Seja como diretor ou produtor, o carioca Marcos Prado, 50, esteve por trás de alguns dos filmes brasileiros mais influentes da última década. É dele a direção do monumental documentário Estamira, retrato de uma catadora de lixo esquizofrênica que se refugia num mundo particular para escapar da extrema opressão que a cerca. Sócio de José Padilha, ele também assina a produção de Ônibus 174, outro raro exemplar do gênero, e os megassucessos Tropa de Elite 1 e 2. Prestes a lançar Paraísos Artificiais, filme em que radiografa o atual universo jovem, em entrevista à Gazeta o diretor conta tudo sobre o novo projeto, comenta sua relação com Estamira, morta no último mês de julho, e dá sua opinião sobre alguns temas polêmicos.