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Isabelle Brand達o Mamede Galv達o

Editora SONECA


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Isabelle Brandão Mamede Galvão

A IMPORTÂNCIA DO COMISSÁRIO DE VÔO PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA E DE AVIAÇÃO CIVIL


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Editora SONECA

Editora Soneca Diretor Responsável Ana Carolina Cardoso Revisão Bárbara Costa Capa e Ilustração Rayssa Marques Gondim

_____________________________________________________________________ Todos os direitos desta edição reservados a Editora Soneca Rua Capitão Mor Gouveia, 01 - Lagoa Nova CEP 59078-900 Natal/RN – Brasil / Fone: 3233-0000 Pedidos e Depto. Comercial: vendas@soneca.com.br


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Fale conosco: www.editorasoneca.com.br Impresso no Brasil 2013

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

GALVÃO, Isabelle Brandão Mamede. A importância do comissário de voo para a atividade turística e de aviação civil/ Isabelle Mamede Galvão . – Natal: Editora Soneca, 2013.


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55p. : Il. ISBN XXX-XXX 1. Aviação.

I. Título

Sumário APRESENTAÇÃO.........................................................................................................5 Capítulo 1 - ASPECTOS GERAIS DO TURISMO........................................................10 Aspectos de Turismo...............................................................................................15 O Turismo e o Lazer como um Direito Comum a todos......................................16 Capítulo 2 - A AVIAÇÃO CIVIL...............................................................................18 Capítulo 3- BREVE CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONALCOMISSÁRIO DE VÔO..........................................................................................................................23 Capítulo 4 - A IMPORTÂNCIA DO COMISSÁRIO DE VÔO PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA E DE AVIAÇÃO CIVIL..............................................................................29 Perfil dos Profissionais Comissários de Vôo de Aviação Civil....................................................................................................................... .....30 A Importância do Comissário de Vôo para a Atividade Turística e de Aviação Civil............................................................................................................38 Características, Atribuições e Capacitação dos Comissários de Vôo....................................................................................................................... ....42 Vantagens, Perspectivas e Mudanças na área de Comissaria de Vôo...........................................................................................................................44 REFERÊNCIAS............................................................................................................47


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Apresentação

O problema se constitui em virtude da busca de uma valorização da profissão de Comissário de Vôo, tanto pela existência de um número insignificante de trabalhos científicos ou obras publicadas nesta área, quanto pela falta de conhecimento sobre a dita profissão em sua essência. Através da averiguação de como trabalha esse profissional tão importante e essencial no setor de viagens do mundo todo, uma resposta seria obtida. Nesse contexto, é mister que se busque uma resposta no que concerne ao tipo de relação existente entre o Comissário de Vôo, o turismo e o turista (já que a maioria dos viajantes aéreos é turista), ao qual o Comissário lida diretamente, pois se faz necessário que sejam investigadas as ligações básicas entre o Comissário de Vôo e o Turismo, dentro de um contexto ou ambiente do Transporte Aéreo Comercial, tão importante e imprescindível para o pleno desenvolvimento do turismo. É de suma importância a obtenção de um resultado para este problema: qual será o real vínculo e influência que a figura do Comissário de Vôo tem no turismo, no momento em que os turistas escolhem e utilizam o avião como meio de transporte para a prática do turismo. A carreira de Comissário de Vôo encontra-se num estágio promissor. O transporte aéreo tem um potencial de uso muito grande, visto que no Brasil ele ainda é pouco utilizado. E ainda: as contratações de Comissários de Vôo passam por uma ótima fase. Como exemplo deste fenômeno, a companhia aérea TAM vem contratando uma média de 100 comissários por mês, nos


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últimos seis anos. E a companhia aérea Varig reiniciou as admissões há três anos, depois de seis anos sem contratações. Parece claro afirmar que este é um setor em expansão, e que mesmo assim, não foi ainda analisado junto ao fenômeno Turismo, que também evolui a cada dia. Este é um questionamento que deve ser reiterado neste estudo freqüentemente, pois é o turismo que impulsiona boa parte das viagens aéreas no mundo globalizado atual. Outro ponto que deve ser analisado é a questão do Terrorismo, quando este pode influenciar na relação que existe entre o Comissário de Vôo e os passageiros (turistas ou não). Após os atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, a aviação civil mundial viu-se obrigada a tomar novas medidas numa tentativa de melhorar a segurança aérea, dentre elas, maior treinamento com os comissários, tanto para inibir o uso de armas a bordo quanto para evitar a guarda de utensílios cortantes e perfurantes. Os atentados de 11 de Setembro foram realmente um divisor de águas para a aviação civil. Isso autoriza concluir que há uma necessidade de resposta também para o que mudou, de fato, no cotidiano profissional do Comissário de Vôo após esses atentados terroristas. Por fim, que papel será esse que o Comissário de Vôo desempenha dentro da atividade turística e que importância ele tem para a mesma e para a aviação civil atualmente? E ainda: o que mudou nos processos normais de trabalho do Comissário de Vôo após os atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos?


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Ao analisar a conjuntura de trabalhos científicos ou livros publicados sobre a descrição da profissão de Comissário de Vôo, foi visto que um número bastante pequeno de trabalhos existiam na cidade do Natal, e que este poderia ser o primeiro realizado nesta Universidade. Em razão disso, surgiu o primeiro dos diversos motivos para a concretização deste trabalho. Em linhas gerais, na situação em que se encontra o tema deste estudo, é lícito supor que a realização deste trabalho é de suma importância para o estudo da atividade turística dos dias atuais, pois a profissão de Comissário de Vôo está intrinsecamente ligada ao transporte aéreo, e este à atividade turística, como parte insubstituível no processo turístico, visto que o mesmo tem como ponto fundamental o deslocamento de pessoas de seu local de origem para o local a ser visitado. O referido estudo será abordado de forma geral e em nível tanto nacional quanto internacional (pelo fato de avaliar as conseqüências dos atentados terroristas do 11 de Setembro nos Estados Unidos na prática da profissão), na medida em que as Empresas Aéreas Brasileiras realizam vôos internacionais, para que sejam explicitadas todas as características da atividade e sua situação no Brasil. No que tange à viabilidade deste estudo, tem-se que o mesmo se torna viável, pois o tema abrange um assunto atual e que não possui uma teoria realmente fundamentada, não sendo isto um obstáculo à realização deste estudo, mas sim um estímulo ao mesmo. O estudo da profissão de Comissário de Vôo e suas várias facetas dentro de um contexto turístico não encontra hoje nenhum suporte ou


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embasamento teórico que faça valer a sua importância no cenário turístico e de viagens (nacionais ou internacionais), tão comum nos dias de hoje e que a cada dia cresce mais. Partindo deste ponto, é clara a relevância desse trabalho, visto que será um incentivo para que outras obras sobre o mesmo tema sejam feitas e também para que a relação comissário de vôo – turismo – turista seja posteriormente analisada mais profundamente. Atualmente, um dos grandes vetores do turismo e da globalização é o avião. Em razão disto, a profissão de Comissário de Vôo e o próprio transporte aéreo necessitam ser situados dentro do cenário turístico no nível de desenvolvimento em que é encontrado hoje. O transporte aéreo e, obviamente, a aviação civil, encontram-se num estágio de seu crescimento bastante satisfatório, especialmente para um número cada vez maior de pessoas, na medida em que o acesso ao transporte aéreo aumentou nos últimos anos, seja para a prática do turismo ou não. E, inserido neste contexto diretamente, está o Comissário de Vôo. Portanto, sua importância para o turismo e para a aviação civil constitui-se hoje numa simples e pura interrogação. O presente Estudo teve como delimitação os Comissários de Vôo da Empresa Aérea TAM, sendo estes somente os hospedados no Hotel Ayambra nesta cidade, hotel este localizado na Avenida Gov. Sílvio Pedrosa, Nº 170, Bairro de Areia Preta, onde as entrevistas e os questionários desta pesquisa foram aplicados.


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No total foram sessenta (60) os comissários de vôo entrevistados na Cidade do Natal, Estado do Rio Grande do Norte, no período que foi do Mês de Outubro ao Mês de Novembro do Ano de 2004.

Capítulo 1 - ASPECTOS GERAIS DO TURISMO

Mesmo sendo francesa a origem da palavra “Tour”, o seu uso dentro de um contexto turístico veio da Grã-Bretanha. “The Tour” ou “The Grand Tour” era a viagem que os filhos dos aristocratas ingleses realizavam com seu preceptor. Estes jovens ingleses viajavam com o objetivo de complementar a sua educação, já que normalmente eles se divertiam mais do que


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estudavam. A literatura sobre o “Grand Tour” é vasta. De acordo com Arrillaga, 1976, isso ocorreu devido aos ingleses viajarem saindo do lugar de origem e voltando ao mesmo no fim da viagem, ocorrendo paradas em vários pontos. Por proporcionarem prazer, estes pontos foram considerados turísticos, admitindo-se, assim, palavras que derivavam daquela raiz comum, nos idiomas francês, italiano, holandês, espanhol e alemão. A conceituação do turismo é uma tarefa que gera controvérsias, de acordo

com

os

autores

que

tratam

do

assunto.

O

turismo

está

intrinsecamente ligado às viagens, mas quanto às viagens, nem todas são turísticas. Assim que os estudos científicos sobre o turismo começaram a surgir, muitos conceitos têm sido criados, tanto para o turismo quanto para o turista. O primeiro conceito data de 1911, onde o economista austríaco Hermann Von Schullern zu Schattenhofen dizia que: Turismo é o conceito que compreende todos os processos, especialmente os econômicos, que se manifestam na chegada, na permanência e na saída do turista de um determinado município, país ou estado. (apud. ANDRADE, 1998, p. 33). É preciso acentuar que desde este primeiro conceito muitos outros surgiram, como o conceito da chamada “Escola Berlinesa” de 1929, que depois foi refeito em 1939; o conceito da “Escola Polonesa”; e, mais tarde, outros estudos deram origem a outras definições, algumas pobres, outras com mais visão.


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Já Andrade (1998, p. 38) deu a seguinte definição para turismo: “Turismo é o conjunto de serviços que tem por objetivo o planejamento, a promoção e a execução de viagens, e os serviços de recepção, hospedagem e atendimento aos indivíduos e aos grupos, fora de suas residências habituais.” Face ao exposto, o conceito de turismo mais aceito do ponto de vista formal é o dado pela Organização Mundial do Turismo (OMT): Soma de relações e de serviços resultantes de um câmbio de residência temporário e voluntário motivado por razões alheias a negócios ou profissionais. (DE LA TORRE, 1992, p. 19) Como se pôde verificar, o turismo possui diversas definições e conceituações dadas por diversos autores e em épocas diferentes. Portanto, constitui-se num fenômeno complexo. Com base nesses conceitos vistos, ficou evidenciado que os mesmos excluem da prática da atividade turística as viagens realizadas por razões de negócios ou de lucros. No entanto, esse tipo de viagem é responsável por boa parte da ocupação dos meios de transportes, dos meios de hospedagem, da estrutura de entretenimento, das locadoras de veículos, dos espaços para eventos. Todos esses elementos são empreendimentos turísticos. Cumpre frisar que não foi por puro acaso que as expressões “turismo de negócios” ou “turismo de eventos” foram criadas. Deste modo, Ignarra (1999, p. 25) define o turismo como:

O deslocamento de pessoas de seu local de residência habitual por períodos determinados e não motivados por razões de exercício profissional constante. Uma pessoa


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que reside em um município e se desloca para outro diariamente para exercer sua profissão não estará fazendo turismo. Já um profissional que esporadicamente viaja para participar de um congresso ou para fechar um negócio em outra localidade que não a de sua residência estará fazendo turismo. Por tudo isso, os viajantes são consumidores de serviços turísticos, independentemente de quais sejam as suas motivações. Embora exista ainda alguns círculos, em destaque os leigos, que vêem o turismo simplesmente como “a indústria de viagens de prazer”, essa atividade se constitui em algo mais complexo do que simplesmente um negócio ou comércio. Burkart & Medlik, 1974, dizem que o turismo é um amálgama de fenômenos e relações, fenômenos estes que surgem por causa do movimento de pessoas e sua permanência em vários destinos. No turismo existe um elemento dinâmico – a viagem – e um elemento estático – a estada. A viagem e a estada ocorrem fora da localidade de residência. Lá as pessoas realizam atividades que não são comuns no seu dia a dia. O movimento de pessoas também é particular, por ser temporário – o turista tem sempre planejado voltar para sua casa depois de certo tempo. A visita à localidade visitada não objetiva o lucro, então as motivações dos turistas correspondem a razões espirituais ou vitais, mais próprias e íntimas. Os pontos mais relevantes do processo turístico são o tempo de permanência, o caráter não lucrativo da visita e, um ponto que é pouco explorado pelos autores em geral, a busca do prazer por parte dos turistas. O turismo é uma atividade onde o indivíduo busca o prazer por livre e


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espontânea vontade. Fica demonstrado, então, que a categoria livre escolha deve ser incluída como de fundamental importância no estudo do turismo. Algumas diferenças devem ser ditas. Primeiro, viagem não quer dizer a mesma coisa que turismo. O turismo tem na viagem apenas uma parte, havendo muitas viagens que não são de turismo. Como exemplo tem-se as viagens de negócios, viagens de estudo, viagens para visitar parentes em ocasiões especiais, como doença ou morte, podem ser mais que um prazer, compromissos sociais. Observa-se que os indivíduos que viajam por razões alheias ao turismo, fazem uso dos mesmos serviços que o turista. É o caso de homens de negócios ou profissionais que estão a trabalho, que várias vezes trazem o cônjuge para vivenciar com eles os momentos em que não estão trabalhando e praticar o turismo. Segundo Barretto, 1995, existem esquemas para atender aos turistas e aos acompanhantes de pessoas que estão participando de congressos e eventos. Através dos anos pensou-se que o turismo estava baseado no tripé agências, hotéis e transportadoras. Esta definição também precisa de uma revisão. No que tange aos hotéis, nem todos são turísticos e nem todo turismo inclui hotel. Existem hotéis que atendem principalmente homens de negócios, executivos, portanto não têm sua existência dependente do turismo. O turismo inclui alojamento, mas não depende somente da hotelaria, já que existem vários tipos de alojamentos que não são hotéis.


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Todas as agências vivem do turismo, mas o contrário também pode ocorrer. É por isso que existem muitas agências hoje especializadas somente em eventos. Há uma tendência atual, em função da tecnologia da informática, em que o futuro turista, conectado a uma rede, pode comprar seu pacote ou mesmo fazer suas reservas diretamente com as operadoras sem sair de casa. Há também algumas exceções às definições que também devem ser esclarecidas. Existem viagens turísticas com duração de mais de 90 dias, mais comumente entre a classe alta, pois possui grande poder aquisitivo. Há exemplos em que o turismo é praticado junto com a assistência das obrigações familiares. Existe uma variedade de casos que devem ser analisados com enfoque na motivação da pessoa e com o objetivo de sua viagem. Outro ponto a ser analisado no turismo é toda a preparação envolvida. Para que uma pessoa possa viajar há todo um grupo de pessoas que organiza o planejamento receptor na localidade a ser visitada e que também presta serviços na mesma como: providenciar vias de acesso, saneamento básico, alojamento, alimentação, recreação. Um atrativo natural como as Cataratas do Iguaçu, nunca poderia ser visitado sem uma preparação prévia como a construção de caminhos, alojamentos com água potável e luz, supermercados, farmácias, etc. Sem este conjunto de comodidades seria praticamente impossível que as pessoas saíssem de suas casas correndo certo risco de vida e sem nenhum conforto.


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O turismo que acontece nos dias de hoje, chamado metaforicamente de “indústria turística” pela escola norte-americana, implica: 1. Estrutura de apoio ao turista no seu local de origem, formada pelas agências ou operadoras; 2. As transportadoras que facilitarão o deslocamento, a viagem de fato; 3. O equipamento receptor na localidade de destino, os serviços prestados aos turistas e toda a gama de relações entre turistas e pessoas residentes na localidade visitada, aspecto este que se revela como sendo o ponto mais importante dentro do fenômeno turístico.

Aspectos de Turismo

O turismo se encontra inserido em nossa sociedade desde há muito tempo, assim sendo, um fenômeno social. O indivíduo viajante que se encontra viajando sozinho sempre existiu. Mas no momento em que as viagens se transformam num fenômeno coletivo, surgem instituições, relações, normas de situações que não existem ou em sua fase inicial. Tem-se que estruturar o conceito de turismo em seu agente ativo, o turista, não é adequado. Mas sim, as correntes de viajantes são de suma importância ao se conceituar o turismo. A relevância da quantidade de pessoas que viajam por prazer ou distração é o que determina, com


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precisão, a existência de questões técnicas, financeiras e culturais em cada lugar (país ou região) que se dá o nome do turismo. Os grupos de viajantes são formados pelos indivíduos que se deslocam de um lugar a outro através dos transportes (coletivos ou particulares), que fazem uso dos alojamentos e demais serviços turísticos. Os grupos de viajantes podem ser classificados quanto a sua nacionalidade (nacionais e estrangeiros), o lugar a que se dirigem (turismo exterior ou interior), a seus meios econômicos e profissão, e a outro conjunto de critérios que são de grande importância para o seu conhecimento e tratamento. Atualmente o turismo é mais um turismo de férias do que de viagem. Isso não desqualifica dizer que se trata de um conjunto de correntes de viajantes. Os turistas modernos irão viajar menos (mas em termos de deslocamentos e não de quilômetros), mas não vão deixar de ser viajantes. Um outro ponto de fundamental importância ao se conceituar o turismo é o chamado turismo receptivo, que é o conjunto de bens e serviços que recebe, acolhe, atende e protege o turista, como por exemplo, as empresas e os estabelecimentos turísticos, os profissionais, etc. O turismo em sua totalidade não está integrado somente pelas pessoas que viajam e pelos bens e serviços que tanto são oferecidos quanto utilizados, mas que entre um processo e outro ocorre uma gama de relações e situações de caráter econômico, sociológico e até político, em grande parte assistidas pelo Direito.


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O que ocorre é que os relacionamentos dentro da atividade turística não ocorrem somente entre turista e a equipe de receptivo, “pela amplitude que se dê ao conceito deste sem que também tenha relações entre as próprias empresas turísticas e entre aquelas e estas com as autoridades.” (ARRILLAGA, 1976, p. 25).

O Turismo e o Lazer como um Direito Comum a todos

O Turismo se encontra hoje dentro de um campo maior, o lazer. O lazer é definido como sendo todas as atividades praticadas fora do ambiente de trabalho, das obrigações familiares, sociais e religiosas. O lazer se constitui atualmente num direito que deveria ser empregado a todos os cidadãos, tanto quanto o direito à segurança, ao transporte, à saúde e à educação. A vida do ser humano abrange pontos muito mais amplos, como os lúdicos, criativos e imaginativos. Segundo Trigo (2000, p. 11) “as pessoas em geral possuem habilidades e aspirações que podem se manifestar em diversos campos: no profissional, importante para sua sobrevivência e realização pessoal; e na diversão, cultura, esportes, artes, viagens e turismo.” Tanto as viagens quanto o turismo deveriam ser um direito legítimo e acessível a todas as pessoas. De modo que nem o turismo nem as viagens


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consistem em algo supérfluo, que só se destina às pessoas de classe abastada. É possível se viajar por prazer e diversão, mas também por outras razões: •

Congressos, feiras e convenções;

Negócios ou reuniões técnicas e profissionais;

Eventos esportivos, políticos ou sociais;

Religião;

Saúde;

Finalidades artísticas ou culturais.


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Capítulo 2 - A AVIAÇÃO CIVIL

Os franceses e os alemães foram os precursores no transporte aéreo. Os franceses desenvolveram e construíram aeroplanos no início da era da aviação; e os alemães eram grandes conhecedores das técnicas de construção e operação de dirigíveis, o que demonstrou o grande potencial de um meio de transporte que voava e que estava a serviço da humanidade, e vindo a comprovar, alguns anos mais tarde, como o meio de transporte aéreo é mais rápido, eficiente e seguro ao se comparar com os demais. Entre os anos de 1910 e 1914, a Deutsche Luftschiffahrts A. G. Direktion, conhecida na época como Delag, realizou com uma frota de quatro dirigíveis um serviço de transporte regular de passageiros, mesmo sem horários programados, saindo da cidade de Friedrichshafen para outras cidades da Alemanha. Mas com o começo da Primeira Guerra Mundial, em 1914, este serviço acabou sendo prejudicado e foi interrompido. Mas durante os quatro anos em que operou, a empresa transportou cerca de 34 mil passageiros e percorreu mais de 273 mil quilômetros de vôo, sem que houvesse nenhum acidente grave. Com a Primeira Guerra Mundial surgiu uma nova geração de aeronaves que marcou essa época: os ingleses da Sopwith-Pup, Shipe e Camel; os alemães Fokker Triplane Dr – I, VII e VIII; e o francês Spad XIII, entre outros. Quando a guerra acabou, os conhecimentos sobre os aeroplanos, os motores, as hélices e as técnicas de vôo haviam crescido, o que, aliado a


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uma grande quantidade de aviadores disponível, fez renascer a idéia de se utilizar o avião como meio de transporte rápido e eficiente, sem mencionar o glamour e o status envolvidos no transporte aéreo. Partindo desta idéia, a Alemanha passou a ser pioneira na realização de vôos comerciais utilizando os aeroplanos, o que começou a ocorrer no dia 5 de fevereiro de 1919 pela empresa Deutsche Luft Reederei, na ligação Berlim-Weimar com biplanos DFW de dois lugares e AEG de cinco lugares. Deste modo, Berlim-Weimar é considerada a primeira rota de serviço regular de transporte aéreo de passageiros no mundo. No que tange ao primeiro serviço aéreo regular diário, o mesmo ocorreu no dia 25 de agosto de 1919, pela companhia aérea inglesa Air Transport & Travel Ltd. Segundo Palhares, 2002, embora já houvessem rotas aéreas ligando as principais regiões do planeta, como a Alemanha, a Inglaterra, a França e os Estados Unidos; seria necessário ainda a realização de grandes sucessos em vôos experimentais e alguns anos de experiência para que a humanidade pudesse se certificar da real potencialidade do transporte aéreo comercial. Ainda de acordo com Palhares, 2002, quatro são as conquistas consideradas como grandes impulsionadoras da aviação comercial: 1) A travessia do Atlântico Sul: como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil em 1922, o capitão-de-fragata Sacadura Cabral e o contra-almirante Gago Coutinho realizam a travessia de Lisboa ao Rio de Janeiro, com escalas na África e na própria costa brasileira; 2) O vôo exploratório tríplice, iniciado pelo aviador inglês Alan Cobham, em fins de 1925, rumo à Índia e a Burma (antiga Birmânia, atualmente Mianmá), voando um total


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de 28.968 quilômetros em 210 horas em um Havilland DH50. No ano seguinte, Cobham faz a segunda parte do vôo exploratório, indo da Inglaterra para a África do Sul e, finalmente, em junho de 1926, ele terminou sua viagem aterrisando na Austrália, comprovando a possibilidade de estabelecer rotas aéreas a partir da Inglaterra para todos estes países; 3) O vôo Lindberg, em maio de 1927, sobre o Atlântico Norte, quando Charles Lindberg, em um monoplano monomotor Ryan batizado Spirit of St. Louis, voou de Nova York até Paris, sem escalas, em cerca de 33 horas e 39 minutos. Lindberg, para completar sua pioneira e corajosa façanha, fez o caminho de volta da mesma forma, tornando-se o primeiro homem a cruzar o Atlântico pelo ar, sem escalas; 4) A travessia do Oceano Pacífico: Charles Kingsford Smith e sua tripulação de três aviadores/navegadores decolaram de São Francisco no dia 31 de maio de 1928 no monoplano trimotor Fokker batizado Southern Cross, com destino a Brisbane, na Austrália, localidade alcançada dez dias depois, com escalas em Honolulu, Havaí, Suva e nas Ilhas Fiji. Torna-se evidente que após estas conquistas aeronáuticas ocorridas na década de 1920, o transporte aéreo comercial pôde se desenvolver plenamente. A partir da metade da década de 1950 ocorre uma grande transformação no transporte aéreo comercial com o surgimento de aeronaves maiores como os modelos Comet, Caravelle, Boeing 707 e Douglas DC-8. Já no fim dos anos 60 e início dos anos 70, surgem as primeiras aeronaves wide-body, que fizeram com que a aviação comercial se desenvolvesse ainda mais. O transporte aéreo se constitui atualmente como um dos setores mais ativos da economia global. Ele se faz importante ao estimular as relações econômicas e o movimento de pessoas e mercadorias (tanto nacional como internacionalmente falando) intra e entre as nações. A globalização


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vem gerando intensas mutações nos padrões da demanda no que tange à mobilidade em nível mundial e modificando os costumes dos consumidores, elevando continuamente o tráfego e gerando uma segmentação cada vez maior do transporte aéreo. Cumpre frisar que os níveis de atividade do transporte aéreo correspondem

diretamente

à

velocidade

dos

negócios

no

mundo

globalizado e reage de maneira instantânea às políticas conjunturais. Fica patente que a importância do transporte aéreo para a vida moderna é muito maior do que o retorno financeiro que ele pode garantir. No Brasil, um país de grandes dimensões, o transporte aéreo vem crescendo e se desenvolvendo gradativamente com a economia desde por volta do ano de 1927 e acabou se favorecendo da estabilização da economia a partir de 1994. E mesmo com as transformações ocorridas na última década no setor, o mesmo não parou de crescer, sendo também uma opção relevante na escolha das pessoas por meios de transporte. Não esquecendo o que significa para o Brasil o transporte aéreo, na medida em que o país possui sérios problemas de acessibilidade. Face ao exposto, o planejamento do transporte aéreo torna-se bastante importante, pois é uma atividade que deve ser encarada de forma séria e deve situar-se entre os principais objetivos do País, como a integração, o crescimento e a segurança nacionais. Desde 1986 o Instituto de Aviação Civil (IAC) vem desenvolvendo seu papel no planejamento de aeroportos e no estudo do transporte aéreo em suas diversas dimensões.


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O Instituto de Aviação Civil foi criado pelo Decreto n° 92857, de 27 de junho de 1986, e é uma organização do Comando da Aeronáutica, diretamente subordinado ao Diretor-Geral do Departamento de Aviação Civil. O Instituto tem por responsabilidade a coordenação de tudo que estiver relacionado ao Transporte Aéreo, à Infra-estrutura Aeroportuária e a Instrução Profissional. O IAC é responsável por diversos projetos e estudos na área do transporte aéreo e qualifica um número cada vez maior de profissionais na aviação civil, para que estejam sempre prontos a colocar em prática qualquer desafio que se impõe na aviação. Com uma vasta experiência e prática no planejamento do transporte aéreo, da infra-estrutura aeroportuária e no direcionamento da qualificação profissional – inclusive com o desenvolvimento de Cursos baseados em princípios científico-pedagógicos atualizados para que os profissionais da aviação civil sejam qualificados, o IAC vem alavancando com sucesso o nível de qualidade do meio aeronáutico. O Departamento de Aviação Civil (DAC) é uma organização subordinada ao Comando da Aeronáutica – Ministério da Defesa, cuja missão é estudar, orientar, planejar, controlar, incentivar e apoiar as atividades da Aviação Civil pública e privada, além de manter o relacionamento

com

outros

órgãos

no

trato

dos

assuntos

de

sua

competência. Antes mesmo do Comando da Aeronáutica ser criado, o DAC já existia. No dia 22 de abril de 1931, por meio do decreto nº 19.902, assinado


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pelo então Presidente da República Getúlio Vargas, nasceu o Departamento de Aeronáutica Civil, na época subordinado diretamente ao Ministério da Viação e Obras Públicas. Hoje, o Departamento de Aviação Civil, com sede no Rio de Janeiro, tem por finalidade a consecução dos objetivos da Política Aeroespacial Nacional no setor da Aviação Civil. Dentro da estrutura do DAC existem quatro Sub-departamentos: Planejamento, Infra-Estrutura, Operações e Técnico. Também fazem parte do DAC o Instituto de Aviação Civil (IAC) e os Serviços Regionais de Aviação Civil (SERAC), sete ao todo espalhados pelo país.


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Capítulo 3 - BREVE CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONAL COMISSÁRIO DE VÔO A

caracterização

do

Comissário

de

Vôo

começa

por

sua

nomenclatura. Na verdade, há três termos que podem ser usados: Comissário de Vôo, Comissário de Bordo ou, para somente as mulheres, Aeromoça. Cumpre frisar que o termo Comissário de Vôo é o mais atual, não sendo os demais considerados incorretos, todos significam a mesma coisa. No início do século 20, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis mais famosos já utilizavam uma equipe para serviços de bordo. Em 1919, com a criação de diversas linhas aéreas, quem atendia os passageiros eram os controladores de rádio ou até mesmo os mecânicos dos aviões. Mas esta situação mudou no ano de 1930, quando o empresário americano S. A. Stimson, presidente da companhia aérea Boeing Air Transport, idealizou a profissão de Aeromoça, hoje chamada de Comissária de Vôo. No dia 15 de Maio, oito aeromoças – que possuíam conhecimentos de enfermagem – iniciaram o trabalho na rota Oakland-Cheyenne, um vôo com cinco escalas. O Comissário de Vôo é o auxiliar do comandante da aeronave, responsável pelo cumprimento das normas inerentes à segurança, ao atendimento dos passageiros a bordo e da guarda de bagagens, documentos, valores e malas postais que lhe tenham sido confiados pelo comandante.


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Para tanto, a função do Comissário de Vôo não é somente receber bem os passageiros e lhes proporcionar todo o conforto necessário durante o vôo. O comissário é um especialista em segurança, ou seja, ele é o responsável no que concerne ao cumprimento das normas e procedimentos de segurança no avião. Fica claro que a função de anfitrião é bastante importante também, para isso o preparo psicológico é muito relevante. Pelas próprias características do vôo, é comum o passageiro não se sentir bem e isso pode gerar mudanças no comportamento. É tarefa do comissário saber identificar quando essas situações ocorrem e a partir disto tomar as atitudes convenientes para manter o passageiro relaxado. E isto não é de fácil execução, visto que na aeronave podem existir dezenas ou mesmo centenas de pessoas diferentes, com medos, aflições e reações que não se pode prever. Isso autoriza concluir que se faz de grande importância que o comissário demonstre equilíbrio, autoridade e simpatia ao mesmo tempo, sem excluir a elegância, que já se tornou marca registrada desses profissionais ao longo dos anos. Resumidamente, o Comissário de Vôo deve apresentar as seguintes características pessoais: •

Bom humor;

Entusiasmo;

Espírito de servir;

Humildade;

Personalidade participativa;


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Facilidade de relacionamento;

Apresentação pessoal;

Ser bilíngüe.

Na teoria, a profissão de Comissário de Vôo demonstra um glamour e um romantismo que na prática não ocorre. Esta profissão, de fato, não é como outra qualquer. Aspectos da profissão como a distância da família e dos amigos alguns dias por semana (incluindo feriados e fins de semana) podem realmente ser decisivos no momento da escolha por esta profissão. Mas, por outro lado, se existe uma predisposição ao gosto por viagens ou por conhecer lugares e pessoas novas, neste caso tem-se uma pessoa pronta para exercer o cargo. Com referência à remuneração nesta área, ela é boa para os comissários de vôos nacionais e em início de carreira (em torno de R$ 1.500,00 a R$ 1.800,00, dependendo da companhia aérea e das horas trabalhadas). Cabe frisar que para ingressar na profissão faz-se necessário somente o Ensino Médio. É preciso entender que nesta profissão o dia a dia é bastante difícil. Voando muitas horas (em média 80 por mês) para obter uma remuneração razoável, trabalhar até seis dias ininterruptamente e obter apenas um dia de folga, e ainda permanecer até 12 horas de pé em um vôo internacional, é necessário ainda que o comissário tenha uma disciplina britânica ao cumprir os horários de escala, que também podem não ser muito convencionais. Acrescentando a isto um bom humor latente, muita disposição, facilidade de trabalhar em grupo, paciência e tato ao lidar com pessoas, incluindo os


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passageiros mais exigentes e os que promovem verdadeiros escândalos em virtude do medo de voar. Em contrapartida, quem ingressa nesta profissão entra em contato direto com diferentes culturas, se torna uma pessoa bem informada e se posicionará na vanguarda dos costumes e dos estilos de comportamento dos mais varados povos e culturas. É preciso ressaltar que inúmeras vezes o grupo de vôo torna-se uma grande família: incontáveis vezes estão juntos no Natal, no Reveillon, ou seja, dias em que se deveria estar com a família verdadeira. No passado, esta era uma profissão considerada exercida por modelos. Cabe frisar que este aspecto em particular ficou perdido no passado. “Queremos muito mais do que um rostinho bonito”, afirma Marcella Matos, da TAM. De acordo com a mesma, aspectos do comportamento como dedicação, disciplina, relacionamento com os colegas e com os passageiros são muito mais relevantes que os atributos físicos. O caminho que se deve percorrer para chegar a ser um Comissário de Vôo não é dos mais fáceis. Para adquirir a Licença de Comissário de Vôo, é indispensável freqüentar e obter aprovação de uma Escola de Aviação que seja homologada pelo Instituto de Aviação Civil (IAC) e pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), com o objetivo de obter o conhecimento teóricoprático estabelecido pelo Manual de Curso de Comissário de Vôo, com carga horária de no mínimo 138 horas-aula.


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Mas, antes de todo este processo, alguns requisitos básicos da pessoa que quer se tornar Comissário de Vôo devem ser preenchidos como:

Para as mulheres: ter no mínimo 18 anos e no máximo, 28 anos; ter o Ensino Médio completo e ter a altura mínima de 1,60 m.

Para os homens: ter no mínimo 18 anos e no máximo, 30 anos; ter o Ensino Médio completo e ter a altura mínima de 1,65 m.

Para ambos os sexos, o peso tem que ser proporcional à altura e a aparência deve ser agradável. Possuir domínio sobre línguas estrangeiras é imprescindível, principalmente se for a língua inglesa. Após a etapa de ensino-aprendizagem, o aluno, já aprovado pela Escola de Aviação, deverá realizar o exame elaborado pelo DAC do Ministério da Defesa. Subseqüentemente, o aluno aprovado neste último exame, recebe o Certificado de Conhecimentos Teóricos (CCT) e pode candidatar-se a uma vaga em qualquer empresa aérea. Selecionado e admitido, o candidato irá receber instrução no equipamento, respeitando o programa e a carga horária do Manual do Curso de Comissário de Vôo do IAC. Cumprida a instrução prática e teórica no equipamento, a empresa deverá solicitar, por meio do Serviço Regional de Aviação Civil (SERAC), o Certificado de Habilidade Técnica (CHT), que possui validade de três meses, para a partir disto o candidato iniciar a etapa de treinamento em vôo. A empresa irá oferecer este treinamento em vôo com no mínimo 15 horas,


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devendo-se levar em conta 1 hora para cheque pelos profissionais credenciados pelo DAC. Comprovado o treinamento em vôo e feito o cheque, a empresa aérea, através do SERAC, irá solicitar ao DAC a licença e o CHT permanente do futuro Comissário de Vôo. Com este certificado a pessoa já pode ser considerada pronta para trabalhar como Comissário de Vôo. E para garantir o constante treinamento destes profissionais, o DAC exige que o CHT seja renovado a cada dois anos. Este certificado tem muita importância para a segurança do passageiro.


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Capítulo 4 - A IMPORTÂNCIA DO COMISSÁRIO DE VÔO PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA E DE AVIAÇÃO CIVIL

A presente pesquisa foi realizada com Comissários de Vôo da empresa aérea TAM. Foram aplicados, primeiramente, questionários (ver Apêndice) com perguntas tanto abertas quanto fechadas a dez (10) Comissários. A partir daí foi elaborado, de acordo com as respostas obtidas, um questionário somente com perguntas fechadas. Este último foi aplicado com cinqüenta (50) Comissários da mesma empresa aérea. Os dados obtidos estão dispostos em forma de gráficos, o que permite uma melhor visualização dos fatos encontrados na pesquisa.

Perfil dos Profissionais Comissários de Vôo de Aviação Civil

De acordo com o gráfico abaixo, pode-se verificar que a profissão de Comissário de Vôo ainda é constituída, em grande parte, por mulheres. TemSexo Masculino

18%

82%

Feminino


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se que 82% dos entrevistados é do sexo feminino, e apenas 18% do sexo masculino. GRÁFICO 1 Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Com relação à Idade, foi visto que 100% dos entrevistados são jovens, com faixas de idades que variam de 23 anos até os 31 anos, sendo que uma predominância maior ocorre na faixa de idade que vai de 23 anos até 25 anos, com 55% dos entrevistados nesta faixa etária, a segunda faixa de idade ocorre dos 26 anos até os 28 anos de idade, com 36% dos entrevistados nesta faixa etária, e a última faixa etária vai dos 29 anos até os 31 anos de idade, com 9% dos entrevistados, de acordo com o gráfico abaixo: GRÁFICO 2 Idade 23 - 25

9%

26 - 28 29 - 31

36%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

55%


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No quesito que diz respeito ao Estado Civil dos entrevistados, foi observado que a imensa maioria é solteira, contando com 82% dos entrevistados. Isto se deve, em parte, ao tempo muito longo que os comissários passam fora de seu ambiente familiar e social, dificultando um eventual estreitamento de laços fraternais com um parceiro por muito tempo. O restante dos entrevistados é casado ou mora junto (18%), não havendo ninguém separado ou viúvo, como mostra o gráfico na página seguinte.


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GRÁFICO 3 Estado Civil 18%

Solteiro Casado/Junto

82%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Foi pesquisado também o Grau de Instrução dos comissários de vôo. Tem-se que 50% dos entrevistados possui o Ensino Superior Incompleto, 33% possui o Ensino Superior Completo e 17% possui o Segundo Grau Completo, sendo este último um pré-requisito para aqueles que almejam a profissão de comissário de vôo, de acordo com o gráfico abaixo:


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GRÁFICO 4 Grau de Instrução

17%

Segundo Grau Completo Superior Incompleto

33%

Superior Completo

50%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Vale salientar que se torna bastante difícil o ingresso em ensino regular para os comissários, pois os mesmos não possuem uma rotina de trabalho como a maioria das pessoas, estando na maior parte do tempo viajando, fora da cidade onde mora. A renda mensal dos comissários de vôo gira em torno de R$ 1001,00 e R$ 3500,00, ou seja, 9% dos comissários entrevistados alegou possuir renda mensal entre R$ 1001,00 e R$ 2000,00, enquanto que a grande maioria (91%) alegou possuir renda mensal entre R$ 2001,00 e R$ 3500,00. Isso só demonstra o quanto um comissário de vôo possui renda mensal superior à da maioria da população, pois o mesmo não precisa possuir nenhum curso de nível superior e acaba embolsando por mês um valor em dinheiro que muitas vezes pessoas com nível superior não embolsam. Isso acaba valorizando por


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um lado a profissão de comissário de vôo, beneficiando os profissionais dessa área. O gráfico abaixo demonstra essa realidade:

GRÁFICO 5 Renda Mensal 9%

Entre R$ 1001,00 e R$ 2000,00 Entre R$ 2001,00 e R$ 3500,00

91%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

A Renda Mensal Familiar também se mostrou relativamente elevada. 40% dos entrevistados disse possuir mais de R$ 5001,00 de renda mensal familiar, outros 40% alegou possuir entre R$ 3501,00 e R$ 5000,00 de renda mensal familiar, e a menor parte (20%) alegou possuir entre R$ 2001,00 e R$ 3500,00 de renda mensal familiar. Tem-se que a remuneração do comissário de vôo está em um ótimo patamar atualmente, de acordo com o gráfico abaixo:


40

GRÁFICO 6 Renda Mensal Familiar 40%

20%

40%

Entre R$ 2001,00 e R$ 3500,00 Entre R$ 3501,00 e R$ 5000,00 Acima de R$ 5001,00

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Com relação à origem, ou seja, à cidade natal dos comissários entrevistados, a mesma se mostrou bem diversificada. Cidades como Porto Alegre – RS, Campinas – SP, Teresópolis – RJ, Curitiba – PR, Erechim – RS, Nova Xavantina – MT, Martinópolis – SP, Ribeirão Preto – SP e etc. foram citadas. No que tange à cidade em que os comissários de vôo residem atualmente, a grande maioria, ou seja, 82% alegou morar em São Paulo Isto acaba por demonstrar outro aspecto desta profissão: a necessidade de adaptação à cidade de São Paulo, uma vez que a TAM Linhas Aéreas possui sua base na cidade. O gráfico na página seguinte ilustra este fato.


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GRÁFICO 7 Residência Atual

São Paulo

18%

Outras

82%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004. No que se refere ao Tempo de Carreira de cada um dos entrevistados, a maioria, ou seja, 37% declarou estar trabalhando nesta profissão há 4 anos, 27% declarou estar trabalhando como comissário de vôo há 5 anos, 18% declarou estar trabalhando há 7 anos, 9% declarou estar trabalhando há 3 anos e outros 9% declarou estar trabalhando há 6 anos. Como se pôde notar, quase 100% dos entrevistados está em início de carreira. Isto demonstra que a dita profissão não está em decadência ou mesmo estagnada. O gráfico abaixo demonstra isto:


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GRÁFICO 8 Tempo de trabalho

18%

3 anos

9%

4 anos 5 anos 6 anos 7 anos

9%

37%

27%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

No que tange ao domínio de Línguas Estrangeiras, 82% dos comissários de vôo entrevistados alegou possuir o domínio de alguma língua estrangeira, contra 18% que declarou não ter conhecimento nenhum nesse quesito. Dos que declararam possuir o domínio de alguma língua estrangeira, 37% alegou possuir o domínio de 2 línguas estrangeiras, 27% o de 1 língua estrangeira e 18% o domínio de 3 línguas estrangeiras, como mostra o gráfico abaixo:


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GRÁFICO 9 Quantidade de Línguas Estrangeiras Nenhuma 18%

18%

1 Língua 2 Línguas 3 Línguas

27% 37%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

De acordo com o gráfico da página a seguir, a predominância entre os entrevistados é do domínio da língua inglesa, seguida do espanhol, logo após do francês, e do árabe e italiano, que ficaram num mesmo patamar. Nesta profissão o domínio de línguas estrangeiras é de suma importância, uma vez que qualifica o comissário de vôo a um nível mais elevado entre os demais, capacitando o mesmo para vôos internacionais.


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Língua Estrangeira 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Inglês

Espanhol

Italiano

Francês

Árabe

GRÁFICO 10 Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Quanto

à

especificação

se

os

entrevistados

realizavam

Vôos

Domésticos, Internacionais ou ambos, tem-se que 64% declarou trabalhar tanto em vôos domésticos quanto internacionais, ou seja, ambos; 36% declarou trabalhar apenas nos vôos domésticos e nenhum dos entrevistados realizava somente vôos internacionais. O gráfico abaixo mostra este fato:


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GRÁFICO 11 Vôos Domésticos e Internacionais Somente domésticos

Domésticos e Internacionais

36%

64%

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

A Importância do Comissário de Vôo para a Atividade Turística e de Aviação Civil

Com o enorme avanço que o transporte aéreo tem proporcionado aos viajantes civis e, em conseqüência ao turismo, a figura do Comissário de Vôo acaba se destacando e até influenciando na atividade turística, devido ao seu contato direto com os turistas no avião, quando os mesmos estão cada vez mais fazendo uso do mesmo para praticar o turismo. No que concerne à importância do Comissário de Vôo para a atividade turística, foi observado nos resultados dos questionários aplicados o seguinte:


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Importância do Comissário de Vôo para a Atividade Turística Promover a Segurança

Satisfação do Turista

Dar Informações turísticas

Promover o Entretenimento

20 15 10 5 1

0

... .. t re s. r... n . e . . u E T g çõ o Se do er ma r v a o o o er çã Inf rom ov sf a ar i P m t D o Sa Pr

GRÁFICO 12 Fonte: Pesquisa Direta, 2004. Tem-se como aspecto mais importante para a atividade turística o fato de o comissário de vôo proporcionar segurança aos turistas que viajam de avião. De fato, a figura do comissário de vôo se constitui na mais importante dentro do avião, no que diz respeito à segurança da tripulação e dos passageiros que estão viajando por motivos de turismo ou não. A essência do comissário de vôo é de um Técnico em Segurança. O serviço de bordo é um fator secundário na execução desta profissão, fato que é desconhecido da maioria das pessoas, o que acaba por não valorizar devidamente o profissional. Toda a responsabilidade no que tange à ajuda à tripulação e aos passageiros no caso de acidentes ou emergências recai sobre o comissário de vôo.


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O que qualifica o comissário de vôo para atuar como técnico em segurança é a vasta gama de treinamentos teóricos e práticos no curso preparatório para que ele possa prestar atendimento em situações de emergência e/ou segurança. Dentre as disciplinas ministradas aos futuros comissários de vôo durante o curso, tem-se: Medicina Aeroespacial, Primeiros Socorros, Higiene, Segurança de Vôo, Emergência e Sobrevivência na Terra, no Mar, na Selva, no Deserto, no Gelo e no Fogo, Marinharia, Combate ao Fogo, Meteorologia, Noções de Psicologia e etc. Além disso, depois que o comissário de vôo passa a trabalhar normalmente, a cada ano ocorre na empresa aérea uma reciclagem, onde os conhecimentos teóricos e práticos do curso preparatório são revisados, visando sempre à qualificação do comissário de vôo como Técnico em Segurança. Como técnicos em segurança, os comissários de vôo são responsáveis por deixar os passageiros à par dos procedimentos de segurança e emergência, cumprindo rigorosamente todas as normas e procedimentos técnicos de segurança à bordo e ainda auxiliando o Comandante da aeronave e atendendo os passageiros à bordo. Como segundo aspecto mais importante do comissário de vôo para a atividade turística está o fato de o comissário de vôo ser responsável por parte da satisfação do turista que viaja de avião, de acordo com os entrevistados (ver gráfico no. 11). Por estar em contato direto com o turista no avião, o comissário de vôo pode interferir positiva ou negativamente no saldo final de satisfação do turista na viagem, tanto quanto o recepcionista


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do Hotel onde o qual pode se hospedar, por exemplo, no que diz respeito ao Atendimento. Outro aspecto importante que esta profissão proporciona ao turismo está nas Informações Turísticas (ver gráfico no. 11). Por estarem quase todos os dias viajando a trabalho, os comissários de vôo acabam obtendo informações turísticas das diversas localidades aonde chegam depois de um vôo, pois os mesmos também são turistas, só que de uma maneira limitada. Durante um vôo os passageiros acabam sempre questionando ou procurando informações sobre a localidade para onde o vôo está se dirigindo. Esta não é uma das funções do comissário de vôo, mas ele está apto a desempenhá-la em virtude do que a sua profissão lhe proporciona. E, por último, está o fator Entretenimento (ver gráfico no. 11). Além de promover a segurança e o bem-estar dos passageiros, o comissário de vôo atua um pouco como psicólogo e sua arma é o entretenimento. Com um pouco de bom humor e paciência é possível tornar a viagem (vôo) um pouco mais satisfatória para aqueles passageiros que não estejam tão felizes com o vôo naquele momento. A satisfação dos clientes é muito importante para o comissário de vôo e para a companhia aérea. Enfim, ficou evidenciado que a importância do comissário de vôo para a

atividade

turística

está

na

segurança.

Segurança

esta

que

é

proporcionada pelos comissários de vôo aos turistas que viajam de avião, quando estes profissionais são acima de tudo e primordialmente, Técnicos em Segurança.


49

No que se refere à importância do comissário de vôo para a Aviação Civil, foi verificado através da pesquisa que a Segurança é um aspecto determinante na profissão de Comissário de Vôo, ou seja, que a importância do mesmo para a aviação civil atual está na segurança que este profissional está apto a proporcionar aos passageiros, pelos mesmos motivos já citados anteriormente no que tange à importância do comissário de vôo para a atividade turística. Logo após vem o atendimento, a operação de portas, o entretenimento e uma parcela que não vê importância alguma do comissário de vôo para a aviação civil atual, de acordo com o gráfico abaixo: GRÁFICO 13 Importância do Comissário de Vôo para a Aviação Civil

100,0% 80,0% 60,0% 40,0% 20,0% 0,0%

Técnicos em Segurança

Atendimento à bordo

Operação de Entretenimento portas

Não vê importância

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.

Como foi visto, a aviação civil se encontra hoje num nível de segurança bastante elevado, e isto ocorre em decorrência do Comissário de Vôo. Mas nem sempre foi assim. A atenção dada ao fator segurança só foi acontecer nos últimos vinte anos, em virtude do grande número de vítimas


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fatais em acidentes aéreos que poderia ter sido evitado mesmo depois de ocorrido o acidente. Foi a partir daí que o comissário de vôo começou a ser preparado, treinado e qualificado para agir em emergências e/ou acidentes aéreos.

Características, Atribuições e Capacitação dos Comissários de Vôo

Com base nas entrevistas realizadas com os comissários de vôo, tornase evidente e imprescindível que para ter êxito nesta profissão, o comissário de vôo deve possuir as seguintes características pessoais: •

Bom humor;

Entusiasmo;

Espírito de servir;

Humildade;

Personalidade participativa;

Facilidade de relacionamento;

Apresentação pessoal;

Ser bilíngüe;

Adaptar-se à falta de rotina;

Estar sempre informado;

Saber lidar com o público;

Desinibição;

Paciência;


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Simpatia;

Versatilidade.

A combinação dos fatores acima é determinante no profissional comissário de vôo para que ele tenha sucesso na profissão. Convém ressaltar ainda nas características do comissário de vôo que o mesmo atua em companhias de transporte aéreo, é assalariado, com carteira assinada que trabalha em equipe ou de forma individual, com supervisão ocasional ou permanente, dependendo da ocupação. Trabalha em horários irregulares nos períodos diurno ou noturno em grandes altitudes. Pode estar exposto a ruídos, radiação, material tóxico, micro-vibrações, doenças infecto-contagiosas, baixa umidade e baixos índices de oxigênio. Permanece em pé por longos períodos e pode estar sujeito a situações de estresse físico e emocional. Quanto às atribuições do comissário de vôo, a pesquisa mostrou as seguintes tarefas que o comissário de vôo deve desempenhar: 1. Checar os equipamentos e instalações a bordo de aeronaves; 2. Controlar entrada e saída de alimentos e materiais de limpeza; 3. Atender aos passageiros; 4. Demonstrar procedimentos de segurança e de emergência; 5. Servir refeições preparadas e bebidas; 6. Zelar pela manutenção da limpeza das aeronaves; 7. Preparar relatórios e/ou documentação; 8. Agir em situações de emergência; 9. Trabalhar com segurança.


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Com referência à capacitação dos comissários de vôo, foi verificado nos resultados da pesquisa que anualmente ocorre reciclagem, tanto na teoria quanto na prática, como já foi mencionado. São reforçados os conceitos de Primeiros Socorros, Atendimento ao Cliente, Sobrevivência na Terra, no Mar, na Selva, no Deserto, no Gelo e no Fogo, Técnicas de Segurança, Emergências e etc. Ocorrem também nessas reciclagens simulações de acidentes para o treinamento prático.

Vantagens, Perspectivas e Mudanças na área de Comissaria de Vôo

Dentre as vantagens da profissão de comissário de vôo citadas na pesquisa, pode-se demonstrar esta situação no gráfico da página seguinte.

GRÁFICO 14

Vantagens da Profissão Conhecer vários lugares e culturas Grande noção de conhecimento do Brasil Conviver com pessoas diferentes Cultura elevada Salário Poder viajar de graça para qualquer lugar do Brasil Os familiares têm descontos em passagens aéreas Conhecer sempre os melhores lugares Liberdade Não há rotina no casamento Nunca estar no mesmo lugar O curso de comissário é curto Pouco investimento inicial Amigos dentro e fora do Brasil Não é necessário curso superior Solidão

Fonte: Pesquisa Direta, 2004.


53

As

vantagens

acima

estão

qualificadas

de

acordo

com

sua

importância, baseado nas opiniões dos comissários de vôo entrevistados no decorrer da pesquisa de campo, ou seja, a vantagem que está com maior valor (“conhecer vários lugares e culturas”) foi considerada a mais importante para os profissionais dessa área e assim sucessivamente, como mostra o gráfico acima. Como se pôde ver, as vantagens desta profissão proporcionam aos comissários de vôo muitos benefícios, tais como grande desenvolvimento cultural, interpessoal, econômico, geográfico, intelectual, entre outros. As perspectivas na área de Comissaria de Vôo são favoráveis. Mesmo com o desaparecimento do glamour originado quando surgiu a profissão na década de 1930, e que prosseguiu ainda três ou quatro décadas depois, a possibilidade de desaparecimento desta profissão com o advento das Empresas Aéreas de Baixo Custo não existe. Isto pode ser explicado pelo fato de que em qualquer que seja a empresa aérea (de baixo custo ou não), a presença do comissário de vôo é imprescindível para a operação de portas no avião (abertura e fechamento das mesmas quando os passageiros entram e saem) nem que os mesmos possuam somente esta função. Isto ocorre porque o Piloto e o Co-piloto se encontram inaptos para esta função, uma vez que devem permanecer na Cabine de Comando. O que realmente é uma tendência atual e mundial é a extinção ou redução do serviço de bordo, uma vez que a prioridade na aviação é a segurança, e o comissário de vôo é responsável por isso.


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Um grande divisor de águas para a Aviação Civil atual e para a área de Comissaria de Vôo foram os Atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Após esta data, a situação da aviação civil nacional e internacional passou por grandes mudanças. Apesar de no Brasil não existir uma “cultura do terrorismo”, algumas mudanças ocorreram nas empresas aéreas brasileiras, dentre as quais foram observadas na pesquisa deste trabalho as seguintes: •

Todas as portas e divisórias do avião foram blindadas;

Passou-se a usar um código para entrar na cabine de comando;

Não se é mais permitida a visita de passageiros à cabine de comando (é estritamente proibida);

Todas as facas de metal foram retiradas das refeições;

A atenção aos passageiros e à sua bagagem aumentou (principalmente àqueles que demoram no banheiro);

A segurança foi reforçada;

Os comissários de vôo passaram a ter treinamentos de cargas perigosas;

A comunicação com o passageiro mudou (atualmente é dada uma importância maior ao que ele diz).

Face ao exposto, é de fácil compreensão que depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos a aviação civil não foi mais a mesma. Ficou evidenciado com este fato a fragilidade da segurança no transporte aéreo mundial, e que nos dias de hoje todo o esforço é concentrado na aprimoração da segurança dentro do avião e fora, nos


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aeroportos, e uma das formas disso ocorrer é através também do profissional comissário de vôo.

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56

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A importância do comissário de voo para a atividade turística e de aviação civil  

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