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Em que você acredita?

Editor e Diretor Administrativo Ruan Carlos Moreira ruan.carlos@impacttocm.com.br Editor e Diretor Comercial: Demétrius Alves Pereira demetrius.alves@impacttocm.com.br Departamento de Arte: Toni do Vale Rayner Egídio arte@impacttocm.com.br Fotografia: Vanessa Fernandes Lud Coelho Departamento Comercial: Carlos Junior Edi Wilson Operações: Rafael Venâncio contato@impacttocm.com.br Departamento de Jornalismo Raul Mariano jornalismo.impactto@gmail.com Projeto Gráfico: Fit Publicidade Ltda Tiragem: 20 Mil Exemplares Para Anunciar: (31) 3681-2067 (31) 8679-0525 Atendimento ao Leitor: (31) 3681-2067 contato@impacttocm.com.br Fotos de capa: Vanessa Fernandes

Não temas, porque o que está conosco é maior do que o está com eles. II Reis 6

P

ensar sobre o papel da religião na vida em sociedade é uma tarefa um tanto quanto instigante. Somos adeptos à crenças extremamente diferentes, seguimos doutrinas diversas, ao contrário de outros países, conseguimos viver pacificamente dentro desse caldeirão de credos distintos, sempre em busca do Deus pessoal. Foi essa constatação o que nos levou a trabalhar na nossa matéria de capa. Nela, o leitor vai mergulhar no universo das principais religiões praticadas do Brasil. Saber da origem de cada uma, seu público mundo afora, seus rituais e símbolos sagrados. Tudo isso baseado em um profundo trabalho de pesquisa e entrevistas com personagens extremamente interessantes, falando sobre seu envolvimento e adesão à prática religiosa. Vamos trazer também uma abordagem sobre uma das maiores causas de morte no mundo: o Acidente Vascular Cerebral. Nossa matéria vai contar o caso raro do analista de sistemas Renato Gonçalves, que sobreviveu a um AVC isquêmico no tronco cerebral em fevereiro de 2011, e acabou motivando a criação da primeira Associação Mineira do AVC. Um verdadeiro exemplo de superação e amor à vida que certamente vai emocionar o leitor.

Área de Circulação: Lagoa Santa | Vespasiano | Pedro Leopoldo | Santa Luzia | Belo Horizonte Aeroporto de Confins | Cidade Administrativa | Condomínios (RMBH)

06 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

Na coluna Raio-X, vamos desvendar como é o dia a dia dos coletores de lixo. Uma das profissões mais importantes para a vida urbana. Nossa equipe acompanhou o trabalho desses profissionais durante um dia inteiro e viveu, junto com eles, cada momento de sua dura rotina. Foram quilômetros e quilômetros rodados sob um sol escaldante cruzando bairros de Lagoa Santa na busca incessante pelo lixo. Uma reportagem de tirar o fôlego. Às vésperas das eleições municipais, essa edição também traz uma matéria com o perfil dos candidatos à prefeitura de Lagoa Santa, bem como as três prioridades de cada político. Uma síntese de quem são e o que pretendem fazer de imediato cada um, caso sejam eleitos. Ainda no campo eleitoral, fizemos também uma matéria contando um pouco da ascensão das mulheres que hoje se interessam, e muito, pela política. Só no município de Lagoa Santa, elas já representam mais de 30% das candidaturas. E isso é só um aperitivo para preparar nosso leitor para o que ele encontrará nas próximas páginas. Um prato cheio de assuntos variados e incrivelmente interessantes! Boa leitura. Ruan Carlos


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SUMÁRIO 32

30

38

Estresse

Raio X da Profissão

Religião

67

Especial Eleições

14

Entrevista

22 46

Coluna Economia Meu Condomínio

50

Lagoa Santa

58

Destaque AVC

64 74

Coluna Jurídica Mulheres na política

76

Flash

80

Guia

82

Coluna Antônio Roberto


FALE COM A REDAÇÃO C A RTA S D O L E I TO R

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Fale conosco pelo site ou ligue (31) 3681.2067 contato@revistaimpactto.com TECNOLOGIA

Parabenizo à Revista Impactto pela reportagem sobre os idosos e a internet. Tenho 68 anos, sou aposentada e há mais de 6 meses navegar na internet tem sido meu grande hobby. Me identifiquei muito com a matéria porque também descobri essa ferramenta muito tarde e isso é uma grande novidade para mim. Adorei saber que existem outras pessoas da minha idade que tem os mesmo gostos que eu. Judith Libânio (Belo Horizonte), Funcionária Pública aposentada.

EDUCAÇÃO A matéria sobre hábitos de leitura abordou um tema extremamente importante para o atual momento que estamos vivendo. O gosto pelo ato de ler parece diminuir a cada dia que passa. Vejo isso no meu próprio círculo de amizades e até na minha família. A impressão que eu tinha foi comprovada pelos dados apresentados na matéria, mas gostei de conhecer casos de pessoas que ainda gostam de ler. Isso porque eu também sou aficionada por livros. Clarice Silva (Lagoa Santa), pedagoga.

SAÚDE Até a leitura da matéria sobre botulismo eu nem sequer tinha ouvido falar sobre a doença. Fiquei espantada com o perigo que tem as intoxicações alimentares. Depois de ler essa reportagem eu passei a tomar mais cuidado com alimentos enlatados e em conserva, porque consumimos muito esse tipo de produto aqui em casa. Essa matéria foi muito útil para mim e também para as pessoas que eu conheço e posso explicar sobre essa doença. Jandira Bosco (Lagoa Santa), dona de casa.


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ENTREVISTA L Ú C I O C O S TA

VETOR NORTE SOB ENFOQUE ECONÔMICO Lúcio Costa, economista e membro do Clube dos 50, fala sobre o perfil econômico de Lagoa Santa e região. Para ele, diante da previsão de grande crescimento populacional, um planejamento mais participativo é de suma importância para que os recursos aplicados na cidade futuramente sejam melhor aproveitados. Ruan Carlos | Raul Mariano

IMPACTTO: A região norte foi a que teve, entre todas as outras regiões da grande BH, maiores investimentos do governo estadual. Como o senhor avalia, portanto, a aplicação e projeção destes recursos? LÚCIO C.: O Vetor Norte nasceu com a finalidade de expansão das atividades econômicas metropolitanas, preenchendo a probabilidade dos eixos de referência de evolução da densidade da população de forma mais homogênea em relação ao centro de gravidade geoeconômico que é Belo Horizonte. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de MG através do Masterplan do Aeroporto Indústria, prevê investimentos, até 2030, de R$21 bilhões, sendo R$ 6 bilhões em infraestrutura e R$ 15 bilhões em investimentos de alto valor agregado no entorno ao AITN – (Aeroporto Internacional Tancredo Neves). Apesar da recém anunciada nova alternativa ao AITN pela MG-424, que se constituirá em novo e parcial acesso, acreditamos que, para melhor acessibilidade à região, diante das futuras perspectivas de ocupação das áreas 14| IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


limítrofes disponíveis existentes, os atuais congestionamentos na MG-010 se agravarão, devendo ser elaborados estudos e projetos de transporte de massa, integrando a SAVASSI ao AITN, com pontos de recepção e chegada de passageiros no CENTRO, na Pampulha e no Centro Administrativo. No AITN ter-se-ia um terminal intermodal recebendo as demandas de Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas. IMPACTTO: Atualmente quais seriam as prioridades para que a região se desenvolva com qualidade? LÚCIO C.: Acreditamos na necessidade de um planejamento regional mais participativo, com destaque à interação do homem (físico) e seu meio ambiente específico (socioeconômico). As políticas públicas devem, além de respeitar as vocações locais e regionais, visar o equilíbrio da participação do “Eixo Estruturante de Ações Sociais”: I) melhoria na qualidade de ensinos fundamental e médio, bem como medidas concretas para implantação de ensino profissionalizante através do SENAC e SENAI; II) melhoria nos padrões de atendimento preventivo, urgência e emergência nas unidades de saúde pública existentes, abrangendo inclusive procedimentos de baixa e média complexidades; III) políticas integradas de segurança pública para redução dos índices de violência e criminalidade;

“Estão previstos, até 2030, investimentos de R$21 bilhões na região” IV) habitação popular: melhoria nas condições de acesso à casa própria , priorizando a demanda reprimida local sem desprezar o crescimento vegetativo populacional; e, V) melhoria da qualidade do sistema de transporte público municipal e intermunicipal , com tarifas e quadros de horários oferecidos, mais compatíveis com as necessidades da demanda da população, pois há necessidade de equilíbrio com o “Eixo Estruturante de Desenvolvimento Econômico” e com o “Eixo Estruturante de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente”. Este tipo de análise crítica, é indispensável à maior eficácia e eficiência dos órgãos planejadores e do próprio planejamento. IMPACTTO: Com a implantação/ execução de projetos como a linha verde, rodoanel, aeroporto industrial e diversos outros que o governo do estado estabeleceu como metas futuras, como o senhor avalia a economia da região para os próximos 20 anos? Qual a expectativa que o cidadão lagoassantense pode ter?

LÚCIO C.: Com base na taxa de crescimento populacional calculada pela Fundação João Pinheiro, e a partir de dados do IBGE, projeta-se para 2020 uma população residente em Lagoa Santa estimada em 120.000 habitantes. Com este crescimento sem dúvida, afetará as condições de uso e ocupação do solo urbano, com soluções de projetos de habitações multifamiliares através da verticalização, dado o valor e a disponibilidade da terra urbana. Estudos apontam, entretanto, que o adensamento urbano e a verticalização das edificações podem gerar sobrecarga nesse tipo de terreno, estimulando o colapso de vazios subterrâneos causados pela processo natural e dinâmico de dissolução do maciço rochoso. Pelas projeções demográficas feitas, levando-se em consideração os métodos da “taxa geométrica de crescimento” e “dos componentes”, podemos estimar, dentro de uma margem de segurança, uma população urbana de 200.000 habitantes em 2030. Em se observando um crescimento sustentável, sob a expectativa de todos, acreditamos, não obstante o progresso previsto, que haja condições de vida com tranquilidade, segurança e que tenhamos o prazer de ainda ter um bom lugar para morar. Há necessidade de revisão do Plano Diretor e de uma legislação urbana coerente com esta realidade futura. IMPACTTO: As cidades da nossa região são consideradas cidades-dormitório pelo fato da população trabalhar na capital, isso acaba por gerar um grande golpe em nossa economia, já que esses trabalhadores deixam grande parte de seus


recursos em Belo Horizonte. Em sua avaliação haveria a possibilidade de se inverter essa situação? LÚCIO C.: A mão de obra migra de regiões de salários baixos para as de salários altos até que os salários sejam igualados. Assim, acreditamos que somente através da implantação de programas de ensino técnico profissionalizante, para formação de mão de obra qualificada dentro do Município, face aos projetos de investimentos em curso pela iniciativa privada e pelo poder público, somente a parceria com órgãos representativos da construção civil (SINDUSCON-MG), com o SENAI em cursos capacitantes visando à formação tecnológica e com o SENAC, destinado à melhor qualificação de mão de obra para o setor de hotelaria e de serviços, estaremos preparados para esta reversão. IMPACTTO: Em Lagoa Santa não se tem uma política efetiva para instalação de distritos industriais, nos quais nasceriam ótimas oportunidades de emprego. Em sua avaliação, a cidade possui condições de investir neste viés? Por quê? LÚCIO C.: Lagoa Santa situa-se nos limites de uma unidade de conservação federal (APA Carste Lagoa Santa) devendo para tanto proceder aos estudos de impacto ambiental, e também, observar as características geomorfológicas dos terrenos utilizados para plantas industriais. Bens de capital seriados ou por encomenda, semicondutores, software, fármacos e medicamentos, ou seja, agregação de valor, principal-

mente no conteúdo de engenharia, encontram-se dentro das opções estratégicas das diretrizes de “Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior” do Governo Federal. Acreditamos que a criação da “AD LAGOA SANTA” – Agência de Desenvolvimento de Lagoa Santa –, seria um marco para a implantação, expansão de empresas comerciais, industriais e de prestação de serviços, bem como concessão de incentivos fiscais. IMPACTTO: Muitos políticos afirmam que o forte da economia de lagoa santa é o investimento no turismo. Contudo, esses investimentos foram muito tímidos nos últimos 20 anos. Como o senhor avalia essa situação? LÚCIO C.: Lagoa Santa possui vocações para o turismo, principalmente o “gastronômico”, o “de eventos e negócios” e o “cultural”. Carecemos, entretanto, de melhor diagnóstico, planejamento para as oportunidades existentes e interação plena entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, enfim melhor organização. Em relação ao turismo gastronomico já dispomos de uma rede de bares e restaurantes, principalmente na orla da Lagoa Central, que nos proporciona diversas alternativas. As famosas doceiras da Lapinha devem merecer especial atenção por seus doces típicos, licores, etc. O Festival de Gastronomia, após três realizações bem sucedidas, entrou no esquecimento de seus promotores.

IMPACTTO: O município deve explorar a questão de eventos e negócios? LÚCIO C.: Registra-se a expansão da rede hoteleira, entretanto ainda faltam espaços disponíveis para grandes congressos, convenções e simpósios envolvendo grande número de participantes. Há necessidade de apresentação de atrativos capazes de aumentar o prazo médio de permanência do turista na cidade, diante da proximidade do AITN. Nossos hotéis não podem ser utilizados somente como dormitório para o AITN. Não há material de divulgação dos atrativos turísticos disponibilizados, em português, inglês e espanhol. Por parte do poder público municipal, falta a criação de espaço para recepção e orientação de turistas, ou seja, o “Portal de Entrada” (Gate Way) da cidade. Não há disponibilidade de transporte privado, por exemplo, para oferecer um tour ao turista, na cidade e região. Enfim, muito ainda necessita ser feito para alavancar o turismo dentro desses pontos de vista, em Lagoa Santa. IMPACTTO: Em sua visão, quais foram os erros e acertos da gestão do município de Lagoa Santa nos últimos 20 anos? LÚCIO C.: O maior erro foi o processo de emancipação do Distrito de Confins. Em 2010 tínhamos um PIB (Valor Adicionado), segundo o IBGE , de R$ 339.972 milhões, correspondendo a um PIB/per capita de R$ 6.473,19, em valores correntes, para uma população de 52.520 (2010). O emancipado Município de Confins, na


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mesma pesquisa, tinha um PIB (Valor Adicionado), segundo o IBGE de R$ 24.772 milhões, com uma população residente de 5.936 habitantes (2010), e um correspondente PIB/per capita de R$ 37.865,90, em valores correntes, ou seja, 484,97% maior. Hoje o municipio recebe somente cerca de 34% da receita do sítio aeroportuário, devido a compensação ambiental para implantação do AITN, resultado de pressão de grupos conservacionistas. O maior acerto foi o processo de desenvolvimento regional. Parceria com o Estado de Minas Gerais através da compatibilização das políticas públicas municipais, dentro de um contexto de planejamento municipal integrado, com as políticas públicas de desenvolvimento regional induzidas pelo AITN, Projeto Aeroporto Indústria, da qual Lagoa Santa tem sido beneficiada com investimentos do porte do Centro de Pesquisa Aeroespacial, com implantação de indústrias como a EMBRAER e outras que muito contribuirão na área de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento tecnológico.

ASSOCIAÇÃO CLUBE DOS 50 (AC50)

Lúcio Costa e Horácio Guedes, membros do Clube dos 50.

A Associação Clube dos 50 é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou econômicos, de utilidade pública municipal, fundada em 25 de setembro de 2008 e destinada à promoção da cultura, conservação do patrimônio histórico, artístico e cultural, defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. É parceira da ACE Lagoa Santa e promotora do atual intercâmbio cultural Brasil/Dinamarca a partir de proposta aprovada pelo Governo do Estado de Minas Gerais, da

Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Lagoa Santa. Todo o trabalho promocional de Lagoa Santa foi feito com recursos dos próprios associados. Possui representantes nos Conselhos Municipais do Plano Diretor e do Meio Ambiente. Além do Programa Cidades Irmãs, a AC 50 promoveu a criação da Associação de Artesãos de Lagoa Santa (Lagoartesanta) com sua Feira de Artesanato que, em termos de arte popular é muito significativa para Lagoa Santa.


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Aiesca Breder e Aline Ogioni - sócias diretoras da empresa

PRONTOS PARA O MERCADO DE TRABALHO

Q

ualificação profissional é, indiscutivelmente, a chave para o sucesso no mercado de trabalho. Seja para quem busca o primeiro emprego, quem quer mudar a área de atuação ou crescimento profissional. Estar capacitado é um requisito crucial para sobrevier em um cenário tão competitivo e foi para atender a essa demanda que nasceu a Nova Formação Profissional. “Oferecemos cursos profissionalizantes em diversas áreas: Informática básica, design gráfico, desenvolvimento de websites, profissionais de vendas, turismo e hotelaria, telemarketing, auxiliar administrativo, técnicas contábeis, departamento pessoal, montagem e manutenção de computadores (com aula prática), autocad, entre outros”, explica Aiesca Breder, sócia-diretora da empresa. Por meio de um método inovador de ensino, a proposta da empresa é gerar mão de obra qualificada para o mercado da região. “Os cursos são interativos e individuais e os alunos contam com recursos audiovisuais, além de aulas complementares para

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o reforço do conteúdo”, explica Aiesca. “A duração mínima dos cursos é de 6 meses e a máxima 15. Nós trabalhamos com módulos no intuito de criar vários pacotes que atendam a necessidade de quem está buscando a formação”, acrescenta. Na Nova Formação Profissional, a prioridade é que o aluno adquira conhecimento necessário para ser encaminhado ao mercado de trabalho. “O método conta com a parte teórica e em seguida o aluno pratica aquilo que aprendeu através de exercícios de fixação, além do acompanhamento integral do monitor”,

explica Aline Ogioni, psicóloga e também sócia-diretora da empresa. “Após cada aula é realizada uma avaliação sobre o desempenho do aluno gerando uma média que é incluída na ficha pedagógica por onde acompanhamos a vida escolar do mesmo. Assim conseguimos elaborar estratégias para o efetivo aprendizado e rendimento”, completa. “Com uma ampla grade de cursos e horários, atendemos pessoas de idades e perfis bastante diversificados. O início pode ser imediato, sem a necessidade de formação de turmas”, explica Aline. Os horários também são flexíveis e caso o aluno não tenha disponibilidade de comparecer a escola, as aulas poderão ser remarcadas e o aluno não perderá conteúdo da matéria. Nosso objetivo é que os alunos adquiram um excelente aprendizado”, completa a psicóloga. E as vantagens não param por aí. Os alunos da escola têm a oportunidade de concluírem o curso com possibilidades reais de encaminhamento para empresas da região. “Já iniciamos parcerias com empresas locais e da grande BH para encaminhamento dos currículos dos alunos. Este serviço não gera custo tanto para os empresários quanto para os alunos.”, explica Aline. “ A forma como atuamos, é uma excelente prática de capacitação profissional e sem dúvida uma ajuda relevante para que nossos alunos consigam ingressar no mercado de trabalho”, conclui.

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21 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


ECONOMIA ÂNGELO

COUTO

É TIPO... O

brasileiro continua pagando por um dos serviços de telefonia mais caros do mundo. O alerta é da União Internacional de Telecomunicações (UIT) que apontou que, enquanto o mundo viu uma redução média de 22% nos custos de celular nos últimos dois anos, no Brasil essa queda foi de apenas um terço do valor, cerca de 7%. Para a entidade, o Brasil ainda não completou sua liberalização do mercado para operadores e monopólios ainda são um obstáculo.” * Publicado no caderno ‘Economia & Negócios’ do Estadão em 2011. Um ano após esta publicação, a situação só piorou. Com essa introdução vou levar mais um pau ao me meter a escrever sobre economia. Escrevo da forma que vejo o mundo e como reflete em meu bolso. Portanto, senhores editores da Revista Impactto, aí vai mais uma bomba! Pois é, não dá para entender um monte de “coisas” que acontecem nesta terra Brasilis em relação ao mundo. Uma delas é a tal da comunicação. TV paga, internet, e principalmente telefonia celular, que nos custam os olhos

da cara! Enquanto isso, na maioria dos países desenvolvidos e emergentes, os custos com estes serviços são bem, mas bem mais baixos em relação aos praticados por nossas operadoras. Isso sem falar da qualidade dos serviços, em todos estes segmentos. É tudo “tipo net”, se é que net é tipo alguma coisa. Aí fico pensando e colocando os neurônios para funcionar. A “coisa“ é toda ruim, funciona mal, o suporte e a assistência técnica são um desastre, o órgão que regula é moroso, e vez por outra dá um faniquito proibindo a venda de assinaturas, como se isso fosse resolver a questão. Posto isso, tente cancelar seu contrato com qualquer operadora. Aí é outra tragédia. É um jogo de empurra-empurra, um tal de aperte a tecla dois para falar com a atendente que te deixa horas a ver navios. É teste para detonar a sua paciência. Impera a falta de respeito e simplesmente rasgam o Código de Defesa do Consumidor. Se eu fosse alguma coisa lá na Anatel, baixava uma ordem. TIPO: A partir de hoje, querendo cancelar o serviço contratado é só entrar em contato com a sua operadora e acionar a tecla 1 e a sua senha. Pronto, sim-

angeloaugustocouto@gmail.com

ples, rápido e ligeiro. Teclou 1, cancelou, acabou, foi pro beleléu o contrato. E se a operadora quiser te resgatar como cliente, ela que ligue oferecendo melhores serviços e melhores preços. Tipo, deveria ser assim, mas não é. O que não dá para entender é como gastam com publicidade. De forma massificante vão ofertando os melhores serviços e os melhores planos. Aí a eficiência é coisa de outro mundo ! Mil e uma vantagens, os melhores planos, blá blá blá. Daí para frente a história muda. E começa pela ineficiência do sinal, queda na ligação, preços por minuto de uma operadora para outra que chegam à estratosfera. E a nossa saída? Comprar chips e mais chips. Já tem celular que comporta até 5 chips ( acho que por isto o Brasil tem mais celular que população). Pelo menos é bem melhor que carregar cinco aparelhos. Não seria mais fácil regular todas por preço x minuto. Cartel? Pode-se dizer que sim. Mas te ganhariam na eficiência e na qualidade prestada. Mas, nada disso acontece, o sinal é ruim, o custo da ligação é alto, e no fim das contas, aquela sensação de que é tudo. Tipo... zero!


POLÍTICA & CIDADANIA MAURO ALESSI

Nova Ficha Limpa Após o sucesso da criação da Lei da Ficha Limpa (iniciativa da Igreja Católica), que impediu a candidatura de diversos políticos tradicionais para os atuais pleitos eleitorais, a CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está aproveitando o ano eleitoral para apoiar importantes campanhas de assinaturas para a propositura, no Congresso Nacional, de duas outras novas legislações: uma para obrigar a União a reservar 10% do orçamento bruto para investimento na saúde pública, e outra, para acabar com as regalias dos políticos.

A Igreja pretende colher, no mínimo, um milhão e meio de assinaturas, para que consiga iniciar o procedimento legislativo no Congresso, de iniciativa popular, como ocorreu com a “ficha limpa”. Sem dúvida são iniciativas fantásticas. A saúde precisa mesmo de mais recursos e os políticos realmente estão com diversos benefícios acumulados (14º salário, ajuda palitó etc). É a oportunidade que nós, temos de gritar nossa insatisfação.

mauro@mauroalessi.com.br Em Lagoa Santa e região as listas estão disponíveis nas paróquias católicas. Independente de sua religião, vale a pena ir a igreja mais próxima, levando o seu número de identidade e do título de eleitor para fazer parte deste movimento.

Campanhas “xôxas”? Em recente viagem por Brasília, acabei por participar de uma conversa informal entre dois importantes políticos. Um é presidente de um grande partido em Minas, já o outro um veterano dirigente partidário nordestino. Na conversa, um dos pontos que os dois concordaram foi o seguinte: “estão muito xôxas as campanhas deste ano.” Com esta expressão os experientes políticos demonstraram que não há tanto engajamento político como em outro-

A violência continua!

Por mais que tenhamos escrito diversas vezes, em nossa coluna, sobre esse assunto, infelizmente só tem aumentado o número de assaltos no comércio de Lagoa Santa e Região. Atualmente é muito fácil encontrarmos pessoas que foram vítimas ou conhecem outros que passaram por este drama. Sei que o comando da PM local

ra; a população está em uma apatia social impressionante; e não há recursos financeiros e estruturas de propaganda como antes. De fato, quando ouvi isso, comecei a pensar sobre as campanhas de nossa região. Excluindo-se os que estão efetivamente trabalhando em campanhas, os demais não querem nem ouvir falar no assunto, preferindo deixar para depois a decisão em quem vai votar. Se você está assim, distante de tudo,

a hora de pensar em você mesmo é agora, pois o seu voto poderá influenciar a vida da coletividade, com você inserido dentro dela. E já que não há outro jeito, somos obrigados a votar mesmo, pense nisso antes de apertar os botões das urnas. Pense em si, mas como reflexo da sociedade. Bom Voto! Que vençam os candidatos que pensam nos seus representados e não somente no próprio bolso ou na vaidade pessoal.

tem se esforçado com ações preventivas, mas estes atos não estão tendo o efeito esperado, pelo menos com relação à insegurança da população. Assim, querido eleitor leitor da Impacto, aproveitando que os políticos estão ouriçados em busca de votos, não deixe de cobrar do seu candidato algo concreto para a Segurança Pública de sua cidade.

Aqui, como diria o Dr. Lund, ainda “é um bom lugar para se viver”. Mas até quando??? O dia que alguns novos empreendimentos imobiliários ficarem com lotes encalhados por causa da extrema violência urbana, talvez alguém faça algo. Precisamos esperar que isso aconteça? Pense nisso.


CULTURA

RAUL MARIANO

L

O MÊS DOS FESTIVAIS DE CULTURA

agoa Santa viveu no mês de setembro uma verdadeira imersão cultural. A começar pelo Festival Mamute, produzido pelo Coletivo Calcariu, que trouxe para a cidade oficinas didáticas de várias formas de arte, exposições fotográficas, varais literários, performances circenses e shows com artistas que estão escrevendo a nova história da música brasileira na era pós-indústria fonográfica. Foram três dias de festival que aglomeram centenas de pessoas no Iate Clube e certamente já entraram para a história da cidade. Uma semana depois o Festival de Cultura RegioFESTIVAL MAMUTE

FOTOS: COLETIVO CALCARIU

nal, promovido pela Secretaria de Cultura, repetiu a dose. Além de exposições e shows de artistas locais, o festival trouxe representantes importantes da música brasileira como Sérgio Pererê, Vanessa da Mata e o inigualável cantor Lenine, que mesmo tendo seu show adiado para a segunda-feira por problemas técnicos, provou novamente porque é um dos maiores representantes da música popular brasileira no mundo. O Iate Clube se tornou, de fato, o templo para a celebração da arte em Lagoa Santa e setembro de 2012 é um mês que vai deixar saudades. FESTIVAL DE CULTURA REGIONAL

FOTOS: BRUNO LOURENÇO


ARTIGO

DEMÓSTENES SALES

A culturA políticA de AntigAmente está em decAdênciA... Contato: delos@lagoasanta.com.br

T

endo em vista o envelhecimento dos antigos moldes de se fazer política, quando tínhamos “coronéis” sem farda, de uns tempos para cá houve vários fatores que contribuíram para a decadência deste modelo colonial e arcaico. Destacamos que isto ocorreu em cidades com até 50 mil eleitores, onde é possível detectar mais de perto os movimentos políticos. Vale então apontar algumas causas e efeitos dessa decadência da política do “coronelismo”: 1) Os eleitores das classes C e D formam atualmente uma grande força de trabalho e somam a maioria dos eleitores. 2) Em virtude dessa força no trabalho, que culminou em uma força econômica, tais eleitores ficaram mais independentes e conscientes na escolha do candidato preferido, motivados pelo aumento do poder aquisitivo, do índice de educação e da qualificação da mão de obra. 3) É importante destacar também que programas como “Bolsa Família” e “PAC” foram o carro-chefe para a reeleição da maioria dos prefeitos em 2008, sendo que o povo entendeu que os benefícios eram mérito só do Poder Executivo Municipal. Hoje, este fator não tem mais peso sobre as eleições municipais. 4) Com o passar dos anos, as promessas se tornaram repetitivas, com obras públicas não executadas e sempre adiadas mediante justificativas não convincentes dadas pela União, Estado e Município. O povo começou a levar a sério do ditado “promessa é divida”, e o cumprimento do programa de governo proposto nas eleições passou a ter um peso importante para o sucesso político. 5) Atualmente, o povo também não tem mais tolerância para a seguinte frase: “Não tem dinheiro”. Tal expressão, antes utilizada em quase toda a esfera pública como resposta para a

maioria dos pedidos de melhoramentos feitos pelas entidades de classe e cidadãos, ficou totalmente desacreditada. Atualmente, dar esta resposta significa retirar o diálogo e a esperança de quem perguntou, sendo que os danos políticos podem ser irreparáveis. 6) Hoje, o eleitor se sente mais valorizado quando tem a oportunidade de aproximar dos seus candidatos, seja nas carreatas, nas visitas, conseguindo perceber que seu voto tem valor, e não é somente mais um na soma final. 7) Nota-se também uma melhoria acentuada no relacionamento de antigos adversários políticos, o que hoje se reflete em um novo perfil dos candidatos, que atualmente são moradores mais novos na cidade, tendo em vista o envelhecimento e a diminuição do poder das famílias tradicionais. 8) Antigamente se fazia uma política mais raivosa e rancorosa, o que desagregava famílias e amigos. Terminava uma eleição e as partes já se preparavam para uma nova batalha. Atualmente, pelo contrário, a população tem maior integração social e sabe que o emocional dos candidatos pesa na hora da escolha. 9) As leis eleitorais estão mais rígidas, impedindo que motivos fúteis e infundados atolem a justiça eleitoral com denúncias e acusações mesquinhas. Ainda, com a aplicação da “Lei da Ficha Limpa” houve uma diminuição nestes processos. 10) Ao que parece, a população não espera assistir mais a denúncias de distribuição de cestas básicas pela madrugada, doações de sacos de cimentos, jogos de camisas de times de futebol, atos que já não angariam mais tantos votos. 11) Infelizmente ainda convivemos com alguns panfletos mal redigidos, porém, já ficou demonstrado que é uma forma ineficiente de fazer política. Resumindo, a população decreta: quem tem “telhado de vidro” não deve se aventurar na política.


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A ESCOLHA CERTA NA DECORAÇÃO

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afinidade com os produtos e os anos de experiência trabalhando com diversos tipos de materiais na área de decoração fizeram da empresária Maria Giucirléa de Souza, proprietária da Decore Casa em Santa Luzia, uma excelente consultora de vendas. A empresária afirma que os anos trabalhando com grandes empresas do ramo em Minas Gerais foram importantes para a formação da profissional que é hoje. São quase 15 anos de carreira e cerca de três anos da inauguração da Decore Casa em Santa Luzia. Hoje a empresa possui show room em dois endereços na cidade, e atende todas as cidades da região metropolitana. Para Léia, como gosta de ser chamada, além da consultoria na hora da escolha dos produtos, a preocupação com os detalhes no final garantem a satisfação dos clientes e fazem muita diferença. Ela garante que hoje o cliente masculino também é muito exigente na hora da compra de cortinas por exemplo. Nessa hora o atendimento mais personalizado oferecido pela empresa faz toda diferença. A empresa possui diversas parcerias como é o caso da Casa Verde Arquitetura e Paisagismo, de propriedade da arquiteta Marisa Vieira, com quem

Maria Giucirléa de Souza - proprietária da Decore Casa

desenvolve projetos para clientes em toda grande Belo Horizonte. A Decore Casa é uma das líderes na região na produção de cortinas sob medida, persianas e papel de parede e tem diversos clientes principalmente na grande BH. De olho nas novidades do mercado a empresa oferece aos clientes produtos diferenciados como cortinas automatizadas, que proporcionam maior comodidade, e, ainda, cortinas com trilho de corda para facilitar a abertura e manter o tecido mais limpo evitando o uso das mãos direto no tecido. Além de todas estas opções você ainda encontra nas lojas Decore Casa peças que vão dar um toque especial em seu ambiente, quer seja residencial ou empresarial.

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RAIO X DA PROFISSÃO

Fotos: Raul Mariano

PROFISSÃO LIXEIRO

GUERREIROS DA LIMPEZA URBANA Você já parou para pensar como é o dia dos coletores de lixo de Lagoa Santa? Eles são verdadeiros heróis que cumprem, diariamente, a missão de recolher todo aglomerado de resíduos que a cidade produz. Descobrimos que, para fazer o que eles fazem, só com muito preparo físico. A rotina dessa turma, definitivamente, não é moleza.

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RAUL MARIANO

ada brasileiro produz, em média, 1 quilo e 100 gramas de lixo por dia. Todos os dias cerca de 504 toneladas de lixo são produzidas no país. Por ano, esse número sobe para 184 mil toneladas, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). E a tendência é que, com a ascensão econômica de grande parte da população, essa quantidade aumente. Se estamos podendo comprar mais, logo vamos produzir mais lixo. Com isso, teremos que investir mais em políticas de reciclagem, mais espaço deverá ser providenciado para o despejo do lixo não reciclável e mais esforços terão que fazer os catadores de lixo para dar conta de tanto serviço. Sem estatísticas exatas a respeito da classe, o IPEA estima que hoje existam entre 400 e 600 mil lixeiros no Brasil. “Essa profissão não é brincadeira, não é para qualquer um. A gente trabalha num sol muito forte, carrega peso, desgasta muito”, afirma o lixeiro Anderson da Silva Estevão, de 19 anos, trabalhador do caminhão de lixo que faz a coleta em Lagoa Santa. “Somos muito cobrados, mas o salário não é grande coisa. Recebemos no contracheque R$622,00, mas quando vêm as horas extras e todos os benefícios certinho, consigo tirar R$1.050 reais”, afirma. Habituado à árdua rotina de trabalho, Anderson explica que a meta diária é cumprir a rota e não

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importa a hora de parar. “O horário aqui é muito relativo. Nós pegamos serviço às 3 horas da tarde e completamos a rota. Normalmente às 10 da noite nós já terminamos tudo. Mas não tem hora certa pra largar serviço”, conta. “O trajeto da minha equipe é o Centro, as avenidas João Daher, Pinto Alves e Acadêmico Nilo Figueiredo, além da Várzea e toda orla da lagoa. E eu trabalho de segunda a domingo. Folgo um domingo e trabalho o outro”, relata o jovem. As equipes de coleta de lixo da cidade são formadas por 2 lixeiros e um motorista e trabalham 7 dias por semana. O lixo recolhido é levado para um aterro sanitário na cidade de Sabará. E não é pouca coisa. “São 5 caminhões com cerca de 8 toneladas cada um. Mais ou menos 40 toneladas por dia”, relata Anderson. “O bairro que vejo que produz mais lixo é o Joá porque é muito grande. O que produz menos é o Recanto do Poeta, porque é um bairro pequeno. E por aí a gente

vê muito desperdício. Comida então nem se fala. Comida quente que parece ter acabado de sair do fogão. Eu me lembro daquelas pessoas da África, que comem barro, e meu coração até dói. Isso é um pecado”, lamenta o lixeiro que afirma já ter se acostumado com os desconfortos de lidar com o lixo. “O cheiro do lixo é muito ruim, mas a gente já está acostumado e nem ligamos muito. A gente deve correr mais de 70 quilômetros por dia na rota, mas nós trabalhamos em equipe. Um ajudando o outro”, explica. E é a cooperação mútua que faz com que Anderson, seu parceiro Euler e o motorista Josimar realizem seu duro trabalho conservando um sorriso no rosto. Durante toda a rota cumprida pela equipe, nem o sol, nem as subidas de ruas íngremes, nem a série de obstáculos que surgem pelo caminho acabam com o bom humor e a força de vontade dos três. E haja força de vontade. “Nós, mui-


Após o sucesso absoluto da primeira etapa, vem aí sua segunda oportunidade de morar no melhor condomínio da região de Sete Lagoas.

Complexo de lazer 2 quadras de tênis; 2 campos de futebol society; Piscina; Espaço Fitness; Sauna; Salão de Jogos; Centro Hípico com pista de apresentação e baias; Playground; Espaço Gourmet. Portaria 24 horas. tas vezes, temos que passar por ruas estreitas com carros mal estacionados, conviver com motoristas que não respeitam os sinais que a gente faz, recolher lixo em lugares difíceis de ver, pegar tambores amassados e até sem fundo, cortar a mão com cacos de vidro ou furar a mão com seringas que são colocados junto com lixo comum, pegar sacos de lixo rasgados e ainda ouvir palavras desagradáveis de alguns alunos em portas de escola”, relata o motorista Josimar. Mas não basta ter bom preparo físico e fôlego de maratonista para trabalhar na coleta de lixo. Ter equilíbrio, espírito aventureiro e muita coragem são pré-requisitos obrigatórios. “Ir pendurado ali atrás do

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caminhão é arriscado sim. Corremos o risco de outro carro bater na traseira do caminhão e machucar a gente ou de o motorista frear e você bater o rosto”, alerta Anderson. “Já vi acontecer várias vezes, mas eu, graças a Deus, nunca caí. Nosso motorista é muito tranquilo, paciente. Não gosta de correr”, comemora o trabalhador que, mesmo gostando do que faz, pensa em melhorar de emprego em breve. “Eu já estou fazendo autoescola. Estou na legislação. Assim que eu tirar carteira vou arrumar um serviço melhor”, completa. Anderson e Euler explicam ainda que, além das dificuldades, precisam contar com a colaboração de muitos moradores que nem sempre estão disposto

a ajudar. “Tem muitos moradores que não colaboram. Colocam o lixo fora de sacolas, em locais escondidos, mas ainda assim a gente faz o possível pra catar tudo. A gente pede para as pessoas colaborarem, mas alguns ainda não entendem isso”, contam. O problema do lixo nas cidades brasileiras será solucionado quando todos entenderem que isso é de fato um problema nosso. Não apenas o cidadão deve aprender a descartar seu lixo corretamente, assim como empresas e hospitais precisam enxergar o perigo de descartar o lixo de forma errada. Com ou sem o apoio de alguns, esses trabalhadores provam, a cada dia, que cumprem uma função vital para a sociedade.

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Divulgação

SAÚDE GERAL ESTRESSE

ESTRESSE O mau do século

O estresse pode provocar desde uma simples dor de cabeça até um enfarte. Por outro lado, pode ser positivo quando nos ajuda a atingir um alto índice de eficiência.

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stresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos. Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou

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uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. À noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, os dois mal têm forças para trocar de roupa e cair na cama. A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte. A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais

popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem. É pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga. Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável. No entanto, o estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem


Teste o nivel do seu estresse Leia as questões abaixo e marque, em cada uma, a resposta que melhor corresponde ao que você sente. As perguntas se referem ao periodo das últimas semanas.

Nunca Raramente As vezes

Quase Sempre

Sempre

Você pratica exercícios físicos?

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Você demora a pegar no sono devido ficar pensando nos problemas do dia a dia?

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Não estou satisfeito com minhas condições físicas: estou fora de meu peso.

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Acho que não tenho tempo suficiente para fazer tudo o que precisaria ser feito.

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Quando uma situação me aborrece eu fico muito nervoso (a)?

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Você se considera uma pessoa sociável?

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Você chora com frequência?

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No geral, você é uma pessoa comprometida com o que faz?

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Os problemas financeiros/emocionais me deixam muito abalados(a)? Me escondo dos meus principais problemas.

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Penso que deveria ter mais tempo para conviver com meus amigos e familiares.

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Resultado: Transforme cada letra de cada questão pelo número de pontos correspondente. Some os pontos de todas as questões e verifique o resultado abaixo: PONTUAÇÃO: Nunca = 1 ponto - Raramente = 2 pontos - As vezes = 3 pontos - Quase Sempre = 4 pontos - Sempre = 5 pontos GRUPO I - 1 a 20 pontos: Você sabe administrar muito bem as situações do dia-a-dia. Você não aparenta ter estresse. Continue assim! Grupo II - 21 a 35 pontos: Nível médio de estresse, procure apenas relaxar um pouco mais e se alimentar de forma equilibrada para manter-se neste nível. Grupo III - 36 a 45 pontos: Excesso de estresse presente. Comece a mudar o seu estilo de vida para reduzir o estresse. Procure relaxar e respirar melhor. Grupo IV - 46 a 56 pontos: Você precisa de ajuda profissional para aprender a lidar melhor com as causas que geram o seu estresse e superá-las. Procure um psicólogo de sua confiança.

todos os dias. A promissória a vencer no banco e o compromisso com hora marcada prejudicado pelo congestionamento inexplicável não liberam mediadores na quantidade necessária para enfrentar um animal ameaçador, mas provocam um discreto e constante au-

mento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos que, sem dúvida, trazem consequências negativas para o organismo. Vários especialistas identificam o estresse em dois segmentos, o positivo e o negativo.


O estresse positivo é o estresse em sua fase inicial, a do alerta. O organismo produz adrenalina que dá ânimo, vigor e energia, fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa. Ela pode passar por períodos em que dormir e descansar passa a não ter tanta importância. É a fase da produtividade. Ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo, pois o estresse se transforma em excessivo quando dura demais. O estresse negativo é o estresse em excesso. Ocorre quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. O organismo fica destituído de nutrientes e a energia mental fica reduzida. Produtividade e capacidade de trabalho ficam muito prejudicadas. A qualidade de vida sofre danos. Posteriormente a pessoa pode vir a adoecer. O estresse ideal é quando a pessoa aprende o manejo do estresse e gerencia a fase de alerta de modo eficiente, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. Para quem aprende a fazer isto o “céu é o limite”. O organismo precisa entrar em homeostase após uma permanência em alerta para que se recupere. Após a recuperação não há dano em

entrar de novo em alerta. Se não há um período de recuperação, então, doenças começam a ocorrer, pois o organismo se exaure e o estresse fica excessivo. Muitas Pessoas questionam se o stress é uma doença ou não! O stress pode ser compreendido com uma resposta psicofisiológica, pois envolve aspectos psicológicos: emoções, pensamentos e o próprio comportamento apresentado pelas pessoas; e aspectos fisiológicos: alteração do hábito alimentar, alteração do sono, sintomas físicos com gastrite, úlcera, hipertensão, entre outros. Neste sentido pode-se dizer que o stress, em si, não é uma doença, contudo pode ser o ponto de partida para que o indivíduo desenvolva alguma doença. Caso este nível de estresse ultrapasse o limite compreendido como positivo, o organismo pode ficar exausto e começar a apresentar os sintomas de irritabilidade; alteração do humor; vontade de sumir; ansiedade; alterações do sono; assim como sintomas físicos, resfriados e gripes freqüentes (o stress afeta o sistema imunológico); hiperacidez estomacal; tensão muscular, etc. Nesta fase pode aparecer algumas doenças clínicas, e estas variam de indivíduo para indivíduo, de acordo com

a predisposição genética de cada pessoa e o ponto de choque de cada um. Para tratar do stress é fundamental que a pessoa apresente mudanças em seu padrão de comportamento, neste sentido a psicologia tem um papel importantíssimo, pois ajudará o indivíduo reconhecer seu comportamento, sua forma de interpretar o mundo e assim mudar de comportamento de forma a enfrentar os estressores da vida sem entrar num desgaste tão intenso. Para se prevenir de um estresse que ultrapassa os limites toleráveis, o primeiro passo é identificar a causa desse estresse e verificar se é possível afastá-la. Se não for, é preciso criar estratégias para resolvê-la. Às vezes, a solução encontrada não é a ideal, mas é a que se pode pôr em prática naquele momento. Além disso, horas de sono e de lazer para reduzir os níveis constantes de adrenalina também são boa medida profilática. A atividade física, mas sem cobrança de desempenho perfeito, é fundamental nesse processo e curtir alguns hobbies ajuda muito desde que não estejam relacionados com o trabalho do dia a dia. Se a pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse sozinha, deve procurar ajuda profissional.


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SAÚDE ODONTO HALITOSE

O mau hálito ou halitose não é uma doença e sim, um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.

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Dra. Lilian Ribeiro Monteiro

álito é todo ar expirado pelos pulmões, podendo sair pela boca ou por outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. O normal é o hálito humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas pessoas ao seu redor. A halitose, nome científico do mau-hálito, é uma anormalidade do hálito, em que são liberados odores desagradáveis. É o sintoma de algum 36 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

MAU HÁLITO ou HALITOSE?

problema de origem local, geral, sistêmica e/ou emocional, ou seja, é um sinalizador de que algo não vai bem no organismo. O mau hálito altera o padrão de comportamento na sua vida social, familiar e de trabalho, levando o paciente a apresentar uma tendência ao isolamento e distanciamento das pessoas queridas. Dentre as causas de origem local, podemos citar o acúmulo de placa dentária, a cárie e suas seqüelas, alterações gengivais e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal adaptadas, alteração na composição e quantidade da saliva e principalmente a saburra lingual. Aproximadamente 85% dos casos de halitose são de origem local, relacionados a alterações bucais.

Alguns pensam, imaginam ou houve falar que o mau hálito é gerado pelo estômago. Apos muitos estudos ficou claro que são raros os problemas de halitose gerados pelo sistema gástrico, porém não pode ser descartada a hipótese, caso o paciente tenha problemas de refluxo gástrico, o que facilita na formação da saburra lingual. Com base em diversas pesquisas pode-se afirmar que apenas 1% das causas da Halitose está associada a problemas gástricos Em alguns casos problemas como: diabete, intestino preso, disfunção renal grave e ausência de vitamina C, podem ocasionar na halitose. Outra forma de halitose é o mau cheiro temporário causado por algum com-


POR QUE A PESSOA QUE TEM HALITOSE MUITAS VEZES NÃO SABE DA SUA CONDIÇÃO? Isso ocorre porque o olfato, assim como a visão, é suscetível à grande adaptação. Na primeira exposição a um cheiro muito forte, a sensação pode ser muito intensa, mas dentro de alguns minutos, o odor quase não é mais sentido. Dessa forma, as pessoas são incapazes de avaliar sua própria halitose. ponente específico da dieta como álcool, cebola e alho. A halitose fisiológica é uma condição transitória, geralmente controlada com uma boa higiene bucal. O grande problema é a halitose patológica que é muito mais intensa e persistente. O tratamento da halitose deve ser baseado na correta identificação da causa (ou causas) que determina a produção dos gases causadores do mau hálito e na sua eliminação ou atenuação. Para nossa sorte, a natureza fez com que o corpo humano tivesse em nossas bocas sua própria defesa anti-bacteriana: a saliva. A bactéria bucal que causa mau hálito é “anaeróbica”, isto é, as que gostam de viver em locais onde existe pouco ou nenhum oxigênio. A saliva, dentre outras coisas, contém excesso de oxigênio. A higiene bucal também é fundamental para o sucesso do tratamento: Escove os dentes sempre que puder, principalmente após cada refeição. Passe um fio dental entre os dentes e faça limpeza da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias depois bocheche fortemente. Os enxágües bucais podem ser úteis para a limpeza de áreas de difícil acesso,

como as amídalas linguais. Deve-se tomar cuidado com os enxágües que contêm alta concentração de álcool, pois podem agravar quadros de boca seca e ardor. Para diminuir o mau hálito oriundo de excesso de bebida ou do cigarro, procure bochechar três vezes ao dia com água e limão (sem açúcar ou dietéticos). O limão tem ácidos que anulam os odores típicos dessas substâncias. Para aumentar a produção de saliva na boca, evitando o prejudicial ressecamento, mastigue uma goma de mascar qualquer (preferencialmente diet.. Além dos enxágües bucais, os lubrificantes orais e salivas artificiais podem ser úteis nos casos em que a pessoa apresentar produção deficiente de saliva. Uma forma simples de controlar o mau hálito é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar o jejum prolongado. Por fim, ter mau hálito não é normal, portanto, em caso de suspeita procure um cirurgião-dentista. Somente com a realização de uma criteriosa analise odontológica é que o profissional propiciará condições para que o paciente sinta-se à vontade para relatar o problema de halitose e detalhar quais as possíveis causas do problema.

POR QUE É COMUM AS PESSOAS APRESENTAREM MAU HÁLITO AO ACORDAR? O mau hálito matinal é conhecido como halitose fisiológica. Ela ocorre porque durante o sono a produção de saliva cai para níveis mínimos, causando a putrefação de células descamadas da mucosa bucal que permanecem retidas na boca, causando odor desagradável. Soma-se a isso o longo período sem a ingestão de alimentos, diminuindo os níveis de glicose no sangue e deixando o hálito com odor cetônico.

FONTE: Revista da APCD (227) - Orientando o Paciente


CAPA RELIGIÕES

OS VÁRIOS

CAMINHOS DA

As mudanças no perfil religioso do brasileiro tornam-se cada vez mais comuns no país que continua sendo, majoritariamente, cristão. Mas nesse emaranhado de crenças, a diversidade ainda é nossa marca registrada. 38| IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

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RAUL MARIANO

busca por respostas para o enigma da existência, da criação do universo, do sentido da vida na terra e do que existe após a morte sempre perseguiu a humanidade. Nessa incessante procura, o homem criou formas de linguagem e produziu símbolos que representassem a tentativa de transcendência, de conexão com algo superior, que transpusessem as barreiras do mundo físico e explicassem, de alguma forma, o que realmente viemos fazer aqui. Foi daí que nasceu a religião. Palavra que vem do latim “religare” e significa justamente a experiência de “religação” com o divino. No Brasil, esse é um tema extremamente vasto, dada a diversidade de credos praticados no país. O pluralismo religioso fruto das misturas entre povos e culturas é


evidente em todos os estados e, de acordo com dados do Almanaque Abril 2011, menos de 10% da população brasileira se considera sem religião. Somos 2,2 milhões de espíritas, quase 43 milhões de evangélicos, mais de 127 mil candomblecistas e, aproximadamente, 125 milhões de católicos. Sem falar em religiões de menor expressão no país, como o budismo, judaísmo, xamanismo, hinduísmo, tradições indígenas como o Santo Daime e doutrinas como o ateísmo e o agnosticismo. Números que expressam o quanto a religião está arraigada na sociedade, mas, ao mesmo tempo, revelam que a fidelidade a uma determinada doutrina pode dimi-

nuir ao longo do tempo. O último Censo Demográfico do IBGE de 2010 revelou que, apesar de 64,6% da população ainda se declarar católica, a quantidade de fiéis dessa religião diminuiu. Os evangélicos, por outro lado, já representam 22,2% dos cristãos brasileiros e seguem em ascensão. A chamada linhagem pentecostal e, agora, neopentecostal tem a maioria de fiéis no meio evangélico, com mais de 17,6 milhões de pessoas. Liderando o ranking das igrejas, a Assembleia de Deus é a que possui mais adeptos. Cerca de 8.500.000 pessoas. Em números absolutos as mudanças chamam ainda mais a atenção. A igreja católica que tinha 124,9 milhões de seguido-

res no ano 2000 caiu para 123,2 milhões em 2010. Uma perda de mais de 1,7 milhões de fiéis. Se essa proporção for seguida, em duas décadas a religião terá, possivelmente, menos da metade da população brasileira como adepta. Esse movimento de migração entre religiões é cada vez mais comum. Uma pesquisa feita pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) no ano de 2006 constatou que um quarto dos 2870 entrevistados já havia mudado de religião. Prova de que, cada vez mais, o fiel tem autonomia sobre sua fé e cabe às igrejas, centros, terreiros e templos desenvolver estratégias convincentes para conquistar as ovelhas desgarradas.


CATOLICISMO

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om mais de um bilhão de seguidores mundo afora o catolicismo agrega a maior comunidade de cristãos do planeta. O nome vem do grego katholikos e significa “universal”. Segundo a história, o termo é utilizado desde o século I, possivelmente, pelos próprios apóstolos de Cristo. A igreja tem sua sede mundial na cidade-estado do Vaticano, situada dentro de Roma desde 1929, e é dividida em dioceses (unidade geográfica que integra a organização territorial da igreja) que são dirigidas por bispos subordinados ao Papa. Este, por sua vez, é tido como o sucessor do apóstolo Pedro a quem Jesus teria confiado a missão de perpetuar sua palavra. Desde então, a igreja tem escolhido seu líder, como aconteceu em 2005, quando o Papa Bento XVI ocupou o lugar deixado por João Paulo II e se tornou o 266º Papa da Igreja Católica. A missa é a principal cerimônia do catolicismo e é nela que acontece a eucaristia, o rito sagrado mais importante da igreja. De acordo com a crença, é esse o momento em que Jesus Cristo se encontra presente com seu “corpo, sangue, alma e divindade” na forma de pão e vinho. A celebração é ministrada por um padre (do latim páter ou pátris, que significa “pai”) que é o agente católico que administra os sacramentos como a própria eucaristia. Em Lagoa Santa, o Padre Alexandre de Araújo é o responsável pela paróquia de São Paulo Missionário, no bairro Vila Maria. Nascido numa família católica não praticante, ele conta que percebeu sua vocação por volta dos 19 anos de idade. “Foi em 1996 que eu tive uma experiência real de conversão, através da renovação carismática católica. A partir dali comecei a me envolver com as pastorais e movimentos da igreja. Então eu comecei a perceber um chamado de Deus e pensei: Por que não ser padre?”, relata Alexandre. Aos 37 anos de idade, Alexandre conta como teve a certeza de que o

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Padre Alexandre de Araújo - responsável pela paróquia de São Paulo Missionário, no bairro Vila Maria.

sacerdócio era seu destino. “Comecei a ir em encontros vocacionais e demorei uns 4 anos pra realmente entrar para o seminário. Mas um dia um senhor foi à minha casa e minha mãe contou que eu queria ser padre”, explica. “Então esse moço veio até mim e me deu um abraço forte contando que se arrependia por não ter realizado seu sonho de ser padre. E me disse que se eu tivesse essa vontade eu deveria ir sem medo. Então ali eu tive a certeza”, relembra Alexandre. Como o padre mais jovem de Lagoa Santa, Alexandre conta que hoje tem a plena certeza de que fez a opção certa. “Eu sou muito feliz na minha opção. Entrei com medo, mas aprendi que a certeza sempre vem depois, nunca antes. Posso dizer que

sou muito realizado e não me arrependo de forma alguma de ter tomado esse caminho”, afirma. Hoje, o sacerdote acredita que mesmo com a queda no número de fiéis que professam o catolicismo, não há motivo para alarde. “Acho que a fé e a adesão a Cristo é livre e pessoal. Eu me sinto realizado na igreja em que eu fiz uma experiência de fé. Não me preocupa o crescimento do número de evangélicos porque estes também são cristãos, acreditam em Jesus. O que me preocupa é o índice de pessoas sem fé, que também cresce muito”, ressalta. “Esses dados representam fases, momentos. A igreja já passou por vários problemas e está aí há mais de 2 mil anos. Somos uma igreja fundada por Jesus Cristo”, conclui.


PROTESTANTISMO

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les são a classe religiosa que mais cresce no Brasil há aproximadamente meio século. Os evangélicos, ou protestantes, já somam – segundo dados do último Censo do IBGE – quase 43 milhões de fiéis em todo país. O equivalente a 22,2% da população brasileira. O fenômeno parece ser, finalmente, um reflexo mais expressivo do rompimento ocorrido há 495 anos, entre o teólogo alemão Martinho Lutero e a, então soberana, Igreja Católica. O monge agostiniano que se pôs contra à venda de indulgências (vagas no paraíso para quem pudesse pagar) praticada na época pelo Papa Leão X, propôs, no dia 31 de outubro de 1517, as 95 teses para reforma da doutrina católica que revolucionariam profundamente o cristianismo. Por causa de sua atitude, Lutero foi excomungado da Igreja, mas terminava ali a hegemonia do catolicismo. O protestantismo culminou, então, na fundação de igrejas cristãs dissidentes como a Presbiteriana, a Batista e a própria Igreja Luterana e, de lá para cá, proliferou mundo afora. Dentro da religião, novos ramos como o pentecostalismo e o neopentecostalismo surgiram a partir do século XX. Focadas na convicção nos poderes do Espírito Santo, essa novas igrejas se popularizaram a partir da década de 1970 e hoje tem as chamadas células em todo país. “Nossa doutrina é neopentecostal, no estilo da Igreja Assembléia de Deus. Nossos cultos são mais litúrgicos, bem alegres, com palmas e instrumentos musicais diversos”, afirma o Pastor Marcus Fonseca, membro do Ministério Restaurando Famílias, da Igreja Deus Pentecostal do Brasil, a IDPB. Casado com uma pastora e pai de 3 filhas, o manauense de 35 anos conta que nasceu num lar evangélico. “Meus pais eram pastores evangélicos quando nasci. Eu tive influência desde o meu berço. Mas minha decisão marcante de trabalhar para a igreja foi aqui em Lagoa Santa, junto com minha esposa Regiane, também pastora”, explica Marcus. Convicto de que foi transformado pela fé, o pastor afirma que os benefícios

que teve extrapolaram a esfera espiritual. “Eu tive inúmeros benefícios a começar pela minha própria saúde física”, diz. “E isso não aconteceu por causa da religião evangélica, mas sim por causa de Jesus. Placa de igreja não faz mudança no ser humano. Quem faz a mudança é Jesus”, garante Marcus. “Com isso eu pude também ajudar muito meu próximo. Muitas pessoas nos procuram em busca de conselhos, de uma palavra, de uma oração. O que é mais gratificante é poder ajudar essas pessoas”, ressalta o pastor. “Acreditamos que se o Espírito Santo agir as pessoas começam realmente a viver conforme sua vontade”, completa. Dono de um discurso eloquente e personalidade carismática, o pastor Marcus se tornou, ao lado de sua mulher, uma espécie de conselheiro de sua comunidade. Hoje, sua orientação é procurada até mesmo por pessoas de outra religião. “Tenho convívio com pessoas católicas, pessoas que frequentam centros espiritas e até pessoas que vão a terreiros de ma-

cumba. Muitas vezes essas próprias pessoas nos pedem conselhos. Então, pelo nosso jeito de ser, não temos problema algum com isso”, afirma. E os evangélicos não estão pra brincadeira. No dia primeiro de janeiro de 2004, a Igreja Pentecostal Deus é Amor inaugurou no centro de São Paulo um novo templo. Até aí nada demais, a não ser pelo fato de que a edificação com o tamanho aproximado de um shopping center acomoda 22 mil pessoas sentadas. Capacidade cinco vezes maior do que a Catedral da Sé, templo católico que fica nas proximidades. Em Belo Horizonte, as grandes construções também se destacam. A Igreja Batista da Lagoinha, segundo o site de notícias gospelmais. com.br, já apresentou projetos para a construção de um novo templo com capacidade para 35 mil fiéis, praça de alimentação para 7 mil pessoas e torre de oração com 23 metros de altura. Com a obra, a Igreja pretende alcançar, até 2020, 10% de toda população belorizontina. Algo em torno de 250 mil pessoas. São os números da fé.

Pastor Marcus Fonseca - membro do Ministério Restaurando Famílias da Igreja Deus Pentecostal do Brasil.

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ESPIRITISMO

O O

Brasil possui a maior comunidade espírita do mundo, embora a pátria-mãe dessa religião seja a França. Foi lá que nasceu Hippolyte Léon Denizard Rivail, o Allan Kardec, pedagogo que codificou as diretrizes que compõem O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1859), O evangelho segundo o Espiritismo (1863), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Obras que orientam a vida de quase 20 milhões de seguidores do espiritismo mundo afora. A religião chegou às terras tupiniquins por volta de 1860, mas num país que, à época, era quase 100% católico, era de se esperar que houvesse retaliações. O artigo 157 do Código Penal de 1890, por exemplo, declarava que o espiritismo era crime com punição de até 6 meses de prisão e multa de 500 mil réis. Entretanto, as comunidades espíritas só cresciam e demonstravam, apesar de toda resistência, que eram exemplo para a sociedade. Por meio da prática da caridade - marca registrada do movimento - os centros espíritas promoviam benfeitorias para as comunidades que estavam ao seu redor. E esse foi um dos grandes motivos para a propagação da doutrina no Brasil. Hoje, apesar de sermos declaradamente um estado laico (sem religião oficial), o espiritismo ainda é visto de forma míope por grande parte da sociedade e quem pratica a religião ainda é obrigado a lidar com discriminação. “O preconceito, infelizmente, ainda é uma tônica geral no meio em que nós vivemos e é ainda muito forte”, afirma Nacip Gomes, do Centro Espírita Bezerra de Menezes, em Lagoa Santa. “Mas devemos levar em conta que muitas pessoas possuem o hábito de sempre criticar aquilo que não conhecem. São pessoas que sentem preconceito delas próprias”, diz. “Normalmente elas confundem o Espiritismo com religiões que possuem práticas muito ostensivas, a ponto de sacrificar animais, queimar incensos, velas, oferendas, oráculos, consultas cobradas, fazer e desmanchar trabalhos”, comenta. Ex-católico, Nacip afirma que a prática do espiritismo exige muito estudo e que cada pessoa recebe seus benefícios de acor-

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Nacip Gomes - Coordenador do Centro Espírita Bezerra de Menezes

do com seu tempo e intimidade com Deus. “A Doutrina Espírita é extremamente consoladora. Ela se baseia em três princípios básicos que são religião, ciência e filosofia. Não existem segmentos diferentes e os ensinamentos dos Espíritos são os mesmos para todos”, afirma. “O que você aprender em um centro espírita como sendo orientação doutrinária, extraída das obras básicas de Allan Kardec, deverá ser o mesmo que irá ouvir em outro Centro Espírita”, ressalta Nacip. “O que ouvir de diferente e conflitante será por parte de quem der as informações. Por isso a importância de se estudar corretamente os princípios básicos da Doutrina Espírita”, completa. E assim como o estudo bíblico é praticado e incentivado em religiões como o protestantismo, no espiritismo a instrução dos praticantes segue a mesma sistemática. “Nós temos o ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que é o estudo das obras de Allan Kardec realizado em todos os Centros Espíritas”, explica Na-

cip. “Assim como há profissionais que não estudam e possuem pouco conhecimento da sua profissão, entre os espíritas não é diferente. O Centro Espírita sério sempre tem um programa de estudos para os seus médiuns e para aqueles que o freqüentam”, explica Nacip. Mesmo criticado pela maioria das religiões tradicionais derivadas do catolicismo, o espiritismo segue ganhando mais adeptos no Brasil. O último Censo do IBGE revelou que entre 2000 e 2010 a população espírita brasileira cresceu 65%, saltando de 2,3 milhões para 3,8 milhões. “Toda religião que tem como princípio elevar o ser a Deus, através da vivência da Lei de Amor nos parece ser uma religião boa. Não acreditar que a vida continua fora da matéria é falta de cultura, pois até a ciência já provou o contrário”, afirma Nacip. “O Espiritismo é uma doutrina confortadora, lembrando sempre que Deus é Espírito e em Espírito deve ser adorado”, conclui.


CANDOMBLÉ

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o porão dos navios que desembarcaram no Brasil entre os séculos XVI e XIX havia mais do que negros africanos trazidos para o trabalho escravo. Havia ali a semente de uma religião que encontraria no país um solo altamente fértil: o candomblé. A palavra é oriunda da língua bantu: ca=uso ou costume, ndomb=negro, preto e lé=lugar, casa, terreiro. A reunião das três expressões carrega o significado de “lugar de costume dos negros”, que dentre outras práticas, são fortemente marcados por rituais que utilizam a música percussiva – elemento chave na prática candomblecista. “Os negros escravizados no Brasil faziam parte de vários grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu”, explica Lucílio Gomes, praticante do candomblé há 16 anos. “Como a religião se dividiu em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas nações, que se distinguem principalmente pelo conjunto de divindades que veneram”, diz. E no candomblé as divindades cultuadas são os orixás. Deuses africanos que possuem peculiaridades de temperamento que os assemelham aos seres humanos. Dessa forma, os orixás sentem amor, ciúmes, raiva e são passionais. Cada qual com seus símbolos correspondentes formados por comidas, cores, ambientes, cânticos e rezas diversas. Exu, por exemplo, é o orixá mensageiro entre os homens e os deuses. Sua personalidade é atrevida e agressiva, suas cores são o preto e o vermelho e seu dia da semana é a segunda-feira. Para ele as oferendas feitas no candomblé são a farofa com dendê, inhame, feijão, mel, água e aguardente. Na África Ocidental, há mais de 200 orixás diferentes. Entretanto, na vinda dos escravos para o Brasil, grande parte dessa tradição se perdeu. Por causa da repressão vivida ao longo de séculos, os orixás acabaram sendo associados a santos católicos. Assim, Iansã (Deusa dos ventos e das tempestades) foi associada à Santa

Bábara. Ogum (Deus do ferro e da guerra) associado a São Jorge e Santo Antônio. Xangô (Deus do trovão) associado a São Jerônimo e São João. E assim por diante. Hoje, apenas 16 orixás são cultuados no país. Mesmo sendo a religião afro-brasileira mais popular do país, o candomblé ainda é uma manifestação bastante discriminada. De acordo com o último Censo feito pelo IBGE, apenas 0,3% da população se declara candomblecista. No entanto, especialistas afirmam que o número de praticantes da religião é maior. A questão é que, por causa do preconceito, grande parte dos freqüentadores dos terreiros tem vergonha ou receio de declararem sua crença. E a resistência à religião é testemunhada por quem vive de perto essa realidade. “Na primeira festa de santo que fiz na minha casa atiraram uma bomba em cima do meu telhado”, comenta Lucílio. “Se você sai à rua com suas roupas de rituais as pes-

soas começam a gritar ‘queima ele Jesus!’ e outras coisas. Isso com certeza é obra da criação Judaica Cristã que sempre associa qualquer outra pratica ao tão temido e criado por eles: Satanás”, afirma. Acostumado a sempre ouvir que as religiões de matriz africana eram “coisa do mal”, Lucílio afirma que, ainda assim, conseguiu superar os preconceitos e hoje está realizado com sua fé. “Quando conheci minha religião tudo se ampliou com relação ao que pensava sobre o amor de Deus, confesso que fui fisgado imediatamente pela sonoridade e dança”, afirma. “Quando vi aquele povo cantando e dançando ao toque pulsante dos atabaques levantei comecei a dançar. Percebi que algo que me inundava de alegria daquele jeito não poderia ser do mal. Muito pelo contrário, só conseguia sentir ali a mão daquilo que eu entendia por Deus”, conclui.

Lucílio Gomes - Praticante do Candomblé

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INFORME PUBLICITÁRIO

Arquitetura com PERSONALIDADE

U

Da esquerda para a direita: Jussara Alvim, Alessandra Almada e Helena Antunes.

nir criatividade e bom gosto à soluções inteligentes de arquitetura e decoração. É essa a meta perseguida diariamente pela decoradora Jussara Alvim e pelas arquitetas Alessandra Almada e Helena Antunes. Há 6 anos no comando da A3 arquitetura, as profissionais criaram, por meio da inovação e o cuidado com o detalhamento minucioso dos projetos, os pilares que fazem da empresa uma referência em arquitetura de interiores. “Nós já atuávamos nesse mercado antes da A3. Cada uma já tinha uma bagagem. Eu já conhecia Helena e Jussara, sabia da extrema competência das duas e não hesitei em convidá-las para desenvolver esse trabalho”, conta Alessandra, fundadora da empresa. “A cada dia a gente cresce mais. E agora queremos expandir mais nosso trabalho”, acrescenta. E espaço para essa expansão não vai faltar. A gama de serviços prestados pela A3 Arquitetura compreende todas as etapas de uma edificação. “A atividade da A3 é bem diversificada. Fazemos projetos para clínicas odontológicas, médicas, lanchonetes, academias, escritórios de advocacia e contabilidade. Trabalhamos tanto com projetos comerciais quanto residenciais. Alguns na fase inicial, outros em

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decoração, consultoria e, até na reforma das edificações e na avaliação de imóveis”, explica Helena Antunes. “E o trabalho casado de arquitetura e decoração enriquece muito nossos projetos. Então nós pensamos todo o layout interno junto com o externo. Isso complementa e otimiza todo o processo. Já atendemos cidades como Vitória, São Paulo, etc. E estamos expandindo nosso trabalho para o mercado de stands para feiras”, ressalta a arquiteta. Atentas às demandas de um mercado cada vez mais exigente, as três afirmam que entender as particularidades de cada cliente é indispensável nos dias atuais. “Acontece muito de pegarmos pessoas que compram apartamentos na planta querendo personalização. Percebemos uma vontade muito grande das pessoas em dar uma identidade própria aos ambientes”, diz Alessandra. “Então, ao invés de receber um apartamento no padrão que a construtora entrega, o alteramos com materiais que mais se adequam ao gosto daquele cliente”, acrescenta. “Nosso objetivo é que o projeto fique com a cara do cliente e não com a nossa cara, porque nós temos que atender necessidades extremamente diferenciadas”, afirma He-


lena. “Isso é um desafio para nós porque o modo de vida de cada um é diferente, apesar do mercado impor um padrão de casa. Cada um tem um modo de viver aquele espaço. Nosso grande diferencial é termos a sensibilidade de saber fazer essa leitura de como o cliente é. Sempre ouvindo ao máximo suas necessidades”, garante a arquiteta. E a sensibilidade para encontrar soluções diferenciadas é, antes de tudo, um trabalho de profunda observação. “Hoje os espaços estão menores, mas a atividade caseira está novamente em alta. As pessoas estão voltando a cozinhar, procurando se reunir em casa e as cozinhas, por exemplo, estão ficando cada vez mais sofisticadas”, explica Jussara. “E isso tem acontecido em todas as classes. Desde o cliente de maior poder aquisitivo ao mais simples”, acrescenta. Para ela, a elevação do padrão de vida das pessoas tem influenciado diretamente o mercado. “A arquitetura está mais acessível e não necessariamente no sentido de menores honorários. Hoje, todas as classes estão percebendo a importância de se contratar um profissional para serviços arquitetônicos. Porque isso evita muita dor de cabeça com problemas futuros, onde a pessoa certamente acabaria gastando muito mais”, completa a decoradora. E se engana quem pensa que o leque de possibilidades está resumido a projetos iniciados do zero. Jussara conta que a melhoria em espaços internos também é um dos serviços carro-chefe da A3. “Nossa maior demanda são as reformas. Arquitetura de interiores. E isso inclui a modernização de construções mais antigas quando, por exemplo, alguém compra uma casa de 30 anos e quer trazer para ela um ar de contemporaneidade”, diz. “E esse trabalho engloba desde a parte construtiva à parte do adorno”, salienta. “Temos também o trabalho de ambientação. Muitas pessoas já têm, às vezes, móveis de família que querem continuar usando. Então nós medimos o ambiente e tudo que ela tem e reorganizamos isso de forma harmônica”, conclui Jussara. Com objetividade, transparência e compromisso com os clientes, a A3 Arquitetura tem demonstrado que o profissionalismo é a chave para se destacar no mercado. “O cliente entra contato conosco e nós vamos até ele. A partir de uma entrevista elaboramos uma proposta com cláusulas que explicam todo o cronograma de trabalho. Fazemos o trabalho em três etapas: estudo preliminar, o anteprojeto e o projeto executivo”, explica Alessandra. “O projeto entregue é um documento. Nós podemos indicar profissionais para a execução ou deixar que o próprio cliente escolha a mão-de-obra”, completa Helena, que atribui o sucesso da empresa a alguns bons diferenciais. “Hoje nós temos apenas profissionais gabaritados trabalhando conosco. Não abrimos mão de um projeto detalhado, temos uma excelente infraestrutura e somos muito preocupadas com a pontualidade”, conclui.

FOTO: GUSTAVO XAVIER

FOTO: GUSTAVO XAVIER

Alessandra Almada (31) 8414-6989 Helena Antunes (31) 9111-8890 Jussara Alvim (31) 8477-3765

arquitetura e interiores Rua Tenente Brito Melo, nº 433 - sls. 501/502 – Barro Preto Belo Horizonte/MG - CEP: 30.180-070 Telefax: (31) 3292-9642 / cel.:(31) 8414-3291 45 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


MEU CONDOMÍNIO

Fotos: Vanessa Fernandes

CONDADOS DA LAGOA

TRADIÇÃO EM MORAR BEM RAUL MARIANO

Morar num lugar tranquilo, bonito, seguro e bem localizado é o sonho de qualquer pessoa. Sobretudo se esse local for exemplo de preservação ambiental e tiver a tradição que comprove todas as suas qualidades. Em Lagoa Santa, o condomínio Condados da Lagoa coleciona méritos de excelência em bem-estar e sua trajetória serve de grande exemplo para toda a região. 46 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

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as ninguém melhor do que os próprios personagens para contar a história de um lugar. O senhor Ilton Rocha, morador pioneiro do Condados, chegou à Lagoa Santa quando o condomínio não passava de um grande descampado em fase de loteamento. Testemunha ocular de todo desenvolvimento do local, ele conta que encontrou aqui a tranqüilidade que buscava. “Sou natural de Pará de Minas, mas desenvolvi toda minha vida profissional em Belo Horizonte. Quanto mais a capital ia crescendo mais eu sentia necessidade e ter um outro lugar para o lazer pessoal e da minha família”, diz. “Cheguei a procurar áreas para morar em Betim, mas não gostei de nenhuma por causa do movimento intenso da região. Então um amigo meu que era compadre do José Barcelos – um dos empreendedores

do condomínio – me falou sobre o Condados que na época estava nascendo e teria todas as características do lugar que eu estava procurando. Daí, nos idos de 1977, eu vim atrás do José Barcelos e comprei meus lotes numa época em que não havia absolutamente nada aqui”, explica. “Eu inaugurei minha casa numa noite de natal de 1978, com iluminação feita por 3 ou 4 lampiões à gás”, relembra Ilton, que comemora a conservação da qualidade de vida mesmo com o passar de tantos anos. “Hoje eu observo que o crescimento de Lagoa Santa e da região em nada nos atrapalhou. Nós continuamos com um excelente padrão de vida, com uma área bucólica, aprazível, sossegada”, conclui o morador. E a sensação de bem-estar presente no sorriso dos condôminos contagia quem chega ao Condados da Lagoa. Pedro e


Leda Rogêdo contam que o único arrependimento que sentem é o de não terem vindo mais cedo para o condomínio. “Sou natural de Dores do Indaiá, mas morei em Belo Horizonte durante 28 anos e sempre tive o sonho de voltar para o interior. Sempre quis voltar a viver num lugar aonde eu pudesse estar em plena segurança”, conta Leda. “Então quando nós conhecemos o Condados foi amor à primeira vista. Assim que entrei aqui eu tive a sensação de paz e tranqüilidade e vi que este era, realmente, o lugar para eu morar. Estamos aqui há 3 anos e completamente satisfeitos”, explica a moradora que já decidiu: não pretende mais voltar a morar na capital. “O relacionamento entre a vizinhança é excelente. Aqui nós resgatamos o valor das pequenas coisas como um bom papo embaixo de uma sombra, um café. Coisas que já não existem na cidade grande”, conta. “Nosso filho João Pedro ainda estuda em BH, mas aos poucos estamos trazendo nossa vida pra cá. Ele já faz inglês aqui na cidade e pretendemos, em breve, matriculá-lo numa escola aqui dentro”, completa. Donos de uma simpatia típica de quem é realmente feliz com o local aonde vive, o casal fala sobre o encanto que têm experimentado por morar no Condados. “Eu faço o trajeto para BH duas vezes todos os dias. Não dispenso a oportunidade de vir almoçar em casa. Na volta do trabalho, até o engarrafamento eu pego com prazer, porque eu sei que estou voltando para o paraíso”, relata Pedro. “Aqui eu deixo meu filho sozinho em casa sem a menor preocupação. Coisas que em BH jamais seriam

Raio X Área total do condomínio: 1.397.800 m² Número de casas: 383 casas Número de moradores: 125 moradores

possíveis. O que viemos buscar nós já encontramos: qualidade de vida”, conclui. Quem procura reviver um pouco dos bons momentos de infância também encontra no Condados o ambiente propício. Helena Cardoso, de 58 anos, ainda reveza a moradia em Belo Horizonte com o condomínio, mas se prepara para fazer de sua casa no Condados seu lar definitivo. “Eu fui criada em fazenda. Sou de Patos de Minas e meu sonho sempre foi ter uma casa de campo. Então, em 2009, eu comecei a pesquisar casas e em duas semanas encontrei essa casa aqui. Na época, meu marido foi um pouco resistente por não conhecer o lugar, mas depois de vir ao condomínio ele logo se rendeu também”, conta Helena. “Agora já estamos em reforma, aumentando a casa. Minhas três filhas sempre vêm e a casa fica cheia nos fins de semana. Aqui é meu paraíso, meu pedacinho do céu. Acredito que em pouco tempo vou passar a morar aqui e deixar BH de uma vez por todas”, garante. Saudosista, Helena conta que vai conservar na nova casa referências do lugar aonde cresceu e do qual sempre guardará boas recordações. “Estamos pintando a casa de amarelo porque essa é a cor das paredes da fazenda aonde eu cresci”, diz. “As portas e janelas de madeira também são semelhantes às da fazenda porque tudo isso me traz lembranças muito boas”, conclui a moradora. Dentre tantos motivos, o espírito solidário para com o próximo e o cuidado com o meio ambiente também influenciaram a 47 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


Dados importantes: Distância do centro:

São 5 Km da portaria até a Praça Dr. Lund. Distância do Aeroporto: São 7 Km até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Taxa de condomínio De R$ 400,00 à R$500,00 reais mensais. Opções de lazer Campo de Futebol, Pista de Cooper, Reserva da Matinha, Praça com playground. Coleta seletiva Semanal, com separação de material reciclável. Centro de covivência Sede Social, Praça de Eventos

escolha de condôminos. Foram esses alguns dos diferenciais que trouxeram o sociólogo Heleno Soares e sua família para o Condados. “Há 13 anos minha esposa começou a procurar uma casa na região metropolitana. Ela visitou alguns condomínios em Nova Lima, mas o clima daquela região é frio e como eu gosto de piscina, lá eu raramente poderia nadar”, conta o morador. “Um belo dia minha esposa descobriu o condomínio Condados e ficou encantada com o lugar. O que mais nos chamou a atenção foi o carinho do condomínio com a preservação da natureza. Há muitos espaços agradáveis para caminhada e um fato engraçado pouco percebido é que, aqui, os nomes das ruas não homenageiam políticos que, diga-se de passagem, nada fazem para merecer homenagens”, afirma. “Aqui, os nomes das ruas homenageiam condes. Os incorporadores do Condados da Lagoa. Portanto, há uma história por trás desse condomínio”, ressalta.

Para o sociólogo as vantagens não terminam aí. Ele aponta, ainda, valores importantes praticados pelos condôminos. “Nós passamos a morar definitivamente aqui há cerca de 2 anos e, sobretudo, por causa da infraestrutura como as coletas de lixo, o sistema de segurança, e até mesmo a preocupação de grande parte dos condôminos com pessoas carentes. Trabalhos sociais que unem muitos vizinhos”, diz. “Aqui há uma preocupação de se estar com o outro e não olhar somente para si mesmo. Há um esforço para que as pessoas estejam socialmente integradas com a população da cidade, principalmente a mais carente”, completa Heleno. Com esse espírito de integração, o Condados da Lagoa se firma como um condomínio modelo para o todo Vetor Norte e, por que não, para o Brasil? Afinal, são cada vez mais raros esses belos exemplos de consciência ambiental e social.

Ilton Rocha

Heleno Soares

Helena Cardoso

Leda Rogêdo

“Nós continuamos com um excelente padrão de vida, com uma área bucólica, aprazível, sossegada”

“Aqui há uma preocupação de se estar com o outro e não olhar somente para si mesmo...”

“Aqui é meu paraíso, meu pedacinho do céu. Acredito que em pouco tempo vou passar a morar aqui e deixar BH de uma vez por todas”

“Então quando nós conhecemos o Condados foi amor à primeira vista...”

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INFORME PUBLICITÁRIO

SE O ASSUNTO É FAZER FESTA...

T

udo que uma festa precisa, além de gente animada, é de uma boa organização. E isso inclui saber fazer escolhas que vão desde o material descartável a ser usado no evento, até os produtos de limpeza que vão ser necessários depois que a festança terminar. Foi por esse motivo que nasceu a Super Festa. A loja de artigos festivos, descartáveis, bomboniere e material de limpeza que está trazendo para Lagoa Santa o que há de melhor no ramo. “Vamos focar em artigos para festa em geral. Desde descartáveis até fantasias, artigos de decoração para festas temáticas, bibelôs, papéis especiais e, ainda, material de limpeza”, afirma Anderson Rodrigues, sócio proprietário da loja. Para ele, a demanda do negócio surgiu a partir da constatação de que muitos produtos necessários para festas só eram encontrados na capital. “Sentimos que todas as vezes que precisávamos desses artigos nós tínhamos que ir a Belo Horizonte para encontrar. Então nosso ideal é atender o varejo local com todos esses itens de festa e, ainda, se estabelecer com um perfil

de distribuidor tendo um preço melhor para que não seja necessário, por exemplo, ir ao Ceasa buscar tais produtos”, explica Anderson. E a empresa veio pronta para atender a todos os públicos. Na Super Festa, além da variedade, o preço também é um grande diferencial. “Estamos buscando uma condição comercial que nos permita ter uma quantidade grande de produtos para atender a toda demanda. Queremos atender o morador do condomínio, o morador de fora do condomínio, o pequeno empresário e o grande empresário”, explica Anderson. “Como a cidade está crescendo aceleradamente, nossa intenção é dar mais essa opção para o cidadão que reside aqui. Na nossa loja o cliente do varejo vai encontrar uma gama muito abrangente de materiais e com o diferencial do preço de distribuição”, completa. Para quem pensa que as opções se resumem a artigos de ornamentação, o também sócio Thiago Araújo conta que há muito mais. “Na parte de limpeza nós vamos oferecer alvejantes, hipoclorito, sabão em pó, detergente, sapólio, vassouras, pás, pano de chão, saco de lixo e mais

uma série de produtos. O cliente vai sair daqui com tudo que precisa para o antes e o depois da festa”, garante o empresário. Donos de uma grande experiência na área de logística, Anderson e Thiago garantem que a Super Festa veio para suprir de vez a demanda da cidade. “Muitas pessoas que passam por Lagoa Santa para ir para um momento de lazer na Serra do Cipó, ou região, vão poder encontrar aqui todo material necessário para fazer a festa do seu fim de semana”, afirmam. Com a proposta inovadora, um mix de produtos caprichado, atendimento de primeira e um excelente preço a loja, pelo jeito, vai garantir a diversão de muita gente.

(31) 3687.0568 Av. João Daher, 1020 Centro, Lagoa Santa / MG www.facebook.com/superfesta 49| IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


Fotos: Raul Mariano

EDUCAÇÃO

ESCOLA CECILIA DOLABELA

Imar Paes (diretora) e Alicina Viana (vice-diretora)

UMA HISTÓRIA DE AMOR

PELA EDUCAÇÃO

Escola Estadual Cecília Dolabela, situada no coração do bairro Várzea, comemora seu jubileu como uma das mais importantes instituições de ensino de Lagoa Santa. 50| IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

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RAUL MARIANO

inquenta anos são o tempo suficiente para se adquirir algumas certezas. Com essa idade, por exemplo, uma pessoa já acumulou uma experiência de vida considerável, uma árvore já frutificou várias vezes, um casal comemorou suas bodas de papel, de prata e de ouro. O que dizer então de uma escola pública que formou gerações e mais gerações de cidadãos que hoje são empresários, advogados, médicos, professores, economistas e várias outras profissões? A Escola Estadual Cecília Dolabela Portela Azeredo, ou “o Cecília” do bairro Várzea, é a

prova real de que o amor à missão de educar é capaz de resistir ao tempo. E a história da escola começa no final da década de 1950, com à inquietude do Sr. Luiz Machado. Um homem que, já naquele tempo, pensava na cidade que Lagoa Santa viria a ser. “Naquela época eu era vereador e muita gente reclamava comigo de que os meninos do bairro da Várzea, do Francisco Pereira e dos bairros vizinhos tinham que ir para a escola Dr. Lund estudar e nem condução havia. Tudo era feito a pé”, afirma Sr. Luiz que, na época, não recebia salário pela função de vereador, já que este era um cargo voluntário. “Nós come-


Início das obras de construção da escola. O terreno era uma plantação de abacaxis.

Sr. Luiz Machado, fundador da escola.

Dalile Assunção, ex-diretora.

çamos a construção num terreno que eu mesmo comprei. O lugar era uma abacaxizal. Então eu comprei todo o material e comecei a construção sozinho. Fizemos quatro salas, banheiros, cozinhas e eu coloquei o nome de Cecília Dolabela porque esse era o nome da primeira diretora da escola Dr. Lund, que era estadual na época”, relembra Luiz. Com 93 anos de idade, Sr. Luiz Machado é memória viva de Lagoa Santa e corresponsável por obras como o Asilo São Vicente de Paulo, a Igreja de São Sebastião da Várzea, a escola e a igreja do bairro Campinho, dentre outros importantes passos que a cidade deu rumo ao desenvolvimento. “Em 1958, o que mais se precisava na cidade era de transporte público já que praticamente não existiam carros aqui. Então eu

comprei, fiado, dois ônibus usados de Belo Horizonte e o povo da cidade fez muita festa”, conta. “Na escola, antes mesmo de a gente terminar a construção em 1962 já havia gente procurando vagas para estudar”, relembra. “Rapidinho a escola encheu de crianças e, graças a Deus, não esvaziou mais”, comemora. Hoje são 16 salas de aula e 1200 alunos de 1º e 2º graus divididos em três turnos. O Cecília Dolabela é referência em educação na cidade. A escola obteve, em 2012, o melhor índice da cidade no Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e o segundo melhor no Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb). Provas de que a excelência, além de uma meta, é também uma prática na instituição. “Nossa escola é pioneira em inclusão. A tese que


A diretora Imar em meio a alunos do ensino fundamental.

Bruno e Ian, alunos do ensino médio e fundamental.

defendi em meu mestrado, inclusive, prova que as diferenças só nos fazem crescer”, afirma Imar Paes, 4ª diretora da escola, no cargo desde 1997. E o reconhecimento do esforço para a inclusão social é cantado no rap criado pelo aluno Ian dos Santos, de 16 anos. “...São cinquenta anos de muita história/traçando no caminho trajetos de glória/aqui nessa escola o ensino é direito/branco, preto, gordo, magro/sem preconceito...”. Para Imar, a música criada por Ian reflete os resultados de um trabalho fundamentado no amor. “A marca registrada da escola é o tratamento

com carinho que damos aos alunos. A educação é a minha vida. Eu trabalho por amor. Então me vejo na obrigação de encontrar coisas boas em qualquer aluno que seja”, afirma. Radiante de alegria com a comemoração do jubileu da escola, Imar conta que as condições de trabalho nem sempre são as melhores, mas é compensador ver o trabalho rendendo frutos. “Eu penso que Deus me coroou com uma equipe excelente porque para trabalhar com educação num país que não valoriza a educação, só com muita benção de Deus”, afirma. “É muito gratificante


ver hoje alunos formados, bem sucedidos e saber que eles tiveram sua formação numa escola pública. Além disso, esse bairro da várzea é simplesmente abençoado. O próprio mutirão de reforma para o nosso jubileu foi feito pela comunidade, com a ajuda de alunos. Tudo que nós pedimos a comunidade nos atende. Então, pra mim, isso é que educação. O envolvimento geral de todos”, comemora a diretora. Alicina Viana sabe bem o que é esse envolvimento. Depois de ser aluna, mãe de alunos e professora ela é, hoje, vice-diretora da escola. “Depois de ter vivido todas essas etapas, posso dizer com certeza que essa escola faz, de fato, parte da minha vida”, afirma. “Eu me dedico a ela com todo amor e estou muito feliz com tudo que tem acontecido. Só tenho a agradecer a Deus e a essa escola por isso”, conclui. Para Dalile Assunção, ex-diretora que permaneceu por 22 anos no comando da escola, falar do Cecília Dolabela é falar de sua própria vida. “Fiz

meu estágio de magistério na escola. A Dona Reparata, primeira diretora, foi que me levou para lá e me deu as primeiras orientações como educadora. Então todo meu aprendizado prático foi adquirido lá”, afirma Dalile, que dentre tantas conquistas, foi responsável por implantar na escola o ensino de 5ª a 8ª série no ano de 1975. “Eu assumi uma escola que era paupérrima, com 4 salas, um banheirinho e pouquíssima estrutura. Tínhamos salas no coro e na garagem da igreja de São Sebastião, como se fosse um anexo da escola. Foi um sufoco, mas em parceria com a comunidade e sem nenhum recurso, levamos essas salas para o pátio da escola”, recorda. Emocionada, a ex-diretora conta que, pelo tempo que passou à frente da escola, conseguiu criar uma profunda relação de afeto com o bairro Várzea. “Aquele bairro foi palco para o desabrochar dos meus sonhos. E eu era bastante enérgica, mas também muito carinhosa, de forma que eu criei uma confiança muito grande por parte das mães da várzea e dos

bairros vizinhos. Eu ia caminhando pela rua muitas vezes para buscar os meninos para a escola”, relata Dalile. “Apesar das dificuldades, nós fomos conquistando a comunidade numa época em que não se falava em trazer a família para a escola. Então acredito nós caminhamos à frente do nosso tempo”, completa. As festividades do quinquagésimo aniversário do Cecília Dolabela marcam a história da educação em Lagoa Santa. Ao longo de todos esses anos, é possível ter ideia da quantidade de alunos que passaram pela instituição que se desenvolveu junto com a cidade. Hoje, consolidada como uma das escolas mais representativas da região, o Cecília faz da sua tradição seu selo de qualidade e, certamente, são incontáveis os motivos para se comemorar. O próprio repórter que assina essa matéria tem o orgulho de dizer que fez parte dessa história e deve muito do pouco que sabe, ao aprendizado recebido nessa escola. Cinquenta anos não são cinquenta dias.


INFORME PUBLICITÁRIO

Janaína Gomes - proprietária da Pont Pel.

VENDENDO PARA TODO O BRASIL DEPOIS DE INAUGURAR LOJA VIRTUAL, PONT PEL PAPELARIA EXPANDE ATUAÇÃO PARA TODO O PAÍS

C

omercializar produtos a partir de Santa Luzia para todo país. Foi com este pensamento que a Pont Pel Papelaria começou a projetar a sua loja virtual para atender clientes em todo território nacional. Com uma loja física na Rua do Comércio no centro do município, oferecendo toda linha de materiais para escritório, papela-

ria, além de brinquedos e presentes, a empresa começou a explorar todo potencial que a internet oferece. Janaína Gomes e Cláudia Gonçalves, sócias-administradoras da empresa, asseguram que o andamento do trabalho está em crescimento e que o desenvolvimento da loja virtual foi dividido em vários estágios para avaliar os retornos do investimento a curto, médio e longo prazo, mas que

é preciso dedicação e muita pesquisa sobre vendas online para aproveitamento maior da ferramenta. “Quanto mais habilidade e conhecimento, maior o retorno”, afirmam as empresárias. Atualmente a Pont Pel Papelaria atende, além do consumidor final no balcão, diversas empresas da cidade e região metropolitana com preços para atacado, principalmente escolas da região. Com a loja virtual a empresa já despachou mercadorias para o Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro entre outros locais do Brasil, algo antes impensável. A ideia agora é aumentar o leque de produtos para atender a demanda. A loja virtual vende para consumidores finais em todo país, mas a empresa já está desenvolvendo projeto para atender as vendas no atacado, já que tem preços bem competitivos e pretende ganhar novos clientes. Facilitar a vida das empresas e clientes, e preços convidativos, são alguns dos diferenciais competitivos que a empresa trabalha para garantir uma boa posição em meio a concorrência. Questionada sobre planos para o futuro, a empresária afirmou ter projetos de ampliação para a loja física para expandir o mix de produtos. Para a loja virtual as novidades devem ser livros, produtos personalizados, entre outros itens procurados pelos clientes em pesquisa. Agora você pode comprar qualquer produto da Pont Pel Papelaria de qualquer local do Brasil com apenas alguns clicks.

(31) 3641 2946 Rua do Comércio, 134 São João Batista, Santa Luzia / MG contato@pontpelpapelaria.com.br

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ESPECIAL AV C

Renato Gonçalves e Sandra Issida

A Volta por Cima O acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame, mata uma pessoa a cada 6 segundos em todo mundo. Quem sobrevive ao susto raramente consegue voltar a trabalhar ou retomar a antiga rotina e o grande desafio é conviver com as sequelas e superar as limitações físicas. 56 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

E

RAUL MARIANO

m fevereiro de 2011, o analista de sistemas Renato Gonçalves embarcava para o EUA e Canadá em mais uma de suas tradicionais viagens a trabalho. Na época, as temperaturas mais frias nesses países variavam entre 0 e -20 graus e, por esse motivo, as fortes dores de cabeça que Renato sentia quando voltou para casa foram diag-


nosticadas, numa primeira consulta neurológica, como gripe. Sem sinal de melhorias, Renato passou por outra consulta médica na qual o diagnóstico foi simplesmente sinusite. No dia 3 de março, após chegar do trabalho com as mesmas dores, Renato caiu da cama ao perder a força em uma das pernas e foi levado para o hospital de Lagoa Santa. Vomitando e sentindo novamente dores de cabeça, ele foi medicado e colocado em observação como vítima de um suposto desarranjo estomacal. Sem aparentar recuperação, seguiu para outro hospital em Belo Horizonte onde passou por uma tomografia computadorizada que não apontou qualquer anormalidade. No mesmo hospital, ele ainda esperou horas e mais horas por uma ressonância magnética e, durante o procedimento, se sufocou com a própria secreção impedindo a conclusão do exame. A situação se agravou e Renato precisou ser entubado e enviado para a UTI. No domingo, dia 6 de março, ainda sem diagnóstico preciso e nenhum indício de melhora, os familiares de Renato decidiram transferi-lo, num jato com UTI móvel, para o hospital Albert Einstein em São Paulo. Só então na segunda-feira, dia 7 de março, viria o diagnóstico exato. Renato, depois de semanas sendo tratado equivocadamente, tinha sofrido um acidente vascular no tronco cerebral. O profissional que amava o trabalho que fazia estava de frente com o maior desafio de sua vida. Nascia ali um novo Renato. Aquele que contrariou os números do AVC. A “epidemia silenciosa” que mata 6 milhões de pessoas a cada ano, segundo a Organização Mundial de Saúde. Depois de ser desacreditado pelos médicos já que, em casos como esse, a probabilidade de morte chega a 90%, Renato percebeu que a batalha estava apenas começando. As sequelas do AVC o deixaram tetraplégico, sem conseguir deglutir nem falar, movimentando apenas os olhos. Ele ainda teve a síndrome 57 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


do encarceramento, conhecida como Locked-in e, com o princípio de pneumonia adquirida dentro do próprio hospital, teve que passar por cirurgias de traqueostomia e gastrostomia. Foram 15 dias de UTI, 21 dias de UTI humanizada, 23 dias de semi-intensiva e ainda 6 meses e 19 dias de internação normal. Um luta na qual a vontade de viver foi um fator crucial já que a estrutura hospitalar para atendimento de pacientes do AVC funciona efetivamente em poucos hospitais do país. “A assistência aos pacientes de AVC está bem precária. Ainda são desconhecidos muitos avanços da neurologia, da neuroplasticidade e dos tratamentos de reabilitação modernos que conseguem trazer os movimentos mais rápido que os tratamentos tradicionais”, afirma Sandra Issida, esposa de Renato. Ela conta que ainda não há em Minas Gerais um atendimento adequado às vítimas em quadro de re58 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

cuperação por mais que a incidência de casos assuste. O Estado registrou, só em 2011, cerca de 10 mil óbitos por AVC, segundo o Data SUS. Mesmo assim, apesar dos investimentos do poder público em estrutura, a maior parte dos hospitais não tem todo o aparato necessário para o atendimento à pacientes que sofrem esse tipo acidente. “Acredito que Minas tem sim condições de melhorar o atendimento. Mas precisamos descobrir a melhor forma de chegar a estes pacientes, cadastra-los, levantar as reais necessidades e viabilizar estes atendimentos”, explica Sandra.

E foi tudo questão de tempo. As sequelas que transformaram a vida de Renato e sua família poderiam ter sido evitadas se o diagnóstico correto fosse dado em até 4 horas. Por ter sofrido um raro tipo de AVC isquêmico (ver infográfico), ele poderia ter sido submetido a um tratamento de desobstrução da artéria que reduziria consideravelmente as consequências do acidente. “Levar informação às pessoas é essencial. Sabendo dos sintomas, todos tem mais chance de procurar auxílio médico a tempo”, explica Sandra. “É revoltante ver que ainda há tanta defasagem de

Renato escrevendo por meio do Tobii PCEye.


informação e atendimento na terceira maior capital do país. Todos deveriam ir a palestras, se inteirar mais das coisas”, salienta. Além da aquisição de aparelhos para dar a Renato a condição de ter uma vida ativa, Sandra conta que foi necessário adaptar o carro e o ambiente para a nova vida do marido. ”Adaptamos tudo. Trocamos o piso da casa, colocamos rampas, elevador, tablado, e vidro pra ficar bastante claro, com muitas flores, para não deixar a depressão tomar conta dele”, explica. Depois de 1 ano e 6 meses do acontecido, a rotina de Renato é monitorada por um grupo de profissionais de saúde. “Hoje ele é acompanhado por 4 técnicos em enfermagem fazendo revezamento, um médico que vem uma vez por semana, além de um fisioterapeuta e fonoaudiólogo”, informa Sandra. “Temos nos comunicado muito. Temos sinais, códigos que criamos para nos comunicarmos melhor. E felizmente, a audição dele permaneceu intacta”, completa. A nova vida que Renato passou a ter depois de 9 meses internado motivou Sandra e o médico neurologista Gustavo Daher a agirem. Foi então que surgiu a ideia de formar a primeira Associação Mineira do AVC, a AMAVC. “Nosso objetivo é oferecer soluções para que a prefeitura, secretaria de saúde, clínicas, profissionais de saúde, pacientes e familiares possam ter um canal aberto para troca de benefícios”, explica Sandra. Lançada oficialmente no dia

Mensagem de superação escrita por Renato.

2 de setembro, a associação vai buscar fomentar uma diálogo maior entre a comunidade e os profissionais da saúde. Tudo a fim de promover, também, a diminuição do número de mortes evitáveis. “De um lado os gestores oferecendo condições de tratamentos clínicos e de reabilitação e do outro a comunidade fazendo sua parte participando dos eventos, buscando conhecer mais seus direitos e se comprometendo a levar a sério os programas desenvolvidos para o bem estar e recuperação dos pacientes de AVC”, acrescenta. Se a saúde das vítimas de AVC depender da perseverança de Renato, a recuperação certamente vai ser total. Depois de ter passado por tantas complicações e chegado à beira da morte, ele é o retrato fiel da capacidade de superação humana. Mes-

mo com todas as limitações físicas deixadas após o AVC, Renato não teve danos mentais. Pelo contrário, ele conserva a mesma personalidade bem humorada que sempre teve, continua adorando estar com a família, assistir bons filmes e ler. Por meio do Tobii PCEye (aparelho de infravermelho que calibra os olhos e detecta os movimentos transferindo-os para a tela do computador) ele se comunica com todos ao seu redor e deixa sua mensagem para aqueles que desanimam diante de qualquer dificuldade. “Não desistir jamais! Por pior que a situação pareça, sempre vai ter uma solução”. Aos 46 anos de idade e ciente de que ainda há muito o que viver, Renato demonstra através do olhar que a esperança, mais do que um conforto, é também um alimento.


INFORME PUBLICITÁRIO

A FORÇA DA INICIATIVA PRIVADA PARA O DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO

O

s impactos que grandes empresários causam na região onde atuam, podem trazer muitos benefícios para o local e a sociedade. Assim que o empresário Alison Morsi, diretor da Alison Morsi Incorporações migrou de Belo Horizonte para a região de Santa Luzia, cerca de quinze anos atrás, já tinha visão do grande poder de desenvolvimento que a região poderia apresentar. Atuando fortemente com incorporações imobiliárias, chacreamentos, e loteamentos, a empresa vem se destacando pela eficácia em concretizar grandes investimentos que vão mudar o cenário da região. A Alison Morsi foi responsável por parte das negociações do terreno que vai sediar o Shopping Santa Luzia e gerar mais de 4 mil empregos

diretos na região. A empresa acaba de lançar mais um loteamento novo no Bairro Kenedy, que já está à venda e foi negociado recentemente com o Sr. Euler Fuad um imóvel na Ponte, parte baixa de Santa Luzia, onde será construído o Apoio Mineiro Atacadista, com previsão de gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos. As obras começam em Março e a negociação já está efetivada. Desta forma a empresa vem solidificando seu nome no mercado mineiro com seu fomento em grandes empreendimentos. As grandes negociações efetivadas pela empresa vão beneficiar a sociedade luziense na geração de empregos e desenvolvimento da economia local. A Alison Morsi Incorporações nasceu em Belo Horizonte onde permaneceu por dois anos e posteriormente mudou-se para Santa Luzia, totalizando 17 anos de atua-

ção no mercado Mineiro. A empresa possui também projetos em outras regiões, como é o caso de chacreamentos em Taquaraçu de Minas e empreendimentos em Porto Alegre e Gravataí no Rio Grande do Sul. Segundo o empresário Alison Morsi outros grandes empreendimentos estão em desenvolvimento e vão trazer novos investidores para a região.

3634.1571 | 8582.6547 Av. do Carmo, 1062 B Centro - Santa Luzia / MG alisonmorsi@hotmail.com www.alisonmorsiincorporações.com.br 61 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


INFORME PUBLICITÁRIO

CREDIBILIDADE E INOVAÇÃO andando de mãos dadas

T

empo de mercado e atualização constante são duas variáveis essenciais para que uma empresa se torne consolidada. Primeiro porque é o tempo de mercado que garante credibilidade ao trabalho desenvolvido. Segundo porque estar atualizada permite à empresa se manter competitiva mesmo com o passar do tempo. É justamente por esse motivo que Casa Patrícia, aos 48 anos de idade, é referência em materiais de construção, decoração e acabamento em Lagoa Santa. Dona

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de uma reputação que dispensa apresentações, a empresa é modelo para o comércio da região e exemplo clássico da administração moderna. A começar pelo mix de produtos que é atualizado quinzenalmente, o setor de acabamentos da loja conta com uma grande variedade de itens que atende a um público extremamente heterogêneo. “Ampliamos essa seção de materiais para acabamentos mantendo a tradição de produtos de altíssima qualidade e bom gosto. Trabalhamos com produtos das principais marcas do país priorizando sem-

pre as peças com design diferenciado, atendendo assim desde o público A ao E”, explica Virgínia Salomão Staut, Diretora Geral da empresa. É por combinar produtos de extrema qualidade a um preço altamente competitivo que a Casa Patrícia consegue atender a um público tão diversificado. “Mais do que encher a loja de pessoas nós queremos fidelizar o cliente. O layout da loja foi pensado para que os setores afins estivessem próximos e funcionassem como uma engrenagem”, explica Virgínia. “Aqui o cliente encontra


desde o material básico para a construção até a taça para brindar a inauguração da casa. Nós frequentamos as principais feiras da área no Brasil e sempre trazemos novidades”, completa a Diretora. De olho nas tendências de mercado, a Casa Patrícia também se preocupa em manter o constante contato com seu público. Por meio do blog e do perfil da empresa no Facebook, os clientes são informados de promoções e recebem, ainda, dicas de decoração e reforma. Tudo para preservar a relação de confiabilidade que a empresa conseguiu criar com a cidade, ao longo de todo esse tempo de atividade. “O bom atendimento é nossa marca registrada. Nossos funcionários são altamente capacitados para dar toda assistência a cada tipo de pessoa. Se a necessidade for na casa do cliente, fazemos o atendimento em domicílio sem o menor problema. Somos a única empresa da cidade que faz entrega sem cobrar taxas extras”, conta Virgínia. E crescer é mesmo a vocação da Casa Patrícia. Quando foi inaugurada, em outubro de 1964, a loja tinha 35m² de área. Hoje, quase 5 décadas depois, são 3200m² de área e a perspectiva de expansão. O consumidor de Lagoa Santa pode comemorar a existência de um estabelecimento tão abrangente dentro da cidade. E, mais do que isso, aguardar porque, em breve, boas novidades vêm por aí.

(31) 3681-1255

Av. Acadêmico Nilo Figueiredo, 256 Centro - Lagoa Santa www.casapatricia.com.br 63 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012


JURÍDICA

ARTIGO JUR Í DI CO

O VOTO CONSCIENTE J

á estamos em período eleitoral. Isto nos leva a crer na possibilidade de estar convivendo com uma oportunidade de exerci tarmos a democracia. É o exercício da plena cidadania. É o momento aguardado por todo cidadão sério. Entretanto, nesta fase grandiosa de nossa vida é de grande importância que seja vista, como se vê, a prova da independência e da autonomia de todos os três poderes da república. Fator preponderante foi a coincidência de estar sendo julgada nesta mesma ocasião, atos de improbidade de alguns elementos que se julgavam blindados pelo corporativismo. Porém, não existe mais esta blindagem e, um dos três poderes, certamente o mais sério e respeitado deles, está agindo com toda lisura e independência, como outros administradores deveriam tê-lo feito anteriormente e não o fizeram. Está passando a existir, sem nenhuma sombra de dúvida o exercício da independência entre os ditos poderes. É mais um motivo que nos leva a sonhar com um Brasil maior ainda, e que seja mais, com o pleno exercício de um país realmente democrático. É aborrecido o barulho promovido nas ruas, pelos que talvez tenham um único predicado que seja a coragem de disputar um cargo eletivo, mas, cabe ao povo, louvado na quantidade de pretendentes, escolher (pela qualidade) os que maiores adjetivos positivos e condutas respeitáveis, tenham, para o exercício das vagas a serem preenchidas. Desta forma, não basta que, como dito, o único predicado seja a coragem de disputar um cargo público, é preciso, acima de tudo que o candidato saiba as obrigações e responsabilidades do cargo a que se propõe, não se candidatar por candidatar, não estar apenas interessado no salário, diga-se de passagem, pago por nós, e queira sim, de forma ampla e irrestrita, representar realmente o povo que o elegeu e desempenhar de forma exemplar sua função. O candidato terá que demonstrar sua capacidade, suas qualidades, e especialmente que poderá preencher a vaga pelos adjetivos que sejam seus e não de seus cabos eleitorais. 64 | IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

Mas que preencham todos os cargos vagos, e pelo próprio ar que estamos respirando, seja feito um expurgo de coisas negativas e se vá realizando uma seleção entre “o joio e trigo”. Aí todos os eleitores estarão felizes, e poderão ficar em paz com suas consciências, esperar o próximo pleito eleitoral, onde, certamente exercerão com mais tranquilidade (amadurecimento) os seus direitos de escolha livre. Acho também alvissareiro, pois uma evolução nos dirige, diretamente, a outra. Existindo a possibilidade de se responsabilizar quem cometer um desatino, ou seja, o que estiver errado, sem solidariedade de outros membros de poder, certamente até a futura escolha de um candidato, será pautada pela responsabilidade da pré-seleção dos partidos, haverá uma verdadeira peneirada na qual nem todos passarão, a qualidade dos candidatos será mais exigida e em assim sendo, sempre serão aperfeiçoados os mecanismos de escolha. É, pois o momento de nós, eleitores, entendermos qual é o papel dos que adquiriram, não sem muita luta, o direito de escolher os nossos futuros dirigentes e concomitantemente, sermos responsabilizados pelos erros que serão gerados de uma má escolha, afinal, são nossos representantes, agem em nosso nome e só ocupam o dito cargo por nosso mérito. O momento é este. Escolha com critério quem vai lhe representar, ouça com atenção tudo o que se disser a respeito ao elemento escolhido e vote nele, tudo definido após escolher com juízo e independência, sempre usando o maior critério. Não se pode deixar de mencionar que medidas vêm sendo tomadas para alertar o eleitor, principalmente aos desavisados, tendo como exemplo, inclusive a LEI DA FICHA LIMPA, que introduziu profundas mudanças na Lei Complementar, n.º 64, estabelecendo, de acordo com o art. 14, parágrafo 9º, da Constituição Federal, casos de inelegibilidade e seus prazos de cessação, artigo este, do maior interesse de todo o eleitor consciente: “Art. 1º São inelegíveis: I - para qualquer cargo: […] e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão

Dr. Stan Fonseca Amaral Advogado OAB-MG: 49.330

judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes: 1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; 2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; 3. contra o meio ambiente e a saúde pública; 4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; 5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; 6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; 7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; 8. de redução à condição análoga à de escravo; 9. contra a vida e a dignidade sexual; e 10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando; […]”. Esta lei preserva aos desavisados eleitores, claramente, da impossibilidade de serem eleitos os candidatos que tiverem problemas (decisão judicial) contra si pela existência de condenação, o mal é cortado em sua própria raiz, pois com a situação acima mencionada ficarão impedidos até de registrar sua candidatura. Portanto não é difícil “separar o joio do trigo”, inclusive o eleitor já é ajudado por Lei, facilitando destarte uma parte desta separação. Assim, tenha consciência, escolha quem realmente pode fazer o melhor para que sua cidade seja um lugar onde a cidadania e democracia sejam respeitadas, onde todos, inclusive os mais humildes, tenham qualidade de vida, um local ideal para as gerações futuras e atuais, sempre tendo em mente que, se cada um fizer sua parte para que isso ocorra, podemos sim fazer desse país, uma grande nação, começando por nossa cidade!


INFORME PUBLICITÁRIO

s a d o s í O para

S A J E V CER

Matheus

A

história da invenção da cerveja é tão antiga quanto à própria civilização. E é isso o que faz da cultura em volta de seu preparo e consumo algo tão rico. O conhecimento acumulado ao longo de séculos criou tradições que passaram de geração em geração e fizeram da cerveja mais do que uma simples bebida. Hoje, nascem espaços destinados ao consumidor que, além de degustar, deseja conhecer o universo cervejeiro. É nesse contexto que encontramos o Empório Veredas Produtos Selecionados. “Nascemos como uma distribuidora de cervejas especiais mas, com o tempo, surgiu a necessidade de um espaço para que as pessoas pudessem realmente degustar a cerveja. Foi então que decidimos inaugurar a loja física. Temos muitos rótulos importados de países que vão desde Alemanha até a Estados Unidos. Além dos rótulos nacionais que também terão seu espaço garantido entre nossos produtos”, explica Matheus Brandt, um dos sócios proprietários da loja. “Também comercializamos vinhos de qualidade e cachaças especiais”, ressalta o empresário que conheceu toda riqueza cervejeira dentro da própria família. “Meu 66| IMPACTTO | EDIÇÃO 13 | 2012

rio Veredas.

tores do Empó

sócios dire Brandt, um dos

avô era mestre cervejeiro, meu pai também. Meu irmão também é mestre cervejeiro e trabalha no ramo. Eu, apesar de não trabalhar como mestre, tenho curso de fabricação. Então minha família vive isso”, afirma. E é essa paixão e envolvimento com a cultura cervejeira que motivam o trabalho do Empório Veredas. “O que queremos realmente trazer para Lagoa Santa é essa cultura das cervejas especiais, da degustação, da harmonização”, explica Matheus. “Vamos propiciar ao cliente descobrir que tipo de harmonização é mais indicada para cada bebida. Orientá-lo para que sua satisfação seja completa”, diz o empresário. “Vamos vender congelados como frutos do mar, lasanha de bacalhau, camarão e vários outros produtos com rótulos do empório. Isso sem falar na linha alimentícia de mercearia, como massas, molhos, azeites, salsichão, alguns pães nobres e diversos outros produtos importados”, acrescenta. “Queremos realmente trazer algo inovador para a cidade. Nosso espaço será ideal para o consumidor aprender mais sobre cervejas e conhecer essa cultura”, garante. “As pessoas também vão poder adquirir todas essas iguarias pela internet. Na loja virtual www.emporioveredas.com.

br nossos produtos são comercializados para todo Brasil”, completa. Para atender um mercado cada vez mais exigente o Empório Veredas aposta no bom atendimento. “O nosso diferencial básico é nossa relação com os consumidores. Aqui os clientes serão atendidos por profissionais que conhecem aquilo que estão vendendo. Todos os vendedores passam por treinamento para conhecer exatamente o produto que comercializam e estão aptos a tirar dúvidas e sugerir boas opções para cada perfil de cliente”, afirma Matheus. “Grande parte de nossos produtos é feita com matéria prima mais refinada. São mais de 100 rótulos de cervejas importadas e nacionais, whisky, tequilas, vodcas, ervas e especiarias, pimentas, chocolates, geleias e até kits e presentes”, conclui o empresário.

3681.4356 Acadêmico Nilo Figueiredo, 3181 - lj01 - Lagoa Santa contato@emporioveredas.com.br


ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012: CHEGOU A HORA

Estamos a poucos dias das eleições municipais e a essa altura o eleitor já teve tempo suficiente para conhecer as propostas de cada candidato. Chegou, portanto, o momento de definir o voto e fazer valer o direito que nos permite viver em democracia. Nas próximas páginas, você vai encontrar mais informações sobre a trajetória dos concorrentes à prefeitura de Lagoa Santa e saber, ainda, os três principais focos de trabalho nos quais cada candidato pretende atuar. Se você ainda está indeciso, esse é o momento de se decidir.


LAGOA SANTA NO RUMO CERTO PREFEITO

23

BRENO SALOMÃO

B

reno Salomão Gomes é engenheiro civil por formação. Atuou em empresas da área de engenharia e trabalhou em obras, como a implantação do Alphaville Lagoa dos Ingleses em Nova Lima. Breno também é sócio da loja Criare, localizada no Centro de Lagoa Santa, e juntamente com sua esposa Ana Paula, atua há mais de 9 anos no ramo de móveis planejados. Na política, Breno fez parte da equipe do prefeito Rogério Avelar desde 2006,

participando das obras que foram feitas no município. Durante 6 anos de trabalho na prefeitura, foi Secretário de Obras e, posteriormente, Secretário de Planejamento e Meio Ambiente. Aos 38 anos de idade, o candidato tem como meta dar continuidade, nos próximos 4 anos, ao trabalho feito por Rogério Avelar. E esse trabalho tem como prioridade melhorar as esferas da saúde, segurança e infraestrutura em Lagoa Santa. Na gestão de Rogério, Breno foi compôs o modelo de gestão adotado

pela prefeitura, baseado no mesmo da Cidade Administrativa do Estado. Na Secretaria de Planejamento, atuou na implantação de medidas compensatórias em prol do investimento em ações que beneficiam a população, tais como reforma de praças e patrimônios públicos. Sob seu comando, a Secretaria de Obras desenvolveu obras de saneamento e malha viária, todas com investimentos significativos do governo estadual. Breno se considera um administrador provado e testado na gestão

PARCERIA COM AÉCIO E ANASTASIA VAI TRAZER MAIS INVESTIMENTOS PARA LAGOA SANTA.

COLIGAÇÃO LAGOA SANTA NO RUMO CERTO - PPS-PP-PDT-PMN-PSD-PHS-PRB-DEM-PSDB-PTB-PTN PRP-PCdoB-PSL-PTC-PSC-PSDC - CNPJ 16.203.021/0001-44 - CNPJ FORN. XX.XXX.XXX/000X-XX


VICE PREFEITO

Principais propostas: SAÚDE: Ampliar e qualificar o atendimen-

to do PAM com a implantação de uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento 24 horas , vamos trazer o SAMU para Lagoa Santa e vamos ampliar o hospital com a implantação de 10 leitos de CTI, de 80 leitos para internação, implantação de uma central de diagnóstico e do serviço de hemodiálise. Com estas ações o nosso hospital vai se tornar um hospital de referência regional e vai atender nossa população com muito mais qualidade e eficiência.

SEGURANÇA: Vamos fortalecer a parceria com as Polícias Civil e Militar, vamos aumentar o contingente de policiais na cidade e promover o policiamento ostensivo nas regiões mais vulneráveis. Além disso, vamos implantar escolas técnicas, atividades esportivas orientadas, cursos de qualificação profissional para tirar os jovens das ruas evitando que eles se envolvam com más companhias. INFRAESTRUTURA:Vamos melhorar

a infraestrutura dos bairros. Vamos levar pavimentação para todas as ruas e para todos os bairros, evitando que as pessoas continuem sofrendo com poeira e barro nos locais sem infraestrura urbana. Vamos ampliar a rede de esgoto para 100 % da cidade, além disso, vamos implantar uma estrutura de drenagem pluvial nos pontos de alagamento evitando os transtornos causados pelas chuvas, que tanto prejudicam nossa população.

Reinaldo Pinto Coelho

O

comerciante Reinaldo Pinto Coelho é irmão de Alberto Pinto Coelho, vice-governador de Minas Gerais. Casado com Ana Amélia e pai de 4 filhos, ele mora com a família no bairro Campública municipal e alega ter espírito empreendedor e dinamismo. O candidato acredita que o momento é de grande responsabilidade e é um grande desafio administrar Lagoa Santa. Para ele, ações mais essenciais para a área de saúde são as melhorias no atendimento de urgência e da estrutura da Santa Casa. Além da construção de uma unidade de pronto atendimento (UPA) e o aumento dos leitos para CTI e internação. Para o candidato, é importante que os projetos idealizados para o município em parceria com o

pinho, em Lagoa Santa. Na política, Reinaldo foi candidato a prefeito de Lagoa Santa nas eleições de 1992 onde também representava a continuidade na administração do município. Nestas eleições montou a chapa com Breno, afirmando que considera importante a parceria do município com o governo do estado. Enquanto vice-prefeito, a intenção de Reinaldo é ser o mediador das articulações entre o executivo municipal e os governos federal e estadual. Reinaldo acredita, ainda, que poderá ser interlocutor da prefeitura municipal com a Câmara dos Vereadores mantendo uma relação harmoniosa com o legislativo municipal. Ele defende a ideia de que o diálogo é uma via de mão dupla, sendo este, o melhor caminho para se buscar as melhores soluções para os problemas da cidade. governo de Minas tenham prosseguimento. “O meu objetivo com o trabalho público é dar continuidade às obras e projetos que tracei como Secretário Municipal de Obras, Planejamento e Meio Ambiente, entre os anos de 2006 e 2012, durante o governo do prefeito Rogério Avelar”, diz. “Além de transformar, a cada dia, Lagoa Santa numa cidade estruturada, organizada e que terá como viés principal o turismo de negócios. Forma não poluente de negócio que gera emprego, fortalece as empresas”, finaliza.


LAGOA SANTA PEDE MAIS PREFEITO

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DR. FERNANDO

F

ernando Gomes Pereira Neto, ou Dr. Fernando como é conhecido, é médico cirurgião de carreira no serviço público. Nascido na capital de São Paulo e criado em Poços de Caldas, cursou medicina na cidade de Pouso Alegre e em 1987 prestou concurso para o Hospital João XXIII, aonde trabalha até hoje como cirurgião geral. Casado e pai de três filhas, o médico conheceu Lagoa Santa em 1991, a convite de um amigo que morava no bairro São Geraldo. Tendo se apaixonado pela

cidade, mudou-se no mesmo ano e, desde então, mora no bairro Joá. Em 1992, foi convidado a ser médico no posto de saúde do bairro Várzea e ali começou a ter as primeiras noções sobre saúde pública, o que o levou, mais tarde, a fazer especializações e pós-graduação nessa área. Foi Vereador por 2 mandatos, sendo um deles como Secretário Geral da Câmara, recebendo diversos títulos e condecorações. Fernando também é pós-graduado em Gestão Pública pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG.

No ano de 2008, Fernando disputou sua primeira eleição para prefeito e em 2010 disputou eleição para Deputado Federal. Também é conhecido como “Doutor do Povo” por ter se dedicado boa parte de sua carreira a prestar para órgãos públicos, principalmente o Sistema Único de Saúde. Hoje, além de ser Cirurgião Geral no Hospital João XXIII e possuir diversas especializações na área médica e na Administração Pública, é o único Cirurgião Geral da cidade que atende pelo SUS. Só em Lagoa Santa, ele já realizou mais de 10 mil cirurgias.


VICE PREFEITO

Principais propostas: SAÚDE: Recompor equipes e estabelecer metas de eficiência na atenção básica e saúde: programa de saúde da família e pronto atendimento. Criar um Centro de Referência Materno Infantil, com ênfase na Saúde da Mulher e uma Policlínica Central. Firmar parcerias com o Governo Estadual e Federal para implantarmos o Serviço de Resgate e SAMU em Lagoa Santa. Implantar um Centro de Especialidades Médicas em Lagoa Santa, contemplando as áreas como Cardiologia, Urologia, Neurologia, Ortopedia e Pediatria. SEGURANÇA PÚBLICA: Ampliar e estruturar as forças de segurança pública (polícia civil e polícia militar). Implantar o monitoramento eletrônico (olho vivo) nos pontos mais vulneráveis da cidade; Implantar a Guarda Municipal e Escolar. Priorizar Políticas Públicas sociais antidrogas, voltadas, principalmente, para os jovens. TRANSPORTE E MOBILIDADE: Adequar linhas, horários e itinerários do serviço de transporte público, de acordo com a demanda de cada bairro, garantindo eficiência, conforto e baixo custo aos usuários. Implantar linhas de ônibus para atender, principalmente, os trabalhadores do Aeroporto Internacional Tancredo Neves e empresas do Distrito Industrial.

GENESCO NETO

O

vereador Genesco Neto tem contato com a política desde o berço. Filho de Genesco Aparecido, ex-prefeito de Lagoa Santa, foi o vereador mais bem votado na coligação do PMDB nas

O tempo de profissão na cidade e o conhecimento sobre os problemas enfrentados por seus moradores são pontos que o médico acredita ser o grande diferencial de sua administração que terá, além de novas ideias, um relacionamento mais próximo com o povo. Dr. Fernando também acredita que focar as ações no problema da saúde pública no município de Lagoa Santa é essencial. Dessa forma, o candidato entende que a melhoria do atendimento nas unidades de saúde e a implantação de um serviço de resgate como o SAMU são de extrema importância.

eleições municipais de 2008. Formado em Administração de Empresas, Genesco Neto criou Projetos de Lei como o que obriga empresas que receberam incentivo fiscal do município a contratarem, no mínimo, 10% de jovens entre 16 e 28 anos no seu quadro de funcionários. Além dos projetos voltados para o fomento da empregabilidade em Lagoa Santa, Genesco Neto foi responsável, também, pelo Projeto de Lei “Ficha Limpa Municipal”. Com vistas na educação, o vereador criou, ainda, um projeto indicando ao Executivo para que o município conceda Desconto Progressivo no IPTU para as famílias que tenham filhos nas universidades. Como vice-prefeito, sua intenção é ser o braço direito de Dr. Fernando e trabalhar duro para melhorar a vida do povo lagoassantense. Para o candidato, seu nome representa a mudança de ideais na administração pública em prol do atendimento à população e foco no bem comum. “Precisamos pensar mais humanamente e saber ouvir o que a população quer e precisa. Esse é um trabalho que tem muito a ver com minha profissão: ouvir para entender os problemas e aplicar meus conhecimentos para que o mesmo se resolva”, diz. “Também pretendo respeitar as tradições da cidade e promover o comércio entre as empresas e prefeitura por meio de uma política que permita que grande parte dos gastos da administração fiquem no município”, finaliza o médico.


SAÚDE EM DOSE DUPLA PREFEITO

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DR. RICARDO SEBASTIÃO DOMINGOS

M

orador de Lagoa Santa há 24 anos, Ricardo Sebastião Domingos, mais conhecido como Doutor Ricardo, vive com a esposa Elisabeth e os três filhos no bairro Praia Angélica. Aos 59 anos de idade, Ricardo dedica-se de forma intensiva ao trabalho. Começou sua trajetória profissional como técnico agrícola, sendo posteriormente professor de química e biologia por 13 anos; médico radiologista, clínico e, ainda, Oficial Médico RR da FAB. Além disso, presta serviço médico voluntário nas Casas para Idosos Nossa Vivenda e São Vicen-

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te de Paulo há mais de 17 anos. Para Dr. Ricardo o trabalho voluntário é motivo de satisfação, pois, para ele, ajudar o próximo, mais do que um gesto nobre, é um dever. Objetivando realizar com excelência tudo o que se propõe a fazer, o médico é também administrador de sua empresa, a Clínica de Imagem São Sebastião, a qual possui filiais em Vespasiano e Caeté. Foi vereador eleito por dois mandatos consecutivos, trabalhando sempre atento às atividades administrativas e ao destino dado aos recursos públicos. Experiência que ele afirma ser importante para contribuir na função de gestor do poder executivo.

Como político, iniciou sua carreira na função de vereador, sendo eleito por dois mandatos consecutivos. Nesse período sempre trabalhou com foco nas atividades administrativas e no destino dado aos recursos públicos. Para o médico, a determinação garante a excelência em tudo o que nos propomos a fazer. Dessa forma, ele afirma que seu desejo é poder fazer na cidade uma gestão participativa e preparada para receber, de forma organizada, o grande crescimento que está previsto para a região. Dr. Ricardo afirma que, antes de tudo, é preciso ouvir e respeitar as necessidades dos cidadãos lagoassantenses em todo e


VICE PREFEITO

Principais propostas: SAÚDE: Dr. Ricardo percebe a necessidade de definição entre os atendimentos preventivo, ambulatorial e de urgência na cidade. Além disso, ele acredita que, além da reestruturação da Santa Casa, é preciso aumentar o número de profissionais da saúde com o oferecimento de melhores remunerações para a classe. O médico entende, ainda, que o programa de saúde mental do município precisa ser ampliado. SEGURANÇA: Dr. Ricardo entende que é necessária a reativação da Delegacia de Polícia nos fins de semana e feriado, além da implantação de sistemas se segurança como o “olho vivo” e a criação de uma guarda municipal. TRANSPORTE: As melhorias sugeridas por Dr. Ricardo são a ampliação dos horários do transporte coletivo e a implantação de um sistema integrado de transporte. Ainda nesse campo, ele entende que é de suma importância criar a linha de ônibus circular e a extensão do ônibus 5882 (vermelhão), que sai da rodoviária, para alguns bairros. O candidato acredita que outra medida necessária no contexto do tráfego urbano é a regularização efetiva do transporte de moto boy e moto táxi em Lagoa Santa.

DR. ROGÉRIO TIBURCIO

O

médico Rogério Tibúrcio vem de um histórico na saúde pública em Lagoa Santa, visto que compôs o corpo clínico da Santa Casa por mais de 10 anos. Atualqualquer projeto a ser implantado. Para a área da saúde pública, ele percebe a necessidade de definição entre os atendimentos preventivo, ambulatorial e de urgência na cidade. Além disso, ele acredita que, além da reestruturação da Santa Casa, é preciso aumentar o número de profissionais da saúde com o oferecimento de melhores remunerações para a classe. O médico entende, ainda, que o programa de saúde mental do município precisa ser ampliado. Na esfera da segurança pública, Dr. Ricardo entende que é necessária a reativação da Delegacia de Polícia nos fins de semana e feriado, além da implantação de sistemas

mente, trabalha em várias clínicas da região e é o Diretor Clínico do Hospital de Vespasiano. Casado com Lucíola, pai de três filhos, Dr. Rogério afirma que será “o braço direito de Dr. Ricardo” e colaborará para que as demandas da população sejam integralmente atendidas. Candidato a vice-prefeito na última eleição, Rogério conta que se sente muito incomodado com a atual situação que saúde pública e alega que para resolver o problema não basta ter apenas recursos financeiros, mas sim competência, experiência e muita sabedoria. Com o slogan “Saúde em Dose Dupla”, o candidato a vice-prefeito ressalta que seu sonho é transformar Lagoa Santa numa cidade, sobretudo, mais saudável. se segurança como o “olho vivo” e a criação de uma guarda municipal. Para Dr. Ricardo, sua candidatura significa a possibilidade de novos tempos para a política do município, que, segundo ele, precisa de renovação. “Lagoa Santa vem há anos sofrendo com uma politica de perseguições e buscas obcecada pelo poder e este é o momento de acabar, momento de colocar uma pessoa a frente da prefeitura que não tem rincha politica com ninguém. No meu governo vou trabalhar com os melhores profissionais que a cidade possui independentemente a que lado politico eles tiveram no passado” finaliza.


MULHERES NA POLÍTICA ESPECIAL ELEIÇÕES

A HORA E

A VEZ DAS MULHERES

Elas representam mais da metade da população brasileira, estão à frente na criação dos filhos, realizam múltiplas tarefas tanto no trabalho quanto dentro de casa, têm um dia internacional só para elas e, cada vez mais, demonstram estar interessadas em concorrer a cargos eletivos. A população feminina ganha espaço na disputa eleitoral e a lista de candidatas a vereadora demonstra que já se foi o tempo em que política era “coisa só para homem”.

E

RAUL MARIANO

m Lagoa Santa, das 153 candidaturas para a função de vereador, 52 são de mulheres. Pouco mais de 33% do total de candidatos inscritos. A bióloga Júlia Pinheiro, por exemplo, candidata pelo Partido Verde, conta que já vem de uma família atuante no meio político e, por esse motivo, seu envolvimento foi natural. “Devido à minha experiência atuando profissionalmente na área ambiental, desenvolvi uma visão mais ampla de problemas e


soluções, o que acabou culminando em minha candidatura”, explica Julia, que pretende focar seu trabalho na preservação do meio ambiente. “Minha atuação profissional é na área ambiental”, diz. Para Bia Pierazoli, do PRTB, as principais vantagens de se ter mulheres nos cargos políticos são o senso de justiça e a visão humanizada que elas têm de forma apurada. “As mulheres, naturalmente, tendem a ser mais justas e preocupadas com as questões sociais que afligem nossa população”, diz. “Seja por instinto maternal ou por vivenciarem diariamente, na família e no mercado de trabalho, as mazelas de uma sociedade que carece de uma visão mais humana e acolhedora”, completa a empresária que atuou no ramo alimentício e também em trabalhos voluntários. “Assim, fui convidada a participar do processo eleitoral a fim de fazer prosperar e expandir todo meu conhecimento e vivência em prol da coletividade e da sociedade de Lagoa Santa”, conclui Bia. Vera Branco, candidata pelo PMN, explica que os benefícios sociais trazidos pela atuação de mulheres na política são nítidos. “A principal contribuição da mulher vem de sua personalidade cuidadora, persistente e de alta resistência”, afirma. “As mulheres, em geral, humanizam as relações interpessoais. É típico das mulheres proteger a família com extrema dedicação”, acrescenta a candidata que planeja, ainda, atuar fortemente no viés social, caso seja eleita. “Nas últimas décadas, a mulher tem mostrado sua força e competência no trabalho e nas relações políticas, haja vis-

Prefeitas eleitas no Brasil em 2008: 503 Mulheres Vereadoras eleitas no Brasil em 2008: 6.498 mulheres Numero de vereadoras que ja assumiram o cargo em Lagoa Santa: 07 mulheres Primeira vereadora em Lagoa Santa: Maria do Perpétuo Socorro (eleita em 1982)

ta a nossa Presidenta Dilma, que rompeu barreiras e nos deu um ânimo a mais para continuarmos lutando por nossa sociedade”, afirma Aline de Souza, ou Aline da Farmácia, como é popularmente conhecida. “Precisamos nos unir ainda mais para construirmos um mundo melhor para nossos filhos, netos e próximas gerações”, ressalta a vereadora que concorre agora à reeleição. Para ela, a saúde da população e os serviços de amparo à mulher são prioridade. A candidata Rosa da Fazendinha, do PSDB, que já foi vereadora entre 2005 e 2008, explica que jamais havia imaginado ocupar um cargo na câmara dos vereadores. “Minha entrada na política simplesmente aconteceu. Me colocaram dentro dos 30% que o partido deve

destinar à candidatura de mulheres e eu, surpreendentemente, fui muito bem votada”, conta a candidata. “E não tenho nenhuma mulher em especial como referência na política. Eu podia voltar na história e citar nomes de pessoas importantes, mas o que me inspira são essas mulheres guerreiras que, mesmo com tantas obrigações domésticas, saem cedo de casa para conseguirem seu lugar ao sol”, acrescenta Rosa. “Lagoa Santa tem hoje uma população composta por 54% de mulheres. Uma amostragem fiel faria, pela primeira vez na historia da cidade, uma câmara de vereadores de maioria feminina”, afirma Diana Junqueira, candidata a vereadora pelo PSDB. “Mas conscientes das barreiras que ainda enfrentamos, estamos acreditando que teremos ao menos quatro vereadores eleitas. As mulheres têm mostrado o seu diferencial na política não apenas por sua sensibilidade, mas até, muito mais, por sua postura firme e ética”, acrescenta a ex-atleta que também é formada em Relações Públicas. “Desejo trabalhar por uma cidade mais saudável, onde qualidade de vida será meio e fim”, conclui Diana. A força feminina cresce em todas as esferas sociais e a conquista dos espaços dentro da política são apenas o reflexo direto da capacidade que as mulheres sempre tiveram. Representar a sociedade é uma missão que não depende do sexo, mas sim do caráter, honestidade e boa vontade do pretendente. O que a população espera é que todo e qualquer candidato eleito tenha clareza da importância de sua função agindo com ética e trabalhando, acima de tudo, em prol de uma maioria.


Wilson (Beka Brasil), Vicente (Molduras VDA), Lula (Beka Brasil), Raimundo Francisco (Anderson Corretora de Seguros), Sezium (Itabolt)

Hélio (Presidente da AESL), Roseli Pimentel (Vice candidata à prefeito) e Calixto (Candidato à prefeito)

Eliete e João Roberto (Motel Eclipse), Jabes (Festejar), Toninho (Marmoraria Millenium) e José Xavier (Pão Mais)

Manoel Nogueira (Orthocrim), Marina Sabino (TBM), Emir Sabino (TBM) e Alexandre (TBM)

Vivaldino (DSA), José Luís (Lever Clean), Eduardo Almeida (Posto Luziense) e Sandro Coelho (Espaço Fitness)

João Carlos (Cromoflash), Marcos Geraldo (Belo Santa Transportes), Orlando Souza (Santa Inês Terraplanagem e Transportes), Paulo Marcondes (Auto Escola Cristal

Vicente, Antônio Celso, Alex Dolabela (Macaúbas Imóveis) e Paulo Dias (Sindimóveis MG)

Hilton Guimarães (HG Imóveis), Athos (Santa Luzia Imóveis), José Marcílio (MM Imóveis), Chaia (HG Imóveis) e Ronaldo ( Moinhos Vera Cruz)

Paulo (Estrutural), Delfino (Mobi), Geraldo, Adelqui e Leonardo (Cerne Engenharia) e Ildeu Santos (Sibrás)

Fábia Lara (Colégio Fábia), Márcia Helena, Romero Camargos (Laminus Engenharia) e Helen Pergentina (Farmamed)

Hailton Gomes, o psiquiatra Domingos Furtado, Fernando Vieira Mello e Alysson Alves (PDT em MG)

Evandro Brandão (Tecnocuba) e os empresários Flávio e José Camelo

FOTOS: RAUL MARIANO

A Associação Empresarial de Santa Luzia, junto com os empresários luzienses, promoveu um almoço que teve como objetivo discutir o futuro político da cidade.


FOTOS: RAUL MARIANO

Jamil Augusto, Itamar Saldanha, Andréa do Carmo (Modelo Negócios Imobiliários), Patrícia, Paulo e Helvécio (Conexões Santa Marta)

Os advogados Felipe Bahia, Wellerson Rodrigo e Rodrigo Teixeira (Mega Space)

Max Felipe Rosa, Cleiton Filisola (Recanto Lago Azul), Maurício Maciel (Comax) e Augusto Velácio (Triunfo)

Mozart e Fernanda (Pré UFMG), Thiago Barreto (Lever Clean)

Jota Júnior (AESL) e Jadilson (Soluções Consultoria)

Luciana (Mug Calçados), Lindomar e Lourdes (Malu Magazine), Elizabete e João Figueiroa (Supermercados BH)

Carlos Salvato, Lucas Provenza (Cemitério Parque Belo Vale) e Dr. Caio (Imedic Saúde Ocupacional)

Gilson Vilela e Janilton Machado (Serquip)

FOTOS: VERA GODOY

Príncipe da Dinamarca Frederik A. Henrik e a princesa Mary Elizabeth participaram da inauguração do museu Peter Lund na Gruta da Lapinha


Lancamento do Vitória Tênis Estância da Cachoeira Condomínio Resort Um Empreendimento com a Marca do Grupo Vitória da União

FOTOS: VANESSA FERNANDES

Ator Raul Gazolla e Diretoria do Grupo Vitória da União


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ESTILO E CREDIBILIDADE U m dos mercados que mais cresce no mundo é o mercado da beleza. Sempre em alta, as empresas que atuam no segmento vêm se aprimorando cada vez mais, desenvolvendo conceitos, tecnologias e trazendo sempre novidades para atender padrões formados pela moda e buscando satisfazer as expectativas dos clientes. Deste mercado a empresária Maria da Luz conhece bem, afinal são mais de 15 anos dedicados à profissão. Atuando sempre de forma profissional, com sorriso e simpatia para atender suas clientes que vem de toda parte da grande BH, inclusive Santa Luzia, onde está sediado o Filadélfia Instituto de Beleza. A receita Maria da Luz disse que são o comprometimento de sua equipe com o resultado final e, claro, os pacotes promocionais que a empresa oferece.

As noivas que o digam. Hoje elas encontram todos os serviços no Filadélfia que há cerca de um ano inaugurou suas novas instalações no Shopping SB Mall. Atualmente, o Instituto possui dois pontos de atendimento. Nas novas instalações os clientes encontram tratamentos faciais, corporais, hidromassagem, podologia e, segundo Maria da Luz, a empresa está se especializando cada vez mais no Dia da Noiva. “Aqui a noiva fica conosco, recebe todos os serviços para relaxar, inclusive hidromassagem, neste dia tão especial e sai direto para igreja”, conta a empresária. Depois de mais de 15 anos de trabalho, Maria da Luz resolveu criar este novo espaço no Shopping SB Mall, no bairro São Benedito em Santa Luzia para oferecer mais comodidade e conforto para seus clientes. O espaço é aconchegante e os investimentos não param.

Recentemente a empresa começou a trabalhar com depilação a laser, um serviço muito procurado. De olho no mercado, Maria Da Luz se mostra preocupada com a satisfação dos clientes e complementa que se chegou até aqui é por que deve tudo a eles e a seus colaboradores. Confiante, ela convida a todos para conhecerem seu espaço e os pacotes e serviços especiais para noivas.

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PRECISO DE PAZ

O

equilíbrio interno, traduzido em uma sensação de paz e quietude é o desejo de todos nós, já que, pela natureza, tendemos a esse estado. Quando observamos uma vaca pastando no campo, um gato caminhando lentamente, formigas trabalhando ou outros animais, chegamos a invejar-lhes a forma prazerosa de fazer suas coisas. Qual é a diferença? É que os animais não PENSAM, não comprometeram suas vidas com o sucesso e não vivem em função da expectativa das pessoas. A grande dificuldade de viver em paz é que vivemos em um sistema social que não valoriza a tranqüilidade. O homem de sucesso é um homem de ação. Nos tempos modernos, a famosa frase de Descartes: “Penso, logo existo” cedeu lugar a uma outra, pior ainda, “Ajo, logo existo”. Em uma sociedade competitiva, cujo valor básico está na acumulação, aprendemos a ver o mundo apenas sob a ótica da quantidade. Somos obcecados pela quantidade. Quanto você ganha? Quantos filhos têm? Quanto tempo de casados? Quanto…Quanto… Quanto…Fazer muitas coisas é sinal de pessoa dinâmica, trabalhadora, dedicada e responsável. As mulheres, hoje, têm reclamado do acúmulo de tarefas sob sua responsabilidade. Avançaram no mercado de trabalho e continuaram com as tarefas domésticas, centro de seu papel anterior. Com a globalização e a altíssima mobilidade social, os homens reclamam das viagens constantes nos negócios. Há alguns anos atrás, realizei uma pesquisa entre executivos, perguntando-lhes como seria a vida deles, se soubessem com certeza que iriam morrer dentro de 1 ano, mantidas as atuais circunstâncias. O resultado foi surpreendente. A grande maioria iria dedicar-se à famí-

lia, iria encontrar-se mais com os amigos, iria se divertir mais, teria maior vivência religiosa, enfim, iria curtir mais a vida e não levá-la tão a sério. Atrás de toda pessoa agitada, ansiosa existe um auto-esquecimento. Emaranhados em uma teia infinita de obrigações para com os outros nos esquecemos de nossas devoções, nossos desejos e nossas necessidades. A vida vale não pela quantidade de anos em que vivemos, mas pela qualidade de como vivemos. É impossível sair da roda diabólica da pressa se continuarmos a supervalorizar o sucesso social e a acreditar que amar é atender às expectativas de outrem, seja marido, esposa, filhos, patrão, etc. Somos seres limitados e se não aprendermos a dizer “não” seremos sempre uma agenda cheia de compromissos para os outros. Constantemente recebo recados de pessoas que querem falar comigo “com urgência”. O engraçado é que a urgência é sempre delas, nunca minha. O medo de desagradar, o delírio onipotente de dar conta de tudo, o medo de deixar a peteca cair, o mito da mulher e do homem forte nos fazem escravos do tempo que era para ser o nosso melhor aliado. É verdade que vivemos na era da ansiedade. A complexidade de nossos papéis nos exigem muitas ações, priorizá-las é o caminho. Adotar um ritmo lento no fazer nossas milhares de coisas é o segredo. E dedicar tempo a nós mesmos. Achar tempo de brincar é uma forma de se economizar na vida. Para isso temos de arrancar de nosso inconsciente um nocivo e terrível principio vinculado em nós, pela sociedade americana de que: “Tempo é dinheiro”. Tempo é vida, tempo é amor, tempo somos nós existindo. Bem disse Guimarães Rosa: “Deus é a paciência e o diabo é a pressa.”


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