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—Jardins? Minha avó tem um jardim, Lucas. Este é um conto de fadas. É inacreditável! Lucas sorriu para mim antes de digitar um código no teclado do sistema de entrada no lado do condutor da parede e os portões se abriram. Estiquei o pescoço pela janela enquanto caminhávamos por uma estreita estrada de cascalho flanqueada em cada lado por macios arbustos que chegavam bem alto. Eles estavam plantados tão perto que era difícil de ver através deles, e a casa não estava visível no final do caminho. Meu interior tremia de nervoso e excitação quando contornamos uma curva e a vila apareceu. Eu suspirei. —Meu Deus! Nunca vi nada parecido na vida real. Hera escalava pelas paredes de pedra de cor clara, e que tinha facilmente uns dois metros e meio de altura, luzes escuras azuis emolduravam as janelas e o telhado laranja meio desbotado. Eu poderia dizer que tinha sido expandido, mas mesmo as peças novas foram cuidadosamente construídas para combinar com o original. —Quantos anos tem isso? —É do século XVIII, a parte mais antiga. —Lucas estacionou o Toyota em uma garagem circular, que estava alinhada com arbustos baixos e vasos de plantas. —Henri acrescentou as peças mais recentes nos últimos trinta anos, diria, além de colocar uma piscina e uma quadra de tênis. Seu parceiro, Jean-Paul, é um fanático por jardinagem, então ele adicionou alguns jardins a mais e restaurou algumas das antigas fontes da propriedade. Abrindo a porta, parei a meio caminho do carro e fiquei de pé no lado do passageiro, olhando para o telhado no terreno, o que parecia continuar para sempre. Respirei fundo, enchendo meus pulmões com um aroma verdejante que desafiava a descrição. —Deus, Lucas. O ar aqui! —Eu bati o teto do carro. —Não consigo superar isso. —São os campos de lavanda. E Jean-Paul tem um jardim de ervas muito grande também. —Ele abriu o porta malas do Toyota e tirou

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