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Abri a boca para continuar com a performance da noite, uma que merecia o Oscar, mas Lucas arruinou tudo respondendo a sua própria pergunta. —Porque ficarei muito triste se for. Ah não. Ai Jesus. Chegavam as lágrimas. Desesperada, olhei ao redor da mesa. Onde diabos foi parar a garrafa de vinho? O resto da família estava envolvida em conversas e não percebeu o drama que se desenrolava entre nós, mas eu sabia que se eu não me levantasse e saísse, a barragem dentro de mim romperia. —Mia? —Lucas pegou a minha mão. —Desculpe. —Empurrando minha cadeira para trás, saí e passei pelas outras mesas, atravessando o deck da piscina e fui para o outro lado da casa. No escuro corri, fazendo minhas pernas correrem o mais rápido que pude de salto alto, grata por ter corrido no colégio e ter mantido o hábito de fazer exercício. Através do jardim, alguma vez você tentou correr no cascalho? Isso é uma merda e isso estando com tênis, além da fonte, até a parte de trás do olival. Corri tanto que não pude nem chorar, pulmões ameaçando dividir de um lado a outro, uma leve dor na minha lateral. Quando cheguei à beira da vinha, caí contra uma antiga construção de pedra. Apoiando minha bochecha na superfície fria e áspera, bati a base da minha mão na pedra e solucei. Eu chorei tanto como quando Tucker cancelou nosso casamento, e o pior de tudo era que eu me sentia ainda mais triste. Ao contrário das lágrimas que chorei anteriormente, estas eram alimentadas apenas por um coração partido, sem raiva ou arrependimento ou vergonha para diluí-las. —Mia! —A voz de Lucas ecoou pelo bosque. Ele poderia me ver? Eu abafava meus soluços, mas um momento depois, ouvi seus passos rápidos e então senti sua mão nas minhas costas. —Mia, oh meu Deus. Você está bem? Venha aqui, por favor.

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