ilegais (2,8%), Desrespeito ao Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada (2,4%), Educação (2,1%), Discriminação a Minorias(1,5%), Instrumentalização a Comunidades Indígenas (1,6%), Conflitos e Desafios da Mobilidade Humana (1,6%), Deslocamento Forçado (1,6%), Conflitos Políticos e Perseguição Política (1,3%), Falta de Alternativas Econômicas Sustentáveis (1,2%), Pecuária Extensiva e Monocultivos (1,2%), Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural (1,1%), Presença de Transgênicos, (1%); e, Prostituição, Precariedade Trabalhista, Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesiástico, Territórios Divididos por Fronteiras Nacionais, Presença de Outras Denominações Religiosas, Comércio Desigual, Desintegração Familiar e Outros em conjunto (2,6%).



Parte I: A VOZ DA AMAZÔNIA

8

Diálogo “O diálogo procura o intercâmbio, o consenso e a comunicação, os acordos e as alianças, ‘mas sem perder de vista a questão fundamental’, ou seja, a ‘preocupação por uma sociedade justa, capaz de memória e sem exclusões’ (EG, 239). Por isso, o diálogo tem sempre uma opção preferencial pelos pobres, marginalizados e excluídos (...). As principais questões da humanidade que sobressaem na Amazônia não encontrarão soluções através da violência nem da imposição, mas sim mediante o diálogo e a comunicação” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°37

Pan-Amazônia: Comunidades Tradicionais

Pan-Amazônia: Grupos Vulneráveis Produtores

Pescadores 1% Ribeirinhos 1% Colonos 2%

0,8%

Bananeiros 1,6%

Migrantes 0,8%

Terceira Idade 3%

Comunidade LGBTI 0,8% Criadores de gado 3%

Afrodescendentes 14%

Introdução

Descrição de Resultados

A Amazônia é um território privilegiado pela presença de uma grande diversidade de grupos culturais. Os diferentes povos ou nacionalidades indígenas, ribeirinhos, afro-descendentes, trabalhadores rurais, pescadores, entre outros, convivem ao longo do amplo território amazônico. Cada um tem sua própria história e identidade, mas o diálogo cotidiano e fraterno permite que, embora existam diferenças em sua relação com o território, seja possível sempre procurar proteger aos que se encontrem em situações de maior vulnerabilidade. Uma disposição de escuta e diálogo fomentada por todos os atores que convivem na Pan-Amazônia é necessária para fortalecer os laços de união das aproximadamente 33 milhões de pessoas que habitam o território.

Nos gráficos a seguir, é possível observar separadamente as populações que foram identificadas como comunidades tradicionais e grupos vulneráveis da sociedade amazônica. No caso das comunidades tradicionais, não foram considerados os povos indígenas porque se buscava justamente dar visibilidade a outros grupos com identidade cultural própria. Em função disso, é possível identificar a proporção da presença dessas comunidades tradicionais na Amazônia. A denominação dessas corresponde como se auto identificaram no levantamento de informação no território. No caso dos grupos vulneráveis, corresponde aos setores da população em geral que possam sofrer algum nível de discriminação ou contexto de vulnerabilidade e que demandam mais atenção dos atores sociais.

Vítimas

6%

Pessoas com Necessidades 10% Especiais

Jovens 10%

Camponeses 82%

Desalojados 13% Mulheres 51%

Legenda

Legenda Ribeirinhos 1%

Camponeses 82% Afrodescendentes Colonos 2%

14%

Pescadores 1%

Mulheres 51%

Criadores de gado 3%

Desalojados 13%

Terceira Idade 3%

Jovens 10%

Bananeiros 1,6%

Comunidade LGBTI 0,8%

0,8%

Pessoas com Necessidades Especiais 10%

Produtores

Vítimas 6%

Migrantes 0,8%

Fuente: Mapeo RedEclesial EclesialPan-Amazônica. Panamazónica. 2019 Fonte: Mapeamento Rede 2019


Parte II: Ecologia Integral Índice de Gráficos e Mapas Página 10

Página 16

Página 21

Página 26

Mapa - Jurisdições Eclesiásticas da Pan-Amazônia

Mapas - Pan-Amazônia: Pressões Socioambientais

Gráfico - Pan-Amazônia: Proyectos Sociales

Página 11

Página 17

Gráfico - Direitos Violados Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista no Brasil e seus Regionais

Gráfico - Pan-Amazônia: Populações Afetadas pela Violação dos Direitos Humanos

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista

Página 12

Gráfico - População Afetada pela Violação de Direitos Humanos em cada País da Pan-Amazônia Página 13

Gráfico - População Afetada pela Violação de Direitos Humanos no Brasil e seus Regionais Página 14

Gráfico - Pan-Amazônia: Diretios Violados Mais Recorrentes Página 15

Mapas - Pan-Amazônia: Pressões Socioambientais

Página 22

Gráfico - Pan-Amazônia: Estratégias de Acompanhamento em Defensa dos Direitos Humanos

Página 18

Página 23

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista em cada país da Pan-Amazônia

Mapa - Acompanhamento de Violações de Direitos Humanos

Página 19

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista no Brasil e seus Regionais Página 20

Gráfico - Direitos Violados Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista em cada país da Pan-Amazônia

Página 24

Infografico - Povos Indígenas en Isoamiento Voluntário (PIAV) Página 25

Gráfico - Pan-Amazônia: Frequência de Problemas Sociais Identificados em Centros Urbanos (Por País)


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

10

Pan-Amazônia: Jurisdições Eclesiásticas 80°0'0"W

EQUADOR 1 2 3 4 5 6

VICARIATO APOSTÓLICO DE SUCUMBÍOS VICARIATO APOSTÓLICO DE AGUARICO VICARIATO APOSTÓLICO DE NAPO VICARIATO APOSTÓLICO DE PUYO VICARIATO APOSTÓLICO DE MÉNDEZ VICARIATO APOSTÓLICO DE ZAMORA

não definido COLÔMBIA 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

ARQUIDIÓCESIS DE VILLAVICENCIO DIÓCESIS DE FLORENCIA DIÓCESIS DE MOCOA-SIBUNDOY DIÓCESIS DE SAN JOSÉ DEL GUAVIARE DIÓCESIS DE GRANADA VICARIATO APOSTÓLICO DE INÍRIDA VICARIATO APOSTÓLICO DE LETICIA VICARIATO APOSTÓLICO DE MITÚ VIC. APOSTÓLICO DE PUERTO CARREÑO VIC. APOSTÓLICO DE PUERTO GAITÁN VIC. AP. DE PUERTO LEGUÍZAMO-SOLANO DIÓCESIS DE SAN VICENTE DEL CAGUÁN DIÓCESIS DE YOPAL DIÓCESIS DE ARAUCA VICARIATO APOSTÓLICO DE TRINIDAD

VENEZUELA 22 23 24 25 26 27

ARQUIDIÓCESIS DE CIUDAD BOLÍVAR DIÓCESIS DE CIUDAD GUAYANA DIÓCESIS DE GUASDUALITO VIC. APOST. DE PUERTO AYACUCHO VICARIATO APOSTÓLICO DE TUCUPITA VICARIATO APOSTÓLICO DE CARONÍ

GUIANA 28 DIOCESE OF GEORGETOWN SURINAME 29 DIOCESE OF PARAMARIBO GUIANA FRANCESA

BRASIL: REGIONAL NORTE 3 54 55 56 57 58

DIOCESE DE TOCANTINÓPOLIS DIOCESE DE MIRACEMA DIOCESE DE PORTO NACIONAL PRELAZIA DE CRISTALÂNDIA ARQUIDIOCESE DE PALMAS

BRASIL: REGIONAL NOROESTE 59 60 61 62 63 64 65

PRELAZIA DE LÁBREA DIOCESE DE RIO BRANCO DIOCESE DE CRUZEIRO DO SUL DIOCESE DE JI-PARANÁ ARQUIDIOCESE DE PORTO VELHO DIOCESE DE HUMAITÁ DIOCESE DE GUAJARÁ-MIRIM

70°0'0"W

Oceano Pac fico

07

Equador

22

15

27 28 29

16

12

03

10

42 14

47

17

32

44

13

04 87 89

94

DIOCESE DE JUÍNA DIOCESE DE SINOP PRELAZIA DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA DIOCESE DE BARRA DO GARÇAS DIOC. DE RONDONÓPOLIS - GUIRATINGA DIOCESE DE SÃO LUÍZ DOS CÁCERES DIOCESE DE DIAMANTINO

31 32 33 34 35 36 37 38 39

DIOCESE DE RORAIMA DIOC. DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA DIOCESE DE ALTO SOLIMÕES PRELAZIA DE TEFÉ DIOCESE DE COARI PRELAZIA DE ITACOATIARA PRELAZIA DE BORBA DIOCESE DE PARINTINS ARQUIDIOCESE DE MANAUS

98

BRASIL: REGIONAL NORTE 2 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53

PRELAZIA DE MARAJÓ DIOCESE DE PONTA DE PEDRAS DIOCESE DE MACAPÁ DIOCESE DE ÓBIDOS DIOCESE DE SANTARÉM PRELAZIA DO XINGU DIOCESE DE CAMETÁ ARQUIDIOCESE DE BELÉM DIOCESE DE CASTANHAL DIOCESE DE BRAGANÇA DIOCESE DE ABAETETUBA PRELAZIA DE ITAITUBA DIOCESE DE MARABÁ DIOCESE DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

95 96 97 98 99 100 101 102 103

DIÓCESIS DE COROICO DIÓCESIS DE SAN IGNACIO DE VELASCO VIC. APOSTÓLICO APOSTÓLICO DE BENI VIC. APOST. APOSTÓLICO DE PANDO VIC. APOST. APOSTÓLICO DE REYES VIC. APOSTÓLICO DE ÑUFLO DE CHÁVEZ PRELATURA DE AIQUILE ARQUIDIÓCESIS DE COCHABAMBA ARQ. DE SANTA CRUZ DE LA SIERRA

80

62

65

57

56

84

97

85 83

100

81

Brasil

86 82

102

Bolívia

10°0'0"S

79

78

95

BOLÍVIA

55 58

93

Peru

69 71

63

99

72

70 54

53

91 VIC. AP. DE SAN JOSÉ DEL AMAZONAS VICARIATO APOSTÓLICO DE IQUITOS VICARIATO APOSTÓLICO DE JAÉN VICARIATO APOSTÓLICO DE PUCALLPA VIC. APOST. DE PUERTO MALDONADO VICARIATO APOSTÓLICO DE REQUENA VICARIATO APOSTÓLICO DE SAN RAMÓN VIC. APOSTÓLICO DE YURIMAGUAS

51

61 60

ARQUIDIOCESE DE CUIABÁ

73

74

75

52

45

64

59

DIOC. DE PRIMAVERA DO LESTE -PARANATINGA

77

66

19

37

90

67 49

68

92

PERU 87 88 89 90 91 92 93 94

38

33

30 DIOCESE OF CAYENNE BRASIL: REGIONAL NORTE 1

50

35

34

76

48

41

40

36

39

88

0°0'0"

43

05 06

Oceano Atlântico

31

18

01 02

30

25

11 08

Guiana Francesa

23

20 21

BRASIL: REGIONAL OESTE 2 78 79 80 81 82 83 84 85 86

24

19

Colômbia

10°0'0"N

Suriname

Guiana

26

09 DIOCE DE ZÉ DOCA DIOCESE DE PINHEIRO DIOCESE DE IMPERATRIZ DIOCESE DE CAROLINA DIOCESE DE GRAJAÚ DIOCESE DE BALSAS DIOCESE DE CAXIAS DO MARANHÃO DIOCESE DE BREJO DIOCESE DE COROATÁ DIOCESE DE BACABAL DIOCESE DE VIANA ARQ. DE SÃO LUIZ DO MARANHÃO

50°0'0"W

Venezuela

BRASIL: REGIONAL NORDESTE 5 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77

60°0'0"W

101

103

96 0

175

350

700 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, dados organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

11

O clamor da terra e dos pobres “O pecado manifesta-se hoje, com toda a sua força de destruição […] nas várias formas de violênciae abuso, no abandono dos mais frágeis, nos ataques contra a natureza” (LS, 66)” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Pag. 10

Pan-Amazônia: Populações Afetadas pela Violação dos Direitos Humanos 0,2%

LGBTI

0,3%

Mulheres Indígenas

0,3%

timas de Con ito Armado

Introdução

Descrição de Resultados

Um dos mecanismos para conhecer quais são os principais signos de pecado na Amazônia é a violação de direitos humanos. Ainda que os padrões de direitos humanos não sejam geralmente geridos pela população, existe uma consciência muito profunda a respeito dos direitos fundamentais de todo ser humano (e da natureza), e, da mesma forma, uma consciência sobre quem são os maiores afetados pela violação dos direitos humanos.

Na região Pan-Amazônica, as populações que resultam mais atingidas pela Violação de Direitos Humanos são os Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Grupos Vulneráveis. Cabe enfatizar que a natureza também foi considerada neste ponto como um sujeito cujos direitos se veem agredidos. Quem, sem ter um percentual representativo, foi nomeado no levantamento de informação representam grupos os quais não são comumente identificados como vítimas e, portanto, representam para o senso comum, setores periféricos desde a necessidade de acompanhamento social.

Líderes Sociais e Defensores de Direitos Humanos

0,5%

Povos Indígenas em Isolamento Voluntário

0,5%

Pessoas em Situação de Pobreza

0,6%

Trabalhadores Rurais

0.8%

Migrantes

0.9%

Pessoas com Necessidades Especiais

0.9%

Natureza

1,1%

População Urbana

1,5%

Trabalhadores Vários

1,5%

Outros

1,9%

População Rural

1,9% 2,6%

Pop aç o em Gera N o Especificada

2,8%

Ribeirinhos

3,3%

Terceira Idade Mulheres

6,5%

Jovens e Adolescentes

6,7%

Crianças

7,7%

Camponeses

7,9% 9,4%

Colonos e Mestiços

11,8%

Afrodescendentes

28.8%

Povos Indígenas 0%

5%

Nota: A categoria “Outros” é formada pelos seguintes grupos de população afetada: Presidiários, Ex-combatentes das FARC, Comunidades Tradicionais que possuem Propriedade dentro de Latifúndios, Populações sem especificar afetadas por Texaco Chevrón, Pacientes soropositivos (HIV/AIDS), Seringueiros e Extrativistas, Moradores de Periferias Urbanas, Sem Terra e Estudantes.

10%

15%

20%

25%

30%

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. Fuente: Mapeo Red Panamazónica.2019 2019


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

12

População Afetada pela Violação de Direitos Humanos em cada país da Pan-Amazônia Sem Informação:

Bolívia

E ador

Colômbia

Venezuela

Peru

LGBTI Mulheres Indígenas

2%

2%

timas de Con ito Armado

1%

Líderes Sociais e Defensores de D.D.H.H

0,4%

Povos Indígenas em Isolamento Voluntário

0,4%

4%

Pessoas com Necessidades Especiais

8%

2%

Trabalhadores Rurais 0,4%

Migrantes

10%

4%

Pessoas com Necessidades Especiais

8%

2%

Natureza

14% 2%

População Urbana

1%

4%

Trabalhadores Vários

1% 0,4%

2%

Outros População Rural

2%

4%

Pop aç o em Gera N o Especificada

4%

2%

0,4%

2%

2%

Ribeirinhos 6%

Terceira Idade Mulheres

1%

Camponeses Colonos e Mestiços

22%

20% 20%

15%

2%

13%

10%

12%

6%

2%

6%

10% 19%

6% 20%

Crianças

4% 14%

7%

Jovens e Adolescentes

8%

4%

1%

20%

10%

4%

4%

2%

Afrodescendentes

2% 48%

26%

Povos Indígenas 0

25

50

0

25

25% 50

0

25

30%

19% 50

0

25

50

0

25

50

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

13

População Afetada pela Violação de Direitos Humanos no Brasil e seus Regionais Brasil

Regional Norte 1 Migrantes

2%

Pessoas com Necessidades Especiais

2%

População Sem-Terra

2%

0,3%

População Urbana

2%

0,3%

Ribeirinhos

2%

Trabalhadores Vários

2%

Colonos e Mestiços

0,3%

Líderes Sociais e Defensores de D.D.H.H

0,3%

População Urbana Sem Informação

1%

Pescadores

Regional Norte 2

Afrodescendentes

3%

Comunidade LGBTI

1%

Comunidade LGBTI

3%

Comunidades Tradicionais em Geral

1%

Presidiários

3%

Migrantes

1%

Outros

1%

Pessoas com Necessidades Especiais

2%

Pop aç o em Gera N o Especificada

2%

População Sem-Terra

2%

Trabalhadores Rurais

2%

Trabalhadores Vários

2%

Povos Indígenas

10%

Terceira Idade

10% 14%

Crianças

15%

Mulheres

24%

Jovens e Adolescentes 0

3%

Pessoas em Situação de Pobreza

3%

Ribeirinhos

6%

Camponeses

6%

Terceira Idade

7%

Mulheres

8% 11%

Afrodescendentes Crianças

12%

Jovens e Adolescentes

17%

Povos Indígenas 5

10

15

20

Afrodescendentes

4%

Comunidade LGBTI

4%

Presidiários

4% 4%

Jovens e Adolescentes

Regional Nordeste 5

4%

Trabalhadores Vários

4%

2%

Población Sem-Terra

5%

Mulheres

2%

Ribeirinhos

5%

Migrantes

3%

Terceira Idade

5%

Terceira Idade

3%

Afrodescendentes

8%

Mulheres

13%

Crianças

13%

Terceira Idade

13% 17%

Povos Indígenas

Regional Oeste 2

Jovens e Adolescentes

4%

Sem Informação

16

5%

4%

Camponeses

13% 15%

Outros

4%

Ribeirinhos

7% 8% 8% 8% 8% 9%

2%

4%

Pessoas com Necessidades Especiais Pescadores

3% 3% 3% 3% 3% 3%

Presidiários

20

0

Mulheres

3%

Outros

3%

Pop aç o em Gera N o Especificada

3%

Trabalhadores Vários

3%

Afrodescendentes

5%

10%

Presidiários

5%

Ribeirinhos

5%

Comunidades Tradicionais em Geral

10%

Ribeirinhos

5%

Trabalhadores Rurais

5%

Crianças

10%

Terceira Idade

5%

Crianças

6%

Camponeses

10%

Camponeses

6%

Povos Indígenas

10%

28%

Afrodscendentes

13%

1% 2%

0

25

Regional Noroeste

Presidiários

0

Colonos e Mestiços Comunidades Tradicionais em Geral Líderes Sociais e Defensores de D.D.H.H Pessoas em Situação de Pobreza Pescadores Outros Presidiários Pessoas com Necessidades Especiais Pop aç o em Gera N o Especificada População Sem-Terra Trabalhadores Rurais Trabalhadores Vários Terceira Idade Mulheres Camponeses Povos Indígenas Afrodescendentes Ribeirinhos Crianças Jovens e Adolescentes

7%

Pessoas em Situação de Pobreza

Regional Norte 3

1% 1% 1% 1%

39%

Povos Indígenas 0

40

0

Camponeses

10% 13% 15%

Jovens e Adolescentes

19%

Mulheres

10%

Crianças 14%

Jovens e Adolescentes

Pessoas em Situação de Pobreza

Povos Indígenas 20

23% 0

25

Fuente: MapeoPan-Amazônica. Red Panamazónica. 2019 Fonte: Mapeamento Rede Eclesial 2019

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

14

O clamor da terra e dos pobres Pan-Amazônia: Direitos Violados Mais Recorrentes “Em conformidade com os inquéritos realizados, os clamores amazônicos refletem três grandes causas de dor: (a) a falta de reconhecimento, demarcação e titulação dos territórios dos indígenas, que fazem parte integral de suas vidas; (b) a invasão dos grandes projetos chamados de “desenvolvimento”, mas que na realidade destroem territórios e povos (por ex.: hidroelétricas, mineração – legal e ilegal – associada aos garimpeiros ilegais [mineiros informais que extraem ouro], hidrovias – que ameaçam os principais afluentes do Rio Amazonas – exploração de hidrocarbonetos, atividades pecuárias, desmatamento, monocultura, agroindústria e grilagem [apropriação de terras valendo-se de documentação falsa] de terra). Muitos destes projetos destrutivos em nome do progresso são apoiados pelos governos locais, nacionais e estrangeiros; e (c) a contaminação de seus rios, de seu ar, de seus solos, de suas florestas e a deterioração de sua qualidade de vida, culturas e espiritualidades.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 46

Direito à Igualdade e Não Discriminação a Pessoas com Necessidades Especiais

0,2%

Direito à Vida Privada e Intimidade

0,2%

Direito da Infância

0,2%

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

0,5%

Liberdade de Expressão e Opinião

0,5%

Liberdade de Pensamento, de Consciência e de Religião

0,5%

Direito à Família

1%

Direitos Políticos e de Participação

1%

Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

1%

Direito à Livre Determinação dos Povos

1%

Direito à Seguridade Social

1% 2%

Direitos Sexuais e Reprodutivos

Descrição de Resultados Os Direitos reconhecidos como mais desrespeitados na Pan-Amazônia são: Direito a um Nível de Vida Digno (20%), Direito à Propriedade e ao Território (14%) e os Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade (7%). Aqueles identificados como violados em menor medida são os Direitos da Infância, Direito à Vida Privada e Intimidade e Discriminação das Pessoas com Necessidades Especiais, cada um com 0,2%. As categorias de Direitos apresentadas aqui foram criadas a partir da análise das respostas das pessoas entrevistadas; a categorização técnica foi estabelecida com o objetivo de que as respostas possam ser interpretadas à luz dos direitos contemplados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A categoria “Direito a um Nível de Vida Digno” faz referência ao Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o qual contempla que “Toda pessoa tem direito a um nível de vida adequado que lhe garanta, bem como à sua família, a saúde e o bem-estar, e em especial a alimentação, o vestuário, a moradia, a assistência médica e os serviços sociais necessários; e, da mesma forma, direito aos seguros em caso de desemprego, enfermidade, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de seus meios de subsistência por circunstâncias independentes de sua vontade (...). A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas de matrimônio ou fora do matrimônio, têm direito a igual proteção social.” Fundação Internacional de Direitos Humanos.

Direito à Igualdade e Não Discriminação

3%

Direito à Identidade e à Nacionalidade

3%

Direito à Vida

4%

Direito à Livre Circulação e Mobilidade Humana

4%

Direito ao Acesso à Saúde de Qualidade

5%

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

6%

Direitos das Minorias Étnicas a Viver sua Cultura

6%

Direito ao Acesso à Saúde de Qualidade

6%

Direito ao Trabalho

7%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

7%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

7%

Direito à Propriedade e ao Território

14% 20%

Direito a um Nível de Vida Digno 0

5

10

15

20

Fuente: Mapeo Red Eclesial Panamazónica. 2019 Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota 1: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.




Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

17

Destruição extrativista “-Provavelmente, nunca os povos originários amazônicos estiveram tão ameaçados nos seus territórios como estão agora- (Fr.PM). Os projetos extrativos e agropecuários que exploram inconsideradamente a terra estão destruindo este território (cf. LS, 4 e 146), que corre o risco de ‘se savanizar’. A Amazônia está sendo disputada a partir de várias frentes. Uma responde aos grandes interesses econômicos, ávidos de petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustriais, etc. Outra é a de um conservacionismo ecológico que se preocupa com o bioma, porém ignora os povos amazônicos. Ambas causam feridas na terra e em seus povos: ‘Estamos sendo afetados pelos madeireiros, criadores de gado e outros terceiros. Ameaçados por agentes econômicos que implementam um modelo alheio em nossos territórios. As empresas madeireiras entram no território para explorar a floresta, nós cuidamos da floresta para nossos filhos, dispomos de carne, pesca, remédios vegetais, árvores frutíferas [...] A construção de hidrelétricas e o projeto de hidrovias têm impacto sobre o rio e sobre os territórios [...] Somos una região de territórios roubados’.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 45

Introdução

Descrição de Resultados

A Encíclica Laudato Si’ (N°139) remarca a importância de uma compreensão integral sobre a crise socioambiental que vive o planeta: “Não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, senão uma só e complexa crise socioambiental. As linhas para a solução requerem uma aproximação integral para combater a pobreza, para devolver a dignidade aos excluídos e simultaneamente para cuidar a natureza”. À luz do conceito da crise socioambiental, é possível encontrar nos resultados a seguir, que existem fatores como a contaminação do ar ou de rios, o corte indiscriminado de árvores, o tráfico de fauna silvestre, o tratamento precário de esgoto, a perda de espécies animais e vegetais nativas, entre outros, que correspondem à categoria de Aspectos da Crise Socioambiental.

Os Problemas Sociais relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório identificados como mais significativos são a Exploração Predatória e Megaprojetos (22%), Aspectos da Crise Socioambiental (15%) e Posse, Legalização ou Pressão sobre Territórios (11%). Por outro lado, a Presença de Transgênicos (2%), a Desintegração Familiar (0,8%) a Prostituição (0,5%) têm percentuais bastantes pequenos, que bem podem indiciar que sua presença é efetivamente reduzida ou que sua magnitude em meio a tanto problema está sendo invisibilizada.

Pan-Amazônia: Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório 0,5%

Prostituição

0,8%

Desintegração Familiar Presença de Transgênicos

2%

Falta de Alternativas Econômicas Sustentáveis

2%

Saúde

2%

Deslocamento Forçado

3%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

3%

Violências

3%

Instrumentalização de Comunidades Indígenas

3% 4%

Desrespeito ao Direito da Consulta Prévia, Livre e Informadaa

4%

Dependência Química

6%

Perda Identitária e Cultural

7%

Fragilidades Organizativas

10%

Ausência Institucional por Parte de Governos e outras Instituiçõess

11%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

15%

Aspectos da Crise Socioambiental

22%

Exploração Predatória e Megaprojetos 0

3

6

9

12

15

18

21

24

Fuente: Mapeo Red Eclesial Panamazónica. 2019

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Nota 1: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de

acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

Nota 2: Os dados destes gráficos não correspondem a toda informação das pessoas entrevistadas sobre “Problemas Sociais Identificados”, “Ameaças aos Territórios dos Povos Indígenas” ou “Direitos Violados” relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Extrativista, senão a um trabalho de análise dedutiva que extrai as respostas das temáticas relacionadas a este fenômeno. Entre os critérios de seleção esteve, além desse, o tipo de agente responsável pelas ameaças ao território, considerando para este caso pertinentes à ação ou à omissão do Estado, a presença e atuação de grandes empresas.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

18

Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório em cada país da Pan-Amazônia Sem Informação:

Bolívia

Colômbia

E ador

1%

Prostituição Desintegração Familiar

1%

3% 3%

Falta de Alternativas Econômicas Sustentáveis

3% 1%

enez e a 5%

4%

5%

5%

1%

Deslocamento Forçado

4%

Conflitos Políticos e Perseguição Política

3% 3%

Violências

Per

8%

1%

Presença de Transgênicos

Saúde

G iana

1%

2%

Instrumentalização de Comunidades Indígenas

8%

5%

21%

6%

6% 7%

Desrespeito ao Direito da Consulta Prévia, Livre e Informada 4%

Dependência Química

4%

Perda Identitária e Cultural

11%

Fragilidades Organizacionais

11%

Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições

28% 25

25

5% 8%

5%

2%

5%

20% 20%

500

13%

12%

12%

5% 5%

8%

11%

Exploração Predatória e Megaprojetos

4%

4%

12%

10%

17%

0

21% 14%

7%

14%

Aspectos da Crise Socioambiental

2%

6%

7%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

2%

23% 50 0

25

29% 50 0

25

50 0

25

35%

30%

35%

30% 50

0

25

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

50


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

19

Problemas Sociais Relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório no Brasil e seus Regionais Brasil

Regional Norte 1

5%

Prostituição Desintegração Familiar Presença de Transgênicos

Regional Norte 2

Desintegração Familiar

1%

1%

2%

Presença de Transgênicos

2%

Prostituição

3%

Perda Cultural e de Identidade

3%

1%

Aspectos da Crise Socioambiental

4%

3%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

2%

Saúde

4%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica Saúde

3%

Deslocamento Forçado

5%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

7%

Depend ncia

7%

mica

Violências

4% 5%

Depend ncia

5%

mica

15

30

Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições

Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições

15%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

Perda Identária e Cultural

1%

Depend ncia

1%

mica

Violências

18%

3%

21%

Exploração Predatória e Megaprojetos

Violências

27%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

10%

Pecuária e Monocultivo 0

25

50

36% 0

20

7%

Violências

7% 12% 46% 0

25

Pecuária e Monocultivo

3%

Megaprojetos

3%

Prostituição

3%

Saúde

3%

Depend ncia

Ausência Institucional por Parte de Governos e outras Instituições

7%

Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições

mica

50

6%

Aspectos da Crise Socioambiental 24%

59%

Exploração Predatória e Megaprojetos 40

Pecuária e Monocultivo

4%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

5%

7%

Aspectos da Crise Socioambiental

11%

Aspectos da Crise Socioambiental

Ausência Institucional por Parte de Governos e outras Instituições

Regional Oeste 2

9%

Aspectos da Crise Socioambiental

7%

35

Regional Noroeste 9%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

Exploração Predatória e Megaprojetos

31% 0

5%

Aspectos da Crise Socioambiental

17%

Exploração Predatória e Megaprojetos

27%

17%

Fragilidades Organizacionais

14%

Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições

18%

Exploração Predatória e Megaprojetos

Perda Cultural e de Identidade

13%

Violências

Regional Nordeste 5

Desrespeito ao Direito da Consulta Prévia, Livre e Informada

8%

Aspectos da Crise Socioambiental 12%

0

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

5%

mica

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

9%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições Exploração Predatória e Megaprojetos

Instr menta izaç o de Com nidades Ind genas

Depend ncia

2%

Prostituição

2%

Violências

Perda Cultural e de Identidade

3%

Perda Cultural e de Identidade

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

2%

Pecuária e Monocultivo

Falta de Alternativas Econômicas Sustentáveis Saúde

Regional Norte 3

Desintegração Familiar

0

30

60

12% 21%

Exploração Predatória

24%

Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

24%

0 25 Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

20

Direitos Violados relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório em cada país da Pan-Amazônia Sem Informação:

Bolívia

Direito à Livre Circulação e Mobilidade Humana

1%

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

2%

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

3%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

4%

Direito à Vida

Colômbia

E ador

10%

8%

1%

Per 3%

4%

8%

25%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

21%

Direito a um Nível de Vida Digno

32%

Liberdade de Expressão e Opinião

15%

25%

28%

13%

6%

4%

Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

19%

19%

1%

Direitos Políticos e de Participação

13%

13%

19%

17%

6%

13%

13%

21%

6%

6%

8%

14%

29%

6%

12%

10%

Direito à Propriedade e Território

6%

3%

9%

5%

enez e a

6%

3%

1%

6%

3%

Direito à Livre Determinação dos Povos 0

25

50

0

25

50

0

25

50

0

25

50

0

25

50

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

21

Direitos Violados relacionados ao Modelo de Desenvolvimento Predatório no Brasil e seus Regionais Brasil

Regional Norte 1

0.3%

Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

Direito à Livre Determinação dos Povos

2%

Direitos Políticos e de Participação

2%

8%

37%

41%

Direito a um Nível de Vida Digno

5%

1%

25%

Direito à Propriedade e Território

28%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade 0

5

10

15

25

29%

30

7%

Direito à Propriedade e Território

14%

Derecho al Acceso a la Justicia y Reparación

14%

9%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

21%

Direito à Propriedade e Território

27%

29%

Direito a um Nível de Vida Digno

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

28%

0

6%

6%

39%

Direito à Livre Circulação e Mobilidade Humana

3%

Direito à Livre Determinação dos Povos

3%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

6%

Direitos das Minorias Étnicas a Viver sua própia Cultura

6%

16% 16%

Direito à Vida 26%

32% 0

40

50

Regional Oeste 2

23%

Direito a um Nível de Vida Digno 60

0

Direito à Propriedade e Território

Direito à Propriedade e Território

59% 50%

Direito à Propriedade e Território

3%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade 35%

40

3%

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

9%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

0

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

2%

Direito a um Nível de Vida Digno

4%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

3%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

2%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

Direito a um Nível de Vida Digno

3%

Direito à Livre Circulação e Mobilidade Humana

1%

Direito à Vida Direito à Vida

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

Regional Nordeste 5

Direitos das Minorias Étnicas a Viver sua própia Cultura

4%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

2%

Direito a um Nível de Vida Digno

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

3%

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

45

Regional Noroeste

3%

2%

Direito a um Meio Ambiente Sadio

0

Direito ao Acesso à Justiça e Reparação

Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

Direito à Vida

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

2%

Regional Norte 3

Direitos Políticos e de Participação

10%

Direito das Mulheres ao Tratamento Igualitário

0.7%

Direitos Políticos e de Participação

Direito a um Meio Ambiente Sadio

Direito à Propriedade e Território

0.3%

Direito à Livre Circulação e Mobilidade Humana

Regional Norte 2

Direito a um Nível de Vida Digno

25%

Direitos de Liberdade, Integridade e Seguridade

25% 0

Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019 2019 Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica.

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

25


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

22

Acompanhamento Integral da Igreja para a Defesa dos Direitos Humanos “Para cuidar da Amazônia, as comunidades originárias constituem interlocutores indispensáveis, pois em geral são precisamente elas que melhor cuidam de seus territórios (cf. LS, 149). Por isso, no início do processo sinodal, em sua primeira visita a terras amazônicas, o Papa Francisco se dirigiu aos líderes indígenas locais, dizendo-lhes: ‘Eu quis vir visitar-vos e escutar-vos, para estarmos juntos no coração da Igreja, solidarizarmo-nos com os vossos desafios e, convosco, reafirmarmos uma opção sincera em prol da defesa da vida, defesa da terra e defesa das culturas’ (Fr.PM). As comunidades amazônicas compartilham esta perspectiva da integralidade ecológica: -Toda a atividade da Igreja na Amazônia deve começar pela integralidade do ser humano (vida, território e cultura)-” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 49

Pan-Amazônia: Estratégias de Acompanhamento em Defesa dos Direitos Humanos Reparação Integral frente a Graves Violações dos Direitos Humanos

1,3% 1,6%

Acompanhamento a Microempreendimentos Econômicos Acompanhamento Psicossocial

1,9%

Assistência a Grupos Prioritários

2,2%

Incidência de Políticas Públicas para Defesa dos Direitos Humanos

2,2% 2,5%

Programas de Desenvolvimento Social

Introdução

Descrição de Resultados

Diante das constantes violações aos direitos humanos das populações amazônicas, a Igreja tem fortalecido de maneira progressiva sua contribuição no acompanhamento da defesa de direitos e a exigibilidade em diferentes espaços. Destacamos à continuação, as áreas nas quais são oferecidos esse acompanhamento em nível Pan-Amazônico.

As Estratégias de Acompanhamento da Igreja em Direitos Humanos estão principalmente orientadas para promover a Reivindicação (15%), Promoção e Defesa (12%) desses, bem como promover a Formação para Incidência (12%), o Acompanhamento Social (9%) e oferecer Assessoria Jurídica (9%). Em menor proporção, reconhecer a presença de estratégias de Acompanhamento Psicossocial, Acompanhamento a Microempreendimentos Econômicos e a Reparação Integral em casos de Graves Violações aos Direitos Humanos.

3%

Assistência Humanitária Fortalecimiento Organizativo

3,6% 4,5%

Acompanhamento Pastoral Investigação e Diagnóstico dos Direitos Humanos

5,2% 6,7%

Ação Social e Sensibilização

8,5%

Denúncia e Litígio dos Direitos Humanos Assessoria Jurídica e Seguimento de Casos

8,6%

Acompanhamento Social, Atenção de Necessidades Básicas com Assessoria Especializada em Trabalho Social, Psicologia e Saúde

8,9%

Formação para Processos de Incidência dos Direitos Humanos

12,2%

Promoção dos Direitos Humanos

12,2%

Acompanhamento em Processos de Reivindicação dos Direitos Humanos

15% 0

5

10

15

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

23

Mapa: Acompanhamento de Violações de Direitos Humanos 80°0'0"W

70°0'0"W

60°0'0"W

50°0'0"W

Legenda

10°0'0"N

Guiana Limite Pan-Amazônico

Sem informação

Surinam

3.6%

Colômbia

4%

Instituições Eclesiais

5.5%

Guiana Francesa

Venezuela

5°0'0"N

Porcentagem

Equador

12% 36%

Instituições Civis

0°0'0"

38%

5°0'0"S

Peru País Peru

Ecles.

Soc. Civil

Total

%

13

14

27

3.6%

Brasil

10°0'0"S

Venezuela

17

14

31

4%

Bolívia

17

24

41

5.5%

Equador

39

51

90

12%

Colômbia

50

219

269

36%

Brasil

144

144

288

38%

Total

280

466

746

100%

Nota: Os dados das quantidades de instituições civis e eclesiásticas correspondem ao processo de coleta de informações no território durante o exercício de mapeamento, por meio de informantes-chave. Certamente existem mais instituições civis e eclesiásticas que não foram informadas no momento da coleta de informações no território.

Bolívia 15°0'0"S

0

500

1.000 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, dados organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

24

Povos Indígenas em Isolamento Voluntário (PIAV) “Os PIAVs são vulneráveis perante as ameaças provenientes dos setores da agroindústria e daqueles que exploram clandestinamente os minerais, a madeira e outros recursos naturais. São também vítimas do narcotráfico, de megaprojetos de infraestrutura, como as hidroelétricas e as estradas internacionais, e de atividades ilegais vinculadas ao modelo de desenvolvimento extrativista.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 59

Introdução

Descrição de Resultados

“Segundo dados de instituições especializadas da Igreja (por ex., CIMI) e outras, no território da Amazônia existem de 110 a 130 diferentes Povos Indígenas em Isolamento Voluntário, ou “povos livres”. Eles vivem à margem da sociedade, ou em contato esporádico com ela. Não conhecemos seus nomes próprios, idiomas nem culturas. Por isso, também os chamamos “povos isolados”, “livres”, “autônomos”, ou “povos sem contato”. Estes povos vivem em profunda união com a natureza. Muitos deles decidiram isolar-se por terem sofrido traumas anteriores; outros foram forçados violentamente pela exploração econômica da Amazônia. Os PIAVs resistem ao atual modelo de desenvolvimento econômico predador, genocida e ecocida, optando pelo cativeiro para viver em liberdade (cf. Fr.PM).” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 57)

Os Povos Indígenas em Isolamento Voluntário que foram reconhecidos durante o levantamento de informação do processo de Mapeamento Eclesiástico na Pan-Amazônia foram 60. Quando em realidade, como mencionado anteriormente, existem entre 110 e 130 registros de distintos grupos desses povos. Sua opção de vida, afastada do contato com outros povos e em constante deslocamento para evitar os lugares tomados pelas empresas extrativas e os megaprojetos fez com que seja uma realidade difícil de compreender no contexto eclesiástico. Apesar dos esforços crescentes de articulação entre setores civis especializados e a Igreja para o cuidado desses povos, através do respeito de sua opção de vida, é necessário promover a maior consciência e o reconhecimento sobre o importante que é para a Amazônia a existência desses povos como protetores do território.

130 60

PIAV reconhecidos durante o Mapeamento

PIAV registrados na Pan-Amazônia


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

25

Urbanização “De acordo com as estatísticas, a população urbana da Amazônia aumentou de modo exponencial; atualmente, de 70 a 80 % da população reside nas cidades. Muitas delas não dispõem de infraestrutura nem de recursos públicos indispensáveis para enfrentar as necessidades da vida urbana. Enquanto aumenta o número de cidades, diminui o número de habitantes nos povoados rurais.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N° 71

Pan-Amazônia: Frequência de Problemas Sociais Identificados em Centros rbanos Por País Bolívia

Brasil

Colômbia

Equador

Guiana

Venezuela

Peru

Transporte e Mobilidade Discriminação a Minorias e Migrantes Pobrezas Desintegração Familiar

Introdução

Descrição de Resultados

“A Amazônia é o pulmão do planeta, mas a devastação da região provocou um grande deslocamento da população em busca de uma vida melhor. Segundo as estatísticas, a população urbana da Amazônia aumentou exponencialmente. Atualmente, entre 70 e 80% da população mora nas cidades, carecendo de infraestrutura e recursos públicos necessários para atender às necessidades da vida urbana.” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Versão simplificada -REPAM- Pag. 26)

Os Problemas Sociais em Centros Urbanos com maior recorrência são: Violências (19,7%), que inclui Violência Urbana, Violência no Trânsito, Violência Sexual, Violência Intrafamiliar, Violência contra Mulheres, Microtráfico, Maltrato Infantil, Insegurança e Criminalidade, Delinquência e Abuso Escolar; Ausência Institucional por Parte de Governos e Outras Instituições (15,9%); Fragilidades Organizacionais (9,5%). Aqueles com presença menos significativa são: Pobrezas (2,9%); Discriminação contra Minorias e Migrantes (1,7%); Transporte e Mobilidade (1%). Cabe destacar que os menores percentuais não necessariamente representam uma menor presença do problema ou uma menor gravidade, senão que podem estar relacionados a uma má leitura ou identificação dos fenômenos sociais, que podem estar invisibilizados ou subconsiderados.

Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesial Prostituição Corrupção Atividades Econômicas Ilegais Aspectos da Crise Socioambiental Conflitos e Desafios da Mobilidade Humana Saúde Precariedade Trabalhista Dependência Química Fragilidades Organizacionais Ausência Institucional por parte de Governos e Outros Violências

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: No gráfico é possível apreciar a frequência com a qual são identificados os problemas sociais, relacionados com as cidades, em cada país. Por sua vez, é possível observar como, segundo cada categoria, existe una visualização diferente diante dos problemas identificados. Cabe destacar que ainda que haja distintas proporções na quantidade de respostas registradas, a relação entre categorias e entre países reflete as tendências marcadas a partir da informação proporcionada.


Parte II: ECOLOGIA INTEGRAL

26

A Conversão Ecológica “Falta-lhes, pois, uma conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus” (LS, 217) Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Pag. 36

Introdução

Descrição de Resultados

“A reconciliação com a criação, à qual nos convida o Papa Francisco (cf. LS, 218), supõe que se supere antes de tudo uma atitude passiva que renuncia (...). Até a Igreja pode ser tentada a permanecer fechada em si mesma, renunciando à sua missão de anunciar o Evangelho e de tornar presente o Reino de Deus. Pelo contrário, uma Igreja em saída é uma Igreja que se confronta com o pecado deste mundo, ao qual ela mesma não é alheia (cf. EG, 20-24). Esse pecado, como dizia São João Paulo II, não é unicamente pessoal, mas inclusive social e estrutural (cf. RP, 16; SRS, 36; SD, 243; DAp., 92) e, como admoesta o Papa Francisco, “tudo está interligado” (LS, 138). Quando “o ser humano se declara autônomo da realidade e se constitui como dominador absoluto, desmorona-se a própria base da sua existência”(LS, 117). Cristo redime a criação inteira, submetida ao pecado pelo ser humano (cf. Rm 8, 1922).” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°100)

Os Projetos Sociais que trabalham com povos indígenas, ribeirinhos, afrodescendentes, comunidades rurais e/ou outras comunidades tradicionais, estão principalmente orientados a áreas de Acompanhamento em geral (20%), Educação (14%), Promoção de Direitos (13%) e Fortalecimento Comunitário e Organizacional (12%). Em menor proporção, encontram-se os Projetos Sociais nas áreas de Lares e Acolhimento (3%), Fortalecimento Interno (1%) e Outros (2%) projetos que não proporcionaram maior informação.

Pan-Amazônia: Projetos Sociais Construção de Paz

1%

Fortalecimento Interno da Igreja

1% 2%

Outros

Lares e Acolhimento

3%

Saúde

3% 5%

Assistência

6%

Formação, Assessoramento e Capacitação

Cuidado com o Meio Ambiente

10%

Experiências Produtivas

10% 12%

Fortalecimento Comunitário e Organizacional

13%

Promoção de Direitos

14%

Educação

20% Acompanhamento em Geral 0 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

5

10

15

20

Fonte: Mapeamento Rede 2019 Fuente: Mapeo RedEclesial EclesialPan-Amazônica. Panamazónica. 2019


Parte III: Igreja Profética na Amazônia: desafios e esperanças Índice de Gráficos e Mapas Página 28

Mapa - Jurisdições Eclesiásticas da Pan-Amazônia Página 29

Mapa - Presença da Igreja Página 30

Gráfico - Agentes Pastorias na Pan-Amazônia Página 31

Gráfico - Pan-Amazônia: Pastorais Existentes

Página 39

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia Página 40

Gráfico - Principais Problemas Identificados nos Países Pan-Amazônicos Página 41

Gráfico - Principais Problemas Identificados no Brasil e seus Regionais Página 42

Página 32

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problema Identificados em cada País da Pan-Amazônia

Mapa - Presença de Instituições Sociais da Igreja e da Sociedad Civil

Página 43

Página 33

Gráfico - Pan-Amazônia: Sinais de Esperança

Gráfico - Pastorais Existentes em cada País da Pan-Amazônia

Página 44

Página 34

Gráfico - Sinais de Esperança em cada País da Pan-Amazônia

Gráfico - Pastorais Existentes no Brasil e seus Regionals

Página 45

Página 35

Gráfico - Sinais de Esperança no Brasil e seus Regionais

Gráfico - Pan-Amazônia: Presencça de Outras Denominações Religiosas

Página 46

Página 36

Mapa - Experiências de Justiça Socioambiental

Gráfico - Pan-Amazônia: Acompanhamento de Problemas Sociais Página 47

Página 37

Gráfico - Pan-Amazônia: Distribuição Feminina e Masculina em Cargos de Responsabilidade

Gráfico - Pan-Amazônia: Principais Problemas Sociais Identificados

Página 48

Página 38

Gráfico - Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia

Gráfico - Pan-Amazônia: Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura Gráfico - Pan-Amazônia: Direitos Violados Relatcionados à Cultura

Página 49

Gráfico - Problemas Sociais Identificados Relatcionados à Cultura em cada País da Pan-Amazônia Página 50

Gráfico - Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura no Brasil e seus Regionais


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

28

Mapa: Jurisdições Eclesiásticas da Pan-Amazônia 80°0'0"W

EQUADOR 1 2 3 4 5 6

VICARIATO APOSTÓLICO DE SUCUMBÍOS VICARIATO APOSTÓLICO DE AGUARICO VICARIATO APOSTÓLICO DE NAPO VICARIATO APOSTÓLICO DE PUYO VICARIATO APOSTÓLICO DE MÉNDEZ VICARIATO APOSTÓLICO DE ZAMORA

não definido COLÔMBIA 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

ARQUIDIÓCESIS DE VILLAVICENCIO DIÓCESIS DE FLORENCIA DIÓCESIS DE MOCOA-SIBUNDOY DIÓCESIS DE SAN JOSÉ DEL GUAVIARE DIÓCESIS DE GRANADA VICARIATO APOSTÓLICO DE INÍRIDA VICARIATO APOSTÓLICO DE LETICIA VICARIATO APOSTÓLICO DE MITÚ VIC. APOSTÓLICO DE PUERTO CARREÑO VIC. APOSTÓLICO DE PUERTO GAITÁN VIC. AP. DE PUERTO LEGUÍZAMO-SOLANO DIÓCESIS DE SAN VICENTE DEL CAGUÁN DIÓCESIS DE YOPAL DIÓCESIS DE ARAUCA VICARIATO APOSTÓLICO DE TRINIDAD

VENEZUELA 22 23 24 25 26 27

ARQUIDIÓCESIS DE CIUDAD BOLÍVAR DIÓCESIS DE CIUDAD GUAYANA DIÓCESIS DE GUASDUALITO VIC. APOST. DE PUERTO AYACUCHO VICARIATO APOSTÓLICO DE TUCUPITA VICARIATO APOSTÓLICO DE CARONÍ

GUIANA 28 DIOCESE OF GEORGETOWN SURINAME 29 DIOCESE OF PARAMARIBO GUIANA FRANCESA

BRASIL: REGIONAL NORTE 3 54 55 56 57 58

DIOCESE DE TOCANTINÓPOLIS DIOCESE DE MIRACEMA DIOCESE DE PORTO NACIONAL PRELAZIA DE CRISTALÂNDIA ARQUIDIOCESE DE PALMAS

BRASIL: REGIONAL NOROESTE 59 60 61 62 63 64 65

PRELAZIA DE LÁBREA DIOCESE DE RIO BRANCO DIOCESE DE CRUZEIRO DO SUL DIOCESE DE JI-PARANÁ ARQUIDIOCESE DE PORTO VELHO DIOCESE DE HUMAITÁ DIOCESE DE GUAJARÁ-MIRIM

70°0'0"W

Oceano Pac fico

07

Equador

22

15

27 28 29

16

12

03

10

42 14

47

17

32

44

13

04 87 89

94

DIOCESE DE JUÍNA DIOCESE DE SINOP PRELAZIA DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA DIOCESE DE BARRA DO GARÇAS DIOC. DE RONDONÓPOLIS - GUIRATINGA DIOCESE DE SÃO LUÍZ DOS CÁCERES DIOCESE DE DIAMANTINO

31 32 33 34 35 36 37 38 39

DIOCESE DE RORAIMA DIOC. DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA DIOCESE DE ALTO SOLIMÕES PRELAZIA DE TEFÉ DIOCESE DE COARI PRELAZIA DE ITACOATIARA PRELAZIA DE BORBA DIOCESE DE PARINTINS ARQUIDIOCESE DE MANAUS

98

BRASIL: REGIONAL NORTE 2 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53

PRELAZIA DE MARAJÓ DIOCESE DE PONTA DE PEDRAS DIOCESE DE MACAPÁ DIOCESE DE ÓBIDOS DIOCESE DE SANTARÉM PRELAZIA DO XINGU DIOCESE DE CAMETÁ ARQUIDIOCESE DE BELÉM DIOCESE DE CASTANHAL DIOCESE DE BRAGANÇA DIOCESE DE ABAETETUBA PRELAZIA DE ITAITUBA DIOCESE DE MARABÁ DIOCESE DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

95 96 97 98 99 100 101 102 103

DIÓCESIS DE COROICO DIÓCESIS DE SAN IGNACIO DE VELASCO VIC. APOSTÓLICO APOSTÓLICO DE BENI VIC. APOST. APOSTÓLICO DE PANDO VIC. APOST. APOSTÓLICO DE REYES VIC. APOSTÓLICO DE ÑUFLO DE CHÁVEZ PRELATURA DE AIQUILE ARQUIDIÓCESIS DE COCHABAMBA ARQ. DE SANTA CRUZ DE LA SIERRA

80

62

65

57

56

84

97

85 83

100

81

Brasil

86 82

102

Bolívia

10°0'0"S

79

78

95

BOLÍVIA

55 58

93

Peru

69 71

63

99

72

70 54

53

91 VIC. AP. DE SAN JOSÉ DEL AMAZONAS VICARIATO APOSTÓLICO DE IQUITOS VICARIATO APOSTÓLICO DE JAÉN VICARIATO APOSTÓLICO DE PUCALLPA VIC. APOST. DE PUERTO MALDONADO VICARIATO APOSTÓLICO DE REQUENA VICARIATO APOSTÓLICO DE SAN RAMÓN VIC. APOSTÓLICO DE YURIMAGUAS

51

61 60

ARQUIDIOCESE DE CUIABÁ

73

74

75

52

45

64

59

DIOC. DE PRIMAVERA DO LESTE -PARANATINGA

77

66

19

37

90

67 49

68

92

PERU 87 88 89 90 91 92 93 94

38

33

30 DIOCESE OF CAYENNE BRASIL: REGIONAL NORTE 1

50

35

34

76

48

41

40

36

39

88

0°0'0"

43

05 06

Oceano Atlântico

31

18

01 02

30

25

11 08

Guiana Francesa

23

20 21

BRASIL: REGIONAL OESTE 2 78 79 80 81 82 83 84 85 86

24

19

Colômbia

10°0'0"N

Suriname

Guiana

26

09 DIOCE DE ZÉ DOCA DIOCESE DE PINHEIRO DIOCESE DE IMPERATRIZ DIOCESE DE CAROLINA DIOCESE DE GRAJAÚ DIOCESE DE BALSAS DIOCESE DE CAXIAS DO MARANHÃO DIOCESE DE BREJO DIOCESE DE COROATÁ DIOCESE DE BACABAL DIOCESE DE VIANA ARQ. DE SÃO LUIZ DO MARANHÃO

50°0'0"W

Venezuela

BRASIL: REGIONAL NORDESTE 5 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77

60°0'0"W

101

103

96 0

175

350

700 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, dados organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

29

Mapa: Presença da Igreja 80°0'0"W

70°0'0"W

60°0'0"W

50°0'0"W

Legenda

10°0'0"N

Sem informação

Limite Pan-Amazônico

Guiana Suriname

0.4% 0.6%

Colômbia

5°0'0"N

4%

Congregações Femininas

5.5%

Porcentagem

Equador

6.8%

Congregações Masculinas

Guiana Francesa

Venezuela

7.9%

0°0'0"

10.9% 63.5%

País

Congregações Masculinas

Congregações Femininas

Somatória Congregações

(%)

Guiana

1

3

4

0.4%

Suriname

4

2

6

0.6%

Venezuela

15

24

39

4%

Peru

5°0'0"S

Brasil

10°0'0"S

Bolívia

13

40

53

5.5%

Equador

17

49

66

6.8%

Colômbia

30

46

76

7.9%

Peru

23

82

105

10.9%

Brasil

192

417

609

63.5%

Total

295

663

958

100%

Bolívia 15°0'0"S

0

500

1.000 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, dados organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

30

Gráficos: Agentes Pastorais na Pan-Amazônia Legenda

6%

4%

Religiosos

0.6%

9%

1.6%

1%

Brasil

Bolívia

Sacerdotes

2.7%

4%

5%

Equador

Diáconos Permanentes

91%

95.1%

81% Colaboradores Leigos

0.4%

9.1%

2%

Colômbia

0.3%

5%

4%

7% 4.3%

Venezuela

Peru 88.4%

0.3%

90%

88.4%

Nota: Em relação aos dados dos Agentes Pastorais na Guiana, Guiana Francesa e Suriname não temos informações contrastadas que possam ser representadas em gráficos.

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

31

Igreja com Rosto Amazônico ”Os novos caminhos para a pastoral da Amazônia exigem que se ‘relance com fidelidade e audácia’ a missão da Igreja (DAp., 11) no território e que se aprofunde o “processo de inculturação”(EG, 126) e de interculturalidade (cf. LS, 63, 143 e 146) que da Igreja na Amazônia requer propostas “valentes”, o que supõe coragem e paixão, como nos pede o Papa Francisco. A evangelização na Amazônia é um banco de ensaio para a Igreja e para a sociedade.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°106

Pan-Amazônia: Pastorais Existentes Ecumênico e Diálogo Inter-religioso

0,1%

Pastoral Administrativa

0,3% 1%

Laicado

Iniciativas e Serviços para Liturgia

Introdução

Descrição de Resultados

Necessitamos que os povos originários moldem culturalmente as Igrejas amazônicas locais. O rosto amazônico é o de uma Igreja com clara opção pelos pobres e com os pobres e pelo cuidado com a criação. A partir dos pobres e da atitude de cuidado com os bens de Deus, são abertos novos caminhos para a Igreja local, que seguem em direção à Igreja universal.

Do total de Pastorais Existentes, 19,7 % tem a ver com a área vinculada a Iniciativas para a Ação Social, 19,6% relacionadas com Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação e 18,2% com Pastorais e Iniciativas sobre Famílias. As que menor presença tem são Laicato (1%), Pastoral Administrativa (0,3%) e Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (0,1%).

-Uma Igreja com rosto amazônico possui uma dimensão eclesial e política, de desenvolvimento social, ecológico e pastoral, muitas vezes conflitiva. -Uma Igreja participativa se faz presente na vida social, política, econômica, cultural e ecológica de seus habitantes. -Uma Igreja criativa acompanha com seu povo a construção de novas respostas às necessidades urgentes. (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Versão simplificada -REPAM- Pag. 40)

3,6%

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

3,9% 4,6%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

Vida Consagrada e Ministérios

4,8%

Iniciativas e Pastorais para as Missões

5,3%

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

6,3%

Instâncias de Evangelização

12,7% 18,2%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias 19,6%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

19,7%

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social 0

5

10

15

20

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

32

Mapa: Presença de Instituições Sociais da Igreja e da Sociedade Civil 80°0'0"W

70°0'0"W

60°0'0"W

50°0'0"W

Legenda

10°0'0"N

Guiana Limite Pan-Amazônico

Sem informação

Surinam

0.8%

Colômbia

3.3%

Instituições Eclesiais

5.5%

Guiana Francesa

Venezuela

Porcentagem

Equador

5.6% 8%

Instituições Civis

5°0'0"N

0°0'0"

36% 39%

5°0'0"S

País

Ecles.

Soc. Civil

Total

%

Guiana

5

8

13

0.8%

Peru

31

23

54

3.3%

Peru Brasil

10°0'0"S

Bolívia

49

40

89

5.5%

Venezuela

44

47

91

5.6%

Equador

35

100

135

8%

Colômbia

61

526

587

36%

Brasil

196

447

643

39%

Total

421

1191

1612

100%

Bolívia 15°0'0"S

0

Nota: Os dados de quantidades de instituições tanto civis quanto eclesiais correspondem ao processo de levantamento de informação no território durante o exercício de mapeamento, através de informantes-chave. Certamente existem mais instituições civis e eclesiásticas que não foram informadas no momento da coleta de informações no território.

500

1.000 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, dados organizados pelo NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

33

Pastorais Existentes em cada País da Pan-Amazônia Bolívia

Sem Informação:

Colômbia

E ador

G iana

enez e a

Per

Ecumênico e Diálogo Inter-religioso

Pastoral Administrativa

20%

1%

Laicado

3%

3%

Iniciativas e Serviços para Liturgia

4%

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

4%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

4%

Vida Consagrada e Ministérios

Iniciativas e Pastorais para as Missões

9%

12%

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

1% 7%

15%

12%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

22%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

8%

1%

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social 25

0

25

40%

27% 50

0

6%

3%

6%

18%

21%

14%

11%

24% 50

3%

14%

3%

22% 0

20%

19%

12%

12%

6%

2%

8%

15%

9%

9%

5%

6%

4%

Instâncias de Evangelização

8% 15%

8%

4%

11%

2%

5%

6%

2%

2%

25

15%

50 0

25

15%

32%

20% 50

0

25

50 0

25

50

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

34

Pastorais Existentes no Brasil e seus Regionais Brasil

Regional Norte 1

0,3%

Ecumênico e Diálogo Inter-religioso

3,1%

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

3,1%

Iniciativas e Serviços para Liturgia

3,9%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

2,50%

Laicado

1,52%

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

2,60%

Iniciativas e Serviços para Liturgia

2,92%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais Movimentos, Comunidades e Organizações de Base Pastoral e Iniciativas para Comunicação

1,52%

Laicado

3,65%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

3,65%

Vida Consagrada y Ministérios

4,69%

4,8%

Vida Consagrada y Ministérios

Instâncias de Evangelização Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

0

25

13,64%

Vida Consagrada y Ministérios Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

22,08% 24,17%

22,73% 28,79%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias 0

25

50

Regional Oeste 2

Ecumênico e Diálogo Inter-religioso

1,57%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

2,02%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

Iniciativas e Serviços para Liturgia

1,57%

Laicado

2,53%

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

3,41% 3,41%

3,14% 4,19% 4,19% 5,24% 8,38%

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

9,42%

Instâncias de Evangelização

9,95%

23,04% 0

4,04%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

4,04%

Iniciativas e Serviços para Liturgia

Iniciativas e Pastorais para as Missões

6,06%

Iniciativas e Pastorais para as Missões

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

6,57%

Laicado

Vida Consagrada y Ministérios

6,57%

Instâncias de Evangelização

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

18,32%

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

Iniciativas e Serviços para Liturgia

Instâncias de Evangelização

10,99%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

50

13,33%

0

30

12,12%

Instâncias de Evangelização

Regional Nordeste 5

Vida Consagrada y Ministérios 24,7%

9,58%

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

29,17%

Iniciativas e Pastorais para as Missões

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

5,83%

Instâncias de Evangelização

Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

21,1%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

4,55%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

Laicado

10,6%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

18,75%

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

10,1%

4,55%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

Pastoral e Iniciativas para Comunicação

7,8%

Iniciativas e Serviços para Liturgia

Iniciativas e Pastorais para as Missões

0

6,1%

5,42%

6,77%

Regional Noroeste Iniciativas e Pastorais para as Missões

4,55%

Vida Consagrada y Ministérios

11,98%

3,03%

Iniciativas e Pastorais para as Missões

Laicado

Instâncias de Evangelização

4,58%

3,03%

5,42%

6,25%

9,90%

4,17%

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

Iniciativas e Serviços para Liturgia

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

4,4%

Regional Norte 3

2,60%

Iniciativas e Pastorais para as Missões

Pastoral e Iniciativas sobre Povos e Minorias Culturais

Laicado

Regional Norte 2

Iniciativas, Processos e Estruturas de Formação

25

0

6,25%

8,52%

Vida Consagrada y Ministérios

9,60%

Movimentos, Comunidades e Organizações de Base

9,09% 13,07% 17,05%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias Pastorais Sociais e Iniciativas para a Ação Social

26,26%

Pastorais e Iniciativas sobre Famílias

4,55%

7,39%

9,60%

22,73%

1,70%

40

25,57% 0

30

Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

35

Diálogo Ecumênico e Inter-Religioso “O diálogo ecumênico se realiza entre pessoas que compartilham a fé em Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador e, a partir das Sagradas Escrituras, procuram oferecer um testemunho comum. O diálogo inter-religioso se realiza entre crentes que compartilham suas vidas, suas lutas, suas preocupações e suas experiências de Deus, fazendo de suas diferenças um estímulo para crescer e aprofundar a própria fé.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°136

Pan-Amazônia: Presença de Outras Denominações Religiosas Espírita

1%

Igreja do Deus Ministerial de Jesus Cristo Internacional

1%

Igreja Pentecostal Unida da Colômbia

1%

Introdução

Descrição de Resultados

Igreja Quadrangular

2%

“Determinados grupos propagam uma teologia da prosperidade e do bem-estar, com base em uma leitura própria da Bíblia. Existem tendências fatalistas que procuram inquietar e, com uma visão negativa do mundo, oferecem uma ponte de salvação segura. Alguns através do medo, outros mediante a busca do sucesso, influenciam negativamente os grupos amazônicos. Entretanto, no meio da floresta amazônica há outros grupos presentes ao lado dos mais pobres, realizando uma obra de evangelização e de educação; são muito atraentes para os povos, embora não valorizem positivamente suas culturas. Sua presença permitiu-lhes ensinar e divulgar a Bíblia traduzida nas línguas autóctones. Em grande parte, estes movimentos se propagaram por causa da ausência de ministros católicos. Seus pastores formaram pequenas comunidades com rosto humano, onde os indivíduos se sentem valorizados pessoalmente. Outro fator positivo é a presença local, próxima e concreta dos pastores que visitam, acompanham, consolam, conhecem e rezam pelas necessidades reais das famílias. Trata-se de pessoas como as outras, fáceis de encontrar, que vivem os mesmos problemas e se tornam “mais próximas” e menos “diferentes” para o resto da comunidade. Elas nos mostram outro modo de ser Igreja, onde o povo se sente protagonista, onde os fiéis podem expressar-se livremente, sem censuras, dogmatismos, nem disciplinas rituais.” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°137-138)

No gráfico constam as 14 Denominações Religiosas com maior presença na Pan-Amazônia. Excluídas do gráfico se encontram as categorias de Outras Igrejas Cristãs que inclui aquelas igrejas com denominações próprias que somam, no conjunto, 13%; e, a categoria de Diversas Denominações Religiosas que inclui igrejas únicas que não têm relação aparente entre si, e que representam 42% do total.

Igreja Cristã da Restauração

2%

Batistas

2% 2%

Igreja Universal do Reino de Deus Igreja Cristã Pentecostal do Movimento Missioneiro Mundial

2%

Igreja dos Santos dos Últimos Dias

2%

Outras Igrejas Evangélicas

2% 3%

Assembleia de Deus Igreja Cristã Evangélica

4%

Igreja Adventista do Sétimo Dia

4%

5%

Testemunhas de Jeová

0

1

2

3

4

5

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Fuente: Mapeo Red Eclesial Panamazónica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

36

Mapa: Experiências de Justiça Socioambiental 80°0'0"W

70°0'0"W

60°0'0"W

50°0'0"W

Legenda

10°0'0"N

Guiana Limite Pan-Amazônico

Sem informação

Surinam

1%

Exp. Produtivas Alternativas

Colômbia

1.5% 2.8%

Exp. Preservação do Meio Ambiente

Guiana Francesa

Venezuela

5°0'0"N

Porcentagem

Equador

4% 10%

0°0'0"

79%

Exp. Capacitação Produtiva

5°0'0"S

Peru Experiências Produtivas Alternativas

Experiências Preservação do Meio-Ambiente

Experiências Capacitação Produtiva

Venezuela

11

8

Peru

13

Bolívia Equador

País

Total

%

1

20

1%

12

1

26

1.5%

25

18

5

48

2.8%

40

21

6

67

4%

Brasil 10°0'0"S

15°0'0"S

Bolívia Brasil

100

29

45

174

10%

Colômbia

922

365

50

1337

79%

Total

1111

453

108

1672

100%

0

Nota: A quantidade de experiências de justiça socioambiental representadas neste mapa (produção alternativa, preservação do meio-ambiente e treinamento produtivo) correspondem às informações fornecidas durante a coleta de informações no território. A existência ou não de articulações estreitas da Igreja local com essas experiências tornou a coleta de informações diferenciada de país para país. Ou seja, pode haver mais experiências dos três tipos na Amazônia, mas não há informações suficientes sobre isso.

500

1.000 Km

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica, 2019, datos organizados por NIMA PUC-Rio, 2019.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

37

Igreja em Escuta “Na voz dos pobres se encontra o Espírito; por isso, a Igreja deve escutá-los, são um lugar teológico. Ao ouvir a dor, o silêncio se faz necessidade para poder ouvir a voz do Espírito de Deus. A voz profética implica uma nova visão contemplativa, capaz de misericórdia e de compromisso. Como parte do povo amazônico, a Igreja volta a definir sua profecia, a partir da tradição indígena e cristã. Mas significa também rever com consciência crítica uma série de comportamentos e realidades dos povos indígenas que são contrários ao Evangelho. O mundo amazônico pede à Igreja que seja sua aliada.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°144

Introdução “Vamos trabalhar junto com o povo, reconhecer Deus no meio do povo, esse Deus que é Pai e Mãe para todos, e que nos chama a uma missão: defender a vida, também a das futuras gerações. Às vezes nossa concepção na formação é ter uma paróquia, prestígio. Se Jesus estivesse aqui, lutaria para defender a água, o território, o que produz vida.” Jesús Benavides – Diácono (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Versão simplificada -REPAM- Pag. 42). Nesta página mostra os principais problemas sociais identificados no nível Pan-Amazônico. Nas páginas seguintes, estão os gráficos que explicam que tipo de problemas compõem as categorias mais representativas deste nível. Posteriormente, os resultados dos principais problemas sociais nos diferentes países amazônicos e regionais do Brasil, e, finalmente, a desagregação dos principais problemas sociais por país.

Descrição de Resultados No gráfico são apresentados os Problemas Sociais Identificados com maior percentual, entre os quais se destacam

Pan-Amazônia: Principais Problemas Sociais Identificados 0,43%

Presença de Outras Denominações Religiosas Instrumentalização de Comunidades Indígenas

0,65%

Produção e Comercialização Precárias

0,65%

Discriminação a Minorias e Migrantes

0,87%

Outros

0,97%

Transporte e Mobilidade

1,08% 1,19%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições (15%), Aspectos da Crise Socioambiental (10%) e Violências (11%), item que inclui Violência Intrafamiliar, Violência Rural, Violência Urbana, Violência no Trânsito, Violência contra Grupos Populacionais Específicos, Delinquência, Insegurança e Criminalidade, Presença de Grupos Beligerantes e Máfias. Os problemas que foram identificados em menor proporção e foram excluídos da representação são: Educação (3%), Corrupção (2%), Pobrezas (2%), Perda Cultural e Identitária (2%), Prostituição (2%), Desintegração Familiar (2%), Conflitos Políticos e Perseguição Política (1%), Discriminação a Minorias e Migrantes (1%), Produção e Comercialização Precárias (1%), Instrumentalização de Comunidades Indígenas (1%), Presença de Outras Denominações Religiosas (0,4%) e Outros (1%), onde são incluídos : Indiferença, Dificuldade ao Acesso a Créditos, Desconhecimento das Realidades da Diversidade Cultural, Falta de Legitimidade dos Estudos de Impacto Ambiental na Zona, Problemas na Metodologia de Censos, Mau Uso de Recursos da Cooperação Internacional e A Inutilização de Importante Material Investigativo por parte de Especialistas

Desintegração Familiar

1,73%

Prostituição

1,73%

Perda Cultural e Identitária

1,95%

Pobrezas

1,95% 2,16%

Corrupção

3,14%

Educação

3,79%

Precariedade Trabalhista Con itos e Desafios da Mo i idade

3,9%

mana

4,65%

Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesial

4,33%

Dependência Química Atividades Econômicas Ilegais

4,55%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

4,55% 6,06%

Extrativismo e Megaprojetos

6,17%

Saúde

7,58%

Fragilidades Organizacionais

9,85%

Aspectos da Crise Socioambiental

11,36%

Violências Ausência Institucional por parte de Governos e Outros

14,72%

0

4

8

12

16

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-

Nota: É preciso enfatizar que os baixos índices nem sempre correspondem à pouca gravidade efetiva de um problema, senão que podem estar relacionados ao fato de que tal situação tenha sido invisibilizada ou que a magnitude de suas implicações não seja claramente percebida.

Fuente: Mapeo Red Eclesial -Amazônica. 2019 Panamazónica. 2019


38

Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia Pan-Amazônia: Ausência Institucional por parte de Governos e Outros 2%

Agências de Cooperação

2%

Justiça

2%

Políticas para Mulheres Desastres Naturais

3%

Planos de Organização Territorial

4%

Articulação Interinstitucional

4%

Cultura Assistencialista

4%

Políticas de Moradia

4%

Políticas para Terceira Idade

25

20

1% 1% 2% 2% 2% 2%

Violação de Direitos

4%

5%

Vulnerabilidade Social

4%

4%

Gestão de Resíduos Falta de Autoridade de Meio Ambiente

7%

4% 4%

8%

Obras Públicas

11% 11% 12%

Outros < 2% 5

Recrutamento Guerrilhas Violência contra Menores Violência Policial Violência Trânsito Violência Urbana e Rural M fias Maltrato Infantil Violência Adultos Idosos Violência contra Povos Indígenas Insegurança Machismo Presença de Guerrilhas Violência Campo Violência Urbana Violência Violência contra Mulheres De in ncia Violência Sexual Insegurança e Criminalidade Violência Intrafamiliar

1%

Serviços Básicos

10

Desaparecimento de Menores pelo Exército

1% 1%

5%

13%

1%

1%

Implementação de Acordos de Paz

7%

1%

Acoso Escolar Assassinato e Desaparecimento de Menores Assassinatos Guerrilhas De in ncia e Inseg rança

1%

5%

7%

Pan-Amazônia: Aspectos da Crise Socioambiental

1%

3%

6%

23%

Pan-Amazônia: iolências

13% 15

0

10

9%

Assassinatos Líderes Sociais

9%

Repressão

9% 18%

Legitimidade Governo Local

18%

2,2%

Transgênicos

3,3%

Falta de Autoridade de Meio Ambiente

3,3%

Monocultivos

5,49%

Ampliação Fronteira Agrícola

5,49%

Pecuária Extensiva Consciência Ambiental Limitada Agrotóxicos

15,38%

Contaminação

19,78%

Desmatamento

21,98% 25

Impacto em Fontes Hídricas

15

Atividades Econômicas Ilícitas

2%

Tráfico de Minerais

2%

Pirataria Rios

5% 5%

Tráfico Vida Silvestre

5%

20

10

5

0

14%

Cultivos Ilícitos

30

26%

Narcotráfico

37%

20

7%

Contrabando

Estigmatização Política

10

Abate

12,09%

Microtráfico

Abusos de Poder

0

2,2%

Pan-Amazônia: Atividades Econômicas Ilegais

Pan-Amazônia: Conflitos Políticos e Perseguição Política Ameaças e Repressão

Má Gestão de Resíduos

6,59%

0

5

2,2%

40

33%

Tráfico Humano

0

10

20

30

40

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

39

Subcategorias dos Principais Problemas Identificados na Pan-Amazônia Pan-Amazônia: Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesiástico 2%

Carência de Pessoal Eclesiástico

2%

Falta de atenção das Realidades de Fronteira

5%

Carências Formativas

5%

Falta de Promoção da Fé

7%

Falta de Transparência na Gestão de Recursos e Execução de Projetos

9%

Materialização das Propostas de REPAM

12%

Problemas Vocacionais Religiosas

21%

20

10

Analfabetismo Político

1.52%

Centralização Política e Administrativa

1.52%

Debilidade Comunicação Indígena

1.52%

Debilidade Investigativa

1.52%

Deficiente Materia izaç o de Acordos

1.52%

Exclusão Social Afros

1.52%

Falta de Líderes

1.52%

Fragmentação Tecido Social

1.52%

Intromissão Política

1.52%

Controladorias Cidadãs

3.03%

Desarticulação Comunitária

3.03%

Debilidade Líderes Sociais

3.03%

Debilidade Líderes Sociais Indígenas

4.55%

Exclusão Social

4.55%

Meios de Comunicação

Organização e Articulação Social 20

30

10

4% 4%

Terminais Portuários

Abuso Trabalhista Indígenas

3%

Endividamento Familiar

3%

Extractivismo

7%

Abuso Trabalhista

6%

Grandes Companhias

7%

Rendimentos Precários

6%

Trabalho Informal e Precário

6%

10%

Mineração ilegal

14%

Compan ias de Petr eo

32%

Mineração 7

Documentação e Legalização

2.78%

Êxodo Rural Forçado

2.78%

Tr fico

mano para Prostit iç o

2.78%

Tr fico

mano para Prostit ci n

5.56%

Tr fico

mano Menores

5.56%

Vulnerabilidade Social

Imigração Indígena

Migração

19.44%

Imigração

30.56%

Tr fico

28

21

14

7

mano

0

14

11%

Escravidão

18%

Madeireiros

0

2.78%

Pan-Amazônia: Precariedade Trabalhista

4%

idroe étricas

35

0

Pan-Amazônia: Extrativismo e Megaprojetos Extração de Pedra

Desprendimento

13.89%

Organização e Articulação Social Indígena

37.88% 40

2.78%

11.11%

Baixa Participação Cidadã

12.12%

0

Pan-Amazônia: Conflitos e Desafios da Mobilidade umana

Decomposição do Tecido Social

10.61%

Falta de Sensibilidade em Temas Socioambientais e de Minorias Étnicas 30

1.52%

6.06%

Falta de Pastoral de Conjunto

37% 40

Pan-Amazônia: Fragilidades Organizacionais

21

28

66%

Desemprego 35

0

14

28

42

56

70

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

40

Principais Problemas Identificados nos Países Pan-Amazônicos Sem Informação:

Bolívia

Colombia

Presença de Outras Denominações Religiosas

1,59%

0,56%

Instrumentalização de Comunidades Indígenas

E ador

G iana

enez e a

Per

1,67%

Produção e Comercialização Precárias

1,39%

Discriminação a Minorias e Migrantes

0,83%

Outros

1,39%

2%

Transporte e Mobilidade

1,39%

2%

Conflitos Políticos e Perseguição Política

1%

1%

2,22%

Desintegração Familiar

3,17%

Prostituição Perda Cultural e Identitária

3,17%

Pobrezas

3,17%

Corrupção

2,44%

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições 0

50 0

4,88%

23,08%

26,67% 1,67%

9,76%

14%

26,83% 1,67%

25

50 0

25

50 0

25

Fonte:

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

15%

7,32%

8%

50 0

8,33%

23,08%

14%

25

10%

8%

20,83%

25

2,44%

7,69%

9%

6,11%

6,35%

11,67% 1,67%

7,78%

3,17%

Violências

12,20%

7,69%

6%

13,61% 15,87%

Aspectos da Crise Socioambiental

5%

2%

1,67%

3,17%

Fragilidades Organizacionais

5%

2,44%

15,38%

1%

5,28%

7,94%

Saúde

12,20%

7,69%

5%

5%

12,7%

Extrativismo e Megaprojetos

2,44%

7,69%

1%

2,5%

6,35%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

5%

5%

1,94%

7,94%

Atividades Econômicas Ilegais

4,88%

7%

2,5%

4,76%

1,67%

9,76%

4%

10%

Dependência Química

3,33% 1,67%

1%

1,94%

Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesial

1,67%

3,33%

2%

2,5%

6,35%

2,44%

7,69%

3%

2,78%

3,17%

Precariedade Trabalhista

0,83%

1,39%

4,76%

Precaridad Laboral

4%

3,06%

6,35%

Educação

0,83%

50 0

25

50

Mapeo Red Panamazónica. 2019 Mapeamento Fuente: Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

41

Principais Problemas Identificados no Brasil e seus Regionais Brasil

Sem Informação:

Regional Norte 1 Perda Cultural e Identitária

0,22%

Presença de Outras Denominações Religiosas

Produção e Comercialização Precárias Corrupção Discriminação a Minorias e Migrantes Extractivismo e Megaprojetos Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

0,22% 1,30%

Discriminação a Minorias e Migrantes Outros

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

0,87%

Desintegração Familiar

1,73% 3,25%

Prostituição Perda Cultural e Identitária

5,41%

Pobrezas

Depend ncia

3% 3% 3% 3% 4% 4% 5% 5% 7%

9,31%

mica

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

6,71% 3,46%

Extrativismo e Megaprojetos

8,44%

Aspectos da Crise Socioambiental Violências

15,15%

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

15,80% 0

2%

Prostituição

2%

25

6%

Precariedade Trabalhista

6%

6% 8% 9%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

9% 14%

9%

0

mica

10

17%

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

20% 0

20

5%

Educação

5% mica

9%

Precaridade Laboral

9%

Prostituição

9%

Saúde

9%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

9% 36% 0

1%

E tracti is o e

1%

o itos e esafios da H a a Ed ca o

3%

Discriminação a Minorias e Migrantes

3%

Educação

3%

Saúde

3%

20

40

epe d cia

5% 5% 5%

ica

6%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

6% 8% 11%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios Violências

11%

Pobrezas

9% 15%

Saúde

14% 15% 15

6% 8%

Precaridade Laboral 10%

3% 3%

Violências 6%

0

2%

o ilidade

rostit i o

4%

mica

e apro etos

Atividades Econômicas Ilegais

Pobrezas

Depend ncia

Discriminação a Minorias e Migrantes

20

1%

Precariedade Trabalhista 17%

5%

Regional Oeste 2

Aspectos da Crise Socioambiental

9%

Desintegração Familiar

Violências

18%

Ausência Institucional por parte de Governos e Outro Fragilidades Organizacionais

7%

5%

7%

Aspectos da Crise Socioambiental

20

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

Depend ncia

4%

Prostituição

Violências 50

4%

Con itos e Desafios da Mo i idade mana Extractivismo e Megaprojetos Presença de Outras Denominações Religiosas Desintegração Familiar

Atividades Econômicas Ilegais

Depend ncia

3%

5% 5%

Violências Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

4%

Con itos e Desafios da Mo i idade mana Aspectos da Crise Socioambiental

1,95%

Fragilidades Organizacionais

10

Pobrezas

Saúde

7,14%

Saúde

11%

2%

Posse, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

4,76%

Atividades Econômicas Ilegais

2% 2%

Regional Nordeste 5

Educação

Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesial

1% 1%

Extractivismo e Megaprojetos

Regional Noroeste

3,03%

mana

Corrupção

Atividades Econômicas Ilegais

Violências

6,71%

Precariedade Trabalhista

1%

Precariedade Trabalhista

20% 20% 0

1%

Fragilidades Organizacionais

Saúde

mica

3,46%

Educação

Discriminação a Minorias e Migrantes

Educação

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

0,87%

Corrupção

Depend ncia

2%

Educação Prostituição Aspectos da Crise Socioambiental Fragilidades Organizacionais Pobrezas Atividades Econômicas Ilegais Precariedade Trabalhista Saúde

Regional Norte 3

Desintegração Familiar Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica Prostituição Con itos e Desafios da Mo i idade mana Depend ncia mica Pobrezas

2% 2% 2%

Desintegração Familiar

Transporte e Mobilidade

Con itos e Desafios da Mo i idade

1% 1% 1% 1%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica Con itos e Desafios da Mo i idade mana

Instr menta izaç o de Com nidades Ind genas Produção e Comercialização Precárias

Regional Norte 2

Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições

17%

Aspectos da Crise Socioambiental

18%

0 10 20 Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

42

Subcategorias dos Principais Problemas Identificados em cada País da Pan-Amazônia Colômbia: Ausência Institucional por parte de Governos e Outras Instituições 1%

Abandono Rural

1%

Ação Institucional

1%

Atividades Culturais

1%

Falta de Orçamento

1%

Atenção Setor Rural

1%

est o Ind gena

1%

Desenvolvimento Territorial

1%

Liderança

1%

Planos de Contingência

1%

Políticas para Mulheres

1%

Políticas para Terceira Idade

1%

Resposta a Problemas

3%

Políticas de Moradia

3%

Ausência Estatal

3%

Autoridade de Meio Ambiente

3%

Gestão de Resíduos

3%

Vulnerabilidade Social

6%

Planos de Organização Territorial

7%

7%

a idade Atenç o

7%

Desnutrição

7%

Insumos Médicos

7%

Segurança Alimentar

13%

Insegurança

13%

Maltrato Infantil

13%

Violência

Agrotóxicos

7%

Monocultivos

13%

Desmatamento

27%

7%

HIV

7%

HIV e outras DST

Violência Intrafamiliar

25%

Contaminação 13%

40%

38%

Impacto em Fontes Hídricas

40

20

0

Desnutrição

50

De in

ncia

Enfermidades

47% 25

50

0

25

0

Bolivia: Aspectos da Crise Socioambiental

Brasil: Ausencia Institucional por parte de Gobiernos y Otras Instituciones

Guiana: Sa de

Violação de Direitos

8%

Articulação Interinstitucional

8%

Cultura Assistencialista

8%

Obras Públicas

8%

Serviços Básicos

10%

Implementação de Acordos de Paz

13%

Falta de Autoridade de Meio Ambiente 10

7%

Ampliação Fronteira Agrícola

7%

Per : iolências

Agências de Cooperação

4%

20

enezuela: Sa de

Equador: Aspectos da Crise Socioambiental

0

13%

33%

Agrotóxicos

13%

Enfermidades

33%

Ampliação Fronteira Agrícola

1%

Abuso de Poder

3%

Ausência Sistema Judicial

4%

Obras Públicas

8%

Suicídio

Segurança Pública

10%

Gestão de Resíduos

16% Desmatamento

75% 100

50

0

50

26%

HIV

33%

Vulnerabilidade Social Ausência Políticas Públicas

32% 25

0

50

Serviços Básicos 25

0

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

43

Tudo está interligado “Por conseguinte, a universalidade ou catolicidade da Igreja se vê enriquecida pela “beleza deste rosto pluriforme” (NMI, 40), das diferentes manifestações das Igrejas particulares e de suas culturas, formando uma Igreja poliédrica” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°110

Introdução “Ameaças e agressões à vida geram clamores, tanto por parte dos povos como da terra. Começando por estes clamores como lugar teológico (a partir de onde pensar a fé), podemos dar início a caminhos de conversão, de comunhão e de diálogo, caminhos do Espírito, da abundância e do “bem viver”. A imagem da vida e do “bem viver” como “caminho rumo ao santo monte” implica uma comunhão com os companheiros de peregrinação e com a natureza em seu conjunto, isto é, um caminho de integração com a abundância da vida, com a história e com o porvir. Estes novos caminhos se tornam necessários, uma vez que as grandes distâncias geográficas e a megadiversidade cultural da Amazônia constituem realidades que ainda não foram resolvidas no âmbito pastoral. Os novos caminhos se baseiam “em relações interculturais onde a diversidade não significa ameaça, não justifica hierarquias de um poder sobre outros, mas sim diálogo a partir de visões culturais diferentes, de celebração, de inter-relacionamento e de reavivamento da esperança” (DAp., 97).” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°18) Depois de analisar os principais gritos da Amazônia através dos problemas sociais identificados e direitos violados, também é importante reconhecer quais são as luzes e esperanças que as populações amazônicas veem em sua caminhada conjunta com a Igreja

Descrição de Resultados Reconhecidos como Símbolos de Esperanças na Pan-Amazônia estão, em maior proporção: Missões e Acompanhamento (21%), Participação Laical (11%) e Cuidado da Criação (10%); em menor medida: Abertura Eclesiástica, Presença do Estado e Liderança Feminina com 1% respectivamente.

Pan-Amazônia: Sinais de Esperança Liderança Feminina

1%

Presença do Estado

1%

Abertura Eclesiástica

1%

Famílias

1%

Vocações

3%

Conjuntura Política

3%

Educação

4%

Fortaleza em Valores

4% 5%

Lutas de Reivindicação Social Formação Pastoral

6%

Juventude

7%

Diversidade Cultural

7%

Estrutura Eclesiástica

7% 8%

Fé Cuidado com a Criação

10%

Participação Laical

11%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

21% 0

5

10

15

20

25

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019 Fuente: Mapeo Red Panamazónica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

44

Sinais de Esperança em cada País da Pan-Amazônia Bolívia

Sem Informaçao:

Colômbia

Liderança Feminina

Equador

Peru 6%

1%

Presença do Estado

Venezuela

4%

Abertura Eclesiástica

1%

Famílias

5%

5%

Vocações

10%

Conjuntura Política

13%

Educação Fortaleza em Valores

4%

6%

5%

6%

4%

11%

4%

Lutas de Reivindicação Social

3% 10%

Formação Pastoral

3%

7%

3%

7%

Juventude

11%

Estrutura Eclesiástica

Cuidado com a Criação

3%

Participação Laical 16%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico 0

10%

50

0

13%

0

25

19%

25%

36% 50

5%

6%

4%

25

10%

13%

17% 25

24%

6%

14%

16%

21%

6%

4%

3%

26%

5%

11%

4%

5%

6%

11%

11%

5%

Diversidade Cultural

10%

13%

50

0

25

50

0

25

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

50


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

45

Sinais de Esperança no Brasil e seus Regionais Sem Informação:

Brasil

Regional Norte 1

Regional Norte 2 Abertura Eclesiástica

2%

Diversidade Cultural

4%

Diversidade Cultural

2%

Estrutura Eclesiástica

4%

2%

Familias

4%

Fortaleza em Valores

2%

Participação Laical

4%

Presença do Estado

2%

Abertura Eclesiástica

Liderança Féminina 1%

Presença do Estado

8%

Abertura Eclesiástica

Vocações

6%

Conjuntura Política

3% 5%

Educação

1%

Fortaleza em Valores

10%

Juventude

7%

Cuidado com a Criação

7%

Educação

7%

10%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

19% 0

8%

Juventude

8%

Formação Pastoral

11%

Participação Laical

15%

Estrutura Eclesiástica

Juventude

19%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

7

14

11%

15% 20%

25

3%

Abertura Eclesiástica

8%

Fortaleza em Valores

Diversidade Cultural

8%

Abertura Eclesiástica

6%

Estrutura Eclesiástica

8%

Diversidade Cultural

6%

6%

Juventude

6%

8% 8% 8%

Fortaleza em Valores

15%

Lutas de Reivindicação Social

15%

6%

0

8

16

Formação Pastoral

9%

Lutas de Reivindicação Social

9%

Estrutura Eclesiástica

23%

Juventude 50

20%20

10

13% 34%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico 24

0

12

24

5%

Juventude

5%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

5%

Conjuntura Política

4,55% 15%

15%

20%

Participação Laical

13%

0

21

Estrutura Eclesiástica

Lutas de Reivindicação Social

10%

Regional Nordeste 5

Participação Laical

10%

Participação Laical

Educação

Participação Laical

4%

Cuidado com a Criação

3%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

Missões e Acompanhamento Eclesiástico

5%

Lutas de Reivindicação Social

11%

Estrutura Eclesiástica

3%

Lutas de Reivindicação Social

5%

Diversidade Cultural

Cuidado com a Criação

Vocações

Regional Noroeste

6%

Formação Pastoral

Conjuntura Política

0

8%

Lutas de Reivindicação Social

4%

Vocações

1%

Familias

Regional Norte 3

4%

35%

Abertura Eclesiástica 0

10

20

30

Conjuntura Política

4%

Educação

4%

Juventude

4%

Participação Laical

4%

Vocações

4%

Abertura Eclesiástica

9%

Diversidade Cultural

9%

Estrutura Eclesiástica

9%

Cuidado com a Criação

13%

Lutas de Reivindicação Social

13% 26%

Missões e Acompanhamento Eclesiástico 36

40

Regional Oeste 2

0

9

18

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Nota: As porcentagens nesses gráficos foram aproximadas ao superior ou inferior imediato, de acordo com seus decimais, de modo que a soma total pode variar em 1 ou 2 pontos percentuais em relação a 100%.

27


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

46

Tudo está interligado Sugestão sobre o tema Família e Comunidade: “Respeitar o modo próprio de organização comunitária. Dado que muitas políticas públicas influenciam a identidade familiar e coletiva, é preciso iniciar e acompanhar processos que comecem a partir da família/clã/comunidade para promover o bem comum, ajudando a superar as estruturas que alienam: “Nós devemos organizar-nos a partir da nossa casa”.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°79

Pan-Amazônia: Acompanhamento de Problemas Sociais % Com Acompanhamento Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesial

Os problemas sociais que existem na Pan-Amazônia foram separados entre os que recebem algum tipo de acompanhamento e os que não. Nesse sentido, a Igreja tem estado significativamente presente em muitos deles, mas também cabe dar o espaço para identificar quais problemas sociais recebem mais e menos acompanhamento. Cabe recordar o que o Instrumentum Laboris menciona sobre o acompanhamento: “Considerando a situação de carência de meios econômicos das Igrejas particulares na Amazônia, deve-se prestar uma atenção especial à procedência de doações ou outra classe de benefícios, assim como aos investimentos realizados pelas instituições eclesiásticas ou pelos cristãos. As Conferências episcopais poderiam oferecer um serviço de assessoramento e de acompanhamento, de consulta e de promoção de estratégias comuns frente à corrupção generalizada, também diante da necessidade de gerar e investir recursos para apoiar a pastoral. É preciso uma análise atenta diante da ação do narcotráfico. a. Implementar uma preparação adequada do clero para enfrentar a complexidade, sutileza e gravidade dos problemas urgentes vinculados à corrupção e ao exercício do poder. b. Promover uma cultura de honestidade, de respeito pelo próximo e pelo bem comum.

c. Acompanhar, promover e formar laicos para uma presencia pública significativa na política, na economia, na vida acadêmica e em toda forma de liderança (cf. DAp. 406). d. Acompanhar os povos em suas lutas pelo cuidado de seus territórios e o respeito por seus direitos. e. Discernir como se gera e como se investe o dinheiro na Igreja superando posturas ingênuas através de um sistema de administração e de auditoria comunitárias, respeitando a normativa eclesiástica vigente. f. Acompanhar as iniciativas da Igreja com outras instâncias para exigir às empresas que assumam responsabilidades sobre os impactos socioecológicos de suas ações, segundo os parâmetros jurídicos dos próprios estados.” (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°83)”

Comentário Os Problemas Sociais que contam com maior Acompanhamento são: Pobrezas (89%), que inclui Pobreza Extrema, Vulnerabilidade Social, Pobreza Rural e Mendicância Infantil Indígena; Produção e Comercialização Precárias (83%) e Dependência química (75%). Os problemas com menor Acompanhamento são Transporte e Mobilidade (20%), Conflitos Políticos e Perseguição Política (18%) e Fragilidades da Presença e Acompanhamento Eclesiástico (3%).

97%

3%

Con itos Po ticos e Perseg iç o Po tica

18%

Transporte e Mobilidade

82 %

20%

Presença de Outras Denominações Religiosas

Introdução

% Sem Acompanhamento

80 %

25%

Instr menta izaç o de Com nidades Ind genas

75% 33%

Prostituição

67%

44%

56%

44%

Fragilidades Organizativas Outros

56%

44%

Extrativismo e Megaprojetos

56%

50%

Ausência Institucional por parte de Governos e Outros

50%

52%

Atividades Econômicas Ilegais

48%

54%

Perda Cultural e Identitária

46%

61%

39%

Propiedade, Legalização ou Pressão Sobre os Territórios

62%

38%

Educação

62%

38%

Violências

63%

Con itos e Desafios da Mo i idade

mana

37%

64%

Corrupção

36%

65%

Precariedade Trabalhista

35%

66%

Desintegração Familiar

69%

Aspectos da Crise Socioambiental

31%

69%

Saúde

31%

70%

Discriminação a Minorias e Migrantes Depend ncia

34%

30%

75%

mica

25% 25%

75%

Produção e Comercialização Precárias

17%

83%

Pobrezas

89%

0

20

40

11%

60

80

100

Fuente: Mapeo Eclesial Panamazónica.2019 2019 Fonte: Mapeamento RedeRed Eclesial Pan-Amazônica.


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

47

Liderança Feminina “Promover a função da mulher, reconhecendo seu papel fundamental na formação e continuidade das culturas, na espiritualidade, nas comunidades e famílias. É necessário assumir o papel da liderança feminina no seio da Igreja.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°79

Introdução

Comentário

Papel da mulher: 1. No campo eclesial, a presença feminina no seio das comunidades nem sempre é valorizada. Reclama-se o reconhecimento das mulheres a partir de seus carismas e talentos. Elas pedem para recuperar o espaço que Jesus reservou às mulheres, “onde todos/todas cabemos”. 2. Propõe-se inclusive que às mulheres seja garantida sua liderança, assim como espaços cada vez mais abrangentes e relevantes na área da formação: teologia, catequese, liturgia e escolas de fé e de política. 3. Também se pede que a voz das mulheres seja ouvida, que elas sejam consultadas e participem nas tomadas de decisões e, deste modo, possam contribuir com sua sensibilidade para a sinodalidade eclesial. 4. Que a Igreja acolha cada vez mais o estilo feminino de atuar e de compreender os acontecimentos. (Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°129)

O gráfico representa a distribuição desigual de cargos e postos de responsabilidade entre homens e mulheres. No que concerne a mulheres, são 66% dos religiosos de congregações, mas somente ocupam 33% dos cargos de responsabilidade. O caso contrário ocorre com os homens, uma vez que ocupam 67% dos cargos de responsabilidade e como religiosos são 34%.

Pan-Amazônia: Distribuição Feminina e Masculina em Cargos de Responsabilidade

Mulheres 66%

Homens 34%

Mulheres 33%

Homens 67%

Religiosos e Religiosas

Cargos de Responsabilidade

0

20

40

60

80

100

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

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Interculturalidade e Inculturação “A Igreja da Amazônia marcou sua presença com experiências significativas, de maneira original, criativa e inculturada. Seu programa evangelizador não corresponde a uma mera estratégia perante as exigências da realidade, mas é a expressão de um caminho que responde ao kairós que impele o povo de Deus a acolher seu Reino nessas bio-sócio-diversidades. A Igreja se fez carne, montando sua tenda – seu ‘tapiri’ – na Amazônia.[12] Confirma-se assim um caminhar que teve início com o Concílio Vaticano II para a Igreja inteira, que encontrou seu reconhecimento no Magistério latino-americano a partir de Medellín (1968) e que para a Amazônia se concretizou em Santarém (1972).[13] A prtir de então, a Igreja continua a procurar inculturar a Boa Nova perante os desafios do território e de seus povos, mediante um diálogo intercultural. A diversidade original que oferece a região amazônica – biológica, religiosa e cultural – evoca um novo Pentecostes.” Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. N°30

Introdução

Descrição de Resultados

É importante executar o enfoque especializado nos problemas sociais e direitos violados relativos ao âmbito cultural para identificar que, dentro de todo o espectro de clamores da Amazônia, existe uma grande representação daqueles clamores que correspondem a grupos culturalmente identificados e que demandam atenção especializada. A urgência desses conflitos atenta diretamente contra a existência da diversidade cultural da Amazônia.

Na área da Cultura, os Direitos que são mais violados estão relacionados com os Di-reitos das Minorias étnicas a Viver sua Cultura (43%) e o Direito à Identidade e Nacionalidade (22%); e, os Problemas Sociais, a Perda Identitária e Cultural (40%) e Posse, Legalização ou Pressão sobre os Territórios (32%).

Pan-Amazônia: Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura 1%

Territórios Divididos por Fronteiras Nacionais

4%

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural Discriminação contra Minorias Étnicas

7%

Instrumentalização de Comunidades Indígenas

7% 9%

Desrespeito ao Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

32%

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

40%

Perda Cultural e Identitária 0

8

16

24

32

40

Pan-Amazônia: Direitos iolados Relacionados à Cultura Direito à Consulta Prévia, Livre e Informada

8%

Direito à Livre Determinação dos Povos

8% 18%

Direito à Igualdade e Não Discriminação

22%

Direito à Identidade e à Nacionalidade

43% Direitos das Minorias Étnicas em Viver sua Cultura 0

11

22

33

44

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

Fuente: Mapeo Red Eclesial Panamazónica. 2019


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

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Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura em cada País da Pan-Amazônia Bolívia

Sem Informação:

Colômbia

Territórios Divididos por Fronteiras Nacionais

E ador

0,2%

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

5%

Discriminação a Minorias Étnicas

4%

Instrumentalização a Comunidades Indígenas

G iana

enez e a

Per

2%

23%

10%

Desrespeito ao Direito à Consulta Prévia

13%

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

36%

Pérdida Cultural e Identitaria

26%

64%

0

50

2%

22%

50%

42%

1000

25%

50

52%

1000

50

100%

100 0

50

100 0

25%

100%

50

100 0

50

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

100


Parte III: IGREJA PROFÉTICA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E ESPERANÇAS

50

Problemas Sociais Identificados Relacionados à Cultura no Brasil e seus Regionais Sem Informação:

Brasil

Regional Norte 1

Regional Norte 2

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

Regional Norte 3

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

4%

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

4,17%

23%

5,51% 18%

Perda Cultural e Identitária

Discriminação contra Minorias e Migrantes

Perda Cultural e Identitária

7,09%

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

68%

50

100

Regional Noroeste

50

23%

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

100

Regional Nordeste 5

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

Discriminação contra Minorias e Migrantes

Discriminação contra Minorias e Migrantes

83,33%

0

5%

Perda Cultural e Identitária

4,17%

Discriminação contra Minorias e Migrantes

11%

0

8,33%

Perda Cultural e Identitária

50%

0

50

100

Regional Oeste 2

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

Falta de Reconhecimento e Valorização da Diversidade Cultural

Perda Cultural e Identitária

Perda Cultural e Identitária

8,66%

Perda Cultural e Identitária

3%

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórioslos Territorios

18%

Discriminação contra Minorias e Migrantes

Discriminação contra Minorias e Migrantes

Discriminação contra Minorias e Migrantes

78,74% Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

0

25

50

75

100

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

97%

0

50

100

Propriedade, Legalização ou Pressão sobre os Territórios

82%

0

50

100

100%

0

50

Fonte: Mapeamento Rede Eclesial Pan-Amazônica. 2019

100


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Sistema de Informação da Realidade Eclesial Pan-Amazônica SIREPAM O Sistema de Informação da Realidade Eclesial Pan-Amazônica (SIREPAM) é uma plataforma virtual para interação com as informações coletadas durante o Mapeamento Eclesial Pan-Amazônico da REPAM. O processo de análise das informações coletadas no território permitiu estabelecer categorias que permitiram comparar os resultados em diferentes níveis territoriais. No SIREPAM, os usuários podem acessar as informações processadas na forma de gráficos, tabelas e mapas, no nível de Jurisdições Eclesiásticas, Países, Regionais no Brasil e no nível Pan-Amazônico.

As temáticas disponíveis no SIREPAM são os seguintes: • Dados sobre a presença da Igreja na Amazônia. • Sobre paróquias, padres, religiosos, diáconos e líderes comunitários. • Dados sobre organizações da sociedade civil. • Realidade social • Povos indígenas e comunidades tradicionais • Formação e métodos pastorais em perspectiva itinerante • Direitos humanos e incidência internacional. • Justiça socioambiental e bem viver • Comunicação para transformação social

Mais informação em www.redamazonica.org


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Referências Bibliográficas: Comisión Interamericana de Derechos Humanos (2013). PUEBLOS INDÍGENAS EN AISLAMIENTO VOLUNTARIO Y CONTACTO INICIAL EN LAS AMÉRICAS: RECOMENDACIONES PARA EL PLENO RESPETO A SUS DERECHOS HUMANOS. Disponível em: http://www.oas.org/es/cidh/indigenas/docs/pdf/Informe-Pueblos-Indigenas-Aislamiento-Voluntario.pdf Fundación Internacional de Derechos Humanos. Disponível em: https://fundacion.in/ Infoamazonía & Rede Amazónica de Información Socioambiental Georreferenciada (5 de junio de 2019). Amazonía en la encrucijada. Disponível em: https://encrucijada.amazoniasocioambiental.org/story?lang=es. Instrumentum Laboris. Sínodo Especial para a Amazônia. Disponível em: http://www.sinodoamazonico.va/content/ sinodoamazonico/es/documentos/instrumentum-laboris-del-sinodo-para-la-amazonia.html Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferênciada -RAISG-(S/F). Mapas online. Disponível e: https:// www3.socioambiental.org/geo/RAISGMapaOnline/ REPAM (2019). Amazonía: nuevos caminos para la Iglesia y para una ECOLOGIA Integral. Documento de trabajo. Versão simplificada. WWF (S/F). Somos Amazonia. Disponível em: http://www.somosamazonia.wwf.org.br/


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“(...) é necessário acompanhar a conexão pelo verdadeiro encontro: não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos: devemos amar e ser amados, precisamos de ternura. Só assim o testemunho cristão, graças à rede, pode chegar às periferias existenciais humanas.” Mensagem do Papa Francisco à Assembleia Fundacional da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Setembro 2014)

CRÉDITOS Comitê de Direção da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) Presidente: Cardeal Claudio Hummes Vice-presidente: Cardeal Pedro Barreto Secretário-Executivo: Mauricio Lopez Comitê Executivo REPAM Equipe técnica responsáveis: Susana Espinosa Soto Rafael Granja María Sivisaka Equipe Secretária Executiva REPAM Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (NIMA PUC-Rio) Luiz Felipe Guanaes Rego (Diretor) Juliana da Silva (Assessora de Direção) Equipe NIMA Agradecimento especial: Rede Amazônica de Informação Georreferenciada (RAISG)