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Ele me provocou com a língua como se estivesse amarrando um nó. Um nó duplo. Ele me lambeu como um sorvete de baunilha em um caloroso dia de verão. No Equador. Ele me saboreou como se eu pudesse derreter na boca, mas ele não queria que eu fizesse. Essa era uma batalha perdida. Eu não durei mais de um minuto, talvez nem trinta segundos, inferno, talvez nem dez. Já não tinha mais sentido do tempo. Quando ele me tocou com a língua, era como se jogasse gasolina no fogo que já estava queimando. Eu lutei com todos os instintos que meu corpo tinha, que era mexer e me contorcer e sufocar sua boca com minha boceta. Eu queria sentar na sua língua. Inclinei para frente e bati minha cabeça contra meus pulsos, morrendo de vontade de gritar, de queimar, de fragmentar. Eu sabia que ele estava tentando prolongar tudo, porque cada vez que me aproximava da borda e endurecia, ele recuava do meu clitóris e mordia minha coxa ou simplesmente respirava ar quente na minha pele. Quando eu relaxava um pouco, ele voltava a mexer em mim, levando-me de volta ao limite, até que finalmente pensei que ficaria louca. —Lucas. —Implorei, à beira das lágrimas. —Por favor. Finalmente, ele me puxou mais firme para a boca com uma das mãos, enfiou os dedos dentro de mim com a outra e me devorou forte e rápido. Eu simplesmente detonei. Não tenho ideia de quanto tempo durou realmente, como Lucas conseguiu respirar, ou como eu não rasguei a pele no meu braço,

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