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Edição Alanna Mayara Soares Ana Beatriz Leite Arianna Carvalho Bruno Tobias de Meneses Caio Irvin da Silva Forte José Eduardo Oliveira Lara Cecília Serafim Larissa Karen Passos Letícia Franco Vitória Cavalcante

Capa Emerson Oliveira Isadora Alexandre Giovanna Azevedo

Jogos João Gabriel Colares José Eduardo de Melo Lucas Santos

Entrevista Gino Coelho Laís Santana Mariany Arruda Rebeca Morada

Universidade Federal do Ceará (UFC) - 2018 Orientador: Raphael Feitosa


Sumário Siri ou Caranguejo? ................................4 Amiguinhos da Caatinga .......................... 5 Células Do Sangue .................................. 7 Células Comuns ..................................................... 7 Glóbulos Vermelhos .............................................. 7 Plaquetas ................................................................ 8 Células Cancerígenas ............................................. 8 Células Imunológicas............................... 9 Glóbulos Brancos ................................................... 9 As Camadas da Terra ............................ 13 Jogos....................................................14 Damas .................................................................. 14 Palavras Cruzadas ................................................ 18 Ligue os Pontos .................................................... 19 ENTREVISTAS ...................................... 20 Professor Paulo Cascon ........................................ 20 Professora Fátima Miranda Nunes ....................... 21

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Siri ou Caranguejo? Você sabe onde o Sr. Siriguejo realmente mora? E afinal, ele é um Siri ou um Caranguejo?

Se você estiver pensando que é apenas no fundo do oceano você está errado. Isso mesmo! Na verdade, tanto os siris quanto os caranguejos podem viver em diferentes regiões aquáticas, como manguezais. Mas, enfim você sabe a diferença entre um Siri e um Caranguejo? E espera ai, você acha que o Sr. Figura 1 O Sr. Siriguejo Siriguejo é um siri ou um caranguejo? Pra acabar de Bob Esponja. com sua dúvida, vamos esclarecer logo isso. Os caranguejos possuem a parte da cabeça e do tórax (cefalotórax) mais robusta, enquanto os siris possuem essa parte mais achatada. Outra característica que os diferenciam são as patas traseiras, que nos siris são achatadas em formato de remo, ao contrário dos caranguejos que apresentam elas mais pontiagudas. E então, depois de todas essas informações o que você acha? Seria o Sr. Siriguejo um siri ou um caranguejo? Se você estiver pensando em caranguejo você acertou, pois como os caranguejos, ele apresenta as patas em formato pontiagudo e seu cefalotórax é robusto.

Figura 2: A comparação entre Caranguejo e Siri

Autores: Isadora Alexandre, Rebeca Morada, Arianna Carvalho, Emerson Oliveira e Vitória Cavalcante.

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Amiguinhos da Caatinga Você conhece a Caatinga? Se você pensa em mau cheiro como chulé, ou até mesmo, cheiro de suor, você está completamente enganado. Pois sente aqui que nós vamos te ensinar sobre a fauna e a flora desse bioma típico do sertão brasileiro. Se você ainda lembra do mascote da Copa do Mundo do Brasil de 2014, o Fuleco, ele é um animal típico da região que vamos conhecer, o tatu-bola. Mas e aí? Sabe quais ou outros animais são vizinhos desse bichinho? Temos o sapo-cururu que não lava o pé, a jaguatirica que é prima da onça-pintada e a asa-branca que bateu asas no sertão. Na flora da Caatinga temos a carnaúba, que serve para construção de casas de taipa. O xique-xique na seca serve para alimentar o gado. Essa região é repleta de cactos, plantas que perderam suas folhas e deram espaço aos espinhos. No dia 28 de abril é comemorado o Dia Nacional da Caatinga. Por que esse dia é comemorado? Pois é uma bioma tipicamente brasileiro e usamos para a produção de energia das nossas casas e extração de lenha para fogueiras. Por isso é importante nós preservarmos e cuidarmos deste bioma lindo e que só o Brasil tem.

Figura 3: Tatu bola

Figura 4: Xique-xique

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Figura 5: Carnaúba

Figura 7: Jaguatirica

Figura 6: Asa branca

Figura 8:Sapo cururu

Autores: Ivna Bezerra, Elizyene Rabelo, Antônio Maurisso, Giovanna Azevedo e José Eduardo de Melo.

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Células Do Sangue Dentro de nossas veias e artérias, circulam as unidades básicas de todo ser vivo, que são tão pequenos que só podem ser vistos com o auxílio de microscópios. Conhecidas como células, essas estruturas vivem dentro de nós. Em troca disso, servimos como casas para elas, as células nós ajudam fazendo diversas funções, como produzir nossa energia, nos proteger de diversas doenças e até curar alguns machucados! São graças as células, que vivemos e não seriamos nada sem elas. Existem diversos tipos diferentes de células habitando no nossos corpos, e cada uma delas serve para realizar funções diferentes, muito importantes para nós humanos que também servimos de moradia para as células. Vamos falar de algumas delas!

Células Comuns Imagine como se dentro de seu corpo existisse uma cidade e as células fossem os moradores dela. Algumas teriam profissões de enorme importância para essa cidade, como policiais e médicos. Porém, a grande maioria das células habitantes dessa cidade teria empregos comuns com funções normais, limpar casas por exemplo. No caso dessas células, suas funções comuns seriam gerar energia e armazenar reservas de nutrientes para que, por exemplo, haja o funcionamento perfeito do nosso corpo.

Glóbulos Vermelhos Já se perguntou por que nosso sangue tem a cor vermelha? Isso se deve a um tipo especial de célula que, além de colorir o nosso sangue, é também responsável por levar o oxigênio, uma forma de combustível do ar que entra em nossos pulmões para todo o resto de nosso corpo, fazendo com que tudo funcione normalmente dentro de nós. São elas os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias, que fazem tudo isso. Na cidade que é o nosso Figura 9: Personagem Glóbulo corpo, as hemácias seriam como Vermelho da animação Hataraku médicos trabalhando sem parar Saibou (2018). para que toda a cidade continue funcionando de forma saudável.

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Plaquetas Quando nos cortamos ou nos furamos, é graças a estas pequeninas que o machucado para de sangrar. A principal função das Plaquetas é ´´tampar´´ qualquer tipo de ferida para que nós não percamos muito sangue. Para isso, elas colocam uma rede, chamada de Fibrina, sobre o local machucado, que ajuda a controlar o sangramento. Após isso, os glóbulos vermelhos surgem juntos de outras células para ajudar, se juntando com a rede Fibrina para que o machucado se feche e comece a curar.

Figura 10: Personagens Plaquetas em Hataraku Saibou(2018). Células Cancerígenas São células que de algum modo tiveram suas funções e formas alteradas, que passaram a se multiplicarem exageradamente. Infelizmente, isso faz com que elas prejudiquem nossos corpos, por devorarem muitos nutrientes e também sobrecarregarem os tecidos por sua multiplicação. Desse modo, as células cancerígenas são arduamente combatidas pelas células do sistema imunológico, as próximas que veremos nessa lista, até que possam ser eliminadas. Porém, se o sistema imunológico não conseguir vencer essa guerra contra as células cancerígenas elas podem evoluir para algo ainda pior, câncer maligno.

Figura 11: Representação personificada da célula cancerígena em Hataraku Saibou (2018).

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Células Imunológicas Sabia que em nosso dia a dia estamos sempre cercados por incontáveis criaturas pequenas demais para vermos, mas que causam diversas doenças capazes de nos fazer muito mal, como gripe, catapora e outras ainda muito piores? Vocês devem estar se perguntando como que, com todos esses seres a nossa volta, não deveríamos ficar doentes a todo o momento? Nossos corpos, são protegidos por heróis tão pequenos quanto os seres ruins que eles enfrentam, estes heróis são as células de defesa do corpo humano. Dentro de cada um de nós, elas atuam incessantemente para manter nossos corpos protegidos das criaturas que tentam invadí-lo. Em quase todo lugar do nosso corpo, existem células que combatem os invasores para que sejam eliminados ou expulsos do local, antes que possa fazer algum mal a nosso organismo, a grande maioria dessas célulasde defesa atuam em nosso sangue. Já que falamos tanto delas, é hora de apresentá-las!

Glóbulos Brancos Também conhecidos pelo nome de leucócitos, geralmente são as primeiras células a aparecerem para enfrentar um agente estranho no corpo humano, podendo este ser um vírus, bactéria, ou algum outro tipo de criatura microscópica. Os glóbulos brancos são divididos em cinco principais grupos. Neutrófilos: São os mais rápidos e os primeiros glóbulos a aparecerem para combater algum invasor em nosso corpo. Além disso, a grande maioria dos glóbulos brancos são os neutrófilos

Figura 12: Representação dos Neutrófilos em Hataraku Saibou (2018)

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Eosinófilos: Formam um tipo especial de glóbulos brancos, com a função principal sendo a de combater inimigos muito grandes como parasitas, destruindo-os.

Figura 13: Representação dos Eosinófilos em Hataraku Saibou(2018).

Basófilos: Sua função principal ainda permanece um mistério, mas ele também libera Histamina, ajudando seus colegas anticorpos e Neutrófilos para alcançar locais onde os invasores estão.

Figura 14: Representação dos Basófilos em Hataraku Saibou (2018)

Monócitos: células bem grandes, que se são como faxineiros no corpo, se alimentando e eliminando, além dos invasores, células mortas também.

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Figura 15: Os monócitos de Hataraku Saibou (2018). Linfócito Também são células imunológicas, porém são tão diversos que merecem destaque próprio, mas em geral, se os outros glóbulos brancos são como policiais, os linfócitos funcionam como a tropa de elite do nosso corpo. Os principais linfócitos são divididos em dois tipos, Os Linfócitos B e os Linfócitos T.

Figura 16: Representação dos Linfócitos em Hataraku Saibou (2018) Linfócitos B- Plasmócitos: Na luta contra microorganismos, eles liberam vários anticorpos, iscas para os inimigos que são atacados e destruídos por outras células enquanto se ocupavam com eles.

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Linfócitos B- Células de Memória: Em sua primeira aparição, estas células podem ter uma participação fraca na luta contra invasores. Porém, elas tem uma capacidade de aprender e lembrar, sendo muito mais efetivas em combates contra invasores de tipos semelhantes com os que já tentaram atacar o corpo. Linfócitos T- Auxiliar: São como se fossem os líderes do sistema imunológico, essas células coordenam toda a defesa dos glóbulos brancos na luta contra invasores, evitando o surgimento de doenças. Linfócitos T- Citocitóxico: A Função principal deles é eliminar células que foram contaminadas por vírus, uma tarefa bem difícil pois os inimigos deles se espalham muito rápido pelas células. Linfócitos T- Células de Memória: Assim como as células de memórias anteriores, aprenderam a lutar contra tipos específicos de invasores, mas estas podem viver por muito mais tento e serem convocadas a qualquer momento para eliminarem qualquer ameaça. Linfócitos T- Células Reguladoras:Como juízes de jogos de futebol, estas células são as responsáveis por avisar aos outros Glóbulos Brancos que o combate com os invasores acabou e já podem descansar.

Figura 17: Personagens dos Linfócitos Reguladores (á esquerda) e dos linfócitos auxiliares (no centro) em Hataraku Saibou (2018). Autores: Bruno Tobias, Caio Irvin, Lucas Santos, Flávio Agostinho

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As Camadas da Terra Você sabia que o planeta terra é dividido em três camadas? Para entender melhor pense em um abacate. Sua casca seria a primeira camada, chamada de crosta, que é a parte superficial da terra, enquanto a polpa representa o manto, uma parte mais espessa que está abaixo do chão em que pisamos, e finalmente o caroço pode ser comparado ao núcleo, a porção mais interna da terra. A crosta é a camada mais fina, onde vivemos junto com a natureza. É nela também que encontramos mares, montanhas rios e lagos. O manto é grosso e sua temperatura é muito elevada. É de lá que vem a lava dos vulcões, só que quando ainda está no interior da terra é chamada de magma. O núcleo é a camada mais interna e é quase tão quente quanto o sol! Ele é dividido em uma porção interna líquida e uma externa sólida.

Figura 18: Um modelo das camadas da Terra.

Depois de ler isso você deve estar pensando que a crosta é a camada mais importante, já que é nela em que vivemos, e além disso, é a única que não possui temperaturas tão extremas. Mas é aí que você se engana, porque o núcleo e o manto são responsáveis por manter o calor na terra. Se eles não fossem tão quentes a terra rapidamente congelaria, o calor do sol não seria suficiente para manter nossa temperatura estável, então agradeça também ao núcleo e a crosta por sua casa. Não pare por aqui, pesquise mais e fique ligado, existem muitas surpresas abaixo de seus pés!!!

Autores: Lara Cecília, Luana Freire, Larissa Karen, Joâo Gabriel, Leticia Souza e Maria Clara.

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JOGOS Agora é hora de você se divertir e exercitar o que aprendeu!

Damas Você quer aprender como fazer um jogo de damas e ainda ajudar o meio ambiente? Então veio ao lugar certo! Agora vamos aprender como fazer o jogo de damas Para fazer esse divertido jogo você irá precisar de: Tampinhas de metal garrafa. Tintas acrílicas com as cores: preta, branca, vermelha e amarela (ou com as cores de sua preferência). Pincéis grossos e finos. Pedaço de papelão com tamanho de 27 cm x 27 cm. Jornal velho. Cola branca comum. Tabuleiro de jogo de damas (imagem no final da revista). Comece levando o tabuleiro de jogo de damas para um programa que edita imagens e deixe o tabuleiro com o tamanho do papelão (27 cm x 27 cm) e imprima. Depois forre a mesa ou o local onde você irá pintar as tampinhas com jornal velho e posicione as tampinhas sobre o jornal.

Figura 19: diy-enthusiasts.com

Em seguida, se você for fazer as joaninhas para o seu jogo, pinte todas as tampinhas com a tinta preta e depois pinte a metade com a tinta vermelha.

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Figura 20: diy-enthusiasts.com Logo após, com o auxílio de um pincel fino, faça um traço no meio da parte vermelha e faça algumas bolinhas nas duas laterais desta parte vermelha.

Figura 21: diy-enthusiasts.com Agora, pinte a outra metade de tapinhas com a tinta acrílica amarela e faça os mesmos detalhes em preto. E faça os olhinhos das joaninhas com a tinta branca em formato de bolinhas na parte preta da tampinha de garrafa.

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Figura 22: diy-enthusiasts.com

Em seguida, para finalizar a sua peรงa, basta colar o tabuleiro sobre o pedaรงo de papelรฃo e distribuir as tampinhas pelo tabuleiro. E estรก pronto!

Figura 23: diy-enthusiasts.com

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Tabuleiro

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Palavras Cruzadas

1°) São seres que possuem a parte da cabeça e do tórax achatada, e patas pontiagudas. 2°) É um bioma que possui fauna e flora muito diversificada,e é exclusivo do Brasil. 3°) Encontra-se debaixo da crosta terrestre, é expelido nos vulcões e possui uma aparência avermelhada. 4°) São as células de defesas do nosso corpo, estão presente no sangue e combatem organismos invasores maléficos ao organismo. 5°) São as células predominante em nosso sangue,que faz com que ele possua a aparência avermelhada, e transportam oxigênio para todo o organismo.

Observação: Para saber todas as respostas sem pescar do gabarito você precisa ler a revista toda!

5°) R = Hemácias. 4°) R = Leucócitos. 3°) R = Manto. 2°) R = Caatinga. 1°) R = Caranguejo.

Gabarito:

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Ligue os Pontos Vamos brincar de contar e desenhar? Ligue os pontinhos seguindo a ordem dos números, completando o restante do desenho e uma linda ararinha-azul aparecerá! Dica: pesquise imagens da ararinha-azul e pinte o desenho com suas cores reais!

A ararinha-azul é uma ave encontrada na caatinga que, infelizmente, corre grande risco de ser extinta. Alguns pesquisadores acham até mesmo que ela não pode mais ser encontrada na natureza, mas sim apenas em cativeiro, ou seja, em zoológicos e criadouros. Um dos motivos para o desaparecimento dessa linda ave de penas azuis é o intenso desmatamento de nossa caatinga, que acontece ainda nos dias de hoje, assim como também por causa do tráfico ilegal, que é a captura e venda ilegal de animais silvestres. Mas há uma boa notícia para a ararinha-azul: estão sendo feitas tentativas de reprodução das aves que estão em cativeiro para que seus muitos filhotes possam ser depois reintroduzidos na natureza! Esses projetos são muito importantes, pois podem salvar a espécie da extinção completa e ainda nos trazem a esperança de futuramente poder ver a ararinha voando livre e feliz novamente pelas matas, onde ela se sente verdadeiramente em casa.

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ENTREVISTAS Professor Paulo Cascon 1.Qual a sua graduação, como foi a sua vida acadêmica e onde o senhor se graduou? O senhor sempre quis fazer essa graduação? R: Sou graduado em Ciências Biológicas, concentração Zoologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1981. A minha vida acadêmica foi marcada por estágio em laboratório de pesquisas, participação em congressos. O curso que fiz, correspondia a minha primeira opção. 2.Qual a sua área de atuação e porque o senhor escolheu essa área? R: Atuo na área de Zoologia, com foco principal em anfíbios anuros. A escolha da área foi uma combinação de afinidade com a área e oportunidades que apareceram. 3.Qual a sua atual linha de pesquisa? E como está sendo esse trabalho? R: Estou orientando trabalhos em levantamento da Biodiversidade e em estudos sobre efeitos de agrotóxicos em anuros. 4.Quais são as dificuldades enfrentadas atualmente em suas pesquisas? R: As dificuldades são a falta de oportunidades de inserção no mercado de trabalho e falta de financiamento. 5.Qual incentivo o senhor daria para as crianças que pensam em ser cientistas? R: O incentivo para a carreira de cientista é o desafio intelectual que ela representa e o sentimento de crescimento pessoal.

Possui graduação em Ciências Biológicas (Modalidade Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), Mestrado em Ciências Biológicas (Modalidade Zoologia) pela Universidade Federal da Paraíba (1987) e Doutorado em Zoologia University of New Hampshire, EUA (1997). Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Ceará.

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Fátima Miranda Nunes 1.Qual a sua graduação, como foi a sua vida acadêmica e onde a senhora se graduou? R: Sou graduada em Química Industrial pela Universidade Federal do Ceará. Durante a minha graduação tive a oportunidade de fazer parte do PET como bolsista, na época chamado de Programa Especial de Treinamento sendo renomeado para Programa de Educação Tutorial. A participação como bolsista no PET enriqueceu de forma significativa minha graduação, já que o programa tinha como principal objetivo a participação dos bolsistas em trabalhos de ensino, pesquisa e extensão.

2. Qual a sua área de atuação e porque escolheu essa área? R:Tenho mestrado e doutorado em Química Orgânica com ênfase em produtos naturais. A Química de Produtos Naturais tem um vasto campo de estudos e aplicações, e tentar usar esses recursos de forma sustentável é um estimulante para os trabalhos na área de Química.

3.Qual a sua atual linha de pesquisa? E como está sendo esse trabalho? R: Atualmente minha linha de pesquisa está relacionada à obtenção de moléculas produzidas por fungos endofíticos e fitopatogênicos e o uso de células em crescimento desses fungos na biotransformação de moléculas naturais. É um trabalho que exige paciência e persistência, como todo trabalho de pesquisa, mas que a cada dia torna-se mais gratificante tanto pelos resultados encontrados como pela oportunidade de formar alunos aptos a desenvolverem pesquisas.

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4. Quais são as dificuldades enfrentadas atualmente em suas pesquisas? R: As pesquisas na área de Química têm um grande custo financeiro e devido à crise econômica os recursos estão ficando cada vez mais escassos.

5.Qual incentivo a senhora daria para as crianças que pensam em ser cientistas? R: As crianças podem ser incentivadas a serem cientistas desde muito cedo, uma vez que se feito da maneira correta poderão aprender o valor de uma pesquisa científica na preservação dos nossos recursos naturais, que estão tornando-se cada vez mais escassos.

Possui graduação em Química Industrial pela Universidade Federal do Ceará (1998), mestrado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Ceará (2004) e doutorado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Ceará (2008).

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Revista IPEC Criança 2018.2  

revista de divulgação científica publicada pelos estudantes do primeiro semestre dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Ciências biológ...

Revista IPEC Criança 2018.2  

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