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Ano II - Nº 2

Março 2009

Jornal da Escola Secundária/3 de Amato Lusitano

Editorial Salpicos de (in)disciplina na ESAL

Parafraseando Coménio, pedagogo de referência, “uma escola sem disciplina é um moinho sem água. Efectivamente, quando se tira a água a um moinho, ele pára. Assim também, se na escola falta a disciplina, tudo afrouxa”. Realço deste modo a importância do “saber estar” na escola. Há valores que devem ser fomentados como o respeito pelos colegas, funcionários e professores, a honestidade nos comportamentos, a solidariedade entre colegas. Por vezes, não é isto que se observa, pelo que se impõe uma actuação rápida e eficaz no sentido de pugnar para que os valores atrás referidos sejam acatados e interiorizados. A escola conta com todos os agentes educativos , muito especialmente com os Pais e Encarregados de Educação para encontrar a melhor e mais eficiente forma de resolver o problema da indisciplina. Assim, devemos estar atentos aos sinais para rapidamente actuar da melhor maneira, pois o momento e a qualidade da intervenção é tanto mais eficaz quanto mais oportuna o seja. Apelo, pois, a toda a comunidade escolar para que esteja atenta e intervenha sempre que se justifique para que a nossa escola constitua, com a ajuda de todos, um local onde seja agradável “crescer”. Sei que o desafio não é fácil, estamos inseridos num meio escolar muito heterogéneo, fonte de conflitos vários, mas este e outros eventuais motivos não devem constituir um factor de desânimo, mas sim de incentivo para procurarmos incutir nos nossos jovens todos aqueles valores por que lutamos desde que aceitámos este propósito de “ensinar”. João Belém

Astronomia

Da Terra ao Espaço Pág. 2

da imaginação

crónicas... traços... escritas... Págs. 6 e 7

do desporto

Uma pedra

Salpicos na engrenagem... do Corta-Mato Pág. 11

da Biblioteca

Semana da Leitura Pág. 12

Com o apoio do

Jornal Reconquista

Escola S/3 de Amato Lusitano Av. Pedro Álvares Cabral 085-6000 Castelo Branco Tel. 272339280 Fax. 272329776 E-mail: ce@esal.edu.pt www.esal.edu.pt


Da Terra ao Espaço

2009, Ano Internacional da Astronomia

do nosso propósito … Dando continuação à nossa rubrica de Astronomia, divulgamos mais notícias sobre esta ciência que, neste novo número do Esalpicos, se centram na comemoração do Ano Internacional da Astronomia (AIA). Para mais informação sobre as comemorações deste ano, podem consultar o site: www. astonomia2009. org. e para outras informações, críticas ou comentários, podem enviar as vossas mensagens para o endereço: luismsdias@live.com.pt Luís Dias, 12ºD

2009 é o Ano Internacional da Astronomia (AIA), o que constitui uma celebração global desta ciência pelo muito que tem contribuído para o nosso conhecimento. Foi em 1609 que Galileu apontou, pela primeira vez na história da humanidade, um telescópio para o céu nocturno. Assim, o AIA é também a comemoração dos 400 anos da primeira observação astronómica com um telescópio. Antes de mais nada, esta iniciativa é uma tentativa a nível mundial de fazer com que as pessoas se familiarizem com esta área do conhecimento tão desvalorizada por muitos por ser mal compreendida ou desconhecida. Por todo o mundo e ao longo deste ano de 2009, serão inúmeros os eventos que estão agendados para divulgar a astronomia tais como palestras, observações,

workshops, exposições entre outros. Um dos eventos mais aguardados é o projecto “100 horas de astronomia” que irá decorrer de 2 a 5 de Abril. Este acontecimento conta com diversas actividades, a nível mundial, prevendo-se inúmeras transmissões em directo de observatórios. Para tal, este projecto contará com o apoio de astrónomos profissionais, amadores, centros de ciência viva, observatórios, professores e todos os interessados por esta matéria. O grande objectivo desta actividade é pôr o maior número de pessoas a olhar para o firmamento com um telescópio. Sendo assim, contamos com todos para que esta celebração fique para a história, não só como uma comemoração científica memorável, mas também como um exemplo de cooperação internacional.

Ficha Técnica Direcção Prof. Conceição Neves Prof. Etelvina Maria Prof. Hélder Rodrigues Prof. Hermínia Pombo Prof.Raquel Afonso Prof. Rui Duarte Francisco Belo, 11ºC Colaboradores Prof. Alexandra Lima Alunos do 10ºI Ana Judite, 9ºA André Martins, 11ºE Andréa Caldeira, 11ºB Andreia Teixeira, 9ºB Prof. Américo Silva Ana Albuquerque, 9ºB Prof. Carlos Salvado Cristina Fernandes, AAE Daniela Rosindo, 9ºB Prof. Felismina Amaral Prof. Fernando Lima Prof. Fernando Santos Prof. Filomena Falcão Gonçalo Clara, 11ºE Inês Martins, 12ºB Jessica Rodrigues, 9ºB Joana Caria, 12ºB João Alves, 11ºE Prof. José António Antunes Joana André, 9ºA Prof. João Belém Júlio Belo, AAE Prof. Laurina Sanches Prof. Lígia Milheiro Luís Dias, 12ºD Margarida Vilela Mariana Silva, 11ºE Prof. Nuno Fonseca Prof. Otília Duarte Prof. Paula Niunes Pedro Alves, 11ºF Raquel Rodrigues, 10ºL Ricardo Alvarenga, 12ºA Ricardo Gil, 11ºF Rita Rodrigues, 7ºA Rita Sousa, 11ºE Rodolfo Ferro, 10ºH Ruben Roque, 11ºE

Telescópios O telescópio é o instrumento de trabalho do astrónomo. É, no fundo, um objecto que permite ampliar corpos afastados como planetas ou estrelas. Este aparelho é constituído por duas partes fundamentais: a parte óptica e a parte mecânica. A parte óptica é formada pelas lentes e/ou espelhos e é a que está envolvida no “processamento” da imagem captada, enquanto a parte mecânica, constituída pelo suporte do telescópio, designado por montagem, é a que permite o controlo e apoio do telescópio. Existem três tipos básicos de telescópios: os refractores, os reflectores e os catadióptricos. Qualquer que seja o tipo, todos são constituídos por uma objectiva, um tubo e uma ocular. Vamos abordar cada um deles em particular começando pelos refractores. Nos telescópios refractores, também designados lunetas, a objectiva é constituída por uma lente convergente. Assim, a luz atravessa a lente (sofre refracção, daí a designação refractores) convergindo num

ponto – foco -, formando então a imagem primária que é, seguidamente, observada através da ocular que desempenha o papel de lupa. Nos telescópios reflectores, a objectiva é um espelho côncavo (espelho primário) que se encontra no fundo do tubo. Assim, a luz captada é reflectida (reflexão da luz, daí a designação de reflectores) para um ponto específico – foco -, isto é, os raios luminosos convergem para o foco onde se forma a imagem primária. No entanto, no foco existe um outro espelho plano (espelho secundário), inclinado cerca de 45p com a vertical que vai reflectir a imagem primária, que deveria convergir para o foco primário, para um segundo (foco newtoniano). De seguida, os raios luminosos passam por uma abertura lateral – a ocular. Nos telescópios catadióptricos, a objectiva é constituída por uma lente associada a um espelho. A luz captada entra pela objectiva, sofrendo refracção na lente, e converge para o fundo do tubo onde está o espelho primário (côncavo). Por sua vez, este

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espelho vai reflectir a luz para um espelho secundário que está associado à lente da objectiva, espelho esse que é convexo e vai fazer com que a luz convirja para a ocular onde é ampliada. Nestes telescópios existem algumas variantes, dependendo da lente e do espelho secundário. Assim, se o espelho está integrado na lente, o telescópio é um SchmidtCassegrain, se o espelho está implantado na superfície convexa da lente, o telescópio designa-se por Maksutov-Cassegrain.

Imagem de Saturno, obtida com um telescópio Maksutov-Cassegrain de 180mm de abertura com uma distância focal de 6750mm


Ao vivo na EST, Som e Luz

Salpicos da ESAL

ESAL dinamiza 4ª edição do REDEmat

Já imaginou todas as Escola, de todos os distritos do país, em competição, no mesmo dia e à mesma hora?! Pois bem, foi o que aconteceu no dia 4 de Março de 2009 com o lançamento da 4ª edição do REDEmat, um conjunto de competições matemáticas à distância para todos os ciclos de ensino. Esta iniciativa é promovida anualmente pela Universidade de Aveiro e dá autonomia às escolas para serem elas próprias a desenvolver e dinamizar todas as competições. Para participarem, as Escolas não têm de se deslocar a esta Universidade, uma vez que o fazem através de uma ligação em Rede. Assim, as escolas de Portugal Continental, das Regiões Autónomas, de Moçambique e da Guiné formaram, mais uma vez, uma grande equipa de trabalho em prol da Matemática. Este ano, participaram, neste evento a nível nacional, 9930 alunos oriundos de todo o país, tendo sido a ESAL uma das 119 escolas dinamizadoras. O agrupamento de escolas EB2/ 3 Cidade de Castelo Branco e o Centro Social Padres Redentoristas aceitaram o nosso convite e trouxeram os seus alunos que competiram ao longo de toda a manhã tendo participando alunos do 3º ao 11º ano de escolaridade.

No dia 26 de Janeiro, as turmas do 8º A e 8º B realizaram uma visita de estudo ao Departamento de Electrotecnia da Escola Superior de Tecnologias de Castelo Branco. Esta visita integrou-se nos conteúdos programáticos “Som e Luz” do Tema C – Sustentabilidade na Terra - da disciplina de Ciências Físico-Químicas. Os alunos foram acompanhados pela professora da diciplina, Paula Nunes, e pelos docentes Ana Pires e Fernando Santos. As turmas foram muito bem recebidas e a visita muito bem orientada pelos docentes da EST que adequaram a sua

Para aceder a esta competição, o utilizador apenas tem de efectuar o seu registo no site http:// pmate.ua.pt e escolher o nível adequado ao ciclo de ensino que frequenta. O desafio é simples: ultrapassar vinte níveis no menor tempo possível, respondendo correctamente às questões de matemática escolar que vão aparecendo no ecrã. Duas “vidas” por nível, uma dificuldade gradual e a não repetição de perguntas são os ingredientes que tornam estas competições um forte estímulo para a aprendizagem da Matemática. Entretanto, foi ainda possível participar noutras actividades a decorrer no laboratório de Matemática, que incluíram jogos, um filme e exposições de trabalhos. O principal objectivo do REDEmat é despertar o gosto pela Matemática e sensibilizar, não só os participantes - escolas, professores e alunos -, mas toda a comunidade envolvente para a problemática do ensino desta disciplina. Esta constitui também uma óptima oportunidade de dar a conhecer aos estudantes a instituição de ensino que promove este evento.

comunicação ao nível etário dos alunos e aos objectivos desta actividade. As explicações foram dadas de uma forma agradável e cativante e os docentes procuraram sempre a participação dos alunos. O Departamento de Electrotecnia da EST constitui, pois, um local onde, de forma lúdica, é possível proporcionar as vivências de fenómenos abordados nas aulas, tendo em vista a consolidação das aprendizagens, tal como a compreensão do fenómeno da reflexão total da luz, conhecendo a aplicabilidade das fibras ópticas. Paula Nunes

9ºB ao som do clarinete

No dia 20 de Fevereiro, viveuse, na nossa escola, um verdadeiro e aprazível momento musical. No âmbito da disciplina de Área de Projecto, os alunos do 9ºB realizaram, em grupo, um trabalho subordinado ao tema “As Profissões”. Os colegas Fábio Ramalho e Pedro Ferreira, que escolheram para o seu trabalho a profissão de “Músico”, trouxeram à nossa escola o Quarteto de Clarinete constituído pelos elementos Diogo Botelho, Pedro Xavier, David e o próprio Fábio Ramalho. Este grupo musical, que faz parte da Orquestra Típica

Hermínia Pombo

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Albicastrense, executou duas peças musicais: Yesterday, dos Beatles, e Russcuhe Volkslider und Trãnze (Danças Russas). Perante o sucesso da actuação, que entusiasmou tanto os colegas como os professores presentes, o quarteto foi, logo ali, convidado pela Directora de Turma para uma nova actuação, na escola, a ter lugar em Abril, na Semana das Línguas. Os Alunos do 9ºB agradeceram aos quatro elementos do grupo a sua disponibilidade e espantosa actuação com que nos brindaram. Ana Albuquerque, 9ºB


Salpicos da ESAL IV Congresso de Jovens Geocientistas

Os geocientistas do futuro Foi no âmbito da disciplina de Área Projecto que a nossa escola participou no IV Congresso de Jovens Geocientistas, no dia 12 de Março, em Coimbra. Neste congresso reuniram-se jovens estudantes de todo o país para apresentar projectos de investigação desenvolvidos pelos próprios e enquadrados na temática proposta pela organização: “Água, Terra, Fogo e Ar”, tema escolhido pelo Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra para esta IV edição. Este ano, a nossa escola esteve novamente representada pelas alunas do 12º B, Inês Martins e Joana Caria, orientadas pelo Professor Rui Duarte. Para o desenvolvimento do tema a apresentar, “Icnofósseis de Penha Garcia”, tivemos a oportunidade de visitar o Departamento de Ciências da Terra no dia 21 de Janeiro. Aí, recebemos uma grande ajuda por parte de alguns professores e investigadores, os quais nos facultaram toda a informação necessária, colmatando as nossas dúvidas. Mas, para além de toda a pesquisa realizada a nível

plateia de aproximadamente de 500 pessoas, teve como principal objectivo dar a conhecer o enquadramento geológico e características litológicas presentes em Penha Garcia. Os icnofósseis que se situam nas camadas quartzíticas de Penha Garcia, resultaram da locomoção das trilobites, enquanto seres vivos, no fundo oceânico existente há muitos milhões de anos. Os rastos que hoje se observam

bibliográfico, ficámos ainda a conhecer um pouco melhor a estruturação da Universidade de Coimbra, bem como parte do centro histórico da cidade. Estando a concurso mais de cem trabalhos de escolas de todo o país, a organização convidou-nos a apresentar uma comunicação, para além do poster que era exigido a todos os grupos inscritos. A nossa intervenção de cerca de quinze minutos, perante uma

Palestra no âmbito da Filosofia No dia 11 de Fevereiro, decorreu, na nossa escola, uma palestra subordinada ao tema “A Construção da Identidade na Articulação Integrativa entre o Saber, o Sentir e o Agir”, organizada pelo Grupo disciplinar de Filosofia e dirigida a todos os docentes do Departamento de Ciências Sociais e Humanas. O orador convidado foi o Professor Doutor João Pires que abordou um tema tão complexo e amplo como este, de modo simples e cativante, próprio de quem bebeu na simplicidade inspiradora da seiva da natureza. Nesta comunicação, o palestrante salientou que a identidade deve ser pensada a partir da relacionalidade e de um cruzamento de uma multiplicidade dinâmica de factores tais como a herança genética, a família, a escola, a cultura, os amigos, … e as experiências pessoais, positivas ou negativas. Se algum destes factores falha, é todo o edifício da nossa identidade que se distorce, desequilibra, amputa ou desmorona. A compreensão de

quem somos ajudará a recuperar o nosso passado, a entender melhor o nosso presente e a iluminar a nossa caminhada em direcção ao futuro que projectamos ser. Realçou também a necessidade de superar a velha dicotomia e antagonismo alma/ corpo ou razão/emoção e saber valorizar o corpo como “o invólucro da nossa identidade”, compreender as “cicatrizes deixadas pelos traumas” e tentar colocar em “complementaridade razão e emoção”. A mente sem afectos é “uma mente amputada”. “Privados de emoções, perdemos o Norte, ficando desnorteados, desorientados e verdadeiramente incapazes de fazer opções acertadas”. Com efeito, sabemos que “é dos gestos, do rosto e das palavras que se fazem encontros e desencontros: o rosto do sorriso, da ternura e do amor mas do mesmo modo a tristeza, a ansiedade, o stress, a depressão e o sofrimento”. Somos razão, emoção e vontade – somos realidade integrativa entre saber, sentir e agir. Será que poderemos

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denominados Cruziana, são os principais fósseis presentes na área. As características geomorfológicas e paleontológicas, verdadeiramente únicas, que aí existem podem e devem ser devidamente valorizadas no seu potencial turístico, enquadrandose estes recursos territoriais no contexto do GeoPark Naturtejo. Possam estes icnófosseis ser conhecidos e se assumam como instrumentos de desenvolvimento sustentável de modo a que, pelo menos, atenuem o progressivo esvaziamento demográfico que assola os concelhos da raia beirã. Esta experiência foi uma oportunidade de contactar com pessoas e ambientes a que não estávamos habituadas. Para além do enriquecimento pessoal, recordaremos sempre a simpatia e a amabilidade da Professora Doutora Celeste Gomes e do Professor Doutor António Sequeira, o qual também nos convidou para uma saída de campo por toda a área de Idanha-a-Nova, a qual tem vindo a estudar de há muito tempo. Para saber mais, entrar em http://ichnofossils.blogs.sapo.pt/. Inês Martins e Joana Caria, 12ºB

Qual o tempo para hoje?

ter bom desempenho quando não estamos bem emocionalmente e até mesmo perigosamente vulneráveis? É urgente saber quem somos para compreender onde estamos e para onde vamos. Reler António Damásio, revisitar o cérebro na sua unidade integrativa, reavivar os sonhos e suas lições de vida … eis um campo fértil, permanentemente aberto na procura de nós mesmos. Saibamos estar atentos ao não dito do muito que se esconde no mais que há para dizer. No final, o nosso orador deixounos a seguinte mensagem: “é preciso não esquecer que é na terra que o pensamento reencontra o chão que o alimenta e lhe dá segurança. Assim, também a razão e a imaginação voam (ainda bem, é certo), mas para estarem vivas precisam do corpo que habita este “estar-no-mundouns-com-os-outros. Este aqui e agora”. Bem-hajas, João, por partilhares connosco esta reflexão.

No dia 9 de Março, a turma do 7º A fez uma visita de estudo ao Instituto de Meteorologia, no âmbito da disciplina de Geografia, tendo sido acompanhada pelas professoras Maria da Luz Lopes e Alexandra Lima. A visita começou, nos espaços exteriores do Instituto onde se encontravam aparelhos utilizados na recolha dos dados relativos aos elementos do clima como a velocidade do vento, a temperatura do solo e do ar, a precipitação… Depois, no interior do Instituto, a técnica explicou como é feito o processo de previsão do tempo. Os dados sobre o estado do tempo em todo o mundo são enviados para aqui e vice-versa. Foi, também, explicado como se consegue medir a altura das nuvens e classificá-las segundo essa altura. E terminou esta visita de estudo com o regresso à escola no autocarro, amavelmente, cedido pela Câmara Municipal de Castelo Branco.

Américo Silva

Rita Rodrigues, 7ºA


Salpicos da ESAL

Parlamento dos Jovens

Parlamento dos Jovens

Os políticos do futuro No dia 3 de Março, decorreu no Cine Teatro de Castelo Branco a sessão distrital do Parlamento dos Jovens, projecto desenvolvido pelo IPJ em parceria com o Ministério da Educação, com o tema “A participação cívica dos jovens”, com o intuito de estimular a participação dos jovens na sociedade de hoje. Esta iniciativa pretendia ainda apurar os projectos e respectivas escolas para representar o distrito de Castelo Branco na sessão Nacional, a ser realizada em Lisboa, no mês de Maio do corrente ano. O sucesso foi enorme, estando presentes nesse local cerca de 60 jovens deputados de todo o distrito. A Escola Secundária/3 Amato Lusitano fez-se representar pelos alunos Pedro Alves, Ricardo Gil e Ian Olsansky, previamente escolhidos numa votação e debate interno. A sessão começou pela manhã com o discurso dos representantes dos órgãos envolvidos no projecto e por um período de perguntas à deputada socialista Hortense Martins e durante o qual as

O programa Parlamento dos Jovens é uma iniciativa institucional da Assembleia da República, organizada em colaboração com outras entidades, com o objectivo de promover a educação para a cidadania, o interesse dos jovens pela participação política e pelo debate de temas de actualidade. Traduz-se na realização de duas Sessões Nacionais, uma destinada aos alunos do 3º ciclo e outra para os alunos do ensino secundário, preparadas ao longo do ano lectivo. Estas sessões contam com participação de deputados, designadamente da Comissão de Educação e Ciência, órgão parlamentar responsável pela orientação do programa. Os temas para este ano são "Alimentação e Saúde", para o Ensino Básico, e "Participação Cívica dos Jovens", para o Ensino Secundário.

Os deputados da ESAL com a professora Celeste Gonçalves

escolas tiveram a oportunidade de expor algumas dúvidas e questões sobre a sociedade actual. Posteriormente procedeu-se à apresentação dos projectos de cada escola pelos seus deputados representantes que num aceso debate defenderam as suas ideias. Depois do almoço e das energias recarregadas, ocorreu a votação do projecto e dos deputados que irão representar o distrito na sessão nacional que, como é

habitual, se realiza na Assembleia da República. As escolas que irão representar o distrito albicastrense serão a Escola Secundária do Fundão, Escola Secundária Frei Heitor Pinto, e Escola Básica 2º,3º ciclo/S Pedro da Fonseca. É ainda importante salientar o bom desempenho dos alunos da nossa escola que da melhor forma possível fizeram jus às seus ideias. Pedro Alves e Ricardo Gil, 11ºF

Camião CAIXAmat Visita a Constância estacionou na ESAL

A nossa escola acolheu, nos dias 2 e 3 de Fevereiro, o camião que, no âmbito do projecto CAIXAmat, percorre todo o país. Esta iniciativa conjunta da Universidade de Aveiro e da Caixa Geral de Depósitos destina-se a permitir que muitos milhares de alunos, um pouco por todo o país, contactem com dispositivos tecnológicos que, de forma interactiva, os estimulam para a aprendizagem da Matemática, Biologia, Física e Português. Tendo sido escolhida a nossa escola para o camião se instalar, foram convidados os outros

No dia 2 de Fevereiro, as turmas F e H do 10º ano realizaram uma visita de estudo a Constância, no âmbito da disciplina de Português. A visita decorreu dentro do previsto: partida às 9:30 e regresso cerca das 19:00 horas. Pelas 10:30, orientados pela professora Ana Romãozinho, os alunos tiveram oportunidade de conhecer o Jardim-Horto de Camões, onde lhes foi referida a biografia do grande poeta e observaram várias espécies botânicas oriundas do Oriente,

estabelecimentos de ensino a marcarem as visitas ao mesmo, de modo a que se conseguisse optimizar a sua utilização durante os dois dias. As sessões, de 30 minutos, decorreram de forma contínua, entre as 08:30 e as 18:30 horas, com o máximo de 30 participantes por sessão. Muitos alunos dos ensinos básico e secundário de outros estabelecimentos de ensino e centenas de alunos da Amato puderam, assim, usufruir das diversas actividades que foram apresentadas. Rui Duarte

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local onde Camões permaneceu. Após o almoço, os alunos visitaram o Parque Ambiental de Santa Margarida, visita orientada por um técnico do Parque e aí tiveram ocasião de conhecer a flora, fauna e geologia do concelho de Constância. Assim, os objectivos definidos pelas professoras da disciplina foram largamente atingidos e este dia tornou-se inesquecível pelo convívio que proporcionou. Alexandra Lima, Filomena Falcão


da imaginação Que indisciplina? Que medo? Que liberdade? Antes, jogava-se à batalha naval. Hoje, digita-se a tecla DEF... Relógios adiantam nas madrugadas de domingo para anunciar a primavera e atrasam para acolher o Outono: assim se ajusta o tempo. E como nos ajustamos às atitudes diferentes entre os mais velhos, os professores, e os mais novos, os alunos? Entre o companheiro que se senta ao nosso lado e o que se cruza connosco no pátio? A arquitectura das nossas relações tem tantas esquinas, tantas escadas, tantas fachadas diferentes que facilmente perdemos a unidade do prédio que pretendemos construir colectivamente. Antes, pintamos o rosto de raiva, abrimos as torneiras do ódio, enchemos as despensas de mágoas, pegamos fogo nos nossos gestos... ...até que, um dia, o prédio pode vir abaixo! Vamos então travestir-nos de quadro electrónico de uma qualquer sala de aula e utilizar o seu olho vigilante que observa e regista o nosso “estar” e o nosso “ser”. E o que é que ele vê? E o que é que ele ouve? - o encontrão entre o João e o Nuno à procura do lugar lá atrás; - o barulho da cadeira que se arrasta no chão frio de azulejo; - a voz esganiçada da professora que fere os tímpanos sensíveis; - a ausência de justificação para a última falta que se deu; - a pastilha elástica que a Ana colocou debaixo do tampo da mesa; - o grito que deu a Sofia quando o Pedro a beliscou; - o boné enfiado com desculpa de aquecedor; - o desenho erótico esboçado na carteira; - a seta de cupido, unindo corações, na parede da sala; - o palavrão ofensivo que o Rui disparou contra a Sandra; - a palmada ruidosa do professor a exigir silêncio; - o cochichar amoroso entre dois namorados recentes; - o toque sinfónico do telemóvel do professor que se esqueceu no modo vibrador; - Ó stor, posso lá ir fora? – Por dificuldades prostáticas precoces? - E o caderno? - Esqueci-me. Posso

ir buscá-lo ao cacifo? - Mas tu não fazes nada? – Sabe, esta noite... - O que é que estás a fazer? – Tenho teste de Matemática a seguir! - Roubaram-me o telemóvel! – Vá lá, deixem-se de brincadeiras! - Ó stor, deixe-nos lá sair mais cedo!Triiiim – e o reflexo condicionado Pavloviano traduz-se no arrastar de cadeiras e num conjunto de respostas motoras, secretoras, neurovegetativas. Cá fora, aguarda-nos a liberdade: uma espécie de música escolar que perpassa pelos corredores até chegar aos pátios ou ao portão de entrada. Mais uma vez, somos vigiados pelo olho atento das câmaras que nos devem controlar: - É a corrida desenfreada para chegar à fila do bar; - É o aglomerar, na paragem do autocarro, de corpos sedentos de fumo para cumprir a lei “Proibido fumar”; - É enrolar o charro interdito nos sanitários escondidos; - É o estrondo ensurdecedor dos matraquilhos catárticos; - É a frase descarregada com 2 palavras e 3 palavrões; - É o pontapé e o murro que pacificam o desacato; - É a chapada ou a ofensa que resolvem arrufos de amor; - É o caixa de óculos ou o gordinho que se amofinam; -É o porta-moedas que se esvazia na solidão dos balneários; - É passar ao lado de quem está triste a um canto... - É... ...a indisciplina – essa forma de não sabermos estar juntos e felizes; de nos cruzarmos sem bom-dia nos sorrisos; de não sabermos jogar as regras do jogo do ser e do estar! E nós podemos... talvez ajude, se reflectirmos em cada um dos registos que estes olhos do quadro e desta câmara captaram e noutros tantos que inundam o nosso quotidiano. E nós sabemos...talvez lembrando que os riscos de perdermos a liberdade são muitos: as câmaras de vigilância são apenas o princípio de outras câmaras! Assim reza a história...

Renato Gonçalves, 11ºG

crónicas... traços... escritas... França e Portugal França e Portugal. Dois países próximos. Basta atravessar a Espanha e a França é já ali. Iniciei os estudos em França e agora, em Portugal, frequento a ESAL e, relativamente à questão da disciplina e da violência escolar, as diferenças são bem notórias. Em França, convive-se muito mais com a violência. Os alunos insultam com frequência tanto colegas como funcionários e até mesmo professores. A indisciplina chega ao ponto de se poderem observar guerras de cadeiras entre alunos, extintores a voar do terceiro andar até ao rés-do-chão, copos lançados com violência contra as paredes do refeitório e até o exagero de se atirar ovos aos

professores, quando estes escrevem no quadro. A composição das turmas em França é muito heterogénea dado o grande número de emigrantes nesse país, o que, a meu ver, está na origem de muitos dos conflitos entre alunos. No nosso país, a escola é mais calma, as condições de ensino são bastante diferentes. Há menos violência, mais tolerância, mas também muito menos diversidade de culturas. Portugal e França, dois mundos onde a tolerância se aplica diferentemente e onde as diferenças se fazem sentir. Andréa Caldeira, 11ºB

Mundo Indisciplinado! Indisciplina, uma palavra muito usada pelos mais velhos. Mas será que eles próprios não são também indisciplinados? Talvez sejam mais do que aqueles a quem dirigem aquela palavra. Além disso, será que alguém sabe o verdadeiro significado da indisciplina? Muitos são os indisciplinados sem o saberem e os que o sabem chamam-lhe outra coisa e acham graça. Alguns chamam-lhe rebeldia. Não penso que a rebeldia e a indisciplina tenham um significado idêntico, mas talvez se encontrem em alguns aspectos. Há todo o tipo de indisciplinados. Os indisciplinados políticos são os mais indisciplinados do mundo dos indisciplinados. Não respeitam as regras ou até as leis que eles

Hélder Rodrigues

Cátia Santos, 12ºG

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próprios criam. São verdadeiros hipócritas que não medem aquilo que fazem. Todos nós somos um pouco indisciplinados. Todos nós cometemos erros, desrespeitamos regras e fazemos asneiras. Não são apenas os mais novos, aqueles que já devem andar fartos de ouvir essa palavra, que são os únicos indisciplinados. Para mim, existem mais adultos indisciplinados vestidos de criança do que a própria criança que ouve o pai ou até o professor chamar-lhe indisciplinado. Será que a causa da indisciplina entre crianças e adolescentes não estará também na imagem que os adultos lhes passam? Raquel Rodrigues, 10ºL


da imaginação

Não seremos Darumas? Seguindo uma disciplina indeterminada: a própria indisciplina da Natureza, julgo, por vezes (esta é uma delas) que estamos possuídos por um demónio. Já Goethe disse: “Somos os nossos próprios demónios, expulsamo-nos do nosso paraíso.” – Werther, nota 93. O demónio é plural, o seu nome é Legião. Se um é repelido, silenciado, um outro levanta-se e põe-se a falar. A Vida é indisciplinada – velho problema! Admito: uma força arrasta a minha linguagem na direcção do mal que posso fazer a mim própria – expulso-me do paraíso. Os demónios, se são da linguagem (e poderão existir outros?), combatem-se. Posso sempre exorcizar a indisciplina demoníaca da palavra, substituindo-a por outra, mais tranquila, mais paradisíaca porque disciplinada. Julgo, assim, ter “talento linguístico” e, sair desta situação insuportável, infernal. Deixo-me sucumbir a uma simples ideia: o vocabulário é uma farmácia. Veneno, por um lado, remédio por outro. Resisto (dimensão natural das verdadeiras fadigas). Aguento sem me aguerrir, um pouco perdida e desencorajada. Sou como a boneca japonesa, chamada Daruma… sem pernas

Fazendo por não ouvir o som de fundo Para que não chova mágoa sobre as almas Leva-se o olhar no infinito Suportando o peso da bagagem Sonhando que há pontes nas lonjuras. Descobre-se a inutilidade da palavra Porque as conversas são rios A transbordar de gritos, E os tons grosseiros As vozes dos “heróis”. Sílvia Silva, 10ºH

Nada aqui é o mesmo que já foi Pela evidência dos tempos e das vidas. Mas que tudo seja um mundo Às avessas É coisa que atordoa e que assusta Porque se atiram as pedras do caminho Para as ruas dos outros Sem remorsos.

(sofro!)… aos piparotes, mas que… por uma quilha interior é, continuamente, equilibrada. Diz o poema popular que acompanha a boneca: “ Assim é a Vida Cair sete vezes E levantar-se oito”. Um último sobressalto (demoníaco… pois claro!) me invade: a disciplina - tudo se arranja, mas nada dura; a indisciplina - nada se arranja e, no entanto, isto dura. O diabo me leve se não somos os nossos próprios demónios! Será a minha quilha “disciplinar a indisciplina”? Deixo-me invadir por outro sobressalto (paradisíaco… porque o último): terão quilhas os desmancha-prazeres dos discursos “politicamente correctos” que denegriram a Vida na Escola? Darumas ou só…bonecos?

A maré entra em ondas Para as salas E os deveres não se fizeram porque sim E a atenção é esforço violento Que se quer esquecer em arrogâncias Com prosas desconexas de direitos Que, se rebeldias fossem, bom seria. As permissividades dão seu fruto apodrecido Quando o rigor passa a ser estranheza A norma não se acata nem se entende E o riso esconde escárnio pelas normas Na criação de corvos que não voam. E, porque, da falta de acção neste presente, Todos responderemos no futuro, Busque-se um remédio em teimosia E resgate-se a luz neste cinzento. Etelvina Maria

Lígia Milheiro

Por mais que eu ajude … Confesso que não sei mais o que fazer! Desabafos de um professor, colega meu

Como é difícil hoje um professor atingir um aluno, no sentido de lhe despertar o prazer de aprender ou de mostrar a importância do conhecimento nas nossas vidas!! Muitos jovens são alienados e não possuem objectivos de vida. Dizem que são contestatários, mas não no sentido de ideias, e, sim, contra certas coisas estabelecidas. Assim, reagem, usando o telemóvel ou qualquer outro aparelho electrónico na sala de aula, ou até mesmo sentando-se de costas para o professor. Acham isso normal. Por serem jovens, julgam que o mundo tem de girar em torno deles. São contra as regras estabelecidas, não possuem limites e só querem saber dos seus direitos. Alguns pais continuam “a não querer assumir qualquer autoridade”, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos “seja alegre” e sem conflitos, empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente

para os professores. No entanto, quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, “são os próprios pais e mães, que não exerceram essa autoridade sobre os filhos, que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os”, acusa este meu colega, sublinhando: “o abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para se queixar depois”. Hoje, a profissão está muito desgastada e não se vê a luz no fim do túnel. Coisas piores virão, pois vê-se os alunos do primeiro e segundo ciclos, que um dia irão ser nossos, piorar a cada ano que passa… “Eu realmente não sei o que mais fazer. Meu descontentamento está latente”. Raquel Matos, 12ºG

Carlos Salvado

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Reportagem

Indisciplina e violência nas escolas São cada vez mais frequentes atitudes de indisciplina e agressividade nas nossas escolas, problema para o qual há que estar vigilante.

A violência escolar está na ordem do dia. Os meios de comunicação social informam constantemente de casos graves perpetrados na escola por jovens adolescentes. Veja-se, por exemplo, o caso mais recente que ocorreu na Alemanha em que um aluno matou a tiro colegas e professores. No caso concreto de Portugal, apesar de se falar, cada vez mais, de violência escolar, a verdade é que ainda não atingiu proporções e gravidade extremas. A nossa escola enquadra-se, felizmente, neste padrão. Segundo um estudo realizado no ano transacto pela Biblioteca Escolar, conclui-se que a ESAL pode ser considerada uma escola segura, não apresentando problemas graves de violência. Assim, numa amostra de 100 alunos do ensino secundário, apenas 10% dizem ter sido alvo de agressão (predominantemente psicológica) e, na amostra do 3º ciclo (88 alunos), a percentagem aumentou para 27%. Nos dois níveis de ensino, osmotivos da agressão são os mesmos: na grande maioria, os inquiridos afirmam não ter havido motivo e apontam como objectivo a

Agressões ao espaço escolar

A aceitação voluntária de normas não fere a liberdade, antes é um suporte para um crescimento harmonioso

o professor e boicotar a aula”, afirma uma professora. Adianta ainda que “é uma situação perturbadora e preocupante, mas as turmas com estas características são uma minoria e estão identificadas. No entanto, há dificuldade em encontrar estratégias eficazes e adequadas para estes jovens sem vontade de estar na escola”. Casos de violência física são pouco frequentes, mas já se verificaram. Ouvimos outra professora da ESAL que nos deu o seu testemunho: “numa turma do 3º ciclo fui primeiramente vítima de agressões verbais e posteriormente de ameaça à minha integridade física no momento em que informei o aluno que o Encarregado de Educação ia

diversão ou a reacção a uma provocação. Na verdade, num inquérito realizado já durante o presente ano lectivo a alunos do 3º ciclo, a maioria dos alunos que confessam já ter agredido um colega assumem que o fizeram porque lhes “apeteceu” ou por “gozo”. Podemos, portanto, concluir, a partir destes dados, que, embora a ESAL não seja um exemplo de escola violenta onde os alunos se agridem de forma sistemática, o fenómeno da violência e da indisciplina não está completamente fora da nossa realidade. Com efeito, João Belém, Presidente do Conselho Executivo confirma: “apesar de estarmos muito longe dos padrões de violência e indisciplina extrema de que vamos tendo conhecimento através da comunicação social, há algumas situações preocupantes. Ultimamente, já por diversas vezes, foi solicitada a minha presença na sala de aula por motivo de indisciplina.” Também os professores são vítimas de violência. Ouvem-se, com alguma frequência, relatos de docentes da nossa escola que, em algumas turmas, convivem com atitudes de desrespeito, de provocação e até de humilhação por parte de alguns alunos. “Sou frequentemente confrontada com atitudes desafiantes, conscientes e premeditadas de alunos que têm como único objectivo afrontar

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ser avisado do seu comportamento altamente perturbador durante a aula”. A professora considera que casos como este não devem analisados com ligeireza e que os alunos devem ser punidos de acordo com a gravidade da situação, de modo a interiorizarem normas de conduta e o respeito por todos. A comunidade escolar não pode ficar indiferente às atitudes de violência e agressividade. É preciso assumir a existência do problema, analisar cada caso e tentar encontrar estratégias de solução. Que fazer, então, para evitar os casos de indisciplina e violência escolar? Segundo o estudo já referido, os alunos inquiridos acham que a solução passa pelo aumento de vigilância por parte dos funcionários, pela consciencialização dos alunos, no sentido de serem mais responsáveis (e esta parte cabe ao professor) e, principalmente, pela punição severa aos infractores. Dos 21 alunos do 3º ciclo que afirmaram já terem agredido alguém, só 4 alunos (16%) sofreram penalização. Em 10 alunos do secundário, apenas um foi penalizado. O Presidente do Conselho Executivo considera que a solução passa pela conjugação de esforços de toda a comunidade escolar e pela intervenção imediata aquando da detecção de casos de violência ou indisciplina a fim de se evitar o agravamento das situações.

André Martins, Gonçalo Clara, João Alves, Margarida Vilela, Mariana Silva, Rita Sousa, Ruben Roque,11ºE


À conversa com os Coordenadores dos DT

Testemunhos submetido a uma prova. Quando o aluno realiza a prova de recuperação e obtém aprovação, retoma o seu percurso escolar normal. Se o aluno não obtém aprovação, o Conselho de Turma pondera se as faltas dadas foram justificadas ou injustificadas, o período lectivo e o momento em que se realizou e os resultados obtidos nas restantes disciplinas e pode determinar o cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova, a retenção do aluno (no 3º ciclo) ou a exclusão do aluno fora da escolaridade obrigatória.

Os Coordenadores dos DT, Fernando Santos do 3º ciclo e Felismina Amaral do secundário, falamnos sobre o novo estatuto do aluno

- Que objectivos estiveram na base das alterações do estatuto apresentadas pelo Ministério da Educação? - Segundo o ME, os objectivos que estiveram na base das alterações do estatuto do aluno foram o reforço da autoridade dos professores e da autonomia das escolas, uma maior responsabilização e envolvimento dos pais e encarregados de educação no controlo da assiduidade dos seus educandos e a distinção clara e precisa entre medidas correctivas de cariz dissuasor, preventivo e pedagógico, e medidas disciplinares sancionatórias. - De que forma as alterações definidas reforçam então a autoridade dos professores e a autonomia das escolas? - As medidas correctivas foram ampliadas e a sua aplicação é decidida pelos professores e pelo órgão de gestão nos termos e nas

adequada a qualquer situação tendo sempre em vista a finalidade pedagógica da mesma.

condições que estejam definidos no regulamento interno. A aplicação de medidas disciplinares sancionatórias é da competência do Conselho Executivo, excepto a medida de transferência da escola, cuja aplicação compete à Direcção Regional de Educação.

- Que tipo de medidas disciplinares estão previstas nesta nova lei? - As medidas disciplinares previstas na nova lei são a repreensão registada, aplicada pelo professor, quando a infracção for praticada na sala de aula, ou pelo Presidente do Conselho Executivo noutras situações; a suspensão da escola até 10 dias úteis, medida aplicada pelo Presidente do Conselho Executivo ouvidos o aluno e os pais ou Encarregados de Educação e a transferência de escola que é da competência da Direcção Regional de Educação.

- Considera que estas alterações podem simplificar os procedimentos relacionados com a aplicação de medidas disciplinares aos alunos? - Este novo estatuto prevê dois tipos de medidas: correctivas e disciplinares sancionatórias. Nas correctivas, incluem-se o cumprimento de tarefas ou actividades de integração, a ordem de saída da sala de aula, o condicionamento no acesso a espaços e a equipamentos e a mudança de turma. Penso que todas estas medidas vieram permitir que mais rapidamente o professor possa encontrar a resposta

- Outra grande alteração prendese com o regime de faltas. O que trouxe de novo este regime? - O novo regime de faltas prevê que, quando um aluno atinja o triplo de tempos lectivos semanais, seja

- Relativamente aos pais e encarregados de educação, poderá esta nova lei contribuir para que lhes seja conferida uma maior responsabilidade? De que forma? - O prazo de justificação de faltas é agora de 3 dias úteis e os Pais e Encarregados de Educação passam a ter com mais frequência informação relativa à assiduidade dos seus educandos, uma vez que, sempre que o aluno não justificar uma falta, o director de turma deverá comunicar esta situação no prazo máximo de 3 dias úteis. Os Encarregados de Educação serão também chamados com mais frequência e alertados para as consequências das faltas. Tudo isto deverá conferir uma maior responsabilidade aos pais e encarregados de educação no controlo, prevenção e efeitos da falta de assiduidade dos seus educandos.

A nossa escola é segura? esquecer a existência dos problemas e, no caso das escolas onde eles não são significativos, cria alertas para a sua prevenção.

João Belém, Presidente do Conselho Executivo, aborda a questão da violência e indisciplina na escola - Tem sido frequente a divulgação na comunicação social de diferentes casos de violência escolar. Considera que a ocorrência destas situações veio, mais uma vez, relembrar a necessidade de se combater este fenómeno de forma activa? - É evidente que os meios de comunicação têm empolado esta situação, mas o que é certo é que ela existe e em alguns meios escolares é preocupante e tem de ser combatida. Esta divulgação da comunicação social não nos deixa

número de cursos disponíveis provocou o acréscimo da violência? - Nestes últimos anos, o número de alunos e de cursos tem aumentado, mas não significou um aumento de violência, porque, como já referi, não existe violência propriamente dita na escola. A ter acontecido já tínhamos de ter actuado de uma maneira mais radical. É evidente que, se o número de alunos aumenta, os cuidados têm de ser maiores e temos de estar mais atentos a todos os pormenores.

- A violência escolar vai da agressão verbal aos massacres nas escolas, como já se verificou em algumas escolas de outros países. O que nos tem a dizer acerca da forma como se manifesta a violência escolar na ESAL? - Na ESAL, felizmente, estamos muito longe desses padrões de violência, mas há algumas situações preocupantes, nomeadamente na maneira como os alunos devem saber estar na escola. Alguns não conhecem as regras de boa convivência e do respeito pelos outros, tanto na sala de aula como fora dela. Não podemos de falar de violência propriamente dita, mas de algumas situações de indisciplina.

- Como classificaria, de 1 a 10, o nível global de segurança da nossa escola? Qual considera ser, na opinião da comunidade escolar, a percepção de segurança dentro da escola e nas imediações da mesma? - Numa escala de um a dez, o dez não é possível, mas direi que estaremos muita acima da média, talvez um sete ou um oito. É evidente que nós sabemos que a escola não está isolada, há solicitações de risco lá fora. No entanto, tentamos que, no espaço escolar, os alunos se sintam

- No seu entender, o aumento do número de alunos por escola implica o aumento dos casos de violência no espaço escolar? Em relação à ESAL o crescimento do

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seguros. Para isso, já foram instaladas câmaras de vigilância e sistemas de alarmes que permitem controlar o que se passa na escola e contamos também com o auxílio dos agentes da PSP e do seu programa Escola Segura. - Quais lhe parecem ser as medidas mais eficazes para combater as situações de violência/criminalidade na escola e nas suas proximidades? - É uma pergunta para a qual todos gostávamos de ter resposta. Não há um remédio eficaz, porque as situações são muito diversificadas e o nível de gravidade também. O melhor remédio é a prevenção e para isso temos de estar atentos para detectarmos eventuais situações problemáticas o mais cedo possível. O que não podemos é ignorá-las. Há que controlá-las com as medidas necessárias e previstas na lei, de modo a que se resolva o caso logo de início. André Martins, Gonçalo Clara, João Alves, Mariana Silva, Margarida Vilela, Rita Sousa, Ruben Roque, 11ºE


Testemunhos

Segurança, violência, indisciplina na ESAL Se nos referirmos a “segurança” no sentido da prevenção da integridade física da pessoa, quer a nível das condições físicas, quer a nível do clima de escola, considero a Esal muito segura. Neste sentido, não há registo de indisciplina que ponha em causa a segurança da comunidade escolar. Quanto à indisciplina, a dificuldade reside na definição do próprio conceito, devido ao seu carácter muito subjectivo. De facto, o que é indisciplina para uns não o é para outros… Pensando em “indisciplina” enquanto manifestação do não cumprimento de regras formais da boa convivência social – “a má educação”-, julgo que existe na escola, mas é residual, estando os seus focos devidamente identificados.

A segurança da nossa escola tem vindo a melhorar nestes últimos anos: as entradas são m a i s controladas, o gradeamento exterior foi substituído e a vigilância reforçada por câmaras de vídeo. Relativamente à indisciplina, e muito concretamente na área pela qual sou responsável, posso dizer que há sempre alunos que protestam quando lhe é exigida obediência às normas instituídas. Porém – felizmente –a grande maioria acata as ordens e é colaborante e, por isso, digo com orgulho que temos, em geral, alunos muito educados em quem deposito total confiança. Júlio Belo, Auxiliar da Acção Educativa da Biblioteca

Maria Laurinda Sanches, Professora de Contabilidade

Contrariamente à imagem criada pela opinião pública sobre este assunto, tal não significa que a insegurança e a violência tenham aumentado na escola. A visibilidade que os media dão a este fenómeno é que tem aumentado exponencialmente. É, no entanto, de esperar o agravamento destes problemas, pois que, com a crise social instalada, a escola será inevitavelmente atingida por este abalo social. Uma nota para a Esal: sempre defendi a necessidade duma portaria eficiente, pois contribui, decisivamente, para minimizar potenciais problemas de insegurança e indisciplina. Fernando Lima, Professor de Geografia

Primeiro surgiu o livro Mil Novecentos e Oitenta e Quatro de George Orwell que nos apresentou o “Big Brother”, depois o programa na televisão e agora a vigilância nas escolas. A ESAL é uma das que se encontra vigiada por câmaras de vídeo. No entanto, considero que a nossa escola é segura e nunca senti a necessidade de um sistema de vigilância. Quanto à questão da disciplina, há alguns alunos que desrespeitam colegas, professores e funcionários, saindo geralmente impunes. Esta situação é grave, a meu ver, pois pode gerar o alastramento destes comportamentos pouco correctos. A função dos professores é ensinar e também educar, mas não é da sua responsabilidade transmitir os princípios básicos de educação. Estes princípios, os alunos já os deviam possuir e ter interiorizados.

Em termos de segurança e através das m e d i d a s t o m a d a s (videovigilância, porteiro, cartões de controlo, novo gradeamento, policiamento na entrada) existe maior prevenção e controlo de comportamentos desordeiros na nossa escola. Por isso e na minha opinião, a segurança que neste momento existe é adequada e dá a resposta possível aos problemas que possam surgir. Em relação às questões de indisciplina de que tenho conhecimento e que vou observando, penso que se revelam, eventualmente, pela menor afirmação da matriz familiar em conjugação com o clima de impunidade (de que os alunos se apercebem) e da falta de princípios e valores que a comunidade escolar tolera sem actuar. Além da preocupação com o processo ensino-aprendizagem, os agentes educativos deveriam exigir um maior rigor nas atitudes e comportamentos dos alunos. Nuno Fonseca, Professor de Educação Física

No que diz respeito à segurança na nossa Escola, as Novas Te c n o l o g i a s vieram torná-la mais segura, nomeadamente o sistema de vídeo-vigilância que este ano foi instalado e os cartões electrónicos que tornam possível o controlo de entradas e saídas e permitem o pagamento nos diversos serviços. Quanto à indisciplina, cada ano que passa é mais notória, tanto nas salas, no decorrer das aulas, como fora delas. Os alunos estão mais rebeldes e agressivos, sendo estes comportamentos mais visíveis nos alunos dos Cursos Profissionais e CEF’s.

Ricardo Alvarenga, 12ºA

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Cristina Fernandes, Auxiliar da Acção Educativa da reprografia

A segurança e a indisciplina não são um problema da escola ou de qualquer outra instituição, mas da sociedade. Em relação ao que vai acontecendo na nossa escola, em matéria de indisciplina, penso que a situação se tem vindo a agravar desde a implementação dos cursos profissionais e, sobretudo, dos CEF’S, não esquecendo um ou outro caso que envolveu alunos de outros cursos. Nos últimos anos, têm surgido algumas situações que, embora pontuais, encerram alguma gravidade e que, por isso, mereceram a atenção do Conselho Executivo. Penso que chegou o momento de toda a comunidade educativa unir esforços e sermos mais rigorosos e intransigentes no desempenho das nossas funções, cumprindo e fazendo cumprir as normas legalmente definidas. Apesar de tudo o que tem acontecido, os professores não podem deixar de acreditar em si e nos instrumentos de que dispõem. Mais do que nunca, é preciso que os diversos agentes educativos, e em especial os professores, tenham confiança e coragem para agir em conformidade com a gravidade das situações com que se vão deparando. O Conselho Executivo dará todo o apoio às medidas tomadas pelos colegas, desde que estejam de acordo com a lei. José António Antunes, Vice-Presidente do Conselho Executivo

Hoje em dia, cada vez existe mais indisciplina nas escolas e a nossa não foge à regra. Muitos alunos não cumprem as suas obrigações e têm atitudes e comportamentos menos adequados para com professores e funcionários. Andreia Teixeira, 9ºB


do desporto

Na alta competição

Francisco Belo outra vez campeão

Do sonho às medalhas No passado dia 6 de Fevereiro, realizou-se, na nossa escola, um debate no âmbito da disciplina de Organização e Desenvolvimento Desportivo, cuja organização esteve a cargo da turma do 10ºI do Curso Tecnológico de Desporto. Neste debate, subordinado ao tema “Do Sonho às Medalhas”, estiveram presentes o atleta de alta competição de lançamento do peso e aluno desta Escola, Francisco Belo, e o seleccionador nacional de lançamentos, Professor Paulo Reis, assim como outras personalidades do desporto da Beira Baixa.

O tema tratado foi principalmente o Atletismo, modalidade que tem vindo a crescer e a desenvolver-se bastante, e o impacto que esta tem no nosso país, bem como na cidade albicastrense. É sabido que existem projectos de treino mais ambiciosos, com melhores condições de trabalho em algumas localidades, em detrimento de outras. No entanto, já nada é como há uns anos atrás, em que só a força de vontade superava a falta de meios e de apoios. A principal dificuldade, neste momento, é a adesão de um maior

número de jovens ao desporto e em particular ao Atletismo, opinião partilhada pelo Presidente da Associação de Atletismo de Castelo Branco, que amavelmente aceitou assistir à nossa actividade e proferiu algumas palavras sobre esta matéria. Referiu-se ainda neste encontro que poderia haver uma maior eficácia na detecção de talentos nas escolas portuguesas. Nesse sentido, os nossos convidados e o Treinador de Atletismo David Santos, trabalharam toda a manhã com alguns alunos da nossa Escola. Todavia, e apesar da boa prestação dos convidados, faltou “a cereja no topo do bolo”, pois o grande nome deste debate, Nélson Évora, não pôde estar presente e apenas informou momentos antes, atitude que deveras lamentamos. Em suma, o evento foi bem sucedido, opinião partilhada por todos os que estiveram presentes e que proporcionaram um ambiente “caloroso e simpático”. A todos eles o nosso sincero bem haja.

O atleta de alta competição e o seleccionador nacional de lançamentos partilham as suas experiências

Alunos do 10ºI

ESAL representada no Corta-Mato Nacional Realizou-se no passado mês de Janeiro o Corta-mato escolar promovido pelo Grupo Disciplinar de Educação Física e organizado pelo Curso Tecnológico de Desporto, no âmbito da disciplina de Práticas Desportivas e Recreativas do 11º ano, turma H. Esta iniciativa teve como objectivos promover a actividade física e dar expressão às competências de ensinoaprendizagem da referida disciplina. A prova contou com uma numerosa participação de alunos da ESAL. Dos 400 inscritos, 290 chegaram ao final. Quanto às classificações colectivas,no 3º ciclo, as turmas do 7ºA e 9ºB obtiveram o primeiro e segundo lugares respectivamente; no secundário, alcançaram as primeiras posições as turmas 10ºJ, 10ºI e 12º C. Relativamente às classificações individuais, conquistaram o primeiro lugar: Patrícia Marques e Rui Marques, do 7º (infantis); Ana Martins e

Ricardo Domingos, do 9ºA (iniciados); Ana Afonso, do 11º H e João Lourenço, do 10ºJ (juvenis); e Catarina Simões, do 12ºC e Ângelo Nunes, do 10ºJ (juniores). Contou-se, ainda, com a participação de 10 docentes, tendo terminado a prova em 1º lugar o professor Pedro Silva. Esta prova foi também a forma de apurar os 6 primeiros classificados dos respectivos escalões e sexos que representaram a Esal no

Corta-Mato Distrital, que teve lugar na Pista de Desportos Motorizados de Castelo Branco, no dia 11 de Fevereiro. Saliente-se a excelente participação das equipas no escalão de Juvenis. As meninas ficaram no 2º lugar colectivo e os rapazes no 1º lugar, indo, assim, representar o distrito de Castelo Branco no Corta-Mato Nacional a ter lugar na Figueirada-Foz, no dia 21 de Março de 2009. Nuno Fonseca

2º lugar, Corta-Mato distrital

1º lugar, Corta-Mato distrital

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Francisco Belo, aluno do 12ºE desta escola, iniciou a sua carreira desportiva na época de 2006-2007 como juvenil de 1º ano. A sua 1ª marca como lançador de peso foi de 10,51 m. A aptidão física, a sua postura e a tenacidade, desde logo, despertaram o interesse do Seleccionador Nacional que começou a convidá-lo (e ao seu treinador), para estágios nacionais. Em 2007-2008, sua 2ª época, sagra-se campeão nacional de lançamento de peso/juvenis, com a marca de 16,68m. Dá-se, então, a transição para o clube “Juventude Vidigalense”. Em 2008-2009, sua 3ª época, júnior de 1º ano, é vice-campeão nacional de peso de pista coberta, e sagra-se campeão nacional de disco no Campeonato Nacional de Inverno de Lançamentos Longos. Para manter as qualidades necessárias ao bom desempenho das modalidades que pratica, ser bom aluno e não deixar de viver a sua juventude, é necessário um grande esforço, uma enorme força de vontade e uma boa gestão de tempo. Assim, o atleta gere o seu tempo da seguinte forma: tem aulas todos os dias de manhã; treina todas as tardes, 6 vezes por semana, com sessões que rondam entre 3,30h e 5h; estuda, todos os dias, fazendo todos os trabalhos escolares que lhe são propostos; e diverte-se com os amigos, sempre que pode. O lema de Francisco Belo é: “Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não o é” (Galileu).


da biblioteca No âmbito do Plano Nacional de Leitura

Semana da Leitura 2009 Celebrou-se, pelo terceiro ano, a Semana da Leitura, evento promovido a nível nacional pelo Plano Nacional de Leitura De 2 a 6 de Março, decorreu a Semana da Leitura promovida pelo PNL e, como é habitual, a nossa escola aderiu a esta iniciativa, destinada a celebrar e a incentivar o pra zer de ler, através da realização de várias actividades promotoras da leitura. Dentro dessas actividades, destaca-se o Encontro com o escritor Pedro Pereira que apresentou o seu romance Os Escolhidos, o primeiro da trilogia Apocalipse, e partilhou com os alunos a sua experiência enquanto escritor de Literatura Fantástica. Desenvolveram-se ainda alguns concursos à volta dos livros e actividades criativas na sala de aula, realçando-se o concurso “Rimas com Livros” cuja temática se centrou na produção de textos poéticos subordinados ao livro

e à leitura. Os mais novos envolveram-se numa Caça ao Tesouro, decifrando as várias pistas recolhidas pelo espaço escolar a fim de descobrirem qual o livro que integrava o tesouro da sua equipa. Durante a semana, foram também realizadas várias sessões de leitura inter-turmas. A coordenadora da BE apresentou alguns livros escolhidos de entre as obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura e alunos do ensino secundário leram alguns excertos aos alunos do 3º ciclo. Na noite do dia 5, a Biblioteca esteve aberta à comunidade. Contou-se com a presença de vinte Encarregados de Educação que visitaram este espaço e passaram a integrar a base de leitores. Os Encarregados de Educação que não puderam estar presentes, poderão visitar a biblioteca em qualquer altura, durante o seu horário de funcionamento, e inscrever-se como leitores para poderem usufruir do empréstimo domiciliário. A semana terminou com a final das Olimpíadas de Ortografia.

Pedro Pereira apresentou “Os Escolhidos”

Equipa vencedora da Caça ao Tesouro

Raquel Afonso

Encontro com o escritor Pedro Pereira

Rimas com Livros

9º anos, Os Escolhidos No passado dia 2 de Março, esteve presente na nossa escola o jovem escritor Pedro Pereira, natural da Covilhã e a frequentar a Licenciatura em Engenharia Informática na UBI. Falou-nos da sua paixão pela escrita, pela literatura do género fantástico e do seu romance “Apocalipse – Os Escolhidos”. Conforme palavras do autor, a acção do seu livro desenrola-se num futuro próximo, e num cenário apocalíptico, em que os Escolhidos terão como missão salvar a civilização humana ameaçada por demónios que visam destruí-la. Este romance faz parte de uma trilogia e, segundo o escritor, brevemente sairá o próximo livro

desta saga. De seguida, e gentilmente, Pedro Pereira disponibilizou-se a responder às questões colocadas pelos alunos e professores presentes, deixando-nos uma mensagem final sobre a importância da leitura, não só como fonte de conhecimento, mas também como meio para estimular a nossa sensibilidade e criatividade. Finalmente, há que referir a boa receptividade dos alunos a este tipo de actividade que possibilita a interacção entre escritor e alunos/ leitores e que visam despertar-nos para o prazer da leitura. Ana Judite e Joana André, 9ºA

A ocupação dos tempos livres É às vezes um problema Porque não ler livros ou escrever um poema? Para um poema escrever, é preciso inspiração Quando esta não aparece, Basta abrir o coração. Uma leitura concentrada Muito nos pode ensinar Abre-nos as portas do mundo, Ajuda-nos a sonhar. Jessica Rodrigues, 9ºB

Um livro é um portal Para um mundo sensacional. A leitura é uma estrada, Podem escolher a entrada!

Na semana da Leitura Um livro vou ler Para quando estou em casa Não me aborrecer

Ao fazer uma leitura, Amigos encontrarão. Pode ser um astronauta, Um duende ou um anão.

À noite gosto de ler Histórias de encantar Para quando adormecer Poder com elas sonhar

Um livro é um mundo onde nos podemos esconder Para isso basta apenas Uma leitura fazer.

Uma boa leitura Gosto muito de fazer Para todos os dias Um pouco mais aprender

Daniela Rosindo, 9ºB

Muitas questões foram colocadas ao jovem escritor

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Joana André, 9ºA


iblioteca

Apuramento para a fase distrital

Concurso Nacional de Leitura Na primeira semana de Janeiro, realizou-se a primeira fase do Concurso Nacional de Leitura promovido pelo PNL. Esta fase, a nível de escola, consistiu na realização de provas de leitura com vista ao apuramento para a fase distrital onde, por sua vez, serão apurados dois vencedores que estarão presentes na Final Nacional a realizar em Lisboa, durante o mês de Maio. Na categoria do 3º ciclo, foram apuradas as alunas Oana Gabriela do 8ºA, Adriana Silva e Daniela Rosindo do 9ºB. No secundário, foram seleccionados os alunos Catarina Silva e José Carlos Ferreirinho do 11ºA e Vera Sofia Nunes do 11ºD. Estes alunos estarão presentes na fase distrital que terá lugar no dia 25 do corrente mês de Março, na Biblioteca Municipal do Fundão.

No Dia Internacional da Língua Materna

Olimpíadas da Ortografia No dia 21 de Fevereiro, celebrou-se o Dia Internacional da Língua Materna. Para assinalar esta data, a Biblioteca em articulação com o grupo disciplinar de Português promoveu as “Olimpíadas da Ortografia”. Esta actividade contou com a participação de 25 turmas e decorreu em duas fases. Na primeira, apurou-se um aluno por turma e, na fase final, um aluno em cada ciclo. As vencedoras foram Ana Rita Goulão do 9º, e Ana Galvão do 10ºF. Este dia foi instituído pela UNESCO em 1999 como forma de homenagem à unidade e coesão das sociedades. Na conferência geral de Novembro de 1999, o Conselho Geral, órgão supremo da UNESCO, reconheceu a grande importância da salvaguarda do património linguístico e cultural da humanidade e considerou que todas as acções para promover a difusão das línguas maternas irão servir para estimular a diversidade linguística e um ensino multilingue e desenvolver ampla consciencialização das tradições linguísticas e culturais em todo o mundo. RA

A Turma, um filme de Laurent Cantet Comentário por Otília Duarte No original, o filme chama-se “Entre les murs”, o que traduzido à letra significa entre muros - os muros da escola - e segundo o seu realizador, Laurent Contet, o seu objectivo “ não foi fazer um documentário sobre a autoridade nas escolas, mas sim contar o que se passa numa escola, mais concretamente numa turma de 25 alunos com o seu professor de francês”. De facto, embora se apresente sob a forma de documentário, já que é passado numa escola real, situada num bairro periférico de Paris, em que os actores são professores e alunos verdadeiros, o filme retrata o ano lectivo de uma turma e do seu professor de francês e director de turma. Os primeiros segundos do filme mostram um jovem adulto (cerca de 30 anos), vestido de forma informal, calças de ganga e t-shirt, a entrar num edifício. Percebemos, de imediato, que se trata de um professor e de uma escola, no início de um novo ano e, rapidamente, somos transportados para uma reunião de professores que se preparam para iniciar mais um ano escolar. Num ambiente informal, descontraído e até optimista, os novos professores apresentam-se, os mais antigos dão algumas informações sobre a escola e os alunos, enquanto que o director distribui os novos horários. Em

qualquer escola portuguesa seria possível encontrar uma tal reunião, num início de qualquer ano lectivo. Na cena seguinte, os protagonistas, alunos e professor, entram na sala, para a primeira aula. Percebe-se que se trata de uma turma muito heterogénea, pelo menos a nível étnico, já que entram alunos negros, asiáticos, sul – americanos, além dos europeus, o que, só por si, perspectiva a existência de situações potencialmente conflituosas. A entrada faz-se de forma desordenada e barulhenta, conseguindo, a custo, o professor impor a sua autoridade e fazer-se ouvir. A aula evolui para situações de desordem, de contestação, de desafio e até de insolência por parte de alguns alunos e de completo desinteresse e alheamento por parte de outros. Não é difícil prever o desfecho desta situação, apesar do esforço do professor para trazer para a aula as vivências dos alunos e tentar capitalizá-las para o ensino da língua francesa, insistindo na importância da sua correcta utilização. O enredo continua com todos os ingredientes que fazem parte da vida de uma escola: reuniões de conselho de turma, atendimento dos encarregados de educação, avisos aos pais sobre o comportamento dos alunos, enfim… Enquanto professora reconhecime neste filme. Aquela escola

poderia ser a nossa, aquela turma poderia ser qualquer uma de um curso geral, tecnológico ou profissional. O que se passa naquela sala de aula não difere muito do que por vezes acontece em algumas das minhas próprias aulas, (nem sequer falta o inevitável telemóvel escondido debaixo da mesa). As reuniões de professores, em que supostamente se analisam os problemas disciplinares dos alunos, poderiam ser qualquer conselho de turma da ESAL e até o modo como estes são encarados não difere muito do que se passa em alguns a que já assisti. No final, a escola acaba por expulsar o aluno que “se portou mal”, ou o que, por várias situações de causa/efeito acabou por ser punido pela indisciplina colectiva e recorrente da turma. Fica-se com a frustrante sensação de que o desfecho poderia ter sido outro, apesar de tudo… E impõe-se a pergunta: não é isto que acontece também nas nossas escolas? O cinema tem esta coisa fascinante: obriga-nos a reflectir sobre vivências que podem ser as nossas, e este filme merece ser visto e discutido por alunos e professores.

Relíquia de Douglas Preston e Lincoln Child Experiência de leitura por Rodolfo Ferro, 10ºH Em Relíquia, a aventura começa na bacia do Amazonas, em Setembro de 1987. É para o coração de uma das maiores florestas tropicais do mundo que um grupo de arqueólogos, comandados por Julian Whittlesey, do Museu de História Natural de Nova Iorque, organiza uma expedição com o fim de descobrir e desvendar os segredos de uma tribo – os Kothoga – que se dizia habitarem no tepui – um vasto planalto que se encontra acima da floresta – e que se alimentavam de mitos e lendas, tais como a do monstro, Mbwun, que esta tribo parecia controlar... A expedição revela-se um desastre, uma vez que a equipa de arqueólogos desaparece e é selvaticamente massacrada. No entanto, e, antes disso, são enviadas para o respectivo museu caixas que contêm plantas da região, objectos rituais e uma estatueta bastante peculiar de um deus misterioso... As caixas, viajando de porto em

porto, acabam por chegar ao Museu onde estavam destinadas a integrar uma exposição que acaba por ser esquecida e que faz com que estas sejam arrumadas a uma canto do Museu, mais precisamente na cave e, consequentemente, a expedição também é esquecida. Só alguns anos depois é que se decide utilizar os objectos da falhada expedição numa exposição sobre superstições. É a partir daí que o Museu se vê envolto numa série de mortes inexplicáveis e aterradoramente macabras. As investigações sucedem-se a cada morte que ocorre e o mistério à volta dos estranhos homicídios adensa-se e toma, cada vez mais, contornos pouco claros. Mas, afinal, quem é o responsável por essas mortes brutais? Um louco? Um animal? Ou algo demasiado complexo e aterrador que ninguém possa, sequer, imaginar? É a essa questão que as complexas personagens do cenário - em que a antropologia, a botânica e a

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genética se combinam - tentam responder. A antropóloga Margo Green, o biólogo Gregory Kawakita, o inspector D’Agosta e o jornalista Bill Smithback são apenas algumas dessas figuras fictícias que dão vida e adensam o enigma que os autores desenvolvem desde as primeiras mortes até à inauguração da exposição sobre superstições. É, aliás, na inauguração da tão ansiada exposição que se desvenda – ou pelo menos parece desvendar – o culpado por todas as mortes que assustaram a cidade de Nova Iorque. No entanto, e como em todos os livros que se prezam, a reviravolta dá-se nas páginas finais... e a apoteose é deveras surpreendente! Por isso: Leiam!


da biblioteca Projecto da biblioteca apoia o desenvolvimento da literacia da informação na escola

Aprender a Aprender Da responsabilidade da biblioteca escolar, o projecto “Aprender a Aprender”, financiado pela Candidatura de Mérito 2008, pretende apoiar o desenvolvimento da literacia da informação na escola, através de acções de formação dirigidas a alunos e professores, da criação de materiais de apoio à prática docente e ao desenvolvimento da autonomia dos utilizadores, e da articulação de actividades com a sala de aula. A implementação deste projecto implicou várias tarefas preparatórias como o estabelecimento de objectivos, a definição de um currículo de competências transversais adequado ao 3º ciclo e ensino secundário e a organização de um plano de formação, para docentes e alunos, assente numa estrutura modular. O plano de formação dos

docentes é constituído por 10 módulos (I-Pesquisa e Tratamento da Informação; II-Pesquisa no catálogo; III-Construção de Webquests; IV-Edição de conteúdos na Plataforma Moodle; V-Construção de Wikis; VIHotPotatoes; VII-PowerPoint; VIII-Excel; IX- Publisher; XKeebook Creator), devendo os interessados inscrever-se nas várias sessões de trabalho a realizar durante o ano. O dos alunos integra 11 módulos (INP405 - referências bibliográficas e citações; II-O trabalho escrito; o processador de texto; III-O trabalho de pesquisa; IV-Pesquisa no catálogo; V-Pesquisa na Internet; VI-O trabalho de Projecto; VII-O Relatório (actividades e estágio); VIII –O Portefólio; IX-PowerPoint; X-Excel; XI–Publisher) e é direccionado, prioritariamente, para os novos alunos dos 7º e 10º anos numa

tentativa de abranger todas as turmas e, nos restantes níveis de ensino, são dirigidas acções e articuladas actividades com as turmas, consoante as necessidades verificadas. Os dois planos estão disponibilizados, de forma mais detalhada, na disciplina da BE no Moodle (www. moodle.esal. edu.pt) que se encontra aberta a todos, bastando, para o seu acesso, o registo na plataforma. As acções realizadas e a realizar centram-se na articulação de actividades com a sala de aula tendo em vista o desenvolvimento de competências de informação, na dinamização de sessões com os alunos no âmbito da literacia digital, articuladas igualmente com actividades em contexto lectivo e na dinamização de sessões de trabalho com os docentes, no âmbito das literacias digital e da informação.

No Dia da Não Violência Escolar e da Paz

Raquel Afonso

Dias das Línguas

Bullying nas escolas No dia 30 de Janeiro, assinalouse o Dia da Não-Violência Escolar e da Paz, data que a biblioteca assinalou em colaboração com a área curricular não disciplinar de formação cívica do 7º ano que contempla esta temática nos seus conteúdos e com o respectivo professor, Fernando Santos. As actividades articuladas com esta área pretenderam explorar a temática da violência escolar e, ao mesmo tempo, desenvolver competências de informação nos alunos e promover o uso das TIC. Os alunos desenvolveram uma pesquisa na Internet, seguindo um guião orientador, cujo tema se centrou-se no bullying, fenómeno com que cada vez mais nos deparamos nas escolas. Deste modo, ficaram alerta para esta problemática, aprofundaram conhecimentos neste âmbito e tentaram encontrar estratégias para lidar com o problema. Após a pesquisa, a informação foi tratada com vista à produção de folhetos informativos sobre o Bullying a serem distribuídos por toda a escola. Para a construção dos folhetos, recorreu-se também às

Assim, várias actividades no âmbito das competências de informação foram articuladas com unidades curriculares e realizadas inúmeras sessões informativas e de trabalho (28 com turmas e 5 dirigidas a docentes). Até à data, já foram produzidos 31 documentos de apoio ao desenvolvimento das competências de informação, disponibilizados também na disciplina da BE na plataforma Moodle da escola. Estes documentos constituem guias e tutoriais sobre pesquisa e tratamento da informação, pesquisa na Internet, referências bibliográficas e citações, elaboração de relatórios e trabalhos escritos, trabalho de projecto, a folha de cálculo e edição de conteúdos na plataforma moodle.

21, 22, 23 de Abril

TIC e os alunos aprenderam e exploraram as funcionalidades da aplicação Publisher. O dia 30 de Janeiro foi proclamado Dia da Não-violência em homenagem a Gandhi, o grande defensor da não-violência no mundo actual, cuja morte ocorreu justamente neste mesmo dia, no ano de 1948. Esta efeméride foi instituída em 1964 e a sua comemoração tem como objectivo chamar a atenção para a necessidade de uma educação permanente pela NãoViolência e pela Paz e sensibilizar para a tolerância, solidariedade e respeito pelos direitos humanos junto das escolas de todo o mundo.

Participa nos concursos: Concurso 1 “O Meu Paraíso” - Elabora um texto em prosa ou verso subordinado ao tema: “o meu paraíso”. - Formato: A4; processado em computador; máximo 15 linhas. - Data limite de entrega: 16 de Abril.

Concurso 2 “Auto-retrato Autoportrait Self-portrait” - Em seis linhas faz o teu auto-retrato em prosa ou verso: duas linhas em português, deux lignes en français, two lines in english. - Podes anexar uma fotografia ou caricatura - Data limite de entrega: 16 de Abril.

Concurso 3 “My bolo préféré Mon cake preferido O meu best gateau” - Escolhe uma receita: portuguesa, francesa ou inglesa Mostra os teus dotes culinários! Há que tratar a informação recolhida

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Cursos Científico- Humanísticos

Cursos Profissionais

(Noct.)

Cursos de Educação e Formação

C u r s o s Te c n o l ó g i c o s

Exames Nacionais Inscrições 1ª fase - 2 a 11 de Março 2ª fase - 8 a 9 de Julho

Calendário de exames

Afixação das classificações

1ª fase (sec.) - 16 a 23 de Junho 2ª fase (sec.) - 13 a 16 de Julho 9ºano - 19 Junho - Líng. Portuguesa 22 Junho - Matemática

1ª fase - 7 de Julho 2ª fase - 30 de Julho 9º ano - 13 de Julho

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Reapreciação de provas Pedido de consulta - até dois úteis após publicação da respectiva classificação. Pedido de reapreciação - nos dois dias úteis seguintes à data em que a prova foi facultada


MURAL DO eSALPICOS Metáforas de indisciplina na ESAL

Que voltas dar para a pedra tirar?

Talvez outra mão inventar!

Talvez outros remédios tomar!


eSalpicos 2 2008-2009