Issuu on Google+

PUB PUB

Câmara e oposição em “guerra” aberta

Esfaqueador de Massamá CRIME. Defesa de jovem que agrediu colegas na escola Stwart Carvalhais pediu nova perícia médico-legal na segunda sessão do julgamento. Queluz, 12

Casa das Seleções DR

Concelho, 4 - 5

DESPORTO. Governo decidiu mudar a localização da Casa das Seleções do concelho de Sintra para Oeiras. O novo projeto vai custar dez milhões de euros. Lazer & Desporto, 14

Ondas gigantes provocam enormes prejuízos

Internacionais CORREIO ROSA. Grupo “Os Corvos” estão nomeados para os prémios de melhores intérpretes latinos, na categoria Punk/Rock, da Fox Music USA.

Música, 15

Concelho, 6

PUB


22 de janeiro de 2014

A prisão perpétua existe em Portugal

A nossa legislação penal acolhe a ideia de condenar um autor de vários crimes numa pena única antes de transitar em julgado alguma condenação por algum desses crimes. Estamos, assim, perante a aplicação de uma pena conjunta para alguém que pratica vários crimes. A aplicação do cúmulo jurídico, ou seja a aplicação da pena única é feita tendo em conta os crimes e a personalidade do criminoso, conjugados com a medida da culpa, com as exigências de prevenção geral e especial aplicáveis ao caso concreto e, ainda, considerando a proteção de bens jurídicos e a reintegração do arguido na comunidade. Acontece, porém, que a pena única aplicável ao autor de vários crimes ou ao somatório das penas aplicadas a esses mesmos crimes não pode ultrapassar os 25 anos de prisão. Quer isto dizer que o cúmulo jurídico pode ser aplicado até à fronteira do trânsito em julgado da sentença condenatória e não ao momento em que essa condenação é proferida. Por estranho que pareça, o trânsito em julgado inviabiliza que se possa operar o cúmulo jurídico e por via disso a aplicação de uma única pena pela prática de vários crimes. A partir deste momento o autor dos vários crimes tem de cumprir sucessivamente as penas de prisão a que foi condenado. Trata-se de um sistema jurídico que gera situações injustas. Dois exemplos: se alguém comete vários crimes de furto cujas condenações transitam em julgado por não se recorrer das mesmas, tem forçosamente de cumprir sucessivamente todas as penas a que foi condenado, podendo a soma dessas penas ultrapassar os 25 anos de prisão; se alguém comete dez homicídios qualificados ao longo de anos mas antes do trânsito em julgado da condenação, é condenado através da aplicação do cúmulo jurídico na pena única de 25 anos de prisão, mesmo que tenha sido condenado sem trânsito em julgado a várias penas de 25 anos de prisão. Ou seja, irá ficar preso até ao fim da vida. Além disso, para estes casos o sistema judicial cria graves injustiças relativamente ao momento em que se pode equacionar a liberdade condicional dos condenados. Afinal quando é que uma pessoa pode sair em liberdade se tem mais de 50 anos de cadeia para cumprir? Ou seja, Portugal, um dos primeiros países a abolir a pena de morte e a acabar com a prisão perpétua, no fundo acaba por manter esta última de forma camuflada. E o pior, é que quem de direito não repara nesta enorme barbaridade, ou finge não reparar. E é por isso que temos nas nossas prisões, as de Sintra incluídas, reclusos com 70, 80 e até 90 anos, alguns deles já incapazes de se movimentarem pelos seus meios e presos às camas, sendo tratados pelos outros reclusos. Vergonhoso.

 CARLOS TOMÁS

Salta à vista...

O

presidente da junta de freguesia de Algueirão Mem-Martins tem interagido com os moradores que expõem os problemas existentes na freguesia, através

DR

editorial

A abrir

da página do facebook “Eu vivo ou já vivi na freguesia de Algueirão Mem-Martins”. Valter Januário responde e resolve a maioria das situações apresentadas.

De terra em terra...

Agualvas do Cacém

O

nome Agualvas deriva do facto de serem um doce regional de Agualva, freguesia do concelho de Sintra. Os bolos caraterizam-se pela forma triangular. A receita data de há mais de 80 anos, tendo sido criados por uma senhora da

DR

2 Correio de Sintra

terra. Depois da sua morte, o doce esteve muitos anos sem ser confecionado, mas, há uns anos, uma pastelaria da zona, a “Mina dos Amigos”, no Cacém, recuperou a tradição do seu fabrico. A canela é o ingrediente essencial do bolo.

A frase... Já se tentou pôr noutro sítio, mas dizem que este é o único local onde se pode colocar o radar.”

Basílio Horta (sobre a torre de 45 metros colocada no Cabo da Roca)


PUB


4 Correio de Sintra

22 de janeiro de 2014

Autarquicas Concelho

Movimento acusa Câmara de discriminar a oposição DR

SOCIEDADE. O “Movimento Sintrenses com Marco Almeida”, que perdeu a liderança da Câmara de Sintra por escassos votos, acusa o atual executivo camarário de estar a discriminar a oposição. Questionada com esta acusação pelo Correio de Sintra, a autarquia remeteu-se ao silêncio até à hora de fecho da nossa edição.

Apresentar obras previstas pela autarquia

E

“Os 32 mil votos são a nossa força” Questionado pelo nosso jornal sobre a forma como o Movimento tenciona “contornar” o alegado ostracismo a que diz estar a ser votado, o vereador Marco Almeida foi lacónico: “Continuaremos envolvidos na vida das nossas comunidades, quer através das escolas, quer por via das associações e das freguesias. Os 32 mil votos que obtivemos são a nossa força e a nossa responsabilidade.” Já em relação à queixa que foi apresentada no Ministério Público relacionada

Primeira “presidência aberta” não contou com membros do “Movimento Sintrenses com Marco Almeida”

com supostas irregularidades no ato eleitoral que culminou na eleição de Basílio Horta o vereador foi mais cauteloso: “Sabemos que estão a ser feitas diligências pelas entidades responsáveis para apuramento dos factos anormais que ocorreram no dia das eleições. Aguardamos os resultados com serenidade.” Sobre a gestão municipal

cação social. Uma gestão feita de aparências e pouco atenta aos problemas concretos dos sintrenses.” Proximidade Críticas à parte, Basílio Horta deu início à sua primeira “presidência aberta” na freguesia de Colares no passado dia 10. Tomar conhecimento localmente dos problemas e realidades das populações, ouvindo os

B

asílio Horta pretende desenvolver um mandato de proximidade aos problemas das pessoas que trabalham e vivem em Sintra DR

ntre outras situações, o movimento aponta o facto de nenhum vereador eleito pela candidatura independente ter sido convidado a participar na primeira presidência aberta levada a cabo pelo presidente da autarquia, Basílio Horta, no passado dia 10 de janeiro, em Colares, freguesia que foi conquistada por um elemento das listas de Marco Almeida. Aliás, na véspera da visita a Colares, os quatro vereadores deste movimento repudiaram não ter sido convidados a integrar a comitiva e Marco Almeida, em declarações ao Correio de Sintra, reafirmou a posição do seu Movimento: “O Dr. Basílio Horta, com o apoio do PS, PSD e CDU, tudo tem feito para desmobilizar os eleitos do Movimento. O caso mais recente foi a visita a Colares para a qual não nos convidou. Apesar da tentativa de nos afastar, tenho a profunda convicção que nós iremos continuar em Sintra e a lutar pelo concelho quando o Dr. Basílio se for embora.”

Basílio Horta aproveitou para visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo

levada a cabo até agora pelo atual executivo camarário, Marco Almeida aponta o dedo: “Tem sido uma gestão mais preocupada em ser notícia na comuni-

seus anseios e preocupações, foi, segundo a autarquia divulgou, a razão para o início de um ciclo de visitas do autarca às freguesias do concelho. E começou em

Colares, situada no ponto mais ocidental do continente europeu. A comitiva, sem elementos do “Movimento Sintrenses com Marco Almeida”, visitou vários locais de Colares, com o objetivo de anunciar quando e como vão ser resolvidos problemas concretos da freguesia. O presidente da Câmara de Sintra, rodeado pelo seu executivo e por inúmeros jornalistas, aproveitou a ocasião para confirmar a forma como a limpeza e recuperação está a decorrer nas zonas mais afetadas pelo mau tempo que atingiu a costa sintrense este mês. O Gabinete de Imprensa da Câmara fez saber que o presidente “pretende desenvolver um mandato de proximidade aos problemas das pessoas que trabalham e vivem no concelho de Sintra”. O temporal Na sua primeira “presidência aberta”, Basílio Horta passou ainda pela Praia Grande e pelas Azenhas do Mar e assegurou que vai pedir ao Ministério do Ambiente que passe das palavras à ação e avance com as obras prometidas. “É necessária uma intervenção urgente nas arribas, para resolver alguns problemas de acessibilidade e segurança”, afirmou Basílio Horta. Esta tem sido, aliás, uma das reivindicações feitas pelo presidente da Junta de Freguesia de Colares, Rui Santos, eleito pelo “Movimento Sintrenses com Marco Almeida”.  CARLOS TOMÁS

Nesta sua primeira “presidência aberta” – uma iniciativa que foi introduzida em Portugal pelo ex-presidente da República Mário Soares - Basílio Horta (PS e ex-CDS) disse que queria ver de perto alguns dos problemas das populações, ouvir o presidente da junta e apresentar as obras que a autarquia prevê realizar. O autarca fez saber que uma delas será a construção de uma rotunda no cruzamento da Senhora do Rio, que dá acesso à Praia Grande, local onde também se tenciona resolver o problema do parque de campismo, que se encontra encerrado por falta de condições há vários anos. A autarquia também quer ver resolvido o problema. “O que estiver de acordo com a lei será autorizado rapidamente, mas o que não estiver terá de ser alterado”, disse o autarca durante uma conversa entre autarcas, técnicos da câmara e proprietários. Refira-se que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira apenas prevê a construção de um parque de campismo naquela zona, mas as infraestruturas complementares que se encontram previstas no projecto prevê que se possa ultrapassar aquilo que foi ou irá ser construído, desde que seja a favor dos munícipes. A verdade, é que está tudo num impasse há mais de uma década por falta de uma decisão da autarquia ou do Governo. Muitos proprietários de espaços naquele parque, apurou o Correio de Sintra, já morreram. Outra obra que deverá avançar a breve prazo será a reconfiguração do parque de estacionamento do Cabo da Roca, para poder acolher autocarros de turismo, bem como a recuperação do mercado da Praia das Maças - esta empreitada da responsabilidade da Junta de Freguesia de Colares -, seriamente danificado no temporal de Janeiro de 2013.


22 de janeiro de 2014

5

O radar do descontentamento DR

SEGURANÇA. O Cabo da Roca, onde se encontra um farol e agora uma torre de radar com 45 metros de altura, instalada mesmo ao lado daquele “ex-libris”, foi um dos locais que Basílio Horta visitou durante a sua primeira presidência aberta. O autarca, que sempre disse que não concordava com a instalação daquela torre metálica, diz agora que não há nada a fazer.

Compreendo que são necessárias informações sobre o tráfego marítimo, mas não acredito que o único sítio para ter a antena seja ali. Não acredito. É preciso sensibilidade. Temos jóias turísticas e culturais, temos de as preservar, e o Cabo da Roca é uma preciosidade. A sensibilidade deve ser transversal a todas as entidades públicas. Isto é uma falta de sensibilidade de quem autorizou e a verdade é que vai ser muito difícil mudar aquele monstro que está ali”, afirmou, durante a vista ao local, Basílio Horta. Segundo o autarca, a Câmara

“Monstro” faz parte dos 20 postos fixos do sistema de controlo da costa portuguesa

de Sintra tentou convencer os ministérios da Administração Interna e da Defesa a retirar a torre de radar de 45 metros do Cabo da Roca, mas o Governo foi inflexível. “Para já não é expectável que saia, não era sério dizer o contrário. Fizeram-se as diligências possíveis, mas existe realmente um problema, uma vez que se trata de uma entidade governamental e a autarquia não

tem capacidade para intervir. Só com negociações e penso que isso vai ser muito difícil, infelizmente”, admitiu o presidente da Câmara de Sintra. Sistema integrado De acordo com o líder da autarquia sintrense, a estrutura do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa, operado pela GNR, dificil-

mente sairá do local que ocupa mesmo ao lado do farol do Cabo da Roca, que tem menos de metade da altura: “Já se tentou pôr noutro sítio, mas dizem que este é o único local onde se pode colocar o radar e que é essencial em termos de tráfego marítimo.” Basílio Horta manifestou o seu desagrado pelo facto de o Governo ter sido insensível às reivindicações da Câmara de Sintra. “Compreendo que são necessárias informações sobre o tráfego marítimo, mas não acredito que o único sítio para ter a antena fosse ali. Não acredito. É preciso sensibilidade. Temos jóias turísticas e culturais, temos de as preservar, e o Cabo da Roca é uma preciosidade. A sensibilidade deve ser transversal a todas as entidades públicas. Isto é uma falta de sensibilidade de quem autorizou e a verdade é que vai ser muito difícil mudar o monstro que está ali”. Surpresa Recorde-se que a Câmara de Sintra foi apanhada de sur-

presa pelo projeto da GNR em 2012 para a instalação da torre de 45 metros no Cabo da Roca. O alerta foi dado, na altura, numa reunião de Câmara pelo vereador Pedro Ventura, da CDU, que disse que a colocação de um “monstrinho metálico com radar, antenas e plataformas de vigilância, é um atentado à paisagem num sítio paradigmático.” O posto de observação, que entrou em pleno funcionamento a 2 de Novembro de 2013, destina-se, segundo a GNR, a apoiar a deteção e o combate a ameaças no âmbito das missões da Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana, nomeadamente a nível de fraudes fiscais e aduaneiras, terrorismo, tráfico de droga e de imigrantes e proteção do ambiente. Segundo declarações recentes do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, Portugal comprometeu-se a completar a rede nacional de postos de vigilância até Abril do próximo ano. C.T. PUB


6 Correio de Sintra

Concelho

22 de janeiro de 2014

SOCIEDADE. As praias da zona de

DR

Ondas “gigantes” provocam milhares de euros de prejuízos Sintra foram das mais afetadas pelas ondas gigantes que assolaram a costa portuguesa no passado dia 6 de Janeiro. A força do mar causou estragos na Praia da Adraga, que ficou com o parque de estacionamento inundado, e também na Praia Grande. A Câmara vai ter de abrir os cordões à bolsa para as reparações, que vão custar milhares de euros.

Pessoa colhida por comboio

Prejuízos enormes Este temporal vai custar à câmara “largos milhares de euros de prejuízos”, admitiu Basílio Horta, salientando: “Vamos ter de gastar umas dezenas largas de milhares de euros, espero que não sejam centenas. Só na praia Grande, o trabalho de pedreiro para reconstruir tudo e as máquinas para limpar custam muito dinheiro.” Basílio Horta destacou “prejuízos importantes” em vias de comunicação, “algumas das quais ficaram intransitáveis”, prejuízos também em alguns estabelecimentos e “em materiais de apoio às praias”. “Na praia Grande, os bancos de pedra foram arrancados pelo mar forte, assim como pedregulhos do muro de suporte, e os balneários também foram afetados”, explicou na altura aos jornalistas, destacando que, “agora, o que importa é limpar o que está intransitável e reconstruir o

A forte ondulação afetou sobretudo a Praia Grande, mas os danos atingiram outras zonas DR

A vedação que circunda a praia foi destruída, o mar galgou para o estacionamento e também o restaurante ficou afetado”, descreveu Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, que visitou as zonas afetadas horas depois de a tempestade ter passado. Na Praia Grande, o mar invadiu a estrada de acesso, que esteve encerrada até serem efetuados os trabalhos de limpeza. “O mar arrancou bancos, floreiras e danificou outras estruturas. Os prejuízos são muito grandes”, disse Basílio Horta na altura. Outros estragos foram também registados na Praia das Maçãs e Azenhas do Mar.

Os prejuízos são de milhares de euros

que foi destruído”. “Vamos dar apoio aos comerciantes que foram afetados. Vamos estudar uma isenção de taxas durante um período determinado e, inclusivamente, iremos disponibilizar máquinas nossas para ajudar”, prometeu. Movimento solidário A “isenção do pagamento de taxas, licenças e impostos a todos os comerciantes que foram afetados quer no litoral do concelho quer na zona urbana onde ocorreram problemas” já em 2014 foi entretanto proposta pelos vereadores do movimento independente “Sintrenses com Marco Almeida” ao presidente da Câmara. O vereador Marco Almeida também

Parques de Sintra quer limpar danos até ao Verão A Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) espera concluir até ao próximo Verão a limpeza das mais de duas dezenas de hectares afectados pelo mau tempo de Janeiro de 2013, revelou a sociedade no seu site oficial. “Tencionamos concluir até ao Verão os trabalhos de limpeza das áreas afetadas, mas tudo depende das condições climatéricas”, explica a empresa. As próximas intervenções de limpeza de arvoredo derrubado pelo temporal vão incidir na zona ocidental do Parque da Pena, perto do Chalet da Condessa D’Edla e da Abegoaria e serão, mais uma vez, chamados voluntários para os trabalhos.

Breves

Algueirão

Os prejuízos foram estimados pela PSML em cerca de três milhões de euros. O trabalho de reconstrução, remoção de árvores e replantação tem sido realizado através das receitas próprias (entradas, vendas e aluguer de espaços) e com o apoio da comunidade. O número exato de árvores e espécies atingidas será apurado após a remoção de todo o arvoredo derrubado pelo temporal, através da verificação do inventário do património botânico dos Parques da Pena e de Monserrate. Na Pena estavam etiquetadas e georreferenciadas 35 mil árvores e em Monserrate havia 18 mil.  CT

visitou a zona afetada com os presidentes das juntas de Colares e de S. João das Lampas e da Terrugem, freguesias que tutelam os 28 quilómetros de zona costeira do concelho. Marco Almeida adiantou que os presidentes das juntas de freguesia “avançarão com um pedido de reunião junto do ministro do Ambiente”, porque, “se de facto existiram problemas na costa que afetaram principalmente a segurança de pessoas e bens, é importante resolver os problemas estruturais do concelho ao nível da sua costa e arribas”. O autarca constatou “um índice de destruição significativo”, destacando “apoios de praia completamente destruídos, destruição de algumas zonas de comércio mais próximas do mar, destruição de pontes de acesso à praia do Magoito”. “Acima de tudo, aquilo que está em causa é a impossibilidade, do ponto de vista comercial, de estes estabelecimentos comerciais poderem manter a sua função, o que acarreta também um prejuízo para a vida das pessoas e para as suas famílias”, acrescentou. Segundo o Correio de Sintra apurou, a maioria dos locais afetados já foi limpo dos escombros e os trabalhos de reconstrução iniciados em alguns locais. O Governo já prometeu ajudar nos trabalhos de recuperação e as zonas afetadas foram visitadas pelo secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos.  CT Pub

Uma pessoa foi colhida mortalmente por um comboio na linha de Sintra, no passado dia 14 de Janeiro, perto da estação de Algueirão. Segundo um responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa, o alerta foi dado pelas 22h20 e quando a polícia e os Bombeiros de Algueirão-Mem Martins chegaram ao local a vítima já nada puderam fazer. A circulação esteve suspensa temporariamente nas duas vias, tendo sido retomada numa via pelas 23h55. Segundo as autoridades, “nada leva a crer que se tenha tratado de um suicídio” e que terá sido um acidente “com alguém que circulava numa zona proibida”. Assafora

EDP melhora rede de Baixa Tensão

A EDP Distribuição remodelou um Posto de Transformação de Distribuição que serve a rede de Baixa Tensão em Assafora, localidade da Freguesia de São João das Lampas (Concelho de Sintra). A intervenção em causa visou melhorar a qualidade de serviço elétrico prestado na zona. Além disso, a operação permite melhorar, também, o nível de segurança de trabalhadores em futuras intervenções, em consequência da substituição dos condutores nus por condutores isolados. A EDP Distribuição investiu nesta obra cerca de 15 mil euros. Sintra

Tabaqueira ajuda a recuperar palácio

A Câmara Municipal de Sintra atribuiu, no passado dia 14 de janeiro, à Parques de Sintra/Monte da Lua um subsídio oferecido pela empresa Tabaqueira, no valor de 33 mil euros, que visa o pagamento dos trabalhos de pintura das chaminés do Palácio Nacional da Vila. Durante a cerimónia que se realizou nos Paços do Concelho, o presidente da autarquia, Basílio Horta, entregou o cheque ao administrador da empresa que gere “as jóias da coroa” do património do concelho, António Lamas. O presidente da empresa pública, da qual a Câmara de Sintra também é acionista, agradeceu quer o apoio da Tabaqueira quer o empenho do município na transferência deste subsídio.


22 de janeiro de 2014 Correio de Sintra

PUB

7


PUB


Sintra

no, E.N.. 247, km 65, Loja 2 ampas

sintra@helendoron.com www.helendoron.pt Helen Doron Early English Sintra

Helen Doron English Sintra Centro Empresarial do Alpino, E.N.. 247, km 65, Loja 2 2709-506 S達o Jo達o das Lampas Tel.: 219 610 104 Telm.: 913 055 904

sintra@helendoron.com www.helendoron.pt Helen Doron Early English Sintra


Cacém Agualva

22 de janeiro de 2014

- Cacém

Ministério Público sem provas para acusar comerciante de ouro foi apreendida na esquadra do Cacém, o que o tribunal veio a confirmar que fez.”

DR

O Ministério Público não tem provas para acusar um comerciante de ouro que tem um estabelecimento localizado junto à estação da CP do Cacém e ainda não proferiu qualquer acusação contra o arguido. O suspeito foi detido e viu serem-lhe apreendidos dois quilos de ouro, segundo a PSP referiu em comunicado, que, afinal, estavam em situação legal. CRIME.

O

caso remonta a 5 Dezembro de 2011. Na altura, a Divisão de Sintra da PSP, no Cacém, um homem de 32 anos pelos crimes de recetação e posse de arma proibida. “A investigação durou cerca de 4 meses, tendo sido possível apurar que o detido explorava uma casa de compra e venda de ouro, e utilizaria este negócio para aquisição de material furtado (em especial peças em ouro), no distrito de Lisboa e Setúbal”, afirmou, na altura, em comunicado o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. “Da ação policial em que foram realizadas buscas no estabelecimento e na residência do suspeito, foram apreendidos 2 kg em ouro (cerca de 3000 peças individuais entre fios, pulseiras, anéis, brincos e afins), uma arma de fogo de calibre 7,65 milímetros e uma reprodução de arma de fogo (air-soft), bem como uma soqueira e um punhal. Na posse do suspeito estavam ainda 6000 euros em numerário, duas balanças

Basílio Horta aproveitou para visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo

digitais e uma máquina de contagem de notas”, referia o mesmo comunicado. . O processo Segundo o Correio de Sintra apurou junto de fontes judiciais, a história tem outros contornos. É que, depois de ser presente a uma juíza de instrução criminal, o homem que foi detido terá conseguido demonstrar que todo o ouro que tinha sido apreendido se encontrava devidamente legalizado e a respetiva compra tinha sido comunicada à Polícia Judiciária, conforme estipula a lei. “Ele esteve detido dois dias, mas quando foi ouvido pela juíza apresentou provas de que tinha comprado todo o ouro e as jóias de forma legal. Ou seja, passou sempre as faturas e exigiu os documentos de identificação aos compradores. Trata-se de um caso com-

plexo, mas a verdade é que, excluindo a posse de uma arma ilegal, que ele disse ser para defesa, uma vez que o negócio em que trabalha é de grande perigosidade, não existem mais provas para o incriminar”, revelou um responsável judicial que tem acompanhado o processo. Várias buscas Ainda de acordo com a mesma fonte, terão sido realizadas pela Esquadra de Investigação Criminal do Cacém várias buscas ao estabelecimento do suspeito após a sua primeira detenção, “mas não foi encontrado nada de relevante para a acusação”. “Quanto à soqueira, ele assegurou que tinha sido deixada no estabelecimento por um cliente, mas que não era uma, mas sim duas e comprometeu-se a entregar aquela que não

Dois anos de apresentações Embora ainda não tenha sido deduzida acusação, o Correio de Sintra sabe que há sérias dúvidas de que o caso tenha “pernas para andar”. O comerciante em causa não tem qualquer cadastro criminal e foi, inclusivamente, segundo consta do processo, elemento da Polícia Militar Brasileira e segurança no Aeroporto da Portela (Lisboa), onde fazia as revistas aos passageiros. Certo é que, na sequência da operação da PSP, ficou com os bens apreendidos e as contas bancárias congeladas, situação que ainda se mantém. Por determinação judicial ficou igualmente sujeito a apresentações diárias na esquadra da PSP do Cacém. O arguido esteve até ao final do ano passado, ou seja, dois anos, sujeito a esta medida de coação, sem que ainda conheça o resultado da investigação do Ministério Público de Sintra. O Correio de Sintra tentou ouvir elementos que procederam à detenção e às buscas, o Ministério Público de Sintra e o próprio comerciante de ouro, mas estes recusaram-se a prestar declarações alegando que o caso ainda se encontra em inquérito. “É um longo inquérito, mas o único crime provado até agora é a posse da arma ilegal”, desabafou outra fonte judicial.  CT

11

Breves

Freguesia ganha loja do cidadão O concelho de Sintra vai passar a dispor de uma rede de Espaços/Lojas do Cidadão. A decisão foi tomada numa reunião que se realizou em Sintra, no passado dia 17 de Janeiro, entre Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal, e o secretário de Estado para a Modernização Administrativa, Joaquim Cardoso da Costa. A instalação da rede em Sintra arranca no primeiro trimestre deste ano e vai disponibilizar, num único balcão, serviços municipais e da administração central. Os espaços vão abranger as freguesias de Algueirão/Mem Martins, Cacém/São Marcos, Queluz/Belas, Massamá/Monte Abraão e Almargem do Bispo/Pêro Pinheiro/ Montelavar. A reunião contou ainda com a participação de Rui Pereira, vice-presidente da autarquia e de Piedade Mendes, Eduardo Quinta Nova, Luís Patrício e Pedro Ventura, vereadores da Câmara Municipal. Continente chega à Marquês de pombal Foi inaugurada, no final do mês passado, a loja Continente/Modelo do Cacém, num investimento que, segundo a administração do espaço, irá contribuir para a criação de 130 novos postos de trabalho no concelho. A nova superfície está localizada na Rua Marquês de Pombal. Na cerimónia de abertura esteve presente Basílio Horta, líder da Câmara Municipal de Sintra, que afirmou ser sua intenção continuar a apostar na atração de investimento privado para o concelho de forma a permitir a criação de mais emprego direto e indireto. Bando assalta Estudantes Um grupo de sete rapazes armado de facas e navalhas assaltou, no final da passada semana, duas estudantes de 12 anos. Segundo a PSP, o roubo ocorreu junto à Escola Secundária Matias Aires, em Agualva, Cacém. Os indivíduos levaram telemóveis e dinheiro as duas raparigas. Apesar das diligências efectuadas pela Polícia, os assaltantes ainda não foram identificados.

PUB


12 Correio de Sintra

22 de janeiro de 2014

JUSTIÇA. Começou a ser julgado, no passado dia 17, o jovem de 15 anos que esfaqueou quatro pessoas na Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá.

DR

Queluz Opinião Defesa pede perícia médica a “esfaqueador” de Massamá

O

menor foi ouvido à porta fechada e não foram revelados quaisquer pormenores sobre o que se passou na sala de audiências. Sabe-se apenas que o advogado de defesa pediu uma perícia médico-legal ao réu. Em julgamento, o advogado do rapaz, Pedro Proença, considerou que “há indícios fortes” de que o autor dos esfaqueamentos sofra de uma patologia do foro psiquiátrico, “o que pode reduzir a sua imputabilidade”. Pedro Proença requereu ainda a nulidade da avaliação de personalidade já feita por uma psiquiatra, porque o relatório da mesma não está assinado. E pediu, por isso, uma outra, que seja feita por um pedopsiquiatra. O tribunal informou que vai precisar de algum tempo para avaliar o pedido. Quanto ao facto do relatório do psiquiatra que consta do processo não estar assinado, “o tribunal oficiou a Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais para explicar por que razão falta a assinatura”. A segunda sessão do julgamento, que decorre no Tribunal de Família e Menores de Sintra, durou seis horas. O jovem está acusado de um crime de terrorismo e de 60 crimes de homicídio na forma tentada. Segundo Pub

O julgamento está a decorrer à porta fechada no Tribunal de Família e Menores de Sintra

tério Público propõe que fique internado 30 meses (dois anos e meio), em regime fechado, num centro educativo.

Advogado pediu perícia médico-legal

Pedro Proença, a acusação de 60 crimes está relacionada com o facto de, quando a polícia deteve o aluno, ainda na escola, a 14 de Outubro, ele ter dito que pretendia imitar um massacre, como o de Columbine, em 1999, nos Estados Unidos, e bater um recorde: matar pelo menos 60 pessoas. O adolescente responde ainda por ofensas à integridade física e por posse de armas proibidas. O Minis-

Porta fechada Esta segunda audiência e, tal como a primeira, decorreu à porta fechada. Num despacho distribuído na primeira sessão, realizada no passado dia 7, o tribunal proibiu a comunicação social de relatar o teor de várias peças processuais, nomeadamente o relatório da perícia de personalidade e de narrar declarações do aluno que constem do processo. “Pretende-se, assim, salvaguardar a imagem, o estado psíquico e a genuinidade do comportamento do jovem, atendendo à especificidade dos crimes que lhe estão imputados e ao grande alarme social que os mesmos provocaram na comunidade em geral”, lia-se no despacho judicial. No passado dia 17 e além do próprio réu foram ouvidos os

dois colegas e a funcionária atacados pelo aluno, bem como a professora de Português. Esta terça-feira realizou-se uma nova sessão. O advogado de defesa contesta a medida proposta pelo Ministério Público, de 30 meses de internamento, e diz que este não é “um caso de delinquência e sim de saúde mental”. Julgamento adiado O julgamento deveria ter começado no passado dia 7 de Janeiro, mas o advo-

gado do menor adiantou no mesmo dia que estava a aguardar resposta do tribunal ao seu pedido de adiamento da audiência por entender que era curto o prazo entre a emissão do despacho de promoção judicial do MP e a audição em tribunal, cerca de 15 dias. “O inquérito acabou a 17 de Dezembro e a audiência foi marcada a 24 de Dezembro para 07 de Janeiro. Isto praticamente não dá à defesa grande espaço de manobra para preparar o caso. Há aqui uma situação de desigualdade e de não garantia em relação aos direitos do menor enquanto arguido”, afirmou, na mesma ocasião, o advogado que viu o tribunal rejeitar o seu pedido de adiamento da sessão. Porém, iniciada a primeira sessão, o tribunal acabou por dar mais 10 dias ao advogado, aceitando a argumentação de que a defesa teria de ter mais tempo para consultar o processo. O arranque do julgamento ficou assim marcado para o dia 17 deste mês, o que acabou por acontecer.  CT

O Caso A 14 de Outubro de 2013, o jovem que agora está sentado no banco dos réus, armado com duas facas de cozinha e um ‘spray’ de gás pimenta na mochila, segundo a PSP, terá feito explodir uma granada de fumo num dos pavilhões da Escola Secundária Stuart Carvalhais, provocando a saída dos alunos das aulas e começando a esfaqueá-los. Na ocasião, fonte policial adiantou que o jovem, que acabou por esfaquear três colegas e uma funcionária, pretendia “imitar um massacre e matar, pelo menos, 60 pessoas”. O jovem continua internado em regime fechado num centro educativo dos Olivais, em Lisboa.


22 de janeiro de 2014 Correio de Sintra

13


14 Correio de Sintra

22 de janeiro de 2014

Lazer & Desporto

Sintra quer fazer parque temático nos terrenos da Casa das Seleções DR

Pintura de Nunes Amaral patente em Mira Sintra LAZER. “As Minhas Cores”

é a exposição de pintura de Nunes Amaral que a Casa de Cultura de Mira Sintra acolhe, desde o passado dia 18 de janeiro e que estará patente ao público até 16 de fevereiro.

N

DESPORTO. A

polémica em torno dos terrenos onde deveria funcionar a Casa das Seleções continua mas a Câmara de Sintra já fez saber que o espaço pode vir a ser reaproveitado para instalar um parque temático, infraestrutura que a autarquia gostaria de atrair para o concelho.

O

s terrenos em Almargem do Bispo para onde esteve prevista a construção da Cidade do Futebol/Casa das Seleções, projeto que vai ser concretizado no Jamor, podem servir para instalar um parque temático, segundo revelou, no início deste mês, o presidente da Câmara de Sintra aos órgãos de Comunicação Social. “Vamos ter que encontrar um projeto que se traduza em benefício das populações e atraia investidores”, afirmou Basílio Horta (PS), sobre o uso a dar aos terrenos que estavam destinados para a Casa das Seleções. O objetivo, acrescentou o autarca sintrense, passa pela criação de emprego no concelho. Empresas e negócios

O projeto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) remonta a 2000, era então presidente Gilberto Madaíl. A socialista Edite Estrela (PS), que presidia ao município, acolheu a ideia e a primeira pedra do empreendimento desportivo foi lançada em 2002, já com Fernando Seara (PSD) na presidência da autarquia. Dez anos depois, o atual presidente da FPF, Fernando Gomes, apresentou o novo projeto da Casa das Seleções para o Jamor. Pedido de indeminização A deslocação do projeto para o concelho de Oeiras levou a atual Junta da União das Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar a exigir à FPF uma indemnização de 408 mil euros pelos gastos com trabalhos realizados nos sete hectares que são propriedade da autarquia local. Rui Maximiano, presidente da junta, explicou que o pedido judicial pretende apenas “a reparação dos gastos com movimentações de terras que foram realizados para viabilizar a cons-

trução do projeto” e não leva em conta outros prejuízos que pudessem ser contabilizados pela desistência da FPF. Atrair investidores Basílio Horta adiantou que os terrenos podem vir a ser reaproveitados para instalar um parque temático, infraestrutura que a autarquia gostaria de atrair para o concelho. “É preciso uma área na ordem dos 30 hectares”, estimou o autarca, embora possa ser viável um equipamento do género com apenas 20 hectares, através da integração museológica dos vestígios arqueológicos ali detetados. Para Rui Maximiano, a instalação de um parque temático na freguesia “tem que ser discutida”, mas garantiu que existem condições para viabilizar investimentos naquela zona do município, muito próxima de Lisboa e servida por boas acessibilidades rodoviárias. Uma fonte oficial da FPF refutou quaisquer responsabilidades no incumprimento do projeto, mas não fechou a porta a um entendimento com a junta. CT

DR

Afinal a nova Casa das Seleções vai para Oeiras e irá custar 10 milhões de euros

unes Amaral, nasceu em Angola a 15 de julho de 1966, possui, entre outros, o Curso de Pintura da Sociedade de Belas Artes (1996-1999) e o Curso de “Temas de Estética e Teorias de Arte Contemporânea” (1998). Trabalhou em ateliê com o pintor Vieira Baptista (2003/04).

“A cor é uma fonte de inspiração e é através dela que procuro dar força e paixão às minhas telas”, explica o próprio Nunes Amaral. Por este motivo decidiu “homenagear” as cores que sempre o acompanharam e que lhe dão a alegria de pintar. Refira-se, para os interessados em ver a exposição, que a Casa da Cultura de Mira Sintra está localizada na Avenida 25 de Abril, Largo da Igreja. ponsabilidades no incumprimento do projeto, mas não fechou a porta a um entendimento com a junta.  CT


22 de janeiro de 2014

Correio rosa

Banda Sintrense finalista de prémio internacional Intitulam-se “Os Corvos”. São uma banda pouco comum no panorama da música portuguesa. É constituída por quatro elementos com formação musical clássica mas que tocam temas essencialmente de matriz rock e são já um orgulho nacional. Motivo: estão nomeados para os melhores músicos latinos da Fox Music USA.

MÚSICA.

O quarteto brilha nas cordas e consegue aliar o virtuosismo instrumental de todos os seus elementos e a excelência das composições, arranjos e interpretações intemporais, ao gosto musical ecléctico, passando pelas suas origens clássicas e continuando pelo rock, música popular contemporânea e variadíssimos outros estilos musicais. A fusão das cordas dos violinos e violoncelos e do rock fazem de “Os Corvos” uma banda que marca a diferença no panorama da música portuguesa e internacional. A singularidade, o misticismo, o oculto e o mistério reflectem bem a alma de Sintra. Não, “Os Corvos” não são um quarteto de cordas vulgar. Habituaram-nos a uma abordagem inovadora a este tipo de formação, explorando o encontro entre a música erudita e outros géneros, com atitude rock incluída. A mistura de estilos e instrumentos musicais aliados ao modo espontâneo e imediato como comunicam com o público e, acima de tudo, a inesgotável energia que PUB

Os Corvos

Curiosidades A banda “Os Corvos” recebeu o prémio Melhor Banda revelação, atribuído pela Rádio Central FM Leiria e estão também nomeados para o Prémio revelação da revista “Blitz”. Já foi convidada pelo governo português para representar Portugal em “Genéve” (Suiça) numa mostra de cultura Portuguesa. O disco de estreia, “Corvos Visitam Xutos”, foi editado em 1999 pela editora Nortesul. Nesse disco revisitaram o repertório do grupo Xutos e Pontapés. Em destaque está o álbum editado em 2010, “Medo”, onde é feita uma crítica/alerta ao estado da sociedade actual, quer nacional, quer internacionalmente.

caracteriza os seus espectáculos é algo sempre bem vivo e constante. Ao longo dos 15 anos da sua carreira, a banda sintrense, foi juntando uma legião de fãs e amigos devido à sua entrega, simpatia e, sobretudo, ao respeito que têm pela arte que apenas tem um nome: Música. A banda é uma das três finalistas dos prémios “Fox Music USA - Latin Music Awards” na categoria de Punk/Rock. A votação para o prémio realizou-se até ao mês de dezembro e, este ano, os prémios serão entregues a 26 de abril, em Houston, no Texas, Estados Unidos, altura em que se ficará a saber se o grupo nos irá presentear com um troféu.

15


PUB


Cs internet 70