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Especial Juventude

CRER NA JUVENTUDE Crendo na juventude e em seu potencial Pág. 14

STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXI * Nº 247 * Maio de 2011

Especial

Maria, Mãe da Igreja, Abençoe nossas Famílias! “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 30-33). Pág. 15

Campanha da Fraternidade

“O planeta geme em dores de parto” Pág. 04

Pastorais do Santuário

Santa Edwiges: 51 anos evangelizando as novas gerações Pág. 08

Ano Marelliano

Vocação sob a instiga de Maria Pág. 10

Notícias

Notícias do Santuário e da Comunidade N. Sra. Aparecida Págs. 03 e 09


02

STA. EDWIGES

Editorial

Mãe Sublime

D

urante uma pesquisa sobre as comemorações do mês de maio, pude notar destaques pela celebração do dia das mães, mas principalmente, durante todo o mês, homenageamos Maria, exemplo de Mãe e Mulher. Encontrei nesta pesquisa diversos artigos e textos que falam e veneram Nossa Senhora, mas um deles me chamou a atenção de modo especial, e utilizei este espaço para transcrevê-lo, como mais uma forma de reforçar a importância do “Sim”, da Mãe de Deus. Este texto é de autoria de Dom Aloísio Roque Oppermann. “Nós varões todos – penso estar falando pela maioria – temos dentro de nós o perfil da mulher perfeita. É a mulher dos sonhos, que encaixa no quadro de uma vida cheia de ideais e de grandes realizações. Tem características de um arquétipo motivador. Mesmo quando elas criticam os homens, elas são benéficas. Pois nos põem para frente. Sua presença benfazeja não acontece somente no âmbito familiar, mas também na pastoral, na literatura, na busca da santidade de vida, e na educação. Entretanto, tal sonho, umas tantas vezes se esbarraram diante da dura realidade concreta do cotidiano, que não se afina ao esperado”. “A mãe de Jesus, no entanto, foi a mulher que correspondeu em plenitude à expectativa da raça humana. Maria é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), mãe que mostrou coragem, por “ficar de pé junto à cruz” (Lc 21, 36) e ser bendita “porque acreditou” (Lc 1, 45). Quero mostrar duas razões que comprovam a sublimidade dessa filha de Israel, que foi aquinhoada por Deus com favores, não concedidos a mais ninguém neste mundo. A primeira é de ordem biológica. A maioria dos seres vivos é proveniente da confluência do espermatozóide (masculino), e do óvulo (feminino) da fusão dessas duas células, cada uma com sua carga genética específica, nasce um novo ser, parecido, mas diferente de seus genitores. Jesus, porém, “foi concebido pelo poder do Espírito Santo” (Lc 1, 35), e não teve concurso masculino. Na sua natureza humana, Jesus foi inteiramente, engendrado pela carga genética de Maria. Por isso Ele deverá ter sido extremamente parecido com Maria, e herdado o seu jeito, e suas características. A segunda razão de sua importância excepcional é de ordem exemplar. Você já observou que, contrariamente a toda a humanidade, Jesus nunca pagou tributo à guerra de gêneros? Jamais de seus lábios saiu qualquer ensinamento desairoso contra as mulheres. Suas parábolas nunca trataram as filhas de Deus com desdém. Mas nos seus ensinamentos elas são apresentadas de maneira simpática, e até grandiosa. Nem no trato com as pessoas, Jesus foi grosseiro para com qualquer mulher. De onde viria isso? É de sua experiência familiar, onde Ele viu na sua mãe uma mulher extremamente querida, mas ao mesmo tempo objetiva, trabalhadeira, firme e aberta para a vida em Deus. Foi uma transferência psicológica, que facilitou a Jesus alçar para uma grande dignidade todas as mulheres da terra.”

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Maio de 2011

Calendário Paroquial Pastoral 2011 01 Domingo AJUNAI (Encontro) Missa do Trabalhador Romaria da Arquidiocese à Aparecida Romaria à Apucarana Coroinhas (Encontro) Pastoral do Batismo (celebração) Infância Missionária – (Encontro)

03 Terça - Feira Reunião Presbíteros Pastoral da Família (reunião)

05 Quinta - Feira Apostolado da Oração (reunião) SAV (Adoração Vocacional)

06 Sexta - Feira Apostolado da Oração (missa)

07 Sábado Coroinhas (cinema) CPP – Conselho de Pastoral Paroquial

08 Domingo AJUNAI (Encontro) Bolsistas (reunião) Coroinhas (Encontro) Homenagem às Mães - Catequese

09 Segunda - Feira Confissão das Crianças da Catequese

10 Terça - Feira Confissão das Crianças da Catequese Pastoral da Família (reunião)

11 Segunda - Feira Confissão das Crianças da Catequese

12 Segunda - Feira Confissão das Crianças da Catequese

13 Sexta - Feira Juliana Sales

julianasales@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

Confissão das Crianças da Catequese Reunião do Setor Anchieta CPS

Local

Hora

Salão Pe. Segundo Catedral da Sé Santuário Nacional

8h30 9h 9h

Santuário São José Salão São José Santuário Capela Reconciliação

Dia todo 10h 16h 14h

Local Seminário Bom Pastor A definir

Local Salão São José Capela da Reconciliação

Local Santuário

Local A definir Salão São José

Local Sala Pe. Segundo Sala Pe. Magnone Sala S. José Marello Santuário - Missa

Local Santuário

Hora 8 às 17h 20h30

Hora 14h 20h

14 Sábado MESC – Formação Regional Conf. das Crianças da Catequese Infância Missionária (Encontro) Comunidade - (CPC)

Novena de Santa Edwiges

Retiro das Crianças 1ª Eucaristia Form. Litúrgica para Equipes de Liturgia das Regiões e Paróquias Infância Missionária (Encontro) MESC (Reunião e formação)

8h30 8h50 10h 9h

Hora A definir

Santuário A definir

A definir 20h30

Local Santuário

A definir

Local

Local Santuário

Local Santuário OSSE

Local

A definir

Hora

Santuário

A definir

São Bernardo São Bernardo

8h30 20h

Hora O dia todo

Hora 20h 20h30

Hora

OSSE Centro Past. S. José

8 às 17h 8h

Cap. da Reconciliação Pe. Pedro Magnone

14h 17h

Local Comunidade Santuário Salão Pe. Segundo Salão S. José Marello Comunidade

25 Quarta - Feira

Local

Hora 10h 15h 8h30 10h 18h

Hora 20h30

27 Sexta - Feira

Hora

Local Salão Pe. Segundo

28 Sábado Infância Missionária (Encontro) AJUNAI (Aniversário) Pastoral Missionária (reunião) Pastoral do Batismo (curso) Seminário: Paróquia, comunidade e org. eclesiais na realidade urbana RCC (Adoração)

Local

AJUNAI (Encontro) Coroinhas (Vestição) Comunidade. N. Sra. Aparecida (Coroação) Pastoral Missionária (Mutirão) Pastoral do Batismo (celebração)

Hora 14h 18h 17h 17h30 A definir

Santuário

19h

Local

Hora

Salão Pe. Segundo Santuário Comunidade

8h30 9h 10h

Santuário Santuário

12h 16h

30 Segunda

Local

Dia de S. J. Marello – Missa Solene Santuário

Responsável e Editora: Juliana Sales Diagramador: Victor Hugo de Souza Fotos: Gina e Michelson Ribeiro Equipe: Aparecida Y. Bonater; Eliana Tamara Carneiro; Guiomar Correia do Nascimento; João A. Dias; José A. de Melo Neto; Helena Garcia; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza e Marcelo R. Ocanha

20h

Cap. da Reconciliação Salão S. José Marello Sala São Pedro São José Região Episcopal

29 Domingo

Local Santuário

14h 15h

Past. da Família (liturgia e vigília) A definir

SAV (reunião)

Local

Hora

Cap. Reconciliação Comunidade

22 - Domingo Primeira Eucaristia Primeira Eucaristia AJUNAI (Encontro) Coroinhas (Encontro) Comunidade - (Terço)

8h às 12h A definir 14h 15h

8h às 12h A definir

17 Terça - Feira Catequese (reunião de pais) Pastoral da Família

21 Sábado

Hora

Local

Hora

Paróquia N.Sra. Saúde Santuário

16 Segunda

15h

15h 17h

Paróquia N.Sra. Saúde Santuário Cap. Reconciliação Comunidade

15 Domingo Dia Mundial das Vocações AJUNAI (Encontro) Renov. do Batismo (Catequese) Coroinhas (Encontro) RCC e Comunidade (Louvor)

Hora

Hora

Local

Hora 20h

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 20/04/2011 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


Arte e Cultura

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Maio de 2011

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Pra falar de música... Nosso último encontro proporcionou uma reflexão acerca da presença dos sons em nosso cotidiano e imaginário. A ideia é a de que eles são a “substância” de comunicação entre as pessoas e os pensamentos. Examinando com mais cuidado o modo de falar, nota-se que o som é também uma linguagem paralela ao idioma, pois uma palavra adquire diferentes sentidos conforme a maneira que é colocada. Enquanto somente escrito, um termo carrega apenas o seu sentido etimológico, mas colocando-o entre vírgulas e pontos de exclamação ou de interrogação ele ganha inflexões; que é o nome que damos ao modo de articular as palavras e que definem exatamente o que uma pessoa quer nos comunicar. São os pontos responsáveis de: “como dizer uma frase”. Da mesma forma que um texto sem pontos não encerra em si um sentido, uma pessoa que não prepara as palavras não pode ser compreendida por ninguém. Aos sons organizados artisticamente damos o nome de música e ao texto escrito sob notas musicais o de partitura. A música simplesmente imita o nosso modo de falar. Mesmo feita somente por instrumentos, estes devem simular pessoas cantando, com modos propriamente humanos. Só o volume, a articulação e o ritmo sendo renovados no decorrer da música podem torná-la dinâmica e interessante. É verdade que podemos descrever instrumentalmente um cenário; uma floresta, por exemplo. Um tímpano pode

fazer o trovão, flautas fazem pássaros; mas só com o elemento humano (melodia) é que ela se torna capaz de comunicar. Eu, particularmente, meço a qualidade de um músico pela sua habilidade de “cantar” via o instrumento. Velocidade ao tocar, só é válida quando se consegue concluir a intenção do intérprete, caso contrário, não é um comunicador músico que toca, mas alguém treinado a fazer algo, semelhante a um malabarista. Curioso é notar que dividimos também uma composição musical em frases e períodos. Temos a sensação de continuidade ou de pergunta quando se é tocada uma sucessão de sons dirigidos para cima, onde se sente que é necessária uma conclusão (ou ao “repouso”). Exemplo disso é o tipo de som que produzimos ao fazer uma pergunta, pois nela se fala mais forte e mais agudo ao final: “Mas que lindo vestido! Onde você comprou?”. Se não dissermos “comprou” para cima, mais forte, não se trata de uma pergunta. Mas a pessoa responde “no shopping perto de minha casa” e termina falando mais baixo do que quando começou. Assim, o que o interrogador levou para cima o interlocutor, trouxe de volta para baixo. A essa solução que dá resposta às perguntas, dá-se o nome de cadência e tem ela o mesmo efeito que o ponto final de um texto. Produzimos uma cadência sempre que completamos uma informação. Não se tem uma nação ou um conhecido período importante da História que tenha ficado alheio à arte dos sons. Temos uma pintura que testemunha

um tocador de flauta já no ano 10.000 a.C. que foi encontrado em Ariége na França; mas sabe-se que as intenções musicais são mais antigas. Seja na guerra, na meditação ou na alegria, o homem sempre procurou tocar e cantar. De todos os períodos históricos, destacamos como especiais para o desenvolvimento da música o renascimento, o barroco, o classicismo, o romantismo, o impressionismo, o modernismo e o contemporâneo. Teremos a oportunidade de estudá-los mais adiante. Peço a gentileza dos leitores para que possa conhecer sua opinião sobre nosso estudo. Enviem-me e-mails com dúvidas ou sugestões e terei o maior prazer de respondê-los. Nosso cenário artístico não está entre os mais favoráveis, pois o que houve de melhor no universo da arte não está ao acesso fácil das pessoas. A verdade é que a distração resolveu assaltar o público, que se encontra em grande parte longe de toda a história do pensamento humano. Seria melhor que tratássemos com maior esmero as informações que nos chegam pelos diversos meios. Separando diversão de cultura também instruímos o espírito, conseguindo enxergar ainda mais intensamente a obra criadora de Nosso Senhor. Sejamos atentos aos detalhes! Que o amor de Deus se faça música em nós! Mario Umetsu marioumetsu1@hotmail.com

Comunidade N. Sra. Aparecida

Seder Pascal e Haggadah

N

o segundo domingo de abril, dia 10, cerca de 80 agentes de pastoral e o Pároco e Reitor do Santuário Sta Edwiges e da Comunidade, Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ, participaram do Seder Pascal. A palavra “Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, e quer dizer “passagem”. O Seder Pascal é a refeição que celebra este momento de passagem. Durante esta celebração acontece a Haggadah, que é a narrativa da libertação dos hebreus do Egito. Isto tudo faz memória da história da páscoa

judaica relatada em Êxodo 12. É feita a menção da passagem da Páscoa Judaica para a Páscoa Judaica Cristã, que celebra a paixão morte e ressurreição de Jesus Cristo. Durante o rito da Ceia foram usados os alimentos que fizeram parte da refeição feita pelos judeus no Egito, tais como o cordeiro (Zerôa), ervas amargas (Marór), ovos (Betsá), pasta de nozes com maçã (Charósset), pão ázimo (Matsá) e o vinho. Cada alimento simboliza uma dimensão da libertação do povo Judeu guiada por Deus.

Que a recordação desta data, com as palavras e gestos de Jesus, inspire nossa conduta ao longo do nosso caminho. Todos que participaram saíram com firme propósito de ser um homem novo, uma mulher nova, libertados e renovados no Cristo ressuscitado! A Comunidade Nossa Senhora Aparecida, deseja a todos uma Feliz e Santa Páscoa! Suzana Bezerra suzanasbs2008@hotmail.com


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Campanha da Fraternidade

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Maio de 2011

“O planeta geme em dores de parto”

N

este tempo quaresmal, a igreja do Brasil nos mostra a preocupação que devemos ter com o nosso planeta que lamenta, chora e sofre. O lançamento da Campanha da Fraternidade pela CNBB, que tem como tema “Fraternidade e a Vida do Planeta” e como lema “A criação geme em dores de parto”, estimula o despertar para os problemas que causamos na Terra em que vivemos. O aquecimento global e a violência praticada pela humanidade contra o meio ambiente, não é inédito, e a nossa Igreja há muito está preocupada com essas questões. Em 1979 a Campanha da Fraternidade teve como tema “Por um mundo mais humano” e como lema “Preserve o que é de todos”. De lá para cá transcorreram 32 anos, mas a inquietação da Igreja não parou por aí. Em 2004 o tema da CF foi “Fraternidade e Água” e como lema “Água fonte de vida”; em 2007 tivemos o tema “Fraternidade e Amazônia” e como lema “Vida e missão neste chão”

e em 2008 o tema “Fraternidade e defesa da vida” e como lema “Escolhe, pois, a vida”. É claro que a CF 2011 e consequentemente as ações dela decorrentes, não pode ficar limitada aos 40 dias que antecedem a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. A campanha é um acordar, um abrir de olhos para nos motivar dentro da sociedade e fazer a diferença como cristãos que somos. Pensar no modo como estamos tratando o nosso planeta deve ser a nossa preocupação constante e devemos sair da inércia para a ação, munidos da força que o Espírito Santo nos proporciona. O importante é que cada um faça a sua parte. Deve-se ter a compreensão da relação que devemos ter com a natureza visando uma vida melhor para si e para toda a comunidade, assim como para as gerações futuras. Infelizmente, os maus tratos que a humanidade provoca no Planeta causa reações que se voltam contra a própria humanidade. Enchentes, secas,

desertos, tempestades e tantas outras catástrofes climáticas são sem dúvida a resposta que o Planeta nos dá diante para aquilo que lhe oferecemos: desmatamento, falta de preservação dos mananciais, emissão de poluentes, desastres ecológicos, liberação de produtos tóxicos, etc. O pedido que a Igreja faz através do despertar da Campanha da Fraternidade 2011, para que todos sejamos responsáveis, deve ficar implantado em nossas consciências, de maneira que no dia a dia tenhamos presente o cuidado que devemos ter com a “criação que geme em dores de parto”. A Campanha da Fraternidade de 2003 que teve como tema “Fraternidade e Pessoas Idosas” e como lema “Vida, Dignidade e Esperança”, fez com que a sociedade civil se mobilizasse em prol dos Idosos, que viviam à margem da sociedade, culminando com o Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. Isso nos mostra que as preocupações da nossa Igreja não estão à margem da nossa vida e não deve ficar reservada apenas para o Tempo da Quaresma, mas devem aderir em nossos corações para que tenhamos perseverança, sendo agentes de mudança e nos coloque a cada dia para pensar: O que posso fazer pelo meu Planeta? Quem sabe a exemplo do que ocorreu em 2003, a sociedade civil, na qual estamos inseridos, também possa aprovar leis mais severas de maneira que o ambiente em que vivemos possa ser preservado. Os problemas do meio ambiente não podem ser relegados para segundo plano, pois dele depende a Vida, que como dom de graça, recebemos de Deus. (*) Ariovaldo Lunardi é estudante do 5º ano de Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção – PUC-SP e membro da Equipe de Liturgia da Catedral de Santo Antonio.

Ariovaldo Lunardi

ariovaldolunardi@terra.com.br

ECC - Encontro de Casais com Cristo Dias 01, 02 e 03 de julho Sexta-feira a partir das 19h. Sáb. e dom. a partir das 7h30 Um ambiente de oração e descontração, onde o casal descobre uma maneira nova de viver em benefício da felicidade de sua família. Informações e inscrições na secretaria paroquial (11) 2274-2853


Santuário

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Maio de 2011

05

Veneração, respeito e adoração A casa de Deus e lugar de paz que é o Santuário Santa Edwiges é aberta a todos aqueles que querem ter a sua vida escondida em Jesus Cristo e em Deus, por meio da celebração dos sacramentos da eucaristia e da penitência, numa escuta assídua de sua Palavra de Salvação.

Q

uando celebramos o dia 16 de outubro, dia de Santa Edwiges, a cada ano, os órgãos de imprensa ao realizarem a sua cobertura jornalística, sempre perguntam a alguns fieis o porquê de estarem ali no santuário, honrando Santa Edwiges. Geralmente as respostas giram em torno de uma graça alcançada através da realização da novena na busca de um novo emprego, da recuperação da saúde, das soluções financeiras. Confesso que isso é muito pouco! Mas, não quero julgar a atitude piedosa do fiel que se dirige ao nosso santuário para agradecer Santa Edwiges. Acreditamos que mais do que se dirigir ao santuário, apenas para “agradecer a graça alcançada”, é necessário, por parte do fiel, devoto ou paroquiano, ter uma atitude de veneração, respeito e adoração como gesto concreto de “agradecimento a Deus, autor e fonte de toda graça”. A iniciativa de termos um santuário, como dissemos em outros artigos, parte da iniciativa amorosa de Deus, que ouve o clamor do seu povo (Êxodo 3,7) e pela autoridade da igreja particular, faz com que se possa ter um lugar de plena celebração dos sacramentos – da eucaristia e da confissão, principalmente – que façam com que todos nós tenhamos aquele sentimento de nostalgia, desde a primeira igrejinha ou capela que nossos pais nos levaram e, de modo sensível, “escutamos o Deus que nos fala”. Ora, se dirigir até o santuário é aquela atitude de espírito que nós devemos ter diante de Deus e seu próprio Mistério, que na Encarnação de Jesus Cristo se completa de modo definitivo dada a chegada da plenitude dos tempos. É estando dentro do santuário que teremos a experiência da nossa origem pessoal, ou seja, a nossa vida mesma, que é escondida com Cristo e em Deus (cf. Colocessenses 3,3), vendo na fundação própria do nosso santuário o sentido que Santa Edwiges dava a Deus em vida: Ao nos deslocarmos de nosso santuário próprio, a nossa casa, e chegando ao santuário da presença do Deus vivo, preparamonos para este encontro de muitos modos:

invocando a Trindade Santa, anfitriã do encontro consigo mesma; colocando nossas intenções mentais por nós e por aqueles que nos pediram orações; rezando os salmos que nos convidam a nos alegrar porque fomos convidados a ir até a casa do Senhor. Assim, para experenciarmos melhor a nossa presença física e espiritual no santuário, também é necessário que conheçamos os lugares internos do templo, para melhor sentirmos a presença de Deus e, venerá-lo, adorá-lo e respeitá-lo. Tudo isso e mais um pouco se dão através da escuta atenta da Palavra transmitida na celebração da missa, que com a Eucaristia se tornam uma mesma mesa de refeição eucarística, bem como, pelo sacramento da penitência que faz de nós, pobres pecadores, necessitados da

graça misericordiosa de Deus. O santuário é aberto a todos que, principalmente neste século tão descrente e tão carente da presença de Deus, necessitam da experiência religiosa como um ato concreto de conhecimento, adoração, veneração e respeito do amor que Deus tem por todos nós. Deo gratias.

Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


06

Palavra do Pároco

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Maio de 2011

Maria, um tema sempre aberto

M

Escolhi este título para chamar a sua atenção a Nossa Senhora, neste mês de maio, e, sobretudo na mulher, Maria. Ainda a pouco a Sua Santidade o Papa Bento 16, publicou a VERBUM DOMINI, digo pouco por se tratar do ano de 2010, pois ainda estamos estudando este texto e aprofundando-o. Ele que é fruto da assembléia do sínodo da Palavra em Roma no ano de 2008. O que quero partilhar é um pouco do que este texto nos apresenta no nº 27, com o título Maria “Mater Verbi Dei” e “Mater fidei”, estes dois cenários da vida Mariana para as nossas vidas; Mãe de Deus e Mãe da fé. Neste mês de maio, com a festa das mães; e com esse afeto e ternura que vem dela, o convite é olhar para Maria e descobrir toda a fé que associou a celebração e acolhida do Anjo. Como e de onde surgiu tanta fé para superar todas as dificuldades de ser a Mãe do Redentor. Imagino a tra-

gédia do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro; que doloroso para as mães verem seus filhos atingidos, assim como Maria viu Jesus no caminho da cruz e o recebeu em seus braços. É profundo o ser Mãe, Mulher. É romântico olhar para a Maria que recebe o Anjo, que a elogia chamando-a de Cheia de Graça, agraciada, de plena de possibilidades, (Lc 1,28). Não foi um mérito de milagre, mas de uma vida de atitudes e de serenidade. Tanto que após este belo evento ela se põe a caminho e vai à casa de Isabel, (Lc 1,42) para servir aquela que em idade avançada teria também o dom da maternidade, e esta o chama de Bendita por ser a escolhida dentre todas as mulheres da terra. Maria, um tema aberto, que nos faz celebrar a esperança de todas as horas e todos os dias de forma plena. Que com uma vida exemplar é a eleita, e que vive e supera a dor, com fé e com esperança, e inspira a muitos, nas horas difíceis de suas vidas.

Maria foi para São José Marello o conforto na dor da perda da Mãe, na definição de sua vocação, na retomada de suas atitudes com a enfermidade. É a inspiradora de tantos outros homens e mulheres que na vida a Ela recorrem. Vejamos o exemplo de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil se volta ao olhar da Mãe, não é apenas uma pessoa, mas uma nação. Que a Mãe do Verbo e Mãe da fé nos mostre ainda mais o caminho para Aquele que se denominou “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida” (Jo 14,5). Ela que soube acolher como Filha de Deus ao Filho de Deus, Jesus Cristo, vivendo com simplicidade e guardando tudo no silêncio do seu coração. Um mês Mariano abençoado a todos.

Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

Novena de Santa Edwiges 5º DIA SABER FALAR E SABER CALAR Meditação Diz o apóstolo São Tiago que o homem perfeito é aquele que não peca por palavras. Realmente quantas pessoas não matam sua alma somente porque não sabem controlar a língua? Nosso Senhor dizia que não é pecado o que entra pela boca, mas o que sai do coração. A reputação alheia nos deve ser tão cara quanto a nossa. Não devemos divulgar o que os outros não tem o direito de saber. Quantas vezes o silêncio em torno de certos assuntos nos livraria a nós e aos outros de situações embaraçosas... Maria Santíssima vivia no silêncio e, no entanto, se quisesse teria tanto que falar! O silêncio ensina tantas coisas! A língua é uma arma de dois gumes: é perigosa e traiçoeira... Na maioria das vezes é melhor calar do que falar.

Não se nega, com isso, que não haja momentos em que podemos e devemos falar. Mas, o cuidado no falar deve ser sempre muito grande, porque facilmente cometemos excessos e exageros.

Exemplo

A vida em família de Santa Edwiges foi um exemplo de caridade e uma fonte de riqueza espiritual. A sua influência moral conseguia muitas vezes acalmar os ânimos rebeldes daqueles que a cercavam. Por meio de sacrifícios, jejuns e orações continuadas, tudo fazia para construir no reino e entre os seus parentes a paz de Cristo. No entanto, o espírito belicoso dos cortesãos e as rixas antigas que dormitavam nos corações anulavam, vez por outra, a atuação benéfica de Edwiges. Ela se via então envolvida na desordem, na confusão dos ódios que alteravam os seus planos de pacificação geral. Mas, ela não desanimava. Enfrentava os contratempos com uma energia raríssima numa dama de sua época; e em todos os instantes procurava evitar danos maiores, funcionando como incansável mediadora e abençoada pacificadora.


BATISMO

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Maio de 2011

Batismo em 03 de Abril de 2011 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Fotos: Manuel Menezes

Anderso

Bár bara

Karla

li Jaque

Lucas

Silas

n

ne

la

Danie

Higor

y Weslle

Padre José Calvi

N

esta edição damos continuidade ao texto “José Calvi, O Padre Santo”, transcrito do livro “Uma abordagem história da Congregação dos Oblatos de São José no Brasil” (1919-2009).

Após 16 meses consecutivos no sanatório, Calvi deixou o local depois de um desentendimento entre a direção do estabelecimento e as irmãs que trabalhavam na unidade. Elas saíram do sanatório e padre Calvi, em solidariedade, partiu para junto de seus confrades em Curitiba, permanecendo na capital até que suas forças o permitiam. Na verdade, Calvi aproveitou esse

do

Eduar

iane

Glauc

William

momento para sair, julgando-se curado de sua doença. Em Curitiba, ficou por alguns dias no bairro da Água Verde. Em todos os momentos, o religioso mostrou que não saiu do sanatório por desobediência, colocando-se à disposição para voltar ao local, caso os superiores assim o quisessem, o que não ocorreu de fato. No dia primeiro de maio de 1929, Calvi passou a integrar o trabalho de evangelização em Paranaguá. Permaneceu no litoral do Estado por três anos em atividades de pregação, catecismo e confissão. Continua...


08

PASTORAIS

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Maio de 2011

Santa Edwiges: 51 anos evangelizando as novas gerações

A

Carta Pastoral do Cardeal Dom Odilo “Paróquia, torna-te o que és” recorda conforme o Documento de Aparecida que a paróquia é uma comunidade de comunidades. Ela é, portanto, um conjunto que agrega vários grupos que seguem orientações próprias. A Igreja acontece a partir da experiência de paróquia, pois todo batizado é consequentemenete Igreja. E o que é ser Igreja? É ser pessoa de participação, ou seja, que vive a experiência do Cristo ressuscitado e dedica-se pela vida do próximo, transmite com a própria vida o evangelho de Jesus Cristo, sendo solidário (a), dando testemunho de fé, assumindo compromisso na comunidade e se interessando por ela como voluntário (a). Os fieis também participam ativamente das missas dominicais e acima de tudo são sinais no mundo do amor de Deus. Infelizmente, às vezes, vejo pessoas assumindo liderança cristã, com o intuito de se destacar, estar acima, tirar proveito de tal situação. Isso é uma tentação que pode ocorrer a qualquer cristão. Com crianças geralmente acontece algo interessante. Muitas delas querem ser coroinhas, por exemplo, atraídas pelas vestes bonitas. Querem estar no presbitério ou ainda motivadas pelos pais, que sentem certo orgulho ao vê-las assim: pequeninas e exemplares servas na Igreja. Eu vejo nitidamente o início de uma caminhada missionária, o compromisso que elas na pessoa de pais e padrinhos assumiram no batismo. A participação ativa de crianças na liturgia da missa seja no canto, no serviço de coroinhas e em funções simples como a procissão de oferendas, são portas para vocações assumidas futuramente no seio da comunidade cristã. Quantos assim iniciaram sua caminhada e hoje estão atuantes em pastorais e ministérios: família, batismo, catequese, vicentinos, ministros da Eucaristia e da Palavra... Quantos se encontraram participando dos grupos de adolescentes

e jovens e acabaram assumindo o matrimonio, alguns seguem a vida consagrada: freiras, irmãos, outros se tornam padres. Mais uma vez a Paróquia-Santuário Santa Edwiges utiliza-se das páginas deste jornal para lançar o convite às crianças a participarem dos grupos de pastoral infantil. Não só, mas queremos comunicar pais e mães a que incentivem os seus filhos à participação e atuação na comunidade por estas portas excelentes que nossos grupos dedicados à evangelização nesta fase importante da pessoa. CANTINHO DA CRIANÇA – Lugar para a criança cantar, rezar, brincar e se relacionar com os colegas do jeito cristão. Todos os domingos às 11h com a Ministra Márcia. INFÂNCIA MISSIONÁRIA – Prepara a criança com a consciência de que todos somos missionários do Senhor. Encontros todos os sábados às 15h. COROINHAS – Grupo que se prepara exclusivamente para o serviço prestado ao altar durante as missas. Todos os domingos após a missa das 9h. CATEQUESE DE PRIMEIRA COMUNHÃO – Com a duração de dois anos a criança recebe orientação sobre a doutrina católica e os valores do evangelho de Jesus Cristo. Vários horários durante a semana, a partir dos nove anos. Inscrições durante todo o mês de Junho. Início de turmas novas em Agosto. Procurar informações com as e os catequistas da comunidade. Criançada! Pequeninos e Pequeninas do Reino de Deus em missão. Sejam todos (as) bem vindos (as) ao Santuário Santa Edwiges! Aqui também é sua casa há 51 anos.

“Sou coroinha, participo da

u na Infância Missionária e esto é pocatequese. Minha alegria o imder participar. Acho muit í coportante porque a partir da as na meço a fazer coisas bonit ja a minha vida. A partir da Igre s coigente começa a gostar da nos sas de Deus. Estando aqui tornamos boas pessoas. sta Meus pais se casaram ne mos Igreja, eu e minha irmã fo e no batizadas também aqui coroimesmo dia. No grupo de ividanhas realizamos muitas at sa des legais, aprendi com ele repartir as coisas” ) (B ea tri z Ra mo s, 10 an os

Frei Marcelo Ocanha, OSJ

epicuro7@bol.com.br


NOTÍCIAS

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Profissão Perpétua do Ir. José Roberto, OSJ A Congregação dos Oblatos de São José é formada por Padres e Irmãos. Enquanto os padres atendem as comunidades e obras ministrando sacramentos, os irmãos e as irmãs consagram suas vidas a Deus e anunciam o Evangelho em diferentes ministérios, como ensino, catequese, liturgia, promoção humana, etc. No dia 19 de março na Paróquia Bom Jesus do Portão em Curitiba, o Irmão José Roberto dos Santos fez sua Profissão Perpétua. Com este ato ele se consagrou de modo definitivo ao serviço prestado a Deus e aos irmãos seguindo as orientações da Congregação dos Oblatos de São José. Foi uma bonita e significativa celebração presidida pelo Provincial da Congregação OS.J, Pe. Neto, cocelebrada por outros sacerdotes oblatos. Muitos fieis leigos de nossas paróquias, incluindo Santa Edwiges marcaram presença neste importante momento na vida

Reformas do Santuário

Durante os primeiros meses de 2011, o Santuário Santa Edwiges já realizou diversas reformas para melhor atender seus paroquianos, devotos e visitantes. A escada principal foi totalmente reformada devido as fortes chuvas ocorridas em janeiro e fevereiro que causaram infiltrações. O terreno adquirido pelo Santuário foi pavimentado por voluntários, funcionários e os seminaristas da Casa Religiosa. Atualmente este espaço é utilizado como estacionamento para auxiliar nas despesas do local. E por fim, a reforma do veleiro e inauguração da Capela dos Santos e das Velas, que você pode acompanhar nesta mesma página. Agradecemos a todos que participaram destes acontecimentos! Da edição

e na caminhada vocacional do Irmão José Roberto. Que a sua decisão seja exemplo a muitos de nossos jovens, pois assim diz o Bispo José Marello, na fundação da Congregação dos Oblatos de São José: “quem quiser seguir o divino Mestre mais de perto com a observância dos Conselhos Evangélicos, está aberta a Casa de São José, na qual, retirando-se com o propósito de permanecer escondido e silenciosamente operoso, na imitação deste grande modelo de vida pobre e obscura, terá condições de tornar-se um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo”. Parabéns Ir. José Roberto

Frei Marcelo Ocanha, OSJ epicuro7@bol.com.br

Inauguração da Retiro dos Ministros Capela dos Santos Extraordinários da Sagrada Comunhão e das Velas

No dia 16 de abril, o Santuário Sta Edwiges inaugurou a Capela dos Santos e das Velas. O antigo “veleiro” foi totalmente reformado e conta com a exposição de diversas imagens em azulejos de santos e santas, entres eles, nossa padroeira Sta Edwiges, São José Marello, fundador da Congregação dos Oblatos de São José e Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. A missa e benção inaugural aconteceram pela manhã e teve a presença de Dom Tomé Ferreira, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal da Região Ipiranga, juntamente com o pároco e reitor do Santuário, Pe. Paulo Siebeneichler. O momento contou com muitos fieis, devotos e paroquianos. Da edição

Realizado em Vargem Grande Paulista, no dia 03 de abril, o retiro anual dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão foi um momento de profunda oração e reflexão da Palavra de Deus e de como exercer bem o ministério. Todos esses momentos foram motivados pelo Pe. Mauro Negro, que apresentou reflexões e ensinamentos muito marcantes através dos Evangelhos e Salmos. O ministério da comunhão tem um compromisso com o Povo de Deus e, mais ainda com o Sagrado. Levar o Corpo de Cristo à assembleia nas celebrações e aos doentes que não tem condições de ir às igrejas é uma missão e um dom do próprio Deus! Feliz Páscoa a todos! Rafael Carvalho – Min. Extr. da Sagrada Comunhão billyfiel@gmail.com / Twitter: @fielcarvalho


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ANO MARELLIANO

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Vocação sob a instiga de Maria

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MA MÃE NO CÉU José Marello tinha três anos, três meses e onze dias quando morria, em Turim, sua mãe Anna Maria Viale, a 5 de abril de 1848, com apenas 25 anos de idade. Não sabemos até que ponto a grande história do tempo tenha influído sobre a pequena família Marello. Por certo, aqueles dias em Turim não eram tranqüilos para ninguém, se pensarmos que girava pela cidade uma terrível epidemia, e é fácil intuir que também mamãe Anna Maria tenha dela sido vitima, entrementes, os dois órfãos eram confiados a Catarina Secco, irmã da primeira mulher de papai Vicente, a qual foi para eles como “uma segundo mamãe”, tomando conta deles até 1852, quando chegou a hora de casar-se com Carlos Marello. UMA GUIA NA VOCAÇÃO A devoção a Maria Santíssima acompanhou o jovem Marello na sua vocação ao sacerdócio e o salvou dos desnorteamentos das ideologias do tempo. Ao concluir o curso primário em São Martinho (de agora em diante o chamaremos São Martinho Alfieri, como de fato foi chamado após a morte do Marello), o pai Vicente, em uma de suas viagens de negócios até Savona, levou José consigo para premiá-lo pelos bons resultados obtidos nos quatro anos de escola. Savona era famosa pelo seu comércio e pela produção de cerâmica e louças de qualidade. Lá José viu o mar pela primeira vez e visitou a cidade junto com o pai, depois subiram ao santuário de N. Sra. da Misericórdia, a oito quilômetros de distância, num vale estreito batido pela torrente Letimbro. A esse encontro com N. Senhora, deve-se a sua vocação ao sacerdócio. Ele não manifestou de imediato a sua intenção ao pai, mas, voltando a casa, “pediu-lhe que o pusesse no Seminário, onde entrou com cerca de 12 anos” (Pe. Cortona). Talvez o pai, levando-o a Savona, fizesse planos

para o filho, pensando em incliná-lo para o comércio, de modo que um dia pudesse tomar nas mãos, como primogênito, a administração dos negócios da família. Maria Santíssima, em vez, chamava-o para a via do sacerdócio e uma testemunha irá declarar nos Processos de beatificação: “desde os primeiros anos, tinha demonstrado inclinação para o estado eclesiástico com seu comportamento edificante, sobretudo em servir ao altar” (Pe. L. Garberoglio). No ano letivo 1856-57, José Marello freqüentava a primeira série do ginásio no seminário de Asti. Fez em seguida a segundo série, a terceira e a quarta, depois da qual passou diretamente à filosofia, que freqüentou por dois anos inteiros. Mas os tempos eram tristes sob muitos aspectos. Na metade do terceiro ano, as dependências do seminário foram requisitadas por causa da Segunda Guerra da independência, e restaram nas mãos do governo, sob um pretexto ou outro, até novembro de 1865. Marello e os companheiros seminaristas precisaram arranjar-se nas casas de algumas famílias de Asti, freqüentando as aulas nos locais da biblioteca do seminário. Os seus colegas de classe, depois do quarto ano, por intermédio de São João Bosco, foram transferidos para Turim, onde permaneceram até novembro de 1863, freqüentando a quinta série ginasial e dois anos de filosofia. José Marello permanecera em Asti, por vontade do pai, e foi admitido à filosofia, após um exame sobre as matérias da quinta série ginasial. A diocese de Asti estava vacante desde 1859, mas já desde 1857 o bispo Dom Felipe Artico precisara retirar-se para Roma, devido às perseguições desencadeadas contra ele pelos administradores públicos liberais e maçons, entre os quais se distinguiu o astigiano Ângelo Brofferio, político e escritor mordaz. A diocese terá um novo bispo somente em 1867 na pessoa de Dom Carlos Sávio. Era natural que também o clero oferecesse motivos de divisões e contrastes, ficando sem direção por tantos anos.

As idéias liberais do “ressurgimento” triunfavam no Piemonte e exaltavam a juventude despreparada também dentro dos seminários. José escrevinhava em seus cadernos de lógica, frases picantes como esta: “Não se resolverão os problemas da Itália, sem a interferência do sábio Marello J.” Ele não chegou, como seu colega de classe José Fagnano, a alistar-se nas tropas de Garibaldi, para depois ser acolhido por São João Bosco e tornar-se salesiano e bispo na Patagônia. Mas é certo que o ufanismo juvenil pegou também o Marello e o levou a deixar os estudos seminarísticos para matricular-se, em Turim, nas primeiras escolas técnicas que o governo havia aberto ali, importando os modelos da “evoluídas” nações protestantes do norte da Europa. Em janeiro de 1863, José Marello, já há três meses em Turim, escrevia num pedaço de papel que chegou até nós: “o que será deste ano de 1863 que agora começamos?”. Foi um ano cheio de experiências para ele, mas também de desilusões e arrependimentos pelo passo em falso que tinha dado. Mais de uma vez ele se dirigiu ao Santuário da Consolação para desafogar suas angústias diante da Virgem, a qual tomou-o sob seu cuidado e no mês de dezembro, atacado de tifo, o fez entender que, regressando ao seminário, alcançaria a graça da cura. Também o pai, que o havia seguido a Turim e queria-o na condição de leigo, na iminência de perdê-lo, “para salvá-lo não poupou nem médicos nem remédios, mas entendendo que os meios humanos já não lhe valiam, dirigiu-se a N. Sra. da Consolação, tão querida aos turinenses. Por sua vez, o enfermo, para obter a suspirada cura, já havia feito voto que, se sarasse daquela doença, haveria de voltar ao Seminário para retomar os estudos interrompidos. E Maria, nossa bondosa Mãe, que no caro doente via um futuro zelador de seu castíssimo esposo, acolheu as orações do pai e dos outros parentes que rezavam com ele e em breve tempo, dissolvido todo perigo, começou a entrar em plena convalescência”. Assim descreveu Pe. Cortona a graça da cura, obtida por especial intervenção de Maria Santíssima. Na metade de dezembro de 1863, aconteciam esses fatos em Turim, e a 17 de janeiro de 1864, José Marello já estava em São Martinho Alfieri, onde o seu pároco, Monsenhor João Battista Tôrcchio, revestia-o com o hábito clerical e o reconduzia, depois de um mês de convalescença, ao seminário de Asti.

Pe. Severino Dalmaso, OSJ Artigo publicado em JOSEPH, maio 2001 Tradução Pe. Alberto Antonio Santiago, OSJ


ENTREVISTA

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Ser diácono é servir No mês de fevereiro, João Andrade Dias, tornou-se diácono da Congregação dos Oblatos de São José. Ele conta para o Jornal Sta Edwiges um pouco de sua história e reflete sobre os passos que deve seguir até o caminho do presbitério.

Estou muito feliz por fazer parte da Congregação dos Oblatos de São José. Entrei na Congregação no dia sete de fevereiro de 1998, no Seminário Padre José Calvi, em Londrina -PR, onde permaneci por quatro anos. Entre os anos 2002 e 2003 estive no Seminário Maior Dom José Marello, em Curitiba - PR, cursando Filosofia na Faculdade Padre João Bagozzi. Neste período realizei trabalhos pastorais na Comunidade São José Operário. Após este período, fui convidado para o Noviciado dos Oblatos de São José, em Cascavel – PR. Assim, durante o ano de 2004, fiz o Noviciado, emitindo a primeira profissão em 30 de janeiro de 2005. Em seguida, retornei ao Seminário Dom José Marello em Curitiba, para terminar o curso de Filosofia; em 2006 fui enviado pelos Superiores para uma experiência missionária na cidade de Colniza - MT, na Paróquia Sagrada Família, onde estive por um ano. Enfim, em 2007 parti para a capital de São Paulo, para o Seminário de Teologia Padre Pedro Magnone; cursei Teologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção e realizei contemporaneamente trabalhos pastorais no Santuário Santa Edwiges. Agora, preparo-me para o diaconato. Ser diá-

cono é servir, amar, entregar-se; é viver como Jesus viveu, é percorrer o caminho da fraternidade e unidade pedida por Jesus. O diácono é um servidor da palavra e do altar, o diácono proclama o Santo Evangelho, prepara o Santo Sacrifício da liturgia Eucarística e distribui aos fiéis o corpo e o sangue do Senhor; são maravilhosas as atribuições do serviço diaconal. O diácono poderá administrar o batismo, assistir e abençoar os matrimônios, levar o viático (Eucaristia recebida por aqueles que estão para deixar esta vida terrena e se preparam para a passagem à vida eterna) aos agonizantes e oficiar as exéquias. (Pontifical Romano, nº199). O diácono, mesmo ao caminho do presbiterado, deverá vivenciar o tempo diaconal com profundidade e amor. É um tempo favorável, de amor e afeto à divina liturgia, amor que deve ser intensamente vivido e compreendido. Recordo-me: “o Espírito Santo, diz o apóstolo São Paulo, distribui seus dons e carismas conforme lhe apraz” (1Cor 12,11). É notório percebermos que a caridade nos ensina a viver os dons, por isso amar o próximo, é fazer o bem que desejamos a nós mesmos. Neste sentido, vale para nós o grande ensinamento de Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos

amei!” Conforme a parábola evangélica, há operários que Deus chama na primeira etapa da vida, outro pelo meio dia e outros pela tarde. O essencial é, que o chamado seja realizado com amor, entusiasmo e devoção na construção do reino de Deus, assim como fez Jesus, “passando pelo mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançaram as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens, eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiramno” (cf Mc1,16-18). Por isso, meus irmãos, termino essas linhas dizendo que o diaconato é um sinal de pertença a Deus, que me faz habitar plenamente no seu ser, realizando-me e fazendo outros serem realizados. O serviço prestado ao bom povo de Deus é aquele que se faz na realização com a Boa Nova. “Escolhido de Deus entre os homens...; constituído em benefício dos homens e das mulheres”. (Hebreus 5,1).

Diácono João Andrade Dias, OSJ joaoandradedias@bol.com.br


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SÃO JOSÉ

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Paternidade de José Nesta edição damos continuidade aos artigos que relatam e refletem a paternidade de São José, a partir do livro “100 questões de Josefologia” do Pe. Antônio Bertolin, OSJ

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o lar de Nazaré, Jesus “crescia robusto e cheio de sabedoria” e, José nutria por ele sentimentos de genuína expressão de amor paterno. Ele exerceu a sua função de pai convivendo com ele, abraçando-o, nutrindo-o e educando com um paterno afeto. Papa Pio 9 afirma que José teve para com Jesus, “Todo o amor natural, toda a afetuosa solicitude, que um coração de pai possa conhecer”. Ao afirmar que Maria concebeu por obra do Espírito Santo e também no credo que rezamos: “Encarnou-se por obra do Espírito Santo”, como dizer que José é pai de Jesus e não apenas que ele é guarda de Jesus? Segundo Santo Tomás de Aquino, não se pode dizer que Cristo foi propriamente “concebido do Espírito Santo, mas sim por obra do Espírito Santo”. Tudo isso pelo amor de Deus por nós. Este amor e dom de Deus por nós, no Espírito Santo, tem sua peculiaridade. de modo analógico, isto também acontece com São José, o qual foi profundamente envolvido no mistério da salvação. Origines (pensador cristão do terceiro século – patrística) afirma que o “Espírito Santo que honrou José com o nome de Pai”, não exclui sua parte. Enquanto Maria recebia um coração de mãe, o Espírito Santo formava em José um coração de pai. Os evangelistas chamam expressamente José de pai, como pode ser comprovado nestas passagens do Evangelho de Mateus (13,55) quando Jesus é chamado de Filho do carpinteiro, profissão exercida por José, ou ainda no Evangelho de Lucas, que apresenta a admiração do pai (José) e mãe (Maria) ao ouvirem

falar de seu Filho na profecia de Simeão (2,27); manifesta também esta realidade da paternidade de José na ida à Jerusalém por ocasião da Páscoa (Lc 2, 41). Há também outras citações que relatam a paternidade de São José (Lc 2,.33..43.48;3,23). Através destas passagens percebemos que ele é realmente pai de Jesus, e não num sentido redutivo e incompleto. Sua paternidade é humana e não biológica, de aspecto jurídico, afetivo e educativo. José, escolhido por Deus para esta sublime missão de representá-lo aqui na terra perante o seu

Unigênito Filho, exerceu sua autoridade de modo exemplar, pois o próprio Deus havia encontrado nele, alguém segundo o seu coração, confiando-lhe com plena segurança o seu mais misterioso segredo. Por isso, seu amor paternal foi sem reservas, foi um amor traduzido em generosidade, em sacrifício e em serviço incondicional para Jesus. Frei Edenilson, OSJ edeosj@gmail.com

Durante o mês de junho serão feitas inscrições da Catequese de 1ª Comunhão para crianças Horário Aos sábados das 9h às 11h e das 15h30 às 17h30 e aos domingos após a missa das 9h. Documentos necessários para inscrição: - Certidão de Nascimento da criança; - Certidão de Batismo da criança; - Declaração Escolar; - Comprovante de residência; - Valor da Inscrição R$ 5,00 A inscrição será feita apenas mediante todos os documentos. Início da Catequese: 07/08/11 na missa das 9h.


SANTO DO MÊS

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Santo Agostinho Roscelli 7de Maio

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asceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs. Aos dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades finan-

ceiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade. É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão. Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo. Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do “pastor”, do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração. Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas

morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto. Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo. Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes. A vida terrena do “sacerdote pobre”, como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo 2º proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.

Mensagem Especial

Tantos porquês... Porque procurar tantos por quês de tudo e não se ater às evidências? Por que querer saber como tudo aconteceu e o que levou alguém a agir de modo tão violento, mostrando quão vulneráveis estamos e somos? Tantas suposições que não levam a nada, que não fazem com que tudo volte a ser como era antes. Conjecturas. Diz que diz que. Será que teria sido diferente se... Foi a família ou a sociedade, a culpada por esse comportamento insano, monomaníaco? Esse alguém, que não pode ser chamado homem... Como se o homem fosse portador de todas as virtudevs. Porque a preocupação em mostrar todos os detalhes sórdidos da desgraça acontecida e que ganharam o mundo? Porque promovê-la a tal ponto que daí possa surgir seguidores à procura da fama a qualquer preço? Mesmo que não participem em vida dessa glória inglória. A venda de jornais, revistas, programas televi-

sivos, o entrevistar os pequenos que estavam presentes na hora da atrocidade, as conversas que a todos torna juízes de tal barbárie, onde vidas foram ceifadas, famílias destruídas...Já está na hora de aquietar-se. O alarde em torno de uma determinada situação faz com que se viva em uma prisão a céu aberto. Todos se tornam prisioneiros da situação que se apresenta de modo irreversível. Que medidas sejam tomadas. Que o acontecido não torne os homens indiferentes à desgraça, ao perigo que os cerca, mas que não se faça dele o assunto principal por dias a fio. “Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, dai-nos a paz!”

Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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ESPECIAL JUVENTUDE

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Crer na juventude

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texto publicado abaixo foi recortado pelo Frei Marcelo Ocanha, OSJ, a partir das entrevistas dadas ao Jornal Sta Edwiges pelo Pe. Joãozinho, em comemoração ao Ano Marelliano, sobre a juventude. Acompanhe. Pe. Joãozinho: Eu me sinto, como sempre, apaixonado pela juventude. Desde quando comecei o meu ministério sacerdotal, não perdi o meu entusiasmo pela juventude, acredito nos jovens! Acredito porque eles são a nova força, mesmo que nos questionem. É bom que nos questionem! Porque nunca nos deixam acomodados. Os jovens são sempre uma pergunta para irmos além daquilo que nós conseguimos, portanto um desafio para fazer passos ousados. O jovem, por si mesmo é chamado para aquilo que considerado utópico. Mantendo-me em contato com os jovens, também permaneço jovem; sigo firme na minha vocação e feliz de ser consagrado. Sinto hoje um coração jovem. Claro que com todas as minhas limitações. Infelizmente hoje, nós quantificamos tudo, mas falando do trabalho da juventude, seria muito difícil eu poder dizer onde aquela semente germinou, porque você é um semeador e vai jogando as sementes como diz o Evangelho, em diversos tipos de terra. Tem umas terras que são mais prontas, fecundas, outras são mais pedregosas. Algumas

cheias de espinhos, outras são como aquela estrada batida. Em todo o caminho, notei sempre que o jovem, quando é desafiado para um verdadeiro ideal, mas um ideal que seja arrojado, ele realmente responde. Posso dizer, que onde eu passei colhi muitos frutos. Por exemplo: meu primeiro trabalho logo que cheguei ao Brasil em 1965 foi em Ourinhos (SP), onde fiquei até 1971; hoje muitos desses jovens são consagrados no Movimento dos Focolares; muitos deles hoje militam na Igreja. Muitos outros se destacam na vida e na comunidade. Outro trabalho importante foi em Curitiba a partir do ano de 1972. Muitos dos jovens daquela época hoje são comprometidos. Uns são sacerdotes, entre eles temos religiosos Oblatos e alguns em outros lugares. E tem aqueles que estão realmente numa militância na Igreja Católica como bons profissionais que levam adiante um ideal. Mas repito: este é um raciocínio meu e poderia ser também perigoso querer definir pelos frutos; porque você não pode quantificar. É Deus que faz as maravilhas; a gente somente proporciona, abre os olhos, desafia, cria esta simpatia de Deus. É precisa fazer alguma coisa para atrair à Deus. A linguagem do jovem é muito importante, é linguagem da alegria, de realização. Deve ser alguma coisa que realmente parta de dentro. A metodologia é muito relativa e eu acredito

que é a metodologia que, às vezes, nos preocupa demais. Isso é relativo. O jeito de São João Bosco, o jeito de Dom Orione, São Felipe Neri, São José Marello, o jeito de qualquer outro santo, por exemplo, o de João Paulo II! É diferente porque somos diferentes, mas o importante é que nós atraiamos e que estas pessoas possam enveredar o caminho certo, possam seguir as pegadas de alguém. Outro trabalho logo em seguida foi em Apucarana (PR), lá eu vejo que muitos deles continuam atuando em diversos setores, particularmente no mundo da educação, diversos deles; outros até na política; outras pessoas são profissionais no setor deles, porém, felizes de qualificar-se como cristãos, não por palavras, mas por atitudes. Para mim foi sempre fascinante! Eu gosto muito da formação. Fiquei mais de vinte anos na formação e sempre senti nos seminaristas o terreno mais fecundo da força jovem. Eu achei um mundo maravilhoso no seminário, tentando não colocar estruturas, mas de provocar neles aquelas reações que poderiam levá-los ao apaixonar-se de Deus, apaixonar-se da Igreja. São essas as muitas razões pelas quais eu continuo crendo na juventude e em seu potencial!

Pe. João Batista Erittu – Pe. Joãozinho Curitiba – PR


ESPECIAL

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Maria, Mãe da Igreja, Abençoe nossas Famílias!

O mês de maio é dedicado a Maria. Também celebramos o Dia das Mães. Falar em mãe é falar de amor, doação e entrega! É comovedor contemplar as mamães cuidando das crianças! E dedicando-se aos filhos e às filhas em todas as idades! Conforta-nos quando na família sentimos a presença dedicada da mãe e do pai: isto inspira confiança e nos dá a certeza de um futuro de paz e harmonia para a humanidade, hoje tão marcada pela violência! Mãe é sinônimo de fortaleza e de coragem! Maria foi tocada por várias “surpresas”. A primeira foi a anunciação do anjo: “O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo. Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação (Lc 1, 28-29).” A jovem Maria, ao receber a visita do anjo sentiu-se - como lia

na Bíblia – interpelada pela voz de Deus, assim como os profetas. Afinal quem lhe apareceu era um anjo. Estava para acontecer algo grandioso e divino com ela. Sentiu-se “perturbada”. Qual seria o significado desta saudação tão inusitada? Mas o anjo a conforta: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 30-33). Maria dá corajosamente a resposta: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). A partir deste momento, sua vida está a serviço de Jesus e de sua missão no mundo. Em Belém, ela O deu à luz. Fugiu com Ele para o Egito,

a fim de salvá-lo da fúria de Herodes. Em Nazaré, compõe com José o quadro de amor e colaboração mútua da Sagrada Família. Mas surgem outras “surpresas”: aos 12 anos em sua primeira participação na festa da Páscoa, o menino se empolgou com as “coisas de seu Pai” e ficou no Templo sem ser notado. Mas, a seguir, “Jesus desceu com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe conservava todas estas coisas no coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 51-52). Sua vida estava agora para sempre ligada a vida de Jesus. Torna-se discípula de seu Filho e vive a alegria deste discipulado. O Documento de Aparecida diz: “A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio” (DA, 29). E as surpresas vão se sucedendo. Jesus parte para a realização de sua missão e Maria, a “discípula” fiel está presente no momento mais difícil. Subiu com Ele ao Calvário e no momento de sua morte, “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19, 26-27). E ela assiste à sua morte, acolhe-o já sem vida em seus braços de mãe e acompanha-o à sepultura. Tudo parecia terminado! Mas a Discípula tem a surpreendente alegria de vê-lo ressuscitado e depois subindo aos céus, após ter confiado aos discípulos a missão de anunciar seu Evangelho em todo o mundo. Seguindo suas ordens, reúnem-se no Cenáculo: “Todos eles perseveravam na oração em comum, juntamente com algumas mulheres – entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1, 14). E com a vinda do Espírito Santo tem início à missão da Igreja em todo o mundo. E esta missão sempre conta com a presença da Mãe: a Senhora do Rosário (num momento difícil da história da Igreja), Nossa Senhora de Guadalupe, (no anúncio do Evangelho nas Américas), Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida, entre nós. Maria, Mãe da Igreja, nos abençoe, proteja e acompanhe! Dom Jacyr Francisco Braido Artigo publicado em maio de 2010. Versão editada www.cnbb.org.br


Já quitaram seu carnê

64-Cícero Alves 65-Clarindo de Souza Russo 66-Claudia Lima da Silva 1-Ademar Ashicar 67-Claudia Rejane Cassiano Leão 2-Ademar e Maria Vitória 68-Cláudio Breviato 3-Adevaldo José de Castro 69-Cleiciane Alexandre Bezerra 4-Adriana e Douglas Arruda 70-Cleonice Estorte e família 5-Adriana Fresneda Soares Rogério e Família 71-Cleonice, Beatriz, Therezinha, Niete e Lindalva 6-Agmar Maria dos Santos 72-Comunidade Nossa Sra. Aparecida 7-Aguimar e Izabel de Souza 73-Creche São Vicente Pallotti 8-Alaíde Lucinda de Almeida 74-Delcio Pesse (Brigth Dentes) 9-Alaíde Maria dos Santos 75-Dinaldo Mendes Bernardes e família 10-Alaíde Santos Coelho 76-Djanane Ângelo Alves 11-Alcino Rodrigues de Souza 77-Domingos Malzoni 12-Alessandra Boscariol da Silva 78-Domingos Sávio Alves de Faria 13-Alexandre Sabatine Roda 79-Drusila Fernanda Gomes Milani 14-Alexandre Siqueira 80-Dulce do Nascimento Diniz 15-Alexandre Xavier de Oliveira 81-Edilberto, Erineide B., Mouro, Antonio M. e 16-Alfredo Elim Rosália Bezerra 17-Álvaro Ernesto Janussi 82-Edilson Pereira de Andrade 18-Álvaro Leopoldo Furtado 83-Edimilson P.Silva e Ernando Pacheco 19-Ana Claudia Couto Barreto 84-Edinalva J. Sousa e família 20-Ana da Costa Oliveira Coimbra e Família 85-Edison Vicentainer 21-Ana da Silva Camargo e família 86-Edna Gonçalves de Macedo 22-Ana Dalva Pereira Correia 87-Edson da Silva Cruz e Família 23-Ana Lúcia Tertuliano e Família 88-Edspress Industria Gráfica LTDA (Edson Luis 24-Ana Luiza e Eduarda - Família Souza Delavega Leon) 25-Ana Maria 89-Elias e Fernanda Gedeon 26-Ana Maria, Osvaldo, Rafael e Renato – Família Barros 90-Elisa Nilza Fernandes 27-Ana Marina de Freitas Siqueira 91-Eloísa Caltadelote 28-Ana P. Caciano Bispo, Sebastião B. Leão e Maria Madalena 92-Elza C. Genaro e Família 29-Ana Paula da Silveira Siqueira 93-Engesonda Fundações e Construções LTDA 30-Ana Rosa de Carvalho 94-Erivan Carvalho da Cruz 31-Ana Ruiz de Oliveira 95-Ernanes Rosa Pereira 32-Ana Teresa Stoppa Cruz e Família 96-Estevam Panazzol 33-Anair Meireles Soares 97-Eurides Almeida Matos Neto 34-Anderson Félix Ferreira e Família 98-Evanira do Amaral Carrara e Família 35-Andréa F. dos Santos e filhos: Rafael, Gabriele e Leonardo 99-Evelin – Familia Cestari Noronha 36-Ângela, Marcos, Higor. Hingrid e Thiago Aguiton 100-Fábio Souza Ramos e família 37-Anonimo 101-Família A. Amaral 38-Anônimo 102-Família Bertone Amaral 39-Anônimo 103-Família Coviello, Caputo e Oliveira 40-Antonia Alexandre de Sousa 104-Família Dassie Magalhães Gomes 41-Antonio Alves de Freitas 105-Família Dassie Magalhães Gomes 42-Antonio Alves de Freitas 106-Família Fernandes dos Santos e Delgado 43-Antonio Cristóvão de Almeida 107-Família Gonçalves 44-Antonio Faustino da Silva e família 108-Família Lucinda Gorreri 45-Antonio Pereira Monteiro Filho 109-Família Marquezine e Apostolado da Oração 46-Antonio Teixeira Neto 110-Família Moryama 47-Aparecida do Amaral Campezzi 111-Família Santos Lima 48-Apostolado da Oração 112-Família Sena 49-Argeu Carloti 113-Família Tinelli 50-Argeu Carloti 114-Fátima e filhos: Tadeu, Tiago e Fernanda 51-Argeu Carloti 115-Fátima E. S.Moraes 52-Argeu Carloti 116-Fátima Monteiro de Ariola 53-Arlindo Ferreira 117-Fausto Ferreira de Freitas 54-Armazém do Sabor 118-Fernanda Carolina Inácio Dayko 55-Auricério Inácio da Silva e Família 119-Fernando Augusto Silva 56-Aurivan de Paiva Silva 120-Fernando Gomes Martins 57-Avelino e Beatriz Rosa 121-Flávia Regina Rodrigues 58-Avilmar Souza 122-Florisa Sergina dos Santos 59-Benedito Abreu de Souza 123-Francisca Paulino Silveira 60-Carlos Antonio Alves Godoi 124-Francisco Araújo Lima 61-Carlos e Cristina Marcondes 125-Francisco Carlos Abranches 62-Carmen Violandi Conceição 126-Francisco de Assis Cabral e Família 63-Catequese de 1ª Eucaristia do Santuário Sta Edwiges 127-Francisco de Assis Pereira e Família

128-Francisco e Antonia Amâncio Sobrinho 129-Francisco Fernandes de Freitas e Família 130-Francisco Tomaz Ferreira 131-Fraternidade São José 132-Gabriela Augusta Oliveira 133-Gazzan Izar 134-Geralda G. dos Santos,Antonio Marcos e Márcio Moreira 135-Geraldo Alves Martins 136-Getulio Sanches 137-Gilberto da Silva Santana 138-Gilmar Antonio B. Lírios 139-Glauce Avelar 140-Gláucia Marques Jácomo 141-Hamilton Balvino de Macedo e Família 142-Hebert AKira Kuniosi 143-Heleno Amorim Linhares 144-Helio Martins de Aguiar 145-Hermes Redentor Pereira Sencion 146-Irene Pocius Torolo e Antonio Demetrio 147-Isaura de Jesus Cardoso 148-Ismael Ferreira de Matos e Família 149-Ivete dos Santos Souza 150-Ivete Gonçalves de Lima Elin 151-Ivoni da Silva Calisto e Família 152-Jailda Ferreira da Silva 153-Janice Monteiro Vieira (esposa do Sr. Mievel) 154-JM Produtos Minerais 155-Joana Adelaide Carvalho 156-Joana Teixeira dos Santos e Família 157-João Batista Turíbio 158-João Bosco Calou 159-João Carlos Crema 160-João Guimarães 161-João Mario e Maria Helena 162-João Pequim 163-João Pereira de Andrade e Família 164-João Ramiro Fusco 165-João Ricardo Silva de Oliveira 166-João, Alexandra e Camila 167-Joaquim José de Santana Neto 168-Joaquim Pedro da Silva 169-José Alves Pereira 170-Jose Augusto Ferreira da Mota e Família 171-José Barbosa dos Santos 172-José Batista do Amaral e Amélia Crivelari do Amaral 173-José Carlos Andrade Santos 174-José Carlos Pinheiro 175-José Donizete Candido do Vale e Família 176-José Fernandes Góes 177-Jose Luiz Bravo e Família 178-José Roberto Pereira Lima 179-José Roberto Plima 180-José Rodrigo de Oliveira 181-José Severiano de Jesus 182-José Severino Nunes da Silva 183-José Valdomiro Fusco 184-Josete Gomes de Jesus 185-Lanhouse Santa Fé 186-Leonor Alonso Galinaro 187-Lílian Pontes e Fábio Pontes 188-Lodovico Fava 189-Lourdes Ferreira de Santana 190-Lourdes Lima Ribeiro Marcelino 191-Lourdes, Mário e Marcos V. Nemoto 192-Luis Celso Pasquale Rosa e Família 193-Luis L. dos Santos (Família Laurindo)

194-Luiz Alberto Amaral 195-Luiz Carlos Montorsi 196-Luiz Carlos Rufo 197-Luiz Ferreira da Silva 198-Luiz Geraldo Sylos 199-Luiza Cristina Fernandes 200-Lurdes Aparecida e Pedrina Montovani 201-Luzia Ap. Perobelle 202-Luzia Bicudo Villela de Andrade 203-Luzineide e Edimar 204-Mª de Fátima, Eliza, Rafaela e Anderson Santos 205- Mª Jose, Gil, Angelina, Roberta, Luiza, Zeneide, Kátia, Helena e Francisca 206-Mª Nascimento, Eliza, Samuel e Gabriel 207-Manoel Ferreira da Silva e Família 208-Manoel Joaquim Granadeiro 209-Manuel Baleeiro Alvez 210-Manuel Braga Vaz 211-Marcelo Barbosa de Oliveira 212-Márcia Regina Silva de Sene 213-Marco Antonio Fernandes Cardoso 214-Marcos da Roz e Família 215-Marcos Ferreira de Sena 216-Margarida de Faria Rodrigues 217-Maria Antonia Mendes 218-Maria Aparecida Bonesso 219-Maria Ap. e Carlos Eduardo Liberati 220-Maria Augusta Cristovam e Família 221-Maria Barbosa Ciqueira e Família 222-Maria Bezerra Paiva Soares 223-Maria Cecília Benedito 224-Maria Cirila Martins 225-Maria C. Brandão e Antônio Pereira 226-Maria da Conceição V. Alves e Família 227-Maria da Paz Silva Gonçalves 228-Maria de Fátima Campos Vieira 229-Maria de Fátima Pereira 230-Maria de Lourdes da Conceição 231-Maria de Nazareth Vaze Vilela 232-Maria do Amaral Camargo e Família 233-Maria do Carmo Bonilha 234-Maria do Carmo e Mônica C. A. Ribeiro 235-Maria do Céu da Silva Bento 236-Maria Ferreira Lima 237-Maria Ferreira Vassolo 238-Maria Florinda Vieira Costa 239-Maria José Veloso Braga 240-Maria José Vieira Silva e Família 241-Maria Neuza da Silva Sales 242-Maria Regina Dias 243-Maria Rocilda de Lima Maia 244-Maria Tereza V. Rocha 245-Maria Valdelícia de Sousa 246-Marilene David Pinheiro Bento 247-Mariliza e Walter Alberto Brick 248-Marina dos Santos e Família 249-Mario Estanislau Correa 250-Mauricio de Andrade 251-Mauro Antonio Vilela e Família 252-Mauro César do Carmo 253-Miguel Caludino Ferreira 254-Miriam Cristina Mascarenhas 255-Moacir e Sueli da Silva 256-Miguel Muniz Leão 256-Neisa de Azevedo Alves

257-Neusa Barra Galizzi 258-Newton Mori 259-Nilza Maria Rodrigues 260-Nivaldo Mendes Freire 261-Noemia de Oliveira Monerato 262-Norma Izar 263-Odete e Roseli Priore 264-Odete Maria Teixeira 265-Oscália Calmon 266-Oscarino Martins e Fátima Lemos 267-Osvaldo Martins Januário 268-Pastoral da Acolhida 269-Paula A. Vicente e Graziela V. Supriano 270-Paulo Vicente de Jesus e Família 271-Paulo Vicente Martins e Família 272-Pedro dos Santos 273-Quitéria Gouveia 274-Rael Pereira Nunes 275-Railda e Sandra Ferreira de Sena 276-Renata Lima Ferreira 277-Renato Ruiz 278-Roberto e Eliete Gimenez 279-Roberto Martini 280-Roberto Parvo e Família 281-Romaria de São José dos Campos 282-Rosa Bonvegues 283-Rosangela Colli 284-Rosangela Val Vit Consultoria Previdenciária 285-Rosely Priore 286-Salvador Carvalho de Araújo 287-Sandra e Samuel Rocha 288-Sebastiana Martins dos Santos 289-Sebastião José da Costa 290-Selma M. Gasperoni e Wilson J. Poncetti 291-Selma Panazzo 292-Serize e Edson França Vincenzi 293-Severino Vitalino da Silva 294-Silvaldo José Pereira e Família 295-Silvana T. Marques de Andrade 296-Sonia Maria Cesari 297-Sonia Varga Ortega Bernardo Gomes e familia 298-Suraia Zonta Bittar 299-Sylvia Cristina Augusto e Família 300-Sylvio Roberto Ricchetti 301-Tadeu Laerte Mattioli 302-Teodora Paiva Pinheiro 303-Tomás e Antonia 304-Valéria Ferrari Tonche da Silva 305-Vanilde Fernandes e Família 306-Vanja Lúcia Orsine 307-Vanja Orsini 308-Vera Lucia Gouveia da Silva Santos 309-Victorio Marzzetelli 310-Vitória Paula de Jesus Souza 311-Waldyr Villanova Pangardi 312-Wilson Malavolta e Simone Bombassei 313-Wilta das Graças de Almeida 314-Zilda da Silva Alves 315-Zulma de Souza Dias

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