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no rosto pelo vento. Depois, havia tudo o que não podia ser visto: o riso fácil, a memória afiada, o talento musical, o som de sua voz me contando sobre catedrais, histórias de amor medievais, a escultura de Rodin. E sussurrar coisas. Coisas sujas que me incendiavam. Senti uma excitação entre minhas pernas e me afundei no meu assento. Uau. Você já teve o suficiente por um tempo, então apenas relaxe. Que feio, você ter que virar sua saia para secar o ponto molhado nas costas. Coloquei uma das mãos na minha boca. Lucas olhou para mim. —O que é engraçado? —Nada. Tudo. Percorri um longo caminho, isso é tudo. Ele pegou minha mão e beijou a parte de trás dela. —Sim, verdade.

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Lucas não me contou muito sobre a vila, mas mesmo que ele tivesse, as palavras não teriam feito justiça. Saímos da rodovia principal e fomos para uma estrada que atravessava campos e pomares, e não vi a fazenda até o momento quando Lucas desacelerou o carro em frente a um conjunto de portões de ferro. De cada lado, uma parede de pedra baixa marcando a borda da propriedade. Eu me sentei mais ereta no meu assento. —Esta é a vinha? —Não, a vinha está do outro lado da casa. Estes são apenas os jardins.

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