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Itabuna-BA, 06 de dezembro de 2017

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Opinião

Rui pede mobilização do Nordeste

Cláudio Zumaeta Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA) Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus. Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

O caminho para a felicidade Se não há amizade, não há razão para ser feliz. Se não há amizade nada importa. A amizade é o caminho para a felicidade. Todos os momentos vividos, ou por se viver, foram ou serão inúteis sem a amizade como guia... O filósofo alemão, Nietzsche (18441900), disse: “alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento – assim se faz um amigo”. Este é, precisamente, o ponto central: é “fácil” sofrer com o sofrimento do amigo, contudo, nem sempre alegramo-nos com a sua alegria, sendo mais comum a inveja. Se, no entanto, a amizade é verdadeira, e imensurável, sendo parte do nosso jeito de viver, amar e perceber a vida, então, nos sentiremos felizes com a felicidade do nosso amigo. Outro grande filósofo, o francês Voltaire (1694-1778), refletindo sobre a amizade, sentenciou: “A amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis porque um monge ou um solitário podem ser pessoas de bem e mesmo assim não conhecer a amizade. E virtuosas porque os malvados só têm cúmplices; os festeiros, companheiros de farra; os ambiciosos, sócios; os políticos, tãosomente partidários; os vagabundos apenas contatos; e os príncipes, cortesãos – mas, só as pessoas virtuosas têm amigos.” E se você vive uma amizade assim intensa, sensível e virtuosa, então você é uma pessoa feliz. Pois, a felicidade é tudo aquilo que torna a nossa alma mais leve a cada encontro. E a leveza da alma é tudo aquilo que não sabemos explicar com as palavras, no entanto, sentimos, suavemente, aquecer nossos corações, fortalecendo-nos a vida para enfrentarmos todas as suas batalhas. Antoine Saint-Exupéry (1900-1944), chamou a atenção para o fato de que a amizade tem que ser cativante para ser completa: “não posso brincar contigo, pois ainda não me cativou!” Disse a raposa para o principezinho. E logo em seguida ela mesma, concluiu: “ser ca-

tivado é ser único um para o outro...”. Noutra passagem de “O Pequeno Príncipe” a raposa se despede, e então o principezinho diz: “Você quis que eu a cativasse, agora estou indo embora e você esta chateada?! Não acha que foi perda de tempo?”. “Não!” Respondeu a raposa: “você me fez sentir muito importante”. Eis tudo: nós somos muito importantes para nossos amigos. A essa altura já melhor compreendemos o significado de duas outras passagens contidas n’O Pequeno Príncipe: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”. E ainda: “O essencial é invisível para os olhos”. São frases que nos revelam o tesouro da existência! Afinal de contas, a vida não seria possível sem a amizade para cuidar do nosso bem maior – nossos sonhos na busca pela felicidade. E isto não é algo novo. Veja só o que Aristóteles (384 a.C-322 a.C) escreveu em “Ética à Nicômaco”: os amigos “são nosso refúgio na pobreza e no infortúnio; ajudam os mais jovens a evitar os erros; ajudam as pessoas idosas amparando-as em suas necessidades; estimulam as pessoas na plenitude de suas forças à prática de ações nobilitantes, pois, com amigos as pessoas são mais capazes de pensar e de agir”. Que maravilha! Os amigos nos tornam “capazes de pensar e agir”. É então pelo filtro da amizade que nos tornamos sensíveis e virtuosos. Enfim, graças aos amigos que sempre estão nos apoiando, incentivando, estimulando, fazendo “pensar e agir” poderemos ser felizes. A lista dos amigos é grande e não cabe aqui neste espaço, por isso presto minha homenagem a todos, abraçando-os, por intermédio destas palavras. Muito obrigado. Por último, recorro a Epicuro (341 a.C-270 a.C) o filósofo da amizade, para apertar ainda mais aquele meu abraço anterior: “de todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a Amizade”.

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“É necessário que os estados do Nordeste tenham uma ação conjunta de suas bancadas para enfrentar a discriminação vivida hoje pela Região, pois o maior problema do Nordeste não está no âmbito técnico, mas no âmbito político”, afirmou o governador Rui Costa, no final da manhã de terça-feira (5), em Fortaleza, durante o encontro “Diálogo Público: Nordeste 2030 – Desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável”, promovido pelo Tribunal de Contas da União, em parceria com o Banco do Nordeste (BNB).

Tratamento discriminatório Segundo Rui, as conclusões do Relatório Sistêmico da Região Nordeste (Fisc Nordeste) apresentado pelo presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, indicam claramente o tratamento discriminatório recebido pelos estados nordestinos em relação aos estados do Sudeste. Rui citou o exemplo do estado paulista, que tem uma das maiores dívidas do País, e obteve o refinanciamento em condições favoráveis junto ao governo federal.

Endividamento “O alto endividamento de São Paulo está sendo financiado pelo contribuinte brasileiro, inclusive do Nordeste”, lembrou Rui. “Já os estados

nordestinos, apesar do baixo endividamento, não conseguem obter empréstimos com o aval do governo federal”, completou.

Previdência O relatório Fisc Nordeste aponta que a Previdência é a maior fonte de recursos de 74% dos municípios brasileiros, acima, inclusive, do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de repasse de recurso

para os municípios. “A maioria destes municípios está no Nordeste”, afirmou o presidente do TCU, indicando a relevância da aposentadoria para a administração dos municípios nordestinos.

Iniciativas Rui falou durante o painel “Iniciativas para diminuir as desigualdades de disponibilidade de recursos financeiros inter e intrarregiões e a dependência financeira dos estados e municípios nordestinos”, ao lado dos governadores dos governadores do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e da vicegovernadora do Piaui, além do vice-presidente do TCU, José Mucio Monteiro. O encontro ocorre durante todo o dia, no auditório do Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza (CE).

Primeiro jornal diário (off -set) do sul da Bahia Diretor e Editor: Valdenor Ferreira Redação: Celina Santos Repórter: Evellin Portugal Deptº Comercial: Vanusa de Jesus Impressão: Wilson Araújo Auxiliar de Impressão: Benildo Melo Circulação: Paulo Robério

Diário 3 897 quarta feira 06 de dezembro de 2017  
Diário 3 897 quarta feira 06 de dezembro de 2017  
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