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Portfรณlio

Rafael Migliatti

Arquitetura/ Urbanismo/ Design

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Rafael Migliatti Curriculum Vitae Áreas de interesse: arquitetura, urbanismo, design gráfico, fotografia, cinema e ciências sociais. Formação Acadêmica: 2014/ - : estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo na FAU-USP 2018: Intercâmbio na Faculdade de Arquitetura de Bergen - Noruega

Atividades profissionais: 2018: Curadoria do pavilhão brasileiro na 16a Bienal de Arquitetura de Veneza Estágio em pesquisa e produção dos materiais apresentados no Pavilhão Brasileiro. Atividades acadêmicas: 2017/ 2018: Pesquisa de Iniciação Científica: Henri Lefebvre - o diálogo com os arquitetos e a crítica aos grands ensembles. Orientada pelo professor Dr. Luiz Recaman, a pesquisa com bolsa da FAPESP procurava estabelecer uma relação disciplinar entre arquitetura e ciências sociais. Dessa forma, estudei a filosofia do sociólogo francês Henri Lefebvre e de Lukasz Stanek, que promove uma releitura da teoria lefebvriana sob a ótica da arquitetura.

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2017/ 2018: Iniciação Científica no GMF (Grupo Metrópole Fluvial) Como uma atividade de pesquisa em cultura e extensão, orientado pelo professor Alexandre Delijaicov, o grupo procura trabalhar como um escritório público de arquitetura, desenvolvendo obras hidroviárias ao nível municipal e estadual.

2017: FAU + MIT workshop de moradia. Durante um mês, em Julho de 2017, estudantes e professores da FAU-USP e a Faculdade de Arquitetura do MIT desenvolveram uma pesquisa a respeito do déficit habitacional em São Paulo.

2016/ 2018: Lero - Lero: Grupo de estudos criado e organizado por estudantes de graduação em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP, buscando uma ampliação dos tópicos discutidos em sala de aula.

2018: Monitoria de Projeto: Em conjunto com o professor Alexandre Delijaicov, auxiliei os estudantes do 3º semestre na disciplina de Projeto 1, que consistia no desenvolvimento de um porto de passageiros fluvial no Rio Pinheiros.

Softwares:

Línguas:

Autocad Indesign Photoshop Illustrator Rhinoceros

Português: lingua nativa Inglês: fluente Alemão: iniciante

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Índice

Arquitetura e Urbanismo 1 - Porto Pedreira

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2 - Casa de Cultura - Pestana

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3 - Habitação Brás

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4 - Porto 7 Campos

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5 - A Cobertura

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Design 6 - Resistance

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5km


Porto Pedreira 2015 - Projeto em conjunto com Henrique Muniz e Pedro Fernandes Orientador: Ângelo Bucci

É necessário tratar a água como infraestrutura e fonte de lazer para a população local. A água é potencialmente a reconstituição do afeto do indivíduo pela cidade. Deve estar aliada ao lazer e à cultura, afim de que o cidadão se aproxime dela. Essa aproximação pode ser feita por meio do Porto Fluvial Pedreira. O projeto centra-se na Praça, expansão da Estrada do Alvarenga, que é o primeiro contato com o desenho urbano das margens. É ela que tem o papel de trazer a população para o novo espaço que configura a macrorregião. A Praça é a estrutura ordenadora de diversos espaços públicos para o usufruto geral. É ela que permite que a população se divirta às margens do rio e do lago com a presença de bosques, clareiras, playgrounds e praças de ginástica.

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Legenda 1- Praça do Cais do Porto 2- Túnel de acesso 3- Marquise 4- Atracadouro 5- Embarque de pedalinhos 6- Área de ensino em Remo e Vela 7- Café 8- Administração 9- Bicicletário 10- Ponto de ônibus 10

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O túnel na praça é o primeiro elemento surpresa, que não é só percorrer, mas é também estar. Surge na paisagem como um caminho a ser explorado. Após percorrido e passada a experiência intensa do caminhar que alterna o espaço fechado e o banho de luz em uma construção parcialmente mergulhada, chega-se à Laje, que traz a população para dentro da água. A importância desses elementos arquitetônicos que nos surpreendem pode ser também constatada pelo arquiteto Gustavo Penna citando Almicar de Castro: “O Almicar de Castro, o grande escultor mineiro, dizia assim: ‘Gustavo, todo lago tem um monstro que mora lá dentro. O monstro é o que o artista pensa: o que existe para cima, que é o reflexo, e o que existe para baixo, que é o mistério”. Na Pedreira, só é possível chegar ao monstro percorrendo pelo mistério.

Atracadouro e acesso ao Túnel

Corte AA - Atracadouro Escala 1:200 AA - ESTAÇÃO CORTE

CORTE AA - ESTAÇÃO HIDROVIÁRIA

HIDROVIÁRIA

Corte CC: Túnel de acesso à Laje escala 1/200

A

Corte BB: Área de espera do atracadouro escala 1/200

Corte BB: Área de espera do atracadouro escala 1/200

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Vista aérea da Praça do Cais do Porto, com o Atracadouro, área de pedalinho e o Túnel

Acesso à Laje, Administração e Café

A Laje é a ligação entre as margens da represa, uma pena repousada sobre os ombros das encostas projetadas pelo homem e pelo acaso, a natureza construída e a não construída. Abriga, assim, de forma segura, e, ao mesmo tempo livre, pessoas, embarcações e a esperança para um novo pensamento na região, que lança a Pedreira para a imensidão da água. Vista aérea da Laje, com a Administração e o Café.

Corte Túnel/Laje - escala 1/500

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Sob a Laje: a Administração e o Café

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Legenda 1- Administração 2- Café 3- Belvedere

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Casa de Cultura - Pestana 2016 - Orientador: Ângelo Bucci

Localizada em um dos espaços de maior eferverscência cultural de São Paulo, a Casa de Cultura Pestana tem como premissa básica promover uma ação dialética entre o ser social e a cidade. Dessa forma, o projeto foi dividido em quatro momentos, onde o edifício atua como mediador e o fomentador desse movimento dialético. Divide-se assim o programa em quatro partes principais: biblioteca, salas de oficina, auditório e sala expositiva. sintetiza- das em formato de blocos, a relação entre tais partes é garantida por um percurso com princípio no piso térreo, e culminando no museu, elevado a uma altura de 39m em relação à rua.

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Implantação: a Casa de Cultura, Teatro Cultura Artística e a Praça Roosevelt

Rua Nestor Pestana

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Relacionado o percurso com os blocos-síntese, os quatro momentos procuram fomentar a relação dialética proposta a partir de suas especificidades: -

biblioteca: introspecção oficinas: imaginação auditório: representação museu: exposição

Somada à intenção isolada do projeto, a criação de relações com outros espaços do território, de forma que as alturas dos blocos funcionam como um intermédio entre os edifícios lindeiros: o teatro cultura artística e um conjunto altamente verticalizado de uso misto. além disso, buscou-se criar uma relação com o projeto realizado pela disciplina aup-158 (Matheus Soares/ prof. Alvaro Puntoni), aonde o ideal de formação cultural é também aplicada à um edifício de uso misto. Portanto, tratando a cultura como a confluência das minúcias que conformam o cotidiano, o projeto busca desenhar as relações fisicas e visuais do espaço, de forma que o edifício se torne, assim, o mediador entre a produção cultural e a cidade.

Organização do Programa

Museu

Segunda Praça Elevada

Auditório

Primeira Praça Elevada

Oficinas

Café

Nível da Rua

Biblioteca 14


Pavimento Tipo: Oficinas, Monitores e a Cidade

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Legenda 1- Sala de Oficinas 2- Sala de Apoio, Monitores e depรณsito 3- Vestiรกrio 4- Banheiros unissex

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Perspectivas do Projeto

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Sala de Oficina

Rampas de acesso

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Segunda Praça Elevada

Primeira Praça Elevada

Praça Térrea

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Casa de Cultura e a Praรงa Roosevelt

Museu

Auditรณrio

Oficinas

Biblioteca 5

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Habitação - Brás 2017 - FAU-USP + MIT Architecture

Em uma parceria acadêmica entre a FAUUSP e o curso de Arquitetura da MIT, o déficit habitacional na região central de São Paulo foi alvo de estudos e ensaios por parte de alunos e professores. Neste projeto, trabalhamos com uma quadra, onde cada aluno desenvolveu um edifício habitacional de uso misto. Com base nos parâmetros da Lei de Zoneamento e Uso de Solo - em que a quadra foi rotulada como ZEIS 3 (edifícios deteriorados destinados à habitação) - os estudantes da FAU-USP propuseram edifícios habitacionais, complementados por um projeto urbanistico proposto pelos alunos do MIT. Além dos parâmetros de Zoneamento, estabelece-se um diálogo com a PPP da Casa Paulista, de forma a fomentar uma urbanidade socialmente mista. Diante deste cenário, apresento o projeto individual.

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Implantação

Rua Brigadeiro Machado

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Parametros da quadra: ZEIS 3 e PPP Casa Paulista Uso de solo

C.A. Outros Usos

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HIS

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4,0 (max)

100%

HIS 1

1,0 (básico)

60%

0,5 (min)

Desafios

Solução: lotes para intervenção

Alto preço da terra

Manter os galpões

Pouco interesse na produção de habitações sociais

Transformar os edificios deteriorados Procurar lotes de mesmo dono

Dificuldade de se promover um bairro socialmente misto 22


Quadra existente Lote a ser desapropriado: edifício comercial em más condições

Quadra futura

Edifício de uso misto: 80% HIS e 20% comercial

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Corte Habitação + Comércio

Horta coletiva

Área comum

Comércio

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Isométrica + Inserção do edifício

Rua Brigadeiro Machado Edifício antigo

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IsomĂŠtrica: Pavimento Tipo

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Pavimento Tipo

47 m2 4 unidades por andar

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Porto 7 Campos 2017/ 2018 - Iniciação Científica no LABPROJ-FAUUSP Grupo de pesquisa Metropole Fluvial Orientador: Alexandre Delijaicov

Canal de Aproximação

Represa Billings

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Porto de passageiros Parque 7 Campos

Conjunto Nova Espanha

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Porto de Passageiros: uma pesquisa e um projeto Elaborado no período entre Agosto de 2017 e Julho de 2018 como um projeto de Cultura e Extensão do Grupo Metrópole Fluvial, no Laboratório de Projetos da FAU-USP, o Porto 7 Campos consiste em um projeto infraestrutural de mobilidade urbana na periferia da capital paulista. Sob a filosofia de “projeto como pesquisa”, o desenho do Porto de passageiros foi resultado de um ano da compreensão das vicissitudes da elaboração de um projeto público. Em primeiro lugar, tem como base o projeto do Hidroanel Metropolitano (HM) - projeto de autoria do Laboratório de Projetos da FAU-USP para o Governo do Estado de São Paulo - onde me debrucei sobre seu elemento mais capilar: o Ecoporto. Com um programa complexo, envolvendo centro escolas de remo e vela, estaleiros de pequeno porte e cais de recebimento de cargas públicas, o Ecoporto é um projeto de longo prazo, mas sua ideia intrínseca de fomentar uma cultura de apreço aos corpos d`água nasce com o primeiro passo: a quebra da barreira entre água e terra. O Porto de Passageiros 7 Campos (braço da Represa Billings nomeado em homenagem ao parque ali localizado) pretende estabelecer um primeiro contato da população ali residente com as águas da cidade de São Paulo. Durante o processo de pesquisa, alguns parâmetros foram cruciais para o projeto. Em primeiro lugar, a localização foi escolhida de acordo com uma revisão do plano original do HM, que viu na conclusão do conjunto habitacional Nova Espanha (com acréscimo populacional de aproximadamente 16000 habitantes) a emergência da consolidação de infraestrutura de transporte pública em suas imediações. Em segundo lugar, o projeto faz parte da rota pioneira de transporte fluvial de passageiros na cidade, conectando as áreas mais isoladas do sul de São Paulo à região central. Tal parâmetro envolveu pesquisas sobre embarcações possíveis e desejadas - tendo como ideal os modos de transporte não poluentes com energia elétrica, como o barco holandês NEMO. Por ultimo, o projeto foi alvo de um estudo de viabilidades, considerando o custo de obra, tempo de instalação e variação volumétrica da represa; tendo como resultado um Porto de Passageiros de baixo custo, com estrutura de fácil instalação e rápida inserção no sistema de transporte público municipal. Trata-se do primeiro passo para a criação de uma cultura de vida urbana mais harmoniosa em relação aos corpos d`água.

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Legenda 1- Porto de Passageiros 2- Estrada do Alvarenga 3- Canal de Aproximação 4- Conjunto Nova Espanha

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Cais Alto e Cais Baixo: conexão entre níveis

Corte A

O fluxo de água dos corregos menores de alimentação da represa é controlado por uma parede de contenção (5), de forma a não formar turbulências que poderiam atrapalhar a manobra das embarcações no Porto

A conexão entre água e terra (4) se faz de duas maneiras: por escadas e por uma rampa acessível (8%) de forma que se haja uma distribuição de passageiros pelos acessos, garantindo a acessibilidade universal.

O Cais Alto (3) é o primeiro contato desta intermodalidade entre transporte rodoviário e fluvial. Foi projetado como uma extensão do ponto de ônibus, de forma a garantir uma espera coberta que permite visualizar a chegada dos dois transportes.

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Porto de Passageiros

B

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Legenda 1- Ponto de Ônibus 2- Atracadouro flutuante móvel 3- Cais Alto coberto 4- Cais Baixo 5- Parede de contenção 6- Embarcação tipo

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Conexão entre modais: linha água/ terra O projeto tem como premissa garantir a maior facilidade para o caminho do pedestre, seja no início do dia de trabalho até seu retorno para casa. Dessa forma, procurou-se garantir a conexão intermodais com o menor número de passos possível desde a saída do ônibus até o embarque no barco: vencendo um desnível de 5m em 50m conectando de forma direta e acessível os dois modais de transporte público.

Corte B

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Flutuante móvel de embarque O flutuante móvel consiste de uma estrutura de boias, cobertas por um deck de madeira e conectadas na estrutura metálica da rampa de acesso de forma a usá-la como trilhos. Dessa forma, a variação do nível da represa não atrapalharia o funcionamento e o acesso universal a este meio de transporte

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A Cobertura teatro e espaço de deliberações 2018 - Faculdade de Arquitetura de Bergen Orientadores: Alec Andreassen, Anders Rubing e Kari Anne Drangsland

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Desenvolvido durante 2 meses em um intercâmbio acadêmico com a Faculdade de Arquitetura de Bergen (Bergen Arkitekthøgskole), o projeto da Cobertura procura recuperar o papel cívico do espaço público urbano. Tem-se a Praça Roosevelt como palco, a companhia de teatro Satyros e o Conselho da praça como parceiros iniciais e o arquiteto como um ativista que se posiciona diretamente diante das questões políticas e sociais que o rodeia. A Cobertura é resultado de uma arquitetura ativista para cidadãos ativos: um marco urbano de deliberação de questões coletivas do bairro, pronto para abrigar os mais diversos grupos sociais em busca de uma cidade menos desigual e mais plural.

esc.: 1/1500 0 10

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Implantação de Projeto

C

Caixas de Componentes

A

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Estação da Guarda Civil Metropolitana

B

Rampa de acesso

Cobertura

scale: 1/200

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Corte C: Consolidação Praça Scale sob a Cobertura Section C: The Roofda - Large Dynamics

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1- Disposição contínua de depósitos dos Componentes pelo eixo of dathe praça, pro1 - Continuity componentʼs deposit movendo integração osextension diversos of the park through the entre longest grupos quepromotes ali atuaman e ointegration espaço proposof different users to and the space.

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15m

2- Vizinho de uma austera estação policial - símbolo de repressão física police e ideológica 2 - Neighbour of a rough station - a - fomentar a liberdade expressão a symbol of ideologicaldeand physical ereprespluralidade é algo feito pela presença sion - the promotion of free speach and dosplurality orpos no espaço: a resistência is made by the bodies ondos space: seres thehumanos. resistance of human beings.


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O projeto da Cobertura permite, assim, que cidadãos, juntos, e façam The architecture of the Roofconstruam enables, than, crescer espaço deenlarge ação, de that the users,o togheter, the forma space que seu espaço se torne maior que da esof action, gettiing on the same high asothe de policia policetação station

3- O local apresenta uma marcante visão da ligação Leste/Oeste. A Co3 - The site do hasvale a powerful vision of the bertura, com a simplicidade East/West Connection Valley. The Roof,da sua linha horizontal, enquadra a vista, with a clear red horizontal line than consolidando um marking pitorescoabelvedere na praça Rooshapes the view, pictoresque belvedere insevelt. the square.

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scale: 1/200

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Corte A: aA:tectônica da -Cobertura Section The Roof Small Scale Dynamics e sua microespacialidade

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1- A Cobertura é um espaço autonomo, que deve 3- A Cobertura é feita de placas de garantir a segurança dos que ali se reúnem. Para compensado, um material ao mesmo 1 - A safe space for everyone crucial. e de baixo 3 - The Roof is m tanto, a usa-se a infraestrutura de iluminação da tempo is resistente custo. For that, the structure of the Roof strong and praça, refletida na estrutura do projeto, para iluO projeto como todo foi planejado yet aff reflects the light from the the project is th minar o espaço sob a cobertura. paraposts ser on construído comwhole materiais side. low-cost materials, de baixo custo, garantindo que mesteepequena its feasability b 2- A mesma solução pensada para a iluminação mo um coletivo urbano de urban group. The 2 - In orderaoto amplify the sound of the é também a que garante a acústica adequada escala possa torná-lo realidade. Por paint, what would speaches beneath the Roof, structure projeto. A estrutura angular da Cobertura garanfim, éitspintado de vermelho, de forout and create an is thought to direct the soundwaves to te a propagação direcionada do som, formando ma que a Cobertura se sobressaia e the stairs. uma sala de apresentação e debates a céu aberto. crie um ponto de referência.

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4 3 2

4- Além da sua utilidade programática, a estrutura em asa da Cobertura é exmade of plywood,sólida, a 4 - Beyond being tremamente sendo sustentada poruseful for the program fordable material. The purposes, the V vigas de 45cm vindas dos andaimes. shape structure of the hought to be built with Roof is also extremelly solid, being held , which would guaranby 45 cm beems coming from the scafby a self suficient small folding. e final touch is a red d make the Roof stand urban landmark. scale: 1/50 1

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Detalhes e especificaçãoes construtivas

O módulo e o corpo humano

A caixa de componentes

O módulo de 1,5 x1,5 x1,5m do andaime conforma um espaço de proporções e escala própria ao corpo humano. Com um módulo, pode-se produzir uma divisão física do espaço ainda garantindo uma conexão visual. Por ser de uma altura acessível, a sobreposição de módulos é uma tarefa fácil: a adição de mais 1,5m de altura à estrutura resulta em uma área de proteção e a possibilidade de uma laje para expransão.

As caixas de componentes da estrutura de andaime, medindo 3x 3x 0,75m, com uma tampa elevadiça, são distribuídas em um eixo paralelo à rua Guimarães Rosa. Trata-se de uma altura que permite à caixa guardar os componentes e ao mesmo tempo se tornar parte do mobiliario urbano.

Module: Measurements

1,5m

1,5m

1,5m

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The Component Box

A 3x3x0,75 box with a lifting top spread alongside the GuimarĂŁes Rosa St. axes of the square contains the components of the scaffolding module. It is of a high that enables the module to integrate with the box and creates the possibility of becoming a bench or a resting place.

0,75m

3,0 m

3,0 m

The Module and the Human Body

The 1,5x1,5x1,5 scaffolding module builds up a space on a very human scale. With one module, one produces a physical division but still guaranteeing a visual connection. Being of an accesible hight, enlarging that area is an easy task, and by adding one more module one creates a confortably protected area beneath a roof.

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Corte B: relação a and Cobertura e os Section B: Theentre Roof the Square grupos sociais da praça Roosevelt

1 - The diversity of users in the region is immense. On the south part of the square, 1- A diversidade de grupos three schools (twosociais primary and one que permeiam a região da praça secondary) puts a huge ammount of Rooseveltchildren é imensa. Em area. sua área ao in the sul, a presença de três escolas (duas fundamentais e uma demost ensino mé2 - One of the notorious users of the dio) fazem com que a região seja square are the skateboarders. The Roof permeada de crianças. connects both areas and reinforce the

3 - Free speach the Brazilian so response to the police in the re opened space, the bodies guar not be taken a force.

coexistance of a variety of groups.

2- Além das crianças das escolas lindeiras, um dos mais notórios grupos sociais que se utilizam da praça regularmente são os skatistas. A geometria da Cobertura, se extendendo ao longo do eixo da praça, congrega os mais diversos grupos sociais.

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is a right of everyone in ociety. As an architectural massive presence of the egion, the Roof is a fully in which the presence of rantees that this right will away by no repressive

4 - On the other side of the square, the bars fill the street with life and action, 3- would Liberdade é um di- a which give de theexpressão region of the Roof reito de todos em nossa sociedade. 24/7 activity. Como uma resposta arquitetônica à presença massiva de estações policiais na região, a Cobertura é um espaço completamente aberto, onde a fisicalidade dos corpos guarante que este direito não será tomado por qualquer tipo de força de repressão. 4- No outro lado da praça, bares e companhias de teatro enchem a rua de vida e surpresa, o que daria ação para a região da Cobertura em período integral.

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scale: 1/200

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A Cobertura e sua dinâmica socioespacial

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Espaço de ação grande, fechado e direcionado

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O grande, fechado e direcionado espaço de ação é planejado para abrigar um grupo social que sente a necessidade de um maior espaço de privacidade para realizar suas atividades e encontros. É um espaço protegido por uma barreira leve, permitindo um agrupamento para discussões e debates com segurança e sem a repressão ou jutamento de forças externas (ex.: encontro da comunidade LGBT do bairro)

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Espaço de ação aberto e direcionado

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Um espaço de ação aberto e direcionado é formulado para preservar a liberdade de expressão sobre qualquer tipo de atividade repressora; ao mesmo tempo é um espaço de abertura do discurso para outros grupos sociais. Trata-se de uma oportunidade para aumentar o público de um discurso e formatar uma perspectiva mais plural a respeito das diferentes realidades sociais na cidade (ex.: um discurso antirracista feito pela comunidade negra para os habitantes da região)

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Espaço de ação grande, fechado e direcionado

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Considerando uma realidade futura quando todos tivermos a mesma vóz dentro da sociedade, quando o sistema de privilégios seja colocado por terra e a pluralidade da condição humana seja garantida para todos os cidadãos, uma participação direta em debates públicos aconteceria neste espaço de ação aberto, não direcionado e democratico.

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Resistance: pesquisa sobre a história das barricadas francesas 2018 - Publicação realizado na Faculdade de Arquitetura de Bergen, juntamente com Tanguy Danis Orientadores: Alec Andreassen, Anders Rubing e Kari Anne Drangsland

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RESIS TANCE

Bergen Arkitekthøgskole

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Rafael Migliatti Tanguy Danis


1871 - Commune of Paris

With the Prussian invasion of the French territory in the beginning of 1871, the Franco Prussian War was in its final moments. Marching over Paris, the Prussian army not only marked their victory in the conflict, but also undermined the Versailles governance. Weakened, the State force was not enough to hold parallels insurgences that happened at the time. At this very moment, the opportunity of a social uprise against the capitalist organisation of State was perfect. And it came to life with what Karl Marx calls as “the only truly socialist society that has ever lived”.

May 22n

In 18th March of 1871, the citizens of Paris conquered the French capital and decreed the beginning of the Commune. A well organised society, an essay of the 1917 Russian Revolution and a true bastion in the history of left wing’s social insurgences.

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May 22n

The Commune had it’s own army - not as organised as the French one, but an army that fought with their hearts in the edge of their bayonets. The siege held itself with a line of defence in the South-Western part of the Thier’s Wall of Paris, and several barricades in the streets. The original plan of barricades was designed by Auguste Blanqui, a veteran insurgent, and it was built by Napoleon Gaillard. The design was a real fortress, but its complexity made the work of the builders impossible, and only one truly designed barricade was built: the Chateau-Gaillard, blocking the whole Place de la Concorde.

May 22nd May 21st

After 2 months of resistance, the French army managed to penetrate the siege, and the result was merciless. The communards were exterminated in a sadistic exercise of military power. An absurd amount of deaths were a direct result of the willingness to kill: a true image of anger and rage. With this perspective, within one week, the French army managed to reconquer the capital, not without spilling litres of blood and tons of powder, in an episode known as the “bloody week”.

Burnt buildings

Commune’s bastion

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Commune’s siege

Commune’s resistence army’s


May 23rd May 25th

Butte Montmartre

nd

May 26th Rotonde de la Villette

Place Clichy

Belleville

Chateau Gaillard

nd

May 24th

Saint-Germain -des-Prés May 23rd

s front

Place du Château-d’Eau

Hôtel de Ville

May 23rd

May 27th

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May 28th

May 29th May 24th Panthéon May 26th

Montrouge Butte aux Cailles

Confrontation won by communards

59 Versailles’ troops advance

scale: 1/75000


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Chateau Gaillard Built by the shoemaker Napoleon Gaillard, following the design of the veteran insurgent Auguste Blanqui, the barricade “Chateau Gaillard” was Commune’s most important and powerfull fortification. Was considered by the communards as the perfect urban-guerrilla mofidication of the cityscape.

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Hôtel de Ville Considered as de center point of the resistance. Hosted the meetings between the leaders of the revolution. One of the last places to be taken by the Forces of Order, killing the Communard leader Charles Delescluze. Maybe the most important spaces of the revolution, Hôtel de Ville was completely surrounded by barricades. 61

1871 Commune’s Center Barricade 61

scale: 1/10000


Barricade’s crossection

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Movement’s duration

Building time

3 month

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1 week


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scale: 1/200

Order

130 000 «Versaillais» 877 deaths 6454 wounded

Riot

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50 000 < «Communard» 10 000 < deaths 40 000 < prisonners


Barricade on the rue Royale

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Barricade Voltaire Lenoir

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Barricade on place Vendome

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Barricade on place de la Concorde: the Chateau-Gaillard

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Email de contato: rafamigliatti@gmail.com

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Profile for Rafael Migliatti

Portfólio - Rafael Migliatti  

Portfólio - Rafael Migliatti  

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