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Foto: Florin Garoi

Foto: Fernando Weberich

Cartilha Ambiental

Foto: AndrĂŠ Dib

Foto: Robert Linder


ÍNDICE A Carta da Terra ............................................................................................................. 4 Vamos Reciclar?.............................................................................................................. 5 Consciência ...................................................................................................................... 7 Como Reciclar . ................................................................................................................ 7 O Que Separar ................................................................................................................ 8 Coleta Seletiva .............................................................................................................. 10

Foto: André Dib

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“Reduzir, Reutilizar e Reciclar” são as ações essenciais que qualquer cidadão responsável pode e deve seguir para contribuir com o desenvolvimento sustentável

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A CARTA DA TERRA A Carta da Terra é um documento global produzido durante 10 anos pelas principais lideranças ambientais e sociais do mundo. Trata-se de uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. “Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imprescindível que nós declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e especialmente com as futuras gerações”. Um dos princípios da Carta da Terra que diz respeito à reciclagem é: “Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar de todos.

Foto: Sigurd Decroos

Isso quer dizer: Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos”.

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OS 3 R’S “Reduzir, Reutilizar e Reciclar” são as ações essenciais que qualquer cidadão responsável pode e deve seguir para contribuir com o desenvolvimento sustentável. Chamadas de 3 R’s, estas ações fazem parte, também, da cartilha de qualquer consumidor consciente que procura através de pequenas mudanças no seu cotidiano fazer a sua parte para garantir uma vida melhor para as futuras gerações. A lógica dos 3 R’s começa pelo ato de Reduzir o consumo. Isso porque, a reciclagem, embora seja uma ótima forma de contribuir para a sustentabilidade, também gera resíduos e consome recursos, sendo, portanto, uma forma de apenas minimizar o impacto ambiental e não de preveni-lo. Comece recusando produtos que não se reciclam ou são desnecessários como copos descartáveis, isopor e sacolas plásticas. Depois é essencial reduzir o consumo de água: demorando menos no banho, varrendo a calçada ao invés de lavar e fechando a torneira ao escovar os dentes. Em seguida, reduza seu consumo de energia desligando a luz e o computador quando sair do escritório. Próximo passo, reduza seu consumo: faça compras para a semana e cozinhe apenas aquilo que vai ser consumido, assim você evita jogar comida fora. Leve as sacolas que você já tem em casa quando for fazer compras, dessa forma você reduz o consumo de plástico (material que demora a se degradar quando descartado) e isopor. O segundo R é o de Reutilizar, que nada mais é do que dar serventia a coisas que você não usa mais doando a outro que precise, ou mesmo dando novas aplicações ou utilidades a coisas antigas. Reforme aquele móvel antigo ao invés de comprar um novo ou doe-o a alguém. O mesmo pode ser feito com roupas e sapatos.

Ilustração: Svilen Milev

Claro que mesmo que você faça isso tudo, reduza e reutilize ao máximo tudo o que consome, ainda haverá coisas que precisarão uma hora ser descartadas. Neste caso, Recicle. A reciclagem, além de ajudar a diminuir a quantidade de resíduos que vão para os lixões e, na melhor das hipóteses, aterros, tirar gera renda para os catadores ou cooperativas e também contribui para a diminuição da demanda de matériasprimas. Ou seja, a reciclagem faz bem, tanto social quanto ambientalmente.

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VAMOS RECICLAR? 1/3 de todo o lixo gerado por uma pessoa é composto por embalagens aparentemente inúteis. Além de terem consumido água e energia elétrica na fabricação, elas ainda contêm componentes tóxicos que podem contaminar os rios e o solo, e fazer mal à saúde. A pior das embalagens seria o plástico porque é um derivado do petróleo e leva séculos para se decompor. Ele foi inventado há menos de 80 anos e vai se acumulando. Há 80 anos esse plástico entope rios e bueiros, causa inundações e desemboca no oceano, matando animais que os confundem com comida, além de fomentar a indústria do petróleo, a mais poluente do planeta. Na Normandia, França, foram encontrados 800 kg de plástico no estômago de uma única baleia morta. Mas o pior vilão, na verdade, é o isopor, que não pode ser reciclado. Sem outro jeito, ele acaba indo inevitavelmente para os aterros e lixões, onde prejudica consideravelmente a decomposição do lixo biodegradável, já que não se compacta facilmente - pelo contrário, leva 400 anos para se decompor. É uma herança nada agradável aos se deixar para nossos filhos, netos, tataranetos, e por aí vai.

LEIS E NOVAS TECNOLOGIAS

Foto: Warley Rossi

Por essas questões, o alarme em função do impacto de produtos como o plástico e o isopor ecoou pelos quatro cantos do mundo. Depois de ações efetivas na Europa, no Brasil, várias prefeituras já baniram de supermercados e farmácias, a sacolinha plástica que agora deve ser substituída por embalagens retornáveis ou de material compostável (que pode ser transformado em adubo), como amido de milho ou papel reciclado. Sim! Nós podemos viver sem as inconvenientes sacolinhas! Na época dos nossos pais, elas sequer existiam! O isopor é o próximo vilão que deve ser banido das prateleiras de supermercados. Já existem projetos de lei tramitando para isso, logo é bom se adaptar!

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“Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imprescindível que nós declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e especialmente com as futuras gerações”

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CONSCIÊNCIA Independentemente da legislação, vale a pena pensar que cidades queremos para nós e para os nossos filhos, qual a qualidade da água que queremos beber, dos alimentos que queremos consumir. Isso porque tudo que enviamos para os aterros sanitários gera gases e líquidos tóxicos que se infiltram no solo e nas águas. Isso obviamente se reflete na produção de alimentos que vão parar nas nossas mesas e nas águas que escorrem das nossas torneiras.

COMO RECICLAR O QUE É LIXO SECO?

Lixo seco é todo tipo de material que pode ser reciclado (vidro, papel, plástico, metal), que tenha sido lavado e separado para ser destinado adequadamente.

O QUE É LIXO COMUM?

São materiais que não podem ser reciclados (como isopor, embalagens metalizadas, papel engordurado etc). 8

O QUE É LIXO ORGÂNICO?

São restos de comida e lixo de banheiro. Quando não há intenção de se fazer compostagem, esse lixo é encaminhado para a coleta convencional, junto ao lixo comum.

O QUE É LIXO TÓXICO?

Foto: Zsuzsanna Kilian

Também chamado de lixo eletrônico: baterias, pilhas, cartuchos. Devem ser encaminhados para uma coleta especial por serem extremamente tóxicos e terem alto poder de contaminação. Hoje em dia, há vários pontos de coleta desse tipo de material. Um deles é o Banco Santander.


PAPEL

O que recicla: Papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel-cartão, cartolinas, embalagens longa-vida, livros.

Ilustrações: Raquel Mendez

SAIBA O QUE DEVEMOS SEPARAR PARA A COLETA SELETIVA E O QUE VAI PARA O LIXO COMUM

O que não recicla: Papel-carbono, celofane, papel-vegetal, papéis encerados ou plastificados (embalagens de pit stops, amendoins) , papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas.

PLÁSTICO

O que recicla: Sacos, CDs, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral. O que não recicla: Embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos, chocolates e biscoitos) e isopor (por isso, é essencial evitar o isopor para transporte de alimentos. O isopor é a embalagem mais poluente que existe e não pode ser reciclado de nenhuma forma! Segundo estudos, não há nenhuma justificativa plausível para a utilização desse tipo de material, que é totalmente dispensável na cadeia da indústria de alimentos, uma praticidade dispensável que gera uma poluição perigosa e irreversível).

VIDROS

O que recicla: Garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos. O que não recicla: Espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis.

METAIS

O que recicla: Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folha-de-flandres. O que não recicla: Clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.

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COMO RECICLAR Embalagens com restos de líquidos e alimentos devem ser lavadas e, de preferência, secas ao sol. Um copo sujo de cafezinho, ou uma embalagem com resto de iogurte pode inutilizar quilos e quilos de papel limpo- e reciclável. Não vale a pena separar vidro, metal, lata, papel, plástico. Todo lixo seco pode ser encaminhado junto para as cooperativas, pois lá é feita a triagem.

DICAS

• Separe as garrafas PET para a reciclagem Entregar as garrafas PET para reciclagem reduz lixo e gera empregos no País. O Brasil joga fora metade das garrafas e nossas indústrias importam PET. • Devolva o lixo eletrônico (pilhas e baterias) para)o fabricante Quase 180 milhões de baterias de celular são descartadas todos os anos no Brasil. São 11 mil toneladas de lixo tóxico que deveria ser reciclado. Primeiro, evite trocar de celular todos os dias, só por causa de um design novo. Se não tiver jeito, entregue a bateria velha na loja. Pilhas das marcas Rayovac, Varta, Panasonic, Duracell, Eveready e Energizer podem ser jogadas no lixo comum. As baterias de celular e laptops devem ser entregues aos fabricantes (que são obrigados a recebê-las) através do ponto de venda ou da assistência técnica. Quando for trocar a bateria do carro, deixe a antiga na oficina mecânica autorizada que fizer o serviço. Os pontos de venda de baterias automotivas são obrigados a receber as baterias usadas de qualquer marca, que são encaminhadas para reciclagem. Não doe ou comercialize a peça em ferros-velhos, pois ela pode não ter o destino adequado. • Baterias piratas têm mais mercúrio Baterias piratas para celular duram menos e podem conter dez vezes mais mercúrio que as baterias vendidas legalmente no Brasil. O mercúrio é um dos metais mais tóxicos que existem e ataca gravemente o sistema nervoso. Evitar as piratas é bom para o seu bolso e mais ainda para sua saúde e a do planeta, já que 60% do lixo brasileiro vão para lixões onde o mercúrio destas pilhas vai poluir o solo e o lençol de água. • Não jogue óleo usado na pia Um litro de óleo jogado na pia polui até 25 mil litros de água.Entregue o óleo em pontos de coleta específicos. Postos de coleta em supermercados como o Pão de Açúcar passaram a aceitar o óleo de cozinha, que vira ingrediente para o biodiesel. Outra opção é enviar o óleo usado para instituições que o reaproveitam para fazer sabão, caso da Ação Triângulo, no ABC paulista. Prefira produtos não embalados e SEMPRE sem isopor. • Embalagens tipo “caixinha-dentro-de-saquinho-dentro-da-sacola-e-do-sacolão” (estilo MC Donald’s) geram muito lixo.

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• Leve sacola retornável ao fazer compras Saco plástico chega a 40% das embalagens jogadas no lixo e leva até 400 anos para se decompor. • Recicle suas pilhas O Brasil joga fora 1 bilhão de pilhas usadas, anualmente. Se fossem recicladas, seriam recuperadas 1.000 toneladas de zinco e 1.500 toneladas de manganês, minerais usados na correção de solos para a agricultura. • Recicle latinhas de alumínio Uma latinha de alumínio feita a partir de minério virgem gasta 20 vezes mais energia elétrica para ser produzida do que uma latinha feita de alumínio reciclado. Portanto, recicle as latinhas, assim você evita a extração de mais minério e, ao mesmo tempo, economiza energia. • Recicle o plástico e ajude na educação da cidade A coleta urbana domiciliar de São Paulo recolhe anualmente mais de 600 mil toneladas de plástico. Empilhado, como se faz no lixo em casa, esse plástico encheria 208 Catedrais de Brasília. Se fossem empilhadas, as catedrais chegariam a mais de 8.300 metros, quase a altura do Monte Everest, o mais alto do mundo, com 8.850 metros. Se não for reciclado, esse material acaba despejado nos aterros sanitários usados pela cidade, fazendo lotar mais cedo o espaço disponível para descarte e obrigando o governo a construir novos aterros, que custam um dinheirão. Não seria melhor usar esse dinheiro com a educação da população? • Recicle lâmpadas fluorescentes, ou frias Elas contêm metais pesados. Por isso, não podem ser descartadas no lixo comum. Quando se quebram, liberam vapor de mercúrio, que será inalado por quem estiver por perto. As empresas e as indústrias são as maiores usuárias desse tipo de lâmpada. Muitas seguem a norma ambiental ISO 14000, que orienta sobre o descarte de lixo tóxico, o que estimulou o surgimento de empresas que descontaminam e reciclam lâmpadas no país (serviço quase exclusivo para a indústria). O material é triturado dentro de um ambiente controlado e encaminhado para um aterro sanitário adequado, ou tem seus componentes químicos separados para serem aproveitados em novos produtos. Algumas empresas possuem até um sistema para reciclar o vidro da lâmpada, que pode ser usado em esmaltes de pisos e azulejos. Tente enviar as lâmpadas para empresas de reciclagem, como a Tramppo Recicla Lâmpadas, de São Paulo, que aceita pequenas quantidades. Mas o serviço é pago, custa de 60 e 90 centavos por lâmpada. Se não tiver outro jeito, coloque a lâmpada na embalagem original ou numa caixa de papelão e descarte no lixo comum.

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COLETA SELETIVA Em São Paulo: Se a sua rua for contemplada pela coleta porta a porta, e não for possível a instalação de contêiner, o munícipe pode participar do programa da seguinte forma: os resíduos poderão ser disponibilizados em vias públicas, este procedimento é correto, pois o dia e período da coleta seletiva diferem da coleta dos resíduos orgânicos. Lembramos que não é necessária a separação do material reciclável por tipo, pois os mesmos serão separados pelas cooperativas nas Centrais de Triagem. CONTATO Central de Atendimento – 156 Departamento de Limpeza Urbana (LIMPURB) Alô Limpeza - (11) 3397-1723/1724

A Rede de Supermercado Pão de Açúcar recebe todo tipo de material reciclável em suas lojas. Fonte: Instituto Akatu, Revista Vida Simples e Planeta Sustentável 12


Foto: Flávio Takemoto

Sustentabilidade é, antes de tudo, um princípio que pressupõe inteligência. Buscar a sustentabilidade quer dizer desenvolver atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais econômicas, culturais e sociais, de forma mais racional, criativa e lógica, sem comprometer a nossa qualidade de vida e o futuro das próximas gerações. Para isso, é preciso desenvolver a engenhosa arte de transformar ideias em ações.

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Cartilha Ambiental