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Plinio Profeta lança trilha da série Sessão de Terapia. B5

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TELEVISÃO. Ano marcado por homenagens ao escritor alagoano Graciliano Ramos, 2013 vai se encerrar com um presente para os admiradores de sua obra. Hoje à noite, após a novela Amor à Vida, o público verá o especial Alexandre e Outros Heróis, atração dirigida por Luiz Fernando Carvalho, protagonizada por Ney Latorraca e rodada na cidade alagoana de Pão de Açúcar. Segundo o diretor, que conversou por e-mail com a Gazeta, a escolha foi motivada pela capacidade do texto de revelar um Graciliano completamente diferente. Para ele, o conto funda “um novo gênero dentro da sua escrita, um verdadeiro deslocamento em relação aos seus grandes romances”. Nesta edição, você confere a entrevista completa com Luiz Fernando Carvalho, e fica sabendo tudo sobre o projeto, que deve ser transformado numa série ano que vem TV GLOBO/DIVULGAÇÃO

Quarta-feira 18/12/2013

UM OUTRO GRACILIANO? RAFHAEL BARBOSA REPÓRTER

Definitivamente, 2013 foi um ano graciliânico. Ainda que a obra do escritor alagoano prescinda de pretextos para ser lembrada, o acaso fez com que uma série de efemérides se acumulassem nos últimos 12 meses. Além dos 60 anos de sua morte, são 80 do lançamento de seu primeiro romance, Caetés, 50 da estreia do filme Vidas Secas, clássico do cinema nacional dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e também os 40 anos de inauguração da Casa Museu Graciliano Ramos, antiga residência do autor em Palmeira dos Índios. Após ser homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Graciliano virou assunto do momento e ganhou palestras, debates e seminários por todo o país. Em Alagoas, terra que tão pouco faz pela memória de seu intelectual mais importante, coube à Bienal Internacional do Livro e à Flimar dedicarem momentos à lembrança de sua obra. Em meio às celebrações, teve até um documentário, o controverso Universo Graciliano, do catarinense Sílvio Back. E antes que o ano chegue ao fim, uma das mais aguardadas homenagens ao escritor será vista na forma de um especial de TV a ser exibido hoje (18) na Globo, logo após a novela Amor à Vida. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a atração é inspirada no conto infantil O Olho Torto de Alexandre, presente no livro Histórias de Alexandre, editado em

1944, e também na compilação Alexandre e Outros Heróis, de 1962, cujo título batiza o programa. Outro conto da mesma publicação, A Morte de Alexandre, também foi utilizado na construção do texto, adaptado por Luiz Fernando em parceria com Luís Alberto de Abreu.

EM BOAS MÃOS Com Luiz Fernando, a obra de Graciliano está em boas mãos. Nas melhores, vale dizer. Nos últimos anos, o diretor provou que é sim possível realizar produções ousadas e de grande valor artístico dentro da televisão aberta brasileira. Sua predileção pela literatura fez com que autores do porte de Raduan Nassar, Eça de Queiroz, Carlos Alberto Soffredini, Ariano Suassuna, Machado de Assis e Clarice Lispector fossem vertidos para a tela com um tratamento extremamente inventivo e ao mesmo tempo respeitoso. Depois de obras inesquecível como Os Maias, Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino e Capitu, agora é a vez de Graciliano Ramos, com quem Luiz Fernando diz ter uma forte relação desde a infância. “Graciliano é, sem dúvida alguma, um dos meus autores prediletos. Não existe um ano em que eu não me veja abrindo um de seus livros. É um autor que transcende o registro regionalista ao qual muitas vezes foi atrelado. Mesmo partindo das questões mais contundentes de sua região, alçou sua obra às dimensões universais do sentimento humano”, explica ele em entrevista à Gazeta, por e-mail.

LUIZ FERNANDO CARVALHO DIRETOR

“Há um livro de contos que me toca muito, Insônia, minha primeira leitura do autor. Era um exemplar que ficava na estante de meu pai, onde, desde criança, eu almeja alcançar aquela lombada amarela, castigada por tantas leituras da família, até que um dia o recebi como presente dos meus anos”

CONTADOR DE CAUSOS No enredo, Alexandre (Ney Latorraca) é um típico contador de causos do Sertão. Deitado em sua rede numa fazenda às margens do rio São Francisco, ele cria narrativas fantasiosas para tentar explicar como seu olho ficou torto. Os interlocutores sabem que é tudo mentira, mas se deixam levar pelas histórias, escapando ao menos por alguns instantes da realidade dura e seca em que vivem. Para Luiz Fernando, o conto revela um outro Graciliano. “Minha motivação veio do fato de que esse grande autor se mostra, aqui em Alexandre, através de uma linguagem completamente diferente, fundando um novo gênero dentro da sua escrita, um verdadeiro deslocamento em relação aos seus grandes romances. A

leveza, os tipos humanos, o humor e o encantamento das histórias sempre me fizeram imaginá-la como um especial para a televisão”, ele observa.

CENÁRIO ALAGOANO Seguindo a tradição das produções adaptadas da obra de Graciliano Ramos, a exemplo de Vidas Secas e São Bernardo, Alexandre e Outro Heróis utilizou locações alagoanas, com filmagens no município de Pão de Açúcar. Da cidade saíram 45 figurantes que atuaram na cena que representa a infância de Alexandre, a exemplo do momento em que a onça é vista no curral e na procissão por Nossa Senhora da Conceição. Já das cidades de Água Branca e Palestina vieram os intérpretes de Alexandre (Hugo Freire) e Cesária (Isa Joseane Bezerra) pequenos. A participação poderá ser vista nas cenas da feira e da primeira comunhão do protagonista, que mostram as lembranças do início do amor do casal. Além do protagonista Ney Latorraca, no elenco estão Marcelo Serrado, Luci Pereira, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui e Flávio Rocha. Segundo o diretor, os diferentes estilos de atuação e as origens de cada um deles foram fatores determinantes na escolha. O trabalho de ator costuma ser um dos pontos altos nos trabalho de Luiz Fernando Carvalho. Outra característica marcante de suas minisséries é a sempre primorosa direção de arte. No caso de Alexandre e Outros Heróis, o trabalho durou cerca de dois meses para ser finalizado.

Uma fazenda do século 19 foi transformada pelo artista plástico Raimundo Rodriguez e o produtor de arte Marco Cortez, com a ajuda de artesãos locais. Louças e itens de cozinha foram garimpados por Cortez entre os moradores da região. “Tivemos certa dificuldade em encontrar objetos típicos e de época. O sertão está modernizado”, explica ele. Ao menos se depender da intenção do diretor, o saldo do trabalho vai render frutos. Segundo ele, o especial deve ser transformado numa série no ano que vem. Se os planos se concretizarem, Graciliano e Alagoas retornaram à tela da TV por muito mais tempo. A seguir, confira a íntegra da entrevista com Luiz Fernando Carvalho.

Gazeta. No universo das histórias escritas por Graciliano Ramos, por que o texto de Alexandre e Outros Heróis te falou assim, de modo especial? Luiz Fernando Carvalho. O conto O Olho Torto de Alexandre é um desejo antigo. Minha motivação veio do fato de que esse grande autor se mostra, aqui em Alexandre, através de uma linguagem completamente diferente, fundando um novo gênero dentro da sua escrita, um verdadeiro deslocamento em relação aos seus grandes romances. A leveza, os tipos humanos, o humor e o encantamento das histórias sempre me fizeram imaginá-la como um especial para a televisão. Além de Alexandre e Outros Heróis, alguma outra obra de Graciliano o faz

No primeiro plano, Ney Latorraca (Alexandre) contracena com Luci Pereira (Cesária): reconstituição de época mobilizou moradores de Pão de Açúcar

pensar numa adaptação? Graciliano é, sem dúvida alguma, um dos meus autores prediletos. Não existe um ano em que eu não me veja abrindo um de seus livros. É um autor que transcende o registro regionalista ao qual muitas vezes foi atrelado. Mesmo partindo das questões mais contundentes de sua região, alçou sua obra às dimensões universais do sentimento humano. Há um livro de contos que me toca muito, Insônia, minha primeira leitura do autor. Era um exemplar que ficava na estante de meu pai, onde, desde criança, eu almeja alcançar aquela lombada amarela, castigada por tantas leituras da família, até que um dia o recebi como presente dos meus anos. Ainda era um menino, talvez por isso tenham afastado dos meus olhos Vidas Secas, São Bernardo e Angústia, que com o passar dos anos, um a um, desciam pela estante até minhas mãos. Todos esses que hoje fazem parte de minha predileção entres tantos autores do mundo todo. Sim, já me esquecia do Infância, que ainda fustiga minha imaginação com seu lirismo cortante. ‡ Continua na pág. B2

Serviço O quê: exibição do especial Alexandre e Outros Heróis Direção: Luiz Fernando Carvalho Onde e quando: na Globo, hoje (18), logo após a novela Amor à Vida Classificação: não informada


B 2 Caderno B

GAZETA DE ALAGOAS, 18 de dezembro de 2013, Quarta-feira

ROMEU DE LOUREIRO emsociedade@gazetaweb.com

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Visita de cortesia do desembargador Severino Rodrigues, presidente do TRT 19, junto com Guilherme Falcão (diretorgeral) e Helder Monteiro, presidente da Asstra

Lançamento literário A consagrada escritora, poetisa, declamadora e cantora Adélia Maria de Amorim Magalhães convida para o lançamento de sua mais recente obra: Dois Dedos de Prosa e Verso – que reúne crônicas e poesias – logo mais, às 19h30, no Auditório Guedes de Miranda, si-tuado no primeiro piso do Espaço Cultural Universi-tário (ali, na Praça Sinimbu). Adélia vem a ser eleita (por aclamação) presidente do tradicional Grupo Li-terário Alagoano, é sócia efetiva da Academia Macei-oense de Letras e da Academia de Letras, Artes e Pes-quisas de Maceió e, ainda, sócia honorária da Setorial de Alagoas da Sociedade Brasileira de Médicos Escri-tores – Sobrames-AL. FELIPE BRASIL / CORTESIA

CONFRATERNIZAÇÃO DA SANTA CASA O provedor da Santa Casa de Maceió, dr. Humber-to Gomes de Melo, convida este colunista para a confraternização natalina que promoverá, hoje, na base do almoço, a partir das 12h30, no Salão Jaca-recica do Hotel Jatiúca. Além da habitual distribui-ção de gadgets (agendas telefônicas, canetas e bo-nés ), haverá sorteios de uma cesta de Natal, de uma TV de Led e de um final de semana (com di-reito a acompanhante), no Jatiúca.

A escritora Adélia Maria de Amorim Magalhães sendo cumprimentada pelo presidente da SobramesAL, dr. José Medeiros, em reunião da entidade

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A colunista social e produtora de moda Isabelle Acciolly e as empresárias Ana e Mariah Hora: juntas para o coquetel de inauguração de logo mais

INAUGURAÇÃO As empresárias Ana e Mariah Hora e a designer Sandra Cavalcante convidando para o coquetel de abertura da loja Anah Moda & Casa, logo mais, às 19 horas – cuja ambientação vem assinada pelo renomado arquiteto Lúcio Moura. O evento será coordenado pelo colunista social e produtora de moda Isabelle Accioly. Com serviço de coquetel de Ta-tiana Brasil (regado com champagne geladíssimo) e embalado pelo som do DJ Beto Farias.

CONFRATERNIZAÇÃO NO TRADE TURÍSTICO Na noite de ontem, a ABIH-AL – que está de presi-dente novo (Mauro Vasconcelos Filho) e o Maceió Convention & Bureau Visitors – cujo presidente (Glê-nio Vasconcelos Cedrim) vem de ser reeleito - promo-veu a sua já tradicional confraternização natalina, no Hotel Jatiúca. Com a presença maciça do trade.

∫ A loja Art Décor convidando para uma come-

moração natalina - coordenada pelas socialites e promoters Luciana Simões e Silvana Teixeira Britto, hoje, a partir das 16 horas. Mudando de idade,hoje, o homem de socieda-

de e empresárioem Manuel Hermes Com a comemoração família, ao ladodedeMelo. sua Diva.

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LOJA CONCEITO DO RÉVEILLON CELEBRATION O colunista social Marcos Leão, “embaixador” do Réveillon Celebration, fazendo chegar às mãos deste colunista convite para o coquetel de inauguração da nova loja conceito daquele réveillon, no Parque Shopping Maceió, hoje, a partir das 19 ho-ras. Com menu assinado pela chef Juliana Almeida e música eletrônica do DJ Kaká. O Celebration for-ma com o Absolut, o Réveillon dos Milagres e o Réveillon Selletto (na Barra de São Miguel) o quarteto de eventos de luxo que disputam as pre-ferências do grand monde alagoano.

O hoteleiro Mauro Vasconcelos Filho, novo presidente da ABIH-AL

CONTINUAÇÃO DA PÁG. B1. Na última parte da entrevista, Luiz Fernando Carvalho conta como ele e sua equipe acabaram por se afeiçoar aos moradores da região

“A CIDADE DE PÃO DE AÇÚCAR ME MARCOU MUITO” RAFHAEL BARBOSA REPÓRTER

Gazeta. Que aspectos da obra de Graciliano Ramos mais te interessam? Luiz Fernando Carvalho. Os dramas humanos. Não é um autor de muita ação externa, de grandes acontecimentos e reviravoltas. Sua cartografia é a da alma humana, é aqui dentro onde os grandes acontecimentos se dão. Sim, há um pouco de Dostoiévski nisso, acredito que tenha sido uma influência, pois nada parece lhe interessar mais que os conflitos morais entre o homem e o mundo excessivamente materialista que o cerca. Eça de Queiroz, Carlos Alberto Soffredini, Ariano Suassuna, Machado de Assis, Clarice Lispector, Graciliano Ramos. Podemos dizer que a literatura, em especial a brasileira, é sua principal fonte de histórias. Como você se relaciona com a leitura? É um alimento para meu espírito, mas como os autores que você citou estão todos ligados ao meu trabalho em TV, significa também dizer que procuro um diálogo entre os que sabem e os que não sabem; um diálogo simples, sóbrio e fraterno, no qual aquilo que para o homem de cultura média é adquirido e seguro torne-se também patrimônio para o homem mais comum, pobre, e que, em relação a tantas questões, encontra-se ain-

com os enfeites de São João, assim tínhamos uma luz que não dava sinais de luz elétrica.

da abandonado. Esta é a televisão que sonho ver no futuro. Ou sigo por este caminho ou, sinceramente, nada faz sentido.

Capitu, sua visão para o clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis, é um trabalho que causa impacto pela ousadia e liberdade das construções visuais, em contraponto à fidelidade ao texto. Em que medida essa fidelidade teve espaço em Alexandre e Outros Heróis? Como foi o processo de adaptação desse texto em especial? Não gosto do termo adaptação, que me parece redutor. Meu trabalho parte de uma reação ao texto, uma espécie de reação criativa ao que li. Mas, evidente, há livros onde a forma da narrativa já é em si “cinematográfica”, como foi o caso de Lavoura Arcaica, do Raduan Nassar. Para cada autor, uma aproximação diferente... é por aí, não há regras. Em Capitu, trabalhamos com trechos do livro que encenei como um espetáculo de ópera, mas essa ideia me veio a partir de uma reflexão do próprio Machado, que dizia “a vida é uma ópera”. Como foi a construção da linguagem do especial? Em Alexandre, procurei manter a aproximação com a narrativa oral, de feira, tão rica aos contadores da região que, no meu modo de ver, são ver-

LUIZ FERNANDO CARVALHO DIRETOR

“Foram um conjunto de sensações que começam com a visão deslumbrante do São Francisco, que eu jamais imaginava que estivesse ainda tão presente neste trecho do estado, devido ao assoreamento. Enfim, vai do encontro com as águas ao encontro com os habitantes”

dadeiros xamãs. Procurei me desfazer de todo aparato técnico da construção oficial das imagens, ou seja: gruas, travellings, lentes especiais, tudo isso que representa um vocabulário oficial hegemônico. Fui em busca de uma síntese, me aproximando muito da direção dos atores. A estética vem destes personagens, um bando de excluídos: uma benzedeira, um cigano sertanejo, um cantador de emboladas, um cego. Excluídos do trabalho e da produção de uma sociedade, ganham, através desta marginalidade, uma aura sagrada. Isto foi tudo para mim: o sagrado. Era apenas abrir a câmera e olhar para eles com amor. Na fotografia, criamos pequenas lamparinas de papel, muito parecidas

Alexandre e Outros Heróis foi rodado no sertão alagoano, estado que você já visitou em outras ocasiões e com o qual, inclusive, possui vínculo familiar. Que impressões ficaram após essas passagens pelo nosso estado? Especificamente a cidade de Pão de Açúcar me marcou muito. Não só a mim, mas a toda equipe. Foram um conjunto de sensações que começam com a visão deslumbrante do São Francisco, que eu jamais imaginava que estivesse ainda tão presente neste trecho do estado, devido ao assoreamento. Enfim, vai do encontro com as águas ao encontro com os habitantes do local, talentos das mais variadas origens, que, confesso, foram quem verdadeiramente ergueram aquilo tudo: cenários, objetos de cena, tudo, nos dando sempre a referência histórica, nos corrigindo a cada dia, sem nunca faltar um gesto de carinho e humor. A todos eles, dos carpinteiros às donas das casas que alugamos para hospedar a equipe, e que com os dias foram se revelando nossas irmãs, mães e tias, tal a quantidade de afeto que depositavam no convívio. Meu mais sincero agradecimento a todos de Pão de Açúcar. E, tenho certeza, não tardará muito e estaremos todos de volta! ‡

Minsk mostra olhar infantil de Graciliano Além do especial Alexandre e Outros Heróis, em 2013 as investidas de Graciliano Ramos pelo universo da literatura infantil também ganham destaque com o lançamento de Minsk, que chega às livrarias pelo selo Galerinha. O texto foi extraído do volume de contos e crônicas Insônia, escrito pelo autor em 1947, e deu origem a um livro infantil ilustrado pela artística visual pernambucana Rosinha. A história conta como a menina Luciana encontrou algo mágico nas cores das penas do pequeno pássaro Minsk: uma verdadeira amizade. Um parceiro para as brincadeiras no quintal e ouvinte para as tristezas de menina-moça. Até o velho gato se encantou pelo periquito. Enamoraram-se de cara e subverteram a ordem das coisas. Até andar de costas, esbarrando em móveis pela casa. Mas há dores mais doídas que uma quina no caminho.

Título: Minsk Autor: Graciliano Ramos Ilustrações: Rosinha Editora: Record Galerinha Preço: R$ 25 (32 págs.)


Um outro Graciliano?