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Kizomba na Mata(fictĂ­cio)


ATLAS DO KIZOMBA NAMATA

NUGEA 2013 UFJF


• Clique para editar os estilos do texto mestre – Segundo nível – Terceiro nível • Quarto nível – Quinto nível


Kizomba na mata (Apenas nome fictício •

Copyright 2013 Edição do Autor

Editoração e Capa

Rafael S Silva

Revisão Técnica

Leonardo Carneiro

Contato para Aquisição:

http://www.ufjf.br/nugea/

Email: nucleo.nugea@ufjf.edu.br

Campus da UFJF – Instituto de Ciências Humanas Juiz de Fora – MG CEP: 36036-330

Telefone: 55 32 2102-3108/3121

Kizomba na mata Comunidades quilombolas: pesquisa sobre as comunidades quilombolas da Zona da ma Mineira Nugea. – Juiz de Fora: Do Autor, 2013 60p. Il 1. Geografia – Zona da Mata (MG) l. Título

A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação do Copyright (Lei nº 9.610/98)


Palavra do organizador

Profº Drº Leonardo carneiro

Resumo

Abstract


• Atlas kizomba • (Apenas nome fictício) Kizomba na mata: perspectivas histórias e ........................................................................ .. • Volume 1 • Comunidade São Pedro de Cima – Divino, MG


Créditos

Atlas kizomba (Apenas nome fictício

Organização da coleção

Profº Drº Leonardo carneiro

Mapas

Rafael Santos Silva

Arte capa

Andre Fonseca (Xurume)

Editoração e diagramação

Gustavo Santos Silva

• Universidade Federal de Juiz de Fora • Henrique Duque de Miranda Chaves Filho • Reitor Profa. Dra. Marta Tavares d’Agosto PROPESQ – Pró-Reitoria de Pesquisa • Composição do Núcleo de Pesquisa: Geografia, Espaço e Ação (NUGEA) • Profº Drº Leonardo Carneiro • Profª Drª Clarice Cassab • Imagens • Acervo Nugea

Núcleo de Pesquisa: Geografia, Espaço e Ação (NUGEA) 2013


Fomento, patrocínio e financiamento •

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPQ)

Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq)

Núcleo de pesquisa Geografia, Espaço e Ação (Nugea)


• Dedicatória

Reflexão

Agradecimentos


Nugea • Sobre o Nugea


Sumário •

Ficha catalográfica. ...........................2

Palavra do organizador

Volume 1.....................................3

Créditos.............................................4

Fomento..................................5

Dedicatória, Reflexão e Agradecimentos..................6

Sobre o Nugea................7

Sumario...............................8

I - Apresentação da coleção 9

II - O projeto... 12

III - A comunidade 20

• Sumário • Lista de figuras • Lista de tabelas

• Referências bibliográficas


Sumário • Lista de figuras • Lista de tabelas

• Referências bibliográficas


Apresentação da coleção •

O projeto “atlas kizomba” é uma ação do grupo Núcleo de Pesquisa Geografia, Espaço e Ação (NUGEA), com o objetivo de .......................................................

O KIZOMBA, encontro das comunidades quilombolas da Zona da Mata é um dos projetos feitos pelo NUGEA ...


Segundo o Decreto Presidencial n.º 4.887 de 20 de novembro de 2003 é considerado remanescentes de quilombos como: “Art. 2.º Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida; § 1.º Para os fins deste Decreto, a caracterização dos remanescentes das comunidades dos quilombos será atestada mediante autodefinição da própria comunidade.” (Decreto 4.887 de 20 de novembro de 2003).

No art. 68 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, estabelece que “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando as suas terras, é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes títulos respectivos.” O mapa de Carlos Walter mostra a distribuição de todas as comunidades auto identificadas no Brasil no ano de 2006. Por esse mapa podemos identificar que há maior concentração no nordeste e no norte do País. Entretanto, fora dessas regiões, Minas Gerais e Porto Alegre também possuem quantidades de comunidades quilombolas expressivas , que variam de 106 a 548 de acordo com o mapa. Figura 01 – Comunidades e territórios Quilombolas Auto identificados no Brasil (Carlos Walter, 2006)


O número de comunidades em Minas Gerais se dá pelo fator histórico do ciclo do ouro que aconteceu na metade do século XVIII. No auge da região mineradora, a escravidão foi adotada como forma dominante de organização do extrativismo. Com a mineração e a escravidão, 500 mil negros foram inseridos na região. A decadência do ouro levou ao esvaziamento das vilas mineradoras, com o deslocamento das famílias e seus escravos para outras regiões. No fim do século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Com a ocupação da Zona da Mata Mineira, as comunidades quilombolas foram se formando.

A zona da mata é formada por 142 municípios, divididos em sete microrregiões. As microrregiões são: Manhuaçu, Ponte nova, Muriaé, Viçosa, Ubá, Cataguases e Juiz de Fora (figura xx). Dentro da microrregiões encontramos as seguintes comunidades quilombolas representadas na tabela abaixo. (tabela)

“Até o século XIX, a Zona da Mata permaneceu praticamente intocada, como território de povos indígenas, como os Coroados, Puris e os temidos Botocudos. Com o esgotamento das minas de ouro, um novo ciclo econômico tem início com a expansão do cultivo do café, que se fazia em grandes fazendas, com a utilização de mãode-obra predominantemente escrava. No século XIX e início do século XX, o cenário da região muda radicalmente com a floresta cedendo lugar às plantações de café. Ao longo do século passado, as grandes fazendas foram se dividindo, principalmente por partilha de herança, dando lugar a pequenas propriedades rurais conduzidas quase sempre com mão-de-obra familiar. O cenário atual é de predominância de minifúndios, onde se pratica uma agricultura pouco intensiva em capital. O café ainda prevalece como um cultivo que gera divisas, mas também são importantes a pecuária leiteira e cultivos de autoconsumo, como milho e feijão, além da criação de pequenos animais. ” (http://www.ctazm.org.br/regiao.htm)

Na zona da Mata Mineira o numero é pequeno quando comparamos a outras regiões do Estado de Minas Gerais. Mas o processo de ocupação de terras no local se deu por outros motivos que vieram a ser tardios, o que explica o número de comunidades no local ser menor.

Tabela 01 – comunidades com certidão expedida pelo Fundação Cultural Palmares, 2010


Figura 03 – Mesorregião Zona da Mata mineira divido em suas microrregiões (Carlos Walter, 2006)


O PROJETO ATLAS • Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um Atlas é um conjunto de mapas ou cartas geográficas. Entendido também como uma representação de um local para entender melhor a região, a sociedade e a cultura de uma populaçã. Um atlas também pode ser acrescido gráficos, imagens de satélites, fotos e a história e singularidades geográficas. • A cartografia é considerada também como “A arte de levantamento, construção e edição de mapas e cartas de qualquer natureza” (ABNT). A partir disso, os mapas podem ser criados contendo bases de imagens e aerofotos. • Outras formas de criar um mapa é com a ajuda de um GPS, a criação de feições e a partir de disponibilização de dados oficiais de institutos públicos em sites da internet. • O projeto atlas KIZOMBA que trabalha com cinco comunidades diferentes, tem exatamente essa intenção de mostrar a partir da construção de mapas e também com fotos e textos, um pouco da história e a realidade das comunidades quilombolas e suas singularidades. • Para construirmos os mapas dos atlas precisamos primeiro saber quais aspectos que uma mapa deve apresentar para ser legível e para podermos interpreta-lo aquilo que ele propõem. • Um mapa necessariamente precisa de um titulo, escala (proporção tamanho real x tamanho mapa), orientação, coordenadas geográficas, convenções geográficas e legenda para que haja uma compreensão dos dados.

• O mapa da malha municipal do Brasil contém todos os itens que um mapa necessita para que ele seja interpretado (mapa 0 xxxxx) • Sabendo das características básicas de um mapa, podemos começar a representar as comunidades. Na coleção do atlas será trabalhado um atlas para cada comunidade onde poderemos abordar maiores particularidades das comunidades. • Para a elaboração de mapas, será utilizado como instrumento de pesquisa o software free, com a base de dados do IBGE e dos GPS’s utilizados em trabalhos de campo, que possibilitarão a construção de mapas de: demarcação da área, uso e ocupação do solo, zoneamento sócio-ambiental, estradas, declividade, 3D do relevo entre outros. As bases de dados que serão utilizadas para editar os mapas é do IBGE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Google Earth. A escala vai ser devidamente padronizada para que os mapas possam ser utilizados pela própria comunidade e posterior utilização na escola da comunidade. A importância dos mapas é que contribuirão para a comunidade melhores visualizações espaciais do local e suas especificidades e contribuirão para as comunidades abrir novas portas e também novas perpectivas. Com o mapa em mãos, a comunidade poderá analisar as características da área e também terão maiores instruções quanto aos locais adequados para aumentar e melhorarem as suas produções agrícolas. Dessa forma, essa ferramenta poderá ser uma alternativa para possíveis problemas e contribuirá para melhorar a região que vivem.


Figura 03 – Malha municipal do Brasil com todos os itens para interpretar um mapa. Destaque para Minas Gerais. (IBGE)


•Na zona da mata mineira temos 15 comunidades com certidão expedida pela Fundação Cultural Palmares (Tabela 01 e mapa 0000) •Com essas comunidades na região da zona da mata, se dá a importância de construirmos uma base de dados relatando tanto os aspectos físicos por meio dos mapas quanto os aspectos humanos através de textos, falas e fotos mostrando a cultura, a inter-relação com o entorno e a relação dos indivíduos com a comunidade. Dessa forma, um lugar deve ser analisado e documentado, para que os moradores busquem conhecê-lo e se reconheçam naquele lugar. •

O projeto dessa coleção criou um atlas para as comunidades que já temos contato. Nesses , poderemos abordar com mais detalhes as particularidades, a rotina, as histórias, o aspecto físico e a cultural em geral (mapa 0xxxx) como um devido atlas propõe ser. As comunidades que trabalhamos são: - São Pedro de Cima, na cidade de Divino; - Colônia do Paiol, na cidade de Bias fortes; - Botafogo, na cidade de Tabuleiro; e - Também destacamos que a zona da mata possui dois grupos distintos que são os Quilombolas e os Caxambuzeiros /Jongueiros. Os grupos de Quilombolas e caxambuzeiros /jongueiros (mapa 0XXXX) foram diferenciados porque......................mas nesse projeto a principio so trabalhamos com as comunidades Quilombolas

Mapa 000– Localização das comunidades com certificação expedida pela Fundação Cultural Palmares


Mapa 0000– Ecomuseu das Comunidades Jongueiras e Quilombolas


A comunidade Quilombola S達o Pedro de Cima


A comunidade São Pedro de Cima foi a primeira comunidade que a equipe teve contato para que iniciar os trabalhos. Esse primeiro contato se deu em 2006 quando com a turma da disciplina de geografia agrária do curso de Geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora realizou um trabalho de campo na comunidade.

O nome da comunidade é devido ao Santo padroeiro que é comemorado no dia 29 de junho. O termo “de cima” é porque o local encontra-se em uma bacia hidrográfica e é uma parte com alta altitude. A comunidade também é conhecida como nome de São Pedro dos crioulos por conta da grande concentração de negros, o que diferencia da área da comunidade que é conhecida como São Pedro de Baixo, cuja maior parte da população era branca.

A comunidade recebeu no dia 11 de Julho de 2006 a certidão de auto-reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares, onde a declara como terra de Remanescente das Comunidades Quilombolas.

A região é classificada como uma Área de Proteção Ambiental (APA) e situa-se em uma área entre a Serra do Brigadeiro e a Serra do Caparaó. Mapa 00000– Comunidade São Pedro de Cima localizada na Zona da Mata Mineira


A comunidade quilombola São Pedro de Cima localiza-se no município de Divino, MG que fica no norte da microrregião da zona da mata. (Mapa 0XXXX ) O acesso ao local se dá pela BR’s MG - 265 (Divino), BR - 116 (Orizânia) e MG-111 (Manhumirim) (mapa 00000).

Antes da criação das estradas o acesso a comunidade era feito apenas por pequenas trilhas e por cavalo.

Com a abertura o acesso facilitou a chegada de pessoas

Mapa estradas


A ocupação das famílias

• O início da ocupação e formação do território aconteceu no final do século XIX, a partir da chegada família Malaquias e dos Pereiras. Após os anos 1960 chegou a família Aprigio. • Com a miscigenação, existem na comunidade, relações de parentesco entre os moradores das famílias: Malaquias e Pereiras que são as famílias fundadoras. • Com um total de 550 moradores e aproximadamente 140 famílias no local a comunidade de São Pedro mostra uma miscigenação de várias famílias, mas ainda conseguem manter as suas tradições, cultura e histórias devido a relação que tem com o local, a natureza , o vale e as montanhas que a rodeiam. • A árvore genealógica da comunidade reprsenta a miscigenação das duas principais famílias. (Figura 0xxxx) Depois da família dos Pereiras chegaram as famílias Adil, Aprigeo e outras várias famílias com menor número.

Colocar arvore genealógica


Com a ajuda do sensoriamento remoto houve um grande avanço na criação de mapas junto com a ajuda da computação, no qual obtem-se grandes e variadas imagens que estão mais detalhadas e com melhor qualidade podendo ter maiores precisões.

Com a imagem podemos observar os aspectos fisico, quimicos e biologicos do local. Podemos assim verificar se no local há vegetação e qual tipo de vegetação, presença de leitos d’água e dependendo da precisão e qualidade da imagem dá para analisar a geologia e a pedologia da área.

Na comunidade São


•

Mapa 00 -


Mapa 00 – Distribuição das famílias na comunidade São Pedro de Cima


•Atividade e cultivo •As primeiras pessoas que chegaram ao local, devido a baixa fertilidade do solo, cultivavam milho e feijão. Posteriormente e mais recente, a população começou a plantar café. A plantação e intensificação do plantio do café se deu pelo projeto de governo de João Figueiredo nos anos 70, com o programa “plante que o João garante”. Nos últimos anos a inserção do eucalipto no local é bem forte, mas o trabalho com café é a principal atividade realizada pelos moradores de São Pedro de Cima, sendo a venda de café de onde provém a maior parte da renda das famílias. •Na comunidade os homens trabalham nas próprias lavouras de café e em fazendas próximas, principalmente em época da colheita. As mulheres na época da “panha” do café ajudam os homens e também são responsáveis pelas atividades domésticas. •Nos anos 80 a revitalização e programas de incentivo da cultura cafeeira tornou a comunidade mais complexa na sua organização social e econômica. Com o café, aos poucos as atividades foram se diferenciando e também diferenciando os pequenos e médios produtores e os trabalhadores rurais na comunidade. A inserção também atraiu várias pessoas que aos poucos foram ocupando e plantando. •Nas plantações de café é possível verificar que na mesma área das plantações de café a presença de cultivo de outras lavouras como: milho, feijão, bananas, mandioca, abóbora, etc. •A produção de hortaliças e leguminosas são associadas a complementação na alimentação e também tem criação de animais como porcos, galinhas, vacas e patos.


• Na comunidade com a inserção do café houve uma mudança na paisagem. Algumas pessoas contam que antes do café no local tinha a presença de árvores nativa (mata atlântica), campos abertos e paisagem natural, formada por capoeira. • A paisagem se modificou com a implantação do plano do Governo no incentivo ao plantio de café na região. A partir daí, a comunidade de São Pedro de Cima, os moradores, iniciaram a plantação de café, sendo hoje o carro chefe da economia local. • A paisagem, que hoje é rodeada pela plantação de café, é devido a economia local, baseada na venda do café. Em 2007, com o valor de uma saca de café, comprava-se 12 de fertilizante. Atualmente, o valor corresponde a 2,5 sacos de fertilizante. A entrada de novos agentes especuladores e a substituição da lavoura do café por eucalipto são fatores que contribuirão para a construção de um espaço diferente do original. • A inserção de novos atores promove uma mudança na perspectiva da paisagem, pois a terra passa a ser tratada como bem de capital, especulável, a qual se atribui valor de mercado. • Outro motivo que contribui para a mudança na paisagem é apropriação de uma cultura de territorialidade, materializada pela construção de cercas para delimitar a posse. O a introdução de uma cultura urbana onde a propriedade esta fundada na demarcação física da posse.


A população rural se espraia nas encostas do alto e médio vale do rio São Pedro sobre altitudes que oscilam entre 900 e 1200 metros. Em São Pedro de Cima subsiste uma geração de trabalhadores rurais dos tempos em que a acessibilidade à região era precária, o que determinou certo isolamento das famílias negras que aí viviam. As encostas são convexas com afloramento rochosos configurando as elevações da serra, o vale tem a forma de manjedoura (vale em U), com presença de terraços fluviais e meandramento do rio que configura as bordas do relevo. Este local também apresenta um quadro físico de bastante instabilidade como a presença de blocos soltos nas encostas que rolam para as áreas localizadas mais abaixo e a ausência de vegetação em alguns blocos rochosos o que facilita o movimento dos mesmos.


Pelas formações de várzeas, estado erosivo do solo e rebaixamento do relevo, hoje existentes, há evidencias que o volume de água que descia cabeceira abaixo era quatro, cinco ou seis vezes maior do que se tem nos dias atuais. Nestes mesmos cursos hídricos havia uma composição vegetativa característica das margens dos rios e córregos conhecida como mata ciliar. Certamente muitas espécies de vegetais e animas que aqui existiam não existem mais. O que se perdeu em recursos naturais nesta região foi algo lamentável. Para dimensionar tal fato, uma espécie de vegetal a Myrcia cymosa, que estava sem ocorrência a mais de 100 anos, quase foi considerada extinta, foi recentemente descoberta pelo pesquisador Lúcio Leoni no município de Divino, na mata da Fortaleza. A verdade e que nesse processo de desbravamento e colonização desta região rasgaram-se páginas preciosas de um livro de grandes ensinamentos, que não foram lidas e portanto, são desconhecidas As iniciativas propostas para a preservação e conservação do que ainda nos resta foi a criação de duas Unidades de Conservação – UC´s, categorizadas como APA – Área de Proteção Ambiental. Hoje nosso município conta com mais de 12.000 Ha protegidos legalmente e instituído pelo Legislativo Local. APA do Bom Jesus – Localiza-se no distrito de Bom Jesus e configura como zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. APA da Árvore Bonita – compreende as comunidades dos Frossard, Viletes, São João do Norte, Árvore Bonita, São Pedro e São Luiz, apresenta fragmentos de Mata Atlântica Primária em ótimo estágio de conservação. Nesta unidade foi encontrada uma espécie da flora que se encontrava a mais de 100 anos desaparecida: Myrcia cymosa, planta arbustiva da família das myrtaceae. Também nesta APA encontra-se o ponto culminante de Divino, Pico Cangote d ´Anta com 1854 m.

Área de proteção permanente é definido como: “Área com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas e tem como objetivo proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.” (Bensusan). Colocar mapa das principais bacias da regiao para depois explicar a da comunidade. E colocar texto da pagina 36 do atlas do cezar


Hidrografia

Na zona da mata a rede hidrografica abrange cinco bacias que são: Rio Grande, Rio Itapemirim, Rio Itabapoana, Rio Paraíba Do Sul e Rio Doce. A comunidade que está entre a Serra da Mantiqueira e a Serra do Brigadeiro contribui para a bacia do Rio Paraíba do Sul e o Rio mais importante proximo é o Rio Carangola com sentido de norte > sul. O córrego principal da comunidade leva o nome da própria comunidade que é córrego São Pedro. Esse leito d’água tem uma extensão de 5km cortando toda a comunidade. No local temos várias nascentes que são canalizadas e repressadas para serem utilizadas pelos moradores para limpeza, ingestão e limpeza. A canalização é feita até a o ponto de distribuição que na maioria das vezes são para as casas dos moradores. Algumas nascentes possuem cercas e tela de proteção para impedir que folhas, insetos ou animais destruam-as. A vegetação de é tipica de capoeira com presença de samambaias próximas. Com algumas medidas simples é possível que o local próximo a nascente tenha mais vegetação e a melhor proteja.


• Meio Ambiente - Por Carlos Heinisch •Muito pouco restou dos recursos naturais da zona da mata leste do Estado de Minas Gerais. Nos dias atuais, formações secundárias praticamente substituem todas as florestas primitivas na zona da mata leste, das quais restam apenas fragmentos remanescentes (FERREIRA, 1958) e na região de Divino tal afirmativa também é verdadeira, restando atualmente alguns fragmentos primários em locais em que foi impossível o acesso da agricultura. Contudo fazendo uma viagem ao passado fico tentando reconstruir o meio ambiente de Divino ainda em condições de intocabilidade. Certamente estendia-se por todo o município, desde o alto do córrego do São Pedro, passando pela Árvore Bonita, São João do Norte, córrego dos Viletes, alto do córrego dos Frossard, córrego do Periquito e fechando na serra dos carolas, a porção norte e leste do município, uma imensa massa verde de Floresta Atlântica, integra e exuberante, com uma diversidade de vida incalculável, animais e plantas que jamais foram conhecidos. Tipologicamente esta floresta hoje é conhecida como floresta estacional semi-decidual, com alta umidade relativa e pluviosidade acima dos 1200 mm. • A vegetação é classificada como estacional semi-decidual e constitui-se basicamente de campos rupestres devido ao intenso afloramento rochoso, provocado pelo solo raso; uma mata que possui árvores baixas devido também ao solo raso; e campos rupestres antrópicos, provocados pela plantação de café. Associados aos fatores naturais existe também a ação antrópica que está provocando a degradação do meio que são: a) as plantações de café; b) a abertura da estrada provocou a fragmentação de habitat e consequentemente o aparecimento das bordas; c) utilização das queimadas. • As iniciativas propostas para a preservação e conservação do que ainda nos resta foi a criação de duas Unidades de Conservação – UC´s, categorizadas como APA – Área de Proteção Ambiental. Hoje nosso município conta com mais de 12.000 Ha protegidos legalmente e instituído pelo Legislativo Local. • • APA do Bom Jesus – Localiza-se no distrito de Bom Jesus e configura como zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. APA da Árvore Bonita – compreende as comunidades dos Frossard, Viletes, São João do Norte, Árvore Bonita, São Pedro e São Luiz, apresenta fragmentos de Mata Atlântica Primária em ótimo estágio de conservação. Nesta unidade foi encontrada uma espécie da flora que se encontrava a mais de 100 anos desaparecida: Myrcia cymosa, planta arbustiva da família das myrtaceae. Também nesta APA encontra-se o ponto culminante de Divino, Pico Cangote d´Anta com 1854 m.

Mapa vegetacao


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Considerações •

O projeto não termina com as três comunidades trabalhadas no lançamento da coleção. A intenção é fazer o mesmo com todas as comunidades da Zona da Mata. Em breve pensamos estudar, visitar e analisar e criar o atlas de todas as comunidades que estão na Zona da Mata Mineira .

Esperamos que a coleção auxilia em trabalhos de pesquisa, para que seja um grande aliado no desenho de um novo panorama da questão quilombola no Estado de Minas Gerais e na região da Zona da Mata mineira.

Como já foi dito a ZMM tem no total 999 comunidades quilombolas distribuídas na área de 1515151 km², ou seja, há muito a ser estudado e mapeado para a completa identificação das regiões e das comunidades. Para que isso ocorra, as ações deverão ser cada vez mais patrocinadas e incentivadas no modo que amplie e se integre as demais pesquisas já realizadas.


Vocabulário de termos técnicos


Referências bibliográficas •

Rocha, Cézar Henrique Barra. Zona da Mata mineira: pioneirismo, atualidade e potencial para investimento. Juiz de Fora, 2008

http://www.ctazm.org.br/regiao.htm

www.divino.mg.gov.br

http://www.ibge.gov.br

ABNT


Anexos •Sobre o município de Divino •

O Contexto Colonial Divinense

Capitanias hereditárias

Durante o período colonial, em que o Brasil esteve dividido em Capitanias Hereditárias, a área geográfica de Divino esteve incluída na Capitania Hereditária do Espírito Santo. Com a criação da Capitania de Minas Gerais, no início do século XVIII, e a fundação das três primeiras vilas para constituir o centro de 3 grandes jurisdições territoriais, a Vila do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, ficou abrangendo a área constituída pelos sertões dos rios Pomba, Doce, até o Cuieté, o que incluía toda a Zona da Mata. Portanto, primitivamente, a região onde se situa Divino pertenceu à Mariana.

A Zona da Mata foi pouco explorada até o limiar do século XIX. Concorreram para isso, de um lado, causas naturais como o relevo, constituindo um sério obstáculo à sua penetração. Por outro lado, as causas políticas que proibiam terminantemente seu desbravamento, com o objetivo de impedir o chamado “descaminho do ouro”, isto é, o seu contrabando. Ainda figurava uma forte resistência à colonização dos índios que habitavam a região.

Primeiros Colonizadores Da Busca De Terras Férteis À Fundação Do Povoado

A região onde hoje se localiza o município de Divino foi desbravada, em 1833, por pioneiros que buscavam terras férteis para agricultura. Descendo o ribeirão São João do Norte até alcançar o rio Carangola, onde após longa exploração, ficaram uma bandeira do Divino Espírito Santo. Nesse mesmo ano, as terras que hoje fazem parte de Divino foram vendidas ao Major José Luiz da Silva Viana, que mandou para esta localidade um familiar seu, o Sr. Antônio Luiz da Silva Viana, que se tornou o primeiro habitante de Divino. O Major José Luiz da Silva Viana vendeu estas terras para aqueles que seriam os primeiros colonizadores: Geraldo Gomes Pereira, Antônio José Soares, Antônio de Souza Barros, Manoel Moreira da Silva Sampaio, entre outros. Construíram neste local uma capela que daria origem a um povoado.


Desenvolvimento político-administrativo

DA FUNDAÇÃO DO POVOADO À CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO Em 23 de setembro de 1882, pela Lei Provincial nº 2.905, o povoado foi elevado a distrito com a denominação de Divino Espírito Santo e confirmado em 14 de setembro de 1891 pela Lei Estadual nº 2. Passa a se chamar Divino de Carangola em 7 de setembro de 1923, pela Lei Estadual nº 843, por estar submetido a este município e, em 17 de dezembro de 1938, pelo Decreto Lei Estadual nº 148, desmembrado de Carangola passa a ser Divino.

A ORIGEM DO NOME DIVINO ESPÍRITO SANTO A versão mais aceita é que durante a primeira missa, celebrada pelo padre missionário italiano José Cassaleta, um pombo, que pertencia a um dos fiéis, soltou e foi parar em cima do altar, permanecendo lá por alguns minutos, o que levou ao padre a pedir que o nome do povoado ficasse Divino Espírito Santo.

O BRASÃO DECUS ET LABORE NA TERRA DO MILHO E CAFÉ O brasão de Divino apresenta escudo francês, em esmalte azul celeste, encimado pela Coroa Real, tendo na parte inferior duas estrelas em esmalte dourado - a maior representando o distrito-sede e a menor o distrito de Bom Jesus do Divino - sobre as quais aponta o emblema do Divino Espírito Santo. Ornam as armas da cidade os ramos de milho e café, fundo representativo das principais riquezas da terra. Ao pé do escudo, uma fita vermelha com a inscrição latina: Decus et Labore ("Honra e Trabalho")

PERSONALIDADES MAIS ANTIGAS OS TIPOS POPULARES DO DIVINO ANTIGO Foram tipos populares do Divino antigo, entre outros: José Batista dos Reis, dono do carrossel de madeira que alegrava as crianças nas festas; Manoel de Souza Moreira (Mané Limão), que vivia pedindo esmolas pelas ruas; José Anacleto Rodrigues, que contava suas aventuras e novidades das viagens à Côrte; Teodolino Medeiros, descendente de indígenas, temido pelas suas feitiçarias; Veridiano, foi o derrubador da primeira árvore para iniciar a construção de Divino. REVOLTA DOS TURCOS (1912) AS QUESTÕES COMERCIAIS E A EXPULSÃO TURCA Um dos fatos mais tristes da história de Divino foi a Revolta dos Turcos (1912), na qual, por questões comerciais, os Turcos foram expulsos da cidade, retornando somente depois de 15 anos. Divino Contemporâneo Divino reserva um complexo de casarões do século passado, que se harmoniza com a arquitetura moderna, enriquecendo a Praça Dr. Genserico Nunes de Oliveira. A Igreja Matriz Divino Espírito Santo é destaque em sua localização e possui em seu interior painés pintados a óleo pelo italiano A. Tanfini. Painéis que retratam os Mistérios Gloriosos do cristianismo. (Cristiane Martins)


• DESENVOLVIMENTO X MEIO AMBIENTE Embora esta seja uma área de ocupação relativamente velha, o café ainda se mantém como cultura. O cultivo do café e a expansão das áreas de pastagens ainda exercem grande papel na queda da biodiversidade do município. O cafezal cresce em terrenos inclinados e mais altos, prática irracional e antieconômica, típica das terras cafeeiras em declínio. O uso indiscriminado de agrotóxico e de adubação química configuram um dos principais problemas enfreado pela agricultura. O destino adequado para o lixo, a falta de saneamento básico em alguns bairros são problemas sérios que o município enfrenta, e comuns a grande parte dos municípios brasileiros. Sua proximidade com a BR116 faz do município rota no tráfico nacional de animais silvestres, tendo registro, de captura e comércio dentro dos limites do município. Sua vegetação característica é formada por matas primárias e secundárias remanescentes de mata atlântica com florestas estacionais semideciduais. Segundo a publicação Biodiversidade em Minas Gerais - Um atlas para a sua conservação o vale do Carangola, no qual se situa o município de Divino, é considerado uma área de importância biológica alta devido a presença de mamíferos ameaçados, remanescentes significativos de vegetação nativa e por sofrer um alto grau de ameaças antrópicas. Desde 12 de junho de 1999 Divino possui um núcleo da ONG Brasil Verde, organização engajada na conscientização e preservação ambiental. Coordenada pelo Prof. biólogo Carlos Heinisch, a filial divinense vem desenvolvendo uma série de atividades envolvendo blits ecológica em conjunto com a polícia florestal na semana do meio ambiente; Projeto Formação de Alunos, cidadania e meio ambiente que visou a identificação dos principais problemas ambientais do município; idealização e entrega do Prêmio Cidadão Ecologia para os divinenses que se destacaram na luta e defesa da natureza; participação do evento ARTTOTAL promovido pelo Rotary, Interacty e Rotaracty com a distribuição de + de 50 espécies de mudas de árvore nativas; entre muitos outros grandes eventos visando não apenas a defesa da natureza; mas a formação do cidadão pleno, consciente de seus direitos e deveres na comunidade. Dia 29 de maio de 2004 começou a I Expedição Científica ao rio Carangola, intitulada “Águas do Rio Carangola”, que tornou possível a identificação, “in loco”, de inúmeros impactos ambientais resultantes das vastas e grandiosas interferências antrópicas na bacia hidrográfica. Clique aqui para ver o Relatório Preliminar completo.


Kizomba na mata sao pedro de cima..teste