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título EDIÇÃO 01 - R$8,90

MARIO TESTINO O fotógrafo peruano mostra porque veio pra ficar


título S UMÁ R I O

BRIEFING

BRIEFING, MONTE O SEU............................................................ 4 PUBLICIDADE PRA SEMPRE KATE....................................................................... 6 PORTFÓLIO FABIEN BARON............................................................................ 8 DESIGN DIZAINER O QUÊ?...................................................................... 10 FOTOGRAFIA

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MARIO TESTINO......................................................................... 12 TECNOLOGIA O PODER DO TOQUE.................................................................. 15 PROCESSOS DE IMPRESSÃO

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CONHECENDO O OFFSET.......................................................... 18 COR PANTONE EM MODA.................................................................. 21

E X P E D I E N T E

EXPEDIENTE Diretor Criativo Thiago Souza Diretor Editorial Rangel Sales Tiragem 50 000 exemplares Impressão Aster Graf Endereço Rua José De Alencar, 700 Nova Suíça, Belo Horizonte, MG Telefones de Contato 33713522

CAPA Mario Testino, 1996, Visionaire

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B RIE F I N G

BRIEFING, MONTE O SEU

O briefing tem por objetivo

esclarecer, desenvolver e modificar conceitos para a formulação de abordagens posteriores. É a base sobre a qual se desenvolve o pensamento futuro.

Ressalvadas as características e realidades individuais, todos os briefings devem conter informações sobre a empresa/cliente do projeto aplicativo em cinco dimensões: 1. IDENTIFICAÇÃO Dados básicos para conhecimento da empresa, como nome, ramo de atividade, número de lojas, etc. Caso seja enfocado no projeto uma filial, fazer também a descrição específica adequada. 2. MERCADOLÓGICA Descrição das características do mercado aonde atua a empresa, como nível de concorrência,

A palavra “briefing” é uma expressão da lín-

análise de mercado, etc.

gua inglesa que significa instruções, guia;

3. ESTRATÉGICA

ação de instruir. Na publicidade, onde é apli-

Descrição dos objetivos estratégicos da empre-

cado usualmente, o briefing é coletado pelo

sa, como fator chave de sucesso (qualidade de

atendimento da agência e é utilizado para orientar

atendimento, variedade de produtos, ponto co-

o desenvolvimento das estratégias de comuni-

mercial, design da loja).

cação do cliente.

4. CLIENTES

O briefing é um documento que contém todas

Descrever a política da empresa em relação ao

as informações e orientações necessárias para

cliente. Descrever o perfil do cliente. Levantar

desenvolver eficazmente uma estratégia de ma-

hipóteses sobre a satisfação do cliente.

rketing, campanha de comunicação ou uma sim-

5. VISÃO GERAL DO EMPRESÁRIO

ples ação de comunicação. Deverá ser fornecida

Acrescentar uma análise geral do empresário

à agência uma estratégia perfeitamente clara. O

sobre o relacionamento com o cliente e o anda-

briefing vai estabelecer as orientações gerais da

mento do negócio em geral.

campanha que resultam da reflexão entre anunciante e agência. Devem ficar definidos os alvos, objetivos e possíveis limitações. 4

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OBSERVAÇÕES GERAIS: • Sempre lembrar que o momento do briefing deve ser, preferencialmente, único. Evitar encontros repetitivos com o empresário. • Procurar identificar se existe na empresa um processo de coleta, tratamento e gerenciamento das informações sobre o cliente (cadastro atualizado, banco de dados de compras do cliente) de forma automatizada. • Lembrar que é a partir desta coleta de informações que será desenvolvido todo o processo de problematização do projeto aplicativo e conseqüentemente o seu prosseguimento. • Um briefing bem feito é fundamental para o bom andamento do projeto, evitando interpretações erradas de informações, garantindo foco, objetividade e aplicabilidade imediata aos resultados alcançados.

• As especificidades do briefing devem ser alinhadas com o professor orientador antes de ser realizado. Há diferenças quando o público a ser pesquisado é interno ou externo à empresa. • A existência de um modelo ou orientação de briefing não pressupõe igualdade de tratamento para empresas de realidades e culturas diferentes. Adaptações e adequações deverão ser realizadas para melhor atendimento às necessidades do projeto aplicativo. Os professores estão preparados para orientar a equipe de alunos sobre este tema.

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P UBL I C I DA DE

PRA SEMPRE KATE Aos 36 anos, ela continua sendo modelo de estilo para mulheres de todo o mundo. Estrela da campanha da Forum, Kate Moss mostra porque é eterna. Kate Moss foi descoberta aos 14 anos por Sarah

para entrar para o hall das imagens de moda que

Doukas, em 1988, no Aeroporto Internacional

ficam na memória.

John F. Kennedy, na cidade de Nova Iorque, de-

“Não pensamos em Kate somente pelo fato

pois de uma viagem às Bahamas. A carreira de

de ela ser moderna, transgressora e ter um

Moss começou quando Corinne Day tirou fotos

lado rock’n’roll que é a cara da marca”, diz Tufi

suas em preto e branco para a revista britânica

Duek, diretor criativo da grife. “Ela foi escolhi-

’’The Face’’ quando tinha 15 anos, e as fotos foram

da sobretudo porque é um ícone que atraves-

intituladas como “O Terceiro Verão de Amor”.

sou o tempo sem perder a força, assim como

Então Moss transformou-se numa anti-modelo

a Forum”, compara.

dos anos 90, comparada às supermodelos de su-

As fotos foram feitas em Nova York pelo fotógra-

cesso da época, como Cindy Crawford, Claudia

fo britânico David Sims, casado com a estilista

Schiffer e Naomi Campbell, que eram conhecidas

Luella Bartley e recém-contratado como principal

por serem altas e terem corpos curvilíneos.

fotógrafo da Vogue Americana, que foi escolhi-

Kate tem em seu currículo mais de 150 capas da

do pelo diretor de arte Giovanni Bianco. “David

revista Vogue, entre outras como Vanity Fair, W,

cria uma relação interessante entre o corpo e o

Elle, Harper’s Bazaar, Cosmopolitan, Marie Clai-

tecido e tem a extraordinária habilidade de cap-

re etc. Trabalhou com os principais nomes na

tar a beleza natural das modelos. Sua visão de

fotografia de moda, como Irving Penn, Richard

sensualidade é muito especial e nunca óbvia”,

Avedon, Helmut Newton, Steven Meisel, Craig

define Bianco. “Só trabalho os fotógrafos que

McDean, David Sims, entre outros.

admiro”, completa Kate.

Segundo a revista Forbes Kate Moss foi, em 2006,

“É maravilhoso que a moda esteja mais democrá-

a 2ª modelo mais bem paga do mundo, com ga-

tica e que mais pessoas possam comprar o que

nhos estimados em 9 milhões de dólares, em

realmente gostam. Não ligo para o que os outros

2007 a 3ª, com ganhos a rondar os 7,5 milhões e

acham, visto o que gosto. Às vezes não lembro

em 2008 novamente a 3ª, com 8,5 milhões.

que vou ser seguida por paparazzi, e é claro que

E protagonizada por ninguém menos que a pró-

é justo nesses momentos também que esqueço

pria, a campanha de inverno da Forum tem tudo

meus óculos escuros”, defende a modelo.

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PORTFÓLIO

FABIEN BARON

“Colocar muita interpretação em

design não é bom... Pra mim, as razões por trás dele são mais primitivas do que filosóficas ou sociológicas”, afirma Baron.

Prada e Giorgio Armani, para citar apenas alguns nomes de peso. Baron é o diretor criativo da Calvin Klein e tem sido responsável por algumas das campanhas mais controversas da marca. Em 2008, um anúncio de TV para o perfume Secret Obsession foi banido da televisão americana. O anúncio apresenta a atriz Eva Mendes nua e em um ponto o mamilo é visível. Em relação à controvérsia, comentou: ”Você deve estar brincando comigo. Este país

Fabien Baron - guru gráfico, visionário de marcas,

realmente precisa de um novo presidente, tudo

um extraordinário diretor criativo, e criador de

está tão confuso. É uma piada e é muito preo-

mitos - pode fazer algo em quinze minutos mais

cupante, francamente, como a hipocrisia neste

que qualquer outra pessoa. Portanto, não foi sur-

país se tornou. Está tudo bem para as crianças

presa quando a notícia se espalhou no início de 2008 que ele seria nomeado diretor editorial da Interview Magazine de Andy Warhol (bem como Art in America e Antiques), um título que compartilha com o estilo do escritor Glenn O’Brien. A edição de setembro marcou o relançamento oficial, mas o “Barão” já havia colocado o DNA de Warhol para o teste com três edições teaser, assim como ele as chama. Mas enquanto Baron pode fazer milagres em meros minutos, dê a ele quinze anos e ele pode recriar o universo editorial. Foi exatamente isso que aconteceu quando ele foi nomeado diretor criativo da Harper’s Bazaar em 1992. Enquanto isso, com a sua agência de branding Baron & Baron e sua equipe composta por doze pessoas, ele vem concebendo e realizando campanhas publicitárias e projetos de produto (como as garrafas do perfume Eternity da Calvin Klein) para Burberry, Balenciaga, Dolce & Gabbana, 8

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apresentado em um estilo não muito longe das obras de Andy Warhol, ou seja, o famoso tiro na capa de plástico metalizado do livro (um reverso negativo colorido), que Madonna também usou para a capa de seu álbum Erotica. Algumas páginas incluem imagens que são colagens de gravuras rasgadas e coladas, as folhas de prova, páginas inteiras monocromáticas e coloridas, colagens e outras formas de olhar fotos como se fossem grampeadas. O texto do livro varia de manuscrita a impressa. Na versão em japonês, Madonna tem algumas fotos que incluíam sua genitália “rabiscada”. As fotos foram feitas por Steven Meisel.

verem pessoas mortas por armas? Espalhar um pouco de amor nesse momento seria uma boa ideia. Ela está sendo sexy, mas as imagens não são ofensivas. Elas são realmente bem feitas. O local é muito bonito - eu realmente não posso acreditar que isto está acontecendo. Eu não sei o que dizer.” Dizem que Baron é um perfeccionista. Ao ser perguntado se ele tem uma prescrição médica ele diz que deveria. “É quase uma doença. Eu não sei ao certo o que é, se é um controle ou se é porque eu apenas gosto de fazer as coisas bem feitas. Eu sou como um atleta tentando quebrar um record. (O telefone toca) É o Craig McDean falando a respeito de um layout. Ele quer que eu o envie, mas eu não terminei- exatamente o que falava.” O livro Sex de Madonna foi feito pela Baron & Baron Inc., que também desenhou a embalagem do álbum Erotica da cantora. O livro é amplamente RE VISTA TÍTULO

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D E SI G N

DIZAINER O QUÊ?

Motivo de muitos equívocos, ou até mesmo desconhecimento, o design começa a tomar força no Brasil. A recepcionista leu o nome e soletrou d-e-s-i-g-

Como explica o Novo Dicionário Aurélio: “Design

n-e-r. Olhou espantada para o moço de aparência

– concepção de um projeto ou modelo; plane-

tão normal que podia ser confundida com um

jamento. Designer – indivíduo que planeja ou

engenheiro, um arquiteto.

concebe um projeto ou modelo”.

O senhor designa alguma coisa? - perguntou.

Mestre Aurélio não deixa de citar seus sinônimos:

“Designo”, sim. “Computadores, lanternas, reló-

desenhista industrial ou de produto, e programa-

gios de ponto e até vasos sanitários”.

dor visual. Porque no Brasil de trinta anos atrás a

A moça se sentiu alvo de piadas, fechou a cara e

expressão cunhada para traduzir design foi dese-

anunciou o designer pelo nome.

nho industrial, institucionalizada pela primeira es-

Pode mandar entrar o “dizainer” - mandou o chefe.

cola universitária do ramo, a ESDI carioca. Hoje, as

A recepcionista olhou de esguelha para o

associações profissionais adotam o design como

rapaz na saída.

nome para alívio de seus participantes, confun-

Mas no dia seguinte ele estava de volta, acom-

didos durante muitos anos com os desenhistas

panhado de mais dois. “Quem são estes caras?”

formados pelas escolas técnicas de 2° grau, onde

– ela perguntou à secretária do chefe. “É a equipe

o “desenho industrial” se resume à representação

que vai bolar as novas máquinas. E também as

visual de projetos para fabricação. Aliás a mudan-

embalagens e preparar o kit de montagem nas

ça na nomenclatura da profissão foi objeto de

feiras.” Sem perceber, aportuguesando a pronún-

vários encontros de docentes e profissionais que

cia, a recepcionista conseguiu entender o sentido

rebatizaram sua atividade respeitando as palavras

daquela profissão.

já consagradas e entendidas em todo o mundo:

Os que “designam” projetam, programam o fu-

design industrial e design gráfico.

turo. E materializam seu trabalho em desenhos,

Mas a confusão da nomenclatura dessa profissão

quando praticam o design gráfico ou programa-

ainda jovem e incompreendida não para por aí.

ção visual e também em modelos tridimensionais,

A palavra design popularizou-se com conteúdos

ao projetar produtos.

que estão longe de retratar o alcance da ativi-

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dade. Muitos cabeleireiros chiques passaram a denominar seu ofício de hair design, costureiros preferem atender pelo pomposo nome de fashion designers, ou seja, cada vez mais confunde-se design com aparência. Fala-se em design de um automóvel ou de uma caneta pensando-se apenas na sua exterioridade, como se o designer fosse um esteticista de plantão chamado a dar os retoques finais num rosto de cuja concepção ele não participou. Design é desígnio, projeto. No entanto, a versão do designer como maquiador se ampara mais do que nas trilhas morfológicas da língua, que durante muitos anos dominou a indústria americana onde ao departamento de design cabia o styling, exatamente o makeup final dos produtos. No Brasil, mesmo gente muito bem informada troca design por designer, esquecendo-se que designer é o profissional do design. Não adianta. Por mais anos de Cultura Inglesa que o cidadão tenha em seu currículo, não é difícil ouvir deslizes do tipo “o designer dessa minha cadeira é genial”. Os profissionais já se acostumaram e ouvem os barbarismos com bom humor. Mas em nossa volta existem milhares de produtos de países desconhecidos, o que, se para alguns expressa o não reconhecimento social da profissão, para outros é apenas a contingência do mundo industrial povoado de objetos, muitos deles fruto da criação coletiva, ou redesenho do redesenho de antigos produtos. O importante do reconhecimento segundo muitos profissionais, não é a assinatura como marca artística, mas a incorporação do bom design a tudo que nos cerca.

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FOTO G R A F I A

“As pessoas me conhecem só pelos portraits da Madonna e da Diana, mas não é isso que fez meu nome”, avisa Mario Testino.

MARIO TESTINO Mario Testino é um fotógrafo peruano radicado em Londres, e tem em seu currículo editoriais das principais revistas do mundo, como Vogue, Harper’s Bazaar, W, Vanity Fair, The Face e Visionaire, e campanhas de publicidade como as da Gucci, YSL, Versace, Dolce & Gabbana, Calvin Klein, Armani, entre outras. A edição de 2001 do calendário da Pirelli também foi assinada pelo fotógrafo. Com mais de vinte anos de carreira, Mario já fotografou inúmeras celebridades, que vão desde Angelina Jolie a até mesmo a brasileira Alinne Moraes. Sempre de calça esporte, camisa branca ou azul-clara e blazer marinho, Testino remete mais a uma elegância britânica do que sulamericana, com sua pele e olhos claros. “Minha paixão por elegância, estilo e moda vem da minha mãe, que sempre foi adorável”, diz. O português é fluente – graças às muitas temporadas que passou no Rio, desde a adolescência, e que depois se tornou cenário idílico para fotos publicadas nas revistas W, Allure e Vogue. Muitas delas, segundo ele, “são uma celebração ao sol e ao sexo”. “Adoro o Rio. É uma cidade linda e ao mesmo tempo urbana e moderna, com uma sensualidade à flor da pele”, diz. Sensualidade é quase um requisito básico no trabalho de Testino: “Felizmente hoje a moda pede um novo chic, um novo glamour que valoriza as formas do corpo, as curvas da mulher”. Em deliciosa entrevista à cantora Madonna, ele se diz fascinado pelas curvas do corpo, que despertam um desejo de tocar que é o mesmo que ele procura passar nas fotos. Testino lembra que sua mãe dizia que ele era uma pessoa “insuportável”, incapaz de fazer só o que os outros querem. “Sou muito exigente, escolho bem quem eu vou fotografar, pois a fotografia é o instante de 1/60 de segundo onde a luz, a maquiagem, a expressão, tudo tem que funcionar – isso na moda é natural, mas com uma

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FOTO G R A F I A grande personalidade tudo fica mais difícil; além do quê, eu amo roupa”. Simpático, Testino tem em Londres um staff de algumas pessoas, entre assistentes e secretárias, além de stylists, cabeleireiros e maquiadores com quem sempre trabalha, como Carine Roitfeld (editora-chefe da Vogue Francesa) que o fez descobrir o seu tipo de mulher. “Gosto desse espírito de equipe, ouço a opinião de todos: é importante cultivar novas pessoas sem perder as referências; o Orlando Pitta, por exemplo, fez seu primeiro trabalho comigo há 15 anos”, conta sobre o cabeleireiro que o apresentou a Madonna. Testino sabe temperar esse espírito familiar –”latino”, diz - com sua intuição para descobrir talentos. Até com as modelos é assim: responsável pela ascensão de Shalom Harlow, Carolyn Murphy e Amber Valetta, ou, para citar duas brasileiras, Gisele Bundchen e Fernanda Tavares, ele se transforma em conselheiro tão fiel quanto crítico: “Sou o único que diz a elas o que elas fizeram de errado em um desfile; temos uma relação de total confiança.” No início, o grande referencial de Testino era o fotógrafo inglês Cecil Beaton: “Ele era um modelo da minha geração, pois além de fazer moda, cobria toda a sociedade de sua época”. Esta influência, somada à de outro ícone, Helmut Newton, resulta no trabalho de Testino, um mix de bom gosto, classe e sensualidade inerentes à cada imagem. A princesa Diana sorriu à vontade para ele meses antes de sua morte, e nas campanhas, cada imagem remete a uma cena de sedução.

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TEC NOLO GIA

O PODER DO TOQUE

Com a nova parceria entre Adobe e Condé Nast, o mundo da editoração dá um passo a mais na tecnologia. No dia 12 de fevereiro de 2010, a Adobe e a editora Condé Nast lançaram uma nova experiência em revista digital com base na revista WIRED na conferência TED, em Long Beach, Califórnia. A revista WIRED é estadunidense, de publicação mensal, com sede em San Francisco, Califórnia, e aborda questões envolvendo a tecnologia e sua influência sobre a cultura, economia e política. A nova tecnologia AIR da Adobe (Adobe Integrated Runtime) permite a criação de aplicações de escritório (de propósito geral) a partir de tecnologias de desenvolvimento de páginas web, como HTML, Ajax ou Flash. Com o Adobe AIR os desenvolvedores podem aproveitar seus conhecimentos na hora de criar páginas web para fazer aplicações multimídia para o escritório. Ou seja, a partir de um desenvolvimento de uma aplicação web, criar uma aplicação geral com os mesmos conteúdos ou utilidades do website.

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Criada em Adobe AIR e desenvolvida com a Con-

Professional), esses tipos de aplicativos AIR serão

dé Nast, o protótipo comprimido ilustra as pos-

executados no iPhone e no iPad.

sibilidades de editoras de revistas para atingir os

No geral, um dos principais focos é permitir que

leitores de novas maneiras. O conceito permite

os editores tenham um fluxo de trabalho simpli-

- em formato digital - novos recursos interativos

fado, utlizando as atuais ferramentas do Adobe

para estimular o engajamento do leitor sejam

Creative Suite, e a saída de conteúdo para múl-

utlizados, incluindo:

tiplas plataformas. Esta visão permite elaborar a

• conteúdo projetado especificamente para ex-

melhor tecnologia de criação e entrega para que

perimentar a tela sensível ao toque;

editoras como a Condé Nast possam se concen-

• fáceis métodos de navegação, incluindo um

trar naquilo que melhor sabem fazer: criar um

inovador zoom-out “Browse Mode”;

conteúdo atraente.

• a capacidade de procurar slideshows de imagens; • visualizadores de objetos 360º integrados; • suporte para áudio e vídeo de conteúdo; • a capacidade de rodar o conteúdo utilizando a funcionalidade acelerômetro. Além disso, com este conceito de revista digital, os anunciantes têm novas possibilidades para exibir o conteúdo do anúncio. Os anunciantes podem desenvolver mídias ricas, expandindo informações fornecidas aos clientes de maneira direta na experiência de revista - sem direcionar a atenção do leitor para longe de um site. Os editores também podem oferecer formatos de anúncios alargados, que inclui animação e vídeo embutido. Finalmente, como é o caso da maioria dos anúncios digitais, este novo conceito de revista abre a possibilidade para além da medição de audiência bruta comparativamente / técnicas de acoplamento de anúncios em uso hoje. Quando o aplicativo WIRED tornar-se disponível como um produto de consumo, os leitores serão capazes de usá-lo através de uma variedade de tipos de dispositivos, pois o Adobe AIR é multi-plataforma. E já que o mundo editorial está alvoroçado sobre a novidade da Apple, o iPad, espera-se que através do recurso Packager para o iPhone (disponível na próxima versão do Flash

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P R O C E S S O S D E I M P R ESSÃO

CONHECENDO O OFFSET

Uma das formas mais utiliza-

das para impressão é o sistema offset. Utilizado para impressões de grande e média quantidade, o offset oferece uma boa qualidade e é feito com grande rapidez.

os humanos não têm utilidade nessa hora. Pelo contrário, a máquina precisa de vários ajustes durante a impressão, seja na quantidade de tinta e água, ou seja, na hora em que um impresso terá mais de uma cor. Como os impressos são geralmente feitos com o sistema CMYK de cores, cada cor é impressa separadamente. Utilizando-se das retículas, todas as cores são impressas separadamente e mais tarde nossos olhos é que vão ver a cor planejada. Desenvolvida em fins do século XVII, a litografia foi muito utilizada no século seguinte na Europa, especialmente para impressão de partituras

O offset é um dos processos de impressão mais

musicais, gravuras e até mesmo livros e revistas.

utilizados desde a segunda metade do século XX.

Quando criada, a litografia se utilizava de uma

Ele garante boa qualidade para médias e gran-

matriz de pedra polida pressionada contra o pa-

des tiragens, além de imprimir em praticamente

pel, com os elementos para reprodução registra-

todos os tipos de papéis além de alguns tipos de

dos na pedra por substâncias gordurosas.

plástico (especialmente o poliestireno).

Quando umedecida com tinta, a gordura que

A expressão “offset” vêm de “offset litography”

tinha na figura absorvia a tinta. Em seguida, a

(literalmente, litografia fora-do-lugar), fazendo

pedra era “lavada” com água para tirar a tinta des-

menção à impressão indireta (na litografia, a im-

necessária. O que sobrava era a tinta grudada na

pressão era direta, com o papel tendo contato

gordura que tinha a forma desejada. Em seguida,

direto com a matriz).

era só pressionar o papel contra a pedra que a

O offset é ideal para grandes quantidades de

tinta imprimia no papel. Anos mais tarde, a lito-

impressos, pois o papel corre pela máquina, e

grafia passou a ser em metal, podendo ter uma

precisa de nenhuma intervenção humana en-

forma cilíndrica e tornando o processo rotativo,

quanto o processo é feito. Mas não pense que

dando origem à litografia industrial.

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Quando a blanqueta foi introduzida entre a matriz e o suporte (a mídia no qual a informação era impressa, o papel por exemplo), surgiu o offset. A litografia é utilizada hoje para fins artísticos. O offset faz uma impressão indireta: ou seja, a imagem não é impressa direta no material. Isto acontece pois a superfície da chapa onde está a imagem é lisa e teria pouca fricção com o material – o que iria deixar tudo borrado. Primeiro se pega uma chapa metálica que é preparada para se tornar fotossensível. A área que é protegida da luz acaba atraindo gordura – neste caso, a tinta – enquanto o restante atrai apenas água – que não chega ao papel. Depois a chapa é presa em um cilindro. Esse cilindro vai rolar por um outro menor que contem a tinta – que pode ser da cor ciano, magenta, amarelo ou preto. A tinta vai “colar” na imagem, enquanto o restante fica em “branco”. Então um cilindro com uma blanqueta de borracha rola em cima do primeiro cilindro (com a chapa já pintada). A blanqueta vai absorver melhor a tinta além de proporcionar uma melhor fricção ao papel. Agora, a imagem está impressa na blanqueta. O papel passa entre o cilindro com a blanqueta e um outro cilindro que vai fazer pressão. Assim a imagem é transferida da blanqueta para o papel. Ou seja, a chapa imprime na blanqueta que imprime no papel. Na impressão offset, as impressoras podem ser planas ou rotativas. Isso quer dizer que pode utilizar folhas soltas (planas) ou bobinas de papel (rotativas). O sistema de bobinas, por exemplo, é utilizado na indústria da produção de jornais por ser muito mais rápido – em média 30.000 cópias por hora – porém a qualidade é menor que nas impressoras offset planas. 20

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COR

PANTONE EM MODA

A famosa empresa Pantone conquista mais fama ao ser inspiração de coleção inglesa e anuncia a cor do ano. A cartela Pantone é usada como

da mostra que a marca se dis-

a Pantone Inc. é famosa pela

referência de cor para os esti-

tancia dos excessos do passado

“Escala de Cores Pantone”

listas. Mas, desta vez, ela virou

e trilha um novo caminho, mais

(“Pantone Matching System”

inspiração na London Fashion

limpo e descomplicado.

ou PMS), um sistema de cor

Week Inverno 2009. Depois

O Pantone, ao contrário do que

utilizado em uma variedade de

de um verão estampado com

muitos pensam, na verdade é

indústrias especialmente a in-

florais, Henry Holland coloriu

uma empresa e não marca de

dústria gráfica, além de ocasio-

a coleção com tons açucarados

tinta. Fundada em 1962 em

nalmente na indústria têxtil, de

contrastados com pretos e cin-

New Jersey, Estados Unidos,

tintas e plásticos.

zas, em um delicioso dégradé que arrancou sorrisos da plateia. As nuances, separadas por largas listras, tingiram vestidos tubos, macacões de malha, cardigãs, meias-calças, e também as sandálias plataforma. A bemhumorada House of Holland ainda brincou com formas e contrastes. Apesar do rigor simétrico, alguns apareciam com uma manga só, mas todos, sem exceção, eram bem ajustados ao corpo. A edição bem pensaRE VISTA TÍTULO

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Enquanto o processo CMYK é o método padrão

ou escalas e as amostras destacáveis. Os leques/

para impressão da maioria dos materiais do mun-

escalas são guias de referência rápida que trazem

do, o sistema Pantone é baseado em uma mistura

o número da cor e como obtê-la através do mé-

específica de pigmentos para se criar novas cores.

todo de impressão CMYK, tendo como grande

O sistema Pantone também permite que cores

diferencial sua portabilidade e fácil manuseio.

especiais sejam impressas, tais como as cores

Já as amostras destacáveis são derivadas destas

metálicas e fluorescentes.

escalas e tem por objetivo a comunicação precisa

Mas por que a Pantone tornou-se sinônimo de

e inequívoca da cor bem como a montagem da

cor? Simples, há mais de quarenta anos a indús-

identificação visual da empresa/cliente.

tria americana Pantone desenvolveu um sistema

Para esse ano, a marca anuncia a luminosa e ca-

numérico de cores de tintas e conseguiu manter

lorosa cor PANTONE® 15-5519 Turquoise, como a

uma alta regularidade e padrão na produção des-

cor eleita para simbolizar o ANO DE 2010. Com-

tas. Assim, sem nomes regionais ou de aplicação

binando as qualidades serenas do azul claro e os

restrita, tornou-se muito mais confiável falar-se

aspectos revigorantes do verde, Turquoise nos

em números, que, não são ou estão sujeitos à

convida à regeneração através de águas tropicais,

subjetividade humana do que em nomes, os

significando um destino fresco e inspirado, ao

quais variam e denominam diferentes coisas de

mesmo tempo reconfortante, uma escapada das

Turquoise:

lugar para lugar. São basicamente dois os tipos de

atribulações rotineiras deste mundo.

Cor do Ano

produtos desenvolvidos pela empresa, sem contarmos os softwares e equipamentos: os leques

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