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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007

MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA AS BIBLIOTECAS ESCOLARES DO CONCELHO DE FARO


Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007

Índice Introdução........................................................................................................................2 Manifesto da UNESCO...................................................................................................3 Tipos de Documentos.......................................................................................................4 Circuito Documental dos Documentos..........................................................................4 Tratamento Técnico........................................................................................................4 Difusão..............................................................................................................................5 Marcas Identificadoras...................................................................................................6 Precauções na Carimbagem...........................................................................................6 Carimbos..........................................................................................................................6 Etiquetas...........................................................................................................................7 Etiquetas para Material Audiovisual.............................................................................7 Etiqueta de Código de Barras.........................................................................................8 Etiquetas Especiais..........................................................................................................8 Abater Documentos.........................................................................................................9 Fontes de Informação (recolha)....................................................................................10 Abreviaturas...................................................................................................................10 Catalogação....................................................................................................................11 Catalogação do Fundo documental..............................................................................11 Cabeçalho....................................................................................................................11 Catalogação - Encabeçamento......................................................................................14 Obras de Colectividade Autor......................................................................................16 Exemplos de Fichas Bibliográficas Manuais...............................................................18 Catalogação UNIMARC...............................................................................................19 Campos de Preenchimento Obrigatório.......................................................................19 DocBase...........................................................................................................................20 Classificação ..................................................................................................................21 Sistemas ou Linguagens de Classificação...................................................................21 Classificação...................................................................................................................22 CDU – Classificação Decimal Universal....................................................................22 Indexação........................................................................................................................24 Diferentes Sistemas de Indexação...............................................................................24 Cota/ Assunto/ Descritores..........................................................................................25 Cotação...........................................................................................................................27 Elementos da Cota.......................................................................................................27 Arrumação.....................................................................................................................28 Inscrição de Leitores.....................................................................................................29 Empréstimo....................................................................................................................30 ANEXOS.........................................................................................................................31 Política de Descarte.......................................................................................................32


Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Introdução O presente Manual de Procedimentos foi elaborado pelo Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares da Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa, em parceria com as Bibliotecas Escolares pertencentes à Rede. O objectivo deste Manual é disponibilizar um instrumento de trabalho que sirva de guia para a execução das diferentes tarefas desenvolvidas nas Bibliotecas Escolares, contribuindo para a normalização/ uniformização dos métodos de trabalho assim como das operações levadas a cabo no tratamento documental. Naturalmente que cabe a cada responsável pela Biblioteca da escola decidir acerca da organização das mesmas, nunca perdendo de vista as necessidades dos seus utilizadores. Este documento não é considerado um documento definitivo, visto que deverá sofrer actualizações periódicas.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Manifesto da UNESCO Objectivos das Bibliotecas Escolares: • • • • • • • • •

Apoiar e promover os objectivos educativos definidos de acordo com as finalidades e currículo da escola; Criar e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida; Proporcionar oportunidades de utilização e produção de informação que possibilitem a aquisição de conhecimentos, a compreensão, o desenvolvimento da imaginação e lazer; Apoiar os alunos na aprendizagem e na prática de competências de avaliação e utilização da informação, independentemente da natureza e suporte, tendo em conta as formas de comunicação no seio da comunidade; Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às oportunidades que confrontem os alunos com ideias, experiências e opiniões diversificadas; Organizar actividades que favoreçam a consciência e a sensibilização para as questões de ordem cultural e social; Trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e pais de modo a cumprir a missão da Biblioteca; Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção da cidadania efectiva e responsável e à participação na democracia; Promover a leitura, os recursos e serviços da Biblioteca escolar junto da comunidade escolar e fora dela.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Tipos de Documentos As BE/CRE devem disponibilizar aos seus utilizadores um variado conjunto de suportes documentais. • Monografias Publicação vulgarmente designada por livros, e que se caracteriza pela sua unidade de conteúdo, completa num único volume ou se completada num número determinado de volumes. • Publicações Periódica ou Publicações em Série Publicações colectivas, com um título legalizado e que é editada a intervalos regulares, durante um determinado período de tempo e cujos fascículos se encadeiam cronologicamente uns nos outros ou em vários volumes. • Material Não-Livro ou Documento Não Textual Nesta designação incluem-se os documentos audiovisuais (cassetes vídeos, diaporamas, etc.), os documentos áudio (cd, cassetes áudio, discos, etc.), os documentos visuais (cartazes, mapas, fotografias, etc.) e os recursos electrónicos (cd-rom, dvd-rom). Circuito Documental dos Documentos Entrada Modos de Aquisição: • Compra • Oferta • Permuta Tratamento Tratamento Administrativo • Selecção • Aquisição • Registo • Carimbagem/Etiquetagem Tratamento Técnico • Catalogação • Classificação • Indexação • Cotação • Arrumação

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Difusão • Consulta local, Empréstimo • Catálogos, Bibliografias, Difusão Selectiva da Informação, Exposições, Boletins, etc. Registo É o procedimento através do qual os documentos são incorporados na colecção da Biblioteca. É um procedimento administrativo que torna os documentos propriedade da Biblioteca. Livro de Registo • Livro onde são registados, por ordem de chegada, todos os documentos adquiridos pela Biblioteca. Deste devem constar os dados significativos dos documentos (data de entrada, n.º de registo, autor/título, etc.) e por vezes outras informações consideradas de interesse para as instituições. • Todos os materiais, excepto as Publicações Periódicas, são registados, manualmente, no Livro de Registo; • Ao registar deve-se, obrigatoriamente, preencher os seguintes campos: data de entrada; o n.º de registo, o nome do autor e/ou título da obra, local de edição, data de edição, editor e a cota; • Cada documento, independentemente do seu suporte, possui um número único de registo, não receptível; • A numeração é contínua e iniciada em “1”; • Os n.º. de registo abatidos não devem ser reutilizados. Registo de Publicações Periódicas • • •

O registo das Publicações Periódicas faz-se em Kardex (anexo); O seu registo é feito sempre por ordem cronológica de aquisição; Como são obras que se adquirem por partes, atribui-se o mesmo n.º de registo a todos os números dum mesmo título.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Marcas Identificadoras Esta operação consiste na introdução de uma marca identificadora nos documentos da Biblioteca, marca feita com carimbo e/ou etiqueta. A carimbagem e a etiquetagem são feitas em zonas convencionadas pelos serviços e indicam a pertença desse material à instituição. Precauções na Carimbagem • • • •

O carimbo deve ser colocado com cuidado de modo a não prejudicar a leitura, ou ocultar informações relevantes, deverá por isso ser colocado nas margens ou cantos; Todo o material bibliográfico deve ser carimbado directamente, quando tal não for possível, deve-se colar uma etiqueta com o carimbo; Nas páginas que contém ilustrações, mapas e fotografias os carimbos devem ser colocados fora dos mesmos; Os mapas, gravuras ou cartazes levam o carimbo na parte posterior.

Carimbos Carimbo de “Registo de Entrada” • • •

Carimbo onde deve constar a identificação da instituição, o n.º. de registo, a cota e a data de entrada; Para os materiais impressos o carimbo deve ser colocado na página de rosto, no canto inferior direito; Nos materiais audiovisuais o carimbo deve ser colocado, em local visível sem ocultar as informações pertinentes, nos folhetos e capas que acompanham estes materiais. Quando tal não for possível os serviços deverão colocar uma etiqueta autocolante com o carimbo.

Carimbo de “Identificação da Instituição” • •

Neste carimbo deve constar apenas o nome da Instituição; Para os materiais impressos o carimbo deve ser colocado na última página numerada e noutra página impar previamente seleccionada (ex.:15).

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Etiquetas Etiquetas de “Cota de Lugar Têm como objectivo a arrumação e localização do documento na Biblioteca. A localização destas etiquetas pode diferir por tipo de material. Etiquetas para Material Livros • • • • •

Nela devem constar a identificação da instituição, a classificação CDU e as três letras do apelido do autor ou título; As etiquetas para os diversos temas são feitas em papel colorido, a cor identifica a classe CDU a que os documentos pertencem; Devem ser coladas sobre base de papel autocolante transparente e envolvida por capa de papel autocolante transparente (no caso de substituição da etiqueta não danificar os materiais); As etiquetas para as obras de literatura devem ser em papel autocolante de cor branca; As etiquetas devem ser colocadas na lombada, centrada, a 1 cm da margem inferior.

Etiquetas para Material Audiovisual • • •

Nos materiais audiovisuais (CDs e DVDs) devem ser colocadas na parte da frente das caixas, no canto inferior esquerdo; As etiquetas para os diversos temas são feitas em papel colorido, a cor identifica a classe CDU a que os documentos pertencem; Devem ser coladas sobre base de papel autocolante transparente e envolvida por capa de papel autocolante transparente (no caso de substituição da etiqueta não danificar os materiais);

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Etiqueta de Código de Barras Estas etiquetas têm como objectivo permitir a leitura do documento por código de barras, facilitando o empréstimo informatizado (quando este vier a ser disponibilizado): A localização destas pode diferir por tipo de material • •

Etiquetas pré-impressas em máquina própria; Nos materiais impressos, estas etiquetas deverão ser colocadas na contracapa, no canto inferior esquerdo, evitando sempre sobrepor em informações pertinentes;

Etiquetas Especiais Etiquetas de CD’s e DVD’s • • • • •

Têm por objectivo proceder à identificação destes materiais: A identificação é feita manualmente; Preenchimento com marcador de acetato preto (médio); Registo de dados é feito na face de leitura do disco, no centro interior, arco superior, escrever a Sigla da Escola e por baixo desta o n.º de registo; Etiqueta de identificação de bolsa – estes materiais devem se arrumados em bolsas próprias para o efeito. Nestas bolsas deve ser colocada uma etiqueta com o n.º de registo do documento. Esta deverá ser branca e colocada no topo esquerdo das bolsas.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Abater Documentos (ver Política de Descarte em anexo) • • • • • •

Um documento será abatido ao inventário 6 meses depois de confirmado o seu desaparecimento ou impossibilidade de recuperação por danos ou não retorno após empréstimo; Um documento será abatido imediatamente quando se comprovar o seu não retorno após empréstimo ou quando este tiver danos irreversíveis que impossibilitem a sua circulação; Um n.º de registo não poderá vir a ser utilizado por outro documento, mesmo após abatimento no livro de registo; Deverá ser adicionado no livro de registo, no campo das observações, uma nota a indicar essa ocorrência (ex. ABATIDO); Os documentos abatidos serão eliminados do programa de registo informático; O abate de fundos obsoletos necessita sempre da prévia autorização do executivo.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Fontes de Informação (recolha)  Ordem • • • •

Rosto ou seu substituto; Páginas preliminares ou colofão; O resto da publicação (p. ex.: capa, lombada, prefácios, etc., texto básico e seus anexos); Fontes externas (p. ex.: obras de referência, bibliografias, catálogos, etc,).

 Fontes principais •

Qualquer elemento retirado de outra fonte, que não considerada principal, deve ser registado entre parênteses rectos ou dado em nota.

Zona

Fonte Principal

1. Título e menção de responsabilidade

1. Rosto ou seu substituto

2. Edição

2. Rosto ou seu substituto, páginas preliminares ou colofão 3. Rosto ou seu substituto, páginas preliminares ou colofão 4. A própria publicação 5. De qualquer parte da publicação 6. De qualquer parte da publicação 7. De qualquer parte da publicação

3. Pé de Imprensa 4. Colação 5. Colecção 6. Notas 7. ISBN e modalidades de aquisição Abreviaturas

Certas abreviaturas são prescritas pela ISBD(M) para as descrições em alfabeto romano. Tais como: Zona 1, 2 e 6 et al. =et alii (e outros) Zona 4

s.l. s.n.

Zona 5

s.d. cm

=sine loco (lugar de ed., distribuição ou impressão desconhecido) =sine nomine (nome do editor, distribuidor ou impressor desconhecido) =sine data (sem data) =centímetros

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Catalogação É a operação documental que consiste na descrição dos elementos físicos de um documento e que permitem a sua identificação. Esta operação tem como objectivo recuperar a informação existente na Biblioteca. • • •

A operação de catalogação manual realiza-se utilizando as normas ISBD (descrição Bibliográfica Internacional Normalizada) emanadas da IFLA; As ISBD(M)(S) traduzidas e sintetizadas nas RPC (Regras Portuguesas de Catalogação); Na descrição por computador as ISBD aplicam-se em UNIMARC (formato internacional normalizado de entrada de dados legíveis por computador)

Descrição Bibliográfica Normalizada Tem como objectivo normalizar internacionalmente os procedimentos de descrição documental. •

As regras para esta descrição normalizada estão sintetizadas para as monografias nas Regras Portuguesas de Catalogação (RPC);

Catalogação do Fundo documental A catalogação realiza-se através do preenchimento de uma ficha bibliográfica manual ou informatizada, com os elementos retirados do documento que se está a tratar e de acordo com as normas ISBS. Cabeçalho Elemento da entrada ou da referência catalográfica, que é colocado em destaque, à cabeça da referência e que tem como objectivo permitir a ordenação alfabética. É o ponto de acesso. Pode ser constituída por rubricas simples ou outras. É constituído por um nome, uma palavra ou uma expressão, que introduz uma entrada bibliográfica que vai permitir a sua arrumação no catálogo. Deve utilizar-se sempre a ortografia actualizada, salvo nos casos consignados pelas RPC.

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Catalogação (cont.) Descrição ISBD Monografias Corpo da Entrada É constituído por um conjunto de elementos informativos/descritivos, as 7 Zonas da ISBD, que são colocados abaixo do cabeçalho e distribuídos por zona: • • • • • • • •

Zona do título e da menção da responsabilidade; Zona de edição; Zona de numeração; Zona do pé de imprensa (local, editora, data); Zona da colação (descrição dos dados físicos do documento, n.º de páginas); Zona da colecção (séries); Zona das notas; Zona do ISBN e formas de aquisição

Sinais de Pontuação e a sua aplicação segundo a ISBD Título propriamente dito = Título paralelo: outros títulos / Autor (autores principais separam-se por (,) Autores secundários por (;) . – Edição / Autores relacionados com a edição . – Lugar de Publicação : Nome do editor, Data de publicação . – Número de páginas : Ilustrações ; Tamanho (Colecção; n.º da colecção) ISBN: preço Descritores Notações sistemáticas (CDU)

Outros Elementos São registados na parte mais inferior da ficha • •

Cota – indicação para localizar o documento Notação sistemática – classificação do assunto do documento

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Catalogação (cont.) Descrição ISBD(S) Publicações em Série É constituído por um conjunto de elementos informativos/descritivos, as 8 Zonas da ISBD(S), que são colocados abaixo do cabeçalho e distribuídos por zona: • • • • • • • •

Zona do título e da autoria (colectividade, director, editor literário, redactor, proprietário); Zona de edição; Zona de numeração; Zona do pé de imprensa (local, editora, data); Zona da colação (descrição dos dados físicos do documento), n.º de páginas, n.º de volumes, altura; Zona da colecção (séries); Zona das notas; Zona do ISSN

Sinais de Pontuação e a sua aplicação segundo a ISBD (S) Título propriamente dito = Título paralelo: outros títulos / Autor (autores principais separam-se por (,) Autores secundários por (;) . – Numeração [só se preenche se soubermos o n.º 1 ex.: Vol., n.º 1 (Abril 1993)] . - Lugar de Publicação : Nome do editor, Data de publicação . – Número de páginas : Ilustrações ; Tamanho (Colecção; n.º da colecção) Notas bibliográficas [periodicidade, descrição baseada no n.º actual (mês e ano)] ISSN: preço Descritores Notações sistemáticas (CDU) Nas Publicações em Série os Cabeçalhos fazem-se pelo título em maiúsculas, seguido da localidade, e data do 1º fascículo (se não soubermos pomos uma data aproximada).

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Catalogação - Encabeçamento Determinação da “palavra de ordem” de acordo com a nacionalidade dos autores:  Autor português ou de país de expressão portuguesa: A palavra de ordem é o último apelido, com excepção dos nomes geográficos Ex. Castelo Branco, Camilo  Autor alemão: A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela as seguintes partículas, quando antecedem esse apelido: Ex.: Am; Aus’m ; Vom ; Zum; Zur

 Autor chinês A palavra de ordem é o primeiro nome: Ex.: Mao Tse Tung  Autor escandinavo A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela partículas que o antecedem: Ex.: De  Autor espanhol ou da América Latina, com excepção do Brasil: A palavra de ordem é o penúltimo apelido Ex.: Fraga Iribarne, José Garcia Marquez, Gabriel

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Catalogação – Encabeçamento (cont.)  Autor francês ou de origem francesa: A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela as as seguintes partículas, quando antecedem esse apelido: Ex.: La Fontaine Le Courbousier  Autor holandês ou belga de origem flamenca: A palavra de ordem é o apelido, mas constitui também parte dela a partícula a VER: Ex.: Ver Brummel, Hans

 Autor inglês: A palavra de ordem é o último apelido, mas constitui também parte dela a partícula que o anteceder

 Autor irlandês: A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela as seguintes partículas, quando ligadas a esse apelido ; Mac ou MC; De ou O’ Ex.: Mac Colvin, L. R. O’Neill, Francis  Autor italiano: A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela as seguintes partículas, quando antecedem esse apelido ; De; Da; Di; D’; Del; Della; Lo; La; Li. Ex.: D’Amato, Alfredo Di Steffanno, Mario

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Catalogação – Encabeçamento (cont.)  Autor suiço A palavra de ordem é o último apelido, mas constituem também parte dela as seguintes partículas: Vam; Zum; Tem; Den; Ter; Thor. Ex.: Van Wolk, L.J. Notas  Para determinação da palavra de ordem noutras rubricas especiais, tais como nomes de santos, papas, reis, membros de ordens religiosas,etc., consultar as Regras Portuguesas de Catalogação (RPC);  As obras com mais de três autores são consideradas obras anónimas e a sua entrada faz-se pelo título;  As obras cuja responsabilidade pertença a um coordenador ou editor literário também têm a entrada principal pelo título. Obras de Colectividade Autor • Colectividades Independentes (Fundações, Grémios, sindicatos, Institutos, Empresas, Bancos) Ex.: Fundação de Serralves; Montepio Geral • Colectividades Dependentes (Desde que não sejam organismos oficiais de carácter nacional ou local) Cab.: SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO CENTRO. Departamento de Gestão Desc.: Departamento de Gestão do Sindicato dos Bancários do Centro

• Organismos oficiais de carácter nacional (Ministérios, Secretarias de estado, Direcções Gerais, Assembleia, Supremo Trib., Trib. Constitucional) Ex.: FRANÇA. Ministére des Affaires Ètrangers Cab.: PORTUGAL. Direcção Geral de Finanças. Centro de Documentação Desc.: Centro de documentação da Direcção Geral de Finanças

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Obras de Colectividade Autor (cont.) • Organismos internacionais (ONU, FAO, UNESCO, CEE) Ex.: FAO e não Food and Agricultural Organization

• Colectividades ocasionais (Congressos, Colóquios, Conf., Jornadas, Encontros) CAB.: CONGRESSO INTERNACIONAL DE GESTÃO, 3º, Faro, 8-15 Jun. 2006 DESC.: Actas/do 3º Congresso Internacional de Gestão CAB.: EXPOSIÇÃO DE ARTE RUPESTRE, 5º, Coimbra, 23-28 Mai. 06 DESC.: Catálogo/da 5ª Exposição de Arte Rupestre •

Textos religiosos básicos (Bíblia, Alcorão)

CAB.: BIBLÍA. A.T. Livro dos Salmos DESC.: Os salmos de David CAB.: BIBLÍA. DESC.: O mais belo livro do mundo

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Exemplos de Fichas Bibliográficas Manuais

Ficha Bibliográfica Monografia SEQUEIRA, Maria de Fátima Formar leitores : o contributo da Biblioteca escolar/Maria de Fátima Sequeira. – Lisboa : Instituto de Inovação Educacional, 2000. - 90 p. (Temas de investigação; 14) ISBN 972-783-007-2 : 1000$ Bibliotecas escolares /Leitura/Biblioteconomia CDU:027.8 COTA: 027.8 SEQ BMF 48751

Ficha Bibliográfica Publicação em Série APRENDER A OLHAR. Lisboa, 2002Aprender a olhar/ prop. Instituto Português do Livro e das Bibliotecas ; dir. José Gabriel Campelo . -N.º 1 (Jun/Jul. 2002)- - Lisboa : Firmamento, 2002-. -il. Bimestral Contos/ Jogos / Literatura Juvenil CDU: 82-93 COTA: P00611

A ficha bibliográfica funciona como o Bilhete de Identidade do documento e serve para o identificar

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Catalogação UNIMARC UNIMARC – Formato Marc Universal para dados lidos em computador  O formato Marc permite o tratamento electrónico de dados bibliográficos, o que torna possível a entrada destes dados no computador baseados nas ISBD. Este formato normaliza o registo de dados, tornando possível ao troca de registos, de dados, a nível nacional e internacional;  Independentemente do Programa Normalizado utilizado por cada Biblioteca escolar (Porbase, Docbase, Bibliobase, etc.) existe sempre o formato onde corre esse programa. O UNIMAR é o formato normalizado a nível internacional através da ISSO 2709.  O principal objectivo deste programa é facilitar a troca de dados bibliográficos em forma legível por computador Ao catalogarmos em UNIMAR estamos a criar os vários catálogos (Autores, Títulos, assuntos, etc.). Campos de Preenchimento Obrigatório  Campos da Responsabilidade Intelectual/Autoria: Objectivo: Registar o nome dos responsáveis intelectuais, permitindo pontos de acesso.

 Campos da Descrição Bibliográfica: Objectivo: Transcrever dos documentos toda a informação descritiva tal como se encontra no documento, de acordo com as ISBD (Título, Autor, Edição, Editor, Data, n.º. De páginas, etc.).  Campos de Assuntos e Sistemas de Classificação Objectivo: Registar os dados que permitam a recuperação por assunto do documento que está a ser catalogado (Descritores, CDU).  Campos de Informação Codificada (UNIMARC) Objectivos: Registar informações sobre o documento do ponto de vista formal e também do seu conteúdo, numa forma codificada, que vai permitir o acesso e a troca de elementos sobre o documento (O tipo de registo, o nível bibliográfico, códigos de audiência, etc.)

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 DocBase  Antes de proceder à catalogação das monografias deve verificar na base bibliográfica se o exemplar em causa já existe. No caso de existir um exemplar idêntico não deve abrir um registo novo no DocBase, mas apenas acrescentar exemplar. Assim, posicione-se no campo da cota e copie a cota do exemplar já existente, com excepção do número de inventário.  No caso de se verificar um mesmo título, mas com a data de edição diferente, aí deve abrir um novo registo – MFN.(A aplicar só no caso de haver uma diferença significativa entre as datas de edição de exemplares iguais).  Para apagar um registo clique sobre a opção registo no menu de tarefas. A seguir opte por apagar e escolha apagar todos os campos. Por último, no campo do título, na página da descrição bibliográfica, escreva preencher e depois grave.  Para criar um novo registo clique sobre o ícone criação de registos.  Para ordenar descritores por ordem alfabética: seleccione os descritores, clique sobre utilitários na barra de tarefas, seleccione ocorrências e por, último, ordenar de A-Z.  Consoante o tipo de documento a ser catalogado, a página onde são inseridos os dados também deve ser alterada. Assim, para ter acesso aos diferentes formatos deve seleccionar o modelo pretendido.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Classificação A Classificação é a operação documental que consiste na descrição do conteúdo de um documento, por forma a determinar o seu assunto principal. Após determinado o assunto, atribuímos um índice (código) que corresponde a uma classe de assuntos. Esta fase do tratamento documental é feita com o auxílio de uma linguagem de classificação. É esta operação que permite informar quais as obras que a Biblioteca possui sobre determinado assunto. Sistemas ou Linguagens de Classificação São linguagens documentais, convencionais ou artificiais, que são utilizadas em bibliotecas, para descrever de forma controlada, o conteúdo de um documento, com o objectivo de recuperar a informação, mas tendo em vista a arrumação dos mesmos. Existem várias linguagens de classificação. •

Os documentos são classificados segundo a Classificação Decimal Universal: Tabela de Autoridade (CDU), edição de 2005 da Biblioteca Nacional.

Orientações Práticas: • • •

A notação deverá incidir sobre o conteúdo principal da obra As notações devem ser construídas sob o princípio da simplicidade, mas sem descurar a objectividade; Utilizar auxiliares (de forma, lugar, tempo e língua)

Auxiliares a Utilizar Descrição Lugar

Auxiliar

Tempo

(469) (4) “19”

Língua

=134.3

Forma

(038)

Aplicação História de Portugal História da Europa Século 20 Indica que o documento está escrito em português Indica que é um Dicionário

Nota: Esta lista constituí apenas uma indicação dos auxiliares a utilizar pela Biblioteca

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Classificação CDU – Classificação Decimal Universal A Classificação Decimal Universal (CDU) é um esquema internacional de classificação de documentos. Baseia-se no conceito de que todo o conhecimento pode ser dividido em 10 classes principais, e estas podem ser infinitamente divididas numa hierarquia decimal. Características: • •

É universal (abarca todos os ramos do conhecimento); É extensível (é susceptível de adaptações e ampliações, mas sempre respeitando);

É hierárquica (devido à sua disposição lógica cada categoria subdivide-se em várias outras, apresentando o conhecimento em ordem decrescente);

É internacional (o seu sistema de notação decimal elimina as barreiras linguísticas) As principais divisões da CDU são: 0 - Generalidades. Informática. Cultura. Imprensa. 1 - Filosofia. Psicologia. 2 - Religião. 3 - Economia. Direito. Política. Educação. Usos e Costumes. 4 - Classe desocupada 5 - Matemática. Física. Química. Zoologia. 6 - Medicina. Tecnologia. Engenharia. Agricultura. 7 – Arte. Arquitectura. Pintura. Música. Jogos. Desporto. 8 – Linguagem. Linguística. Literatura. 9 - Geografia. Biografia. História. Os documentos são classificados de acordo com o assunto principal que determina a cota que lhes é colocada na lombada e são arrumados na estante com o número de classe atribuído, além das três primeiras letras do apelido do autor ou do título.

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Indexação A Indexação é a operação documental que consiste na selecção de termos que melhor representam o conteúdo dos documentos com o objectivo de obter uma descrição mais precisa do mesmo. É uma operação de descrição interna, que tem como objecto o conteúdo intelectual dos documentos que são expressos por meio de termos de indexação pertencentes a uma ou várias linguagens documentais. Etapas da Indexação • • •

Análise do documento para extrair o seu conteúdo; Escolha dos conceitos principais; Selecção, dentro da linguagem documental escolhida, dos conceitos que exprimem o seu conteúdo sem ambiguidades.

Diferentes Sistemas de Indexação • • •

Indexação por Assuntos - listas de encabeçamento por assunto; Indexação por Palavra-Chave – é a indexação em linguagem livre, sem recurso a vocabulário controlado. A partir do texto de um documento extraem-se os termos relevantes que podem ser simples ou compostos – as palavras-chave; Indexação através de Descritores – o descritor é o termo retirado directamente de um thesaurus (Lista estruturada de conceitos, descritores e não descritos, que tem como objectivo representar de uma forma unívoca o conteúdo dos documentos)

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Cota/ Assunto/ Descritores CT ASSUNTO 004 Informática 030 Enciclopédias e Dicionários 030 Aprender Inglês 030 Aprender Francês 070 Imprensa 1 Filosofia. 159.9 Psicologia 17 Ética e Moral 2 Religião 2 Mitos 30 Casa e Família 30 37 39 502 51 51 52 55 55 56 572 58 59 59 59 59 59 59 59 611 611 611 613 62 62 62

DESCRITORES Informática / Computadores/ Internet Enciclopédia / Dicionário Aprendizagem / Língua Inglesa Aprendizagem / Língua Inglesa Imprensa/ Jornalismo/Jornais Filosofia./ Filósofos Emoções / Sentimentos/Psicologia Ética / Moral / Valores Religião / Bíblia / Natal / Presépio Mitos/ Mitologia Casa / Família / Vida Social/ Educação Cívica Profissões Trabalho / Profissões Educação Educação/ Métodos de ensino Usos e Costumes Usos e Costumes/Tradições/Vestuário Meio Ambiente / Protecção da Planeta Terra / Natureza / Protecção da Natureza/Poluição Natureza / Poluição/Protecção da vida animal/Educação ambiental Matemática Matemática/ Formas Geométricas As Horas Horas Astronomia Astronomia/ Estrelas/ Planetas/ Universo Ciências da Terra/Planeta Terra Planeta Terra / Natureza Estações do Ano Planeta Terra / Estações do Ano/ Clima Origem da Vida Origem da Vida/ Fósseis Antropologia Origem e Evolução do Homem Botânica Plantas/ Árvores/ Flores Animais Selvagens Animais / Animais Selvagens Aves Animais / Aves Animais da Quinta Animais / Animais da Quinta Animais Domésticos Animais / Animais Domésticos Insectos Animais / Insectos Animais Marinhos Animais / Animais Marinhos Dinossauros Animais / Dinossauros Anatomia Corpo Humano/Ossos Os cinco sentidos Corpo Humano / Órgãos dos Sentidos Como nascem os bebés Corpo Humano / Educação Sexual / Nascimento Higiene, Saúde e Segurança Corpo Humano / Higiene / Saúde / Segurança/Prevenção Rodoviária/ Prevenção de acidentes À Descoberta da Ciência Ciência / Desenvolvimento Tecnológico As cores Cores Invenções Ciência/ Desenvolvimento Tecnológico/

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Invenções Transportes Meios de Transporte Agricultura Agricultura/

CT 641 7 72 74

ASSUNTO Alimentação / Receitas Arte em geral Arquitectura Actividades criativas

75 78 791 792 794

Pintura Música / Canções Filmes de animação Teatro Jogos

796

Desporto

8 811(038 ) 81 82-1

Iniciação à Leitura Dicionários de Línguas

82-2 82-3

Teatro Ficção

82-34

Literatura popular

82-84

Literatura oral

82-93 908 91 91(469) 929 910 94 94(469)

Banda desenhada Monografias Geografia Geografia de Portugal Biografias Explorações e Viagens História História de Portugal

Gramática Poesia

DESCRITORES Alimentação / Culinária Arte/ Artistas Arquitectura/ Cidades Desenho/ Trabalhos artísticos/ Trabalhos Manuais/ Actividades para crianças Arte/ Pintura Música/ Música para crianças Desenhos animados/ Filmes Arte / Teatro Infantil Jogos Educativos/ Jogos de Raciocínio/Acrescentar o nome do Jogo (xadrez, damas, etc.)/ Opostos Desporto / Acrescentar o nome da Modalidade Desportiva Leitura / Aprendizagem da leitura / Escrita Dicionário/ Língua (indicação da língua) Gramática (indicação da língua) Literatura (portuguesa/estrangeira) / Poesia Literatura portuguesa/estrangeira)/ Teatro Literatura (portuguesa/estrangeira)/ Literatura infantil Contos tradicionais/ Lendas/ Mitos/Fábulas Literatura popular /Adivinhas/Lengalengas/Trava-Línguas/ Provérbios/ Fábulas Banda desenhada Monografia / Viagens Geografia / Exploração da Terra Geografia/ Portugal Biografia Descobrimentos/ Viagens Pré-História/ História Universal História de Portugal

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Cotação Termo utilizado para designar as notações tipográficas, constituídas por letras e/ou números, que permitem encontrar um documento nas estantes. Estas notações são inscritas em etiquetas que se colocam nos documentos com o objectivo de permitir e facilitar a arrumação física dos documentos. Elementos da Cota • • •

Sigla da Biblioteca; Notação numérica CDU; As três primeiras letras do apelido do autor (ou do título na falta daquele, ou nos casos previstos pelas RPC)

Propostas de Cota : • • • • • •

Para os assuntos, material impresso ou audiovisual, a cota é impressa em papel colorido (ver tabela); Na literatura a cota é impressa em papel branco; Quando o tema é literatura deverá aparecer a indicação se o autor é português(P) ou estrangeiro (E); A abreviatura de Banda Desenhada deverá aparecer na cota(BD) Os materiais audiovisuais devem ter a indicação do tipo de material (CV, CDR, DVD, etc.); Os periódicos devem levar na cota a letra P, seguida da numeração sequencial de entrada.

Exemplos de Cotas: •

Cotas para Monografias

 

82-3(P) – Literatura portuguesa 82-3(E) – Literatura estrangeira BD/82-93 – Banda desenhada

Cotas para Material não livro

 

CV/51 – Cassete vídeo CDR/51 – cd-rom

Excepções: •

Cotas para Biografias

Na cota surge o biografado e não o autor da biografia: Explo.: • 929 JUL (Biografia de Júlio César)

Cota dos Periódicos 

P/00001 - Periódico

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Arrumação A forma de arrumação dos documentos numa Biblioteca depende do espaço, do tipo de Biblioteca e do tipo de documentos (monografias, periódicos, material não-livro, etc.). • Numa Biblioteca de livre acesso, os documentos devem ser dispostos nas estantes de uma forma lógica, segundo os assuntos que versam, com uma classificação previamente definida.; • Em cada estante os livros arrumam-se da esquerda para a direita, de cima para baixo; • Os livros colocam-se verticalmente; • Nas salas de livre acesso deve-se proceder à sinalização das prateleiras e devem existir explicações esquemáticas, em lugares visíveis, dos critérios de arrumação utilizados pela Biblioteca de forma a permitir aos utilizadores acederem de forma rápida aos documentos. Aspectos a ter em Atenção • • • • • • •

Diferença entre as monografias e periódicos; As publicações periódicos são arrumadas por ordem alfabéticas dos títulos; Na arrumação, segundo a CDU, deve-se ter em atenção a ordem alfabética (autor ou título); Os livros do mesmo autor (por ex. na Literatura) devem ficar sempre juntos, ordenando-se por ordem alfabética de títulos; Quando existem colecções numeradas estas devem ser ordenadas também por volumes e estes arrumados por ordem crescente; Deve-se proceder à arrumação diária dos documentos; Os Materiais Não-Livro que versam um assunto específico arrumam-se nas prateleiras junto dos livros do mesmo assunto, e ordenados da mesma maneira ou em caixas próprias para o efeito.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Inscrição de Leitores Podem ser leitores inscritos todos os alunos da escola, todos os docentes e os restantes funcionários. A inscrição é feita mediante o preenchimento de uma ficha onde devem constar os dados do utilizador. Inscrição de Alunos: • •

Preenchimento de uma ficha de inscrição com os dados do aluno e do encarregado de educação (que se responsabiliza pelos materiais); 1 fotografia a cores (actualizada)

Inscrição de Professores: • •

Preenchimento de uma ficha de inscrição com os dados do docente; 1 fotografia a cores (actualizada).

Inscrição de outros funcionários: • •

Preenchimento de uma ficha de inscrição com os dados dos funcionários; 1 fotografia a cores (actualizada).

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Empréstimo A Biblioteca fornece um serviço de empréstimo domiciliário aos seus utilizadores. Todos os materiais da Biblioteca são passíveis de ser requisitados, excepto as Obras de Referência e os Materiais Audiovisuais. O empréstimo é feito mediante a apresentação do Cartão de Leitor. O Cartão de Leitor é pessoal e intransmissível, só o próprio o pode utilizar para requisitar os documentos. Empréstimo

Alunos

Documentos/ Quantidade Livros (2)

Emp./Dias

8 dias

Renovação

Sim (8 dias)

Professores Livros (2) Outros Funcionários

Sim (5 dias)

Audiovisuais (1)

3 dias

Sim (3 dias)

Livros (2)

5 dias

Sim (5 dias)

Empréstimos Especiais Empréstimo Inter-Bibliotecas (Escolas/Associações/Outras Bibliotecas) Não são emitidos cartões de Leitor em nome de instituições. As instituições que estiverem interessadas em usufruir dos serviços de empréstimo da Biblioteca podem fazê-lo no âmbito do Empréstimo Inter-Bibliotecas. Para o efeito devem: • Enviar os pedidos por escrito (através de fax, correio ou pessoalmente) dirigidos ao coordenador da Biblioteca; • No pedido deve constar os dados identificativos da instituição e a indicação de todos os documentos pretendidos; • Após a aprovação, os interessados poderão levantar os documentos. Empréstimo Inter-Bibliotecas

Documentos/ Quantidade

Emp./Dias

Renovação

Livros (5)

5 dias

Não

Audiovisuais (3)

3 dias

Não

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007

ANEXOS

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007 Política de Descarte Justificação: Todas as Bibliotecas necessitam de retirar periodicamente das suas estantes alguns documentos da sua colecção que deixaram de cumprir a sua função junto dos utilizadores ou se encontram num estado grave de deterioração. Esta tarefa porém deve ser executada de forma cuidada e criteriosa, nunca executada de forma subjectiva e de improviso. Deve-se ter sempre presente os critérios que regem todas as bibliotecas e também os critérios que correspondam às características particulares de cada uma delas. As colecções são construídas ao longo dos anos e normalmente a sua construção baseia-se em critérios bem definidos e coerentes com a política da instituição. Por isso não devemos desmembrar as colecções sem analisar as consequências que estas podem trazer à instituição e aos seus utilizadores. Também não nos podemos esquecer que toda a colecção das bibliotecas se encontra inventariada e registada, de maneira que o seu descarte, transferência ou qualquer outra forma de exclusão por razões válidas deve ser registada como desincorporação em todos os instrumentos de controlo que a Biblioteca possui.  Política de Descarte As Bibliotecas são organismos dinâmicos que estão em crescimento contínuo, existindo por isso partes da colecção que vão deixando de ser usadas com a mesma regularidade e que se tornam obsoletas devido às rápidas mudanças e aos progressos científicos. Por isso, todas as bibliotecas devem dotar-se de uma Política de Descarte, que funcionará como um modo de selecção negativa, ou seja, que sirva de contrapeso à contínua entrada de novos fundos na colecção, evitando que a longo ou médio prazo, uma quantidade significativa de documentos, sem utilidade ou de pouca utilidade, impeçam o acesso a novos documentos e a nova informação, além de que ocupam um espaço físico, que é normalmente escasso nas bibliotecas. Assim, o descarte deve passar a ser uma operação que a Biblioteca deve realizar periodicamente, de forma a favorecer a acessibilidade, e a inclusão de novos documentos nas suas colecções. O descarte é também uma actividade que nos permite avaliar as colecções, de forma a dispormos dos recursos que por várias razões não são úteis para os nossos utilizadores. De certa forma o descarte é o preço que as Bibliotecas têm de pagar devido às suas limitações de espaço e também devido ao crescente desenvolvimento do conhecimento humano.

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Manual de Procedimentos para as Bibliotecas Escolares do Concelho de Faro 2007  Conceito de Descarte Entende-se por Descarte, a remoção de uma unidade da colecção activa de uma Biblioteca, com o objectivo de desincorporá-la da colecção de forma definitiva ou para arrumação em depósito.  Critérios Gerais: Os seguintes critérios gerais guiam o Descarte das colecções nas bibliotecas: •

Livros ou outros materiais que não correspondem aos temas e assuntos definidos nas Políticas de Aquisições;

Informação não actualizada e sem valor histórico;

Documentos em mau estado de conservação e cujo valor não justifiquem a sua reparação;

Exemplares duplicados;

Materiais da colecção sem uso ou com baixos índices de utilização (dados avaliados através do empréstimo);

Quando existirem edições mais recentes na Biblioteca que substituem as edições anteriores;

Documentos que carecem de utilidade presente e futura para os utilizadores;

Números soltos de revistas ou publicações periódicas que cumpram os anteriores critérios.

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Manual de Procedimentos  

Documento de apoio

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