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Mais um filme de sexo? Na época do lançamento a crítica americana falava que o “filme era melhor que o livro”, o que é algo que não acontece todos os dias. Acredito que isso tenha a ver com o fato de que fazia muito tempo desde que algum filme de estúdio tivesse olhado para o sexo de maneira tão direta. Mas ele ainda considera a importância da trama, o que torna tudo mais envolvente. Como dito, a fórmula é típica, meio clichê. Depois do sucesso do livro, outros autores se apressaram para publicar obras semelhantes (Sylvia Day, com Crossfire, Megan Maxwell com a série Peça-me o que quiser, entre outros).

Nenhum destes chamou tanto público a ponto de ter seu filme quanto este pioneiro do romance erótico contemporâneo. É difícil dizer se isso é uma pena ou não, porque, ler sexo, para o público masculino, em geral, é muito chato. São páginas e páginas descrevendo todos os movimentos dos personagens. Isso estimula a imaginação feminina, mas faz os homens se perguntarem quando vai acabar a enrolação pra a trama continuar ou simplesmente pularem as páginas. (sim, eu li pra saber, e também li Peçame o que quiser)

Cena do Filme 50 Tons de Cinza. Imagem: Internet. Revista Código #7 | 2019 | Univeridade Cruzeiro do Sul | www.codigo.inf.br

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Revista Código #7 - Jan/2019  

Edição Especial - Filmes e Séries

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