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Elisângela Leite

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Fevereiro de 2013 - Maré, Rio de Janeiro - distribuição gratuita

Olha a folia aí, gent e!

Sem fronteiras

Taça das Favelas Três times da Maré participam

Lourdes Lima

Pág. 6 e 7

O time de Kelson’s concentrado

Por dentro da Maré Cursos, oficinas e mais Pág. 12 a 14

Centro de Artes da Maré

Pág. 15

Nando Dias

Que tal pedalar por toda a Maré e ainda conhecer nossa história? Bicicletas e oficinas para crianças e adolescentes Pág. 6 e 7

Maré perderá linhas de kombi Nega maluca rouba a cena com muito humor e poucos dentes no Cordão do Bola Preta

Veja a seleção especial de fotos do carnaval na Maré e em outros bairros da cidade. Na Intendente Magalhães, Boca de Siri e Gato de Bonsucesso disputaram o título do Grupo C. Pelas ruas da favela, os blocos atraíram adultos e crianças. A animação tomou conta também da Av. Rio Branco, onde desfilaram o Cacique de Ramos e outros blocos. Pág. 8 a 10

Licitação aberta pela prefeitura prevê apenas uma linha de van para a Maré, em trajeto a ser divulgado. As kombis não poderão mais circular nem existirão cooperativas de transporte alternativo. Motoristas de kombi e usuários se mobilizam, pois temem ficar a pé. Dezesseis mil moradores aderiram ao abaixo-assinado que pede a regulamentação dos “cabritinhos” para Bonsucesso. Pág. 4

Para os indígenas da Maré

Grupo Raízes Históricas Indígenas pretende unir os indígenas que moram na favela da Maré, resgatando sua cultura e identidade. Nossas comunidades concentram a maior população de indígena em situação urbana do Rio. Pág. 3

Elisângela Leite

Ano IV, No


Humor: “Conhecimentos gerais” -

Felizes, mas atentos

André de Lucena

A alegria do carnaval sacudiu a cidade, contagiando adultos e crianças, inclusive pelas ruas da Maré, onde nossos blocos atraíam moradores por onde passavam (veja a partir da pág. 8). Porém, como nem tudo é samba, suor e cerveja, esta edição sacode a poeira em busca de temas ligados à melhoria da qualidade de vida nas nossas favelas. Na pág. 4, o assunto é o transporte alternativo, única opção para milhares de moradores e trabalhadores locais, mas que pode quase acabar a partir de maio. Na pág. 13, o Por Dentro da Maré traz nota sobre as obras de esgotamento sanitário. Não há garantia de troca das redes existentes, o que preocupa. Nossas ruas precisam se livrar dos constantes vazamentos provocados por uma rede obsoleta. Voltando à alegria, o jornal sempre traz boas notícias e esta edição não é diferente. Nas próximas páginas, você lerá sobre os índios da Maré (pág. 3); sobre um novo projeto, o Maré sem Fronteiras, que estreia em março (pág. 4); e conhecerá os três times que disputaram a Taça das Favelas. E muito mais! Em tempo: recomendamos a todos a releitura da reportagem de capa da Ed. 35, sobre a campanha “Somos da Maré e temos direitos”. A provável entrada do Bope na Maré nos próximos dias exigirá de todos um esforço para mostrar aos policiais os nossos direitos. Boa leitura!

Expediente

Leitora assídua D. Maria do Rosário Nunes da Silva, de 82 anos, moradora da Rua Nova, em Rubens Vaz, é fã do Maré de Notícias. Todos os meses, ela vai à Associação de Moradores pegar alguns exemplares, antes mesmo de receber o jornal em casa. “Gosto de ler tudo que vem falando de bom. Gosto até demais. Trago muitos exemplares para levar para as minhas amigas para as pessoas se aprofundarem. Gosto de conversar sobre os assuntos com as pessoas. De vez em quando, mando um exemplar para Campina Grande, na Paraíba, para a minha sobrinha que é ex-moradora da Rua João Araújo”, conta D. Maria.

Ops, erramos! Na ed. 35 (de novembro de 2012), a foto da turma do supletivo, publicada na pág. 5, é de autoria de Amanda Baroni.

Associação de Moradores e Amigos do Conjunto Bento Ribeiro Dantas Associação dos Moradores e Amigos do Conjunto Esperança

Instituição Proponente

Associação de Moradores do Conjunto Marcílio Dias

Diretoria

Associação de Moradores do Conjunto Pinheiros

Redes de Desenvolvimento da Maré Andréia Martins Eblin Joseph Farage (Licenciada) Eliana Sousa Silva Edson Diniz Nóbrega Júnior Helena Edir Patrícia Sales Vianna

Coordenação de Comunicação Silvia Noronha

Instituição Parceira

Observatório de Favelas

Apoio

Ação Comunitária do Brasil Administração do Piscinão de Ramos Associação Comunitária Roquete Pinto

Elisângela Leite

Maré de Notícias No 38 - Fevereiro / 2013

EDITORIAL

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Associação de Moradores do Morro do Timbau Associação de Moradores do Parque Ecológico Associação de Moradores do Parque Habitacional da Praia de Ramos

Associação Pró-Desenvolvimento da Comunidade de Nova Holanda Biblioteca Comunitária Nélida Piñon Centro de Referência de Mulheres da Maré - Carminha Rosa Conexão G

Associação de Moradores do Parque União Associação de Moradores da Vila do João

Repórteres e redatores

Aramis Assis Hélio Euclides (Mtb – 29919/RJ) Rosilene Miliotti Fabíola Loureiro (Estagiária)

Fotógrafa

Conjunto Habitacional Nova Maré

Elisângela Leite

Conselho de Moradores da Vila dos Pinheiros

Projeto gráfico e diagramação

Luta pela Paz União de Defesa e Melhoramentos do Parque Proletário da Baixa do Sapateiro União Esportiva Vila Olímpica da Maré

Associação de Moradores do Parque Maré Associação de Moradores do Parque Rubens Vaz

Na Ed. 37 (de janeiro deste ano), a foto da garotada na piscina, publicada na pág. 16, é de Elisângela Leite.

Editora executiva e jornalista responsável Silvia Noronha (Mtb – 14.786/RJ)

Pablo Ramos

Logotipo

Monica Soffiatti

Colaboradores

Anabela Paiva André de Lucena Aydano André Mota Flávia Oliveira Imagens do Povo

Impressão

Gráfica Jornal do Commércio

Tiragem

40.000 exemplares

Leia nosso Maré na internet e baixe o PDF: www.redesdamare.org.br.

Redes de Desenvolvimento da Maré Rua Sargento Silva Nunes, 1012, Nova Holanda / Maré CEP: 21044-242 (21) 3104.3276 (21)3105.5531 www.redesdamare.org.br comunicacao@redesdamare.org.br Os artigos assinados não representam a opinião do jornal.

Parceiros:


Grupo busca projetos para o fortalecimento da cultura e identidade dos índios que vivem na Maré Elisângela Leite

O Grupo Raízes Históricas Indígenas deseja conhecer melhor os índios do Rio de Janeiro e decidiu começar o trabalho pela Maré. Fomos escolhidos porque nossas comunidades concentram o maior número de indígenas em situação urbana entre os bairros cariocas. São mais de 5.000, segundo o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo do mapeamento é obter informações que contribuam para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para os indígenas nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e sustentabilidade e formação de liderança. O fortalecimento da identidade, auto-estima e da cultura indígena fazem parte do trabalho.

ivar a Desejamos incent plo, de formação, por exem que a historiadores para ja contada história do país se ários pelos povos origin o desta terra, que sã os indígenas.

Anápuáka Muniz

Na Maré, o grupo começou a coletar informações junto às equipes das Clínicas da Família e pretende descobrir outras organizações que tenham cadastro de indígenas locais. A ideia é promover eventos e ações que aproximem os índios para que eles participem dos projetos que serão criados. O primeiro deles já está garantido: a PUC-Rio vai patrocinar um curso pré-vestibular, a ser oferecido em parceria com a Redes da Maré. Quem passar no vestibular da PUC terá bolsa de estudos integral. Como contrapartida, o

O Grupo Raízes Históricas Indígenas foi formado no ano passado, após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Rio + 20. Entre os participantes está Twry Pataxó (pronuncia-se “Turi”), que muitos já conhecem. Desde 2010, ela coordena o grupo Mães da Maré, que reúne mulheres das nossas comunidades que fazem artesanato com material reciclado e vendem para diversas lojas Brasil afora.

aluno fará pesquisa de campo em aldeias indígenas, o que, além de permitir que ele pratique a cultura indígena, poderá abrir caminho para um futuro curso de mestrado. “Desejamos incentivar a formação, por exemplo, de historiadores para que a história do país seja contada pelos povos originários desta terra, que são os indígenas; engenheiros que trabalhem a questão ambiental nas aldeias; médicos que entendam questões de saúde específicas, pois há doenças étnicas como a intolerância à lactose, que é característica dos indígenas”, cita Anápuáka Muniz, que é proveniente do povo Pataxó Hãhãhãe, do sul da Bahia, que, por sua vez, é da etnia Tupinambá.

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Silvia Noronha

DIVERSIDADE

Para os índios da Maré, tudo!

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Twry (moradora da Maré), Anápuáka, e Papión Karipuna (ou Cristiane), que estão à frente do mapeamento, dizem que os indígenas que moram nas cidades formam uma “aldeia urbana”. “Em geral, viemos para a cidade e perdemos nossa própria cultura. Quando nos unimos e nos encontramos, promovemos um resgate cultural”, explica Cristiane. Os adereços indígenas que eles fazem questão de levar são uma estratégia de identificação. Os três sentem preconceito na rua, mas seguem firmes trabalhando a auto-estima e lutando contra as atitudes hostis e o preconceito.“Somos estrangeiros na nossa própria terra”, observa Anápuáka. É bom lembrar que os povos originários do Brasil são os indígenas e mesmo aqui, onde hoje estão as comunidades da Maré, era habitado por índios há 8 mil anos.

Elisângela Leite

Cristiane (à esqu.), Anápuáka e Twry estão à frente do projeto

Indígenas da Maré, entrem em contato com o Grupo Raízes Históricas: Tel: 8653-2190 (celular da Twry, do Grupo Mães da Maré)


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POLÍTICAS PÚBLICAS

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Ameaça ao ir e vir Licitação da prefeitura prejudica usuários e motoristas de kombis Hélio Euclides

A licitação do transporte alternativo do município virou polêmica. O ato promovido pelo prefeito Eduardo Paes não agradou aos motoristas de kombis, que se sentem prejudicados por não terem sido ouvidos. Com isso, inúmeras linhas atuais ficaram de fora da licitação aberta pela prefeitura. Se for mantido o processo licitatório, no segundo trimestre deste ano a Maré contará com uma única linha, cujo trajeto ainda não foi divulgado. Outras terão direito apenas de cruzar a Avenida Brasil fazendo a ligação Bonsucesso x Ilha do Governador. Todas funcionarão 24h por dia.

munidades que não têm condições de receber ônibus. “Esse processo das licitações é uma agressão à lei. Estamos organizando um mandado de segurança contra a barbaridade que o prefeito está realizando, tudo para nos prejudicar. Ele rasgou um acordo que tinha feito antes da eleição, e inventou essa licitação logo no recesso parlamentar. Tudo nos leva a crer que ele quer o extermínio da categoria”, critica Paulo.

“Entregamos uma carta ao antigo secretário de Transportes, Alexandre Sansão, garantindo que passaríamos a ter kombis novas e que os motoristas fariam curso de direção. Contudo, não obtivemos resposta até hoje, e ainda levamos corrida da Polícia Militar e do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários, do governo do estado)”, conta o coordenador dos Cabritinhos da Maré, Ademir Mattos.

Para ele, a solução seria a legalização dos cabritinhos, nome dado às kombis de transporte alternativo de pequenos trajetos, que circulam com uma faixa azul escura no seu entorno. “Estamos com 16 mil assinaturas de moradores de toda a Maré, reivindicando a regulamentação dos cabritinhos para Bonsucesso. Já tentamos falar com o prefeito duas vezes, e ele não nos atendeu. Os motoristas todos têm carteira ‘D’; só na linha do Pinheiro são 11 cabritinhos, ou seja, 11 famílias que precisam do sustento”, desabafa. Os cabritinhos começaram em 1967, no Morro dos Cabritos, em Copacabana, por isso o transporte recebeu esse nome.

O diretor do Sindicato dos Permissionários dos Serviços de Transporte de Passageiros e Comunitário do Município do Rio de Janeiro (Sindvans-Rio), Paulo Oliveira, acredita que o transporte alternativo é de suma importância para co-

Ademir, por sua vez, critica ainda as exigências da licitação, pois o motorista não consegue concluir o processo de legalização. Entre as exigências, estão aquisição de vans (não haverá mais kombis) e motoristas com ensino médio completo. Não poderá mais haver cooperativas.

Moradores querem “cabritinhos”

A assessoria do prefeito Eduardo Paes informou que já realizou o processo de licitação das vans. O lote 3.2, que abrange a Leopoldina, reuniu 546 vagas e 26 linhas. A previsão é de que o resultado seja publicado no Diário Oficial do Município no mês de abril.


Crianças e adolescentes vão percorrer pontos culturais e históricos da Maré de bicicleta

Crianças e adolescentes da Maré vão poder conhecer os pontos de interesse histórico e cultural das nossas comunidades durante passeios coletivos de bicicleta. É o que propõe o projeto Maré sem Fronteiras, que acontecerá ao longo do ano oferecendo gratuitamente oficinas e pedaladas culturais.

ordenadora Maíra Spilak, da Redes da Maré, instituição que desenvolve o projeto com patrocínio do Criança Esperança.

Quem se inscrever poderá participar de até quatro bicicletadas em um ano, de um total de 20 planejadas. Serão abertas 50 vagas para crianças de 7 a 11 anos e outras 75 para adolescentes de 12 a 17 anos. A primeira pedalada está prevista para a segunda quinzena de março, em data a ser definida. Cada passeio terá a duração aproximada de duas horas e contará com apoio de monitores.

Oficinas a partir do dia 4 de março

A ideia é promover a circulação e integração dos moradores, fortalecendo os laços afetivos, a história e a cultura das 16 comunidades. Além disso, o projeto incentiva o uso das bicicletas como uma opção de transporte não poluente, que também ajuda a combater o sedentarismo. “O projeto é chamativo e vai envolver toda a Maré. Estamos nos organizando para registrar os passeios e transformá-los num vídeo. O convite é a todos que gostam de uma boa pedalada e queiram conhecer mais a história da Maré”, comenta a co-

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Hélio Euclides e Silvia Noronha

A primeira bicicletada deverá passar pelos espaços culturais da Nova Holanda e do Parque Maré. As seguintes incluirão Associações de Moradores, quadras, Cieps e demais pontos culturais e de luta dos moradores. A intenção é percorrer as 16 comunidades até o final do ano.

Já as oficinas terão início em 4 de março com os temas: Transmissão de memória, Audiovisual, Letramento e Expressão e Contação de Histórias. Os encontros acontecerão no Tele-Centro/Biblioteca Popular Lima Barreto, Lona Cultura Municipal Herbert Vianna e no Centro de Artes da Maré (CAM).

ROTEIRO CULTURAL

De bike pela Maré

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Maré sem Fronteiras Oficinas: Contação de Histórias 5as, de 15h às 17h Transmissão de memória 6as, de 9h às 11h e 16h às 18h Audiovisual 6as, de 14h às 16h Letramento e Expressão 6as, 15h às 17h Bicicletas culturais A partir de março, em data a ser definida.

Inscrições abertas

Centro de Artes da Maré: Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda. Tel: 3105-7265 De 2a a 6a, de 14h às 21h30. Secretaria da Redes Rua Sargento Silva Nunes, 1012, Nova Holanda. Tel: 3105-5531 De 2a a 6a, de 8h às 20h.


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ESPORTE

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Maré entra em campo na Taça das Favelas Torneio reúne Pinheiro, Nova Holanda, Parque União e Kelson Hélio Euclides

A Taça das Favelas, idealizada pela Central Única das Favelas (Cufa), chegou à terceira edição, reunindo 80 seleções, nas categorias feminino e masculino, com jovens de 15 a 17 anos.

Miguel Castro

Cassio Gil

Lourdes Lima

O evento, que aconteceu de 5 de janeiro a 2 de fevereiro, teve como objetivo principal promover a integração de diferentes comunidades por meio do esporte e, de quebra, também revelar talentos para o futebol. Da Maré tivemos três equipes masculinas: Vila do Pinheiro, Parque União/Nova Holanda e Marcílio Dias, que apesar de não chegarem à final, mostraram garra e determinação.

Time de Kelson’s unido e concentrado

Complexo da Maré (de amarelo) tenta pegar a bola

PU/NH parte para o ataque

Parque União e Nova Holanda juntos pela primeira vez

Gil Cunha

Estreante, o time do PU/NH treinou fora da Maré, utilizando o campo de futebol da Prefeitura da Cidade Universitária, Itube, e pagou para a peneira e os treinos. Nem isso atrapalhou a força de vontade de participação na Taça das Favelas. “Não tivemos apoio. Fomos com a cara e a coragem. Não podemos querer participar

de algo só para ganhar dinheiro. Dessa forma a comissão técnica não ganha nada, mas aceitamos a empreitada como uma chance de concorrer. Foi uma porta aberta”, enfatizou. Marquinhos lembrou o início da formação do grupo, com uma peneira de 200 crianças. O envolvimento da garotada o emocionou. “Quando vi o ônibus cheio e depois eles jogando, me emocionei. É muita felicidade. Isso é uma lição de vida. Para estar no time não precisa ser um novo Neymar, e sim participar do conjunto”, finalizou.

Paulo Victor

O representante do time Parque União/ Nova Holanda, Marcos Danilo, o Marquinhos, elogia o evento, por estimular a prática de atividades esportivas na favela. “O projeto é vitorioso. É cansativo, mas é gratificante”, realçou.

PU/NH (de vermelho) em campo contra o Complexo do Alemão


Seu colega Cosme Ferreira, o Pito, diz que o empenho é grande, já que todos da comissão trabalham fora e nas horas vagas ainda se dedicam ao projeto. O esforço é recompensado quando todos veem a garotada se dedicando ao esporte. “O projeto é interessante, pois une em torno da paz, sem rivalidade”, ressaltou.

camisa de onde mora. “O importante é que mostramos o potencial da nossa comunidade”, concluiu. Francimar Nunes, também integrante da comissão, crê no torneio como uma oportunidade, pois, em Marcílio, segundo ela, não aparece representante de clube, nem surgem projetos esportivos. “Nas outras comunidades têm tudo, até banco 24 horas; aqui não tem nada. Quem está dentro sabe das dificuldades de selecionar 22 atletas. Mas o destaque é que antes de ser jogador, ele tem que ser cidadão. Perdendo ou ganhando tem que ter dignidade. É na derrota que encaramos os desafios; e isso nós passamos para eles”, enfatizou.

Hélio Euclides

O zagueiro Paulo Alessandro, o Paulinho, apesar de não trazer o título, estava feliz em vestir a

Kelson’s (de azul escuro) contra Vila Beira

Pito (à esqu.), Francimar, Iago (Manga), Júnior e Paulinho

Cassio Gil

Vila do Pinheiro: até a vitória Pela segunda vez participando, a Vila do Pinheiro este ano apresentou uma novidade: o time recebeu o nome de Complexo da Maré. “A organização preferiu que usássemos esse nome, porque abrimos as portas para outros daqui participarem”, explicou a presidente do Conselho de Moradores da Vila do Pinheiro, Janaina Monteiro. Ela elogiou o trabalho da comissão técnica, que mostrou aos meninos a valorização da disciplina e da educação. O time, que perdeu nos pênaltis, promete participar das próximas edições. “Se tiver

que ir mil vezes, iremos e lutaremos para trazer o título”, afirmou Janaina. A oportunidade de conhecer pessoas de outras comunidades e também de aproximar moradores da própria Maré foram outros dois pontos destacados. “Os jogadores mostraram alegria de estarem ali; sobrou talento. Um dos diferenciais foi o nosso ônibus ter ido cheio ao torneio, com jogadores e parentes. A torcida era a família. Até churrasco de confraternização fizemos como uma forma de integração entre os familiares”, lembrou Janaina.

Complexo da Maré (de amarelo) contra Padre Miguel

Espor te

Marcílio Dias participou pela segunda vez, com o nome de Kelson’s. O time contou com a ajuda da associação de moradores e foi à luta. “Da organização do evento recebemos uniforme, chuteiras e almoço; o resto foi por nossa conta. Falta incentivo dos pais, pois tiramos dinheiro do nosso bolso. Estamos fazendo um trabalho de formiguinha”, desabafou Ana Simões, a Fofa, que integra a comissão técnica. Ela reclama da ausência do governo em Marcílio, especialmente na área de esporte e lazer.

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time Marquinhos, do va Holanda No o/ iã Un Parque

Marcílio Dias dribla a falta de apoio

Lourdes Lima

ão “Isso é uma liç de vida. Para não estar no time precisa ser um e novo Neymar, do sim participar conjunto.”

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esso eira em família nas ruas de Bonsuc

Brincad

E A L GRI A , ALEGR IA ! Fotos: Imagens do Povo

lo da Vila, do bloco Garga lo te en id es pr e s Garga O fundador io, o Marquinho o Marcos Anton

Bloco Gargalo da Vila desfila pelas prin

Hélio Euclides

Hélio Euclides

O Cacique de Ramos fez bonito

e e fama

na Av. Rio Branco, honrando nom

Elisângela Leite

cipais ruas da Vila do João

Rosilene Miliotti

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CARNAVAL

Rosilene Miliotti

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Destaque do Boca de Siri


co Gargalo da Vila, que

agitou a Vila do João

Rosilene Miliotti

Esse cara sou eu! Aqui também

tem o “cara”

O casal de presidiário veio com número nos uniformes:

171 e 172

Elisângela Leite

Escolas de samba da Maré fazem sucesso

Comissão de frente do Boca de Siri

Esse ano, as duas escolas de samba da Maré disputaram o título do Grupo C, na noite de domingo e madrugada de segunda-feira, em Campinho. Das 12 que disputaram o título, três sobem para a série B e cinco descem para o Grupo D. A verde e branco da Praia de Ramos, Boca de Siri, com o enredo “Brasil Território Xingu”, levou o 6o lugar, com um total de 297,7 pontos. Já a azul e branco da Nova Holanda, Gato de Bonsucesso, com o enredo “Gato Malandro Sonha mas não Engole Mosca”, alcançou 292,6 pontos, e ficou com a 11a colocação, caindo para o Grupo D. O Boca ganhou cinco prêmios da Associação das Escolas de Samba, que serão recebidos em 6 de abril, na quadra de Vicente de Carvalho.

Maré de Notícias 38 - Fevereiro / 2013

Hélio Euclides

O divertido desfile do blo

Rosilene Miliotti

O Carnaval local animadíssimo levou muita gente para as ruas da Maré. Veja só os cliques especiais de um grupo de fotógrafos do Imagens do Povo que criou o Folia de Imagens. Eles documentaram o carnaval de rua e farão exposições itinerantes ao longo do ano

Carnaval

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Carnaval

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Por toda parte Ratão Diniz

Léo Lima

Maré de Notícias No 38 - Fevereiro / 2013

Por toda a cidade teve blocos de rua com animados foliões. Os fotógrafos do Folia de Imagens circularam por vários lugares. Vejam só!

o

em Paraty, no sul do estad

Baixinha, na Favela do

Jacarezinho

Bate bola em Marechal Hermes

Edmilson de Lima

Luiz Baltar

Léo Lima

Foliões no Bloco da Lama,

quiço

Bate bola na Favela do Mu

o

la do Jacarezinh

Bate bola na Fave


Navegue com segurança!

MUNDO VIRTUAL

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Maré de Notícias 38 - Fevereiro / 2013

Conheça os riscos da internet e saiba como preveni-los, principalmente se você tiver crianças e adolescentes em casa Mirella Domenich

A internet faz parte de nosso cotidiano, seja em casa, nas lan houses, no trabalho. Ao mesmo tempo em que ela traz diversas possibilidades de aprendizado e de interações, também pode nos expor a alguns perigos, como crimes de pornografia, incitação da violência e de preconceitos.

• Navegue sozinho ou com seus filhos. Peça-lhes que ensinem o que sabem e navegue algumas vezes. Essa é uma boa forma de proteção, pois você não pode lutar contra o que não conhece! • Estabeleça regras razoáveis de uso da internet, que possam ser cumpridas. Por exemplo: durante a semana, permita o uso da internet para tarefas escolares e estipule um tempo para isso, fixe horários nos fins de semana que possam ser alternados com atividades ao ar livre; • Saiba onde seu filho navega e que sites ele frequenta; • Instrua seu filho a não divulgar dados pessoais; • Verifique se alguns sites ou redes sociais têm mecanismos de segurança e utilize-os. Algumas informações podem ser privadas ou públicas, e é importante ficar atento; • Não use fotos em alta resolução na construção de perfis em redes sociais. • É recomendado utilizar apelidos. “Não fale com estranhos”. Isso deve servir também para a comunicação virtual; • Caso encontre algum material violento ou ofensivo, explique a seu filho o que pretende fazer sobre o fato.

Dados divulgados pela ONG Safernet apontam que sete entre dez crianças entre 11 e 12 anos possuem perfil nas redes sociais e que 16% fizeram contatos com desconhecidos em jogos on-line. Ao mesmo tempo, metade dos pais e das mães não verificam as pessoas adicionadas no perfil da rede social dos seus filhos e 74% deles reconhecem que deveriam fazer mais em relação ao uso da Internet por seu filho. Tanto o adulto quanto a criança precisam saber como se comportar na internet para tirar o melhor proveito dela. Pensando nisso, o Maré de Notícias selecionou algumas dicas para você navegar com segurança.

Se você é criança ou adolescente... • Peça sempre permissão para seus pais quando for entrar na internet; • Não converse com estranhos, nem aceite nada deles na internet sem autorização de seus pais; • Nunca use seu nome verdadeiro nos jogos, no chat, e-mail ou site de relacionamento; • Não dê, nem mostre seu endereço, telefone, nome da escola ou dos parentes; • Sempre que acontecer algo estranho, chame um adulto de confiança para denunciar. Fonte: Safernet Brasil. ite Elisângela Le

Se você é adulto e tem criança em casa...


NOTAS

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O que acontece e o que não deixa de acontecer por aqui Maré de Notícias No 38 - Fevereiro / 2013

Conheça os cursos e oficinas com inscrições abertas na Maré e aproveite! Cursos diversos na Vila do João

Oficinas para mulheres no CRMM

Estão abertas as inscrições para os cursos de capacitação oferecidos gratuitamente pela Agência de Família, do Banco da Providência. Este ano, 30 famílias serão atendidas por semestre. O objetivo do projeto é ampliar as oportunidades de geração de renda familiar, por isso a ideia é atender mais de uma pessoa de cada casa. A agência também encaminha os formandos ao mercado de trabalho. Haverá cursos de cabeleireiro, manicure, mega hair, bolos e tortas, lancheiro, auxiliar de cozinha, mecânico de refrigeração, eletricista instalador doméstico e informática (pacote Office).

Em março, o Centro de Referência de Mulheres da Maré - Carminha Rosa (CRMM) abrirá novas turmas das oficinas de bordado, fuxico, crochê e dança. A grade de horários está sendo definida e é provável haver ainda mais atividades além das quatro oficinas já anunciadas. Lembramos que o CRMM oferece atendimento psicossocial e jurídico para mulheres vítimas de violência, mas as atividades extras estão abertas para todas as mulheres interessadas. O CRMM, que é gerenciado pela UFRJ, fica na Rua 17, s/n, Vila do João. De 2ª a 5ª, de 9h às 12h e de 13h às 16h. Tel: 3104-9896.

Inscrições até 21 de março, na Paróquia São José Operário, que fica na Via A1, n° 150, na Vila do João. Horário: de 8h às 14h. Mais informações com Vânia, no celular 8578-0628.

As inscrições para o Maré de Sabores podem ser feitas até 28 de fevereiro na secretaria da Lona da Maré. O projeto oferece formação gratuita em gastronomia, gênero e cidadania, com aulas às terças, de 13h às 15h, e às quartas- feiras pela manhã ou à tarde. As aulas de gastronomia incluem panificação, confeitaria, massas, saladas e alimentação alternativa/saudável, no primeiro semestre. No segundo semestre, as alunas que desejarem continuar, farão parte da oficina de Formação II, para aprimorar as técnicas gastronômicas a partir de um ponto de vista mais profissional.

Elisângela Leite

A Lona fica na Rua Ivanildo Alves, s/n, no Parque Maré. Inscrições de 2ª a 6ª feira, de 10h às 16h. Levar identidade, CPF, uma foto 3x4, comprovante de residência. O projeto é destinado a mulheres. Até 28/02.

Novo Espaço Infantil na Maré A prefeitura inaugurou, no dia 1º de fevereiro, mais um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) na Maré. O EDI Professora Solange Conceição Tricarico fica na Avenida Guilherme Maxwell, n° 107, onde ficava o antigo Sesi Maré, atrás da Escola Municipal Bahia. Esses espaços são destinados à educação na primeira infância, juntando creche e pré-escola. Atende crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses de idade.

Divulgação

Inscrições para o Maré de Sabores

Fotografia para pessoas com Down Inscrições abertas para a primeira turma das Oficinas de Fotografia para Pessoas com Síndrome de Down, do Imagens do Povo. O objetivo é possibilitar a sociabilidade dos alunos, trabalhando com o conceito de fotografia compartilhada, ou seja, quando fotógrafos e fotografados comungam as autorias e a realização das imagens. As oficinas serão coordenadas por João Roberto Ripper, fotodocumentarista criador do Imagens, e ministradas por Elisângela Leite, fotógrafa da agência escola e do Maré de Notícias. As oficinas são uma iniciativa do Observatório de Favelas em parceria com o Movimento + Down e Ateliê Espaço Terapêutico, com patrocínio dos Correios. As vagas são disponibilizadas, prioritariamente, para jovens e adultos de 15 e 29 anos, moradores de espaços populares. As aulas acontecerão às terças ou quintas, de 9 às 11h. Inscrições na sede do Observatório de Favelas, na Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, de 9h às 18h. Tel: 3888-3220 (ramal 213).


Cedae confirma obra, mas não em março

Maré na faculdade

Conforme antecipado pelo Maré de Notícias na Ed. 35, de novembro passado, boa parte de nossas favelas receberão, finalmente, obras no sistema de esgoto. Até o fechamento desta edição, o edital dessas obras estava em análise no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Depois disso, ainda haverá licitação.

Mais moradores da Maré estão ingressando este ano na faculdade. Em janeiro, pelo menos 20 alunos do Curso Pré-Vestibular da Redes (CPV) já tinham recebido o resultado. Entre eles, está Ubirajara Zeferino de Carvalho, o Bira, que vai cursar direito na Uerj. Anos atrás, ele já havia passado no vestibular, mas não conseguiu cursar devido à falta de acessibilidade. Bira é cadeirante. “Imagina chegar até o metrô? Só a kombi ou van até Maria das Graças. Os ônibus passam por fora quando o motorista vê alguém que usa cadeira de rodas”, diz ele, preocupado com a licitação aberta pela prefeitura (leia na pág. 4 desta edição).

Gilmar Cunha, fundador do Conexão G, ONG LGBT atuante na Maré, foi um dos 18 homenageados pelo Ministério da Saúde, em fevereiro, por seus trabalhos de prevenção à Aids em favelas do Rio. Gilmar e os demais homenageados são agentes de prevenção do projeto Aids e Comunidades, uma parceria entre a ONG Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e o Ministério da Saúde.

Maré de Notícias 38 - Fevereiro / 2013

A informação passada em novembro pelo diretor da Cedae, Marcello Motta, não incluía Roquete e Praia de Ramos. Agora só Marcílio ainda ficaria de fora. Segundo a Cedae, serão instalados troncos coletores de esgoto e as redes existentes serão desobstruídas. Resta saber se apenas desobstruir vai resolver os problemas nas ruas da Maré. Vamos todos acompanhar?

Homenagem

Lúcia Cabral

Silvia Noronha

Segundo a assessoria de imprensa da Cedae, o edital em análise prevê o tratamento na Estação de Alegria, no Caju, do esgoto proveniente do Parque União, Ruben Vaz, Nova Holanda, Parque Maré, Baixa do Sapateiro, Conjunto Nova Maré, Parque Esportivo da Maré, Timbau, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Roquete Pinto, Praia de Ramos, Conjunto Pinheiros, Parque Municipal da Maré, Conjunto Esperança e Vila do João, além da Fiocruz (Anexo), Área Militar e Ilha do Fundão.

NOTAS

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Lá Samba vence concurso

Pra passar com estilo

O Grupo Lá Samba, formado por moradores da Maré, foi um dos ganhadores do concurso Talentos do Samba, promovido pela Antarctica. A cerimônia de premiação ocorreu em 15 de janeiro, na Lapa, com um show de Arlindo Cruz, padrinho do concurso.

Para quem ainda não viu, sugerimos um passeio pelas passarelas da Vila do João e do Pinheiro, que foram grafitadas no final do ano por Felipe Reis, professor de Graffitti do Programa Criança Petrobras na Maré (PCP Maré) e seus amigos. Foram seis dias debaixo de sol (o tempo ajudou!) só grafitando, a pedido da Lamsa. “O barato foi o retorno da galera das comunidades. Rolou uma interação. As pessoas passando, se identificando. Até os passageiros de dentro dos ônibus mexiam com a gente”, conta Felipe, que grafitou ao lado dos amigos Ricardo Prema, Glauber Gal, Carlos Bob, Marcio Bunys e Kaja Man, além de dois instrutores do Grafitarte, projeto da Lamsa em Bento Ribeiro Dantas.

AF Rodrigues

Maré de Notícias No 38 - Fevereiro / 2013

“Pra nós do Lá Samba foi muito importante participar do concurso, pois abriu portas que antes não eram possíveis e têm outras oportunidades acontecendo. Vamos realizar duas grandes rodas de samba na Maré depois do carnaval para promover o Samba de Raiz e o Pagode Moderno. Nossa expectativa é nos preparar o máximo para não sermos pegos de surpresa, pois um leque de idéias foi aberto após ganhar o concurso e em breve sairá o CD Talentos do Samba”, conta Leonardo Acioly, voz, banjo e cavaquinho do grupo. As rodas de samba não tinham data definida até o fechamento desta edição.

Fiquem ligados: quando a Lona da Maré reabrir, o grupo Atari Funkerz, do qual participa Felipe, pretende promover encontros mensais de hip hop.

Elisângela Leite

Notas

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Receita deliciosa enviada pela Conceição, a Sula da banca da esquina das ruas Principal com Sargento Silva Nunes, na Nova Holanda. “Este bolo é simples, barato e rápido”, diz ela. Alguém duvida?

CULTURA

Bolo de iogurte natural

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2 xícaras de farinha de trigo cheias 1 e ½ xícara de açúcar (pode colocar 2, se preferir) 1 colher de sopa cheia de fermento 4 ovos 1 copo de iogurte natural ½ xícara de óleo

Modo de preparo Elisângela Leite

Bata o açúcar, óleo, ovos e o iogurte no liquidificador até formar um creme. Numa batedeira, coloque o fermento e a farinha de trigo e misture com o creme. Unte uma forma e coloque num forno pré-aquecido a 180° por 35 a 40 minutos, dependendo do forno. Mantenha sempre nesta temperatura para que o bolo fique cremoso e leve.

Entrada Gratuita OFICINAS REGULARES

PROGRAMAÇÃO A Temporada Maré de Artes Cênicas, que acontece no CAM sempre no último final de semana de cada mês, excepcionalmente em fevereiro apresentará os espetáculos no primeiro final de semana de março, por conta da agenda dos artistas. Sábado, 02 de Março, às 18h Espetáculo de Dança: Arquitetura do Samba Responsável: Andrea Jabor. Aprofunda o conhecimento sobre o samba e aproxima o público de nossa identidade cultural. Indicação de faixa etária: a partir de 10 anos. Duração: 50 minutos. Conheça mais em: http://www.youtube.com/watch?v=GkJJUGhpoTE Domingo, 03 de Março, às 18h Espetáculo de teatro infantil: A Aranha Arranha a Jarra Com a Companhia Pop de Teatro Clássico Responsável: Nara Kaiserman e Demétrio Nicolau Espetáculo infantil com musicalização e dramatização de conhecidos trava-línguas e que se organiza em quadros independentes, cada um deles determinado por um trava-língua. Classificação LIVRE. Duração: 50 mininutos Conheça mais em: http://www.caxiasdigital.com.br/blog/teatro-sesi-caxias-aaranha-arranha-a-jarra-a-jarra-arranha-o-trava-lingua/

2as Dança contemporânea

(12-18 anos) 18h30-20h

Dança de rua (Nível avançado) 20h-21h30 Cineclube Maré Cine sempre às 17h30

corporal (a partir de 16 anos) 18h30-20h 3as Consciência Percussão (Método O Passo) 20h-21h30

4as Introdução ao balé (a partir de 8 anos) 9h30-11h na Redes Dança de rua (a partir de 10 anos) 17h-18h30

5as Consciência Corporal (7-12 anos) 18h30-20h Dança criativa (7-12 anos) 18h30-20h Dança contemporânea 20h-21h30

6as Introdução ao Balé

(a partir de 8 anos) 17hs-18h30

Dança de salão (a partir de 16 anos) 18h30-20h e 20h-21h30

Guga Melgar

R. Bitencourt Sampaio, 181 Nova Holanda

(21) 3105-7265 Programação no local ou pelo tel. 3105-7265 - 2 a a 6a, de 14h às 21h30 As atividades regulares do Centro de Artes e da Escola Livre de Dança da Maré voltam em fevereiro.

Programação suspensa

Lona cultural

Herbert Vianna

A Lona da Maré está temporariamente fechada, desde 1º de fevereiro, por determinação da prefeitura. A decisão se estende a todos os equipamentos públicos de cultura pertencentes ao município, até que esses espaços tenham suas condições de segurança atestadas pelo Corpo de Bombeiros. A medida foi tomada por precaução, após o grave incêndio ocorrido em Santa Maria (RS).

cultura

Maré de Notícias 38 - Fevereiro / 2013

Ingredientes


pra Maré participar do Maré

al n r jo u e s o a t n a r

Ga

da sua todos os meses! Busque um exemplar na Associação de Moradores comunidade!

Pensando nas muitas questões sociais que me incomodam, escrevi algo que gostaria de compartilhar. Espero que gostem!

Maré de Notícias No 38 - Fevereiro / 2013

Sara Alves, da Vila do João A periferia está viva em cada cidadão ilhado, dos Direitos ausentados. Ensinamentos, em todos os tempos, pra os que estão atentos, atentos à desigual igualdade em toda cidade. E por mais que muitos não compreendam, periferia também é a cidade!

À margem estão suas inquietações! Sua passividade. Sua alienação. Sua falta de visão. Não a periferia! soal Arquivo Pes

Periferia é localização. E social construção. Querer estigmatizar quem num lugar está e sem conhecer é querer valer-se de um poder, sem Poder.

Cidade periférica. PeriferiaCidade. Única complexidade.

Leitora defende Aldeia Maracanã Aline Melo, do Projeto Maré Latina de Aprendizado, do Parque Ecológico, também entrou na luta pela preservação do antigo Museu do Índio, situado bem ao lado do estádio Maracanã. O governo do estado ameaça demolir o prédio para construir um estacionamento, o que provocou uma campanha de moradores do Rio e de fora da cidade favoráveis à

manutenção do local. Descendente de índios, Aline entrou na briga de corpo e alma. O prédio ficou abandonado durante anos até ser ocupado, em 2006, por índios de várias etnias. Atualmente, índios de 30 etnias vivem no Rio. Eles querem que o local seja restaurado e transformado num espaço de valorização da história e da cultura indígena.

“Minha bisavó era índia da tribo Puri, de Minas Gerais, e esta tribo veio para o Rio também. O projeto Maré Latina de Aprendizado está apoiando a aldeia dos índios, para não haver a demolição do prédio. Também estamos tendo aula de tupi guarani e reuniões para entender mais do nosso povo”, conta Aline.

Arquivo Aline Melo

ESPAÇO ABERTO

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Índio Puri Daua (à esq.), Aline Melo e Graciano Cunha

PARA EMAGRECER

Parece que tem um golpe novo na praça: o malandro te aborda na rua, vem e te oferece um óculos sem lente. Não pega não, que isso é armação !

- Doutor, como eu faço para emagrecer? - Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. - Quantas vezes, doutor? - Todas as vezes que lhe oferecerem comida.

Rin do at o a trampolim

)

golpe novo

- por que construíram um trampolim no pólo-norte? - Para o urso polar...

Maré de Notícias #38  

No Maré de Notícias deste mês: indígenas, sem fronteiras, folia, kombi, Taça da Favelas e muito mais.

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