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Agosto de 2010

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Jornal Santa Edwiges 1

Santa Edwiges Jornal

www.santuariosantaedwiges.com.br - Padres e Irmãos Oblatos de São José - Arquidiocese de São Paulo - Publicação Mensal * Ano XX * Nº 238 * Agosto de 2010

Aconteceu a 6ª Mostra de Dança Entrevista

v

Protagonismo Jovem Três jovens contam um pouco de suas histórias de fé e caminhada Pág. 11

Jubileu das Vocações

Casa de Deus e lugar de paz! Agosto é o mês das vocações. Veja o relato das vocações que nasceram em nossa comunidade paroquial. Pág. 05

Missões

Missões Josefinas 2010 No mês de julho aconteceu as Missões Josefinas na cidade de Apucarana PR.

Pág.09

Pág. 15


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Agosto de 2010

Editorial

Nossa Santa

Tempo de Celebrar!

8º dia da Novena SABER LUTAR

Neste mês de agosto completo 12 edições do Jornal Santa Edwiges. São 12 meses que assumi este periódico e até hoje tenho receio ao enviá-lo para impressão. Ainda há muito para aprender, há muito para corrigir e para evoluir. Mas também, não posso negar o quanto aprendi. Aprendi errando e aprendi com os colaboradores e padres do Santuário. Amadureci. Mudar é tão difícil. Adaptar-se a uma nova realidade, ser aceito não é tão simples como as pessoas dizem. Mas apliquei na vida, algo que só sabia teoricamente: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: Tempo

para nascer e tempo para morrer; tempo de plantar e tempo para arrancar o que plantou...” (Eclesiastes 3-1,2). O aprendizado só vem com o tempo e este mesmo tempo também nos ensina que não é possível retroceder. O que já foi feito fica no passado e ele só nos serve como lembrança. O que deveria ser feito já passou, já nos foi agregado algo de novo, o próximo passo é seguir e dar lugar para o presente, que nos traz novos aprendizados. Há um ditado popular que diz: “A ignorância é uma benção”. Este ditado nos Juliana Sales e n s i 22 anos na que q u a n - Editora do Jornal do nos Sta Edwiges conhecemos, q u a n d o buscamos aprender, somos “menos” culpados pelo o que acontece ao nosso redor, é fácil não participar, não se motivar pelas coi-

sas que não conhecemos, mas quanto mais conhecemos, mais aprendemos sobre as coisas, a sociedade, as pessoas e nos tornamos responsáveis por isto. E é por isso, que o conhecimento é algo que nos traz felicidades, mas também traz esta carga de responsabilidade, com o outro, com a sociedade e com Deus. Então seria mais fácil permanecemos-nos ignorantes? Sim! Mas não devemos optar pelo que é mais fácil. A vida precisa ser encarada da forma como ela nos é apresentada, ou seja, desafiante. A cada dia devemos aprender algo novo, conhecer novas pessoas, novos horizontes, colocar em prática os direitos humanos, a solidariedade e o amor. Dedico esta edição a todos os colaboradores do Jornal e aos padres do Santuário. Que juntos possamos continuar a informar e formar todos os paroquianos, devotos e fieis que lêem nosso Jornal e que também possamos cada vez mais aprender uns com os outros.

Juliana Sales

julianasales@santuariosantaedwiges.com.br

Meditação Dizia Santa Joana D`Arc que na luta não devemos fazer questão de vencer, mas de combater. Bater-se com bravura é nosso dever, enquanto a vitória pertence a Deus. Na vida espiritual muitas pessoas só pensam no triunfo e no sucesso, sem ligar muita importância aos embates que é preciso enfrentar para atingir o fim desejado. Gostam de encontrar o prato feito, como se diz. Outros acham que por já haverem conquistado um certo sossego espiritual, não necessitam mais estar alerta. São pessoas que, só porque fazem certas práticas espirituais, pensam estar salvas e livres de qualquer perigo. Coitadas, nem pensam que o inimigo não dorme... A palavra de Cristo continua válida: “Vigiai, pois, já que não sabeis nem o dia e nem a hora” (Mateus 25,13). E São Francisco de Sales, brincando, dizia que as nossas más inclinações nos abandonam somente quinze minutos depois da nossa morte.

Exemplo

Santa Edwiges tinha particular devoção pela cruz de Cristo. E as suas meditações reportavam-se a quase todos os mistérios da Redenção. E, mais ainda, ela procurava viver a espiritualidade da cruz, expressa nestas palavras de Cristo: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Marcos 8,34) A devoção de Edwiges à cruz de Cristo e a Maria fez lembrar as palavras do Concílio Vaticano 2º: “... A Beata Virgem avançou em peregrinação de fé; manteve fielmente a sua união com o Filho até a cruz; sofreu junto com Ele. E com ânimo materno se associou ao seu sacrifício, consentindo com amor na emulação da vítima por ela mesma gerada. Finalmente, pelo próprio Cristo Jesus, moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo João e a todos nós” (Documento Luz das Nações nº 58). Como mulher, Edwiges sabia o quanto custou a Maria terse associado à obra dolorosa de Jesus na salvação do mundo. Por isso dedicava particular veneração à Virgem Santíssima. Trazia constantemente consigo uma pequena imagem da Mãe de Deus, e vários fatos miraculosos demonstraram-lhe como a Virgem correspondia à sua devoção.

Expediente Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

Responsável e Editora: Juliana Sales Colaboração:Pe. Mauro Negro, OSJ Diagramador: Victor Hugo de Souza Equipe: Aparecida Y. Bonater; Eliana Tamara Carneiro; Guiomar Correia do Nascimento; João A. Dias; José A. de Melo Neto; Martinho V. de Souza; Marcelo Rodrigues Ocanha e Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filho.

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 20/07/2010 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 5.000 exemplare. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (11) 2215.6111


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Jornal Santa Edwiges 3

Espaço do Devoto

Especial Senhor, ensina-nos a rezar

Uma coisa é certa: Jesus rezava, como nos atestam os Evangelhos. Passava até noites inteiras em oração, a sós com Deus (cf Lc 6,12); os apóstolos também rezavam enquanto esperavam, com Maria a mãe de Jesus, a vinda do Espírito Santo (cf At 1,22); os primeiros cristãos “eram perseverantes na oração” (cf At 2,42); muitas vezes, São Paulo rezava e recomendava a oração aos fiéis em suas cartas (cf Ef 1,16; Fl 1,4; Rm 12,12; Cl 4,2). Inegavelmente, a oração faz parte da vida cristã, desde a pregação de Jesus e dos apóstolos e desde os primórdios da Igreja. E ao longo de toda a história da Igreja, a oração é uma das expressões mais evidentes da fé e da vida eclesial. Cristão reza; e quem não reza, deixa de lado um aspecto importante da vida cristã. Ver Jesus rezando, impressionava muito os discípulos, tanto que um deles lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1). Era costume que os “mestres” ensinassem a oração aos discípulos. E ainda

hoje isso é parte da missão de quem deve ser “mestre na fé” para seus irmãos – sacerdotes, pastores de almas, catequistas. Aqui já está uma dos significados da oração: É traduzir em atitudes aquilo que se aprendeu sobre Deus e a fé: rezar é passar do crer intelectual ao relacionar-se com Deus. Para saber se alguém tem fé, e que tipo de fé, basta observar se reza e como reza. Por isso é bem justificada a afirmação: lex credendi, lex orandi” – o jeito de crer aparece no jeito de rezar e a oração é expressão do jeito de crer. Há muitos modos de rezar e também hoje há muitos “mestres de oração”. São todos igualmente bons? Jesus já desaconselhava a oração “dos hipócritas”, que são falsos (cf Mt 6,5) e rezam apenas com os lábios, mas cujo coração está longe de Deus (cf Mc 7,6); e também pede para não rezar como os pagãos, que pensam poder convencer Deus com muitas palavras (cf Mt 6,7). Em vez disso, ensina o Pai Nosso (cf Mt 6,9-15; Lc 11,2-4). O cristão deve aprender a rezar de

Jesus, cuja oração é “falar com o Pai”. Em nossa oração não nos dirigimos a Deus de maneira abstrata, como se Deus fosse uma energia que pode ser capturada com palavras ou ritos mágicos; nem invocamos um poder impessoal com o fim de direcioná-lo e de obter os benefícios desejados... Nossa oração tem base na graça recebida no Batismo, pela qual fomos acolhidos por Deus como filhos (“filhos no Filho”) e recebemos o Espírito Santo, que nos ajuda a rezar como convém (cf Rm 8,26-27). Como Jesus, também nós podemos dirigir-nos a Deus como os filhos se dirigem ao pai, com toda confiança e simplicidade. É belo pensar que não somos estranhos a Deus, nem Deus é estranho a nós; somos da “família de Deus”, a quem nos dirigimos com toda familiaridade. Por isso, nossa oração se traduz em profissão de fé, adoração, louvor, narração das maravilhas de Deus, agradecimento, súplica, desabafo na angústia, pedido de perdão, intercessão pelos outros... Filhos amados pelo pai e que lhe dedicam amor filial podem achegar-se ao colo do pai, falar-lhe livremente, chorar no seu ombro, sentir-se abraçados e envolvidos de ternura, até sem dizer uma palavra... Naturalmente, não tenho a pretensão de dizer tudo sobre a oração cristã nestes poucos parágrafos... Resta ainda falar da beleza e importância da oração litúrgica, quando não rezamos sozinhos mas, como comunidade de fé, nos unimos a Cristo Sacerdote, que reza conosco e por nós diante do Pai. É prece de valor infinito, pois é perfeita a oração do Filho e são infinitos os méritos de sua santa encarnação, sua vida, paixão e ressurreição. Por isso, a Igreja recomenda com tanta insistência a participação na oração litúrgica, especialmente na Missa dominical. Cardeal Odilo Pedro Scherer

Testemunho

Josefa Tavares dos Santos

Em 10 setembro de 2009 aproximadamente às  20h30 eu, Cícero Gabriel, minha mãe, Josilene e minha irmã, Elissandra, estávamos em casa deitados assistindo televisão e minha outra irmã, Elly estava na escola. De repente o celular tocou e minha mãe  atendeu. Era uma amiga nossa, Rosa, pedindo que fossemos em sua casa, devido uma ligação da minha tia. Assim que chegamos lá, minha tia ligou novamente e contou que minha avó, Josefa, de 78 anos, estava com um tumor no rim direito de  aproximadamente 4cm e o risco da operação era muito alta. Todos ficamos tristes

com a notícia, não sabíamos como proceder. Minha mãe, então, rezou e fez uma promessa. Pediu  a Jesus Cristo com a intercessão de Santa Edwiges, para que ele curasse a minha  avó. Algum tempo depois, outro médico pediu uma tomografia computadorizada, quando minha tia levou o resultado,   o medico informou que naquele exame dava para ver perfeitamente o que  tinha. Só havia pedras velhas, mas pequenas e que  já estavam no canal da urina aproximadamente do tamanho da ponta de uma agulha  e que ela bebesse muito liquido que elas sairiam do rim.  E a promessa feita foi a seguinte: que se a minha avó fosse curada, viria de Maceió para São Paulo, para ir até a Igreja de Santa Edwiges pagar a  promessa. E ela foi curada sem saber nada do tumor. Só  depois que ela foi curada ficou sabendo de toda a história. Toda a família visitou o Santuário e agradecemos juntos à Santa Edwiges pela graça alcançada. Testemunho enviado por Cícero Gabriel da Silva, Neto da Sra. Josefa Tavares dos Santos

Envie o seu Testemunho: jornal@santuariosantaedwiges.com.br


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Encíclica do Papa Bento 16

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Caritas in veritate: A verdade na caridade Nesta edição continuamos a transcrever a Encíclica do Santo Padre. Partimos para o quinto capítulo: A colaboração da Família Humana

53. Uma das pobrezas mais profundas que o homem pode experimentar é a solidão. Vistas bem as coisas, as outras pobrezas, incluindo a material, também nascem do isolamento, de não ser amado ou da dificuldade de amar. As pobrezas frequentemente nasceram da recusa do amor de Deus, de uma originária e trágica reclusão do homem em si próprio, que pensa que se basta a si mesmo ou então que é só um fato insignificante e passageiro, um “estrangeiro” num universo formado por acaso. O homem alienase quando fica sozinho ou se afasta da realidade, quando renuncia a pensar e a crer num Fundamento. A humanidade inteira aliena-se quando se entrega a projetos unicamente humanos, a ideologias e a falsas utopias. A humanidade aparece, hoje, muito mais interativa do que no passado: esta maior proximidade deve transformar-se em verdadeira comunhão. O desenvolvimento dos povos depende sobretudo do reconhecimento que são uma só família, a qual colabora em verdadeira comunhão e é formada por sujeitos que não se limitam a viver uns ao lado dos outros. Observava Paulo 6º que “o mundo sofre por falta de convicções” A afirmação quer exprimir não apenas uma constatação, mas sobretudo um voto: serve um novo ímpeto do pensamento para compreender melhor as implicações do fato de sermos uma família; a interação entre os povos da terra chama-nos a este ímpeto, para que a integração se verifique sob o signo da solidariedade, e não da marginalização. Tal pensamento obriga a um aprofundamento crítico e axiológico da categoria relação. Trata-se de uma tarefa que não pode ser desempenhada só pelas ciências sociais, mas requer a contribuição de ciências como a metafísica e a teologia para ver lucidamente a dignidade transcendente do homem. De natureza espiritual,

a criatura humana realizase nas relações interpessoais: quanto mais as vive de forma autêntica, tanto mais amadurece a própria identidade pessoal. Não é isolando-se que o homem se valoriza a si mesmo, mas relacionando-se com os outros e com Deus, pelo que estas relações são de importância fundamental. Isto vale também para os povos; por isso é muito útil para o seu desenvolvimento uma visão metafísica da relação entre as pessoas. A tal respeito, a razão encontra inspiração e orientação na revelação cristã, segundo a qual a comunidade dos homens não absorve em si a pessoa aniquilando a sua autonomia, como acontece nas várias formas de totalitarismo, mas valoriza-a ainda mais porque a relação entre pessoa e comunidade é feita de um todo para outro todo. Do mesmo modo que a comunidade familiar não anula em si as pessoas que a compõem e a própria Igreja valoriza plenamente a “nova criatura” (Gal 6, 15; 2 Cor 5, 17) que pelo batismo se insere no seu Corpo vivo, assim também a unidade da família humana não anula em si as pessoas, os povos e as culturas, mas torna-os mais transparentes reciprocamente, mais unidos nas suas legítimas diversidades. 54. O tema do desenvolvimento coincide com o da inclusão relacional de todas as pessoas e de todos os povos na única comunidade da família humana, que se constrói na solidariedade tendo por base os valores fundamentais da justiça e da paz. Esta perspectiva encontra um decisivo esclarecimento na relação entre as Pessoas da Trindade na única Substância divina. A Trindade é absoluta unidade, enquanto as três Pessoas divinas são pura relação. A transparência recíproca entre as Pessoas divinas é plena, e a ligação de uma com a outra total, porque constituem uma unidade e unicidade absoluta. Deus

quer-nos associar também a esta realidade de comunhão: “para que sejam um como Nós somos um” (Jo 17, 22). A Igreja é sinal e instrumento desta unidade. As próprias relações entre os homens, ao longo da história, só podem ganhar com a referência a este Modelo divino. De modo particular compreende-se, à luz do mistério revelado da Trindade, que a verdadeira abertura não significa dispersão centrífuga, mas profunda compenetração. O mesmo resulta das experiências humanas comuns do amor e da verdade. Como o amor sacramental entre os esposos os une espiritualmente a ponto de formarem “uma só carne” (Gn 2, 24; Mt 19, 5; Ef 5, 31) e, de dois que eram, faz uma unidade relacional e real, de forma análoga a verdade une os espíritos entre si e fá-los pensar em uníssono, atraindo-os e unindo-os nela. 55. A revelação cristã sobre a unidade do gênero humano pressupõe uma interpretação metafísica do humano na qual a relação seja elemento essencial. Também outras culturas e outras religiões ensinam a fraternidade e a paz, revestindo-se, por isso, de grande importância para o desenvolvimento humano integral; mas não faltam comportamentos religiosos e culturais em que não se assume plenamente o princípio do amor e da verdade, e acaba-se assim por refrear o verdadeiro desenvolvimento humano ou mesmo impedilo. O mundo atual regista a presença de algumas culturas de matiz religioso que não empenham o homem na comunhão, mas isolam-no na busca do bem-estar individual, limitando-se a satisfazer os seus anseios psicológicos. Também uma certa proliferação de percursos religiosos de pequenos grupos ou mesmo de pessoas individuais e o sincretismo religioso podem ser fatores de dispersão e de apatia. Um possível efeito negativo do processo de globalização é a tendência a favorecer tal sincretismo,

alimentando formas de “religião” que, em vez de fazer as pessoas encontrarem-se, alheiam-nas umas das outras e afastam-nas da realidade. Simultaneamente às vezes perduram legados culturais e religiosos que bloqueiam a sociedade em castas sociais estáticas, em crenças mágicas não respeitadoras da dignidade da pessoa, em comportamentos de sujeição a forças ocultas. Nestes contextos, o amor e a verdade encontram dificuldade em afirmar-se, com prejuízo para o autêntico desenvolvimento. Por este motivo, se é verdade, por um lado, que o desenvolvimento tem necessidade das religiões e das culturas dos diversos povos, por outro, não o é menos a necessidade de um adequado discernimento. A liberdade religiosa não significa indiferentismo religioso, nem implica que todas as religiões sejam iguais. Para a construção da comunidade social no respeito do bem comum, torna-se necessário, sobretudo para quem exerce o poder político, o discernimento sobre o contributo das culturas e das religiões. Tal discernimento deverá basear-se sobre o critério da caridade e da verdade. Dado que está em jogo o desenvolvimento das pessoas e dos povos, aquele há-de ter em conta a possibilidade de emancipação e de inclusão na perspectiva de uma comunidade humana verdadeiramente universal. O critério “o homem todo e todos os homens” serve para avaliar também as culturas e as religiões. O cristianismo, religião do “Deus de rosto hu-

mano”, traz em si mesmo tal critério. 56. A religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento, se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política. A doutrina social da Igreja nasceu para reivindicar este “estatuto de cidadania” da religião cristã. A negação do direito de professar publicamente a própria religião e de fazer com que as verdades da fé moldem a vida pública, acarreta consequências negativas para o verdadeiro desenvolvimento. A exclusão da religião do âmbito público e, na vertente oposta, o fundamentalismo religioso impedem o encontro entre as pessoas e a sua colaboração para o progresso da humanidade. A vida pública tornase pobre de motivações, e a política assume um rosto oprimente e agressivo. Os direitos humanos correm o risco de não ser respeitados, ou porque ficam privados do seu fundamento transcendente ou porque não é reconhecida a liberdade pessoal. No laicismo e no fundamentalismo, perde-se a possibilidade de um diálogo fecundo e de uma profícua colaboração entre a razão e a fé religiosa. A razão tem sempre necessidade de ser purificada pela fé; e isto vale também para a razão política, que não se deve crer omnipotente. A religião, por sua vez, precisa sempre de ser purificada pela razão, para mostrar o seu autêntico rosto humano. A ruptura deste diálogo implica um custo muito gravoso para o desenvolvimento da humanidade.


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Jubileu de 50 anos

Casa de Deus e lugar de paz! Nas pegadas de São José Marello o jubileu das vocações de nossa Paróquia Santa Edwiges celebra a entrega a Deus e aos irmãos de dois padres, um irmão e um seminarista. Também com o exemplo da Sagrada Família de Nazaré, valorizamos o inestimável dom da vocação ao matrimônio e dos fieis leigos de nossa comunidade paroquial

Pe. Alexandre

A Igreja no Brasil celebra a cada ano, no mês de agosto, as vocações na vida e dinamismo da evangelização. Elas são bem retratadas a cada domingo do já citado mês, sempre com uma inclinação importante a ser destacada. É o caso da vocação ao matrimônio (que na atualidade vemos uma tentativa de transformá-lo em sua instância primeira, que é a união do homem e da mulher, para os mais diversos absurdos...); da vocação à vida religiosa (congregações, associações, institutos) de homens e mulheres que querem viver um determinado carisma e missão; da vocação leiga (homens e mulheres inseridos no mundo do trabalho, da vida social, política que tem por princípios a religião e vivência do catolicismo); ainda e não menos importante temos vocação ao sacerdócio ministerial ordenado, ou como bem conhecemos, o chamado aos rapazes para se tornarem padres. Na nossa comunidade paroquial temos a grata satisfação de celebrar o jubileu das vocações, principalmente porque dela já saíram bons rapazes para o serviço ministerial orde-

nado na Igreja e na Congregação dos Oblatos de São José, que são o grupo de religiosos sacerdotes e irmãos que servem a nossa paróquia desde 1973. O primeiro religioso sacerdote que de nossa seara (colheita) saiu foi o nosso atual vigário paroquial Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filho, que vivendo intensamente a vida leiga na nossa comunidade, sendo inclusive por alguns anos o secretário da paróquia, decidiu-se pelo ingresso na vida religiosa e sacerdotal pelo exemplo e ministério dos padres que aqui atuavam. O grande incentivador da vocação de nosso amigo e padre foi o saudoso sacerdote josefino Pe. Eurico Dedino, falecido a sete anos. Padre Alexandre foi ordenado sacerdote no dia 9 de setembro de 2000 pela oração da Igreja e imposição das mãos de Dom Antonio Celso de Queiroz, bispo emérito de Catanduva SP, e que vive atualmente na nossa cidade de São Paulo, que antes fora bispo auxiliar da mesma por vinte e cinco e anos. Depois de alguns anos sem as vocações específicas para a vida religiosa e sacerdotal, nossa comunidade pode ter a alegria de ver a ordenação de mais um “filho”. Este foi o Pe. BennelIr. Renaildo

son da Silva Barbosa, também Oblato de São José, ordenado no dia 17 de março de 2007, sendo o bispo que o ordenou também Dom Celso, acima citado. Ora, podemos nos perguntar porque Dom Celso novamente? Porque este querido e amado bispo sempre foi um amigo do Santuário, onde por diversas vezes presidiu a eucaristia para nós com sua marca peculiar: o carinho, a amizade e a dedicação pelo povo simples e trabalhador de nossos bairros de Sacomã e Heliópolis. Assim, como Dom Celso marcou a vida de Padre Alexandre, também foi assim com o Pe. Bennelson, que antes de ser sacerdote (e hoje é formador na cidade de Ourinhos, São Paulo) foi um fiel membro e líder do grupo de jovens da nossa comunidade paroquial, que em tempos áureos era a referência juvenil da Região Episcopal Ipiranga, da qual fazemos parte na Arquidiocese de São Paulo. Vejamos que a caminhada vocacional para a vida religiosa e consagração sacerdotal na nossa comunidade ainda é regado por nosso Senhor, com dois rapazes que atualmente realizam a sua formação. O primeiro é o Ir-

da experiência belíssima e rica da Igreja Católica querem transformar aquilo que ela vive há anos, principalmente “dar conselhos” quanto à vivência e experiência das vocações para Pe. Bennelson poderem ser melhores vividas. É o caso típico quando organismo e pessoas, que nada tem da experiência da Revelação de Deus na História, querem “refletir” (quando não mudar por simples intolerância) acerca de aspectos como o celibato religioso e sacerdotal. Jesus no evangelho escrito por Mateus no capítulo 19 ajuda-nos a entender e muito da opção de vida dos vocacionados, sejam os religiosos e mão Renaildo de Jesus Libâneo, padres, e também os casados. Oblato de São José, que fôra por Celebrando o jubileu das um período bom de anos o savocações de nossa comunidacristão (aquele que tem a missão de, queremos agradecer e pade zelar pelo templo paroquial) rabenizar os dois padres e o irdo Santuário Santa Edwiges e mão que daqui saíram e servem que atendo ao chamado de Jesuas vidas ao Reino de Deus sus também decidiu ingressar através da Congregação dos no seminário para os estudos e Oblatos de São José. Eu que consagração na vida religiosa. vos escrevo este artigo e que Hoje o Irmão Renaildo está resitambém vivo a minha vocação dindo em Curitiba PR e atua no ao sacerdócio – atualmente Colégio Padre João Bagozzi. como seminarisÉ importante destacar tamta da Diocese de bém na caminhada vocacional Dourados MS – cedo nosso jubileu os diversos lebro com afinco a matrimônios que aqui foram “ashistória vocacional sistidos” no sentido de serem de nossa querida celebrados e vivenciados por e amada Paróquia diversos homens e mulheres, Santa Edwiges, que entendendo que para isso e assim como foram criados por Deus, constinossa patuíram famílias à luz da Palavra droeira de Deus e do anúncio de Jesus desejamos Cristo sendo exemplos para ouser fieis tros casais e pares de namoradiscípulos dos da nossa convivência. A vida do crucifimatrimonial é um dom de Deus, cado. que precisa ser urgentemente D e o ser resgatado na vida da sociegratias! dade, não só da Igreja, porque como estamos presenciando hoje pela mídia as instâncias de Seminarista legislação de nosso país queMartinho rem descaracterizar aquilo que é querido por Deus: que homem e mulher sejam uma só coisa pelo sacramento do matrimônio (ver o livro do Gênesis 2,18-25). Martinho Vagner Hoje muitas instâncias fora martovagner@yahoo.com.br


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Palavra do Pároco O servo de Deus Saber Lutar!

A importância da luta na vida humana é de extrema necessidade. Lutar não é ser violento, mas imprime uma constante que traduz uma atitude pessoal de mudança, de recobrar, refazer ou fazer com esforço, uma atividade nova ou uma ação que imprima sabedoria para se ter bons frutos. Nestes dias tenho visitado alguns enfermos da comunidade paroquial, pessoas de muitos anos de vida comunitária. Como é saudável o modo como lidam com a enfermidade e a sua recuperação. Chamaria de sabedoria para lutar com a doença, com o momento. Uma destas pessoas me alertava que a cada dia precisamos ter muita paciência, e ao passar destes dias, termos paciência para fazer uma coisa a mais, até chegar o momento de poder fazer novamente todas as atividades do dia-a-dia da família. O Cristo nos chama a sermos fortes e nos convoca: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua Cruz e siga-me” (Mc 8,34). Nos momentos de dor são as horas mais profundas, onde muitas vezes nos deparamos com a realidade de procurar a energia que ainda resta, para darmos os passos que precisamos em prol da superação. O que Cristo nos propõe neste texto de Marcos, é que, talvez nem sempre nos permitamos chegar até nós a realidade. Renunciar a si mesmo é complicado e difícil desfazer, se dispor, se despir de certos conceitos. Às vezes por preconceito, outras por orgulho, ou por vaidade, não nos deixamos vislumbrar o objeto de nossa realidade, que é além do “Eu” que se opõe. Em muitas circunstâncias achamos a nossa cruz, e lamentamos de um modo exacerbado, sendo que nos deparamos com outros que nem sequer lamentam o fato de uma dor, uma tristeza ou sofrimento. Saber, ter sabedoria é mais que uma simples definição, é uma atitude de vida, de amor, de testemunho para uma realidade onde estamos ou convivemos. Saber lutar é o tema deste mês na novena anual de

Santa Edwiges, no oitavo dia para a nossa reflexão. Oh! Quão bonito é vermos nos santos os exemplos de vida, isso nos implica tomarmos estes exemplos para que a nossa vida também se torne um discipulado do Cristo, uma vivência dos valores e um empenho para a santidade pessoal, compromisso de nosso batismo. O que precisamos é ter esta busca por sempre mais de Deus e bases em sua Palavra, para nos atermos às consolações provindas dela, como certezas, riquezas e seguranças para que possamos avançar. O Salmo 45, 6 nos diz: “Deus está no seu meio... Ele vem ajudar”. Certezas para quem se alimenta, mesmo em tempos de dificuldade. Um convite que faço, é o de se colocar com certezas deste Deus que não desampara que a Ele se confia. Isaias, 45,18-19 nos diz: “Somente eu sou o Senhor, não há outro!...”. Tenho uma tristeza em encontrar irmãos que nas horas de angústia não vêm à comunidade, buscam como em gôndolas de supermercado ofertas de consolo, sinto que às vezes não estou na rua ou perto desta casa para dar este passo em prol deste ou daquele irmão ou irmã para ser um ponto de sabedoria para suavizar esta luta. Que a sabedoria possa ser ponto de apoio, usemos dos meios diversos para crescer, para sermos homens e mulheres de força e sabedoria. Saibamos ser atentos aos que os chamam a voltar e a tempo nos proteger de tudo o que nos deixa desabrigados da verdade, da fé e por fim, que nos ofusca a esperança. Busquemos na literatura dos versos a poesia de uma vida dita de forma romântica e traduzida de vida que vem da luta, de fazer uma vida nova em meio às circunstâncias gerais de nossos dias. Um bom mês vocacional a todos, e que os que se sentem vocacionados à consagração, possam ser fortes para saber lutar pelo sim que devem dar, não a si, mas ao Senhor que os chama. Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

Um Sacerdote convicto da própria vocação

Aos 11 anos de idade, um adolescente de Cortemilia, cidade plantada entre duas colinas ao norte da Itália, arranca risos de seus colegas durante uma aula de catecismo ao se recusar a estudar o sacramento do matrimônio. Ao ser questionado sobre os motivos desse descumprimento de or-

dem, o menino respondeu: -Porque não quero me casar. Essa resposta não era uma afronta. Pelo contrário, uma decisão firme de propósito que os colegas e os padres que o acompanhavam naquele dia compreenderiam anos mais tarde. Seu nome era José Calvi, futuro padre da Congregação dos Oblatos de São José de Asti, na Itália, que viria ao Brasil como missionário, transformando-se para todos os josefinos no maior exemplo de humildade e entrega ao longo de sua trajetória no Paraná. Desde criança, Calvi mostrava-se decidido a dedicar-se à vida religiosa. Participava com assiduidade das atividades de sua paróquia. Embora de saúde frágil desde os primeiros anos de vida, sempre fora um menino dedicado, estudioso e, acima de tudo, de

uma bondade imensa.(Trecho retirado do livro: Uma abordagem histórica da Congregação dos Oblatos de São José). No mês de agosto, rezemos pelas vocações com a intercessão do Pe. José Calvi. Ó nosso querido Pe. José Calvi, que fostes para todos límpido espelho de pureza, modelo inigualável de obediência e exemplo luminoso de caridade para com Deus e o próximo, dignaivos impetrar também para nós essas santas virtudes, tão necessárias para nossa vida espiritual, a fim de que possamos, como vós, levar uma vida autenticamente religiosa e cristã e atrair ao caminho do céu, com o nosso exemplo, os irmãos distantes de Deus. Obtendenos de modo particular, com a nossa intercessão junto de Deus, a graça que vos pedimos (especificar a graça).


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Batismo

Batismos em 25 de Julho de 2010 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Aykon Gabriel

Gustavo Gonçalves

Laís Gonçalves

Paulo Cesar

Batizado em 25/07/10

Bruno de Pietro

Carlos

Gustavo Gabriel

João Pedro

Jéssica

Kauã Carvalho

Luiz Gustavo

Marcos Gonçalves

Mayara Souza

Paulo Henrique

Roger Soares

Yasmim Gusmão


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Pastorais

GRUPO LUAR DE PRATA (3ª Idade) A Organização Mundial da Saúde classifica cronologicamente como idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade em países em desenvolvimento. A terceira idade é uma etapa da vida de um indivíduo. A época em que uma pessoa é considerada na fase da terceira idade varia conforme a cultura e desenvolvimento da sociedade em que vive. Em países classificados como em desenvolvimento, por exemplo, alguém é considerado de terceira idade a partir dos 60 anos. Para a geriatria, somente após alcançar 75 anos a pessoa é considerada de terceira idade. Na verdade, não existe um consenso com relação à fronteira que limita a fase pré e pós velhice, nem tão pouco, quais são os indícios mais comuns da chegada nesta fase. Dados do IBGE demonstram que entre os anos de 1995 e 1999, no Brasil, o número de pessoas com mais de 60 anos cresceu em 14,5%. Isso é um dado a ser considerado em nossa sociedade, mas também nas nossas comunidades de fé e vida. Pois muitas são as atividades de acolhida à pessoa idosa sem jamais desmerece-la. Ao contrário, todas as pessoas,

independente da idade tem o seu lugar na Igreja. É importante que o idoso seja respeitado como ser humano que é, com todas as limitações inerentes a sua idade! Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado, tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade. Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida. A Pastoral da Pessoa Idosa tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político, para que as famílias e as comunidades possam conviver respei-

tosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua auto-realização, por meio de muitas atividades. Embora o grupo Luar de Prata não seja exatamente um grupo de Pastoral de Idoso, seus membros, em boa parte são participantes da comunidade Santa Edwiges, inclusive atuantes no Apostolado da Oração. São em torno de 40 senhoras (a mais nova com 61 anos e a mais vovozinha com 90) que se reúnem todas as terças-feiras à tarde nas dependências da Paróquia Santuário Santa Edwiges para as atividades diversas como: bingo, gincana, ginástica, artesanato, passeio e muito mais. O grupo já existe há 13 anos e o grande incentivador foi o Pe. Miguel Piscopo, ex-pároco de Santa Edwiges que fez questão da existência do grupo. O convite para a participação é a partir dos 50 anos. A equipe responsável pelo Luar de Prata é composta pelas senhoras: Ignez Telle Labate, Zulmira Sartoratto Sale, Santa Bio Ribeiro, Nair Missale e Luzia Albanese. Com muito bom humor elas narram ao Jornal Santa Edwiges todas as suas alegrias em participar do grupo e pertencerem a

esta comunidade no ano de seu Jubileu. Aproveitam a ocasião para convidar a comunidade para a missa de aniversário do grupo prevista para este mês de agosto, a ser ainda comunicada. A todas as senhoras do

Luar de Prata, muitas bênçãos e alegrias neste bonito exercício de se reunir para juntas vivenciarem esta importante fase da vida! Frei Marcelo Ocanha, OSJ epicuro7@bol.com.br

Campanha em prol do terreno do Santuário

542 colaboradores

Obrigado a você que faz parte desta história Retire seu carnê na secretaria paroquial Bradesco - Ag. 0090 - C/C 145.431-5

/

Itaú - Ag. 0249 - C/C 56.553-2


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Notícias 6ª Mostra de Dança debate Inclusão Social Através da arte e ousadia a juventude grita por um mundo de maiores possibilidades pra todos

“Aqui o normal é ser diferente” “Por um mundo cheio de possibilidades”.

Juventude

“Precisamos sempre olhar com o coração” disse Adriana Barsotti, deficiente visual, que apresentou junto com o Frei Marcelo Ocanha e Fernanda Lopes a 6° Mostra de Dança. Esta foi a proposta principal da mostra: fazer com todos pudessem refletir sobre o olhar e as atitudes perante o diferente. Realizada nos dias 10 e 11 de julho de 2010 no CEU (Centro Unificado de Educação) Meninos, a Mostra de Dança em sua sexta edição teve como tema “Aqui o normal é ser diferente” e o lema “Por um mundo cheio de possibilidades”. Foram 16 apresentações, as quais refletiram através da dança a necessidade de se lutar por inclusão social. Dentre as apresentações convidamos a Associação de Ballet de Cegos Fernanda Bianchini, composto por dançarinas deficientes visuais, mostrou que é possível a inclusão. Apresentando uma dança de balé clássico, a perfeição com que elas se movi-

mentavam no palco, a cada passo percebia-se que, o que nos torna iguais, são as nossas diferenças. Foi assim que a cada apresentação uma nova abordagem da inclusão era proposta. E nos intervalos de cada dança de forma criativa e extrovertida os apresentadores tiravam dúvidas com a Adriana sobre a vida cotidiana de uma deficiente visual, na tentativa de quebrar certos tabus. Adriana com sua simplicidade encantou o publico, sempre animada trouxe a sua vida como exemplo e explicou cada passo para se ajudar um deficiente, como também opinou sobre temas que muitas vezes são tratados como senso comum pela sociedade. As premiações foram as seguintes: Melhor Composição Musical - Arte Deus; Destaque - Filhos Do Céu; Revelação – Tamoyo; Criatividade - Arte Deus; Sincronia e Ritmo - Arte Deus; Figurino - Arte Deus; Interpretação - Arte Deus e Mensagem - Arte Deus. E a Mostra não parou por

aí, no domingo de manhã os grupos foram contemplados com quatro oficinas de dança em parceria com o Mimboé e coordenado pela professora de dança do ventre Fernanda Zambak e alguns profissionais convidados. As oficinas foram de Hip Hop, Ritmos Brasileiros, Latinos e Afros e contou com mais de 30 participantes. Encerrou-se a Mostra de Dança com uma Celebração Eucarística no Santuário Santa Edwiges, na qual, foi partilhado com toda a comunidade as dificuldades e alegrias vividas durante todo o evento. Como também foi apresentado o vídeo utilizado na abertura da Mostra em que dois jovens da comunidade deram seu depoimento. Foi um momento de ação de graças, em que a comunidade celebrou junto com a juventude e organizadores a concretização da 6ª Mostra de Dança de São Paulo. Então: Que venha a sétima!!! Francielly Camilo franciellycamilo@gmail.com

Já quitaram seu carnê Miguel Caludino Ferreira Hamilton Balvino de Macedo Irene Pocius Torolo Edilberto e Erineide Mouro Hermes R. Pereira Sencion Clarindo de Souza Russo Joaquim José de S. Neto Ana Dalva Pereira Correia Alexandre Sabatine Roda Família Cestari Noronha Luzia Villela de Andrade

Renato Ruiz Família Sena Edilson Vicentainer Vanilde Fernandes e Família Fátima E.S. Moraes Roberto Martini Hélio Martins de Aguiar Suraia Zonta Bittar Francisco F. de Freitas e Família Drusila Fernanda Gomes Milani Ismael F. de Matos e Família

Fátima e filhos: Fernanda, Tadeu e Tiago Família Marquezine e Apostolado da Oração Armazem do Sabor Margarida de Faria Rodrigues Djanane Ângelo Alvesa Waldyr Villanova Pangardi Maria Aparecida Bonesso Fátima Monteiro Ariola Marcelo Barbosa de Oliveira e Família Mário Estanislau Correa Flávia Regina Rodrigues

Alcino Rodrigues de Souza Maria Barbosa Ciqueira e Família Serize e Edson França Vincenzi Tomas e Antônia Mª Aparecida e Carlos Liberati Zulma de Souza Dias Luiz Carlos Montorsi Márcia Regina Sierra de Sene Pastoral da Acolhida Francisca Paulino Silveira Rosa Bonvegues

Mª Carmo e Mônica Ribeiro Oscalia Calmon Mauro César do Carmo Norma Izar Cícero Alves Sônia Varga O. B. Gomes e Família Antônio Cristóvão de Almeida Paulo Vicente Martins Maria Augusta Cristovam e Família


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Vocações

Chamados a pescar

Estamos vivenciando o mês vocacional em toda a Igreja do Brasil. É um momento oportuno para refletir sobre o chamado que Deus nos faz para ser pescadores de homens e mulheres. O chamado é sempre para servir e quem nos ensina muito bem no servir é o próprio Cristo. Por essa razão devemos olhar e deixar-nos olhar pela luz do chamado que Cristo nos faz não hesitando em responder, sem colocar limites ou até mesmo achar que não temos condições para realizar tal missão. Os apóstolos, ao ouvirem o chamado de Cristo para ser pescadores de pessoas, aceitaram a revolução em sua vida. Pedro e seus companheiros escutaram o chamado de Deus através de Jesus e aceitaram ser pescadores de homens. Pedro já era pescador e nunca deixou de ser ao seguir o Cristo. O que aconteceu foi que eles ganharam novas redes e barcas. As redes eram a Palavra do Cristo anunciadas através do Evangelho. As barcas as comunidades primitivas formadas pelo entusiasmo e pela esperança. O encontro com o Cristo nos faz ter uma direção do trabalho de pescar. Jesus não quer que assumamos alguma coisa diferente do que já fazemos mas que respondamos com reta intenção e coerência o chamado que Deus nos faz. O que sabemos fazer, deve ser feito com alegria e colocado a serviço do Reino de Deus. Viver a vocação não é negar os dons, os sonhos e os projetos de vida, mas é tomar consciência dos limites e das potencialidades que colocamos a serviço. O que significa ser pescadores de homens e mulheres? Significa anunciar a Palavra de Deus que restaura e dá sentido. É encontrar-se com a pessoa do Cristo Salvador. A finalidade de pescar homens e mulheres é gerar viça como o

próprio Cristo gerou — “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Aqui entra o esforço do pescador de arrancar das pessoas tudo aquilo que impede as mesmas de ampliar as perspectivas de servir ao chamado de Deus e viver a vocação. Pedro e seus companheiros não deixam seus trabalhos movidos apenas pelo entusiasmo despertado pelos milagres de Jesus. Eles vêem em Cristo a própria salvação a motivação e a esperança. Ao descobrir que o evangelho de Jesus é a palavra de Deus, o seguimento deles torna se radical. Eles deixam tudo e seguiram a Jesus (Lucas 5,11b). Este deixar tudo envolve um processo que chamamos de conversão de valores. Deixar certos valores e passar a ter os valores do Reino de Deus. Deixar as barcas significa deixar o nosso comodismo, o que mais nos agrada, nos convem e nos favorece vantagens. É assumir os riscos e os conflitos que o chamado nos traz que também gera paz, alegria e realização quando realizamos o processo completo do chamado de Deus. A missão e o testemunho é tarefa de todo pescador de Cristo, pois a fé não só é escuta, mas também envio. Precisamos pescar em outros mares, rios e lagos da nossa sociedade. O seguimento de Cristo é a grande vocação do pescador de homens e mulheres. Apesar da tentação do cansaço, aborrecimento, de nossos erros, o Senhor nos renova no seu amor e no seu chamado. Rezemos irmãos e irmãs neste mês vocacional por todos os chamados que Deus faz na humanidade para que respondam com generosidade ao grande amor que recebemos a todo o momento. Pe. Bennelson da Silva Barbosa bennelson@terra.com.br

Conheça a OSSE!

No primeiro semestre deste ano o Núcleo Sócio Educativo da OSSE (Obra Social Santa Edwiges) trabalhou de forma intensa com a temática Ambiental, tema bastante discutido em nossa sociedade e de extrema importância para as gerações futuras. Também ganham destaque as datas comemorativas, onde são desenvolvidos trabalhos de artes, de cultura e do âmbito social. Agradecemos ao grupo de voluntários que doou os ovos de Páscoa e a avaliação e orientação de saúde oferecida pelo grupo Saúde em Comunidade da Uniban. No período das férias o núcleo não parou, tivemos culinária, artesanato em tela, bijuteria e visita ao Museu do Futebol e a Sitiolândia. Para este semestre vamos continuar com o estudo do meio ambiente. Iremos ao Circo dos Sonhos, ao Centro Cultural para uma apresentação sobre folclore, faremos oficinas de reciclagem, montaremos um painel com lego e recicláveis sobre a água. Teremos os documentários sobre lixo e o uso dos recursos energéticos. Acompanhe o nosso trabalho, mais informações: 2591-2281.


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Entrevista

PROTAGONISMO JOVEM No manual do 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo lê-se: “O inicio da vida cristã se dá no encontro de fé com a pessoa de Jesus. Tal encontro consiste na resposta a um chamado, uma vez que a ação inicial é sempre divina. Nisto consiste a própria natureza do cristianismo, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo”. (p.88). Encontrar-se com Jesus Cristo é uma das motivações de nossos jovens a seguirem um caminho de ideais cristãos, contrapondo-se a outras propostas pelas quais o jovem é assediado constantemente. No Santuário Santa Edwiges os jovens tem espaço para expressarem suas idéias, promover amizades, ter convivência saudável, cultivar vida de oração e de fé em Jesus Cristo. São vários os grupos que não só catequizam e instruem o jovem no caminho cristão, mas que promovem a boa convivência num clima de fraternidade e espírito de família. Juntos eles fazem a vida da paróquia-santuário acontecer, pois além de se encontrarem semanalmente, também frequentam e atuam nas missas, em particular aos domingos às 11h, promovem grandes eventos como a Mostra de Dança e estão juntos aos grandes eventos paroquiais, como o jubileu e a festa da padroeira. Conversamos com os líderes dos três principais grupos: COJOSE, AJUNAI e CRISMA, e deles trazemos para o nosso jornal os seus anseios, alegrias e esperanças em poder servir e partilhar com esta grande família de Deus. TIAGO LOPES CARDOSO 25 anos, formado em Administração de Empresas e trabalha no Mercado Financeiro como Analista de Operações. Coordenador do Grupo de Jovens COJOSE JSE: O que é para você ser um cristão jovem hoje? A questão é interessante, pois, diferentemente dos questionamentos que ouço a pergunta acima não se restringe ao jovem: “o que é ser um jovem cristão hoje?”. Ela á muito mais ampla. Ela me fez pensar, por exemplo, se eu sou realmente um cristão e como estou vivendo esta minha escolha: de uma maneira cinza, opaca ou se minha fé em Jesus Cristo transformou e transforma a cada dia a minha vida mais alegre, colorida. Enfim, se minha fé me torna todo dia mais jovem em Deus. Depois de parar e refletir sobre estes pontos, podemos então responder “o que é ser um cristão jovem hoje”. Chego à conclusão que ser um cristão jovem hoje é, dentro do meu cotidiano, me esforçar para ser a cada dia uma pessoa melhor. Alguém capaz de ensinar, aprender, perdoar, capaz de sorrir e amar as pessoas ao meu redor com atitudes concretas, com gestos visíveis e invisíveis aos olhos das outras pessoas. Além disso, outra atitude que nos ajuda a sermos cristãos jovens hoje é confiar a nossa vida a Deus. Nossos problemas, preocupações e sonhos devem ser depositados no colo de Deus, com fé, esperança e amor. E por último, para ser um cristão jovem hoje devemos ousar, devemos desafiar aquilo que todos acham impossível de ser feito, devemos “fazer extraordinariamente as coisas ordinárias”. JSE: Quais as suas maiores alegrias no exercício desta liderança Jovem?

Uma das maiores alegrias é ver a semente ser lançada, preparada e, depois de um tempo, vê-la começar a brotar, crescer e dar os primeiros frutos. Às vezes temos a graça de ver esta pequena semente lançar outras sementes. Estas, sem dúvidas, são pequenas conquistas que alegram nossos corações. CLAUDIO HUGO ALVES FRANÇA 17 anos, estudante de Logística (NívelTécnico), Ballet e Jazz. Coordenador do grupo de adolescentesAJUNAI JSE: Quais as maiores dificuldades do adolescente hoje e o que o grupo AJUNAI pode oferecer? Acredito que a maior dificuldade do adolescente é a de encontrar algo diferente do que a sociedade oferece. Hoje vemos adolescentes começando a vida adulta muito cedo. Isso acontece por motivos como uma gravidez, o envolvimento com as drogas e outras situações mais que fazem acelerar a fase. O grupo Ajunai mostra algo diferente, um caminho que oferece novas propostas para o adolescente. Nosso maior objetivo é fazer com que os adolescentes do Ajunai possam ajudar aos outros a também encontrarem-se com Jesus. JSE: Como você se sente nesta missão de estar à frente de um grupo de adolescentes? Com a responsabilidade e o interesse em passar para a galera o que já vivi. Aos onze anos entrei no grupo, já era coroinha desde os cinco, e tudo o que vivi e foi acrescentado em minha vida devo repassar. A missão é grande, o caminho é cheio de pedras e dificuldades. Quando vejo o sorriso deles acabo me motivando e consigo superar a tudo para levar adiante os meus ideais. Uma das coisas que gosto muito é a arte, e sinto que o grupo todo manifesta a sua rebeldia por meio do teatro, da dança e da música e com isso acabamos por passar nossas mensagens.

ALESSANDRA REGINA DOS SANTOS 31 anos, estudante de Enfermagem. Coordenadora da Pastoral da Crisma JSE: Qual a grande missão da Pastoral da Crisma? A Pastoral da Crisma tem como objetivo principal catequizar os jovens e ministrar os ensinamentos da igreja, visando preparar estes jovens para receber um dos (três) sacramentos da iniciação cristã que são: Batismo, Primeira Eucaristia e a Confirmação do Batismo que é o Sacramento da Crisma. Além de preparar para receber o sacramento da confirmação do batismo, a Pastoral da Crisma também tem a finalidade de mostrar ao jovem catequizando, outras opções de trabalho pastoral. Serão apresentadas a eles outras áreas de trabalho dentro da própria igreja, tais como: Coroinhas, Pastoral da Juventude, COJOSE, AJUNAI, e outras áreas e pastorais da qual o jovem possa estar atuando ativamente e passando as pessoas àquilo que lhe foi apresentado durante a sua caminhada catequética. JSE: Para você o que é mais importante para o jovem e adolescente e como você sente estar contribuindo para isso? É de extrema importância que o jovem conheça e viva os ensinamentos da igreja, que cada jovem tenha uma visão mais ampla sobre a realidade nos dias de hoje e que saibam diferenciar o “certo do errado”. Durante e ao termino da catequese é de grande valia ver os jovens inseridos nos nossos grupos de jovens e adolescentes para que dêem continuidade a tudo que aprenderam e viveram na crisma. Para mim é uma honra trabalhar com a Juventude, não é apenas ensinar também é um grande aprendizado e estar contribuindo na formação desses jovens e vê-los participando é fantástico não tenho nem palavras para expressar o quanto é importante.

TIAGO LOPES CLAUDIO HUGO ALVES

ALESSANDRA REGINA


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Maria

São José MODELO DE VIDA CONSAGRADA

A Vocação à vida religiosa, a qual neste mês de Agosto se recorda no terceiro domingo, é caracterizada pela vivência dos três votos ou conselhos evangélicos: Pobreza, Castidade e Obediência. Estes votos é que caracterizam a essência da Irmã e do Irmão consagrado. Como consagrados e leigos josefinos, devotos do grande patriarca, aprendamos de seu exemplo a conservarmos também estas três grandes virtudes. Ao depararmos com esta figura admirável de vida, deve brotar em nós o forte desejo a ponto de exclamarmos: “Senhor eu também quero ser assim”. Se considerarmos os três votos como uma escola, podemos então ter São José como professor. Há nesta figura grandiosas virtudes que marcam profundamente a Igreja Católica! Vejamos agora como identificar a prática dos três votos na vida de São José:

Castidade – São José foi um homem que usou santamente os seus sentidos, o seu corpo era templo do Espírito Santo. O seu pensamento não conheceu a malícia dos homens, pois o silêncio e o escondimento era uma máxima para si, a mão de Deus ali estava. Os seus olhos transmitiam a ternura da humildade que ao serem vistos poderiam amolecer o coração de qualquer pai aqui na terra. Os seus ouvidos eram prontamente criados para além de escutar, compreender e entender o outro. Ele era alguém que não tinha mãos para apontar e sim para abraçar amorosamente. Portanto, a castidade não é uma parte e sim um todo na vida de José, pois diante de tão grandes virtudes é quase impossível que ele não tivesse essas qualidades aqui citadas. Pobreza – Nela consiste a liberdade que temos para servir unicamente o Senhor

de nossa vida sem apegar-se aos bens temporais. A pobreza não está em ser carpinteiro como Jose, pois ele poderia também apegar-se ao seu ofício. José ensina-nos que devemos estar livres de tudo para lutar, viver, testemunhar, praticar e amar unicamente a Deus na pessoa de Jesus Cristo. Não acumulando bens para si, mas doando com toda a comunidade. São José doou muito, fez da sua vida uma doação! Obediência – Não consiste em simplesmente dizer sim a tudo. Como Maria, José também questionou, se aprofundou no mistério, buscou respostas e finalmente disse o seu sim. José se dedicou unicamente aos interesses de Jesus por uma obediência livre e não imposta. Fez de seu ser um contínuo serviço de amor e entrega total a um bem maior! Eis aí o triangulo completo e perfeito na pessoa de José. Tal reflexão pode parecer simples, mas nos deixa idéias inquietantes que nos ajudam a despertar. José é fruto de seu tempo. Isso é claro, mas suas virtudes, são a cada instante novas e precisas. Encontramo-nos num mundo em que, ou estamos em Deus ou não estamos. José foi casto por amor, na missão junto à Maria por sua fé na graça de Deus. Foi pobre não porque tinha pouco, mas porque desapegou-se por amor. Foi obediente simplesmente porque deveria servir. Só iremos ter essas virtudes santas quando esquecernos de nós mesmos para dar lugar a Deus em nossas vidas: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3,20). Frei Marcelo Ocanha, OSJ epicuro7@bol.com.br

Solenidade da Assunção de Maria Santíssima A Igreja Católica de rito latino celebra, no terceiro Domingo de agosto, a Solenidade da Assunção de Maria. É a declaração de que Deus é fiel às suas promessas e conduz à eternidade feliz quem lhe é fiel. E Maria foi absolutamente fiel!

A linguagem da Assunção A expressão “assunção” quer significar que o objeto ou a pessoa foi elevada, portada ou “trans-portada”, de um lugar ou “situação” para um outro lugar ou “situação”, para um nível físico ou situação superior em relação a quem está em um outro inferior. A idéia de subida é muito forte na mentalidade humana. Quando falamos de céu como morada de Deus olhamos para cima. E quando falamos de Deus também olhamos para cima, pois lá é, na nossa mentalidade culturalmente mítica, o lugar de Deus. É uma questão de linguagem, de modelos psicológicos: o céu é o contrário da terra. Se na terra há tristeza, no céu será a alegria o comum; se na terra há limite, no céu haverá abundância; se na terra há morte no céu haverá vida. Se na terra não se vê Deus, então lá no céu Ele estará presente totalmente. A mentalidade culturalmente mítica não consegue ultrapassar o sinal da linguagem e compreender o simbólico da imagem. Isto se torna mais confuso quando o Dogma afirma que Maria encontra-se no céu em corpo e alma. Ora, se ela está assim lá no céu então é porque “não

morreu”. De fato, na Igreja Oriental não há a Solenidade da Assunção, mas a da “Dormição” de Maria, o que dificulta mais ainda a linguagem. O que se acentua na “Dormição” é que Maria entrou na eternidade com a serenidade de alguém que adormece, sem a crise existencial, a angústia desesperadora da morte. Ela entendeu a vida e a viveu em intensidade extrema e total, na comunhão do Espírito que a tornou “plena de Graça”. A Ressurreição de Maria Na Assunção de Maria o que se celebra é a Ressurreição de Maria. Não é sua imortalidade, pois até Jesus Cristo, o Filho do Pai eterno morreu… Por que Maria não iria morrer? Morrer é humano, é natural, é direito da criatura encerrar sua jornada, ter e viver um término. Uma coisa sem fim e ao mesmo tempo limitada, imperfeita, seria um tormento infinito. Maria deixou a realidade do mundo físico, histórico e entrou na glória eterna. E já está como seu Filho: ressuscitada, divinizada, transfigurada. Ela vê a Deus facea-face e não encontra mais erro, medo ou limite: ela está na felicidade dos Justos e no Reino eterno. Parece ser oportuno deixar um pouco esta imagem da “subida” física de Maria e a idéia da ausência de uma morte corporal. Ela morre, como todo homem, como lembra Paulo, e já encontra a Ressurreição, já retoma seu físico, agora não corruptível (passível de sofrimento e morte), não limitado pelo tempo e espaço, mas pleno, perfeito. Pe. Mauro Negro - OSJ mauronegro@uol.com.br


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Santo do Mês

Santo Agostinho

Nascido em Tagaste, na Argélia, região do norte da África, em 354, Agostinho foi filho do pagão Patrício e da cristã Mônica. Menino e jovem dotado de inteligência fora do comum e habilidades notáveis, Santo Agostinho é, sob múltiplos aspectos, um santo único em toda a história do Cristianismo. Antes de mais nada ele não é um “santo ideal”, sem defeitos ou que sempre foi um modelo de vida. Pelo contrário, Agostinho é o típico homem de seu tempo: apaixonado, ambicioso, cheio de interesses e contrastes que deseja sobressair-se e pode ser o melhor entre os melhores. Por isso mesmo não vê limites para seus projetos e para sua conduta. O Cristianismo lhe soa distante, é apenas uma recordação dos ensinamentos de sua mãe, Mônica. O que lhe importa na juventude e no início de sua maturidade é o prazer: primeiro o sensível, do prestígio de grande professor de retórica, de algo que poderíamos chamar hoje de “boêmio”, o prazer sensual, aquele da oferta de relacionamentos ligeiros e superficiais. Depois, o prazer das idéias, do mundo da cultura apoiado pelos grandes mestres que Agostinho sabia que haviam olhado para o mundo, a natureza e o próprio homem com maestria. Um mestre, um gênio como Agostinho sabia reconhecer outros mestres geniais. Mas isto lhe alimentava apenas o vazio interior. A sabedoria da Filosofia era um caminho que lhe falava alto, mas não o satisfazia completamen-

te. Agostinho então põe-se a buscar sentido para tudo e para si mesmo. Encontra em certas expressões religiosas muito próximas do Cristianismo. Mas é em Milão que o jovem professor conhece o grande Bispo Ambrósio. Pelos argumentos profundos, sábios, seguros do Pastor daquela Igreja Agostinho decide-se estudar com atenção a Fé que sua mãe, tantas vezes em lágrimas, lhe apresentara na infância e juventude. A esta altura Agostinho vai mudando seu comportamento. Tem amigos, mas restringe seu círculo de amizades entre os mais próximos e também interessados nas catequeses de Ambrósio. Tem um filho, fruto de uma convivência passageira e ilegítima com uma prostituta. Logo depois chega sua mãe e juntos todos começam a crescer no conhecimento da Fé em Cristo que é caminho de libertação interior e, logo Agostinho descobre também, de conhecimento e deslumbre sem limites. Depois de convertido ao Cristianismo Agostinho vai crescendo no controle de si, na expressão de sua fé e no envolvimento de sua cultura. Ele agora não é um pagão que ensina, é um cristão que vê e faz que outros vejam a beleza de Deus em tudo e em todos, não sem deixar claro que o pecado rompe tudo isto e destrói a alegria da pessoa. Mônica, depois de ver o filho convertido, deixa este mundo em paz, bem quando o grupo de Agostinho deixava a Europa para retornar para a África e recomeçar a vida. Lá, Agostinho planejava viver o dia-a-dia como um bom professor e um fiel cristão. Em uma pequena comunidade, em Hipona, cidade do norte da África, Agostinho e seus amigos dedicam-se à oração e ao estudo. O idoso Bispo da cidade solicita o auxílio de Agostinho e o faz Padre. Com a morte deste Bispo, Agostinho, o antes pagão mundano e escandaloso, é agora aclamado pelo clero e pelo povo como Bispo.

Agostinho aceita o encargo não sem dificuldades. Seus planos eram a vida contemplativa, o estudo profundo, a oração sincera e constante. Subitamente ele está à cabeça de uma Igreja importante, cheio de compromissos e afazeres. Por 34 anos Agostinho foi Bispo de Hipona: mestre, pastor, pai, socorria os pobres, ouvia os aflitos, acolhia os Padres e fiéis, indicava o caminho, ensinava, admoestava, mostrava, exemplificava com a vida pessoal. Não deixou de estudar e escrever. É dele a célebre obra “Confissões”, onde o Bispo, filósofo e teólogo analisa a vida, a sua própria vida e o modo de pensar correto e seguro. Outra obra, “A cidade de Deus”, foi um marco de grande impacto na história e determinou mais de mil anos do pensamento filosófico e teológico. Agostinho comentou praticamente toda a Sagrada Escritura e todos os ramos do conhecimento teológico. É comum que o leitor iniciante de Santo Agostinho se surpreenda quando, lendo uma obra sua, veja citações bíblicas inteiras, entrelaçadas com harmonia em um texto coerente e fluente. O caso é que o santo filósofo e teólogo havia assimilado tão profundamente a Escritura que seu pensamento estava ancorado nos textos bíblicos. Por isso e muito mais Santo Agostinho é um dos grandes “doutores da Igreja”, expressão que significa mestre de conhecimento e doutrina. Nosso Papa atual, Bento 16, é fiel seguidor intelectual e espiritual do Bispo de Hipona. Agostinho morreu em 28 de agosto de 430, com 76 anos de vida, entristecido por ver sua cidade episcopal cercada e ameaçada rudemente pelos bárbaros que a desejavam saquear. Se a cidade caiu depois disto, o certo é que o pensamento e a doutrina de Agostinho perdura como uma das mais seguras e fecundas maneiras de ver e viver, iluminados pela graça e inteligência. Pe. Mauro Negro - OSJ mauronegro@uol.com.br

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Cultura e Lazer Panorama Sesi de Dança 10º Edição

A proposta da 10ª edição da mostra de dança contemporânea do SESI-SP tem como foco o percurso de criação, buscando valorizar artistas criadores de uma escrita própria e que desenvolvem uma maneira autêntica e autoral de existir em cena. De acordo com a curadora Christine Greiner, professora do Departamento de Linguagens do Corpo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, ela foi pensada em rede, com os próprios criadores e com a produtora Gabi Gonçalves. Oportunidade única para conhecer o trabalho de artistas

que têm demonstrado um percurso inquieto de pesquisa. A idéia mais interessante que a mostra oferece é que não se trata de uma apresentação de repertórios, mas sim das experiências em que a pesquisa de cada um construiu enquanto chave importante para a obra como um todo. Nos sábados, dias 7 e 14 de agosto, a partir das 12h, haverão conversas entre os criadores, transmitidas ao vivo pela internet. As perguntas poderão ser feitas em tempo real pelo twitter. Inf. site www.corporastreado. com/panoramasesi


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Psicologia e Saúde Mensagem especial

Intriga

Seremos nós tão competentes, tão espertos, tão mais tudo que o outro, que o que imaginamos passa ser verdade tão logo expressemos em palavras? Seremos nós tão mais observadores, tão mais apurados em nossa atenção, que enxergaremos no outro, todas as suas maldades, as suas falsidades, todos os seus sentimentos ocultos? Seremos nós ou os outros também o serão? Falo de você, você fala de mim, o outro fala de nós, nós falamos do outro e todos nós nos julgamos perspicazes o suficiente para saber do outro, mais do que ele mesmo sabe. Saímos então, à boca pequena, a comentar, a falar o que pensamos saber e quem nos ouve, ao passar adiante, modifica o que ouviu da maneira como entendeu e cada qual vai falando conforme sua interpretação. É o “me contaram”, é o “diz que diz”, é o “leva e traz” que ganha forças em bocas ávidas de tudo passar adiante, sem sequer filtrar o que ouviu. Aí então, seguimos em frente temendo que outros olhos estejam a nos obser-

var, vendo em nós o que não deveríamos ter feito e o fizemos e o que nunca fizemos por não ter tido coragem o suficiente e que sequer contamos a nós mesmos que queríamos. E que ficou marcado em nosso corpo, em nossa postura, para ser “lido” por quem o quiser. Temos medo do outro, que também a nós deve temer, pois nossos olhos saem à frente, a procura do oculto, do mal feito, que tanta satisfação nos traz passar adiante o que pensamos saber que sabemos. A nosso modo, à nossa maneira, à nossa interpretação, como cúmplice que somos da visão distorcida do fato. Está formada a fofoca, a bisbilhotice, a intriga, que mostra nossa mania de grandeza ao falar do outro, comparando-o conosco, colocando-o dentro de nossas leis, de nossos padrões tão certos, tão nossos... E que gostaríamos tanto, se possível fosse, de ter a coragem de jogar por terra. Como se possível fosse...

Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br

VOTAR BEM Os Bispos Católicos do Regional Sul 1, da CNBB (Estado de São Paulo), no cumprimento de sua missão pastoral, oferecem as seguintes orientações aos seus fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano: 1. O poder político emana do povo. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem este poder. Lembre-se de que seu voto contribui para definir a vida política do País e do nosso Estado. 2. O exercício do poder é um serviço ao povo. Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes e legisladores: a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e melhor distribuição da renda, educação de qualidade para todos, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente. 3. Governar é promover o bem comum. Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social, a segurança pública, a superação da violência, a justiça no campo, a dignidade da pessoa, os direitos humanos, a cultura da paz e o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até à morte natural. São valores fundamentais irrenunciáveis para o convívio social. Isso também supõe o reconhecimento à legítima posse de bens e à dimensão social da propriedade. 4. O bom governante governa para todos. Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pre-

tendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo, levando em conta, especialmente, as camadas sociais mais frágeis e necessitadas da atenção do Poder público. 5. O homem público deve ter idoneidade moral. Dê seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”, dignos de confiança, capazes de governar com prudência e equidade e de fazer leis boas e justas para o convívio social. 6. Voto não é mercadoria. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral. Fatos como esses devem ser denunciados imediatamente, com testemunhas, às autoridades competentes. Questione também se os candidatos estão dispostos a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade. Candidatos com um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos não devem receber nosso apoio nas eleições. 7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma es-

colha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e as propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você também defende. 8. A religião pertence à identidade de um povo. Vote em candidatos que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé. 9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituível para a pessoa. Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural. A sociedade que descuida da família, destrói as próprias bases. 10. Votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.


Agosto de 2010

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Jornal Santa Edwiges 15

Missões Missões Josefinas 2010 – Apucarana (PR) O livro do Deuteronômio apresenta um critério que pode ser útilneste momento em que nos pomos a analisar propostas políticas com vistas às eleições. Mesmo não sendo um critério único de análise e escolha é, seguramente, algo a se pensar e um caminho de discernimento. Há 11 anos, no mês de julho, a Província Nossa Senhora do Rocio, dos Oblatos de São José, realiza as Missões Josefinas. Aproveitando o período de férias escolares, programação de recesso de profissionais liberais e trabalhadores da vinha do Senhor, nos colocamos a caminho da Evangelização. Este ano de 2010 o destino foi Apucarana, cidade ao Norte do Paraná, região do vale do Ivaí, Diocese de Apucarana, na Paróquia Santuário São José e suas comunidades. A partir do convite do Pároco Reitor, Pe. João Batista da Silva, que motivado pela celebração do Jubileu da comunidade paroquial, encontrou nas missões um serviço em prol da animação da comunidade, do fortalecimento das lideranças e a busca de casa em casa dos que, por um motivo ou outro, estavam afastados ou desanimados em sua vivência eclesial e de fé. Como eixo das missões tratamos de uma Igreja Discípula Missionária dentro da realidade de Apucarana, na vivência do Plano Diocesano de Pastoral e suas dimensões. A comunidade, a equipe missionária e o CPP (Conselho de Pastoral Paroquial) fizeram pedidos de temas para serem trabalhados nas noites de formação. Definiu-se por estes: Igreja Fundamentada na Palavra (segunda-feira), com um anseio de responder aos grupos de vivência, encorajando-os a exemplo da comunidade dos Atos dos Apóstolos a caminhar na união fraterna, na partilha da palavra e como Igreja doméstica e comunitária. Sacramentos (terça-feira), numa visão de retomar os compromissos de realização dos mistérios do Cristo em nossas vidas, e como comunidade deixar estar em nós os sinais visíveis da graça invisível contida na matéria dos sacramentos. Eucaristia (quarta-feira), como fonte motivadora, alimento da vida comunitária e sinal presente do Cristo que se realiza e planifica na vida da Comunidade. Discipulado e a Missionariedade (quinta-feira), refletimos sob a luz do tema de uma Igreja convidada ao discipulado, voltada às fontes originais do batismo, do Evangelho e do mandato de Jesus: Ir, pregar, fazer discípulos e batizando e convidando a conversão. E por fim, o Dízimo (sexta-feira), onde refletimos sobre o compromisso da manutenção da Igreja, um serviço de fé, de conversão e de confiança. Reconhecer no dízimo a sinceridade de dar a Deus a sua parte doada e assim a comunidade poder se manter, realizar a evangelização e dar aos pobres o atendimento de suas necessidades. Foram realizados encontros com as crianças, tanto no centro como nas comunidades, momentos de muita alegria e integração. Crianças e adolescentes fizeram um circuito de oficinas começado pela espiritualidade, passando pela reflexão da família, caminhando para a oficina de artes, canto/ música, vocacional, com um teatro de sombras e acabando na roda da brincadeira, ofertando assim,

de modo lúdico, a proposta de ser na vida catequética um discípulo missionário. Também aconteceram três noites de encontros com os jovens, seguindo os passos do projeto do Centro Juvenil Vocacional, da Província, passos dentro da evangelização da Juventude. Um desafio grande onde os jovens saíram em busca de outros jovens, mostrando uma nova possibilidade, o desafio de sair de um sossego e ir ao encontro de Cristo. Estes relatos foram dos serviços realizados nas comunidades, além de outros aqui não descrito. Uma marca desta missão foi a diversidade, com um grupo composto por diferentes idades, diferentes procedências. Foi uma missão de muita integração e disposição por parte do grupo missionário. Todas as manhãs os grupos localizados nas comunidades se reuniam para a oração fraterna, em uma atitude de se abastecer do Cristo para ir à sua messe durante o dia. Sendo cidade, devido a rotina de trabalho, muitas vezes as pessoas não eram encontradas. As formações noturnas também foram uma saída estratégica para atingir os operários que durante o dia buscavam o seu sustento, sendo esta uma atitude muito louvada, por aqueles que pensaram que seriam esquecidos pela impossibilidade provinda do trabalho. Missões 2010, um tempo de paz e de felicidades para todos que ali estiveram. Não se deixe mover pelo sossego! Este é um convite para dar passos na fé, no crescimento e na busca de alternativas para alcançar a todos, e também a si mesmo, não deixando parar o grito que Paulo ouvia “Ai de mim se não evangelizar”, que é dito para nós hoje. Uma imensa gratidão a todos os que contribuíram para que pudéssemos chegar a todas as casas, as lojas, sítios, chácaras, fazendas, enfim, de toda a comunidade. Seja com a entrada, com os sinais da missão ou ainda pela mensagem deixada através dos santinhos, panfletos, estudos, orações ou a cordialidade de um cafezinho e um diálogo de irmãos na partilha da fé e da esperança. Foi muito amistosa a presença de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo Diocesano de Apucarana, pelo carinho de estar conosco na semana. De nos reconhecer e nos gratificar com a notificação de nossa presença no funeral de Dom Domingos Wisniewski, Bispo Emérito daquela sede episcopal. E também por ter abençoado as cruzes que a Pastoral Missionária lançou como sinal permanente dos missionários. Minha gratidão a todos os que contribuíram com a oração e aos que fizeram acontecer a Missão Juvenil Vocacional Josefina de 2010. Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br


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