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Ano I - Nº 1

Março 2008

Jornal da Escola Secundária/3 de Amato Lusitano

do nome... Na história da ESAL, contase que jornais houve por cá. O último, lá para os anos 90, chamava-se “Triângulo”. Simbolicamente, é um nome que remete para várias interpretações, tão conciliáveis quanto contraditórias: luz e trevas, passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza. Talvez por se fecharem os seus lados, fez-se a opção de se fechar esse nome de jornal e abriu-se um concurso para um novo nome. Das diferentes e numerosas propostas apresentadas, caiu a escolha em eSALPICOS. Com Esalpicos, pode imaginar-se um só som ou um conjunto de sons articulados e pleno de significação. Se não, vejamos, começando por trás: PICO do Célt. Pic - bico; ponta aguda; cume agudo de monte; espinho; pique, sabor picante. SAL - do Lat. Sale - substância resultante da combinação de um ácido com uma base; substância utilizada para condimentar os alimentos; bom gosto; graça; finura de espírito; malícia; vivacidade; chiste. Símbolo da força vital, da energia e do dinamismo. SALPICO- cada pedra de sal com que se salpica o peixe ou a carne; pingo de água, de lama, etc. ; mas também pontinhos de cores, nos tecidos e, direi, na alma. eSALPICOS – à maneira de Gedeão, “mande-se vir os ácidos, as bases e os sais”, juntem-se as letras para condimentar, cravemse os espinhos para acordar, suba-se aos cumes para colher os frutos do sol e do sonho e teremos, se quisermos e formos capazes, o jornal da esal, da nossa escola, mundo de cores. Hélder Rodrigues

Salpicos de desporto

de cá

breves salpicos da esal Pág. 2 e 3

da imaginação

crónicas... traços... escritas... Pág. 4

do Plano Nacional de Leitura

semana da Leitura: à volta dos livros Pág. 9

Em reportagem Ser aluno de desporto Ser professor de desporto No mural

dos projectos

brincadeiras da ciência das madeiras Pág. 10 Escola S/3 de Amato Lusitano Av. Pedro Álvares Cabral 085-6000 Castelo Branco Tel. 272339280 Fax. 272329776 E-mail: ce@esal.edu.pt www.esal.edu.pt


Editorial No primeiro número deste jornal é com grande prazer que escrevo este editorial. Escrevo não só como Presidente do Conselho Executivo, mas principalmente como amigo de todos os que fazem parte desta escola. Quero deixar um bemhaja a todos os alunos que decidiram fazer-nos companhia durante o seu processo de enriquecimento de vivências, conhecimento e saber e que, decerto, ganharão ao frequentarem e concluírem os respectivos cursos. O que se quer com este jornal é possibilitar ao leitor manter-se informado acerca da actividade que se desenvolve na escola. Quer-se que seja um espaço de interacção, pragmático e proveitoso, para o desenvolvimento intelectual de todos. Desde já, lanço o desafio de, tu mesmo, poderes participar nas edições deste jornal. É essencial uma participação activa e interessada de todos, para que se possam desenvolver actividades cada vez mais proveitosas e a todos os níveis, sejam eles culturais, sociais, pedagógicos, académicos, políticos, recreativos… Não esperem pelos outros, participem. João Ascensão Belém

moodle@esal Para os mais distraídos e avessos às novas tecnologias o moodle@esal é uma plataforma de conteúdos digitais disponibilizada pela ESAL, para suporte às actividades curriculares e extracurriculares. Apresenta-se como um espaço privilegiado de conteúdos para desenvolver e estimular as aprendizagens na Escola, para organizar e apoiar a comunicação interna, para permitir a partilha de saberes e fazeres. Factor de inovação e desenvolvimento, aberto a todas as aprendizagens, constitui-se como uma solução para professores e alunos nas aulas, nos projectos, nas estruturas de coordenação, no que a criatividade e a disponibilidade permitirem. Visitem-na. Usem e abusem. Ousem e criem.

Formação Cívica envolve alunos do 9ºB

Dois períodos em actividade No âmbito da área curricular não disciplinar de Formação Cívica, a nossa turma, 9º B, realizou várias actividades durante o primeiro e segundo períodos. No dia 28 de Novembro, realizámos uma visita de estudo às instalações do semanário “A Reconquista”, situadas na Zona Industrial de Castelo Branco, integrada no estudo da temática “O Mundo do Trabalho”. Observámos onde é feita a montagem do jornal, através de um sistema informático e vimos, em tempo real, a impressão dos jornais numa máquina bastante potente, rápida e eficaz. Ficámos a conhecer melhor todo o processo da elaboração de um dos mais importantes jornais da Beira Baixa.

No Jornal Reconquista

No dia 14 de Dezembro, realizámos um Jantar de Natal no refeitório da escola, no qual participaram 14 alunos, os respectivos Pais e Encarregados de Educação e alguns professores do conselho de turma, iniciativa que permitiu o envolvimento das famílias na vida escolar dos alunos. No dia 7 do mês de Janeiro de 2008, a nossa turma realizou uma visita de estudo ao Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco onde nos foi

explicada a origem da instituição. Visitámos os vários espaços e tivemos também a oportunidade de entrar no gabinete do Provedor actual – Coronel Guardado Moreira que nos dirigiu uma palavra amiga e de agradecimento. Distribuímos alguns doces e chocolates que tínhamos trazido para os idosos alojados na sede. Animámos também um pouco o ambiente com umas músicas, tocadas por um dos nossos colegas, o Ricardo.

Visitámos ainda, na Santa Casa, o Museu de Arte Sacra, onde encontrámos muitas colecções e belas figuras relacionados com o Cristianismo e o Museu Agrícola, com vários objectos utilizados antigamente na prática da agricultura. Divertimo-nos imenso, gostámos de conviver com os idosos e ainda aprendêmos um pouco com as visitas aos Museus. No dia 1 de Fevereiro, visitámos, nas Docas, o camião eTour da Porto Editora. Quando entrámos, deparámos com vinte cadeiras, um projector, um quadro tecnológico e um monte de exercícios à nossa espera. Começámos de imediato a resolvêlos, com eficácia. Posteriormente, apanhámos todos o autocarro que nos levou ao fórum, para termos uma refeição em turma. Terminada a refeição, seguimos para a Santa Casa

Brincadeiras Para alunos do 12º ano

Paradoxo Logarítmico Défi en français As funções logarítmicas são certamente importantes, até os profanos ouvem falar da utilização dos logaritmos como uma operação muito importante. Com elas podem inclusivamente demonstrar-se algo surpreendente: - “Que 1/4 é maior que 1/2”. Com efeito, é certo que 2>1; e se agora multiplicarmos ambos os membros desta desigualdade por log(1/2) fica: 2 log(1/2) > log(1/2), isto é: log(1/4) > log(1/2), pois 2 log(1/2) = log(1/2)2 = log(1/4). Ora bem, a função logarítmica na base 10 é estritamente crescente e, por conseguinte, se log(1/4) > log(1/2) então, forçosamente (1/4) > (1/2). Que erro se cometeu nesta «demonstração »? (Solução pág.5)

Si tu étais... Si tu avais... Tu pourrais devenir une chose bizarre, une merveille de la nature, un poème. Exemple: • Si j’étais un papillon, je partagerais toutes mes couleurs.

Essaye, fait ton mieux ! Rends la phrase et la photo par mail: biblioteca@esal.edu.pt

da Misericórdia de Castelo Branco para visitar a secção de Fisioterapia. O seu director Dr. Frade, informou-nos acerca de certos factos relacionados com a medicina, com a Santa Casa da Misericórdia e da sua interligação. De seguida, procedemos à visita das instalações, dirigida pelo médico. No passado dia 26 de Fevereiro fomos visitar o Museu de Arte Moderna, um curioso edifício de 1920, onde reúne, em permanência uma importante colecção de arte internacional, a Collecção Berardo. É uma perspectiva do que é a arte moderna e contemporânea do século XX. Na Collecção Berardo, estão representados os principais movimentos, correntes e linhas de investigação artística, com obras consideras essenciais para a compreensão da história de arte internacional. Outra actividade realizada no âmbito da Formação Cívica é o Almoço Saudável das quintas-feiras. É uma actividade semanal, pque realizamos com a professora de Formação Cívica e Matemática, Hermínia Pombo. Todas as quintas-feiras, após o apoio de Matemática, seguimos para o refeitório da escola onde praticamos uma alimentação saudável. A ementa é elaborada por nós alunos, em conjunto com a professora, onde consta sopa, segundo, sobremesa e fruta. É uma actividade de convívio, onde a relação aluno – professor é valorizada no sentido humano. Queremos agradecer à equipa da cozinha pelo modo acolhedor com que todas as quintas-feiras nos recebem. Alexandre Aparício, 9ºB

Ficha Técnica Direcção Conceição Neves Etelvina Pinto Francisco Belo, 11ºC Hélder Rodrigues Hermínia Pombo Raquel Afonso Rui Duarte Colaboradores Alexandre Aparício, 9ºB Alice Fernandes, 12ºE Álvaro Pitas, 12ºE Américo Silva Bruno Sousa, 9ºB Carlos Salvado Francisco Gaspar, 10ºM João Belém Luís Ascensão Mafalda Neves, 12ºB Manuel Hipólito Nuno Fonseca Nuno Rosa, 12ºG Otília Duarte Sofia Pedro, 12ºE Alunos do 10ºN


dos departamentos No âmbito da disciplina de Filosofia

ESAL dinamiza REDEmat O que é que o mundo pode esperar de ti? À semelhança do ano telo Branco aceitou o convite transacto, no dia 5 de Março de 2008, com o lançamento da 3ª edição da REDEmat, escolas de todos os distritos do país estiveram em competição, no mesmo dia e à mesma hora, permitindo que toda a comunidade estudantil, apesar de geograficamente separada, estivesse unida tecnologicamente em torno da Matemática. Esta é uma iniciativa dinamizada pela Universidade de Aveiro, que veio dar autonomia às escolas para serem elas próprias a desenvolver e promover todas as competições. Para participarem, as Escolas não tiveram de se deslocar a esta Universidade, uma vez que, através de uma ligação em Rede, escolas de Portugal Continental, Regiões Autónomas, Moçambique e Guiné compuseram uma equipa de trabalho em prol da Matemática. No total, participaram 8160 alunos nesta competição. A ESAL foi uma das 34 escolas dinamizadoras a nível nacional. O Agrupamento de Escolas EB2/3 Cidade de Cas-

por nós enviado, e trouxe os seus alunos ao longo de toda a manhã para poderem competir. Assim, participaram alunos do 5º até ao 11º ano. Para aceder ao jogo, o utilizador apenas teve de efectuar o seu registo no sítio do Pmate [http://pmate.ua.pt], e participar na competição adequada ao ciclo de ensino que frequenta. O desafio é simples: ultrapassar vinte níveis no menor tempo possível, respondendo correctamente às questões de matemática escolar que vão aparecendo no écrã. Duas “vidas” por nível, uma dificuldade gradual e a não repetição de perguntas são os ingredientes que tornam estas competições num forte estímulo para a aprendizagem da Matemática. Este software alia os conhecimentos curriculares ao jogo e ao desafio, ajudando a superar dificuldades e a contribuir para a construção do saber e do gosto pela matemática. Hermínia Pombo

No dia 7 de Fevereiro, no auditório do Instituto Português da Juventude de Castelo Branco, concretizou-se o visionamento do filme “Favores em Cadeia”, realizado por Mimi Leder no ano 2000. Esta actividade foi promovida pelo Grupo de Filosofia, teve a presença de todas as turmas dos 10º e 11º anos de escolaridade e pretendeu fomentar a relação escola-meio e levar oa alunos a construir um texto filosóficoargumentativo a partir dos problemas suscitados pelo filme, em especial: “o que é que o mundo pode esperar de ti?” Houve uma boa receptividade por parte dos alunos, que foram confrontados com alguns dos problemas éticos bem presentes na sociedade actual. Se é fundamental tomar consciência deles, não o é menos tomar posição crítica em relação aos mesmos. Assim, no seguimento desta

actividade, haverá um concurso para a criação de um texto filosófico, cujas regras se encontram publicitadas entre os alunos e na escola. O Grupo de Filosofia agradece a colaboração do Presidente do Instituto da Juventude de Castelo Branco e do Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Amato Lusitano bem como a todos os que colaboraram na concretização deste evento. Esperamos que os alunos manifestem o mesmo empenho, quer no concurso a decorrer quer na tentativa de propostas de resolução dos grandes problemas actuais, tal como o manifestaram no visionamento do filme acima referido. Afinal, a juventude é a nossa esperança; é fundamental que ela se mantenha atenta, desperta e crítica.

Luís Ascensão

Olimpíadas da Ortografia

Dia Internacional da Língua Materna

XXVI Olimpíadas Portuguesas de Matemática Realizou-se, em Novembro, na nossa Escola, a 1ª Eliminatória das XXVI Olimpíadas Portuguesas de Matemática. Participaram 49 alunos , 7 do 8º ano, 6 do 9º, 17 do 10º e 9 do 11º. Estas Olimpíadas têm como objectivos principais incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática e detectar vocações precoces nesta área do saber.

A 2ª Eliminatória realizouse no dia 9 de Janeiro e apurou 60 alunos a nível nacional. A Final Nacional decorreu de 13 a 16 de Março na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, onde foram apurados os seis representantes de Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, em Julho de 2008 na vizinha Espanha. Manuel Hipólito

No dia 21 de Fevereiro celebrou-se o Dia Internacional da Língua Materna. Para assinalar esta data e visando a promoção do bom uso da língua portuguesa e o gosto pela sua utilização correcta, o grupo disciplinar de português e a Biblioteca/Centro de Recursos promoveram as “Olimpíadas da Ortografia”. Esta actividade decorreu em duas fases, compreendendo dois escalões (3º ciclo e ensino secundário). A primeira fase, realizada ao nível de turma, compreendeu um teste de perguntas de escolha múltipla, preenchimento de espaços e identificação de erros e destinou-se a apurar um aluno por turma. A fase final apurou um vencedor em cada escalão: Ana Galvão do 9ºA e Gustavo Eduardo do 11ºB.

Este dia foi instituído pela UNESCO em 1999 como forma de homenagem à unidade e coesão das sociedades. Na conferência geral de Novembro de 1999, o Conselho Geral, órgão supremo da UNESCO, reconheceu a grande importância da salvaguarda do património linguístico e cultural da humanidade e considerou que todas as acções para promover a difusão das línguas maternas irão servir não só para estimular a diversidade linguística e um ensino multilingue, mas também para desenvolver ampla consciencialização das tradições linguísticas e culturais em todo o mundo e para inspirar a solidariedade baseada na compreensão, tolerância e diálogo. Conceição Neves


da imaginação

Sofia Pedro, 12ºE

Que Matemática? A matemática, como se sabe, teve a sua origem na Babilónia há dois milénios a.C.. No entanto, só começou a ser cultivada como uma ciência num sentido próximo do actual, na Grécia, nos séculos VI e V a.C. Portanto, apesar de terem decorrido vinte e seis séculos desde que o filósofo e matemático Pitágoras (séc. VI a.C.) inventou a tábua de multiplicar, muitos, mas mesmo muitos portugueses, não sabem essa coisa tão simples e elementar que é a tabuada. A que se deverá tão grande alheamento dos portugueses nesta matéria? Por que ignoram as mais elementares operações de matemática? Constato frequentemente que muitos jovens estudantes, perante uma montra de sapataria com saldos, não conseguem disfarçar a sua ignorância aritmética, por não saberem quanto poderá custar um par de sapatos, cujo preço era de 70 euros, mas como estão em saldo, têm um desconto de 30%... Sem dúvida que é frustrante, mas essa deficiência não é só dos jovens!...

Há umas dezenas de anos, as crianças saíam do ensino primário a saber a tabuada na ponta da língua, a efectuar as quatro operações de aritmética e a aplicá-las em fracções, decimais, reduções, percentagens… Como é possível exigir aos jovens do 12ºano notas elevadíssimas em matemática, para ingressar em determinados cursos do ensino superior se, desde o ensino básico, nunca lhes foi feita a menor exigência em aritmética?! Sim, em aritmética! Porque, segundo afirmou Poincaré, célebre filósofo e matemático francês: «Precisamos procurar o pensamento matemático, onde ele se conserva puro, isto é, na aritmética ». Deste modo, ocorreu-me fazer uma pequena recolha de curiosidades numéricas, com a intenção de ajudar a despertar o gosto pela matemática. Se outra virtude não tiverem, servirão, pelo menos, para sacudir a preguiça de raciocinar. A primeira encontra-se na página 2. As restantes sairão nos próximos números do jornal.

crónicas... traços... escritas... Figurinos, Figurantes e Figurões

Carlos Salvado

Preposições simples perante proposições complexas (A propósito de ser professor, hoje) Tudo o que antes se fez é caos. Agora há belos e outros maus. Julgados serão pelos tribunais. Definam-se os principais! Apenas objectivos para Cumprir. Que nem se ouse resistir: Jogarão ao gato e ao rato com Garras, tecendo redes e amarras; Trarão saliva transformada em barro, sem desculpa de cigarro; Envoltos em pó, enferrujarão após proscritos, tão pesados, tão malditos; Cortarão o ar, como disparos contra Navios, às escondidas entre os rios; No pensamento, aninhando-se de Cobardias, destroçarão harmonias; Letra a letra, farão cordões, até Enforcar, desejosos de passar; Mastigados em cada esquina, sob pressão; apagarão traços d’união. Entre instrumentos e registos, sobre grelhas e medidas, os rostos serão vistos desfilando nas pistas! Nestas novas vidas seremos artistas ou aves feridas? Proposições complexas, perigosas Serão máscaras de avaliação De destroços desejosas. Preposições simples, carinhosas Eram elos de ligação D’ estórias maravilhosas! Hélder Rodrigues

Colocada perante o desafio de escrever uma crónica para o jornal da Esal, reagi de imediato, achando que não conseguiria tal feito: ser cronista, nem que fosse pelo menos uma vez sem exemplo! No entanto, aceite o mesmo (desafio) era necessário escolher o tema e o título da crónica. Ajudada por quem sabe destas coisas da literatura, lá apareceu o assunto e o título. Quanto ao resto é só escrever… Pegue-se então nos figurinos, nos figurantes e nos figurões, não necessariamente por esta ordem, e temos os ingredientes para um programa de televisão. Pois é disto que se trata: da ida de nove distintos professores da Esal, num fim de tarde primaveril de Fevereiro, assistir ao programa de televisão Prós & Contras da RTP 1, que iria tratar assuntos da Educação. Percorridos os 250 Km de distância, e após escadas subidas e descidas e corredores calcorreados lá nos encontrámos no cenário do programa, apresentadora incluída. “Na televisão, parece diferente…” comentámos. Pois é, na televisão nem tudo o que parece é! Os figurantes, na sua maioria professores, como nós, foram chegando e os figurões também entraram, a seu tempo. “Silêncio o programa, (ou deve chamar-se duelo?) vai começar”: a Senhora Ministra da Educação e um professor - investigador de um lado; dois professores do ensino secundário do outro e uma assistência composta por professores. A apresentadora introduziu o tema, referindo os recentes normativos que o ME pretende aplicar – Avaliação do desempenho dos professores e o novo modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino, salientando a falta de entusiasmo das

escolas e dos professores perante os mesmos. Seguiram-se três horas de intenso e acalorado debate, em que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues tentou convencer, sem sucesso, a audiência sobre a bondade, a justeza e a oportunidade das suas propostas, esgrimindo argumentos e desmontando raciocínios contrários: mais do que um lado a favor e outro contra, na realidade foi um “todos ou quase todos contra um”. Nunca as questões da educação, neste país, com qualquer um dos muitos (nem me lembro quantos, nos últimos 30 anos) ministros que por cá passaram, foram pacíficas e consensuais. Os ministros, da alta autoridade de que estão investidos, acham-se no direito de pôr e dispor da vida dos cidadãos, ao sabor das seus ideais, mais ou menos consistentes. Os professores, a classe que mais “pesa” na educação, argumentando com o conhecimento do terreno, professam uma opinião contrária. Foi assim, que desde então já passamos por 4 reformas curriculares, 3 modelos de gestão, 2 estatutos da carreira docente, com o que tal implica em alterações de programas, de regras, de normativos, de impressos, de grelhas, de fichas, de …. Poder-se-ia concluir que saímos do tal programa cansados e desiludidos. Engano: saímos convictos da nossa capacidade de trabalho, do nosso empenho, da nossa dedicação, enfim do nosso profissionalismo e que o que nos move é apenas e tão só a nossa escola e os nossos alunos, embora também conscientes de que em todo este processo, somos apenas meros figurantes. Otília Duarte


Já reparaste? Já reparaste que ainda não inventaram todas as músicas? Continua a haver Letras por inventar, Melodias por apresentar, Mensagens por divulgar, Estilos por apreciar. Já reparaste que ainda não inventaram todas as obras de arte? Continua a haver Pinturas por expor, Esculturas por moldar, Cores por misturar, Coreografias por montar, Edifícios por erguer, Casas por construir. Já reparaste que ainda não inventaram todas as histórias? Continua a haver Romances por publicar, Poesia por espalhar, Contos por inventar, Novelas por apresentar. Já reparaste que ainda não inventaram todas as palavras? Continua a haver maneiras diferentes de dizer Amor Amizade Inimizade Esperança Desespero Alegria Tristeza Lágrimas Sorrisos Em todas as línguas: Português Castelhano Francês Italiano Inglês Chinês Russo Holandês

Alice Fernandes, 12ºE

Natureza Já reparaste que a ciência ainda não percebeu tudo? Continua a haver Curas por descobrir, Doenças por diagnosticar, Mistérios por desvendar, Animais por conhecer, Plantas por estudar, Máquinas por inventar, Planetas por explorar, Viagens por fazer. Já reparaste que ainda não fizeram tudo? Continua a haver Sorrisos por recolher, Paz por promover, Guerra por terminar, Alegria por espalhar, Tristeza por extinguir, Esperança por semear, Sonhos por concretizar.

Um dia, Quando as árvores tocarem o céu, Quandos as flores desabrocharem, Quando o céu for um tapete azul, Quando o vento soprar de mansinho, Quando o sol brilhar, Vamos finalmente dar a conhecer ao mundo Os Sonhos Que Fervilham Dentro De Nós. Mafalda Neves, 12ºB

E sabes o que tudo isto significa? Que o mundo continua à nossa espera. Que o mundo continua a descrever a sua órbita. (Gira, Gira, Gira…) Mas, enquanto gira, vai espreitando a nossa vida, Na ânsia de tentar adivinhar de que são feitas As nossas músicas, As nossas palavras, As nossas histórias, As nossas ideias. (Por enquanto, temos que esconder.) Mas, um dia, Quando o sol brilhar, Quando o vento soprar de mansinho Quando o céu for um tapete azul, Quando as flores desabrocharem, Quando as árvores tocarem o céu, vamos dar a conhecer ao mundo essas músicas, essas palavras, essas histórias, essas ideias.

Tantas árvores cortadas, como vidas derramadas em sangrenta batalha! Que dor, tanta mortalha! Vou protestar pelas folhas já sem vida, pela seiva perdida e pelo ar!... Mas, eis um rebento ali, entre as folhas caídas!... Que novo alento me embala as esperanças pedidas... Ninguém me cala! Vou apelar, vou gritar até a minha voz se ouvir!... Vou lutar e vou vencer, esta falta de sentir!... Ana Belo

Vermelho de Vida Nego que o vermelho seja sempre sangue, morte ou outra negação qualquer... Vermelho é também fonte de vida... É paixão, é fogo, é Mulher! Ana Belo

Álvaro Pitas, 12ºE

solução do problema logarítmico Log(1/2) = - log(2) ≈ - 0,301030. Ao multiplicar por log(1/2) os dois membros da desigualdade 2 > 1 temos de trocar o sentido da desigualdade: 2 log(1/2) < log(1/2), pois log(1/2) é negativo.

O Meu Pai Perdeu-se Neste sem sabor de mais um dia que passa na vertigem de um tempo galopando para um futuro incerto, veio-me à memória uma passagem de uma obra de M. Cabral em que alguém, enquanto esperava pelo amigo à porta de uma loja apinhada de gente, se deparou com uma criança de quatro anos a chorar alto e lhe pergunta: - Porque estás a chorar? Limpando as lágrimas, a criança respondeu: - O meu pai perdeu-se! Afinal, quem está perdido? Na perspectiva imediata do adulto é sempre a criança porque distante de quem a protege e lhe serve de guia e orientação existencial. Sabemos que esta imagem mental do mundo a partir dos olhos dos adultos é aquela que se nos impõe como indiscutivelmente correcta e evidente. Até porque somos mais altos, mais fortes, mais racionalmente esclarecidos e podemos ter uma visão mais ampla da realidade. Esta é uma visão sedutora. Mas será a sedução do evidente o evidentemente certo? Sabemos que a percepção da realidade se faz a partir de um contexto existencial e situacional. Assim, o real surge-nos irremediavelmente em perspectiva e ninguém possui a perspectiva de todas as perspectivas, o que o tornaria dono e senhor da verdade, Deus do Universo. Sendo assim, tendo os homens a marca da

finitude, a verdade só poderá ser expressão disso. Ela implica partilha, diálogo e respeito pelo diferente como outra forma possível nas infinitas possibilidades de ser, de sentir, de conhecer e até de agir. Mas, estaremos nós despertos para o diferente? Vamos meditar um pouco na perspectiva da criança. Não estará o pai demasiado ocupado nas compras para prestar atenção ao filho? Não estará ele efectivamente perdido na preocupação imperativa do aparecer sobre o ser? Até que ponto o doce bálsamo narcotizante do consumismo não nos torna distraídos e cegos perante aquilo que realmente é importante? Com efeito, vivemos um tempo marcado pela contradição, pela distracção e pelo distanciamento entre as pessoas. As tecnologias tornaram o distante próximo mas o próximo tornou-se distante. Os pais não têm tempo para os filhos e estes não têm tempo e, muitas vezes, dinheiro para os pais, em especial para os idosos. Já não vivemos tanto o conflito de gerações mas o distanciamento de gerações. Quantas vezes a comunicação entre dois familiares a viverem na mesma casa não se faz a partir de um computador ou mesmo através de um telemóvel, para não se darem ao trabalho de irem ao encontro pessoal do outro? É o mundo fascinante das máquinas, do computador e da Internet e as navegações por mares nunca dantes navegados na procura de no-

vas Índias, ancoradoiros da nossa eterna ambição conquistadora. Talvez seja necessário inventar novas bússolas na navegação tempestuosa pelos mares tenebrosos da nossa existência. É preciso prestar atenção aos novos Adamastores dos tempos actuais que pululam nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas cidades, nos nossos templos comerciais e no individualismo das nossas cabeças e vidas. Teremos de voltar à proximidade e ao encontro com a natureza e com o outro que me torna mais Eu; ao encontro no presente do passado e do futuro; ao dar as mãos do instante com a eternidade; ao namoro entre as letras e os números; ao casamento do dia com a noite e do sol com o mar. Talvez aí, na plenitude do Nós, a criança possa ser a bússola, o Mestre de uma doce caminhada nos campos verdejantes da alegria e do contentamento. Poderemos ter melhor guia que a simplicidade, a curiosidade, a insatisfação, a honestidade, a sensibilidade,o doce halo que se vai libertando das pétalas de uma flor a desabrochar em plena Primavera da vida? E se lhe prestássemos mais atenção e serenamente pudéssemos entender o significado profundo das palavras que brotam doridas do seu coração puro: - Eu choro porque o meu pai se perdeu! Américo Silva


Reportagem

Desporto na ESAL O Curso Tecnológico de Desporto foi criado há quatro anos no âmbito da nova reforma curricular.

Desde 2004, o Tecnológico de Desporto faz parte da oferta formativa da ESAL. A grande novidade deste curso é o facto de ter rompido com a tradição dos cursos/disciplinas que existiam nesta área, ao assentar no conceito do trabalho de projecto. As actividades curriculares desenvolvem-se em torno do trabalho de pesquisa no terreno, em tempos de planificação e intervenção com a finalidade de responder a problemas encontrados, considerados de interesse pelos grupos e com enfoque social. Como reforça o professor Luís Rechena, que tem acompanhado este curso desde o ano da sua criação, “o importante não é aprender a fazer, mas aprender fazendo. Neste curso, as actividades físicas não são um fim em si mesmo, mas um meio para atingir um fim”. Nesta lógica, refere também o professor João Teles, coordenador do curso, “os alunos são preparados para planificar, organizar, realizar e avaliar actividades diversas no âmbito das disciplinas da componente tecnológica e que são desenvolvidas ao longo dos três anos que constituem o curso.” São testemunho deste espírito as actividades realizadas ao longo destes anos.

Canoagem no rio Tejo

Paintball

No 10º ano, os alunos têm sempre a seu cargo a organização de uma conferência anual no âmbito do desporto. Este ano, a conferência versou o Desporto de Alta Competição e suas implicações sociais e teve como convidadas a atleta Susana Abrantes e a sua treinadora Patrícia Jorge, que deixaram aos jovens alunos

Crianças e adultos em actividade com o projecto “Toca a Mexer”

a mensagem que o segredo do sucesso reside no facto de se fazer o que se gosta e numa grande capacidade de organização. Nesta actividade, os alunos são envolvidos em todas as fases da sua consecução desde a realização dos contactos com os palestrantes e convites às entidades da comunidade, à dinamização e avaliação

do evento. Além desta actividade de carácter mais teórico, muitas actividades práticas são desenvolvidas, a todos os níveis, como os Torneios de Badmington, Paintball, Matraquilhos, 3x3 de Futebol e BTT. Os alunos do 11º ano são os responsáveis pela organização do Corta-Mato da escola e desenvolvem ainda um trabalho de intervenção no terreno. Em 2005/2006, foi feito um “Atlas” com todos os parques infantis de Castelo Branco e foram definidas as necessidades de intervenção nos espaços e equipamentos. Em 2006/2007 foi realizado um estudo sobre as instalações desportivas públicas e privadas da nossa cidade. Este ano está a ser elaborado um “Atlas” sobre o Desporto Escolar. Vários programas moveram os alunos do 12º ano, destacando-se a dinamização das festas de Natal e de final de ano lectivo que envolveram todos os jardins de infância albicastrenses; os projectos “MovESAL” (incentivo à prática desportiva em toda a comunidade escolar) e “Toca a Mexer” dirigido a toda a população e organizado em torno de actividades desportivas realizadas na Associação Cultural e Desportiva da Carapalha, com a colaboração da Junta de Freguesia de Castelo Branco. No âmbito das PAT (provas de aptidão tecnológica), de realçar os “Encontros do Rei Wamba” que consistiu na dinamização de um conjunto de actividades realizadas em Vila Velha de Ródão e o intercâmbio desportivo com alunos de Mem Martins. Foi sempre intenção dos responsáveis pelo curso levar todas estas actividades à comunidade, através de inúmeras parcerias e protocolos com instituições locais. RA,CN,EP

Torneio de Futsal 5x5, actividade do projecto “MovESAL”


Testemunhos Ser aluno de desporto da ESAL A fama dos alunos de desporto de qualquer escola é incontestável. O preconceito comum de toda a comunidade escolar acerca destes alunos é: mal comportados (dentro e fora da aula), mau rendimento em termos de notas e, segundo muitos, têm uma “aptidão” mais que especial para arranjar problemas de todo o tipo e feitio! Embora no senso comum as coisas estejam neste panorama, passado algum tempo, todos nós que andamos “nestas paragens” nos apercebemos de que algumas coisas são mesmo (só) inventadas ou então foram buscá-las às turmas mais antigas, onde os alunos pensavam que aqui “só se joga futebol”. Para além de pensarem desta maneira, todos os clichés criados à volta deste curso por parte dos mesmos, levaram, provavelmente, ao surgimento de todos os problemas acima descritos. Ao longo dos anos, isto foi mudando, pois nem por sombras aqui se joga apenas futebol. A carga horária é maior do que em outros cursos, a exigência é bastante alta, sendo a biologia que temos não direccionada como nos outros

cursos para uma formação geral, mas claramente para a vertente desportiva. Tudo isto, serve única e exclusivamente para nos preparar na parte de organização de eventos, possíveis arbitragens, mas também para o nosso futuro no mundo do trabalho, embora também estejamos aptos para enfrentar uma possível entrada no ensino superior. Se o aluno optar por não ingressar no tipo de ensino anteriormente indicado, não será obrigado a realizar exames nacionais e ficará com o diploma de nível 3. A maior parte dos professores apreciam estes alunos pelo seu espírito de entreajuda. Se estivermos com atenção, até podemos ver muitos elementos da comunidade escolar comentar, sempre pela positiva, a maneira como nos damos uns com os outros, pelo simples facto de costumarmos ser turmas bastante unidas e coesas. Resumindo isto tudo em poucas palavras, ser aluno de desporto, quer na ESAL, quer noutra escola, é simplesmente uma experiência única que vale a pena viver! Nuno Rosa, 12ºG

Ser professor de desporto da ESAL Ser professor de Desporto da Escola Secundária com 3º ciclo de Amato Lusitano é participar activamente na promoção do perfil de saída que o Ministério da Educação, através dos conteúdos programáticos do referido Curso Tecnológico de Desporto, propõe como competência fundamental de instrução, ou seja, saber organizar e dinamizar as práticas desportivas e recreativas, sob a orientação do agente especializado nessa matéria. Ser professor nesta área é promover parcerias com instituições e órgãos no sentido de partilhar conhecimento especializado em áreas que não fazem parte da formação inicial de professores de Educação Física. Competências no âmbito do Socorrismo e dos Meios Audiovisuais (fotografia e filmagem, entre outros) são alguns dos requisitos promovidos, além dos necessários procedimentos organizativos referentes a Conferências, Atlas Desportivos e demais eventos desportivos em espaços previamente codificados e em espaços não previamente codificados, que são parte

integrante e de referência neste curso (daí a designação programática de “Actividades Referentes”). Ser professor nesta área é saber que os alunos cumprem um percurso que culmina com a integração num estágio direccionado para as motivações especificas dos discentes, assumindo-se a orientação para a vida activa e a efectivação das competências adquiridas ao longo do curso. Ser professor na área do Curso Tecnológico de Desporto é assumir uma estratégia de cooperação entre os docentes das várias disciplinas e anos lectivos do curso no sentido de optimizar e articular as várias competências de acção visadas no trajecto de 3 anos lectivos. Ser professor nesta área é, por fim, saber que estamos empenhados num processo ensino-aprendizagem do “saber, fazendo”, cumprindo o dever de “ensinar para tornar inteligente” e, mais importante que isso, o “aprender” sabendo que isso significa “tornar-se inteligente”. Nuno Manuel Fonseca

Benefícios da actividade física regular Muitos autores consideram que “actividade física regular” é aquela que se realiza, pelo menos, 3 vezes por semana e num mínimo de 30 minutos de cada vez. Em que fica diferente o corpo humano quando submetido regularmente ao exercício físico?

Pormenor do balneário feminino

- Aumento da força muscular e massa muscular; - Aumento do tónus muscular (grau de tensão muscular) com benefício da postura e no suporte muscular das articulações; - Aumento da espessura dos tendões e da densidade óssea; - As articulações tornam-se mais flexíveis, mais estáveis e previne as artroses (desgaste das articulações); - Maior quantidade de sangue, mais glóbulos vermelhos e mais hemoglobina;

- Melhoria do índice de colesterol no organismo e dos triglicéridos; - Prevenção da arteriosclerose (perda de funcionalidade dos vasos sanguíneos); - Diminuição de viscosidade sanguínea, importante para a prevenção de doenças cardiovasculares (já que há um aumento da fluidez sanguínea); - Diminuição da frequência cardíaca em repouso, aumento do transporte de oxigénio a nível sanguíneo e da sua utilização pelas células, levando, portanto, a um aumento funcional do sistema cardiovascular e da qualidade de vida; - Aumento da actividade das enzimas utilizadas num metabolismo aeróbico;

- Aumento da capacidade de utilização de ácidos gordos como carburante, poupando o glicogénio muscular e hepático (substâncias energéticas no músculo e no fígado); - Melhoria da sincronização/coordenação das unidades motoras facilitando a aprendizagem desportiva; - Aumento da tolerância ao calor e humidade pela maior facilidade de transporte de calor desde o sítio onde é produzido (músculo), até ao sítio onde é dissipado (superfície cutânea); - Aumento do número de glândulas sudoríparas, evaporando melhor o suor à flor da pele (principal mecanismo de arrefecimento corporal).

- Diminuição da resistência periférica à insulina, uma das razões porque é utilizada no tratamento dos diabéticos; - Diminuição da ansiedade, melhoria do equilíbrio emocional e aumento da sociabilidade.

Pormenor do balneário masculino


O sonho mais doce, de Doris Lessing

da biblioteca

Experiência de leitura por Etelvina Pinto

Dia da não-violência escolar e da paz No dia 30 de Janeiro assinalou-se o Dia da Não-Violência Escolar e da Paz. A biblioteca assinalou esta data em articulação com a área curricular não disciplinar de formação cívica que contempla esta temática nos seus conteúdos. Foi elaborado um inquérito sobre a violência na nossa escola e aplicado a uma amostra de 100 alunos do ensino secundário e 88 do 3º ciclo. Os dados foram tratados pelos alunos do 7ºA. A Biblioteca foi decorada com pombas da paz, elaboradas pela professora Mª João Serrasqueiro do Clube Arte em Estúdio e organizada uma exposição temática sobre os Prémios Nobel da Paz.

Pombas da paz na biblioteca

Foi ainda proposta aos alunos uma actividade escrita da qual resultaram várias histórias sobre não-violência. O dia 30 de Janeiro foi proclamado Dia da Não-violência em homenagem a Gandhi, o grande defensor da não-violência no mundo actual, cuja morte ocorreu justamente neste mesmo dia, no ano de 1948. Este dia foi instituído em 1964 e a sua comemoração tem como objectivo chamar a atenção para a necessidade de uma educação permanente pela Não-Violência e pela Paz e sensibilizar para a tolerância, solidariedade e respeito pelos direitos humanos junto das escolas de todo o mundo. Raquel Afonso

Os alunos registaram mensagens de paz

O sonho mais doce é o retrato, apresentado como que em espelho quebrado, do percurso de três gerações à procura de um caminho com um qualquer sentido, num momento da História em que os valores, que durante longo tempo, se tinham olhado como imutáveis, se alteram, se transformam, se refazem. Mesmo ao centro de uma enorme lista de personagens que povoam o romance, está Frances. Ladeada por Julia e Sylvia, cada qual a seu tempo. Estas três mulheres, face a uma vida de contradições, de conflitos e de obstáculos, obstinam-se, cada uma à sua maneira, em fazer/dar o seu melhor. O romance não tem capítulos nem nos anuncia muito ajuizadamente a passagem das décadas. Corre com o tempo. Vai com as personagens, subindo ou descendo as muitas escadas de uma enorme casa em Hampstead. Corre com o tempo. Vai com as personagens, sofrendo, adoecendo e morrendo num enorme espaço de poeira e de baobas, de corrupção e prepotência de um país africano chamado Zimlia. Vai e respira com as personagens os ambientes da Segunda Guerra Mundial, dos anos sessenta, setenta… oitenta. O sonho mais doce é uma história de sobressaltos, de tropeções,

Envolvimento de toda a comunidade escolar na promoção da leitura

Quem Vem Ler Hoje? No âmbito do Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca está a promover a actividade “Quem vem ler Hoje?”, a qual envolve toda a comunidade educativa. De 15 em 15 dias, a Coordenadora da Biblioteca desloca-se à sala de aula, nas várias turmas do 3º ciclo, apresenta um livro de entre as obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura e leva diferentes convidados para ler alguns extractos. Estas sessões de leitura duram cerca de 30minutos. São convidados a ler, em cada turma, um aluno do ensino secundário, um professor, um funcionário dos serviços administrativos, um auxiliar de acção educativa e um encarregado de educação.

Conta-se com a participação das várias disciplinas, calendarizando-se as sessões em conselho de turma. O segundo período foi dedicado às turmas do 8º e 9º anos e o terceiro irá ser dedicado ao 7º ano. À turma do 9º B já foram ler a professora Otília Duarte, a funcionáriaaAdministrativa Célia Mendes, a encarregada de educação Madalena Salavessa, a aluna Filipa Pelica do 12ºC e aguardamos a vinda de um auxiliar de acção educativa. Foram lidas passagens das obras: “A Ilha do Chifre de Ouro”, de Álvaro Magalhães, “O Sétimo Herói”, de João Aguiar, “O Diário Secreto de Camila”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Os Náufragos do Holandês Voador”, de Brian Jacques.

Nas restantes turmas dos 8º e 9º anos, os alunos já tiveram oportunidade de ouvir ler as auxiliares de acção educativa Rosália Pedroso, Cristina Naré e Adélia Fidalgo, as funcionárias administrativas, Alexandra Rocha e Carmo Marques, as encarregadas de educação Isabel Castanheira e Inácia Brito, os professores José Gonçalves, Conceição Neves e Margarida Dias e ainda as alunas Mafalda Neves e Inês Vilela. Estas sessões de leitura são muito produtivas, pois despertam-nos a curiosidade e acabamos por requisitar o livro.

A Auxiliar de Acção Educativa, Adélia Fidalgo, na turma do 8ºB

A Encarregada de Educação, Isabel Castanheira, lê para o 9ºA

A Encarregada de Educação, Madalena Salavessa, no 9ºB

Bruno Sousa, 9ºB

do terror do nazismo, das ilusões do comunismo, das desilusões do comunismo, das desigualdades, das “ajudas” a África, da Sida que mata por igual, da fome, da anorexia…. É o romance dos jovens da casa que não encontram o caminho da responsabilidade pessoal, das “pobres crianças” “confusas” e “baralhadas”, desnorteadas, “que caminham na corda bamba mas esperam que alguém as apanhe”, no continente europeu. É o romance das crianças pobres, famintas, lutadoras e sonhadoras num mundo africano que definha com a doença, com a fome, com a sede, com a seca, no continente africano que reproduz a prepotência dos colonizadores, eternizando os problemas… O sonho mais doce é o sonho de Frances, a figura tutelar, na silenciosa e humilde procura de mudar o mundo. Como se a busca de um “paraíso” fosse o primeiro, o essencial o eterno ponto de partida em cada “nova agenda”. Mudar o mundo contra ventos dos próprios sonhos adiados e marés de dificuldades das relações ou carências económicas. Frances olha para trás e, ao regressar desse olhar longo no passado, segue em frente orientada pelo “O sonho mais doce”- encontrar e dar um pouco de amor. Uma mensagem que passa numa mistura de pessimismo e de humor. Sem compaixões.

Biblioteca na Web A Internet é, hoje em dia, um instrumento precioso ao serviço da informação e do conhecimento e, por isso, indispensável ao entendimento do mundo. A nossa Biblioteca não ignora esta realidade, utilizando-a como uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento da sua acção e à promoção da autonomia dos alunos para esta forma nova de literacia. Neste sentido, disponibiliza um espaço, integrado na página Web da escola, destinado a apoiar os utilizadores, possibilitando que estes a conheçam melhor e a utilizem com mais frequência e eficácia, ao mesmo tempo que divulga as actividades realizadas. Disponibiliza também uma disciplina na Plataforma Moodle da escola, aberta a todos os que aí se quiserem inscrever e que inclui actividades lúdicas, de pesquisa, de apoio ao estudo, materiais informativos de apoio à utilização da Internet, guiões de pesquisa, grelhas de avaliação de sites e vários guias de apoio ao desenvolvimento da literacia da informação. Desenvolve ainda um blog que constitui um espaço de partilha de opiniões, de leituras, de divulgação de actividades, curiosidades e informações… RA www.esal.edu.pt www.moodle.esal.edu.pt www.bibliotecaesal.blogspot.com


No âmbito do Plano Nacional de Leitura

Semana da Leitura Celebrou-se, pelo segundo ano, a Semana da Leitura, iniciativa promovida a nível nacional pelo Plano Nacional de Leitura, com o objectivo de incentivar o prazer de ler. De 3 a 7 de Março decorreu a Semana da Leitura, promovida pelo Plano Nacional de Leitura, com o alto patrocínio da Senhora Doutora Maria Cavaco Silva. Esta iniciativa destinou-se a celebrar e a incentivar o prazer de ler através da realização de múltiplas actividades festivas promotoras da leitura e o encontro entre os livros e os seus leitores, propondo-se a todas as escolas que organizassem actividades educativas para comemorar esta Semana. A nossa escola associouse a esta iniciativa, tendo desenvolvido, nesse sentido, vários eventos à volta dos livros. Dentro dessas actividades, destaca-se o Recital de Poesia centrado no livro “Seiva de Mim”, da autoria de Ana Belo, Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação. A obra foi apresentada pela sua autora e assistiu-se a leituras expressivas por parte de alunos das turmas do 12ºC, 12ºD, 12ºE, 12ºF, 12ºI e 9ºB, acompanhadas pela projecção de ilustrações dos vários poemas elaboradas por alunos das mesmas turmas.

Momento de poesia com Ana Belo

Uma sala cheia para ouvir António Fontinha

Alexandre Aparício apresenta o avô

Contámos também com a presença de Fabião Batista, personalidade albicastrense e avô de um aluno do 9ºB, que partilhou com os jovens a sua experiência de leitura numa sessão intitulada “O livro da minha vida”. Na “Hora do Conto Popular”, recebemos a visita do contador de histórias António Fontinha que encantou alunos e professores com a sua expressividade e talento ímpar, transportando-nos ao mundo mágico da literatura tradicional oral. Realizou-se ainda uma actividade de animação da leitura do livro “O Diário Secreto de Camila” com a participação da Técnica do Serviço de Acção Social Escolar da nossa escola, Alexandra Rocha, que leu alguns extractos aos alunos do 8ºano. Os alunos participaram ainda em alguns concursos à volta dos livros e em actividades criativas desenvolvidas na sala de aula, realçando-se o concurso de marcadores de livros cuja temática se centrou em Fernando Pessoa e a produção de textos poéticos subordinados ao livro e à leitura. Durante esta semana, pais, encarregados de educação e familiares dos nossos alunos foram convidados a participar nestas actividades, contribuindo-se assim uma vez mais para estreitar os laços entre a escola e as famílias. Raquel Afonso

Um desígnio nacional

Fernando Pessoa a concurso

Plano Nacional de Leitura Marcadores de livros Lançado em Junho de 2006, o Plano Nacional de Leitura é uma iniciativa do Governo, da responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares. Este plano constitui uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de literacia da população em geral e, em particular, dos jovens, significativamente inferiores à média europeia e destina-se a criar condições para que os portugueses possam alcançar níveis de leitura em que se sintam plenamente aptos a lidar com a palavra escrita, em qualquer circunstância da vida, possam interpretar a informação disponibilizada pela comunicação social, aceder aos conhecimentos da Ciência e desfrutar as grandes

obras da Literatura. Concretiza-se num conjunto de estratégias destinadas a promover o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura, designadamente entre a população escolar. As principais acções previstas são a promoção da leitura diária em jardins-deinfância e escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos nas salas de aula; a promoção da leitura em contexto familiar, em bibliotecas públicas e noutros contextos sociais; a produção de programas centrados no livro e na leitura, a emitir pela rádio e pela televisão, a criação de blogs e chat-rooms sobre livros e leitura para crianças, jovens e adultos.

Rita Pereira 12ºE

Tânia Tavares 12ºF

Margarida Matos 12ºE

Francisco Sousa 12ºE

Soraia Duarte 12ºE

David Ventura 12ºE

Alessandra Andrade 12ºF

Joana Dinis 12ºF


dos projectos No Centro de Ludociência da ESAL

De pequenino se promove o destino É habitual, sobretudo à 4ª feira, a presença de algumas dezenas de crianças que se espalham por alguns dos espaços da nossa escola com o propósito de conhecerem o Centro de Ludociência. No dia 20 de Fevereiro, coube a vez às meninas e aos meninos de uma das turmas de 4 anos do jardim-de-infância Dr. Alfredo Mota, acompanhados pela Educadora Marília e a Auxiliar Patrícia. “A água sai ou não sai?” – pergunta a professora. – “Se tu não carregares, não sai!” – diz um dos mais atentos, que rapidamente se tinha apercebido que o “truque” era movimentar o dedo indicador na tampa da garrafa de plástico que estava a ser utilizada naquela actividade. Neste centro, todas as actividades são feitas com materiais vulgares e banais que, muitas vezes, encontramos no lixo. Que o diga a D. Piedade, funcionária do bar dos professores, acostumada a ver os recipientes de reciclagem serem vasculhados. O custo destas actividades para a escola é insignificante, pois o material não reutilizável é muito pouco e de reduzido valor, sendo, quase todo, disponibilizado pelos laboratórios de Física e Biologia. Da cozinha, chegam sempre dois ovos, especialmente cozidos para serem utilizados numa das experiências mais aguardadas: o ovo entra na garrafa e, por incrível que pareça, sem ninguém lhe tocar, sairá intacto para o exterior.

A professora Amélia faz experiências com a água “O ar tem força”, salienta a pequenina Rafaela que, com os olhos brilhantes, tinha assistido a explosões e a surpreendentes implosões. Depois, ficaram a saber que, com o calor, o ferro e o ar “ficam gordos”. “Não pretendemos que compreendam a dilatação dos corpos”, refere a Professora Amélia. “Provavelmente, para o ano, alguns já nem se recordarão da maior parte do que fizemos. No entanto, a experiência confirma-nos que há muita coisa que fica e o mesmo nos dizem as educadoras”. A prova de que a ciência é um prazer revela-se também nas actividades a cargo do professor José Rodrigues. “Olha como ficam agar-

rados”, espanta-se o Miguel que, com as suas mãos, contacta com o fantástico mundo das forças electromagnéticas. Também espantadas ficam as crianças que conseguem identificar na lupa as cores dos olhos das moscas que são “mesmo muito pequeninas e muito feias”. Apesar de algumas crianças terem receio de espreitar, a maior parte consegue identificar ao microscópio alguns dos micro-organismos que “nos fazem dói-dói se forem para a nossa barriga”. A hora passa depressa. É no meio de enormes bolas de sabão que enchem o espaço onde decorreram as actividades, que a Professora

Marília afirma que “estas actividades são muito interessantes. É uma experiência sempre a repetir. Não é a primeira vez que acompanho as turmas e vejo que eles estão sempre com vontade de vir à Amato Lusitano”. Refira-se, ainda que, apesar de os grupos serem, normalmente, formados por crianças entre os 3 e os 10 anos, já participou nestas actividades um grupo de avós de uma turma de 4º ano do jardimescola João de Deus. “Era o dia dos avós e a professora pediu-nos se os meninos podiam vir acompanhados pelos seus. O encantamento foi igual apesar da diferença de idades”. A magia da ciência deslumbra todos públicos. Basta referir a adesão que as actividades do Centro de Ludociência têm tido nas diversas deslocações aos estabelecimentos prisionais feminino e masculino situados na cidade. “Já por aqui passaram cerca de 3000 crianças” diz o Coordenador, cargo que este ano coube ao Professor Orlando. “Acreditamos que muitas destas crianças terão uma atitude diferente na escola. Talvez mais interesse, mais disponibilidade e maior empenho em apreender os conhecimentos veiculados pelas diversas disciplinas”. E o professor José Rodrigues adianta, entre um sorriso “isto tem que ser como o pepino. De pequenino…”.

Rui Duarte

Madeira e Brincadeira A oficina de carpintaria parece enorme aos olhos dos pequenos visitantes da ESAL. Na verdade, muitos deles nunca tinham observado nada que se parecesse: quatro altas paredes e muitas coisas esquisitas penduradas. São as ferramentas que, expostas um pouco por todo o espaço, vão ser apresentadas nas diversas formas de trabalhar a madeira. Na prática de carpinteiro, o trabalho inicia-se com o desenho, fase imprescindível na elaboração de qualquer peça. O Professor Jorge Penalva, com a grande capacidade de comunicar que lhe é característica, executa diversas formas de corte de madeira, utilizando ferramentas manuais e/ou eléctricas, trabalhando-a, depois com lixadeira e/ou plaina para a deixar bem branquinha e sem asperezas. Segue-se a junção das componentes da peça que se preten-

de construir, usando-se colas e os tradicionais pregos. As crianças vão contactando com todo o material necessário durante o processo: martelos, chaves, brocas, serras… As ferramentas que mais parecem impressioná-las são as máquinas que, rapidamente, fazem o que à mão demoraria muito mais tempo. Enquanto constrói a “obra”, o professor não deixa de alertar para os cuidados a ter para evitar acidentes e que qualquer pessoa deve ter em conta, quando entra numa oficina. Das mãos do professor surgem bancos, caixas, casinhas, jogos de três em linha e carrinhos que se movimentam. Se a idade já o permitir, os mais crescidos podem mesmo pegar nalgumas ferramentas e, sob a atenta supervisão dos professores, trabalhar pequenos pedaços de madeira. Para muitos

é a primeira vez que tal acontece. No final, há sempre uma peça que é oferecida à escola dos meninos visitantes. Desta actividade, que a escola promove desde 2004, há espalha-

dos pelos recreios das escolas da cidade ninhos de madeira que recordam a passagem dos mais pequenos pelas nossas oficinas. RD


Matemática Divertida Qual é a criança que não gosta de jogos, charadas e desafios? É precisamente a partir dessas “brincadeiras” que se pode entrar no maravilhoso mundo da Matemática. Um mundo que não se reduz aos números da aritmética e às formas da geometria, mas que inclui também, entre outras, e sem serem nomeadas, áreas de matemática como a lógica, a combinatória, as probabilidades, a estatística, a teoria de grupos, a teoria de grafos e a criptografia, abordadas através de histórias ou problemas. Motivada por esta ideia e pelo facto de gostar de trabalhar com crianças, surgiu o projecto “Ciência a Brincar – Matemática Divertida”. Este projecto tem como objectivo realizar actividades lúdicas de cariz matemático com crianças entre os 3 e os 12 anos, adaptadas de acordo com as suas idades. É assim que, mediante marcação prévia, a escola abre as portas uma vez por semana e recebe as crianças de várias escolas da cidade. Como ponto de partida, uma pequena história conduz a um problema, proporcionando-se uma experiência lúdica na área da Matemática.

Actividades Chi-corações: Três amigos, encontram-se na rua e cumprimentam-se todos dois a dois com um abraço. Quantos abraços foram dados? Os três amigos lembraram-se de fazer uma festa e convidaram outro amigo, o Diogo. Quantos abraços foram dados desta vez? Um mês depois, o Diogo organizou uma festa e convidou os seus três amigos, mas também convidou o Rodrigo. E desta vez, quantos abraços foram dados?

1º ano, Escola João de Deus

Na quinta do senhor Joaquim: O senhor Joaquim vive numa quinta com os seus três gatos e os seus dois ratos de estimação. Sempre que vai ao mercado, gosta de levar consigo um dos seus gatos e um dos seus ratos. Com quantos pares diferentes pode o senhor Joaquim ir ao mercado? Hermínia Pombo

Entrevista

E

Um projecto dos Cursos de Informática

Já abriu o Espaço 550 O Espaço 550 é um novo projecto da ESAL, dinamizado pelos Cursos de Informática desta escola. Fomos falar com dois dos professores responsáveis por este projecto, Carlos Pombo e Vítor Ângelo, e do encontro resultou esta entrevista. - O que é o Espaço 550? Prof. Carlos Pombo - O espaço 550 é literalmente um espaço físico, anexo da sala Inf.5, que foi recuperado e que servirá para laboratório/oficina nas diferentes disciplinas dos cursos de Informática. Prof. Vítor Ângelo – Destina-se a desenvolver projectos com os alunos dos cursos profissionais e tecnológicos de Informática. - Porquê “Espaço 550”? Como surgiu esta designação? Prof. Vítor Ângelo - O nome, que nos pareceu sonante, não é mais do que o código do grupo de informática, que é 550, associado à recuperação do espaço. - Como surgiu este projecto? Prof. Vítor Ângelo - Este projecto surgiu numa conversa entre os professores responsáveis sobre a necessidade de haver um espaço para os alunos desenvolverem actividades práticas do curso. Como tínhamos uma salinha subaproveitada, resolvemos convertê-la no espaço 550. Prof. Carlos Pombo – Pensámos, ainda, que seria interessante a sua utilização para a reparação de diferentes equipamentos de informática existentes na escola e oferecer também este serviço às pessoas da comunidade escolar. - Quais os seus objectivos? Prof. Carlos Pombo - Os objectivos são, essencialmente, proporcionar um ambiente de trabalho o mais profissionalizado possível, simulando uma experiência de trabalho real, com regras, empenhamento e profissionalismo.

Prof. Vítor Ângelo – Para além de promover actividades práticas para os alunos, pretende-se contribuir para a manutenção do espaço informático da escola e ajudar na manutenção de actividades, projectos, site da escola,… - Que actividades podem ser desenvolvidas neste espaço? Prof. Carlos Pombo - Para além das actividades de base que serão a de reparação e manutenção de equipamentos informáticos, outras poderão ser desenvolvidas com base noutros projectos que se apresentem. - Quem poderá usufruir deste espaço? Prof. Vítor Ângelo – Toda a comunidade escolar. Prof. Carlos Pombo - Uma vez que o espaço é fisicamente limitado, todos os interessados em desenvolver alguma actividade deverão apresentar uma proposta de horário para desenvolverem os seus próprios projectos ou participarem nos projectos em curso. - Este projecto tem relação directa com alguns alunos? Quais e porquê? Prof. Vítor Ângelo - Este é um espaço concebido especialmente para os alunos de Informática. Prof. Carlos Pombo - Existe uma ligação mais directa com alguns alunos uma vez que o projecto teria de crescer e se afirmar e havia uma maior proximidade, em termos lectivos, com esse mesmo grupo de alunos, nomeadamente com os alunos do 10ºM do Curso Profissional de Instalação e Manutenção de Equipamentos Informáticos.

- Uma vez que pertenço a uma turma de Informática (Curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos) como posso colaborar nesta iniciativa? Prof. Vítor Ângelo – O primeiro passo será falar com um dos professores de Informática deste curso. Prof. Carlos Pombo – Depois de entrar em contacto com um dos professores responsáveis pelo projecto, poderá apresentar o próprio projecto ou participar nas actividades a decorrer. - Prevê-se que este espaço funcione apenas durante este ano lectivo ou irá manter-se durante mais tempo? Prof. Carlos Pombo - A ideia é que esta iniciativa venha para ficar durante muitos anos, uma vez que a ideia de base é muito sólida do ponto de vista de conteúdos e de iniciativas. Prof. Vítor Ângelo – As actividades a desenvolver é que terão uma duração limitada. Irá depender do feedback das pessoas. - Quais são as suas expectativas quanto ao sucesso desta iniciativa? Prof. Vítor Ângelo – É um projecto ambicioso que precisa de dedicação e boa coordenação. Vamos ver o que o futuro nos reserva. Prof. Carlos Pombo - As melhores.

Alunos do 10ºN

Inauguração do Espaço 550 Inserido no Plano Anual de Actividades da ESAl, foi inaugurado, no dia 8 de Fevereiro de 2008, o Espaço 550, localizado num anexo da sala Inf. 5. Este projecto tem como objec-

tivo promover a integração, articulação e desenvolvimento das aprendizagens curriculares disciplinares e não disciplinares. A sua concretização consiste na simulação de um espaço de trabalho

que visa preparar os alunos para a formação em contexto de trabalho, apoiando, a nível técnico, toda a comunidade escolar. Francisco Gaspar, 10º M


MURAL DO eSALPICOS corpo e mente a bom porto na área do desporto

5-5-2004 – O desporto presente na visita do presidente

Corta-mato 2006-Corta-mato 2008 evolução nas provas de demonstração

Para uma boa organização, é preciso amplificação.

Nos Dias de Educação Física, ninguém descansa, com jogos e com dança

Nos intercâmbios, há bolas para jogar e abraços a partilhar

No Voleibol, já vai longa a história...de vitória em vitória

Tudo corre minha gente, uns atrás, outros à frente...


eSalpicos 1 2007-2008