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Capa |MV2 Comunicação (PE)

ano XV | junho de 2014


DESDE 1999

ÍNDICE

ano XV nº 170 junho 2014

Mv2 Comunicação (PE)

CAPA

Quando o espaço compartilhado se reflete em boas ideias e negócios. 16

revista de comunicação e marketing NE

RECIFE•SALVADOR•FORTALEZA•NATAL JOÃO PESSOA•MACEIÓ•TERESINA ARACAJU•SÃO LUÍS • SÃO PAULO A Revista PRONEWS é uma publicação mensal de Walter Lins Pinheiro Junior Editora - ME Empresarial Tacaruna - Av. Governador Agamenon Magalhães, 3341, Sls. 205/206. Torreão. CEP: 50.070-160. Fones: (81) 3426.6144 / 3034.6144 :: EDITOR Walter Lins Jr. walter@revistapronews.com.br :: REDAÇÃO Luciana Torreão - subeditora, Ivelise Buarque, Joyce Warren redacao@revistapronews.com.br

A VEZ DO CLIENTE O amor que possibilita a liderança em café. 24

:: COLABORADORES Joelli Azevedo, Matheus Torreão :: PRODUTOR GRÁFICO Bruno Regis producao@revistapronews.com.br :: DEPTº FINANCEIRO Walter Lins Jr walter@revistapronews.com.br :: ASSINATURAS 81 3426.6144 / 3034.6144 producao@revistapronews.com.br

PERFIL

A humildade das redes conquista a telinha. 34

GIRO 8 FICHA TÉCNICA 10 E 31 GIRO BRASIL 14 DE OLHO NA CAMPANHA 26 NA WEB 29 CLICK 37 Todo mês uma agência diferente produz a capa da Revista PRONEWS. Participe pelo e-mail: redacao@revistapronews.com.br 4

:: REPRESENTANTES COMERCIAIS NS&A - CE - Aldamir Amaral (85 3264.0406/ 0576) - nsace@nsaonline.com.br RD Produções e Eventos - Ricardo Douglas (SE - 79 3044.7013/9972.2214) rdproducoes@infonet.com.br Omega Mídia - Renato (SP - 11 8403.0330) renato@omegamidia.com.br :: DISTRIBUIÇÃO LogResolve (PE - 81 2123.1455) Jornal Correio - Rede Bahia (BA - 71 3203.1812) Sistema Verdes Mares (CE - 85 3266.9902) www.verdesmares.com.br Omega Mídia - Renato (SP - 11 8403.0330) renato@omegamidia.com.br :: DADOS TÉCNICOS Impressão: Gráfica FacForm (81 3339.6566) grafica@facform.com.br Tiragem: 7.000 exemplares Formato: 22x30cm Tipologia: Humanist 521 BT Papel: Couché brilho 150g/m² Número de páginas: 40 As matérias assinadas por nossos colaboradores não representam, necessariamente, a opinião da revista.

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GIRO Vendas e Marketing do Brasil. Representado pelo diretor do empreendimento, Serapião Bispo, e pelo gestor de sustentabilidade, Felipe Oliveira, o mall concorreu com mais 29 trabalhos e foi o vencedor na categoria sustentabilidade, com o projeto Programa Desperdício Zero: reciclagem e reutilização dos resíduos na sua construção.

RELÓGIO DA HONDA Por ocasião da Copa do Mundo, a Autoline Honda inova mais uma vez e sai na frente. O relógio gigante na fachada da loja, situada na Av. Mascarenhas de Moraes, ganhou as cores do Brasil e tem um Honda Civic girando junto aos ponteiros. Trata-se de uma peça criada pela Aleixo Comunicação (PE), que chama a atenção de quem passa e deu as boas-vindas aos turistas que estiveram aqui para o mundial.

O BOTICÁRIO AMPLIA NEGÓCIOS EM PERNAMBUCO O Boticário, primeira unidade de negócio do Grupo Boticário, alcançou duas marcas históricas em 2013: tornou-se líder do mercado brasileiro de perfumaria e vice-líder do ranking na categoria de maquiagem. A conquista posiciona a marca à frente no maior mercado consumidor de perfumaria do mundo – posição que o Brasil ocupa desde 2010, quando superou os Estados Unidos no consumo de perfumes. Atualmente, com 37 anos de mercado, O Boticário é a maior rede de franquias do País em número de lojas e faturamento. Neste sentido, o grupo acaba de anunciar uma nova unidade franqueada. Através do empresário Paulo Carvalho, a rede aporta em Camaragibe no próximo ano, desta vez, no Camará Shopping. CAMARÁ ARREMATA PRÊMIO DA ADVB Ainda em fase de construção, o Camará Shopping arrematou, na última terça-feira (27), no JCPM, o Prêmio Top Socioambiental e de RH da ADVB – PE – Associação dos Dirigentes de 8

PLANETÁRIO NA COPA DO MUNDO O franqueador do Planetário Fast Food, Francisco Amaral, desenvolveu, em parceria com a comunicadora visual Ramona Fabrício, a campanha Planetário na Copa do Mundo. Nas três unidades da rede, localizadas nas praças de alimentação dos shoppings Recife, Tacaruna e Guararapes, o cliente que comprar qualquer prato de Picanha, Filet Mignon ou Filet de Peixe, mais um refrigerante de 700 ml, ganha uma caneca em acrílico para torcer pelo Brasil. São três opções de cores, claro, no tom da nossa bandeira – verde, amarelo ou azul.

ESQUENTE NO SÃO JOÃO DE CARUARU Montilla possui uma forte ligação com as tradições do Nordeste. Por isso, sempre marcou presença nos festejos juninos da região. Este ano, a marca patrocinou o São João de Caruaru-PE e aqueceu o pátio de eventos da capital do forró com a novidade da família, Montilla Esquente no sabor mel e limão, fruto de um processo de co-criação com os consumidores da bebida. Para reforçar o lançamento do produto, foi montado o point Montilla Esquente - um espaço de interatividade, onde as pessoas poderão vivenciar experiências tradicionais dos festejos juninos, tirar fotos-lembrança, dançar e degustar a novidade. O espaço contou com abelha gigante para ser montada pelos forrozeiros que estiverem no local, e outras brincadeiras tradicionais de São João, como a roleta do beijo; além de backdrop de Montilla para tirar fotos. Para enfatizar a mensagem de consumo responsável e deixar as fotos mais divertidas, placas com mensagens interativas e hashtags como #BebaComModeração, #SãoJoão2014, #MontillaEsquente e #SeBeberNãoDirija.


FICHA TÉCNICA OS MELHORES SONHOS CRIAM RAÍZES Assinada pela Atma+Bianchi Comunicação Ilimitada, a campanha “Onde os melhores sonhos criam raízes”, do condomínio Raiz da Serra 4, em Gravatá, gera identificação com o público alvo e valoriza a vista para o campo. A divulgação é composta por mídias on e off line como rádio, jornais, painéis rodoviários, placas de sinalização, portal de notícias, redes sociais, etc. Além disso, o empreendimento está apostando nas ações de relacionamento com os novos clientes. Agência: Atma+Bianchi Comunicação Ilimitada (PE) Cliente: Raiz da Serra Empreendimentos Atendimento: Dinara Murta Planejamento: Sérgio Pires e Dinara Murta Criação: Sérgio Pires, Giuliano Bianchi, André Rozowykwiat Mídia: Cida Leuthier Produção: Mirelle Figueirôa e Rafaella Santaguida Aprovação: Mário Penna

CINCO ANOS DE TV JORNAL DIGITAL A TV Jornal foi a primeira emissora de Pernambuco a transmitir imagens em HD. O fato está completando cinco anos e para comemorar o aniversário de algo tão marcante para os pernambucanos, foi criada uma campanha bem humorada que valoriza a qualidade da imagem transmitida. Os anúncios trazem títulos que alertam para uma interação que o telespectador pode vir a ter graças à excelente definição das imagens. Agência: Martpet Comunicação (PE) Cliente: TV Jornal Atendimento: Themis Uehbe, Mariana Alves Planejamento: Jussara Freire Produção: Sandra Torreão, Camila Oliveira Diretor de Criação: Diego Curvêlo, Edison Martins Redator: Vallécia Carvalho Diretor de Arte: Rosemberg Freire Mídia: Ítalo Ferreira Aprovação: Rodolfo Tourinho e Lívia Bem 10


VÁ MAIS LONGE Campanha desenvolvida para Curso de Português do Professor Hudson, pela Agência Takes Comunicação e Marketing (João Pessoa/Campina Grande) em parceria com André Galiza e Cordel Filmes Arretados já está sendo veiculada em João Pessoa na TV Cabo Branco (Globo) e Painel de Led. Agência: Takes Comunicação (PE) Cliente: Curso de Português do Prof. Hudson Criação: André Galiz a Pr o d u ç ã o : Pa u l o S h a l o n Mídia/Atendimento: Alexsandro Silvino Direção: André Galiza Aprovação: Hudson Valério

QUALIDADE E SATISFAÇAO A campanha criada pela agência pernambucana Caaz Propaganda para o Villa Pietra foi vinculada na Revista Class Casa. O anúncio traz toda a sofisticação da loja, que se enquadra como uma boutique de revestimentos e pisos, destacando a qualidade dos produtos, a comodidade da pronta entrega, além do atendimento especializado, variedade e alta tecnologia dos produtos. A campanha é voltada para unidade de Recife. Agência: Caaz Propaganda (PE) Cliente: Villa Pietra Atendimento: Rafaela Queiroz Diretor de Criação: Valmir Andrade Diretor de Arte: Jailton Andrade Redator: Marcos Ferreira Mídia: Patrícia Tavares Produção: Katharine Melo Aprovação: Andreia Bezerra

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NA ROTA DO MÍDIA

Luciana Torreão |

COM UM PÉ NA MÍDIA OUTRO NAS TEORIAS ACADÊMICAS Desde pequena sua inclinação sempre foi para a área de humanas, e foi muito bom ter descoberto isso logo cedo, porque lhe deu possibilidade de verificar dentro dessa área quais as profissões que poderia escolher. É o que relembra a coordenadora de Mídia da Aleixo Comunicação (PE), Juliana Souto, cujas brincadeiras infantis preferidas era brincar de escolinha, desenhar, pintar, organizar as festinhas das bonecas (preparar desde os convites até os comes e bebes). “Adorava qualquer brincadeira que envolvesse papéis, lápis, colagem com revistas, etc. Tudo isso pode parecer uma bobagem, mas é assim, que no meu ponto de vista, a gente vai desde logo cedo sendo levada às nossas escolhas”. No Vestibular ficou em dúvida entre Jornalismo e Publicidade, e ingressou no curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade, prometendo a si mesma que iria tentar conseguir um estágio o mais rápido possível para verificar, também na prática, se tinha feito uma escolha realmente que tivesse a ver com ela. “Acho que acertei, né? Estou no mercado há 11 anos, e adoro o que faço”, brinca Juliana. Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, e pós-graduada em Marketing e Publicidade, ela fez especialização em Planejamento na Miami ad School, em São Paulo, e iniciou seu mestrado em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) agora no primeiro semestre de 2014. Juliana comenta que ainda no início das aulas na faculdade, teve a oportunidade de conseguir o seu primeiro estágio na TV Guararapes (Atual TV Clube), na área de produção do Programa Pedro Paulo na TV (ao vivo), que lhe trouxe grande experiência e aprendizado naquela época. Em seguida, iniciou sua carreira profissional em agências de publicidade, onde atua desde 2003. Ela tem experiência na área de mídia em agências de publicidade, onde atuou nos mercados de Pernambuco e São Paulo. “Aqui em Recife já passei por agências como BPM, Plano B, RGA (Atual Blackninja). E em São Paulo, trabalhei por um tempo na W/Brasil, também na área de mídia. Atualmente trabalho como coordenadora de Mídia da Aleixo Comunicação (PE), onde estou há seis anos”. Como boa pisciana, Juliana adora poesia e tem Leminski como seu livro de cabeceira. Com relação a hobbies, ela é viciada em séries e hoje está terminando de ver a segunda temporada de Orange is the new black, no Netflix. “Sou fã 12

dos filmes de Woody Allen e, para falar de uma banda favorita, não poderia deixar de registrar a minha paixão pelo U2. Gosto da banda, do vocalista, das músicas, do show, de tudo. Estou ansiosa pela volta deles ao Brasil. Não posso deixar de falar de Otto, que também está na lista dos meus preferidos, e da Amy Winehouse”. Cozinhar não é uma de suas melhores habilidades, mas teve que aprender a se virar em algumas coisas, desde que decidiu morar sozinha há dois anos. “Mas quando a falta de tempo aperta mesmo, o velho e bom Fast Food me salva, e é claro, a casa da mãe, que é pra onde eu dou umas fugidas quando quero uma comida mais gostosinha. A cervejinha com os amigos às sextas-feiras é de lei, sempre acompanhada de comida japonesa, uma das minhas preferidas”. Juliana ainda tem muitas viagens dos sonhos que gostaria de fazer e, esse ano mesmo, realizou o sonho conhecer Aruba, no Caribe. “Sempre fui apaixonada por praias, ilhas e lugares com temperaturas mais altas. Foi uma viagem incrível, com amigas queridas, onde visitamos lugares lindos. Esse eu vou guardar pra sempre”. E se tem uma frase que a define bem, é a de um livro bem leve que leu há uns anos, mas que lhe trouxe leveza em momento bem delicado de sua vida. “É tão engraçado como os mesmos livros lidos em épocas diferentes da vida nos trazem concepções totalmente diferentes, né? Lá vai: 'Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como


certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instrução'. – Divã (Martha Medeiros). Ela diz um pouco sobre o espírito de liberdade que sempre me acompanhou na vida”. REVISTA PRONEWS – Você faz mestrado em comunicação na UFPE. Então, de que forma você une os conceitos e teorias da academia com o trabalho de mercado? JULIANA SOUTO – Sempre achei que a academia e o mercado estavam em pólos bem afastados na área de comunicação. Quando entramos na faculdade, já temos que decidir se vamos para a prática (agências, produtoras, veículos, etc.) ou para a academia (professores, pesquisadores, etc.), e isso, em minha opinião, é muito ruim. Nos Estados Unidos a área acadêmica anda em mão única com o mercado, mas aqui, ainda estamos engatinhando para essa união. No meu caso, este é meu grande desafio. Por acreditar na importância de uma prática junto à teoria, estou dando esse passo, que não é nada fácil, mas é possível. Eu tenho muita sorte em trabalhar numa agência como a Aleixo que me dá espaço para que eu frequente as aulas, e um diretor como Djair Aleixo, que acredita nessa interface das duas áreas, e que principalmente, sabe que é a realização de um sonho meu. RPN – Qual a sua pesquisa no mestrado? JULIANA SOUTO – Minha pesquisa no mestrado é sobre publicidade, música e branded content, como geradores de novos produtos midiáticos de entretenimento. Faz parte do meu projeto pesquisar novas mídias e suas interfaces com o entretenimento, com foco em branded content. É muito prazeroso e ao mesmo tempo desafiador, estudar os diálogos que a publicidade vem criando com o consumidor que se transforma a cada dia, e que está cada vez mais engajado. É uma pesquisa que complementa a minha prática na agência. Faço parte também de um grupo de pesquisa chamado: Publicidade nas Novas Mídias e Narrativas do Consumo (PPGCOM-UFPE). RPN – Que dificuldades e desafios você encontrou no início de sua carreira profissional? JULIANA SOUTO – Naquela época, há 11 anos, não tinha a tecnologia que temos hoje. Trabalhávamos com internet discada, e até para entregar o currículo, tínhamos que imprimir. Isso hoje em dia, parece uma coisa tão distante né? Lembro bem que imprimi alguns currículos e sem conhecer ninguém no mercado publicitário, fui à lista telefônica e comecei a anotar todos os endereços de agências por ordem alfabética. Foi aí que na letra B, tinha a BPM, e que era em Boa Viagem, mais perto de onde eu morava. Então fui lá, e tive a sorte grande em conhecer Elisangela, a sócia da agência, que fez uma entrevista comigo, e apostou em me dar um estágio. Foi uma experiência incrível, fui contratada e passei bons anos lá com pessoas que me ensinaram muito. Posteriormen-

te, decidi que era o momento de ir atrás de outros mercados, e fui fazer um curso de Planejamento em São Paulo, que me abriu muitas portas. Lá realizei o maior deles, que foi trabalhar na W/Brasil. Encontrar com Washington Olivetto pela agência, e vez ou outra, ouvir suas opiniões em alguns assuntos, pra mim era mais que um sonho se concretizando, e fui muito feliz lá. RPN – No dia a dia como mídia, como você lida com o planejamento para varejo, que é o forte da Aleixo? JULIANA SOUTO – A Aleixo é uma agência bem estruturada, que está há 26 anos no mercado, e tem grandes clientes no setor varejista. Procuramos dividir os trabalhos por núcleos, para ajudar na organização dos planejamentos, mas toda a equipe tem conhecimento dos andamentos dos jobs, para auxiliar no que for preciso. São trabalhos feitos a quatro, seis mãos, mas nunca com apenas duas. RPN – Que especificidades são inerentes à mídia para o varejo? Qual o segredo para dar certo? JULIANA SOUTO – Especificamente para o varejo, as coisas acontecem com mais rapidez, a concorrência é muito acirrada, e são envolvidas grandes verbas nos planos de mídia, e que precisam de retornos imediatos. É um cenário muito dinâmico, e é um desafio diário pensarmos em poucas horas, como mudar da melhor forma algum ponto de uma estratégia, que no meio de uma campanha, pode ser vista como um detalhe, mas que pode ser um fator decisivo para o aumento de vendas naquele momento. Isso é muito comum nos planejamentos para o varejo, e por isso, tudo vai se alinhando no decorrer das campanhas. Estamos sempre ali com um termômetro na mão, de olho na concorrência, e atentos às estratégias que estão acontecendo e que podem ser mudadas de repente. Acredito que o segredo é muito trabalho, ter uma equipe unida e atualizada, e um gestor que é “pra torar”!

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GIRO BRASIL

ALWAYS PROMOVE AUTO ESTIMA Criado pela agência Leo Brunett de Chicago, Toronto e Londres, a campanha global intitulada #tipoumamenina da Always, marca de absorventes, tem como objetivo sensibilizar as meninas que estão entrando na puberdade, e encorajálas a se sentirem orgulhosas e confiantes quando realizam suas atividades. O objetivo é estimular a população a pensar e redefinir as palavras e frases comuns usados na sociedade que insiste em eternizar o conceito de “sexo frágil” atrelado às mulheres – especialmente em um dos momentos mais marcantes da vida delas. A campanha reforça que, mesmo com tantos estereótipos, as mulheres dão o melhor de si em qualquer situação. DESPERTE SEU OLHAR Taterka Comunicações lança campanha que apresenta a fragrância Urbano da Natura. Com produção assinada pela Zohar, o filme apresenta um novo ângulo do cotidiano urbano, desvendando a beleza e a força da arte que permeia o dia a dia, muitas vezes ocultos na rotina cotidiana. Com o mote “Urbano, desperte seu olhar”, o plano de mídia conta com filmes de 30” 15”, e vinheta de 7”, que serão veiculados na TV aberta e fechada. O foco da campanha está em intervenções artísticas, como o grafite que nasce diariamente e dá vida às ruas, pontes, becos e prédios das cidades. A campanha é composta por inserções nas revistas Veja e Época, e nas principais revistas masculinas. Também terá spots de rádio nas cidades de Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Belém (PA) e Manaus (AM). CAFÚ ENTRA NO TIME DE ADVIL Com criação da WMcCam a campanha “Cada vez mais pessoas mudam para Advil”, apresenta depoimentos de consumidores que reconhecem o produto como a melhor opção para aliviar a sua dor. Com três filmes, a campanha também destaca a importância da agilidade no combate às dores de cabeça, costas e musculares, e enfatizam a eficácia do Advil, que começa a agir a partir de 10 minutos. Para reforçar ainda mais a campanha, que possui três vídeos, o capitão da seleção pentacampeã, Cafu, estrela no terceiro filme. Vinculada nos principais canais de TV aberta e fechada, internet e mídias sociais do produto, Advil vem ao encontro do público com o principal desejo de quem está com dor: solucionar o problema rapidamente. 14

MOMENTOS REAIS A Levi's anuncia lançamento de sua nova campanha global, “Live in Levi's”, primeiro trabalho desenvolvido a partir da colaboração criativa exclusiva e customizada entre FCB Foote, Cone & Belding, The House Worldwide e a Levi's. Inspirada pelas milhões de histórias que consumidores contam sobre as coisas que fazem usando suas Levi's, o centro da nova campanha é a celebração de momentos reais de “Live in Levi's” - desde primeiros encontros e recém-nascidos até rodeios e viagens de carro, e qualquer outra coisa. A campanha se estende por plataformas digitais e sociais, TV, cinema e impressos globais, enquanto procura envolver e ativar profundamente os consumidores através de eventos da vida real e virtual, bem como experiências móveis e na loja.

CUIDADO DE HOMEM Bozzano apresenta nova campanha e posicionamento, desenvolvidos em parceria com a agência Disruption Works, que levam o slogan “Jeito de Garoto. Cuidado de Homem”. O filme traz Murilo Rosa como novo garoto propaganda e conta ainda com a participação especial de seu filho Lucas, de seis anos. Pai e filho aparecem em situações do dia a dia e demonstram o “Jeito de Garoto” enquanto brincam juntos de fazer a barba e se divertem com tintas guache. A nova campanha vai contar também com spots de rádio, anúncios impressos e ativações, como o “Truck Bozzano” – uma barbearia móvel que percorrerá pontos na cidade de São Paulo.


Joyce Warren |

BUZZMONIOR FACILITA MONITORAMENTO EM REDES SOCIAIS

Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.life 15


CAPA

Ivelise Buarque |

COMPARTILHADO É MELHOR Em meados de 1983 surgia uma expressão que mudaria o conceito de escritório como era conhecido: escritório virtual. A ideia era facilitar a estrutura e o acesso a contatos necessários numa relação de negócios, fugindo, contudo, da inflexibilidade de alugar ou montar um escritório completo. Este modelo alcançou o Brasil mais ou menos em 1994 e conquistou certo número de adeptos. Porém, um novo formato vem ganhando cada vez mais adesão com proposta e resultados bastante atraentes para pequenas organizações e profissionais de diversas áreas. Este é o coworking que oferece para seus associados mais do que endereço comercial, escritórios estruturados e atendimento para recado. “Logo de cara, o coworking traz a liberdade de ir e vir,

Sidharta Costa Pinto, Oxy Aceleradora (BA)

de não se preocupar em ficar preso a um contrato de locação de vários meses em um imóvel ou conjunto comercial, livrando das preocupações com investimentos em infraestrutura, equipe, gastos fixos muito altos, manutenção, etc”, destaca Ana Vecchi, diretora da Vecchi Ancona - Inteligência estratégi16

ca (SP). Para ela, uma das grandes vantagens desta proposta é que o espaço está para ser aproveitado quando for preciso sem exigir uma frequência ou altos investimentos e, desta forma, é ideal especialmente para as empresas iniciantes ou que não desejam apostar tempo e dinheiro em uma estrutura rígida. “O espaço de trabalho compartilhado com uma infraestrutura comercial já pronta, ajuda na economia de tempo e de energia para quem está começando. Isso, aliado ao surgimento maciço de microempresas e à dificuldade de encontrar imóveis bem estruturados, bem localizados, a valores acessíveis, com bom custo/benefício, é sintomático no crescimento dessa nova estrutura de trabalho”, enfatiza ela. Este crescimento é um quesito importante, pois pontua este novo movimento. A revista americana Deskmag, especializada em espaços de "coworking", indicou a partir de uma pesquisa que 68% dos usuários se concentram melhor no trabalho e que 64% conseguiam cumprir melhor os prazos. “O Brasil se tornou muito mais empreendedor nos últimos dez anos. Esse modelo de escritório, que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório, reúne pessoas que trabalham não necessariamente para a mesma empresa ou na mesma área de atuação, mas pode unir entre os seus usuários, os profissionais liberais e usuários independentes. Trabalhar em casa tem algumas desvantagens, como não ter com quem discutir ideias, falta espaço para receber clientes e alguém para consertar a impressora, entre outras. E talvez esse seja o grande pulo do gato”, comenta Luciana Boschi, diretora da Dom Graphein Consultoria (RJ), psicóloga especializada em Grafologia, Marketing e Administração Gerencial. Segundo a especialista, este é um movimento nascido com a globalização em que o compartilhamento vem de várias formas e com soluções bastante estratégicas para muitos profissionais autônomos. “Nessas estruturas, é possível alugar temporariamente uma mesa ou sala e trabalhar ao lado dos mais variados profissionais. Estão brotando por toda parte para atender quem não têm escritório fixo. É uma solução para freelancers, start-ups e pequenas empresas, sem um aluguel muito caro e com o bônus de poder fazer networking. Incubadoras de startups, centros de negócios ou escritórios virtuais diferem deste modelo, por não compartilharem dos aspectos social, colaborativo e informal. As práticas de


de conduta do coworking fazem com que este modelo se aproxime mais ao modelo das cooperativas, onde o foco não está apenas no lucro, mas também na sociedade”, ressalta Boschi. UMA NOVA POSSIBILIDADE – Esta é realmente uma tendência que traz diversas opções e que surgiu de forma bastante peculiar e foi se desenvolvendo no começo dos anos 2000. O termo coworking foi criado em 1999 pelo americano Bernie De Koven, um designer de game que desenvolveu a expressão para descrever o trabalho colaborativo apoiado pelo computador. Mas, em 2005, passou a ser usado por Brad Neuberg para explicar o espaço físico com compartilhamento de área e de esforços, a partir primeiramente da própria iniciativa: o “Hat Factory”, um local de trabalho montado em um apartamento em São Francisco onde atuavam três profissionais de tecnologia. Um ambiente que abria suas portas durante o dia para autônomos que precisavam não só de um lugar para trabalhar como ainda compartilhar experiências. Muitos dos fundadores deste sistema como o conhecemos hoje foram empreendedores independentes da tecnologia, que buscavam locais de trabalho alternativos aos cafés e às suas próprias casas. E, por isto, o Coworking Europe Conference aponta a existência de mais de 350 organizações deste tipo atualmente, que agregam quase três mil espaços pelo mundo, em seis continentes, que despontam como um excelente exemplo de economia colaborativa. Uma nova indústria que tem ampliado nos últimos anos e vem crescendo progressivamente, e cada vez mais. No Brasil, naturalmente, este modelo ganhou adeptos e já conta com uma média de 150 espaços e coworking. “É uma nova forma de trabalhar e fazer negócios. Pessoas de diferentes áreas de atuação, backgrounds e interesses trabalham, convivem e compartilham o mesmo espaço de trabalho, aumentando a capacidade de geração de negócios entre os ‘coworkers’, interação, colaboração em vez de competição. Em última instância, este modelo ajuda a aumentar a qualidade de vida das pessoas”, diz Alfredo Júnior (PE) do Impact Hub, que está presente em mais de 60 cidades pelo mundo. De acordo com mapa criado pelo site Movebla (www.movebla.com), que se foca no trabalho remoto, a maioria desses ambientes neste cenário estão localizados no Sul, Sudeste e Centro-oeste, mas já mantém presença progressiva no Nordeste e está despontando ainda no Norte do país. “As pessoas estão começando a perceber que, em muitos casos, elas não precisam de um escritório particular ou uma estrutura física fixa para trabalhar. Esse modelo custa muito caro e muitas vezes inviabiliza a criação de um novo negócio ou dificulta o crescimento de uma empresa nova. Espaços como o Impact Hub Recife foram criados para que essas pessoas não

precisem se preocupar com absolutamente mais nada que não seja o seu negócio. Além de serem bem mais econômicos, oferecem uma série de produtos, serviços e comodidades que elas não encontram em escritórios comuns”, comenta Júnior. A questão da estrutura é uma particularidade essencial no que diz respeito a este modelo de trabalho. Afinal, um dos grandes empecilhos no dia a dia profissional é administrar os detalhes do negócio, a execução do serviço e manter tudo afinado no ambiente para não atrapalhar o andamento do processo como um todo. “Há muitas vantagens na adoção do coworking, como a diluição dos custos com outros coworkers, a possibilidade de fazer networking em seu local de trabalho, usufruir de toda a estrutura de um escritório de alto padrão, possuir apoio de secretária e serviços como motoboy, impressões, scanner e no caso do Hilo Coworking estar no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, que é um local super gostoso para almoçar, passar o dia e para fazer happy hour”, destaca Daniela Lorenzetti (SP), uma das sócias do Hilo Coworking, inaugurado há pouco mais de um mês. Segundo a empresária, esta é uma tendência que vem

Ricardo Luvizotto Dória do Aldeia Coworking (PR)

crescendo muito em virtude do aumento do número de startups e profissionais liberais em busca de independência de horário e um estilo de trabalho sem vínculo empregatício. “Os profissionais que estão usufruindo são empreendedores que estão abrindo novas empresas e profissionais liberais, tais como designer, arquitetos, que precisam de uma estrutura 17


flexível e moderna para se inserir. E, dependendo do ambiente, obtém infraestruturas com possibilidade de alugar desde um espaço em uma mesa por um dia, semana, mês e ano até alugar uma sala para a empresa por tempo determinado. Contará também com infraestrutura para reuniões e workshops, com salas planejadas exclusivamente para receber empresas que precisem fazer conference call até grandes apresentações”, pontua.

Rodrigo Paolilo, Rede+ em Salvador (BA)

É desta forma que o espaço compartilhado se torna a melhor alternativa, por exemplo, para uma startup que poderá contar com tudo que é necessário para a estruturação do negócio. E pode parecer um mero detalhe, mas é uma questão importante que contribui para o seu crescimento. “O mercado está amadurecendo para relações de negócios mais rápidas, modernas e sem burocracia. O Brasil é o país que tem mais empresas com certificação ISO e será o maior país com empreendedores do mundo. Os brasileiros são o que mais investem em ter o seu próprio negócio e agora estão tendo uma visão mais global, principalmente com o aquecimento de startups, o que vai permitir ir mais além nos negócios”, ressalta Sidharta Costa Pinto (BA), CEO fundador da Oxy Aceleradora e que integra ainda um espaço coworking. Para ele que está à frente desta que é a primeira aceleradora de Startups da Bahia, o mercado só tem a ganhar com espaços coworking, tanto os empreendedores quanto os profissionais. E com isto podemos já observar um novo movimento empresarial. “Eu diria que nos últimos dois anos está se desenvolvendo um 'ecossistema' expirado obviamente em 18

mercados maduros como EUA e Europa, formado por espaços coworkers, aceleradora, instituições de fomento (como Endeavor, Anjos do Brasil e outros), associações desses segmentos (startups, investidores, anjos investidores, etc), prestadores de serviços especializados, profissionais, apoio e fomento do Governo Federal, Estadual e Municipal, empresas”, enfatiza Pinto. O NOVO MUNDO DOS NEGÓCIOS - A proposta implica realmente num ambiente mais flexível e muito dinâmico, independente das condições de aluguel: um espaço em uma mesa, ou uma mesa completa, ou até mesmo uma sala própria. E sendo assim vem crescendo a busca por essas condições estruturais, que antes de tudo passam a ser a referência cadastral das novas empresas. “Ter um espaço de trabalho sem os custos de instalação e manutenção de um escritório tradicional é uma das grandes vantagens do coworking. Cada dia mais, profissionais de algumas áreas, cujo tempo maior é tomado junto aos clientes, procuram um espaço que sirva como referência de endereço profissional e a um custo mais baixo. Outro fator, a meu ver, é o da experiência do homework não ter sido tão bem sucedida. E por isto temos recebido várias consultas de profissionais que atuam nesta área. Acreditamos ser um mercado com um alto potencial de crescimento para uso de coworking”, destaca Manoel Borba Filho, diretor financeiro do SoftexRecife (PE), no empresarial ITBC, na Rua da Guia, Bairro do Recife. Um importante polo de tecnologia e empreendedorismo do país, tornou-se o cenário ideal para startups e para outros negócios que bebem nas águas da economia criativa. E não é estranho que seja o local perfeito para a expansão de coworkings. E no caso da SoftexRecife (Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife) não é diferente, especialmente porque esta é uma associação civil sem fins lucrativos, criada em 1994, e que foi reconhecida como Oscip e está vinculada à várias entidades importantes no Estado e do país. “A iniciativa de montar este espaço foi dos gestores do SoftexRecife/Empresarial ITBC e estamos em fase inicial de locação. E temos recebido várias consultas de profissionais que atuam nesta área. Desta forma, acreditamos ser um mercado com um alto potencial de crescimento para uso de coworking”, comenta Manuel Borba Filho. O modelo varia de acordo com a proposta de casa idealizador, mas a ideia matriz é a mesma criar um espaço que ofereça um ambiente particular, onde cada coworker se sinta a vontade e possa desenvolver o seu trabalho. “O Workspot está montado para atender a todas as demandas de um profissional, desde aquele que hoje foca em home-office, que acaba sendo limitado, até mesmo as empresas que podem reduzir seus custos utilizando o nosso espaço, ao invés de alugar uma


Equipe da agência Pavio: Joana Aquino, Rodrigo Coutinho e Geisa Agrício

sala convencional”, afirma André Castro e Silva, sócio do espaço no Recife que funciona há menos de três meses com diversos empreendedores e negócios (como o Ecolivery - empresa de delivery com bicicletas) e passou a funcionar como espaço para eventos aos finais de semana. Além da estrutura completa que oferece, tem ainda como diferencial a reserva para cada assinante de uma caixa postal particular para receber correspondências e a contagem da hora por um sistema biométrico de entrada e saída, ou seja, não há desperdício de tempo. “A ideia é que o empresário só gaste com escritório o tempo que realmente o utiliza. Hoje em dia muitas empresas têm demandas fora do escritório e a vantagem é que aqui essa hora fora não é transformada em custo para a empresa”, diz Manuella Lacerda, também sócia do Workspot. A praticidade administrativa e a economia acerca do coworking realmente são imensuráveis e terminam sendo o principal chamariz. Mas, os diferenciais acabam sendo os valores agregados na adoção deste modelo de trabalho. E naturalmente vale tudo para ajudar aos cadastrados a ampliarem seus horizontes. “No caso da Aldeia Coworking em especial, a proposta é ser mais que simplesmente um escritório compartilhado. Estamos aqui para desenvolver pessoas e negócios, e tudo que fazemos, desde as estações de coworking até os cursos e eventos, são pensados para cumprir essa missão. A diferença é que a Aldeia é o lugar onde você traz a sua ideia e ela dá certo”, comenta Ricardo Luvizotto Dória, do Aldeia (PR). Para ele isto é muito importante porque tanto os profissionais à frente dessas iniciativas quanto aqueles que usufruem delas são pessoas criativas, empreendedoras que acreditam em suas ideias e gostam de trabalhar com mais gente legal. E isto é um reflexo de uma nova visão a economia que corre no sentido da colaboração. “Cada vez mais as pessoas estão percebendo que trabalhar junto é a melhor forma de trabalhar. E nenhum espaço ilustra isso tão bem quanto um coworking. Existe também uma mudança de mentalidade em relação ao trabalho acontecendo. As pessoas estão cada vez mais tendo a percepção de que não precisam ficar presas a um mesmo lugar executando atividades que não gostam e que não têm significado para elas. Cada vez mais os profissionais se permitem ousar e colocar suas próprias ideias em prática, se dedicando ao que realmente gostam e acreditam. E, novamente, nenhum espaço é mais apropriado para isso do que um coworking, uma vez que esse tipo de ambiente, por sua natureza, incentiva e acelera esse tipo de profissional”, enfatiza Ricardo Luvizotto Dória.

E é por isto que coabitar geograficamente e unir forças acaba sendo um dos grandes resultados do coworking. Esta é a experiência que outro projeto iniciado recentemente vem experimentando nos últimos dois meses: o Casamarela (PE), com membros distintos da cadeia da Economia Criativa, que ocupam um antigo casarão em um bairro da Zona Norte em atividades complementares num propósito colaborativo. A iniciativa partiu das empresárias Gabriela Fiuza e Lianna Saraiva, à frente da marca pernambucana Calma Monga de moda, que convidaram empresas parceiras de áreas diferentes para fortalecer a ideia de trabalhar em conjunto e criativamente. “O intuito é crescermos juntos, não só aliar a força de nossos serviços, mas gerar uma sinergia de mercado colaborativa, pensando um no outro”, diz Gabriela Fiuza. Até o momento, integram o Casamarela cerca de 10 empreendedores que consolidam a proposta deste coletivo numa estrutura voltada a atividades de moda, comunicação, fotografia, audiovisual, design e decoração, tecnologia da informação e gastronomia. E partindo do plano inicial as empresas já estão internamente em completa sinergia de trabalho. “Também existe o desejo de ocupar a cidade, de lutar e persistir por qualidade de vida, um casarão desses ia virar mais um espigão, a gente acredita no bairro, no comércio local, na força de estar na rua, entre as pessoas e nossa clientela, ninguém aqui tem cara de condomínio empresarial de luxo”, comenta Fiuza. E para movimentar ainda mais a casa já se prepara para abrir as portas de seu charmoso espaço para o público com uma série de atividades culturais. “O mundo se cansou só do Work. A vida e o trabalho hoje são compartilhados, as redes estão aí e temos que usálas, merecemos então mais 'Co-work' que é este trabalho muito mais colaborativo”, enfatiza Rodrigo Paolilo, sócio da Rede+ em Salvador, que oferece serviços de Coworking. Ele reforça que uma infraestrura aberta e sem amarras era tudo o que empreendedor necessitava para os modelos de negócios 19


se desenvolvessem trazendo bons resultados. “O modelo colaborativo se torna um trampolim para estágios avançados da empresa. E, em nosso caso específico, é um trabalho direto com outras empresas a fim de trazer serviços adicionais nas áreas de marketing, advocacia, contabilidade, gestão e outros, além de capacitação direta, através de cursos e treinamentos suprindo a necessidade do cliente”, destaca. E para isto o repasse de informação é primordial desenvolvido através de sites e redes sociais, eventos, cursos, associações, além de catálogos para apresentação das empresas a quaisquer clientes, facilitando a interação entre os mesmos. “Agências de comunicação especializadas (tradicional, digital, promoção, etc.) normalmente trabalham em parceria com outras que complementem seus serviços. Este é um modelo que funciona bem com a cultura do Coworking Além disso, oportunidade de trabalhar em parceria com empresas de outros setores, facilitando o dia-dia da sua gestão interna e dos seus serviços”, reforça Rodrigo.

Maurício Messa e a sócia Carol Souto Maior

FORTALECENDO AS PARCERIAS – Para alguns profissionais, a opção pelo coworking é uma estratégia de trabalho que possibilita equilibrar o tempo na rua e um ponto específico para manter o negócio em evidência. "Trabalhar em casa às vezes é muito limitado e o meu trabalho também deixa um escritório fixo muito obsoleto. Quando abriu o Workspot eu pensei: que sorte, porque consegui equilibrar as coisas. Hoje, trabalho no escritório quando tenho necessidade de sair de casa, de atender um cliente”, destaca o fotógrafo Maurício Messa (PE), profissional que se utiliza desta proposta para 20

trabalhar. E dela faz uso incondicional ampliando as opções que mantinha até um tempo atrás que estavam fadadas a reuniões em cafés, restaurantes e outros pontos de encontro temporários. “Uso o Workspot como meu local de trabalho regularmente e no fim do mês meu custo com escritório é mínimo”, conta Messa, para quem a infraestrutura a mão é essencial hoje. “Quando tenho um cliente, eu sempre marco no Workspot, porque tenho a segurança, o bom ambiente e a privacidade de receber. Para mim, vale muito a pena financeiramente, porque eu economizo só pagando as horas de trabalho. E ainda tenho o networking, porque trabalhar só em casa acaba que os contatos ficam limitados e o profissional isolado”. Esta flexibilidade possibilitam pelo coworking é muito importante seja para profissionais liberais quanto para pequenas empresas, pois implica em custo inteligente proporcional ao espaço utilizado. “Na maioria dos coworking se paga por pessoa, por isso, o custo logístico é proporcional ao espaço utilizado, permitindo o crescimento esporádico ou redução. Assim, para empresas iniciantes que sofrem com oscilações, é um modelo perfeito. Outro ponto atrativo é o ecossistema de serviços, diversas empresas dividem o mesmo espaço e ofertam serviços complementares. Uma empresa de comunicação estabelecida em um coworking pode encontrar no espaço uma empresa de programação web, ou uma produtora de filmes”, comenta Rômulo Veiga, sócio-diretor na produtora ParaRaio Filmes (RJ). A produtora está instalada no Templo, um dos maiores coworkings do Rio de Janeiro, considerado ainda um ambiente de empresas criativas, e tirando de lado as vantagens disso, ele acredita que um dos grandes reflexos do crescimento deste sistema no Brasil é o aumento abusivo do mercado imobiliário que impulsionou a incursão por este modelo de trabalho como solução para inúmeras empresas. “A possibilidade de várias empresas se encontrarem e oferecerem serviços complementares a outras, favorece o mercado criativo. E este modelo ainda trará muitas coisas positivas, contudo, não acho que mudança global no mercado econômico poderá ser observada. Mas, se pensarmos que o maior custo de uma empresa iniciante é o de logística, esse sistema pode criar sobrevida para projetos, ou favorecer um laboratório para modelo de negócio embrionário. Essa perspectiva é nova e tomara que efervesça o segmento de statups, que no Brasil ainda é muito letárgico”, enfatiza. Abrir novas possibilidades para profissionais trabalharem integrados e novas organizações poderem fechar parcerias sem sair do lugar, com certeza, tem sido o ponto alto do coworking. “Acreditamos que o mercado de comunicação se beneficia destas trocas porque passamos a nos fortalecer a outro patamar. Hoje, a Pavio pode oferecer a um cliente a


produção de um vídeo, de fotos de divulgação, além de parcerias para ações, que antes, sem a presença de um ambiente colaborativo, não era possível. São essas parcerias que fortalecem o nosso trabalho”, diz Joana Aquino, sócia da Agência Pavio de comunicação (PE), que habita o Casamarela. Uma investida que veio realizar o grande projeto de carreira desses profissionais que optaram por sair do padrão convencional para adotar uma realidade com a sua cara e personalidade. “Tínhamos um escritório em um modelo tradicional, com sala em um empresarial. E recebemos a proposta no fim do ano passado a participar do coletivo Casamarela e sentimos que seria uma oportunidade para sair do isolamento. Na prática, isso se concretizou. Hoje, na Casamarela, temos um ambiente de trabalho integrado com empresas da economia criativa e a moeda de troca é muito valorizada. Fazemos ações conjuntas para a contribuição de toda a rede de empresas do coletivo, com foco sempre em negócios. Não é apenas trocar serviços, é unir as forças com objetivo de circular negócios para todas as empresas envolvidas”, enfatiza Aquino.

Stefan Schimenes da Cazamba (SP)

Quem experimenta o sistema do coworking tem diversas certezas, a constante interação com outras empresas e pessoas interessantes podem até gerar negócios, mas o maior valor mesmo é a troca de conhecimento. “Entendo que o coworking está crescendo com o aumento do movimento empreendedor no Brasil, cujos empreendedores encontram nestes escritórios uma possibilidade atraente para começar seus negócios. A comunicação entre as empresas e profissionais ainda é algo muito informal, que acontece de forma natural pelos próprios locatários”, acredita Stefan Schimenes, fundador da Cazamba (SP), empresa de customização de

Gabriel Gaspar Nibo Software

banners online. Para ele, uma nova realidade irá surgir com o crescimento do mercado de coworkings. Não só os preços irão se comoditizar como os empreendedores do setor precisarão se diferenciar com serviços inovadores, design e qualidade da infraestrutura básica (internet, luz limpeza etc...). Por outro lado, destaca que nem tudo é positivo neste atraente modelo de trabalho. Enquanto o preço, a troca de conhecimento, a flexibilidade e o baixo investimento inicial são muito interessantes, há um lado da moeda que tem que ser levado em consideração. “Num espaço compartilhado se tem menos liberdade e privacidade, o que para alguns modelos de negócio é essencial”, segundo Stefan. Isto é um fato. Esta desvantagem é tão relevante quanto as vantagens apontadas pelos entrevistados e tudo isto deve ser pesado na balança. “Com a falta de espaço e alugueis cada vez mais caros nos centros urbanos, as microempresas (e chamadas startups) tem que ser cada vez mais criativas em soluções que possam caber no seu bolso. Outro fator importante é que os mercados estão se desenvolvendo muito rapidamente, e a colaboração entre empresas se torna uma vantagem incrível. Ter acesso a outras pessoas com qualificações complementares, e que possam opinar em situações críticas é muito atraente no sistema de coworking”, diz Gabriel Gaspar, fundador do Nibo, Gabriel Gaspar, empresa de gestão financeira para pequenas e médias empresas. De acordo com ele, a informação navega de uma forma mais transparente, tanto os sucessos quanto as dificuldades. “Vi alguns exemplos onde o sistema de coworking propicia startups com serviços como o de agências e assessoria de imprensa. Isso cria acesso à midia para essas empresas. Mas, como desvantagem, pesa o fato de sua empresa não estar necessariamente 'em casa', e ter que ser flexível na convivência com outras empresas”. 21


DESIGNER GRÁFICO CRIA BRANDING PARA CAMPANHA DA ONU Joyce Warren |

Passaporte Verde é o novo Projeto das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que visa incentivar práticas sustentáveis durante a Copa do Mundo de 2014 frequentemente presentes em viagens, eles também tem um Propondo uma comunicação simples e direta, o papel funcional: informar mesmo sem a leitura da mensagem designer gráfico da agência paraibana Sin Comunicação, Jones escrita - fator importante já que teremos diversas nacionalidaSiqueira, venceu o concurso nacional da ONU onde desenvoldes circulando pelo país”. veu o projeto de branding para a campanha “Passaporte VerAdemais, o designer explica que a metodologia aplide”. O projeto é uma parceria das Nações Unidas para o Meio cada na construção da marca da campanha é bem peculiar, Ambiente com o Ministério do Meio Ambiente. Diante de tal “fruto de muitos testes, acertos e erros vivenciados na carreidesafio, Jones Siqueira não se intimidou e decidiu confiar no ra” e por isso “a linguagem visual como um todo está bem seu potencial para criar a campanha. “Eu entrei no concurso amarrada, um elemento conversa com o outro, etc”. Tamcom o intuito de ganhar, todos os pré-requisitos batiam com o bém foi criado um padrão de meu perfil profissional: sou diagramação dos elementos designer gráfico com bastante fotos, logos, textos e ilustraexperiência em branding e ções que se comportam de após esse tempo na Sin Comuforma integrada. nicação, com experiência em Para chamar atenção publicidade também. Essas do público, é preciso ter cuieram as duas maiores exigêncidado e dedicação para não cair as”, afirma o designer que recono “lugar comum” de outras nhece a concorrência do concampanhas com o mesmo curso e, por isso, ficou muito viés. Por isso um bom consulsurpreso quando ligaram de tor de branding catalisa o Brasília avisando que ele iria conhecimento multidisciplinar fazer parte do projeto. da equipe envolvida, e transPensando principalforma os dados coletados em mente no aquecimento turísti- Jones Siqueira, designer gráfico da agência Sin Comunicação (PB) uma marca única, que sintetiza co que nossas cidades teram todas as premissas de um projeto. Sendo assim, é preciso durante o Mundial de 2014, os setores públicos perceberam a muita informação e inspiração para atingir determinadas necessidade de incentivar práticas ecológicas, para a redução metas exigidas pelo cliente. Perguntado sobre sua inspiração de impactos ambientais no evento esportivo desse porte. para desenvolver o branding da campanha, Jones responde Tanto que escolheu o projeto do paulista, Jones Siqueira, para que as inspirações “podem vir de diversas fontes”. “Para a ilustrar o conceito ecologicamente correto dentro do futebol. escolha das cores, por exemplo, me inspirei em uma paisagem Utilizando a escrita pictográfica, Jones explica que “a ideia de montanhosa onde em primeiro plano as montanhas são bem utilizar a linguagem universal dos pictogramas foi uma decisão verdinhas, sendo que o tom das de trás vão esfriando até se estratégica estabelecida ainda nas primeiras fases do projeto. misturar com o tom azul do céu”, ilustra o designer que Além do fator alusivo de que os pictogramas são elementos 22


O Passaporte Verde visa incentivar práticas sustentáveis

basicamente coloca o cliente dentro do processo criativo. “Afinal ele entende do negócio dele melhor do que ninguém e eu, obrigatoriamente, entendo de branding e comunicação mais do que ele. Tento me posicionar como um parceiro e não como um fornecedor”, diz. O “Passaporte Verde” produzirá conteúdo para todos os meios – TV, web, adesivos, bótons e camisetas – para viabilizar um resultado assertivo diante do propósito do projeto. “A campanha apresenta uma dicotomia que deve ser amigável e descontraída com turistas e ao mesmo tempo madura e crível para lidar com líderes políticos e o trade turístico”, explica Jones Siqueira que também participou do desenvolvimento da marca “Paraíba 2014, alegria além do futebol”, criada pela Sin para a PBTUR, após concorrência entre as agências do Estado. Também com o objetivo de “dar boas vindas” ao turista, a campanha foca nas maneiras fáceis de lidar

Ruy Dantas, diretor-presidente da Sin

com o público estrangeiro. Não há discriminação de idiomas, muito menos o risco de esquecer algum. A linguagem universal pictográfica veio em boa hora para ilustrar um campeonato tão importante para o Brasil. Sendo assim, com a chegada da Copa do Mundo ao Brasil, muitas empresas de publicidade e marketing estão se desdobrando para organizar boas ações envolvendo o país do futebol. O brainstorming está cada vez mais voltado para o futebol e seus desdobramentos. No entanto, além do laser, é preciso pensar em alternativas que abarquem a questão ecológica e sustentável do evento. E além de levantar as bandeiras de nações distintas, é preciso arquear a mais importante: da ecologia. A Sin Comunicação foi agraciada com a oportunidade de levantar essa bandeira, e preocupa-se com o tema que, de alguma forma, tem em seu conceito fazer a diferença e conservar o meio ambiente. “Nossa meta neste job segue a mesma linha. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é a principal autoridade global em meio ambiente e faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU). O setor é responsável por promover a conservação do meio ambiente e o uso consciente de recursos sustentáveis. Isso é um casamento perfeito para uma empresa de comunicação que tem um DNA parecido”, sintetiza Ruy Dantas, diretor-presidente da Sin, que cita o publicitário Nizan Guanaes ao tentar explicar o que esta campanha com a ONU traz para a Sin Comunicação. “O nome do jogo deste século é aprender'. É por isso que, quando me perguntam o que a campanha traz para Sin, eu respondo: aprendizado.” finaliza. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é a principal autoridade global em meio ambiente e faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU) 23


A VEZ DO CLIENTE

Ivelise Buarque |

UM CAFÉ PARA SE ESCOLHER COM O CORAÇÃO O amor está sempre no ar para o 3corações. Uma formula estratégica da marca de café preocupada com a paixão do consumidor. E a campanha mais recente do grupo, inclusive, ressalta isto, ao trazer como garoto propaganda o renomado chef Alex Atala, ao lado de sua mãe Dona Otávia, no trabalho criado pela Borghi/Lowe com o mote “escolha com o coração”. As peças e o filme destacam o embaixador e grande destaque da gastronomia nacional num momento memorável ao preparar e degustar as bebidas da Tres, máquina multibebidas de cápsulas da companhia lançada neste primeiro semestre como uma solução para o mercado. “O Grupo 3corações acredita que o relacionamento direto da marca com o consumidor faz a diferença e a campanha é uma das ferramentas para que essa conexão seja feita. E para que a mensagem chegue a todos os nossos consumidores, apostamos no chef Alex Atala como embaixador da marca e garotopropaganda. Acreditamos que um brasileiro de sucesso, que colocou o Brasil no mapa da alta gastronomia mundial e que tem esse forte laço familiar, conseguirá passar nossas mensagens de modo a impactar nossos consumidores com as mensagens de praticidade e inovação da marca”, diz Cristiano Cordeiro Fonseca, gerente de marketing do Grupo 3corações. Voltada para os públicos A, B e C, de 25 a 40 anos, a investida da marca traz um mar de possibilidade para o consu-

midor e o meio corporativo em especial empresas, bares e restaurantes. E um dos grandes destaques da proposta é a variada linha de bebidas: cafés espressos (com intensidades diferentes e versão descafeinada), cafés filtrados (clássico e gourmet), bebidas quentes (chocolatto e café com leite) e Cappuccino 3 Corações classic, além da série de chás com quatro opções de sabor (preto, capim-cidreira, camomila e erva-doce). “Trabalhamos o ano todo em busca de inovações e novidades tanto em produtos, quanto em processos e em relacionamento com nossos consumidores, parceiros e clientes”, segundo Fonseca. E a companhia realmente aposta neste produto. “Estamos investindo R$ 150 milhões nesse projeto e planejamos ter uma fábrica de cápsulas no Brasil no segundo semestre de 2015”, comenta o executivo do grupo, que destaca que até o final do ano provavelmente este portfólio com treze deverá ser ampliado com outros cinco sabores da bebida. A nova sacada da 3corações já ganhou mais impacto no mercado com o recente lançamento de um programa de fidelidade, exclusivo para clientes que possuem uma das máquinas multibebidas Tres, disponível no mercado em três modelos (Modo, Gesto e Serv). A cada compra, o cliente cadastrado no site do Clube Tres (http://clube.trescompleta. com.br) deverá incluir novo código no interior das embalagens das cápsulas para acumular pontos, que serão trocados por prêmios e experiências. “Criar laços com o consumidor é a principal filosofia da companhia e o Clube Tres nos ajuda a estreitar ainda mais esse relacionamento com quem confia em nossos produtos. Acreditamos que o Clube será um grande sucesso e já planejamos agregar mais benefícios”, explica o gerente de marketing. CAFÉ CARINHOSO – A intimidade do grupo é uma conquista que mantém a marca líder do segmento de café no Brasil e que está sempre apostando no plus para manter acessa esta paixão. Um relacionamento que é alimentado constantemente por novidades que este ano vão além da campanha com o embaixador e chef Alex Atala e do lançamento da Tres e seu clube de fidelização. Somente mês passado, o grupo lançou o Café com Leite Zero Adição de Açúcares e apresentou a nova composição do Achocolatto, Cristiano Cordeiro Fonseca, gerente de marketing do Grupo 3corações

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O embaixador da marca e chef Alex Atala e o lançamento da cafeteira Tres (detalhe) o seu clube de fidelização

agora com vitaminas e minerais. Uma investida que tem meta concreta para a companhia. “Somos líderes com a marca Santa Clara no Nordeste e Norte e vemos um mercado ascendente. A empresa traz também a Tres como uma solução multibebidas e assim alcançar esse público moderno que busca novidades e também apreciam um café gourmet”, destaca Fonseca. E isto só reforça o posicionamento da 3corações que procura manter a colocação atual e atender as necessidades do mercado, ficando desta forma em evidência. Um recall que mantém, inclusive, em segmentos específicos deste mercado de bebidas. “O Grupo 3corações é pioneiro e líder de mercado com o Cappuccino desde seu lançamento, há mais de 20 anos. Essa liderança está relacionada aos laços duradouros criados com o consumidor, já que a empresa oferece produtos e serviços que atendem às suas expectativas”, frisa. Realmente, o amor é essencial para manter os negócios a todo vapor nesta companhia, fundada há 55 anos, no interior do Rio Grande do Norte, e hoje se destaca como uma joint venture formada pela São Miguel Holding e pelo grupo israelense Strauss. Atualmente, a empresa industrializa e comercializa entre outras as marcas de café Santa Clara, Pimpinela, Kimimo, Fort, Letícia, Fino Grão e 3 Corações, incluindo o Cappuccino 3 Corações e o Cappuccino #Pronto, versão gelada pronta para beber da marca. Além desses produtos, o grupo produz filtro, porta-filtro, café solúvel, refresco em pó Frisco e Tornado, os achocolatados Claralate e Achocolatto e os derivados de milho e temperos Dona Clara. E, desta forma, a empresa está presente em mais de 300 mil pontos de venda no País, com estrutura logística e comercial própria. Além das marcas e dos produtos, o Grupo 3corações possui ainda 24 centros de distribuição, nove unidades industriais, três unidades de compra e beneficiamento de café verde, uma unidade de exportação (com foco em exportação de café verde) e a escola de serviços e sabores 3corações. Tudo isso gera mais de 4,1 mil empregos diretos e cifras bastante reconfortantes como um bom café. “Em 2013, o Grupo faturou R$ 2,4 bilhões. E a meta para 2014 é aumentar em 11% esse número”, segundo o gerente de marketing. Nada mal para um negócio que já havia fechado em 2012 faturamento superior a R$ 2 bilhões. POR TRÁS DO FILTRO – Para atingir tudo isto, o grupo trabalha e administra um amplo planejamento de comunica-

ção e marketing, que congrega uma equipe que acerta as principais ações com os parceiros em comunicação: RP1 Comunicação (assessoria que dá suporte na divulgação da companhia e aporte no canal de comunicação interna dentro da 3corações), a Ionz (empresa responsável pelas redes sociais e dos sites de cada marca) e Borghi/Lowe, agência que venceu numa concorrência a conta. E tudo isto tem contribuído para amplitude das ações da companhia. “A assessoria de comunicação e imprensa atua em todas as frentes atualmente, tanto na divulgação de produtos e assuntos institucionais, buscando assim o maior número de mídia espontânea, reforçando as ações de marketing do Grupo e estreitando o relacionamento com os veículos-foco. E a agência responsável pelas redes sociais, como twitter, facebook e Instagram, ainda respondem pelos sites de cada marca do grupo e do Blog Mexido de Ideias, além de manter a empresa atuante nas mídias sociais com conteúdos interativos e dinâmicos. E a agência está contribuindo muito com o processo de evolução da empresa, que vem dando passos largos na busca por maior qualificação e consolidação da liderança no mercado brasileiro”, destaca Fonseca. Todo este trabalho está agregado com a equipe de marketing que elabora junto à diretoria planos de marketing efetivos para o sucesso de cada marca. “São ações de marketing, patrocínio de eventos e feiras, parcerias, publicidade, peças de PDV, anúncios televisivos e merchandising, como a primeira campanha publicitária da solução Tres, estreada em abril, para lançar a máquina multibebidas da companhia. O plano de mídia inclui filmes de 30 e 15 segundos e vinhetas de 5 e 7 segundos e peças impressas nos principais meios de comunicação, com anúncios em revistas de interesse geral, celebridades e culinária, assim como em ações de merchandising em programas de alta audiência. Houve também suporte em internet em verticais de gastronomia, comportamento e interesse geral, além de redes sociais. A empresa também aposta muito no trade com ações focadas no PDV. Cada marca possui um plano de marketing que conta com ações promocionais ou de publicidade de acordo com a estratégia planejada”, pontua o gerente de marketing. 25


DE OLHO NA CAMPANHA

MANTENHA SUA PRIVACIDADE OFF-LINE Com o conceito “A internet não guarda segredos. Mantenha sua privacidade off-line”, campanha criada pela Propeg para a Safernet foi selecionada e publicada pela Archive. Através de uma imagem que mostra uma garota nua enviando uma foto a um menino e a mesma reflete inúmera vezes no espelho, é possível perceber a proporção que uma foto pode alcançar, atingindo milhares de outras pessoas. O objetivo da ação é ressaltar que é possível evitar problemas de violação de privacidade apenas tomando cuidado e não abrindo sua intimidade na internet. Cada vez mais crianças e adolescentes têm acesso a smartphones, tablets e, consequentemente, às redes sociais. Se, por um lado, isso ajuda no seu desenvolvimento e traz acesso a informações importantes com rapidez, por outro faz com que iniciem precocemente a vida nas redes sociais e se vejam incentivados a compartilhar assuntos pessoais e até imagens de sua privacidade. A Safernet é organização não governamental de conscientização sobre os perigos da internet, a fim de conscientizar esse público a não compartilhar fotos de sua intimidade, tais como as chamadas selfies (autorretratos digitais). O tratamento da imagem é da Moreira Estúdio, de Ricardo Moreira.

SÓ TÁ FALTANDO VOCÊ

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O FORTALECIMENTO DO MERCADO DE MÍDIA EXTERIOR O mercado de mídia exterior cresce a um ritmo acelerado e, para acompanhar todas essas mudanças, é preciso inovar para atender às novas exigências de consumidores tão bem informados. Quem entende muito bem desse assunto, é o presidente da Central do Outdoor, Mauro Santos, que foi eleito esse ano para administrar uma das organizações de maior sucesso em relação ao setor no Nordeste. E que ainda conta com o empresário Marcelo Moura na presidência executiva. Antes de administrar a Central do Outdoor, Mauro despontou no segmento pelo trabalho na Bandeirantes Mídia Exterior, na qual foi diretor regional, e sabe bem a relação desses novos meios de comunicação para os consumidores. Por estar na área há mais de 40 anos e, conhece bem esse contexto e não tem receio de implantar novas metas e possibilidades para esse novo desafio na sua carreira. “A Central do Outdoor é um órgão associativo e o mais representativo da mídia exterior, com 37 anos de existência, com sede em São Paulo e com seccionais em todos os estados principais do Brasil. Cerca de 1300 empresas e grupos empresariais do setor são afiliados, e nosso maior objetivo, é congregar, padronizar, representar, coordenar, defender os legítimos interesses associativos das empresas e entidades ligadas à publicidade externa, é essa representatividade e cooperação que nos torna a mais bem sucedida do setor”, diz ele, que acredita que o sucesso da empresa é a forma como ela se planeja em relação ao mercado e as novas possibilidades que vão surgindo. Não é à toa o crescimento desse segmento na publicidade. É só andar pelas ruas que nos deparamos com vários estilos de outdoors, ferramenta que oferece no meio de comunicação um grande aliado junto aos consumidores em virtude da visibilidade que possibilitam. A internet e as novas plataformas trouxeram um mundo de possibilidades a alguns cliques. Manter e atrair novos anunciantes é uma tarefa que exige atenção constante. “Inovação é a palavra chave, estamos tra-

zendo uma novidade que é a AtlasGeo, consiste no cadastramento de todos os engenhos, cidades, com todos os produtos da mídia exterior, através de método de geoprocessamento, possibilitando a escolha dos pontos cadastrados por qualquer agência de propagada em todo o País. Assim será possível a escolha do mix de produtos para atender melhor aos interesses e os objetivos de cada anunciante, por cidade, região ou bairro, independente de ser outdoor”, declara o empresário. Os desafios são feitos para serem superados, e os

Mauro Santos, presidente da Central do Outdoor (PE)

grandes empresários estão sempre buscando soluções para transformar lucros em possibilidades. E a Central do Outdoor é uma empresa que tem credibilidade para isto, e a nova gestão frisa que novos planos e diretrizes vêm a caminho. “A 27

Poliana Alencar |

Novos progressos e atualizações são lançados atualmente para públicos cada vez mais exigentes


Marcelo Marcondes de Moura (MG)

responsabilidade é grande e os desafios ainda maiores, fui eleito para a presidência do Conselho de Administração da Central de Outdoor, que tem como objetivo formular políticas e estratégias de desenvolvimento do setor, opinar sobre prestações de conta apresentadas pela diretoria, administrar conflitos existentes de toda empresa, aprovar aplicações e

penalidades. Na verdade, trata-se do reconhecimento de minha gestão, pelo trabalho que já realizei neste mesmo cargo em gestões anteriores”, comenta. Nova gestão exige disciplina, foco e atitude, características essas que as empresas querem no seu time de funcionários, mas experiência ainda é um ponto fundamental. A gerência de certo modo precisa de um critério ainda maior. E encontrar plataformas para gerenciar uma organização não é tarefa das mais fáceis, estar à frente de uma organização como a Central de Outdoor, exige talento, e nesse sentido, Mauro Santos, em virtude dos resultados à frente da Bandeirantes Outdoor, agora se integra neste processo para buscar os caminhos para um mercado mais expansivo de mídia exterior e estratégias desinibidas para nova administração ampliar o desenvolvimento de novos investimentos. “Juntamente com a presidência executiva, para qual foi eleito Marcelo Moura, e com toda a diretoria, o conselho já aprovou alguns avanços reclamados no setor. Abrimos a Central de Outdoor para novos desafios, incorporando produtos da mídia exterior, como outdoors nos formatos empena, front-light, digital e mobiliário urbano para serem cadastrados, bem como afiliar empresas que atuem especificamente nestes setores. Se tornando o órgão mais representativo de todas as expressões, produtos e engenhos da mídia exterior, em minha nova gestão pretendo aumentar a demanda de novos produtos no mercado, para atrair mais consumidores, facilitando o acesso a todos”, finaliza.

TV JORNAL EM CARUARU SURPREENDE Uma emissora de TV que utiliza uma linguagem própria e dá vez e voz ao telespectador: essa é a TV Jornal em Caruaru, que a cada ano vem se destacando tanto entre a opinião do público quanto nos números de audiência. Em abril deste ano a emissora, que atinge 104 municípios no interior de Pernambuco e mais de 3,5 milhões de telespectadores, obteve um crescimento em audiência inédito e surpreendente. A média geral, segundo o Ibope, cresceu 69% entre 2012 e 2014. Na hora do almoço, das 12h às 14h, a TV Jornal em Caruaru é líder em audiência por sete anos consecutivos, com média de 29,78 pontos de audiência na última medição do Ibope. Para Willame Souza, gerente geral do Sistema Jornal do Commercio Interior, o sucesso se dá devido ao grande volume de conteúdo local produzido: “As pessoas se identificam muito com a linguagem utilizada, com nossos apresentadores e estilo de levar as notícias do interior do Estado. Isso vem dando muito certo”. Atualmente a TV conta com cinco programas produzidos localmente: o TV Jornal Meio Dia, O Povo na TV, Sem Meias Palavras, TV Jornal Notícias e Destaque. São cerca de 50 profissionais engajados para levar notícia e entretenimento de qualidade ao público do interior de Pernambuco. Todos os programas locais possuem dois dígitos em números de audiência, algo raro até em emissoras nacionais. O TV Jornal Notícias, telejornal noturno, tem inclusive alavancado a audiência do SBT Brasil, telejornal nacional exibido logo após a atração local. 28


NA WEB WWW.ERROSDEMARKETING.COM.BR Com o mote “Se é errando que se aprende, nossa página vale por um MBA”, o blog do site Erros de Marketing apresenta ao leitor, uma vasta gama de “tropeços” cometidos por profissionais do meio. Com bom humor e muita irreverência, o portal ensina que “é errando que se aprende”. Feito por um profissional de marketing, “que também já cometeu seus erros” – como diz na descrição do blog – os posts alertam para que tais atrocidades não sejam repetidas pelos futuros profissionais da área. De uma forma ou de outra, é um grande (e divertido) aprendizado para as pessoas que compõem esse mercado.

WWW.HYPENESS.COM.BR O Hypeness tem como objetivo divulgar conteúdos inovadores nas áreas de artes, design, negócios, cultura, entretenimento, publicidade e tecnologia. Voltado principalmente para publicitários, o site reitera a importância de boas referências para esse tipo de profissional; já que é imprescindível no meio propagandístico. Tentando sair do trivial “feedsRSS, newsletter e tweets” para informação de marketing, um diferencial do portal, é a gama de conteúdos para se ter uma boa inspiração. A aposta do Hypeness é inovação. Fazer com que o público consuma cultura e os profissionais foquem em um novo formato editorial para se informar, é uma de suas premissas. O site é ideal para quem trabalha com criação.


FICHA TÉCNICA TRIO BOM DE BOCA Para o período junino, a Tambaú lançou campanha institucional, valorizando o sabor da sua linha de produtos no preparo de delícias juninas, fortalecendo a associação da marca com o São João. A campanha trouxe um trio pé de serra, ilustrado pelo artista plástico e designer Pedro Melo, intitulado de Trio Bom de Boca, que deu o mote para a campanha e suas adaptações de acordo com as peças: backbus, spot 30”, impressos, anúncio para jornal, peças de pdv e redes sociais. Também houve ação com blogueiros locais, tendo como prêmio tábuas de carne com ilustração exclusiva de Pedro Melo. Agência: MV2 Comunicação (PE) Cliente: Tambaú Alimentos Atendimento: Fernando Marrocos, Luciana Gagliano e Lorena Ventura Planejamento: Elmo do Val e Renata Tavares Diretor de Criação: Leo Vasconcelos Diretor de Arte: Tiago Andrade Redator: Elmo do Val e Davi Pradines Mídia: Dedé Silva Produção: Catarina Moro e Mariana Andrade Ilustração: Pedro Melo Aprovação: Hugo Gonçalves, Igor Gonçalves e Alzira Monteiro.

MODA CENTER SANTA CRUZ EM NÍVEL NACIONAL Como forma de ampliar a divulgação do seu potencial, o Moda Center Santa Cruz investe em publicidade nacional. O maior destaque da campanha é um exclusivo VT de 30” destacando todas as vantagens do empreendimento. O filme foi produzido pela Ópera Consultoria e Marketing e está sendo veiculado em todo o Brasil via satélite pela Rede TV! Ao todo, serão 80 inserções nos intervalos de programas estratégicos para o público alvo do centro comercial têxtil, como o Super Pop, Luciana by Night, TV Fama e Rede TV News. A campanha em escala nacional ficará no ar até o fim do semestre. Como suporte, ela incluirá mobilizações nas redes sociais e presenciais no empreendimento. Agência: Ópera Consultoria e Marketing (PE) Cliente: Moda Center Santa Cruz Atendimento: Felipe Padilha Direção de Mídia: Andre Lira

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VIVA HISTÓRIAS DE AMOR O River Shopping, em Petrolina, escolheu o mote “Viva aqui a sua história de amor” para a campanha institucional de Dia dos Namorados. Ela convidou os casais a vivenciarem bons momentos, seja na hora das compras ou do lazer. Num almoço, café, sorvete ou cinema, os casais constroem suas histórias tendo o River Shopping como cenário. Quem assina as peças é a agência Criação Original, com veiculação em TV, rádio, jornal, outdoor, web e sinalização interna. Agência: Criação Original (PE) Cliente: River Shopping Atendimento: Juarez Canejo Diretor de Criação: Tharcísio Teles Redator: Tharcísio Teles Mídia: Tâmara Mendes Aprovação: Eliária Reis

FORRÓ NO PÉ E AMOR NO CORAÇÃO “Pra quem tem forró no pé e amor no coração” é o tema de uma campanha apoiada pelo projeto Rota Social, desenvolvido pela Rota Mídia Exterior, e o convite para o público participar do “Arraiá Solidário” do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC). A publicidade reúne peças em outbus, outdoor, anúncio de jornal, banner e comercial de televisão e foi criada pela agência Marta Lima Comunicação, em parceria com o designer e artista plástico carioca Rafa Mattos. O evento é em solidariedade às crianças e aos adolescentes do GAC, uma associação sem fins lucrativos criada há 17 anos e responsável pela assistência no tratamento do câncer, em parceria com o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). Agência: MartaLima Comunicação (PE) Cliente: GAC Atendimento: Samantha Caneca, Diego Espíndola e Alessandro Macedo Planejamento: Barbara Carneiro Redação: Manuel Mendonça Direção de Arte: Cybelle Peixoto Ilustração: Rafa Mattos Direção de Criação: Daniela Krause Aprovação: Renato Plimer 31


POR DENTRO DA LÓGICA DAS PROMOÇÕES Matheus Torreão |

A agência NewStyle acompanhou famílias e entrevistou mais de mil pessoas ao redor do país para descobrir como o consumidor brasileiro dos nossos tempos enxerga as ações promocionais era hora de parar e ouvir os consumidores para saber o que Como o brasileiro vem enxergando as ações promoeles pensam. De cara, a primeira e primária revelação veio ao cionais contemporâneas e que diferenças substanciais enconindagarem o que o brasileiro médio compreende por promotramos entre o comportamento dos consumidores das diverção. “O consumidor não interpreta o termo 'promoção' da sas partes do país? Para responder esta pergunta, a paulista mesma forma que nós. Utilizamos para designar ações como NewStyle, agência de idealização e execução de ações prosorteios e 'compre e ganhe', enquanto que para o consumidor mocionais, realizou o Promológico: estudo feito a quatro o primeiro significado que lhe vem à cabeça quando ouve a mãos com parceria da TLA (The Listening Agency), que palavra é 'desconto'”, explica. entrevistou 1.050 pessoas durante quatro meses nas capitais De acordo com o relaSão Paulo, Rio de Janeiro, Recitório da pesquisa, 46% dos fe, Belo Horizonte e Porto entrevistados associam proAlegre. moção com “eu pago um preço De acordo com Thiago menor”, já 26% com um beneNascimento, diretor de planefício na hora da compra – a jamento da NewStyle, a princiexemplo da dinâmica 'compre pal motivação que levou à pese ganhe' -, 15% com a particiquisa foi a falta de dados sólidos pação em sorteios, 11% com e consistentes em relação à degustação ou amostra grátis e efetividade das ações do mer2% com ações de ativação, cado promocional e suas inteonline e patrocínio. rações subjetivas com o clienA metodologia de peste. “Nosso mercado é bastante quisa, inclusive, não se restrincarente de informação, comgiu ao enfoque quantitativo parando com outros. Dificilengessado das perguntas de mente temos pesquisas sobre formulário, indo além e realio que fazemos no dia a dia”, zando um trabalho de observaargumenta. ção participante com vinte Este seria, segundo famílias espalhadas nas cidades Thiago, um dos motivos para de São Paulo, Rio de Janeiro, que hoje tenhamos uma Recife e Porto Alegre. Enquanimpressão cada vez mais recorThiago Nascimento, diretor de planejamento da NewStyle to o critério de escolha das rente de acomodação e inércia capitais foi norteado pelo potencial de consumo e diferenças por parte das empresas neste quesito. Afinal, quando foi a reconhecidas entre as cidades– sabemos, por exemplo, que última vez que a abordagem inusitada de uma promoção lhe Sul e Nordeste apresentam bairrismos particulares; que São surpreendeu? “O grande 'x' é que as promoções são todas Paulo é nossa capital industrial e o Rio é a midiática –, dentre as muito iguais, as empresas estão no piloto automático, se apefamílias as distinções comportamentais foram as que mais gam a fórmulas, não se questionam”. Diante de tanta mesmice, a NewStyle acreditou que pesaram. 32


“A escolha dessas famílias foi muito mais relacionada a comportamento que renda. Buscamos observar os mais variados arranjos familiares: a família tradicional, onde somente o pai trabalha; a moderna, em que pai e mãe trabalham; os solteiros que acabaram de se formar e moram com os amigos”. A NewStyle acompanhou o cotidiano das vinte residências durante dois meses, criando paralelamente um grupo do Facebook para aprofundar e otimizar o diálogo. Para Thiago, enquanto o mercado muitas vezes se vê limitado e viciado pelo 'marquetês', o essencial é aprender o linguajar do consumidor. “Precisamos falar o idioma que as pessoas falam, por isto este mergulho na subjetividade, nas idiossincrasias, no cotidiano afetivo das famílias. A coisa aconteceu de maneira muito solta, espontânea, improvisada, justo graças a este objetivo”, explica. Consequentemente, a grande conclusão deste estudo da diversidade – que não é surpresa se pensarmos nas dimensões continentais de nossa terra brasilis – determina: é imprescindível pensar as campanhas regionalmente. Por exemplo: se as promoções são bastante populares entre 60% dos moradores de Recife, lá embaixo, 64% dos portoalegrenses são indiferentes à prática. Nas três capitais do Sudeste, por sua vez, o comportamento é similar: as percentagens de consumidores participam de NewStyle em números ações do gênero ocasionalmente variam de 49% em Belo Horizonte, 44% no Rio de Janeiro e 43% em São Paulo. Outro interessante dado diz respeito ao quão é efetivo se mostra o uso de celebridades na hora promover um determinado produto ou serviço. Se considerarmos o Brasil em sua totalidade, a maioria – 71% - admite que a presença de um famoso chame mais atenção. No entanto, regionalmente, as diferenças se acentuam. 83% e 81% dos paulistas e mineiros, respectivamente, se confessaram seduzidos pelo apelo das celebridades, índice que baixa para 79% em Recife e 63% em Porto Alegre. Os cariocas, por estarem mais acostumados a se deparar com os midiáticos nas praias e shoppings, somaram 49% e são os menos cativados quando estes fazem publicidade. “Também é importante que se contrate um garoto propaganda crível e coerente com o produto, não adianta só gastar montanhas de dinheiro”, argumenta Thiago.

Na capital pernambucana acontece de certa forma o oposto: célebres figuras locais familiares possuem bem mais empatia com o consumidor recifense do que aquelas de outros estados, justo pelo fato de terem mais contato direto com a população. “Isto se deve muito, em parte, à particularidade do dialeto local. Lá chamam ir ao supermercado de 'fazer feira', enquanto em São Paulo chamam de compra de mês. Imagine uma celebridade do sudeste chamando o consumidor para fazer compras do mês para o público de Recife. Não soa autêntico”, explica, criticando o fato de ainda não ser cultura das marcas regionalizar estratégias de comunicação. Outro equívoco das marcas que comumente afasta o público de sua promoção é a falta de transparência, que para 66% do total de entrevistados falta nos concursos culturais. Por exemplo, quando se diz que a 'melhor frase' ganhará uma ação do gênero, como e sob que critérios estas frases serão julgadas? A desconfiança se agrava uma vez que 33% declararam já terem se sentidos enganados por uma promoção. Mas a solução para o olhar enviesado do comprador é até simples: 82% afirmaram que participariam com mais frequência de outras ações se soubessem quem já ganhou ações anteriores. Por fim, outra conclusão reveladora da pesquisa é que o timing das promoções também precisa se atualizar. Em tempos onde tudo muda num piscar de olhos, afinal, esperar três meses para saber se você ganhou um concurso cultural pode parecer uma eternidade. Pelo menos esta é a opinião da grande maioria dos brasileiros: 82% gostariam que resultados de sorteios e concursos culturais fossem divulgados mais rápidos, e 85% gostariam de mecânicas mais simples (não ser obrigado a preencher aquela interminável ficha com todas as informações sobre a sua vida no supermercado, por exemplo). De acordo com Thiago, a agência optou por divulgar os dados do levantamento e não mantê-los privados porque a iniciativa teve um interesse maior de transformação. “Queremos, acima de tudo, que o mercado mude”, finalizou. O relatório multimídia com todos os resultados da pesquisa, divulgados em primeira mão para os clientes NewStyle, já se encontra disponível para o público geral no endereço www.promologico.com.br/. 33


PERFIL

DAS MÍDIAS SOCIAIS PARA A MÍDIA DE MASSA Ivelise Buarque |

R!! AR R O T A ÉÉ P PR

Aposentadoria é sempre um momento de muita tranquilidade para a maioria das pessoas, mas não para esta potiguar de 57 anos, que largou o trabalho de serviços gerais em um hospital de Mossoró despois de 24 anos por motivo de doença, e hoje divide a agenda entre muitos compromissos. Afinal, ela é uma das garotas propagandas mais divertidas da publicidade dos últimos tempos. Esta é a Dona Irene, personalidade da web e personagem que alcançou os TT's mundiais como Danilo Gentile, e é a cara da nova comunicação do Eletro Shopping, rede pernambucana fundada há 20 anos, pelo empresário Richard Saunders. Com muita simpatia, ela conquistou a telinha e os consumidores que fazem questão de bater foto e cumprimentá-la pelo caminho, e se destaca cada vez mais na campanha da marca varejista com o impactante slogan “É pra torar”, criado pela Aleixo Comunicação. “Aonde chego as pessoas se aproximam e são atenciosos. E este reconhecimento é muito bom e inesperado”, diz esta senhora nascida em Caraúbas, no Oeste do Rio Grande do Norte, e residente há mais de 44 anos em Mossoró. Bem humorada, a artista mantém agenda movimentada na mídia nordestina, mas ainda prefere a tranquilidade do convívio com a família e amigos à notoriedade que conquistou. O start deste case de sucesso foi muito simples: uma câmera na mão, um computador e uma ideia engraçada na cabeça. Esta história está associada a muitos idealizadores da Dona Irene e seu filho Keke Oliveira

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D. Irene e a campanha “Torcida pra Torar”, criada pela Aleixo Comunicação

vlogosfera como Felipe Neto do Não Faz Sentido e PC Siqueira do Mas Poxa Vida, canais no Youtube com mais de 250 mil views e 200 mil views, respectivamente. A investida, que hoje acumula modestos porém significativos 25 mil seguidores, partiu de um projeto despretensioso do filho Kerginaldo Oliveira, ou Keké Oliveira (como é conhecido o jovem comediante) e do amigo Jedson Leandro que mantinham uma lan house em Mossoró. Seu jeito incomum de falar as coisas e de fornecer as respostas mais engraçadas sobre coisas triviais foi o pontapé para tudo. Conquistaram os internautas as gravações das frases soltas e brincadeiras que fazia na frente da câmera do filho, que com o amigo já desenvolvia um trabalho em vídeos como tantos vlogueiros (assim como o Ni do Badoque, o colega de rede e vlogueiro pernambucano Nielson José). Uma faceta comum para ela que brinca até na hora de se definir: “Sou filha de Guaiamum. Todo mundo tem um pai e eu não tenho nenhum”, quando fala do seu registro. Isto porque descobriu depois dos 50 que o seu registro em cartório está errado e incompleto, sem o nome que usa desde criança e muito menos a identificação do seu pai. A atual Dona Irani, sem o sobrenome Oliveira que usou a vida toda, só teve como solução registrar o nome Irene para usar profissionalmente. O que começou primeiramente como brincadeira virou um quadro no canal do Youtube – o “Aulas de Dona Irene” – e hoje se transformou em sucesso que alcançou a televisão num pulo: o Keké Isso na TV. Este programa de humor é semanal, tem uma hora e é exibido todo domingo, às 14h, pela TV Cabo Mossoró, com diversos quadros “Zuzu canta”, “Comidas da Maria” e naturalmente o “Aulas de Dona Irene” que é um dos mais populares e que trouxe outros trabalhos agregados à humorista acidental. “Com isto, os convites para campanhas começaram a surgir e a coisa começou a se movimentar”, comenta ela, que convive com uma nova rotina pautada, ainda, por variados trabalhos no mercado publicitário como o Pernambuco Dá Sorte e Paraíba Cap (uma das bases das Empresas Dá Sorte) e a Eletro Shopping, com a qual mantém contrato de um ano. Um trabalho que hoje lhe deu uma notoriedade que não assimilou ainda e é isto que mais a torna acessível ao público. “Eu não sou famosa, sou apenas uma trabalhadora. Esta fama quem dá é o público”, segundo ela.

E por conta disso a notoriedade na mídia cresceu cada vez mais, trazendo mais humor à propaganda e maior audiência à TV educativa de Mossoró, com o programa que já está no ar há quatro anos. “Fiz quatro comerciais para TV, fora o da Eletro Shopping. Mas, com este é um acordo de exclusividade”, segundo ela, que se desloca da cidade de Mossoró a cada dois meses para filmar as campanhas com a Aleixo Comunicação, agência responsável pela comunicação da marca pernambucana. Uma trajeto de oito horas que foge da sua rotina diária que já é puxada, mas possibilita ainda curtir um pouco a companhia do marido, dos três filhos e do netinho de três anos. São dois ou três trabalhos realizados ao mês e as gravações semanais. “O processo de produção é cansativo, mas tento encarar tudo como uma boa brincadeira. Afinal, tudo é bem divertido”, destaca Irene, que vem ganhando a atenção do público bem longe de casa. Com seu carisma ganhou o coração do público não só do Rio Grande do Norte, como da Paraíba, da Bahia e do Ceará. Mas, um cansaço que vem cada vez mais trazendo novas conquistas para toda equipe do programa, para a sua família e para ela própria. “Adoro o que eu faço. Gosto de ser conhecida e querida. O lado ruim é o cansaço. Se tivesse 20 anos teria mais gás. Mas, se Deus me deu este momento para fazer isto nesta idade é porque ele quer”, diz D. Irene. Entre os momentos em família, os sonos da tarde após o almoço e a atual agenda de trabalho, ela ainda comemora o lançamento do programa na TV Jornal em Pernambuco, que conta a adaptação de alguns dos quadros, a criação de de nova imagem e a produção real em Mossoró. 35


Joyce Warren |

ATIVAÇÃO DE OFERTAS CUSTOMIZADAS PARA REDES SOCIAIS Desenvolvida pela R18 Tecnologia, a plataforma AirStrip lança ferramenta de custom audience para turbinar a estratégia de agências e marcas na comunicação com consumidores e pode revolucionar o marketing digital brasileiro. O player possibilita que agências, empresas ou marcas vejam quem deseja seus produtos ou serviços, ajudando no processo de encontrar o público alvo para determinado seguimento ou produto. “Pretendemos integrar ao AirStrip uma das principais inovações no mercado de mídia digital dos últimos tempos. Podemos gerar oportunidades de negócio a cada comentário ou post feito por um usuário, de acordo com sua declaração de desejo ou necessidade exposta nas redes”, esclarece Rodrigo Arrigoni, sócio da R18. Com a liberdade e facilidade de conhecer o que o púbico deseja, empresas e agências poderão direcionar com mais facilidade seus conteúdos. É possível saber quando um usuário comenta sobre um produto que gostaria de usar, ou até mesmo quando reclama de algum serviço. Sendo assim, é mais fácil iniciar uma relação de venda com aquele cliente específico. Aderindo ao custom audience será menos trabalhoso divulgar produtos e serviços. “O custom audience vai mudar a forma como marcas e consumidores se relacionam. Para as empresas, este feature do AirStrip pode representar um ganho de tempo, maior eficiência no uso da verba e melhoria do ROI, pois um anúncio só será ativado para a audiência que realmente interessa e que está disposta e atenta à informação. A efetividade de uma campanha ou anúncio é muito maior quando seu target demonstra interesse ou necessidade do seu produto antes mesmo de ter contato com ele”, explica Rodrigo. Além de permitir que as empresas tenham mais afinidade com seu público, o AirStrip tem acesso a todas as informações públicas dos usuários que comentam assuntos monitorados. A empresa que utilizar a plataforma terá acesso a todas as informações públicas destas pessoas e fazer com que uma marca interaja com um cliente em potencial, no momento em que este declare sua necessidade ou desejo de consumo por algum produto. “Somos uma plataforma focada na análise on time e criação de clusters sobre o conteúdo gerado nas mídias sociais. Ou seja, nossos clientes hoje podem, a partir de uma pesquisa com recorte temático de interesse por seus produtos e marcas, criar clusters de usuários e apenas ativar esses usuários com suas campanhas”, esclarece Rodrigo Arrigoni. 36

No AirStrip, um usuário de rede social pode comentar de forma aleatória, no Facebook por exemplo, que seu tênis de ginástica está velho e o custom audience mostrará para um fabricante ou loja de tênis, que pode ativar ofertas para este consumidor - mesmo que ele não tenha tido contato anterior com aquela marca. Sendo assim, agências e empresas verão em tempo real quem declara seus desejos de consumo ou afirma que necessita de algo. “Assim, as marcas abordam quem lhes realmente interessa, o que dá mais eficiência ao aproveitamento de sua verba e melhora o ROI, além do fato dos consumidores recebem apenas anúncios de produtos ou serviços que realmente são necessários. Todos os lados saem ganhando”, pontua Rodrigo Arrigoni. Para aderir aos serviços do custom audience é preciso acessar o site da AirShip (www.airstrip.com.br) e cadastrarse. Os valores cobrados pelo AirStrip são relacionados à quantidade de registros (posts) que poderão ser visualizados pelos clientes. “A quantidade de pesquisas (boards) é ilimitada, apenas a quantidade de posts é que são limitados de acordo com o pacote do usuário. Para utilizar a ferramenta de custom audience, não será cobrado nenhum valor a mais das empresas, basta já ser um assinante do AirStrip”, finaliza Rodrigo Arrigoni, sócio da R18.


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...Tum, tum..., Tum, tum..., Tum, tum..., coração disparado, mãos geladas..., suores..., ansiedade... O que se passa na cabeça de uma noiva, prestes a entrar no carro que a levará para a igreja? “E agora, tomara que não chova! Será que vai dar tudo certo? Ele vai estar lá? Seremos felizes para sempre?...” Algumas mais tranquilas, outras um pouco histéricas... Algumas não conseguem segurar o choro, outras o riso, as pernas tremem... Todas lindas. Algumas com mais requintes, outras mais simples, porém lindas. Ahh, as Noivas... Representando e realizando o próprio sonho, o próprio Conto-de-Fadas... Seu e de suas mães, avós... E de todas as mulheres. ABERTURA: f/13 VELOCIDADE: 1/60s ISO: 640 LENTE: 50mm

RECALL MINHOTO NA BAHIA Quando recebeu o desafio de trabalhar na comunicação da Minhoto, em janeiro de 2013, a agência Blackninja tinha muito o que fazer: há alguns anos as vendas estavam estabilizadas e a marca precisava voltar ao primeiro lugar no Recall do consumidor. Após 18 meses, o desafio foi superado. E agência e cliente brindam a parceria de sucesso.Pertencente ao grupo pernambucano Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte, a Minhoto acaba de receber a primeira colocação no segmento Vinagre no Top of Heart 2014, pesquisa que identifica os produtos preferidos dos clientes baianos. Além da premiação no estado da Bahia, a indústria também registra um aumento de 14,2% de venda dos seus vinagres. A pesquisa é realizada com 400 clientes em mais de 50 estabelecimentos da área metropolitana de Salvador e a Minhoto foi indicada como a marca insubstituível para 33,2% dos entrevistados. Desde 2011, o insumo não levava a primeira colocação na pesquisa, que é feita em parceria com o Jornal A Tarde, principal veículo de comunicação do mercado baiano. Segundo Renata Gusmão, sócia-diretora da Blackninja, a linha de comunicação da Minhoto foi pensada para estimular o uso do produto. Uma das ações para esse estímulo foi um planejamento de mídia diferenciado: pela primeira vez, um produto das Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte fez uma ação de merchandising no quadro Jogo de Panelas, de Ana Maria Braga. A estratégia foi reforçada com filme de 30” com forte apelo de apetite e peças que reforçam o novo posicionamento. Ela ainda lembra que para os filmes foi contratada a produtora de áudio Dahouse, conhecida no ramo publicitário por trabalhos realizados para Nike, Google, Johnie Walker, MTV e Webjet, entre outros. 37

Anisio Neto | fotografoneto@gmail.com

CORAÇÃO DISPARADO



Revista pronews170