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Eu me virei para vê-lo incapaz de esconder aquele sorriso que eu adorava. —Você está indo no caminho errado. —Ele apontou na direção oposta, onde finalmente vi o maldito sinal. —Oh. —Com toda a dignidade que eu poderia reunir (que não era muita) virei minha mala e passei de novo. —Obrigada. Por tudo. —Foi um prazer. —Ele disse, me observando. —Todo o momento. Eu me obriguei a continuar. Foi a coisa mais difícil que já fiz.

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Eu subi no trem para a minha parada com um braço sobre meu estômago dolorido e a outra mão encostada na minha testa. Fiquei feliz que houvesse um banco livre porque minhas pernas pareciam muito trêmulas para ficar de pé. Olhando para a minha mala entre meus joelhos, lembrei-me de respirar e tentei não pensar em Lucas sentado sozinho em um trem diferente, voltando para aquele pequeno apartamento que eu amava. Nunca mais o veria. Meu lábio inferior estremeceu. Fechei os olhos e implorei a Deus para me levar de volta ao meu quarto de hotel sem outra onda de lágrimas. Uma coisa era chorar sozinha em seu quarto ou mesmo em frente a um amigo, mas chorar sozinha na multidão não era algo que eu precisava para riscar numa lista. Jesus, meu orgulho não tinha sofrido o suficiente?

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