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o h n i Rapos 23ª Edição

18 de Fevereiro de 2011

Site: escolas.madeira-edu.pt/eb123pepfmsbarreto Email: eb23pfmsbarreto@madeira-edu.pt Telefone: 291870040

Escola Básica 1º2º3º Ciclos/PE Professor F. M. S. Barreto

NESTA EDIÇÃO Escola@Notícias

2

ArteCool

14

Gráphos (Γράφος)

18

Ludo Time

27

COLABORADORES Professores: Lurdes Ferro, Luís Quintal, Nélia Sousa, Patrícia Brito, Carina Vale, Sara Ferreira, Aurora Sousa, Énio Camarinho, Pedro Oliveira, Sónia Bastos, Judite Perestrelo

Dia dos namorados, dia em que se celebra o Amor. E quando falamos de amor, falamos nas mais diversas formas: amor físico, amor platónico, amor materno, amor a vida… e pode revestir diferentes roupagens - pode significar afeição, compaixão, misericórdia, atracão, paixão, desejo, conquista, libido… O conceito mais popular envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém. Assim, Amor não é nada mais que a descoberta de nós mesmos nos outros, e o grande prazer que sentimos desse reconhecimento. Uma Verdade sobrepõe-se – todos procuramos o Amor. Todos procuramos o aconchego do sentimento. Todos precisamos do olhar, do carinho, do abraço, do sentimento. E as palavras podem traduzir ou esconder este sentimento universal, tão ambicionado e tão acarinhado pelos vates. Provavelmente a escritora Fernanda Castro condensou magnificamente bem a nossa necessidade intrínseca do amor, quando afirmou:

Alunos:

“O segredo é amar. Amar a Vida com tudo o que há de bom e mau em nós. Amar a hora breve e apetecida, ouvir os sons em cada voz e ver todos os céus em cada olhar.

Diogo Alves 6ºA, Laura Freitas 6ºC, Alexis

Dantas

7ºA,

José

Armando

Ladeira 7ºA, Diogo Caldeira 7ºA, Maria Silva 7ºA, Liliana Nóbrega 7ºA, Mariana Silva 7ºA, Moisés Freitas 7ºA, Bárbara Lourenço

7ºA,

Jorge

Sousa

7ºA,

Amar por mil razões e sem razão. Amar, só por amar, com os nervos, o sangue, o coração. Viver em cada instante a eternidade e ver, na própria sombra, claridade.

Johnny Henrique 7ºA, Duarte Gonçalves 7ºA, Francisco Gouveia 8ºB, Daniel Jardim 8ºB, Filipe 8ºB, Tatiana Oliveira 8ºB, Valter Fernandes 8ºB, André 1ºA, Pedro 1ºA, Henriqueta 1ºA, Diego 1ºA, Rúben 1ºA, Arlete 2ºA, Igor 2ºA, João

O segredo é amar, mas amar com prazer, sem limites, fronteiras, horizonte. Beber em cada fonte, florir em cada flor, nascer em cada ninho, sorver a terra inteira como o vinho.

2ºA, Leo 2ºA, Rui 2ºA, Diogo 2ºA, Luis Filipe 2ºA Técnica Profissional de Biblioteca e Documentação: Zélia Gonçalves

(…)”

Dinamização da Biblioteca


Escola@Notícias Página 2

O RAPOSINHO


Escola@Notícias 23ª Edição

Escolas@Notícias Página 3

Semana Regional da Pessoa com Necessidades Especiais Na semana de 3 a 10 de Dezembro de 2010, a equipa de educação especial do segundo e terceiro ciclos organizou algumas actividades, enquadradas no âmbito da Semana Regional da Pessoa com Necessidades Especiais, com o lema «Reconhecer a Diferença, construir a Igualdade». Foram realizados momentos de sensibilização para a problemática das necessidades especiais, nas aulas de História e Geografia de Portugal do 6.º ano e nas sessões de apoio da Educação Especial. O evento contou ainda com exibições e demonstrações: a exposição das ilustrações dos alunos e a exposição e oficina de pintura com uma aluna autista convidada. Os professores de educação especial e os alunos tiveram o auxílio dos professores de História e Geografia de Portugal e de Educação Visual e Tecnológica.


Escola@Notícias Página 4

O RAPOSINHO

Semana Regional da Pessoa com Necessidades Especiais


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Dia da Ciência No dia 15 de Dezembro realizou-se uma actividade, cuja o tema era “Dia da Ciência” realizado pela Prof. Sónia Bastos e a Prof. Sara Ferreira. Na sala experiências.

203,

Sala

de

Ciências,

foram

dinamizadas

várias

Na primeira, num guardanapo dobrado a meio, fazíamos duas riscas com duas cores diferentes. Depois, numa lâmina de vidro, colocámos água e o guardanapo em cima da água. Observámos que as duas riscas de cores. Numa segunda experiência, tínhamos que esmagar giz de várias cores e deitar óleo. A mistura que se obteve, deitava-se sobre um tabuleiro com muita água. Colocámos uma folha branca no tabuleiro e ao retirarmos, reparámos que apareceram vários desenhos. Fizemos mais duas experiências: com uma vela escrevemos ou desenhamos por cima de uma folha branca. Depois, pincelamos com tintura de iodo e conseguimos ver o que um dos alunos desenhou. Por último fizemos uma experiência que foi uma simulação de um vulcão em erupção. Com o vinagre, sabão e mais um ingrediente fizemos uma explosão falsa parecida com a lava a sair do vulcão. Depois de realizadas as diferentes experiências, circulámos pela sala e observámos mais actividades relacionadas com as Ciências. Ivana Freitas Nº6, 6ºB


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Dia da Ciência 2010, o Grupo de teve Ciências dia da Ciência. No dia dia 15 15de deDezembro Dezembrodede 2010, a nossa umarealizou aula deo Ciências muito diferente. aula adecorada fazer várias experiências. primeira, fizemos A salaPassámos de Ciênciasa estava com cartazes e neles,Na existiam curiosidades e informações e esmagamos cientistas famosos. Nesse cores dia, até também a sala desenhos com asobre física,ciência em que giz de várias ficar em pó, funcionou como laboratório, onde fizemos experiências. Ficamos, durante algum depois juntámos óleo vegetal e misturámos tudo. Quando pusemos essa mistura tempo, a obtivemos fazer algumas coisas: fazer experiências, ler A informação e identificar na água, várias formas e vários desenhos. segunda chamava-se rochas. “Vulcão” e consistia em juntar bicabornato de sódio, uma especiaria (que lhe dava quatro experiências: na primeira experiência tínhamos que afiar a a cor, Fizemos e vinagre. Esta mistura fazia com que passado pouco tempo, houvesse uma base de uma vela até se parecer com um lápis e fazer algo com essa ponta no papel. reacção muito semelhante à de um vulcão em erupção. A terceira chamava-se De seguida, juntamos água e algumas gotas de tintura de iodo e espalhámos no “Escrita Nesta apareceu experiência, fazíamos um desenho qualquer com uma papel. O Invisível”. que desenhamos na folha. vela, depois pincelávamos tintura de iodo por cima da folha e conseguíamos ver o Na segunda experiência, colocámos bicarbonato de sódio com corante e que escrevemos. A última “Efeito Arco-íris”.dá-se Aqui, uma fizemos váriasque pintas vinagre num vulcão, um chamava-se molde. Desta combinação, reacção se num guardanapo comem marcadores parece com um vulcão erupção. e depois colocamos em água. Conseguimos observar que as experiência cores do arco-íris apareciam algum tempo. Além disso, Na terceira triturámos paus depassado giz em copos separados e juntamos vimos umcopo powerpoint falava sobre todos os ramos Ciência. em cada 10ml deque óleo. De seguida, deitámos tudoda num recipiente com água e mexemos. Posteriormente, colocámos uma folha de papel branco na solução. A folha Diogo Alves nº3 / 6ºA ficou colorida! Na quarta experiência, pintámos duas manchas num papel de filtro e depois deitámos água nas manchas. Esperamos que a tinta começasse a escorrer e observámos que apareceram outras cores. Este dia foi muito divertido! Laura Freitas,6ºC


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Dia da Ciência No dia 15 de Dezembro de 2010, a nossa teve uma aula de Ciências muito diferente. Passámos a aula a fazer várias experiências. Na primeira, fizemos desenhos com a física, em que esmagamos giz de várias cores até ficar em pó, depois juntámos óleo vegetal e misturámos tudo. Quando pusemos essa mistura na água, obtivemos várias formas e vários desenhos. A segunda chamava-se “Vulcão” e consistia em juntar bicabornato de sódio, uma especiaria (que lhe dava a cor, e vinagre. Esta mistura fazia com que passado pouco tempo, houvesse uma reacção muito semelhante à de um vulcão em erupção. A terceira chamava-se “Escrita Invisível”. Nesta experiência, fazíamos um desenho qualquer com uma vela, depois pincelávamos tintura de iodo por cima da folha e conseguíamos ver o que escrevemos. A última chamava-se “Efeito Arco-íris”. Aqui, fizemos várias pintas num guardanapo com marcadores e depois colocamos em água. Conseguimos observar que as cores do arco-íris apareciam passado algum tempo. Além disso, vimos um powerpoint que falava sobre todos os ramos da Ciência. Diogo Alves nº3 / 6ºA


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A Barraquinha da Amizade No dia da festa de encerramento do 1º Período, dia 17 de Dezembro, foi dinamizada uma actividade a que se chamou “Barraquinha da Amizade”. Esta actividade tinha como objectivo a venda de diversos objectos, peças de artesanato, e trabalhos manuais, cuja receita será encaminhada para um fim solidário. Para este efeito contou-se com uma colaboração acima do esperado dos Encarregados de Educação dos alunos do 2º e 3º Ciclos, que participaram quer através da entrega de objectos feitos pelos mesmos, quer através da compra de alguns artigos, dando, a maioria das vezes, um valor monetário acima do inicialmente estabelecido, que era meramente simbólico. Salienta-se ainda a colaboração do Clube Europeu, que também entregaram diversos materiais para vender na Barraquinha. Na “Barraquinha da Amizade” estavam a venda diversos trabalhos, como toalhas pintadas com a técnica do guardanapo, garrafas decorativas pintadas à mão, marcadores de livros, molduras, carteiras feitas de sacos de café, sabonetes decorativos, entre outros. Considero que esta actividade foi muito satisfatória, tendo resultado plenamente e cumprido o seu principal objectivo: a angariação de fundos para solidariedade, com a participação da comunidade educativa. Sara Ferreira


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Animação Itinerante Baú da Leitura

Entre os dias 10 e 14 de Janeiro, das 9 horas às 17.30 horas, esteve na nossa escola, no pátio à frente da escola a antiga carrinha Calouste Gulbenkian, que é atualmente dinamizada pelo Baú de Leitura, com a actividade Animação Itinerante. Contém livros, jogos didácticos e dois computadores. Este projecto visa concretizar a animação itinerante com potencialidades para divulgar, promover livros e conteúdos TIC, visando o aumento do conhecimento da Língua portuguesa, junto de alunos e população geral. E tem como objectivos específicos, convidar organismos extra-curriculares, nomeadamente, centros de dia, lares de 3ª idade, IPSS, bibliotecas públicas, museus ou casas da cultura a assistir/participar nas actividades de animação da leitura desenvolvidas pelas escolas integradas no projecto e permitir o fácil acesso a recursos de cariz cultural, por parte de toda a comunidade em geral. Durante estes dias desenvolveram-se actividades para a comunidade educativa, tais como: - Sessão de Leitura - Hora do conto - Pesquisa de informação - Leitura Expressiva - Escrita criativa - Jogos de leitura - Expressão Plástica - Dramatização - Construção de materiais lúdicos

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Animação Itinerante


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Actividade São Valentim Dia de São Valentim, também conhecido por Dia dos Namorados. Uma data que visa a comemoração da união amorosa entre casais. Tradicionalmente, neste dia (14 de Fevereiro em Portugal), os casais trocam entre si cartas amorosas e oferecem-se caixas de bombons em forma de coração. Para não fugir a tradição, decidiu-se comemorar na Escola esta data e foi colocada na Biblioteca da escola uma caixa de correio, personalizada. Desta forma, os apaixonados mais envergonhados puderam expressar os seus sentimentos pela pessoa amada, escrevendo uma declaração de amor. Os professores do Departamento de Línguas também não quiseram deixar passar este dia em claro. Decidiram então fazer uns corações muito lindos e coloridos, onde os alunos escreveram a suas mensagens, e cartas relacionadas com o amor e a amizade, que foram afixados no corredor em frente à Biblioteca. Os trabalhos dos alunos foram elaborados nas quatro línguas leccionadas: Alemão, Francês, Inglês e Português. Os alunos do 1º Ciclo e do Pré-escolar também colaboraram nesta actividade e contaram com a ajuda dos professores Aurora Sousa e Luís Quintal. O resultado de tudo isto foi uma cortina cheia de corações. Podíamos até dizer: Love is in the air.


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O RAPOSINHO


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Top de Leitores

1º Joana Neto — 3º Ano

2º Sofia Jardim 3º Ano

3º Ana Castro 5º B

4º Luís Pombo 6º A

5º Francisco França 6ºA

Colecções/Livros mais requisitadas: 1º Colecção Disney 2º Colecção Labirinto 3º Colecção Anita

Total de utilizadores:

Total de livros requisitados:

204 Utilizadores

319 Livros

Zélia Gonçalves


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O Retrato Uma vez mais os alunos do 3º Ciclo, revelam as suas capacidades na disciplina de Educação Visual. Este conjunto de trabalhos reflecte o trabalho desenvolvido ao longo de algumas aulas. Fazer um retrato é algo complexo, pois exige que o(a) seu(sua) autor(a) consiga interpretar os traços faciais que caracterizam o(a) modelo(a). A maior dificuldade revela-se a tentativa de captar a personalidade de quem está a ser representado(a). As pequenas características pessoais têm de ser captadas e representadas. É preciso esclarecer que um retrato pode ser considerado “perfeito” quando reconhecemos os traços faciais de imediato, mas captar a essência é o mote para a real qualidade de um trabalho do género. Professora Lurdes Ferro

José Paredes 9ºB

Andreia 9ºB

Paulo Gonçal-


ArteCool 23ª Edição

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Mário Luís 9ºB Cristiano 9ºB

Laura J.9ºB

José Paulo 9ºB Carlos 9ºB


ArteCool O RAPOSINHO

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Aula de TIC — 1º e 2º ano ARLETE AMORE

愛 Rui

Love Henriqueta Moita

LIEBE DIEGO

Sevmek Diogo

Любовь IGOR


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Aula de TIC — 1º e 2º ano

Rakastaa João

Amor Ruben

AYÁTTN LÉO

KARL ANDRÉ

LÁSKA

AMOUR

LUÍS FILIPE

PEDRO


Γράφος Página 18

O RAPOSINHO

Aula de Formação Cívica Durante as aulas de Formação Cívica, no 1º Período, a turma do 7ºA realizou uma actividade que teve como objectivo aferir a importância que o nome tem no desenvolver da identidade de cada um. Esta actividade advém do facto dos alunos utilizarem muito frequentemente alcunhas para chamarem os colegas, esquecendo-se, por vezes, do nome do colega e do contexto em que se encontram. Parte da actividade consistia em elaborem uns versos com o seu próprio nome, para depois lerem à turma e justificarem o que escreveram. Em seguida, através de uma breve pesquisa na internet, teriam de procurar o significado dos seus nomes. A actividade foi satisfatória, todos os alunos participaram e alguns demonstraram bastante criatividade. É pena que nem todos guardaram o trabalho, e por isso não é aqui mostrado. Sara Ferreira

Alexis bonitão, agarra a bola com a mão. Alexis Dantas, 7ºA

José Armando Jardim: sou bonito e todas as raparigas gostam de mim. José Armando Ladeira, 7ºA

O Diogo é uma boa companhia A Mariana gosta de cantar

Põe todos a rir

Rir e brincar,

Que parece

Sem nunca parar,

Uma cantoria.

E aos amigos gosta de animar. O Diogo quando Mariana Silva, 7ºA

Joga PC fica com os olhos arregalados Até parece um japonês! Sou a Liliana, Diogo Caldeira, 7ºA

Gosta muito de estar na cama, Quando vejo a Hannah Montana Depois como banana.

Moisés,

Liliana Nóbrega, 7ºA

É um grande fã De Rámses. Bárbara Lourenço, Moisés Freitas, 7ºA

Não gosta de se assoar A um lenço.

Jorge Macedo de Sousa,

Bárbara Lourenço, 7ºA

anda cá ver uma coisa! Jorge Sousa, 7ºA


Γράφος Página 19

23ª Edição

Eu sou Johnny pedrada,

Mc pimpolho,

vou caindo pela estrada.

O Duarte entra, E toda a gente,

Sou o Johnny pestana,

Assenta.

vou daqui até Santana… Venho da Maloeira, Eu sou Johnny de triciclo,

Venho de “bazicla”,

vou a pedalar para o terceiro ciclo.

Não corro,

Johnny Henrique, 7ºA

Porque não tenho pica. Duarte Gonçalves, 7ºA

Significado dos Nomes: Duarte: Variante de “Edward”. Guardião próspero. Diogo: Origem latim, significa instruído e indica uma pessoa dotada de forte magnetismo e muita capacidade de liderança. Quem tem esse nome, em geral, se revela um ser humano preocupado com o bem-estar colectivo. Liliana: Do inglês Lilian, que significa pura, inocente. Variantes:Liliane, Liliam, Liliosa. É dotada de um temperamento impulsivo, que não cede diante de nenhum tipo de pressão. Luta para alcançar suas metas. Investe sempre com sabedoria e precaução. Mariana: Aglutinação de Maria e Ana. Ver esses nomes. Indica inteireza de ânimo e espírito aberto e próprio de pessoas que amam a sua profissão e os seus afazeres. Preocupam -se com os demais na medida em que deles necessitam e, em geral, são pessoas receptivas. Bárbara: Significa estrangeira e se associa a uma pessoa original, que está sempre em busca de novidades. Por isso, quando sente que suas tarefas estão ficando rotineiras, trata logo de mudar de actividade. Criativa, pode fazer sucesso nas artes ou na literatura, mas não se preocupa muito em ganhar dinheiro com isso. Jorge: Significa agricultor e indica um homem determinado e seguro de si. Pode ser um pouco arrogante e impetuoso, mas sempre respeita os limites das pessoas à sua volta. Palavra usada na antiguidade para designar os que não pertenciam ao império greco-romano". Moisés: Do hebraico: "o que foi salvo pelas águas".


Γράφος Página 20

O RAPOSINHO

Às vezes tu morrias nos meus olhos

Às vezes tu morrias nos meus olhos E eu desmaiava Desmaiava, Porque estava ao teu lado Todos os dias eram finos. Mas isso era a tua vida do dia-a-dia. Era no meu tempo em que teu amor baia junto do meu coração Éramos um coração em pensamento Hoje, os dias são apenas dias E é muito pouco tempo Um dia como todos os outros. Já gastámos a nossa vida Quando agora quero encontrar-te Já não te procuro E há o silêncio… Escuto o silêncio…

Francisco Gouveia 8B


Γράφος 23ª Edição

Página 21

Às vezes tu dizias: os teus lábios são escorpiões Às vezes tu dizias: os teus lábios são escorpiões vermelhos! E eu acreditava Acreditava, Porque ao teu lado Todas as coisas eram impossíveis Mas isso era o tempo de Júlio César Era no tempo em que teu corpo era um universo Era no tempo que os teus lábios Eram realmente escorpiões vermelhos Agora são apenas os teus lábios Não é muito, mas é verdade Uns lábios como todos os outros Já gastámos os adjectivos Quando agora digo: meu diabinho Já não se passa absolutamente nada: E, no entanto, antes dos adjectivos gastos, Tenho a certeza De que todas as coisas estremeciam Só de sussurrar os teus defeitos No barulho do teu coração Não temos já nada para oferecer Fora de ti Não há nada que me peça ouro O futuro é inútil como uma professora de língua portuguesa E já te disse: os adjectivos estão gastos Adeus José Daniel Correia Jardim 8ºB Nº9


Γράφος Página 22

O RAPOSINHO

No mundo incerto encontra-se o infiel silêncio, Pois as mil cores destinaram A minha morte. A magenta traição cobriu-se Encontrar a paixão agora É impossível pois agora ela está Imersa, ausente, sem cor Como estivesse debaixo de água No profundo silêncio. Só encontro o azul profundo Do mar, não encontro o mapa Para o caminho do brilho do sol. Mas quando o encontrar Sei que estará alguém Para me levar.

Filipe jardim 8B


Γράφος 23ª Edição

Página 23

Mar infiel

Mar infiel Como a morte da paixão Como os mudos ausentes Mar infiel Cúmplice de traição Mar fiel Como mil cores silenciosas Amarelo, azul e magenta Como formas incertas Mar fiel Mar infiel e fiel Como um imenso mapa de traição Mar infiel e fiel de morte de paixão Como um mar imerso no azul

José Daniel Correia Jardim 8ºB


Γράφος O RAPOSINHO

Página 24

Paixão imersa Incerto mar que é infiel Nas vagas azuis Silenciosas como o mel Ausente estais lá Meu barco naufragado Paixão que se afundou Como cúmplice amargurado Fiel foi a vida, imersa distante Mil cores sobrevoaram o céu belo e mirante Agora és mudo, agora és imensidão Traído pelas ondas, traído por teu Lar Teu mapa foi curto, teu mapa foi concretizado És a magenta e o amarelo O ar e o luar És paixão de uma vida Levada pelo mar.

Valter 8B


Γράφος Página 25

23ª Edição

Às vezes tu dizias os teus lábios. São rosas. Às vezes tu dizias os teus lábios. São rosas. E eu acreditava, Acreditava, Porque ao teu lado Todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era tempo das mentiras Era no tempo que teu rosto era um labirinto Era no tempo que os teus lábios Não eram realmente rosas Hoje são apenas os teus lábios É pouco mas é verdade. Uns lábios como todos os outros.

Já gastámos as palavras e olhares. Quando agora digo: meu amor, Já não se passa absolutamente nada E, no entanto, antes das palavras gastas, Tenho a certeza De que todas as coisas floriam Só de te beijar No silêncio de um olhar. Não temos já nada para dar. Dentro de ti Não há nada que me fascine. O presente é inútil como um papel amarrotado. E já te disse, tudo acabou. Adeus.

Tatiana Oliveira 8ºB

Nº19


Γράφος Página 26

O RAPOSINHO

Às vezes tu dizias, teus lábios são duas maçãs

Às vezes tu dizias, teus lábios são duas maçãs E eu acreditava Imaginava-os assim Pois a teu lado Tudo era possível e real. Mas isso era no tempo dos segredos No tempo em que teus lábios Eram encarnados Eram realmente duas maçãs Agora, são apenas pedaço de carne pintada Apenas isso, tão pouco, mas real Uns lábios como qualquer outro

Já gastamos os olhares E quando te digo: amo-te Meu coração diz-me: Já não te quero E, simultaneamente, todo meu ser relembra A beleza do teu rosto De ti retirada Já não temos nada Dentro de mim, és o passado Um passado inabitado Um passado desejado Inútil, que nem um pedaço de papel amarrotado Os olhares já se cansaram E agora te digo: Adeus

Valter Fernandes 8ºB


LudoTime 23ª Edição

Página 27

”O Número Extra do Bilhete de Identidade ”

Em Portugal, os Bilhetes de Identidade possuem um misterioso número extra que normalmente não serve para nada. Costuma dizer-se que este é número de pessoas com o mesmo nome do dono do cartão. Mas será isto verdade?

O número extra é um algarismo de controlo de erros. Para um número típico: abcdefg h em que h é o algarismo extra é válida a seguinte condição:

8  a  7  b  6  c  5  d  4  e  3 f  2  g  1 h  múltiplo de 11 No caso do número 9383310 - 5b teríamos:

8  9  7  3  6  8  5  3  4  3  3 1  2  0  1 5  176 Conclui-se que 176 é múltiplo de 11 e assim sendo, o número do Bilhete de Identidade é válido.

Verifique se o seu Bilhete de Identidade é válido.

Prof. Sónia Bastos


LudoTime Página 28

O RAPOSINHO

A Matemática e o S. Valentim — Poesia Matemática

Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo rectangular, seios esferóides. Fez de sua uma vida paralela à dela até que se encontraram no infinito. "Quem és tu?", indagou ele em ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me de Hipotenusa." E de falarem descobriram que eram (o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão rectas, curvas e círculos nos jardins da quarta dimensão. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.

E enfim resolveram se casar constituir um lar, mais que um lar, um perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissectriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal monotonia. Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum frequentador de círculos concêntricos, viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade. Era o triângulo, tanto chamado amoroso. Desse problema ela era uma fracção, a mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade como aliás em qualquer sociedade. Millôr Fernandes Prof. Sónia Bastos


LudoTime 23ª Edição

Página 29

Aprende, Brincando…

1.Completa o crucigrama. 1.

Saída do ar dos pulmões

2.

Gás combustível indispensável à libertação de energia nas células.

3.

Órgão formado por anéis incompletos.

4.

Ramificações da traqueia.

5.

Órgãos respiratórios dos peixes.

6.

Os peixes retiram dela o oxigénio necessário à sua respiração.

7.

Cavidade do corpo humano onde estão alojados os pulmões.

8.

Entrada de ar nos pulmões.

9.

Órgãos esponjosos e elásticos situados na cavidade torácica.

10. Local onde ocorre a hematose pulmonar. 11. Membrana que protege os pulmões. 12. Troca gasosa que se dá nos alvéolos pulmonares.


LudoTime Página 30

O RAPOSINHO

Menu Matemático Não deixe que a inteligência desfaleça, nutra matematicamente a sua capacidade para encontrar soluções. Este menu apresenta uma série de sugestões para alimentar a capacidade de raciocínio, enriquecer o intelecto e nutrir a curiosidade, tudo com um sabor de divertimento e alegria. Desde as entradas às sobremesas, passando pelos pratos principais, delicie-se e

deixe-se

contagiar

pelas

emoções

de

uma

viagem

matemática.

Pode experimentar o que quiser. Aqui, o perigo de indigestões não existe. É até fartar,

sem

medo

do

colesterol

ou

do

excesso

Bom apetite!

Carta Entradas - Quantas fatias consegues cortar de um pão inteiro? - Na sequência de números 1, 2, 2, 3, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 5, 5, 5,... o que acontece é que cada um dos números naturais vai aparecer tantas vezes quantas o seu valor numérico. Qual é o número natural que se encontrará na posição 101ª, nesta sequência?

-Quantos números de dois algarismos podemos encontrar que tenham o algarismo das dezenas maior que o algarismo das unidades?

Pratos Principais Sardinha grelhada - Se um pescador e meio pesca uma sardinha e meia em hora e meia, quantas sardinhas pescará em 6 horas?

de

açúcar.


LudoTime 23ª Edição

Página 31


LudoTime Página 32

O RAPOSINHO

Lulas à Romana (Torne estas igualdades possíveis)

Secretos de porco (Com os sinais + e -, torne as afirmações verdadeiras) 5

5

5

1 5

2 5

5

6

5

5 = 10

3 4=4 5 5 5=0 7 8 = 12

Sobremesa Crescente de Números (Coloque por ordem crescente os seguintes números) 990909

900999

990099

900909

909009

Decrescente de números (Coloque por ordem decrescente os seguintes números) 2,101

2,9

2,09

2,11

2,909

2,019

2,001 Prof. Sónia Bastos


LudoTime 23ª Edição

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O MITO O mito constituía nos tempos antigos a base para a explicação dos fenómenos naturais. Com o passar do tempo e o desenvolvimento do pensamento racional é notória a sua dessacralização. Todo e qualquer fenómeno estranho ao ser humano passa a ser teorizado e explicado segundo uma análise crítica e empírica. Consequentemente o mito quase desaparece, mantendo-se num posto secundário enquanto realidade imanente ao espírito humano. Mas nos tempos que correm, o mito e a sua respectiva aplicação sofrem nova metamorfose. De ser praticamente nulo evolui para uma entidade generalizadora, matizadora de aspectos vários da sociedade em geral (como a beleza, o sucesso, a riqueza, a fama). Adquire de forma coadjuvante um nível de escala comparativa de eventos e factos, por vezes epocalmente longínquos. Dito de outro modo, torna-se algo banal. Vivemos actualmente numa sociedade cuja vitalidade económica advém em grande parte da conjugação dos factores tecnologia e racionalidade. O constante desenvolvimento de técnicas promotoras de melhorias económicas e sociais tem fomentado um laborioso estudo quer da problemática do mito quer dos seus reflexos na psique individual e colectiva, por antropólogos, filósofos, psicólogos e escritores. Ao mesmo tempo que procura perceber qual o seu lugar no universo, o homem tenta percepcionar qual a entidade ou as entidades que contribuíram e contribuem para a sua evolução contínua. Por outro lado, ao generalizar o conceito de mitos a aspectos mais ou menos descontínuos ou de importância relativa, o homem contemporâneo acaba por procurar no estudo do passado as bases para uma compreensão do que erradamente faz no presente, tendo sempre em vista um futuro mais próspero e equilibrado para cada um e para todos. Ao mesmo tempo contribui para o surgimento de modas, tendenciosamente desagregadoras da entidade nacional colectiva Enquanto no passado os homens se serviam das modas como meio de transmissão de uma imagem ou de uma ideia relativa a problemas sociais, actualmente estas reflectem uma perda gradativa da capacidade individual de criação. Como as massas podem aceder a produtos e ideias até então apenas ao alcance de grupos restritos, cai-se por vezes, num círculo competitivo vicioso. Por exemplo, quando alguém procura adquirir uma novidade do mercado, tem em vista o granjear de fama e de respeito. Todavia, como raramente alguém quer ficar em posição de subalternidade, desencadeiam-se conflitos que em muitos casos representam a busca do mito da fama. Neste sentido, os traços imanentes a cada indivíduo e a cada sociedade revelam algo pontual em detrimento de uma ideia objectiva. Contribuem igualmente para uma compreensão do mundo, independentemente do seu carácter racional, negativo ou crítico. Cada um procura desmistificar ou desmitologizar aquilo que o rodeia, mesmo podendo ou não destruir os frutos de outrem. Esta ideia foi a base constitutiva do espírito de missão adjacente a certas sociedades identificadas com ideais ecuménicos. A título de exemplo, os colonizadores europeus, ao imporem as suas crenças, achavam que cumpriam uma missão divina de destruição de velhas tradições e de velhos mitos, considerados pagãos. Substituíam-nos por elementos artificiais e incompreensíveis para os povos colonizados, ou desenvolviam um decalque do que pretendiam anular, atribuindo-lhe um suposto carácter inovador. Todos estes factos contribuíram para uma crescente decadência da religião coadjuvada por um processo de questionamento dos valores tradicionais. Os milagres e as crenças foram aos poucos substituídos por factos provados pela ciência. A fé, durante muito tempo ponto central da vida em sociedade do homem, vai-se aos poucos convertendo num refúgio. Em conjunto com o mito muito contribui para a formulação de uma ideia de segurança, fornecendo ao homem enquanto ser humano uma escala de valores pelas quais se rege nos mais diversos actos vivenciais, a qual lhe permite de igual modo integrar-se quer numa comunidade específica, quer no universo humano em geral.

Pedro Oliveira


RAPOSINHO 23