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Sobre o roteiro: Com a voz off que interage com o público ao longo do filme, mostra que Renton não serve para esse tipo de realidade convencional, entendemos que ele não quer essa mesmice, desse sistema tão padronizado que vivemos, buscando viver a vida e não apenas existir, isso nos deixa mais próximos do protagonista. Essa voz que vem de fora atua juntamente com a diegética do roteiro, ajudando a construir a cena e não explicar aquilo que está acontecendo. Um outro ponto positivo que o diretor (Danny Boyle) consegue prender as pessoas, é sua precisão com planos fechados e abertos, conseguindo nos colocar dentro da cabeça de seu personagem principal. Boyle consegue desconstruir tudo aquilo que ele cria no começo do filme, no decorrer da história, o lado sombrio vai aparecendo em alguns pontos, para depois mostrar apenas os aspectos ruins da vida nas drogas. O texto traz a transmissão de pensamento do personagem, até que Renton consegue se afastar do vício e começo uma vida “normal”, trabalhando como um agente imobiliário. No fim, temos que nos adaptar com um novo personagem, mudando um pouco o ritmo do filme, mas não tirando nossa atenção para o final.

Cena do Filme Trainspotting (1996). Imagem: Internet. Revista Código #7 | 2019 | Univeridade Cruzeiro do Sul | www.codigo.inf.br

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Revista Código #7 - Jan/2019  

Edição Especial - Filmes e Séries

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