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Peste

Negra Grupo: Rebeca Diogo Silveira, Diogo Grijp, Ana Raquel Campello, Lygiane Fidelis e Ana Maria Charamba.

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Introdução Neste livro iremos falar sobre a Peste Negra, a designação por que ficou conhecida, durante a Idade Média, a peste bubônica, pandemia que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou em torno de 25 a 75 milhões de pessoas, pois alguns pesquisadores acreditam que o número mais próximo da realidade é de 75 milhões de pessoas, um terço da população da época. Seu causador, sintomas e história.

Introduction In this book we will talk about the Black Death, the name that became known during the Middle Ages, the bubonic plague pandemic that ravaged Europe during the fourteenth century and decimated around 25 to 75 million people, as some researchers believe that the number is closer to reality is 75 million people, one third of the time. Its causes, symptoms and history.

Introducción En este libro vamos a hablar de la muerte Negro, el nombre que se conoció durante la Edad Media, la pandemia de peste bubónica que asoló Europa durante el siglo XIV y diezmó alrededor de 25 a 75 millones de personas, ya que algunos investigadores creen que que el número es cercano a la realidad es de 75 millones de personas, un tercio del tiempo. Sus causas, síntomas y antecedentes.


Capítulo 1 História No século XIV foi uma época marcada por muita dor, sofrimento e mortes na Europa. A Peste Bubônica, que foi apelidada pelo povo de Peste Negra, matou cerca de um terço da população europeia. A doença mortal não escolhia vítimas. Reis, príncipes, senhores feudais, artesãos, servos, padres entre outros foram pegos pela peste. Nos porões dos navios de comércio, que vinham do Oriente, entre os anos de 1346 e 1352, chegavam milhares de ratos. Estes roedores encontraram nas cidades europeias um ambiente favorável, pois estas possuíam condições precárias de higiene. O esgoto corria a céu aberto e o lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a população de ratos aumentou significativamente. Estes ratos estavam contaminados com a bactéria “Pasteurella Pestis”. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactéria aos homens através da picada. Os ratos também morriam da doença e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os humanos para obterem seu alimento, o sangue. Após adquirir a doença, a pessoa começava a apresentar vários sintomas: primeiro apareciam nas axilas, virilhas e pescoço vários bulbos (bolhas) de pus e sangue. Em seguida, vinham os vômitos e febre alta. Era questão de dias para os doentes morrerem, pois não havia cura para a doença e a medicina era pouco desenvolvida. Vale lembrar que, para piorar a situação, a Igreja Católica opunha-se ao desenvolvimento científico e farmacológico. Os poucos que tentavam desenvolver remédios eram perseguidos e condenados à morte, acusados de bruxaria. A doença foi identificada e estudada séculos depois desta epidemia. Relatos da época mostram que a doença foi tão grave e fez tantas vítimas que faltavam caixões e espaços nos cemitérios para enterrar os mortos. Os mais pobres eram enterrados em valas comuns, apenas enrolados em panos. O preconceito com a doença era tão grande que os doentes eram, muitas vezes, abandonados, pela própria família, nas florestas ou em locais afastados. A doença foi sendo controlada no final do século XIV, com a adoção de medidas higiênicas nas cidades medievais. Com a morte de boa parte dos servos, muitos senhores feudais aumentaram as obrigações, fazendo os camponeses trabalharem e pagarem impostos pelos que haviam morrido. Como a exploração sobre os servos já era exagerada, em muitos feudos, principalmente na França e Inglaterra, ocorreram revoltas camponesas. Estes chegaram a invadir e saquear castelos, assassinando os senhores feudais e outros nobres. Os senhores feudais que conseguiram sobrevier não ficaram inertes aos movimentos de revolta. Organizaram exércitos fortes e combateram com violência as revoltas. Porém, em muitas regiões da Europa, os camponeses obtiveram conquistas importantes, conseguindo diminuir as obrigações servis.


Capítulo 2 Agente etiológico Na Idade Média, o banho, era considerado prejudicial se tomado em excesso. As pessoas geralmente tomavam apenas dois ou três banhos ao ano; e quase sempre por volta do mês de Maio ou Junho, quando começa a primavera na Europa e o clima já estava um pouquinho mais quente. Daí a origem do mês de Maio, ser o mês eleito para os casamentos, porque desta feita as noivas tomavam o banho no mês de Maio e o cheiro das partes íntimas não era tão forte. O uso do buquê pela noiva também era utilizado para dissipar o mau odor da mesma. Quando era decidido que o banho seria tomado, quem tinha prioridade de usar a agua limpa, ou seja, a primeira agua, era o chefe da família, e assim sucessivamente os banhos eram tomados, a começar pelo pai, mãe, filhos, e por último os bebés; quando então a agua já estava totalmente imunda. O cheiro dos corpos, de suor e das partes íntimas impregnavam todas as casas. As roupas eram lavadas também somente duas ou três vezes ao ano, devido à raridade das mesmas e o alto custo do sabão. Em consequência disto, cheiravam mal, eram imundas, e viviam cheias de pulgas, piolhos e insetos. Os dentes não eram lavados, portanto a grande maioria já não os tinha na boca, e as pessoas que ainda os tinham, estavam apodrecidos e negros. Quando vemos em fotos antigas, lacaios a abanar as pessoas, não eram pelo calor e sim pelo odor fétido que era exalado das bocas e das partes intimas; portanto usava-se o abano para dissipar o mau cheiro. Nas áreas urbanas, os excrementos corporais e a água usada no banho eram atirados pela janela, o esgoto era a céu aberto o que obviamente propiciava a proliferação do mau cheiro e de doenças altamente contagiosas e infecciosas. As roupas de cama eram sujas, e às vezes dormiam numa mesma cama quatro ou seis pessoas. Devido a tanta falta de higiene e a muitas vezes manterem animais de grande porte dentro de casa, a proliferação dos ratos era também grande. A taxa de mortalidade infantil era grande, 1/3 das crianças morriam antes de completar um ano de idade. A saúde era tratada com desleixo, e quase sempre designavam a doença como um castigo divino. As doenças eram tratadas com infusões caseiras e por vezes tratamentos absurdamente exóticos, utilizando excrementos de animais, urina e outros tipos de unguentos. Devido à falta de higiene, não era de se estranhar que muitas pessoas morressem, e em meados do século XIV a Peste Negra que era transmitida aos humanos através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos navios vindos do Oriente entre os anos de 1346 e 1352. Como as cidades não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. O lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a população de ratos aumentou significativamente. Estes ratos estavam contaminados com a bactéria Pasteurella Pestis. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactéria aos homens através da picada. Os ratos também morriam da doença e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os humanos para obterem seu alimento, o sangue. Após o contágio a pessoa tinha poucos dias de vida. Os sintomas eram febre altíssima, mal-estar geral, vómitos e bolhas de pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. As pessoas atribuíam a peste como sendo um castigo divino, enviado aos homens para pagarem os seus pecados.


Capítulo 3 Mapa

 Lilás – mais afetada  Salmão – parcialmente afetada  Laranja – raramente afetada  Amarelo – pouco afetada


LINHA DO TEMPO PESTE NEGRA

1300 Primeiro Foco da Peste negra na China

1346 Navios de Comércio Carregad os com Milhares de Ratos

1347 Rússia

1348 Egito, Palestina Antioquia e Portugal

1394 Atinge Meca

1411 Peste Negra na Bíblia Toggenburg

1541 Peste Negra Recrudesce em Estrasburgo

2012 Ainda existe em algumas partes da Ásia, mas é raro


Capítulo 4 Funções e gráficos Função afim Relação aproximada do número de mortos y 25.000.000

5.000.000

20

y = 25000000 – mortos a = 1000000 - ratos x = 20 - navios b = 5000000 – pulgas 25000000 = 1000000. 20 + 5000000

x


Relação aproximada de ratos no navio

y = 9100000 - ratos a = 100000 - ratos em um dia x = 90 - dias b = 100000 - ratos no navio 9100000 = 100000. 90 + 100000

y 9.100.000

100.000

90

x


Relação aproximada de pulgas nos ratos

y = 10030000 – número de pulgas a = 100000 – número de ratos x = 1000 – pulgas em um rato b = 30000 – pulgas fora dos ratos 10030000 = 1000. 1000 + 3000

y 10.030.000

30.000

1000

x


Conclusão Neste livro pudemos aprender bastante sobre a Peste Bubônica mais conhecida com Peste Negra desde sua origem, seu auge e sua queda nas contaminações mundiais, originada na Ásia levada para Europa e se espalhando por quase todos os continentes habitados na baixa Idade Média, matando em torno de 25 milhões de pessoas somente na Europa. Hoje em dia a Peste Negra quase não é diagnosticada, principalmente pela quase extinção do Rato Preto e pelos hábitos higiênico que são mais comuns nos dias atuais .

Curiosidades Vários filmes foram inspirados na Peste Negra ou em sua época mais crítica, como por exemplo: Caça as Bruxas e Peste Negra.

Peste Negra também virou nome de banda, originada em meados e 2008 da zona de Aveiro que toca Rock Português.


Peste Negra