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E falando sério, representatividade importa!

Quando o personagem Pantera Negra surgiu nas histórias em quadrinhos, ele já chegou derrotando sozinho o Quarteto Fantástico, esse cara é o cara! Em 1966, quando a luta pelos direitos civis mobilizava a população negra, em meio a uma gigante tensão racial a Marvel lançava em quadrinhos o primeiro super-herói negro, que não era parceiro de nenhum herói branco e agia sem ter que depender de ninguém. Pouco tempo depois surgiu nos EUA o Partido dos Panteras Negras, organização negra que foi criada para combater a opressão branca e a truculência policial. Existe uma grande sinergia entre o mundo real e o imaginário. E finalmente, depois de muitos anos de espera, temos uma produção de grande orçamento estrelada por um super-herói negro, dirigida por um negro, e com um elenco e membros da equipe em sua grande maioria negros.

Um filme histórico que tem um significado cultural próprio, desde a sonoridade formada quase em sua totalidade por percussão de tambores africanos e cantos tribais, até a forma simples que conta como o continente Africano, berço da humanidade, se tornou um símbolo de miséria e sofrimento, quem ainda não assistiu, vale muito a pena! Que possamos ter mais produções que invertam a triste lógica imposta pela história, não apenas com a categoria negra. Muitas vezes o mundo audiovisual reafirma todo o tipo de racismo e descriminação que vimos na sociedade e Pantera Negra, com todo o sucesso, vai na contramão disso. É um motivo de orgulho para todos nós, leva ao grande publico a importante mensagem de que ninguém pode delimitar o espaço de ninguém, seja a frente das câmeras ou por trás delas. E antes que eu me esqueça, se você ainda não foi assistir, corra!

Wakanda Forever Revista Código #7 | 2019 | Univeridade Cruzeiro do Sul | www.codigo.inf.br

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Revista Código #7 - Jan/2019  

Edição Especial - Filmes e Séries

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