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Capítulo 3 A minha primeira noite sozinha em Paris começou bem. Como eu não tinha comido e estava ficando com fome, pensei em pedir serviço de quarto, mas depois decidi bravamente comer sozinha em um restaurante, algo que nunca fiz antes. Usando um vestidinho florido e sem alças com uma jaqueta jeans e sapatilhas, coloquei a minha bolsa sobre o meu ombro que continha apenas a minha carteira, uma garrafa de água, um mapa das ruas de Paris e a minha câmera. Eu não tinha nenhum plano e me surpreendi adorando o pequeno estímulo de liberdade que isso me deu. Atravessando a avenida Montaigne saltitante, gravitei em direção à Torre Eiffel, cruzando o Sena na Pont de l'Alma e tentei não sorrir como uma boba enquanto pensava: Estou atravessando o Sena! surgiu em minha mente. Eu senti vontade de gritar. Na outra margem, segui o rio em direção à torre e, mesmo que quisesse esconder o meu sorriso, não conseguiria. Era tão incrível! A verdadeira Torre Eiffel, ali mesmo, enorme, monstruosa e bonita, surgindo acima de mim cada vez maior enquanto me aproximava. Por mais impressionante que pareça em fotografias ou filmes, nada se compara a realmente vê-la pessoalmente, observando o sol atrás dela. Eu senti um rápido arrependimento por estar vendo isso sozinha, mas só porque eu sabia que mais tarde, nenhuma palavra seria suficiente para descrever o quanto era linda a luz, quanto eu me senti pequena sob os arcos, como o meu coração bateu quando pensei: estou realmente em Paris. Eu queria subir lá no topo, mas meu estômago estava rosnando tão ferozmente que não podia ignorá-lo. Não desejando passar mais tempo, encontrei um vendedor de sanduíche, pedi um de presunto e queijo em meia baguette e comi enquanto caminhava de novo para a torre.

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