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ANO 10. N° 42

ANO 10. Nº 42 - JANEIRO 2017 - www.portalredebrasil.com.br

REVISTA NOSSO SETOR

O ano de superação do varejo CAFÉ COM CONVIDADO Pedro Castelo Júnior fala sobre a história de sucesso da Cequip JANEIRO 2017

CEARÁ

PARAÍBA

PIAUÍ

Minimercado de vizinhança continua ganhando força no cenário varejista

Varejo paraibano cresce e se destaca no país

Piauí está entre os 10 melhores estados para constituir empresa

ARTIGOS | MATÉRIAS | COBERTURAS DE EVENTOS | ECONOMIA | ENTREVISTAS


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SUMÁRIO 10 12 14 16 18 20 22 30 32 36 38 44 46

ARTIGO Os 3 elementos que podem sabotar a cultura de sua empresa

CAPA

VAREJO Minimercado de vizinhança continua ganhando força no cenário varejista TECNOLOGIA Pequenos negócios potiguares terão acesso a crédito orientado ARTIGO Área de trocas ou área de avarias TECNOLOGIA Aplicativo que alerta sobre vencimento de produtos é uma grande aposta contra o desperdício de alimentos SONETO | LIVROS TECNOLOGIA Belo Horizonte ganha aplicativo com ofertas de supermercados MARANHÃO Pesquisa da Fiema revela que empresário maranhense encerra 2016 otimista MENSAGEM ENTREVISTA Café com convidado Pedro Castelo Júnior fala sobre a históriade sucesso da Cequip LANÇAMENTO Robinson Crusoe lança novo produto no mercado com um evento em grande estilo PREMIAÇÃO Prêmio Mais Uniforça PREMIAÇÃO Campanha “Final De Ano Premiado” Da Rede Integrada

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54 56 60 62 64 66 68 70 72

Após um período difícil e longo que vem impactando a economia em nível mundial, surge a esperança de uma possível mudança positiva no varejo supermercadista.

VAREJO Comércio varejista paraibano implanta nota fiscal eletrônica MERCADO Varejo paraibano cresce e é destaque no país ECONOMIA Turismo na Paraíba movimenta economia e varejo MERCADO Redes de supermercados oferecem descontos no material escolar EMPREGO Indústrias aquecem economia e geram mais de 8 mil empregos no PI

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EDUCAÇÃO Aluno de Picos embarca para os EUA pelo Programa Jovens Embaixadores

REVISTA NOSSO SETOR - ANO 10 N° 42 | Janeiro 2017

EXPEDIENTE www.portalredebrasil.com.br

Contatos: Jornalismo rosa.revistanossosetor@gmail.com Redes Sociais comunicacao@portalredebrasil.com.br Financeiro financeiro@portalredebrasil.com.br Administrativo administrativo@portalredebrasil.com.br Criação criacao@portalredebrasil.com.br Periodicidade: Mensal Distribuição: Rede Brasil de Negócios

ECONOMIA Piauí fica em 21º em ranking de arrecadação em 2016

Diretoria geral: Antônio Vieira diretoria@portalredebrasil.com.br (85) 99275 5151 (Claro) (85) 98817-9855 (Oi) (85) 99653-5501 (Tim) (85) 98159.7262 (Vivo)

INDÚSTRIA Piauí está entre os 10 melhores estados para constituir empresa

Jornalismo e comercial: Rosa Sampaio (85) 98864.0423 rosa.revistanossosetor@gmail.com

MERCADO Mercado do Parque Piauí ganhará reforma e ampliação INDÚSTRIA Empresa australiana se instala no Piauí para extração de ferro

Jornalismo edição Paraíba: Leandro Ramalho leandro@pautacom.com.br Revisão textual: Carlos Perdigão Diagramação e capas: Rafael Viana Fotografia: Rosa Sampaio, Antônio Vieira e Ermeson Ferreira Impressão: Tiprogresso


Palavra do Presidente

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016 de fato foi um ano com difíceis batalhas, mas, sem dúvida, foi um ano de muitas vitórias também. O cenário político e econômico do País sofreu grandes reviravoltas e deixou o povo brasileiro de boca aberta e coração partido. Mas nosso coração, mesmo partido, é valente, forte e não desanima. Nossa realidade econômica ainda não é a ideal, mas já temos fôlego para avançar rumo aos novos desafios e apostar firme nas mudanças. O Índice de Confiança do Empresário Industrial alcançou 50,1 pontos em janeiro de 2017, o que significa aumento de 2,1 pontos com relação a dezembro, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Confira nesta edição a matéria completa sobre o ano de superação do varejo e leia a expectativa dos economistas para 2017. Leia também o artigo de Haroldo Ribeiro que fala sobre área de trocas ou avarias de uma empresa, um local específico, sinalizado, e que segrega mercadorias que perderam o seu potencial de vendas por estarem alteradas na sua integridade física - embalagem ou estado do produto - ou com a data de validade expirada. Há também o artigo de Kelly Malheiros; com sua leitura, você saberá mais a respeito dos três elementos que podem sabotar a cultura de sua empresa. Outro tema importante presente reside no aspecto de que o Rio Grande do Norte será o primeiro estado do Nordeste contemplado com as ações do programa “Empreender mais simples: menos burocracia, mais crédito”, que visa simplificar a gestão de micros e pequenas empresas (MPE), e orientar financiamento a empresários. O programa é resultado de uma parceria entre o Sebrae e o Banco do Brasil. Veja mais detalhes na matéria. Outro texto presente importante diz respeito ao fato de que Belo Horizonte acaba de ganhar um aplicativo com ofertas de supermercados. Ainda em fase de testes com algumas redes de varejistas de Belo Horizonte (MG), a plataforma de ofertas está programada para ser lançada na segunda quinzena de fevereiro. E na Edição Ceará, confira a entrevista exclusiva no Café com Convidado. Recebemos Pedro Castelo Júnior, da Cequip. Na reportagem, ele fala sobre a

história de sucesso da empresa ao longo dos 48 anos consolidados no setor. O empresário igualmente abordou assuntos como economia e desafios enfrentados pela empresa em tempos difíceis. Veja também a matéria sobre o Prêmio Mais Uniforça, uma iniciativa que visa valorizar o trabalho de alguns fornecedores de produtos e serviços que se destacaram no crescimento e fortalecimento da Rede Uniforça em 2016. E confira o registro sobre o minimercado de vizinhança, o qual continua ganhando força no cenário varejista, com uma proposta simples e de muita aceitação, principalmente do público jovem. Nesse contexto, com o intuito de oferecer maior praticidade e comodidade nas compras de reposição e conveniência, esses minimercados conquistaram os consumidores brasileiros. E ainda na Edição Ceará, veja a campanha “Final de ano premiado” da Rede Integrada, que foi um sucesso entre os seus associados e parceiros. Na Edição Paraíba, por sua vez, leia as notícias do estado. Como por exemplo, a questão da finalização do projeto de implantação da nota fiscal eletrônica para o consumidor em todo o comércio varejista. Veja também uma matéria sobre Redes de Supermercados que oferecem descontos no material escolar. Na Edição Piauí, você irá conferir as últimas notícias do estado. Dentre elas: indústrias aquecem economia e geram mais de oito mil empregos no Piauí. Dessa forma, a matéria demonstra que o setor industrial tem grande importância na economia piauiense. Veja também como o Piauí se tornou referência nacional quando o quesito é desburocratização de registro e legalização empresarial, figurando entre os dez melhores estados do país para se constituir empresas, e encerrando o ano de 2016 em oitavo lugar. Essas e muitas outras informações você confere aqui na Revista Nosso Setor. E para tirar dúvidas, sugerir matérias, coberturas de eventos e manter contato conosco, basta ligar para os nossos telefones ou enviar um e-mail. É sempre um prazer tê-lo mais perto de nós!

Por Antônio Vieira | Diretor Geral da Revista Nosso Setor e Portal Rede Brasil de Negócios


Artigo

Os 3 elementos que podem sabotar a cultura de sua empresa: Liderança tóxica, custos invisíveis e colaboradores zumbis

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ocê passou anos juntando dinheiro para montar sua empresa. Pediu dinheiro ao banco, vendeu o carro, teve noites mal dormidas até realizar o sonho de abrir seu negócio. Você sempre teve uma visão de tratar bem as pessoas, de trabalhar em equipe e de todos olharem para a mesma direção, e sempre acreditou que era somente assim que o resultado viria. Enquanto a empresa era pequena e você abria e fechava o caixa, comprava todas as mercadorias e contratava seus funcionários um a um, tudo ia muito bem. De repente, os negócios começaram a prosperar e você começa a contratar “braços” para ajudar. Muitos deles pensam como você e têm a determinação para fazer o certo. Mas, infelizmente, alguns não absorveram seus princípios, e agora, com cinco lojas e muita prosperidade, você tem problemas: há líderes que não falam ente si, alguns não tratam bem os funcionários, e alguns clientes já sinalizaram que as lojas nem parecem ser de um dono só, tamanha a diferença no atendimento, na limpeza e na organização dos setores. A conclusão: lá no início você criou uma cultura vencedora, mas infelizmente ela está sendo sabotada por alguns elementos. Veja se identifica alguns deles.

Liderança Tóxica Eu estava conversando com alguns amigos e um deles, mais exaltado, criticava o governo e suas ingerências. Repudiava atos corruptos e condenava todos os envolvidos à fogueira. Com o clima tenso, mudamos o rumo da conversa e começamos a conversar sobre prestadoras de serviço de telefonia e TV por assinatura; assim, cada um ia relatando sua experiência com as empresas citadas. Lá pelas tantas, esse meu amigo pergunta: - Kelly, você tem Netflix? É ótimo! Cada série! Maravilhoso! Eu respondi que não, e perguntei se era fácil assinar. - Muito fácil. Você assina pelo site, e tem mais: o primeiro mês é grátis. E daí, eu faço o seguinte: assino todos os meses, cada vez com um e-mail diferente. Daí nunca pago a assinatura, entendeu?!? Tudo é tão caro, que não faz mal dar uma de “esperto” de vez em quando. Sobre tal contexto, Leandro Karnal, historiador e 10 /// Janeiro 2017

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filósofo, diz: “Não existe governo corrupto numa nação ética, e não existe nação corrupta num governo transparente e democrático”, e em uma “liderança corrupta” não existem relações de confiança, e sem relações de confiança é impossível liderar.” Ainda: uma grande organização brasileira com problemas de ética e transparência em sua liderança contratou os serviços de um ex-coronel do Mossad, serviço secreto militar de Israel, que aplicou em todos os colaboradores um teste matricial para recrutar agentes numa sociedade muito heterogênea, e com o objetivo de determinar o nível de confiabilidade e integridade de cada pessoa (Fonte: Tablepartners). Os resultados separam os testados em três grupos: 1 - os decididamente corruptos e não confiáveis; 2 - os solidamente confiáveis e íntegros, e 3 - os “dúbios” ou “influenciáveis”. Este último grupo continha pessoas contaminadas, influenciadas, coniventes e até mesmo inocentes. Segundo a empresa, o teste funcionou muito bem. Afinal, conseguiram identificar as “maçãs podres” e ajustaram a organização. O placar final ficou assim: 1 - Corruptos: 15%, 2 - Íntegros: 10% e 3 - Dúbios: 75%. O consultor responsável pelo processo informou que esses resultados são muito comuns em empresas brasileiras, e aconselhou a organização a promover os colaboradores do grupo dos “íntegros” à posição de liderança, porque o seu exemplo e integridade moveria os 75% de “influenciáveis” ao comportamento ético. E com base em tal quadro, as perguntas são: qual é o percentual na sua empresa? Há líderes tóxicos nela, que influenciam outras pessoas a fazerem o errado? O que você faz com essas pessoas? Elas permanecem com você ou têm as atitudes reprimidas fortemente? Leitor, não se iluda: os funcionários mais onerosos de uma empresa nem sempre são aqueles que recebem os salários mais altos, mas os que têm baixa produtividade, procrastinam, geram fofocas, são antiéticos e seguem seus próprios interesses. Líderes tóxicos podem sabotar o que foi construído simplesmente criticando você, fazendo o contrário do que se programa ou não fazendo mesmo.


Custos Invisíveis Você está bem preocupado com o giro, com o estoque, com a DRE, com o ticket médio e com tudo que signifique dinheiro. E tudo isto é muito, muito importante para a longevidade do seu negócio. Mas, lembre-se: estudos apontam que os custos invisíveis representam entre 20% e 30% dos custos totais de uma empresa, e também são sabotadores de culturas vencedoras. Se você observar que há reuniões desnecessárias, lentidão na tomada de decisão, procrastinação para agir, clientes mal atendidos, conflitos internos, contratações de colaboradores sem perfil, ausência de feedback, “panelinhas”, descaso, retrabalho, comunicação truncada, desmotivação e excesso de autoritarismo, fique atento! A maioria das empresas não foca tanto na diminuição desses custos porque eles demandam mudança de comportamento, e isto pode significar um grande e tenebroso desafio. Não se acomode, identifique cada um e, principalmente, a causa-raiz. Só assim você conseguirá fazer um plano de ação confiável. Custos invisíveis drenam sua energia, minam a criatividade das pessoas e causam péssimo clima na empresa. Se você quiser a lista dos 50 maiores custos invisíveis que uma empresa pode ter que enfrentar, envie um e-mail para esta articulista: kelly@kmpartners.com.br.

Colaboradores Zumbis Você tem algum funcionário na sua empresa que mente, não cumpre prazos, reclama de tudo e empurra o dia com a barriga? Se a resposta for “sim”, há um “zumbi” atuando na organização. Zumbis estão corroendo a cultura das empresas, baixando a produtividade e, consequentemente, piorando os resultados. Será fácil identificá-los com esta lista: 1 - Os “sem-noção” – manipulam números nos relatórios e encobrem coisas erradas. 13% deles costumam mentir para encobrir projetos fracassados, erros e prazos não cumpridos. 2 - Negligentes” – displicentes, acumulam trabalho. São

desorganizados. 40% deles não conseguem cumprir metas ou prazos. 3 - “Reclamões” – vivem reclamando e sempre dizem que estão sobrecarregados ou que falta gente para que as tarefas sejam cumpridas com excelência. 4 - “Trapaceiros” – realizam reuniões às escondidas, burlam processos e “passam a perna” nas pessoas. Gostam de dar um “jeitinho” para chegar ao seu objetivo. 5 - “Serial killers” – adoram falar mal das pessoas e sabem colocar departamentos uns contra os outros. 6 - “Sou de confiança” – está há muito tempo na empresa, não inova, é resistente a todo tipo de mudança, mas consegue permanecer porque “é de confiança”. Usa isso em seu favor para não se reinventar e, às vezes, pode até atrapalhar os planos de crescimento. Talvez você já saiba de tudo isto que leu neste artigo. Talvez já esteja vivendo as consequências destes elementos que atrasam sua empresa e minam a cultura construída com esforço. E, em torno do quadro, há perguntas: o que será feito para mudar tudo isso? Onde será preciso mexer? Quais investimentos terão que ser realizados? Que tipo de pessoas poderá perpetuar o negócio do jeito que foi sonhado? Henry Ford dizia: “não procure culpados, procure soluções. Reclamar qualquer um pode”. Pare de reclamar e comece a fazer. 2017 será um ano incrível. Comece agora. Um abraço.

Por Kelly Malheiros, educadora e palestrante kellymalheiros@gmail.com

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Varejo

Minimercado de vizinhança continua ganhando força no cenário varejista

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proposta é simples e tem muita aceitação, principalmente do público jovem. Com o intuito de oferecer maior praticidade e comodidade nas compras de reposição e conveniência, os minimercados de vizinhança conquistaram os consumidores brasileiros. Nos últimos anos, o número de lojas com esse formato cresceu aproximadamente 64% no Brasil. Os minimercados apresentam uma melhor execução em loja do que outros formatos, segundo análise do Banco Brasil Plural. Em cada unidade, sortimento, localização, tempo de compra e de espera no checkout e formas de pagamento. A análise também comparou os preços praticados em 17 itens que costumam estar presentes nos lares brasileiros, de marcas com alta pe12 /// Janeiro 2017

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netração e distribuição. São produtos que, preferencialmente, não podem faltar nos pontos de vendas. Assim, segundo os analistas do Brasil Plural, um dos pontos que mais impressionou foram os hortifrútis, considerados os mais procurados pelo consumidor. O preço desses produtos também foi apontado como competitivo e bastante alinhado à média das demais bandeiras visitadas, considerando-se todos os formatos de lojas. O consumidor brasileiro está demonstrando novos hábitos, consequentemente isso provoca uma mudança no setor. E com menos tempo disponível para passar horas fazendo as compras do mês, o consumidor passou a buscar comodidade, proximidade e praticidade na hora de abastecer a casa. Em 2009, o Brasil tinha cerca

de 240 mil minimercados, mercearias e armazéns optantes pelo Supersimples, número que saltou para quase 390 mil em setembro de 2014. São considerados mercados de vizinhança as lojas que comercializam produtos alimentares industrializados ou não, com até quatro caixas registradoras ou faturamento de até R$ 3,6 milhões por ano. A rede de Mercadinhos São Luiz é uma das precursoras no segmento varejista de Fortaleza. O grupo atua no setor há mais de 40 anos, e se mantém firme no modelo de loja de vizinhança. Severino Ramalho Neto, presidente da rede, conta que a proposta dos Mercadinhos São Luiz sempre foi e continuará sendo atender a um público específico de bairro. A prova de que o modelo é uma grande aposta


é comprovada quando grandes outros grupos também investem no mesmo segmento de loja. “Acredito que nós, que estamos inseridos neste modelo de loja, temos que qualificar cada vez mais nossos serviços, para sermos competitivos”, explica Neto. As multinacionais estão apostando forte em minimercado. Neto conta que é uma concorrência muito agressiva, em termos de expansão. “Enquanto pensamos em abrir uma loja, eles abrem 200. A facilidade deles é muito maior, pois têm capital para isso, além do custo para eles ser bem menor ”, finaliza Neto.

Potencialidades • • • • • • • • • •

Localização e proximidade do consumidor; Conhecimento do cliente; Flexibilidade – ajustam melhor sortimento à demanda; Baixos custos operacionais e preço competitivo em diversas categorias; Relacionamento próximo com funcionário; Conhecimento das características locais; Provedor de compras emergenciais; Oferta de serviços customizados; Oferta de produtos “premium” e “gourmet” Estabilidade econômica favorece compras menores por consumidores.

Oportunidades • • • • • • • •

Busca crescente dos consumidores por praticidade, proximidade e comodidade; Crescimento e aumento da renda das classes C e D, aumentando seu poder de compra; Aumento do consumo por alimentos fora do lar; Consumo maior de alimentos orgânicos Parcerias com indústrias; E-commerce; Interesse maior pelo tema “sustentabilidade”; Compras em redes de negócios.

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Tecnologia

Pequenos negócios potiguares terão acesso a crédito orientado Rio Grande do Norte será o primeiro estado do Nordeste contemplado com as ações do programa “Empreender mais simples: menos burocracia, mais crédito”

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Rio Grande do Norte será o primeiro estado do Nordeste contemplado com as ações do programa “Empreender mais simples: menos burocracia, mais crédito”, que visa simplificar a gestão de micros e pequenas empresas (MPE), e orientar financiamento a empresários. O programa é resultado de uma parceria entre o Sebrae e o Banco do Brasil. Pelo convênio, donos de pequenos negócios, ou seja, que somam 98,5% das empresas do país, terão à disposição um total de R$ 8,2 bilhões – cerca de R$ 1,2 bilhão por meio da linha Proger Urbano Capital de Giro, com recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT), e R$ 7 bilhões da linha BNDES Capital de Giro Progeren. A parceria prevê soluções de financiamento por parte do Banco do Brasil, com orientação e acompanhamento antes e depois da concessão de crédito, por consultores do Sebrae em

“Nosso compromisso é estar ao lado dos nossos clientes quando eles precisarem, apoiar os pequenos empresários, construir com eles relações consistentes e duradouras, e ajudá-los a gerar cada vez mais emprego e renda” Paulo Caffarelli 14 /// Janeiro 2017

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todo o país. O objetivo dessa iniciativa é o uso consciente dos recursos e a melhoria da gestão financeira das empresas, com redução de riscos de inadimplência. Com isso, as MPE terão acesso a capital de giro com menor custo, de forma mais ágil, a partir de fluxo diferenciado de análise e concessão de crédito no Banco. A estimativa é de que, na primeira fase, em fevereiro, agentes especializados do Sebrae atuem em nove cidades de todas as regiões do país: Sudeste (Campinas, Ribeirão Preto e Vitória); Norte (Manaus); Centro -Oeste (Cuiabá e Sinop); Nordeste (Natal e Mossoró); e Sul (Curitiba). Na segunda fase, a partir de março, a previsão é de que o convênio já esteja em plena operação, com 500 agentes do Sebrae em todo o Brasil.

Fundo de Aval Os empresários contam também com o Fundo de Aval às Micros e Pequenas Empresas (Fampe), pelo qual

as empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões possam garantir até 80% das operações. Por meio do Fampe, o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios. Na prática, pelo Proger Urbano Capital de Giro, o empreendedor poderá financiar com contratação simplificada, prazo de pagamento de até 48 meses, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês, com carência de até 12 meses para pagamento da primeira parcela do valor principal. Em contrapartida, a empresa deverá manter emprego e renda até um ano depois da operação e, se tiver acima de dez empregados, precisará contratar um jovem aprendiz até seis meses após a operação. Pelo BNDES Capital de Giro Progeren, as MPE poderão financiar com prazo de até 60 meses, carência de até 12 meses e encargos totais a partir de 1,63% ao mês. Pesquisa do Sebrae mostra que instituições finan-


ceiras não são a primeira opção de micro e pequenos empreendedores quando se trata de crédito. Apesar do custo menor, a dificuldade de gestão é apontada como um impeditivo. Em 2016, 83% dos empresários do segmento não procuraram os bancos, e 52% preferiram negociar com seus próprios fornecedores, mesmo pagando juros mais altos. “Pretendemos mudar essa realidade, aproximando o Banco do pequeno negócio e tornando mais fácil o acesso ao crédito. O pequeno negócio é o motor da nossa economia, e precisa de oxigênio para permanecer no mercado”, defende o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. A partir do convênio, o BB utilizará as melhores linhas disponíveis para atender aos empresários. “Nosso compromisso é estar ao lado dos nossos clientes quando eles precisarem, apoiar os pequenos empresários, construir com eles relações consistentes e duradouras, e ajudá-los a gerar cada vez mais emprego e renda”, destaca o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. “Para os empresários que necessitam aprimorar a gestão dos seus estoques, compras e prazos, será muito importante contar com o Se-

brae em todo o processo de concessão e aplicação do crédito na empresa, por meio da assessoria de especialistas em pequenos negócios. Acreditamos muito nessa parceria”, complementa.

Como vai funcionar O Sebrae encaminha ao BB a relação de empresas assessoradas. Assim, após avaliação prévia, o órgão visita as empresas indicadas pelo BB e realiza diagnóstico econômico-financeiro. Constatada a necessidade real de crédito, o Sebrae encaminha a empresa ao Banco do Brasil para contratação do crédito com o cliente. E na fase pós-crédito, acompanha a empresa oferecendo orientação quanto à melhoria da gestão empresarial. O Sebrae prestará atendimento por meio de seus canais presenciais, em seus postos de atendimento em todo o país. Os técnicos farão visitas às empresas para diagnosticar as necessidades de gestão. Acrescente-se ainda que a instituição vai atender gratuitamente dois perfis de empresários: o que deseja contratar capital de giro e aquele que já conseguiu financiamento, mas encontra sinais de risco de inadimplência.

Na fase anterior à concessão de crédito, agentes especializados do Sebrae deverão analisar a real necessidade de financiamento ou se outras medidas administrativas podem ser tomadas na empresa para a melhoria de seu desempenho. E caso a demanda por crédito se confirme, o órgão vai avaliar os indicadores financeiros da empresa e estimar sua capacidade de endividamento saudável, além de oferecer garantias, por meio do Fampe. Destaque-se ainda que o BB atuará como parceiro do empreendedor brasileiro oferecendo as melhores soluções em produtos e serviços para as empresas. Também será feito o acompanhamento pós-crédito como caráter preventivo, para evitar que situações graves possam levar as corporações à inadimplência. Por fim, caso o Sebrae identifique empresas que já tiverem contratado financiamento e estejam em situação de alerta (como queda de faturamento ou algum atraso em suas obrigações financeiras), também as orientará na busca por uma melhor saída para sua situação de dificuldade momentânea. Fonte: Agora RN

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Artigo

Área de trocas ou área de avarias

Q

uando nos referimos ao assunto das perdas em supermercados, é inevitável não tocar num ponto que parece ser o “calo” dos donos. Estamos falando da área de trocas ou área de avarias. Conceituando: área de trocas/avarias de uma empresa é um local específico, sinalizado e que segrega mercadorias que perderam o seu potencial de vendas por estarem alteradas na sua integridade física (embalagem ou estado do produto) ou com sua data de validade expirada. Na grande maioria das empresas de supermercados, faltam processos e mecanismos que permitam medir continuamente (saber o valor das mercadorias em processo de troca), e reduzir com eficiência o volume de mercadorias a serem tratadas nessa área, proporcionando assim a solução do problema. Quando isso ocorre, encontramos um cenário de acúmulo exagerado de produtos estragados e vencidos, aparentemente sem controle. Tal aspecto é prejudicial à empresa pelo atrativo que gera às pragas – ratos e baratas, por exemplo – e pelo prejuízo financeiro de mercadorias pagas, mas que não podem estar expostas para a venda. Na dinâmica do trabalho diário

Quem avaria a mercadoria?

dos supermercados, são poucas as empresas que estabelecem normas e regras para o tratamento dessas mercadorias. A verdade é que ninguém - ou quase ninguém - quer se responsabilizar para resolver esse “pepino” nas empresas. É importante ressaltar que o esforço despendido na tentativa de diminuir o volume de mercadorias avariadas na empresa, sem tratar suas causas e origens, significa quase a mesma coisa que “enxugar gelo”. Portanto, se a equipe não atuar diretamente sobre as causas do problema, dificilmente logrará êxito. Sabemos que a área de trocas abriga basicamente dois tipos de mercadorias: as avariadas em geral e as vencidas. Então, tratando isoladamente do primeiro caso, a empresa precisa fazer a seguinte pergunta:

Haroldo Ribeiro é sócio na Max Result Consultoria, empresa especializada em Projetos de Prevenção de Perdas e Gestão de Estoques no Varejo Brasileiro. haroldo@maxresult.com.br 16 /// Janeiro 2017

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Pode ser o fornecedor, pode ser o entregador, pode ser o cliente, e pode ser o próprio funcionário ou promotor, afinal, os dois últimos atuam dentro da empresa. Nesse caso, identifica-se claramente que a equipe não tem a cultura de prevenção de perdas. Assim, devem possibilitar a preservação do estado físico e da qualidade dos produtos ao longo dos processos da cadeia de abastecimento (recebimento, armazenagem, movimentação, reposição, exposição, etc.). A saída para todo esse problema é buscar imediatamente a capacitação dos colaboradores através de treinamentos e palestras de nivelamento dos conceitos de prevenção de perdas, e obviamente medir a aderência aos conceitos propagados nessas ações. Na próxima edição, falaremos sobre os produtos vencidos na área de trocas das empresas.


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Tecnologia Aplicativo que alerta sobre vencimento de produtos é uma grande aposta contra o desperdício de alimentos.

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om o propósito de diminuir o desperdício de alimentos em supermercados, o empreendedor holandês, August de Vocht, teve uma ideia simples e eficaz: desenvolveu um aplicativo para celular que identifica produtos do varejo com prazo de validade próximo e que avisa ao consumidor. Lançado em 2014, o NoFoodWasted tem atualmente 20 mil acessos diários e está presente em 175 mercados varejistas do país. A estimativa é que o varejo seja responsável por 11% do desperdício de comida no país. No Brasil, segundo a Embrapa, os mercados respondem por 10% do volume descartado de comida ainda em condições apropriadas para consumo. A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos consumíveis não são aproveitados, o que implica na má distribuição das oportunidades

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| Revista Nosso Setor

de acesso à alimentação de qualidade. Esse número representa um terço da produção mundial, e faz do desperdício um dos principais responsáveis pela persistência da fome mesmo nos dias atuais, quando há alimento suficiente para todos. O aplicativo está sendo utilizado inicialmente apenas na Holanda, mas será levado ainda este ano para Alemanha, Bélgica e Reino Unido. Para as redes de supermercado, trata-se de uma economia significativa diante dos prejuízos com descarte de produtos alimentícios, os quais encalham nas prateleiras e perdem o prazo para consumo. Além dos alertas, o aplicativo também permite que o consumidor insira a sua própria lista de compras e receba notificações pelo smartphone quando algum de seus itens entrar em liquidação por conta da validade.

Graças ao dispositivo Bluetooth conhecido como “beacon”, fixado embaixo das prateleiras, o app também identifica latas ou alimentos embalados, além de muitos outros próximos ao vencimento. Ele realiza tal ação emitindo sons na medida em que o consumidor passa pelas gôndolas. De Vocht estima que as compras de produtos pelo aplicativo levaram a uma economia equivalente a US$ 1,56 milhão em alimentações que, de outra maneira, poderiam ter ido para o lixo. Vale acrescentar ainda que o desperdício de alimentos é um dos grandes temas de sustentabilidade em países desenvolvidos, ainda que seja um problema mundial. Parte do problema está na casa do consumidor, que não os consome a tempo, e outra parte reside na cadeia logística do produto.


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Soneto

TRIBUTO À CHAPECOENSE I

VI

O Brasil chora seus mortos Que pereceram estupidamente Num infeliz acidente, Que começou por caminhos tortos.

Essa tragédia comoveu o mundo, Mexeu com nossos sentimentos. Como foi triste esse momento, Parece que caímos num buraco sem fundo.

II

VII

A Chapecoense deu tanta alegria Encheu de orgulho seus habitantes. Porém, tudo acabou em instantes, Hoje: só saudade e melancolia.

Uma grande perda para o povo catarinense, Que nunca mais verão seus jogadores, Vão as alegrias, ficam as dores, Força, grande Chapecoense.

III

VIII

O grito “Força Chape” permanecerá Para sempre em nossos corações. Eles serão sempre eternos campeões, Uma chama que nunca se apagará

O mundo todo mostrou solidariedade, Todos querendo amenizar, De alguma forma, querendo ajudar. Porém, nada aplaca essa saudade.

IV

IX

Todo o Brasil está de luto Com essa tragédia que aconteceu. Ainda não acredito que morreu Tanta gente, por um erro fajuto.

Ficarão para sempre em nossos corações, Lembraremos apenas das alegrias, Dos gols, das vitórias, belos dias; Serão campeões, eternos campeões.

V

X

Atletas, comissão técnica e jornalistas Embarcaram em busca de um sonho. Deixaram o mundo tristonho, Mas criando uma lenda nas revistas.

Infelizmente, não os veremos mais, Restando apenas a saudade. Eles farão falta de verdade, Vão ao encontro de Deus, vão em paz.

Autor: Rubenilson Bandeira

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Livros

Indicamos o romance AGOSTO, do escritor mineiro Rubem Fonseca. Na obra, o autor mistura ficção com realidade e cria uma narrativa policial. A história passa-se em 1954, data do suicídio do então presidente da República, Getúlio Dorneles Vargas. Baseado em fatos reais, o livro versa também sobre o famoso atendado que sofreu Carlos Lacerda na Rua Toneleiros, no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. Tal ação vitimou o major da Aeronáutica, Rubens Vaz. Fonseca igualmente foca na criação de personagens interessantes, o que torna o enredo mais atraente ainda. Esse romance foi adaptado pela Rede Globo, em uma minissérie de grande sucesso.

Esta página é uma colaboração de R.C. Bandeira Janeiro 2017 | www.portalredebrasil.com.br

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Tecnologia Belo Horizonte ganha aplicativo com ofertas de supermercados

A

inda em fase de testes com algumas redes de varejistas de Belo Horizonte (MG), a plataforma de ofertas InstaOfertas está programada para ser lançada na segunda quinzena de fevereiro, conforme informaram os criadores da ferramenta, Eduardo Sampaio e Gabriel Fernandes, em entrevista exclusiva ao Portal Giro News. A ideia é funcionar como meio digital com ofertas e informações de todos os supermercados em um único aplicativo. “A InstaOfertas, em fase de testes, tem apresentado soluções que apresentam benefícios como relatórios para gerar novos negócios e ofertas. Além disso, o orçamento que eles gastam com a gente é o mesmo orçamento do panfleto”, explica Eduardo Sampaio. 22 /// Janeiro 2017

| Revista Nosso Setor

Adesão Segundo Gabriel, a ferramenta já tem atraído muitos interessados. “A gente fez um levantamento junto a cerca de 18 marcas e 180 lojas, e tem havido um interesse muito grande em conhecer a plataforma. O que ocorre é que nós conseguimos fazer a divulgação de uma forma mais agressiva e atingir mais pessoas que o jornal impresso”, afirma Gabriel Fernandes.

Plano de Expansão Otimistas com o sucesso do aplicativo, a dupla projeta alcançar mais três cidades até o fim de 2017. “Nosso primeiro foco será os supermercados. À medida que consolidarmos, vamos

expandir para setores como farmácias, que competem com produtos de higiene pessoal, padarias, e não limitaremos nenhum tipo de produto para exposição na plataforma. Partiremos da região metropolitana de Belo Horizonte, que é uma área muito grande, tanto de pessoas quanto de supermercados, mas com planos de expandir a atuação para outras cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. A ideia é expandir o mais rápido possível, mas vai depender do bom andamento aqui em BH”, conclui Sampaio

Fonte: Portal Giro News


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Capa

O ano da superação

T

odo início de ano gera expectativa de renovação. E após um período difícil e longo que vem impactando a economia em nível mundial, surge a esperança de uma possível mudança positiva no varejo supermercadista. Os números ainda não são os esperados, mas já demonstram que há possibilidades de uma nova era, com grandes chances de reviravolta para o comércio. O ano de 2016 foi marcado pela crise econômica, por uma grande turbulência política e por uma mudança de mentalidade dos varejistas, que precisaram 24 /// Janeiro 2017

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concentrar seus esforços no aumento de eficiência e produtividade para enfrentar o momento mais complicado do setor nos últimos 20 anos. O que podemos esperar de 2017? O crescimento econômico será retomado logo ou continuará sendo adiado? O Índice de Confiança do Empresário Industrial alcançou 50,1 pontos em janeiro de 2017, o que significa aumento de 2,1 pontos com relação a dezembro, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). É a primeira vez que o índice sobe em três meses. Além disso, o indicador

ficou ligeiramente acima da linha divisória dos 50 pontos, aspecto que separa o pessimismo do otimismo. Com relação a janeiro de 2016, o índice subiu 13,6 pontos. No entanto, continua abaixo da média histórica, de 54,1 pontos. A confiança melhorou principalmente nas grandes empresas, em que o indicador da confiança do empresário passou de 50,3 em dezembro para 52,7 pontos em janeiro. Nas pequenas empresas, por sua vez, o indicador subiu de 44,4 para 46,3 pontos, e nas médias, de 46,7 para 48,6 pontos.


Na avaliação da CNI, a melhora é resultado de fatores como o anúncio de medidas para recuperar a economia, a redução dos juros e a desaceleração da inflação. O indicador de expectativas para os próximos seis meses subiu de 51,6 pontos em dezembro para 54,7 pontos em janeiro. A pesquisa ouviu 2.791 empresas em todo o país entre 3 e 13 de janeiro. Dessas, 1.088 são pequenas empresas, 1.056, médias, e 647 de grande porte. Em tal contexto, compreende-se ser este um momento desafiador para o mercado. E, a partir daí, o supermercadista tem buscado diversas formas de alavancar as vendas e conquistar a atenção do consumidor. Mas será que apostar em estratégias por impulso é o caminho mais indicado? As pessoas estão cada vez mais sem tempo, buscando solucionar seus problemas de forma dinâmica e ágil. Então, é necessário que o supermercado

atenda a essa expectativa, oferecendo praticidade e variedade em alimentos pré-prontos e melhorando a organização das gôndolas, por exemplo. Outro fator importantíssimo é o crescimento do número de pessoas que moram sozinhas; elas, na grande maioria, são jovens e estão dispostos a pagar mais por uma boa experiência de compra. Outro aspecto que as representa mostra que são 10% mais leais às marcas líderes, e 37% indica que não pretendem economizar, segundo pesquisa da Nielsen. Assim, oferecer experiências focadas em públicos-alvo - propensos à compra - é uma maneira de evitar a perda de lucros na evasão de outros tradicionais shoppers. Em tal quadro, a ciência tecnológica é fundamental! A explicação: as grandes redes de varejo estão crescendo e investindo em tecnologias, as quais serão fundamentais para atrair o consumidor ao supermercado, am-

pliando a sua experiência e, assim, fidelizando-o. Sabe-se que o consumidor está focado em experiências e tudo que colabore para a solução de problemas. Portanto, focar em bom atendimento se torna essencial, já que o avanço do e-commerce se torna uma alternativa real. A Agência 96, especializada em live marketing, divulgou os resultados da pesquisa “Shopper, Supermercado e Promoção: um ecossistema essencial para marcas durante a crise”. O levantamento detectou diversos hábitos que passaram a fazer parte do dia a dia dos clientes no ponto de venda. Um dos destaques indica que planejar as compras ganhou força no hábito dos consumidores. Desse modo, segundo os dados, 86% preparam lista de compras (50% algumas vezes e 36% sempre). Entretanto, apenas 7% a seguem estritamente. Os consumidores de renda mais alta são os que mais cumprem

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Capa à risca o planejamento prévio: 11%. “Os dados mostram que ainda existe muita compra a ser decidida no PDV, uma boa notícia para as marcas que investem em ações promocionais e ativação no ponto de venda”, destaca Pérola Freeman, diretora da Agência 96. Ainda de acordo com a pesquisa, homens sozinhos são menos organizados no planejamento, mas tendem a ser mais fieis à lista de compras: 52% costumam levar listinha, e quando levam, 85% seguem grande parte do pré-estabelecido. Já as mulheres planejam mais, entretanto são menos “fiéis”: 73% afirmaram levar lista, porém apenas 64% seguem o escrito. Já o comportamento de famílias nos supermercados é mais imprevisível: enquanto 81% têm lista de compras, apenas 32% seguem o planejamento. Por sua vez, com filhos de até 10 anos, apenas 20% compram o que

planejaram. A primeira fase da enquete foi feita com 819 consumidores de todo Brasil através da plataforma mobile Bonusquest. A segunda fase entrevistou 126 consumidores em super e em hipermercados de São Paulo, no mês de setembro. Obs.: todos os dados aqui presentes foram informados pelo portal Giro News. A economista cearense Lúcia Perdigão conta que a situação econômica do Brasil ainda não é a ideal, mas que está começando a reagir. “O consumo das famílias caiu muito nos últimos anos. Mas a inflação está começando a cair, e a possibilidade da taxa de juros diminuir é uma realidade cada dia mais próxima”, conclui Lúcia. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação positiva de 0,30% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA) - registrada em dezembro de 2016 - foi a

quarta menor taxa de crescimento mensal do ano. Além disso, o décimo segundo mês registrou as menores taxas de variação acumulada nos últimos seis meses (1,84%) e doze meses (6,99%), em comparação com os dez meses anteriores. Foi também a segunda menor taxa de variação acumulada nos últimos três meses (0,74%), perdendo apenas para o mês anterior (0,52%). E na comparação com os demais meses de dezembro que compõem a série histórica do IPCA, iniciada em dezembro de 1993, a taxa de variação mensal do décimo segundo mês de 2016 foi a segunda menor. A menor foi a variação negativa de 0,28% registrada em 1998, enquanto que a maior, já considerando a taxa de 1,71% de 1994 (aferida durante a estabilização monetária proporcionada pelo Plano Real), foi a variação positiva de 2,10% aferida em 2002.

Tabela mensal de variação percentual do IPCA em 2016 MÊS

ÍNDICE

1 MÊS

3 MESES

6 MESES

NO ANO

12 MESES

JAN

4550,23

1,27

3,27

4,91

1,27

10,27

FEV

4591,18

0,90

3,16

5,63

2,18

10,36

MAR

4610,92

0,43

2,62

5,51

2,62

9,39

ABR

4639,05

0,61

1,95

5,29

3,25

9,28

MAI

4675,23

0,78

1,83

5,05

4,05

9,32

JUN

4691,59

0,35

1,75

4,42

4,42

8,84

JUL

4715,99

0,52

1,66

3,64

4,96

8,74

AGO

4736,74

0,44

1,32

3,17

5,42

8,97

SET

4740,53

0,08

1,04

2,81

5,51

8,48

OUT

4752,86

0,26

0,78

2,45

5,78

7,87

NOV

4761,42

0,18

0,52

1,84

5,97

6,99

DEZ

4775,70

0,30

0,74

1,79

6,29

6,29

26 /// Janeiro 2017

| Revista Nosso Setor


Tabela mensal de variação percentual do IPCA em todos os meses de dezembro desde 1994 ANO

ÍNDICE

1 MÊS

3 MESES

6 MESES

NO ANO

12 MESES

1994

1016,46

1,71

7,31

18,57

916,46

916,46

1995

1244,23

1,56

4,51

9,10

22,41

22,41

1996

1363,24

0,47

1,09

2,82

9,56

9,56

1997

1434,46

0,43

0,83

1,09

5,22

5,22

1998

1458,20

0,33

0,23

-0,62

1,65

1,65

1999

1588,56

0,60

2,76

4,79

8,94

8,94

2000

1683,47

0,59

1,05

4,26

5,97

5,97

2001

1812,65

0,65

2,21

4,58

7,67

7,67

2002

2039,78

2,10

6,56

9,31

12,53

12,53

2003

2229,49

0,52

1,15

2,49

9,30

9,30

2004

2398,92

0,86

2,00

3,98

7,60

7,60

2005

2535,40

0,36

1,67

2,45

5,69

5,69

2006

2615,05

0,48

1,12

1,58

3,14

3,14

2007

2731,62

0,74

1,43

2,33

4,46

4,46

2008

2892,86

0,28

1,09

2,18

5,90

5,90

2009

3017,59

0,37

1,06

1,70

4,31

4,31

2010

3195,89

0,63

2,23

2,74

5,91

5,91

2011

3403,73

0,50

1,46

2,54

6,50

6,50

2012

3602,46

0,79

1,99

3,44

5,84

5,84

2013

3815,39

0,92

2,04

2,68

5,91

5,91

2014

4059,86

0,78

1,72

2,57

6,41

6,41

2015

4493,17

0,96

2,82

4,24

10,67

10,67

2016

4775,70

0,30

0,74

1,79

6,29

6,29

Janeiro 2017 | www.portalredebrasil.com.br

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Capa A Info Varejo apontou algumas dicas importantes para o ano de 2017:

Cotação de preços on-line O alto giro do supermercado faz com que as compras sejam frequentes, senão constantes, com alta variedade de produtos e grandes quantidades. Por ser uma das atividades mais importantes do negócio, comprar gasta muito tempo. Na maioria das lojas, o empresário se vê diante de duas situações: ou realiza pesquisa e negocia preço de milhares de produtos com vários fornecedores, investindo seu tempo e dos funcionários da loja, ou economiza tempo, investindo menos tempo no processo de compras, mas com a certeza que vai pagar mais caro, prejudicando a margem. Em ambos os casos sua loja está perdendo dinheiro. Com um programa de cotação on-line é possível otimizar o processo de compras, buscando o menor preço com o mínimo de esforço. E mesmo que o empresário ainda goste

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de negociar diretamente com o fornecedor, pode usar a cotação apenas para os produtos com menor giro, a curva C, a qual demanda muito tempo no processo tradicional, haja vista a quantidade de itens e a dificuldade em se ter uma boa referência de preço.

Validação tributária do cadastro de produtos São duas as vantagens: redução do precioso tempo dos funcionários para cadastrar produtos e, o mais importante, a questão da segurança tributária. O software de gestão integra com a base de cadastros auditada por especialistas.

Software de conciliação de cartões É a mesma situação do software de validação tributária; ou a loja faz a conferência com diligência, gastando um tempo precioso e caro dos funcionários, ou a loja não realiza a

conferência, tornando-se vulnerável a falhas e prejuízos. Esses sistemas têm uma relação ótima entre custo e benefício. Basta procurar o fornecedor do software de gestão.

Coletor de dados Em um primeiro momento, o preço desse equipamento pode assustar. Mas o empresário inteligente sabe fazer contas, e ao fazer, chega à conclusão que sai barato. Hoje em dia o custo da mão de obra está muito alto. Junto com os riscos de perdas e roubos da loja, usar o coletor de dados traz muita agilidade e segurança para o dia a dia do supermercado.

Transferência Eletrônica de Fundos Situações como fila longa no checkout, insatisfação do cliente, fraude no pdv são difíceis de calcular o prejuízo, pois acontecem longe dos


olhos do gerente. É justamente esse tipo de situação que o TEF evita. Para tomar a decisão de instalar o TEF na loja, o empresário não deve deixar de levar em consideração o quanto paga pelas maquininhas de cartão, o POS. Dependendo do número de caixas, o TEF pode sair mais barato. Muitos varejistas relutam em decidir implantar o TEF quando sentem dificuldades de controlar suas vendas no cartão. Os custos compensam a certeza de estar recebendo integralmente do operador do cartão o devido. E para o consumidor não há dúvida, o TEF é mais rápido e cômodo.

Nuvem A computação em nuvem está tão presente no nosso dia a dia e, ao mesmo tempo, ainda distante do varejo brasileiro. A computação em

nuvem, em inglês “cloud computing”, se refere à utilização de softwares diretamente pela internet, ou seja, sem a necessidade de instalação no computador local. São os Data Centers que hospedam e gerenciam essas aplicações, provendo o serviço para os usuários. Se até então era uma tendência, hoje é, sem dúvida, uma realidade no varejo. Empresas já utilizam essa tecnologia para reduzir custos, melhorar a eficiência do negócio, reforçar a segurança de seus dados e aumentar as vendas. O caso mais óbvio da computação na nuvem no varejo é o e-commerce, que sem as limitações de espaço para receber os clientes e armazenar estoques das lojas físicas, utilizam da elasticidade e da flexibilidade do mundo em nuvem para ampliar o seu raio de ação, sem limitações geográficas e de horário de atendimento. Um bom

exemplo é o Black Friday de 2015, que movimentou R$ 1,5 bilhão no mundo digital em apenas 24 horas. O mundo está mudando, e uma loja precisa aproveitar as ferramentas disponíveis para reduzir custos e lucrar mais. Essas ferramentas estão cada vez mais difundidas no mercado por uma única razão: elas se pagam.

Quantas dessas ferramentas um supermercado utiliza hoje? No dia a dia, observamos muitos varejistas evitando novas despesas. Estar vigilante é importante, afinal de contas deve-se manter o cofre bem seguro, mas é fundamental enxergar a diferença entre gastos e investimentos. Afinal: investimento significa retorno.

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Maranhão Pesquisa da Fiema revela que empresário maranhense encerra 2016 otimista

O

Índice de Confiança do Empresário Industrial do Maranhão (ICEI-MA), no mês de dezembro, aumentou 0,2 pontos em relação a novembro, atingindo a marca de 53,4 pontos. Isso demonstra que o empresário da indústria maranhense encerra o ano mais confiante. O estudo, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), foi aplicado entre 01 a 12 de dezembro. Tal pesquisa, elaborada em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu em dezembro um aumento significativo de 11,4 pontos, se comparado a dezembro de 2015. A análise confirmou o otimismo de todos os setores. Assim, tanto as indústrias da construção civil quanto as

30 /// Janeiro 2017

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de extração e transformação estão praticamente marcando valores acima dos 50 pontos (50,4 pontos e 54,8 pontos, respectivamente). Na contrapartida do cenário local, o índice brasileiro novamente ficou abaixo da média, em 48 pontos. Esse índice apresenta uma falta de confiança dos empresários, enquanto que o indicador do Nordeste também variou negativamente 3,7 pontos, caindo de 53,1 pontos para 49,4 pontos, o que demonstra certo receio do empresário frente à atual situação econômica do país. Expectativa – A pesquisa também apontou que as expectativas de dezembro continuaram com os mesmos índices de dezembro, registrando 58,5 pontos. Quanto às condições atuais das empresas, houve apenas 0,1 ponto

de elevação, o que indica uma tímida melhoria nos segmentos industriais. A maior elevação mostrada foi quanto à expectativa para os próximos seis meses em relação às empresas, que cresceu no geral de 60,0 para 60,7 pontos este mês. O indicador da pesquisa varia de 0 a 100. Os valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário, e esse dado é obtido a partir da ponderação dos resultados, referentes às condições atuais e expectativas dos empresários em relação à economia brasileira, ao estado e à própria empresa. Participaram da pesquisa empresas da Construção Civil e Indústrias Extrativas e de Transformação. Fonte: Maranhão Hoje


Mensagem

Mensagem de Paz É preciso ser perseverante Hebreus 12: 1 Ao meditar sobre as Escrituras, posso perceber que têm profundos ensinamentos, os quais levam o ser humano a conhecer o seu estado espiritual e a sua visão secular quanto à vida. Em nossa caminhada cristã, elas nos ensinam que - para termos sucesso - é preciso ser perseverantes. Ou seja: para sermos vitoriosos na vida, tornam-se necessários o foco e a constância. Assim, como empreendedores em 2017 - e para obtenção de resultados brilhantes - é preciso ser perseverante, criativo e focado. E mesmo sabendo que a economia do país está incerta, o empreendedor deve se manter motivado para os novos desafios. Por isso, diante de uma dificuldade, substitua o “não consigo” pelo “vou tentar outra vez”. Portanto, caro leitor, chame o sucesso para fazer parte de sua vida. Acredite no seu potencial criador, seja inovador, treine sua mente para vencer, estipule metas e, principalmente, lute por seus ideais. Pense nisso! Deus nos abençoe! Feliz 2017!

Por Pr. José Flávio 32 /// Janeiro 2017

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34 /// Janeiro 2017

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ANO 10. Nº 42 - JANEIRO 2017 - www.portalredebrasil.com.br

CEARÁ

CAFÉ COM CONVIDADO

MERCADO

VAREJO

Pedro Castelo Júnior fala sobre a história de sucesso da Cequip

Rede Uniforça realiza evento para apresentar resultados de 2016

Minimercado de vizinhança continua ganhando força no cenário varejista


Entrevista

Café com Convidado Pedro Castelo Júnior fala sobre a históriade sucesso da Cequip

A

equipe da Revista Nosso Setor, em parceria com o Hotel Meridional, recebeu Pedro Castelo Júnior, diretor comercial da Cequip Importação e Comércio. Referência no mercado nacional como “A Casa das Grandes Marcas”, a Cequip é representante de marcas como caminhões Vollkswagen e MAN, Tratores Massey Ferguson, implementos agrícolas em geral, máquinas de construção Randon e Liu Gong, óleo lubrificante Valvoline; atua, ainda, como revendedora de pneus das marcas Continental, 36 /// Janeiro 2017

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Arla e baterias Condor. Em entrevista, Castelo Júnior falou sobre a história de sucesso da Cequip ao longo dos 48 anos consolidados no setor. Ele também abordou assuntos como economia e desafios enfrentado s pela empresa em tempos difíceis para o país. RNS: A Cequip hoje é uma empresa consolidada no mercado e líder em vendas há mais de uma década no Ceará. Como começou essa história de sucesso? Pedro: A empresa foi fundada por

Maria Helena Carvalho e seus três filhos: Fred, Fran e Angélica, em meados de 1969, com o intuito de vender tratores agrícolas da marca Massey Ferguson, e também motores e produtos para irrigação. Atualmente é presidida por Fred Carvalho e três dos seus quatro filhos, Fredinho, André e Carol, uma equipe de líderes natos que sempre estão antenados com as necessidades do mercado. Com o passar dos anos, foram percebendo que havia a necessidade e capacidade de agregar


outras marcas à Cequip, como foi feito com a Vollkswagen e muitas outras. RNS: A Cequip atua em diversos segmentos do setor, como aconteceu essa expansão? Pedro: Nós procuramos sempre acompanhar as mudanças e novidades do mercado e aprendemos com a evolução do setor como um todo. Com isso percebemos a necessidade de ofertar mais produtos e serviços, tudo para a comodidade do nosso cliente, para que ele possa enxergar que nós sempre buscamos ter o que ele precisa. Então passamos a ter uma configuração de distribuição oferecendo pneus de todos os tipos para veículos de grande porte. Além disso, temos a exclusividade de revender a marca Valvoline, de óleo lubrificante. Somos distribuidores também de baterias, e mais um ramo que estamos atuando é na construção civil, entre outros serviços que oferecemos.

RNS: Como a Cequip superou as dificuldades do mercado durante esses anos de forte recessão econômica? Pedro: No nosso mercado, especificamente, as dificuldades surgiram com força desde o final de 2014. Então nós já ingressamos no ano de 2016 preparados para enfrentar os obstáculos, devido a superação dos anos passados. Toda crise é reveladora, seja positiva ou negativamente. Nós aproveitamos um momento de forte recessão do setor para inovar nossos serviços e criar novos horizontes. Além da abertura de duas lojas, fizemos uma grande reforma em nossa oficina, passando de 40 para 60 boxes de atendimento. Também temos um olhar muito voltado para a qualificação constante de nossos profissionais. Sem dúvida a tão temida “crise” nos tornou mais fortes e seguros em nosso ramo. RNS: Como você vê a Cequip como ambiente de trabalho? Pedro: Eu vejo a Cequip, acima de tudo, como uma grande escola. Nossos

diretores são pessoas que fazem toda questão de ter um tratamento simples e humanizado com cada membro da empresa. Nós temos funcionários com muitos anos de atuação, e tentamos mesclar a experiência desses profissionais com a jovialidade e garra dos que estão chegando. Acreditamos na troca de vivência que cada perfil pode ter com o outro. Nós aprendemos isso com nossos gestores e tentamos passar adiante. RNS: Quais as novidades que podemos esperar da Cequip para 2017? Pedro: Além da abertura de mais uma empresa do Grupo, com foco em Pneus de carros de passeio, vamos manter o foco em pós-venda, pois sem um serviço de qualidade na oficina, todo o esforço de venda é em vão. Iremos seguir o mesmo perfil de sermos especialistas no que nos propomos a oferecer para o mercado. Existe uma frase da nossa fundadora, Maria Helena, que retrata bem a nossa Filosofia: “Pé no presente, com olhar no futuro!”.

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Lançamento

Robinson Crusoe lança novo produto no mercado com um evento em grande estilo

P

ensando em atender esse novo público, a Robinson Crusoe desenvolveu porções do atum em latas de 80 gramas, embaladas em uma caixa display, desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro. Christiane Ferreira é Trade Marketing da Robinson Crusoe e fala que nos últimos anos a empresa percebeu o crescimento de mercado para o público com uma tendência “single”, com um shopper que vive em uma constate corrida contra o tempo, segundo ela, são um público muito exigente. “Esse público busca produtos prontos e saudáveis em porções menores. Também visam qualidade de vida, praticam atividades físicas e possuem uma rotina diária muito agitada”, explica Christiane.

Christiane Ferreira (Trade Marketing)

Ela também conta que foi um grande desafio lançar esse produto no mercado. “Este produto possui o melhor sistema de abertura do mercado com o exclusivo selo “abre fácil”. Temos enorme sensação de felicidade e de dever cumprido, pois honramos 38 /// Janeiro 2017

| Revista Nosso Setor

Santiago Fominaya (Diretor de Operações)

os nossos compromissos ao apresentamos o Atum Sólido em Óleo de Girassol. ”, finaliza. A primeira fábrica da Robinson Crusoe foi fundada em 2014, com capacidade para produzir 10 milhões de latas de pescado por mês. Está localizada em São Gonçalo do Amarante, Ceará, no porto de Pecém, um dos maiores do Brasil. O empreendimento, que exigiu investimentos de mais de R$ 20 milhões, é o resultado da associação da empresa cearense R&B Aquicultura com a Crusoe Foods do Brasil, do grupo espanhol Jealsa, um dos maiores produtores de conserva da Europa. Os equipamentos e processos da fábrica cearense são os mais modernos em atividade no País, assegura o engenheiro de pesca Fabiano Lima, um dos sócios brasileiros no empreendimento. “Estão transferindo tecnologia da Europa para o Brasil”, recorda. E complementa: 16 mestres espanhóis, sobretudo mulheres, estão no País treinando mão de obra local nas atividades requeridas pela fábri-

ca. Crusoé Foods, do grupo espanhol Jealsa-Rianxeira, é a primeira fábrica de pescados em conserva do Norte e Nordeste. Santiago Fominaya é o diretor de operações da Robinson Crusoe. Ele fala que a ideia de trazer marca para o Brasil e mais especificamente para o Ceará, foi devido à grande quantidade e qualidade do produto no Estado. “Em 2010 começaram os estudos e interesse pelo mercado brasileiro. Primeiro começamos com uma fábrica de sardinha e depois de atum. A qualidade do nosso produto, nos surpreendeu, é de fato um bom investimento. ”, explica Santiago. Ele também fala sobre a geração de empregos e concorrentes. “Somos muito realizados em poder gerar muitos empregos e sermos fortes contribuintes para a economia do Estado. Somos uma marca pequena ainda, mas não brigamos por concorrência, o que queremos sempre é oferecer um produto de qualidade com preço acessível. ”, Finaliza.


David Cavalcante (Diretor Comercial)

Com interesse, principalmente, no desenvolvimento da pesca do atum, a empresa investe em uma mudança nos hábitos do brasileiro, que não consome muito o peixe.

David Cavalcante, diretor comercial, conta que o da marca crescimento se deve a qualidade do produto. “Temos um processo europeu de produção diferenciado no mercado. Outro ponto muito forte que destaca nossa empresa é uma equipe de comercial muito bem treinada, eles são apaixonados pelo que fazem. ” A empresa dispõe de 20 distribuidores no âmbito Norte e Nordeste, entre outras em São Paulo e no Sul. Para 2017 estão com um forte planejamento da distribuição de Atum para o Sul e Sudeste e de Sardinha para o Nordeste, pois todo o atum pescado é consumido no Ceará, então precisam distribuir mais para outras regiões também. “O Ceará é um bom consumidor de sardinha enlatada. O consumo de atum ainda é pobre, mas a Crusoe vai fazer um grande trabalho para que o consumo aumente, pois, o atum pescado no litoral cearense é de ótima qualidade”, declara David.

Mercado brasileiro O grupo espanhol Jealsa, criado há 56 anos, está presente no Brasil desde 2010, com o propósito inicial de conquistar 20% do mercado brasileiro de pescado em conserva. No mundo, o faturamento do grupo de origem espanhola, segundo Javier Alonso, diretor geral da Crusoe Foods, é de US$ 1 bilhão por ano, 70% relacionado a pescado. De acordo com Javier Alonso, a primeira unidade de produção do grupo no Brasil foi implantada no Rio Grande do Sul e a segunda será a do Ceará. Ele destaca que no Ceará a empresa produz um enlatado “com uma abertura moderna e conveniente para o consumidor, conhecida por Solapin”. Para ele, o seu grupo tem constante preocupação com a inovação, para ofertar aos consumidores produtos “mais fáceis de consumir, mais nutritivos e mais saudáveis”.

Lançamento do novo produto Robinson Crusoe. Mais a seguir.

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Cobertura

Lançamento Atum Sólido em Óleo de Girassol

Vadeilton (Rede Uniforça)

Junior Novais (Compre Certo Supermercados)

Santiago Fominaya (Diretor de Operações Robinson Crusoe)

Victor Samuel (Secretário da Prefeitura de São Gonçalo) e filho

Levi Ximenes (Frangolandia), David Cavalcante (Diretor Comercial Robinson Crusoe) e José Ximenes (Frangolandia)

Christiane Ferreira (Gerente Trade Marketing) e Mariana Feitosa (Apresentadora Espaço VIP)

Ivanilson (Supermercado Pinheiro), David Cavalcante (Diretor Comercial RC), Claudio Gerardo e Jessica Costa (Gerente de Vendas JSB) e Diego Cavalcante (Coordenador de Vendas JSB)

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Brinde de abertura do evento

Equipe de degustação

Efigênio, José Maria Gonzalez e David Cavalcante

Rodrigo Barbosa, Ricardo Casella, David Cavalcante, Santiago Fominaya, Julio Leone e Miguel Olive

Marcelo Caldas (Agência Frog Live Marketing)

Equipe de garçons Barraca Santa Praia

Promotores de vendas Robinson Crusoe

Frederico Sobral (Supervisor de Vendas JSB) e esposa Gerardo e Jessica

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Cobertura

Victor Samuel (Secretรกrio da Prefeitura de Sรฃo Gonรงalo) e filho

Christiane Ferreira (Gerente Trade Marketing) e Mariana Feitosa (Apresentadora Espaรงo VIP)

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Premiação

Prêmio Mais Uniforça

O

prêmio “Mais Uniforça” é uma mais iniciativa que tem como objetivo, valorizar o trabalho dos fornecedores de produtos e serviços que se destacaram no crescimento e fortalecimento da Rede Uniforça durante o ano de 2016. Os destaques foram separados por categorias, onde um Comitê avaliou e uma empresa de consultoria deu o aval final. O evento foi realizado em grande estilo e contou com a presença de grandes nomes do setor. A Rede Uniforça recentemente superou seus resultados seguiu em disparada no ranking da Abras de 2016. Com um faturamento de 904,6 milhões, assumiu o segundo lugar no Nordeste. Uma das maiores centrais de negócios do estado do Ceará, a Rede já está há mais de 20 anos no setor e segue em uma direção contínua de crescimento ano após ano. Atualmente fazem parte da 44 /// Janeiro 2017

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Rede um grupo seleto de 35 associados que somam mais de 55 lojas. A filosofia de associativismo da Uniforça é investir no crescimento dos atuais componentes do grupo para que fortaleçam suas bases e possam expandir seus negócios cada vez mais dentro da Rede. Nidovando Pinheiro o atual presidente, fala sobre o evento. “É uma grande satisfação recebermos nossos fornecedores para podermos agradecer pessoalmente pelo ano de sucesso que tivemos. Temos muito orgulho dos fornecedores que temos conosco, pois realizam um trabalho diferenciado no mercado.”, conta Nidovando. O atual gestor da Rede Uniforça, Sérgio Bezerra, fala que o sucesso nos resultados de 2016 são reflexo do trabalho transparente que é realizado com seus fornecedores. “A sinceridade é nossa principal linha de comunicação com nossos

fornecedores, e a confiança é nossa base. Então, nada melhor do que valorizarmos quem caminha lado a lado conosco e homenagear quem esteve junto a nós durante todo o ano.”, finaliza Sérgio. Sérgio Bezerra e Nidovando Pinheiro


Paulo de Tarso (Três Corações), Nidovando Pinheiro (Supermercado Nidobox) e Ely Chaves (Três Corações)

Cicera Fialho (OL Indústria de papel), Climar Andrade (Êxito Supermercado) e Jairo Bezerra (OL Indústria de papel)

Liramarques Freitas (Freitas Supermercado) e Tomil de Sousta (Du Valle Frutas)

Valdeilton Vasconcelos (Santa Edwiges Supermercado) e Maurício Sleiman (DAG)

Edgar Marcucci (Cerealista Polisul), Lira Pinheiro (Super Baratão) e Aurélio França (Cerealista Polisul)

Chagas Saturno (BRF), Murilo Tavares (Super Carnauba), Leo Garcia (BRF) e Pedro Paes (BRF)

Niedson (Norsa Refrigerantes), Carlos Saraiva (Supermercado Saraiva), Orleans (Norsa Refrigerantes) e Carlos Romero (Norsa Refrigerantes)

Rede Uniforça

Gerardo e Jessica

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Premiação Campanha “Final De Ano Premiado” Da Rede Integrada

A

Rede Integrada finaliza o ano de 2016 com mais uma campanha de muito sucesso entre os parceiros. A campanha “Final de Ano Premiado”, teve início em outubro de 2016 com o intuito de alavancar as vendas e atingiu seu objetivo, houveram casos de fornecedores que ultrapassaram o dobro do seu faturamento. A premiação teve um total de três carros Ônix 1.0 no modelo Joy de cor preta, ano 2016/17, zero quilômetros e equipados com ar, direção elétrica progressiva e airbag. Os veículos foram avaliados no valor de 37 mil e 500 reais. Também foram disponibilizadas dez motos Honda CG 125 Fan KS, zero quilômetro na cor Vermelha com ano e modelo 2016. As motocicletas foram avaliadas no valor de 6 mil reais. Itamar de Souza é responsável pela

área de marketing da Rede Integrada e fala que 2016 foi um ano difícil para o mercado como um todo. Ele conta que mesmo com as dificuldades, os fornecedores não deixaram de acreditar e investir na campanha. “A campanha “Final de Ano Premiado”, foi baseada na realidade econômica do fornecedor, escutamos todos e propusemos algo que respeitava os limites do setor. ” Atualmente a Rede Integrada conta 126 lojas e 118 empresários. Os checkouts são de 3 a 12. Itamar conta que a Rede está passando por uma reformulação muito grande e que muitos planos começam a se concretizar em 2017. “Pretendemos unir todos os nossos parceiros em um grupo homogêneo. Temos muitos e grandes projetos para nossos associados neste ano, queremos

ter junto a nós aqueles que realmente estejam dispostos a somar. ”, finaliza. O primeiro passo da Rede Integrada já no início do ano foi a contratação de uma consultoria especializada em gestão de Redes, a empresa Gomes de Matos foi a escolhida. Rubens Crisóstomo, atual presidente da Rede, fala que a iniciativa já estava sendo estudada há bastante tempo. “Nós avaliamos a contratação da Gomes de Matos Consultoria, como um investimento para a Rede. Estamos trabalhando um novo modelo associação. ”, explica. Ele também conta que depois da associação montada, o próximo passo será proporcionar capacitação para todos nossos associados da Rede. Sobre a campanha, Rubens fala que de início o fornecedor ficou assustado com a proposta, mas após serem


apresentados os números e a logística da campanha, o que prevaleceu foi a confiança, que já existia durante todos os anos de trabalho desempenhado junto aos fornecedores. “Nós sempre nos mantivemos abertos e acessíveis para receber nosso fornecedor, tirar as dúvidas e apoiá-los em quaisquer decisões que fossem tomadas. Recebíamos todos constantemente para negociações e isso, sem dúvida, foi primordial para o sucesso da campanha. ”, finaliza Rubens.

“Pretendemos unir todos os nossos parceiros em um grupo homogêneo. Temos muitos e grandes projetos para nossos associados neste ano, queremos ter junto a nós aqueles que realmente estejam dispostos a somar.”

alizadas reuniões semanais para avaliar o processo. “Tivemos fornecedores que ultrapassaram o dobro do seu faturamento e muitos outros que conseguiram cadastrar seus produtos em algumas lojas que ainda não trabalhavam. ”, finaliza Girlania. O resultado de todo esse esforço foi bastante satisfatório. Rogério Mesquita ( JA Distribuidora) fala

Participantes da Campanha Final de Ano Premiado Rede Integrada:

Nordeste Distribuidora

Itamar de Souza Girlania Bandeira é uma gestora dedicada, já está há dois anos na Rede Integrada. Ela fala que a campanha foi uma das melhores da Rede, nos últimos anos. “A prova do sucesso da campanha é o número de cupons. Fizemos de tudo para aproximar nosso fornecedor e apoiá-los em tudo que precisavam. ”, explica a gestora da Rede. Uma das ações realizadas para aproximar o fornecedor durante a campanha foi a interação feita por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas. “Criamos um grupo no no aplicativo e colocamos também dois supervisores em cada loja, conferindo de perto o andamento da campanha e tirando as dúvidas. Estivemos ainda mais presentes na rotina dos associados. ”, Ela conta também que eram re-

sobre a participação na campanha: “Tivemos um certo receio de início, mas no decorrer da campanha realizamos um acompanhamento bem detalhado e muito presente com a participação da nossa equipe nas lojas. Temos uma equipe de vendas exclusiva para atender a Rede Integrada, sem dúvidas isso facilitou muito para que nós pudéssemos alcançar nossos objetivos. ”

Frosty Familiar

Pindorama

Montreal Janeiro 2017 | www.portalredebrasil.com.br

e também Pindorama, Frosty, Montreal, Familiar e

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Cobertura

Equipe M Dias Branco

Estande Revista Nosso Setor

Equipe Rede Integrada

José Itamar, Pedro Machado, Raimundo Ivan, Antônio Claécio, Antonio Vieira, José Rubens, Haroldo e Genilson

Estande

Girlania Bandeira (Gestora Rede Integrada)

José Rubens (Presidente Rede Integrada)

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Antônio Claécio Barbosa (Mega Rede), Gerardo e Jessica Raimundo Ivan de Araújo (Rede Sucesso) e Haroldo Benevides (Advogado)


Premiação Rede Integrada

Reginaldo Primo (JA Distribuidora) e Rogério Mesquita (JA Distribuidora)

Pedro Machado Sobrinho (Baratão Curió), José Cunha de Moraes (Resoluto) e Erica Souza (Resoluto)

José Rubens, Girlania Bandeira e José Itamar (Rede Integrada)

Sorteio

Sorteio

Premiação 1

Premiação 2

Gerardo e Jessica

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AGB INDÚSTRIA AGB INDÚSTRIA E COMÉRCIO E COMÉRCIO DE MÓVEIS DE MÓVEIS LTDA LTDA Av. Presidente Av. Presidente CostaCosta e Silva, e Silva, 2517 2517 | Mondubim | Mondubim Fortaleza/Ceará Fortaleza/Ceará - CEP: -60.761-190 CEP: 60.761-190


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16 2016 « www.portalredebrasil.com.br 52| MAIO/JUNHO /// Janeiro 2017 | Revista Nosso Setor


ANO 10. Nº 42 - JANEIRO 2017 - www.portalredebrasil.com.br

PARAÍBA

VAREJO

ECONOMIA

INDÚSTRIA

Redes de Supermercados oferecem descontos no material escolar

Turismo na Paraíba movimenta economia e varejo

Varejo paraibano cresce e se destaca no país


Varejo

Comércio varejista paraibano implanta

nota fiscal eletrônica

O

governo do Estado da Paraíba, por meio da Receita Estadual e Secretaria de Finanças, finalizou no início de janeiro o projeto de implantação da nota fiscal eletrônica para o consumidor em todo o comércio varejista. O calendário da obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor (NFC-e), iniciado em julho de 2015 com as empresas varejistas com faturamento acima de R$ 25 milhões ao ano, durou 18 meses e foi finalizado no dia 1º de janeiro. A migração para NFC-e foi paulatina, com a inclusão de diversos segmentos do varejo e de volume de faturamentos das empresas. Em março de 2016, a Secretaria de Estado da Receita comunicou aos contribuintes a antecipação da implantação do calendário de obrigatoriedade da emissão da NFC-e para segmentos do varejo para as empresas que faturam acima de R$ 3,6 milhões, iniciada em 1º de outubro, e o restante das empresas varejistas a partir de 1º de janeiro de 2017. Portanto, a partir de agora, todo o

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| Revista Nosso Setor

setor varejista paraibano vai passar a emitir a NFC-e, o que vai trazer menor custo na impressão para as empresas, mais agilidade e maior segurança aos clientes. Aliás, durante os últimos doze meses, o número de empresas varejistas na Paraíba que passaram a emitir, efetivamente, a NFC-e cresceu mais de 170%, passando de 3,5 mil estabelecimentos, em dezembro de 2015, para 9,4 mil em dezembro de 2016. A expectativa é que esse número alcance 25 mil empresas do varejo em 2017. Segundo as normas previstas em portaria em março de 2016 pela Receita Estadual, apenas os microempreendedores individuais (MEI) e as empresas varejistas com faturamento de até R$ 120 mil ao ano - desde que não realizem vendas no cartão de crédito - ficarão desobrigados da emissão da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica no Estado em 2017. Ela será apenas facultativa para esses segmentos. A implantação do novo serviço da NFC-e tem como objetivo reduzir os

custos das empresas varejistas com a dispensa do uso de impressora fiscal ECF (Emissor do Cupom Fiscal), pois cria a possibilidade de abrir novos caixas de pagamento com impressoras não fiscais. A flexibilidade de imprimir o cupom fiscal por qualquer impressora sem a obrigatoriedade de ser fiscal gera uma economia de 30% nos custos para as empresas varejistas. Já o consumidor, além da compra ficar mais simplificada, terá acesso aos documentos fiscais, que ficarão arquivados de forma eletrônica no Portal da SER-PB, aspecto que garante autenticidade de sua transação comercial e mantém a recuperação do cupom fiscal a qualquer momento. Ou seja, com a nova tecnologia, o consumidor passa a ter acesso à nota fiscal na hora que precisar, mas a empresa continua obrigada a imprimir em impressoras convencionais o cupom fiscal. Além disso, haverá maior transparência fiscal com a nova plataforma. Com o avanço mais rápido na implantação, entre as nove unidades de federação do Nordeste, a Paraíba lidera na região em volume de emissões de NFC-e no varejo, ultrapassando de janeiro até novembro de 2016 157 milhões de notas emitidas aos consumidores.


Mercado

Varejo paraibano cresce e é destaque no país

A

s vendas do comércio varejista da Paraíba fecharam o mês de novembro de 2016 com expansão de 11% sobre o mesmo mês de 2015. Essa é a maior taxa de crescimento do país, segundo informou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Na mesma comparação, o país registrou um tombo de 3,5% nas vendas. Apenas seis unidades da federação, incluindo a Paraíba, apresentaram resultados positivos - SC; RR; RS; PR e SE -, mas com índices bem abaixo do estado paraibano. Esse é o caso, por exemplo, de Santa Catarina, que ficou em segundo lugar na taxa de expansão no volume de vendas, com alta de 4,2%. É o segundo mês consecutivo positivo que o varejo paraibano na pesquisa do IBGE apresenta alta, mesmo o país atravessando um forte quadro de recessão econômica. Em outubro do ano passado, a Paraíba havia se destacado nas vendas do varejo nacional ao ter apresentado alta de 0,8% na comparação sobre o mesmo mês de 2015, o que representou a segunda melhor taxa entre as unidades de federação, enquanto o país havia amargado um forte recuo de 8,2% nas vendas. 56 /// Janeiro 2017

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Em relação ao desempenho sobre outubro, na série livre de influências sazonais, a Paraíba registrou também forte crescimento do varejo em novembro (3,8%), alcançando a segunda maior taxa de crescimento em todo o Brasil, atrás apenas de Tocantins (6%), que tem base mais fraca de comparação. A média da Paraíba ficou bem acima do país (2%) e dos estados do Nordeste como maiores taxas nesse tipo de comparação: Bahia (1,8%), Sergipe (1,4%), do Rio Grande do Norte (1,2%) e de Pernambuco (1%). No comércio varejista ampliado, que inclui além do varejo, veículos, motos, partes e peças de material de construção, a variação da Paraíba não apenas foi positiva, mas também expressiva, com alta de 3,2%, também a maior taxa do país, que teve na mesma comparação - de novembro de 2016 ante o mesmo mês de 2015 - queda de 4,5%. Além da Paraíba, apenas Roraima (2,9%); Rondônia (2,1%) e Paraná (1,6%) apresentaram índices positivos no comércio varejista ampliado. O desempenho de novembro reduziu fortemente a taxa negativa no acumulado do ano no varejo paraibano. As vendas acumuladas negativamente em 3,2% até o mês de outubro - nos onze meses até novembro do ano passado - caíram para 1,9%. Tal

aspecto deixa estados como a Paraíba e Minas Gerais (-1,5%) com as menores taxas de queda do país, ao lado de Roraima (1,2%), único com taxa positiva no ano. Já o país amarga uma forte queda de 6,4% em onze meses no volume de vendas.

Momento traz investimentos De olho no bom desempenho da economia paraibana, muitas marcas estão fazendo investimentos e gerando empregos. É o caso da Rede Carajás, que inaugurou no começo de janeiro deste ano a terceira loja do grupo. Isso surge como resultado de um investimento de aproximadamente R$ 70 milhões, com o empreendimento empregando 430 pessoas, sendo 95% dos funcionários do próprio estado. Em uma área de 32 mil m², com 11.200 mil m² de loja dividida em dois pavimentos, o estabelecimento vai comercializar cerca de 55 mil itens entre móveis, pisos, revestimentos, tintas, material elétrico, artigos para grávidas, roupas infantis e utilidades para o lar. A empresa já possui outras unidades em funcionamento nas cidades de Campina Grande, João Pessoa, Maceió e Arapiraca.


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Economia

Turismo na Paraíba movimenta economia e varejo

J

oão Pessoa está entre os 20 destinos preferidos dos brasileiros para aproveitar o verão. Os dados são de uma pesquisa inédita realizada pelo Ministério do Turismo, divulgada no final de dezembro de 2016. Ainda conforme a pesquisa, estima-se que mais de 73,4 milhões de viagens aconteçam no Brasil durante o período de férias - dezembro a fevereiro de 2017. A expectativa é de que essas viagens movimentem R$ 100 bilhões na economia. “Esses números comprovam que o turismo é uma das atividades econômicas mais resistentes da economia brasileira. Mesmo em um momento complicado, em que várias outras atividades tiveram queda na participação da economia, o turismo se mantém como um importante segmento econômico, gerando emprego e renda”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. Com várias praias paradisíacas e opções de lazer, o litoral paraibano é um dos destinos favoritos dos turistas durante o verão, o que impulsiona também a economia local. Um dos exemplos é a realização de eventos culturais como o Fest Verão Paraíba. Há 12 anos, o festival de música 60 /// Janeiro 2017

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atrai mais de 80 mil pessoas por ano, movimentando diversos setores da economia, especialmente o turismo e toda a sua cadeia produtiva. Bares, hotéis, restaurantes, supermercados, comércio e prestadores de serviços, como taxistas e guias, acabam se beneficiando do aporte de mais uma atração para o estado que traz gente de diversas cidades da região e, até mesmo, de estados vizinhos.

“É um importante projeto para o desenvolvimento do turismo (...) pois o trajeto será encurtado e realizado em menos tempo, o que, consequentemente, aumentará a movimentação de turistas” Selmo Lima É o que fala a designer de interiores Raissa Salles, que vem de Recife para curtir o Fest Verão pela primeira vez. “Eu queria muito aproveitar o

verão em janeiro e, analisando a proximidade em relação a outras cidades de Pernambuco e o fato de ter amigos em João Pessoa, essa foi a melhor escolha”. Raissa já adquiriu seu ingresso para o último dia de festival, quando se apresentam Ivete Sangalo, Gusttavo Lima, Simone & Simaria e Jota Quest. Ela diz ainda que o evento e a cidade são grandes atrativos. “João Pessoa tem muitas praias, belezas naturais. E o evento agrega ao verão da cidade.” E por já ter se consolidado como um dos maiores do Brasil e entrado para o calendário de programações fixas, o Fest Verão promove divulgação constante do destino da Paraíba na mídia de outros estados e países, o que ajuda a tornar o litoral desse estado ainda mais movimentado. Além disso, o evento se tornou o mais aguardado pelo público por trazer para a região paraibana a fórmula infalível da mistura de ritmos e gêneros, e com os principais nomes da música brasileira da atualidade.

Cabedelo e Lucena O Litoral Norte, onde acontece o festival musical, virou um destino disputado entre os visitantes. Assim, tendo Cabedelo e Lucena como os municípios mais movimentados, essa região espera ainda mais para os próximos anos, tudo devido à construção da ponte que liga as duas cidades, o que facilita também o deslocamento de quem está em João Pessoa, já que o transporte náutico não é suficiente. “É um importante projeto para o desenvolvimento do turismo, entre outros setores, pois o trajeto será encurtado e realizado em menos tempo, o que, consequentemente, aumentará a movimentação de turistas, sobretudo durante o verão”, explica Selmo Lima, presidente da Associação Amigos do Litoral Norte.


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Mercado

Redes de supermercados oferecem descontos no material escolar

J

aneiro é o mês em que os pais precisam separar uma parte do orçamento para comprar o material escolar dos filhos. E quem está com o orçamento apertado tem como alternativa o pagamento parcelado. Muitos hiper e supermercados oferecem a possibilidade de dividir as compras em parcelas que podem chegar a até 10 vezes no cartão. É o caso das lojas da rede Extra em Campina Grande e João Pessoa, as quais preparam uma campanha de volta às aulas, com variedade de produtos e ofertas válidas até 14 de fevereiro. A rede aposta em ofertas, como cadernos universitários a partir de R$ 4,69, mochilas escolares a partir de R$ 12,90, além de diversos artigos licenciados Disney® dos per-

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sonagens de carros, Frozen e Toy Story, além de itens como pacotes de papel sulfite, estojos, kits de lápis de cor, entre outros. Os clientes poderão parcelar os itens de papelaria em até dez vezes sem juros no Cartão Extra, e em quatro vezes sem juros nos demais cartões. Dividir as compras dos itens escolares também é possível em outros locais. No Hiper Bompreço, o material escolar pode ser parcelado em até 10 vezes com os cartões Hipercard e Walmart. Nos demais cartões, por sua vez, a divisão chega a cinco parcelas. Outro atrativo utilizado para manter os clientes são os itens próprios e exclusivos de cada loja. A Rede Bompreço, por exemplo, estima um aumento de 11% na compra de cadernos universitários em rela-

ção ao ano passado. Para isso, a loja tem apostado em sua linha própria, com cadernos a partir de R$ 4,90 e mochilas com valores a partir de R$ 12,90. A Le Biscuit apostou na ampliação da linha exclusiva LE, com preços mais baixos. Além do pagamento parcelado, outro atrativo para o consumidor são as campanhas promocionais. Sucesso da campanha de Volta às Aulas da rede Extra do ano passado, a Promoção Compre e Ganhe chega possui a seguinte mecânica: a cada R$ 30 em compras de produtos de papelaria Disney, os clientes ganham um vale-ingresso para assistir ao filme “Moana – Um mar de aventuras” no cinema. A promoção é válida até 14 de fevereiro ou enquanto durarem os estoques.


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PIAUÍ

ECONOMIA

INDÚSTRIA

INDÚSTRIA

Piauí fica em 21º em ranking de arrecadação em 2016

Piauí está entre os 10 melhores estados para constituir empresa

Empresa australiana se instala no Piauí para extração de ferro

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Emprego “O Brasil está descobrindo as potencialidades do Piauí.” Freitas Neto

Indústrias aquecem economia e geram

mais de 8 mil empregos no PI

O

setor industrial está demonstrando sua grande importância na economia do estado, segundo a Fundação Centro de Pesquisa Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro), a indústria já corresponde a 16,19% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. De acordo com o diretor desenvolvimento econômico da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), Freitas Neto, o crescimento do setor acompanha o ritmo de desenvolvimento do estado. “O Brasil está descobrindo as potencialidades do Piauí. Cabe agora a nós, empresários, governo e a sociedade divulgar e concentrar esforços para acabar com os gargalos que impedem o nosso crescimento”, afirma Freitas Neto. 64 /// Janeiro 2017

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Segundo o diretor, o reflexo deste crescimento pode ser visto na mineração no Sul do estado, onde há potencialidades econômicas de minerais encontrados no solo piauiense como mármore, amianto, ardósia, talco, vermiculita, ferro e gemas. “Outro setor de grande crescimento é o do agronegócio, na região do Cerrado. Cada vez é maior o número de investidores e indústrias que procuram se instalar na região”, informa Freitas. Ainda de acordo com a Fundação Cepro, o reconhecimento das potencialidades do Piauí e o apoio do Governo Estadual levaram a implantação, somente em 2012, do projeto de 34 indústrias que gerarão 1645 empregos diretos e 6473 indiretos, com investi-

mentos da ordem de R$ 223 milhões. Os dados mostram que indústria com atividade de beneficiamento de algodão instalada nos Cerrados, com investimentos de R$ 55 milhões e geração de 370 empregos e indústria de fabricação de tintas e vernizes em Demerval Lobão, com investimentos de R$ 26 milhões e geração de 100 empregos, são representativas da diversificação e crescimento do segmento industrial no Estado em 2012. A pesquisa também revela que o maior crescimento registrado ficou com o segmento da indústria da construção civil (indústria cerâmica e de material de construção), com crescimento de 24,4%. Fonte: Portal Sul do Piauí


Economia Piauí fica em 21º em ranking de arrecadação em 2016 No ranking do Nordeste, estado fica à frente apenas de Sergipe; arrecadação do Piauí corresponde a 0,45% do total nacional.

F

e acordo com o site Impostômetro, o Piauí arrecadou R$ 8,996 bilhões em impostos do dia 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano passado. A soma corresponde a apenas 0,45% do total da arrecadação nacional de 2016. Teresina arrecadou R$ 445,247 milhões no mesmo período. A cidade piauiense com maior arrecadação foi Parnaíba, com R$ 32,113 milhões pagos em impostos, seguida por Picos (R$ 17,018 milhões) e Bom Jesus (R$ 8,446 milhões). Entre os estados nordestinos, o Piauí ficou com a penúltima posição, à frente apenas de Sergipe. Os que mais arrecadaram foram Bahia

(R$ 60 bilhões), Ceará (R$ 34 bilhões) e Pernambuco (R$ 44 milhões) Apenas seis estados brasileiros arrecadaram menos que o Piauí: Roraima (R$ 2,09 bilhões), Amapá (R$ 2,11 bilhões), Acre (3,61 bilhões), Tocantins (R$ 5,65 bilhões), Rondônia (R$ 7,98 bilhões) e Sergipe (R$ 8,65 bilhões). Na outra ponta, São Paulo foi o estado que mais arrecadou no Brasil, R$ 751 bilhões, seguido por Rio de Janeiro (R$ 276 bilhões) e Paraná (R$ 111 bilhões). Todos juntos, os estados arrecadaram R$ 2 trilhões e 4 bilhões de reais em 2016. Fonte: Portal O Dia

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66 /// Janeiro 2017 66| | MAIO/JUNHO Revista Nosso Setor 2016 « www.portalredebrasil.com.br


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Indústria Piauí está entre os 10 melhores estados para constituir empresa

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Piauí é referência nacional quando o quesito é desburocratização de registro e legalização empresarial, figurando entre os dez melhores estados do país para se constituir empresas. À frente de estados com tradição em empreendedorismo e desenvolvimento econômico como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, o Piauí encerrou o ano em oitavo lugar como melhor estado do país. Estas informações são fornecidas pelo ranking Redesim produzido pela Receita Federal, que a nalisa os níveis de implantação da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) em cada unidade federativa. Entre os pontos analisados, o órgão federal pontua, por meio de porcentagem, o nível de implantação do sistema (40%), da consulta de viabilidade em cada município (20%), das inscrições tributárias (20%) e dos órgãos de licenciamento (20%). “No final do ano de 2015, o Piauí sequer era citado na listagem, no início do ano de 2016, o estado pontuava na décima segunda colocação do ranking. Hoje, nosso estado encontra-se entre as dez melhores unidades federativas para se constituir empresas. Uma evolução fruto de muito trabalho da Junta Comercial do Estado do Piauí e do governador Wellington Dias”, declarou Alzenir Porto, presidente da JUCEPI. Atualmente, 40 municípios piauienses estão integradas ao sistema Redesim através da plataforma Piauí Digital e a meta é que em 2017 mais 100 municípios sejam somados a este número. Há também a integração com vários órgãos de administração tributária, fiscalização e licenciamento. Dentre os vários benefícios de se ter um ambiente digital

está a menor burocracia, maior segurança e celeridade nos processos. Um ambiente desburocratizado oferece diversos benefícios como a redução da informalidade, diminuição dos altos custos sociais e econômicos da informalidade; aumento da produtividade; proporciona ganhos reais e imediatos ao Empreendedor, Setor Público e Sociedade. “O Piauí é um estado com grande potencial para o empreendedorismo e é nosso dever enquanto poder estatal fomentar o desenvolvimento. A JUCEPI, hoje, orgulha o estado, atingimos um patamar histórico com diferença de apenas seis pontos em relação ao primeiro lugar, se manter nesse lugar, exige um trabalho em equipe muito forte, mas estamos empenhados em servir melhor e superar esta posição”, finalizou a presidente. Redesim O Sistema Gerenciador da REDESIM (SigFácil) é uma solução web que faz a integração entre o Cadastro Sincronizado Nacional (CADSINC) e os diversos órgãos estaduais e municipais envolvidos no processo de abertura, alteração e baixa de empresas. Esta solução tem por objetivo disponibilizar na internet, um ambiente favorável que permita ao cidadão empreendedor, agilidade nos processos de formalização, legalização e manutenção da atividade empresarial, reduzindo a burocracia e otimizando o processo, evitando a duplicidade de ações e racionalizando os recursos disponíveis.

Fonte: Portal O Dia


Mercado Mercado do Parque Piauí ganhará reforma e ampliação

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Mercado Público do Parque Piauí em Teresina será reformado e ampliado. A informação é do novo superintendente da SDU Sul, Paulo Lopes, que já programou essa ação como uma de suas prioridades de início de gestão. Na mesma região, está sendo reformado o Mercado da Piçarra. A obra teve início pelo setor de alimentação, e recentemente também foi reformado e ampliado o Mercado da Vermelha. Segundo Paulo Lopes, durante este primeiro semestre de 2017, será concluído o projeto de montagem do Mercado do Parque Piauí. Em seguida, será feita a licitação para contratação da empresa. “Antes do final deste ano já teremos iniciado essa importante obra”, ressaltou. O superintendente lembrou ainda que durante este processo, o mercado continuará recebendo toda a atenção 70 /// Janeiro 2017

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da prefeitura. “Vamos, o mais rapidamente possível, fazer algumas ações emergenciais no local, melhorarando, na medida do possível, a limpeza, principalmente na questão do lixo produzido no mercado, entre outras coisas”, informou. Assim como na Piçarra e na Vermelha, no Mercado do Parque Piauí o projeto de reforma vai abranger todos os aspectos, desde o piso até o teto, passando pelas redes elétrica e hidráulica do prédio. Por sua vez, no mercado da Piçarra, um dos mais tradicionais de Teresina, a Prefeitura está investindo cerca de R$ 900 mil. Lá também todos os setores serão completamente renovados. Além dessas mudanças, será construída uma nova lixeira e melhorada a parte de acessibilidade. No local estão 26 permissionários na Praça de Alimentação, 50 no setor de

carnes, 10 na venda de vísceras, 28 de cereais e verduras. Já no Mercado da Vermelha foi investido aproximadamente R$ 1 milhão. O local ganhou uma nova praça de alimentação, e lá foram criados 21 boxes para a venda de comidas e lanches. O setor de carnes também ganhou uma ampla reforma, com a implantação de materiais modernos que facilitam a limpeza e conservação dos produtos. Da mesma forma no galpão, onde são comercializados frutas, verduras, confecções e artesanato. Fonte: Prefeitura Municipal de Teresina.


Novembro 2016 | www.portalredebrasil.com.br

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Indústria Empresa australiana se instala no Piauí para extração de ferro A Riverbank Resources deve gerar empregos no estado com a extração de minérios

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governadora em exercício do Piauí, Margarete Coelho, recebeu o proprietário da empresa australiana Riverbank Resources Mineração Ltda., Terry Streeter, para a assinatura de protocolo de intenções com o governo do estado. A empresa pretende investir na região a partir de estudos no município de Anísio de Abreu, com o objetivo de explorar minérios como ferro, titânio e vanádio. A Riverbank Resources é uma grande empresa que atua em projetos de mineração em território baiano, como nas cidades de Jacobina e Miguel Calmon. “No Piauí, deve se instalar com uma mina extratora e com uma siderúrgica, o que promete gerar emprego e renda para o nosso estado, com responsabilidade social e ambiental. É muito importante esse termo de compromisso, pois garante

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que o Governo do Piauí vai acompanhar a instalação desse projeto de perto e a empresa, por outro lado, se compromete em até 2018 estar instalada gerando os empregos que nós esperamos” explicou Margarete Coelho. De acordo com a Secretaria de Estado da Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, o Piauí possui duas grandes reservas de minério de ferro que abrigam, cada, uma faixa de um bilhão de toneladas do produto. Municípios como Curral Novo, Simões, Fartura, São Lourenço e Dirceu Arcoverde - esses três últimos na região de São Raimundo Nonato - também podem fornecer ferro, e já atraem siderúrgicas para o estado. “Já existem duas empresas trabalhando nessa área, e agora temos essa, com pesquisas bastante promissoras”,

afirma o secretário da Mineração, Luiz Coelho. Para ele, a empresa australiana traz o respaldo de um país referência na pesquisa e na exploração de minérios. “Se estão aqui é porque sabem o que estão fazendo, e o que o Piauí tem em seu subsolo um potencial de grande riqueza”, complementa o gestor. A expectativa do governo e dos setores que investem na extração mineral é de que iniciativas como esta se multipliquem com a conclusão da Transnordestina. A obra, com mais de 1.700 km de ferrovia, liga o município de Eliseu Martins, no Cerrado piauiense, aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, no Pernambuco. Fonte: Portal O Dia


90 anos. Neste período vimos muita coisa acontecer: guerra mundial, tivemos 8 papas e 20 presidentes, fomos 5 vezes campeões do mundo no futebol, fizemos grandes clientes, parceiros e amigos. Enfim, é muita história vivida a ser contada. E continuamos acreditando no nosso país, mantendo nosso lema: a melhor impressão é a que fica no coração de todos.

Desde 1926

85 3464.2727 | Fortaleza - Ceará | www.tiprogresso.com.br

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Educação

Aluno de Picos embarca para os EUA pelo

Programa Jovens Embaixadores

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inquenta alunos da rede pública de ensino do Brasil foram selecionados pela embaixada dos Estados Unidos para participar do Programa Jovens Embaixadores 2017. Os jovens seguirão até o início de fevereiro para Washington, depois irão - em turmas menores - para diferentes cidades americanas, onde se hospedarão em casas de famílias voluntárias. “Parece que foi ontem que estávamos aflitos esperando o resultado de quem seriam os Jovens Embaixadores 2017. Agora o meu sonho está apenas começando, chegou a minha vez! Our dream is gonna be true soon!”, afirma Jackson Manoel de Moura, estudante da Unidade Escolar Mário Martins, localizada na cidade de Picos. Assim, participarão de reuniões com autoridades do governo americano, líderes comunitários, visitarão escolas e projetos sociais, participarão de atividades de voluntariado e, como representantes da juventude brasileira nos EUA, farão também apresentações sobre o Brasil e nossa cultura. No fim da viagem, apresentarão planos de ação na área de voluntariado a terem implementação em nosso país. Sobre a experiência, comemora Jackson: “foi uma longa caminhada até aqui, foram dias, meses e, a cada nova etapa era uma nova aflição, uma nova espera e muita ansiedade, mas todo caminho difícil se torna suportável quando o Senhor caminha conosco. Agradeço também à minha família e amigos, por sempre me apoiarem e me incentivarem desde o começo”.

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O que é o Programa Jovens Embaixadores? Criado em 2002, o programa é uma iniciativa de responsabilidade social da Embaixada dos Estados Unidos, em parceria com os setores público e privado em ambos os países. Busca beneficiar alunos brasileiros da rede pública que sejam exemplos em suas comunidades em termos de liderança comprovada, atitude positiva, consciência cidadã, excelência acadêmica e conhecimento da língua

inglesa. O principal objetivo do programa é valorizar e promover o fortalecimento da educação pública por meio desses jovens, transformando-os em modelos. A experiência de ser um Jovem Embaixador oferece a esses excelentes estudantes a oportunidade de expandirem seus horizontes, ao mesmo tempo em que nos ajudam a fortalecer os laços de amizade, respeito e colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos. Fonte: Portal O Dia

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Revista Nosso Setor, ano 10 - n 42 Janeiro de 2017