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PORTFOLIO Raphael Pacanowski • Designer Gráfico e Estratégico

Rua Senador Vergueiro, 146 / 301 • Flamengo • Rio de Janeiro – RJ (21) 9519-8918 • 3826-0882 • raphapacadg@gmail.com


Projetos Editoriais

Catálogo Cláudio Tozzi Conceito: Projetar um pequeno catálogo-livro que narra um pouco da história do artista e apresentar algumas de suas obras de arte participação: Diagramação e assistência de design para projeto gráfico de capa e miolo de autoria de Walney de Almeida (produzido na ô de casa produção editorial, no primeiro semestre de 2008)

32 páginas

PINTURAS E OBJETOS

18 junho a 15 de agosto de 2008

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PINTURAS

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CRONOLOGIA

Tozzi se enquadra numa linha das mais ilustres da arte brasileira, que é da arte construtivista, a que também alimenta, no fundo, grande parte da melhor criação de toda a América Latina. Olívio Tavares de Araújo 1 EM CONVERSA, 1967 LIQUITEX SOBRE DURATEX, 120 X 120 CM

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PINTURAS

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2 BANDEIRA GUEVARA, 1968

HELIO OITICICA E A BANDEIRA GUEVARA, 1968

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SERIGRAFIA E TINTA ACRÍLICA SOBRE TECIDO COLADO EM MADEIRA, 76 X 76 CM

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Catálogo Gonçalo Ivo Conceito: Projetar um catálogo para a exposição do artista, apresentando de forma breve a cronologia da vida do artista e a relação de obras expostas no evento participação: Diagramação e assistência de design para projeto gráfico de capa e miolo de autoria de Walney de Almeida (produzido na ô de casa produção editorial, no segundo semestre de 2008)

36 páginas

MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES Avenida Rio Branco 199 - Centro 20040-008 Rio de Janeiro, RJ Telefone: (21) 2240.0068 Período da exposição de 23 de julho a 7 de setembro de 2008, de terça a sexta-feira das 10h às 18h, aos sábados, domingos e feriados das 12h às 17h

Apoio:

Realização:

www.goncaloivo.com.br

CAPA: ATELIÊ DO ARTISTA, TERESÓPOLIS, RJ, 2008 FOTO: ANDRÉ ARRUDA

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PINTURAS E OBJETOS

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PINTURAS E OBJETOS

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APRESENTAÇÃO MÔNICA F. BRAUNSCHWEIGER XEXÉO DIRETORA DO MNBA/IPHAN/MinC

A exposição A cor-espaço de Gonçalo Ivo traduz o longo caminho percorrido pelo Museu Nacional de Belas Artes na solidicação da tradição histórica e erudita das artes plásticas e rearma o papel da instituição na construção e na custódia da arte contemporânea. Conheci Gonçalo Ivo, em 2004, por intermédio de Paulo Herkenhoff, então diretor do Museu Nacional de Belas Artes. Naquele momento, Gonçalo Ivo estava chegando ao Brasil e iniciando um diálogo com o Museu Nacional de Belas Artes para a organização de uma exposição. Gonçalo é um destes raros artistas cuja investigação dos materiais e pigmentos faz parte de seu receituário obrigatório quando da elaboração de uma obra. Possui uma intensa ligação com a natureza e este convívio proporciona desdobramentos poéticos em suas pinturas, desenhos e objetos. Cria matizes e formas únicas, singulares de seu fazer artístico que permitem uma riqueza de possibilidades visuais, uma sinfonia de cores e elementos. Esses vetores, aliados a uma reexão premeditada, dialogam com lembranças e memórias da infância, com rigor próprio, com questionamentos instigantes. Possui uma disciplina invejável. Trabalha intensamente – dia e noite – nos seus ateliês no Brasil e na França, onde radicou-se. Cria espaços a partir da cor, numa profusão luminosa. Esta exposição, com curadoria de Fernando Cocchiarale traduz a sensibilidade da obra de

FERNANDO COCCHIARALE

Gonçalo Ivo e apresenta ao público um dos mais expressivos artistas de sua geração.

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CURADOR

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1. Os auentes - Tissu d´Afrique, 2003 óleo sobre tela, 120 x 580 cm

1980 Galeria Rodrigo de Melo Franco, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ

2. Tissu d’Afrique, 2006

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

coleção Dan Galeria, São Paulo, SP

1982 Galeria Divulgação e Pesquisa, Rio de Janeiro, RJ

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

1985 Artespaço Escritório de Arte, Rio de Janeiro, RJ Galeria Arco, São Paulo, SP

4. Tissu d´Afrique, 2007

óleo sobre tela, 250 x 550 cm

1986 Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, RJ Galeria Arte e Pesquisa, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES Capela Santa Luzia, Vitória, ES Galeria Usina, Vitoria, ES

5. Tissu d´Afrique, 2007

óleo sobre tela, 260 x 580 cm

1987 Galeria do Centro Empresarial, Rio de Janeiro, RJ Galeria Arco, São Paulo, SP

TISSU D’AFRIQUE, 2007

6. Tissu d´Afrique, 2007

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

1989 Galeria Saramenha, Rio de Janeiro, RJ

1967 Aos nove anos viaja com seus pais a Barbacena, onde o pintor Emeric Marcier (19161990) executa um retrato de seu pai. “Não sei se é lembrança ou apenas fruto da minha imaginação, mas vejo a gura de Emeric Marcier alimentando a lareira com gravetos de eucalipto no ambiente franciscano do seu ateliê. Fiquei muito impressionado com um crânio que meu pai segurava ao posar, e com o resultado sombrio que o retrato adquiriu.”

7. Tissu d´Afrique, 2007

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

1990 Galeria Saramenha, Rio de Janeiro, RJ Artespaço Escritório de Arte, Rio de Janeiro, RJ

8. Tissu d´Afrique, 2008

1994 Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, RJ Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP Dan Galeria, São Paulo, SP

Esse retrato de Lêdo Ivo por Emeric Marcier pertence hoje ao acervo da Academia Brasileira de Letras.

óleo sobre tela, 200 x 400 cm 9. Objeto, 2003

têmpera sobre madeira, 28 x 16 x 6,5 cm

1997 Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ Dan Galeria, São Paulo, SP

1970 Leda e Lêdo adquirem uma fazendola no alto da Serra dos Órgãos, na estrada que liga Teresópolis a Friburgo. No verão seguinte, durante as férias escolares, Gonçalo instala, num velho galpão de ferramentas, seu primeiro ateliê. Desenha muito e ouve música, sua outra paixão. O resultado deste trabalho é mostrado ao pintor e poeta José Paulo Moreira da Fonseca (1922-2004). “Meu pai me deixou uma tarde no ateliê do José Paulo. Levei os desenhos que havia produzido no verão anterior. Ele achou que era hora da iniciação na pintura a óleo. Estabeleci uma ótima relação de amizade com José Paulo. Foi ele quem me introduziu no mundo da pintura a óleo ao me presentear com um estojo de tintas prossionais Le Franc, vidros de terebentina, óleo de linhaça e uma espátula que ainda hoje utilizo no ateliê de Teresópolis. Havia ainda entre nós uma outra anidade ï a música. José Paulo, como eu, apreciava Mahler (1860-1911), Bach (1685-1750), etc. Era um prazer visitar seu ateliê no nal do Leblon e sentir o cheiro da tinta a óleo já no corredor...”

10. Objeto, 2004

1998 Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, RJ

têmpera sobre madeira, 23,5 x 18 x 6 cm

1999 Galerie Flak, Paris, França Anita Schwartz Galeria, Rio de Janeiro, RJ

11. Objeto, 2004

têmpera sobre madeira, 30 x 15 x 9,5 cm

2000 Dan Galeria, São Paulo, SP

2002 Venice Design Art Gallery, Veneza, Itália

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16. Objeto, 2005

29. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 30 x 20 x 8 cm 30. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 32,5 x 19 x 6 cm

têmpera sobre madeira, 26 x 14 x 14 cm

17. Objeto, 2005

31. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 32 x 18 x 6,5 cm 18. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 30 x 15 x 13 cm 19. Objeto, 2006

têmpera e folha de cobre sobre madeira, 25 x 14 x 7 cm

32. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 50 x 15 x 15 cm

têmpera sobre madeira, 30 x 16 x 13 cm

33. Objeto, 2006

20. Objeto, 2006

36 x 14,3 x 15 cm

têmpera sobre madeira, 30 x 16 x 10 cm

têmpera e calcinação sobre madeira, coleção particular, São Paulo, SP

21. Objeto, 2006

34. Objeto 2006

22. Objeto, 2005

coleção particular, São Paulo, SP

têmpera sobre madeira, 30 x 14 x 9,5 cm

têmpera sobre madeira, 29,5 x 19 x 6 cm 23. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 32 x 18 x 6 cm 24. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 32 x 18 x 6 cm 25. Objeto, 2006

têmpera sobre madeira, 23 x 17 x 6 cm 26. Objeto, 2006

têmpera e calcinação sobre madeira, 17,5 x 11 x 5 cm

35. Objeto, 2006

têmpera e calcinação sobre madeira, 120 x 30,8 x 27 cm 36. Objeto, 2006

têmpera e calcinação sobre madeira, 30 x 12 x 6,5 cm

37. Objeto, 2007

têmpera sobre madeira, 39 x 21 x 6 cm 38. Objeto, 2007

13. Objeto, 2004

27. Objeto, 2006

39. Objeto, 2007

14. Objeto, 2005

28. Objeto, 2006

40. Objeto, 2007

têmpera sobre madeira, 17 x 12 x 5 cm

2003-2005 Instituto Moreira Salles: São Paulo, SP, Rio de Janeiro, RJ, Belo Horizonte e Poços Caldas, MG, Porto Alegre, RS.

têmpera sobre madeira, 65 x 12 x 55 cm

têmpera e calcinação sobre madeira,

têmpera sobre madeira, 26 x 10 x 3 cm

2003 Galerie Flak, Paris, França Venice Design Art Gallery, Veneza, Itália

15. Objeto, 2005

12. Objeto, 2004

têmpera sobre madeira, 32 x 18 x 6 cm

2001 Galerie Flak, Paris, França

1973 Na sua adolescência passa a frequentar o ateliê de vários artistas. Augusto Rodrigues (1913-1993), Abelardo Zaluar (1924-1987), Iberê Camargo (1914-1994), etc. “Foi Iberê Camargo o primeiro a me dar uma aula de desenho de observação. Costumava arrumar alguns objetos (potes, tubos, pincéis) sobre a mesa e desenháva-os. Fico imaginando o privilégio que tive ao frequentar o ateliê do Iberê e de tantos outros. Provavelmente foi

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3. Tissu d´Afrique, 2007

1983 Galeria Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ

Estabelece seus primeiros contatos com a pintura através da coleção de seus pais e da relação que estes têm com o meio intelectual da época. Em sua infância e juventude, Gonçalo conhece guras como João Cabral de Melo Neto (1920-1999), Marques Rebelo (1907-1973), Rubem Braga (1913-1990), Manuel Bandeira (1886-1968), entre outros. Freqüenta também as redações dos jornais em que seu pai trabalha, Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa.

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PINTURAS E OBJETOS

RELAÇÃO DE OBRAS

INDIVIDUAIS

1958 Gonçalo Ivo nasce em 15 de agosto na cidade do Rio de Janeiro, lho do poeta Lêdo Ivo (1924) e da professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004). É o irmão temporão de Patrícia e Maria da Graça.

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EXPOSIÇÕES

CRONOLOGIA

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23 x 16 x 5 cm

têmpera sobre madeira, 30 x 13 x 10 cm

têmpera sobre madeira, 32 x 18 x 6 cm

têmpera sobre madeira, 29,5 x 16 x 10 cm

têmpera sobre madeira, 38 x 16 x 7 cm

têmpera sobre madeira, 28 x 15 x 6 cm

TISSU D’AFRIQUE, 2007

óleo sobre tela, 200 x 400 cm

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Projetos Editoriais

Livro Gonçalo Ivo Conceito: Projetar um livro trilíngue contendo a biografia do artista e apresentando as obras de arte participação: Diagramação e assistência de design para projeto gráfico de capa e miolo de autoria de Walney de Almeida (produzido na ô de casa produção editorial, no primeiro semestre de 2008)

FERNANDO COCCHIARALE

404 páginas

FERNANDO COCCHIARALE

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Versão completa da CAPA DURA com formato nal de 20.3 x 26 cm

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NO APARTAMENTO DOS PAIS, EM BOTAFOGO E UM

GONÇALO NO ATELIÊ, TERESÓPOLIS, RJ, 1980-1981

TRABALHO DE PASTEL SOBRE PAPEL, 1978

1978

GONÇALO NO COLO DE SUA

Participa do 1º Salão Nacional de Artes Plásticas no prédio do Ministério da Educação

BABÁ; NA PAREDE, UMA OBRA DE MILTON DACOSTA, C. 1960

e Cultura − MEC no centro do Rio de Janeiro. No ano seguinte é selecionado para a

1958

IV Exposição Brasil-Japão. É uma exposição itinerante pelas cidades de Tóquio, Kioto,

Nasce em 15 de agosto na cidade do Rio de Janeiro, filho do poeta Lêdo Ivo (1924) e da

Atami e no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004). É o irmão temporão

1980

de Patrícia e Maria da Graça.

No verão de 1980 viaja para a cidade do Recife. Lá começa a pintar com aquarela.

FERNANDO COCCHIARALE

Estabelece seus primeiros contatos com a pintura através da coleção de seus pais e da

“Minhas primeiras aquarelas datam do verão de 1980. Foram pintadas na cidade do

relação que estes têm com o meio intelectual da época. Em sua infância e juventude,

Recife e são trabalhos figurativos. Eu ia para o Horto Municipal desenhar. As imagens

Gonçalo conhece figuras como João Cabral de Melo Neto (1920-1999), Marques

surgiam povoadas de casas rosas de subúrbio, telhados com platibandas “em borboleta”,

Rebelo (1907-1973), Rubem Braga (1913-1990), Manuel Bandeira (1886-1968),

galpões e usinas de cana-de-açúcar soltos no meio das plantações e coqueirais. Em

entre outros. Freqüenta também as redações dos jornais em que seu pai trabalha,

julho deste mesmo ano, no sítio São João em Vargem Grande, Teresópolis, passei a

Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa.

desenhar e aquarelar diretamente da natureza. Saía com a minha caixinha de aquarelas e ia registrando a paisagem rural da borda da Serra dos Órgãos. Foi um amigo de

1967

adolescência, Ricardo Van Steen, quem me sugeriu que fizesse uso desta técnica. Ricardo,

Aos nove anos viaja com seus pais a Barbacena, onde o pintor Emeric Marcier (1916-1990)

um aquarelista e desenhista extraordinário – foi aluno de Marcelo Grassman (1925) e

executa um retrato de seu pai. “Não sei se é lembrança ou apenas fruto da minha imaginação,

de Wesley Duke Lee (1931) – olhava o mundo de uma maneira próxima à minha. Ambos

mas vejo a figura de Emeric Marcier alimentando a lareira com gravetos de eucalipto no

éramos influenciados pela pintura de Edward Hopper (1882-1967).”

ambiente franciscano do seu ateliê. Fiquei muito impressionado com um crânio que meu pai segurava ao posar, e com o resultado sombrio que o retrato adquiriu.”

Participa do IV Salão Carioca de Arte.

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ENTREVISTAS

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Meios puramente pictóricos: a fórmula nos traz de volta a Klee, ponto de partida na trajetória de paradigmas concebida para destrinchar os alicerces de Gonçalo Ivo. Ao mesmo tempo, ele nos incita a convocar um terceiro e último exemplo de coluna-mestra,

ENCONTRO ENTRE GONÇALO IVO E LUCIANO FIGUEIREDO

a da pintura de Maria Helena Vieira da Silva. De Klee até ela, o arsenal de afinidades em

Paris, 19 e 20 de novembro de 2007

DENISE IVO, SANTA TERESA, RIO DE JANEIRO, 1986

que o nosso artista encontra substância oferece como nutridores de base as proteínas da

Por muito gostar de conversar com artistas e admirar o trabalho de Gonçalo Ivo, é que aceitei a idéia de Fernando Cocchiarale para gravar uma conversa entre nós.

arquitetura e as vitaminas da música. Em Vieira da Silva, o edifício tem um indefectível

Assim, durante nosso encontro em sua casa em Paris entre 19 e 20 de novembro de 2007, com o desejo sincero de ouvir e sobretudo, buscando a boa interlocução, abordamos questões da arte, da pintura, nossas preferências e aspectos de nossa formação e como trajetória de artistas de gerações diferentes.

se escuto ou se vejo”, diz ela. O fato é que a multidão de quadrados, retângulos e losangos,

Muitas horas de conversa gravada em paciente trabalho de transcrição de Denise Ivo, permitiram-nos em seguida continuar, eu em Nice e ele em Paris ( por e-mails e telefone) durante todo o último inverno, mais avaliar e extrair de nossas vivências o que poderá interessar ao leitor de nosso diálogo que privilegiou afinidades, diferenças e situações da arte que amamos e que podemos sempre discutir.

pródigo e prodigioso da pele de quem as contempla.

aspecto de labirinto, por onde passam as sonoridades oscilantes da poesia. “Não sei bem eternos personagens em trânsito, deformados pela sístole e a diástole que dinamiza cada uma de suas telas, dá a estas a condição de entidades capazes de atingir a alma pelo filtro

Sem dúvida, a pintura de Gonçalo Ivo é menos intimista, mística ou patética do que em

Mondrian (1872-1944), Robert Schumann (1810-1856), Erik Satie (1866-1925),

geral se mostra a de Vieira da Silva. Os recursos de que ele se serve para encadear os ritmos e

passam recados conscientemente filtrados nas brechas do que nos propõe este jovem

estender as cores se dirigem mais rumo ao tom de infância e de festa que habita naturalmente

artista maduro. Seu rosto, no fim do catálogo, tem a doçura e determinação dos estigmatizados. E um brilho no olho que parece dizer: eu vejo, por isso canto. Recomendo especialmente esta exposição.”

a produção de Klee. Vieira da Silva tem afeição pelos velamentos, os túneis, as cinzas e as

LUCIANO FIGUEIREDO | GONÇALO, SÓ RECENTEMENTE LI SUA ENTREVISTA COM O POETA ANTONIO FERNANDO DE FRANCESCHI, PUBLICADA NO CATÁLOGO DE SUA EXPOSIÇÃO NO

vésperas da noite: Gonçalo Ivo, mais conforme ao rastro de Klee, é um semeador do dia, do sol, das estações em que luz e calor se aliam. Do prazer, enfim. Mas nele, como nos espelhos

INSTITUTO MOREIRA SALLES. FIQUEI MUITO BEM IMPRESSIONADO COM A MANEIRA PELA QUAL

1987

de que tira exemplos, esse prazer está necessariamente infiltrado de pudor. Porque sabe

ELE SE RELACIONOU COM A SUA PINTURA E TAMBÉM COM O RESULTADO DO DIÁLOGO, QUE ME

Participa das seguintes exposições coletivas: “O rosto e a obra”, galeria do IBEU, Rio de Janeiro, National Watercolor Society, 66th Annual Exhibition (travelling exhibition), Estados Unidos.

Rio, Rio de Janeiro (pinturas, objetos, aquarelas e desenhos), coordenada na época por Ronaldo do Rego Macedo e Ascânio MMM, e Galeria Arco, São Paulo (objetos e aquarelas).

Tudo isso se condensa em duas das séries que ele produziu em 1989: as das Florestas

É MUITO RARO VER ESSE TIPO DE ATITUDE SINCERA, QUE VAI DIRETO ÀS QUESTÕES DO TRABALHO DE UM ARTISTA.

Faz duas exposições individuais simultâneas: galeria de arte do Centro Empresarial

que, na estratégia da arte, mostrar não faz o menor sentido sem logo esconder.

PARECEU BASTANTE RICO.

(lembrando-nos às vezes as florestas finais de Lasar Segall) e as das Barreiras. Em ambas,

PARA MIM, A INTERLOCUÇÃO QUE PODE EXISTIR ENTRE UM ARTISTA E AQUELES

ainda que de maneira claramente mais desenfreada na segunda, a linha acende farrapos

QUE REFLETEM SOBRE O QUE ELE FAZ, E COMO FAZ, É UM TERRENO QUE PERDEU MUITO EM

de atalhos que levam ao labirinto e a cor fornece os marcos de referência para não se

DELICADEZA E ADQUIRIU UMA CONDIÇÃO ESTRANHA. OBSERVAMOS UMA ESPÉCIE DE DESCOMPASSO NOS PAPÉIS DESSA RELAÇÃO MUITO ANTIGA.

perder – ou, quem sabe, mais maravilhadamente, se perder? – no caminho. Ponto a

ENQUANTO CRÍTICOS ATRIBUEM A SI PRÓPRIOS UM

ponto, traço a traço, mancha a mancha, avançando e recuando, acatamos aqui o conluio

PAPEL MUITO PRETENSIOSO ACERCA DA CONTRIBUIÇÃO E DA REFLEXÃO SOBRE AS QUESTÕES DA

de Sísifo e de Penélope, peças fundadoras no carro da aventura humana, que é um gráfico

ARTE, MUITOS ARTISTAS SE TORNARAM DEPENDENTES E TÊM OBEDECIDO AOS DIVERSOS “SISTEMAS

de subidas e descidas incessantes, de enredos armados em pena para serem em seguida

DE ARTE” CRIADOS POR HISTORIADORES, INSTITUIÇÕES, CURADORES E O MERCADO.

desarmados. Cruzamentos, murmúrios das coisas e das gentes, veios e veias da vida: eis,

Adquire um apartamento na rua Almirante Alexandrino em Santa Teresa que também lhe serve de ateliê. Deixa de lado as atividades didáticas e o trabalho burocrático da

Gonçalo Ivo | De fato, o encontro com o Fernando De Franceschi foi muito produtivo.

Funarte e passa a viver exclusivamente de seu trabalho como pintor. Mora a maior

Jamais me havia exposto dessa forma e ninguém havia se debruçado sobre meu trabalho de

parte do tempo em Teresópolis.

maneira tão atenta. O texto de introdução dele, chamado “A alquimia da cor”, deixou-me

pelo arcabouço e o canto equilibrados de Gonçalo Ivo, a floresta a atravessar até a barreira separando o jubiloso jardim da existência do campo frio, cego e invariante do Nada.

muito sensibilizado. Havia um contato de muitos anos entre nós, e tenho a impressão de que ele escolheu um momento mais maduro do meu trabalho, pois, em geral, o Instituto

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CRONOLOGIA

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GONÇALO Ivo. Rio de Janeiro, Galeria Saramenha, 1990.

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He deepens his friendship with artists from other generations such as Abelardo Zaluar and Carlos Martins, as well as with names from his generation; Hilton Berredo, Fernando Barata, Amador Perez, Jadir Freire, João Atanásio and Otávio Roth. In a letter to Gonçalo Ivo, Abelardo Zaluar declares: “His paintings, notably the watercolors, reveal a fine and investigative spirit in approaching themes that range from an interest in popular architecture to the sophisticated objects of man. I have accompanied his artistic trajectory with interest through the several exhibitions he has held and I can observe constancy, method and coherence in his work, revealing in unequalled fashion his creative talent and personal qualities which qualify him as a serious and studious artist.” He finishes the Architecture course and begins to work for Global publishers in São Paulo and Record publishers in Rio de Janeiro. He begins to work with the Galeria Estampa, specialized in art on paper.

PRÉSENTATION | Gonçalo Ivo «La couleur a pris possession de moi. Je n’ai pas besoin de chercher à la saisir. Elle a pris possession de moi pour toujours, je le sais. Voilà le sens de ce moment heureux: la couleur et moi, nous sommes un. Je suis peintre». Paul Klee, 1914, Journal (lors de son séjour en Tunisie) JE PEINS DEPUIS MON ÂGE DE SIX OU SEPT ANS. À cette époque, mon loisir préféré était celui de peindre et de copier les natures mortes d’Odilon Redon que j’avais déniché dans un bouquin, ainsi que les peintures de Iberê Camargo. Un beau jour, mon père a acheté un Volpi. Tout de suite, j’ai pris un bout de contre-plaqué et j’ai fait un travail à Volpi. Voici à peu de choses près sa configuration: une droite presque verticale, tracée de haut en bas, légèrement penchée, et plusieurs convergentes qui formaient le dessin d’une épine de poisson; l’ensemble en rouge et en bleu ciel. À mon âge de 16 ans, j’ai commencé à suivre au MAM [Musée d’art moderne] de Rio de Janeiro le cours de peinture de Sérgio Campos Mello et celui de dessin de Aluísio Carvão. À cette époque-là (1974/76), Sérgio, qui était quelqu’un de haute stature, dionysiaque, entreprenait des expériences d’art conceptuel. En outre, il tenait à faire connaître à ses élèves de la peinture moderne et contemporaine pour qu’ils aient à la regarder/débattre - Hopper, Sheeler, Staël, Pollock, Rothko, les représentants du pop’art, les français, etc... J’ai fini par couvrir ma peinture à Volpi d’une couche de couleur blanche et à sa place j’ai fait un paysage urbain, soit un immeuble contre un ciel d’un bleu limpide, entouré de tout ce que l’homme y avait planté - canalisations, antennes, les ombres des toits, etc. J’y avais mis une touche de peinture italienne, Carlo Carrá, Morandi, de peinture métaphysique et d’autres manifestations de l’époque. À son tour, le professeur Carvão me disait que je «savais dessiner». Moi, j’étais le plus jeune de ses élèves; d’ailleurs il m’appelait «moço» [jeune homme] et présentait toujours ma copie en exemple. Ses classes étaient plongées dans le plus grand silence. Il aimait que nous dessinions un fleuron barroque en bois, une banane. Avec sa veste blanche et ses yeux bleus, la silhouette du professeur Carvão faisait penser à un ange. Moi, je suis un artiste intuitif. Je ne fais que de la peinture à la tempera, à l’huile et de l’aquarelle. J’ai eu une assez brève période en tant que graveur. J’ai imprimé quelques dizaines d’images minuscules en métal ; chacune était une pièce unique, dont l’impression se faisait directement sur la plaque en cuivre. Ma passion cependant a toujours été la couleur, la matière. Je n’ai jamais voulu me disperser, ni m’engager dans d’autres voies. La peinture à l’huile a été la première technique dont j’ai fait l’expérience. Mes premiers tubes de couleur ont été un cadeau du poète/peintre José Paulo Moreira da Fonseca, un ami de mes parents, et collectionneur de Visconti et de Batista da Costa. Il y avait même un Delacroix, un paysage d’un tout petit format, nocturne : le reflet de la lune, un lac, un nuage blanc ou une chose quelconque que mon imagination d’enfant ait pu inventer. Des fois, mon père m’amenait à rua das Palmeiras, dans le quartier de Botafogo, à Rio de Janeiro, où se trouvait l’atelier de son ami, Iberê Camargo, à qui je montrais mes peintures – et je m’y attardais en regardant le maître en action. Dans cet endroit, j’ai vu pour la première fois les tubes de couleur de la marque Blockx.

35 À 18 ans, chez le poète, João Cabral de Melo Neto, j’ai fait connaissance avec le peintre, José Maria Dias da Cruz, fils de l’écrivain Marques Rebelo. Ayant aperçu quelques-uns de mes tableaux en possession de João Cabral, José Maria s’est mis d’emblée à me parler de Cézanne et de Klee. Quelques jours plus tard, je lui ai rendu visite à son atelier dans le quartier de

RIO SÃO FRANCISCO, 2004 TÊMPERA E COLAGEM SOBRE TELA, 46 X 33 CM TEMPERA ET COLLAGE SUR TOILE | TEMPERA AND COLLAGE ON CANVAS

1984 He participates in the following exhibitions: “Seis Artistas e o Pequeno Formato” at the Galeria de Arte of the UFF, Niterói; VII Salão de Artes Plásticas, MAM, Rio; VIII Salão Carioca de Arte, where he wins the third prize in drawing; “Geração 80” at the Escola de Artes Visuais of the Parque Lage, Rio and Galeria MP2, Rio. He also takes part in the Exposição Arte Contemporânea en Latino America at the Escuela Nacional de Artes Plásticas in Mexico City. “The year of ‘84 was important not just for me as for an entire generation of young artists. My work began to take a more definite direction.” By indication of Abelardo Zaluar and José Maria Dias da Cruz he begins to teach watercolors at the Museum of Modern Art in Rio de Janeiro. 1985 He takes part in the exhibitions “Encontros, homage to Maria Leontina (1917-1984)”, at the Petite Galerie and “O Fazer e seus Modos” at the Museum shop along with Ligia Pape, Ronaldo Macedo and Ascanio MMM among others, with curatorship by Marcio Doctors. At the invitation of Paulo Leal, he participates in the exhibition “Nova Geometria” at the Galeria Saramenha in Rio de Janeiro. By invitation of Vitor and José Roberto Arruda he begins to work exclusively for the Galeria Saramenha. He returns to oil painting. He has his work acquired by collector João Leão Satamini. He rents a studio in the neighborhood of Santa Teresa, at the corner of the Rua Áurea with the Rua Aarão Reis. “In September I managed to rent a studio. José Maria was my broker. The apartment is very light. In the living room I am working on the larger pieces. The first room contains João Atanasio’s press and the canvas storage. The second room has the watercolor table. Here I spend my nights until late. From here one can see all of Catumbi, the cemetery, the cobbled streets and the old houses with gardens at the back. At night one hears the never-ending bark of dogs and the creaking of the trams along the curve of the Rua Àurea.” He makes a series of small engravings in metal under instruction in the studio of engraver João Atanásio (1948). He holds an individual exhibition of watercolors at the Galeria Artespaço. He holds his first individual exhibition in São Paulo, at the Galeria Arco of Bruno Musatti. This exhibition brings the work of Gonçalo Ivo to the attention of poet and critic Theon Spanudis (1915-1985) and collector Ladi Biezus, who becomes an admirer of his work. He begins work at Funarte and by invitation of Paulo Herkenhoff coordinates the project “Melhoria dos Materiais de Arte no Brasil”. On this occasion he encourages Funarte to publish the book “ Materiais de Arte no Brasil / Análise das tintas a óleo “, Instituto Nacional de Artes Plásticas. 1986 He marries biologist Denise Esquenazi. He takes part in an inaugural exhibition of the Galeria Usina in Vitória, Espírito Santo. He has three simultaneous individual exhibitions: at the Centro Cultural Cândido Mendes, Rio (watercolors), the Galeria de Arte e Pesquisa, of the Universidade Federal do Espírito Santo, Capela Santa Luzia, Vitória (watercolors) and at the Galeria Usina, Vitória (oil paintings). For the first time he shows his wooden objects as well as his temperas and collages upon the lids and bottoms of cigar boxes. He takes part in the collective exhibition “Six Brazilian Artists” in New York, besides the exhibition Arte e Educação, of the painting workshop of the teachers of MAM Rio, at the IMPA, organized by Enéas Vale. Other collective participations: Sala Exibição Especial - Arte de Hoje, Galeria Eliseu Visconti, Museu Nacional de Belas Artes, Rio, International Contemporary Art Fair, Los Angeles, California and “Brazil Works on Paper”, Sonoma State University, California (travelling exhibition). He is nominated visiting professor at the Universidade Federal do Rio de Janeiro, where he teaches painting for six months. On the occasion of the Gonçalo Ivo exhibition at the Centro Cultural Cândido Mendes, Walmir Ayala writes in the Jornal do Comércio: “What use are words in painting?”, questions Gonçalo Ivo, in the fine catalog of his exhibition, which opens tomorrow at the Centro Cultural Cândido Mendes. Evidently, the artist dispenses verbal commentary, where there are “pictorial issues”. For those, such as myself, who only know (or intend to know) how to write, the point of view is different. Seeing the wonders of the laboratory in the pictorial work of Gonçalo Ivo, words gather like thoughts, linked to thought, and are an another attempt at painting, relationship and pleasure. Gonçalo Ivo gives us a catalog without any words, only photographs of paintings and of the ambiences he has experienced. In these environments there is an aura of work. In the watercolors, a delicate and correct poetry, organized with formulas

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GONÇALO IVO

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Projetos Editoriais

Livro Antonio Bandeira – 1922-1967

A EDITORA Edições Pinakotheke iniciou suas atividades, em 1980, como editora especializada na publicação de livros exclusivamente voltados para a história da arte no Brasil. Desde então, apresentou ao público cerca de 50 títulos inéditos, o que, em termos quantitativos, significa ter publicado 7.000 páginas de textos sobre artistas brasileiros, de meia centena de autores, em 120.000 exemplares, ilustradas com reproduções fotográficas de cerca de 5.000 obras de arte. A terminologia artística foi adequadamente compilada no D  T A, obra que fornece ao consulente suas correspondências em inglês, francês e espanhol. A qualidade de suas publicações assegurou-lhe os mais importantes prêmios para a atividade editorial, do Instituto Nacional do Livro, da CBL, da ABCA, do International Council of Museums e da FNLIJ. Em 1985, iniciou a publicação da série Coleções, destinada a perpetuar coleções exponenciais de arte, com o lançamento de S D  A M N C R M e I  P C C I. Em 2001, editou o livro C A F, com 110 reproduções e 43 artistas e em 2004, A  L: P   A, com pinturas e esculturas dos mais renomados artistas, pertencentes à coleção do Banco Rural.

Conceito: Projetar um livro bilíngue que apresente a retrospectiva da vida e obra do artista e que acompanhe uma primeira edição do livro produzida anteriormente e que faça parte da exposição sobre o artista

INICIATIVA CULTURAL

Dentro da série Biografias apresentou artistas importantes dos séculos XIX, XX e XXI como G B C, B G, A  V G, C P, J P, R C, A B, D C , L S  G I. em 2003 publicou os grandes escultores no Brasil em E E.

PATROCÍNIO

A Pinakotheke faz sua primeira incursão na literatura em 2005 com a antologia C  T — 17 obras de arte como fonte inspiradora de 17 escritores como Arnaldo Bloch, Ivana Arruda Leite, Marcelo Moutinho e Bianca Ramoneda entre outros. Nas palavras de José Castello no prefácio: “Ao se debruçarem sobre telas e esculturas de grandes artistas como Goeldi, Pedro Américo, Di Cavalcanti, Candido Portinari (...) esses escritores partem da multiplicidade de olhares, tensões, de sensibilidades que a arte pode oferecer, do vigor com que ela é capaz de desarranjar a serenidade do mundo”.

participação: Diagramação e assistência de design para projeto gráfico de capa e miolo de autoria de Walney de Almeida

A Editora acredita que capacitando o professor, a escola e o aluno, estará contribuindo para a difusão apropriada da arte brasileira no país; assim, está, desde 2002, investindo em títulos infanto-juvenis e suplementos didáticos para o professor. C H  A B  C, é ilustrada por obras de arte dos acervos mais relevantes de coleções públicas e privadas do país. H  S P    mostra a cidade, desde sua fundação até os dias atuais; V    B traça um panorama das vistas e paisagens das mais variadas regiões do país na visão dos artistas viajantes e brasileiros; S:     E L, o primeiro de ficção, uma história fantástica baseada nos diários do Barão e A  P: T  P  V E, o primeiro título exclusivo para educadores de todo o país. Em 2007 juntou poesia e delicadas imagens do Rio Antigo da autoria de Eliseu Visconti, Jean Baptiste Debret e João Batista da Costa, entre outros, em V   R A: poesia para crianças. Apresentou também Tudo muda: todo mundo, o mundo todo “livro-viagem” pelas pinturas de Aldemir Martins. Neste ano de 2008 — o “Ano Machado de Assis” —, em que se comemoram os 100 anos da morte de um dos mais importantes escritores do Brasil, a Pinakotheke presenteou seus leitores com M  A:  R  J   P que apresenta um roteiro carioca da passagem dos personagens por ruas, praças, praias e outros cenários da cidade, ilustradas por pinturas de artistas do período como Gustavo Dall’Ara, Nicolao Antonio Facchinetti, Emil Bauch, entre outros.

(produzido na ô de casa produção editorial, no segundo semestre de 2008)

160 páginas a exposição antonio bandeira – 1922-1967 baseada no livro e em seu projeto gráfico recebeu o prêmio retrospectiva de artes visuais de 2008 da apca (associação paulista de críticos de arte)

E-mail: edicoes@pinakotheke.com.br

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PINTURAS E DESENHOS

PINAKOTHEKE SÃO PAULO Exposição apresentada no período de 22 de agosto a 10 de outubro de 2008

ESPAÇO CULTURAL UNIFOR Exposição apresentada no período de 23 de outubro de 2008 a 20 de fevereiro de 2009

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1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

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1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

APRESENTAÇÃO AIRTON QUEIROZ

A

o reabrirmos o Espaço Cultural Unifor em 2004 com a

do Rio para Paris, onde brilhou como um dos grandes nomes da

retrospectiva do pintor e gravador cearense Raimundo Cela

abstração até sua morte precoce em 1967, aos 45 anos. Bandeira

(1890-1954), pretendíamos criar o hábito na apresentação

teve seu reconhecimento em vida e recebeu os maiores prêmios

de grandes expoentes das artes brasileira e estrangeira e a

da arte brasileira. Participou das grandes Bienais de São Paulo e

formação do nosso público. Hoje, ao atingirmos o número

Veneza e suas obras figuram em grandes museus do Brasil e do

de centena de milhares de visitantes, num curto espaço de

exterior. Com uma produção pequena, seus quadros hoje são

tempo, sentimo-nos recompensados pelos nossos esforços.

disputados entre grandes colecionadores, figurando o artista na

Muito do nosso sucesso deveu-se à iniciativa de se atrelar

rara constelação dos pintores mais valorizados da arte brasileira.

Olhando a mansarda sentia que as outras casas eram todas pequenas. Vinham os modelos, as namoradas, os amigos. A lareira queimando, a garrafa de conhaque ardendo gostosa naquele Natal tão frio e tão longe de tudo. A cama furando o telhado, o ioiô que ia e vinha sem corda, o pião de minha infância que rodava. A máquina de esquentar e o capote de pele de carneiro (senhores, dormia com um ex-carneiro) no inverno. As pulgas e os ovos estrelados no calor do verão – mansarda, dormitório, ateliê, paraíso, castelo, inferno, casa minha. Quanta vez vesti meu terno azul-escuro e calcei o sapato preto, de verniz, o uniforme que me conduzia seja ao Tour d´Argent ou ao bistrot dos Cloches de Notre Dame, o pátio de milagres, igualzinho àquele de François Villon. Nesses ambientes aprendia a ver e escutava histórias, e para isso nunca fiz uso de armas contra o próximo.

aos projetos das exposições um forte dispositivo educacional, dentro da nossa missão de ensinar e aprender.

Ao concluirmos, citamos o professor Pietro Maria Bardi, mentor e criador do Museu de Arte de São Paulo, em seu

É com grande orgulho que após apresentarmos uma série de

comentário sobre o artista: “Em Bandeira sua obra é tão clara

exposições internacionais de extraordinária qualidade como

que os comentários mais adequados serão os do público que

“Mirabolante Miró”, o genial Rembrandt, e recentemente,

justamente não lê prefácios e colunas de jornais. Mas como

Rubens, o mestre do barroco, estamos de volta às nossas raízes,

é de praxe que alguém apresente alguém, eis uma ocasião

com a retrospectiva do pintor cearense Antonio Bandeira

para lembrar que este charmant cearense mais conhecido

(1922-1967), por ocasião dos quarenta anos de morte do

em Montparnasse do que em Copacabana, é o artista que

artista, um dos maiores expoentes da abstração lírica no Brasil.

representa fora do Brasil a nossa arte de cunho genuíno

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e possante, por suas raízes sem saber indígena: a arte de Nascido em Fortaleza, CE, em 1922, teve seus primeiros

Bandeira é inconfundível. Seus jardins de sinais e

ensinamentos artísticos ainda na cidade, partindo para o

lembranças já têm cidadania entre os que os conhecem”.

Rio de Janeiro, em 1946, pelas mãos de Jean Pierre Chabloz, e

De dentro da mansarda eu só conseguia ver umas chaminés de Paris. Acho que é por isso que a minha pintura adquiriu um sentido vertical. Era duro viver na mansarda, mas, poético até não poder mais. Água, eu tinha que ir pegar no primeiro andar. Com o passar do tempo, o desconforto ia tomando conta de mim. Foi quando encontrei um poeta que queria viver a aventura da minha mansarda. Ficou com o meu canto e eu passei para o apartamento dele cheio de coisas. No fundo fiquei com inveja”. Por aí se tem uma idéia do que foi a mansarda nessa fase da vida de Bandeira, em Paris.

A B   M   X P / Vº, P, 

Com o fim da bolsa francesa e da ajuda do Itamarati, Bandeira passou a vender seus trabalhos, pois como residente privilegiado, podia trabalhar na França. Além disso, ganhava dinheiro fazendo decoração para o escritório de expansão comercial do Brasil, em Paris, o que, diz ele, lhe dava dinheiro suficiente para comprar tinta e beber bastante conhaque, se desse vontade disso. Bandeira dizia que Paris não era só o cinzento. A cor estava na noite, era preciso não dormir para ver. A primeira exposição de Bandeira, em Paris, foi em uma livraria; uma grande amizade foi [Alfred Otto Wolfgang

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(...) Sergio Millet, a seu respeito, escreveu: (...) “A pintura de Bandeira é profundamente lírica. E sua mensagem comunica-se com espantosa facilidade, de imediato, como certos versos que parecem obscuros mas que sem hesitação, nem necessidade de explicações, sentimos em sua beleza profunda. Senhor agora de uma técnica segura, dono de uma liberdade invejável, o artista cearense volta a apresentarse ao nosso público com a mesma personalidade que os êxitos de Paris e Londres não perturbaram”. Outro crítico de arte, Antônio Bento, também já se ocupara com Bandeira e de seu texto destaca-se: (...) “cabe ainda salientar que o artista é um dos poucos pintores brasileiros que pode viver na Europa da venda dos seus trabalhos. Essa constitui uma prova irrecusável da projeção de seu nome no Velho Mundo. Bandeira é hoje uma presença viva e atuante da arte brasileira em Paris...” Após o ano de 1961, Bandeira esteve presente, com sucesso, em várias partes do Brasil, com exposições que reafirmavam seu valor e capacidade de trabalho; o pintor volta, em 1963, com a mesma força, expondo, novamente, em diversos Estados do Brasil, no Ceará inclusive. No MAUC, de 3 a 18 de julho, Bandeira expôs 36 trabalhos. (...) Numa dessas exposições de Bandeira, na Bahia, em 1963, na galeria Querino, Odorico Tavares participou do catálogo com o texto que, em seguida, aqui se transcreve: “Vou ver os guaches que Bandeira vai expor, na galeria Querino, e vou de coração aberto e alma limpa, livre de quaisquer preconceitos, de saber inclusive que são de um artista brasileiro, dos poucos que têm seu nome registrado no cartório internacional das artes plásticas. E vendo os seus novos trabalhos, todos eles realizados agora na Bahia, não posso deixar de exclamar: que beleza! É que estou em frente de um conjunto de guaches dos mais fascinantes que jamais vi em minha vida. Este cearense tranqüilo, vivido e revivido na sua Fortaleza, no Rio, na Bahia, em Paris, atravessando a vida, serenamente como uma jangada de sua terra, pouco importando se os mares são ou não bravios, tem dentro de si reservas inesgotáveis de lirismo, de harmonia e de beleza

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Mais uma vez em Paris, ano de 1965, bem instalado, com um pedaço do Brasil no apartamento, Bandeira já é o artista totalmente seguro no meio artístico profissional internacional, apresentando-se sempre nas melhores galerias e salões, recebendo boa referência dos críticos de arte. Participa das exposições: Arte brasileira atual (em cidades da Europa), Artistas do Brasil (em New Orleans), L’oeil de boeuf (em Madri) e Artistas latino-americanos (no Museu de Arte Moderna de Paris).

surpreendentes. É necessário que se vejam estes guaches para saber a que ponto atinge a arte de Bandeira, dando-nos uma obra das mais amadurecidas e das mais líricas de nossa pintura. Veja-se de um em um: vejam-se estas cores se espalhando em formas dispersas. Veja-se um artista que maneja seus pincéis, dentro de uma disciplina, dentro de um lirismo contido, dentro de um métier seguro, preciso, dominado. Veja-se sobretudo este grande poeta que não precisa de palavras para fazer poesia porque ela está em toda a sua obra, nos seus volumes, nas suas formas, nas suas cores. Em cada quadro seu. Pergunta-se por que sendo abstracionista, Bandeira batiza os trabalhos com nomes os mais figurativos: casarios, cidades, paisagens, navios, catedrais, portos, bosques, etc. É porque, na sua verdade, na verdade de sua pintura e de sua poesia, Bandeira nos dá a transfiguração da nossa realidade, que se transforma na sua realidade. O que ele vê, o que o poeta vê, esta visão o pintor nos transmite nos seus quadros, nos seus guaches. Este mundo belíssimo de azuis, de brancos, de vermelhos, de violetas, de rosas, de negros, que está na nossa frente, é a realidade de Bandeira; é a realidade eterna de sua arte que nos toca, nos comove e nos arrebata. E como um grande artista nos transmite a serena harmonia da vida, a dignidade da alegria de viver”.

Em 1966 participa do Salão Comparações, em Paris; Exposição Artistas brasileiros de Paris, na galeria Debret, em Paris; Auto-retratos, na Galeria IBEU, no Rio e Arte Brasileira Contemporânea, no Palácio das Belas Artes de Bruxelas.

A B  G  A , G B, 

Em 1967, 6 de outubro, vítima de uma anestesia para intervenção cirúrgica nas cordas vocais, Bandeira falece e é sepultado em Paris, a cidade da Europa preferida por ele e onde residia no momento.

FIRMEZA, Nilo de Brito (Estrigas). Bandeira: a permanência do pintor. Fortaleza: Imprensa Universitária, Universidade Federal do Ceará, 2001

Ainda em 1963, Bandeira participou do I Resumo de Arte, do Jornal do Brasil, no Rio; sobre ele foi feito um curta-metragem intitulado Bandeira em Copacabana, pelo cineasta Luís Augusto Mendes. 1964 seria/foi um ano de triste lembrança para o Brasil, e para muitos brasileiros que foram perseguidos, presos, torturados e mortos pelo golpe que instalou mais uma ditadura no país. Isso fez com que Bandeira decidisse retornar a Paris, amante que era da liberdade. Antes, Bandeira ainda fez uma exposição individual em São Paulo, na galeria Atrium, participou da exposição O nu na arte, na galeria IBEU, no Rio, na XXX Bienal de Veneza, e, em Fortaleza, a revista Clã, n° 20 publica um documentário sobre ele.

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1922-1967

ANTONIO BANDEIRA

CAPA: B  S-G--P,     P. À ,  C B,  ,  C  F   ,  I  S-G--P,   CONTRACAPA: “L   (V)”,  ()

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B  F S I,  

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F,  

A, -

A, 

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2. Mulher sentada, 1946 nanquim sobre papel, 83 x 63,5 cm assinado e datado Antonio Bandeira 10-1-46 embaixo à esquerda

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PRESENTATION | Airton Queiroz

10. Cabeça feminina, 1947 grafite sobre papel, 26,2 x 20,6 cm monogramado e datado AB 23-11-47 no canto inferior direito inscrição: “D´après Goya” na metade inferior à esquerda

Bib.: NOVIS, Vera. Antonio Bandeira Um Raro. Rio de Janeiro: Salamandra. 1996 (repr. p. 148) 20. Composição em azul com telhados, 1950 aquarela, sépia e crayon sobre papel, 49 x 51 cm assinado e datado BANDEIRA 50 no canto inferior esquerdo

11. Estudo de academia – Nu feminino, circa 1946 nanquim sobre papel, 32 x 23,3 cm

Exp.: Exposição Antonio Bandeira – Pinturas e Desenhos. Comemoração dos vinte anos da morte do artista. 19671987. Galeria Multiarte, Fortaleza, CE, 1987

12. Ponte Neuf, Paris, França, circa 1947 nanquim sobre papel, 23,5 x 32 cm

4. Fundição, circa 1946 nanquim e grafite sobre papel, 39,7 x 49,4 cm verso: carimbo de venda do ateliê de Antonio Bandeira

16. Vaso com flores, circa 1948 pastel e crayon sobre papel colado em madeira, 31 x 23 cm monogramado AB no canto inferior direito

6. Nu feminino, circa 1946 nanquim e grafite sobre papel, 26 x 18 cm 7. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 21 x 27 cm 8. Nu feminino, circa 1946 crayon e pastel sobre papel, 20,6 x 26,2 cm monogramado AB no canto inferior direito 9. Estudo de anatomia – Braço esquerdo, circa 1947 crayon sobre papel, 31 x 45 cm

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1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

ENGLISH TRANSLATION

3. Retrato de Maria do Carmo Bandeira, mãe do artista, 1946 grafite sobre papel, 26 x 18,5 cm monogramado e datado AB 46 no canto inferior direito inscrição: “Ma mére”, “Au Sans Souci” [sem preocupação] no canto inferior direito verso: “ninguém voltou ainda. As Escrituras contam milagres e ressurreição. Mas o que são as Escrituras? Livros. E livro o homem pode fazer com a imaginação. Por isso eu vivo na vida e do resto nada sei!”

5. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 26,4 x 18,2 cm

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1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

OBRAS APRESENTADAS 1. Interior, 1946 óleo sobre tela, 24 x 19 cm verso: 946

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Bib.: Catálogo da Exposição Antonio Bandeira – Pinturas e Desenhos. Comemoração dos vinte anos da morte do artista. 1967-1987. Galeria Multiarte, Fortaleza, CE, 1987 (repr. p. 18)

13. Auto-retrato, circa 1948 grafite sobre papel, 70 x 50 cm 14. Cabeça feminina, circa 1948 giz de cera sobre papel, 39 x 27 cm

21. Cidade, 1950 aquarela e nanquim sobre papel, 20 x 29 cm assinado e datado BANDEIRA 50 no canto inferior direito

15. Cabeça feminina, circa 1948 têmpera, nanquim e aquarela sobre papel, 27 x 21 cm

17. Abstração, 1948-1949 ecoline, nanquim e aquarela sobre papel, 20 x 20 cm assinado e datado Bandeira jan. 48 fev. 49 no canto inferior direito 18. Abstração, Paris, circa 1949 óleo sobre tela, 61 x 46 cm assinado BANDEIRA no canto inferior direito Exp.: Exposição Antonio Bandeira (1922-1967) – Pinturas e Desenhos. Pinakotheke, Rio de Janeiro, 2006 19. Composição abstrata, 1950 óleo sobre tela colada em cartão, 120 x 120 cm assinado e datado BANDEIRA 50 no canto inferior direito

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22. Cidade, 1951 nanquim e aquarela sobre papel, 11 x 17,3 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito 23. Abstração, 1952 óleo sobre tela, 47 x 55 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito verso: BANDEIRA; CIDADES: CASAS EM VERMELHO E PRETO; PARA APARECIDA E CLOVIS COM UM ABRAÇO DO ANTÔNIO BANDEIRA; GRACIANO; RUA PIAÍ 1101 - AP 12ª; Etiqueta: Bandeira, Antonio; Maisons Rouges Et Noires, 1951 ; 55 x 47 24. Composição Abstrata, 1952 têmpera sobre papel, 47 x 31 cm assinado e datado BANDEIRA 52 no canto inferior direito verso: composição abstrata em vermelho e preto

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When reopening the Espaço Cultural Unifor in 2004 with the retrospective of the painter and printer from Ceará Raimundo Cela (1890-1954), we intended to create the custom in the presentation of the big exponents in Brazilian and foreign art and the formation of our public. Today, having

25. “Narciso”, 1952 óleo sobre tela, 41 x 33 cm assinado e datado BANDEIRA 52 no canto inferior direito verso: BANDEIRA Narciso

reached the hundred of thousands of visitors in a short period of time, we feel rewarded by our efforts. Much of our success is owed to the initiative of adding to the exhibition projects a strong educational effort, within our

26. Abstração (tríptico), 1954 óleo sobre tela, 80 x 195 cm assinado e datado BANDEIRA 54 no canto inferior direito da asa esquerda 27. Composição abstrata sobre fundo branco (tríptico), 1954 óleo sobre tela, 55 x 139 cm assinado e datado BANDEIRA 1954 no canto inferior direito

always value the artist’s life, in a way that shows his life course fused with the phases of his work. No one better than Antonio Bandeira to talk about himself. Among the several interviews given by the artist, we selected one that I consider of the most exciting, done by Louis Wiznitzr and published in the weekly

roots, with the retrospective of the Ceará-born painter Antonio Bandeira (1922-1967), in the occasion of the forty years since the death of the artist, who was one of the biggest exponents of lyric abstraction in Brazil.

newspaper Letras e Artes on April 23rd, 1950. The most impressive factor for me is that, on the pages, both interviewer and interviewed fuse into

placing the artist in the rare constellation of the most valued painters in Brazilian art. To conclude, we cite professor Pietro Maria Bardi, mentor and creator of the Museum of Art of São Paulo, in his commentary on the artist: “In Bandeira, his work is so clear that the most adequate commentaries will be from the public that doesn’t read prefaces and newspaper columns. But as is the custom that someone presents someone, this is an occasion to remember that this Ceará-born charmant who is better known in Montparnasse than in Copacabana, is the artist who represents outside of Brazil our art of a powerful genuineness, for his unknowingly indigenous roots: Bandeira’s art is unmistakable. His gardens of signals and memories already own a

28. “Paysage désolée”, 1955 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: Paysage desole, 100 x 81 – Paris 1955

always the main focus of the Pinakotheke publications. From Candido Portinari and Di Cavalcanti, and most recently Lasar Segall, we search to

It is with immense pride that after presenting a series of international exhibitions of extraordinary quality such as “Marvelous Miró”, the genius Rembrandt and, recently, Rubens, the Baroque master, we are back to our

Bandeira was recognized in life and received the biggest awards in Brazilian art. He participated in the big São Paulo and Venice Biennials and his works are found in the significant museums in Brazil and abroad. With a small production, his paintings are currently sought after by great collectors,

Bib.: Catálogo da Exposição Retrospectiva Antonio Bandeira, MAM Rio, Rio de Janeiro, e MASP, São Paulo, 1995 cat. 21 (repr. cor) NOVIS, Vera. Antonio Bandeira Um Raro. Rio de Janeiro: Salamandra. 1996 (repr. p. 164)

Humanizing the artist and presenting him disassociated from his work was

mission to teach and to learn.

Born in Fortaleza, in the northern state of Ceará, in 1922, he had his first artistic learning still in the city, leaving to Rio in 1946, with the aid of Jean Pierre Chabloz, and from Rio to Paris, where he shone as one of the biggest names in abstraction until his precocious death in 1967, at the age of 45.

Exp.: Exposição Retrospectiva Antonio Bandeira, Museu de Arte Moderna – MAM, Rio de Janeiro, jul.ago. e Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, São Paulo, maio. jun. 1995

he lived in Paris. He never forgot his origins in the northeastern Brazilian state of Ceará. His land, his family and friends. With a short life, though well lived, Bandeira circulated from the low-end bar of “seo Modesto” [mr. Modesto] to the fancy Salons of Paris, always with the same ease.

one person. Wiznitzr presents a young artist adapting to the center of the art world. Bandeira was in Paris at the end of the 1940s. The artist speaks clearly about his work, his arduous path to Paris, his much-anticipated return to Brazil – postponed so many times and, finally listening to the advice from Candido Portinari, returns to his land with the intention to show his paintings and start a new phase, without Wols… [Alfred Otto Wolfgang Schultze]. Below, some of his opinions and thoughts. “They call him an existentialist painter, but Bandeira isn’t one. It is true he visits Saint Germain des Prés regularly. However, his beard is unmistakably his own, a beard from Fortaleza [the capital of Ceará] like in the days of his studio in Brazil. After the exhibition at the Instituto dos Arquitetos [the Arquitects’ Institute], his research did not cease and his evolution continued. I met him at the Café de Flore [a traditional hangout of the existentialists in the Saint German de Prés region]. We obviously spoke about painting and Bandeira says, B- I remain in Paris because here I am in my métier, I regularly visit renowned painter, I am circulating. I believe it is still too early to return to Brazil.

citizenship among those who know them. What painter has had the biggest influence on you? B- It is not easy to speak of influences. I owe much to Wols, who is my

INTRODUCTION | Max Perlingeiro

29. “Personnages dans la ville – Town with children”, 1955 óleo sobre tela, 41 x 51 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: “Personagens dans la ville – Town with children”, London 1955

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Presenting Antonio Bandeira, painter, drawer, printer, and poet is a hard task. It is sufficient to research his origins, observe the evolution of his

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master and friend. But it is mostly to Paris, inciter of art and intelligence, that I am most grateful. Are you really an existentialist?

work, and read his manuscripts, kept for decades without being published, and now presented in a never before seen way. His poems were recently combined and published by the Universidade Federal do Ceará – the Federal University of Ceará – and some of them reproduced in this publication.

B- Many things are said. More than that, I ignore what this word existentialist means. A product for exportation, a poster for tourists.

They reveal the sensibility and loneliness lived by the artist in the years

B- It finds its way. We live in fluctuating times. It is highly important that the

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What is your opinion about the painting of our times?

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Projetos Editoriais

Livro Walney de Almeida Conceito: Projetar um livro bilíngue contendo uma breve biografia do artista e apresentando suas obras de arte participação: Projeto gráfico de miolo e capa e diagramação (produzido na ô de casa produção editorial, no primeiro semestre de 2009)

120 páginas

| 1943

RELEVOS

PINTURAS E OBJETOS

WALNEY DE ALMEIDA

| 1943

RELEVOS

INICIATIVA CULTURAL:

APOIO:

P R O D U Ç Ã O

WALNEY DE ALMEIDA

www.cassinoperfumes.com.br

E D I T O R I A L

que não?) contestadores. Nesse sentido é que o já citado Danto, afirma ter sido a P&D uma arte “predominantemente extrativa” em termos culturais. Com seu advento, todo aquele elenco de signos inexpressivos, profanos ou espúrios passava a merecer a legitimação de um sistema representativo. Sistema que os recodificava através da mais lisérgica das fantasias (ou não

Dominando a comunicação visual e em particular o design gráfico em todo o extenso e

estaríamos no breve reinado da Contracultura).

matizado de sua tecnologia, Walney de Almeida conviveu intimamente com os segredos da cor,

Tais são as origens desse pouco estudado porém importante movimento

dos volumes, das texturas e gramaturas. Isso agora lhe permite dispor diante dos nossos olhos –

a que Walney de Almeida se soma com esse trabalho de agora. De modo muito óbvio, tratando-se de algo surgido há mais de quatro décadas, outras vieram sendo e são presentemente as motivações e as estratégias

deslumbrados, mas não surpresos – esse elenco de densidades e levezas que é a sua produção de artista plástico. Sºeu trabalho é, portanto, a um só tempo, o

dos herdeiros da P&D. Porém, suas marcas necessariamente diluídas e recompostas na química dos estilos pessoais, permanecem nítidas, como o memorável envio à Bienal de São Paulo feito em 91 por Mônica Barki, além da arte maior de Beatriz Milhazes e Leda Catunda e as incursões, mais ocasionais mas não menos inequívocas, de Mônica Nador, Delon Uchoa, Rosana Paladzyan, Rochelle Costi, Lia Mena Barreto ou Gonçalo

de um estreante e de um veterano.

APRESENTAÇÃO

Esta apresentação se dá agora por meio de um conjunto de relevos, em pinturas e objetos sobre

Ruy Sampaio

madeira, com os quais ele entra – e entra pela porta da frente, dizendo perfeitamente a que veio – na história do pós-construtivismo brasileiro, em trabalho que

Da Associação Internacional dos Críticos de Arte

demarca muito nitidamente um espaço pessoal.

Egreja ou de uma Érika Sother – é um dado definitivo sobre sua vitalidade.

Essa estreia documenta a maturação daquele gosto em avizinhar cores de molde a ultrapassar os dogmas da ortodoxia cromática, mais surpreendendo que harmonizando – e essa é já uma primeira sedução de seu trabalho. Documenta também um saboroso

O aval mais autorizado (e, pelas posições filosóficas de seu autor, o mais insuspeito) sobre a Pattern & Decoration Painting foi o de Argan, em cujo poético dizer, com ela a arte contemporânea “reaprendeu a cantar”. Palavras tão belas quanto as de sua primeira líder e musa, a agora octogenária grande dama da pintura, Miriam Shapiro, no catalógo da

virtuosismo em construir assimetrias sem violentar o espaço da composição, salvando o conjunto por algum engenhoso detalhe de equilíbrio,

retrospectiva que o Hudson River Museum fez do movimento em 85: The P&D artists were unafraid of sentimental impulses, appealing to the emotions. É essa ausência de medo aos impulsos sentimentais, esse apelo às emoções, que a arte de Walney de Almeida nos propõe. Sob uma técnica irrepreensível e com uma desconcertante magia.

“perigosamente” como pretendia Gauguin.

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Ivo, para citar apenas um punhado de influências do movimento entre nós. E o fato de que, entre os novíssimos, essa corrente continue encontrando interlocutores – e interlocutores do peso de uma Ana Elisa

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CUBOOBJETO / CUBEOBJECT, 2008

CUBOOBJETO / CUBEOBJECT, 2008

ACRÍLICA SOBRE MADEIRA E COLAGEM DE CARTÃO LAMINADO PRATA / SILVER-COATED

ACRÍLICA SOBRE MADEIRA / ACRYLIC ON WOOD, 30 X 30 X 30 CM

CARDBOARD COLLAGE AND ACRYLIC ON WOOD, 30 X 30 X 30 CM

ASSINADO E DATADO NA LATERAL DIREITA / SIGNED AND DATED ON RIGHT

ASSINADO E DATADO NA LATERAL DIREITA / SIGNED AND DATED ON RIGHT

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PROJETOS EDITORIAS E EXPOSIÇÕES

ENGLISH TRANSLATION

Participou também de outros importantes projetos com a Pinakotheke Cultural, assinando os projetos de design de livros e a comunicação visual das exposições de consagrados artistas

INTRODUCTION Ruy Sampaio | International Art Critics Association

A master of visual communications and more specifically the entire range of graphic design, with touches of its technology, Walney de Almeida has long lived intimately with the secrets of color, volumes, textures and thicknesses. This now allows him to present to our dazzled − but not surprised − eyes this range of densities and likenesses that constitutes the output of this artist. His work is thus that of a newcomer and a veteran at one and the same time.

plásticos. Entre eles: • O grupo Grimm – paisagismo brasileiro no século XIX. Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1980. Este projeto foi agraciado com o Prêmio Jabuti de melhor produção gráfica para o livro. LIVRO PARA EXPOSIÇÃO GRUPO GRIMM, ACERVO GALERIA DE ARTE,

• Antonio Parreiras (1860-1937) pintor de paisagem, gênero e história, Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1981.

15. ONDULAÇÕES / UNDULATIONS, 2009

1980. PROJETO AGRACIADO COM O PRÊMIO JABUTI

ACRÍLICA SOBRE PAPEL / ACRYLIC ON PAPER, 23,6 X 28,4 CM ASSINADO E DATADO NO CANTO INFERIOR DIREITO / SIGNED AND DATED, LOWER RIGHT

• Universo do futebol – esporte e sociedade brasileira,

• Giovanni Battista Castagneto (1851-1900) o pintor do mar, Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, 1982 e 1997.

P IN T U R AS E O BJ E T O S

• João Batista da Costa (1865-1926), Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1984.

TINTA ACRÍLICA

• Portinari (1903-1962), Pinakotheke São Paulo, 2002.

Tinta sintética usada em pintura a partir de 1960, que se caracteriza pela rapidez de secagem e permite obter desde aguadas a diversos

NA PUBLICAÇÃO “CRIANDO O FUTURO” DA GRÁFICA RR DONNELLEY, O DESIGN GRÁFICO DE WALNEY PARA O LIVRO DA EXPOSIÇÃO ESCULTORES ESCULTURAS É CITADO COMO UM DOS MAIS CRIATIVOS EM RECURSOS GRÁFICOS. EDIÇÕES PINAKOTHEKE, RIO DE JANEIRO, 2003

• José Pancetti (1902-1958), Pinakotheke São Paulo, 2003. • Escultores Esculturas, com a participação de diversos artistas, entre eles Victor Brecheret (1894-1955), Oscar Niemeyer (1907), Lygia Clark (1920-1988), Sérgio Camargo (1930-1990) e Waltércio Caldas (1946), Pinakotheke São Paulo, 2003.

empastamentos semelhantes aos da pintura a óleo.

16. ONDULAÇÕES / UNDULATIONS, 2009 ACRÍLICA SOBRE PAPEL / ACRYLIC ON PAPER, 23,6 X 27,3 CM ASSINADO E DATADO NO CANTO INFERIOR DIREITO /

• Abstração como linguagem – perfil de um acervo, Pinakotheke São Paulo e Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2004.

SIGNED AND DATED, LOWER RIGHT

LIVROS PARA AS EXPOSIÇÕES PORTINARI (1903-1962), RIO DE JANEIRO,

• Bruno Giorgi (1905-1993), Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, 2005.

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This exhibition now presents a set of reliefs, in paintings and objects on wood, through which he enters − striding through the front door and announcing his presence − the history of post-constructivist art in Brazil, with works that clearly demarcate a personal area. This debut documents the maturation process of his taste for clustering colors in ways that extend beyond the darkness of chromatic orthodoxy, more startling than harmonizing, which already constitutes an initial charm of his work. It also documents a delicious virtuosity in building up asymmetries without violating the space of the composition, saving the set as a whole through some ingenious detail of balance, “dangerously” as urged by Gauguin.

Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1982.

R E LE V O S

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2002 E JOSÉ PANCETTI (1902-1958), SÃO PAULO, 2003. AMBAS REALIZADAS POR PINAKOTHEKE CULTURAL

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In structural terms, this work returns to the exactitudes of the line, the edge, the angle, like Concrete Art. And this is also an architecture of microspaces, highlighting the relationship between them and the rest of the composition, similar to the Constructivists. However, the relationships among them will be, at the very most, formal. His predecessors investigated (and to a certain extent exhausted) the possibilities of secession, the combinatory, the quantum, striving to rearrange the gaze through the fragmentary and structural deconstruction, while the constructs of Walney − although encompassing the exercise of this entire geometric paradox, and drifting with the lightness of intriguing finds − is are grounded on color. This appears very strongly in the papers segment, whose casual elegance offers sophisticated echoes of Matisse and Mondrian. In Walney, a bundle of re-readings and quotations builds up a complex web of identity, as is the case, to mention a single example, of the clearly legible reference to the counter-reliefs of Tatlin. This is an atmosphere of intellectualized playfulness, whose fruition in fact assumes − and even demands − a solid field of reference, in addition to an analogizing ability and an aesthetic memory that is both perceptive and associative, due to the multiplicity of these connections.

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Relatório Anual PREVI – 2008 Conceito: Projetar relatório anual das atividades da PREVI no ano de 2008, mostrando os resultados de forma clara e moderna para todos os associados, tendo como tema principal a educação financeira participação: Projeto gráfico de miolo e diagramação (produzido na ô de casa produção editorial, no primeiro semestre de 2009)

144 páginas

RELATÓRIO ANUAL 2008 1. APRESENTAÇÃO ................................................................... 4

8. CARTEIRA DE PECÚLIOS – CAPEC .......................................50

2. MENSAGENS ........................................................................ 5

9. GESTÃO ..............................................................................55

• • • • •

• • •

da Diretoria Executiva do Conselho Deliberativo do Conselho Fiscal do Conselho Consultivo do Plano 1 do Conselho Consultivo do PREVI Futuro

• • •

A PREVI: Quem Somos, Missão, Visão, Valores Composição da Administração

11. DEMONSTRATIVOS DE INVESTIMENTOS ............................70

13. PARECER ATUARIAL ....................................................... 127

5. SALDO POSITIVO EM 10 ANOS ............................................22

14. PARECERES ...................................................................141

Análise dos resultados da política de investimentos da PREVI

• • •

No caso do Plano 1, apesar das relevantes perdas, a situação superavitária e a saúde financeira se mantiveram. É claro que as expectativas sobre um novo superávit foram revertidas e até mesmo a discussão sobre a distribuição do superávit de 2007 foi suspensa. Mas do ponto de vista da segurança e da visão de longo prazo, os fundamentos continuam positivos.

Hoje há razoável consenso entre os analistas acerca das principais razões desta crise, que teve como epicentro o mercado imobiliário dos EUA. No entanto, ainda causa surpresa a intensidade com que os efeitos se irradiaram por todas as regiões do mundo, atingindo praticamente todos os mercados: de crédito, de ações, de commodities, de consumo, de trabalho etc.

12. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E NOTAS EXPLICATIVAS .....89

Investimentos Governança Gestão Seguridade

nuir os efeitos da crise, mas também não queremos assustar ninguém.

Antes de iniciar a apresentação do Relatório Anual de Atividades de 2008 é obrigatório nos referirmos à crise econômica que explodiu com toda a força em nível global a partir de meados do ano citado. O impacto desta crise no mercado financeiro e na economia real dos mais diversos países foi tão intenso que é difícil encontrar algum lugar ou negócio que tenha passado incólume.

Plano de Benefícios 1 Plano de Benefícios PREVI Futuro Capec

4. DESTAQUES 2008 .............................................................. 12 • • • •

No caso do PREVI Futuro, tivemos uma rentabilidade menor do que gostaríamos, fruto do aumento de aplicação no segmento de Renda Variável a partir do final de 2007 e da queda da rentabilidade da Renda Fixa em função da marcação dos títulos a mercado. No entanto, considerando que o Plano ainda tem um longo prazo de acumulação, estes efeitos serão diluídos e superados em pouco tempo.

No Brasil, a crise demorou um pouco mais para chegar e existem boas razões para acreditar que seus impactos por aqui serão menores que na média do mundo. Relatórios recentes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que monitora a economia dos países mais desenvolvidos, apontam o Brasil como a economia mais resistente e aquela que poderá sair desse processo com menores danos. De qualquer maneira, consequências existem e ainda serão sentidas.

Auditores Independentes Conselho Fiscal Conselho Deliberativo

6. PLANO DE BENEFÍCIOS 1 ...................................................29 7. PLANO PREVI FUTURO ........................................................42

E vale destacar que inserimos nesta publicação pequenos relatos de participantes, além de opiniões de alguns especialistas, sobre as muitas formas de lidar com as finanças pessoais. É mais um passo na abordagem de questões sobre Educação Financeira e Previdenciária. Este é um debate presente no cotidiano de todos os participantes.

Todo este cenário teve impactos nos Planos administrados pela PREVI. Os resultados de 2008 refletem a perda de valor das carteiras de ações tanto do Plano 1 quanto do PREVI Futuro. A apresentação e a análise destes resultados são a razão de ser deste Relatório e talvez neste ano as informações mereçam ainda mais atenção dos nossos associados. Não queremos dimi-

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1. Investimentos 1.1 Compra da BrT pela Oi completa reestruturação das participações da PREVI no setor de telecomunicações Em dezembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi/Telemar. Com a operação, a PREVI recebe R$ 1,23 bilhão referente às ações de controle detidas em Invitel e Fundo de Investidores Institucionais. Outros R$ 400 milhões serão pagos pelas ações que a PREVI possuía diretamente em Brasil Telecom Participações, conforme tag along (extensão do prêmio de controle a minoritários) previsto em lei, de 80% do preço de venda do controle. A Oi assumiu o compromisso de pagar um total de R$ 5,37 bilhões pelo equivalente a 61% do capital votante da BrT. A PREVI agregou valor à sua participação de 12,96% na Oi/Telemar, já que passará a integrar o bloco de controle da nova empresa, mais forte e competitiva. Como tinha ações de controle na BrT, por meio de Invitel, a PREVI não podia estar também no controle da Telemar, conforme regulação específica do setor.

12

sociados do próprio Plano. O limite legal é estabelecido pela soma destas duas categorias de operações. Com a abertura do financiamento imobiliário (Carim) para o PREVI Futuro, os recursos garantidores do Plano passaram a ser distribuídos na proporção de 14% para as operações de Empréstimo Simples e 1% para operações de Financiamento Imobiliário.

O processo de substituição de garantia dos financiamentos imobiliários foi reestruturado, com aperfeiçoamento do atendimento prestado aos participantes e maior segurança na condução dessas operações.

Ao atingir o teto estabelecido para o Empréstimo Simples, as operações precisaram ser temporariamente suspensas, sem prejuízo das operações de Financiamento Imobiliário do Plano.

Foram convocados todos os 7.967 participantes do Plano 1 que manifestaram interesse no financiamento pelo Autoatendimento do site ou pela Central 0800729-0505. Já são 2.518 financiamentos concedidos desde a reabertura da carteira, em dezembro de 2006. Deste total, 1.895 contratos foram assinados em 2008 e movimentaram cerca de R$ 230 milhões. Todos os que manifestaram interesse no financiamento receberam carta de convocação.

ANO

Em abril, quando foi formalizada a proposta de venda do controle da BrT para a Oi/Telemar, foram assinados vários contratos que encerraram os litígios judiciais com o Banco Opportunity. A PREVI e outros cotistas, desde 2000, buscavam reparar seus direitos, de modo a preservar os investimentos realizados. Foram anos de discussões e divergências acumuladas, até que se chegasse a esse desfecho. O resultado permitiu a superação dos conflitos societários e regulatórios e levará a PREVI a concentrar-se no esforço de valorização da Oi/Telemar.

1.2 PREVI acompanhou aumento de capital da Vale De forma a garantir recursos para a estratégia de internacionalização de suas atividades, a Vale realizou oferta pública no mercado nacional e internacional, no início do 2º semestre, de 445.989.984 novas ações, correspondentes a cerca de R$ 19,5 bilhões. A PREVI, junto aos demais sócios, manteve sua participação no capital ordinário da Valepar e, consequentemente, no controle da Vale.

2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

SALDO DA CARTEIRA

ESTOQUE DE CONTRATOS

803.614,65 5.527.216,43 22.565.688,65 34.796.901,67 66.438.731,96 105.819.517,83 132.250.583,03

1.046 2.420 5.742 8.342 12.301 14.540 16.168

4.9.1 FGTS para quitar financiamento imobiliário A PREVI renovou até julho de 2010 o convênio com a Caixa Econômica Federal que permite o uso do FGTS para quitação dos financiamentos imobiliários. Desde a assinatura do convênio, em 2005, já foram quitados 1.653 contratos com volume financeiro de liquidação no valor de R$ 100,422 milhões. Em 2008, tivemos 68 contratos liquidados, no montante de R$ 3,858 milhões.

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Em 2008, foram liquidados 1.166 contratos com recursos próprios, totalizando R$ 54,291 milhões.

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Investimentos Imobiliários

TERRENOS E

COMPLEXO

Renda Fixa R$ 764,18 mi (69,24%)

2,07%

HOTELEIRO

1,58%

10,32%

RENTABILIDADE EM 2008 Meta Atuarial IBrX-50 Ibovespa TMS PREVI Futuro

FUNDOS DE INVESTIMENTOS 2,96%

SHOPPING CENTER 32,36%

1,58%

IMÓVEIS LOCADOS

0,03%

49,11%

12,60% -43,14% -41,22% 12,48% -2,60%

Em termos de rentabilidade acumulada desde o seu início, o Plano acumula 453,57%, superando a meta atuarial para o mesmo período, que foi de 380,08%. Até 2007, a rentabilidade acumulada, de 468,35%, superava a Taxa Média Selic (TMS), de 412,78%. Em 2008, o desempenho foi afetado pelas aplicações em Renda Variável, com significativa queda na Bolsa de Valores.

IMÓVEIS RESIDENCIAIS

Renda Variável R$ 208,00 mi (18,84%)

Empréstimos e Financiamentos R$ 131,56 mi (11,92%)

HIPERMERCADO

O segmento hoteleiro

O Plano 1 tem participação em 14 shopping centers, cujo valor chega a R$ 1 bilhão. Estes empreendimentos foram beneficiados pelo aumento do poder de compra das famílias, e alcançaram uma rentabilidade de 38%, destacando-se no segmento imobiliário.

Demos sequência ao processo de reestruturação e venda do Complexo Sauípe e continuamos sem solução para o prédio que abrigava o hotel Meridien, no Rio de Janeiro. A expectativa é de que em ambos os casos haja uma solução em 2009.

Para acompanhar o desempenho dos shoppings, a PREVI se faz presente em todas as assembleias de proprietários/condôminos, buscando a adoção de boas práticas de gestão, transparência e valorização dos empreendimentos. Além disso, a PREVI também tem participado de investimentos de renovação e expansão, como nos casos do Morumbi Shopping (SP), Barrashopping (RJ) e Parkshopping (DF).

Umberto Primo

ACUMULADO (I)

Em 2008 ocorreram entendimentos diretos entre a PREVI e o Ministério Público de São Paulo, que responde pela curadoria das fundações (no caso, a Fundação Umberto Primo, antiga proprietária do imóvel). Tais entendimentos abrem caminho para a solução de diversas pendências judiciais e a possibilidade de dar destinação rentável ao empreendimento.

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

28,12% 49,50% 74,46% 105,35% 162,57% 212,65% 266,81% 334,25% 408,85% 471,08%

INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS 2,28% 19,01% 32,01% 51,81% 88,16% 105,23% 132,81% 177,51% 223,62% 293,55%

EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 4,06% 12,04% 24,39% 40,35% 61,39% 80,29% 99,58% 124,24% 154,18% 187,14%

PLANO 1

ATUARIAL

52,02% 66,53% 84,65% 126,19% 207,14% 286,01% 373,35% 539,05% 777,23% 676,44%

27,18% 48,03% 73,22% 132,11% 164,92% 206,50% 241,29% 271,94% 313,61% 365,74%

Por estas razões, as discussões em torno do superávit foram efetivamente suspensas. A sua retomada dependerá provavelmente de algumas condições: o

60

52,9

50 40

34,8 26,3

30 18,9

20 9,8

10

Gráfico 2

5,0

0

1400%

1999

2004

2005

2006

2007

2008

Superávit = R$ 26,312 bilhões Ativo Líquido = 140% do passivo atuarial Reserva de Contingência R$ 16,555 bilhões = 25% do passivo atuarial Reserva para revisão do Plano = R$ 9,756 bilhões

1200% 1000% 800%

1.1 Pagamento dos benefícios

600%

200% 1999

Renda Variável

2000 Renda Fixa

2001

2002

2003

Investimentos Imobiliários

2004

2005

2006

Empréstimos e Financiamentos

2007

2008

Plano 1

Atuarial

BB (*) INSS Plano 1

Considerando que o Plano 1 está com a cobrança de contribuições suspensas, o pagamento de benefí- Plano de Benefícios cios é suportado pelas receitas oriundas do Programa de Investimentos: recebimento de aluguéis, dividendos, juros de títulos e venda de ativos. (*) Refere-se basicamente ao pagamento de pensões anteriores a 1967 e de demandas judiciais.

PAGAMENTO (R$ mil) 294.228 1.456.190 5.793.933

BENEFÍCIO

Característica importante do Plano 1 é o grande volume de benefícios pagos anualmente. Em 2008, este montante atingiu R$ 5,793 bilhões, efetivamente pagos a 84.328 aposentados e pensionistas.

400%

0%

esclarecimento de dúvidas já relatadas sobre dispositivos da Resolução 26; o esclarecimento sobre as consequências de ações judiciais que foram impetradas contra a Resolução; e a avaliação acerca da situação econômico-financeira do Plano e das possibilidades de dispor da Reserva Especial.

Evolução do superávit (R$ bilhões)

BB 4%

RA_Azul Claro_v23_ABERTURAS.indd 25

08.04.09 12:28:57

INSS 19%

PLANO 1 77%

25

31 RA_Amarelo Forte_v21_ABERTURAS.indd 31

08.04.09 12:33:32

2008

2007

1999

1998 6,12% -0,54% -0,55% 13,25% 3,08% 10,17%

2006

2005

Evolução do patrimônio No acumulado dos últimos 10 anos, a Capec registrou aumento de patrimônio da ordem de 950%, fruto do crescimento do número de participantes e da rentabilidade dos investimentos.

2004

2003

2002

2001

2000

151,6 114,7

2004

2005

2006

BALANÇO PATRIMONIAL – PLANO CAPEC

outubro de 2006. Levou-se em consideração também que o Plano é jovem e que seus participantes terão bastante tempo de acumulação, o que permite que se corra um pouco mais de risco em busca de maiores retornos, contando com o longo prazo como elemento mitigador das variações que possam acontecer de ano em ano.

50

2007

2008

2008 0

R$ mil 2007 9

Realizável Programa Previdencial Recursos a Receber Outros Realizáveis

153.350 0 – 0

167.342 1 1 0

100,00% 0,00% 0,00% 0,00%

99,99% 0,00% 0,00% 0,00%

Programa de Investimentos Renda Fixa Títulos de Resp. do Governo Federal Aplicações em Instituições Financeiras Outros Investimentos (Compromissadas) ATIVO TOTAL

153.350 153.350 33.277 114.505 5.569 153.350

167.341 167.341 6.629 144.602 16.110 167.351

100,00% 100,00% 21,70% 74,67% 3,63% 100,00%

99,99% 99,99% 3,96% 86,41% 9,63% 100,00%

ATIVO Disponível

08.04.09 13:00:32

153,4

124,7

14,6

1999

45

167,4

Plano 1 – Gestão dos Recursos A crise financeira global, deflagrada com o problema das hipotecas nos EUA, agravou-se fortemente a partir do segundo semestre de 2008. No cenário interno, em que pesem os sólidos fundamentos macroeconômicos, a crise se reflete de forma significativa no crédito e nas contas externas. O governo e a autoridade monetária vêm tomando medidas para injetar liquidez no sistema e estimular a circulação dos recursos, mas a atividade econômica dá sinais de desaceleração na produção e no consumo.

Evolução do patrimônio (R$ milhão)

Alocação de recursos Até 2006 o Plano tinha seus recursos aplicados apenas nos segmentos de Renda Fixa e Empréstimos e Financiamentos aos Participantes. Considerando o aumento de patrimônio do Plano, a necessidade de diversificar a alocação de investimentos e a busca de rentabilidades maiores, decidiuse alocar parcela dos recursos em Renda Variável. Os primeiros investimentos neste segmento foram realizados em

RA_Laranja_v20_ABERTURAS.indd 45

10. POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

950%

POUPANÇA 152,62% 7,90% 7,70% 8,33% 9,18% 8,10% 11,10% 9,14% 8,59% 8,39% 12,25% IPCA 97,31% 5,90% 4,46% 3,14% 5,69% 7,60% 9,30% 12,53% 7,67% 5,97% 8,94% INPC 101,95% 6,48% 5,16% 2,81% 5,05% 6,13% 10,38% 14,74% 9,44% 5,27% 8,43% TMS 476,78% 12,48% 11,88% 15,08% 19,05% 16,25% 23,35% 19,17% 17,34% 17,31% 25,59% ATUARIAL (II) 380,08% 12,60% 11,20% 8,98% 11,35% 15,70% 14,13% 34,00% 17,02% 16,39% 27,18% PREVI Futuro (III) 453,57% -2,60% 15,96% 17,93% 15,99% 19,38% 30,58% 21,59% 17,34% 20,47% 21,39% Observações: (I) Período: 21/07/1998 até 31/12/2008. (II) IGP-DI + 6% a.a. até maio/2004; INPC + 6% a.a. a partir de junho/04 até dezembro/06 e INPC + 5,75% a.a. a partir de janeiro/07. (III) Utilizamos a rentabilidade da cota do PREVI Futuro para os anos que não temos rentabilidade apurada (1998 a 2000).

39 08.04.09 12:33:34

08.04.09 12:25:44

PLANO DE BENEFÍCIOS 1

A partir do final do primeiro semestre, foi ficando cada vez mais claro que o resultado de 2008 consumiria uma parte do superávit que deveria estar em discussão.

RENDA FIXA

RENTABILIDADE DO PREVI FUTURO x ÍNDICES

2.3.1 O destaque dos shoppings

RA_Amarelo Forte_v21_ABERTURAS.indd 39

RENDA VARIÁVEL 78,31% 89,45% 103,70% 156,63% 270,78% 393,10% 527,08% 822,19% 1291,91% 957,30%

8. CARTEIRA DE PECÚLIOS – CAPEC

Distribuição de Ativos do PREVI Futuro COMPLEXO HOSPITALAR

RA_Verde_v27_ABERTURAS.indd 5

PREVI FUTURO

PLANO DE BENEFÍCIOS 1

IMÓVEIS EM CONSTRUÇÃO

Rentabilidade acumulada

19

PREVI • Relatório Anual 2008

A Diretoria da PREVI mais uma vez compartilha com todos os associados não só a prestação de contas sobre tudo que aconteceu em 2008, como também suas preocupações e seu compromisso com mais um ano de trabalho duro e sério.

SALDO POSITIVO EM 10 ANOS

A Carteira de Financiamento Imobiliário (Carim) foi aberta aos participantes do PREVI Futuro em agosto. Em 2008, foram convocados 32 participantes com prérequisitos cumpridos – 10 anos completos de filiação ao PREVI Futuro e disponibilidade de margem consignável – e que formalizaram interesse no financiamento imobiliário. A primeira convocação foi realizada em setembro, e o primeiro contrato foi assinado em dezembro. A Diretoria destinou 1% dos recursos garantidores do PREVI Futuro para operações do gênero. A Carim permite financiar até 100% do valor do imóvel, em até 240 meses. Podem ser financiados imóveis residenciais, novos ou usados, de alvenaria, em boas condições de conservação, situados em regiões urbanas, com obras concluídas, devidamente averbados no Registro de Imóveis, em situação documental regular, sem gravames ou ônus reais. O regulamento completo está disponível no site previ.com.br.

Apesar destes “alívios”, estamos longe de relaxar. Sabemos que atenção e cuidados redobrados são mais do que nunca necessários. Manobrar dentro do espaço possível, aproveitar oportunidades, rever táticas e monitorar riscos, em um ambiente de pouca previsibilidade, é um novo desafio.

55

Tabela 2

4.9 Carim

Gerir um fundo de pensão em cenários de instabilidade é um grande desafio em qualquer lugar do mundo. É um grande alívio para nós que a economia brasileira ainda se mantenha como uma das menos afetadas, embora sofra as consequências inevitáveis de uma crise mais global e profunda que qualquer outra já vista. É um alívio também que, mesmo neste cenário, seja possível preservar a saúde financeira e a solvência dos nossos planos, mantendo intactos os direitos dos nossos associados.

PREVI • Relatório Anual 2008

4.9.2 Plano 1: cerca de 8 mil convocados na Carim

4.9.3 Abertura da carteira imobiliária para o PREVI Futuro

Mensagem da Diretoria Executiva Recentemente a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicou pesquisa sobre o impacto da crise para os fundos de pensão em todo o mundo. O relatório analisa os dados apenas até o mês de outubro de 2008, e apura uma perda em média de 20% para o conjunto dos fundos em diferentes países (com maior peso para os europeus e norte-americanos). É muito provável que estas perdas tenham se aprofundado desde então, quando a crise mostrou mais força e resistência.

Convidamos todos os associados a lerem atentamente este Relatório. Em que pesem os resultados não serem largamente positivos como nos acostumamos a ver nos últimos anos, continuamos convencidos de que os bons e os maus momentos exigem a mesma transparência, a mesma participação e o mesmo compromisso de superação de sempre.

DESTAQUES 2008

4. DESTAQUES 2008

2. MENSAGENS

Responsabilidade socioambiental Atendimento Planejamento e Gestão de Riscos

10. POLÍTICA DE INVESTIMENTOS ..........................................59

3. INSTITUCIONAL .................................................................... 8 • •

1. APRESENTAÇÃO

Diante dessa conjuntura desfavorável, reforçase a importância das ferramentas de planejamento que vêm sendo utilizadas na PREVI que, na construção de cenários macroeconômicos e análises de ALM (Gestão de Ativos e Passivos), considerou diversos panoramas – otimista, básico, pessimista e de estresse – de forma a simular as condições de solvência e de liquidez do Plano de Benefícios 1 e

(% Ativo Total) 2008 2007 0,00% 0,01%

Dessa forma, a elaboração da Política de Investimentos do Plano 1 partiu da necessidade de atender à disponibilidade de recursos suficientes para o fluxo de pagamento de benefícios e de custeio do plano e ao cumprimento do Plano de Enquadramento, aprovado pela SPC no âmbito da Resolução no 3.121/2003. Para os anos de 2009 e 2010, foi adotada a premissa de que as obrigações previdenciárias do Plano 1 serão cobertas tanto pelo segmento de Renda Fixa, quanto pelo desfazimento de Renda Variável. A partir de 2011, tendo como referência a necessidade de cumprimento do Plano de Enquadramento e a possibilidade de recuperação do mercado acionário, as vendas serão concentradas exclusivamente em Renda Variável, de forma que esse segmento alcance em 2014 o patamar de 50% de participação dos recursos garantidores, conforme determinado pela legislação.

59

PREVI • Relatório Anual 2008

RA_Ocre_v18_ABERTURAS.indd 50

subsidiar a construção da Política de Investimentos para o período 2009-2015.

08.04.09 13:10:35

RA_AzulMarinho_v37_ABERTURAS.indd 59

08.04.09 13:28:28


Projetos Editoriais

Revista Food Files – ActionAid Conceito: Revista semestral, de circulação mundial, com versões em Português, Inglês, Espanhol e Francês, que aborda o tema “o direito à alimentação” participação: Adaptação do projeto gráfico de miolo e capa e diagramação (produzido na ô de casa produção editorial, no segundo semestre de 2009)

48 páginas

EDITORIAL

ActionAid is an anti-poverty agency working in over 40 countries, taking sides with the poor people to end poverty and injustice together. www.actionaid.org food.les@actionaid.org

ISSUE 3

This Magazine was printed on 100% recycled paper

The emperor is always hungry

Food Files number 3 addresses two main challenges posed by the present food se-

Our food system is in trouble

curity situation: the need to demand that governments actually govern the world food

Francisco Bendrau Sarmento

Aftab Alam Khan International Coordinator of Trade Justice & Stop Corporate Abuse Initiatives

6

Amade Sucá Right to Food Regional Coordinator in Africa

11

Magdalena Kropiwnicka Food and Hunger Policy Adviser Marta Antunes IFSN Global Coordinator

system, and the denial of access to and control over natural resources, with a special focus on gender.

Rising food prices and poverty These two issues are presented in the FILE section by renowned researchers, Action-

in South Asian Countries AFM Shahidur Rahman

Aid staff and members of key networks. Some authors argue that the “false international

The impacts of trade liberalization

in southern countries. The impacts of bio-fuel production and its links to the crisis in food

on food sovereignty and women’s access to land

prices are examined via the Guatemalan case. The impact of the crisis on the lives of poor

Agustina Pérez Rial

and vulnerable people and the challenges faced by national governments is illustrated

consensus” generated in the wake of the food and nancial crisis may provide even more room for corporate control over the food system, and further increase land concentration

from the South Asian perspective, highlighting the difculty of going beyond immediate

15

Renata Neder Farina Communications Ofcer

emergency responses to the crisis if the structural causes are not properly understood.

Changes deriving from the emergence of big distribution/retail agents

The section also suggests ways of reforming the UN agencies and state structures in order to allow better inter-sectorial cooperation. Also in the FILE section, the reader is urged to

Manuel Belo Moreira

consider the impacts of international trade and the Free Trade Agreements on Latin Ameri-

Food Files

can family farming and on women’s access to and control of land and natural resources.

22

Director: Francisco Sarmento

The emperor is always hungry: causes and impacts of the world food crisis

ISSN: 1982-2782

HungerFREE Women: promoting women’s rights and access to land and natural resources to end hunger and ght HIV / AIDS

ActionAid Americas Regional Ofce Rua Morais e Vale 111 / 3° andar Lapa - Rio de Janeiro CEP: 20021-260 - Brasil Tel: +55 21 2189 4600

ActionAid International is registered as a foundation in Haaglanden, the Netherlands, under le number 27264198.

(EC) and implemented in ciety organisations, has d security and sovereignty onal, regional and n countries of the south.

July 2009 ActionAid

connects trade agreements and food crises to an interesting gender focus.

Laura Hurtado

Editor: Marta Antunes This document has been produced with the nancial assistance of the European Community. The views expressed herein are those of the authors and can therefore in no way be taken to reect the ofcial opinion of the European Commission

What signicance does the concept of food sovereignty have in this context? The article

Biofuel production in Guatemala and the right to food

The DOSSIER section is dedicated to the International Food Security Network’s achievements. In this issue the campaign Mujeres por un Futuro Sin Hambre is highlighted

26 DOSSIER

Executive Production: Renata Neder Farina Design: ô de casa Translation and English revision: David Allan Rodgers Edition of articles Rising Food Prices and Poverty in South Asian Countries and Women, Land and HIV: James Edge Acknowledgements: We thank all the authors that collaborated with this issue and we also thank everyone that somehow contributed to this project: AFM Shahidur Rahman, Agustina Pérez Rial, Alejandra Scampini, Alex Wijeratna, Anjali Gupta, Carlos Rui Ribeiro, João Pinto, Laura Hurtado, Manuel Belo Moreira, Nelly Maina, Parvinder Singh, Pragya Vats, Quinta Vieira, Regina Domingues and Rita Pereira. We wish to thank the Picture Desk Team, particularly Natasha Mulder and David San Millan del Rio , for their availability and all the support provided for this edition of Food Files.

as the centre point of the joint campaign between national and regional networks for the

Mujeresis por un Futuro sin Hambre: The emperor Moving from laws to practice in the Americas always hungry: Marta Antunes causes and impacts 36 POST-IT of the world food KENYA: Womencrisis on the move for claiming their rights to land

same demand – more land in the hands of women! As a background to this campaign, this section also provides a general analysis of the current state of laws and practices in the Americas region. In the POST-IT section, the article from Kenya addresses the challenge faced by poor and vulnerable women in accessing and controlling land, while the article from India shows the struggle of sherwomen to ensure their right to work is recognized and respected.

Nelly Maina

HungerFREE Women: 38 INDIA: Fisherwomen champion community rights Fisherwomen from coastal India are demanding recognition of their rights as workers promoting women’s rights ActionAid India and access to land and natural to end for alternatives to enhance food GUINEA-BISSAU: Searching 39resources security and reduce hunger and ght HIVdependency / AIDS Carlos Rui Ribeiro

International Food Security Network The IFSN project, co-funded by the European Commission (EC) and implemented in partnership with more than 1.400 local and national civil society organisations, has the main objective of creating or strengthening national food security and sovereignty networks in order to, through a joint lobby, inuence (at national, regional and international levels) the implementation of the right to food in countries of the south.

42 CLIPS

Kate Holt / Eyevine / ActionAid

Women, Land and HIV Securing women’s right to land and livelihoods to end hunger and ght HIV / AIDS ActionAid

47 AGENDA

www.ifsn-actionaid.net

HungerFREE Women celebrates the 30th Anniversary of CEDAW

ifsn@actionaid.org

Alejandra Scampini

27.07.09 17:11:03

FILE

Capa_FoodFiles_Final.indd 1

AFM Shahidur Rahman

6

Rising Food Prices and Poverty in South Asian Countries

7

27.07.09 17:11:03

FILE

change. Their actions must focus on how to protect the

ery 100 Guatemalans live in a rural area and, of these,

cess to food. These processes have transformed the rural

hundreds of millions of small-holder farmers, the millions

59% are indigenous. Four out of ve poor people live

world, expressed in the development of new production

although some slower than others. In many countries

of urban poor and rural women. They must enable farm-

in rural areas, including 73% of Guatemalan women

frameworks with the steady advance of non-traditional

the responses came only after there was sharp criti-

ers to adapt regenerative agriculture and appropriate

living in poverty.

agricultural activities and non-agricultural activities.

cism from the media and public outrage on the gov-

agricultural technologies. Actions need to face the chal-

The case studies are surprisingly similar in terms of

Different civil society movements and organizations

ernment’s failure to control prices. Many governments

lenges of a growing population and ensure food avail-

the scenarios they describe. One of the common causes

have tried to draw attention to these issues and over the

wanted to understand the nature of the problem before

ability. They must make public land and water bodies

of food dependency faced by the majority of countries is

last few years have managed to nd more fertile ground

acting. Government decisions were also inuenced by

available to the landless – especially to women who own

that many of the foods consumed today are imported.

for their protests among peasant and indigenous groups

number of other emergency situations.

larly women, have been affected more than others and a large number of south

fect of international prices on local markets. They also

Asians have suffered worse than elsewhere. More than one-third of the popula-

miscalculated the extent of the price rise, especially

tion of south Asia are poor, and it has the highest density of poor in the world.

for rice. All of the government initiatives were mainly of

ActionAid estimates that the number of hungry and food insecure people

three broad categories: export restriction, price control

in the region due to increasing prices could rise to 588 million, an increase

and import liberalisation.

of 31 percent. Estimates for the world suggests that, on current trends, the

The types of policy responses varied according

number of hungry and food insecure people could soar to 1.7 billion, repre-

to whether countries are net importers or net export-

senting 25 percent of the world’s population.2

ers. The former involves reducing import restrictions

Ination in food prices in these countries nearly doubled over the past year

and tariffs, while the latter involves adopting in-

to an enormous 11 percent. In many countries, ination is the highest in a

creased taxes and restrictions on exports. Safety net

decade. The immediate effect of the price rise is hunger, as people are able

programmes and policies to mitigate the rise in food

to buy less, which in turn leads to malnutrition and further poverty.

prices through subsidies, using stocks to stabilize prices, and providing assistance to farmers to meet rising input costs are widespread.

South Asian governments are now facing unique challenges, brought about by

This situation reveals the fragility of the balance between

Asia. But there are people who have been affected more than others: landless

supply of food globally and the needs of people. It reiter-

people, people without access to agricultural production, e.g. poor, unskilled rural

ates the unkept promises by the leadership to acceler-

labour force, and women face the brunt. Most of these south Asians have to buy

ate progress towards the eradication of hunger through

cooking oil, coarse rice and rewood from the market and these are precisely the

agricultural and rural development. So far, south Asian

three items that have seen the sharpest increases over last six months.

governments have undertaken emergency responses.

A number of snapshot surveys have examined the impact of food prices on

Now it is time that SAARC countries take more sustain-

poor people and people living just above the poverty line. It is estimated that

able measures. They must ensure a set of actions that

over 800 million people worldwide will fall back into poverty. For every one per-

will result in an accelerated and permanent reduction in

economists predicts that for every one percent rise in food prices represents an increase in the number of hungry people worldwide by 16 million. Given the current crisis, an ActionAid simulation suggests that the number of hungry and

Miolo_FoodFiles_03.indd 6

27.07.09 15:28:53

asymmetries between the parties in terms of imposing their interests and the potential political and social consequences of these imbalances. The signing of a trade agreement can introduce changes in the distribution of resources, social structures and employment patterns, the role of national governments and the power of institutions. The impacts of trade liberalization also differ according to the division of labour between men and women, their capacity to access resources and their status and remuneration within the labour market. The most important arena for multilateral negotiations is the World Trade Or-

Miolo_FoodFiles_03.indd 7

27.07.09 15:29:14

the agrifood sector takes place among different actors

lates into growing competition and into the easiness

in terms of their economic and nancial weight, that is,

with which the most important groups began expand-

between big actors or between bigger and smaller ac-

ing their scope of action over other places, regardless

tors, but also between these and agents from several

of the frontiers of Nation-states. According to the ortho-

different places in terms of economic development. In

dox economic doctrine (more efciency), one expects

this context, and focusing exclusively on the subject of

that growing competition results in abandonment by

big distribution/retail agents, the competition between

those who are not able to compete, in favour of the

to use the information and arguments when making

growth and spurring development.

their voices heard in meetings, in dialogue with national governments and also in regional assemblies such as

KNOWLEDGE AS THE BASIS FOR ACTION

MERCOSUL’s REAF (Special Meeting on Family Farm-

As a result of the processes of trade liberalization pur-

ing), with the aim of strengthening public policies for

sued over recent decades, the region’s rural population

the family farming sector in response to the advance of

is now extremely vulnerable in terms of poverty and ac-

the free market and the multinational corporations.

TEXTS PRODUCED BY IGTN-LA WITH THE SUPPORT OF ACTIONAID – WOMEN’S RIGHTS TEAM

1 This paper is based on the report “Rising Food Prices and Poverty in South Asian Countries: a call for action in SAARC Summit” 2 Actionaid report. This is based upon modelling by University of Minnesota economists who predict that for every 1 percent rise in food prices, the number of hungry people in the world will rise by 16 million. Another study conducted in 2001 suggests for every 1 percent increase in food prices, food consumption in poorer countries decreases by 0.75 percent. 3 Nepal Times; 2008 4 FAO, 2008 5 ADB; 2008 6 FAO, 2008 7 Originally the research was conducted by IFPRI

Cartilla Comercio Internacional. Agricultura y Alimentación (International Trade. Farming and Food. 2007) Norma Sanchís and Agustina Pérez Rial Colombia: Género y Problemática Agroalimentaria. Trabajadoras de la agroindustria (Gender and the Agrofood Problem. Female workers in the agroindustry. 2007) Patricia Jaramillo Guatemala: Maíz, mucho más que tortillas (Maize, much more than tortillas. 2007) Norma Maldonado and Beatriz Barrientos Mexico: Las relaciones de Género en el sector Agropecuario y Alimentario Mexicano (Gender relations in the Mexican Farming and Food sectors. 2007) Mujer y Medio Ambiente, A.C. Paraguay: La Seguridad Alimentaria, el Modelo Productivo y su efecto sobre las Mujeres (Food Security, the

Miolo_FoodFiles_03.indd 10

DOSSIER

27.07.09 15:30:12

Miolo_FoodFiles_03.indd 14

AGENDA

Marta Antunes

26

27.07.09 15:30:56

Alejandra Scampini

48

International Food Security Network Global Coordinator / ActionAid

the sexes or on stereotyped roles for

CEDAW’s anniversary is an opportunity to

they decide to protest. In making their

men and women” (Article 5).

maintain our struggle for women’s rights,

demands, rural women link the denial

On the 30TH anniversary of CEDAW,

especially in the context of the present

of their economic rights to the failure

we need to sustain the momentum.

food and nancial crises. We need to

to guarantee their right to participate in

According to UNIFEM (United Nations

review the available information and

decision-making processes, reproductive

Development Fund for Women), a total

re-assess the challenges and advances.

sexual rights or the right to decide on their

of 185 states have ratied the CEDAW

Serious complications exist and the

own bodies.

Convention, while 90 have ratied its

analysis of our situation in the region is

ActionAid calls on its partners and allies

optional protocol. This year we once

that it is getting worse. Even in those

to seize the opportunity provided by CEDAW’s anniversary. Our gains can be reversed, as we see on a day-to-day level with the impunity given to infractors and

the dominant economic model and the

and request investigations. Many

take the case of Brazil where most of the

the failure to implement existing laws. We

nomic orthodoxy also recognises that those changes

The impacts of this competition are historically well

create winners and losers, since it maintains that the

known. The smaller actors increasingly lose importance

recent decades. And women have

benets obtained are superior to the loss of those who

in the market. When they adopt collective action strate-

played the biggest role in making this

are damaged, which would compensate for their loss.

gies, they can more or less resist to competition by big-

specic causes protagonized by women.

This linearity might be accepted from a restricted

ger actors, although they can rarely subsist in the face

Women are placing social movements at

economic view. On the contrary, from the view of politi-

of acquisition aims or partnerships close to integration.

centre stage while demanding their own

cal economy, it is necessary, on the one hand, to iden-

There is also competition between big agents that

tify the winners and the losers of this new dynamics

belong to the same competitive level. Regarding these

The women engaged in the Mujeres por

and, on the other hand, to understand the effects that

actors, recent history reveals several concentration

un Futuro sin Hambre1 campaign belong

an economy no longer restricted to national frontiers

phenomena, which end up establishing oligopolistic

who are ghting for visibility and

can have on the economy of the mostly affected sec-

market structures, in which a small group of agents

recognition of their demands within the

tors, but also on the societies involved.

holds a substantial share of the market.

movements, organizations and networks

situation of unemployment and poverty generated by neoliberal policies over

happen: structural/economic causes and

visibility. (Gohn 2008:156-157)

to this groundswell of female activists

and in relation to the national states and their regional and international bodies. Between October 15th 2008 and March

2006 seed sales

8th 2009 more than 3,500 rural Latin

US $ millions

American women involved in the Mujeres por un Futuro sin Hambre campaign

Trade), farming had been left out due to the concern with food security. The

5. Land O’ Lakes (US)

$756

6. KWS AG (Germany)

$615

marched and demanded the right to food through access to land and other resources. As well as making their voices heard, these events allowed them to highlight the demands of many female comrades unable to join them at the

7. Bayer Crop Science (Germany)

$430

city rallies or other campaign events by

8. Delta & Pine Land (US) (acquisition by Monsanto pending)

$418

collecting plates with messages and by

lift government subsidies or incentives for production and exportation. How-

9. Sakata (Japan)

$401

drafting collective manifestos. Many are

ever the global trade in farming commodities is, in fact, seriously distorted

10. DLF-Trifolium (Denmark)

$352

members of mixed organizations but

by the continuance of subsidies that sustain the more powerful economies

The top 10 seed corporations account for 55% of the commercial seed market worldwide;

collectively present their specic demands

of the United States and the European Union.

In 2006, the top 10 companies account for $12,559 million – or 64% of the total proprietary seed market.

concerning access to and control of

Monsanto – the world’s largest seed company – accounts for more than one-fth of the global proprietary

land and other natural and productive

Leo Liberman / ActionAid

These analyses and diagnoses serve, in turn, as a basis for rural women from the different organizations

last few decades with the aim of achieving economic

aries and small producers, acquires great importance.

$1,035

27.07.09 15:30:12

in deconstructing naturalized power relations.

forms implemented by Latin American states over the

economy and of society in general. However, this eco-

4. Groupe Limagrain (France)

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nated by being female, poor and rural, is the rst step

justment and stabilization policies, as well as other re-

law is generally unsatisfactory. We can

liberalization. Previously, under GATT (General Agreement on Tariffs and

studies critically examining the process of trade liberalization and its effects

particular the situation of rural women, triply discrimi-

women’s rights to the Commission

$1,743

tional lifestyles of the poorest rural populations. However, the majority of

its consequences on food sovereignty, emphasizing in

dency on seed providers.

people and movements challenging

3. Syngenta (Switzerland)

among a small group of multinational corporations, threatening the tradi-

Understanding the centrality of the analysis of the regional transformations caused by trade liberalization,

for production and the increased technological depen-

bigger and smaller actors, both small trade intermedi-

where agriculture was included for the rst time during negotiations on trade

trend towards increased concentration of land and agricultural production

negotiable social, cultural and political right.

cess to markets, due to the high level of capital needed

countries with equal rights legislation,

$4,028

Simultaneously, the Latin American region as a whole has displayed a

pioneering role in dening food sovereignty as a non-

of small rural producers, especially in terms of their ac-

the application and enforcement of the

$2,781

tional trade in food products that are designed to reduce import tariffs and

in Asia, Africa, Europe and the Americas, has played a

the use of GMOs in crops has worsened the situation

again have the opportunity to submit

1. Monsanto (US)

provisions of the Agreement on Agriculture establish sets of rules on interna-

and agricultural workers from more than 50 countries

income homes, such as sugarloaves. Authorization for

complaints concerning violations of

2. Dupont (US)

The WTO Agreement on Agriculture originated in the Uruguay Round

en and young people, indigenous groups, the landless

prices of the basic consumer food items used by low-

social struggles unfold, we can observe

Company

tion reveals the scale of the disparities between countries like never before.

ants, small and medium-size producers and rural wom-

tion’s staple foods. This has also provoked a rise in the

new alliances being formed by those

Based on 2006 Seed Revenues

agriculture is today one of the most hotly debated topics in the WTO, the situa-

has been working since 1993 with organizations of peas-

a reduction in the area used to produce the popula-

This situation of poverty and food shortages is

In Latin America, on the ground where

THE WORLD’S TOP 10 SEED COMPANIES – 2006

the countries or trade blocks are working on other partial agreements. Though

and in urban centres. Via Campesina, a movement that

of hunger. The policy of developing biofuels led to

found in a regional context shaped by structural ad-

Mujeres por un Futuro sin Hambre1: Moving from laws to practice in the Americas

At this stage of globalisation, growing competition in

The new dynamics within this particular sector trans-

ganization (WTO) whose 153 member countries look to agree measures and regulations for their commercial transactions. Simultaneously, outside of this space,

Asian Development Bank (2008); Special Report; Food Prices and Ination in Developing Asia: Is Poverty Reduction Coming to an End? April, 2008 Charles W. Corey (2008); Economists Cite Six Factors for Oil, Food Price Hikes www.america.gov 27 June, 2008 Economic and Social Department Group (2008); Asia Pacic Food Situation Update June 2008, FAO Regional Ofce for Asia and the Pacic European Bank for Reconstruction and Development (2008); Fighting food ination through sustainable investment 10 March 2008, London Food and Agriculture organization of the United Nations (2003); The state of food insecurity in the World; 2003, Rome Italy Food and Agriculture organization of the United Nations (2008); Crop Prospects and Food Situation FAO Corporate document Repository, No 1 February 2008 Rome Food and Agriculture organization of the United Nations (2008); Report on Soaring food prices: facts, perspectives, impacts and actions required; High-level conference on world food security: the challenges of climate change and bioenergy, Rome, 3 - 5 June 2008 Food and Agriculture organization of the United Nations (2008); The state of food insecurity in the World; 2006; Rome Food and Agriculture organization of the United Nations (2008) http:// faostat.fap.org Government of India (2008) Union budget for the year 2007-08 Government of Bangladesh (2008) National budget 2007-08 Government of Nepal (2008) National budget 2007-08 Government of India Pakistan (2008) Union budget for the year 2007-08 Ilana Solomon (2008); Cereal Offenders, Actionaid Policy brieng July 2008 Actionaid, Johannesburg Ijaz Kakakhel (2008); Measures taken for agri development, Daily Times Pakistan June 13, 2008, Pakistan Lola Nayar (2008;) Double Digit Whammy Outlook India, July 7, 2008 India Kunda Dixit (2008); Nepal’s Silent Food Emergency Nepal Times 20 -26 June 2008 Regmi, A., et al. (2001); Cross-country analysis of food consumption patterns. In Changing structure of global food consumption and trade, ed. A. Regmi. Washington, D.C.: United States Department of Agriculture Economic Research Service The Economist (2008); Cheap No more, The Economist December 6, 2007, London The Economist (2008); The New Face of Hunger, The Economist April 17, 2008, London The Daily Prothom Alo (2008); Media World, Dhaka The World Bank (2008); Agriculture for Development for 21 Century World Development Report 2008, World Bank group

Production Model and its effect on Women. 2007) Verónica Serani Geohegan

IMPACTS

What impacts are international trade and the Free Trade Agreements having on Latin American family farming and on women’s access to and control of land and natural resources? What signicance does the concept of food sovereignty have in this context?

REFERENCES:

policies, markets, and responses to the impact of climate

FILE

and women’s access to land

ever, in most cases there has been a failure to take into account the power

gional levels. These must relate to public goods, trade

17

on food sovereignty

ments that allow them to improve national economic performance. How-

They must commit to actions at the national and re-

11

The impacts of trade liberalization throughout the world have focused their attention on obtaining trade agree-

the number of hungry people and inequality.

FILE

Agustina Pérez Rial IGTN - Latin American Gender and Trade Network – Focal Point Argentina

Since the beginning of the 1990s, but especially after 2000, governments

Jenny Mathews / ActionAid

A CALL FOR ACTION

change. The impact of food prices has permeated the entire population of south

Jenny Mathews / ActionAid

rising food prices, compounded by increased demand for biofuel and climate-

by 0.75 percent (Regmi, A. et al. 2001). A model by University of Minnesota

In Colombia, between 1998 and 2002 more than 39,000 men and women died directly and indirectly

less than ve percent of the total land in south Asia.

In many cases, they failed to understand the links

olistic/monopolistic controls of the market, and the ef-

cent increase in food prices, food consumption in poorer countries decreases

Agustina Pérez Rial

14

All of the south Asian countries responded to the crisis,

Food prices are on the rise and it has hit South Asia hard. The rural poor, particu-

CHALLENGES BEFORE THE SOUTH ASIAN LEADERSHIP

27.07.09 27.07.09 17:11:30 15:28:33

FILE

POLICY RESPONSE

between the local food distribution system; the oligop-

We estimate that the number of hungry and food insecure people in the region due to increasing prices could rise to 588 million, an increase of 31 percent. Estimates for the world suggests that, on current trends, the number of hungry and food insecure people could soar to 1.7 billion, representing 25 percent of the world’s population.

Miolo_FoodFiles_03.indd 1

AFM Shahidur Rahman

10

International Head of the Right to Food Theme ActionAid

(Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination Against Women – CEDAW, article 2)

Capa_FoodFiles_Final.indd 2

FILE

South Asian governments are now facing unique challenges, brought about by rising food prices, compounded by increased demand for biofuel and climate-change. The impact of food prices has permeated the entire population of south Asia. But there are people who have been affected more than others: landless people, people without access to agricultural production, e.g. poor, unskilled rural workers, and women face the brunt.

Head of Livelihood Security and Risk Reduction / ActionAid Bangladesh

The nal article in this section is from Guinea-Bissau and shows States Parties condemn discrimination against women inhow all communities its forms,are agree to pursue mobilizing tomeans recover agricultural land bydelay separating sea water river water using the by all appropriate and without a policy offrom eliminating discrimination against traditional knowledge of ethnic minorities. women and, to this end, undertake: (a) To embody the principle of the equality of men and women in their national The intersections between various forms of denying rights to women are discussed constitutions or other appropriate legislation if not yet incorporated therein and to ensure, in the CLIPS section from the perspective of women living with HIV/AIDS and ghting for through law and other appropriate means, the practical realization of this principle; their rights to land, and the challenges of double discrimination. (b) To adopt appropriate legislative and other measures, including sanctions where appropriate, Issue prohibiting discrimination 3 of FOODall FILES concludes with theagainst AGENDA women; section, highlighting the impor(c) To establish protection of the of women anaround equal tance oflegal CEDAW’s 30th anniversary as a rights call for mobilization and on action thisbasis date. with men and to ensure through competent national tribunals and other public institutions the effective FILESagainst has reached 45 act countries and been present in key international events protection ofFOOD women any of discrimination; that from addressengaging the issues ofin food security, food sovereignty the right to food, against and is (d) To refrain any act or practice ofand discrimination women and to open to receiving article proposals at the following address: food. ensure that public authorities and institutions shall act inles@actionaid.org. conformity with this obligation; (e) To take all appropriate measures to eliminate discrimination against women by any person, organization or enterprise; (f) To take all appropriate measures, including legislation, to modify or abolish existing laws, regulations, customs and practices which constitute discrimination against women; Francisco Bendrau Sarmento (g) To repeal all national penal provisions which constitute discrimination against women

felt the need to organize as women and

seed market.

resources. These demands are allied with

The top 3 companies – Monsanto, Dupont and Syngenta – account for $8,552 million – or 44% of the total pro-

the campaigns to end violence against women, the promotion of breastfeeding

prietary seed market.

and the right to therapeutic abortion as

The top 4 companies account for $9,587 million – or almost half (49%) – of the total proprietary seed market.

part of their demands as rural women

Source: ETC Group

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ICARRD’s Final Declaration, paragraph 7, March 2006 We recognize that laws should be designed and revised to ensure that rural women are accorded full and equal rights to land and other resources, including through the right to inheritance, and administrative reforms and other necessary measures should

states have adopted well-formulated

laws demand equal treatment of men and

are also facing new challenges such as

laws and policies to eliminate gender

women, yet this principle is seldom put

climate change, global food insecurity and

discrimination on the use and control

into practice.

a global nancial crisis. More women will

of resources, yet in the Americas it is

Unfortunately we are also faced by a

be pushed into extreme poverty. Natural

very rare to see women in possession

context of increasing violence. HFW has

resources and people’s food sovereignty

and control of land given the existence

been witness to husbands or partners

are at serious risk. As much as we

of legal and social cultural obstacles:

who have prevented women from

celebrate the commitments and advances

women own 11% of land in Brazil,

gathering or coming to meetings. We

contained in some legislative frameworks

22.4% in Mexico, 15% in Nicaragua,

have also faced the violence exercised by

and norms, we lament the gap between

27% in Paraguay and 12.7% in Peru

state governments and institutions when

local and distant realities.

(Mason & Carlsson 2005, based on

they prevent our partners from marching

2009 is an opportunity for AAI and its

Deere & Leon 2003).

on the streets or persecute them if

allies to join forces, coordinate their initiatives and campaign strongly

be undertaken to give women the same right as men to credit, capital, labour rights,

to move from words to action. We

legal identication documents, appropriate technologies and access to markets and

need to reinvigorate our movements

information.

and renew our commitment to push for universal ratication of CEDAW

CEDAW - Article 14

without reservations as a fundamental

1. States Parties shall take into account the particular problems faced by rural

step to achieving the UN Millennium

women and the signicant roles which rural women play in the economic survival of

Development Goals. We hope to take our

their families, including their work in the non-monetized sectors of the economy, and

initiatives to another level and enable local

shall take all appropriate measures to ensure the application of the provisions of the

demands for women’s rights to land and

present Convention to women in rural areas.

livelihoods to be presented in regional and

2. States Parties shall take all appropriate measures to eliminate discrimination

international spaces.

against women in rural areas in order to ensure, on a basis of equality of men and women, that they participate in and benet from rural development and, in particular,

REFERENCES: Mason, K.O. and Carlsson, H.M. 2005. The Development of the Impact of Gender Equality on Land Rights. Oxford University Press

shall ensure to such women the right: (a) To participate in the elaboration and implementation of development planning at all levels; (b) To have access to adequate health care facilities, including information,

FAO, 2007. Genero y Legislación, Los derechos de la Mujer en la Agricultura.

counseling and services in family planning; (c) To benet directly from social security programs; (d) To obtain all types of training and education, formal and non-formal, including

To download the full text

that relating to functional literacy, as well as, inter alia, the benet of all community and extension services, in order to increase their technical prociency;

of CEDAW visit:

(e) To organize self-help groups and co-operatives in order to obtain equal access to

http://www.un.org/womenwatch/ Kate Holt / Eyevine / ActionAid

Mulder and David San for this edition of Food Files.

Editorial

1 EDITORIAL 2 FILE

Francisco Sarmento International Head of the Right to Food Theme

Leo Liberman / ActionAid

nd we also thank everyone ahman, Agustina Pérez os Rui Ribeiro, João Pinto, r Singh, Pragya Vats,

ISSUE 3

International Right to Food Team

e Abuse

th Asian Countries and

1

ActionAid

erty

economic opportunities through employment or self employment; (f) To participate in all community activities; (g) To have access to agricultural credit and loans, marketing facilities, appropriate technology and equal treatment in land and agrarian reform as well as in land resettlement schemes; (h) To enjoy adequate living conditions, particularly in relation to housing, sanitation, electricity and water supply, transport and communications.

27.07.09 15:32:06

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daw/cedaw/text/econvention.htm To learn more about the HungerFREE Women Campaign visit: http://www.hungerfreeplanet.org/

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Projetos Diversos – material de comunicação participação: Projetos gráficos (assistência e autoria própria) e diagramação (produzidos na ô de casa produção editorial)

EXPOSIÇÃO

3

2

INFORMAÇÕES E VENDAS EDITORIAL Para maiores informações sobre nossos títulos já publicados e projetos em andamento, procure o nosso departamento editorial. Tels.: (21) 2537-7566 e 2537-8786 Fax: 2286-7399 edicoes@pinakotheke.com.br

ARTEEDUCAÇÃO Sugestões de atividades didáticas Nereide Schilaro Santa Rosa

ENSINO FUNDAMENTAL 1

ENSINO MÉDIO

1) PORTO COM EMBARCAÇÕES, 1944 óleo sobre tela, 48 x 58 cm

1) ASTRAÇÃO EM AZUL, VERMELHO, CINZA, AMARELO E BRANCO, 1956 956 óleo sobre tela, 55 x 46 cm

1 ABSTRAÇÃO, 1966 têmpera e nanquim sobre papel, 33 x 19,5 cm

Primeiro momento: peça aos seus alunos que descrevam o que observam na obra. Conte a eles que Antonio Bandeira nasceu em 1922, na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, e era filho de um ferreiro. Aprendeu a pintar por conta própria e junto com outros jovens pintores, fundou o Centro Cultural Cearense de Belas Artes no ano em que produziu esta obra.

Primeiro momento: comente com seus alunos que Bandeira produziu esta obra obra durante sua estadia na Europa, entre 1954 e 1959. Alguns de seus temas preferidos idos eram as cidades e as árvores que transformava em “paisagens abstratas” atravésés de de linhas, manchas e cores.

Primeiro momento: comente com seus alunos que Bandeira era cearense, filho de um ferreiro. Estudou no Colégio Marista onde sua professora de artes descobriu seu talento para o desenho e pintura, e o incentivou a se tornar pintor. Aos 22 anos fundou, com alguns amigos, um centro cultural que se desenvolveu e se tornou uma entidade importante para as artes no Ceará. Mas, seu desejo de ser um pintor renomado o levou ao Rio de Janeiro, onde ganhou uma bolsa de estudos e pode viajar para a França. Desde então, iniciou sua carreira internacional.

Caro(a) Professor(a) Visitar uma exposição de arte é um momento especial em nossas vidas. Trata-se de um encontro com om aa expressão de pensamentos e sentimentos de pessoas sensíveis, e uma rara oportunidade de apreciar obras bras únicas. Esse encontro acontece de diferentes maneiras: quando apreciamos a obra de arte, ao imaginarmos mos o processo construtivo que culminou naquela obra e o contato visual com o próprio espaço expositivo.o.O O artista, ao elaborar sua obra, assim como o curador da exposição, pensa sobre cada detalhe, sobre as cores, ores, as formas, os materiais, o local, o tamanho, e muito mais. Visitar uma exposição de arte é sentir e apreciar eciar tudo isso. É pensar sobre cada obra, sobre a intenção do artista, como ele organizou o material e escolheu lheu determinado suporte para obter o resultado esperado. E esta exposição, especificamente, trata da obraa de de Antonio Bandeira, artista de grande importância para o cenário das artes no Brasil.

I C

Ao iniciar a visitação, faça com que seus alunos observem a disposição das pinturas. Ao apreciar uma pintura, tura, alguns aspectos devem ser considerados: - pense sobre o que ela nos transmite: curiosidade, lirismo, delicadeza, força, movimento, angústia, ludicidade, dade, tristeza, diversão, tranqüilidade, conforto, etc. - Observe se é uma obra figurativa ou abstrata e se existe um tema. - Perceba o tamanho da tela, a pincelada do artista, a textura, o material utilizado inclusive o suporte, orte, como tela ou madeira.

P

Durante a visitação, além de apreciar as obras, chame a atenção dos alunos para as cores e a luminosidadeedo do ambiente expositivo, o tamanho das obras e do espaço, e leia as informações que estão à disposição dos visitantes. ntes. Ao final, comente com seus alunos sobre as suas preferências, o que eles aprenderam e observaram, e ouça suas suas críticas e sugestões. Ao retornar à sala de aula, retome o assunto através do desenvolvimento de atividades.

2 ABSTRAÇÃO COM BARCOS, 1961 têmpera sobre papel, 30,5 x 22,5 cm

Terceiro momento: sugira aos seus alunos que realizem uma pintura abstrata com pingos de tinta guache aguada sobre papel molhado. Proponha que os alunos segurem a folha de papel e levem as gotas a várias direções produzindo misturas coloridas.

Primeiro momento: conte a seus alunos que Bandeira nasceu em Fortaleza, no Ceará, eará, e faleceu em Paris, aos 45 anos de idade. Esta obra foi produzida seis anos antes antes de seu falecimento. Bandeira era um artista consagrado, tanto no Brasil comoo no no exterior, onde realizou várias exposições.

2) ABSTRAÇÃO, CIRCA 1957 têmpera sobre papel, 49 x 65 cm

2 “SOL E PAISAGEM AZUL” TRÍPTICO, 1966 óleo sobre tela, 162 x 291 cm

Segundo momento: peça que os alunos apreciem a obra e digam o que observam. vam. Comente que a obra de Bandeira é abstrata com características surrealistas.. As As cores e as formas sugerem sensibilidade, leveza, delicadeza, sonho e lirismo. Os seus seus barcos flutuam delicadamente pelo espaço: meio rosado... meio azulado... como mosese vagassem em meio à neblina.

Primeiro momento: peça aos seus alunos que descrevam o que observam na obra. Conte a eles que nesse período de sua vida, o artista morou na Europa e realizou diversas exposições, tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra. Explique que Bandeira costumava observar o mundo a sua volta e transformar em imagens surreais e abstratas.

Primeiro momento: peça que seus alunos apreciem a obra. Defina o tríptico: trata-se de uma pintura executada em três painéis que formam uma peça única. Segundo momento: repare no equilíbrio das manchas azuis, pretas e especificamente a mancha vermelha, o sol que percorre os três painéis. Questione os alunos se esse percurso seria um amanhecer ou um anoitecer sobre a paisagem azul.

Terceiro momento: peça aos alunos que pintem uma folha inteira de papel Canson nson A4, ou papel sulfite, com giz de cera colorido em posição horizontal, produzindo indo nuances coloridas e suaves. Em seguida peça que desenhem quatro barcos sobre bre aa superfície colorida, utilizando giz de cera em posição vertical.

Segundo momento: nesta obra, o artista desenhou duas formas. Explique aos seus alunos que uma obra é abstrata quando as figuras não são definidas pelo espectador com clareza e o que prevalece são as formas e cores, manchas ou linhas. Nesta obra, observa-se que o artista não se preocupou com perspectiva, volume, luzes e sombras, o que importava para ele eram as formas e as cores que utilizou. Peça aos alunos que comentem o efeito das cores vermelha, branca e amarela sobre o fundo preto. Explique o efeito diluído que a têmpera produz sobre o papel, produzindo manchas na superfície.

Terceiro momento: peça aos alunos que construam um mural tríptico com três folhas de papel Kraft sobre o tema Sol. Deverão utilizar colagens de papéis diversos sobre pintura feita em tinta guache.

Terceiro momento: proponha aos seus alunos que desenhem duas figuras sobre folha de cartolina branca com cerca de 12 cm cada uma, parecidas com a imagem da obra de Bandeira. Em seguida, peça que recortem as figuras desenhadas com tesoura sem ponta e as coloquem sobre uma folha de papel Canson A4. Com uma esponja molhada em tinta guache aguada, pintar todo o papel, inclusive sobre as duas formas recortadas. Ao secar, retirar as duas formas. Observe as formas que ficaram impressas em branco: pintar, utilizando pincel e tinta guache, na cor que preferir, de tal maneira que faça contraste com a cor do fundo.

A seguir, sugerimos uma série de atividades didáticas dirigidas especialmente para o trabalho em salaa de de aula, a partir das obras expostas. Dessa forma, o professor desenvolverá os três eixos norteadores da artearteeducação na escola: o apreciar ao visitar a exposição, o contextualizar quando comenta sobre a biografi afiaaee as informações históricas referentes ao artista, e finalmente o fazer, ao desenvolver as atividades a partirrdo do tema. As atividades a seguir estão divididas de tal forma a atender os interesses de professores de Educação ação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2, e Ensino Médio. Recomendamos, no entanto, que o(a) professor(a) or(a) leia todas as atividades e faça as adequações necessárias de acordo com a sua realidade.

Exposição apresentada de agosto a outubro de 2008

Segundo momento: peça que seus alunos apreciem a obra. Comente sobre a técnica da têmpera e do nanquim. Na têmpera sobre papel, o artista utiliza uma tinta colorida à base de água tendo a cola como aglutinante que serve para ligar e fixar a tinta no papel. Na têmpera é comum utilizar a gema de ovo como aglutinante. O nanquim é uma tinta preta aguada ou sólida na qual também se usa a cola como aglutinante. Comente que, na pintura abstrata, as manchas, as cores predominam e a técnica utilizada pelo artista produz sugestivas manchas abstratas coloridas sobre o espaço do papel, em contraponto ao nanquim preto.

Terceiro momento: peça aos alunos que recortem com tesouras pequenas formas rmas geométricas em papel espelho azul, cinza, vermelho, amarelo e branco. Em Em seguida, peça que as colem sobre papel A3, formando uma composição abstrata trata geométrica.

Terceiro momento: peça que cada aluno trace com lápis preto, uma linha horizontal em uma folha de papel, e um triângulo tal como foi descrito acima. Em seguida, peça que o aluno desenhe três barcos, em três tamanhos diferentes, sobre as linhas do triângulo. Explique que os barcos maiores parecem estar mais próximos do espectador e os menores mais distantes. Para finalizar, peça para pintar os desenhos com lápis de cor.

APRESENTAÇÃO

ENSINO FUNDAMENTAL 2

Segundo momento: peça que seus alunos observem atentamente a obra e a relacionem nem com uma paisagem urbana. Observe que Bandeira utilizou linhas cruzadas, formas rmas geométricas e cores primárias, com predominância do azul, para abstrair as formas rmas de uma cidade.

Segundo momento: aos 22 anos de idade fez esta obra quando ainda morava em Fortaleza. Peça aos alunos que observem o tema e as figuras que Bandeira pintou. Comente que Fortaleza é uma cidade praiana, com presença de barcos e jangadas, as quais, fazem parte da paisagem da cidade. Peça aos alunos que tracem uma linha imaginária no horizonte e um triângulo tendo como sua base os dois cantos inferiores da imagem, e o mastro do barco central como seu ápice. Observe que há três elementos principais (os três barcos) na composição, dispostos triangularmente. Comente sobre os tamanhos das figuras, destacando os que estão mais próximos ou distantes do espectador.

Em 6 de outubro de 1967, faleceu precocemente em Paris, onde foi sepultado. Mas 19 anos após, seu corpo orpo foi transladado para o Brasil, e, finalmente, o artista foi enterrado na sua cidade natal.

Rua Ministro Nelson Hungria 200 Morumbi - 05690-050 - São Paulo, SP - Tel: 11 3758-5202 pinakotheke@infolink.com.br

ENSINO FUNDAMENTAL 1

1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

Pintor, desenhista e gravador cuja obra tem grande destaque na arte brasileira do século XX, e também bém no panorama internacional, nasceu em 26 de maio de 1967, em Fortaleza, no Ceará, filho de Mariaa do do Carmo e de Sabino Bandeira. Estudou no Colégio Marista e mostrou vocação precoce nas primeiras aulas aulas de desenho e pintura com Dona Mundica.

Em 1946 recebeu bolsa de estudos do governo francês e viveu em Paris até 1950, onde freqüentou a Escola scola Superior de Belas Artes e a Academia de La Grande Chaumière. Retornou ao Brasil em 1951 e permaneceu eceu até 1954. Expôs em várias galerias de arte, recebeu medalha de bronze no Salão de Arte Moderna no Rio Rio de Janeiro e figurou na Bienal de Veneza em 1952. Na década de 1960 expôs, tanto individual como omo coletivamente, em vários estados do Brasil e no exterior. Em 1965, o pintor que alternou toda a sua existência ncia entre o Brasil e a França, decidiu voltar à Europa. Levou para decorar seu apartamento em Paris, objetos etos brasileiros e mais especificamente do Ceará para conservar o país a seu lado. Apresentou-se nas melhores hores galerias e salões, recebendo boa referência dos críticos de arte.

ENSINO FUNDAMENTAL 2

5

4

EDUCAÇÃO INFANTIL

Bandeira foi um pioneiro do abstracionismo informal no Brasil. Seu começo foi expressionista e sua produção ução compreende duas fases: a figurativa, de 1940 a 1947, em que representa paisagens e naturezas-mortas,,eeaa abstrata, de 1947-1948 ao fim da vida.

COMERCIAL Os nossos livros se encontram nas melhores livrarias de todo o Brasil. Se preferir, entre em contato com o nosso departamento comercial. Tels.: (21) 2537-7566 e 2537-8786 Fax: 2286-7399

EDUCAÇÃO INFANTIL

1922  1967 ANTONIO BANDEIRA

ANTONIO BANDEIRA

C: ABSTRAÇÃO,  

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O Ministério da Cultura, Exposição apresentada no período

o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,

de 22 de agosto a

o Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN,

10 de outubro de 2008

e o Museu Nacional de Belas Artes

Aberta à visitação pública de segunda a sexta-feira

convidam para a abertura da exposição

das 10h às 20h e aos sábados das 10h às 16h

Rua Ministro Nelson Hungria 200 Morumbi | 05690-050 São Paulo | SP Telefone 11 3758-5202 pinakotheke@infolink.com.br

dia 22 de julho de 2008 das 18h30min às 21h Na ocasião será lançado o livro Gonçalo Ivo, de autoria de Fernando Cocchiarale. Período da exposição de 23 de julho a 7 de setembro de 2008 de terça a sexta-feira das 10h às 18h

aos sábados, domingos e feriados das 12h às 17h INICIATIVA CULTURAL

Museu Nacional de Belas Artes

Av. Rio Branco 199, Centro, Rio de Janeiro Tel.: 2240-0068

Realização:

PATROCÍNIO

Apoio:

Convite_dobra_SP.indd 1

1. Natureza-morta com flores, 1942

ANTONIO BANDEIRA

EXPOSIÇÃO

óleo sobre tela, 27 x 39 cm assinado e datado A BANDEIRA 42 no canto inferior direito

2. Interior de um bar, 1944 óleo sobre tela, 52 x 43 cm assinado e datado A BANDEIRA 44 no canto inferior direito

3. Porto com embarcações, 1944 óleo sobre tela, 48 x 58 cm assinado e datado A BANDEIRA 44 embaixo no centro

Exposição apresentada no período de 22 de agosto a 10 de outubro de 2008

INTRODUÇÃO

A

MAX PERLINGEIRO

Adélia Maria Araújo Bandeira Alfredo Turbay Neto Ana Maria Chabloz Scherer Aluízio Rebello de Araújo Airton José Vidal Queiroz Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura Cesar Aché Pilar Cleide Silva dos Santos Ednilton Soárez Erivaldo Arraes Etevaldo Nogueira Filho Evandro Carneiro Família Edson Queiroz Filho Fátima Bandeira Francisco Antonio Araújo Bandeira Francisco Auto Filho

Pintor, desenhista e gravador cuja obra tem grande destaque na arte brasileira do século XX, e também no panorama

PINTURAS E DESENHOS

internacional, nasceu em 26 de maio de 1922, em Fortaleza,

Aberta à visitação pública de segunda a sexta-feira das 10h às 20h e aos sábados das 10h às 16h

RELAÇÃO DE OBRAS

A

arte abstrata chega ao Brasil no final da década de 1940, apresentada em São Paulo, numa

no Ceará, filho de Maria do Carmo e de Sabino Bandeira.

grande exposição denominada “Do figurativismo ao abstracionismo”, confrontando arte figurativa

Estudou no Colégio Marista e mostrou vocação precoce nas

e arte abstrata (considerada a vanguarda das artes plásticas) organizada no Museu de Arte Moderna.

primeiras aulas de desenho e pintura com Dona Mundica.

A mostra reunia 95 obras, sobretudo de artistas europeus como Jean Arp, Alexandre Calder, Waldemar Cordeiro, Robert Delaunay, Kandinsky, Picabia e Vasarely. Neste momento, dois

4. Vaso com flores, 1945 óleo sobre tela, 47,5 x 38,5 cm assinado, datado e localizado Antonio Bandeira Rio-45 no canto inferior direito

5. Interior, 1946 óleo sobre tela, 24 x 19 cm verso: 946

Convite_G Ivo.indd 1

04.08.08 12:19:37

Bandeira foi um pioneiro do abstracionismo informal no Brasil. Seu começo foi expressionista e sua produção

Rua Ministro Nelson Hungria 200 Morumbi - 05690-050 - São Paulo, SP - Tel: 11 3758-5202 pinakotheke@infolink.com.br

brasileiros precederam os nossos artistas abstratos, mas ambos radicaram-se em Paris e poucas influências tiveram na fase de desencadeamento da arte abstrata no Brasil: Cícero Dias que vinha de uma notável carreira em arte figurativa e Antonio Bandeira.

compreende duas fases: a figurativa, de 1940 a 1947, em que representa paisagens e naturezas-mortas, e a abstrata, de 1947-1948 ao fim da vida.

6. Mulher sentada, 1946 nanquim sobre papel, 83 x 63,5 cm assinado e datado Antonio Bandeira 10-1-46 embaixo à esquerda

viveu em Paris até 1950, onde freqüentou a Escola Superior

7. Fundição, circa 1946

de Belas Artes e a Academia de La Grande Chaumière.

Em 1946 recebeu bolsa de estudos do governo francês e

nanquim e grafite sobre papel, 39,7 x 49,4 cm verso: carimbo de venda do ateliê de Antonio Bandeira

Retornou ao Brasil em 1951 e permaneceu até 1954. Expôs em várias galerias de arte, recebeu medalha de bronze no Salão de Arte Moderna no Rio de Janeiro e figurou na

tal como a boa música em geral, se desinteressa do mundo material e volta-se de preferência para

03.07.08 09:32:27

AIRTON QUEIROZ

A

o reabrirmos o Espaço Cultural Unifor em 2004 com a retrospectiva do pintor e gravador cearense

Raimundo Cela (1890-1954), pretendíamos criar o hábito na apresentação de grandes expoentes das artes brasileira e estrangeira e a formação do nosso público. Hoje, ao atingirmos o número de centena de milhares de visitantes, num curto espaço de tempo, sentimo-nos recompensados pelos nossos esforços. Muito do nosso sucesso deveu-se à iniciativa de se atrelar aos projetos das exposições um forte dispositivo educacional, dentro da nossa missão de ensinar e aprender. É com grande orgulho que após apresentarmos uma série de exposições internacionais de extraordinária qualidade como “Mirabolante Miró”, o genial Rembrandt, e recentemente, Rubens, o mestre do barroco, estamos de volta às nossas raízes, com a retrospectiva do pintor cearense Antonio Bandeira (1922-1967), por ocasião dos quarenta anos de morte do artista, um dos maiores

C

expoentes da abstração lírica no Brasil.

TÊMPERA SOBRE MADEIRA, 29,5 X 16 X 10 CM COLEÇÃO DO ARTISTA | FOTO: ANDRÉ ARRUDA

expressionista antes de sua conversão a uma arte originalmente abstrata. O mesmo acontecendo

Nascido em Fortaleza, CE, em 1922, teve seus primeiros ensinamentos artísticos ainda na cidade, partindo para o Rio de Janeiro, em 1946, pelas mãos de Jean Pierre Chabloz, e do Rio para Paris, onde brilhou como um dos grandes nomes da abstração até sua morte precoce em 1967, aos 45

A exposição, composta por 100 pinturas e desenhos de coleções públicas e privadas, abrange

anos. Bandeira teve seu reconhecimento em vida e recebeu os maiores prêmios da arte brasileira.

Período da exposição de 23 de julho a

todo o período de produção do artista, entre as décadas de 1940 até o final dos anos 1960. Dos

Participou das grandes Bienais de São Paulo e Veneza e suas obras figuram em grandes museus

7 de setembro de 2008, de terça a sexta-feira

anos 1940 cabe destacar: “Morro do Moinho”, local comentado como uma das suas fontes de

do Brasil e do exterior. Com uma produção pequena, seus quadros hoje são disputados entre grandes

inspiração, “Natureza-morta com flores”, “Porto com embarcações” e “Interior de um bar” (obra

colecionadores, figurando o artista na rara constelação dos pintores mais valorizados da arte brasileira.

e feriados das 12h às 17h

de São Paulo, em seu comentário sobre o artista: “Em Bandeira sua obra é tão clara que os

Museu Nacional de Belas Artes

comentários mais adequados serão os do público que justamente não lê prefácios e colunas

Av. Rio Branco 199, Centro, Rio de Janeiro, RJ

de jornais. Mas como é de praxe que alguém apresente alguém, eis uma ocasião para lembrar

Tel.: 2240-0068

“Mulher no bar” de 1948, considerada um divisor de águas entre a figuração e a abstração.

que este charmant cearense mais conhecido em Montparnasse do que em Copacabana, é

brasileiros e mais especificamente do Ceará para conservar o

A década de 1950, início da sua maturidade como pintor abstrato, está representada por inúmeras

o artista que representa fora do Brasil a nossa arte de cunho genuíno e possante, por suas

obras denominadas “Paysage” executadas no Rio de Janeiro, Paris e Fortaleza e a pintura “Town

raízes sem saber indígena: a arte de Bandeira é inconfundível. Seus jardins de sinais e

with children”, pintada em Londres, em 1955. A década de 1960, período de maior produção

lembranças já têm cidadania entre os que os conhecem”.

do artista, representada por “Sol e paisagem azul”, (tríptico), pintada em Paris, em 1966. Finalmente, uma pequena coleção de têmperas, as últimas obras encontradas na sua escrivaninha

Paris, onde foi sepultado. Mas 19 anos após, seu corpo

e a pintura encontrada no cavalete no dia da sua morte. E ainda, serão exibidos o filme “Fazedor

foi transladado para o Brasil, e, finalmente, o artista foi

de Crepúsculo”, de 1960 e os originais de “Árvore da infância”, romance autobiográfico, jamais

enterrado na sua cidade natal.

das 10h às 18h, aos sábados, domingos

Ao concluirmos, citamos o professor Pietro Maria Bardi, mentor e criador do Museu de Arte

estava acostumado, morando num velho casarão da rua Paissandu, com o amigo Aldemir Martins. De Paris, uma coleção de desenhos produzidos na Academia de La Grande Chaumière, em 1946,

país a seu lado. Apresentou-se nas melhores galerias e salões,

Em 6 de outubro de 1967, faleceu precocemente em

03.07.08 09:32:34

APRESENTAÇÃO

PINTURAS E DESENHOS

com Bandeira.

com a qual o artista participa do III Salão Cearense de Pintura e ganha a medalha de ouro), todas

recebendo boa referência dos críticos de arte.

Convite_G Ivo.indd 2

o espiritual. É, porém, muito significativo, o fato de Kandinsky ter praticado uma arte de cunho

executadas em Fortaleza; “Interior” executada no Rio de Janeiro, refletindo uma solidão a que não

Levou para decorar seu apartamento em Paris, objetos

Magnólia Serrão Maninha Morais Manoel Bezerra Lima Filho Marcos Ribeiro Simon Marcio Lobão Margarita Hernandez Maria Fernanda Marta Maria Menezes de Souza Nilo de Brito Firmeza, Estrigas Nilson Madeiro Bandeira Paula Queiroz Frota Paulo Henrique Leitão Lopes Junior Pedro Bhering Plácido Castelo Sobrinho Raimunda Bandeira Araújo

O crítico Jayme Mauricio, especialista no assunto, comenta: “O primeiro artista moderno que

Bienal de Veneza em 1952. Na década de 1960 expôs, tanto e no exterior. Em 1965, o pintor que alternou toda a sua

Francisco José Araújo Bandeira Francisco Marcio Carneiro Porto Fundação Edson Queiroz Governo do Estado do Ceará Gunter Eberhardt Hecilda e Sergio Fadel Igor Queiroz Barroso Ivoncy Ioschpe José Antônio Bernardes José Carlos Pontes José Guedes José Newton Lopes de Freitas José Tarcisio Ramos Leni de Amorim Liana de Castro Bandeira Luciano Cavalcanti Luis Antonio de Almeida Braga

sistematicamente proclamou e praticou a abstração foi Kandinsky”. Segundo ele, a pintura abstrata,

individual como coletivamente, em vários estados do Brasil existência entre o Brasil e a França, decidiu voltar à Europa.

EXPOSIÇÃO

publicado; gravuras e desenhos de Wols e Bryen; um núcleo de fotografias inéditas, documentos pessoais, catálogos de exposições históricas e inúmeros recortes de revistas e jornais.

TÊMPERA SOBRE MADEIRA, 39,5 X 10 X 10 CM COLEÇÃO DO ARTISTA | FOTO: ANDRÉ ARRUDA

Através desta retrospectiva em homenagem aos quarenta anos da morte de Bandeira, a Pinakotheke Cultural e a Universidade de Fortaleza mostram que passados tantos anos de ausência, o Ceará não esqueceu o grande artista, e acreditam que seus visitantes serão ainda surpreendidos pelo ineditismo e pela beleza das obras apresentadas.

8. Estudo de academia, circa 1946

16. Cabeça feminina, circa 1948

nanquim sobre papel, 32 x 23,3 cm

têmpera, nanquim e aquarela sobre papel, 27 x 21 cm

9. Estudo de anatomia, circa 1947

17. Ponte Neuf, circa 1947

crayon sobre papel, 31 x 45 cm

nanquim sobre papel, 23,5 x 32 cm

10. Nu feminino, circa 1946

18. Cabeça feminina, circa 1948

grafite sobre papel, 26,4 x 18,2 cm

giz de cera sobre papel, 39 x 27 cm

11. Nu feminino, circa 1946

19. Cabeça feminina, 1948

nanquim e grafite sobre papel, 26 x 18 cm

12. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 21 x 27 cm

13. Nu feminino, circa 1946 crayon e pastel sobre papel, 20,6 x 26,2 cm monogramado AB no canto inferior direito

14. Cabeça feminina, 1947 grafite sobre papel, 26,2 x 20,6 cm monogramado e datado AB 23-11-47 no canto inferior direito inscrição: “D´après Goya” na metade inferior à esquerda

15. Retrato da mãe do artista, 1946 grafite sobre papel, 26 x 18,5 cm monogramado e datado AB 46 no canto inferior direito inscrição: “Ma mére”, “Au Sans Souci” [sem preocupação] no canto inferior direito verso: “ninguém voltou ainda. As Escrituras contam milagres e ressurreição. Mas o que são as Escrituras? Livros. E livro o homem pode fazer com a imaginação. Por isso eu vivo na vida e do resto nada sei!”

nanquim sobre papel, 46,7 x 36 cm assinado e datado no canto inferior direito

20. Mulher no bar, 1948 óleo sobre tela, 89 x 69,5 cm assinado no canto inferior esquerdo

21. Auto-retrato, circa 1948 grafite sobre papel, 70 x 50 cm

22. Vaso com flores, circa 1948

26. Cidade, 1950 aquarela e nanquim sobre papel, 20 x 29 cm assinada e datada BANDEIRA 50 no canto inferior direito

27. Abstração, 1951 têmpera sobre papel, 17,5 x 11 cm (monotipia) assinada e datada BANDEIRA 51 no canto inferior direito

28. Abstração, 1951 nanquim e aquarela sobre papel, 11,3 x 17,5 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito

29. Abstração, 1951 nanquim sobre papel, 11 x 17,5 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito

30. Abstração, 1951 têmpera e nanquim sobre papel, 11,3 x 17,5 cm assinada e datada BANDEIRA 51 no canto inferior direito

31. Abstração, 1951

pastel e crayon sobre papel colado em madeira, 31 x 23 cm monogramado AB no canto inferior direito

têmpera e nanquim sobre papel, 11 x 17,3 cm assinada e datada BANDEIRA 51 no canto inferior direito

23. Abstração, 1948-1949

32. Abstração, 1951

ecoline, nanquim e aquarela sobre papel, 20 x 20 cm assinado e datado Bandeira jan. 48 fev. 49 no canto inferior direito

têmpera sobre papel, 16 x 9,5 cm assinada e datada BANDEIRA 51 no canto inferior direito inscrição no canto inferior esquerdo: Natal (ileg.)

24. Paisagem, 1949 têmpera e nanquim sobre cartão telado, 10 x 14 cm assinada Bandeira no canto inferior direito e datada 1949 no canto inferior esquerdo

35. Paisagem, Toscana, 1954 têmpera e lápis de cor sobre papel, 14 x 22 cm monogramada e datada AB 11.7.54 no canto inferior direito e localizado campos e aldeias da Toscana no canto inferior esquerdo

36. “Paysage désolée”, 1955 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: Paysage desole, 100 x 81 – Paris 1955

37. “Personnages dans la ville - Town with children”, 1955 óleo sobre tela, 41 x 51 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: “Personagens dans la ville – Town with children”, London 1955

38. “Paysage”, 1956 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito verso: Paysage, 1956

39. “Paysage”, 1957 óleo sobre tela, 91 x 91 cm assinado e datado BANDEIRA 57 no canto inferior direito verso: Paysage, Antonio Bandeira, Paris 1957

43. Abstração, circa 1960

53. Abstração, 1964

62. Abstração, 1967

nanquim e têmpera sobre papel, 27 x 38 cm

têmpera e nanquim sobre papel, 56,5 x 38 cm assinada e datada Bandeira 64 no canto inferior direito

têmpera e nanquim sobre papel, 19 x 28,5 cm assinada e datada Bandeira 67 no canto inferior direito

44. Abstração com jangadas, 1961 têmpera sobre papel, 30,5 x 22,5 cm assinada e datada BANDEIRA 61 no canto inferior direito

45. Navios, circa 1960 aquarela e nanquim sobre papel, 22,5 x 29,5 cm

46. Abstração, circa 1961 óleo sobre tela, 32 x 72 cm carimbo de venda do ateliê de Antonio Bandeira, 1969

47. Abstração, 1961 óleo sobre tela, 32 x 73 cm assinado e datado Antonio Bandeira 1961 no verso verso: Bandeira

48. Abstração, 1962 têmpera sobre papel, 44 x 41 cm assinado e datado Bandeira 62 no canto inferior direito

49. “Noturno”, 1962 óleo sobre tela, 50 x 61 cm assinado e datado Bandeira 62 no canto inferior direto verso: “ANTONIO BANDEIRA “Paisagem azul” “Noturno” 0,61 x 0,50 Rio – 1962

40. Abstração, circa 1957

50. Abstração, 1963

têmpera sobre papel, 49 x 65 cm

óleo sobre tela, 163 x 97 cm monogramado AB no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira 63

33. “Narciso”, 1952

41. Abstração, 1959

óleo sobre tela, 41 x 33 cm assinado e datado BANDEIRA 52 no canto inferior direito verso: BANDEIRA Narciso

têmpera e nanquim sobre papel, 33 x 25 cm assinada e datada BANDEIRA 59 no canto inferior direito

25. Cruxificação, 1949

34. Abstração, 1952

42. Abstração, 1960

nanquim e aquarela sobre papel, 38 x 27,6 cm assinado, datado e localizado BANDEIRA Paris 49 no canto inferior direito

têmpera e nanquim sobre papel, 34,5 x 24,5 cm assinada e datada Bandeira 52 no canto inferior direito

nanquim e têmpera sobre papel, 25,5 x 36,6 cm assinado e datado BANDEIRA 60 no canto inferior direito verso: autenticado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

ANTONIO BANDEIRA Pintor, desenhista e gravador cuja obra tem grande destaque na arte brasileira do século XX, e também no panorama internacional, nasceu em 26 de maio de 1922, em Fortaleza, no Ceará, filho de Maria do Carmo e de Sabino Bandeira. Estudou no Colégio Marista e mostrou vocação precoce nas primeiras

54. “Cais”, 1964

63. Abstração, 1967

aulas de desenho e pintura com Dona Mundica.

óleo sobre tela, 46 x 61 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira - cais 0,61 x 0,46 1964

óleo sobre tela, 100 x 80 cm assinado e datado Bandeira 67 no canto inferior direito

Bandeira foi um pioneiro do abstracionismo informal no Brasil. Seu começo foi expressionista e sua

64. Abstração, circa 1967

mortas, e a abstrata, de 1947-1948 ao fim da vida.

55. Abstração, 1964 têmpera e nanquim sobre papel, 34,5 x 51 cm assinada e datada Bandeira 64 no canto inferior direito

56. Abstração, 1964 têmpera e nanquim sobre papel, 34,5 x 51 cm assinada e datada Bandeira 64 no canto inferior direito

57. Abstração, 1964 óleo sobre tela, 130 x 97 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito

58. “Cercle de feu”, 1965 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado Bandeira 65 no canto inferior direito verso: “Cercle de feu Paris 1965 ANTONIO BANDEIRA”

59. “Sol e paisagem azul”, (tríptico/detalhe), 1966 óleo sobre tela, 162 x 291 cm assinado e datado ANTONIO BANDEIRA PARIS 1966 no canto inferior direito verso: ANTONIO BANDEIRA “SOL E PAISAGEM AZUL” PARIS 1966 2,91 x 1,62

51. Abstração, 1963

60. Abstração, 1966

têmpera e nanquim sobre papel, 47,5 x 32,5 cm assinada e datada Bandeira 63 no canto inferior direito

têmpera e nanquim sobre papel, 33 x 19,5 cm assinada e datada Bandeira 66 no canto inferior direito

52. Abstração, 1963

61. Neve sobre lilás, 1967

nanquim, aquarela e grafite sobre papel, 46 x 31 cm assinado e datado Bandeira 63 no canto inferior direito

aquarela, nanquim e guache sobre papel, 32 x 25 cm assinada e datada Bandeira 67 no canto inferior direito

produção compreende duas fases: a figurativa, de 1940 a 1947, em que representa paisagens e naturezas-

óleo sobre tela, 162 x 130 cm

Em 1946 recebeu bolsa de estudos do governo francês e viveu em Paris até 1950, onde freqüentou a Escola Superior de Belas Artes e a Academia de La Grande Chaumière. Retornou ao Brasil em 1951 e permaneceu até 1954. Expôs em várias galerias de arte, recebeu medalha de bronze no Salão de Arte

66. Abstração, circa 1967

Moderna no Rio de Janeiro e figurou na Bienal de Veneza em 1952. Na década de 1960 expôs, tanto

ecoline e aquarela sobre papel, 28,5 x 19 cm verso: “19”

alternou toda a sua existência entre o Brasil e a França, decidiu voltar à Europa. Levou para decorar seu

67. Abstração, circa 1967 têmpera sobre papel, 32,5 x 25 cm verso: n. 227

68. Abstração, circa 1967 ecoline e aquarela sobre papel, 30,3 x 23 cm verso: “241”

69. Abstração, circa 1967 têmpera sobre papel, 32,5 x 25 cm verso: n. 39

14. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 21 x 27 cm 15. Nu feminino, circa 1946 crayon e pastel sobre papel, 20,6 x 26,2 cm monogramado AB no canto inferior direito 16. Estudo de academia, circa 1946 nanquim sobre papel, 32 x 23,3 cm

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

65. Sem título, circa 1967

13. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 26 x 18 cm

individual como coletivamente, em vários estados do Brasil e no exterior. Em 1965, o pintor que apartamento em Paris, objetos brasileiros e mais especificamente do Ceará para conservar o país a seu

17. Cabeça feminina, 1947 grafite sobre papel, 26,2 x 20,6 cm monogramado e datado AB 23–11–47 no canto inferior direito inscrição: “D’après Goya” na metade inferior à esquerda 18. Estudo de anatomia, circa 1947 crayon sobre papel, 31 x 45 cm

lado. Apresentou-se nas melhores galerias e salões, recebendo boa referência dos críticos de arte.

19. Ponte Neuf, Paris, França, circa 1947 nanquim sobre papel, 23,5 x 32 cm

Em 6 de outubro de 1967, faleceu precocemente em Paris, onde foi sepultado. Mas 19 anos após, seu corpo foi transladado para o Brasil, e, finalmente, o artista foi enterrado na sua cidade natal.

20. Cabeça feminina, 1948 nanquim sobre papel, 46,7 x 36 cm monogramado AB 48 no canto inferior direito

RELAÇÃO DE OBRAS

21. Estudo para mulher no bar, 1948 lápis de cor e grafite sobre papel, 14,6 x 10,3 cm monogramado e datado AB 48 no canto superior esquerdo

1. Passagem do Rio Jaguaribe, circa 1940 óleo sobre tela, 24,5 x 40 cm assinado e localizado Bandeira, Passagem do rio Jaguaribe (Fortim–Aracati), no canto inferior direito Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará 2. Natureza–morta com flores, 1942 óleo sobre tela, 27 x 39 cm assinado e datado A. Bandeira 42 no canto inferior direito 3. Casa de pescador, 1942 óleo sobre tela, 23,5 x 31 cm assinado e datado A. Bandeira 42 no canto inferior direito Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará 4. Morro do Moinho, 1942 óleo sobre tela, 50 x 36 cm assinado e datado A. Bandeira 42 no canto inferior direito 5. Arredores de Fortaleza, CE, 1942 óleo sobre tela, 23 x 34 cm assinado e datado A. Bandeira 42 no canto inferior direito 6. Porto com embarcações, 1944 óleo sobre tela, 48 x 58 cm assinado e datado A. Bandeira 44 embaixo no centro

7. Interior de um bar, 1944 óleo sobre tela, 52 x 43 cm assinado e datado A. Bandeira 44 no canto inferior direito 8. Interior, 1946 óleo sobre tela, 24 x 19 cm verso: 946 9. Mulher sentada, 1946 nanquim sobre papel, 83 x 63,5 cm assinado e datado Antonio Bandeira 10–1–46 embaixo à direita 10. Retrato de Maria do Carmo Bandeira, mãe do artista, 1946 grafite sobre papel, 26 x 18,5 cm monogramado e datado AB 46 no canto inferior direito inscrição: “Ma mére”, “Au Sans Souci” [sem preocupação] no canto inferior direito verso: “ninguém voltou ainda. As Escrituras contam milagres e ressurreição. Mas o que são as Escrituras? Livros. E livro o homem pode fazer com a imaginação. Por isso eu vivo na vida e do resto nada sei!” 11. Fundição, circa 1946 nanquim e grafite sobre papel, 39,7 x 49,4 cm verso: carimbo de venda do ateliê de Antonio Bandeira 12. Nu feminino, circa 1946 grafite sobre papel, 26,4 x 18,2 cm

22. Mulher no bar, 1948 óleo sobre tela, 89 x 69,5 cm assinado e datado BANDEIRA 48 embaixo à esquerda 23. Figura feminina, 1948 têmpera sobre papel jornal, 59 x 43,5 cm monogramada e datada AB 48 no canto inferior direito 24. Auto–retrato, circa 1948 grafite sobre papel, 70 x 50 cm 25. Cabeça feminina, circa 1948 giz de cera sobre papel, 39 x 27 cm 26. Cabeça feminina, circa 1948 têmpera, nanquim e aquarela sobre papel, 27 x 21 cm 27. Vaso com flores, circa 1948 pastel e crayon sobre papel colado em madeira, 31 x 23 cm monogramado AB no canto inferior direito 28. Crucificação, 1949 nanquim e aquarela sobre papel, 38 x 27,6 cm assinado, datado e localizado BANDEIRA Paris 49 no canto inferior direito 29. Paisagem, 1949 têmpera e nanquim sobre cartão telado, 10 x 14 cm assinada Bandeira no canto inferior direito e datada 1949 no canto inferior esquerdo 30. Abstração, Paris, circa 1949 óleo sobre tela, 61 x 46 cm assinado BANDEIRA no canto inferior direito

31. Composição abstrata, 1950 óleo sobre tela colada em cartão, 120 x 120 cm assinado e datado BANDEIRA 50 no canto inferior direito 32. Composição em azul com telhados, 1950 aquarela, sépia e crayon sobre papel, 49 x 51 cm assinada e datada BANDEIRA 50 no canto inferior esquerdo 33. Retrato de Regina Chabloz, 1950 óleo sobre eucatex, 57 x 47,5 cm assinado e datado Bandeira 1950 no canto inferior direito verso: Para Regina, Bandeira, Geneve, Julho 1950 34. Abstração, circa 1950 têmpera e nanquim sobre papel, 35 x 25 cm assinada BANDEIRA no canto inferior direito

44. “Personnages dans la ville – Town with children”, 1955 óleo sobre tela, 41 x 51 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: “Personagens dans la ville – Town with children”, London 1955 45. Abstração em azul, vermelho, cinza, amarelo e branco, 1955 óleo sobre tela, 55 x 46 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito 46. “Paysage”, 1956 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado BANDEIRA 56 no canto inferior direito verso: Paysage, 1956

59. Composição em cinza, preto e branco, 1960 nanquim e têmpera sobre papel, 61 x 46 cm assinado e datado BANDEIRA 60 na metade inferior à direita 60. Abstração, 1960 nanquim e têmpera sobre papel, 25,5 x 36,6 cm assinado e datado BANDEIRA 60 no canto inferior direito 61. Abstração, circa 1960 nanquim e têmpera sobre papel, 27 x 38 cm 62. Navios, circa 1960 aquarela e nanquim sobre papel, 22,5 x 29,5 cm 63. Abstração, 1961 têmpera e nanquim sobre fl an de jornal, 36,5 x 51,3 cm assinada e datada Bandeira 61 no canto inferior direito

35. Abstração, 1951 óleo sobre tela, 24 x 19 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito

47. “La ville fonderie”, 1956 óleo sobre tela, 73 x 91,5 cm assinado e datado BANDEIRA 56 no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira, La ville fonderie, 0,92 x 0,73, Paris, 1956 N 89

36. Abstração, 1951 óleo sobre tela colada em cartão, 46,2 x 55,6 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito

48. Abstração, 1956 óleo sobre tela, 19 x 24 cm assinado e datado BANDEIRA 56 no canto inferior direito

37. Cidades, 1951 óleo sobre tela, 47 x 55 cm assinado e datado BANDEIRA 51 no canto inferior direito verso: BANDEIRA; CIDADES: CASAS EM VERMELHO E PRETO; PARA APARECIDA E CLOVIS COM UM ABRAÇO DO ANTÔNIO BANDEIRA; GRACIANO; RUA PIAÍ 1101 – AP 12ª; Etiqueta: Bandeira, Antonio; Maisons Rouges Et Noires, 1951 ; 55 x 47

49. “La tempête blanche – Vendaval”, 1957 óleo sobre tela, 100 x 81 cm assinado e datado BANDEIRA 57 no canto inferior direito verso: BANDEIRA 57 Paris La tempête blanche vendaval

38. Composição abstrata, 1952 têmpera sobre papel, 47 x 31 cm assinada e datada BANDEIRA 52 no canto inferior direito verso: composição abstrata em vermelho e preto

51. “Paysage”, 1957 óleo sobre tela, 91 x 91 cm assinado e datado BANDEIRA 57 no canto inferior direito verso: Paysage, Antonio Bandeira, Paris 1957

39. Abstração, 1952 têmpera e nanquim sobre papel, 34,5 x 24,5 cm assinada e datada Bandeira 52 no canto inferior direito

52. Abstração, circa 1957 têmpera sobre papel, 49 x 65 cm

68. Abstração, circa 1961 óleo sobre tela, 32 x 72 cm verso: carimbo de venda do ateliê de Antonio Bandeira, 1969

53. Abstração, 1958 têmpera e nanquim sobre papel, 34,5 x 25,5 cm assinada e datada BANDEIRA 58 embaixo à direita

69. Abstração em preto, cinza e branco, 1962 óleo sobre tela, 100 x 81 cm assinado e datado Bandeira 62 no canto inferior direito

54. Crepuscular, 1959 óleo sobre tela, 60,5 x 46 cm assinado e datado BANDEIRA 59 no canto inferior direito

70. “Bosque azul”, 1962 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado Bandeira 62 embaixo à direita verso: “Antonio Bandeira, Bosque azul, 1,00 x 0,81. 1962”

40. “Narciso”, 1952 óleo sobre tela, 41 x 33 cm assinado e datado BANDEIRA 52 no canto inferior direito verso: BANDEIRA Narciso 41. Abstração, 1952 têmpera sobre papel, 21,5 x 29 cm assinada e datada BANDEIRA 52 no canto inferior direito 42. Abstração (tríptico), 1954 óleo sobre tela, 80 x 195 cm assinado e datado BANDEIRA 54 no canto inferior direito da asa esquerda 43. “Paysage désolée”, 1955 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado BANDEIRA 55 no canto inferior direito verso: Paysage desole, 100 x 81 – Paris 1955

50. Abstração, 1957 óleo sobre tela, 66 x 47 cm assinado e datado BANDEIRA 57 no canto inferior direito

55. Abstração, 1959 têmpera e nanquim sobre papel, 33 x 25 cm assinada e data da BANDEIRA 59 no canto inferior direito 56. Abstração, 1959 têmpera sobre papel, 25 x 16 cm assinada e datada BANDEIRA 59 no canto inferior direito

64. Abstração com barcos, 1961 têmpera sobre papel, 30,5 x 22,5 cm assinada e datada Bandeira 61 no canto inferior direito 65. “Comme des cerisiers au printemps”, 1961 óleo e contas de vidro sobre tela, 100 x 81 cm assinado e datado Bandeira 61 no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira Comme des cerisiers au printemps 100 x 81 66. Abstração, 1961 óleo sobre tela, 32 x 73 cm assinado e datado Antonio Bandeira 1961 no verso verso: Bandeira 67. Abstração, 1961 têmpera sobre papel colado em poliestireno, 48 x 98 cm assinada e datada Bandeira 61 no canto inferir direito

71. “Noturno”, 1962 óleo sobre tela, 50 x 61 cm assinado Bandeira 62 e datado no canto inferior direito verso: “ANTONIO BANDEIRA “Paisagem azul” “Noturno” 0,61 x 0,50 Rio – 1962

57. Abstração, 1959 têmpera sobre papel, 25 x 16 cm assinada e datada BANDEIRA 59 no canto inferior direito

72. Árvore, 1962 óleo e aplicação de miçangas sobre tela, 55 x 46 cm assinado e datado Bandeira 62 no canto inferior direito verso: “Arvore”, 1962 Antonio Bandeira – 055 x 0,46

58. Abstração, 1959 aquarela, têmpera e nanquim sobre papel, 40 x 48,5 cm assinada e datada BANDEIRA 59 no canto inferior direito

73. Abstração, 1963 têmpera e nanquim sobre papel, 47,5 x 32,5 cm assinada e datada Bandeira 63 no canto inferior direito

74. Abstração, 1963 nanquim, aquarela e grafite sobre papel, 46 x 31 cm assinado e datado Bandeira 63 no canto inferior direito 75. Abstração, 1963 óleo sobre tela, 22 x 27 cm assinado e datado Bandeira 63 e datado no canto inferior direito 76. Abstração, 1963 óleo sobre tela, 163 x 97 cm monogramado AB no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira 63 77. Abstração em cinza, preto e sépia, circa 1963 aquarela e nanquim sobre papel 19 x 28 cm assinada Bandeira no canto inferior direito 78. “Paisagem azul”, 1964 óleo sobre tela, 46 x 61 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito verso: Antonio Bandeira Paisagem Azul 0,61 x 0,46 – 1964 79. Abstração, 1964 têmpera sobre poliestireno, 49,5 x 98 cm assinada e datada Bandeira 64 no canto inferior direito Universidade de Fortaleza, Fundação Edson Queiroz, CE

87. Abstração (Ste. Maxime), 1966 têmpera e nanquim sobre papel, 25 x 35 cm assinada, datada e localizada Bandeira Ste. Maxime 66 no canto inferior direito

interna quanto uma organização sensível (linguagem) totalmente diversas daquelas dos discursos verbais ou escritos. Por outro lado tampouco seria uma representação do real visível, uma vez que seu encadeamento se dá ao longo de uma investigação estritamente processual conduzida pelo olhar (e pela mão) do artista, ainda que relacionada ao mundo. Daí a permanente diculdade de trazer à luz da clareza do discurso as silenciosas conexões que os artistas oferecem

92. Abstração, 1967 óleo sobre tela, 100 x 80 cm assinado e datado Bandeira 67 no canto inferior direito

94. Neve caindo, 1967 têmpera sobre papel, 32,5 x 25 cm assinada e datada Bandeira 67 no canto inferior direito

82. Abstração, 1964 óleo sobre tela, 115 x 146,5 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito

95. Arrebol, 1967 têmpera e nanquim sobre papel, 32,5 x 25 cm assinada e datada Bandeira 67 no canto inferior direito

83. “Cercle de feu”, 1965 óleo sobre tela, 81 x 100 cm assinado e datado Bandeira 65 no canto inferior direito verso: “Cercle de feu Paris 1965 ANTONIO BANDEIRA”

96. Abstração, circa 1967 óleo sobre tela, 46 x 55 cm Universidade de Fortaleza, Fundação Edson Queiroz, CE

86. Abstração, 1965 têmpera e nanquim sobre tela, 72 x 59 cm assinada e datada Bandeira 65 no canto inferior direito Universidade de Fortaleza, Fundação Edson Queiroz, CE

Gonçalo rearma aqui uma idéia essencial desde a pintura modernista. O pensamento plástico não seria simplesmente

91. Neve sobre lilás, 1967 aquarela, nanquim e guache sobre papel, 32 x 25 cm assinada e datada Bandeira 67 no canto inferior direito

81. Abstração, 1964 óleo sobre tela, 130 x 97 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito

97. Abstração, circa 1967 óleo sobre tela, 162 x 130 cm 98. Abstração, circa 1967 têmpera sobre papel, 32,5 x 25 cm verso: n. 38 99. Abstração, circa 1967 têmpera e nanquim sobre papel, 24,3 x 16 cm verso: “218”

outros serenos”.

equivalente ao pensamento intelectual, já que possui tanto uma lógica

90. Abstração, 1967 óleo sobre tela, 100 x 81 cm assinado e datado Bandeira 67 no canto inferior direito

93. Noite de luar, 1967 têmpera sobre papel, 25 x 32,5 cm assinada e datada Bandeira 67 embaixo à direita

85. “Primaveril”, 1965 têmpera sobre tela, 55 x 46 cm assinada e datada Bandeira 65 no canto inferior direito verso: “Primaveril 1, 046 x 0,55, Antonio Bandeira”, dedicatória Ileg. ...”com abraço amigo do Antonio Bandeira Paris 22 outubro de 1965”

à estrutura formal. O saber fazer é provavelmente fruto da repetição. Para fazer pintura é necessário pular o muro dos sonhos – sair para

Fernando Cocchiarale, curador

89. Abstração, 1966 têmpera e nanquim sobre papel, 33 x 19,5 cm assinada e datada Bandeira 66 no canto inferior direito

80. Composição abstrata, 1964 óleo sobre tela, 162 x 130 cm assinado e datado Bandeira 64 no canto inferior direito

84. “Soleil de solitude”, 1965 óleo sobre tela, 100 x 81 cm assinado e datado no canto inferior direito verso: “SOLEIL DE SOLITUDE”– 0,81 X 1,00 – PARIS 1965 – ANTONIO BANDEIRA

Em depoimento recente Gonçalo Ivo declarou: “A cor me faz pensar plasticamente. Estou mais ligado a uma ação cromática do que

88. “Sol e paisagem” (tríptico), 1966 óleo sobre tela, 130 x 267,5 cm assinado e datado Bandeira 66 no canto inferior direito verso: “Sol e Paisagem” – 0,89 x 1,30 PARIS 1966 ANTONIO BANDEIRA Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, Rio de Janeiro, RJ

à experiência visual do público. Há também neste depoimento do artista um segundo esclarecimento, agora referente ao sentido poético dos trabalhos. Gonçalo cria espaços a partir da cor. Ele não colore formas concebidas previamente, uma vez que cor e forma aqui são equivalentes. O que nos é dado a ver são conexões entre áreas de cor, pintadas com rigor intuitivo, graças a sua experiência e a sua inequívoca cultura visual. Entre os ritmos cromáticos que mobilizam toda a superfície das telas e as toras de madeira pintadas, nasce uma espacialidade que não guarda qualquer relação com modelos criados cienticamente pelas diversas geometrias ou por sua aplicação na ÓLEO SOBRE TELA, 120 X 580 CM COLEÇÃO DO ARTISTA | FOTO: ANDRÉ ARRUDA

perspectiva clássica. O pensamento plástico de Gonçalo Ivo nasce da ação cromática e do domínio do fazer pela repetição. Ainda que possa ser remetido à idéia iluminista de autonomia da arte (século XVIII), consolidada posteriormente na arte moderna, ele só pode ser apreendido em seus resultados sensíveis: a grande escala das telas, a hibridização de referências visuais da pintura ocidental recente com repertórios de culturas tradicionais diversas , mas, sobretudo, o extravasamento

100. Abstração, circa 1967 têmpera sobre papel, 32,5 x 25 cm verso: n. 227

da pintura para outros suportes (como as toras de madeira), são

101. Abstração, circa 1967 ecoline e aquarela sobre papel, 28,5 x 19 cm verso: “19”

NOTAS:

102. Abstração, circa 1967 ecoline e aquarela sobre papel, 30,3 x 23 cm verso: “241”

possibilidades contemporâneas.


Projetos de sinalização

Sinalização exposição Gonçalo Ivo

MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

EXPOSIÇÃO

EXPOSIÇÃO

DE 23 DE JULHO A 7 DE SETEMBRO

DE 23 DE JULHO A 7 DE SETEMBRO

Terça a sexta-feira das 10h às 18h

Terça a sexta-feira das 10h às 18h

Sábados, domingos e feriados das 12h às 17h

Sábados, domingos e feriados das 12h às 17h

Conceito: Elaborar peças gráficas para sinalização de exposições/eventos participação: Projeto gráfico e diagramação (produzidos em caráter experimental e acadêmico e na ô de casa produção editorial)

Realização:

Realização:

Apoio:

Apoio:


Projeto gráfico para o sistema informacional do Centro Cultural Telemar* Conceito: Elaborar peças gráficas para sinalização de exposições/eventos participação: Projeto gráfico e diagramação (produzido em caráter experimental e acadêmico juntamente com Fernando Morgado) *Centro Cultural Telemar ou CCT, atualmente conhecido como Oi Futuro, localizado na rua Dois de Dezembro, no Flamengo

5

6

7 banheiro masculino

banheiro masculino

banheiro feminino

banheirobanheiro


Projetos de Identidade Visual

Ás Collection Conceito: Elaborar identidade visual para empreendimento de roupas e acessórios participação: Projeto de identidade visual completo com aplicações da marca* *Projeto em fase final de desenvolvimento

ÁS

collection ÁS

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www.facebook.com/as.collection

ÁS

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Adriana Pacanowski ascollection.rj@gmail.com + 55 21 9461-8182


AMA_PL (Associação de Moradores e Amigos de Praia Linda) Conceito: Elaborar logotipo para a associação do bairro Praia Linda localizado em São Pedro d’Aldeia, na Costa do Sol - RJ participação: Projeto de logotipia e aplicação no site* *Site atualmente fora do ar



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