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Recuperar casas a cair dá benefícios fiscais

Concelho, 4

Escolas em risco

Uma viagem histórica

Mestre da culinária

SEGURANÇA. Autarca Rui Pereira

CONCELHO. Elétrico de Sintra com muitos percalços circula entre a serra e o mar há 110 anos.

FAMOSOS. Manuel Luís Goucha volta

denuncia que há estabelecimentos de ensino onde chove como na rua. Concelho, 5

Concelho, 6

às origens no programa MasterChef e coloca TVI a liderar audiências. Correio Rosa, 15 PUB


20 de março de 2014

Sensibilidade e bom senso em mês de aniversário

O jornal que agora tem nas mãos é um produto que continua a ser renovado na tentativa de melhor servir quem nos lê. Ao longo dos últimos meses procedemos a diversas alterações gráficas e de “arrumação” dos conteúdos, tarefa essa que está quase terminada. O próximo passo é tentar melhorar ainda mais a qualidade da informação que periodicamente colocamos à disposição dos nossos estimados leitores. E isso, naturalmente, passa por uma definição clara da nossa linha editorial que irá sempre privilegiar o rigor, a isenção e a objetividade e com o compromisso claro de defender a Liberdade de Imprensa, mas não a libertinagem jornalística. Se tivermos informações através das nossas fontes iremos torná-las públicas, dando sempre oportunidade a todos os interessados em defender-se. Não deixaremos de publicar informações apenas porque não as conseguimos confirmar junto dos visados. E isso ficará claro em todos os artigos. Um exemplo da nossa nova postura fica patente na nossa edição anterior e na qual assumimos claramente que a autarquia de Sintra aposta na Educação, que há um muro que ameaça as vidas de centenas de pessoas, uma vez que está em risco de ruir, e que se desperdiça dinheiro em obras que depois não servem para nada (piscina em Massamá). Nesta edição, temos a confirmação dos temores de um dos autarcas de Sintra, Rui Pereira, que tutela a Educação, e que viu o Governo retirar as verbas destinadas à renovação das escolas do concelho. Nada que o Correio de Sintra já não tivesse denunciado, inclusive com uma entrevista ao vereador em causa. Em resumo, o leitor tem nas mãos um jornal cada vez mais diferente e com uma virtude de que poucas publicações se podem gabar neste país: é um jornal totalmente independente de grupos de Comunicação Social e do poder político. Este jornal sobrevive apenas com a publicidade que é angariada por profissionais competentes e com um jornalismo sério. E, por isso, precisamos de si para poder continuar a levar-lhe informação feita com verdade, honestidade, sensibilidade e bom senso. Estamos a comemorar quatro anos de existência graças aos nossos leitores e aos comerciantes de Sintra. Esta festa é de todos os habitantes deste enorme concelho. Bem haja e continuem connosco!

 CARLOS TOMÁS

Salta à vista...

A

sinalização na remodelada estação da CP do Cacém está uma balbúrdia. Ninguém se entende quando tem de apanhar o comboio para Lisboa, Sintra ou Meleças. É que na parte de baixo as placas indicam as linhas 3 e 4 como sendo de destino a Lisboa, mas depois, na plataforma, aparecem placas a indicar que afinal os utentes estão na Linha 1 e 2, que se destinam a Meleças e Sintra. O pior, é que os mostradores eletrónicos que mandam os utentes para as linhas, não estão atualizados e também enganam os utentes. “Esta estação devia chamar-se babilónia, porque não se percebe nada”, desabafou Clara Silva, uma moradora do Cacém.

De terra em terra...

O

NUNO OLIVEIRA

editorial

A abrir

DR

2 Correio de Sintra

Parque da Pena, recebeu no passado dia 14 de março, em Espanha, o prémio de “Jardim de Camélias de Excelência” atribuído pela International Camellia Society durante o Congresso bianual desta associação. O projeto da Parques de Sintra para a identificação botânica das Camélias do Parque da Pena, que levou a esta classificação como Jardim de Excelência, vem sendo desenvolvido desde 2009 com o apoio da Associação Portuguesa de Camélias, de produtores e especialistas. Os objetivos principais consistem na preservação do valor patrimonial e cultural da coleção desta espécie em Sintra e na sua promoção e divulgação. Ao ganhar este prémio internacional passa agora a ser membro de uma rede internacional de jardins de excelência que coleccionam Camélias.

A frase...

O parque escolar de Sintra está a precisar de obras. Estas deveriam ser apoiadas pelo Ministério da Educação, mas tal não tem acontecido, porque a tutela se recusa a cumprir os protocolos assinados em 2007 e 2009.” Basílio Horta, presidênte da Câmara de Sintra, em declarações ao Público


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4 Correio de Sintra

20 de março de 2014

SOCIEDADE. A Câmara Municipal de Sintra aprovou, esta semana, a criação da Área de Reabilitação Urbana entre a Vila de Sintra, São Pedro e Estefânea. O intuito, segundo a autarquia, é combater a desertificação no centro histórico e requalificar infraestruturas e edifícios.

DR

Autarquicas Concelho Recuperar prédios a cair dá isenção de impostos

O

s proprietários que recuperem as casas que estão a cair terão benefícios fiscais e isenção do IMI. Já os proprietários que se recusarem a recuperar as casas serão forçados a arrendar ou a vender os imóveis, Em última instância poderão mesmo ser alvo de expropriações. Segundo fonte da autarquia revelou ao Correio de Sintra, a medida deverá ser estendida a outras freguesias do concelho, embora isso ainda não seja certo, uma vez que está dependente de fundos da União Europeia. Para já, a Câmara irá investir 12 milhões de euros (mais fundos comunitários) a que se somam 120 milhões dos privados. “Estamos a falar de 180 hectares e de mais de 1800 edifícios. Desejamos promover o arrendamento jovem e melhorar os vários edifícios que estão degradados e abandonados. A verdade é que temos pouca gente a viver na vila de Sintra”, referiu aos órgãos de Comunicação Social o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta. IMI já tinha baixado Em Novembro de 2012, ainda na era de Fernando Seara como presidente da Pub

Prédios em ruínas que sejam recuperados darão benefícios fiscais aos proprietários

Presidentes das juntas de freguesia ganham mais poderes

Câmara de Sintra, o segundo concelho mais populoso do país já tinha baixado a carga fiscal dos seus munícipes, para atenuar o “enorme aumento de impostos”, disse Seara, que se vieram a verificar em 2013. Na altura, e numa decisão tomada por unanimidade, o IMI foi reduzido para 0,39% (era 0,4%) nos prédios já avaliados, e 0,7% nos não avaliados (era 0,6%).

entrada em 2014 a autarquia definiu como prioridade a resposta em tempo definido pela lei, 90 dias (CPA). A Câmara pretende ainda, dentro do próximo ano, ter concluída a resposta aos processos que se encontram pendentes, dando especial atenção àqueles que representam intenções de investimento e criação de postos de trabalho no concelho.

(que só vão sentira o ganho no momento do acerto de contas, este ano). Despachar processos Entretanto, o atual presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, estabeleceu orientações no sentido de acelerar respostas aos cerca de 5 mil processos parados há vários anos no Departamento de Urbanismo. O autarca

B

asílio Horta, estabeleceu orientações no sentido de acelerar respostas aos cerca de 5 mil processos parados há vários anos no Departamento de Urbanismo

Com esta medida, defendeu Fernando Seara, Sintra “abdicou de uma receita adicional de 14 milhões de euros.” Na mesma altura, e no caso do IRS, em vez dos 5% da coleta no concelho, a Câmara recebeu apenas 4%, ficando a diferença nos bolsos das famílias

defende que o concelho tem de assegurar que as pessoas e as empresas possam encontrar uma administração local rápida e eficaz, “sendo este ponto absolutamente fundamental e estruturante para o desenvolvimento de Sintra”. Quanto aos processos que deram

Juntas com mais poder Na passada semana, Basílio Horta e os onze presidentes de juntas de freguesia do concelho assinaram os protocolos de Delegação de Competências para a Gestão e Conservação do Espaço Público. Com a assinatura destes protocolos, a Câmara Municipal de Sintra delegou competências às 11 juntas de freguesia, num valor superior a 6 milhões de euros. A delegação de competências consiste na gestão e conservação de zonas

verdes e espaços ajardinados (4,6 milhões); conservação e manutenção de vias (1 milhão); gestão, conservação e manutenção de espaços de jogo e recreio - parques infantis – (455 mil euros); e gestão, conservação e manutenção de recintos desportivos descobertos (96 mil euros). Durante a assinatura dos protocolos, cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal de Sintra destacou a relação de proximidade que existe entre a autarquia e as juntas de freguesia. “O conjunto das freguesias faz a Câmara Municipal. O contato direto com os presidentes das juntas é sempre bom para o município. Estou muito reconhecido pela solidariedade, estima e cordialidade de todos. Esta proximidade tem sido uma das marcas dos nossos mandatos”, afirmou Basílio Horta. CARLOS TOMÁS


20 de março de 2014

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Ministro da Educação corta dinheiro para recuperar escolas DR

EDUCAÇÃO. O vice-presidente da Câmara de Sintra, Rui Pereira (PS) temia o inevitável. O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) riscou das suas rúbricas do Orçamento de Estado as verbas que estavam previstas para recuperar as escolas degradadas de Sintra.

Eram verbas que estavam consignadas em protocolos que têm vários anos. Porém, como nunca foram utilizadas pelos anteriores executivos, agora foram-nos simplesmente retiradas. Foram feitos todos os esforços para que isso não acontecesse, mas tenho receio do que aí vem”, disse Rui Pereira, em entrevista exclusiva ao Correio de Sintra, publicada na nossa passada edição. Na passada terça-feira, o autarca admitiu, em entrevista à RTP, que a autarquia poderá mesmo ter de denunciar os contratos-programa com o Ministério da Educação devido à falta de

Em muitas escolas do concelho de Sintra chove como na rua

investimentos no parque escolar no município. Na última reunião do executivo, segundo relata o jornal “Público”, o autarca responsável pela Educação defendeu mesmo a necessidade de solicitar ao Governo o apoio para “um plano de urgência” que visa a reabilitação de escolas do concelho com graves problemas estruturais. “Mantive quatro reuniões com responsáveis do governo e

fiquei com a noção de que existe a vontade clara de economizar”, revelou o vice-presidente da Câmara de Sintra. Intervenção urgente O autarca faz questão de lembrar que o concelho sintrense possui uma das maiores populações escolares no país e que é urgente fazer obras nas escolas. “É essencial que o ministério se disponibilize para ajudar

a câmara nesta situação e que também cumpra a sua obrigação, porque se assim não for temos de repensar a nossa relação”, alertou Rui Pereira, na entrevista concedida à RTP e reproduzida em jornais nacionais, ameaçando que a autarquia está a ponderar denunciar os contratos com o MEC. Basílio Horta, também assumiu publicamente que a Câmara a que preside irá pedir explicações em breve ao Governo e exigir responsabilidades. Na entrevista concedida à RTP e que teve por base uma entrevista dada pelo autarca ao Correio de Sintra, Rui Pereira foi paradigmático: “Vi salas de aula com alguidares e telhados quase a céu aberto. Trata-se de uma situação muito grave, porque poderá ocorrer a qualquer momento uma tragédia numa escola e a câmara municipal é que vai ficar com as culpas, quando, afinal, nos estão a retirar os meios financeiros para resolver os problemas.”

Deco vai monitorizar Rui Pereira anunciou que, no próximo mês, a Deco – Associação de Defesa do Consumidor vai “monitorizar alguns dos equipamentos escolares” do município. O vereador avançou que, em relatórios da autarquia, do final de 2012, estão identificadas necessidades em equipamentos do primeiro ciclo e jardim-de-infância na ordem dos 114,3 milhões de euros. No segundo e terceiro ciclos, as intervenções totalizam 108,4 milhões de euros. O autarca, em várias entrevistas dadas, lamentou igualmente que, perante a existência de “patologias gravíssimas” detetadas em obras realizadas no concelho “não tenham sido acionadas as garantias bancárias dessas empreitadas”. Entre as situações mais graves estão, segundo revelou o jornal “Público”, as escolas de Monte Abraão, construída sobre uma nascente e a de Pego Longo, com “algerozes dentro das salas”. C.T. PUB


6 Correio de Sintra

Concelho

20 de março de 2014

Uma viagem centenária por carris que ligam a serra e o mar do concelho sintrense É um verdadeiro ícone do concelho e que há mais de um século efetua a ligação entre a romântica vila de Sintra e a Praia das Maças. Falamos do elétrico de Sintra que se prepara para assinalar 110 anos de viagens com muitas histórias.

a tudo tem resistido e continua a encantar nacionais e estrangeiros. A partida faz-se um pouco adiante da zona de comércio e de peões da Estefânia. A viagem faz-se pausadamente para melhor se poder apreciar a paisagem. O trajeto faz-se ao longo da estrada para a Praia das Maçãs. A ribeira de Sintra, onde ficava a oficina dos elétricos, faz agora parte da rede de museus Ciência Viva. Após Galamares, o elétrico inflete para o meio de casas antigas, quintas e hortas e assim se mantém até à localidade de Colares. A partir daqui, retoma-se a proximidade da estrada e é curioso ver como automobilistas e peões acenam e sorriem à passagem do elétrico. E é pelo meio do pinhal que, 45 minutos volvidos, se chega à Praia das Maçãs. Pretexto para um banho, uma refeição de peixe fresco numa das muitas esplanadas ou uma caminhada até ao ex-libris da arquitetura popular que é a aldeia costeira das Azenhas do Mar.  CT

DR

CONCELHO.

I

Azares e roubos Em 2008, a circulação na linha esteve interrompida durante vários meses por razões de segurança, devido às fortes chuvadas que provocaram deslizamentos de

O elétrico que liga Sintra à Praia das Maçãs continua a fazer história

terra para a via-férrea. No ano de 2011, a circulação do elétrico esteve igualmente suspensa devido a danos na rede aérea que fornece eletricidade ao veículo, provocados pelo mau tempo. Mas a maré de azar não se ficou por aqui. No ano passado dois furtos de cobre forçaram a suspender a circulação do histórico elétrico. A autarquia gastou mais de 150 mil euros para o voltar a

colocar em funcionamento. Este ano, não houve qualquer incidente e os utentes puderam deliciar-se com uma viagem única entre a serra e o mar. A viagem O elétrico tem, assim, mostrado uma notável resistência às vicissitudes. Apesar das referidas interrupções de serviço, obras e renovações de material,

Basílio exige mais segurança SEGURANÇA. O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, defendeu na passada semana a necessidade de reforçar os meios das forças policiais do concelho de Sintra.

A

s declarações foram feitas durante as comemorações do 147º aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, numa Pub

cerimónia que contou com as presenças do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo e de chefias da PSP do distrito de Lisboa. O autarca fez as declarações no Palácio Valenças e considerou que as forças policiais têm que ter condições para levar a cabo a sua missão, sendo a segurança uma das premissas da democracia: “A

segurança é um bem inestimável”, afirmou. O presidente da autarquia afirmou a “grande consideração que a Câmara de Sintra tem pela PSP” e sublinhou a necessidade de se avançar com a instalação do comando da Divisão de Sintra da PSP e da esquadra de Agualva-Cacém, na Melka, uma antiga fábrica em Agualva-Cacém. CT

DR

naugurado a 31 de Março de 1904, o elétrico é um dos ex-líbris de Sintra e faz um percurso de 12 quilómetros circulando, entre outras localidades, por Colares, Galamares e pela sinuosa serra. A ideia de ligar a serra ao mar através do percurso da vila de Sintra até à Praia das Maçãs surgiu em 1886. Em 1903 foram adquiridos 13 elétricos a uma empresa americana de Filadélfia e o projeto foi concretizado em 1904.

Os Horários O elétrico que liga a vila de Sintra à Praia das Maças funciona de 3 de Março a 23 de Setembro. Sexta, sábado e domingo. O primeiro elétrico sai de Sintra às 9h20 e o último é às 18h50. Já o primeiro sai da praia às 10h10 e o último às 19h45 (a viagem repete-se, mais ou menos, de hora a hora - há exceções, e é conveniente consultar o horário no site oficial). O elétrico funciona também de terça a quinta para grupos (mediante reserva na Divisão de Turismo de Sintra). Quanto aos preços, há o bilhete normal, que custa dois euros e outro para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, que custa um euro. Crianças até aos seis anos não pagam.


20 de marรงo de 2014 Correio de Sintra

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Cacém Agualva

- Cacém

PSP abre inquérito a agentes que detiveram jornalista seram que a viatura tinha de servir “para todo o serviço, porque não há mais disponíveis”. Certo é que o jornalista do Correio de Sintra foi conduzido no carro da Escola Segura para a esquadra do Cacém, onde permaneceu apenas cinco minutos, sendo depois mandado embora e tendo regressado a casa pelos seus meios e às suas expensas.

DR

Um jornalista do Correio de Sintra foi detido, após concluir a última edição do jornal, na sequência de uma investigação sobre tráfico de seres humanos no concelho de Sintra. A ação policial não respeitou as regras de conduta impostas por lei e a Direção Nacional da PSP já abriu um inquérito disciplinar para apurar o que realmente se passou.

SEGURANÇA.

D

e acordo com o relato feito às autoridades pelo jornalista, quando foi abordado por um carro da Escola Segura, cerca das 04h00, este estava na rua a fotografar um carro da PSP mal estacionado à porta de um bar de alterne no Casal do Cotão, Cacém. O repórter do nosso jornal foi identificado pelas autoridades, a quem apresentou a sua identificação civil e profissional. Não obstante as explicações dadas, os agentes insistiram na sua detenção e, ao fim de três horas, resolveram conduzi-lo à esquadra da PSP do Cacém, sem que existisse qualquer mandado, indício de que o mesmo estivesse a praticar qualquer crime – que não fosse fotografar um carro patrulha da PSP

Os agentes deste carro-patrulha estavam no interior de um bar de alterne do Casal do Cotão

estacionado na via pública e à porta de um bar de alterne – e estando este devidamente identificado. Falta de meios Depois da ordem de detenção, os agentes do carro-patrulha saíram do referido bar e ainda pediram esclarecimentos sobre os motivos de tal fotografia. “Está a fotografar um carro da polícia porquê? Sabe a dificuldade que é estacionar

aqui?” Perguntaram os agentes ao jornalista, tendo este alegado que, além do mau estacionamento, a viatura se encontrava com os pneus carecas e que não tinha a inspeção feita, nem seguro e que apenas queria denunciar a falta de condições dos meios usados pela PSP. Quando questionados os três agentes pela razão de usarem um carro da Escola Segura, a altas horas da madrugada, estes dis-

Averiguações Segundo fonte oficial da Direção Nacional da PSP, o incidente, que teve vasta divulgação nas redes sociais, motivou já um inquérito interno. Os responsáveis da Polícia querem saber quem eram os agentes de serviço naquele dia, o que estavam dois deles a fazer no interior de um bar de alterne e, havendo falta de meios, como foi alegado por três deles, qual o motivo de estarem dois carros - um de patrulha e outra da Escola Segura -, no mesmo sítio, ou seja no Casal do Cotão, sendo que a freguesia em causa (Agualva/ Cacém) abarca uma vasta área territorial e é uma das zonas onde, segundo dados do Ministério da Administração Interna, a criminalidade tem aumentado nos últimos meses. CT

Comerciante exige máquina de contar notas à Polícia CRIME. Um comerciante de Agualva/ Cacém, alvo de uma rusga policial que resultou numa enorme apreensão de artigos em ouro e prata, queixase de que as autoridades não lhe devolvem uma máquina de contar notas e vários outros objetos de valor, apesar de haver uma ordem judicial no sentido de lhe ser tudo entregue.

A

PSP alega que não tem autorização judicial, uma vez que não terá sido feita prova da legítima

propriedade dos bens pelo comerciante, mas os documentos apresentados comprovam que ele é mesmo o dono dos artigos em falta. Segundo o processo 73/11.0PJSNT, que correu no Tribunal de Sintra e ao qual o Correio de Sintra teve acesso, o juiz titular do caso mandou devolver, a 12 de Dezembro de 2013, todo o material apreendido ao arguido. Porém, segundo o Correio de Sintra apurou, o comerciante apenas recebeu os bens menos valiosos e não sabe,

até hoje, o que é feito da máquina de contar notas (avaliada em mais de dois mil euros), de chaleiras, faqueiros e salvas em prata, além de várias pedras preciosas. Procuradora exigente De acordo com os autos, a procuradora que está encarregue de devolver os artigos apreendidos tem colocado diversos entraves, alegando que o comerciante não fez prova de ser o legítimo dono dos bens. Porém, foram entregues na

PSP do Cacém, onde alegadamente se encontra o material em falta, as faturas e declarações que comprovam que tal exigência judicial foi satisfeita pelo arguido, mas este, segundo foi possível apurar, continua à espera da respetiva devolução e estranha mesmo o motivo de tais bens não terem sido levados para o armazém do Tribunal de Sintra, onde todos os outros artigos apreendidos aquando da busca policial foram depositados.  CT Pub


12 Correio de Sintra

Opinião DR

Queluz

20 de março de 2014

Jornalista brasileira assassinada em casa JUSTIÇA. Uma jornalista, de nacionalidade brasileira, foi encontrada morta, na banheira, no início deste mês, em Queluz, com ferimentos de arma branca.

O

O estabelecimento de saúde funciona entre as 08:00 e as 20h00 de segunda a sexta-feira

Monte Abraão ganha nova unidade de saúde

SOCIEDADE. Mais médicos de família. Esta foi a grande promessa deixada pelo secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, na cerimónia de inauguração da nova Unidade de Saúde Familiar Monte da Luz, em Monte Abraão. A instituição dispõe de dez médicos, dez enfermeiros e sete assistentes e vai, segundo aquele governante, servir 19 mil utentes.

Com a abertura desta unidade estamos a contribuir para uma forte diminuição do número de utentes sem médico de família no concelho de Sintra”, realçou Fernando Leal da Costa. Além do governante, esteve também presente o vice-presidente da Câmara de Sintra, Rui Pereira, e o vereador da Saúde e Ação Social, Pub

Eduardo Quinta Nova. Durante a cerimónia de inauguração, o secretário de Estado Adjunto assumiu o compromisso de tudo fazer para reforçar o número de médicos no concelho de Sintra. Considerando que o concelho de Sintra é uma prioridade em matéria de saúde, Fernando Leal da Costa assegurou a disponibilidade do ministério para, em parceria com a autarquia, contribuir para a rápida resolução dos problemas de acesso aos cuidados de saúde e ao suprimento das carências de recursos humanos. Cuidados primários Já o vice-presidente da Câmara, Rui Pereira, considerou que este novo equipamento naquela zona do concelho de Sintra é muito importante porque, disse, “vai melhorar a qualidade da prestação de serviços

à população e vai diminuir o número de utentes sem médico de família”. Uma opinião partilhada pelo vereador com o pelouro da Saúde e Ação Social, Eduardo Quinta Nova. Segundo ele, “a inauguração desta Unidade de Saúde Familiar irá contribuir para a promoção do acesso dos sintrenses aos cuidados primários de saúde”. O vereador sublinhou o empenho da Câmara Municipal de Sintra no estabelecimento de uma estreita parceria com o Ministério da Saúde com vista a uma rápida construção e entrada em funcionamento dos centros de saúde em falta no concelho, nomeadamente em Queluz e Belas. A nova Unidade de Saúde Familiar Monte da Luz terá um horário de funcionamento entre as 08:00 e as 20:00, de segunda a sexta-feira.  CT

ex-companheiro, Moisés Fonseca, de 43 anos, é o principal suspeito e já foi detido pelas autoridades, mas acabou por ser posto em liberdade. Carla Santos, de 41 anos, foi encontrada pela sua empregada doméstica no apartamento onde vivia, uma terceira cave de um prédio com dez andares, em Monte Abraão. A funcionária encontrou um cenário macabro: a jornalista, que tem um filho de cinco anos cujo progenitor é o suspeito do homicídio, estava deitada na banheira, cheia de água, vestida e ensanguentada. Medo do Brasil A vítima nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criada pelos pais, que são portugueses, em Belo Horizonte. A família regressou a Portugal há 20 anos porque a mãe de Carla Santos tinha medo da violência que se verificava naquela altura no Brasil. “Quando estive em Portugal, em maio do ano passado, o Marcelo, irmão de Carla, disse que o ex-marido da Carla era uma pessoa que não tinha amigos, muito fechado, estranho e que demonstrava uma relação de posse sobre ela. Ele tinha muitos ciúmes”, afirmou Darlan Penido, outro jornalista brasileiro e amigo da colega assassinada. Segundo ele, o então marido da brasileira não permitia que ela saísse de casa nem man-

tivesse contato com amigos. Conforme o jornalista, Carla terá pedido a separação há um ano e meio, depois de uma convivência de aproximadamente quatro anos. “Muitas brigas” “O casamento deles foi marcado por muitas brigas. Quando a Carla decidiu terminar, o então marido não concordou. Ela me relatou um episódio no qual ele a colocou dentro do carro, junto com o filho, e saiu em alta velocidade pelas ruas da cidade dizendo que iria matá-la junto com o filho”, declarou Darlan Penido. Ainda conforme o jornalista, a amiga contou-lhe que, após o episódio, os dois separaram-se e ficaram com a guarda compartilhada da criança. Irmão desaparecido O jornalista Darlan Penido fez saber que o empresário Marcelo Santos, irmão de Carla está desaparecido desde dezembro do ano passado. Segundo ele, a família não denunciou o caso por considerar, naquela altura, que ele teria sido vítima de sequestro. “A Carla não me contou e eles mantiveram a história em sigilo”, rematou Refira-se que o ex-marido, que foi detido quando estava com o filho de cinco anos, tem antecedentes de violência doméstica e inclusive já esteve preso. Apesar de o corpo do irmão nunca ter sido encontrado, a PJ encontrou indícios suficientes de assassínio, acreditando agora tratar-se de um duplo homicídio praticado pela mesma pessoa. As investigações prosseguem. CT


Pub

20 de março de 2014

Prisão da Carregueira sem elevadores e sem máquinas de café para as visitas Um guarda prisional que presta serviço há mais de uma década na prisão da Carregueira denunciou, esta semana, à agência Lusa, que naquele estabelecimento se vive “num ambiente de porcaria e nojo”. Mas o Correio de Sintra apurou que nas salas de visitas já não há máquinas automáticas de cafés e bolos a funcionar e que os elevadores estão parados há meses.

JUSTIÇA.

Breves União de freguesias apoia comércio de Queluz e Belas

A Associação Empresarial do Concelho de Sintra está a realizar, em colaboração com a União de Freguesias de Queluz e Belas um conjunto de atividades de sensibilização, esclarecimento e informação junto dos comerciantes locais. Neste sentido, no próximo dia 21 de março, entre as 9h30 e a 12h00, irá decorrer, na Sala Multimédia de Belas, um workshop sob o tema “Documentos Obrigatórios em Matéria Laboral e de Segurança e Saúde no Trabalho”. A ação termina a 8 de abril. Todas as sessões são gratuitas, mas é necessário realizar uma inscrição prévia através do número de telefone: 219 106 283 ou através de email: geral@aesintra.com.

A

Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) assegurou, entretanto, que a roupa de cama da prisão da Carregueira está a ser lavada atualmente na única máquina operacional da prisão e em lavandarias de outros serviços prisionais. A DGRSP reagiu, assim, a uma notícia divulgada pelo Jornal de Notícias, segundo a qual as capas dos colchões dos guardas prisionais do Estabelecimento Prisional da Carregueira (EPC) não são lavadas há 12 anos e os cobertores dos reclusos há dois anos. Na resposta, os Serviços Prisionais não esclareceram se, até serem informados da avaria das máquinas, a roupa esteve por lavar (e durante

13

Os visitantes dos reclusos da Carregueira nem direito a tirar um café nas máquinas têm

quanto tempo) ou se foi encaminhada para outros locais. Cadeia dos famosos Uma fonte prisional revelou àquele jornal que “das quatro máquinas de lavar industriais existentes no EPC, só uma funcionava até há cerca de um mês - as outras estão avariadas há imenso tempo -, altura em que uma fiscalização detetou elevados níveis de monóxido de carbono na lavandaria, o que levou ao seu encerramento”.

Além da falta de higiene denunciada pelo guarda da Carregueira, o Correio de Sintra sabe que, naquela cadeia, onde cumprem pena, entre outros, Carlos Cruz (que faz 72 anos no próximo dia 24 de Março), Isaltino Morais, Vale e Azevedo, Jorge Ritto e Carlos Silvino (“Bibi”), os elevadores estão avariados e as máquinas que eram usadas pelas visitas para comprar bolos ou café também estão inativas há várias semanas. CT

Uma loja social no bairro 1º de Maio

A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão tem desde o início deste mês e à disposição da população uma loja social, designada por Gabinete de Apoio à Família, localizada na Rua Diogo Cão, N.º 10, no Bairro 1.º de Maio, em Monte Abraão, uma urbanização também ela de cariz social. A nova infraestrutura assegura uma resposta em bens de vestuário, calçado, têxteis, pequenos eletrodomésticos, brinquedos e livros. Trata-se de um projeto de (re)utilização de bens doados, que se encontrem em condições de ganhar uma

nova vida e utilidade.


14 Correio de Sintra

20 de março de 2014

DR

Lazer & Desporto

Colóquio internacional homenageia arquiteto A vila de Sintra recebe o Colóquio Nacional sobre Raul Lino, iniciativa que pretende realçar a intervenção do arquiteto naquela localidade e em Portugal, com início a 3 de abril, no Palácio de Seteais.

LAZER.

E

Sintra corre pela saúde DESPORTO. O troféu de atletismo “Sintra a Correr” é o evento que reúne a maior parte das provas de corrida de estrada que se realizam no concelho de Sintra, e que são promovidas pelos clubes e juntas de freguesia em colaboração com a Câmara Municipal de Sintra.

O

troféu tem por objetivo principal estimular a prática da corrida, como forma de promover o bem-estar físico, psicológico e social dos munícipes, através do apoio aos núcleos de atletismo e incentivo à organização de provas. Como participar Todos os atletas interessados em participar nas provas do Troféu “Sintra a Correr 2014”, mesmo Empresas e negócios

aqueles que já tenham participado em edições anteriores, a título individual ou em representação de clubes sediados no concelho de Sintra, deverão efetuar a sua inscrição/registo num formulário disponibilizado pela organização do evento. Uma única inscrição/ registo, servirá para participar em todas as provas do Troféu “Sintra a Correr” e ainda nas provas dos Troféus de Oeiras e Cascais, dispensando qualquer outra inscrição posterior. Aventura Além do “Sintra a Correr”, está igualmente em curso o programa “Sintraventura”, que permite a descoberta do Concelho de Sintra por dois tipos de atividades em meio Natural: O Pedestrianismo e BTT. As inscrições são gratuitas em ambas as

vertentes. O Pedestrianismo consiste em caminhadas mensais orientadas para grupos limitados e com enquadramento técnico da autarquia. A idade mínima de participação é de 10 anos. As inscrições nos passeios são limitadas e cada participante poderá inscrever-se apenas num deles, mencionando a ordem de preferência. Os passeios de BTT também consistem num passeio mensal, enquadrado por técnicos da Câmara e do BTT Clube Lourel. É destinado a praticantes iniciados, sem grau de exigência física elevado, de forma a satisfazer um maior segmento de utilizadores heterogéneos. Mas para estes passeios a idade mínima de participação é de 12 anos.  CT

DR

Descobrir Sintra a pé ou de bicicleta é uma aposta da autarquia

stão programados quatro ciclos de conferências, a decorrer ao longo do ano de 2014, que integram ainda visitas, itinerários e convívios culturais. A iniciativa celebra 2014 como ano simbólico da presença de Raul Lino em Sintra, numa altura em que se assinalam os 40 anos do seu falecimento e os 100 anos da inauguração da Casa do Cipreste.

A sessão de abertura do colóquio, agendada para o dia 3 de abril, contará com a presença do historiador de arte José-Augusto França e do presidente da Ordem dos Arquitetos João Santa-Rita. Ao todo, serão cerca de 30 oradores, entre os quais historiadores de arte, arquitetos, filósofos, artistas, museólogos e escritores, oriundos do meio académico e conhecedores da obra de Raul Lino, que se propõem fazer reviver o percurso da vida, do pensamento e da obra do arquiteto que teorizou a «casa portuguesa». Arquitetura, artesanato, literatura e restauro na obra de Raul Lino são os quatro grandes temas do colóquio.  CT

A Casa do Cipreste, em Sintra, é uma das obras mais conhecidas de Raul Lino


20 de março de 2014

Correio rosa Manuel Luís Goucha dá cartas em receitas FAMOSOS. O programa MasterChef, na TVI, apresentado por Manuel Luís Goucha, um fã de Sintra (tem casa em Fontanelas) é atualmente líder de audiências, aos sábados à noite, com 1,4 milhões de espectadores, quando, o mesmo programa, transmitido na RTP1, em 2011, ficava abaixo dos 800 mil espectadores.

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sto, apurou o Correio de Sintra, com base num investimento igualmente de alguns milhões de euros e numa suposta melhor produção. Sílvia Alberto, que apresentou o mesmo programa na concorrência há três anos e que viveu em Massamá, também em Sintra, não beneficiou de tantos meios. A verdade, é que Manuel Luís Goucha, hoje o rosto do programa, tem um registo assertivo e muito eficaz, ou não fosse ele um apresentador versátil e, segundo os dados de audiências demonstram. Apresentava culinária Para quem não se recorda, Manuel Luís Goucha começou a sua carPUB

reira na televisão como apresentador de receitas de culinária, tendo depois evoluído para os programas de entretenimento. È dos poucos apresentadores em Portugal que não recorre ao teleponto (ler o que tem de dizer num ecrã de televisão colocado à sua frente). O programa liderado por Goucha chegou aos ecrãs no passado dia 8 de março. A cozinha do programa, instalada num grande pavilhão, em Frielas, foi o local escolhido para a apresentação do formato à comunicação social. Manuel Luís Goucha revelou publicamente que se sente “ridículo” com o tamanho entusiasmo que sente com o concurso de culinária, que aliás recorda as suas origens. O prémio final do concurso, além do título de “Masterchef”, conta ainda com uma bolsa de estudo de 36 mil euros para Le Cordon Bleu, uma das mais prestigiadas escolas da alta cozinha mundial, localizada em Madrid, e ainda deixa em aberto a possibilidade de o vencedor poder vir a editar um livro de receitas.

Goucha começou na televisão a apresentar receitas Manuel Luís Goucha participou como ator na Crónica dos Bons Malandros, em 1984. Apresentou programas de culinária e, durante vários anos, a Praça da Alegria, na RTP1 e, posteriormente, o Olá Portugal, na TVI. É também autor de vários livros de culinária, nomeadamente, o livro Os Doces do Manel, editado em Dezembro de 2007. Goucha possui um restaurante em Belas, mais concretamente no Belas Clube de Campo, e um outro em São Pedro de Sintra, Largo da Feira. No final de 2008 apresentou a primeira edição do Uma Canção para Ti, com Júlia Pinheiro e, posteriormente, em 2011, a 4ª edição com Cristina Ferreira. Vive atualmente numa quinta na aldeia de Fontanelas, concelho de Sintra e apresenta, além do MasterChef, o programa Você na TV.

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