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REDE LA SALLE ANO XXXV - DEZEMBRO DE 2011 N.º 108

ENTREVISTA Educadores da Rede La Salle refletem sobre a aprendizagem e o afeto. ARTIGOS Interesse e motivação: um passo para a satisfação em aprender

Matéria de capa:

EDUCAR COM AMOR Uma proposta de educação que transcende habilidades e competências técnicas


Expediente

Editorial O conhecimento nos leva à descoberta, ao inusitado, ao que parecia impossível alcançar. O conhecimento abre portas, escancara janelas, aponta caminhos e torna real o desejo impossível. Quanto mais a gente sabe, mais quer saber. Quanto mais conhecimento, mais vontade de aprender. Porque o conhecimento seduz, cativa, inspira e emociona. O texto acima integra a carta de lançamento do novo posicionamento institucional da Rede La Salle “O Conhecimento Emociona”, lançado em agosto de 2011. Decidimos abordar esse tema na nossa Revista Integração Nº 108 e quando começamos a explorar livros, reler documentos oficiais e entrevistar especialistas em educação, não imaginávamos encontrar tantos subsídios históricos e atuais que comprovam o ideal de que a educação lassalista tem na sua essência o amor. E se pararmos para pensar no dia a dia de nossas comunidades educativas, seja ela de educação básica ou educação superior, seria impossível negar que educação e emoção estão intimamente relacionadas. É emocionante acompanhar a alfabetização das crianças, as descobertas dos pré-adolescentes, as escolhas de futuro dos jovens, e a consolidação das carreiras dos adultos. É emocionante viver e trabalhar pela causa da educação. Por isso, as editorias Entrevista e Capa estão totalmente dedicadas ao afeto e a emoção. Além delas, ao passar por todas as páginas da publicação, você poderá comprovar que, desde os tempos de São João Batista de La Salle, esta verdade é difundida pela Rede. Também aproveitamos para registrar o nosso especial agradecimento ao Irmão Lassalista Arnaldo Hillebrand, tradutor do livro Tocar os Corações – Educar a partir do amor, que embasou todas as seções que abordam a temática central da Revista. Aproveitamos este espaço para comemorar junto aos nossos leitores mais um ano em que somos premiados pelo Sindicato do Ensino Privado do RS (SINEPE/RS) na categoria Mídia Impressa, do Prêmio Destaque em Comunicação. É mais uma comprovação de que, há 35 anos, a Revista busca apresentar temáticas relevantes, comprometida com o desenvolvimento das instituições da Rede La Salle.

ANO XXXV – Nº 108 DEZEMBRO DE 2011 A Revista Integração é o orgão oficial de comunicação das Comunidades Educativas das Províncias Lassalistas de Porto Alegre e de São Paulo (Reg.Esp.Matr.N.º170), com tiragem de 3 mil exemplares e circulação semestral. Está inscrita sob o ISSN 1982-3991. Província Lassalista de Porto Alegre Diretor Presidente Jardelino Menegat Diretor Administrativo Olavo José Dalvit Diretor de Educação e Pastoral Cledes Antonio Casagrande Diretor Secretário João Angelo Lando Província Lassalista de São Paulo Presidente Paulo Petry Vice-Presidente Arno Francisco Lunkes Tesoureiro Waldemiro José Schneider Secretário Provincial Israel José Nery Revisão Elisa Becher Ávila

Desejamos uma excelente leitura!

Comissão Editorial SEIS OUROS!!! A Revista Integração detém a premiação máxima do Prêmio Destaque em Comunicação do SINEPE/RS com o ouro na categoria Mídia Impressa - Mantenedora. A publicação foi premiada em 2003, 2004, 2005, 2007, 2009 e 2011.

Comissão Editorial Cledes Antonio Casagrande - coordenador Adriana Beatriz Gandin Arno Lunkes João Angelo Lando Lúcia Rosa Mary Rangel Tiago Schmitz Jornalista Responsável Tiago Schmitz - Mtb 12842 Redação e Expediente Setor de Marketing da Rede La Salle Rua Honório Silveira Dias, 636 Porto Alegre-RS - Brasil - 90550-150 Fone: +55 (51) 3358-3600 Fax: +55 (51) 3343-2322 marketing@lasalle.edu.br Editoração Roberto Monte Maior de Oliveira Tiago Schmitz Foto da Capa Campanha Institucional da Rede La Salle Os artigos são de responsabilidade dos seus respectivos autores

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Índice

Cultura Memórias da Feira do Livro de Porto Alegre

Nos tempos de La Salle Conhecer, Amar e Praticar

Sou Lassalista Depoimentos de alunos, professores e colaboradores lassalistas sobre sua vivência na Rede La Salle

Eventos 16. Projeto Orquestra La Salle Caxias proporciona música para todos 17. O incentivo à educação em debate no II Fórum de Ensino Superior 18. Campus Tour Unilasalle reúne mais de 1200 alunos 19. Mundo ONU La Salle 2011: “Promover direitos, valorizar culturas”

Rede 20. Província La Salle Brasil - Chile: Nova Direção da Rede La Salle para o triênio 2012-2014 21. Mensagem à família Lassalista

Experiências 22. Semana dos Esportes Radicais 23. Um sonho chamado “Chair Parade” 24. II Festival da Matemática em Ação 25. Intercâmbio Cultural entre Instituições 26. Educação para o trânsito: parada obrigatória na escola 27. O aniversário de seu Alfabeto 28. A interface entre Conhecimento e a Emoção

29. Perfil do profissional do Ensino Religioso 30. Oficina das Profissões 31. A Culinária na Educação Infantil 32. Atividades em comemoração a Semana do Estudante 33. La Salle Esmeralda: uma escola cheia de encantos

Capa Educar com Amor - Uma proposta de educação que transcende habilidades e competências técnicas

Diário de Classe Breves relatos de atividades desenvolvidas nos Colégios Lassalistas

Artigos 52. Afetividade e a educação do século XXI 54. Adequação dos métodos de Ensino 55. Leitura: Conhecimento e Emoção 56. Interesse e motivação: um passo para a satisfação em aprender 58. Emoções na sala de aula 59. A confiança básica

Entrevista 08 Aprendizagem de mãos dadas

Canal Aberto 60. As razões da emoção 62. A influência das Redes Sociais

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com o afeto

Nossos Ícones Indica uma página na internet ou um e-mail.

Referências bibliográficas ou mesmo indicações de leituras que digam respeito à matéria em pauta.


Revista Integração

Edição 71 - 1996

Educar com Amor A Edição 71, da Revista Integração, trouxe como tema os estudantes, pois “são eles a razão de ser das Escolas Lassalistas e de toda a preocupação, tanto oficial, como da iniciativa privada pela educação. Para nós, lassalistas, este olhar para o educando tem uma tonalidade de fé e de amor. Esta reflexão faz parte da seção EDUCAÇÃO, que nos apresenta outras reflexões importantes”. Educar, com amor! É esse o título do artigo escrito pelo Ir. Adriano J. H. Vieira, com o intuito de provar que é possível sim uma escola ter, como principal ponto de currículo, o amor. “(...) o amor participativo, dinâmico, criativo. Afinal de contas, a quem interessa mais a educação se não aos educandos? (...) Educar com amor não é ser complacente, é desafiar porque se acredita (...). A Escola constrói sua verdadeira educação a partir dessa valorização do outro, sua história e suas experiências (...). A escola, como espaço educativo, se concretizará se oportunizar o encontro de saberes, a partilha das riquezas culturais que recheiam os educandos que se apresentam diante de nós, com os olhos brilhando, esperando o momento de manifestar sua experiência, como luz que vai ajudar a iluminar a vida de outros. A escola constrói sua verdadeira educação a partir dessa valorização do outro, sua história e suas experiências. (...) Educar com amor é levar a sério a realidade de cada educando. Dispor-se a aprender com ele. Desafiá-lo. Olhar para cada um acreditando na riqueza que traz consigo. Lembrando sempre que a prática educativa autêntica carrega em si os valores evangélicos. Educar com amor é ensinar a bem viver”.

pode ser vivenciada no mundo da educação. (...) Olhando para trás, caro Leigo Lassalista, hoje você pode dizer com Espírito de Fé: Deus me ajudou quando escolhi a profissão de Professor. Quando o Diretor do Colégio o aceitou como colaborador, foi a mão de Deus que inspirou a responder sim, trabalhe conosco. Também Deus o inspirou quando você aceitou o desafio de ingressar no Leigo (...)”

7º grupo de formação de leigo lassalista

As necessidades dos jovens de hoje

Quando em 1989 foi convidado para fazer parte do 1º Grupo de Formação Lassalista, o Ir. Luiz Silvestre Vian, na época Assistente Social do La Salle Hipólito Leite, não podia imaginar uma nova visão de engajamento que iria provocar em sua vida. “(...) Nestes sete anos de caminhada com o leigo lassalista, sinto que valeu a pena ter aceito este desafio, pois, nesses encontros, nessa caminhada, pude contribuir, não tanto pelas palestras, ou pelos conteúdos desenvolvidos, mas pela vivência, pelo estar-junto e ser um amigo lassalista entre lassalistas. Penso que recebi mais amizades, incentivos e crescimento na fé do que dei a esses leigos. (...) Nós, Irmãos, precisamos dos leigos, não só porque eles são os nossos colaboradores diretos, mas para fazê-los sentir que existe uma vocação laical, a vocação batismal que

Uma importante reflexão feita pelo Ir. Maurice de Coen, traduzido por Ir. Joaquim Sfredo, sobre as necessidades dos jovens de hoje: “Como no tempo de La Salle, vivem os jovens um período de crise: crise econômica, crise social, crise moral. Uma escola lassalista deve criar para eles um marco, um modo de vida e de relações e um tipo de pedagogia que tornem possível a descoberta de uma pessoa de referência, Deus; a criação de um quadro de valores; a criação de uma comunidade onde possam ter compreensão, desenvolver-se e expressar-se (...) A escola lassalista ensinaria aos jovens executar com abnegação, sob o olhar de Deus, coisas singelas – mas úteis para todos e a bem fazê-las, como La Salle, com S. Muciano Maria”.

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Cultura

Memórias da Feira do Livro de Porto Alegre Por Cristiane Pozzebon e Ana Guimarães Coordenadora e Suporte da Rede de Bibliotecas Lassalistas - REDEBILA Com o slogan “Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo” é que, há 57 anos, ocorre a maior feira de livros a céu aberto da América Latina: a Feira do Livro de Porto Alegre. O evento acontece todos os anos, na Praça da Alfândega, localizada no Centro da Capital gaúcha, com o objetivo de popularizar o livro, apresentando descontos atrativos e promoções, bem como balaios, nos quais se encontram obras mais antigas, porém com preços acessíveis. A Feira foi idealizada por Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias e o seu formato foi inspirado em uma Feira da Cinelândia, no Rio de Janeiro. Com estandes de livrarias e editoras ao ar livre, bem como atrativos. Sessões de autógrafos são comuns de acontecerem, e a presença de grandes autores atraem o público para a Feira. Algumas curiosidades constroem a história da feira, que em 2010 foi considerada Patrimônio Imaterial da Cidade de Porto Alegre pela Secretaria de Cultura. Dentre elas:

§ A primeira Feira do Livro foi inaugurada em 16 de novembro de 1955, com 14 barracas de madeira, instaladas ao redor do monumento General Osório.

§ O espaço para sessão de autógrafos acontece pela primeira vez, na segunda edição da Feira. § Em 1963, foi fundada a Câmara Rio-Grandense do Livro que ficou responsável pela organização das Feiras do Livro. § A partir de 1980 foi iniciada a venda de livros usados. § Em 1994, algumas alamedas ganharam cobertura, pois é histórica a relação da Feira com a chuva. § Em 1996, a Feira passou a realizar parcerias e receber patrocínios através da Lei Nacional de Apoio à Cultura (Lei Rouanet), também nesse ano foi criado um espaço para atender ao público infantil.

§ No início de 2000, a partir da conquista na área de patrimônio e criação de novos centros culturais em torno da Praça da Alfândega, a programação cultural cresceu em número de autores e visitantes (Santander Cultural, Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, além dos já existentes Museu de Arte do Rio Grande do Sul e Memorial do RS). § Em 2006, foi reconhecida pela Presidência da República como um dos eventos mais importantes do país. A Feira do Livro traz uma particularidade: a cada edição, homenageia-se um patrono. A figura de um patrono trazia, em seu conceito, a ideia de homenagem a um escritor, artista ou cientista já falecido. Esta ideia foi praticada até 1983, mas a partir de 1984, a escolha do patrono passou a homenagear, em vida, escritores gaúchos radicados no Estado. Por se tratar de um evento cultural, influenciado pelas transformações urbanas e sociais, considerado por muitos como um evento elitizado, mesmo assim, é possível afirmar que a Feira do Livro de Porto Alegre é um espaço democrático, que proporciona o acesso à cultura aos mais diversos públicos. Prova disso, são as atividades oferecidas com entrada franca, como debates, aproximação com os escritores, saraus, contações de histórias, seminários, oficinas, apresentações artísticas, exibições de filmes entre outras atividades. BENTANCUR, Paulo; FONSECA, Joaquim da. A Feira do Livro de Porto Alegre. Porto Alegre: Câmara Rio-Grandense do Livro, 1994. CÂMARA RIO-GRANDENSE DO LIVRO. Histórico. Porto Alegre, 2011. Disponível em: <http://www.feiradolivro-poa.com.br/feira/historico> Acesso em nov. 2011 DEROSSO, Simoni; ORTIZ, Helen; SODRÉ, Elaine. Os bastidores da Feira do Livro. Porto Alegre: Secretaria Municipal da Cultura, 2000.

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Nos de Lade Salle S達o tempos Jo達o Batista La Salle

Conhecer, Amar e Praticar Por Irm達o Edgard Hengem端le

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Nos tempos de La Salle

REFERÊNCIAS BLAIN, Jean-Baptiste. La vie de Monsieur JeanBaptiste de La Salle, instituteur des Frères des Écoles Chrétiennes. Vol. II; Relato de várias coisas ocorridas no Instituto. Rouen: Jean-Baptise Machuel, 1733. BRAIDO, Pietro. La experiencia pedagógica de Don Bosco. Roma: LAS, 1989. FIÉVET, Michel. Les enfats pauvres à l´école. Paris: IMAGO, 2001. FURET, François; OZOUF, Jacques (Dir.). Lire et écrire. Paris: Les Éditions de Minuit, 1977. LA SALLE, João Batista de. Obras Completas, em vias de publicação. Editora Unilasalle (Coord. da tradução: Edgard Hengemüle). Inclui, entre outras: Cânticos espirituais (CE). Cartas (C). Guia das Escolas Cristãs (GE). Meditações para todos os domingos do ano (MD). Meditações para as principais festas do ano (MF). Meditações para o Tempo do Retiro (MR). Regras Comuns dos Irmãos das Escolas Cristãs (RC). Regras do decoro e da urbanidade cristãos (RU). MORALES, Alfredo A. Espíritu y vida. 2 vol. Bogotá: Monserratte, 1990.

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Entrevista

Aprendizagem de m達os Por Clarissa Thones Mendes Jornalista

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dadas com o afeto


Entrevista

“O pai tem que dar limites, mas não bater. Tem que respeitar o filho, assim como o professor também deve respeitar o aluno. Já a mãe entende o filho, ela é educadora por natureza” Ir. Arnaldo Hillebrand

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Entrevista

“A afetividade, ou os processos afetivos nunca são em excesso. Tornam-se de pouco valor se não há relação com a compreensão do que está acontecendo no momento, ou sem referência à história pessoal.” Ir. Paulo Dullius

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Entrevista

“Para a Criança, a relação afetiva é extremamente importante para que a aprendizagem ocorra. O professor precisa estabelecer esta relação entre aprendizagem e afeto” Rosilene Nogueira Diretora da Escola La Salle Sapucaia

Quem são eles? Irmão Arnaldo Hillebrand É um sábio lassalista responsável pela tradução para o português da obra “Tocar os corações a partir do amor”. Formado em Letras AngloGermânicas, com Especialização em English Composition, ele tem 41 anos de experiência docente e vivência escolar. Irmão Paulo Lari Dullius É Doutor em Antropologia Filosófica pela Universidade Pontifícia Salesiana, de Roma, já integrou a diretoria da Rede La Salle, e defende o ato de educar a partir da pedagogia do fundador da congregação, João Batista de La Salle. Rosilene Nogueira É diretora da Escola La Salle Sapucaia/RS, com formação e especialização em educação, trouxe para a entrevista sua experiência no dia a dia de uma instituição lassalista que busca educar a partir e para o amor.

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Sou La Salle

QUEM? O aluno Diogo Taunay QUANDO? No dia 19 de agosto ONDE? Na entrada do Colégio La Salle Abel, de Niterói/RJ POR QUÊ? O aluno estava na hora do recreio e perguntaram a ele o que ele “mais ama no Colégio” de acordo com o tema da Campanha da Rede, “Eu amo fazer Amigos”.

QUEM? O aluno Leonardo Nunes QUANDO? No dia 19 de agosto ONDE? Na biblioteca do La Salle Santo Antônio, de Porto Alegre/RS POR QUÊ? O aluno estava procurando um livro, quando perguntaram, o que ele “mais ama”, e ele respondeu, com todo carinho, que ama a Professora Vera. “Profe.”, fica o recado do seu aluno.

QUEM? O aluno Nikolas Soares QUANDO? No dia 19 de agosto ONDE? No pátio do Colégio La Salle Santo Antônio, de Porto Alegre/RS POR QUÊ? O Nikolas estava no horário do recreio, brincando com os seus amigos, quando deram um papel e uma caneta e pediram que ele dissesse “o que ele mais ama”. E a resposta está ai!

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Sou La Salle

QUEM? Os amigos Adriano Cicolella e Gabriela Chaves QUANDO? No dia 15 outubro ONDE? No Parque da Redenção, em Porto Alegre/RS. POR QUÊ? A Rede La Salle e a agência Matriz juntas na ação “La Salle nas alturas”.

QUEM? A Assessora de Comunicação do La Salle São João, Daniele Lopes QUANDO? No dia 16 de outubro ONDE? No Parque da Redenção, em Porto Alegre/RS. POR QUÊ? A Dani decidiu experimentar o voo no balão e sentir a sensação de estar nas alturas.

QUEM? O Vice-Diretor do Colégio La Salle Dores, Ir. Carlos A. Jamade Hirmas e a Assessora Educacional Adriana Gandin QUANDO? No dia 16 de outubro ONDE? No Parque da Redenção, em Porto Alegre/RS. POR QUÊ? Durante a Ação do Balão, registrando o momento em que o balão estava pronto para voar.

QUEM? A galera do Colégio La Salle Dores, apresentando o FalaDores: Caroline Castiel, João Pedro Torma Lindemann, Samyra Espíndola, Bruno Brodt, Otávio Antunes e Samara Espíndola. QUANDO? No dia 15 de outubro ONDE? No Parque da Redenção, em Porto Alegre/RS. POR QUÊ? Durante a Ação do Balão, realizada pela Rede La Salle, os estudantes do La Salle Dores apresentaram, ao vivo, o programa comandado por eles durante o recreio do Colégio. Eles entrevistaram o pessoal que por ali passava .

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Sou La Salle QUEM? O colaborador Zacharias Nascimento QUANDO? No dia 20 de agosto ONDE? Na sala de aula do Colégio La Salle Abel, em Niterói/RJ POR QUÊ? Dando continuidade a nossa Campanha, o Zacharias estava indo para as suas atividades e parou para responder “o que ele mais ama”. A resposta mostra que o colaborador lassalista também ama o que faz.

QUEM? O aluno Marcio QUANDO? No dia 20 de agosto ONDE? No corredor do Colégio La Salle São João, de Porto Alegre/RS POR QUÊ? Estava indo para a aula, e perguntaram a ele “O que tu mais amas?”. Ele respondeu que gosta de trabalhar com voluntariado. Parabéns, Marcio, pois se todos ajudarmos um pouco, fazendo a nossa parte, o mundo será mais feliz.

QUEM? As alunas Gabriela Rossi e Karina Hopperdizel QUANDO? No dia 25 de fevereiro ONDE? No recreio do Colégio La Salle Dores, em Porto Alegre/RS POR QUÊ? As meninas estavam conversando sobre o final de semana e foi solicitado que escrevessem “o que elas mais amam”. Música e expressão são habilidades fundamentais no desenvolvimento.

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QUEM? O aluno Daniel Rosa QUANDO? No dia 20 de agosto ONDE? Na sala de aula do Colégio La Salle Abel, em Niterói/RJ POR QUÊ? O Daniel estava na sala de aula, preparando-se para ir para o recreio e parou pra responder o que ele “mais ama”. E “Participar” foi a resposta dele. Isso aí, Daniel, é sempre bom contar com pessoas motivadas.


Sou La Salle

QUEM? Os alunos Juliana Magalhães, Vanessa Santos, Greyce Sironi Muller e Arthur Santos QUANDO? 03 de novembro ONDE? No saguão do Prédio 15, no Unilasalle – Canoas/RS POR QUÊ? A galera estava participando do Lançamento do Vestibular de Verão Unilasalle e do Blog do Vestibular 365 dias.

QUEM? Graciema de Fátima da Rosa QUANDO? 03 de novembro ONDE? No Saguão do Prédio 15, no Unilasalle – Canoas/RS POR QUÊ? A Graciema ama ser La Salle e também estava participando do Lançamento do Vestibular de Verão Unilasalle e do Blog do Vestibular 365 dias.

QUEM? Profª. Vera Ramirez, Ir. Paulo Fossatti, Ico Thomaz e Ir. Cledes Antonio Casagrande QUANDO? 03 de novembro ONDE? No Saguão do Prédio 15, no Unilasalle – Canoas/RS POR QUÊ? Lançamento do Vestibular de Verão do Unilasalle, com Ico Thomaz, apresentador do Programa Patrola, trabalhando a Campanha Institucional da Rede La Salle “O Conhecimento Emociona”.

PARTICIPE! Mande com a descrição situações a dia PARTICIPE! Mande suasua fotofoto com a descrição de de situações do do diadia a dia nosnos ambientes instituições lassalistas para a Revista, através e-mail ambientes dasdas instituições lassalistas para a Revista, através do do e-mail . As fotos devem mínimo 2 mega marketing@lasalle.edu.br marketing@lasalle.edu.br . As fotos devem terter no no mínimo 2 mega de de resolução. resolução.

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Eventos

Projeto Orquestra La Salle Caxias

proporciona música para todos Por Claudia Giovana Bressan Coordenadora do Projeto no Colégio La Salle de Caxias do Sul/RS Projeto Orquestra La Salle Caxias é uma iniciativa cultural e social da Rede La Salle, em parceria com a Associação de Pais e Mestres, que atende, gratuitamente, mais de duzentas e cinquenta crianças e jovens de escolas públicas e particulares, bem como adultos de diversos segmentos da comunidade caxiense e da região.

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Sob a direção artística e regência do Maestro Ion Bressan e coordenação geral de Claudia Bressan, os alunos desenvolvem, no projeto, atividades de prática de instrumento, orquestra e canto coral, integrando as Orquestras La Salle Caxias, Preparatória e de Câmara, e os Coros Adulto e Infanto-Juvenil La Salle Caxias. Em 2011, foram realizados quatro concertos. No dia 29 de maio, na Igreja Imaculada Conceição, o Colégio La Salle Caxias comemorou a passagem de seus 75 anos de fundação, com um concerto que reuniu 320 instrumentistas e cantores, a partir de sete anos de idade.

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O público teve a oportunidade de conferir um repertório que incluiu músicas como “Ameno”, do grupo Era, e “Conquista do Paraíso”, do compositor grego Vangelis. Em 16 de outubro, aconteceu o Grande Concerto Sinfônico, no Ginásio de Esportes da Escola, onde mais de 1700 pessoas assistiram, em duas sessões, a 400 músicos do Projeto e grupos convidados, dentre eles a Orquestra de Metais da Banda Marcial do Colégio La Salle São João. E, encerrando a programação, no dia 19 de novembro, a apresentação ocorreu no Largo da Estação Férrea, a convite da Secretaria Municipal de Cultura, por ocasião do Brilha Caxias. O Projeto, que conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura e é patrocinado pelas Empresas Randon, Cadence, Roni da Silva Chaves, Florense, Di Ferro Aços Especiais e Caderode, pretende formar, a partir de 2012, a Orquestra Sinfônica La Salle (OSLA), orquestra da Rede La Salle, integrando grupos de diversas escolas lassalistas.


Eventos

O incentivo à educaçãoem debate

no II Fórum de Ensino Superior Por Fernanda Mallmann Assessora de Comunicação da Faculdade La Salle Estrela/RS noite do dia 29 de setembro foi reservada para debater educação na Faculdade La Salle Estrela. A Instituição sediou o II Fórum de Ensino Superior, que reuniu estudantes, professores, autoridades e empresários da região.

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Em pauta, esteve a importância da educação superior e como ela é uma ferramenta para a capacitação e qualificação profissional. No encontro, o Diretor Geral da La Salle Estrela, Irmão Marcos Antonio Corbellini, e o Diretor Acadêmico da Faculdade e Coordenador do Evento, Padre Rogério Ferraz de Andrade, salientaram a necessidade de se criarem políticas públicas para elevar o nível do ensino no país. Para o Padre Rogério, mesmo que o número de alunos em cursos superiores tenha duplicado nos últimos anos, com a ampliação da oferta de instituições e incentivos por parte do governo,

ainda existe uma grande falha na formação superior. Ela ocorre pela falta de estímulo para que os jovens e adultos busquem uma formação acadêmica. “Não basta só incentivar com bolsas de estudo. Se o estudante não tem apoio no trabalho, como flexibilização na carga horária ou até incentivo do empregador, muitos alunos da graduação desistem antes de concluir o curso”, observou o Padre. O evento teve também a participação do professor Silvio Teitelbaum, que é assessor em Gestão da Rede La Salle. Teitelbaum falou ao público e ressaltou, especialmente aos empresários que estavam presentes no fórum, que a educação pode ser estratégica em favor das organizações, já que colaboradores capacitados podem gerar melhor retorno às empresas onde atuam. Durante o encontro, a direção da Faculdade apresentou um histórico do trabalho que vem

desenvolvendo em Estrela. A Faculdade completou dois anos, no município, no mês de setembro. Nesse período, iniciou e tem em andamento turmas nos cursos superiores de tecnologia em Turismo, Secretariado e Agronegócio. Além de também já ter aprovado o curso superior de tecnologia em Gestão Ambiental, e Gestão Financeira, e o Curso de Bacharelado em Administração que serão oferecidos no próximo Vestibular. Na pósgraduação, a instituição tem quatro cursos em andamento e novas especializações e MBAs com inscrições abertas. Os cursos serão ofertados no primeiro semestre de 2012. Para a direção da Faculdade La Salle Estrela, que projeta a autorização de novas graduações em breve, o oferecimento dos cursos, tanto na graduação como na pós-graduação, é uma maneira de oportunizar o acesso e de incentivar o Ensino Superior na comunidade onde a instituição está inserida.

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Eventos

Campustour Unilasalle

reúne mais de 1.200 alunos Por Clarissa Thones Mendes Analista de Comunicação do Unilasalle Canoas/RS

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vento promovido anualmente pelo Unilasalle, com o objetivo de abrir as portas da instituição aos alunos de ensino médio de Canoas e região, promovendo um contato mais direto dos alunos com os 36 cursos de graduação da instituição. Este é o Campustour, realizado no mês de outubro no Unilasalle. Mais de 20 escolas estiveram presentes, proporcionando aos alunos da 2ª e 3ª série do Ensino Médio a participação em testes vocacionais, esportes radicais, palestra e visitação aos lounges dos cursos.

A aluna Bianca Vitale, do Colégio José Loureiro da Silva de Esteio, chegou no Campustour ansiosa para saber mais sobre o curso de Enfermagem. “Sempre gostei da área da saúde e agora descobri que aqui tem o curso que quero”, falou a aluna, de 17 anos. Sua colega, Carine Oliveira ficou interessada no Curso de Design de Produto. “Eu penso em fazer Arquitetura, mas de repente esse curso tecnólogo seja interessante também”, falou Carine.

Às 8h da manhã, os ônibus já começavam a chegar ao Unilasalle e foram lotando, pouco a pouco, o Centro Poliesportivo com rostos dos mais variados perfis. Ico Tomaz, apresentador do Programa Patrola, fez a recepção, despertando a atenção e animando a plateia. O Prof. Dr. Paulo Fossatti, Reitor do Unilasalle, fez o uso da palavra, relembrando os objetivos do evento e dando as boas-vindas. “Todos queremos ser bem sucedidos no mercado de trabalho, por isso desejo que hoje seja um dia de reflexão e aprendizado para todos”, falou o Reitor.

O palestrante Carlos Alberto Carvalho Filho, autor de “Você é o Cara”, conquistou a atenção dos alunos ao falar de uma forma descontraída sobre a escolha profissional. “Nunca queiram ser quem vocês não são. Somos únicos, inimitáveis e irrepetíveis: todos podemos fazer a diferença”, falou o palestrante, intensamente aplaudido pelos alunos. “Ele conseguiu atingir os alunos e falou exatamente o que eles precisam ouvir nessa época tão importante da vida. Nós trabalhamos todos os dias para que eles busquem paixão naquilo que fazem”, falou a orientadora educacional do La Salle São João, Fabiana Schumacher D’ávila.

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Paixão pelo que se faz Depois da palestra, os alunos puderam escolher entre participar de um teste vocacional, aplicado por professores e alunos do Curso de Psicologia do Unilasalle, ou conhecer os cursos na área da Feira das Profissões. Também estava à disposição dos alunos um ambiente repleto de atrações como cama elástica, escalada, luta de cotonetes e orbital. O ambiente de descontração permitiu também a integração dos alunos de diferentes escolas, que no final do evento, ainda curtiram o show da Banda Splash.


Eventos

Mundo ONU La Salle 2011:

“Promover direitos, valorizar culturas” Por Jones Godinho Professor do Colégio La Salle Manaus/AM

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om o tema: “Promover Direitos, Valorizar Culturas” aconteceu, nos dias 20 e 21 de outubro deste ano, no Centro Educacional La Salle Manaus, a 2ª edição da Mundo ONU La Salle. Num mundo de cerca de 200 países e quase cinco mil etnias, além das várias filiações ideológicas e religiosas, faz-se necessário o debate sobre o tema da diversidade cultural e do respeito às liberdades, combatendo a discriminação, incentivando o respeito e a tolerância.

Durante os dois dias do evento, os estudantes do Ensino Médio, tornaram-se diplomatas de países membros da Organização das Nações Unidas e simularam procedimentos de negociação internacional, procurando solucionar conflitos e estabelecer cooperação. A Mundo ONU La Salle visa desenvolver princípios fundamentais para o aperfeiçoamento pessoal, social, acadêmico e profissional de todos os envolvidos por meio de três pilares: 1) aquisição de conhecimento; 2) desenvolvimento de habilidades e 3) adição de valores.

Na aquisição de conhecimentos os estudantes dedicam-se a conhecer e estudar os tópicos da agenda internacional, a história e a cultura dos países que irão representar, sua posição diante dos grandes temas mundiais, bem como o sistema das Nações Unidas. Quanto ao desenvolvimento de habilidades, enquanto conferencistas, os mesmos têm a oportunidade de aprimorar a oratória, os métodos de pesquisa, a escrita, a comunicação, o trabalho em equipe, as técnicas de negociação e os processos decisórios. Além disso, os participantes entram em contato com os valores e propósitos da ONU, dentre os quais, a tolerância, a cooperação e o respeito aos direitos humanos. Por uma equipe coordenada pela Profª. Clisivânia Duarte de Souza, Coordenadora Pedagógica do EM, pelo Prof. Jones Godinho e demais professores, os alunos foram avaliados na produção de documentos oficiais, portfólios, nos discursos, demonstrando coerência com a política externa do país representado; na diplomacia e cordialidade no trato com os pares, além do bom uso de estratégias de negociação.

Em sua segunda edição, a Mundo ONU La Salle contou com 13 Comitês em Língua Portuguesa e dois em Língua Estrangeira, sendo um em inglês e outro em espanhol, totalizando 32 nações representadas. A participação e envolvimento dos alunos dos 9º anos com a Festa das Nações foi fundamental. Momento de confraternização e convivência, no qual os alunos, organizados em stands, apresentaram elementos culturais de cada nação: trajes, comidas típicas, fotos, vídeos, danças, maquetes, bandeiras e muita descontração.

“A Mundo Onu La Salle 2011 acabou, mas o que ficam são boas lembranças e aquela sensação de dever cumprido. O propósito do evento foi alcançado! Posso citar aqui, especialmente o comitê em que estive presente, o da UNESCO, realmente me surpreendi com a postura e o comprometimento geral, só tenho elogios a acrescentar. Ao término dos debates já sentia saudades. Muito obrigada professores e coordenação por me fazerem ter certeza do caminho profissional que irei seguir em minha vida!” Rayna Coelho Diretora de Mesa do Comitê da UNESCO - Aluna do 3º Ano EM

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Rede La Salle

PROVÍNCIA LA SALLE BRASIL - CHILE Nova Direção da Rede La Salle para o triênio 2012-2014 O atual Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre, Irmão Jardelino Menegat, foi nomeado pelo Irmão Superior Geral do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, Álvaro Rodríguez Echeverría, para a função de Provincial da Província La Sallle Brasil-Chile, a partir de 1º de janeiro de 2012. O comunicado foi feito em setembro. Atualmente, a presença Lassalista no Brasil, Chile e Moçambique está estruturada em duas Províncias brasileiras (São Paulo e Porto Alegre) e uma Delegação (Chile). A partir de 2012 a estrutura será unificada em uma única província, abrangendo estes três países, conduzida pelo Irmão Provincial nomeado. Os novos desafios que serão assumidos estão relacionados, principalmente, à vida consagrada e à missão educativa no Brasil, no Chile e em Moçambique. Em novembro, o Provincial divulgou sua diretoria para o triênio 20122014. Na carta enviada aos Irmãos e Colaboradores, Menegat ressalta que foi necessário realizar um longo processo de escuta aos Irmãos do Brasil, Chile e Moçambique. Para isso, aconteceram visitas a algumas Comunidades ligadas atualmente à Província Lassalista de São Paulo e a todas as Comunidades da Delegação Lassalista no Chile. O objetivo das reuniões foi partilhar, com os Irmãos e outras lideranças das Províncias e Delegações, as alternativas existentes para a definição dos Irmãos que assumirão as funções de Provincial Auxiliar e as correspondentes as diferentes áreas da Província, além do Ecônomo Provincial e do Secretário Provincial. Segundo o Provincial, o processo realizado para chegar aos nomes indicados foi de consulta e de consenso, dialogando abertamente com os Irmãos e oferecendo-lhes a oportunidade de expressarem suas opiniões e posições.

A unificação Depois de um processo de quase seis anos de estudos, reflexões e tomada de decisões, a instituição pode compreender um pouco melhor as necessidades futuras, fixando os olhares em direção aos novos horizontes que se descortinam com a Província La Salle Brasil-Chile. Para chegar à criação da Província La Salle Brasil-Chile, foi preciso um longo processo com muitas reuniões da Comissão de Reestruturação e diversos grupos de trabalho que culminaram na Assembleia Constituinte que contou com as importantes presenças do Irmão Edgar Genuíno Nicodem (Conselheiro Geral para a Região Lassalista Latino-americana Lassalista) e do Irmão Superior Geral Álvaro Rodríguez Echeverría, que veio especialmente de Roma para o encontro.

Também presidiu várias Assembleias Nacionais e Internacionais, tendo como tema a Educação e acumulou a função de Presidente da Região Latina Americana da Rede La Salle. Ainda representou o Brasil na Assembleia Geral das Escolas da Rede La Salle, no ano de 2000, realizada em Roma. Terminado o mandato de Presidente da Sociedade Porvir Científico, exerceu, de 2002 a 2005, a função de Diretor do Centro Educacional La Salle, de Manaus/AM, onde organizou o processo de implementação da Faculdade La Salle que, formalmente, foi concretizada com o início das aulas em fevereiro de 2005, sendo nomeado o primeiro Diretor desta instituição. Cursou ainda Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília. Em 2005 iniciou o MBA em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano seguinte, assumiu a Direção Administrativa da Sociedade Porvir Científico, mantenedora da Rede La Salle, onde atualmente exerce a função de Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre e presidente da Rede La Salle. Atua, também, como membro de três Conselhos Universitários: Universidade Católica de Brasília, Centro Universitário La Salle, Canoas/RS e Faculdade La Salle, Manaus/AM, representando as respectivas Mantenedoras. Além disso, é doutorando em administração pela Universidad de La Empresa, do Uruguai e também atua como professor convidado, ministrando palestras e disciplinas relacionadas à Gestão do Conhecimento em Cursos de Pós-Graduação.

Diretoria da Rede La Salle Brasil - Chile 2012-2014 < Ir. Jardelino Menegat Provincial Província La Salle Brasil-Chile

Ir. Nelson Rabuske

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Diretor Provincial de Formação e Acompanhamento

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Ir. Olavo José Dalvit Diretor Provincial de Gestão e Administração e Ecônomo Provincial

Saiba Mais sobre o Provincial Por quase 20 anos, Irmão Jardelino Menegat foi diretor em diversas escolas da Rede La Salle, situadas nas cidades de Caxias do Sul, Canoas, Esteio e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em Manaus, no Amazonas. Exerceu ainda, por três anos a função de Diretor de Educação de toda a Rede La Salle. Foi nomeado Presidente da Mantenedora da Rede La Salle, denominada Sociedade Porvir Científico, com Sede em Porto Alegre/RS, por dois períodos de três anos. Essa função proporcionou a ele conhecer a realidade educativa brasileira, bem como a situação de vários países da América do Sul, da Europa e da África.

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Ir. Arno Francisco Lunkes

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Diretor Provincial de Missão e Pastoral

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Ir. João Angelo Lando Secretário Provincial

Provincial Auxiliar para o Chile: Irmão Israel José Nery Provincial Auxiliar para Moçambique: Irmão Lino Matias Jung


Rede La Salle

Mensagem à Família Lassalista Queridos Lassalistas: Cordiais Saudações! Alegra-me saudá-los e manifestar minha alegria em poder dirigir esta primeira correspondência a todos(as) os(as) Colaboradores(as) da Província La Salle Brasil-Chile, após ter recebido a nomeação do Irmão Superior Geral, no dia 22 de setembro do corrente ano, para animar esta nova Província que inicia, juntamente com cada um de vocês. Foi em espírito de fé que recebi esta nomeação e como um sinal da vontade de Deus em minha vida, um desafio a enfrentar e um renovado convite para colocar-me a serviço dos Irmãos, dos Formandos e dos(as) demais Colaboradores(as). A reestruturação das Províncias do Brasil e da Delegação do Chile está apenas começando. Para que tudo transcorra da melhor maneira possível precisamos nos dispor a agir com o coração, isto é, fazer com que a reestruturação das Províncias e da Delegação não seja apenas uma ideia, mas a continuidade da nossa vida, o sentido do nosso atuar como educadores(as) lassalistas. As riquezas pessoais e institucionais disponibilizadas aos demais nos ajudarão a dar vida às Comunidades Educativas e a todas as pessoas envolvidas com a Província. Tenho ciência das riquezas pessoais existentes nas Províncias e Delegação das quais nos originamos. Tudo isto posto em comum, com certeza, fortalecerá a vida da Província La Salle Brasil-Chile. Estamos iniciando a Província La Salle Brasil-Chile formada por duas Províncias e uma Delegação que tiveram uma bela e rica história. Essa história não termina com a reestruturação. A partir de agora temos uma grande história a construir em conjunto, valorizando as riquezas pessoais e institucionais que fazem parte de cada instituição atual. As linhas balizadoras da Província já foram estabelecidas pela Assembleia Constitutiva, em julho do corrente ano, em São Paulo-SP. As Prioridades da missão educativa para o primeiro triênio também foram definidas e cabe a nós buscar as melhores formas para operacionalizá-las. Nosso olhar e nosso coração precisam estar voltados para estas prioridades, pois serão a base do nosso agir diário como Irmãos e Colaboradores. O Estatuto da Província já foi aprovado pelo Irmão Superior Geral e seu Conselho. Com isso temos todas as condições para iniciarmos bem a Província La Salle Brasil-Chile. Ao começar a Província não podemos esquecer o essencial que é a nossa missão educativa. Todos aqueles que nós educamos devem ser o centro da nossa reestruturação, particularmente os mais necessitados. A nova Província nos oferece um futuro novo e nos permite planejá-lo com realismo e esperança. Por outro lado, este passo pressupõe termos atitudes de humildade que nos permitam reconhecer nossos limites, nossas necessidades e nossas fortalezas. A Província La Salle Brasil-Chile nos interpela a nos colocarmos numa atitude de êxodo, que nos permita visualizar um novo horizonte, abertos e flexíveis a novas formas de ser e agir. Ainda, nos convoca para que assumamos uma atitude de desinstalação e nos abre à riqueza de experiências de vida e de missão educativa internacional. Esta realidade nos instiga, inevitavelmente, a buscar novos paradigmas para interpretar e orientar nossa vida e a missão educativa, sem desperdiçar o melhor e mais genuíno do nosso passado. Por decisão dos últimos Capítulos Gerais ampliou-se o sentido de pertença à família lassalista. Surgiram outras formas de viver a espiritualidade e a pedagogia, o que por muito tempo esteve reservado aos Irmãos. Até a metade do século XX, os Irmãos realizaram a missão educativa sozinhos. Hoje, os Irmãos e os(as) Colaboradores(as) se associam para realizar o ministério da educação, cada um mantendo sua especificidade. Com isso, nos últimos anos aumentou significativamente o número de Colaboradores(as) que se comprometem com a espiritualidade e a pedagogia lassalista. Cada vez mais percebemos a importância da associação dos Irmãos e dos(as) Colaboradores(as) para o serviço educativo aos pobres. Na Província La Salle Brasil-Chile que estamos iniciando, tendo presente a Circular 461 sobre a associação dos lassalistas, Irmãos e Colaboradores(as) para o serviço educativo aos pobres, certamente buscaremos formas criativas para impulsionar esta associação. E, para concluir, peço a Deus, por intermédio de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, Nossa do Carmo, padroeira do Chile, Nossa Senhora da África, padroeira de Moçambique e de São João Batista de La Salle, que me conceda a graça de animar e orientar a cada Irmão na busca da vivência fiel de sua vocação de consagrado a Deus para exercer, em comunidade, o ministério da educação humana e cristã. Aos nossos Formandos, peço a graça de serem fiéis ao chamado de Deus a respeito de sua vocação, e aos(às) nossos(as) Colaboradores(as), que cada vez mais se sintam comprometidos(as) com a causa do Reino de Deus por meio da missão educativa lassalista.

Ir. Jardelino Menegat, fsc Provincial Província La Salle Brasil-Chile

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Semana dos Esportes Radicais Por Marcos Donaduce Assessor de Comunicação do Colégio La Salle Dores, de Porto Alegre/RS Vertical, proporcionou emoções fortes aos alunos mais ousados, que desceram o prédio do colégio pela maneira menos convencional: presos em cordas.

A prática de esportes radicais está entre as modalidades que mais crescem atualmente. Além da segurança proporcionada ao usuário através da tecnologia aplicada ao esporte, a produção em larga escala permite maior acesso, estando ao alcance de todos que tenham vontade de experimentar sensações mais fortes. Pensando nisso, o professor de Educação Física do Colégio La Salle Dores, Rogério Luz, resolveu inovar e, com o apoio da Direção da Escola, instituiu a Semana dos Esportes Radicais no Colégio La Salle Dores. As atividades aconteceram entre os dias 3 e 7 de outubro estando, até o penúltimo dia, limitadas as aulas de Educação Física, ao recreio, e, para os mais interessados e apaixonados por esportes, ao intervalo entre o período da manhã e da tarde. Com o intuito de proporcionar um ambiente mais convidativo, a equipe de educadores, responsáveis pelo evento, iniciou com os preparativos pela manhã, instalando as rampas, os obstáculos de street, as pistas para bikes, patinetes e similares, como patins, e até os pontos para a prática do Slackline (surfe na fita). As opções eram tantas, que os alunos foram

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convidados a trazer seus equipamentos para que, durante o recreio, ou no período de Educação Física, pudessem praticar a modalidade de sua preferência: “Tivemos muita sorte de termos uma semana ensolarada de primavera, com temperaturas amenas, ideais para esse tipo de esporte ao ar livre”, comenta o professor Rogério. Além dos alunos, muitos exalunos e até mesmo colaboradores participaram, em certos momentos, das atividades oferecidas. O encerramento da semana surpreendeu a todos. Ao som da banda Triathlon, uma equipe de instrutores de rapel, da empresa Mundo

O professor Rogério, que também é praticante de esportes radicais garante: “É muito bom que eles tenham essa referência. Que vejam que professores e outros colaboradores também praticam esse tipo de esporte que é, geralmente, atribuído aos jovens, ao uso de drogas e coisas do gênero. Essa imagem, apesar de estar mais enfraquecida, ainda é bastante forte e sofre com preconceitos. Trazer essa cultura desportiva para dentro da escola é fortalecer ainda mais os laços entre o aluno e a instituição de ensino”. Para muitos, o evento vai deixar saudades pois, permitiu aos alunos que extravasassem suas emoções, praticando esportes radicais dentro da escola, deixando a todos muito satisfeitos e alegres. Feliz com os resultados alcançados, o professor de Educação Física já começou o planejamento da atividade para o próximo ano e promete ainda mais emoções e surpresas.


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Um sonho chamado “Chair Parade” Por Morgana Larissa Säge Professora de Língua Portuguesa do Colégio La Salle Carmo, de Caxias do Sul/RS período)! Como não tinham (obviamente) vaquinhas para fazer isso, optou-se pela utilização de outro objeto na construção dessas releituras: cadeiras de palha que estavam no depósito da escola.

Tal como a arte surrealista baseou-se na libertação das exigências lógicoracionais por meio do pensamento onírico, o projeto “Chair Parade” nasceu de um sonho. Às turmas da oitava série do Colégio La Salle Carmo de Caxias do Sul (RS) foi promovido um processo de ensino-aprendizagem mais prazeroso, abordando literatura e arte. O objetivo da Prof. Morgana Larissa Säge, ”sonhadora” do projeto, era o de proporcionar aos estudantes autonomia reflexiva, criatividade intertextual e metodologia de pesquisa interdisciplinar.

A partir disso, a intertextualidade poética é proposta em separado. Primeiramente, os alunos pesquisaram na internet poemas que tivessem alguma conexão entre obra de arte e poesia o que resultou em Renoir misturado a Cecília Meireles, Cartola conectado a Van Gogh e até Olavo Bilac unido a Tarsila do Amaral.

A partir de pesquisas sobre arte, os alunos conheceram o Cow Parade, um dos eventos de arte pública mais famosos do mundo, que mistura releitura de obras clássicas com originalidade da cultura regional de cada cidade visitada, a partir de “vacas” de fibras de vidro. Foi aí que surgiu o insight: os estudantes fariam a releitura de uma obra de arte que pudesse “dialogar” com uma poesia (conteúdo programático que estava sendo desenvolvido nas aulas de língua portuguesa no mesmo

Pesquisas e escolhas feitas, os alunos iniciaram sua releitura lixando as cadeiras. A criação veio depois: com a ajuda imprescindível da prof. de Educação Artística, Iró Kormann, as cadeiras foram criando vida, com cores, casinhas de papelão, tinta, pedaços de madeira etc. Para finalizar, foi proposta uma construção de um texto reflexivo, preferencialmente no formato de crônica, sobre justamente a interação entre a peça artística (re)criada por eles e a poesia intertextualmente relacionada.

O “grand finale” foi colocar em prática o exercício da arte: fazer uma exposição. Com a ajuda do vice-diretor, Ir. Eucledes Casagrande, as “cadeiras-de-arte”, com poesia e crônicas, foram expostas em uma instalação no Shopping San Pelegrino (em Caxias do Sul). O resultado foi uma combinação visual criativa e cativante que mixou cadeira-de-arte + poesia + crônica do aluno. Ainda estão no projeto outra exposição, desta vez no Centro de Cultura da cidade, e um leilão a ser feito na escola para que os pais possam comprar as “cadeiras-de-arte”. Em outras instituições, este projeto pode ser adaptado, utilizando outros objetos como mesas, armários, uniformes ou materiais que estejam em depósitos ou inutilizados. Assim reutilização de materiais, educação e cultura estão unidos num projeto só. Sonho realizado, conhecimento concretizado e emoção garantida são ingredientes de projetos da Rede La Salle, afinal o conhecimento emociona. Revista Integração • Dezembro 2011

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II Festival da Matemática em Ação Por Cristina Cruz Professora do Colégio La Salle Esteio/RS Pelo segundo ano consecutivo, o Festival da Matemática em Ação encantou o público do Colégio La Salle Esteio, nos dias 21 e 22 de julho de 2011. Com a participação entusiasmada dos alunos, foram duas manhãs de competição saudável, desafios, torcidas e realizações de tarefas relacionadas à Matemática. O Festival é uma atividade diferenciada que acontece no Colégio desde 2010, coordenada pelas professoras da disciplina, Cristina Cruz, Elisiane Teixeira e Magali Gazul. A abertura oficial ocorreu com o desfile das equipes, no Ginásio do Colégio, onde cada grupo apresentou sua bandeira, seu mascote e um sólido geométrico, todos confeccionados pelos alunos. As tarefas são realizadas dos alunos da 6ª série do Ensino Fundamental aos alunos do 3º ano do Ensino Médio, e consiste na divisão de oito equipes, identificadas por uma cor, por uma figura geométrica, por um mascote e por um Matemático, constituídas de dois a quatro alunos de cada turma. A confecção do sólido geométrico foi um dos primeiros desafios, e a exigência era que a cor e as características da figura fossem a da sua

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equipe, tivessem, no mínimo, um metro de altura, comprimento ou largura. O objetivo era demonstrar seus conhecimentos geométricos e suas habilidades artísticas na confecção dos sólidos.

Com a proposta de significar a Matemática voltada aos interesses sociais para que se possa discutir, criar, participar e refletir sobre diversos aspectos do cotidiano, buscou-se concretizar a disciplina, tirando-a da abstração e tornando-a ao alcance de todos, fazendo parte constante do desenvolvimento social. Assim, as professoras, responsáveis pela organização do Festival, prepararam as atividades que foram realizadas pelas equipes, de forma que estimulasse o interesse, a autoconfiança, a capacidade de criar estratégias de resolução nos desafios e propiciar a socialização entre os alunos participantes.

As salas de aula foram utilizadas como QG para as equipes, e lá os alunos realizaram as tarefas em grupos, sob a orientação dos demais professores do colégio, que se engajaram no projeto.

No ginásio, realizaram-se as atividades de competição em forma de gincana, e em algumas tarefas foi necessário um, dois, três ou mais alunos para competir pela equipe, assim, vários estudantes representaram as equipes em momentos diferenciados, oportunizando a participação de todos. O sucesso do 2º Festival da Matemática em Ação foi a participação dinâmica e organizada dos alunos, respeitando as normas do regulamento do mesmo, sem deixar de competir com alegria e muita torcida.

Fotos: Maurício Concatto

Experiências


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Intercâmbio Cultural entre Instituições Por Gilvani Kuyven Professora do Curso de Turismo da Faculdade La Salle, de Lucas do Rio Verde/MT Com o objetivo de oportunizar possibilidades de trocas; aquisição de novos conhecimentos e experiências linguísticas; confronto de valores culturais e estabelecer redes de contatos para outros intercâmbios, com a perspectiva de maior aproximação e união entre os povos, o Colégio La Salle e a Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde-MT buscam realizar intercâmbios culturais. Assim, em maio de 2011, estudantes e professores do Colégio La Salle e do Curso de Turismo da Faculdade La Salle viajaram ao Chile, com o objetivo de conhecer a cultura e a história deste país. Uma viagem que teve um caráter especial, devido à formação da nova Província Brasil-Chile, a partir de 2012. O grupo, composto por 38 pessoas, sendo 28 alunos do Colégio La Salle, das turmas 211 e 212 do 1º ano E.M., acompanhados pelo Irmão José Kolling, Vice-Diretor do Colégio, pela Orientadora Educacional, Magda Borges, e pela Professora Gilvani Kuyven; 05 alunas do Curso de Turismo da Faculdade La Salle, juntamente com a Coordenadora do Curso, Professora Flaviane Weiss e a Profª. Claudia M.

Em Santiago, o grupo foi muito bem recebido no Colégio De La Salle La Reina por D. Rafael Matamala, Coordenador Pedagógico, por Geraldo Rubilar Friz, Reitor do Colégio, bem como seus professores, funcionários e alunos. Na acolhida ao grupo, o Diretor, entre diversos aspectos abordados, assim se expressou: “é

Além de Santiago (capital), o grupo também conheceu as cidades de Viña del Mar e Valparaiso, assim como o Vale Nevado, subindo a Cordilheira dos Andes até 3.600 metros de altitude. Borges, partiu cheio de expectativas, pois para muitos era a primeira viagem a outro país e para todos era a primeira viagem cultural com o intuito de estreitar relações com uma instituição lassalista irmã de fé e de conhecimentos.

uma honra receber este grupo de brasileiros. Principalmente por ser do Brasil e muito especialmente por ser da Rede La Salle do Brasil, pois sentimos que temos que trabalhar como irmãos, sob a orientação de nosso Santo Fundador San Juan Bautista de La Salle”.

Os estudantes brasileiros tiveram uma acolhida surpreendente. Mas a oportunidade de entrar nas salas de aula e conversar com os alunos sobre diversos assuntos foi o momento mais marcante. Também almoçaram juntos, se integrando e conhecendo costumes e um pouco da cultura e hábitos alimentares de ambos os países. De forma mais informal, houve, em seguida, um momento intenso de integração e partilha no ginásio do Colégio La Reina.

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Educação para o trânsito:

Parada obrigatória na escola Por Célia Regina Marques Assessora de Comunicação do Centro Educacional La Salle Manaus/AM O trânsito é um dos grandes problemas que a cidade de Manaus enfrenta diariamente e todas as pessoas estão diretamente envolvidas nesse contexto. Problemas estes causados, muitas vezes, por falhas humanas e que colocam em risco a própria vida e a de outros. Segundo especialistas, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas, 4% são falhas mecânicas e 6% são causados por más condições das vias. Levando em conta que o homem é responsável pelo estado de conservação dos veículos e das vias, quase todos os acidentes são causados por eles mesmos. Mas levar a educação do transito para as escolas, pode ser um bom caminho para a redução destes acidentes, tendo em vista que as crianças de hoje serão os condutores do trânsito de amanhã. Neste sentido, a Equipe de Educação Infantil convidou o Instituto Municipal de Trânsito de Manaus – INTRANS, para apresentar o projeto: “Sou legal no trânsito”. O convite partiu do

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transformador, para a educação da boa convivência no trânsito”. A coordenadora Valdenice Barbosa reforça a importância da realização do projeto, pois através dele, os estudantes levam as informações para dentro de casa. “Muitos pais vieram comentar que agora eles precisam “andar na linha”, porque os “agentes mirins” estão de olho, qualquer descuido são advertidos pelos filhos”.

projeto da Profª Bernadeth Avelino, que aborda sobre o tema: “Educação para o Transito: Parada obrigatória na escola”. De acordo com a professora, o trabalho foi baseado no art. 76 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) o qual, um capítulo específico, refere-se à utilização da temática do trânsito, ser explorada como tema transversal em sala de aula, promovendo a reflexão e a conscientização sobre a segurança no trânsito. “Um dos objetivos da atividade é valorizar a criança como agente multiplicador e

As atividades foram realizadas nas salas de aulas, no pátio do Lassalinho e no estacionamento norte da escola (foto). No pátio, um minicircuito foi criado com os elementos principais do trânsito: faixa de segurança, sinais de trânsito representados em suas cores por balões, levando os futuros condutores, passageiros e pedestres, o conhecimento e a importância do uso correto das regras e normas de trânsito, que devem ser respeitadas por todos. Os alunos também receberam uma carteirinha fictícia de trânsito, e tornaram-se cidadãos habilitados a dirigir a bicicleta.


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O aniversário do seu Alfabeto Por Ana Cristina Fritzen Professora do Colégio La Salle Medianeira, de Cerro Largo/RS O projeto O Aniversário do Seu Alfabeto, desenvolvido no 1º ano do Ensino Fundamental, do Colégio La Salle Medianeira, foi criado com o objetivo de associar a alfabetização com o prazer da leitura. Este ano, além de dramatizações e confecções de jogos, os alunos fizeram colagens e criaram poemas com as letras do alfabeto. Com o intuito de fazer a criança a estimular o contato das crianças com as letras além dos muros da escola, um boneco de pano foi confeccionado de forma artesanal e, a cada semana, um estudante, acompanhado pelo boneco, leva o livro para casa dentro de uma pequena maleta, que contém ainda uma folha de registro e um caderno para as produções artísticas. Junto com os pais, a criança lê, analisa a obra e depois cria desenhos, colagens e poemas. A atividade familiar encerra com a confecção de um presente para o personagem aniversariante, que deve iniciar com uma das letras do alfabeto até que, de A à Z, todas tenham sido utilizadas. A experiência que as crianças têm com o boneco, durante os finais de semana, é compartilhada com os colegas em sala de aula. Cada aluno também conta o que entendeu da história e apresenta o presente que fez. Ao longo do ano, outras atividades complementam a proposta, tais como: a confecção de um bingo das letras, a realização de jogos e brincadeiras,

como o da batata quente, memória e forca, dramatizações e reconto de histórias com a participação do Seu Alfabeto. Em setembro houve a realização da grande festa de aniversário do “Seu Alfabeto” na sala de aula, onde cada estudante entregou o presente que criou para o personagem. As crianças também fabricaram os convites e os porta-balas, e os pais contribuíram, enviando um quitute para a festa. Para a professora Ana Cristina Fritzen, “O projeto quer proporcionar uma vivência real e concreta do alfabeto, facilitando a assimilação das letras, estimulando o gosto pela linguagem literária, desenvolvendo a escrita espontânea e a leitura, além de resgatar valores e trabalhar a emoção”, explica. A experiência nas famílias “Com o Seu alfabeto nos divertimos muito. Eu dormi com ele e fiz o meu quadro. A mãe teve que tapar os olhos dele porque o presente era para ele e eu aprendi no livrinho que não podemos brigar com os irmãos”, contou a aluna Raira Arocha, que junto com os pais confeccionou um grande painel feito com material emborrachado. O presente foi entregue ao Seu Alfabeto na festa de aniversário. A mãe, Marta, explica que o boneco proporcionou momentos encantadores para a família. "Ele nos trouxe o grande prazer do

conhecimento, das palavras, histórias e contos", afirma, destacando que o projeto aguçou ainda mais a vontade da filha em ler e a aprender. Simone Crestani, mãe do aluno Eduardo, avalia que o projeto é envolvente e muito educativo: “A visita do Seu Alfabeto nas casas é um projeto muito legal, ensina as crianças a responsabilidade em cuidar de alguém e também integra os pais com as atividades escolares das crianças. Todos se divertem com as atividades propostas pelo projeto: cuidar, brincar e confeccionar um presente para ele”, afirma. A mãe da Maria Eduarda Cegelka, Andrea, também destaca que a visita do Seu Alfabeto proporciona integração familiar e desperta o interesse pela leitura nas crianças e nos pais. “O projeto fez com que todos em casa participassem das atividades”, resume.

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A interface entre o Conhecimento e a Emoção Por Giani Manganelli Professora da Educação Infantil do Colégio La Salle Santo Antônio, de Porto Alegre/RS O ser humano não é algo inerte, está submetido frequentemente às emoções que movem as diferentes aprendizagens. Para que possamos assumir o desafio de sermos sujeitos de novos conhecimentos em um processo instigante, que impulsione a busca de vivenciá-los em harmonia, é preciso viver a emoção, é preciso aprender a sonhar, a evocar a imaginação. A emoção não é, simplesmente, uma característica da espécie humana, ela a acompanha e se desenvolve ao longo da vida do sujeito, é parte integrante no processo de aprendizagem, porque aprender envolve o estabelecimento de conexões entre informações, construindo significados à vida do sujeito, considerando sua história pessoal. A memória é modulada pelas emoções, isso quer dizer que os estados emocionais podem interferir, facilitando ou dificultando os diferentes processos de aprendizagem. As experiências vividas podem ser evocadas e trazidas à consciência com riqueza de detalhes acompanhadas de emoção. A construção do conhecimento no ser humano só é possível porque temos a função simbólica que está imersa no emocional de cada ser, conferindo significados aos símbolos. Somente aprendemos quando algo nos motiva, quando algo toca nossos sentimentos, desejos, emoções. Ao visualizarmos uma sala de aula na Educação Infantil, com alunos curiosos, entusiasmados, vibrantes, brinquedos organizados nas prateleiras, livros, jogos, painéis coloridos, tendo acesso a modernas

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tecnologias e um professor com domínio dos conteúdos e formação adequada à faixa etária, podemos perguntar: Falta algum elemento para a vivência de um processo significativo de aprendizagem? A resposta é afirmativa, caso falte neste professor a capacidade de lidar com as suas emoções e a dos alunos, de se inserir no imaginário infantil, até de tornar-se criança em alguns momentos para dar vida à construção de novos conhecimentos.

A implantação de um clima participativo, de trocas afetivas constantes é favorável a promoção de uma educação de qualidade. Faço da minha prática o exercício constante de promover as capacidades interpessoais para entender e interagir com o outro, para poder responder adequadamente aos humores e aos temperamentos. Também, tento estabelecer uma relação intrapessoal com os alunos para ter acesso aos sentimentos e emoções dos mesmos. É através deste processo, que construo projetos de aprendizagem que valorizam as relações intra e interpessoais dos sujeitos. Talvez esteja aí a possibilidade e o sucesso de tantas aprendizagens saudáveis.

Quando percebo a necessidade de um grupo frente a uma temática, crio um cenário, um clima para que o mesmo possa sentir um conjunto de emoções que o desafiará buscar conhecimentos, bem como a autoria dos mesmos. A alegria faz parte deste processo, permite sustentar os momentos necessários para a esperança do aprender. Hoje, mais do que nunca, faz-se imprescindível recuperar a alegria como modo de estabelecer espaços no qual a autoria de pensamento possa se tornar forte e sólida. Perceber a aprendizagem como uma construção singular é condição cinequanon no processo educativo, em que, cada sujeito vai descobrindo o seu saber para ir transformando as informações em conhecimento. Na escola abrese um espaço riquíssimo para utilizar a emoção, como o prazer do desafio da descoberta, criando a possibilidade de resgatar a alegria do pensar. E essa aprendizagem somente será significativa se houver a elaboração de sentido e se essa atividade acontecer em um contexto de vida social de interelações no qual um possa interpretar e aprender com as experiências do outro. Enfim, penso e acredito em uma educação sistêmica que nasce da relação entre as pessoas, que dialogam, conversam, riem, vibram e se emocionam. Os projetos de trabalho planejados e vivenciados neste contexto são fundamentais na Educação Infantil para que os alunos possam assumir o papel de protagonistas do seu processo de aprendizagem.


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Perfil do profissional do Ensino Religioso Por Arlisson Peres Marinho Professor de Ensino Religioso da Escola Fundamental La Salle, de Sapucaia do Sul/RS Perfil é a palavra certa para apontar um modelo de profissional para o Ensino Religioso (ER), já que este termo significa o mesmo que descrever alguém em traços rápidos. Por isso, temos consciência que é uma abordagem incompleta, a qual expressa alguns apontamentos para atitudes básicas e práticas para esta função/missão de ser um profissional de ER qualificado e competente. E é nesta perspectiva de missão, que este educador tem que ter clareza que na sua prática deve desenvolver uma espiritualidade sem nenhum tipo de coação direcionada a uma determinada confissão religiosa, ou seja, seu papel é propor um ambiente de diálogo e respeito ao diferente. Tal profissional também deve ter a compreensão de um ER “laico e científico”, pois desta forma diminui consideravelmente a possibilidade de elaborar planos de ensino de acordo com o modelo “catequético-prosélito”. E, conhecer a legislação que ampara esse componente curricular já é o começo da garantia de uma boa seleção dos conteúdos que serão ministrados no decorrer do ano letivo. Estes pressupostos são levantados justamente porque a construção desse perfil está sendo feita através das próprias práticas pedagógicas, e não como habitualmente se realiza, através de cursos acadêmicos. E, mesmo com esse desafio há possibilidade de construir um perfil que vai além da racionalidade instrumental, alcançando a desejada dimensão praxe reflexiva, direcionada a um conhecimento que causa emoção ao aprender, e que dá sentido à vida. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso, “Desse profissional esperase que esteja disponível para o diálogo e seja

capaz de articulá-lo a partir de questões suscitadas no processo de aprendizagem do educando.” (PCNER, 2009. p. 43) Assumindo a proposição do ER, na perspectiva de missão, o educador necessita cultivar uma espiritualidade aberta às confissões religiosas, num ambiente de diálogo e respeito ao diferente. Desse modo, o profissional desta área cria um caráter de responsabilidade com o ensino-aprendizagem de modo coletivo e particular, na medida em que constrói um ambiente fraterno entre os diversos modos de pensar das distintas culturas, o que garantirá o respeito à diversidade religiosa. Em vista disso este educador tem que ir além de si, ir ao encontro do outro, ou seja, ter presente que na sua prática o sentido de alteridade é uma exigência constante. No intuito de ensinar e ao mesmo tempo valorizar o Transcendente das diversas religiões é necessário utilizar a metodologia da partilha. Como se sabe este profissional deve possuir uma competência pedagógica, assim como os demais profissionais de outras áreas do conhecimento, porém com uma capacidade de compreensão mais profunda na interação do diálogo inter-religioso em sala de aula, pois este perfil deve constituir-se a partir de uma contextualização proveniente tanto da realidade do educando como também do projeto político-pedagógico da instituição escolar em que atua. Deste modo este perfil estará embasado numa vivência orientada pela interdisciplinaridade, pelo respeito à pluralidade religiosa, pela valorização do ser humano, entre outros valores universais. E sem dúvida, o educador lassalista de ER, estará aderindo às insistências do Projeto Educativo

Regional Lassalista Latino-Americano (PERLA), cujas linhas de ação implicam uma docência crítica e inovadora. Estes pontos são relevantes para que este ensino se realize de modo coerente com a nova concepção pedagógica do ER, e na colaboração da construção de um perfil para este profissional, Fernandes (2000, p.38) destaca o comprometimento em qualificar-se nessa área para ter a consciência de que este ensino é distinto da catequese. Com esses breves apontamentos sobre o perfil ideal do profissional do ER, fica o desafio e o compromisso histórico deste educador compreender sua própria práxis, no objetivo de aprimorar os requisitos essenciais para a sua atuação pedagógica. Assim como também valorizar sua ação profissional referida no Art. 57 da legislação federal, resolução CNE/CEB nº 04/2010, a qual exemplifica dizendo que dentre os princípios para educação nacional é imprescindível a valorização do profissional da educação, na “compreensão de que valorizá-lo é valorizar a escola, com qualidade gestorial, educativa, social, cultural, estética, ambiental” (RESOLUÇÃO 04/2010). Portanto, os principais traços do perfil do profissional do ER, é aprimorar a sensibilidade, discernimento e equilíbrio nas relações humanas, valorizando o diálogo entre os diferentes modos de pensar e viver as experiências religiosas, na busca de uma educação que emociona e humaniza.

REFERÊNCIAS Disponível em: http://www.profdomingos.com.br/federal_resolucao_ cne_ceb_04_2010.html. Acessado em 06 de Setembro de 2011. FERNANDES, Maria Madalena S. Afinal, o que é o ensino religioso? : sua identidade própria em contraste com a catequese. São Paulo: Paulus, 2000. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Ensino Religioso / Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. São Paulo: Mundo Mirim, 2009. PERLA – Versão 2011. Aprovado a 1ª Assembléia Regional para a Missão 02 a 05 de Maio de 2011, Fusagasugá, Cundinamarca, Colômbia. Idioma Original: Espanhol.

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Oficina das Profissões Por Karine Ribeiro César Responsável pelo Setor de Orientação Educacional do Colégio La Salle, de Sobradinho/DF Uma das práticas pedagógicas que tem sido um sucesso dentro do projeto de Orientação Vocacional é a “Oficina de Profissões”, que acontece uma vez por ano no Colégio La Salle Sobradinho/DF. Esta oficina tem como objetivo oportunizar, aos alunos da 3ª série do Ensino Médio, o conhecimento das diferentes profissões e esclarecer dúvidas sobre as mesmas, pois é o momento em que eles estão se definindo por cursos da Educação Superior, direcionando seus rumos profissionais, afinal, muitos destes alunos se encontram na reta final, mas ainda têm dúvidas sobre o que estudar e muitos desconhecem quais alternativas profissionais oferecem os diversos cursos universitários. Deste modo, a contribuição de cada profissional que participa dos bate-papos com a galera é sempre muito importante para os

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jovens estudantes que pretendem ingressar na Educação Superior. A participação de cada profissional na oficina, consiste em explicar aspectos principais das especialidades exercidas por eles.Trata-se de um momento oportuno em que os alunos têm contato face a face com especialistas, podendo esclarecer suas dúvidas e questionamentos referentes às áreas de seus interesses. Esta tem sido uma experiência rica e válida, pois nota-se a participação integral dos alunos, sendo possível perceber que eles se sentem mais motivados a dar continuidade aos estudos, buscando, assim, suas realizações pessoais e profissionais. E é com esse entusiasmo que os alunos, que participaram da Oficina de Profissçoes, dão seus depoimentos:

“A Oficina de Profissões deste ano foi muito interessante. Os profissionais esclareceram as dúvidas que tínhamos sobre as profissões, o mercado de trabalho onde podemos atuar. Para quem ainda tinha dúvidas quanto à profissão a seguir, a feira foi muito útil, assim como para os alunos que já se decidiram e que puderam conhecer melhor a área que desejam”. Marcela Eduarda Somoni aluna da T.302

“O objetivo principal desta feira foi despertar nosso interesse sobre qual área profissional seguir, recebendo informações sobre os aspectos positivos e negativos da profissão. Com a participação de profissionais que trabalham diretamente na área foi mais fácil identificar estes aspectos. Com este projeto oferecido pelo Colégio La Salle, uma grande porcentagem dos alunos saiu motivado a seguir o curso escolhido com mais responsabilidade, conscientes das facetas favoráveis e desfavoráveis de cada profissão”. Renata Aparecida Silva Fernandes aluna da T. 301

“A Oficina de profissões foi muito importante porque ajudou muitas pessoas a decidirem qual o curso fazer e deu ainda mais certeza para aqueles que já sabiam. O mais interessante é que tivemos contato com profissionais de várias áreas e tiramos todas as nossas dúvidas sobre o curso e também sobre o dia a dia deles”. Brunna Ferreira Quilão aluna da T. 302


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A Culinária na Educação Infantil Por Giseli Fernandes Professora da Educação Infantil do Colégio La Salle Canoas/RS Brincadeira de criança sempre é bom e quando elas brincam e aprendem, é melhor ainda. Foi com esse propósito que os professores do Pré II C, do Colégio La Salle Canoas, incluíram as aulas de culinária em suas atividades, facilitando o entendimento e o estudo das crianças sobre as aulas ensinadas, e se tornando cada vez mais frequentes.

colheres e de xícaras, de líquidos e sólidos, entre outros. Também ensinou um pouco sobre “trabalho em equipe”, uma vez que, na hora de prepararem a receita, eles iam mexendo os ingredientes e passando para o outro colega ajudar também. Além disso, eles observaram a escrita da palavra “formiga” e brincaram com as letras.

Com a temática de ensino “Vida das Formigas”, os pequenos cozinheiros tiveram, como tarefa, preparar um bolo formigueiro, propiciando que todos se envolvessem desde a escolha dos ingredientes até a mistura e preparo do doce. Atentos, sentiram a textura das substâncias e compararam as quantidades utilizadas. Cada criança trouxe o ingrediente que lhe foi solicitado.

Depois de o bolo estar pronto, veio a parte considerada mais divertida: as crianças se organizaram para a brincadeira de padaria das formigas, na qual eles compravam o bolo feito por eles mesmos e comiam depois, desenvolvendo a sensação de aprender a comprar e desfrutar de algo feito por eles, além do raciocínio.

A atividade propiciou às crianças que comparassem quantidade, analisassem medidas inteiras, metades, quantidades de

Com máscaras de formigas, confeccionadas em sala de aula, eles se disfarçaram para o momento da brincadeira. Cada bolo tinha um

valor, e essa importância deveria ser paga pela formiguinha que estivesse comprando. Cada nota de dinheiro era representada por uma cor, e a criança deveria observar o valor de cada uma, para então, poder efetuar a compra. Através de uma dinâmica prazerosa, foi possível englobar diferentes conteúdos, além de tornar a disciplina de Matemática completamente divertida.

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Atividades em comemoração à

Semana do Estudante Por Irmão Laércio Ferreira Sousa Cordenador de Pastoral do Colégio La Salle Sobradinho/DF O Dia do Estudante é comemorado no dia 11 de Agosto, onde, desde 2003, as Pastorais da Juventude elaboram e discutem diversas atividades que serão realizadas durante o período. O principal objetivo é celebrar essa data e propiciar um debate amplo sobre as problemáticas da juventude em suas diversas realidades, em especial as realidades estudantis nos mais diferentes espaços escolares, na educação e na Sociedade. É fundamental que as escolas criem espaços de criatividade e ousadia, principalmente no que diz respeito à cultura, à arte, à religiosidade. A sociedade técnica não permite uma visão crítica sobre a existência, ao contrário, muitas vezes esconde o real significado da vida com a capa do imediatismo, do individualismo, do narcisismo, etc. Estudante é o jovem todo e completo, com suas curiosidades, folguedos,

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sentimentos e razão. Ser estudante é criar espaço para aprender e, também, para ensinar. A Semana do Estudante é promovida pelas Pastorais da Juventude do Brasil (PJB) e coordenada pela Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Este ano, em âmbito nacional, a Semana traz como tema: Juventude Negra e Indígena – Comunidades de Resistência; e como lema: “Dos Tambores e Cirandas à Luta pela Vida”. Durante esse período, em todo o Brasil, muitas escolas se organizam para celebrar e viver esse acontecimento importante na vida dos estudantes. Vale lembrar que 2011, a PJE completa 30 anos de organização e mobilização. Desde 2006 o Colégio La Salle-Sobradinho organiza e celebra essa semana com grandes acontecimentos internos, como a apresentação de bandas montadas pelos

estudantes, grupos de teatros, declamação de poemas. Também houve espaço para trabalhar com os estudantes em sala de aula, especialmente na disciplina de Educação Religiosa. Neste ano, as atividades ocorreram de 08 a 12 de Agosto no nosso Colégio. Dentro do tema geral da Semana do Estudante tivemos como Tema: SOU LA SALLE: SOU OUSADO. E como Lema: “A beleza de ser um eterno aprendiz”. Durante toda a semana os estudantes do 2º Ano do Ensino Fundamental até a 3º série do Ensino Médio foram convidados a apresentar suas habilidades musicais, poéticas e teatrais. Além da presença dos jovens, também se destaca a banda “The Teachers” que trouxe um repertório atual colocando todos pra dançar e cantar. Juventude é presença viva e vivificante, na certeza de que ousar é ser.


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Uma escola cheia de encantos Por Sonia Maria da Silva Fraga Vice-Diretora e Supervisora Educativa da Escola La Salle Esmeralda, de Porto Alegre/RS Quem visita a Escola La Salle Esmeralda se encanta da porta de entrada até as salas de aula e os espaços de lazer. Do jardim com flores e palmeiras, até a deliciosa merenda preparada com carinho e boa vontade. É dessa forma que os alunos, funcionários, colaboradores e pais, veem, na Escola, um espaço gostoso de estudar e conviver, proporcionando prazer e alegria. E é nesse clima de alegria que é possível ver formandos vendendo lanches no colégio, para arrecadar verba para a formatura; os alunos se reunindo para o Grupo de Jovens; pais chegando entusiasmados para as reuniões com os professores; cerimônias de conclusão do Ensino Fundamental; comemorações de datas festivas e atividades solidárias da comunidade local. Dentre outros momentos de felicidade, que a Escola La Salle Esmeralda proporciona, está a participação da Escolinha de Futebol na Taça Escolar, ao lado das grandes Escolas da

Região Metropolitana e o Grupo de Danças, que corajosamente se apresentou no “Sul em Dança” e se maravilhou com um espetáculo que ainda não tinham presenciado. Para a vice-diretora e supervisora educativa da Escola, Sonia Fraga, a dedicação dos educadores, a limpeza e organização dos espaços escolares, os bons livros da biblioteca, o Grupo de Jovens, as atividades extraclasses, o modelo de divisão que tiramos da merenda partilhada, foram posicionamentos feitos com muita convicção e principalmente com muita emoção: “Somos uma equipe de professores e funcionários que trabalha com amor e com muita vontade de ajudar o outro. Como educadores procuramos entender situações, buscar alternativas e apontar caminhos para que os discentes se sintam valorizados, incluídos e integrados na Escola, numa tentativa de resgatar-lhes as carências impostas pela realidade em que vivem”, completa Sonia.

Com esse espírito de solidariedade e união, que fortalece a equipe todos os dias, trabalhar com situações inusitadas e desafiadoras do cotidiano, motivam para que os estudantes vençam os obstáculos que aparecem no caminho e com a apropriação do conhecimento, o sucesso é mais garantido. Além disso, é um conhecimento que se manifesta, como diz a Campanha Publicitária Lassalista/2012, através do amor solidário, justo, fraterno e libertário.

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EDUCAR COM AMOR Uma proposta de educação que transcende

habilidades e competências técnicas Por Tiago Schmitz | Jornalista

"Sonho com uma escola séria, que fosse ao mesmo tempo, transbordante de alegria. Uma escola onde a força do amor superasse o rigor da lógica. Sonho com uma escola em que o aluno seja o mais importante, o foco das atenções. Onde os professores crescessem conjuntamente, e com os alunos construíssem a história. Sonho com uma escola em que os alunos, mais que instruídos, saíssem como pessoas em plenitude. Onde vivendo, aprendessem a ser felizes. Uma escola onde não houvesse distinções de classes sociais, nem se classificassem alunos. Enfim, uma escola que já fosse projeto de uma nova sociedade futura"(CERVANTES HERNÁNDEZ, 2010, p.16). A citação faz parte do livro Tocar os Corações: educar a partir do amor, escrito pelo Irmão Lassalista mexicano, José Cervantes Hernández, que foi traduzido ao português e presenteado aos educadores da Rede La Salle em 2010, por ocasião do dia do professor. Essa obra sintetiza, em pouco mais de 100 páginas, a essência do modelo educativo Lassalista que transcende habilidades e competências técnicas. Nesta edição da Revista Integração procuramos explorar um pouco mais a relação entre formação e amor no contexto educacional. Conceber os processos formativos sob o signo do amor implica compreender que a educação envolve conhecimento e emoção. Numa época em que a aparência vale mais que a essência, e a competitividade mais que o relacionamento, para nós Lassalistas é imprescindível falar de companheirismo, de amizade e de amor, enquanto instituição educativa com presença mundial e preocupada com a transformação da sociedade. A pedagogia do amor “Existe uma única pedagogia: a pedagogia do amor”. A frase pertence a Frederico Mayor Zaragosa, que foi diretor geral da Unesco. Para Hernández, a primeira ferramenta pedagógica do professor, não são tanto seus conhecimentos nem sua capacidade de organização, nem sequer suas habilidades metodológicas, mas sim conseguir conquistar o coração de seus alunos. “Está cientificamente provado que aquilo que faz avançar o conhecimento, não é a aprendizagem, mas são os afetos. A afetividade é a base da educação”, considera. Para o autor, é urgente que se criem ações

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educativas que cultivem o desenvolvimento dos afetos, do coração, da beleza, através da música, da poesia, da literatura, da dança, da ética, da estética, da mística, da religião, da filosofia, do silêncio, da meditação, da alegria, do esporte, e, sobretudo, a expressão de sentimentos como amor e ternura. A pedagogia do amor é baseada em atitudes de empatia e de carinho por parte do professor que não emprega apenas seu conhecimento, mas também gestos de amizade, sorrisos de aprovação, simplicidade e espontaneidade. Cultivar as habilidades afetivas, segundo o autor, é fundamental para qualquer ser humano. Ele cita José Antonio Marina para defender a importância da inteligência emocional: “a vida sentimental do homem tem dois centros de interesse: seu próprio eu, ao qual irremediavelmente tem de proteger, e os seres humanos, ou pelo menos alguns deles, com os quais está relacionado por sentimentos excêntricos, como sejam a compaixão ou o amor”. Um amor concreto O mestre em educação e pesquisador da Rede La Salle, Irmão Edgard Hengemüle, lembra que desde os tempos de São João Batista de La Salle a educação com afeto é uma premissa para os Lassalistas. “Evidentemente, não se fala de um amor abstrato, de puro sentimento, mas de um amor concreto, expressado em palavras audíveis, em gestos sensíveis, em ações eficazes de vida: acolhida, atenção ao que ocorre com o educando, reconhecimento e valorização de seus esforços, motivação e apoio ao seu crescimento”, ressalta. Segundo ele, o amor palpável é evidência do zelo, isto é, do interesse e ação criativos do mestre pelo bem do educando. “La Salle não tinha as bases atuais para afirmar a presença do afeto e da emoção no ato da construção do conhecimento. Em seu tempo, não estava teórica e empiricamente desenvolvida a certeza de que, no desenvolvimento cognitivo, as dimensões afetiva e emotiva são essenciais; de que o conhecimento, o afeto e a emoção são mais que complementares: são inseparáveis, intimamente imbricadas e implicadas. Mas, sobretudo ao falar da instrução religiosa e do compromisso do educador cristão de levar os alunos a repercutir na concretude do dia a dia os conhecimentos adquiridos, nosso pedagogo e santo não somente associa o conhecimento com o afeto e a emoção; também liga, um e outra, à prática da vida”, defende.


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A Educação Lassalista propõe o desenvolvimento de um trabalho que ajude o educando "a conhecer os seus direitos e os seus deveres; a exercer seu papel de cidadão; a ter consciência e acreditar na possibilidade de vivenciar um mundo melhor”

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Capa Formação Integral e Integradora Recentemente lançado, também entregue aos educadores pela Rede, a obra Ensinar a Bem Viver apresenta diferentes artigos de pensadores lassalistas acerca da temática da educação. No livro, os Irmãos Cledes Antonio Casagrande e Paulo Fossatti, destacam que a educação lassalista está centrada num conceito de educar que engloba o todo da pessoa e, ao mesmo tempo, todo o transcorrer da vida. “Essa compreensão inclui e transcende a lógica da educação formal escolar. Procura assegurar, juntamente com as habilidades e as competências, próprias de cada etapa formativa, ideais e valores responsáveis por uma formação humana e cristã de qualidade que dê unidade e sentido à vida”(p.72), consideram. A afirmação vem ao encontro da Proposta Educativa e do Projeto Pedagógico da Rede La Salle que aproxima o conceito de educação ao de formação, enquanto processo de desenvolvimento da originalidade de cada um, acrescido das experiências acumuladas da cultura e da realidade atual, em vista de uma presença mais significativa na sociedade do presente e do futuro. Para isso, segundo o documento adotado por todas instituições mantidas pela Rede no Brasil, é preciso zelar pelos conteúdos e pelos processos coerentes que construam a verdadeira identidade humana, através do desenvolvimento harmônico do afeto, da inteligência e da vontade, em unidade, a partir e para o amor (Cf. Proposta Educativa e Projeto Pedagógico Lassalista, 2008, p. 21). Ainda no livro Ensinar a Bem Viver, os Irmãos Jardelino Menegat, Marcos Antonio Corbellini, e a colaboradora Adriana Gandin, consideram, no artigo Educação Eficaz e Eficiente (2011, p. 139149), que a educação de hoje, assim como a de todos os tempos, deveria ser a base da construção da identidade de um cidadão. “Diante da realidade da educação hoje, cabe a nós, educadores – que somos privilegiados, pois temos acesso à educação, e que somos parte dela – contribuirmos com a transformação da sociedade por meio do ensinar e do aprender.

O amor definível Para algumas palavras mais comuns e usadas não se encontram facilmente formas atinadas para defini-las, sobretudo quando se trata de um sentimento como este, o amor, que nos relaciona de maneira ímpar com as outras pessoas. “O amor é a manifestação de uma solicitude ativa pela vida e o crescimento do ser que amamos. Caso faltar uma preocupação ativa, não há amor” (Erich Fromm). Saint Exupéry, em seu Pequeno Príncipe, insiste no sentido de que amor é responsabilidade: “...a gente se torna responsável toda a vida por aquele que se treinou para conviver”. Portanto, amor é responder à comunicação. Amor é prestar atenção em nosso trato com os outros. O amor é inseparável do respeito. Lembremos que respeito vem do latim “respicere”, olhar, tornar a olhar, interessar-se. Amor é a capacidade de ver a pessoa assim como ela é. Há pais que impõem sua vontade ao filho, mesmo que este não se interesse, nem lhe agrade aquilo que o pai quer. Amar não é necessitar o outro para preencher nossas próprias carências. Amar é animar a outra pessoa para que siga seu próprio caminho; é respeitar as necessidades e expectativas dessa pessoa. (CERVANTES HERNÁNDEZ, 2010, p. 13)

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No Google aos 16 anos

Educar com amor é entender que cada estudante é uma pessoa única. Só assim é possível despertar vocações, desenvolver talentos e formar cidadãos de verdade. Esse é o jeito de educar da Rede La Salle. Um bom exemplo deste modelo educativo que valoriza a pessoa e sua centralidade acontece em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde a Rede mantém dois tradicionais colégios. No La Salle Carmo encontramos o estudante Flavio Bayer que aos 16 anos já desponta para um talento nato, embora ainda esteja indeciso sobre qual carreira pretende seguir. Aluno do 3º Ano do Ensino Médio, Flavio começou a prestar serviços, em 2008, para uma das empresas mais famosas do mundo, a Google. Em 2011 sua dedicação passou a dar resultados financeiros e de reconhecimento. O estudante trabalha em casa, sempre às sextas-feiras, e utiliza o seu computador pessoal para desenvolver aplicativos. Quando precisa se comunicar com a Google, faz isso por e-mail. Ele explica que o Google possui uma espécie de programa aberto de parceria chamado AdSense: uma pessoa cria um site e se inscreve no programa, o Google analisa o trabalho desenvolvido pelo candidato e, se for aceito por uma equipe, recebera um código para incorporar ao seu site e exibir anúncios publicitários. Foi isso que o Flavio fez. Criou uma extensão para o navegador do Google (Google Chrome), permitindo aos usuários baixarem vídeos do YouTube, essa extensão adiciona um botão na página do vídeo para que o mesmo seja baixado instantaneamente. Sempre com vontade de aprender, o estudante não fez nenhum curso de programação ou desenvolvimento de sites e foi na curiosidade, pesquisas e leituras que passou a gostar da ideia de desenvolver sites. E mesmo com todo esse talento, o aluno não está convicto do que irá fazer na faculdade, embora goste de computadores e desenvolvimento web, pretende fazer disso apenas um hobby. Mas tirando o Google um pouco de lado, pedimos que Flavio se definisse como pessoa. Foi aí que entendemos que a educação lassalista transcende mesmo as habilidades e competências técnicas: “Eu sou uma pessoa que tento sempre ser positiva, se algo não está dando certo, procuro ver algum ponto positivo e me basear nele”.


Capa Faz-se necessário reformular nossas práticas educativas, remodelar ou mesmo mudar conceitos e práticas de educação” (p. 142), acreditam. Para os autores, a educação eficaz e eficiente é aquela que consegue, como um dos resultados, motivar os alunos e os professores para aprender e ensinar tanto as habilidades básicas quando as metacognitivas. Aprendizagem Experiencial Se realmente é verdade que aprendemos 15% do que escutamos, 30% do que vemos e 55% do que praticamos, a aprendizagem experiencial é fundamental no processo educativo. Mediante ambientes lúdicos, que valorizem a experiência prática através de jogos, dinâmicas, dramatizações, laboratórios, é possível potencializar a capacidade de aprendizagem. “As pessoas vivem sensações, emoções, situações e aprendem delas e com elas, assim, estas experiências atuam como fixadoras da aprendizagem tanto intelectual como emocional”, avalia Irmão José Cervantes Hernandez (p. 57). A aprendizagem experiencial insiste em atividades ao ar livre e define o professor como um facilitador do processo de ensino e aprendizagem. Ao invés de uma aula convencional, busca a inter-relação entre o emocional e o racional em espaços abertos, valorizando características individuais, como a criatividade, a curiosidade, a espontaneidade e a intuição. A UNESCO realizou uma pesquisa com mais de 500 crianças entre 8 e 12 anos, de 50 diferentes países, questionando como deveria ser um bom professor. Chama atenção a resposta de uma pequena

neozelandesa, de 9 anos, quando aconselha os professores: “Você tem de ser bom, amigável e ter confiança em mim. Deve escutar e compreender a nós todos e nunca perder a calma, ou ignorar-nos. Eu adoro um sorriso e uma palavra amável”. O depoimento apresenta o que todas as pessoas que convivem em um ambiente educativo não devem jamais esquecer: as crianças e jovens precisam de educação de qualidade baseadas no afeto e no prazer de ensinar e aprender. Antes de serem alunos dispostos em uma sala de aula, são pessoas e como pessoas devem ser cuidadas.

Afeto para uma sociedade que precisa se reinventar Engana-se quem acredita que afeto, cuidado, zelo e amor são palavras importantes apenas para educadores que trabalham com crianças da educação básica. Tão importante quanto o carinho pelos pequenos estudantes que ingressam na Educação Infantil é a proximidade dos professores com os adolescentes do Ensino Médio e, até mesmo, com os acadêmicos de um curso de graduação. Uma das principais revistas de negócio do mercado brasileiro, a Revista Você S/A, tem apresentado diferentes reportagens acerca do profissional do futuro e das mudanças sociais e culturais que permeiam o ambiente empresarial. Diante de um mercado de trabalho concorrido e extremamente feroz, as grandes corporações não buscam somente profissionais com maior capacitação técnica.

O acadêmico do curso de História do Instituto Superior La Salle, de Niterói/RJ, Gustavo Reis, lembra que uma boa formação faz a diferença em qualquer campo de atuação.

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Capa Segundo a publicação, são as habilidades pessoais que nos diferenciam enquanto profissionais e levam ao alto desempenho. Se tais habilidades não forem exploradas e valorizadas, o desempenho acaba comprometido. Na mesma edição, a Revista destaca que nunca a decisão sobre a escolha profissional esteve tão próxima da satisfação pessoal. Se optarmos por um trabalho que não gostamos, dificilmente teremos energia para nos especializar o suficiente, ao ponto de nos diferenciarmos no mercado. Os projetos de carreira estão aliados aos projetos de vida.

Um olhar de afeto e zelo à nossa realidade Segundo tabela publicada no livro “Tocar os Corações, educar a partir do amor”, existem índices no Brasil e no mundo que são preocupantes e devem ser considerados.

§ No Brasil o número de crianças e jovens obesos aumentou em, talvez, até 50% nos últimos 10 anos.

Prazer por aprender

§ Os índices de gravidez na adolescência são elevados no país.

Na obra O processo da estratégia, de Henry Mintzberg e outros, um dos artigos aborda o trabalho do novo líder na construção de organizações de aprendizado “Os seres humanos são feitos para o aprendizado. Ninguém precisa ensinar uma criança a andar, a falar ou dominar as relações espaciais necessárias para empilhar oito blocos de construção sem que eles caiam”. O artigo reforça a ideia de que as crianças possuem um desejo insaciável de explorar e experimentar e que as instituições da nossa sociedade são orientadas para controlar e não para aprender, recompensando pessoas por fazer pelos outros, e não por cultivar sua curiosidade natural e impulso para aprender. O autor acredita que este sistema influencia os modelos de gestão das empresas. “As pessoas nascem com motivações intrínsecas, auto estima, dignidade, curiosidade de aprender, alegria no aprendizado. No trabalho

§ Nos últimos 20 anos há um crescente número, já bastante

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elevado, de suicídios, inclusive de crianças e jovens.

§ A qualidade da educação brasileira é uma das mais baixas do mundo.

§ A tensão, o estresse e a medicação das crianças e jovens tem aumentado de maneira alarmante nos últimos anos. Todos estes dados, e muitos outros, clamam por atenção, ternura e afeto, especialmente dos que menos podem se ajudar, e aqueles que mais dependem da ação dos adultos.

Dia de confraternização em comemoração aos 25 anos da Educação Infantil do La Salle Medianeira. A professora Raquel Jaeschke estava com as alunas Manuella Haas e Maísa Haab Stracke em meio a muitas brincadeiras. A cena retrata o cuidado, a acolhida e o afeto que nossos professores tem com seus alunos. É assim que ela se despede diariamente na chegada a escola, bem como na saída.


Capa pessoas e equipes são avaliadas e recompensadas por estarem no topo, atingirem metas financeiras. A administração é por objetivos e pagamentos de incentivos, quando na verdade deveria estar centrada e focada nas pessoas e em sua qualidade de vida no trabalho”. Mais uma prova de que afeto e conhecimento devem estar relacionados sempre.

A gente AMA ajudar o próximo

Superando expectativas Como já mencionado, a educação oferecida pela Rede La Salle concebe o ser humano como pessoa, em suas múltiplas dimensões: física, psíquica e racional-espiritual. Entende o trabalho educativo como um processo que zela pelos conteúdos e pelo desenvolvimento integral e integrador das múltiplas dimensões do humano, de modo que se construa a verdadeira identidade humana, através do desenvolvimento harmônico do afeto, da inteligência e da vontade. Embora a prática deste modelo educativo seja um grande desafio, o depoimento de diferentes acadêmicos lassalistas comprova que, além de formar profissionais para bem atuarem em suas áreas, a Rede La Salle busca formar cidadãos, preocupados com uma sociedade melhor. A assessora parlamentar formada pelo Instituto Superior La Salle, de Niterói/RJ, Clarisse Corrêa de Mattos, integrou a primeira turma de Direito da instituição. Em entrevista, ela afirma: “apaixonei-me pelo Direito e o curso que antes era secundário se tornou de dedicação exclusiva. E essa paixão pelo curso é facilmente justificável, a começar pelos professores. Grande parte do êxito de um aluno é mérito daqueles professores que não restringem conhecimento, mas que ensinam para serem superados. E eu posso dizer que tive o privilégio de aprender com mestres assim”. Para ela, o curso de Direito e, especialmente, o La Salle, abriram muitas portas. “Ao longo do curso, vários foram os convites para estágios, tanto no âmbito público quanto no privado. Ao final do curso, ser aprovada no exame da OAB foi a materialização da certeza de qualidade do ensino. Hoje, alguns meses após a conclusão do curso, estou exercendo minha profissão com muita felicidade e, em grande parte, graças ao La Salle”, considera. Já o acadêmico do curso de História da mesma faculdade lassalista, Gustavo Reis, lembra que uma boa formação faz a diferença em qualquer campo de atuação. “Como ex-aluno do Colégio La Salle Abel, eu nem poderia ter dúvidas sobre a qualidade do ensino no La Salle, mas o curso de História conseguiu superar minhas expectativas. Professores de competência inquestionável, conteúdo abrangente, eventos interessantes e muito bem coordenados. Não tenho dúvidas de que o período vivido no La Salle é um capítulo importante em minha história”, afirma ele que é escritor e roteirista. A acadêmica Fabiana Rodrigues Souza, do curso de Ciências Contábeis do Unilasalle Canoas, está há pouco mais de um mês da sua formatura. Para ela, formar-se é muito bom pela conquista de longos anos de dedicação de luta, de muitos altos e baixos.

Atualmente a Rede La Salle conta com 15 unidades assistenciais em 11 estados brasileiros, beneficiando cerca de 12 mil pessoas por ano. Além destas unidades, no dia a dia dos Colégios e Instituições de Educação Superior acontecem inúmeros trabalhos sociais em prol da sociedade. Recentemente passando por Manaus, encontramos um excelente exemplo de que ajudar o próximo realmente está na essência da Rede. Foi lá que conversamos com a coordenadora de Recursos Humanos do La Salle Manaus/AM, Jacqueline Ramalho Mota e descobrimos que, por iniciativa própria, iniciou um belo movimento em prol dos haitianos que emigraram para a capital amazonense depois da tragédia, em 2010. Quando estava se deslocando para o trabalho observou uma casa com cerca de 20 homens dormindo no chão e o local parecia uma grande bagunça. O incômodo que a cena lhe causou fez Jacqueline se aproximar dos haitianos e descobrir que eles precisavam de muita ajuda. Passavam fome, não tinham noções básicas de higiene e não entendiam a cultura brasileira em muitas questões. Ao viajar para o Brasil, pegavam empréstimos e reuniam o mísero dinheiro da família, para buscar alguma oportunidade de sobrevivência. “Por aqui eles encontram dificuldade e todo dinheiro que recebem enviam para a família, ficam somente com o dinheiro da comida”, conta. Juntamente com outros colaboradores lassalistas, Jacqueline conseguiu inúmeras doações, curso de informática, entre outras iniciativas para ajudar. Também adotou quatro deles para acompanhar de perto, como uma segunda mãe. Há cinco meses no Brasil, Jean Enock Jean, 24 anos, é um dos filhos de Jacqueline. Ele abre um sorriso largo quando fala da sua mãe brasileira. “A Jacqueline é um presente de Deus em nossas vidas”, comenta. Jean atualmente trabalha em uma revenda de carros, fala português, inglês, francês e caboclo e, com muita fé em Deus, está cheio de esperança para dar um futuro melhor para sua família.

“O Unilasalle é mais que uma instituição de ensino, aqui eu não só me formei, mas me senti em uma família mesmo. Eu vim de outra instituição e quando cheguei aqui me senti em um ambiente totalmente amigo”. Outra formanda do Centro Universitário, Grasiela Aragão Mauer, do curso de Psicopedagogia, lembra que a formação escolhida foi muito importante para o seu crescimento. “Hoje já estou atuando como psicopedagoga, e recomendo o curso para todos que trabalham com aprendizagem, não só de crianças mas de todas as faixas etárias. Foi muito bom me formar no Unilasalle. Pretendo continuar atuando na área e também fazer a Pós-Graduação aqui na Instituição”.

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Diário de Classe A hora é agora Quando chegam os momentos finais da Escola e se aproxima o momento de escolher uma profissão, muitos jovens ficam inseguros e incertos do que irão seguir no futuro. Muitas vezes, eles dependem do apoio da família, da Escola e até mesmo daqueles que estão na mesma situação e com o mesmo questionamento: “o que eu realmente quero ser quando crescer?” Foi com esse intuito, de auxiliar os adolescentes, na hora da decisão, que a Editora Positivo, em parceria com suas escolas conveniadas, promoveu o encontro “A HORA É AGORA”, voltado para os alunos de 8ª série do Ensino Fundamental e os alunos do Ensino Médio. A palestra aconteceu no dia 2 de setembro, no Pepsi On Stage em Porto Alegre. E dentre os Colégios participantes, estava o La Salle Carmo, de Caxias do Sul/RS. Os alunos foram convidados a participar desse momento de reflexão sobre o seu futuro profissional, foram ouvidos e orientados pelo Coordenador do Curso Positivo, que também é psicólogo e professor, Ivo Carraro, e pelo headhunter, ou seja, “recrutador”, Edson Gil. Ambos compartilharam com os alunos, suas experiências de vida e vivências profissionais, bem como as tendências no Mercado de Trabalho.

Colégio La Salle Carmo - Caxias do Sul/RS

La Salle Esmeralda em Festa

Música faz pensar Com o intuito de relacionar a filosofia e a arte, de uma maneira que buscasse um pensamento reflexivo e dialógico entre os alunos, a Professora de música, do Colégio La Salle Dores, Cecília Laval, criou o projeto “Música faz Pensar”, proporcionando aos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, uma experiência estética musical, através da apreciação, reflexão, execução e composição de letras e melodias. Antes do registro sonoro, existe todo um processo para a construção de algumas etapas, e o resultado tem sido muito superior ao esperado: “É um trabalho muito simples, e por ser simples me surpreendeu com a qualidade das canções que estão sendo elaboradas por todas as turmas”, completa a professora Cecília. Graças aos resultados positivos do Projeto, a professora resolveu criar um blog onde o processo criativo das turmas está sendo detalhado e divulgado, bem como as canções, que estão em fase de finalização e que em breve estarão disponíveis. O endereço do Blog é o musicfazpensar.blogspot.com

Colégio La Salle Dores - Porto Alegre/RS

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No dia 31 de agosto, a Escola La Salle Esmeralda, referência na Comunidade, comemorou 30 anos de fundação, que foram festejados com muita alegria. A Instituição preparou uma programação que iniciou na quinta-feira, dia 25/08, com a abertura de uma gincana de integração entre alunos e professores, e que teve continuidade no dia seguinte. Além disso, uma missa comemorativa foi celebrada no dia 1º de setembro, na qual alunos e colaboradores puderam agradecer por mais um ano de aprendizado, trocas, ensino. Após, foi servido um bolo para toda Escola. O encerramento foi no sábado, dia 03 de setembro, com a presença da Banda do Colégio La Salle São João, que fez um show de emocionar, e que sempre teve uma importante participação na história da La Salle Esmeralda. Também, nesta mesma manhã, houve a premiação dos vencedores da Gincana.

Escola La Salle Esmeralda - Porto Alegre/RS


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Diário de Classe Projeto Dança Educação

Além das aulas de Educação Física As aulas de Educação Física, na Escola La Salle Esteio, vão além do conhecimento sobre regras esportivas e suas práticas. Lá busca-se desenvolver, no corpo docente, os ideais de São João Batista de La Salle, através de atividades onde os próprios alunos são coresponsáveis por eles e por seus colegas, cuidando de sua integridade física, bem como do outro. E é com esse espírito de cooperação e participação em grupo, que os alunos passam a aprender a ajudar uns aos outros e a desenvolver um lado de solidariedade perante aos amigos. O resultado tem sido muito positivo e os professores da Escola estão muito contentes com esse tipo de atividade, pois além de ajudar a facilitar o processo de aprendizagem, incentiva a cristalização dos conceitos educacionais, de forma que o educando, ao incorporálos no seu cotidiano, passa a reproduzí-los de forma tácita e inconsciente.E é sobre esse amor por educar, que o Ir. Hernández, em um dos trechos do seu livro “Tocar os Corações – Educar a partir do amor” –, descreve: “um bom professor se compromete a melhorar a vida das pessoas; sabe que ensinar é, antes de tudo, um ato de amor”. Por isso que o conhecimento emociona, pois abre caminhos, desafia, instiga a buscar novos conhecimentos, desacomoda. Torna o mundo mais interessante.

Colégio La Salle Esteio/RS

A Escola La Salle Hipólito Leite desenvolveu um projeto para ninguém ficar parado. Intitulado “Dança Educação”, este projeto tem, como principal objetivo, ensinar a dança como arte criativa e transmitir o seu papel no desenvolvimento e na aprendizagem da criança e do adolescente. Além disso, possibilita um melhoramento das habilidades artísticas, bem como uma boa sincronia corpórea, proporcionando coordenação motora corporal e uma boa expressão por meio de gestos e fala. Durante as aulas de dança, procura-se desenvolver, com os alunos, o espírito de cooperação e de liderança grupal, bem como o respeito aos diferentes modos e tempos de aprendizagem, motivando os estudantes a apreciarem a dança. As aulas estão pautadas em três ações: ver, criar e executar, onde os alunos assistem, criam e executam. Outros temas, trabalhados durante as aulas, são os assuntos do cotidiano, que vem à tona, para a realidade dos alunos, através de debates e de questionamentos permitindo que, a partir disto, eles transformem em linguagem artística, com a função de conscientização. O projeto existe a quatro anos na escola, oferecendo as modalidades Jazz, Estilo livre e Dança de Rua e é coordenado pela professora Maria Luísa Fagundes.

Escola La Salle Hipólito Leite - Pelotas/RS

Minutos de Alegria Com o objetivo de promover momentos dirigidos e lúdicos na hora do recreio, os alunos do 1° ano do Curso Normal do Colégio La Salle Carazinho estão realizando atividades de integração e socialização com as crianças do Ensino Fundamental I. Dentre as brincadeiras oferecidas estão: futebol, vôlei, pular corda, handebol, amarelinha, boliche entre outras. O Projeto Minutos de Alegria, orientado pela professora Francine Bohne Ritta, avalia os alunos dos Anos Iniciais mediante envolvimento participação e respeito ao próximo e os alunos do Curso Normal, através da participação, capacidade de organização e liderança, além da interação e iniciativa com as crianças.

Colégio La Salle Carazinho/RS www.revistaintegracao.com.br

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Diário de Classe A emoção ligada ao conhecimento O mote da Campanha, da Rede La Salle: “O conhecimento emociona”, tocou na definição fundamental da Filosofia, que é o amor à sabedoria. Com diferentes conceitos sobre o amor, um enriquecedor debate foi promovido entre os estudantes do 2º ano do Ensino Médio do Colégio La Salle Medianeira, sobre as diversas formas desse sentimento muitas vezes tão complexo de entender. A turma trouxe, para discussão, o pensamento dos principais filósofos sobre o assunto, além de frases de personalidades famosas de várias áreas do conhecimento, propiciando uma troca de idéias e de conhecimento. Após debaterem, os alunos apresentaram as conclusões das reflexões de forma dinâmica em uma mesa-redonda, coordenada pela professora Sandra Freitas.

Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo/MT

Brincadeira séria Lendas do folclore amazonense Para comemorar o Dia do Folclore, os estudantes dos 5º anos, do Ensino Fundamental, do Colégio La Salle Manaus, exploraram as lendas do Amazonas, ampliando os conhecimentos sobre a língua portuguesa, em aulas criativas, orientadas e coordenadas pela Professora de Português Ruth Jobim. Dividida em três etapas, a atividade teve, em seu primeiro momento, um festival de poesias com o slogan: “Eu sou um pequeno poeta”, realizado pelos alunos. Eles declamaram os poemas de diversos escritores brasileiros, e alguns foram de autoria dos estudantes. A segunda parte, consistia em pesquisas sobre as origens das lendas regionais, e a terceira e última etapa deu-se com a dramatização das estórias com o tema: “É hora de representar”. Segundo a Professora Ruth, o trabalho estimulou a turma, de uma maneira que possibilitou a identificação e reconhecimento as tradições de um povo e suas manifestações, valorizando o pensar e o agir através dos mitos lendários como: Bôto cor-de-rosa; Iara, e Vitória-Régia: “O projeto também proporciona às turmas, o valor da língua escrita e falada como meio de informação e transmissão da cultura”, completa Ruth.

Colégio La Salle Manaus/AM

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No Colégio La Salle Santo Antônio, as professoras do 2º ano do Ensino Fundamental desenvolveram um projeto sobre as leis de trânsito, no qual as crianças compartilharam suas experiências como pedestres e caronas, realizaram pesquisas, observaram o comportamento dos motoristas e conheceram o significado de algumas placas de sinalização, usadas para manter a ordem, o respeito e a harmonia no trânsito. Com muita criatividade e empenho, as famílias, dos estudantes, participaram do projeto, auxiliando durante a construção de veículos feitos com material reciclável. Dessa forma, cada aluno trouxe os seus carros de diferentes estilos, tais como ônibus, trens e caminhões, pois de forma lúdica e divertida, assumiram o papel de motoristas. Para reforçar o conteúdo já estudado em sala de aula, todos participaram de um mini-circuito, com sinaleira e placas de sinalização, tais como: proibido estacionar; proibido ultrapassar; limite de velocidade; faixa de segurança, e área para estacionamento, entre outras. Durante a atividade, ao oferecer carona para um amigo, os estudantes exercitaram o coleguismo, o respeito ao espaço do outro e nos momentos de engarrafamento, a organização e a paciência.

Colégio La Salle Santo Antônio - Porto Alegre/RS


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Diário de Classe A emoção do conhecimento

Orientação Profissional No mês de setembro, os alunos do Ensino Médio do Colégio La Salle São João participaram da Feira das Profissões 2011. O evento, tradicional no calendário escolar, tem como objetivo orientar os jovens na escolha da profissão, além de proporcionar troca de experiências e informações com profissionais do mercado de trabalho. Através de uma programação diversificada, os alunos puderam tirar dúvidas a respeito das carreiras profissionais de maior interesse e demais assuntos relacionados à educação superior. O evento iniciou com a palestra do professor da FARGS, Dilo Daniel Rodrigues, sobre o tema “Mercado de Trabalho”. No segundo dia, o professor do Senac RS, Franz Figueroa, ministrou a palestra "O novo perfil do profissional da era do Twitter/Facebook" e no encerramento, o professor da UFRGS, Rubens Ruaro, falou do “Perfil do Vestibulando da UFRGS”. Além disso, houve bate-papo com os ex-alunos da Escola, Lívia Sombrio, acadêmica de Enfermagem na UFCSPA, e Agnelo França Jr., graduado em Direito pela PUCRS. Também ocorreram testes vocacionais e visitação aos estandes das seguintes universidades e faculdades: Unilasalle, PUCRS, Fargs, Unisinos, FAPA, ESPM, Feevale, IPA, Uniritter, Esade, FTEC e Faculdades Senac.

Colégio La Salle São João - Porto Alegre/RS

As turmas do 1º ano do Ensino Fundamental, da Escola La Salle de Sapucaia, vivenciaram a importância do sentimento da “emoção”, através da atividade Releitura de Imagens, na qual os alunos conseguiram compartilhar e expressar seu potencial artístico, desenvolvendo, assim, seu pensar e sentir. A atividade consistia na escolha de imagens diversas, pelos alunos, onde cada um deveria expressar o que a figura lhe transmitiu e elaborar uma releitura artística da mesma, fazendo com que todos na sala de aula se emocionassem com os comentários das preocupações e ânsias dos estudantes, para um futuro melhor do nosso planeta. Expressar-se faz parte integrante do conhecimento. O aluno quando consegue mostrar o que sente, consegue se relacionar melhor com o outro e assim oportunizar trocas e experiências. Quando o professor tem claro como o aluno está pensando, planeja de maneira estratégica a forma de oportunizar o avanço do conhecimento. Os frutos desse avanço só emocionam.

Escola La Salle Sapucaia do Sul/RS

Respeito e aceitação Sempre ouvimos dizer que o Brasil é um país rico em diversidade étnica e cultural, uma mistura de branco, índio, afro-descendente, imigrante. Mas, inúmeros são os preconceitos e discriminações que ainda impedem muitos brasileiros de viverem bem uns com os outros. A escola pode exercer um papel importantíssimo nesse contexto, formando valores capazes de transformar e superar preconceitos. Foi partindo do princípio de ensinar, de fazer reconhecer e de transformar que as professoras Alessandra e Fernanda, do 3º ano do Ensino Fundamental I e Juliana, Contadora de História, funcionárias do Colégio La Salle de Sobradinho/DF, desenvolveram um projeto que teve como objetivo discutir questões como: respeito, autoaceitarão amor ao próximo. As professoras proporcionaram aos alunos momentos de encantamento e descontração por meio da leitura e caracterização dos personagens do livro Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado. Após a apresentação, houve a exploração e atividades relacionadas à mensagem apresentada pelo texto de que “devemos nos aceitar como nascemos e como somos”, diz a aluna Maria Eduarda Oliveira Lopes. O projeto teve encerramento na Feira Multicultural da escola, que abordou o tema Cultura e Diversidade Étnica.

Colégio La Salle Sobradinho/DF www.revistaintegracao.com.br

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Diário de Classe Blitz da Fama O Colégio La Salle Dores, promoveu, durante o segundo semestre de 2011, o projeto Blitz da Fama, coordenado pela educadora Konstans Steffen. A atividade permitiu que se abrisse um espaço para os talentos existentes dentro da Escola, oferecendo, assim, uma forma deles mostrarem o que sabem fazer. A estreia, que ocorreu no dia 02 de setembro, foi um verdadeiro sucesso, fazendo com que todos acabassem revelando aquela aptidão escondida. Apresentado pelo colaborador Bruno Brodt, o público deu boas risadas com as suas improvisações e imitações de personalidades do cenário nacional. Um mural, intitulado Hall da Fama, criado para colocar as fotos de quem apresentava suas performances, foi inaugurado com a imagem do estagiário, Juliano Rodrigues, que tocou violão durante o recreio, embalando os estudantes não só com a sua boa música, mas também com seu carisma e simpatia. Nas outras edições, os alunos foram perdendo a vergonha e novos talentos foram se revelando e aparecendo.

Colégio La Salle Dores - Porto Alegre/RS

Dia do Estudante

Piquete em Pelotas As atividades alusivas da Semana Farroupilha, na Escola La Salle Hipólito Leite, começaram no dia 14 de setembro, onde houve o momento cívico e a abertura do Piquete Hipólito Leite, para todos os alunos da escola. Durante o período de 14 a 19 de setembro, a Escola promoveu diversas ações relacionadas à nossa Cultura, tais como: mateada; exposições com alguns objetos que marcaram a vida do gaúcho; declamações de poesias; e um almoço, para os alunos, onde foi servido um prato típico gaúcho, o carreteiro. À noite a programação continuou, com uma janta entre alunos, professores e funcionários da Escola. As atividades propostas buscaram sensibilizar e valorizar a cultura gaúcha, dando espaço às pessoas para demonstrarem um pouco do que sabem a respeito da mesma, proporcionando, dessa forma, momentos de manifestação artística, aprendizagens e convivência dos nossos costumes. Assim, foi possível despertar nos alunos a curiosidade de conhecer e valorizar a tradição, a fim de aumentar o interesse da juventude pela sua cultura.

Escola La Salle Hipólito Leite - Pelotas/RS

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A Escola La Salle Xanxerê preparou, para comemorar o Dia do Estudante, uma programação diversificada, envolvendo toda a comunidade escolar, com o intuito de que essa data marcasse, tanto para os alunos, quanto para os colaboradores. O cronograma de atividades iniciou no dia 09 de agosto, com o espetáculo “Em busca do conhecimento”, apresentado e estrelado pelo Grupo P2, de Joaçaba, Santa Catarina, que encantou as crianças, através de um show de teatro de bonecos. À noite, a programação foi voltada para os alunos do 3º ano do Ensino Médio. No dia 10 de agosto, os alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental assistiram a “Contos de enganar a morte” e à tarde, a programação foi o Cinefórum com o filme: Diálogos da Diferença, e debate sobre a composição étnica da Região Oeste de Santa Catarina, com o Professor Délcio Marquetti, de Xanxerê. À noite foi presenteada pela presença dos pais dos alunos, para assistirem à Peça: “Só não vê quem não quer”, com o Grupo de teatro Quebra-Galho e a Palestra “Poder Familiar”. Com uma programação que realmente homenageou os estudantes que buscam seu espaço na sociedade e veem no Colégio La Salle o caminho para essa conquista.

Colégio La Salle Xanxerê/RS


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Diário de Classe Projeto Moda e Estilo

A educação e a motivação odontológica são ferramentas extremamente importantes, pois são capazes de desenvolver uma consciência em nossas crianças e despertar o interesse pela manutenção da saúde. A educação odontológica oferecida ao Turno Integral, do Colégio La Salle Carmo, realizada no dia 02/08, visou estimular a mudança do comportamento das crianças préescolares com idade entre 3 e 6 anos, e do Ensino Fundamental, quanto aos problemas de saúde bucal, minimizando, assim, o número de ocorrências futuras de cárie, doenças periodontais (da gengiva) e perda precoce dos dentes. O evento contou com a importante parceria da Clínica Individual.

No mês de outubro de 2011, o “Moda e Estilo”, projeto realizado no La Salle Santo Antônio, realizou sua 11ª edição com uma grande festa, que reuniu estudantes, familiares, professores e participantes de anos anteriores. Para as turmas de 7ª série do Ensino Fundamental – 171, 172 e 173 – esta foi a noite de estreia, quando apresentaram o resultado do trabalho realizado ao longo do ano letivo. Idealizado pela professora de Artes, Miriam Viana, o Projeto passa por avaliações constantes, e cada vez mais se volta para a vivência de uma escola inclusiva, trazendo este debate e esta reflexão para o cotidiano da sala de aula. Tendo a moda como pano de fundo e um tema específico a cada edição, é aberto um espaço para a valorização das diferenças, para o pensamento filosófico, para a imaginação e a descoberta, fazendo com que os estudantes trabalhem de forma colaborativa. Nesta edição, o tema foi “Século XX – Música e Moda dos anos 40 aos 90”. Assim, os grupos escolheram músicas relacionadas ao período através de pesquisas e customizaram roupas e acessórios, além de terem preparado belíssimas coreografias.

Colégio La Salle Carmo - Caxias do Sul/RS

Colégio La Salle Santo Antônio - Porto Alegre/RS

Saúde Bucal

Festival do Folclore Os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental apresentaram, no mês de setembro, a sétima edição do Festival La Salle São João de Folclore e Cultura Popular. A programação contou com apresentação artística dos alunos do Turno Integral, exposição de trabalhos, ilhas gastronômicas, danças étnicas e dramatização da obra “Piá Farroupilha” feita através de um musical, resultado de um projeto interdisciplinar desenvolvido pelas professoras Ana Paula Oliveira e Marilia Mentz. Aberto ao público, o Festival promove a integração das etnias com a comunidade lassalista e porto-alegrense. A proposta é valorizar a origem e as características das diferentes etnias que formam o Estado para que os alunos entendam a forma na qual o povo gaúcho vive atualmente e busquem uma sociedade mais justa e menos preconceituosa. O evento é a culminância de um projeto que engloba diversas atividades de pesquisa sobre a formação histórica do Rio Grande do Sul, entre elas duas viagens para os municípios de colonização alemã e italiana, realizadas ao longo do ano, e a construção dos bonecos étnicos, os “Bonétnicos”.

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Diário de Classe Estudo sobre a Zona Rural e Urbana Os alunos da turma 33, da Escola La Salle Esmeralda, estudaram as diferentes paisagens e modo de viver das pessoas da Zona Rural e Urbana. Sobre orientação da Professora Rosângela, após os estudos, os alunos realizaram um trabalho no qual deveriam mostrar seus conhecimentos adquiridos e também muita criatividade. Utilizando diversos materiais, como isopor, papelão, diferentes tipos de papéis, erva de chimarrão, argila e pequenos brinquedos, a turminha criou maquetes com intuito de representar as diferenças entre estas áreas. Finalizando o trabalho, os alunos realizaram uma exposição na sala de aula, recebendo visita dos demais alunos da Escola.

Escola La Salle Esmeralda - Porto Alegre/RS

Encontro com escritores

Diário Viajante Pensando em auxiliar os estudantes na escrita espontânea e a ajudálos a entender como os textos se organizam, os professores do Ensino Fundamental, do Colégio La Salle Lucas do Rio Verde, desenvolveram um projeto chamado “Diário Viajante”, que não só motiva os alunos a aprenderam, como também propõe ensinar os aspectos específicos da linguagem escrita. Mais do que enumerar as características dos diferentes gêneros, o Projeto leva os pequenos estudantes a perceber que existe diferença na forma de falar e escrever, estimulando a escrita espontânea, o gosto pela leitura, ampliando o repertório de leitura e escrita, valorizando os espaços de leitura. Para atrair mais as crianças, foi criado o boneco de pano “Zé”, onde toda semana um aluno é responsável por ele, e precisa levá-lo para sua casa e apresentá-lo para a sua família. Todas as atividades realizadas com o boneco são registradas no diário, no qual eles também podem colar fotos ou desenhar. A família registra no diário sua opinião sobre o projeto e como foi o envolvimento do filho(a) na realização das atividades. Na escola, o aluno apresenta seus registros aos colegas.

Colégio La Salle Lucas do Rio Verde/MT

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Dando início ao projeto “Poesia nos ônibus”, o Colégio La Salle Carazinho recebeu os escritores Odillo Gomes, Lourival Leimbeiger e Márcia Sbardelotto para apresentarem suas obras e ressaltarem a importância da Poesia para a vida de cada um. O escritor Lourival, ex-aluno Lassalista e autor do livro 'Inquietações – Poesia e Prosa', falou da importância do uso do dicionário na vida de qualquer pessoa e disse: “ser poeta é ter sensibilidade”. Já a escritora Márcia Sbardelotto, autora do livro 'Cinco luas e uma canção', relatou que iniciou a escrever muito cedo, quando ainda estava no colégio. Atualmente, Márcia escreve poesias gaúchas e poesias destinadas para a terceira idade.

Colégio La Salle Carazinho/RS


Educação Superior Pioneiros na pós-graduação Depois de dois anos de aulas, oito educadores concluíram a especialização em Gestão Educacional da Escola Básica, na Faculdade La Salle Estrela. As defesas das monografias ocorreram nos dias 4 e 5 de novembro. A especialização foi a primeira a ser concluída na Faculdade. Os alunos tiveram como orientador o Diretor Geral da Faculdade, Ir. Marcos Corbellini, que é Doutor em Educação. A banca esteve composta pelo Ir. Marcos, pelo Diretor Acadêmico da Faculdade, padre Rogério Ferraz de Andrade, e ainda pelo Diretor Primeiro Vice-presidente da Rede La Salle, Ir. Cledes Antonio Casagrande. Conforme o padre Rogério, o término do primeiro curso de pósgraduação é um momento importante, pois reforça o trabalho que vem sendo desenvolvido na unidade e o seu compromisso com a comunidade e com a educação. No fim de novembro, o segundo curso de pós-graduação da La Salle Estrela será concluído. Para o dia 25, está marcada a defesa dos trabalhos de conclusão dos alunos do MBA em Gestão Financeira.

Faculdade La Salle Estrela/RS

Um Guia de belezas

Acadêmicos de Lucas do Rio Verde visitam Unilasalle Canoas Acadêmicos do curso de Direito da Faculdade La Salle de Lucas de Rio Verde, no Mato Grosso, realizaram uma visita ao Campus do Unilasalle. Cerca de 40 acadêmicos da instituição mato-grossense puderam ter uma visão mais ampla sobre as instituições lassalistas e do próprio Unilasalle, além de conhecer outras instituições como a Sede Provincial Lassalista, em Porto Alegre, e as instalações de sessões de julgamento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O coordenador do curso de Direito da Faculdade La Salle, Prof. Guilherme Ribeiro, que acompanhou os acadêmicos, agradeceu a receptividade que teve na instituição “O Unilasalle conta com ótimas instalações, que claramente inspiram a convivência universitária, fato estimulador dos estudos. Além disso, devo registrar que fomos muito bem recebidos pelo Reitor, Ir. Paulo Fossatti, que nos apresentou a história e estrutura da instituição, e pela professora Cintia Moura Amaro que nos mostrou e explicou o funcionamento e as instalações destinadas ao Curso de Direito”, ressaltou Ribeiro. Os visitantes também participaram do III Congresso Anual de Direito do Unilasalle. A acadêmica e representante discente do Colegiado do Curso de Direito, Derlise Marchiori, comentou a importância da participação no Congresso para os acadêmicos. “A participação no Congresso foi de suma importância para o crescimento intelectual dos presentes, uma vez que as palestras assistidas trouxeram temas importantes e despertaram o interesse em muitos na busca de respostas sobre as novas tendências do direito brasileiro”, finalizou Derlise. Os alunos do Colégio La Salle, também de Lucas do Rio Verde, visitaram o Unilasalle. Guiados pelo Assessor de Assuntos Interinstitucionais e Internacionais, Prof. José Alberto Miranda, os alunos, acompanhados de professores e do Diretor do Colégio Ir.Lauro Bohnenberger, fizeram um teste vocacional e conheceram a instituição. Os alunos conheceram, também, aspectos culturais visitando locais como a Serra Gaúcha e a cidade de Porto Alegre. Para o reitor do Unilasalle, Ir. Paulo Fossatti, visitas como essa são “importantes para estreitar o relacionamento das unidades lassalistas do Brasil, facilitando a troca de experiência e aprendizado” concluiu.

Os ervais de Ilópolis, o Convento São Boa Ventura, em Imigrante, e a Lagoa Armênia, em Taquari, são apenas algumas das belas paisagens que podem ser conferidas por quem se propõe a descobrir o Vale o Taquari de modo mais detalhado. Esses e outros locais estão elencados no Guia Turístico Vale do Taquari, produzido pela Faculdade La Salle Estrela em parceria com empresas da região. O guia, lançado em setembro, é repleto de fotos e apresenta nove rotas. Elas contemplam museus, igrejas e engenhos, além de belezas naturais, como cascatas e grutas. O guia também traz um pouco da tradição de algumas cidades por meio de roteiros, como é o caso da Rota das Gemas & Joias, que inclui visitas a pontos de industrialização de pedras em Lajeado. Conforme os idealizadores do guia – alunos e professores do curso de Gestão em Turismo –, a publicação tem a função de valorizar e de divulgar a região por ser um material que, além de mostrar as potencialidades do Vale, também motiva a visitação. Foram impressos 2 mil exemplares que estão sendo distribuídos gratuitamente.

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Unilasalle Canoas/RS Revista Integração • Dezembro 2011

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Educação Superior Reunião com Embaixador da ONU em Genebra

Missão acadêmica internacional das IES Lassalistas Brasileiras

O Reitor do Unilasalle Prof. Dr. Paulo Fossatti, fsc e a Prof. Dr. Gilca Kortmann estiveram reunidos com o Embaixador da ONU Christian Guillermet Fernández, no último mês. Na ocasião, foi discutido o programa mundial da ONU para a educação nos direitos humanos e a Declaração da ONU sobre a educação e a formação em direitos humanos. Experiências desenvolvidas na instituição na área de Direitos Humanos, Docência e Infância foram relatados como exemplos pelos representantes do Unilasalle.

Exemplo na promoção dos direitos humanos A formação docente e o desenvolvimento de valores criativos, vivenciais e atitudinais, foco do trabalho de pós-doutoramento do Prof. Dr. Paulo Fossatti foi uma das experiências relatadas como exemplo na promoção de direitos humanos no Seminário em Genebra. A pesquisa promoveu o desenvolvimento de grupos docentes em Moçambique na África e no nordeste do Brasil. Também o Núcleo de Atendimento Psicopedagógico (NAPSI), que promove o atendimento de bebês recém-nascidos através da estimulação precoce e o desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social através de atividades educativas, informativas e intervencionaistas, diagnóstico, intervenção e acompanhamento psicopedagógico totalmente gratuito, foi apresentado ao Embaixador da ONU, pela Prof. Dr. Gilca Kortamann, coordenadora do Curso de Psicopedagogia, como prática desenvolvida pelo Unilasalle.

O evento De 10 a 14 de outubro ocorreu em Genebra, o seminário Direitos Humanos, Direito à Educação e Educação aos Direitos Humanos. Representaram o Unilasalle o Reitor Dr. Paulo Fossatti, fsc e a professora Dr. Gilca Maria Lucena Kortmann. São 21 lassalistas da América Latina, Caribe e Europa reunidos. O evento serviu para o compartilhamento de experiências e políticas comuns das obras lassalistas sobre direitos humanos e educação. Na Foto: da Esquerda para a Direita: Irmão Arno Lunkes - Diretor do Colégio ABEL Niterói-RJ; Prof. Gilca Kortmann; Christian Guillermet Fernández - Embaixador da ONU; Dr. Paulo Fossatti, fsc - Reitor do Unilasalle e Alessandra Aula - Secretária do Escritório Internacional Católico da Infância em Genebra.

Unilasalle Canoas/RS

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Em 15 de outubro de 2010, esteve em visita à Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde-MT e ao Unilasalle Canoas, o Prof. Felipe Choquet, Reitor do Instituto Politécnico La Salle de Beauvais, França. Na ocasião, Prof. Felipe fez o convite à Diretoria das IES, bem como aos empresários locais, para participar da 7ª Conferência da GCHERA (Consórcio da Educação Superior e Pesquisa para a Agricultura), que se realizaria em Beauvais, em junho de 2011. Acolhendo o convite, o Unilasalle e as Faculdades La Salle de Lucas do Rio Verde-MT e de Manaus-AM, e os Institutos Superiores La Salle de Educação Superior de Niterói-RJ, organizaram a Missão Acadêmica ao Instituto Politécnico La Salle de Beauvais e à 7ª Conferência GCHERA, que ocorreu de 27 a 29 de junho de 2011. A 7ª Conferência GCHERA tratou sobre “o papel estratégico das Universidades de Agronomia e da Ciência da Vida, e de Empresas e Organizações Governamentais e Não Governamentais, no desenvolvimento sustentável”. Mais de 60 países estiveram representados na discussão sobre o desenvolvimento sustentável da alimentação no mundo, por representantes de Universidades, Cientistas e Pesquisadores, Representantes de Organismos Internacionais em programas de Agricultura, Diretores de Empresas, Estudantes e pessoas interessadas no tema do desenvolvimento sustentável. Nos dias que se seguiram à Conferência, até o dia 02 de julho, os membros da Missão tiveram a oportunidade de conhecer o Instituto Politécnico La Salle por visitas técnicas à Instituição. Como resultado das propostas de discussão, ficou configurada uma agenda comum de proposições que tratam de: a) Mobilidade Estudantil de cursos de Graduação, Extensão e Especialização; b) Mobilidade de Professores em Cursos pós-graduação: stricto sensu e lato sensu; c) Elaboração de Pesquisas em comum da Rede La Salle Brasil e Internacional; d) Realização de cursos de Extensão, Especialização: stricto senso e lato sensu in company; e) Projeção do Curso de “Agronomia La Salle” com apoio de empresas internacionais. Além disso, a comitiva brasileira teve a oportunidade de visitar empresas locais que mantém parcerias com o Instituto. Assim, conheceram a Its Lucien, empresa beneficiadora de carnes de gado, suíno, ovelha/cervo em produtos prontos para o consumo, e a Sofiprotéol, Indústria de Óleo de Granola para diferentes níveis de utilização.

Faculdade La Salle Lucas do Rio Verde/MT


Obras Assistenciais

Compartilhar o conhecimento

emociona!

Por Gabriele Bonotto Professora da Escola Fundamental La Salle, Sapucaia/RS

A escola La Salle Sapucaia trabalha com a organização curricular por ciclos de aprendizagem. Um dos aspectos presentes, na prática pedagógica desta proposta, é a ciclagem, onde os educandos do mesmo ciclo podem conviver e trocar conhecimentos. Com o passar do tempo os estudantes foram se acostumando com a prática e conseguiu-se aprimorá-la, porém, ainda não é possível realizá-la com a frequência desejada. Um fato interessante ocorreu no mês de outubro de 2011, em resposta a todos os outros momentos de ciclagem realizados na escola: Um grupo de alunos do III ano do II ciclo (6º ano) questionou a professora do II ano do II ciclo (5º ano) se os alunos estavam aprendendo alguma coisa sobre animais. A professora Gabriele respondeu que eles estavam trabalhando os seres vivos. Então, eles questionaram se podiam ir até a turma para ensinar dobraduras que eles haviam aprendido em livros da biblioteca. Iniciou-se ali a Oficina de dobradura. Patos que abriam a boca, corujas, lírios, sapos que saltavam, cachorros, garças e o que mais se possa imaginar. Durante as oficinas os alunos formavam grupos para melhor ensinar o passo a passo aos alunos mais novos e sempre traziam uma ou duas dobraduras diferentes. Os alunos do II ano do II ciclo estavam sempre ansiosos para descobrir qual seria a nova dobradura. A professora Gabriele relacionava o que era aprendido nas dobraduras com o conteúdo de ciências, montando cadeias alimentares e relações entre o ecossistema com as dobraduras criadas pelos educandos.

Os estudantes que ensinavam saiam satisfeitos por transmitir seus conhecimentos e todos os dias pesquisavam em livros e na internet novas dobraduras. Passavam o recreio treinando cada nova peça para não esquecer nenhum detalhe e conseguir passar para a turma tudo o que sabiam. Inclusive os alunos do III ano do II ciclo foram convidados para realizar esta oficina com outras turmas no projeto do dia da criança. E mais uma vez, ficaram satisfeitos em pesquisar dobraduras adequadas para cada ano ciclo e ensinar cada grupo com muita paciência. Esta iniciativa dos alunos demonstra que as aprendizagens conquistadas despertam o desejo de serem compartilhadas. Esta é uma prova de que o conhecimento realmente emociona. Revista Integração • Dezembro 2011

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Obras Assistenciais

Curso de Capacitação de Professores e Oficina de Artesanato para Voluntários Por Aline Marin Coordenação de Ensino do Centro de Assistência Social La Salle - Canoas/RS

O Centro de Assistência Social La Salle, em Canoas promoveu no período de 17 de setembro a 08 de outubro, o curso para capacitação de monitores. Os encontros dos professores aconteceram em quatro sábados pela manhã, nos quais foi tratado o tema: Iniciação à Docência Profissional, para capacitação de monitores. Ao todo, 32 professores participaram desta formação. Quem ministrou o curso foi a professora Rosângela Maria Borges Martins, que abordou assuntos como elaboração de projetos interdisciplinares, planejamento, organização do ambiente didático pedagógico e os aspectos básicos do planejamento, aprendizagem por competência e a metodologia de resolução de problemas, estratégias didáticas e técnicas de ensino, organização e utilização de recursos didáticos. Também são responsáveis, pela elaboração e organização do curso, o diretor do Centro de Assistência Social La Salle, Ir. Valdecir Silva Rocha Filho, a Coordenação de Ensino, e o Unilasalle Canoas, que é parceiro neste projeto, através da Diretora de Extensão, Pósgraduação e Pesquisa, Dirléia Fanfa Sarmento. O objetivo deste curso foi dar continuidade à formação dos professores que iniciaram a primeira etapa deste projeto, no ano passado com o curso sobre Capacitação Docente em Educação Profissional. O curso finalizou-se com um almoço preparado pelos professores. Já no dia 11 de outubro, foi realizada uma oficina para as professoras voluntárias dos cursos de artesanato sobre Pintura com Aquarela em Seda.

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As instruções para a atividade ficaram por conta da professora Roseli Leal, que passou a tarde mostrando as técnicas e materiais necessários para a produção das peças. A pintura em seda requer mais paciência e dedicação das alunas, pois lida com diferentes tipos de penetração da tinta na seda. A proposta da oficina de artesanato é levar a aprendizagem de técnicas de artesanato que favorecem o desenvolvimento da criatividade, de habilidades específicas e de domínio de técnicas para criação de produtos com potencial de comercialização. O objetivo das oficinas é fortalecer o grupo de artesãs através da integração entre elas, entre a comunidade e o Centro de Assistência, favorecer um espaço de convivência e troca de ideias, além de oferecer mais uma formação prática para as participantes.


Vocacional

IRMÃOS DE LA SALLE

Um caminho para você! Por Ir. Kárliton Pereira Coordenador da Pastoral da Juventude e Vocacional da Rede La Salle

A Província Lassalista de Porto Alegre assume a Pastoral Vocacional como prioridade dentro das suas várias áreas de expressão. Percebe nela não apenas uma oportunidade de despertar jovens para a vida de Irmão mas, também, um espaço de manifestação da vitalidade e do dinamismo do ser lassalista. Em outras palavras, assumir a Pastoral Vocacional significa expressar com alegria e comprometimento a identidade cristã/lassalista. Todas as Comunidades Educativas Lassalistas são interpeladas a se engajarem nesse movimento de construção de espaços educativos fortemente marcados por um ambiente cristão, e onde sejam visíveis os modos de ser lassalistas, especialmente o estilo de vida do Irmão. A vocação na sua compreensão ampla abarca uma série de respostas que vão desde o sim ao dom da vida, passa pela assunção do batismo e culmina na opção por um estilo de vida específico. A criação de uma cultura vocacional em nossas Comunidades Educativas, além de reforçar nossa identidade cristã/lassalista, abre possibilidades para despertar jovens que vislumbrem na Vida Religiosa como Irmão um caminho para responder às suas inquietações existenciais. Na nossa Província, e de modo geral no Brasil, as vocações para Irmão não surgem dentro das obras lassalistas. No mundo lassalista, somos um dos poucos países, se não o único, em que ocorre esse fenômeno. Falta de testemunho e de poder de convocação? Pouca iniciativa para promover a vocação de Irmão? Portanto, fica o apelo de que todos os lassalistas nos sintamos comprometidos e envolvidos na Pastoral Vocacional em nossas obras. Contamos com a iniciativa, a criatividade e o dinamismo de Irmãos e Colaboradores.

JOVEM LASSALISTA! Junte-se a nós na missão de evangelizar através da educação. Cristo o chama e nós o acolhemos de braços abertos para ajudá-lo a descobrir sua vocação. A nossa vida deve ser tecida de experiências profundas de vida e esperança. Ser Irmão De La Salle é uma resposta ao Deus da Vida. Se você sente o chamado de Deus para servir a missão como Irmão das Escolas Cristãs (Irmão de La Salle), existem passos vocacionais a serem dados e compromissos a serem assumidos. Viver como Irmão De La Salle requer não somente dedicação e interesse, mas dispor-se a aprender a viver o estilo de vida do Irmão conforme o projeto de Jesus Cristo. Venha conhecer-nos e participar dos Encontros Vocacionais! www.lasalle.edu.br/vocacional vocacional@lasalle.edu.br

Que São João Batista de La Salle nos abençoe e que viva Jesus em nossos corações!

Revista Integração • Dezembro 2011

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Artigos

Afetividade

e a educação do século XXI Por Camila Cupes Biazetto Professora do Colégio La Salle Canoas/RS

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alar em afeto na educação, nos leva a refletir qual a importância da afetividade na prática pedagógica e como ela pode interferir na vida dos educandos e dos educadores a ponto de transformar a realidade da educação que vivenciamos no século XXI. É notável que a discussão entre nós, profissionais de educação, parece estar agregada sempre as mesmas questões, como: qualificação profissional, metodologias a serem usadas, nível de aprendizagem dos educandos e até mesmo questões salariais. Ao que parece, esquecemos de conhecer a nossa clientela como um todo levantando questões que levem o reconhecimento de toda a bagagem emocional do educando e suas vivências.

Conceito de afetividade Falar do conceito de amor e afeto é um ato muito complexo, e ao mesmo tempo muito simples, pois para os apaixonados o amor é sentido, expressado e não definido. Já poetas os conceituam das mais diversas maneiras desde o inicio dos tempos. Porém, vejamos o que relatam aqueles que tentam conceituar a afetividade: GALVÃO (1999) diz que são quatro os temas fundamentais nos quais Wallon se baseou para elaborar seu projeto teórico no qual pretendeu fazer a psicogênese da pessoa completa: afetividade, movimento, inteligência e a questão da pessoa, do eu. Pensando, pois, em afetividade, podemos defini-la de acordo com FERREIRA (2000) como sendo o "Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.”. Assim, podemos conceber as emoções como uma forma de comunicação e para os recém-nascidos é a maneira de se relacionarem com o mundo, comunicação que aos poucos é substituída por novas formas de socialização. Apesar de exibir uma linguagem verbal bem desenvolvida, a criança menor de 6 anos (aproximadamente) ainda utiliza intensamente a linguagem emocional. O choro, as expressões corporal e facial permitem ao professor perceber seu aluno. Isso é coisa a ser pensada na prática pedagógica. (GALVÃO, 1999). Segundo GALVÃO (1999) "... se a criança está ao sabor de suas

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emoções, ela não tem condições neurológicas de controlá-las...". Então, mais uma vez, destacamos o valoroso papel do professor na compreensão do grau de maturidade neurológico da criança, para que não considere certas atitudes tomadas por ela como indisciplina, manha, atrevimento ou hipocrisia. Devemos ter consciência da importância da afetividade para o desenvolvimento emocional da criança, mas também temos de considerar os fatores biológicos necessários a esse desenvolvimento. É de grande necessidade um meio sócioemocional, motor, afetivo e cognitivo para o desenvolvimento da criança. O amor e o ódio circundam a vida afetiva do ser e estão sempre lado a lado, interferindo em nossos pensamentos e ações. Dessa forma, a compreensão das emoções é de suma importância no entendimento da afetividade. Em nossa cultura o gênero masculino é proibido de demostrar as suas emoções através do choro, enquanto o gênero feminino é incentivado a isso. O importante, então, é entendermos que a afetividade interfere no crescimento pessoal do ser, mas não está indiferente a fatores biológicos, sociais e cognitivos, e que depende da cultura na qual o indivíduo está inserido.

Desenvolvimento emocional Nossos educandos sempre demostram irritação quando se sentem prejudicados de alguma forma, ficam alegres quando os agradamos e se entristecem quando se chateiam. As crianças são seres autênticos sempre expressam o que realmente sentem, falta apenas a capacidade de saber como agir em relação a estes sentimentos. GOTTMAN (1997) é claro ao dizer que os pais, muitas vezes, agem negativamente na preparação emocional de seus filhos. Principalmente quando os sentimentos demonstrados pela criança são do tipo "negativos", como raiva, medo, tristeza... Na maioria das vezes, nós, pais, ignoramos ou mesmo recriminamos o sentimento da criança com atitudes desagradáveis a ela. Estas atitudes são aconselhar a criança, reclamar com ela ou mandar fazer outra atividade. No fundo, o que estamos querendo é nos livrar do problema da criança que, para nós, é nada diante dos que já temos. O que não percebemos, no entanto, é que agindo dessa maneira estamos valorizando mais um tipo de emoção do que outro, o que é

extremamente prejudicial, pois a criança desenvolve conceitos de inferioridade e baixa autoestima, sentindo-se ínfera às outras pessoas da família, uma vez que, para ela, os pais e irmãos não sentem aquelas coisas negativas. No futuro, a criança poderá apresentar dificuldades de relacionamento. Principalmente na escola. Assim, torna-se muito importante que os pais e educadores permitam a vivência de emoções, a experimentação do novo e que a criança, através dessas experiências, desenvolva a capacidade de aprender a conviver com as situações que são próprias do ser humano. Para GOTTMAN (1997) existem cinco passos para a preparação emocional: 1.Perceber a emoção da criança. 2.Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade ou transmissão de experiência. 3.Escutar com empatia, legitimando os sentimentos da criança. 4.Ajudar a criança a nomear e verbalizar as emoções. 5. Impor limites e, ao mesmo tempo, ajudar a criança a resolver seus problemas.

Relação educador - educando Devido às mudanças em nossa visão de mundo, a escola vem assumindo papéis destinados ao seio familiar. E, talvez por esse acréscimo nas suas obrigações, não esteja acompanhando o avanço social e não esteja cumprindo com o que pais e sociedade esperam dela: a completa formação do ser humano e cidadão. Devido a esse fator, sentimos a necessidade de formar uma escola nova resultante da fusão entre a escola antiga e a atual, capaz de desenvolver habilidades e competências ligadas ao desenvolvimento afetivo e cognitivo do ser. Conforme CURY (2003) os professores precisam deixar de serem bons e se tornarem fascinantes para que suas aulas e conteúdos façam sentido e possam ser assimilados por seus alunos. Diz também que são sete os pecados capitais dos professores: corrigir


Artigos publicamente, expressar autoridade, ser excessivamente crítico, punir quando estiver bravo, colocar limites sem dar explicações, ser impaciente e destruir a esperança dos sonhos.

As outras nove técnicas apresentadas por CURY (2003) para desenvolver o "Projeto Escola da Vida" e construirmos a "Escola dos Nossos Sonhos" são:

Para FURLANI (1995), as características afetivas, culturais e de personalidade do professor se problematizam, originando modelos através dos quais ele se situa em relação ao aluno: modelos autoritários, modelos democráticos e modelos permissivos. Segundo FURLANI (1995), o modelo democrático ainda é uma utopia, ainda encontra obstáculos para ser implantado nas escolas, pois a própria sociedade brasileira é cheia de modelos permissivos e autoritários que influenciam a vivência dos alunos. Como diz CHALITA (2003), os valores do amor, da amizade, do idealismo, da coragem, da esperança, do trabalho, da humildade, da sabedoria, do respeito e da solidariedade precisam ser resgatados, ensinados, apropriados por todos que gostariam de, um dia, voltar aos tempos de infância.

§ Sentar em círculo ou em U, para que seja trabalhada a habilidade de participação e construída a ideia de coletividade entre os integrantes da turma e professor; § Exposição interrogada, através da qual o professor exercita a arte de interrogar, instigando seus alunos a pensar por meio de desafios propostos; § Exposição dialogada, quando o professor pergunta e estimula seus alunos à participação, debelando a timidez e melhorando a concentração; § Ser contador de histórias, criando clima de confiança e descontração, educando a emoção e dando significado ao que é trabalhado; § Humanizar o conhecimento, dando a oportunidade aos alunos de conhecerem as ansiedades, os medos, os erros e a vida daqueles que construíram os conceitos estudados em sala de aula, para que percebam que foram pessoas normais como eles; § Humanizar o professor, desmistificando a ideia de um profissional sem sentimentos e emoções, cruzando as experiências e aprendizagens dele com a dos alunos, contribuindo assim para socialização, afetividade e valorização do "ser"; § Educar a autoestima, elogiando sempre antes de criticar e evidenciando a importância que cada ser humano tem, ajudando a educar a emoção, a autoestima e a resolver conflitos, além de promover a solidariedade; § Gerenciar os pensamentos e as emoções, resgatando a liderança do eu através do gerenciamento dos pensamentos negativos e das emoções angustiantes; § Participar de projetos sociais, a fim de desenvolver a responsabilidade social, a solidariedade, o trabalho em equipe, educando-se para a saúde, paz e direitos humanos.

Como relata BOFF (1999), há um descaso pela vida das crianças, pelo destino dos pobres e marginalizados, pelos desempregados e aposentados, um descuido e abandono dos sonhos de generosidade, da sociabilidade, um descaso pela dimensão espiritual do ser humano, pela coisa pública, pela vida, pela Terra... Enfim, há necessidade de uma nova aliança de paz entre o homem e todas as demais espécies da Terra na expectativa de salvarmos a nós e a nossa casa. Então precisamos, de acordo com CHALITA (2003), deixar que a fantasia e a energia da criança interior de cada um de nós esteja sempre presente, ajudandonos – pais e professores – a formar, informar, transmitir saberes e afeto para que não deixemos de ser humanos, capazes de sentir, de cuidar, de amar.

Motivações para aprender Para CURY (2003) dez técnicas compõem o "Projeto Escola da Vida" que objetiva "... a educação da emoção, a educação da autoestima, o desenvolvimento da solidariedade, da tolerância, da segurança, do raciocínio esquemático, da capacidade de gerenciar os pensamentos nos focos de tensão, da habilidade de trabalhar perdas e frustrações. Enfim, formar pensadores.". Uma delas é a Música ambiente e clássica em sala de aula que, para CURY (2003), contribui para desacelerar o pensamento, aliviar a ansiedade, melhorar a concentração, desenvolver o prazer de aprender e educa a emoção. Dessa forma, o fluxo de informações passa do subconsciente para o consciente no momento da aula ocorre com maior facilidade e rapidez, contribuindo assim para uma aprendizagem mais expressiva e duradoura.

Sendo assim, não há necessidade de mudanças que consideramos físicas no meio escolar e sim técnicas que levem a interação interpessoal que auxiliam na formação de cidadãos capazes de enfrentarem a situações conflituosas do dia a dia.

Conclusão Todo educador acumula conhecimentos que podem ser utilizados em sua vida pessoal e profissional através da troca de experiência e a convivência, onde um ser sempre tem algo a

ensinar e ao mesmo tempo aprender. Para FREIRE (1996) "...quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”. O que confirma a importância da troca de saberes, do relacionamento afetivo e de sua importância em seu crescimento como ser participante do processo de desenvolvimento da sociedade. Não podemos deixar de citar a importância do seio familiar na construção do ser, participante de uma sociedade mentalmente saudável. A presença efetiva dos pais na construção do seu “filho-cidadão” contribui para transformações sociais que cultivem a discriminação, o desrespeito e as desigualdades. Segundo TIBA (2002) as pessoas apresentam três estilos de agir: o comportamento estilo vegetal, o comportamento estilo animal e o comportamento estilo humano. Ainda de acordo com TIBA (2002) o comportamento estilo humano, característico de cérebros mais evoluídos, é aquele adotado pelas pessoas que buscam a felicidade a partir da integração de disciplina, gratidão, religiosidade, ética e cidadania, visando sua sobrevivência, perpetuação de sua espécie, preservação do meio ambiente, formação de grupos solidários e construção da civilização. Sendo assim afirmamos a importância da afetividade na educação e na aprendizagem do ser. REFERÊNCIAS ALVES, R. A. Conversas com quem gosta de ensinar. 20 ed. São Paulo: Cortez Editora. 1985. BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela Terra. Petrópolis, Rio de Janeiro: Ed. Vozes. 1999. CHALITA, G. Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações. São Paulo: Ed. Gente. 2003. CURY, A. J. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Ed. Sextante. 2003. FERREIRA, A. B. H. Mini Aurélio. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 2000. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11 ed. São Paulo: Paz e Terra. 1996. FURLANI, L. M. T. Autoridade do professor: meta, mito ou nada disso? 4 ed. São Paulo: Cortez Editora. 1995. GALVÃO, I. Wallon e a criança, esta pessoa abrangente. Revista Criança. São Paulo: Ministério da Educação. p. 3-7. dez. 1999. GOTTMAN, J.; DECLAIRE, J. Inteligência Emocional. 34 ed. Rio de Janeiro: Objetiva. 1997. TEZOLIN, O. M. Re-criando a educação: uma nova visão da psicologia do afeto. 4 ed. Rio de Janeiro: DP&A. 2003. TIBA, I. Quem ama, educa. 131 ed. São Paulo: Ed. Gente. 2002.

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Artigos

Adequação dos métodos de Ensino Por Jonas Vanderlei Theisen Professor do Colégio La Salle Niterói, de Canoas/RS

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odas as pessoas têm uma maneira distinta de aprender e possuem interesses e habilidades distribuídos dentro das diferentes áreas do saber. Uma dessas formas, e a meu ver a mais eficaz, se dá através do acompanhamento de um educador que deverá propiciar subsídios pedagógicos importantes ao crescimento integral e específico de cada educando. Essa profissão é uma das mais antigas e importantes para a formação do cidadão. É ele quem promove e desenvolve os processos de aprendizagem que melhor fazem o estudante interiorizar os conhecimentos. Por isso, torna-se o “facilitador do processo de aprendizagem”, pois, com o professor, o educando é capaz de assimilar os processos de construção da autonomia, da sensibilidade em aceitar o diferente, do reconhecimento da sua cultura, entre outros. A importância do educador é indiscutível, se ele ainda mesclar o conhecimento técnico com a prática e o cotidiano do aluno, o processo de desenvolvimento das capacidades cognitivas será enriquecido significativamente. O educando é influenciado a todo instante por tudo e por todos, valorizando todos os dados da realidade (Plano Pastoral, 2006, p.17). Anexar os conteúdos técnicos, básicos e necessários, à nossa forma de viver é fundamental no sentido de dar significado ao que se está trabalhando em sala de aula. Quando a informação nos é repassada, através da nossa própria leitura, da explanação de um professor, da escrita ou de tantos outros meios que estão a nossa disposição, ela pode se tornar importante para a nossa vida e, se for importante e nos chamar atenção, iremos transformá-la em conhecimento. O elemento central do processo de aprendizagem é a experiência e, para que algo seja marcante, é necessário que toque o coração, que esteja ligado ao processo cultural do educando, e não que ele saiba apenas teoricamente (Plano Pastoral, 2006, p.27). E é nesse modo de aprender que se cria uma análise crítica do que nos influencia, pois se o aprendizado foi interiorizado é facilmente associado. O mestre tem enorme responsabilidade sobre a formação integral de seu aluno, já que o mesmo precede o educador. Esta é uma forma de ver não só a importância de um professor na vida de uma pessoa, mas também a responsabilidade que ele carrega. Outro aspecto que desejo ressaltar é em relação à formação do conhecimento. Este não se dá de forma coletiva, mas visa, em sentido último, a

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integração social. À primeira vista estas duas ideias se apresentam como contraditórias, mas possuem relações próximas. Quando se afirma que conhecimento não se dá de forma coletiva, quer-se dizer que o processo de aprender acontece em cada um e de forma distinta, sendo cada indivíduo responsável por seu processo de aprendizado. Por mais que exista um “facilitador”, grupos de partilha, meios de comunicação e informação, o processo de aprender exige iniciativa, compreensão e esforço próprio. Todo conhecimento adquirido e produzido visa, em sentido último, a integração social, o contato com a sociedade, com as estruturas que a compõem, com as pessoas. Um sujeito confiante de seu processo formativo, do conhecimento de sua cultura e do que a compõe, bem como de suas disposições psicológicas, possui os meios para o viver bem consigo e com as pessoas que o cercam. Portanto, a produção de conhecimento parte da iniciativa e condiz essencialmente com cada ser. O educador conhecendo essas particularidades vai atuar sobre elas. “Quanto melhor o educador conhecer seus educandos, mais poderá contribuir em seu crescimento” (Plano Pastoral, 2006, p.20). Já nos falava São João Batista de La Salle da importância do mestre (educador) conhecer seus discípulos (educandos) para instruí-los ao caminho da felicidade e da dignidade: “Esta deve ser uma das principais atenções dos que são responsáveis pela Educação de meninos: conhecêlos e discernir o modo de tratar a cada um deles. Com uns é necessário mais bondade; com outros, mais firmeza. Há os que exigem muita paciência e os que necessitam de estímulo. Para alguns há necessidade de repreensões e castigos para que se corrijam de seus defeitos (...). Estas atitudes dependem do conhecimento e do discernimento dos diferentes espíritos (...)” (LA SALLE, md. 33,1).

Além disso, o professor pode, com o educando, enriquecer o método de aprendizagem partindo da percepção de fatores que contribuem ou não para esse método, ou seja, descobrir os fatores implícitos no afeto e na vontade para despertar a inteligência. Pois nós, educadores lassalistas, “reafirmamos a importância de conhecer o educando e conectar-se ao seu percurso histórico, para que a intervenção pedagógica resgate o desejo, a alegria e o sabor de aprender” (Projeto Pedagógico da Província Lassalista de Porto Alegre, 2004, p.22).

Para São João Batista de La Salle, o conhecimento do estudante, por parte do professor, constitui-se uma das bases de uma boa educação. É “através deste conhecimento que o educador pode adequar conteúdos, linguagem e tratamento às necessidades e características do educando” (Plano Pastoral, 2006, p.11). Cabe ao educador dinamizar seu trabalho para direcionar a vontade do aluno, dando vida à atividade ou ao menos relacionalidade. Adequar-se no sentido de adaptar e proporcionar meios diferenciados a forma de cada educando apropriar-se dos conhecimentos tanto aqueles que lhe despertam mais interesse quanto aqueles que exigem maior esforço. Isso vai se dar no ato de planejar a aula, de acompanhamento por parte dos supervisores, do diálogo com a família, de atividades diferenciadas que despertam interesse, de acompanhamento individual. Cabe a cada educador, em sua área, otimizar seus conteúdos, torná-los atraentes e cativar seus educandos. “Uma escola centrada no indivíduo seria rica na avaliação das capacidades e tendências individuais. Ela procuraria adequar os indivíduos não apenas a áreas curriculares, mas também a maneiras particulares de ensinar esses assuntos” (Gardner, 1995, p.16). Ao mesmo tempo sentimos a necessidade de perceber os fatores que auxiliam no processo educativo e de outros que o compõem, pois não se trata de responsabilidade atribuída apenas ao educador, mas provém também da iniciativa do educando. Ainda outros processos ou fatores como, por exemplo, o número excessivo de alunos por turma, a falta de comprometimento da família com o processo educativo e tantas outras formas atrapalham o despertar do conhecimento. Para reflexão: Como atender todas as necessidades de aprendizagem dos educandos de uma turma?

REFERÊNCIAS BGARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. LA SALLE, João Batista de. Meditações de São João Batista de La Salle. (Trad. Irmão Albino Afonso Ludwig) Porto Alegre, RS: La Salle, 1988.


Artigos

LEITURA:

Conhecimento e Emoção Por Roseli Simone Pinto ¹ Professora do Colégio La Salle Carmo, de Caxias do Sul/RS

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presente artigo procura estabelecer relações entre leitura, conhecimento e emoção. Nesse contexto, destaca-se a realização da Semana Literária e Feira do Livro no La Salle Carmo. “O texto é uma espécie de estímulo intermediário entre autor e o leitor, ambos com conhecimentos de mundo e sistema de referência próprios.” (MARCUSCHI)

Ao se buscar a etimologia das palavras, leitura, 2 conhecimento e emoção encontra-se: leitura (ler) legere que pode significar soletrar, agrupar as letras em sílabas; ao ato de colher e a ação de roubar; conhecimento cognore que denota conhecer ou aprender (mento=atum ou ato); e a palavra emoção emotione , "movimento, comoção, ato de mover, comoção, gesto." Como se sabe no ato de ler, o leitor aciona seu conhecimento prévio, ou seja, os intralinguísticos, os textuais, os pragmáticos e o de mundo em geral: é todo o conhecimento que o leitor traz para o texto antes da leitura. E, nesse contexto, importa destacar o quão um bom texto literário é capaz de despertar emoção. Por isso, interessa-nos a terceira definição de ler ao ato de “roubar”, isto é, a possibilidade de retirar, projetar sentidos/ significados, que em princípio, não estão no texto, já que esses novos sentidos nascem das vontades do leitor. Mario Quintana3 - em uma de suas frases célebres - sentenciou: “o leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.” Quintana atribui ao leitor a capacidade de gerar outros significados, de conferir outras vidas ao texto literário e nessa acepção entra o componente emocional. Inúmeras vezes, ouvimos relatos de alunos de como o texto os seduziu, provocou mudanças de pensamento (mesmo que momentâneas) ou ainda a perspectiva de uma nova abordagem.

Esses “novos olhares”, com alto grau subjetivo, fazem com que o texto literário, além de transmitir conhecimento, traga à tona sentimentos, gerando emoção e, muitas vezes, mudanças comportamentais. Uma experiência significativa, nessa área, é a realização da Feira do Livro e Semana Literária4 do Colégio La Salle Carmo. Esse evento possibilita o encontro do escritor com o aluno-leitor e nesse espaço interacional escritor e alunos trocam experiências, compartilham sentimentos e, principalmente, permitem-se travessias. Saramago5 corrobora com o pensamento quando afirma que: terás de ler de outra maneira, como, não serve a mesma para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa.

Desses encontros podemos destacar a conversa com o escritor Gilmar Marcílio6. Com palavras simples, porém de modo quase poético, Marcílio proporcionou momentos de pura reflexão. Ao abordar a temática de seus textos, sua forma de produção e sua concepção sobre a vida, o cronista pôde perceber e sentir o quanto seus relatos sensibilizaram, e os alunos, por sua vez, puderam compartilhar experiências e relatar por que “Vida sem manchete” é um texto rico e que possibilitou o crescimento interior. Já a conversa com a romancista Tadiane Tronca7 permitiu o resgate do passado histórico. Ao mostrar algumas imagens de Caxias dos anos 40 e 50, os alunos puderam constatar não só a mudança paisagística, mas principalmente refletir sobre a necessidade de preservação de espaços histórico-culturais, bem como de

documentos, filmes e objetos. Desse bate-papo descontraído, ficaram duas grandes lições: a primeira reporta-nos a entender que a história real ou ficcionalizada ajuda-nos a compreender e fortalecer nossa identidade; e a segunda, que cultura/erudição não é sinônimo de “algo chato”. Assim, pode-se associar leitura, conhecimento e emoção e visto que se complementam e interligam-se numa relação dialógica em que o aluno-leitor desempenha um papel fundamental. A leitura, nesse contexto, deve ser entendida como um processo construtivo, interativo e, em certa medida, criativo. Nessa construção de sentidos, sabe-se que o leitor competente é 8 aquele que traz seu background para o processo de leitura. Nesse sentido, atividades como a Feira do Livro e Semana Literária colaboram para o desenvolvimento de habilidades e competências em que o raciocínio, a intuição, a criatividade, o senso ético e a percepção aguçada tornam-se a fundamentação de um novo jeito de aprender e de ensinar. REFERÊNCIAS MALARD, Letícia. Ensino e literatura no 2º grau: problemas & perspectivas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1995. MARCUSCHI, Luiz Antonio. Leitura como processo inferencial num universo cultural-cognitivo. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1983. QUINTANA, Mario. Caderno H. Porto Alegre: Globo,1980. SARAMAGO, José. A caverna. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. SCOTT, Michael. Lendo nas entrelinhas. São Paulo: Cortez, 1983. Cadernos da Pontifícia Universidade católica – 16. SOUSA, Francisco António. Novo dicionário latinoportuguês. Porto: Lello & Irmãos editores, 1958. Trevisan, Eunice. Leitura: coerência e conhecimento prévio – uma exemplificação com o frame carnaval. Santa Maria: UFSM, 1992.

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Mestre em Letras e Cultura Regional (UCS). Professora do Colégio La Salle Carmo desde 1991. Docente do Curso de Administração da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG). Palavras de origem latina. 3 Da arte de ler. Caderno H. 4 Atividade realizada de 13 a 16 de setembro, tendo como tema “Ler é construir histórias” e como patrona Lisana Bertussi: doutora em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e PósDoutorado em Letras pela PUCRS. Autora de: “de Simões Lopes Neto aos poetas da Califórnia”, “Regionalismo e Romantismo”, “Os causos do boi-voador”, entre outros. 5 Saramago, José. A Caverna. 2000, p.77. 6 Escritor e filósofo caxiense. É autor de “Frutos Ardentes” (2005), “O mundo é o que é” (2009) e “Vida sem manchete” (2011). 7 Escritora caxiense. Publicou “Vapor Drina” (1995) e “Script” (2010). 8 Entre outros significados quer dizer "experiência". Nas estratégias de leitura traduz-se por experiência e conhecimentos prévios do individuo que lhe permitirá extrair significados no processo de leitura dos textos. 2

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Interesse e motivação: um passo para a satisfação em aprender Por Giseli Fernandes Professora do Colégio La Salle Canoas/RS

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abemos que a aprendizagem se dá em todos os lugares. Compreendemos também que estamos aptos a aprender em qualquer fase de nossas vidas. Em uma escola, isso deve acontecer sempre, durante a conversa na rodinha, lá na Educação Infantil, o realizar uma atividade sem auxílio, gerando maior autonomia, na Educação Básica, nos momentos de trabalhos em grupo e pesquisas, no Ensino Médio, onde aprendem a aceitar o outro como ele é, entre outras tantas formas. Certamente sempre estamos retendo informações. O desafio é fazer com que tudo a ser vivenciado seja prazeroso. Enfim, que se torne mais interessante do que o simples conteúdo a ser visto e aprendido e seja capaz de envolvê-los, fazê-los pensar e refletir, tornando isso parte integrante da vida do aluno. Tornando cada momento vivido, capaz de satisfazê-lo plenamente.Por outro lado, a família mais do que nunca deve ser colocada em conjunto com o corpo docente e alunos. Para que participe juntamente das etapas de formação de um ser humano, mais consciente, autônomo e social.

Percebe-se que a educação de qualidade hoje, é imprescindível e, diante de tal compromisso, entende-se que um dos caminhos a ser percorrido chama-se interação entre família e escola. Ou seja, a grande tarefa é desafiante para ambas as partes, pois é nelas que se formam os primeiros grupos sociais de uma criança. A Escola assume uma importante missão, fazer da aprendizagem uma tarefa completa e não simples transmissão de conteúdos, contribuindo assim para o pleno desenvolvimento do aluno. Todos os objetivos poderão ser alcançados, melhor dizendo o sucesso dos alunos no processo de ensino –aprendizagem e a satisfação de todos com o andamento desse procedimento. É possível imaginar um tipo de relação que consista simplesmente de uma “ajuda” gratuita dos pais à escola. Podese pensar em uma concepção elaborada de educação que, por um lado, é um bem cultural para ambos, por outro, pode favorecer a educação escolar e, isso faz, reverter-se em benefício dos pais na forma da melhoria da educação de seus filhos. (PARO, 2007, p.25)

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Qual seria o motivo para o andamento conjunto? Seria a satisfação de ambas as partes? Certamente sim, pois no momento de grande intercâmbio, a família fica a par de todos os acontecimentos podendo aprender junto com o aluno e interessar-se por buscar o que o grupo ainda não sabe. É no ambiente familiar e escolar que o sujeito se prepara de acordo os padrões sociais para atuar no mundo que o cerca, mundo esse que todos os que o rodeiam fazem parte. É necessário que haja a aproximação desses dois contextos (família e escola), a partir de uma ação coletiva, que complete a atuação. E que essa aproximação não seja pura e simplesmente para o controle das ações do educando e sim para a participação efetiva no desenvolver dele. Educação é o conjunto de ações, processos, Influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais (LIBÂNEO, ressalta 2000, p. 22).

Segundo essa concepção de educação, é importante se fazer uma análise do contexto familiar, voltando-se para o que pensam os pais sobre seu papel no processo de escolarização dos seus filhos, pois não há como articular família-escola sem entender o que eles pensam e sem tentar sensibiliza-los da sua importância no aprendizado dos seus filhos. A participação ativa dos pais no processo de aprendizagem facilita a prática pedagógica dos professores. As duas instituições são responsáveis pela inserção do sujeito no contexto social, devendo torná-lo capaz de alcançar o conhecimento com autonomia e acompanhar as mudanças que estarão por vir no mundo. “Ensinar é propiciar situação que permitam ao educando modificar o seu comportamento de determinado modo”

(SEAGOE, 1978, p. 07). Para esse fim família e escola caminhariam juntas.

A família, especialmente os pais, ocupa um importante papel na mudança do comportamento de seus filhos. Ela intervém no desenvolvimento humano do indivíduo, na relação com o meio natural e social. Desse modo, a postura dos pais, sua contribuição, suas ações e principalmente sua concepção sobre o papel de participador efetivo em todos os anos de vida escolar, é fundamental para o bom andamento e satisfação com a escola; levando em consideração que as crianças absorvem tudo o que ouvem, seria importante ressaltar que a motivação pode começar ao perceber que os pais encontram-se voltados para o contexto educacional.

É na Escola que a criança adquiri suas primeiras experiências educativas, sociais e históricas, aprende a se adaptar às diferentes circunstâncias, a opinar e a negociar, independente das normas educacionais que são impostas. As famílias ocupam papel importante na vida escolar dos filhos, e este não pode ser desconsiderado, pois consciente e intencionalmente ou não, influenciam no comportamento escolar dos filhos. “(...) a criança constitui seus esquemas comportamentais, cognitivos e de avaliação através de formas que assumem as relações de interdependência com as pessoas que a cercam com mais freqüência e com mais tempo, ou seja, os membros da família. (...) Suas ações são reações que 'se apóiam' relacionalmente nas ações dos adultos que, sem sabê-lo, desenham, traçam espaços de comportamento e de representações possíveis para ela”. (LAHIRE apud ZAGO , 2000, p. 21)

A motivação e satisfação humana é observada desde tenra idade, sob diferentes formas. O bebê que busca a satisfação de sua fome, somada ao aconchego de um colo acolhedor. Em outra época, cujo desenvolvimento permite certa independência de movimentos, de locomoção e manipulação de objetos, vê-se outras possibilidades inerentes ao tipo de motivação


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REFERÊNCIAS

na criança. No brincar, especial circunstância do cotidiano infantil, encontra-se rica fonte de informações acerca de seu mundo interno: suas emoções e pensamentos. Podemos notar que, em todas as fases, a família deve estar presente, como deixar de lado essa presença constante após a inserção no mundo escolar. As pessoas podem perder a motivação, quando as suas necessidades não são satisfeitas, desde as mais básicas necessidades fisiológicas até as mais elaboradas precisões do ego. Precisamos ter em mente que a motivação e o interesse caminham juntos para o alcance da satisfação. As coisas que interessam, ou seja, prendem nossa atenção, podem ser diversas. Quando falamos em Projetos por interesse, estamos falando em trabalhar em um tema ao qual os alunos estejam interessados e que certamente os fará centrar a atenção. Para o andamento deve haver motivação, ou seja, a temática deve continuar sendo tão interessante como no início. O aluno satisfeito com o que está aprendendo, motivado e interessado conseguirá transmitir aos familiares mais próximos a beleza de sua aprendizagem e esses familiares, sendo

abertos e se colocando a disposição para participar, farão com que o sucesso seja total. Certamente isso se torna muito mais fácil na Educação Infantil e nas séries iniciais, pois são as etapas que as crianças necessitam de maior supervisão . Quanto mais avançada as séries, os problemas tendem a ser mais complexos e profundos. Não deve haver esse contato da família somente no início da escolarização, a parceria deve ser durante todo o período e o professor deve ser o principal mediador, sendo sensível para perceber que não é o único que pode transmitir o conhecimento e nem somente ele privilegiado por possuir ideias envolventes. Deve abrir-se para a participação, colocar a família literalmente em sala de aula. Do ponto de vista humanístico, motivar os alunos e familiares significa encorajar seus recursos interiores, seu senso de competência, de autoestima, de autonomia e de autorealização. Na motivação aqui vista, competência não é característica de quem faz bem feito, mas sim de quem consegue despertar nos outros a vontade de fazer bem feito.

BORUCHOVITCH, E.; BZUNECK, J. A. (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. BZUNECK, J. A. As crenças de auto-eficácia dos professores. In: F.F. Sisto, G.de Oliveira, & L. D. T. Fini (Orgs.). Leituras de psicologia para formação de professores. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia críticasocial dos conteúdos. 8. ed. São Paulo: Loyola, 1985. NOT, Louis. As pedagogias do conhecimento. São Paulo: DIFEL, 1993. SOUZA, Rose Keila Melo de ; COSTA, Keyla Soares da. O aspecto sócioafetivo no processo ensinoaprendizagem na visão de Piaget, Vygotsky e Wallon. 2000. Disponível em: <http://www.educacaoonline.pro.br>. Acessado em: 25 maio 2005. VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989. WOOLFOLK, Anita E. Psicologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. MORAES, Carolina Roberta; VARELA, Simone. Motivação do Aluno Durante o Processo de EnsinoAprendizagem. Revista Eletrônica de Educação. Ano I, No. 01, ago. / dez. 2007 PARO, V. H. Qualidade do ensino: a contribuição dos pais. São Paulo: Xamã, 2007.

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Emoções na sala de aula Por Marisa Claudia Jacometo Durante e Janete Rosa da Fonseca Professora e Coordenadora do Curso de Pedagogia da Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde/MT

As emoções como manifestações de afetividade em sala de aula podem ser entendidas como um fenômeno essencialmente interativo, aqui entendido como fenômeno social em que há um encadeamento entre as ações dos interlocutores, não necessariamente na direção de um sentido comum. Como situações comunicativas, essas ações devem provocar, em alguma medida, intervenção no processo e nos resultados dessa comunicação.

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aprendizagem significativa subjaz à integração construtiva entre pensamento, sentimento e ação que conduz ao engrandecimento humano” (MOREIRA, 2000, p.43). Assim, qualquer evento educativo é, segundo Novak (apud MOREIRA, 2000), uma ação para intercambiar significados e sentimentos entre o estudante e o professor. “Joseph Novak propõe uma teoria de educação ampla da qual a teoria da aprendizagem significativa faz parte” (MOREIRA, 2000, p. 39). Considera a educação como o conjunto de experiências cognitivas, afetivas e psicomotoras que contribuem para o desenvolvimento do indivíduo, seres humanos que pensam, sentem e atuam. Uma das condições para a aprendizagem significativa, segundo Ausubel e Novak (apud MOREIRA, 2000), é que o estudante apresente uma predisposição para aprender, ou seja, o evento educativo é acompanhado de uma experiência afetiva.

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A hipótese de Novak é que a experiência afetiva é positiva e intelectualmente construtiva quando o aprendiz tem ganhos em compreensão; reciprocamente, a sensação afetiva é negativa e gera sentimentos de inadequação quando o aprendiz não sente que está aprendendo (MOREIRA, 2000, p.42).

Novak (apud MOREIRA, 2000) aponta para o papel da afetividade na regulação das relações de significação entre o professor e os estudantes e na estreita inter-relação entre predisposição para aprender e aprendizagem significativa.

Para Maturana (1998), as expressões da afetividade estão relacionadas com experiências sensoriais, Se sou visto, sou amado. Se sou percebido, notado, considerado, sou querido. A experiência sensorial, para Maturana (1998), parte de uma percepção para validar a experiência que o sujeito vive. As emoções, acrescenta, fazem parte do espaço relacional, trata-se de apreciações sobre o que se vê em seu espaço relacional. E delas se nutrem as relações de aprendizagem, independente do lugar em que aconteçam, já que devem ser movidas por desejo, e não por esforço.


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A confiança básica Por Ir. Nelson Antonio Bordignon Diretor Geral da Faculdade La Salle, de Lucas do Rio Verde/MT

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criança chega para o primeiro dia de aula e logo se integra com o grupo de colegas. A família acompanha e observa os novos amigos de seu filho, atentos, também ao olhar da professora, se estabelecendo um ambiente de confiança e aceitação mútua. Os pais voltam para casa conversando sobre o processo de socialização que a criança vai enfrentar e comentam que ela sempre foi a alegria do lar, pois desde seu nascimento tinha sido “bem-vinda” e desejada. E agora cumpriam uma nova etapa do desenvolvimento afetivo em sua integração com as outras crianças de mesma idade, na escola. Sim, conforme Bordignon (2008), a alegria interior e a sensação de bem estar na dimensão física e nos cuidados de ser acolhida e atendida em suas necessidades afetivas que nasce da qualidade dos cuidados quanto à saúde física e psíquica, proporcionado pelos pais, principalmente pela mãe, é condição fundamental para que a criança desenvolva em si os sentimentos de autoestima e consiga se integrar de forma madura com as outras crianças ao ingressar na escola. Este sentimento sustenta a esperança de que a criança dará continuidade a estes mesmos sentimentos agora, na escola e em sua relação com seus colegas de escola. Por outro lado, outro casal, estava muito mais preocupado e ansioso. A criança não desejava muito ir para a escola e não manifestou interesse em se integrar com os novos colegas. Mesmo em casa, suas amizades eram limitadas. Os pais, por sua vez, não tiveram uma relação tão tranquila de aceitação mútua, bem como a criança não foi planejada e parecia não ser bem-vinda. Alguns sentimentos de desconfiança e insegurança pairavam na capacidade da criança para se integrar com outros. Os mesmos significados afetivos que alimentavam os relacionamentos na família, agora aparecem no momento da criança ingressar na escola. A professora logo percebe a diferença de relacionamento de cada criança e sabe que terá que assumir atitudes diferentes para educar cada uma delas. Erikson (1998), em sua teoria do desenvolvimento psicossocial, propõe como sentimentos fundamentais, no primeiro estágio do desenvolvimento da criança, o quadro dialético da confiança versus desconfiança. Isto é, a criança assimila os padrões de sentimentos de confiança

ou desconfiança que os pais manifestam para ela desde seu nascimento ou mesmo antes dele e os carrega consigo ao longo da vida. Assim, ao ingressar na escola, a criança manifesta os sentimentos que aprendeu e desenvolveu na família. Da resolução positiva dessa dialética nasce a esperança, como força e certeza interior de que a vida tem sentido e pode enfrentá-la em todos os momentos desde a vida infantil até a vida adulta. A criança, ao ingressar na escola se sente confiante e segura neste novo momento de sua vida quando os gestos e ritos diários alimentados pela família, lhe forneceram autonomia e confiança. Seu cérebro, conforme afirma Nicolelis (2011), vai continuar atuando por meio de um trabalho coletivo de rede de circuitos neurais distribuídos, com os mesmos impulsos já iniciados.

No caso da criança que não percebeu os valores de estima e consideração, mas dúvidas e desconfortos, se sente ansiosa quando ingressa no ambiente da escola. Normalmente vai transferir estes sentimentos de insegurança para a professora e colegas. Por sua vez, os professores que recebem esses pequenos, também passaram por este processo de formação da confiança e desconfiança em maior ou menor intensidade. Mesmo após a formação acadêmica, a formação afetiva do professor continua fazendo parte de sua personalidade. Isto é, os graus de confiança ou de desconfiança alimentam sua relação afetiva com as crianças que educam. Assim, as relações afetivas que agora se estabelecem são um complexo de afetos mútuos entre todos os integrantes dessa nova sala de aula. A pesquisa realizada por Bordignon (2008) revelou que, normalmente, os professores se expressaram de forma bem homogênea em

relação aos valores e sentimentos de confiança; o que significa um bom grau de consistência na vivência pessoal, familiar e no exercício profissional. No entanto, não deixam de demonstrar momentos de insegurança em sua vida de educador. A avaliação demonstrou que a dialética da confiança versus desconfiança existencial é uma realidade presente na vida deles, como uma experiência de certeza/incerteza que perpassa sua vida pessoal e profissional. A confirmação dos valores e sentimentos de confiança básica dos professores em si, na escola e em sua missão, sustenta sua ação educativa junto aos alunos e fortalece os mesmos sentimentos de confiança existentes nas crianças. Por isso, eles entendem e conseguem processar melhor os sentimentos de desconfiança e ansiedades das crianças, pois conseguiram superar em si estas experiências. Por outro lado, os professores também manifestam ansiedades e inseguranças em sua vida e trabalho, em situações que se apresentam desconfortáveis e difíceis. O que confirma a presença desses sentimentos em sua vida, como um elemento dialético com o qual devem conviver e são convidados a enfrentar e superar. Caso contrário, terão dificuldades no desenvolvimento afetivo das crianças, permanecendo como elementos de ansiedade e insegurança e suas consequências ao longo de toda a vida delas. Como atitude pedagógica da formação desses valores e sentimentos na criança, cabe ao professor, como pessoa mais significativa do processo educativo, dar continuidade à elaboração da confiança e à superação da desconfiança. A ação educativa compreende o acompanhamento desses sentimentos na criança, como um processo dialético de formação que deve culminar na esperança e certeza individual do valor da vida e da aprendizagem. REFERÊNCIAS BORDIGNON, Nelso Antonio. A formação do professor na perspectiva da psicanálise cultural: orientações pedagógicas. Brasília: Universa, 2008. ERIKSON, Erik. O Ciclo de vida completo. Porto Alegre: Artmed, 1998. NICOLELIS, Miguel. Muito além do nosso eu. 1ª. Reimpr. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

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Canal Aberto

As razões da emoção Por Agência Matriz O poeta Lupicínio Rodrigues cantou em Felicidade: “O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar?” Pensar é isso, a possibilidade de libertar a alma. É dar a verdadeira dimensão à existência humana. E o melhor do pensamento é que ele não se esgota, nem tem limites de tempo ou lugar. Ao contrário, ele se acumula na memória na forma de conhecimento e na alma, como sentimento. Por isso, o conhecimento é prazeroso, estimulante, instigante, provocativo. É o que nos faz querer a felicidade cantada e nos leva até lá. O conhecimento dispara todos os sentimentos, inclusive o amor. Talvez, por isso, se diga que a gente só ama de verdade aquilo que conhece profundamente. A Rede La Salle trabalha com o conhecimento há muitos anos, no mundo inteiro, com pessoas de todas as idades, mas com um ponto em comum: muita paixão em tudo o que pensa e faz. Este é o enredo da campanha de comunicação que a Rede La Salle lançou no segundo semestre de 2011, promovendo os princípios da Educação Lassalista e divulgando todos os caminhos para alcançálos, desde os primeiros passos e descobertas, até os cursos de Graduação e Extensão, passando ainda por ações sociais e comunitárias. “O conhecimento emociona” é o conceito desenvolvido pela Agência Matriz Comunicação e Marketing, sob coordenação do Departamento de Marketing e sob orientação da Direção Geral da Rede La Salle. A campanha publicitária foi desenvolvida com base em pesquisa com diferentes públicos e debatida por toda a comunidade acadêmica. Desta análise, surgiram as peças que tem três caraterísticas fundamentais:

§ O conceito de Rede. Pela primeira vez, todas as instituições Lassalistas do país estão trabalhando dentro de um posicionamento único, reforçando a identidade da instituição e potencializando o poder de comunicação e fixação da marca La Salle.

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§ As peças associam amor e conhecimento como expressão do DNA da Rede La Salle. Mais do que isso, sintetizam a paixão Lassalista pela educação.

§ A construção e a preparação da campanha foram um exercício de colaboração conjunta, envolvendo profissionais e responsáveis de todas as áreas, visando a uma integração total das equipes em torno das propostas desenvolvidas e das metas programadas. A campanha foi planejada e criada para veicular em diferentes meios de comunicação – rádio, jornal, televisão, revista e internet - com ênfase nas mídias sociais, impactando alunos, suas famílias, professores, funcionários e toda a comunidade, no país inteiro. Há uma grande campanha institucional de apresentação e promoção do conceito “O conhecimento emociona” com desdobramentos para as mídias locais, respeitando hábitos de informação e disseminação de conteúdo de cada cidade, onde atuam as unidades da Rede La Salle. Nas mídias, o conceito se desdobra em campanhas de matrículas e de divulgação dos vestibulares e Pós-Graduação, mantendo sempre a linha gráfica criada e os apelos promocionais inerentes a cada fato anunciado. Ao mesmo tempo, toda a campanha de mídia está replicada em material de comunicação interna como ferramenta de trabalho para os colaboradores da instituição e como forma de estímulo da integração que marca o espírito da nova campanha. É uma única Rede La Salle, transmitindo uma só mensagem, com diferentes formas de expressão e distintos canais de comunicação, mas com a mesma identidade, a mesma cara e a mesma emoção contida no conhecimento. Amor pela descoberta, amor pela arte, pela ciência, pelos novos amigos, pela possibilidade de aprender, pelo prazer de ensinar. Só o conhecimento é capaz de conter, despertar e potencializar o amor que move o mundo. O amor pela vida.


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Criar um clima favorável à construção do conhecimento é o maior diferencial da Rede La Salle, que está presente em 11 estados brasileiros e em mais de 80 países. Porque estimular as pessoas a crescer e evoluir é a parte mais emocionante do nosso trabalho.

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