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Cadernos On-line RedeEduc

Ano 1 – Nº 1 – junho/setembro 2011

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Cadernos On-line RedeEduc Ano 1 – Nº 1 – junho/setembro 2011

Nesta Edição  Artigos • Palavras do Mestre  Curiosidades  Noticias

Editorial: O fato de podermos hoje, estar conectados ao mundo, estreitando as relações entre pessoas, países, culturas e demais setores da sociedade, torna-se um diferencial de grande peso no campo da educação. Com a abertura da rede temos a oportunidade de ver avançar e diversificar os espaços educacionais e criar novos contextos de formação. O século XXI despontou em meio a novas urgências. A internet nos permitiu avançar no ciberespaço, promover novas conjunturas e, com isso, trouxe a necessidade de repensar currículos, programas, projetos pedagógicos e políticas educacionais. Mesmo a prática formadora que norteia a tarefa docente precisou ser revisada, porque a rede abre a possibilidade de um novo contexto sem necessariamente destruir o anterior.

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O antigo sonho de religar os saberes está cada vez mais presente. A vocação da rede é disponibilizar e sinalizar os caminhos e os “nós” onde esses saberes se entrecruzam. Numa didática que pretende utilizar a “rede” como palco das relações pedagógicas, prática e teoria necessitam estar interligadas. O paradigma da rede não privilegia o conhecimento em relação à prática ou à técnica, ou vice versa. Bem ao contrário, permite a conexão desses saberes de forma redial e a toma como foco de percepção para as singularidades de cada um, buscando distinguir o padrão provisório sobre o qual se configura a relação entre eles a cada momento ou estágio do processo. Renata B R Barreto

“Tempo de aprender é todo o tempo possível.


Artigo:

RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO A DISTÂNCIA

INTRODUÇÃO Podemos encontrar nos dias atuais inúmeros conceitos sobre a Educação à Distância, vários autores trazem consigo definições em seu enfoque particular, examinando assim sob diversos aspectos e á luz de algumas teorias, contribuindo assim para uma compreensão teórica a respeito desse revolucionário meio de aprendizagem. Sendo assim citamos a definição de um dos mais respeitados teóricos do assunto, Lourenzo Garcia Aretio: [...] um sistema tecnológico de comunicação bidirecional, que pode ser massiva e que substitui a interação pessoal, na sala de aula, de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e flexível dos alunos (ARETIO, apud COMASSETTO, 2001, p.35

Profª Kenia dos Santos Oliveira

Escolhemos a definição acima pois, ela esta qualificando a Educação a Distância (EAD) como “um sistema tecnológico de comunicação”, remetendo-nos a uma idéia de modernidade e avanço cientifico, o que em grande parte corresponde a realidade, porém, é conveniente citar que independentemente da tecnologia empregada, o processo ensinoaprendizagem, presencial ou não, possui seu enfoque principal na interação entre pessoas, educador e educando.

A Educação à Distância difere da educação presencial, pelo seu aspecto mais obvio: a distância, separação física entre aluno e professor, e os meios de comunicação utilizados. No entanto, é conveniente dizer que as diferenças não se resume nos seu aspecto óbvio como afirma Peters: [...] muitos docentes acreditam e estão convencidos de que a única diferença é apenas a “distância” e a importância da mídia técnica é necessária para transpor o abismo entre quem ensina e quem aprende e que o resto do processo de ensino e de aprendizagem permanece idêntico. No entanto esta opinião está errada, mostra uma abordagem equivocada à educação à distancia e revela uma atitude pedagógica inadequada (PETERS, 2003, p.69).

No Brasil, a definição de EAD esta contida no decreto 5.622/2005 essa regulamentação caracteriza a EAD como uma modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos” (BRASIL, 2005).

Resumo Este estudo visa analisar o processo de avaliação da aprendizagem realizado nos cursos de graduação na modalidade não presencial. Com isso iremos abordar as possibilidades de avaliação no EAD, analisando as varias ferramentas existentes no processo avaliativo dos alunos como: Aula, plano de ensino, avaliação/Exercícios, entrega de trabalho, sala virtual, debates/forúm, Wiki, chat. A coleta dos dados foram feitas em um ambiente de aprendizagem utilizado por uma Instituição de Ensino Superior, acompanhamos durante seis meses, referente ao semestre 2009/1 o desempenho dos professores/tutores de onze cursos de graduação, visualizamos os planos de ensino, aulas publicadas e todas as avaliações de aprendizagem proposta. Para analisarmos os dados coletados utilizamos á metodologia qualiquantitativa, pois compreendemos que a Educação à distância vem tomando uma conotação cada vez mais importante no ensino mundial. Palavras chave: Avaliação da aprendizagem, Educação á distância, Atividades de aprendizagem, efetividade das avaliações.

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Profª Kenia dos Santos Oliveira


Sendo assim, na educação a distância, além de se compartilhar conhecimentos, habilidades e atitudes, são necessários meios tecnológicos e materiais didáticos de alta qualidade que possibilitem a aprendizagem dos estudantes de diversos níveis e dispersos geograficamente, no entanto, isto exige mais tempo, planejamento e maiores recursos financeiros. Trata-se de um estudo caracterizado como pesquisa exploratória e descritiva, e análise dos dados por meio de abordagem qualiquantitativa. Para Gil (1999), é um tipo de pesquisa que busca a análise das informações, para que os resultados sejam medidos precisos e confiáveis da realidade. Estas metodologias permitem que sejam feitas análises estatísticas que busque analisar significativamente os resultados, suas representatividades e projeções. A EAD se constitui assim numa educação completamente diferente daquela do ensino presencial, com estudantes, mídias, métodos e estratégias próprias, podendo ser assim considerado, um método sem comparação. No que diz respeito ao modo de ensino Guedez apud TOVAR, 1993, p. 56 afirma que a educação à distância é: [...] uma modalidade através da qual se transferem informações cognitivas e mensagens formativas mediante vias que não requerem uma relação de contigüidade presencial nem tampouco exigem recintos ou espaços determinados

O advento da internet permitiu que o processo de ensino/aprendizagem não ficasse limitado apenas à sala de aula no contexto da relação aluno/professor tradicional, mas ultrapassasse esses limites físicos dando oportunidade a que o discente construa o conhecimento no seu ambiente domestico, de trabalho ou onde mais desejar. Por outro lado o distanciamento físico professor/aluno, impõe limitação na construção de valores agregados ao processo educativo presencial no que toca aplicação dos métodos e da avaliação disponível. Em decorrência de tal realidade, e necessário que se faça uma revisão critica do que e a avaliação e como ela vem sendo empregada no ensino a distancia. AVALIAÇÃO DO ENSINO-APRENDIZAGEM

De acordo com Piletti (1987: 190); “Avaliação e um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento, propostas nos objetivos educacionais, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planejamento do trabalho do professor e da escola como um todo. Para Libâneo (1991), a avaliação é uma tarefa didática essencial para o trabalho docente. Por apresentar uma grande complexidade de fatores, ela não pode ser resumida a simples realização de provas e atribuição de notas. A mensuração apenas fornece dados quantitativos que devem ser apreciados qualitativamente.

A avaliação entendida como uma ação pedagógica necessária para a qualidade do processo ensino-aprendizagem, deve cumprir, basicamente três funções didático-pedagógicas: função diagnóstica, função formativa e função somática (Haydt, op. cit.; Piletti, op, cit.). A função diagnóstica da avaliação refere-se à identificação do nível inicial de conhecimento dos discentes naquela área, bem como a verificação das características e particularidades individuais e grupais dos alunos, ou seja, é aquela realizada no inicio do curso ou unidade de ensino, afim de constatar se os discentes possuem os conhecimentos, habilidades e comportamentos necessários para as novas aprendizagens. É utilizada também para estimar possíveis problemas de aprendizagens e suas causas (Haydt, op cit.). A função formativa é aplicada no decorrer do processo de ensinoaprendizagem servindo como uma forma de controle que visa informar sobre o rendimento do aluno, sobre as deficiências na organização do ensino e sobre os possíveis alinhamentos necessários no planejamento de ensino para atingir os objetivos (ALMEIDA, 2001).

Um slogan o

A avaliação formativa é importante ferramenta de estimulo para frase o favori estudo, uma vez que sua principal utilidade é apontar os erros e família pode acertos dos alunos e dos professores no processo de ensinoaprendizagem. Esse tipo de avaliação é basicamente um orientador aqui. dos estudos e esforços dos professores e alunos no decorrer desse processo, pois está muito ligada ao mecanismo de retroalimentação (feedback) que permite identificar deficiências e reformular seus trabalhos, visando aperfeiçoá-los em um ciclo continuo e ascendente. A avaliação somativa visa classificar os discentes segundo os seus níveis de aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem. É realizada ao final de um curso, período letivo ou unidade de ensino, dentro de critérios previamente impostos ou negociados e geralmente tem em vista a promoção de um grau para o outro (Haydt, op cit.). Para abordarmos como se dá o processo ensino-aprendizagem no ambiente de aprendizagem chamado de Portal Universitário utilizado pela Instituição de Ensino pesquisada, faz-se necessário compreendermos a finalidade desses ambientes. Ambientes virtuais de aprendizagem são cenários que habitam o ciberespaço e envolvem interfaces que favorece a interação de aprendizes. Inclui ferramentas para atuação autônoma, oferecendo recursos para aprendizagem coletiva e individual. O foco desse ambiente é a aprendizagem, programar interações, reflexões e estabelecer relações que conduzam a reconstrução de conceitos. Ambientes de aprendizagem precisam oferecer espaços para que os alunos registrem suas anotações, resoluções, dificuldades, perguntas, enfim, definir sua caminhada na busca de novas idéias e descobertas. O ambiente de aprendizagem precisa ser dinâmico, permitindo que a relação pedagógica, que permita redesenhar o cenário. Esta é uma característica importante, pois o Legenda descrevendo imagem ou elemento gráfico. ambiente de aprendizagem, assim como o sujeito, também se transforma na medida que as interações acontecem. Para Pierre Lévy: “Em uma rede sociotécnica, como em um hipertexto, cada nova conexão recompõem a configuração semântica da zona da rede à qual está conectada”. (1993, pg. 50)

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O portal universitário utiliza os seguintes recursos pedagógicos sendo eles: 

Plano de ensino: Instrumento utilizado para apresentar ao aluno toda a estrutura curricular da disciplina como: carga horária total, período letivo, ementa, área do conhecimento, categorias conceituais, objetivos da disciplina, conteúdo programático, metodologias, técnicas e recursos de ensino, avaliação da aprendizagem, bibliografia básica e bibliografia complementar.

Aula: As aulas necessitam ser explicativas, com uma linguagem clara e objetiva, devendo conter os seguintes requisitos: Objetivos específicos, conteúdos de ensino, metodologia de ensino, descrição detalhada das atividades da aula, leitura obrigatória, atividades de avaliação (Entrega de trabalho, prova on line).

Avaliação/Exercícios: Através desse instrumento o docente constrói um banco de questões de acordo com os conteúdos abordados e ao término da construção de uma aula o mesmo solicita que seja feita a avaliação/exercício, ou seja, a mesma é anexada.

Entrega de trabalho: Essa opção permite ao aluno realizar a entrega (Uploud) de um trabalho solicitado pelo docente.

Debate/Fórum: Tem o objetivo de abrir discussões do tema estudado, formular novas opiniões, afirmar e reafirmar novas idéias.

Email: Propiciar formas de comunicação assíncronas

Chat: Permite aos usuários uma interação síncrona.

Wiki: é um espaço democrático de compartilhamento de idéias, que determinado grupo decide administrar. Uma excelente ferramenta para a construção colaborativa de um texto eletrônico hipermídia e de conhecimento compartilhado.

Sala virtual: Essa ferramenta pode ser vista com um sistema computacional aprimorado para o aprendizado e a comunicação. Nesse espaço os alunos dividem seus pensamentos, questões e reações com professores e colegas, através do computador e do software, permitindo assim aos alunos interação com os professores e colegas, facilitando assim o estudo do material de leitura e a realização de testes.

Na Instituição de Ensino pesquisada a Educação à Distância é direcionada para os alunos que apresentam reprovações e dependências em disciplinas. O EAD obedece uma portaria designada pela Pró-Reitoria Acadêmica que normatiza a sua execução. Selecionamos 11 cursos de Graduação para realizarmos a pesquisa. Os cursos nessa Instituição de Ensino são divididos por GPA – Grupo de Produção Acadêmica sendo eles:

GPA

Ciências Sociais Aplicadas

Ciências Exatas e Biológicas

Ciências da Saúde

Ciências humanas

Curso Administração

Quant. de alunos matriculados 85

Direito Comunicação Social

420 05

Sistema de Informações

04

Agronomia

97

Engenharia de Alimentos

03

Psicologia

46

Farmácia

38

Fisioterapia

05

Pedagogia 06 Legenda descrevendo imagem ou elemento gráfico. Letras

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A quantidade de aluno matriculado é de acordo com as reprovações e dependências. O Gráfico 1 mostra a quantidade de disciplinas ofertadas no semestre letivo.

Gráfico 3 – Aulas publicadas

Gráfico 1 – Disciplinas ofertadas

Fonte: Portal positivo

Fonte: Portal positivo Ao iniciarmos um semestre letivo as atividades no ambiente de aprendizagem ocorrem da seguinte forma: primeiro são elaborados os planos de ensino e encaminhados aos coordenadores de curso para correção e aprovação dos mesmos. A seguir apresentaremos o gráfico 2 que indica a quantidade de plano de ensino aprovados por curso, os números correspondem a quantidade de disciplinas ofertadas, pois cada disciplina necessita ter seu plano de ensino para sua execução no portal.

Cada docente fica responsável por uma disciplina no portal, cabe a ele executar ações de autoria e tutoria no decorrer do semestre. No gráfico 4 e 5 apresentamos a quantidade de docentes e os acessos dos mesmos no portal no semestre de 2009/1 por curso. Gráfico 04 – Docentes por curso

Gráfico 2 – Plano de Ensino

Fonte: Portal positivo

Gráfico 5 – acesso dos docentes ao portal

Fonte: Portal positivo

A seguir as aulas são elaboradas pelos docentes, a carga horária da disciplina determina a quantidade de aulas que serão publicadas, ou seja, se a disciplina tem a carga horária de 60h/aula são publicadas no mínimo 06 aulas no portal, estabelecendo a relação de 10x1 no presencial. O gráfico 3 – indica a quantidade de aula publicada por curso

Legenda descrevendo imagem ou elemento gráfico.

Fonte: Portal positivo

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Podemos perceber que trabalhar as práticas docentes e discentes na EAD exige um repensar na relação professor-aluno e dos meios de comunicação e interação que poderão aproximar as pessoas, como também afastá-las. Para isso, é importante que o ambiente virtual escolhido possibilite uma ação mediatizada e interativa.

Gráfico 8 – Corrigidas pelos docentes

Cada docente traz consigo competências profissionais que podemos defini-las como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que capacitam um profissional a desempenhar as suas tarefas de forma satisfatória, tomando como critério avaliativo os padrões esperados em um determinado momento histórico seja ele social ou antropológico. Essas competências, suas intervenções no processo ensino-aprendizagem é o que chamamos de mediação docente. Para Masetto (2000), a mediação nada mais é do que a atitude, o comportamento do professor que se coloca como um incentivador ou motivador da aprendizagem, como uma ponte rolante entre o aprendiz e a aprendizagem, destacando o diálogo a troca de experiências, o debate e a proposição de situações. No decorrer do semestre os docentes responsáveis pelas disciplinas foram solicitando atividades de aprendizagem de acordo com os conteúdos abordados nas aulas publicadas. Nos gráficos a seguir observamos a efetivação das mesmas no ambiente de aprendizagem.

Fonte: Portal positivo Podemos observar que as avaliações/exercícios solicitadas foram realizadas pelos discentes e posteriormente corrigidas praticamente em sua totalidade, mais notamos também que alguns alunos deixaram de realizar as atividades propostas. Nessa atividade o professor/tutor tem a possibilidade de deixar provas on-line pois essa ferramenta dispõe de um mecanismo de correção on line para questões de múltipla escolha.

Entrega de trabalhos Avaliação/Exercícios Gráfico 6 – Solicitadas por curso

Fonte: Portal positivo

Gráfico 9 – Solicitados pelos docentes

Gráfico 10 – Realizadas pelos discentes

Gráfico 7 – realizadas pelos discentes

Fonte: Portal Positivo

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Gráfico 11 – Trabalhos corrigidos pelos docentes

Fonte: Portal Positivo Debates/Forúm Gráfico 12 – Debates/fórum abertos

Observamos que os docentes dos cursos de: Direito, Farmácia e sistema de Informação utilizaram essa atividade, os demais cursos não, conforme pode ser observado nos gráficos acima. A não utilização dessa ferramenta deixa lacunas no processo ensinoaprendizagem já que os debates/fórum têm o objetivo de abrir discussões, formular novas ideias, facilitando assim a compreensão do aluno diante do tema explanado. Não foi encontrada a utilização de Email e chats, pois através do email podemos utilizar a comunicação assíncrona e a através dos chats as comunicações síncronas. Em linhas gerais evidenciamos que as atividades de aprendizagem têm sido efetivas mais não conseguiremos mensurar o grau de aprendizagem dos alunos. Tudo que podemos afirmar é que a aprendizagem é um fenômeno extremamente complexo, envolvendo aspectos cognitivos, emocionais, orgânicos, psicossociais e culturais. De acordo com Bock (1999, p. 117): o processo de organização das informações e de integração do material à estrutura cognitiva é o que os cognitivistas denominam aprendizagem.

Sendo assim cada pessoa no decorrer do processo ensino/aprendizagem aprende ao seu ritmo, seguindo seu estilo, pois cada ser humano apresenta um conjunto de estratégias cognitivas que mobilizam o processo de aprendizagem

Gráfico 13 – Participação dos discentes

Fonte: Portal Positivo

Gráfico 14 – Comentários feitos pelos docentes

Fonte: Portal Positivo

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CONSIDERAÇÕES FINAIS Para a maioria dos estudiosos da área da educação, uma das funções básicas da avaliação é o controle. Como controle podem-se entender os meios e a freqüência das verificações dos resultados do processo de ensino-aprendizagem, bem como a quantificação e qualificação dos resultados, possibilitando o ajuste sistemático dos métodos que visam a efetivação dos objetivos educacionais. As funções da avaliação deveriam ser aplicadas de forma interdependente, ou seja, não poderiam ser empregadas isoladamente. Assim, a função diagnostica só terá sentido se estiver referida com ação inicial do processo didático pedagógico que serve para apontar o caminho a ser seguido no processo de ensinoaprendizagem, constantemente retro-alimentado pelos dados da função formativa da avaliação para manter-se alinhado aos objetivos educacionais e, finalmente, para classificar os alunos segundo seu grau de aproveitamento dentro dos critérios estabelecidos de rendimento.

A AUTORA: Kenia dos Santos Oliveira concluiu o curso de Enfermagem pelo Centro Universitário de Várzea Grande em 2008, pós-graduada em Fundamentos da Educação, Didática e Docência no Ensino Superior, atualmente é coordenadora de Educação à Distância UNIVAG Suas publicações versam sobre a EaD e sua contribuição para a educação.

Email: keniasoliv@gmail.com

Infelizmente, essa forma completa de avaliar é raramente empregada em nossa realidade educacional, tendo a avaliação um caráter meramente classificatório e descontextualizado. Podemos constatar através dessa pesquisa que a educação à distância esta sendo oferecida atendendo a legislação vigente. O docente desenvolve um trabalho de autoria e tutoria, são utilizadas estratégias de ensino adequadas facilitando assim a aprendizagem, como interfaces desse processo evidenciamos a interação, pois ela fortalece as relações interpessoais aproximando alunos, professores e conhecimento formando o que chamamos de triângulo didático. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA ALMEIDA, J. S. G. (2001). A avaliação da aprendizagem escolar e a função social da escola. Dissertação de Mestrado. São Paulo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. ARETIO, Lorenzo Garcia. Eficácia de la UNED em extremadura. Badajoz: UNED, 1987. _______________ Educación a distancia hoy. Madrid: UNED, 1994. BOCK, Ana M. Bahia (org). Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 1999. GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Editora Atlas, 5ª ed, 1999. HAYDT, R. C. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. 2.ed. São paulo: Ática, 1991, 159p. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo, Cortez, 1991. Masetto, M., Moran M e Behrens – Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica – Papirus, Campinas, São Paulo 2000 PETERS, Otto. A Educação a distância em transição. Tradução Leila F. de Souza Mendes: UNISINOS, 2003. PILETTI, C. Didática geral. São Paulo, Ática, 1987.

Legenda descrevendo imagem ou elemento gráfico.

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Palavras do Mestre:

Clécio Carlos Gomes CRP 12/01350 Psicólogo especializado em Psicopatologia, Psicologia Clínica e Terapia Sexual (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH). Psicólogo Clínico e Professor Universitário Extensão, Formação, Graduação e Pós Graduação

Vale ressaltar que o fundamento ásico do sa er ocidental é originado na cultura grega, onde superioridade é traduzida por equivalência, cujas responsa ilidades e funções, apenas diferem, não se destacam. A evolução tecnológica e a modernização nem sempre caminham em paralelo à ação de educar. O gesto de professar foi su stituído pela singela e miserável intenção de repassar. A informalidade foi trocada pelo invólucro luxuoso e distante dos protocolos engessados. As lições passaram por transformações errantes, alcançando a magnânima posição de reprodutores de avisos e notícias virtuais ou pu licadas. As reuniões passaram a meros encontros, desencontrados pela ausência de motivos e o jetivos dos supostos professores, antigos mestres, e de seus alunos, desejados discípulos dentro da inexistência da realidade universitária. Os sa eres, hoje paupérrimas informações, foram diluídos na elitização das especialidades fragilizadas e instáveis. A nova cultura propaga, de forma maciça e entediante, uma quantidade insuportável de

informações em uma velocidade inalcançável ao sentido humano. Edgar Morin (1921), após anos contri uindo para os sa eres a respeito da educação, ressalta que somente pela interligação dos conhecimentos, a anulação do reducionismo e o resgate da complexa interação entre erudição, o erudito e o aprendiz, conquistaremos mais uma vez a educação, através da educação. Haverá um sentido para essas ações desenfreadas, de construir lucratividade, proporcionar prazeres e compreensões, apontando a mestres e discípulos um lugar comum, concreto e inteligível, que respeite e valorize os pro lemas concretos da comunidade em que participamos. Dessa forma, acredito, a qualidade de vida voltará a ocupar seu devido lugar no espaço do em viver, afastando e redefinindo as frustrações e incapacidades. A interação ativa e dinâmica do professor com o aluno agregará valor, potencializará a força e definirá novos rumos para um novo mundo.

Resgatando a Educação Através da Simples Ação de Educar Vivemos um instante, em nossa sociedade, em que nunca se comentou, falou ou escreveu tanto so re a necessidade das pessoas rece erem informações e sa erem so re os fatos pertinentes à realidade e às supostas necessidades que o exercício da cidadania lhes impõe. A consequência desse fenômeno é perce ida na proliferação desordenada de entidades, cursos e composição de corpos docentes que arre anham e alojam milhares de indivíduos que, num primeiro momento, procuram pelo adestramento compatível com as exigências para a inserção nos grupos sociais. O mito é de que a não aproximação a esse paradigma, desloca, involuntariamente, a pessoa à marginalização e a analização de suas atitudes frente às conveniências daquilo que se crê, ser. Concomitantemente à insuflação da capacitação, o serva-se uma postura antagônica nos processos de gestão das instituições que se dispõem a educar as demandas emergidas. A âncora filosófica de academia, herdada e eternizada no universo da educação, definida como superior, perdeu-se em seu exercício prático, em seus valores e finalidades essenciais. Segundo pressupostos da Academia Brasileira de Letras (ABL), esta seria um local onde “... se professava um ensino informal através de lições e diálogos entre os mestres e os discípulos, o filósofo pretendia reunir contribuições de diversos campos do saber como a filosofia, a matemática, a música, a astronomia e a legislação. Seus jovens seguidores dariam continuidade a este trabalho que viria a se constituir num dos capítulos importantes da história do saber ocidental.”(1) Página 11 Página 2

(1) http:

.casado ruxo.com. r a l a l origem.htm


O que é? Hipermídia MÍDIA é o produto que surge quando a informação é agregada ao meio (artefato). Temos, por exemplo, o telegrama; o impresso; a imagem; o texto; o filme, a música; o jornal; a revista; o programa de TV. MULTIMÍDIA é a integração de diferentes tipos de mídia por meio de um único suporte: o computador. O suporte deixou de ser analógico e passou a ser digital. Programas de computador permitiram integrar diversas linguagens midiáticas, transformando, definitivamente, os padrões da comunicação. Inicialmente esses produtos eram distri uídos em cartões e disquetes depois em CD Rom, DVD, pendrive e outros artefatos. A HIPERMÍDIA surgiu com a Internet. Neste estágio ocorreu uma extensão monumental do suporte e o produto passou a ser distri uído em rede, numa estrutura não linear, que chamamos hipertexto. Mudou a forma de acesso ao conteúdo. Ao invés de assistir ou ler, passamos a conectar e navegar

Hipertexto Base da navegação na Internet, o hipertexto é, segundo Lévy (1), uma estrutura de comunicação em rede interligada por nós ou protocolos de ligação, que fornecem caminhos para outros documentos tam ém em rede. Essa estrutura agrega diferentes linguagens e recursos e permite acesso simultâneo de milhares de pessoas no mundo inteiro. A capacidade conectiva do hipertexto faz com que a Internet se torne uma imensa rede associativa, que, ao mesmo tempo em que cresce infinitamente está tam ém em constante metamorfose. Cada um dos “nós” ou “links” da rede conduz a novos sentidos, modificados constantemente pelas conexões que esta elecem com outras referências e pelas diferentes interpretações e inserções daqueles que os acessam. São as inúmeras possi ilidades de associações e nexos que experimentamos na Internet, que permitem a construção do conhecimento. Esse conhecimento emerge, não de forma linear, mas dos laços de solidariedade que encontramos durante a navegação e que configura a própria dinâmica da rede e sua complexidade.

(1). LÉVY, Pierre - As Tecnologias da Inteligência - Rio de Janeiro: Ed. 34, 2000

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Notícias RedeEduc:

Para quem deseja aprofundar-se no ambiente Moodle, conhecer seus recursos de edição, tutoria e administração, a RedeEduc está lançando, a partir deste mês de junho, um programa completo de capacitação que inclui três cursos, um deles totalmente gratuito: (1) Conhecendo o Moodle (curso gratuito) (2) Capacitação para Tutores no Moodle (3) Administração do Ambiente Moodle É bom frisar que um curso não depende do outro e possuem objetivos distintos. Não há requisitos para a participação de nenhum deles

Curso Espanhol Básico: Aprenda Espanhol em 6 meses.

Conheça as ferramentas que permitem criar, editar, administrar e publicar cursos na Web.

Aconteceu:

Eventos, exposições e encontros culturais: De 10 a 21 de junho, aconteceu a Jornada Virtual da ABED de 2011. O tema do evento:

Confira a elíssima exposição da Coleção:

“O Aprendiz de EAD no Brasil – Quem é, do que Precisa?”

Inscrições e outras notícias pelo site: http: .a ed.org. r jovaed2011

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Tel.: (21) 2438-0525 / (21) 9978-5013


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