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Maio/2011

Mobília Mágica “Nesta loja, tudo é possível.”

Photoshop e 3D

Contemporâneos criaram seus próprios métodos usando programas de 2D e 3D.

Anna Anjos

“A maior de todas as dificuldades foi quando resolvi ser freelancer”.

Creative Type

A legibilidade é fundamental na criação de um projeto tipográfico.


Expediente Diretor Geral Everton do Carmo Silva everton.silva@imagem.com

Sumário Creative Type 04

Legibilidade ou Beleza?

06 Ana Anjos

Entrevista com a ilustradora Anna Anjos pela Zupi

Editor Ramon Vítor Serra ramon.vitor@imagem.com

Capa Camila Serra camilaserra06@yahoo.com.br

Sites Colaboradores www.zupi.com.br

Ozeas Duarte 08 Aka Ozi Ozeas Duarte é entrevistado pela organização “Ação Educativa”

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www.straightlinedesigns.com

10 Mobília Mágica

www.acaoeducativa.org.br

Quando o assunto é criatividade tudo é possível

www.estadao.com.br www.wikipedia.org www.annaanjos.com www.photoshopcreative.com.br

Editoria de arte Puppa Design www.puppadesign.com.br

Cartier Bresson 12

Um pouco da história de um dos grandes mestres da fotografia do século 20

14 Photoshop e 3D

Revisão

Produza efeitos inovadores combinando o photoshop com programas de 3D

Camila Serra camilaserra06@yahoo.com.br

Departamento Comercial Adilson Ferreira Serra Adilson.serra@imagem.com

Portifólio 16

Portifólio Camila Serra

20 Tipos de Impressão

Marketing e Assinatura

Gráfica

marketing@imagem.com

Conheça alguns dos métodos mais utilizados para impressão gráfica

Projeto Editorial e Gráfico Camila Serra camilaserra06@yahoo.com.br

Coordenação de Diagramação Rangel Sales

Impressão Futura Express Orçamento.jp@futuraexpress.com.br

Versão Digital www.revistaimagem.com.br

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Seções TIPOGRAFIA ILUSTRAÇÃO ARTE URBANA DESIGN DE PRODUTOS FOTOGRAFIA TECNOLOGIA PORTIFÓLIO PROCESSOS DE IMPRESSÃO

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Tipografia

Creative Type Legibilidade ou Beleza ?

Em qualquer projeto tipográfico existem regras gerais e pessoais aplicadas pelos artistas e que afetam os resultados de seu estilo próprio. Porém, todos os nossos artistas concordam que legibilidade é fundamental. O designer gráfico Emeric Trahand (www.stillontherun.com) explica: “Se os clientes contratam um ilustrador ou designer para criar uma peça exuberante, ela também deve ser legível. É preciso encontrar um equilíbrio entre a densidade gráfica e a finalidade do trabalho.” Aqui, torna-se evidente que os ilustradores e designers modernos não devem superelaborar os estilos criados até o ponto da distração. Isso é mais fácil do que parece, já que os atuais pacotes de 3D e o Photoshop vêm dando origem a uma nova moda de estilos extravagantes e expressivos. O designer tipográfico Sean Freeman (www.thereis.co.uk) explica: “Para os tipógrafos, uma fonte bem-feita é vista como uma obra de arte, mesmo que o público comum considere que são apenas palavras. Quando a fonte começa a se tornar uma imagem ela puxa realmente o olhar e é bem mais atraente para um público ainda maior”. Um bom exemplo é a imagem What It Feels Like de Freeman (mostrada à direita), encomendada para representar movimento e energia. O Photoshop possibilitou dar vida a esse slogan de um modo visualmente rico. “Tudo foi feito a partir de fotos”, ele explica. “Fotografei várias coisas diferentes e experimentei bastante; cortei imagens usando canais e máscaras alpha, apliquei modos de mesclagem Screen sobre fundos pretos, apaguei bordas e usei camadas de ajuste simples, curvas e ajustes de matiz e saturação.”

WHAT IT FEELS LIKE - Tratamento de fonte de página inteira para a revista Esquire, Nova York, por Sean Freeman.

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Onze Metros Carres - Logo tipo de tratamento para Carres Onze metros, para ser utilizado como um número limitado de impressão do t-shirt edição, por Sean Freeman.


Tipografia

O ilustrador digital Alex Beltechi (www.behance. net/alexbeltechi) apresenta, por seu lado, as armadilhas de uma atitude ignorante em relação aos aplicativos digitais: “O que muita gente não entende é que um conhecimento perfeito do Photoshop não é nada sem talento. O programa permitiu aos tipógrafos recriar estilos e técnicas com facilidade, mas também levou à desfiguração de muitas fontes”. As técnicas tradicionais não foram esquecidas na época contemporânea, elas foram adaptadas, com a tecnologia digital, em algo bem mais estético e menos fundamental. Beltechi explica: “Não existe pincel de aquarela que se compare à verdadeira aquarela. Não dá para parecer da velha guarda se você não for mesmo da velha guarda. Em casa, tenho uma mesa de desenho, lápis, canetinhas, pastéis e pincéis, canetastinteiro, tinta – tudo o que muitos ilustradores emergentes ignoram. Não é possível obter resultados exatos e realísticos com um efeito sem entender como ele funciona para valer. Assim, parece haver uma linha muito fina entre a sutileza e a gratuidade. O formato é igualmente importante na hora de criar um design de sucesso. É ele quem cria uma relação simbiótica entre o texto e o fundo, oferecendo um equilíbrio visual perfeito. Sean Freeman revela: “Muitas vezes, o fundo em meu trabalho é simplesmente preto. Para mim, é muito importante ter algo muito detalhado ou delicado complementado por um fundo ou ambiente enxuto, permitindo que a fonte se destaque.”

FEAR - “Tratamento tipográfico para um cabeçalho da revista Wired. “A imagem foi criada a partir de fotos de vidro congelado explodindo”, conta Sean Freeman.

Lights Out, por Alex Beltechi.

Cream 09 - Arte para um convite a Cream, um evento que apresenta as 20 principais equipes criativas de pós-graduação de todo o mundo, por Sean Freeman.

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Ilustração

Anna Anjos Entrevista com a ilustradora Anna Anjos pela Zupi

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Ilustração

[Zupi] Quando você decidiu que seria ilustradora? Qual sua formação? Sou formada em design gráfico pela Belas Artes. Decidi seguir a carreira de ilustração quando me desliguei da produtora onde trabalhava, em meados de 2008. De lá pra cá tenho atuado como ilustradora e artista plástica, trabalhando para os mercados publicitário e editorial. Atualmente tenho desenvolvido um projeto pessoal (a criação de minha própria mitologia acerca de meus personagens, os quais denominei “Entidades Afrotropicais”), tendo o Tropicalismo, a cultura africana e indígena brasileira como principais referências para a nova fase de minha arte. [Zupi] Quais artistas influenciam/influenciaram seu trabalho? A música para mim é um elemento muito importante na criação e no desenvolvimento da minha arte. Na área da música os artistas que mais me influenciam são Nação Zumbi, Otto, Novos Baianos, Secos e Molhados, Tom Zé e Siba e a Fuloresta. Na área da ilustração gosto muito do trabalho de Nick Sheehy, Linn Olofsdotter e Joe Sorren. [Zupi] Como você avalia o mercado de ilustração hoje, no Brasil? O mercado de ilustração está desvalorizado. Eu acredito que o profissional, seja ele de qualquer área, vale por sua raridade no mercado. O que acontece ao meu ver é que há poucos profissionais na área de ilustração/criação que apresentem qualidade e trabalhem por um preço justo. [Zupi] Qual tipo de trabalho que mais te dá prazer? E o que em geral traz mais dificuldades? Trabalhar como ilustradora é um enorme prazer pra mim. Acredito que a maior de todas as dificuldades foi quando resolvi ser freelancer. Eu tinha que aprender a ser minha própria “chefe” e estabelecer meus horários e uma rotina, prospectando e contactando meus próprios clientes, apresentando-me como profissional da área. No início isso foi muito difícil pra mim, mas a paixão que tenho pela minha profissão acabou sendo maior que qualquer dificuldade. [Zupi] Para quem está começando, qual é a dica? Amar o que faz. E isso não é clichê, é um fato. Não basta simplesmente gostar. Minha experiência como ilustradora e freelancer me permitiu descobrir que, se você quer seguir essa carreira, então é preciso mais que isso: seja objetivo e lute por suas idéias, acredite em sua capacidade e sua arte. Informe-se, faça cursos, vá a exposições, empenhe-se em desenvolver o máximo de sua potencialidade para expandir seus horizontes artísticos.

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Arte Urbana

Ozeas Duarte Aka Ozi Ozeas Duarte é entrevistado pela organização ‘Ação Educativa’

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Ozeas Duarte chegou de bermuda, camiseta e sandália ao prédio da Ação Educativa. Ele chegou para participar das atividades de preparação do Dia do Grafite, comemorado em 27 de abril. Todo ano, a Ação Educativa organiza um grande evento de celebração da data. Este ano, Ozeas foi o artista homenageado. Seus cabelos grisalhos mostram por que ele é considerado um dos precursores do grafite em São Paulo; pintou seu primeiro muro em 1985. Todo o nervosismo em conversar com um dos expoentes dessa arte no país se dissolveu com pouco mais de dois minutos de conversa. Ozi, como é conhecido pelos amigos, mostrou muito bom humor e concedeu uma entrevista engraçada, interessante e que pode derrubar diversos tabus.


Arte Urbana

AE: Você é um dos pioneiros dessa arte no Brasil, desde a década de 80. Hoje, quase 30 anos depois, como sente a diferença no modo como a população vê o grafite? É ainda muito associado à pichação? OD: Nossa! Muita diferença. Você não faz ideia... Hoje o grafite é assimilado pela cultura paulistana, tanto o grafite quanto a pichação. Antes era confundido. Se a polícia pegasse a gente pintando de dia, era preso, autuado. O pior é que eram os caras da Rota, a polícia do Maluf... Se bem que teve uma vez que eu e mais dois caras estávamos lá na alça do Minhocão, grafitando. Do nada, baixou a polícia, denúncia anônima. Ainda bem que o delegado já conhecia a gente... Quando ele viu a gente chegando disse: “Os meninos só estão pintando... É inofensivo!” (risos). Ainda bem que não falaram que era coisa de comunista. Se meu pai pensasse que eu era comunista, ele me matava (risos). AE: É correto afirmar que a pichação é a afirmação do indivíduo e o grafite, a afirmação do coletivo? OD: Não, cara! Nem brinca com isso. Pensa assim: são dois filhos da mesma família. Mas tem lá suas diferenças... A pichação é mais linguagem, o grafite é mais estético. Os próprios cidadãos confundem, acham que o grafite é coisa bonita e a pichação é feia... (risos). Mas não tem nada a ver. Os dois devem ser respeitados. E os dois devem ser considerados coletivos. A pichação porque representa uma grife, uma tribo, quase uma família. E o grafite porque é feito a várias mãos, um começa, o outro termina. Mas o mais importante é que os dois, pichação e grafite, são democráticos. AE: Dá para falar que o grafite tira a criança do mundo das drogas? Qual o papel social do grafite? OD: Não, não. Tudo é uma questão de objetivo. O moleque sai para fazer grafite porque se inspira no veterano que pinta. Mas isso não determina a vida dele. Se ele quiser, ele encontra a droga na esquina. Mas é de cada um. A gente pode até dar a ferramenta, coisa com o que ele se ocupar, mas, depois, o que cabe a nós esperar pelo retorno positivo. De 1988 a 1991, a Secretaria de Cultura do Governo do Estado criou oficinas de grafite pelas periferias da cidade, e me chamaram para monitorar. Não faz muito tempo, eu recebi um e-mail interessante. Uma menina se correspondeu dizendo que participou naquela época e que o curso fez com que mudasse a maneira de ela ver as coisas. E hoje ela está super bem de vida... Muito legal. Agora, sobre o papel social do grafite, escreve aí: difusão de cultura.

AE: Historicamente, o grafite é associado a critica social. Hoje, os grafiteiros ainda usam suas obras como crítica? A que ou quem? OD: Ah, era muito político, mas não político-social. Era mais uma forma de desobediência civil. Sim, tem pessoas que possuem uma preocupação de questionar, de demonstrar sua insatisfação. No meu caso, o trabalho tem um pouco de conotação crítica, sim. Eu costumo colocar coisinhas pequenas nas minhas artes para criticar o que não gosto, mas sempre de maneira bem-humorada. Ou irônica ou sarcástica. (risos).

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Design de Produtos

´ Mobilia ´

magica Quando o assunto é criatividade tudo é possível 10

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Design de Produtos

Fotos de móveis retiradas do site da empresa canadense : www.straightlinedesigns.com

A empresa canadense Straight Line Designs cria móveis bem incomuns, do tipo que você não encontra pelas lojas de decoração. Fundado há mais de 25 anos, o grupo é liderado pelo designer Judson Beaumont, que sempre mantendo a funcionalidade na vanguarda do seu trabalho acrescenta personalidade e vida a qualquer espaço. O designer trabalha junto a uma equipe de oito pessoas que criam uma variedade de móveis construídos sob encomenda, projetos de instituições públicas e exposições de crianças na América do Norte e no exterior.

Nossa capacidade da oficina de construção é restrita, mas a capacidade de projetar não é! Nesta loja, tudo é possível. Judson Beaumont - Designer chefe da ‘Straight Line Designs’.

As peças parecem saídas de desenhos animados ou de filmes de ficção. Judson incorpora uma sensação de exclusividade para seus projetos, provando que tudo é possível, e que as idéias são ilimitadas. O plano de Judson é continuar fortalecendo a sua capacidade criativa para projetar e construir ambientes ainda mais inspiradores.

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Fotografia

Cartier Bresson Um pouco da hist贸ria de um dos grandes mestres da fotografia do s茅culo 20

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Fotografia

Henri Cartier-Bresson (22 de agosto de 1908, Chanteloup-en-Brie, Seineet-Marne, França - 2 de agosto de 2004, Cereste, Vaucluse, França) foi um dos mais importantes fotógrafos do século XX, considerado por muitos como o pai do fotojornalismo. Cartier-Bresson era filho de pais de uma classe média (família de industriais têxteis), relativamente abastada. Quando criança, ganhou uma câmera fotográfica Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Sua obsessão pelas imagens levou-o a testar uma câmera de filme 35mm. Além disto, Bresson também pintava e foi para Paris estudar artes em um estúdio. Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Porém, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França.

Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Mar tin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo. Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, Bresson serviu o exército francês. Durante a invasão alemã, Bresson foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Tentou por duas vezes escapar e somente na terceira obteve sucesso. Juntou-se à Resistência Francesa em sua guerrilha pela liberdade. Quando a paz se restabeleceu, Cartier-Bresson, em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour

“Chim”. Começou também o período de desenvolvimento sofisticado de seu trabalho. Revistas como a Life, Vogue e Harper’s Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson dava o seu ponto de vista especialíssimo. Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural. Em 1960, uma megaexposição com quatrocentos trabalhos rodou os Estados Unidos em uma homenagem ao nome forte da fotografia. Cartier-Bresson morreu em Montjustin ( Alpes-de-Haute-Provence , França ) em 02 de agosto de 2004, com 95 anos.

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Tecnologia

Photoshop e 3D Produza efeitos inovadores combinando o Photoshop com programas de 3D

Os mundos do 3D e do Photoshop colidiram inexoravelmente, por razões bastante óbvias. Essa união de programas oferece possibilidades práticas e divertidas. Por todo um espectro de disciplinas e estilos, o Photoshop vem sendo usado para aperfeiçoar projetos profissionais, acelerando métodos aplicáveis ao trabalho de pós-produção. Alternativamente, os artistas gráficos têm adotado ferramentas 3D básicas, porém criativas, para desenvolver o apelo estético de seu trabalho de design em 2D. As opções parecem ilimitadas e as possibilidades, criativas e infinitas. Neste artigo, a Photoshop Creative discute as ferramentas e técnicas para produzir alguns dos efeitos mais populares do mercado com artistas da equipe, freelancers e contemporâneos que criaram seus próprios métodos usando programas de 2D E 3D. Exploraremos uma gama de aplicativos adequados para diversas fases do trabalho. Você aprenderá como os artistas editam e limpam as imagens, gerenciam seus efeitos por meio de aplicação de efeitos de camada, como produzir efeitos de luz e técnicas de retoque com as mesclagens e pincéis do Photoshop, além de entender melhor o que é de fato possível quando as duas disciplinas se juntam. Você não apenas perceberá o verdadeiro potencial do Photoshop e do 3D em uma grande variedade de gêneros, como terá as melhores dicas profissionais para aplicar a seus próprios projetos.

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Tecnologia

Compatibilidade

texturas de papel reciclado com montes de artefatos interessantes à minha fonte 3D importada. Aplico níveis de ajuste para dar mais contraste e um modo Overlay que dá destaque às qualidades tangíveis. Achato todas as camadas e envio a camada resultante ao alto da pilha, aplicando um filtro High Pass com modo de mesclagem Overlay para dar nitidez. Um pincel a 10% de opacidade é aplicado ao final a uma camada Overlay-neutral com Dodge e Burn não destrutivos para acentuar os contornos”. O Photoshop e o C4D são extensamente transferíveis,

“Construí o Echobot no C4D e renderizei com um canal alpha para poder abri-lo no Photoshop”, conta Barton Damer ©

Os artistas vêm usando os mais recentes programas para criar composições cheias de energia de olho em dois fatores principais: realismo e estética. Eles são extremamente relevantes quando se trata de trabalho tipográfico. O programa de produção favorito é o CINEMA 4D (C4D) da MAXON, indicado vivamente pelo artista internacional de 2D e 3D Barton Damer: “A curva de aprendizado é menos íngreme que a do Maya ou do 3ds Max. A criação de tipografia 3D é tão simples quanto mesclar demarcadores do Illustrator ou do Photoshop”. O C4D ajuda a produzir uma modelagem poligonal rápida com um renderizador rápido. Os artistas são agraciados com opções de exposição volumétrica e podem controlar a densidade e a cor. Também é possível aplicar uma variedade de ângulos de câmera que podem ser transferidos para o Photoshop, permitindo a cria-

ção ilimitada de novas perspectivas. O recurso é especialmente prático quando se aplica uma marca de forma consistente a todo o projeto. Todavia, os artistas preferem importar seus modelos em 3D no Photoshop em tamanho de impressão A3 para dar vida aos efeitos com as opções de filtro, camada e pincéis, como explica Damer: “Na imagem Collide (acima), renderizei o texto em 3D e o efeito de colisão como uma só imagem com um canal alpha vinculado. No Photoshop, usei uma foto 2D de fumaça no modo Screen e posicionei-a estrategicamente para que os efeitos criados ficassem mais convincentes. O fundo foi feito com o filtro Clouds e um aerógrafo de cor em uma camada Overlay separada, criando as condições atmosféricas”. O artista gráfico freelance Jeff Osborne(www.behance.net/osbjef) utiliza seu próprio design tipográfico, Victory Over Death (abaixo) como um outro exemplo: “Adiciono

“Usei mapas de deslocamento para criar minha colisão nesta peça. O Photoshop permitiu-me adicionar fumaça à minha renderização do C4D, além do ambiente”, explica Barton Damer ©

sendo que o último tem a capacidade de importar arquivos PSD, como explica Barton Damer: “O Photoshop é excelente para criar belas texturas, bump maps e displacement maps para usar no C4D. As opções de textura permitem escolher as camadas do arquivo PSD que serão aplicadas, por meio de várias camadas e objetos, usando o MoGraph”. O C4D e o Photoshop são altamente compatíveis, tornando a produção deste estudo quase exclusiva e ironicamente em 2D. No entanto, existem muitos outros métodos 3D aplicáveis a uma porção de outros temas e estilos. Por exemplo, veja a fotografia CG. Esse estilo bastante novo envolve capturas em HDRI, tiradas especificamente para auxiliar no posicionamento, textura ou mapeamento de câmera de objetos em 3D.

”Usei Levels para dar mais impacto ao contraste e apliquei um modo de mesclagem Overlay à camada. Repeti o processo com algumas outras texturas”, conta Jeff Osborne ©

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Portif贸lio

Portif贸lio 01

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Portifólio 02 01

Camila Serra ORIGEM: Santa Luzia, MG. CONTATO: camilaserra06@yahoo.com.br SOFTWARE: Corel, Ilustration, Photoshop e Indesign. Camila Serra, 21 anos, é estudante de Publicidade e Propaganda na Faculdade Promove e de Design Gráfico, curso técnico do SENAI, em Belo Horizonte. “Faço estágio há um ano em uma agência experimental de publicidade, a Criatório, na própria faculdade em que estudo”, disse Camila. “Me interesso pela área de criação, especificamente a de design gráfico. Acho que tenho muito que aprender , estou apenas começando. Tudo que se cria deve ter um conceito bem amarrado por trás. Saber a técnica pode diminuir o esforço com o trabalho, mas apenas ela não é suficiente para tornar uma peça interessante.”

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01- Desenho criado para a revista Imagem. 02- Cartaz criado para a Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Danilo Fonseca 03- Trabalho Acadêmico - Disciplina de Planejamento Visual. CRIAÇÃO: Ana Elisa, Camila Serra, Daniele Kelly ILUSTRAÇÃO: Camila Serra

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Portifólio

04- Banner Site criado para Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Danilo Fonseca 06- Banner Site criado para a Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Danilo Fonseca 08- Trabalho Acadêmico - Marca feita para a disciplina Redação Publicitária I. CRIAÇÃO:Angelina Ramos, Camila Serra, Érica Diniz, Karim Fernanda, Paula Pelli. LAYOUT :Camila Serra 07- Cartaz criado a Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Graziela Vieira

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Portifólio

09- Convite criado para a Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Danilo Fonseca 10- Imagem criada para Redes Sociais em comemoração ao Dia da Ciência e Cultura para a Agência Experimental Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Danilo Fonseca

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11-E-mail Marketing criado em comemoração ao Dia da Educação para Agência Criatório. LAYOUT: Camila Serra TEXTO: Rui Tófani

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Tipos de Impressão Gráfica

Processos de Impressão

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Conheça alguns dos métodos mais utilizados para impressão gráfica

Estar familiarizado com os tipos de impressão gráfica na hora de contratar e enviar seus arquivos para uma gráfica é essencial, até mesmo para correta composição dos arquivos, e conhecer os processos de impressão é muito importante na hora de definir os custos e prazos para impressão de qualquer projeto gráfico.


Processos de Impressão

Offset É um dos sistemas mais utilizados pelas gráficas, devido à alta qualidade e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades. É um sistema de impressão indireto, conforme a palavra original inglesa, baseado na repulsão tinta-água. Os processos de impressão exigem a confecção de fotolitos e as subseqüentes chapas de impressão (direto para o filme). Atualmente, existe também o offset digital, que dispensa o uso dos fotolitos, também chamado de processo direto para a chapa (direct to plate ou computer to plate). O sistema offset permite o uso de várias cores, retículas uniformes ou variáveis, de modo que as cópias obtidas podem ser de alta qualidade. As máquinas offset podem ser planas ou rotativas, sendo que as rotativas servem para grandes tiragens (geralmente acima de 20.000 cópias) e as planas para menores tiragens. As impressoras podem variar o número de tintas que imprimem simultaneamente: existem impressoras offset que imprimem apenas uma cor e aquelas que imprimem até dez cores automaticamente.

Flexografia É um sistema voltado para a impressão de materiais contínuos, como etiquetas em bobinal. A impressão é feita por uma matriz de material sintético flexível, semelhante à borracha, na qual a imagem a ser impressa está gravada em alto-relevo. As características da flexografia permitem impressão sobre vários tipos de materiais, além do papel (plásticos, laminados, etc).

Serigrafia É um dos mais antigos processos de impressão, sendo bastante artesanal e sendo um dos processos mais flexíveis pois pode ser realizado na maioria dos materiais existentes na terra; hoje é um processo muito usado no acabamento de produtos gráficos, nas industrias do ramo automobilistico, elétrico, eletrônico( painéis, placas de circuito impresso, computadores, teclados,etc..), construção civil, comunicação urbana, industria textil, produção artistica, e outros. Atualmente, o seu processo é totalmente automatizado. Dos fotolitos, as imagens são gravadas por processo fotográfico em telas sintéticas especiais revestidas com uma finíssima camada impermeável às tintas; as regiões gravadas com a imagem são permeáveis às tintas, ao contrário do resto da tela, que permanece impermeável; cada tela é fixada numa moldura rígida e posicionada sobre a superfície a ser impressa.

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Processos de Impressão

Hot-Stamp É um sistema semelhante à tipografia (matriz de impressão - clichês - é dura e plana, normalmente de metal, na qual grafismo a ser impressa está em altorelevo), porém o clichê não recebe tinta, sendo apenas aquecido e pressionado sobre uma tira de material sintético revestida de uma finíssima camada metálica. Quando a camada metálica é pressionada pelo clichê quente, desprende-se da fita e adere à superfície do material a ser impresso. Esse sistema é utilizado para imprimir pequenos detalhes, produzindo efeitos metalizados. O processo de Hot Stamping é muito utilizado em trabalhos monográficos, trabalhos escolares, e arquivos. A impressão em Hot Stamping pode ser feita em livros de capa dura, ou mesmo em outro tipo de material, como papelão, calçados, ou artigos de couro.

Tampografia É um sistema indireto de impressão que utiliza um clichê em baixo relevo. A imagem é transferida da matriz para o suporte através de uma peça de silicone denominado tampão. O tampão pode ter diferentes formatos, o que, aliado a sua flexibilidade, permite a impressão em superfícies irregulares, tais como: côncavas, convexas e em degraus (não planas). Atualmente utiliza-se em concorrência com a serigrafia no campo da estamparia de objetos tridimensionais. Aplicações típicas incluem brinquedos, relógios, eletrodomésticos, vidrarias, brindes, pratos, teclas de computador, painéis de aparelhos eletrônicos, canetas, e outros.

Impressão Digital Dispensa o uso de fotolitos e é feita em copiadoras coloridas (para pequenas tiragens até 200 cópias), plotters (para impressão de grandes formatos), impressoras de provas digitais e também as chamadas de impressoras digitais que imprimem grandes tiragens sem fotolitos. Ao longo do tempo a impressão digital foi ganhando espaço no mercado gráfico, conseguindo a mesma qualidade e durabilidade das impressões “off-set” e permitindo praticamente todos os acabamentos e encadernações. Os desafios da impressão digital estão focados em reduzir os custos para a popularização de seu uso. Algumas gráficas de vanguarda aprimoraram o seu uso com a técnica de impressão híbrida, parte do material é produzido no tradicional off-set e outra em processo de impressão digital, permitindo um impresso de altíssima qualidade e aplicações de personalizações, tanto de texto quanto imagens. Os altos investimentos feitos por empresas como Xerox, Canon, HP, Kodak, Konica Minolta em tecnologias e processos de impressão digital sob demanda faz com que sistema de impressão digital cresça em torno de 20% acima do que a impressão gráfica convencional offset no mercado.

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Camila-Serra  

Creative Type Maio/2011 “Nesta loja, tudo é possível.” Contemporâneos criaram seus próprios métodos usando programas de 2D e 3D. A legibilid...

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