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TIAGO CARDOSO PINTO

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«Em Sintra, é possível fazer melhor»

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Hernâni Carvalho, deputado municipal, em entrevista exclusiva

Concelho, 4 - 5

Polícia violento

Carregueira

MEC

CRIME. Agente da PSP, morador no

SOCIEDADE. Ambiente na Prisão é

CORREIO ROSA.

concelho, preso por ter sido apanhado em flagrante a maltratar a mulher. Cacém, 11

de cortar à faca. Reclusos, guardas e visitas: todos se queixam.

Queluz, 12

Esteves Cardoso rendido ao Banzão.

Famosos, 15

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SÃO PEDRO DE SINTRA (antigo espaço do Goucha)


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ou fonte de negócio?

A

privatização, ou não, da gestão da água em Sintra é um dos temas quentes que o novo executivo camarário, liderado por Basílio Horta, terá de resolver no decurso do seu mandato. Sabe-se que o concelho sintrense é, há vários anos, um dos que se faz pagar bem pela distribuição da água. Em 2012, consumir 10 metros cúbicos (10 mil litros) do bem precioso custava a cada munícipe 26,23 euros. Mais caros, nas regiões que fazem fronteira com Sintra, estavam Mafra (28,85 euros), Loures e Odivelas (29,36 euros). A água era mais barata em Oeiras (26,09 euros), Cascais (19,62) e Amadora (19,12). Loulé era, no ano passado, o concelho onde a água era mais cara no país (os mesmos 10 metros cúbicos custavam 40,71 euros) e o mais barato era Terras de Bouro, onde gastar a mesma água apenas custava 2,53 euros. E que dizer de Arraiolos, a terra dos famosos tapetes, concelho que cobrava apenas 7 euros por igual consumo? A pergunta é simples, havia mesmo necessidade de criar a Lei da Água (Lei Nº 58/2005) promulgada em Dezembro daquele ano e que foi inicialmente imposta pela União Europeia através do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, na forma de uma Diretiva? A mesma União Europeia (EU) que, entretanto, optou por dar o dito por não dito à ideia da privatização da água, após protestos de milhares de cidadãos em todos os países que a integram. Protestos que levaram o Comissário para o Mercado Interno da UE a dar o dito por não dito e a falar de um mal entendido. A UE viu-se obrigada a excluir a privatização da água através de concessões do programa do mercado interno europeu. Basílio Horta sabe que há uma guerra em torno da privatização da água. Mas terão os munícipes de Sintra conhecimentos sobre a problemática deste assunto e onde isto poderá terminar? Saberão em que mãos vão acabar as suas propriedades, o seu património individual, pessoal e familiar e os seus direitos, inclusive, à propriedade privada, caso as novas leis sejam aprovadas? Certo, é que não está provado que a gestão privada seja melhor do que a gestão pública. Existem inúmeros exemplos de instituições que se tornaram privadas tendo, logo a seguir, perdido a eficácia da prestação do serviço aos cidadãos, a credibilidade e, sobretudo, tendo aumentado significativamente os preços para os consumidores. Em Sintra, a água é pública, apesar de algumas pressões no sentido da sua privatização. Os investimentos públicos dos SMAS nos últimos dois anos ascenderam a mais de 15 milhões de euros, o que traduz, sem dúvida, um trabalho em prol da qualidade de vida da população sintrense. Este investimento foi realizado à custa das receitas locais, sem aumentar o preço da água. Foi feito à custa de todos os habitantes do concelho. Devemos entregar este património a privados? Parece que longe vai o tempo em que se aplicava o dito popular: “Um copo de água, não se nega a ninguém!”. É que, bem vistas as coisas, afinal a água não é de todos. É de quem a pode pagar…

 Carlos Tomás

Salta à vista...

O

presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, começou a sua presidência de forma popular, conciliando vontades partidárias e arrepiando caminho à criação de um gabinete de emergência social. As apostas no emprego, na inovação e no desenvolvimento parecem certeiras, mas o novo autarca tem de resolver, muito

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editorial  Água: fonte de vida

A abrir

rapidamente, o problema brutal, terrível, da insegurança. Todos os dias surgem notícias de crimes e de insegurança no concelho. Se Basílio não aproveitar algumas ideias de Pedro Pinto/Hernâni Carvalho nesta matéria, como a videovigilância, e/ou avançar com outras, o seu mandato pode começar a ficar nada cor de rosa…

De terra em terra...

Piriquita

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a mesma forma que quem vai a Roma tem de ir ver o Papa, quem vai até ao centro de Sintra tem de ir à Casa Piriquita. Antiga fábrica de queijadas de Constância Piriquita, terá iniciado, em

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2 Correio de Sintra

1862, o fabrico dos afamados travesseiros. Foi a única fábrica classificada com a mais alta distinção na exposição regional de Sintra, corria setembro de 1926. E nem só de travesseiros vive a Piriquita da vila.

A frase...

O Governo tem de dar uma resposta. Ou repõe o número de agentes de forma equilibrada entre Lisboa, Sintra, Oeiras, Loures, ou assume que as pessoas de Sintra têm menos direitos”

(Hernâni Carvalho, deputado municipal)


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4 Correio de Sintra

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Autarquicas Concelho

«Eu sou independente, penso TIAGO CARDOSO PINTO

HERNÂNI CARVALHO AO CORREIO DE SINTRA.

SEGURANÇA. Há 32 anos jornalista, Hernâni Carvalho, 53, presença no programa de TV “Querida Júlia”, da SIC, estuda em Sintra, onde é deputado municipal independente. Sem papas na língua, como é seu timbre, o antigo vereador da Câmara Municipal de Odivelas, especialista na área criminal e judicial, põe o dedo em feridas concelhias nesta entrevista exclusiva ao Correio de Sintra

Uma das bandeiras do Hernâni Carvalho (pela coligação “Sintra Pode Mais” PSD, PP e MPT) para Sintra foi a questão da segurança. Com a sua vasta experiência e conhecimento nesta área, quais os principais problemas que identifica no concelho? O concelho de Sintra tem, comparativamente com concelhos da mesma tipologia e do mesmo número de habitantes, metade dos agentes policiais por quilómetro quadrado do que outras localidades, como, por exemplo, Odivelas e Loures, que têm uma tipologia parecida e o dobro do número de agentes.

Hernâni Carvalho, perito em criminalidade e segurança, denuncia a falta de policiamento em Sintra

ou assume que as pessoas de Sintra têm menos direitos. Se Sintra tem, legalmente, quase 380 mil habitantes (recenseados), é provável que meio milhão de pessoas habitem em Sintra.

Governo tem de responder

“a

O que se pode fazer para inverter isso? Colocar mais agentes no local ou, então, dizer que as pessoas de Sintra têm menos direitos. Também se pode dizer isso. O Governo tem de dar uma resposta. Ou repõe o número de agentes de forma equilibrada entre Lisboa, Sintra, Oeiras, Loures,

Com a sua presença, a sua voz, na Assembleia Municipal de Sintra, o que julga poder fazer no sentido de tornar o concelho menos inseguro? O papel de um deputado municipal é esse: o de avaliar as políticas que se desenham para o concelho e, de alguma maneira, aprovar ou

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não esse tipo de políticas. No meu caso, e como sabe, eu sou independente, penso pela minha cabeça, não me zanguei, ontem, com o partido e vou, amanhã, à procura de emprego. Irei conti-

forma de olhar a segurança de Sintra na zona rural não é, não pode ser, igual à maneira de olhar no eixo Cacém-Massamá” nuar a ter uma atitude independente, isenta, em relação ao que se estiver a passar. A todo o tempo, sempre que o entender, expressarei a minha opinião de acordo com os conhecimentos que tenho e não com as pressões que possa sentir. Estou ali como cidadão, não como

político. Não tenho ambições políticas, não mesmo, a minha ambição é participar sob o ponto de vista cívico. Um concelho heterogéneo Pergunto porque tem experiência autárquica (em Odivelas, pelo movimento “Em Odivelas, Primeiro as Pessoas”, com vários independentes, o PSD, o PP, o PPM, e o MPT). Sim, durante quatro anos, fui vereador independente em Odivelas, sem pelouros mas, atempadamente, crítico e denunciador daquilo que entendi que estava bem ou mal. Essa coisa de dizer mal por profissão não é propriamente a maneira mais avisada de existir nestas áreas. Quando as coisas estão bem,

também é preciso a coragem de vir a público dizê-lo. Quero dizer-lhe que, em Sintra, é possível fazer melhor e as pessoas de Sintra não podem ser tratadas como menos investimento, da parte do Governo, do que as pessoas do resto do país. Há um menor investimento na segurança. Sintra é um concelho muito heterogéneo. Tem uma zona densamente urbana, que foi crescendo sem que as instituições a nível nacional tivessem preparado o concelho para isso e sem que as instituições governamentais, ao longo dos anos, tivessem dotado o concelho disso. Portanto, a forma de olhar a segurança de Sintra na zona rural não é, não pode ser, igual à maneira de olhar no eixo Cacém-Massamá. São comportamentos, policiamentos, seguranças diferentes. O patrulhamento no Mucifal não pode ser igual ao patrulhamento em São Marcos. Esquadras degradadas, com ratazanas, carros de patrulhamento parados por falta de combustível. O problema não é só de Sintra, é do país. Como é que as forças policiais chegam a este ponto? Com má gestão, com hábitos do antigo regime, com vícios militares que não fazem sentido na polícia do século XXI. Estas são as três grandes componentes que eu encontro. Vou dar-lhe um exemplo: ninguém consegue aceitar que Lisboa tenha 6 mil homens da GNR estacionados sem ninguém


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TIAGO CARDOSO PINTO

pela minha cabeça» perceber muito bem para quê. Seis mil homens é quase um quarto do total do efetivo da GNR. Outro exemplo: ouvimos falar em excesso de pessoas na Função Pública e eu posso garantir-lhe que um quarto das pessoas que estão na PSP não está nas patrulhas. Estão com funções diversas, que foram inventadas ao longo dos anos e outorgadas às instituições policiais, sem que tivesse sido criado um equilíbrio nas fileiras. Vídeovigilânica eficaz e barata A solução para a segurança passa por mais e melhor policiamento. E há a questão da videovigilância. A videovigilância faz todo o sentido e foi defendida na campanha. Os políticos e os cidadãos têm de olhar para o importante desta matéria. O que eu disse, várias vezes, durante a campanha, é que já houve um cidadão português condenado a prisão per-

O deputado municipal em Sintra está atento aos problemas que afetam o concelho

pétua e, através da videovigilância, foi possível provar que o homem não tinha cometido o crime a que estava condenado. Só tem medo da videovigilância quem anda a fazer asneiras. A história do direito à privacidade é uma falsa questão. As pessoas que falam nisso não sabem, objetivamente, onde há videovigilância e quantas vezes estão submetidas a isso. Exemplo: centro comercial. Em Londres, não se vêem os polícias, a videovigilância tem uma rede que apanha quase toda a cidade e, sempre que é preciso, os polícias aparecem. É a grande diferença A videovigilância é cara? Não, não é. Sai muito mais barato do que ter polícias na rua. A videovigilância oferece olhos nos sítios onde não é possível ter polícias e esses olhos podem estar, à distância, a verificar, a alertar e a antecipar problemas. A videovigilância é muito barata.  NUNO SÁ

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O senhor do crime Hernâni Carvalho nasceu em Lisboa, em 1960, vive em Mafra, é casado e tem dois filhos. Formado em Psicologia, estudou Ciências da Religião. Jornalista-auditor de Defesa Nacional, fez, para a RTP, reportagens de guerra na Bósnia, Honduras, Timor, Gana, Paquistão e Afeganistão. Integrou as equipas de “Ponto por Ponto”, “24 Horas”, “Histórias da Noite” e “Telejornal”. Após sair do canal público, publicou reportagens nos jornais “Independente” e “Correio da Manhã”, e na revista “Sábado”. Regressou à TV na SIC, onde assinou crónicas policiais nos programas da manhã. Aceitou, depois, um convite para construir um projeto editorial em Angola. Voltou aos ecrãs em 2007, na TVI, onde assinou a crónica “Crime, diz ele”. Hernâni Carvalho analisa a atualidade criminal no programa da SIC “Querida Júlia”, apresentado por Júlia Pinheiro. Foi vereador na Câmara de Odivelas. É deputado na Assembleia Municipal de Sintra. Sempre independente e desassombrado. PUB


6 Correio de Sintra

Concelho

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Azóia

Mulher encontrada morta na berma de uma estrada com ela e as autoridades suspeitam que terá sido morta noutro local, ao que tudo indica por estrangulamento, e depois atirada para a berma da estrada. “Ela estava perto de um pequeno miradouro e naquela zona as bermas estão cobertas de ervas. Foi uma sorte o condutor que deu o alarme ter descoberto o corpo, porque não estava muito visível”, admitiu a nossa fonte.

DR

CRIME. Um condutor encontrou, na passada segunda-feira (4 de Novembro), o corpo de uma mulher, desnudada, na berma da Estrada Nacional 247, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais e perto da localidade da Azóia.

A

vítima apresentava sinais de violência, na cara e pescoço, pelo que as autoridades colocaram de imediato a possibilidade de se estar na presença de um homicídio. “Ela encontrava-se com as roupas rasgadas e quase nua. O alerta foi dado cerca das 07h00 da passada segunda-feira e no local estiveram elementos dos Bombeiros de Almoçageme, elementos da GNR de Colares e investigadores da Secção

Vítima foi encontrada desnudada numa berma da EN 247, no meio de ervas

de Homicídios da Polícia Judiciária. Só a autópsia poderá confirmar as suspeitas de crime e existe mesmo a possibilidade de a vítima ter sido molestada sexualmente”,

explicou um responsável judicial que acompanha o caso. A mulher aparentava ter cerca de 30 anos. Segundo o Correio de Sintra apurou, não tinha qualquer identificação

Por identificar Até ao fecho da nossa edição, a Polícia Judiciária ainda não tinha conseguido identificar a vítima, desconhecendo-se, por isso, qual a sua nacionalidade. Também não existia qualquer alerta para o desaparecimento de uma mulher com as características físicas da vítima.

“Infelizmente, a PJ não tem acesso, por imperativos legais, às impressões digitais que são recolhidas pelos Serviços de Identificação Civil. Além disso, a nossa base de dados de ADN é diminuta e contém poucos registos. Só se a vítima tivesse praticado algum crime é que as suas impressões digitais constariam da nossa base de dados. Ao que tudo indica, isso não aconteceu”, lamentou fonte ligada à investigação. Os resultados preliminares da autópsia indicam que se terá tratado de um crime de homicídio, mas aguardam-se ainda os resultados das análises toxicológicas (álcool, drogas e venenos), que só deverão estar concluídas dentro de um mês.  CARLOS TOMÁS

Azenhas do Mar

SOCIEDADE. A tragédia marcou a praia das Azenhas do Mar no passado dia 2 de Novembro, sábado, com o mar a fazer duas vítimas: um pescador desportivo, de 60 anos, e um horticultor, de 77 anos, que se dedicava à apanha de percebes nos seus tempos livres..

A

primeira vítima terá caído ao mar na altura em que pescava. A queda não foi presenciada, pelo que as autoridades marítimas não foram alertadas. O corpo do homem, já cadáver, acabou por ser recolhido após o alerta de um residente das Azenhas do Mar. Pub

No mesmo dia, um horticultor, de 77 anos, que também se dedicava, com a ajuda da mulher, à venda dos produtos que cultivava na berma da estrada que liga Sintra à Ericeira, perdeu a vida na mesma zona, quando apanhava percebes, uma atividade lúdica que praticava há vários anos. As duas vítimas terão sido arrastadas por ondas e encontravam-se em zonas de rebentação forte, devidamente sinalizadas. Arrastado O horticultor, João Lopes Gonçalves, era casado e com dois filhos. Foi visto pela última vez com vida cerca das 07h00. Estava na

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Ondas matam horticultor e pescador desportivo

As ondas da praia das Azenhas do Mar voltaram a fazer vítimas no início deste mês

apanha de percebes numa zona rochosa, no limite da área de rebentação, quando foi levado por uma onda que

o apanhou desprevenido. O corpo foi arrastado e acabou depositado junto às piscinas naturais das Azenhas do Mar.

O alerta foi dado pouco depois das 08h30 e no local estiveram os Bombeiros de Colares e de Almoçageme, bem como elementos da Polícia Marítima. A vítima residia na Rua Vale do Outeirinho, na Ericeira. “Ele vivia para o trabalho. Andava sempre de um lado para o outro e nem frequentava cafés. Andava muitas vezes numa mota tipo triciclo, mas ultimamente era a filha que o levava e trazia das hortas para o Outeirinho e para a Carvoeira. Nunca teve problemas com ninguém. Estamos todos muito chocados”, desabafou, ao Correio de Sintra, um familiar da vítima, solicitando o anonimato.  CT


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Cacém Agualva

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- Cacém

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Polícia preso por bater na mulher

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Breves

Cacém

Aumentos de casos de violência doméstica preocupam autoridades

CRIME. Um agente da PSP, de 38 anos, foi detido por colegas da Divisão de Sintra, em meados do mês passado, por suspeitas de violência doméstica.

A

sua captura deu-se na respetiva residência, localizada na Rua Capitão Salgueiro Maia, nº 33, 1ª c/v E, na Tapada das Mercês. O polícia, Paulo B., é agente principal e na sequência de diligências relativas às suspeitas de que batia na companheira acabou por ser apanhado, em flagrante delito, quando encostava uma arma de fogo ao rosto da mulher, tendo mesmo premido o gatilho duas vezes, sem atingir a vítima. A arma de fogo foi apreendida pelos seus colegas, bem como um carregador, com nove munições. Mais tarde, no decurso de novas

diligências, as autoridades ainda apanharam uma arma tipo ‘Shotgun’, com nove munições. Esta arma estava na posse de uma pessoa da confiança do presumível agressor. A PSP e o Ministério Público já abriram os respetivos processos-crime e disciplinar para averiguar todos os pormenores do caso. Violência no Cacém As autoridades detiveram, também em meados de Outubro e igualmente por suspeitas de violência doméstica, na Rua Dom Dinis, nº 42, Cacém, um indivíduo, de 35 anos, de naturalidade romena, por agressões à companheira. Na sequência de buscas na sua residência, os elementos da Divisão de Sintra da PSP apreenderam uma pistola de calibre 6,35 milímetros, uma

arma de pressão de ar, duas pistolas de calibre 8 milímetros, diversas munições e um par de algemas entre diversos outros artefactos. “Os casos de violência doméstica têm vindo a aumentar de uma forma preocupante nos últimos dois anos. É dos crimes que mais tem subido. A este facto não será alheia a crise económica, que leva a muitos desentendimentos. Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. A PSP tem feito o possível para prevenir este tipo de ocorrências, nomeadamente com a promoção de campanhas de sensibilização, mas a verdade é que os resultados têm sido pouco visíveis”, admitiu ao Correio de Sintra um responsável do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa. CT

Café visitado por amigos do alheio Desconhecidos introduziram-se no café ‘Horizonte’, localizado na Praceta Rio Amazonas, em São Marcos, Cacém, no dia 13 de Outubro, através de arrombamento, tendo subtraído a máquina registadora e o tabaco que se encontrava na respetiva máquina dispensadora, cujo valor total as autoridades ainda não conseguiram apurar até ao momento. Os assaltantes ainda não foram identificados. Rio de

Mouro

Baleado quando passeava o cão Um homem, de 41 anos, foi baleado, no final do mês passado, quando passeava o seu cão no cruzamento da Avenida Padre Alberto Neto com a Avenida Gago Coutinho, em Rio de Mouro. A vítima foi atingida por um disparo efetuado por uma arma de ar comprimido no braço esquerdo, sendo que não foi possível localizar o projétil (terá saltado para a via pública com o impacto). O indivíduo ficou com um pequeno ferimento e um hematoma no local onde foi atingido. As autoridades ainda não conseguiram descobrir quem foi o autor do disparo.

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12 Correio de Sintra

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Queluz Opinião Reclusos sem assistência médica e guardas revoltados

JUSTIÇA. O ambiente no Estabelecimento Prisional da Carregueira (EPC) está de cortar à faca. Os reclusos queixam-se de perseguições por guardas, estes, por sua vez, alegam falta de meios para vigiar a população prisional, as visitas denunciam “falta de sensibilidade e bom senso” nas admissões das visitas e faltam equipas médicas para assistir os presos.

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Carregueira

A

s denúncias são às dezenas e partem de todo o lado. Certo é que aquela que é conhecida como a “prisão dos famosos” está a viver momentos de grande tensão, concretizados, no final do mês passado, num motim de presos da Ala B daquele estabelecimento. A mudança de direção do EPC trouxe novas regras e uma delas acabou com o afastamento de um dos chefes dos guardas por se encontrar supostamente alcoolizado. Ao tomar posse, a nova diretora, Clara Manso Preto, proibiu o consumo de álcool no refeitório dos serviços de segurança da prisão. Segundo o Correio de Sintra apurou junto de várias fontes daquele estabelecimento, poucos dias após ter dado a ordem, a responsável entrou no refeitório e terá encontrado um dos chefes dos guardas com uma garrafa de 7,5 decilitros de vinho à frente. Clara Manso Preto terá afastado de imediato o chefe das suas funções e instaurado um processo disciplinar. A notícia do incidente correu rapidamente toda a prisão e, apurou o nosso jornal, muitos guardas terão mesmo optado, depois da posição da diretora, por ir almoçar a restaurantes das redondezas. . Horários da polémica A gestão de Clara Manso Preto está a gerar controvérsia na cadeia, porque também alterou os turnos dos guardas. Estes estariam habituados a trabalhar 48 horas consecuPub

A tensão entre presos, familiares, guardas e direção da prisão está ao rubro

tivas e descansar quatro dias. Mas as regras foram alteradas e este tipo de horário acabou, existindo agora uma maior rotatividade entre os guardas. Júlio Rebelo, presidente da direção do Sindicato Independente dos Guardas Prisionais, já fez questão de salientar em diversas declarações públicas que “este tipo de problemas se tem vindo a acentuar desde que houve, recentemente, uma alteração na escala diária que implicou uma redução do número de elementos do corpo de guardas que está presente no estabelecimento”. Esta redução, assegurou, “é sentida não só pelos guardas e pelas dificuldades acrescidas que têm, mas também pelos reclusos”. Há cerca de um mês, cerca de uma centena de guardas prisionais passaram uma noite acampados à porta da prisão da Carregueira em protesto contra a mudança do horário de trabalho. Apesar do protesto, não viram os seus desejos satisfeitos. Condenados à morte A falta de apoio médico é outra das queixas feita contra a direção da prisão e Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. “Há

reclusos que esperam por uma consulta médica há mais de três meses. Além disso, as receitas médicas que são passadas e que ultrapassem os 12 euros não são aviadas pelos serviços da cadeia. Dizem que tem de ser um familiar a ir comprar os medicamentos à farmácia. A pergunta que se coloca é óbvia: e se o recluso não tiver familiares nem qualquer outra visita, morre? Isto é inacreditável”, revelou José Tavares, advogado de um preso daquele presídio, acrescentando que “há reclusos que sofrem de diabetes e doenças que obrigam a dietas e que ficam sem comer, porque não há alimentação específica para eles”. Diz o advogado que, na prática, muitos presos estão a ser condenados à morte, por falta da assistência que lhes é devida, sem que essa pena exista na legislação nacional”. A falta de assistência médica, soube ainda o Correio de Sintra, está a afetar sobretudo a Ala A, onde se encontram recluídos famosos como Isaltino Morais, Henrique Sotero (o violador de Telheiras), Carlos Cruz e demais arguidos do processo Casa Pia.

Visitas complicadas Outra situação que tem gerado controvérsia são as visitas: “O meu marido pediu para o ir visitar com o filho no passado domingo (3 de Novembro de 2013) e disse-me que tinha pedido autorização aos serviços da prisão. Quando cheguei lá, disseram-me que o meu nome não constava na lista de visitas. Expliquei que tinha feito uma viagem de Alenquer para a Carregueira, que tinha gasto mais de 30 euros e implorei que ao menos deixassem o filho, que não via o pai há seis anos, ir dar-lhe um beijo. Não o deixaram entrar. No dia seguinte ligaram-me a dizer que, afinal, tinha havido um atraso no pedido e que se quiser agora já o posso ir visitar. Sei que a guarda estava a cumprir ordens, mas houve uma clara falta de humanidade, de sensibilidade e de bom senso por parte de quem gere as visitas à prisão. Agora, o meu filho, que está a receber tratamento psicológico há mais de dois anos, já não quer ir ver o pai e diz que não volta a uma prisão onde só há guardas maus.” CT Preso torturado dentro da cela Um recluso de 27 anos terá sido espancado e sodomizado na ala B do Estabelecimento Prisional da Carregueira. Diogo Cruz, de 27 anos, terá sido, segundo os seus familiares, “espancado e sodomizado com um ferro durante duas horas”. A família diz ainda que, desde esse dia, tem recebido “telefonemas de outros reclusos a exigir dinheiro para que Diogo não seja morto”. Em causa terá estado a recusa do preso em esconder telemóveis usados ilegalmente por alguns “companheiros” da ala onde se encontra a cumprir pena. Fonte do Corpo de Guardas Prisionais já confirmou a ocorrência e a direção do estabelecimento abriu um inquérito interno para apurar a veracidade da denúncia.


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Massamá

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Cruzamento das colisões SOCIEDADE. O cruzamento existente entre a Avenida 25 de Abril e a Avenida Aquilino Ribeiro, em Massamá, concelho de Sintra, tem sido palco nos últimos meses de diversos acidentes, o último dos quais ocorrido no início da passada semana.

A

falta de sinalização e a confluência de uma entrada de saída de viaturas de uma cimenteira e de dois supermercados (Pingo Doce e Minipreço) transformam, segundo os moradores locais, aquela zona num “cemitério de chapa”. “É o cruzamento da confusão. Está mal sinalizado, sobretudo nas linhas pintadas no alcatrão. As placas que existem tapam-se umas às outras, há caixotes do lixo mal colocados e que quando está muito vento tombam para a via de circulação. Aquilo é um verdadeiro atentado às regras de segurança”, afirmou Fernanda Garção, moradora na Avenida Aqui-

A tensão entre presos, familiares, guardas e direção da prisão está ao rubro

lino Ribeiro, artéria onde se situa uma escola primária e um infantário. José Pascual, morador na Avenida 25 de Abril, é da mesma opinião: “Ultimamente há mais polícias naquela zona quando as crianças saem das escolas, mas isso deve ser porque a filha do primeiro-ministro, Passos

Coelho, estuda numa delas. Só que os acidentes ali são mais que muitos e é de admirar que não tenha havido mortes. Para já, é só um cruzamento bom para o negócio dos sucateiros.” Segundo informações da Junta de Freguesia de Massamá/Monte Abrãao, o local está devidamente

identificado como sendo um “ponto negro” da freguesia e já houve mesmo um semáforo de limitação de velocidade colocado numa das faixas (sentido bombas da Galp- Shopping de Massamá) que, curiosamente, foi arrancado quando um carro colidiu com ele. CT

SOLIDARIEDADE

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iriam Aleixo, residente no Cacém, tem três anos e é portadora de espinha bífida e de uma má formação congénita nos membros inferiores. A mãe teve uma gravidez gemelar de alto risco mas sempre vigiada. A Miriam nasceu prematura com uma malformação da coluna lombo-sagrada (espinha bífida oculta), má formação do membro inferior direito e mão direita (bridas amnióticas). Tem, também, pé boto no membro inferior esquerdo. Enquanto a Matilde, irmã gémea, já anda e corre por todo o lado, a Miriam continua limitada. Os pais já pediram opinião a vários médicos ortopedistas. No entanto, quando

vêem os resultados dos exames do membro inferior direito (joelho e pé), não têm esperança nas cirurgias nem na sua recuperação. O diagnóstico é sempre o mesmo: a amputação. Após contato com especialistas nos EUA, os pais têm esperança de que a amputação não seja a única opção. Todavia, não possuem recursos económicos necessários para que tal aconteça. A página da Miriam no Facebook conta já com cerca de 50 mil visualizações e mais de 1200 partilhas. A Miriam já conseguiu ir aos Estados Unidos, onde foi feita a primeira consulta, mas é necessário o apoio de todos para que possa continuar

a realizar o tratamento, evitando a amputação da perna, podendo, assim, ter uma vida normal como qualquer outra criança. A Imprensa tem divulgado a história da Miriam e muitas pessoas têm reunido esforços para angariar fundos para que a criança possa ser acompanhada nos EUA. Para mais informações, consulte a página da Miriam Aleixo no Facebook: https://www.facebook.com/ ajudamiriam.

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Miriam à espera de um final feliz

Ajude a Miriam! Seguem contatos e conta para a recolha de donativos: 96 977 02 08 - 96 315 01 13 NIB: 0033-0000-45420611132-05

IBAN: PT50-0033-0000-45420611132-05

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14 Correio de Sintra

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Lazer & Desporto

CLUBES SINTRENSES NO CNS E NO PRÓ-NACIONAL

Grande dérbi de Sintra no domingo

Visita ao Museu Arqueológico de Odrinhas DR

LAZER. É imperdível visitar a

exposição “O Livro de Pedra” no Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, Sintra.

O

vs Atual Museu Arqueológico de Odrinhas foi edificado pelo Município em 1993

O Claustro do Tempo Em montagem está uma outra exposição permanente, “O Claustro do Tempo” (contextos do dia-a-dia percorridos com testemunhos cerâmicos, utensílios de pedra, artefactos metálicos, moedas, vidros e objetos de osso), sendo que o museu está dotado, igualmente, de sala de exposições temporárias, biblioteca pública especializada, auditório, gabinetes de estudo, oficina de restauro, e áreas de lazer. O museu encontra-se aberto ao público de terça-feira a sábado, das 10 às 13 horas, e das 14 às 18 horas, com um valor de entrada de 2€. A história do museu Remonta a meados do século XVI. Nessa época e por iniDR

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, em São João das Lampas, Sintra (a meio caminho da Ericeira), conta com uma imperdível exposição permanente: “O Livro de Pedra”. Nesta valiosa mostra, contam-se cerca de dois milénios de história a partir das inscrições e dos elementos iconográficos presentes nos monumentos pétreos que se distribuem por salas temáticas e cronologicamente organizadas. O visitante depara-se, durante o percurso, com um conjunto de pedras tumulares, sarcófagos, estelas, altares e lintéis desde a Época Etrusca à Idade Moderna, com relevo especial para a notável coleção de lápides romanas epigrafadas, umas das mais significativas da Península Ibérica. As ruínas de uma vila romana e a igreja consagrada a São Miguel, de origem medieval, também integram o percurso museológico, sendo as visitas sempre guiadas por profissionais formados para o efeito.

Na exposição “O Livro de Pedra”, contam-se dois milénios de história Pub

ciativa de alguns eruditos, entre os quais se terá destacado Francisco d’Ollanda, começou-se a juntar, em torno da ermida local, uma importante coleção de inscrições romanas oriundas dos campos e aldeias circundantes. Em 1955, e após vários séculos de abandono, entendeu a Câmara Municipal de Sintra construir, ali, uma pequena casa que abrigasse tão significativos monumentos, procedendo à escavação arqueológica e valorização turístico-cultural das ruínas romanas adjacentes. Hoje, a coleção lapidar atinge mais de quatrocentas peças, às quais se vêm somar muitas outras (largos milhares) de diversa tipologia: moedas, objetos cerâmicos, líticos, metálicos e osteológicos. O interesse demonstrado pelo público (turístico, escolar) quanto a este espólio tem sido imenso, apesar das condições precárias em que estava instalado até há relativamente pouco tempo. Há vinte anos, em 1993, o Município lançou-se num projeto ambicioso, concebendo e edificando o novo Museu Arqueológico de Odrinhas, de caraterísticas únicas em Portugal. NS

O 1.º de Dezembro recebe o Sintrense no Campeonato Nacional de Seniores

Neste domingo, dia 17 de novembro, o 1.º de Dezembro recebe o Sintrense, jogo a contar para a Série G do CNS - Campeonato Nacional de Seniores. Também no domingo, mas no Pró-Nacional da AF Lisboa, o Pêro Pinheiro desloca-se a Santa Iria, o líder Sp. Lourel viaja até à Ponte do Rol, e o Atlético do Cacém ruma à Póvoa de Santa Iria. O Real recebe o Vila Franca do Rosário.

DESPORTO.

O

s clubes sintrenses tiveram uma excelente prestação na passada jornada, a 8.ª, da Série G do CNS - Campeonato Nacional de Seniores (competição que funde as antigas 2.ª e 3.ª divisões nacionais). O 1.º de Dezembro goleou (4-1), fora, o Futebol Benfica, e o Sintrense recebeu o Sp. Ideal, vencendo por 2-0. Na tabela classificativa, o 1.º de Dezembro, treinado por Paulinho, mantém-se no 5.º lugar (com 12 pontos), enquanto o Sintrense, treinado por Tuck, subiu ao 6.º posto (com 11 pontos). Na próxima jornada (domingo, dia 17, às 15 horas), a nona,

o 1.º de Dezembro recebe o Sintrense. É o grande dérbi de Sintra. Lourel lídera Pró-Nacional O arranque da 7.ª ronda do Campeonato Pró-Nacional da AF Lisboa (o novo campeonato distrital de elite) foi fantástico para o Sporting Lourel que, com a robusta vitória caseira (4-1) diante do Águias da Musgueira, ascendeu provisoriamente à liderança da prova (14 pontos em 7 jogos). Na tabela classificativa, o Pêro Pinheiro é 8.º (9 pontos), o Real Massamé é 9.º (8 pontos), e o Atlético do Cacém está na 13.ª posição (7 pontos), apenas um lugar acima da zona de descida e com mais uma jornada disputada de que o primeiro da “zona vermelha” (o Vila Franca do Rosário, que tem 4 pontos). Neste domingo, pelas 15 horas, na oitava ronda, o Pêro Pinheiro mede forças na casa do Santa Iria, o Sp. Lourel visita o Ponterrolense, o Cacém joga no reduto do Atlético Povoense, e o Real Sport Clube é o anfitrião do Vila Franca do Rosário.  NS


10 de novembro de 2013

Correio rosa

MEC, ilustre cidadão do Banzão FAMOSOS. O escritor e jornalista Miguel Esteves Cardoso, mais conhecido por MEC, apaixonou-se perdidamente pelo Banzão, Colares, para onde foi viver com a mulher, Maria João Pinheiro. Verdadeiro embaixador da zona rural de Sintra, MEC farta-se de escrever crónicas sobre um amor que começou com a visita a dois blogues. O genial cronista virou sintrense dos bons.

M

iguel Esteves Cardoso não é sintrense por nascimento, mas é-o, cada vez mais, por adoção. Lisboeta de 58 anos, MEC perdeu-se de amores pela região de Colares há meia dúzia de anos e por lá reside, no Banzão, há cinco anos, com o amor da sua vida, Maria João Pinheiro, antiga apresentadora da SIC. Na sua habitual crónica publicada no jornal diário “Público”, numa sexta-feira dia 21 de agosto de 2009, há quatro anos, o crítico já partilhava sentimentos de (ilustre) residente no concelho de Sintra. Elétrico da Praia das Maçãs “(…) A quantos portugueses interessará saber que o elétrico que vai de Sintra à Praia das Maçãs recomeçou, após anos de desespero e de desculpas, no dia prometido pela Câmara, dia 15? Como é um veículo que passa à frente da minha casa, sou, logo à partida, um sujeito informado (…) No dia 14, vi passar o elétrico duas vezes. Estava cheio de homens de fato e gravata; preocupados. Não posso garantir que lá estivesse o benfiPUB

aqui que nos sentimos em casa. Não por nenhuma razão especial: por muitas. Vive-se melhor aqui (o clima; as pessoas; as paisagens; a luz; a comida; o mar) do que em todos os lugares que conheci. O Rio das Maçãs e o Colares foram os dois blogues que nos convenceram a vir viver para esta casa”, redigiu Esteves Cardoso no “Rio das Maçãs”, confessando, mais uma vez, o amor que o casal nutre pela sua residência sintrense.

Maria João e MEC apaixonaram-se pelo Banzão

quista Seara, mas creio que o vi, com aquela sorumbática esperança que nos carateriza no século XXI (…)”, escrevia Miguel Esteves Cardoso, na sua prosa única. «Vive-se melhor aqui» No blogue “Rio das Maçãs”, António Lourenço, em agosto de 2009, já elogiava, no fundo, o papel de embaixador da região que Miguel Esteves Cardoso, através da pena brilhante que o define, desenvolve de forma informal. “As referências de MEC a Sintra, nas crónicas do Público, têm sido uma constante durante este mês. Há uns dias, notava que Seteais é um dos únicos lugares onde se servem limonadas. Está um sintrense dos bons”, escrevia António Lourenço. MEC (assinando a meias com Maria João), agradecendo o elogio, partilhou um texto, de seguida, no referido blogue. “Na verdade, sou um mero banzense – nem sequer um colarejo – e só estamos cá a viver há 6 meses, mas já é só

Pêssegos de Almoçageme E é muito por causa da escrita confessional e íntima de MEC, com as suas constantes referências à zona de Colares, que já há quem corra ao mercado de Almoçageme em busca dos já famosos pêssegos raiados. Como escreveu MEC

Esteves Cardoso é dos mais geniais cronistas lusos

numa outra crónica do “Público” dedicada à sua vizinhança e ao local de adoção, “os dias não só mudam como melhoram. O tempo volta. Então em Colares”. NS

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Correio de Sintra - edição 67  

Edição 67 CORREIO DE SINTRA