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Projetos Educacionais: Palavras Iniciais

Caro aluno, Cá estamos para iniciar mais um módulo do Curso Mídias Digitais. Esta será mais uma etapa em que sua atenção e dedicação serão fundamentais para a obtenção de um bom resultado. Agora, estudaremos como elaborar projetos escolares que levem em conta a responsável e eficaz inserção dos recursos tecnológicos no contexto curricular. Para tanto, passaremos por uma discussão sobre como as tecnologias da informação e da comunicação foram sendo tratadas curricularmente ao longo do tempo, de acordo com as idéias pedagógicas de cada época. Por fim, estudaremos mais especificamente sobre projetos educativos e mapas mentais. Novamente, vale lembrar que você não se encontra só nessa caminhada. A interação com colegas e com seu tutor será de grande importância para você mesmo e enriquecerá a coletividade. Vamos começar? Bom trabalho!

Clique aqui para ver os Objetivos: Conhecer as correlações entre tecnologia, tecnologia educativa e currículo; Elaborar pensamento crítico sobre a inserção das tecnologias da informação e da comunicação no currículo escolar; Aprender sobre pedagogia de projetos e sobre metodologias de trabalho para o desenvolvimento de projetos audiovisuais educativos.


Projetos Educacionais: Tecnologia Educativa e Currículo O uso de tecnologias na educação sempre suscitou o embate entre duas visões opostas: a que é contrária a este uso e a que é a favor de tal idéia. Estas duas visões formam a essência de grupos antagônicos denominados por Humberto Eco de apocalípticos e de integrados. (ECO, 1976: p.7) Para os apocalípticos, primeiramente, não há motivos para se continuar investindo em projetos que comumente não são avaliados. Também, eles vêem no encontro entre tecnologia e escola uma ligação cada vez maior à Teoria do Capital Humano, em que há uma associação cada vez maior entre currículo e mundo produtivo. Aqui, a escola se empenha em preparar alunos para um mundo cada vez mais dependente das inovações tecnológicas, em que a formação profissional tem se redimensionado. O trabalho sofreu mudanças em sua natureza, como resultado da transformação social aliada ao processo de transformação tecnológica. No capitalismo contemporâneo, é necessário ser competitivo para sobreviver, o que somente se consegue a partir da capacidade do trabalhador em gerar inovações. Com as mudanças ocorridas no mundo do trabalho, a exigência de novas qualificações surgiu. Uma vez que o trabalho manual tem cedido mais e mais lugar ao trabalho intelectual, exige-se da escolaridade formal que ela contribua para a qualificação adequada dos alunos, para que tenham novos tipos de conhecimento, capacidade de abstração, de resolver problemas na vida prática, novos comportamentos. Mas não se pode negar a presença e a importância que a tecnologia tem tido para a vida humana. Logicamente, tal presença deve ser considerada em sua dialeticidade social, assim como para se introduzir a tecnologia no currículo escolar há que haver a consideração da dialeticidade social também da escola. Como fala Mehedff: ...hoje, pensar em um cidadão que não tenha a necessária participação tecnológica é pensar em um cidadão alienado e sem a possibilidade de entender em que sistema econômico ele está vivendo ou sobrevivendo. (MEHEDFF, 1996: p.147) Nesta vertente que considera importante a participação da escola como meio para oferecer oportunidades de formação integral e atualizada ao homem, está, também, Saviani: A escola está ligada a este processo, como agência educativa ligada às necessidades do progresso, às necessidades de hábitos civilizados, que correspondem à vida nas cidades. E a isto também está ligado o papel político da educação escolar enquanto formação para a cidadania, formação do cidadão.(SAVIANI, 1996: p.157)

Tecnologia Educativa (Clique aqui para abrir) Originalmente, em Grego, tecnologia significa arte aplicada – technikós. O desenvolvimento da tecnologia educativa e sua ligação com o currículo escolar sofreu a influência de diferentes paradigmas, o que começou nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Nessa época, ela estava identificada aos meios tecnológicos em desenvolvimento. Niskier (1993, p. 40) denomina esta fase da Tecnologia Educativa de pré-científica. Com os estudos que se desenvolveram sobre a conduta humana, sua análise e como controlá-la, a tecnologia educativa assumiu uma nova dimensão, em que se buscava planejamento de estratégias, uso de meios e controle do sistema de educação. Três são as áreas que forneceram as bases para a tecnologia educativa: a Psicologia Experimental, o enfoque sistêmico e o desenvolvimento dos meios de comunicação. Segundo Niskier, que também traça a evolução da tecnologia educacional, antes mesmo dos anos 70, tal visão tecnicista não deixa de ser influenciada pelo behaviorismo, que esperava, através do estímulo correto dado ao aluno, colher o resultado esperado. A tecnologia educacional resumia-se inicialmente na utilização de meios e recursos tecnológicos audiovisuais nas atividades de instrução e treinamento. Essa utilização recorria a princípios decorrentes dos estudos experimentais sobre o comportamento humano e sobre os mecanismos capazes de condicioná-los. Delineava-se assim a teoria da eficiência ou uma tendência à eficientização, baseadas uma e outra mais em uma análise realista do comportamento humano do que em princípios filosóficos. (NISKIER, 1993: p.22) A instrução programada nasceu nessa época, e no Brasil ela foi considerada uma panacéia para os problemas educacionais do País. Ela levaria o aluno a fornecer somente a resposta que era esperada, mediante estímulo adequado. Skinner e suas máquinas de ensinar tinham como base justamente os estudos realizados na área da análise experimental do comportamento humano. Os meios de comunicação eram usados como auxiliares à instrução, com a especificação de objetivos instrucionais. Entretanto, os meios passaram a ser o fim do processo educativo, e muitas críticas a este sistema começaram a surgir. O foco da tecnologia educativa resumia-se a “o que ensinar” e a “como ensinar”. E nenhuma importância era dada ao “por que educar” e “para que educar”. O utilitarismo estava em voga, mas tal concepção ainda hoje ressoa em muitas propostas relativas à implementação da introdução da tecnologia educativa. A instrução programada não considerou, portanto, que a comunicação humana é um processo diferente da que ocorre com outros animais, tendo variáveis que dizem respeito às diferenças individuais, ao contexto sócio-cultural, às características psicológicas de cada indivíduo. A partir de 1970 é que a tecnologia educacional ganha um enfoque sistêmico. Num contexto em que a educação se viu impelida a mudar em virtude do surgimento de uma civilização visual e auditiva, emergiu um enfoque global da educação no desenvolvimento curricular. Os princípios básicos do enfoque sistêmico são, segundo menciona Niskier, 1993, p. 31: (Clique aqui para abrir) Determinação do objetivo final; Preparação de testes sobre objetivos;


Identificação das habilidades de entrada ou critérios de entrada; Objetivos específicos; Preparação de instrumentos de avaliação; Seqüência; Desenvolvimento de materiais; Avaliação formativa e somativa; Implementação; Retroalimentação. As tendências atuais no campo da Tecnologia Educativa (TE), incluem várias visões que se complementam. Entretanto, observa-se uma vertente mais baseada na perspectiva cognitivista, em abandono às diretrizes behavioristas. As causas dos processos é que passam a ter importância, e não os modos como se utilizam as tecnologias da comunicação. Assim a tecnologia educativa não mais se indaga: Como se pode utilizar a televisão educativa para massificar a educação? Mas: Quais são os aspectos da mesma que mais se sobressaem e como se pode integrá-los num programa sistemático de desenvolvimento educativo? Há uma identificação crescente entre tecnologia educativa e didática. O objetivo desse encontro é a otimização dos processos comunicativos existentes no trabalho didático, na medida em que a tecnologia educativa almeja humanizar a educação e não o contrário – desumanizá-la pelo uso das tecnologias.


Projetos Educacionais: Educação Audiovisual e Currículo

Trataremos, a seguir, dos aspectos relacionados especificamente à educação visual (focalizando a televisão e o vídeo) que devem ser considerados quando integrados ao currículo escolar. Embora se pudesse abordar, aqui, a formação especializada de profissionais destinados a atuar nos vários segmentos da indústria audiovisual, este não é o nosso objetivo. O que diz respeito ao nosso objeto de estudo é tratar da formação que, em relação à cultura audiovisual, deveriam receber todos os cidadãos durante os anos do ensino obrigatório. Por sua vez, a televisão e o vídeo, atuando em benefício da educação, podem ser considerados de duas formas (não distintas, mas complementares): como objeto de estudo e como recurso para potencializar o processo de aprendizagem do aluno. Uma vez que esses meios têm grande participação na vida de estudantes e de professores, pois que são bons espectadores em seus lares, as informações veiculadas, seu processo de produção e suas ideologias valem ser estudados. Como recursos para a aprendizagem, devem ser considerados como meio para potencializá-la, tornando-a significativa para o aluno. A expressão verbal literária não é um recurso instrumental mais básico do que a expressão audiovisual, na sociedade contemporânea. Embora a escola dedique grandes esforços ao aperfeiçoamento daquela expressão, lê-se muito pouco no Ocidente. Por outro lado, consomem-se muitos produtos da indústria audiovisual. Não se trata de agravar as diferenças ou de esboçar uma primazia de um modo de expressão em relação ao outro, mas de tornar clara a contradição da postura adotada pela escola. Uma das causas para tal distanciamento entre a escola e educação audiovisual é a alta tradição literária em que se formaram tanto os responsáveis pelo desenvolvimento dos planos curriculares quanto os professores de uma forma geral. Não há, em conseqüência, formação adequada e até sensibilidade para se tratar dos temas relativos à implementação de uma educação audiovisual mais condizente com as necessidades dos currículos escolares atuais. Deste modo, para que se seja capaz de preparar o aluno para viver no universo das imagens, na iconosfera, e também para formular planos curriculares sensíveis à realidade desse universo particular, torna-se necessário investir na formação dos profissionais engajados nessas práticas. Mas não basta o contato com as tecnologias existentes, conhecer as técnicas de sua utilização. O mais importante é fazer uma utilização crítica desses aparatos e de suas linguagens, para que se enriqueçam as práticas pedagógicas. A não observância dessa necessidade de formação profissional perpetua um preconceito com conseqüências graves: ao se considerar a imagem como neutra, para a qual não se necessita preparação, corre-se o risco de ficar cada vez mais alienado e à mercê das mensagens veiculadas pelos meios de comunicação de massa. Também, há que se considerar a responsabilidade dos profissionais dedicados à preparação do audiovisual educativo, e não somente a da escola, nesta situação. Se não há uma correta integração do material audiovisual aos processos educacionais, é também porque eles são mal desenvolvidos, na medida em que não se libertam das formas de expressão verbal.

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Currículo, escola e ensino são coisas diferentes, mas são tão interligadas que chega a ser difícil traçar uma linha divisória para demarcá-las. Vivem uma em função da outra. O estabelecimento de um currículo depende do tipo de ensino que se quer adotar e da escola que se deseja. Tem sido assim ao longo da história. O currículo tem estado orientado em função do saber válido socialmente e digno de ser transmitido. Trata-se de uma seleção intencional deste mesmo saber, e de forma organizada, objetivando que o aluno alcance resultados. É, então, muito mais que uma grade curricular, pois abarca todo o envolvimento escolar para propiciar o dinamismo do processo educacional.

Para Fazer (Clique aqui para abrir)

Poste, no fórum: Educação Audiovisual e currículo, reflexões sobre sua formação audiovisual, como educador. Destaque aspectos positivos e negativos, se houver, e


Projetos Educacionais: Pedagogia de Projetos

Uma vez que abordamos questões referentes ao currículo escolar, trataremos agora de um assunto muito importante: a pedagogia de projetos e a integração das tecnologias da informação e da comunicação às atividades curriculares. Quando falamos em projetos, o que lhe ocorre? Com certeza, você já ouviu falar em vários tipos de projetos. Esta palavra também contém em si a idéia de futuro, daquilo que ainda será realizado, do “vir a ser”. Segundo o Dicionário Aurélio:

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Currículo, escola e ensino são coisas diferentes, mas são tão interligadas que chega a ser difícil traçar uma linha divisória para demarcá-las. Vivem uma em função da outra. O estabelecimento de um currículo depende do tipo de ensino que se quer adotar e da escola que se deseja. Tem sido assim ao longo da história. O currículo tem estado orientado em função do saber válido socialmente e digno de ser transmitido. Trata-se de uma seleção intencional deste mesmo saber, e de forma organizada, objetivando que o aluno alcance resultados. É, então, muito mais que uma grade curricular, pois abarca todo o envolvimento escolar para propiciar o dinamismo do processo educacional.

Os projetos são inerentes à condição humana, desejosa de recriar, reinventar, reiniciar. Em termos de práticas pedagógicas, o projeto está ligado a novas formas de ensinar e de aprender, introduzindo novos conceitos, novas formas de pensar, de agir e de se relacionar, afetando todos os sujeitos do processo educativo. Com a pedagogia de projetos, o aluno aprende a “fazer, fazendo”, aprende à medida em que produz e que reelabora conceitos e cria relações. Neste processo, como fica o professor? Este se torna o mediador que faz o acompanhamento do processo e guia o aluno, dando-lhe segurança. Cabe ao professor criar situações de aprendizagem que propiciem diferentes tipos de conhecimentos e que motivem as relações interpessoais. Quanto aos projetos, não há um modelo ideal. O importante é que estejam adequados à realidade dos alunos, tratem de problemáticas de seu interesse e que levem à compreensão, sistematização, formalização e reelaboração de conceitos, numa proposta de trabalho construcionista. Os projetos pedagógicos devem contribuir para aprendizagens significativas.

Parada Obrigatória (Clique aqui para abrir)

A aprendizagem humana é um processo que se realiza no confronto sócio-histórico e não se limita à mera estocagem de conteúdos, de informações, pois o conhecimento não é linear e nem tampouco compartimentado. A aprendizagem, embora ocorra de maneira diferenciada em cada indivíduo, não pode ser tomada como um processo meramente


individual. Ela se dá em grupo, na riqueza de interações que são promovidas. A aprendizagem ocorre, então, por múltiplos caminhos e acontece a partir do uso de diferentes formas de expressão. È por esta razão que as metodologias tradicionais, geralmente ancoradas na exposição do professor e centradas somente no desenvolvimento de competências lingüísticas e lógico-matemáticas, nada têm de significativas para o aluno, apresentam um conhecimento que para ele é estranho, está fora dele. A aprendizagem significativa, ao contrário, promove a compreensão de significados a partir do momento em que o aluno relaciona esses significados às suas experiências e vivências anteriores, relevantes e já existentes na sua estrutura cognitiva.

Inserção das TICs (Clique aqui para abrir)

Outro aspecto importante a se considerar é a inserção das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) no ambiente escolar. Quais são as implicações dessa nova realidade? É uma época de desafios, sobretudo para os educadores que devem se mostrar capazes de fazer a integração de conteúdos de diferentes áreas do saber, com suporte pedagógico das mídias. Para tanto, será preciso, também, estarem cientes das especificidades e potencialidades de cada meio. Os projetos são potencializadores da interdisciplinaridade, partindo do conhecimento disciplinar. Acima de tudo, eles são uma modalidade, uma estratégia de ação, dentre tantas outras. Importa é escolher a modalidade que melhor se aplica a uma necessidade educacional. A participação em projetos requer abertura e também flexibilidade, pois vários ajustes são necessários ao longo da empreitada. A primeira mudança de paradigma é justamente possibilitar que os alunos desenvolvam seus próprios projetos, a partir de suas necessidades e interesses. Ter a oportunidade de reconhecer a própria autoria, seja ela individual ou coletiva, é a chave da motivação desse processo. Certamente, o aluno não estará sozinho, ele construirá o conhecimento de forma colaborativa, com a mediação do professor.

O Processo de Produção de Audiovisuais (Clique aqui para abrir)


Os projetos oferecem espaço para diferentes formas de expressão e fomentam a criação de uma postura reflexiva e investigativa por parte do aluno. Como seu coroamento, não há um ponto final, mas sim a abertura para que novos projetos se realizem. Hoje em dia, a despeito das dificuldades ainda enfrentadas na realidade brasileira, os equipamentos de filmagem estão ficando mais acessíveis do que no passado e os processos de produção e de edição estão mais facilitados. Com o estímulo à prática de criação, os alunos não só aprenderão a linguagem própria da televisão, mas ultrapassarão a estética massificada dos produtos da indústria cultural. Enfim, ao criar novos paradigmas, os interagentes desse processo estarão recriando novas formas de expressão, ultrapassando o mero manejo da tecnologia.

Se você não conseguir assistir ao vídeo com um clique único sobre o botão Play, clique uma segunda vez.

Sinopse (Clique aqui para abrir)

As produções audio visuais tem duas etapas distintas : concepção e realização O primeiro passo é a concepção. É preciso discutir e definir o conteudo e o formato do video. É o momento de escrever o roteiro A etapa seguinte é a realização. Pode ser dividida em tres fases: pré-produção gravação finalização

Para Fazer (Clique aqui para abrir)

- O que você achou do vídeo? Você identificou algum ponto que faz parte de sua realidade? Também, relate experiências relacionadas à pedagogia de projetos das quais você fez parte ou sobre as quais você está informado. Quais eram esses projetos? Como se desenvolveram e quais os resultados alcançados? Houve integração de mídias? Para facilitar, visite a página http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pep_l.php?t=001 e comente no fórum: O que você achou do vídeo? o que você achou mais interessante.


Projetos Educacionais: Prática de Projetos Educacionais

Para o nosso estudo nesta etapa e desenvolvimento das atividades propostas, serão de grande valia os conhecimentos adquiridos nos módulos anteriores. A escrita de roteiros, especificamente, é algo de que muito se necessitará agora. Caso sinta alguma insegurança em relação a algum ponto abordado, releia o que for necessário e interaja. Para isso, utilize as ferramentas de comunicação presentes no curso (e-mail e fórum) para postar seus questionamentos, afinal, você não está sozinho por aqui. Agora, abordaremos especificamente a prática de projetos educacionais, tomando-a como a prática investigativa sobre um determinado tópico de interesse dos alunos, explorando diferentes ângulos e interando diferentes áreas do conhecimento. Como já foi falado anteriormente, é um exercício muito motivador para o aluno a criação de seu próprio vídeo. Este é um trabalho que terá como resultado um produto informativo, divertido e significativo. Ao se trabalhar com temas, cria-se a possibilidade de interdisciplinaridade, de construção conjunta de um conhecimento contextualizado. Conceitos são criados, recriados ou aprofundados. A produção de vídeos harmoniza-se perfeitamente com tal proposta. Estejamos atentos, agora, a mais um vídeo produzido pela TV Escola.

Se você não conseguir assistir ao vídeo com um clique único sobre o botão Play, clique uma segunda vez.

Sinopse (Clique aqui para abrir)

Professora Lucilene Gomes maia promove oficina de video em NOva Iguaçu - RJ. Nas aulas do curso, eles mesmo botam aquilo que eles acham mais interessante. Já fizeram programação do dia-a-dia da escola, já fizeram produção do video sobre a questão da dengue que o municipio de Nova Iguaçu foi um tanto quanto afetado eles foram ao hospital fizeram entrevista com enfermeiros, com medicos para poder passar para a comunidade os cuidados que tem que ser tomados para evitar a proliferação do mosquito.

Para Fazer (Clique aqui para abrir)

Discuta no fórum aula 05 o assunto abordado no vídeo. Você teria alguma observação ou contribuição relevante para o tema?


Projetos Educacionais: Vídeo Magazine

Com certeza, você já folheou uma revista impressa, um magazine. Recorda-se de sua organização? Certamente, lembrará que a revista aborda várias coisas diferentes e possui seções. Na televisão, também há programas que recriam essa lógica, as chamadas revistas eletrônicas. O vídeo magazine, aqui, segue o mesmo princípio, tendo, porém, um eixo temático. O interessante desse formato é que ele não tem início, meio ou fim demarcados, delimitados. Até mesmo uma sala de aula com quantidade razoável de alunos é capaz de desenvolver esse trabalho, pois eles podem se organizar em grupos menores. Cada grupo, então, trabalha um segmento do tema. Para iniciar o trabalho com os alunos, primeiro promova uma discussão com a turma sobre os seus interesses e sobre o que estariam interessados em pesquisar. Peça sugestões de temas e vá listando tudo no quadro. Peça que todos anotem. Você perceberá que surgirão muitos temas diferentes. Vários deles apresentarão grande potencial para trabalho, mas será preciso escolher um deles. Para isto, uma sugestão é promover uma votação entre os alunos para que entrem em consenso e elejam aquele tópico que seja de interesse mais comum. Você poderá escolher outra forma de conduzir a discussão. O importante é que os alunos escolham um tema de real interesse, pois disso dependerá a motivação e compromisso com o trabalho a ser realizado. A próxima etapa, após a tomada de decisão sobre o tema, objetiva explorar o que a turma já sabe sobre o assunto escolhido, sobre tipos de programas de televisão e sobre métodos comuns de pesquisa. Newman & Mara (1995) propõem um esquema em forma de teia para o desenvolvimento das atividades desta fase. Esta teia consta de um diagrama circular. No centro, fica o tópico principal, enquanto os vários outros aspectos desse tópico são dispostos em ramificações. Segundo os autores, esse formato organiza graficamente todas as idéias e possui a vantagem de não ser hierárquico. Quanto mais se vai discutindo e anotando, maior vai ficando a teia. A título de visualização, digamos que o tópico central escolhido seja “Nossa Escola”. Uma teia sobre esse tema poderia ser assim:

Figura 01: Exemplo de Teia

Parada obrigatória (Clique aqui para abrir)

Proponha outros temas, a título de exemplo e tente desenvolvê-los. Depois, publique seus temas propostos no portfólio Aula 06: Temas

Com essa teia, os alunos perceberão que há muitas coisas que eles já conhecem sobre o tema, mas também reconhecerão que ainda falta pesquisar mais sobre determinados pontos. Agora, será preciso tratar dos diversos tipos de programas televisivos, a fim de que os alunos possam escolher o formato mais interessante e adequado para tratar do aspecto do tema escolhido por eles. Promova uma nova discussão em formato de teia. Aqui, o objetivo também é esclarecer sobre a necessidade do item “variedade” no vídeo magazine.

Parada obrigatória (Clique aqui para abrir)


A cargo de exercício, elabore um mapa conceitual, manualmente, expandindo o Tema "TV"(como ilustrado pela figura abaixo) com sua diversidade de programas, como noticiários, novelas, programas esportivos, filmes, dentre outros. Faça tantas ramificações (e sub-ramificações) quantas necessárias.

Figura 02: Exemplo de Mapa Conceitual sobre TV


Projetos Educacionais: Elaborando um Projeto Todo inicio de projeto é difícil: não se sabe ao certo o QUE se quer , COMO se quer, QUANDO se quer. Isto acontece por que quando paramos para elaborar um determinado plano de trabalho, que também chamamos de projeto, o nosso cérebro pensa diversas coisas ao mesmo tempo. É o nosso lado criativo funcionando para dar as respostas para o que estamos fazendo. Nesta fase existem mais perguntas do que respostas. Ao se elaborar um projeto deve-se ter bem definido o objetivo que se deseja alcançar. Então a primeira coisa a fazer é definir estes objetivos. Descobrir os verbos que servirão de guia para a elaboração do projeto. Agora que já sabemos para onde queremos ir, devemos dar vazão aos nossos pensamentos e deixar as idéias surgirem. Esta fase é chamada de “tempestade cerebral”. Ela acontece em todo início de trabalhos intelectuais. Às vezes vêm idéias boas no primeiro pensamento, às vezes não. Geralmente, o que acontece é que as primeiras idéias a surgir não são as melhores, e, consequentemente acabamos, por bloquear as restantes vindouras. Com isso acabamos por não ter mais idéia nenhuma. A tempestade cerebral é uma atividade muito instigante se for feita da maneira correta: 1º É importante saber que não devemos censurar nenhuma das idéias surgidas. Simplesmente anote todas as idéias que aparecem num pedaço de papel, não ordene nem classifique. Anote até mesmo aquelas idéias que aparentemente não têm a ver com o objetivo desejado. 2º: de posse dessas idéias, organize, ordene, classifique as idéias que lhe interessam. Faça um esqueleto com elas. Coloque o tema central bem no meio de uma folha de papel e a partir dali vá colocando as idéias mais gerais em volta do tema central, fazendo linhas conectando ambos. A partir de cada subdivisão, vá expandindo até onde achar que deva. Esta fase se chama fazer o mapa mental. Veja a figura abaixo:

Figura 01: Exemplo de Mapa Mental

Mapa Mental (Clique aqui para abrir)

O mapa mental será o esqueleto do nosso projeto. A partir dele, nós iremos fazer todo o resto. Escolhida qual vai ser a direção de nosso projeto, devemos escolher o formato. Existe um software gratuito chamado “Freemind” que auxilia muito na realização de mapas mentais( ele pode ser encontrado no seguinte sítio da Internet: “http://freemind.sourceforge.net/wiki/index.php/Main_Page”. Um exemplo de mapa mental feito pelo software é mostrado na figura abaixo.

Figura 02: Exemplo de formatos de projetos

Essas opções podem estar isoladas ou não. Como foi visto na aula sobre gêneros televisivos, é possível fazer um vídeo educacional em formato jornalístico, usando os princípios das ficções. Não há uma “fórmula de bolo” pronta para ser usada, o importante é ter bom senso e saber como e quando usar determinados formatos e seus gêneros. O exemplo da figura anterior é apenas uma sugestão dentre as milhares possíveis de serem seguidas. Faça o seu próprio mapa mental e prepare-se para o próximo passo: o projeto propriamente dito.

Construção de um Projeto (Clique aqui para abrir) Durante a construção de um projeto, é bom ter bem claro quais são as suas METAS e os OBJETIVOS que se pretende alcançar com a realização do projeto. Ambos têm a característica de pontuar um caminho que está sendo seguido e embora pareçam semelhantes, metas e objetivos têm suas diferenças. Vamos fazer uma analogia: vamos fazer uma viajem de Fortaleza para o Rio de Janeiro. Para chegar lá precisamos passar pelas


seguintes cidades: Petrolina e Belo Horizonte. Ora , nossa meta é chegar ao Rio de Janeiro e nossos objetivos são primeiro chegar a Petrolina, depois a Belo Horizonte e, por fim, Rio de Janeiro. As metas são os objetivos gerais, elas respondem a seguinte pergunta: o que se pretende alcançar com a realização deste projeto? Os objetivos são os pontos de controle que indicam que estamos conseguindo alcançar nossas metas. Os objetivos são mais específicos, mais concretos. Com as metas e os objetivos bem definidos, está na hora de explicar como o processo irá funcionar. Esta fase não tem exatamente um nome, mas você pode chamá-la simplesmente de “o projeto”. Neste tópico é dito exatamente como se planeja alcançar suas metas, passando por quais objetivos e informa também suas necessidades com relação aos recursos materiais e de pessoal. É importante tentar ser o mais detalhista possível nestes quesitos, pois mesmo se tratando de um planejamento, é muito desagradável durante a execução de um projeto perceber que faltam coisas que não haviam sido previstas. Lembre-se: aquilo que nos parece mais óbvio é o que geralmente nos esquecemos, justamente por não termos anotado em nenhum lugar. E para encerrar, são necessárias apenas mais duas tabelas: um cronograma de execução, onde se colocam as datas prováveis de quando será alcançado cada objetivo e uma planilha de orçamento para se ter a noção mais precisa possível dos gastos envolvendo o projeto. Não existe necessariamente um padrão para o preenchimento dessas tabelas, elas são de forma livre. O que importa é que elas sejam claras e compreenssíveis para qualquer um que for olhá-las. É interessante saber, também, que todos estes documentos são flexíveis e que devem se adaptar às situações imprevisíveis que ocorrem durante sua execução, porém isso não é motivo para se desviar de seus objetivos e metas definidas no início da caminhada. Lembre-se: eu quero chegar ao Rio de Janeiro, mas se a estrada para Belo Horizonte está interditada, eu posso desviar por Vitória. Talvez mude um pouco o cronograma e o orçamento (ou não), mas com certeza eu chegarei ao Rio de Janeiro.

Figura 03: Exemplo de um esquema de Projeto

Para Fazer (Clique aqui para abrir)

A partir do conteúdo abordado nesta aula, elabore um pequeno projeto educacional de acordo com sua área de atuação dentro da escola. Utilize uma ferramenta (software) para a construção de mapas conceituais, como o freemind. Este projeto deverá comportar os elementos tecnológicos vistos nos diversos módulos anteriores. Ao final, envie o seu projeto para o portfólio : "Aula 07: Projetos".

Veremos na próxima aula, como utilizar vídeos já produzidos para auxiliar as discussões de seus projetos. Partiremos da experiência da TV Escola.


Projetos Educacionais: A TV Escola O Ministério da Educação – MEC, através da Secretaria de Educação a Distância – SEED atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e das técnicas de Educação a Distância aos métodos didático-pedagógicos. A SEED investe na Educação a Distância e no uso pedagógico das TICS como uma das estratégias para democratizar e elevar o padrão de qualidade da educação brasileira e desenvolve vários programas e projetos, a saber: “Proinfo”, “Salto Para O Futuro”, “Rádio Escola”, “Proformação”, “Rived”, “E-proinfo”, “PAPED”, “webeduc”, “Portal Domínio Público” e a “TV Escola”.

O que é a TV Escola (Clique aqui para abrir) A TV Escola é um Programa da Secretaria de Educação a Distância, do Ministério da Educação, dirigido à capacitação, atualização e aperfeiçoamento de professores do Ensino Fundamental e Médio da rede pública. Este recurso didático permite à escola entrar em sintonia com as grandes possibilidades pedagógicas oferecidas pela Educação a Distância.

Breve Histórico do Canal da Educação (Clique aqui para abrir) A TV Escola é um canal de televisão, via satélite, destinado exclusivamente à educação, que entrou no ar, em todo o Brasil, em 4 de março de 1996. O ponto de partida do Programa foi o envio para escolas públicas com mais de 100 alunos de um televisor, um videocassete, uma antena parabólica, um receptor de satélite e um conjunto de dez fitas de vídeo VHS, para iniciar as gravações, como também as Grades de Programação. Desde então a TV Escola cresceu e hoje está presente em pelo menos 39.634 escolas da rede pública que possuem mais de 100 alunos. Isto representa cerca de 65% da rede pública brasileira. A TV Escola transmite dezessete horas de programação diária, com repetições, de forma a permitir às escolas diversas opções de horário para gravar os vídeos. A programação é dividida em : Ensino Fundamental; Ensino Médio e Salto Para o Futuro; Escola Aberta – Esta faixa é exibida aos sábados, domingos e feriados e possui uma programação especial, voltada para a comunidade.

Objetivos (Clique aqui para abrir) A TV Escola, sendo um órgão do Ministério da Educação subordinada à SEED – Secretaria de Educação a Distância, tem por objetivos: Desenvolver, produzir e disseminar conteúdos, programas e ferramentas para a formação inicial e continuada à distância; Melhorar a qualidade da educação; Propiciar uma educação voltada para o progresso científico e tecnológico; Valorizar os profissionais da educação; Capacitação, atualização, aperfeiçoamento e valorização dos professores da rede pública de Ensino Fundamental e Médio e o enriquecimento do processo de ensino-aprendizagem.

Para Saber Mais (Clique aqui para abrir)

Acesse o site do portal do MEC no seguinte sitio http://portal.mec.gov.br/, Clique em “Educação a Distância” nos botões azuis que ficam à direita. Ainda nos botões à direita, clique em “TV Escola”. Por fim clique no link “Conheça o programa TV ESCOLA."

Parada Obrigatória (Clique aqui para abrir)


Nossa proposta é que você use vídeos da TV Escola como aprofundamento das discussões realizadas a respeito dos projetos de interesse dos alunos e como material de referência para a preparação de sua produção. Estes materiais são excelentes exemplos para fomentar o espírito de produção própria de vídeos. Use o “Guia de Programas da TV Escola” para obter mais informações sobre a programação e detalhes específicos de cada vídeo. Procure ter como exemplos os programas listados abaixo. A partir de então, assista a eles na companhia dos alunos e abra amplo debate. Exemplos: Série Debates: Televisão e Educação; Série Projetos na Escola; Série Projetos Juvenis no Ensino Médio.


Projetos Educacionais: Referências 1. ECO, Humberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva, 1976. MEHEDFF, Nassim. Debate. In: FERRETTI, Celso João et al. Novas Tecnologias, Trabalho e Educação: um debate multidisciplinar. 3ª ed., Petrópolis: Vozes, 1996. SAVIANI, Dermeval. O Trabalho como Princípio Educativo Frente às Novas Tecnologias. In: FERRETTI, C. J. et al (Org.) Novas Tecnologias, Trabalho e Educação: um debate multidisciplinar. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996. NISKIER, Arnaldo. Tecnologia Educacional: uma visão política. Petrópolis: Vozes, 1993. NEWMAN, Betsy ; MARA, Joseph. Reading, Writing and TV: A Video Handbook for Teachers. Atkinson: Highsmith Press, 1995.

Módulo TV e Vídeo  
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