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Equipe PL Tradução:

MeG

B.;

Mimi;

Lih

Bitencourt; T. Bortoli Revisão: Sylvie P. ; Cacau; Amanda G.

Revisão Final: Milena Calegari Leitura Final: Rosi Teo Formatação: Lola Verificação: Anna Azulzinha


Sinopse Os Dentons são a família Real do crime, envolvidos com drogas, sexo, brigas ilegais, jogos de azar, e muito mais. Eles são viciantes, mas há um rumor sobre um legado mais profundo do que sua herança criminosa. Diz-se que um Denton só vai cair aos pés de uma mulher uma única vez, e quando cair, será forte. Eles não vão se contentar com qualquer outra mulher, e aqueles que o fazem, acabam por quebrar corações. Jacob nunca acreditou nas histórias da família, mas no momento em que ele vê Louisa Moore, ele sabe que os rumores são


verdadeiros.

Ele

se

apaixona

por

ela

instantaneamente, mas há um problema: ela não quer nada com ele. Lou fica chocada quando Jacob Denton a nota. Não importa quantas vezes tente afastá-lo, Jacob não vai parar. Ele a quer, e vai fazer o que puder para ganhá-la. Com seu irmão gêmeo, Riley, ao seu lado, Jacob sabe que vai ganhar o coração de Lou. No entanto, o que acontecerá quando ocorre uma tragédia? Lou vai se entregar a Jacob,

ou

vai

afastá-lo

de

vez?

Pela

primeira vez em sua vida, Jacob tem algo pelo que lutar, mas ele vai ganhar?


Capítulo Um — Você é a porra de um Denton, ou um viado? Não temos bichas na família, Landon. Jacob Denton disse ao seu irmão mais novo. O nome Denton era

um nome muito respeitado, e eles eram

conhecidos por não levar desaforo para casa. Seu legado começou há muitos anos com o seu bisavô, ou talvez até mesmo antes disso. Eles eram respeitados, temidos e admirados onde quer que fossem. Jacob gostava da atenção. Ele precisava. Eles não eram atores ou modelos ou cantores. Ele, juntamente, com seus cinco irmãos e uma irmã, fazia parte de um império que se estendia ao longo de várias cidades, e tinham seus narizes enfiados em empresas de outras pessoas. Alguns poderiam dizer que eles eram os caras maus, e as mães deveriam trancar suas casas com a simples menção dos seus nomes. — Eu não sou a porra de um viadinho. Eu sou um monstro, disse Landon, gritando. Quem olhava para seu irmão mais novo iria acreditar que ele era muito mais velho que seus dezesseis anos. Quase todos na família ficariam horrorizados se descobrissem que seu filho adolescente competiu em uma luta ilegal com


alguém que era muito mais velho. Esta era a maneira Denton. Seu pai fez isso, assim como Jacob, Abel, Oliver, Gideon e Damian. Agora era a vez de Landon, não só para provar quem ele era para a família, mas também para mostrar quem era para o mundo. A única pessoa da família que não faria parte desta aliança seria Tamsin. — Não foda com um Denton. — As pessoas disseram. Eles eram uma família criminosa, uma mistura mortal que governava com mão de ferro. Jacob confiava somente em seus irmãos. Eles tinham amigos, mas nenhum em quem podiam confiar como em si mesmos. Seu pai fez com que não houvesse rivalidade entre eles. Eles eram todos iguais, e ele nunca mostrou favoritismo. — É isso mesmo, meu filho, você é o animal aqui. — Maddox Denton, seu pai e chefe do Legado Denton disse. — Você deve mostrar que nenhum Denton vai ser derrubado. Landon rosnou, e Jacob ficou para trás, em alerta por seus irmãos, enquanto observava-o voltar para lutar contra o seu adversário. Abel tinha a arma pronta, se a merda atingisse o ventilador. Todos lutaram neste lugar, e nenhum deles perdeu, mas nunca pareceram tão maus como Landon. Pela primeira vez em seus trinta e cinco anos, Jacob se sentia desconfortável. Nenhum Denton perdeu uma luta. Landon era igual, mas estava deixando o filho da puta acertar os socos quando não era necessário.


— Ele está fazendo isso de propósito, — disse Damian. — Ele está se alimentando da raiva, além disso, quer deixar mamãe e papai orgulhosos. Jacob olhou para os luxuosos vestiários para ver sua mãe, Charlotte, com os braços em torno de si mesma. Bruce, seu guarda-costas, estava ao lado dela, atento a qualquer ameaça em potencial. Se seu pai pudesse, ele a manteria trancada em uma torre, permitindo somente que a família tivesse acesso a ela de tão protetor que era. Jacob sabia que era difícil para seu pai permitir que outro macho ficasse perto dela, outra característica a respeito de suas tradições, o que irritava seus inimigos. A maioria das famílias com relações como a deles eram conhecidas por sua instabilidade, usavam mulheres fáceis de acordo com a moda. Os Dentons não faziam isso. Assim que encontravam uma mulher certa não havia mais ninguém para eles. Jacob testemunhou o amor de seus pais, e ela rivalizava com as maiores histórias de amor do cinema. — Bloqueia ele, Landon. — Maddox disse, gritando conselhos. Era por isso que sua mãe nunca vinha para as lutas, mas sempre fazia quando envolvia seus filhos. Landon recebeu três golpes em seu rosto, e parecia que ele estava prestes a cair, mas fez uma pausa. Jacob observou como Landon atacou, batendo com o punho contra o rosto de seu adversário, trabalhando-o. O monstro acordou, e até mesmo Jacob foi pego de surpresa pela violência pura em seu irmão


caçula. Golpe após golpe. Não havia como parar a violência. A raiva modificou o rosto de Landon, e quando o apito soou e ele não mostrou nenhum sinal de que ia parar. Maddox correu para o ringue e agarrou seu filho. — Landon, é o suficiente! Maddox segurou seu filho, e Jacob assumiu que seu pai conseguiria trazer Landon de volta. Quando isso não aconteceu, sua mãe parou na frente deles, e bateu as mãos na frente do rosto de Landon, trazendo-o de volta. A realidade voltou para Landon, e ele concordou. — Eu estou bem. Eu estou bem. Saindo do ringue, Jacob se juntou a seus irmãos enquanto seu pai mostrava que seu filho mais novo ganhou a luta. — Ele precisa de uma mulher e rápido, — disse Abel. — Só a mulher pode lidar com essa porra de monstro. Olhe para a mãe com o pai. Ela é a única pessoa que pode trazer sentido para ele, disse Gideon. Jacob não podia discutir com seus irmãos. Landon tinha um temperamento explosivo, que causou algumas dores de cabeça em seus pais. Ele parecia gostar de tomar surra, e uma vez feito, ele descarregava toda a merda para fora. Desde o colégio, ele chegou em mais de uma dúzia de lutas, e colocou três caras no hospital. Maddox teve que pagar uma porrada de dinheiro em compensação, para


manter Landon fora da prisão e reformatório. Apenas uma mulher seria capaz de domar o monstro dentro de Landon, mas era algo que nenhum deles poderia fazer. Eles poderiam lhe dar todas as bocetas que o dinheiro pudesse comprar, mas se sua mulher não fosse uma prostituta, ou fácil, então eles não poderiam fazer nada. — Obrigado a todos por terem vindo. Espero grandes coisas de Landon, e não se esqueçam de falar sobre a mais recente adição ao Império Denton, — disse Maddox. A multidão foi à loucura, e então eles estavam se movendo em direção a seus quartos exclusivos. — Que diabos foi isso? — Perguntou Charlotte. Landon se sentou em um banco, desembrulhando suas mãos quando ele cuspiu sangue no chão. — O filho da puta veio para cima. — Cuidado com a língua, — disse Maddox. Charlotte pegou o kit de primeiros socorros e começou a cuidar de seu filho. Por mais que pagassem para o melhor médico era sempre Charlotte quem os atendia. Sua mãe era enfermeira, e mesmo que não trabalhasse num hospital, ela manteve sua licença e formação até o presente. — Esse filho da puta, como você chama, Landon, é um menino Moore. — Moore? — Perguntou Jacob. — Porra, eu deveria saber.


O Moores eram uma mistura de bons e maus. Eles eram uma família que trabalhava com lutas, porém criaram muitos inimigos. — Sua família é conhecida por sua habilidade em combate. Ele é um especialista, e ele se ofereceu para ir para o ringue com você quando ninguém mais o faria. Você lutou sujo esta noite, e não como um Denton. Quando sua mãe começava um discurso, era melhor prestar atenção. Com cinquenta e três anos de idade, ela ainda era uma mulher bonita, pois ela não permitiu que o estilo de vida deles a tivesse atraído para um mar de drogas e álcool. Ela não saía gastando milhares de dólares em porcarias que não precisava. Charlotte ainda cozinhava para sua família, e garantiu que o poder não subisse a cabeça deles. Ela os mantinha estáveis, o que irritava seus inimigos. Eles eram imprevisíveis e mortais sem a ajuda de narcóticos. — Você pode até achar que ganhou a luta e isso nos deixou orgulhosos. Pode até mesmo ter feito seu pai orgulhoso, e as pessoas lá fora felizes com a mais recente adição ao império da família. Quanto a mim, acho que você envergonhou a família Denton. Quando um homem está caído, você mantém distância, está me ouvindo? Ela agarrou o rosto de Landon e obrigou-o a olhar para ela. — Você é melhor do que um animal, Landon. Nunca me deixe ter vergonha de você de novo, entendeu?


— Sim, mamãe, — disse Landon. Não havia sarcasmo no tom de sua voz. Ele foi despojado. Maddox apertou o ombro de sua mulher. Ao longo dos anos Jacob notou esses pequenos toques. Seu pai não conseguia ficar muito tempo sem tocar sua mulher. Era como se ele não conseguisse evitar. O amor entre seus pais era o que os mantinha a salvo, e se algum dia alguma coisa acontecesse à sua mãe, Maddox ficaria louco. Os Dentons viviam com uma tradição de amar uma mulher, e a história mostrou que, se algo acontecesse àquela mulher ele sairia dos trilhos. Jacob não sabia como seria quando encontrasse uma mulher para si, mas seu pai e tios disseram que no momento em que a visse ele saberia. Haveria um impulso, a necessidade de tê-la, levá-la, cuidá-la. Não haveria nenhum obstáculo em sua necessidade para reivindicar a sua mulher. Nos últimos trinta e cinco anos, ele experimentou luxúria e até acreditou estar apaixonado, mas nunca foi consumido pela forma como seu pai e tios estavam com suas mulheres. Em momentos como agora, quando o mundo girava tão rápido,

ele

se

perguntava

como

seria

experimentar

a

necessidade de outra pessoa. As mulheres que ele fodeu chamaram sua atenção pelo tempo necessário para fodê-las e esquecê-las. Ele adorava sexo. Ele adorava foder, e ele amava as mulheres que eram fáceis. Era a única área onde ele era o chefe do crime cliché. Ele tinha um pequeno livro negro cheio


de putas que tomariam seu pênis sem qualquer pergunta. Havia até mulheres envolvidas com outros homens, mas ao requisitá-las sucumbiam a sua mercê. Ele era um idiota, arrogante, e não dava a mínima para o que as pessoas pensavam sobre ele. — Bom. Eu só quero ouvir o melhor dos meus filhos. Charlotte olhou para cada um deles. Tamsin, a filha caçula, a única ausente, estava em casa com a babá. — Vamos, querida, vamos deixar os meninos se divertirem. Seu pai pegou sua mãe, levando-a para longe. — Bem, Landon, você acha que você está pronto para transar? — Perguntou Damian. As celebrações estavam prestes a começar.

— Que diabos foi isso? — Louisa, Lou para seus amigos, Moore perguntou ao irmão. Riley pediu-lhe para vir para a luta, e ela não esperava ver seu irmão gêmeo lutando com um Denton. Sua família não tinha muito a ver com a famosa família do crime, mas eles tinham muito a ver com a luta. Com vinte e cinco anos


de idade, Riley não deveria lutar contra alguém de 16 anos de idade. — Ninguém iria lutar com ele. — Ele é um garoto de dezesseis anos de idade. Ele sequer terminou a escola. Se eu soubesse disso, teria posto um fim. Ela apertou um pano na boca sangrando e estremeceu quando olhou para a confusão de seu irmão gêmeo. Ela era mais nova do que ele por um minuto, mas sempre se comportou como se ela fosse um bebê. — Mamãe e papai queriam isso. Foi uma demonstração de força. — Foi uma demonstração de estupidez. Dezesseis, Riley, porra dezesseis anos. O que você esperava conseguir? — Nada como minha irmã que deixou a família em apuros por não casar bem, — disse Riley, cuspindo mais sangue. Lou rosnou. — Esta é a minha vida, e eu não tenho que casar com quem eles me dizem. — Mamãe e papai vão achar um marido para você. — Mamãe e papai podem se foder, ou seus amantes. Eu não dou a mínima. Esta é a minha vida, e eu não vou acabar como eles. Seus pais se odiavam, mas estavam dispostos a se casar


quando eram mais jovens. Lou estava determinada a nunca acabar como eles, ia se casar com um homem que amasse, respeitasse, e que não fizesse parte do estilo de vida ilegal. Ela olhou para o rosto batido de seu irmão, e se sentiu extremamente irritada. — Ninguém iria lutar com Landon. Isso é bom para a nossa família. Seria a única coisa boa. Tudo o que tivesse a ver com o Moores foi maculado. — Isso é porque Landon é um canhão. Ela ouviu falar sobre o irmão mais novo do clã Denton, e não ficou impressionada. Quando pensava a respeito da última

família

grandiosa,

ela

não

gostava.

Eles

eram

bandidos violentos. — Independentemente disso, eu sou conhecido por me levantar contra um dos piores Dentons desde Jacob. Lou fez uma pausa. — Sério? É disso que se trata? Algum tipo de título? A reputação? — Ninguém mais tem isso. — Ugh, eu odeio homens. Vocês não se importam com nada, só com seus títulos estúpidos. Ela jogou a toalha para ele e se afastou violentamente. — É assim desde o início dos tempos, Lou. Ela virou para vê-lo segurando uma toalha em seu


rosto. Isso ela odiava ver. Os hematomas no rosto de seu irmão, o sangue, a dor. Era tudo uma marca de violência da qual sua família era parte. Anos atrás, quando era criança, foi alheia a antipatia que seus pais tinham um pelo outro. Ela não sabia sobre as lutas ou a sua conexão com uma das maiores famílias do crime que os Estados Unidos já viu. Os Dentons eram cruéis e, no entanto, apesar disto, eram conhecidos por ter um lado terno. Dizia-se que só uma mulher poderia barrar um Denton, e ele iria fazer de tudo para se certificar de que ela seria amada e protegida. O que, para Lou, era um monte de besteira. Lou nunca dava muita atenção aos rumores. Ela nunca conheceu um Denton. Bem, isso não era inteiramente verdade. Ela não via um Denton há quinze anos, e foi Abel, o segundo na linha de sucessão ao trono. — O que você vai fazer quando eles esmagarem seu rosto milhares de vezes? — Ela perguntou. Riley não disse nada, como sabia que ele não iria. Na maioria das vezes, ela ficava fora dos negócios da família, e a única razão pela qual estava aqui esta noite foi porque estava morrendo de preocupação em seu apartamento. Ela estava na academia de seus pais quando soube da luta. Para a diversão de todos, ela estava tentando emagrecer seu corpo cheio de curvas, mas não importava o quanto tentasse, não conseguia perder peso. Esperava que com o exercício ela seria capaz de comer tanto frango frito e chocolate como queria, mas não era o


caso. Claro que ela poderia malhar e comer, mas iria precisar malhar a cada hora de cada dia para perder um quilo. Ela odiava comida. Não, que grande mentira. Ela amava comer, mas seu corpo odiava. Deixando seus pensamentos de lado, ela olhou para o irmão. — Isso tudo é parte do negócio. — Eu sei o que é ou não é, Riley. Não estou pedindo que me diga que o que está fazendo não é errado. Eu quero saber o que você vai fazer quando isso for longe demais. Esse ringue não é regido por lei. Eles têm seu próprio conjunto de regras. Riley estendeu a mão, segurando a mão dela. — Eu não vou lutar para sempre. As lágrimas encheram seus olhos. — As pessoas morrem lutando. — Eu sou um durão filho da puta, Lou. Nada vai me matar. Ela balançou a cabeça, estendendo a mão para tomar o seu rosto, gentilmente. — Não faça nada estúpido. — Eu não vou, mas estou indo para a festa na casa dos Dentons. É por isso que mamãe e papai não poderiam estar aqui. Eles já foram para garantir que ninguém os expulse. — Você quer dizer caso você tivesse ganhado a luta e


não o bebê? Perguntou Lou. Riley suspirou. — Você simplesmente não entende, talvez um dia. — Se você acha que este dia será quando meus filhos tenham idade suficiente para fazer essa merda, é melhor pensar novamente. Eu não vou deixar meus filhos fazerem nada parecido com isso. Seu irmão riu. — Vá esperar no carro. Eu sairei num minuto. Não quero perder a oportunidade de esfregar isso na cara de cada filho da puta que eles estavam se cagando de medo de pôr uma criança de dezesseis anos de idade para lutar. — Você sabe como isso soa, certo? — Você sequer assistiu a luta. Você não tem ideia de como foi. Ela não foi capaz de assistir a luta. O pensamento de seu irmão lutando contra alguém tão jovem era repugnante. Ela ficou em seu camarim, ouvindo os gritos e gritando. Eram todos os animais. — Verdade. — Vá e espere no carro. Eu estarei lá em um minuto. — Pfft, você não pode ir a pé? Riley desceu da mesa e ergueu a sobrancelha para ela. — Algum problema?


— Tudo bem, eu vou esperar no carro. Ela virou-se e saiu da parte de trás dos vestiários para onde seu carro estava. Sentou no banco do passageiro, remexendo as pernas enquanto esperava. Ela nunca quis isso. Desde o momento em que soube o que seus pais faziam, ela lutava para ficar longe deles. Muitas das brigas que ela teve com seus pais eram por recusar a entrar na sucessão e aceitar seu destino. Ela não ia se tornar outra esposa troféu, ou uma conexão com outra família do crime. Seus pais não gostaram do fato de que ela tinha um espírito livre, ou que pretendia fazer o que quisesse e não o que era imposto. Empurrando o cabelo do rosto dela, puxou-o para cima de sua cabeça assim não estaria nos seus olhos. Ela não teve de esperar muito tempo por Riley. — Achei que você ia tentar dirigir meu carro. Ela riu. — O amor entre irmãos vai até certo ponto, e tentar dirigir seu carro é testar esse amor. — Você acertou. Ele acionou o motor, e ela apreciou o passeio.


Capítulo Dois Jacob pegou uma cerveja e olhou ao redor da grande sala de recepção que estava cheia de pessoas. A luta significava que eles dariam a porra de uma festa, e olhando para outro lado da sala, viu que Landon já estava adorando a atenção. Três mulheres estavam penduradas em seu pescoço. — Ele certamente é a alma da festa, disse Gideon. Virando-se para o seu irmão, ele levantou a cerveja, mas não tomou um gole. — Ele mereceu. — Sabíamos que ia ganhar. — Será? — Perguntou Jacob. — Ele parecia pronto para desistir. — Não, este é o modus operandi de Landon. Ele gosta de fazer as pessoas pensarem que está derrotado, e, em seguida, bam, o adversário caiu na lona. É bonito de ver. Soltando um suspiro, Jacob olhou para a porta à espera de Riley Moore. Era sempre um sinal de respeito permitir que o adversário fosse à festa deles. Riley lutou bem, e Jacob realmente gostava dele. Ele era um bom homem, e não estava procurando o tipo errado de atenção também. Jacob não o reconhecera anteriormente, pois seu foco era seu irmão. Para


Jacob, Riley era um dos poucos Moores que prestava. — Landon tem uma má reputação. Jacob ouviu falar sobre o temperamento de Landon, e ele o viu fazer a merda mais louca do que fez no ringue esta noite. O que ele não gostava era a falta de controle de seu irmão.

Todos

eles tinham

um

temperamento,

e eram

conhecidos por sua crueldade quando ameaçados, mas nenhum deles jamais perdeu o controle assim. Bater num cara quando ele estava no chão, era contra as regras, e ele ficou satisfeito quando sua mãe intercedeu, ou pelo menos disse alguma merda que fez com que Landon voltasse a raciocinar. — Bem, nenhum de nós terá uma boa reputação. Olhe para Abel, ele cortou a garganta de um homem na frente da mulher, e a fez limpar a lâmina. Oliver fode esposas de outros homens, e se lhe convém, ele os faz ver. Damian, bem, ele é um pervertido, o que fala por si só. Jacob riu. — Ok, então qual é o seu problema? E o meu? Gideon sorriu. — Você precisa estar no controle o tempo todo, e eu, sou simplesmente perfeito. Revirando os olhos, Jacob olhou para a sala cheia de pessoas bajuladoras. Viu os Moores, mendigando atenção, conseguida às custas de seu filho.


— Eu os odeio, — disse, apontando para o Moores. — Eles são gananciosos para caralho, e ganharam um monte de inimigos. — É a condição humana. Revirando os olhos, Jacob foi para a cozinha, onde encontrou sua mãe com seu pai de pé perto dela. — Por que você os convidou? — Perguntou Jacob. Ele estava sendo completamente irracional, mas ele não deu a mínima. — O filho deles lutou contra Landon, — disse Maddox. — E daí? — Daí que é educado convidar os pais do adversário que perdeu. Acontece que eu gosto de Riley, e se ele quisesse um trabalho eu ficaria feliz em lhe dar um. Você iria trabalhar bem com ele, Jacob. Maddox roubou um pedaço de frango, e Charlotte deu um tapa na mão. — Eu não gosto deles aqui, e eles não devem ficar perto de Tamsin. — Tamsin está na cama, e nós jamais iríamos prejudicar a nossa filha. Charlotte olhou para ele, levantando as mãos em sinal de rendição, Jacob olhou de volta para o caos. Ele odiava essas festas

em

que

os chefões do submundo

eram

convidados. Jacob reconheceu vários cafetões, senhores da


droga, e notou muitas armas. Seu pai nunca permitiu que estas festas terminassem mal, mas ele sempre ficava tenso. O nome Denton era temido, mas isso não os impedia de possuir inimigos. — Qual o problema? — Perguntou Maddox. — Nós precisamos falar sobre os clubes de strip. — O que têm eles? Olhando para sua mãe, Jacob esperou ela sair. — Eu não vou a lugar nenhum, Jacob. Estou muito consciente de tudo o que seu pai faz. Posso não concordar com uma parte. Não vou tapar o sol com a peneira e achar que meus filhos são bons cidadãos cumpridores da lei. — Somos bons cidadãos cumpridores da lei. Charlotte apontou uma faca para ele. — Você vai olhar dentro dos olhos de sua mãe e mentir? Vou fingir que não lembro dos seus dedos quebrados há duas semanas, depois da luta no clube de homens. Eu não sou tola, Jacob Denton. Não me trate como uma. — Filho, não pense em fazer uma cena. Eu nunca escondi nada dela, e quando você encontrar a mulher certa vai fazer o mesmo. Revirando os olhos, Jacob saiu da cozinha para o quintal. Ele precisava de um pouco de ar fresco. Ouvindo a porta aberta e, em seguida, fechar, ele gemeu. — E agora? Chateei a mamãe? — Ele perguntou, com


seu pai ao seu lado. — É uma noite agradável, e considerando que você é o mais velho, deve conhecer melhor que os outros a sua mãe, não é? Jacob deu de ombros. — Eu acho que não. — Charlotte sempre foi uma mulher especial para mim. Ela é a única mulher que vou amar. — Eu percebi que você não falou que foi a única que você fodeu! Maddox lhe deu um tapa na parte de trás da cabeça. — Ai! — Respeite sua mãe. Não, ela não foi a única mulher que eu já comi. Antes de conhecê-la, eu tive minha cota de festas. Eu era jovem e um idiota. Eu não acreditava quando meu pai me contou sobre encontrar a mulher certa, assim como você. Então eu encontrei Charlotte, e ela me ensinou o que realmente significava ser um homem. Esfregando a parte de trás de sua cabeça, ele olhou para seu pai. Jacob nunca teve medo de seu pai, e ele não estava agora. — O que você quer que eu diga? — Perguntou Jacob. — Eu não quero que você diga nada. Me diga o que está em seus pensamentos. Jacob suspirou.


— Nada. Nada está em meus pensamentos. — Eu não posso ajudar até que você comece a falar a porra da verdade. Esfregando a parte de trás de sua cabeça, Jacob massageou

seus

músculos

mais

estressados.

Ele

não

percebeu o quão tenso estava até aquele momento. Foda-se, ele amava seu irmão mais novo, e nunca quis que Landon passasse por essa merda. — A Tamsin não tem que lutar, não é? — Perguntou Jacob. Mesmo em trinta e cinco anos o nome Denton ainda o surpreendia. — Que porra é essa? Não. Ela é mulher. Tamsin não tem que provar nada a ninguém. — Você vai tentar casá-la? — Mesmo se eu quisesse, não é minha decisão. Quando sua mãe percebeu o que eu era, antes de termos você, levou um longo tempo para se ajustar. — Ajustar? Mamãe me teve com dezoito anos de idade. — Quase dezenove, e você acha que ela não estava pirando o tempo todo? — Perguntou Maddox. — Eu conheci sua mãe, me apaixonei, e este amor nunca diminuiu ou mudou. Eu morreria por essa mulher, mas eu era um idiota, e ela não fazia ideia do que eu era até depois de Abel nascer. A merda ficou sério depois disso.


— O que aconteceu? — Ela ficou com medo e os levou embora. Eu não a vi por seis semanas. Eu não conseguia encontrá-la. Pela primeira vez na minha vida senti muito medo. Eu não estava lá para protegê-la. Jacob não sabia isso. Ele realmente não lembrava desta parte da vida. — O que você fez? — Perguntou. — Eu continuei trabalhando na tentativa de encontrá-la, mas nunca era o bastante. Eu estava sempre há um passo atrás. Não ajudou quando eu percebi que era um total filho da puta. Eu nunca me interessei em perguntar a ela como se sentia. Apenas supus que ela era feliz comigo. Ela tinha um Denton em sua vida, e eu não me importava com mais nada. Maddox respirou fundo. — Depois disso, eu fiquei louco. Jacob sabia sobre os dias em que seu pai ficou completamente louco. Quase todo mundo que ele conhecia falou sobre o momento em que seu pai mostrou a verdadeira face de um Denton. — Como você a teve de volta? — Ela me ligou da Inglaterra. Eu não fazia a menor ideia de que ela tinha família lá, e ela tinha. — Maddox riu. — Charlotte ligou porque ouviu sobre um determinado Denton causando problemas por causa de sua mulher. Desde


aquele telefonema, eu trabalhei para caramba até que finalmente tive sua permissão para voar para a Inglaterra. — Permissão? Por que não foi apenas? — Eu não tinha a menor ideia de onde ela estava. Ela não quis me dizer, então eu falei com ela a cada oportunidade no telefone. Mesmo há quilômetros de distância, Charlotte acalmou o monstro dentro de mim. — Monstro? Você não é um monstro. — No entanto, eu tenho o respeito de milhares no momento em que entro numa sala. Pense sobre isso, Jacob. Eu não sou um monstro para a minha família, mas para os outros, eu sou o bicho-papão que seus filhos temem. Maddox respirou fundo, inalando o ar da noite de verão. — Porra eu amo esta época do ano. Você já sentiu isso? — Sentir o quê? — Essa necessidade de estar com uma mulher. — Não. — Eu realmente sinto muito por você, meu filho, — disse Maddox. — Por quê? — Você tem trinta e cinco anos de idade. Eu tinha vinte anos quando encontrei sua mãe. — E você quase estragou tudo. — Você vai estragar tudo, filho. Apenas certifique-se de


que não vá muito longe nas burradas. Maddox deu um tapa nas costas dele, e voltou para dentro. — Eu vejo que a parte vencida chegou. Vamos parabenizá-lo. — Parece que estamos zombando dele mais do que qualquer coisa. — De modo nenhum. Riley Moore, até onde eu sei é um cara decente, e eu pedi que o examinassem. Ele é um grande lutador que poderia ter ido até o fim, se seus pais não estivessem determinados a mantê-lo como um fantoche. Estou prestes a oferecer-lhe um emprego. Jacob revirou os olhos e entrou na casa novamente. O silêncio que ele estava gostando se foi. O som de duas mulheres gritando chamou sua atenção. Uma era estridente como uma bruxa velha, mas o outro, definitivamente atiçava seus sentidos, de um jeito nada ruim. Fechando os olhos, apreciou cada nota, como doce música para seus ouvidos. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, mas na verdade eram alguns segundos, ele abriu os olhos, e olhou na direção do som. Tudo parecia em câmera lenta à medida que as pessoas abriam caminho. A viu imediatamente. Ela estava de costas para ele. Seu longo cabelo loiro caia em ondas ao seu redor. Mesmo de longe, viu como ela era malditamente voluptuosa.


Sua bunda implorava por uns tapas. Caminhando em direção a ela, Jacob estava determinado a tê-la, não importa o que custasse.

— Este é o lugar? — Perguntou Lou. — Sim. Você vai fazer uma cena? Ela se virou para olhar seu irmão gêmeo coberto de hematomas, e voltava a odiar seus pais. — Eles estão lá? — Lou, sério, eu te amo, mas você não precisa lutar essa luta. — Eu não vou lutar com qualquer um, irmão. Eu simplesmente não vou aceitar essa porcaria deles. — Você sabe que eles queriam que você fosse um menino, — disse Riley, saindo do carro. Ela seguiu o exemplo, dando-lhe um grande sorriso radiante. — Você sabe que eu não me importo com o fato dos nossos pais não me suportarem. Acho até divertido. — É por isso que você trabalha naquele clube de strip como garçonete? — Perguntou Riley. Lou fez uma pausa, voltando-se para olhar para o irmão.


— Oh sim, eu sei sobre o bar, e eu sei que você dormiu com alguns caras que eles não aprovaram. Ela não podia deixar de sorrir. — O que você quer dizer? Eu dormi com pessoas que eles desaprovam? Lou fez de tudo para tentar quebrar as regras. Ela estava cansada de viver uma mentira, e até agora, a sua vida foi uma grande mentira. — Eu te amo, Lou. Você é minha irmã, minha gêmea. Eu só não quero que você se machuque. Há pessoas lá fora que vão prejudicá-la apenas para incomodar nossos pais. Dando de ombros, Lou passou o braço no dele. — Não importa. Eu também te amo, Riley, mesmo quando você está muito ferido para compreender. Riley riu. — Vamos impressionar as massas, e então você tem que desaparecer. Pretendo levar uma mulher para casa comigo esta noite. Franzindo o nariz, ela entrou na casa que nunca viu. Era enorme, como uma mansão. Ela gostaria de saber se os vizinhos tinham alguma ideia de quem vivia ali. O porão devia estar coberto de sangue e água sanitária. Ela estremeceu e fez seu melhor para esconder os nervos. Foi por isso que ela tentou ficar o mais longe possível de seus pais. Ela odiava esses tipos de festas. As pessoas a deixavam tensa. Ela estava tentando se acalmar, trabalhando no clube de strip,


mas até agora, nada aconteceu. Era fácil falar, mas suas mãos tremiam. Ela segurava Riley, esperando que ele não notasse, mas como seu irmão era perspicaz, já devia ter notado. A partir do momento em que entraram na casa, foram cercados pela multidão. Ela até mesmo viu Landon, que se aproximou. Riley ficou tenso, e ela realmente acreditava que os dois estavam chocados quando Landon passou os braços em torno deles. — Você pode me perdoar por ser um idiota? ─ Perguntou Landon. Seu irmão inclinou a cabeça para o lado, franzindo a testa. — Continuei a bater-lhe. Não é parte do esporte, e eu não deveria ter feito isso. ─ Landon estendeu a mão. — Me desculpe. Lou ficou chocada. Ela nunca conheceu um Denton que se dignasse a pedir desculpas. — Este é nosso filho, — disse sua mãe, gritando acima da música para ser ouvida. Ela fez o seu melhor para não revirar os olhos, mas ela ouviu uma risada e olhou para ver Landon. Atrás dele estavam seus irmãos, que viram a reação dela também. — Quem é esta pequena cabeça quente? ─ Perguntou Abel. Lou sabia todos os nomes, porque Riley garantiu que soubesse.


— Minha irmã, minha irmã gêmea. — Puta merda, vocês compartilharam a porra de um útero. Como ela saiu bonita, e você um saco de merda? ─ Perguntou Landon. Não era apenas a maneira como ele olhou, mas também a maneira como ele falou. Lou finalmente entendeu o que seu irmão disse a respeito de Landon não aparentar seus dezesseis anos de idade. Antes que pudessem dizer qualquer coisa, sua mãe estava beliscando as bochechas de Riley, o paparicando. Soltando seu irmão, Louisa cruzou os braços e observou a exibição patética de seus pais. Olhando para eles, qualquer um poderia pensar que amavam seu filho quando a verdade era que o impediu de ter uma chance nesta vida. Em momentos como este ela não sabia se Riley tinha noção do que fizeram com ele. — Vejo que trouxe sua irmã, — disse a mãe. — Olá, Gertrude, ─ disse ela. Fazia tempo que não a chamava de ‘mãe’. — Louisa, ─ disse Gertrude. — O que você está fazendo aqui? Rindo, ela cruzou os braços. — Percebi que eu era a única cuidando do seu precioso filho, resolvi passar por aqui e manter um olho nele. Certificar-me de que não o transforme num escravo sexual. Riley gemeu, e Lou não se importava com a audiência.


Ela viu Riley coberto de sangue. Seus pais não estavam lá para lhe oferecer apoio, mas estavam dispostos a receber o crédito agora, e ela não ia permitir que isso acontecesse. Riley ganhou esta noite, não eles. — Louisa, já chega! — Você realmente acha que as pessoas não veem como você é falsa? — Você não deveria estar trabalhando esta noite? ─ Perguntou o pai. Ela virou-se para Eric, seu pai. — Eu tenho a noite de folga. — Você não deveria estar trabalhando em tal lugar. Se você fizesse como é mandada... — Eu poderia estar sossegada com um bom marido, sendo usada como nada além de uma incubadora para crianças, certo? Ela cortou sua mãe antes que ela entrasse na conversa e dissesse que seria o melhor a fazer. Lou estava farta de jogar pelas regras, desde os seus dezoito anos. — Você é uma menina grosseira! Em pouco tempo ela estava gritando com sua mãe, e sua mãe estava gritando de volta para ela. Depois de minutos, Riley finalmente se colocou entre elas. — Vá tomar uma bebida, Lou, ─ disse ele. — Você sabe que eu estou certa.


— Eu sei, mas eles nunca vão ouvir. Não desperdice seu fôlego. — Ugh! Ela foi embora, sem olhar para onde estava indo. A multidão saiu de sua frente, e ela agradeceu. Deixando a sala principal da festa, ela passou pela escada e fez uma pausa. No topo havia uma menina. Ela tinha que ter em torno de dez anos e era tão adorável com cabelo castanho escuro e olhos cinzentos. — Olá, ─ disse Lou. A menina apertou um dedo aos lábios, em seguida, acenou para ela vir para cima. A jovem estava tão fora de lugar que aceitou. Houve um tempo em que ela era a menina sentada

na escada, esperando,

ouvindo. Tomando um

assento ao lado da menina, ela colocou seu cabelo atrás das orelhas. Ela estava usando um pijama de ursinho. — Olá, — disse ela. — Eu não estou autorizada a ir lá em baixo. — Como assim? — Eu sou muito jovem, e meu pai diz que as meninas não podem ficar com os ‘não-amigos. ’ — ‘Não-Amigos’? — Perguntou Lou. — Os amigos que não são realmente seus amigos, mas eles têm que fingir que eles são. Ele me explicou quando eu era mais nova. Sou Tamsin, aliás.


— Louisa, mas meus amigos me chamam de Lou. — Eu gosto do seu nome. É bonito. — O seu também. Tamsin torceu o nariz. — Não é. Meus irmãos falam que é nome de menino. — Não é um nome masculino. Nunca ouvi. Os meninos não sabem o que estão falando. — Sério? — Sério, você tem que ser forte, e nós temos que trabalhar em conjunto contra eles. Ela bateu seu ombro levemente no da criança. Lou gostava dela. Havia algo nela que a fazia sorrir. Ela ainda era tão jovem e alheia ao mundo. Era refrescante. — Você está tentando destruir a minha irmã? Elas pularam, pois não sabiam que tinham companhia. Virando-se, ela viu Jacob Denton encostado no corrimão. —

De

modo

nenhum.

Eu

estou

apenas

fazendo

companhia. Jacob olhou para ela por alguns segundos antes de virar em direção a Tamsin. — Você, mocinha, deveria estar na cama. Tamsin cruzou os braços, olhando para ele. — Todo mundo lá em baixo está se divertindo. — Eu não estou me divertindo, ─ disse Lou.


— O quê? ─ Tamsin e Jacob ambos perguntaram ao mesmo tempo. — Nem tudo é divertimento. Às vezes, os adultos precisam ir à festas por obrigação. O que você estava fazendo antes de sentar aqui? — Lendo. — Eu adoraria estar lendo agora. Uma caneca grande de chocolate quente, não há nada melhor, não é? — Verdade, ─ disse Tamsin. — É melhor você ir para a cama antes que mamãe e papai te peguem. Tamsin mostrou a língua para o irmão, rindo. — Foi bom conhecê-la, Lou. — Você também. Ela se surpreendeu quando a jovem jogou os braços ao redor de seus ombros, segurando-a. — Obrigada. Num instante Tamsin se foi, e Lou estava sozinha com Jacob. Levantando-se, Lou começou a descer, mas ele a deteve, colocando a mão na frente dela. — Nós não fomos apresentados, ─ disse ele. Ela não gostou da forma como ele colocou o braço para detê-la, nem quando deu um passo em direção a ela. — Louisa Moore, ─ disse ela, segurando sua mão, dando


um passo para longe dele. — Eu sei quem você é. — Ah, minha reputação me precede. Ela franziu a testa. — Meu irmão me mostrou uma fotografia há alguns anos. Por isso sei quem você é. Ele se aproximou, e Lou se afastou de seu toque. Ela ouviu falar um monte de merda sobre Jacob, e ela nem sequer queria ficar sozinha com ele.


Capítulo Três Ela era a mulher mais bonita que ele já viu. Jacob estendeu a mão para tocá-la, mas ela se encolheu para longe dele, e naquele momento, ele sabia que ela não tinha a menor ideia do que estava acontecendo com ele. A partir do momento em que ele a viu na sala principal onde a festa acontecia, ele a seguiu. Quando ele a viu com sua irmã, ele não foi capaz de se mover. Ele estava preocupado com sua irmã, pois ela não podia ser vista pelos membros da festa, em seguida, ele esperou, ouvindo sua conversa. Houve um momento em que ela desejou estar lá embaixo? — Eu não vou te machucar. — Então por que quer me tocar? Lou era uma mulher tão mal-humorada e nervosa para caramba. Ele se perguntou se ela sabia disso. — Eu estava apenas indo colocar seu cabelo atrás da orelha, Lou, ─ disse ele, segurando sua mão para mostrar que ele não queria machucá-la. Ela rapidamente colocou o cabelo atrás da orelha. — Meu nome é Louisa. — Eu acabei de ouvir você se apresentar como Lou para minha irmã.


— Eu disse que meus amigos me chamam de Lou. Você não é um amigo. — Você está tentando ser uma megera? — É espontâneo. ─ Ela colocou a mão em seu quadril, e ele adorou. Jacob amava atitude. — Então, você é gêmea de Riley. — A que você não bateu. — Ele lutou porque quis. — Por favor, posso passar? ─ Perguntou ela. Ele balançou sua cabeça. — De jeito nenhum. Estou intrigado com você. Ela rosnou, batendo com o pé. — Você não pode me manter aqui. — Eu quero levá-la para sair. — Não. Jacob riu. Ela foi a primeira mulher que o recusou. — Sabe quantas mulheres adorariam sair comigo? — Então as convide. Vá e as chame. Eu não vou sair com você. Ele estava prestes a dizer algo mais, mas Riley os interrompeu. — Estou saindo, maninha. Quer uma carona? — Sim.


Ela passou por ele antes que tivesse a chance de mantêla com ele alguns momentos mais. Porra, um toque e ele queria mais. Ele já estava viciado nela. Jacob se perguntou se foi isso que seu pai sentiu quando conheceu sua mãe. Não foi divertido. Era um maldito pesadelo. Observou-a afastar-se dele, sem sequer olhar para trás. Lou não sentiu nada, e ele ia pensar nela como Lou, e não Louisa. Riley colocou a mão em suas costas, e se eles não fossem irmãos ele o teria matado por tocar naquilo que lhe pertencia. Ele seguiu os gêmeos para fora da casa, e eles só pararam quando Riley dizia adeus a seus pais. Lou olhou em qualquer outro lugar. Só quando ele teve certeza de que estava tudo bem ele iria buscar seus pais. Ele os encontrou no jardim olhando para as estrelas. — Ele conseguiu, meu amor, eu te disse que ele conseguiria. — Chega, Maddox. Chega de lutas. — Eu não posso parar os meninos de lutar, mas Tamsin não vai passar por isso. Sua mãe riu. — Eu não sei. Do jeito que ela é, vai exigir ter a chance de lutar. — Não vai acontecer. — Você não vai impedi-la de se apaixonar. Maddox riu.


— Vou tentar. — Mamãe. Papai, ─ disse ele, chamando sua atenção. Os dois se viraram para ele. — O que foi? ─ Perguntou Charlotte. — Eu encontrei minha mulher. Jacob

observou

como

seus

pais

sorriram

e

aproximaram-se dele. — É uma notícia fantástica. Parabéns, — disse Maddox. Ele olhou para sua mãe. — Ela não tem ideia de como eu me sinto. Você fazia? Você sabia o que sentiu sobre o papai? Seus pais trocaram um olhar, um olhar particular que o deixou mais louco do que qualquer coisa. — Quem é? ─ Perguntou o pai. — Louisa Moore. Sua mãe fez uma careta. — Isso vai ser um problema. — Por quê? O que há de errado com ela? — Não é ela que é o problema. Seus pais são o problema. Eles vão tentar disputar uma parte dentro da família, ─ disse Charlotte. — E eles não são o tipo de pessoas que queremos associada com a gente. — Você estava disposto a deixar Riley lutar contra meu


irmão. — Riley foi o único disposto a fazer. Seus pais não tinham ideia quando organizamos a luta, — disse Maddox. — Eu ouvi que os gêmeos são bons, mas os seus irmãos mais velhos são pequenos criminosos. Seus pais não são muito melhores. — Eu não posso controlar o que eu sinto por ela. Eu só estava perto dela, e eu precisava tocá-la, estar com ela. Ele não podia sequer começar a descrever a maneira como seus sentimentos o estavam consumindo. Era diferente de tudo que ele já sentiu antes. A necessidade de segui-la, abraçá-la era tão forte, e nenhuma mulher jamais o fez querer isso. Claro, ele gostava de foder mulheres, e ele fodeu muitas, mas nenhuma delas o segurou assim. Lou sequer o queria, mas ele sentiu esse desejo de reclamá-la o consumir. Nada disso fazia sentido para ele. Ele não gostou, nem um pouco. — É assim que é. — Lou não faz ideia. Ela sabia quem eu era, mas não havia nenhum sentimento em seus olhos ou qualquer coisa. Ele sempre acreditou que a sua mulher se sentiria da mesma forma, mas não era o que estava acontecendo. — Eu nunca disse que a sua mulher o perceberia, ─ disse Maddox. — Eu acho melhor eu lidar com isto, ─ disse Charlotte.


— É melhor eu ir ter uma conversa com os futuros sogros do nosso filho. Sério? Os Moores? — Sim. Seu pai se afastou, balançando a cabeça. Charlotte riu. — Não ligue para ele. Ele vai superar isso, ou ele vai continuar gemendo até perceber que você não tem escolha. — Ele sabe que eu não tenho escolha. — Ele é um homem, Jacob. — Como diabos é que isso funciona? Sua mãe deu de ombros. — Ele é um homem e ele é um pé no saco, mas eu o amo. Correndo os dedos pelo cabelo, ele tentou trazer algum foco sobre o que diabos estava acontecendo na vida dele. Jacob estava acostumado a usar as mulheres e esquecê-las. Ele não estava acostumado a esses sentimentos. — Você se apaixonou pelo papai no primeiro momento em que você o viu? — Não. — Você engravidou de mim jovem. Charlotte sorriu, e ele ficou surpreso ao ver o rubor manchando suas bochechas. — Eu fiquei grávida muito jovem, Jacob, mas isso não significa que eu estava apaixonada pelo seu pai.


— Que porra isso significa? Ela olhou para ele. — Não eleve a voz comigo. Eu ainda sou sua mãe. — Eu sempre assumi que você e papai estavam totalmente apaixonados. — O fato de eu ter fugido com você e Abel, não soa estranho? Ou talvez a falta de sorrisos nas fotografias que temos. Levou um longo tempo para eu aceitar seu pai como é, e o fato de eu ter me apaixonado por ele ao longo dos anos. — O que aconteceu? — Quando seu pai e eu nos conhecemos, eu acabei de completar dezoito anos. Era jovem e ingênua. Não fazia a menor ideia de quem ele era quando se aproximou de mim em um bar há trinta e cinco anos. Meus amigos sabiam quem ele era, e não acreditavam que eu chamei a atenção de um cara quente. Eu era a gordinha do grupo, mas Maddox, ele não olhou para nenhuma outra mulher. Charlotte sorriu. — Eu nunca estive com um cara, e na maioria das vezes eles nem me notavam por causa do meu peso. Eles não queriam uma menina gorda. Mesmo agora, Jacob queria voltar e ferir aqueles bastardos por magoarem sua mãe. Ele era muito protetor com sua mãe, irmã e irmãos. Jacob certamente entrou em muitas lutas para terminar o que seus irmãos começavam.


— De qualquer forma, naquela noite, Maddox me tratou como uma princesa. Ele me comprou bebidas, jantar, e nós dançamos. Dançamos até tarde da noite, e sim, foi mágico, mas eu também sabia que não ia durar. Quando fomos para seu apartamento, fizemos aquilo que poderíamos ter feito. Charlotte suspirou. — Eu não sabia que ia ficar grávida, então escapei na manhã seguinte. Eu não vi Maddox por três meses até que ele me viu saindo de uma agência de adoção. Isso tudo foi novidade para ele. — Adoção? Você ia me entregar? — No começo, sim. Era um mundo diferente naquela época, eu descobri que estava grávida e não tinha a menor ideia de como entrar em contato com Maddox. Meus amigos não quiseram me dizer quem ele era, e assim, senti que não tinha escolha. Eu estava saindo da agência de adoção, porque eu decidi que não podia entregá-lo. Eu não poderia dar o meu bebê. Mesmo antes de dar à luz a você, Jacob, eu te amei. — O que aconteceu? As revelações desta noite o estavam assustando. Ele sempre assumiu que, quando ele encontrasse a mulher destinada a ser sua, ela se sentiria da mesma maneira, e agora seus pais estavam dizendo a ele que não era bem assim. — Eu descobri quem era Maddox, o que o nome Denton queria dizer, e que eu estava agora prestes a me tornar sua


esposa. Eu realmente não podia dizer muita coisa, e estava com medo. Eu estava grávida de um homem com o qual tive uma noite incrível, e depois disso, parecia que eu estava vivendo um pesadelo. Maddox, ele sempre foi doce e encantador, mas era difícil. O homem que eu encontrei doce e encantador

trabalhava

com

prostitutas,

drogas,

armas,

crime, tudo isso. Eu era apenas uma menina da cidade pequena que queria se tornar uma enfermeira, para ajudar as pessoas. Maddox, ele era o oposto da pessoa que eu era. O maior problema foi quando ele estava fora, era fácil de lembrar quem ele era. Quando ele estava perto, eu esquecia. Em nenhum momento ele mudou, ou levantou a mão para mim, ou até mesmo ficou com raiva de mim. Os olhos de Charlotte estavam molhados de lágrimas. — Eu simplesmente não conseguia lidar com isso. — O que fez você se apaixonar por ele? — Tempo. Levou tempo, e um monte de chocolate, crianças e tempo. — Tempo? — Sim, o tempo. — Quanto tempo? ─ Perguntou. — Não há um limite para o amor, querido. Sua mãe bateu na bochecha. — Você apenas tem que dar-lhe tempo. Isso não era a resposta que ele queria.


— Ouvi dizer que seu irmão foi bem a noite passada, Ben, o barman no clube de strip, — disse. — Sim, foi. Apanhou bem para caralho. — Landon é um cara durão. Todos os homens Denton são. Lou olhou para Ben. Ele convidou-a algumas vezes, e ela declinou tão bem quanto podia. Eles eram amigos, e ele estava namorando uma das strippers. Ela não sabia como isso estava, mas ele nunca agiu com ciúmes quando a menina estava dançando. As pessoas e as relações eram completamente estranhas para ela. — Uau, eu nem sabia que você conhecia um Denton, ─ disse ela. — Todo mundo sabe quem eles são. Eles são a maior família do crime do mundo. — Legal. Família do crime e você soa totalmente admirado com eles. Ben suspirou. — Você não entende nada. Os Dentons são perigosos, mas leais. Eles são completamente loucos, e as pessoas sempre os subestimam como família. — Por quê?


Algo

sobre

os

homens

estarem

perdidamente

apaixonados. Seus inimigos parecem pensar que estar apaixonado é de alguma forma um enorme pecado. Mas não é. Ela revirou os olhos quando ele olhou para baixo de seu corpo, caindo em seus seios. Parte de trabalhar em um clube de strip significava que seus seios ficariam pressionados juntos e a mostra. Felizmente, ela foi autorizada a usar calças, mas elas eram do tipo que moldavam a cintura dando-lhe uma figura de ampulheta, mesmo com sua bunda e estômago redondos. Ela nunca mais faria dieta. Deveria, mas isso não iria acontecer hoje. — Meus olhos estão acima, aqui, — disse ela. — Não pode culpar um cara por amar um belo par de tetas. O que seria necessário para tê-las balançando na frente do meu rosto enquanto você monta meu pau? ─ Ele estendeu a mão, acariciando um dedo pelo braço dela. — Isso nunca vai acontecer, querido. ─ Ela pegou sua mão, movendo-o de volta ao seu espaço. — Não vamos nos apegar. Ben suspirou. — Gata, você me machucou. — Você vai superar isso. Ela viu quando ele terminou seu pedido, colocando as bebidas em sua bandeja de servir.


Os

Dentons

frequentemente,

mas

vêm

de

quando

vez o

em

fazem,

quando. as

Não

mulheres

enlouquecem. Eles dão boas gorjetas, e tem bom tino para os negócios. Frank é amigos deles, é por isso que aparecem de vez em quando. No último ano em que estava lá, eles não apareceram. — Eu nunca os vi. — Você não estava trabalhando nas noites em que eles vieram. As mulheres, porém, elas tendem a precisar de folga no dia seguinte para se recuperar. — Por quê? Ben riu. — Eles são conhecidos por foder as mulheres até que elas fiquem doloridas. — No clube? — É, onde quer que vão, sempre é uma festa com eles. Eles pagam bem e se divertem enquanto o fazem. Ela pegou a bandeja, irritada porque a deixou curiosa. — Quando foi a última vez que estiveram aqui? — Você ficou doente cerca de dois meses atrás, e foi a última vez que eles vieram. Lou lembrou. Ela estava tão doente, que foi difícil sair do banheiro com tantos vômitos. No final, ela teve que chamar Riley para vir e ajudar. Ela pediu ajuda a sua mãe, mas ela não queria ter contato com Lou, então a única pessoa


que restava era seu irmão. Lou evitava seus outros irmãos, eles só iam tentar roubar as coisas que ela conseguiu ao longo dos anos. Toda sua vida foi ela e Riley. Tomando a bandeja, ela serviu a mesa de empresários, certificando-se de que não impedisse o show da mulher no palco. Ela não sabia quem era hoje, uma novata ou algo assim. A mulher não parecia ter mais de dezenove anos, mas seus seios eram enormes, e ela estava fazendo tudo em seu poder para mostrar aos homens como ela poderia ser safada. Este tipo de clube também permitia que as mulheres fizessem sexo se quisessem. Havia até mesmo quartos na parte de trás para as meninas que quisessem fazer um dinheiro extra. Frank até lhe deu uma chave. O que quer que elas fizessem lá atrás tinha de ser dado a ele, e ele dividia o dinheiro. Ela entregou a chave diretamente de volta, dizendo-lhe que jamais ia fazer aquilo. Por

alguma

razão,

Frank

disse

que

gostava

de

sua

personalidade, e ele precisava de uma mulher determinada a permanecer na linha. O que quer que isso significasse. De qualquer maneira, ela jamais iria a um dos quartos lá de trás, e ela viu a maioria das strippers usá-lo para ganhar dinheiro extra. Havia uma menina, Susan, que tinha uma filhinha, e disse a ela que era a maneira mais fácil no mundo para ganhar dinheiro. Não havia dificuldade. Tudo o que tinha a fazer era gemer para se certificar de que o homem estava feliz com seu desempenho. Metade do tempo ela estava pensando sobre o que fazer para a sua filha no dia seguinte. Quando terminou de servir, Lou se afastou e apertou os dentes


quando um dos rapazes tocou sua bunda. Ela odiava quando eles achavam que podiam agarrá-la. Movendo-se em torno do bar lotado, ela continuou servindo as mesas por vinte minutos. Quando ninguém queria ela se afastava, e ficava num canto, atenta aos fregueses. — Eu pensei que você ia matar aquele cara, ─ disse Frank. Lou virou surpresa ao ver seu chefe sentado no final do bar, observando-a. — Você quer que eu pegue uma bebida? — Não precisa, meu bem. Ben me serviu, mas eu queria sair e ver a ação. Ele apontou para a menina no palco. — Eu não sei o nome dela. — Trixie, diz ela, mas eu duvido que seja seu nome verdadeiro. As mulheres pensam que podem permanecer anônimas, alterando seu nome. Elas não podem mudar sua aparência. — Isto elas não podem. Vem se sentar comigo. Colocando a bandeja de servir no balcão, ela sentou-se, olhando para o salão. — Este é um bom ângulo. Você pode ver tudo. Ela empurrou alguns cabelos do rosto e se virou para ele. — Como eu vi aquele cara agarrando sua bunda.


Ela riu. — Achei que você não ia gostar de um processo judicial caso eu o espancasse com a minha bandeja. — É verdade, isso iria me irritar, mas então eu teria a emoção de ver uma mulher bater nele. Rindo junto com ele, ela recusou a oferta de uma bebida. Em um ambiente como esse, ela tinha que manter o foco. — Água então. — Vou tomar uma água. Ela sorriu para Ben que colocou a bebida na frente dela. — Eu ouvi sobre o seu irmão. — Parece que todo mundo já ouviu falar sobre o meu irmão. — Ele é um bom homem, e fez bem. Você deveria estar orgulhosa. Ela tomou um gole de sua bebida e assentiu. — Eu estou orgulhosa. Ele ainda é meu irmão, e não quero vê-lo se machucar. Lutar em locais como esse, é perigoso, e ele é meu irmão. Tenho certeza que você pode entender meu medo por ele. — Eu entendo. Mordendo o lábio, ela olhou para os empresários. Quando ela começou a trabalhar no clube de strip, para provocar seus pais, ela pensou que os empresários seriam


civilizados em lugares como este. Mas não eram. Eles eram porcos. — Estou surpresa que você deixou o bar aberto para eles. Frank riu. — Querida, há sempre maneiras diferentes de lidar com idiotas como esse. Você vê, linda, esses homens estão pagando o dobro da taxa em todas as bebidas. Você já se perguntou por que eu não exponho os preços? Eu posso cobrar a merda que eu quiser. — Eu também ouvi um boato de que policiais vêm aqui, mas eu nunca vi. — Você viu, linda, acredite em mim, você viu. Você simplesmente não os identificou. Eles nem sempre estão vestidos com uniforme. Quando eles querem ferrar comigo, eles vêm uniformizados. Frank pegou um cigarro, e ela o viu acender. Ela não estava interessada em fumar, e ela fez o seu melhor para sorrir e ignorá-lo. Seu clube. Suas regras. — Diga ao seu irmão que na próxima vez que vier pode ter a noite de graça, bebidas, meninas, o que quiser. — Eu vou deixá-lo saber, e ter certeza que eu não estou aqui quando ele vier. Nós somos parentes, mas não quero vêlo tão intimamente. Ela torceu o nariz e ficou de pé. A mesa dos empresários precisava ser servida. Frank a deixou ir, e enquanto ela


recolhia copos da mesa, as portas principais se abriram, e uma gama alta de gritos e assobios masculinos foram ouvidos. Voltando-se para a porta, ela congelou, enquanto observava os meninos Denton com seu irmão entrar no clube. Perfeito! Ela não avistou Landon, o que a satisfez. A última coisa que ela queria era causar um problema ao se recusar a servir a um menor. Denton ou não, ela não ia desobedecer às leis, e especialmente sabendo que os policiais frequentavam o clube. Ela terminou agarrando os copos vazios, evitou as mãos do Garoto atrevidinho, e foi em direção ao bar. Ao mesmo tempo, o grupo grande ocupou três mesas, e eles não eram todos Dentons. Seu irmão estava lá, e ela não reconheceu os outros caras. Frank caminhou para a mesa deles, e ouviu a multidão ir a loucura. — Ben, qualquer coisa para essa mesa é de graça, disse Frank, gritando para Ben. — Entendi. Ele levantou a mão em uma onda, e se voltou para ela. — Uau, isso deve ser a sua noite de sorte. — Minha noite de sorte? — Você estava perguntando sobre Os Dentons. — Não. Você estava falando, e eu só fiz você continuar falando sobre eles. Ela lhe deu uma piscadela. Ele terminou sua bandeja, e


o deixou sozinho para continuar a servir. Antes que ela tivesse a chance de afastar-se do bar, ela se virou, e foi parada por um grande peito masculino. Fazendo uma pausa, ela olhou para cima para encontrar Jacob na sua frente. — Olá, ─ disse ela. Isso é tudo que você pode pensar em dizer? Olá, Você não gosta dele, lembra? Sua mente estava tendo um daqueles peidos cerebrais onde ela não tinha a menor ideia do que fazer. — Você trabalha em um clube de strip. Riley nos contou, mas eu tinha que ver, não acreditei nele. Ela olhou para seu irmão para ver que ele estava um pouco bêbado. — O que você está fazendo? O medo tomou conta dela quando olhou para a única pessoa que ela amava mais do que tudo. Ela tinha uma ligação com Riley enquanto não tinha com o resto da sua família. Lou confiava nele, cuidava dele. — Qual o problema? ─ Perguntou. Ela nunca pensou que seu irmão estava em perigo, mas olhando para Jacob, e então sobre a seu irmão, seu estômago começou a apertar. — Você vai machucá-lo?


Capítulo Quatro Jacob viu o medo nos olhos dela e ele olhou para Riley, não entendendo inicialmente qual era seu problema. Então, quando ele olhou para um par de inocentes olhos, ele entendeu. —Nós não vamos fazer nada para ele. —Por que você está aqui com Riley? —Decidimos levá-lo para sair, tomar uma bebida. Normalmente, nós fazemos isso depois de uma luta, mas Landon está em apuros, e vai ficar em casa. Lou riu, mas não era uma risada natural. Estava cheia de histeria. — Riley estava naquela noite no ginásio. — Você trabalha em um clube de strip? — Como você pode ver. Ele viu. Os seios dela estavam pressionados e quase se derramando da camisa apertada. As calças que usava moldavam suas curvas, e ele teve que dar crédito ao Frank, ele sabia como vestir uma mulher. —Você está muito bonita. — Tudo o que ele queria fazer, era pegá-la em seus braços e levá-la deste lugar o mais longe possível. Em vez disso, ele manteve-se lembrando das


palavras de sua mãe. Ele tinha que trabalhar para ganhar a sua confiança, o seu amor. Ela não sentia essa necessidade que ele sentia. —Obrigada. Então, hum, você está pretendendo ir para a festa? — Ela perguntou, olhando por cima mais uma vez para o irmão. Ela também mordeu o lábio, e ele queria morder aquele lábio por ela. — Nós não vamos prejudicar o seu irmão. Eu tenho muito respeito por ele. — Considerando que ele concordou em lutar contra uma criança? — Meu irmão não é apenas um garoto. — Ele estava prestes a descansar a mão na cintura, mas parou quando se lembrou da arma presa ao seu corpo. Jacob nunca foi a qualquer lugar sem estar fortemente armado. — Estamos aqui para celebrar a entrada do Riley ao rebanho. — Ao rebanho? — Ele trabalhará comigo como um parceiro. —O que você faz? — Perguntou ela. —Coisas. — Ele nunca falou sobre o seu negócio. Seu pai era o chefe do negócio, e ele recebia ordens dele, de seu negócio principal, no centro da cidade, um cassino. Era extremamente cliché, mas seu pai tinha uma cabeça para números, e cassinos, eles poderiam ser construídos em todo o país, e até mesmo no exterior. É uma maneira fácil de ter os federais olhando para o outro lado, enquanto o verdadeiro


negócio corria baixo. Ele fez tudo o que seu pai disse para fazer. Sim, ele feriu pessoas, e ele matou pessoas por sua família. Olhando para Lou, ele sabia que ela não estava pronta para lidar com esse tipo de merda. Então ele teve uma sensação horrível. E se ela nunca estiver pronta para lidar com esse tipo de coisa? — Coisas? — Eu faço um monte de coisas. — Ok, bem minha mãe sempre me disse para não fazer muitas perguntas e eu acho que esse é um desses momentos. Eu tenho trabalho a fazer. Ela passou por ele, indo em direção à mesa de empresários. Ele não gostou da forma como eles olharam para ela. — O que posso fazer por vocês? — Perguntou Ben. — Você quer que eu chame as mulheres para a festa? Jacob voltou sua atenção para o barman. Ele gostava de Ben, e este era o lugar que ele e seus irmãos podiam desabafar. Todos eles adoraram foder, e as mulheres no clube de strip estavam sempre muito felizes em dar-lhes o que eles queriam. Se ele quisesse que chupassem seu pau, tudo o que ele tinha que fazer era colocá-lo pra fora e elas chupariam. Ele fez o pedido de sua mesa e caminhou de volta para onde seus irmãos estavam rindo e brincando. Jacob sentouse ao lado de Riley e observou Lou como ele fazia. Os empresários estavam gritando para a stripper no palco, que


estava dando-os toda uma demonstração de sua boceta e bunda. Lou evitava as mãos tateando-a, e Jacob apertou os dentes na esperança de manter todos os seus sentidos. Ele estava tão extremamente irritado, e ele queria matar cada filho da puta que tentou tocá-la. — Sua irmã não gosta de mim, — disse ele. Riley bufou. — Ela não gosta de um monte de gente. Você sabe que ela está trabalhando aqui apenas para irritar nossa mãe. — Por quê? — Você gosta de minha irmã? A mesa inteira ficou em silêncio. — Por que ela quer irritar sua mãe? A expressão embriagada de Riley mudou, e Jacob ficou surpreso com a súbita mudança no homem. Ele estava fingindo, e Jacob desenvolveu um grande respeito por Riley. Ao contrário da maioria do Moores, Riley não bebia mais do que podia. — O que você quer com minha irmã? — Quero transar com ela! — Jacob se inclinou para perto. — Mas antes de transar com ela, eu quero levá-la para um encontro. — Você filho da puta! — Riley foi para agarrá-lo, mas os irmãos de Jacob mantiveram-no em seu assento. Ele lutou,


mas o resto dos seus homens formaram uma barreira em torno deles. — Você não está chegando perto da minha irmã. Jacob suspirou. — Pare de lutar. Eu não tenho nenhuma intenção de ferir sua irmã. Você já ouviu os rumores sobre os homens Denton? — Quais? — Os homens Denton, o legado, e a merda em torno de nossas mulheres? — Alguns rumores de que vocês só amam uma vez e vocês são extremamente possessivos quando se trata de sua mulher. Todo mundo já ouviu essa porra de rumor. Seu pai não está exatamente escondendo como ele pensa. Riley se acalmou um pouco, mas Jacob não pediu para seus irmãos o soltarem. Abel e Oliver seguravam Riley para baixo, esforçando-se para manterem o homem forte sentado. Jacob não queria causar um barulho na frente de Lou. — É a verdade e sua irmã me pertence. Vários segundos passaram-se e confusão cruzou o rosto de Riley antes que ele finalmente relaxou. — Pertence a você? — Até três dias atrás, eu dizia que não acreditava nos rumores sobre os homens da família de nossa linhagem. Vendo Louisa, eu sabia que ela era minha. — Você quer namorar com a minha irmã? — Perguntou


Riley. — Eu quero sair com ela. Eu quero que ela se acostume comigo e então eu vou casar com ela. Riley sacudiu a cabeça. — Eu não posso ajudá-lo com essa merda. É por isso que você veio me ver? Por isso eu tornei-me seu parceiro? — Não. Você mereceu ser meu parceiro tudo por conta própria. Meu pai já iria dar-lhe essa tentativa. Hoje à noite, eu queria ter a chance de saber mais sobre sua irmã. Agora, por que ela está trabalhando em um clube de strip? — Eu te disse. Ela está tentando chatear nossa mãe. Lou não é como as outras mulheres e ela tem a intenção de ser independente. Ela não vai aceitar receber ordens. — Não tenho nenhuma intenção de dar-lhe ordens. — Somente no quarto, mas duvidava que Riley queria saber sobre isso. — Minha mãe tentou casá-la com um cara italiano que vem para o ginásio. Ele é rico e ganha muito em apostas nas lutas subterrâneas. É por isso que Lou mudou de emprego. Antes disso, ela era recepcionista em um escritório de advocacia. — Riley olhou para ele, avaliando. — Se você a machucar, eu vou quebrar a porra do seu pescoço. Jacob se inclinou para perto. — Pelo que eu tenho dito, se eu a machucar, eu vou estar me machucando.


— Vocês Dentons são assustadores para caralho! Alguém já lhe disse isso? — Provavelmente, — disse ele, rindo. — Você não é o primeiro a pensar isso. — E você não é o primeiro a assumir isso, — disse Abel. Todos eles se acalmaram e sentaram-se. Riley olhou para Lou, que estava observando-os. — Ela é uma boa mulher, — disse Frank. — Eu gosto dela. Eu ia tentar uma chance com ela, mas eu acho que vou abandonar essa ideia e deixar para você. Jacob voltou sua atenção para Frank. — Que porra é essa? Frank levantou as mãos. — Eu sou um cara e eu adoro transar. Ela é uma coisinha linda e ela não tem sequer uma pista de como ela é extraordinariamente linda. Faz um cara querer mostrar-lhe como ela é especial. — Você mantenha-a segura, mas você guarde suas mãos para si mesmo, está me ouvindo? — Eu não vou caçar furtivamente em seu território. — Frank levantou as mãos novamente. — Será que ela sabe o que você tem planejado para ela? — Ei, caras, — disse Lou, interrompendo-os. Ela segurava uma bandeja de bebidas, e havia muitas. — Eu realmente sinto muito, mas vocês podem pegar o que vocês


precisam? Há muita coisa aqui. — Seu corpo estava tenso enquanto ela segurava todas aquelas bebidas e ele cerrou os dentes olhando para o bar. Ben estava muito ocupado conversando com uma loira para preocupar-se. Jacob teria que ter uma palavra sobre isso. Ele não queria sua mulher sofrendo. — Preciso ficar por aqui para te levar para casa? — Perguntou ela. — Não, eu estou bem. Eu vou ficar aqui e festejar. Lou parecia um pouco aborrecida. — Eu ouvi sobre a última festa que você teve. Já que estamos falando sobre isso, você poderia sabe, fazer isso em um dos quartos? A última coisa que quero, é ver meu irmão nesse tipo de... pois é, nem vou entrar nesse assunto. Ela não parecia constrangida e Riley riu. — Você ainda está com medo da vez que levei Becky ao meu quarto e você entrou. —

Você

nem

sequer

colocou

uma

meia

ou

um

preservativo na maçaneta da porta. Esse tipo de coisa não é aceitável. — Era o meu quarto. — Eu não me importo. Foram os meus olhos que quase ficaram cegos de ver o seu traseiro nu e suas bolas. — Lou estremeceu. — Vou deixar os senhores com suas bebidas. — Falando de nossa última festa, onde estão as mulheres? — Perguntou Gideon.


Jacob sentou-se enquanto Frank foi pegar as mulheres. Na última festa que ele participou, ele compartilhou duas meninas com Abel. Hoje à noite, ele não olharia para qualquer outra mulher. Lou segurou toda a sua atenção com a forma como a sua bunda cheia de curvas inclinou-se sobre a mesa. Os empresários estavam ficando bêbados e gritando todos os tipos de merda para a menina no palco. Seu ruído estava começando a irritá-lo. Quando Lou levou-lhes mais bebida, ele viu quando a pegaram pela cintura e a forçaram a sentar-se. Jacob não teve tempo para avaliar. Ele saiu de sua cadeira e invadiu a mesa. Ele ouviu seus irmãos chamando seu nome. O que pegou Lou, passou a mão entre suas coxas e tentou capturar sua boca. Lou estava tentando lutar, mas a maneira como ele a abraçou, seus braços ficaram presos. A raiva o consumiu, ao tocarem em sua mulher. — Deixe-a ir, — disse Jacob. Se ele atirasse no bastardo, havia o risco de acertar nela. O homem olhou para ele. — Vá encontrar a sua própria vagabunda. Resposta errada. Lou congelou no lugar e ele pegou a faca do bolso, jogando-a no ombro do homem. Ele gritou, liberando Lou e Jacob agarrou-a, dando-lhe a seu irmão, mesmo que ele não quisesse. — É hora de você aprender algum respeito, — disse Jacob.


Sentada dentro do escritório de Frank, Lou colocou os braços em torno de si mesma, enquanto Riley se ajoelhou na frente dela. — Você está comigo, Lou? Ela assentiu com a cabeça. Neste ano que ela vinha trabalhando no clube de strip, ela nunca, nenhuma vez, foi tratada assim. Seu coração disparou e ela sentiu-se tão imunda. Lágrimas encheram seus olhos e antes que ela pudesse detê-las, elas estavam caindo. Ela estava morrendo de medo e ela não era sentimental. — Eu não estou bem. — Você está pronta para voltar para mamãe? — O quê? — Ela perguntou. Este não era o momento para esse tipo de conversa. — Você realmente está me perguntando isso. — Foda-se, Lou, algum bastardo acaba de atacar você bem na minha frente e antes que eu pudesse chegar até você, Jacob porra Denton fez. — Riley levantou-se e para sua vergonha, ela não conseguiu segurar as lágrimas. Ela ouviu o grito masculino de dor e ela estremeceu.


— Calma, Riley. Isso não foi culpa da sua irmã — disse Frank. — E sobre você? Você deixa idiotas como esse entrar nessa porcaria de clube e tocar minha irmã? — Chega! — Disse Lou, gritando. — O que está feito está feito. — Ela estava tremendo como uma louca e Riley não estava ajudando-a a se sentir melhor. — Por favor, acalme-se ou saia. Eu não preciso disso agora. Nunca alguém a tocou sem sua permissão. Minutos se passaram, e, finalmente, Riley se ajoelhou na frente dela. — Merda, querida, eu sinto muito. Eu só fiquei um pouco louco. O que você quer que eu faça? — Nada e principalmente, não dizer coisas horríveis como você fez sobre a mãe. Sim, eu trabalho aqui por causa dela, mas acontece que eu também gosto de trabalhar aqui. Na maioria das vezes eu estou segura aqui. Frank, ele é um bom chefe. Este foi o primeiro incidente. — Esses filhos da puta se foram e eles não vão voltar. Lou virou-se para encontrar Jacob na porta. Ele parecia enlouquecido, o que só a assustou ainda mais. Sem outra palavra, ele entrou, moveu Riley para o lado e se ajoelhou na frente dela. —

Você

machucou?

está

OK?

Será

que

aquele

bastardo

te


Ele foi tocá-la, mas ela viu o sangue em suas mãos e congelou. Ela odiava a visão de sangue. Jacob fez uma pausa, olhando para as mãos. — Eles não lhe farão mal novamente. Ela não sabia o que diabos fazer com o que ele fez por ela. Não havia dúvida de que ele machucou o cara que a tocou. — Você tem algum lugar que eu possa lavar-me? Frank abriu outra porta, mostrando um pequeno banheiro. — Você pode sair e desfrutar da sua festa, — disse Lou. Ela não queria que Riley perdesse sua diversão. — Não, eu não vou fazer isso. — Por quê? Olha, você estava se divertindo e eu estou bem. Você me conhece e eu não gostaria de ter uma audiência. Eu já exagerei. — Não. — Riley, honestamente, eu estou bem. — Ela sorriu para ele, tentando o seu melhor para parecer forte. — Eu acho que é melhor Louisa tirar o resto da noite de folga, — disse Frank. — Eu vou cuidar para que ela chegue em casa. — Não há necessidade. Eu vou lidar com ela, — disse Jacob. — Eu vou ter certeza que ela chegue em casa com segurança e eu conheço um restaurante que serve tarde. Eu


vou alimentá-la bem. — Isso não é necessário. — Eu não estava pedindo, — disse Jacob. Ela rangeu os dentes, odiando o jeito que ele estava sendo mandão. A última coisa que ela queria era passar um tempo com ele, mas ela também se recusava a estragar a noite de Riley. — Você tem certeza? — Eu tenho certeza. Vá, divirta-se e desfrute de sua noite. Eu imagino que você vai estar super ocupado em breve. Riley olhou para ela por alguns segundos. — Vá, — disse ela. — Eu te amo, irmãzinha. — Eu sou apenas alguns minutos mais jovem do que você. — Aqueles poucos minutos contam. Ligue-me quando chegar em casa. — Eu vou. — Ela observou Riley sair do escritório e Frank pediu licença para sair. Quando eles foram embora, ela caiu em sua cadeira, e rendeu-se ao medo que a consumia. Jacob agarrou seu braço, e ela ficou tensa, chorando. Moveu-se rapidamente fora de seu alcance e virou-se para ele, tremendo. Ele ergueu as mãos.


— Eu não vou te machucar. Ela enxugou as lágrimas que estavam recusando-se a parar de cair. Lou nunca chorou tanto. — Você machucou-o? — Perguntou ela. — Sim. Ele colocou as mãos em você e agora estou desejando que não o tivesse deixado sair daqui vivo. Ele fez você chorar. Ela mordeu o lábio, tentando conter suas emoções. Era difícil com Jacob olhando para ela como se ele pudesse ver diretamente em sua alma. — Você matou pessoas antes? — Você quer que eu minta para você ou finja? — Eu quero a verdade. A mandíbula de Jacob ficou tensa ao vê-la cerrar os dentes. — Venha em um encontro comigo. — O quê? — Ela fez uma careta. — Venha em um encontro comigo e eu vou responder todas as perguntas que você quiser. Lou não sabia o que pensar. — Se eu disser não? — Eu não lhe dou nenhuma resposta e você não terá ideia do que Riley está fazendo. — Você vai matar alguém na minha frente?


Ele sorriu. — Por que você está rindo? — Perguntou ela. — Você sabe, nós estamos falando por um par de minutos e você já parou de tremer. Eu diria que sou bom para sua saúde. — Você não é bom para a minha saúde. Você é um imbecil. Jacob fechou a distância entre eles e Lou não tinha escolha, a não ser dar um passo atrás. Ele continuou a avançar e ela continuou recuando, até que finalmente ela estava de costas contra a parede. Sua mão moveu-se acima de sua cabeça e a jaqueta que ele usava não conseguia esconder os músculos grossos e definidos de seus braços. Mordendo o lábio, ela tentou não demonstrar seu medo e um pouco de excitação também. Nenhum homem jamais fizeram algo assim com ela antes, perseguindo-a. Isso foi o que Jacob a fez sentir, perseguida. De uma forma estranha, ele a fazia sentir-se especial. — Eu machuquei homens por menos que isso, — disse ele. — Menos o quê? — Menos de um imbecil. Eu não sou uma pessoa muito legal. — Eu sei disso. Você matou pessoas? — Vá em um encontro comigo.


Lou inclinou a cabeça para o lado, forçando-se a continuar olhando-o nos olhos. Ela balançou a cabeça. — Não. Ele se inclinou para perto de modo que seus lábios estavam tocando sua orelha. — Você está com medo? Empurrando para trás, ela colocou as mãos contra o seu peito. — Eu não estou indo a um encontro com você. Só vai dar-lhe uma desculpa para não me dizer a verdade. — Ou talvez eu vou lhe mostrar muita verdade. Seus pais, eles não são pessoas boas. — Eu sei disso. — Não, você não sabe. Você acha que sabe. Seu coração começou a bater. — Você vai levar-me com você? Sem esconder nada? — Sem esconder, mas você tem que prometer-me que não vai correr para a polícia. Lou fez uma careta. — Por que levar-me ao redor se você acha arriscado eu ir para a polícia? Ele girou uma mecha de seu cabelo entre os dedos e as costas de seus dedos roçaram ao longo de sua bochecha. Ela ficou tensa, sem saber o que ele ia fazer. Jacob era confuso


para ela. Lou não queria dar-lhe qualquer coisa e ainda assim ele estava determinado a tomar. Ele incomodava. — Você quer saber a verdade sobre o seu irmão e o que ele está fazendo. Estou disposto a dar-lhe a resposta que você quer. — E em troca? — Você vai a um encontro comigo. Será um encontro combinado, você conhece o que eu faço e janta comigo. Rangendo os dentes, ela viu que ele teve seu interesse despertado, que só incomodava. — O que é que vai ser? — Perguntou. Vários segundos se passaram até que ela finalmente cedeu. Seus pais não iriam deixá-la saber nada e ela sempre foi deixada no escuro sobre o que eles faziam. Ela sabia que eles operavam as lutas ilegais, mas isso era tudo. — Sim, eu vou a um encontro com você. — Quarta-feira à noite, — disse ele. — Por que esse dia? — Porque o seu irmão não começará até quinta-feira e de noite, porque eu estarei livre. Agora, vamos levá-la para casa. — Ele agarrou seu braço, e juntos eles saíram do clube de strip. Antes de partir, ela olhou por cima do braço para encontrar todas as strippers dançando para os homens. Quando ela viu seu irmão chupando os seios de uma mulher, ela estremeceu, e voltou-se para a frente.


— Alguém já lhe disse que a curiosidade matou o gato? — Perguntou. — Como é que você sabe o que eu vi? — Eu não sei, apenas imaginei. Ela torceu o nariz. — Eu não vim de carro esta noite. Eu vim andando. — Jacob fez uma pausa, olhando para ela. — Você andou? — Sim. — Que porra é essa! Você sabe como é perigoso este lugar à noite? — Eu não estou com vontade de ser atormentada. Você está me levando para comer ou não? Jacob abriu a porta, e eles foram para o ar quente da noite. — A partir de agora, você vem de carro ou você me chama. — Não vai acontecer. Eu concordei em ir em um encontro. Isso é tudo. Eu não vou ter a minha vida controlada por você. Jacob pegou o braço dela e apertou-a contra seu carro. Pelo menos, ela assumiu que era seu carro. — Vai ser uma dor na minha bunda o tempo todo? — Talvez.


Ele pressionou seu corpo contra o dela e ela esforçou-se a pensar em uma razão pela qual ele não deveria tocá-la. Uma de suas mãos agarrou seu braço e a outra tocou sua cintura. Seu coração estava batendo. Ela não queria ser um pé no saco, mas era tão fácil ser uma cadela. Era mais fácil nunca esperar nada de ninguém, então ela nunca ficaria decepcionada. Ao crescer, ela foi decepcionada toda a sua vida, a partir das festas de Natal com seus pais. Ela aprendeu em uma idade jovem que seus pais não eram como os outros. A melhor maneira de proteger a si mesma era por não deixar ninguém chegar perto. Era uma merda, mas funcionou. — Você foi boa para minha irmã, Lou. — É Louisa. — E eu acho que há mais de você do que você deixa que vejam. Riley, ele estava falando sobre como você é doce e, no entanto, você tem sido nada mais que uma cadela para mim. — Jacob sorriu, segurando seu quadril um pouco mais apertado. — Eu acho que estou ansioso para encontrar aquela mulher doce que você esconde do mundo. Ele a soltou, colocando-a longe da porta e abrindo-a. — Vamos ter alguma comida.


Capítulo Cinco Tomando um assento na cabine de frente para Lou, Jacob não conseguia desviar o olhar. Ela era uma bela mulher, não havia dúvida sobre isso. Ele amava seus olhos verdes, e a forma como eles ficavam olhando para tudo, menos para ele. Jacob se perguntou o que ela estava pensando. Ela estendeu a mão, pegando o menu e abrindo-o. Seu cabelo loiro parecia uma bagunça onde foi amarrado na parte de trás. — Solte seu cabelo, — disse ele. Ele queria ver aqueles cabelos loiros caindo ao seu redor. — O quê? — Ela abaixou o menu, franzindo a testa para ele. — Seu cabelo, solte-o. O pulso ao lado de seu pescoço começou a bater. Eram apenas mudanças sutis, e ele queria saber se ela percebeu que estava atraída por ele. — Está maluco? Jacob sentou-se, olhando para ela. — Vou levá-la para o cassino para encontrar meu pai e você pode ver onde fazemos negócios. — Ela não precisava saber que ele tinha toda a intenção de mostrar-lhe tudo. Ele


não ia esconder quem ele era e ele viu que com Lou, ele teria que ser aberto e honesto. — Você faria isso? Isso não quebra algum tipo de lei Denton? Ele balançou a cabeça. — Solte seu cabelo. — E se eu não soltar? — Você não consegue vê-lo. — Ugh! Percebe? Você não tinha intenção de mostrarme merda nenhuma. Quando ela fez menção de levantar-se, ele apertou a mão contra o seu assento e agarrou seu braço, aplicando um pouco de pressão. Ele não a machucaria, apenas o suficiente para fazê-la parar. — Eu vou mostrar-lhe um grande negócio. Você não é parte da família. Eu estou oferecendo-lhe um acordo para sair comigo. — Você não está fazendo nenhum sentido. — Boa. Solte seu cabelo e você vai ter que aprender a confiar em mim. — Você está fazendo isso de propósito? — O que? Tentá-la? Fazendo você querer algo que você não achava que queria saber? — Ele perguntou. — Sim para tudo e você está fazendo isso de propósito.


Inclinando-se para frente, ele capturou seu queixo, correndo o polegar sobre o lábio inferior. Ele estava um pouco surpreso que ela não tentou mordê-lo. — Vamos apenas dizer que eu sei o que eu preciso fazer para certificar-me de que você pertence a mim. — Isso não vai levá-lo em minhas calças. — Vai, quando for a hora certa. — Seu pênis estava duro como pedra e ele estava achando difícil não a agarrar, dobrá-la sobre o balcão mais próximo e transar com ela. Mas ele não era um estuprador e Lou não ia desistir tão fácil. — Você é um idiota arrogante. — Eu sei e você vai amar isso em mim. — Ele deu-lhe uma piscadela. — Temos um acordo? Ela suspirou e puxou seu cabelo, deixando-o cair solto. Ele a soltou e sentou-se. — Passe os dedos através de seu cabelo, — disse ele. Lou correu os dedos pelos cabelos fazendo como ele instruiu. — Pronto? Você está satisfeito? — Sim, eu estou. — Entregando-lhe o menu, ele pediu a ela para pedir. — Escolha o que quiser. — Você é dono deste lugar também? — Os Dentons são donos de tudo. Ela balançou a cabeça.


— Você sabe que os rumores sobre vocês não são bons. — Que tipo de rumores? — Ele perguntou, intrigado. Havia um monte de rumores sobre ele e sua família. — Que você não é conhecido por mostrar misericórdia. — No entanto, você não sabe se eu matei alguém. Ela encolheu os ombros. — Eu tento não ouvir rumores, mas já que estamos aqui, eu percebo que precisamos falar sobre alguma coisa. — Você realmente acha que nós não temos nada em comum? — Perguntou. — Não. Somos completamente diferentes. Não há nenhuma maneira de termos algo em comum. — Ela olhou por cima do menu. Correndo

um

dedo

em

seu

lábio

inferior,

ele

a

observava. Ele queria ver os seios cheios saltando na frente de seu rosto quando ele a fodesse duro. — Você é virgem? Ela apoiou os braços sobre a mesa, colocando o menu na frente deles. — Você é? — Um pouco de briga. Eu gosto disso. Não, eu não sou virgem. Gosto muito de boceta. — Eu não sou virgem também. — Sério?


— Por que você parece tão surpreso? — Perguntou ela. — Seu pais... Ela riu. — Sim, meus pais. Eles são a razão de eu ter feito tantas decisões loucas e eu odiava a maioria delas. A minha virgindade, eu desisti dela quando percebi que meus pais estavam à procura de um marido em perspectiva para mim. — Ela bufou e ele viu a dor em seus olhos. — Eu tinha dezessete anos na época e eu não estava interessada em sexo e em foder. Eu estava andando no andar de baixo em nossa casa, quando os ouvi falar com um cara. Eu não sei quem ele era, mas eles estavam dizendo como eu nunca estive com um rapaz, nem mesmo tinha um namorado ou algo parecido. De qualquer forma, para cortar uma longa história curta, ele queria uma noiva virgem e eu era virgem. Até o final da semana, eu já não era mais virgem. — Suas mãos tremiam um pouco quando ela pegou o menu. — Eu estou no humor para gorduroso. E você? Ele olhou para o seu menu, com raiva de seus pais. Este era o mundo onde viviam e na maioria das vezes, as mulheres eram casadas como uma espécie de troféu. Ele não deveria estar com raiva, mas ele estava. Ele estava muito furioso. — Você não queria fazer sexo? — Perguntou. Ela levantou os olhos do menu. — Por mais chocante que isso possa parecer, eu não estava realmente pronta para desistir. Eu fiz isso porque eu


senti que se eu não fizesse algo, eles tirariam a decisão das minhas mãos e eu não teria estômago para isso. Esta é a minha vida, o meu corpo. — Ela forçou outra risada. — Eu digo essas palavras e ainda assim eu transei com um cara que eu não gostava porque era fácil e eu sabia que ele iria se gabar de ter transado com a menina Moore. Riley bateu no rapaz, que mais uma vez não me deixou feliz. Quando penso em minha vida, tudo o que vejo é um monte de decisões que foram tiradas das minhas mãos. — É por isso que não quer ir a um encontro comigo? Lou lambeu os lábios. — É um deles. Além disso, eu não quero fazer parte desta vida, neste mundo de regras dos Dentons. — Você fodeu um homem que você queria? Ela assentiu com a cabeça. — Sim, um par de anos atrás. Eu não sou uma puritana. Quando foi a primeira vez que você teve sexo? — Eu tinha treze anos e eu seduzi a babá. Ela tinha dezoito anos. — Os olhos de Lou se arregalaram. — Você achou que eu não ia contar a você? — Quando você está tentando conseguir um encontro com uma mulher, você não fala das mulheres que você fodeu antes. — Eu descobri cedo que você não é como qualquer outra mulher. Eu serei totalmente honesto com você.


— Interessante, — disse ela. — Posso ajudá-lo com qualquer coisa? — Uma garçonete perguntou, interrompendo a conversa. — Eu quero o meu hambúrguer com tudo, — disse Lou. — Não pule nada. Eu não estarei de dieta hoje. Depois que ela pediu, Jacob viu como ela olhou para o jantar, cronometrando seus guardas. Jacob era um homem forte e ele aguentaria qualquer coisa que fosse jogado para ele, mas ele também era o filho mais velho de um Denton. Seu pai não o deixaria ir em qualquer lugar sem um guarda. Uma vez que ele terminou de pedir, ele esperou Lou voltar sua atenção para ele. — Esses dois homens estão assistindo você, — disse ela. — Eles são pagos para me ver. — Oh, guarda-costas. — Sim. — Então, você já foi casado? — Perguntou ela. — Não. — Este negócio requer um bom casamento, certo? Ele balançou sua cabeça. — Eu vou casar com quem eu quero me casar e eu não serei informado antes disso. — Deve ser bom ter esse tipo de controle. — Você não acha que tem?


— Eu posso trabalhar em empregos de merda e chatear meus pais, mas no final do dia, eles são os únicos que sempre têm o controle. — Quem? — Meu irmão, Riley. Eles gostam de colocá-lo em circunstâncias para me manter na linha. — Por que você foi para a luta no outro dia? — Meus pais não estariam lá e ouvi que ele estava lutando. Eu me preocupo com o meu irmão, Jacob. Ele é a única família que tenho e eu o amo muito. Eles pararam quando a garçonete trouxe as bebidas que eles pediram. Ele tinha um café forte, enquanto ela tinha um milk-shake. — Este trabalho que você está levando-o, ele é perigoso, certo? Mais perigoso do que participar das lutas? — As lutas às vezes podem ser até a morte, você sabe disso? — Eu sei disso. Riley, ele não luta até a morte. Ele me disse que não. — E você acredita nele? — Eu não tenho nenhuma razão para duvidar dele. Riley mentiu para ela. Jacob viu a luta de Riley e ele assistiu Riley matar seu oponente. Esta não era a sua confissão a fazer. — Eu não vou mentir e dizer que o trabalho não é


perigoso. Ele é. Por favor, tenha certeza de que estrarei lá ao seu lado. Eu vou mantê-lo seguro. — Você promete? — Eu prometo. A garçonete voltou para a mesa com a comida. — Isso parece realmente bom. Ele observou enquanto Lou agarrou seu hambúrguer e deu uma mordida enorme. — Wow, apenas uau, isso é tão incrível, — disse ela. — Eu disse que aqui era um bom lugar. — E pensar que eu não iria a esse encontro com você. — Ah, você admite que vai a um encontro comigo? Ela encolheu os ombros. — Eu não tenho mais nada para fazer. Eu também posso me divertir um pouco com você. — Ela lhe deu uma piscadela e Jacob adorou a pequena vitória. Ele não estava transando com ela ainda, mas ele o faria.

—Uma vez que você checar meu chefe, vai me dar permissão para trabalhar para ele? — Perguntou Riley. Lou olhou para seu irmão, que parou enquanto ela estava se preparando para o encontro.


— Eu não vou checar seu chefe. — Você transa com ele e eu provavelmente vou obter um aumento. Ela revirou os olhos. — Você vai parar? A única maneira de você receber um aumento, é se você trabalhar duro para isso. — Eu sei disso, mas Jacob tem uma coisa por você. — Por favor, pare. — Ele chamou-lhe para um encontro e ele fazia muitas perguntas sobre você, antes de você aceitar sair com ele. Lou encolheu os ombros. — Nada vai acontecer. — Não? Wow, pense em quanto nossos pais iriam te amar. — Pare com isso, Riley. Seu irmão levantou as mãos. — Estou apenas, você sabe, mostrando as vantagens. — Eu prefiro que você não faça. Isto não é sobre eles e eu não vou deixá-los estragar tudo pensando que é. — Você tem problemas. Você sabe disso, certo? — Perguntou Riley. — Eu já estou uma pilha de nervos. A última coisa que preciso agora é estar pensando em meus pais. Agora, — ela passou as mãos pelas pernas, — como é que eu estou? — Ela


virou-se para seu irmão. — Fofa. — Fofa? — Não era isso que pretendia? — Eu estava querendo parecer prática. — Prática? Você vai em um encontro. — Oh, eu te odeio! — Ela usava um par de jeans e uma blusa branca. Nos pés ela usava um salto fino que lhe deu um pouco mais de altura. Ela duvidava que ele realmente permitiria que ela visse o real perigo de sua vida, de modo que ela queria parecer prática. Ela não era o tipo de mulher que precisava de restaurantes caros. O jeans também lhe dava uma camada adicional de proteção. Ela odiava admitir, mas Jacob Denton era na verdade um homem de aparência agradável. Não, aparência agradável nem sequer começava a descrevê-lo. Ele era quente e ela não esteve com um homem há tanto tempo. A noite em que ele a levou para o jantar, foi divertido, mesmo que ela se lembrasse da noite com um pouco de tremor. Jacob fez com que fosse divertido e depois de comer, ele a levou para casa. — Não, você não me odeia. Você me ama. — Por que você está aqui? — Eu queria ver se você estava bem. Eu fui um irmão horrível. Deixei Jacob cuidando de você e eu me senti mal


com isso. — Você estava desfrutando de sua festa. — Foi uma boa festa. O som da campainha os interrompeu e ela suspirou. Suas mãos tremiam quando foi para a porta. Segurando a maçaneta, ela abriu a porta, e lá estava Jacob. Ele estava vestido com um terno e ele parecia muito bom. Era um terno preto com uma camisa branca espreitando para fora. Ele parecia um empresário. — Olá, — disse ela. — Você está bonita. Nenhum homem jamais a chamei de bonita antes. — Obrigada. — Estou me retirando, — disse Riley. — Eu espero que você tenha uma boa noite. — Eu virei buscá-lo amanhã três da tarde. Eu espero que você esteja pronto. — Estarei esperando. Riley piscou para ela antes de sair. Calor encheu suas bochechas, e ela convidou Jacob para entrar em seu pequeno apartamento. — Não é muito, mas é minha casa, — disse ela. — Eu gosto disso. Travando os dedos juntos, ela o observava enquanto ele


olhava para a casa dela. Ela não estava pirando em tudo. Mentira completa e total. Ela estava pirando. — Obrigada. — Você está pronta para ir? — Perguntou. — Sim. Eu estou. Ela tinha algum dinheiro no seu bolso de trás, no caso de ela precisar. Pegou suas chaves, e dirigiu-se para a porta, e esperou por ele. Jacob olhou ao redor seu apartamento, observando tudo. — Você está nervosa sobre eu estar em seu espaço? — De modo nenhum. Suas mãos estavam dentro dos bolsos e ela não podia deixar de notar como seu terno parecia inchar sobre seus braços. — Você não quer ir? — Sua vagina estava tendo outras ideias, e ela queria despir e colocar seu colchão virgem para algum uso. — Lidere o caminho. Abrindo a porta do apartamento, ela esperou ele sair antes de fechar. Embolou as chaves e seguiu ao lado dele. Quando chegaram no elevador, ela descobriu que não podia olhar para longe dele. — Você tem alguma dúvida sobre esta noite? — Perguntou.


— Nenhuma. — Ela estava esperando para saber como a noite seria. — Estou autorizada a fazer perguntas como a noite vai ser? — Sim, contanto que eu possa fazer perguntas para você também. — Ok, legal. — Ela poderia suportar algumas perguntas. — Quantos anos você tem? — Trinta e cinco. Você? — Vinte e cinco anos, mas você já sabia disso. — Eu sabia, mas ainda assim, eu só queria ter certeza de que você entendeu as regras. Ela respirou fundo. — Entendi. As portas abriram e eles saíram juntos. Jacob colocou a mão nas costas dela e ela se viu fechando os olhos ao seu toque. Antes que ela caísse de cara no chão, empurrou esses sentimentos de lado. De maneira alguma se apaixonaria por esse homem. Em poucos segundos eles estavam dentro de seu carro e Jacob se virou para ela. Ele se inclinou, abrindo o porta-luvas. Lou soltou um pequeno grito ao vê-lo pegar uma arma, o que parecia ser uma Glock. — Que diabos? — Hoje à noite vai ser perigoso. Você sabe como usar


uma arma? Desde que ela deixou a casa dos pais dela, Riley teve certeza que ela poderia cuidar de si mesma. — Sim — Bom. Leve-a com você esta noite. Eu não me importo onde você terá que armazená-la, mas eu quero que você a mantenha com você. — Você não pode guardá-la? — Se alguma merda acontecer, você precisa ser capaz de proteger-se. — Foda-se! — Seu coração disparou. O medo tomou conta dela. — Você queria isso, lembra? Se você quiser apenas jantar, eu posso fazer isso acontecer. — Não. Eu estou bem. — Você é louca. A maioria das mulheres só querem um jantar caro, algumas joias e uma boa foda. — Acho que você dá a elas o que querem? —Na maioria das vezes. — Para onde estamos indo? — Ela perguntou, pegando a arma de sua mão e segurando-a em sua própria. Ela verificou se estava seguro antes de colocá-lo de volta no porta-luvas. De jeito nenhum ela levaria isso em suas costas. — A primeira parada é no cassino. Recebo o resumo do


que eu tenho que fazer e depois vamos e verificamos. — Claro, tudo bem, eu posso lidar com isso. — Ela esfregou as palmas das mãos suadas por suas coxas. Você pode fazer isso, Lou. — Você é uma mulher única. — Eu não acho que você quer dizer isso como um elogio. — Eu faço. Você é memorável. — Eu gosto de como você não está tentando fingir ser alguém que não é. Ele riu. — Eu não vou fingir que eu não comi outras mulheres. Você esteve com outros homens. O que importa agora é o que fazemos um com o outro. Ela notou que sua mão agarrou o volante com força. — O que você quer dizer? — Isso é um encontro. Eu não estarei vendo outras mulheres. Eu não estarei transando com ninguém, além de com você. — Eu não disse que ia transar com você. — Você vai. É inevitável. — Você é realmente tão bom? — Eu sou o melhor. — Uau, você realmente tem um ego, não é? — É o que eu ganhei, baby.


Olhando pela janela, ainda eram 7 horas, e o sol se punha devagar no horizonte. Ela abriu a janela para permitir que um pouco de ar entrasse no carro. Estava muito quente e se ela estivesse em casa, nem teria se preocupado em vestir alguma coisa. Eles passaram por uma parte perigosa da cidade, e ela viu as mulheres de todas as idades nas esquinas já à procura de clientes para a noite. — Você está triste, por quê? — Perguntou. — Você lida com mulheres como estas? — Ela olhou para ele. — As mulheres nas ruas? Ele suspirou. — Temos de lidar com as mulheres, Lou. É o comércio mais antigo do mundo. Nós não lidamos com estas nas ruas e se eu ver um cafetão maltratando a sua mulher, então eu interfiro. — Você lida com as mulheres? As machuca, se pararem de ganhar o suficiente? — Porra! Não, eu não. Temos homens que lidam com essa merda. Nós vamos para os bordéis para garantir que tudo está certo. Nenhum de nós aceita homens abusando das mulheres. Lou bufou. — Certo? Você é apenas o cara confiável. — Nós vamos fazer uma dessas paradas esta noite e


você começará a ver o outro lado dele. Algumas dessas mulheres, elas vêm até nós para ganhar a vida e não o contrário. — Vocês não sequestram as mulheres? Não as forçam? — Porra, não! Há número suficiente de mulheres que querem fazer o que elas fazem. Não temos que forçá-las. — As mulheres realmente querem fazer isso? — É dinheiro fácil. Porra sempre é e temos clientes suficientes que gostam de pagar. — Que tipo de clientes? — Perguntou ela. — O tipo que não querem que a sua merda seja conhecida pelo mundo. — Você está tendo muita fé em mim esta noite. — Sim, bem, eu também estou colocando você em risco. — O que você quer dizer? — Se você contar a alguém o que você viu esta noite, você não vai viver por tempo suficiente depois. — Você me mataria? — Ela achou o máximo. — Não tenho escolha. Eu estou colocando muita confiança em você também. — Por quê? — Considere isso um palpite. Ele não entrou em detalhes e ela não pressionou.


Capítulo Seis Jacob fez sua pesquisa sobre Louisa Moore, e chegou à conclusão de que não pouparia esforços. Lou não era o tipo de mulher que ficava emocionada com diamantes e luxo. Ela gostava de colocar a mão na massa. Os trabalhos que ela teve eram a prova viva disso. Ele descobriu que ela foi uma garçonete por pouco tempo, e que fez limpeza depois disso. Cada serviço exigia trabalho duro, e isso fez ele se perguntar se ela estava tentando compensar a falta de cuidado de seus pais. Riley não foi de muita ajuda. Ele passou a maior parte do tempo evitando perguntas sobre sua irmã. Felizmente, sempre existem papeis e rastros deixados na internet sobre todo mundo. Entrando no estacionamento de um grande cassino, Jacob ignorou a bagunça lá fora, e deu a volta no carro para ajudar Lou a sair do carro. — Bem-vindos aos Dentons. — De todos os nomes que você poderia pensar? — O que eu posso dizer? Nós apenas amamos nosso nome. Ela riu, e ele amou esse som. Pegando-a pela mão, eles


entraram no grande cassino. O som das maquinas caçaníqueis, a música, e os gritos de vitória encheram seus ouvidos. Indo em direção ao elevador, ele viu Bruce, o guarda-costas da sua mãe, na porta. — Onde está minha mãe? — Ele perguntou. — Com o seu pai, então eu não fico no caminho, melhor ficar aqui observando o movimento. Quem é essa? — Essa é Louisa Moore, ela está comigo. Bruce pressionou um botão e o elevador abriu. Entrando ele colocou a mão na cintura de Lou. Bruce entrou junto com eles. — A luta de Riley foi fantástica. — Bruce disse. — Obrigada. — Você deveria estar orgulhosa dele. — Sim, eu estou. Ela não soou como se estivesse, e ele colocou a mão no seu estômago movendo lentamente apenas para poder encostar na parte inferior do seu seio. Ela respirou fundo, e ele sorriu, se perguntando se ela queria chutar sua bunda. Encarando seus reflexos no metal brilhante, ele viu seus mamilos se enrijecerem e pressionarem contra a sua camiseta. Bruce era pago para ficar calado e não notar nada. Jacob já fodeu mulheres na presença dele. Ele era um ótimo guarda-costas, além de ser leal para caralho.


O elevador parou e as portas abriram. — Você sabe o caminho. Jacob continuou com a mão na sua cintura enquanto eles atravessavam o longo corredor até o escritório do seu pai. Batendo uma vez, ele esperou até Maddox mandar-lhes entrar. Ele não teve que esperar muito. Entrando na sala, ele viu seus irmãos, Abel e Gideon, que já estavam lá. Sua mãe e um de seus tios também estavam no escritório. — Olá Jacob. — Charlotte disse, vindo na direção dele. Ela pegou seu rosto beijando dos dois lados, antes de se mover para Louisa. — Nós não fomos apresentadas. — Mamãe, essa é Louisa. Louisa, essa é minha mãe, mas todo mundo a chama de Charlotte. — A não ser os meus filhos. É um prazer te conhecer Louisa. — É Lou. Todos me chamam de Lou. — Ele a assistiu apertar a mão de Charlotte, sabendo que a sua mãe só se conformaria depois de lhe dar um abraço. — Ele a trouxe até aqui, isso deve significar alguma coisa. — Charlotte, se afaste. — Maddox disse ao levantar-se da sua cadeira e inclinar-se sobre sua mesa. Jacob colocou a mão sobre sua arma enquanto encarava o seu pai com raiva. — Isso não é necessário. Ela é uma Moore. — Charlotte disse.


— É preciso que se faça. — Maddox olhou para Lou enquanto sua mãe se afastava. — Você sabe o que fazer, certo? — Eu tenho uma ideia. Jacob não ligava para o que seu pai disse. Ele não ia sair do lado de sua mulher. Maddox colocou uma pequena pistola no seu colo, com seu dedo já no gatilho. Lentamente, Jacob puxou a Glock que estava guardada na parte de trás de suas calças. Ele cutucou Lou e colocou a arma na sua mão. Seu pai respeitava uma mulher que podia cuidar de si mesma. — Eu não concordo com o fato de Jacob tê-la trazido hoje à noite. O que você ver ou ouvir, não deve ser dito. Se eu escutar qualquer rumor de que você tenha aberto a boca para alguém, eu vou matar você. — Maddox levantou sua arma e apontou para ela. Jacob apertou sua cintura, e Lou apontou sua arma para ele. Maddox se surpreendeu, e Jacob só percebeu isso por causa de uma pequena contração na sua boca. — Entendo. Eu não gosto de ter uma arma apontada para mim, Sr. Denton. Eu acho muito desconfortável. — Você não dispararia essa arma. Um grito encheu o espaço, e uma arma foi disparada. Jacob segurou ela apertado, e Maddox olhou para baixo na sua mesa.


— Você errou. — Eu não errei, eu estava mirando nesse ponto. Eu posso atirar em você se você quiser. — Você sabe como lidar com uma arma. Jacob estava tão excitado agora. Seu pau estava pressionando suas calças, querendo estar dentro dela. — Meu irmão não acredita que uma mulher deva ficar vulnerável. A cidade é um lugar perigoso para as mulheres. Ele me treinou, e eu sou uma ótima atiradora. Quer ver? — Porra, não. — Maddox riu. — Eu gosto dela. Ela tem coragem. Charlotte foi até seu pai e pegou a arma de suas mãos. — Isso é jeito de tratar sua futura nora? — Espere? O que? Eu não... não é nada disso. É apenas um encontro. — Nenhum homem traz uma mulher para os negócios da família para um simples encontro, Lou. — Maddox bateu suas mãos. — De qualquer jeito, vamos aos negócios. Lou entregou a arma para Jacob, e ele a colocou em um lugar discreto na parte de trás de sua calça. Jacob ficou parado com Lou ao seu lado enquanto seu pai começava a falar. — Eu tenho ouvido algumas notícias preocupantes fora da nossa zona vermelha. — Maddox disse. Jacob ficou tenso. A zona vermelha era a forma como


seu pai chamava suas acompanhantes, seus bordeis. — Qual a novidade? — Abel perguntou. — Eu recebi uma ligação hoje dizendo que eles estão tirando as meninas da rua. Garotas novas, garotas menores de idade, e as forçando. Eu não gosto dessa merda. Eu quero isso acabado. — Eu vou fazer isso. — Jacob disse. — Bom. Você também tem que ligar para Frank. Ele está perto daquele distrito. Durante a reunião Maddox disse a eles o que ele precisava, dando a eles certos trabalhos, e quando acabou, todos relaxaram. Soltando Lou, Jacob se levantou para a mesa de seu pai. — Quem fez a ligação? — Ele perguntou. — Uma de nossas mulheres. Ela disse que estava feio. Eu não fui capaz de enviar ninguém lá por alguns meses, assim, parece que eles pensam que podem fazer a porra que quiserem, e que eu vou permitir. Está na hora de eles verem que eu não o sou o tipo de homem com o qual eles podem ferrar. Concordando, Jacob se voltou para Lou. — Você tem certeza que está pronta para isso? — Sim. Com o que ele disse sobre a zona vermelha, isso é, err..., os bordéis?


Ele concordou. — Sim. Meu pai não concorda em forçar mulheres, faremos a eles uma visita surpresa. Você vai ver algumas coisas que não vai gostar. Eles se dirigiram ao elevador. Abel segurou a porta aberta para eles. — Merda, Lou, você é gostosa, eu nunca vi uma mulher segurar uma arma para meu pai, mas merda, eu pagaria para ter alguns orgasmos com você. — Sai fora. — Jacob disse. — Tanto faz. É verdade então? A posse? — Sim. Ele não queria que ela soubesse do que eles estavam falando. — Merda, você está domado por uma boceta. — Sai fora! O elevador abriu. — Fiquem seguros irmãos. — Jacob disse. — O mesmo para você. Mande notícias. — Gideon disse. Eles deixaram o cassino e estavam no carro em segundos. — Wow, vocês não passam muito tempo uns com os outros. — Nós temos trabalho a fazer. Não temos tempo de ficar


por ai, conversando ou qualquer merda do tipo. Temos eventos de família para isso. Ele a ajudou a entrar no carro antes de dar a volta no veículo e entrar ao lado dela. — Ele mencionou Frank’s. É o lugar onde eu trabalho? — Sim. Pertence aos Dentons. — Ótimo. Eu tenho trabalhado para você o tempo todo. — Você poderia dar ao patrão algumas regalias? — Não. — Ela riu. Foi o primeiro bom-humor verdadeiro que escutou dela, e ele gostou. Ele queria manter isso assim. — Se prepare. Virou a ignição e dirigiu para longe do cassino em direção à zona vermelha. — Você sabe, de acordo com os livros e filmes, a maioria das famílias como a sua traficam seres humanos. — De novo, algumas coisas que nos fazem diferentes. O pai não poderia fazer isso. Se alguma mulher quer vender sua merda para ele, então ele ajuda, a manterá segura, e terá a certeza de que ela tenha uma boa vida. Nós não acreditamos que deva se obrigar mulheres a fazer o que não querem. — Você sabe que isso soa louco, certo? — Na verdade não. Papai vê uma mulher e coloca os rostos da mamãe e Tamsin nelas. Isso o mataria, além de não fazer parte do que somos. — Então, você matou pessoas? — Ela perguntou. — Nós estamos autorizados a fazer perguntas.


— Sim, eu matei pessoas. — Mulheres? Jacob agarrou o volante com força. — Sim. Eu não tive escolha. Ela estava sofrendo e me implorou para acabar com a dor. Então eu fiz. — Não era uma de suas melhoras lembranças, mas foi uma que ele aprendeu a aceitar. — Um ato de misericórdia? — Sim. Ela foi espancada até sangrar, e estava completamente quebrada, eu acabei com sua dor. Depois descobri que se eu não a tivesse matado, ela teria morrido de qualquer jeito. Seu corpo já estava começando a falhar. — Você é realmente uma contradição, não é? Toda a família. Ninguém pode qualificá-los como maus, podem? Jacob deu de ombros. — Não é o meu trabalho fazer a vida de ninguém mais fácil. Nós fazemos o que nós fazemos. Eu estou dizendo que somos pessoas boas? Não. Estou dizendo que fazemos o que tem que ser feito. — Matando pessoas? Ele estava tentado a contar para ela que Riley matou pessoas com suas próprias mãos para seus pais. Mas decidiu não fazer isso. Jacob não tinha nenhuma intenção de ficar entre irmão e irmã. A última coisa que ele queria era começar o relacionamento deles em uma má posição.


— Como eu disse, eu não diria que somos boas pessoas. Nós só somos melhores que alguns, e piores que outros. — Jacob deu de ombros. — Eu lido com isso. Agora, é a minha vez de fazer perguntas. — Ok, pode vir. — Você já atirou em uma pessoa? Ele olhou para ela e viu que seu rosto estava vermelho. — Você já? — Foi um acidente. Eu atirei na perna de Riley enquanto ele estava me treinando. Foi completamente por acidente, e eu o levei para o hospital. Ele ficou de mal comigo por um bom tempo. Eu achei que ele nunca mais iria falar comigo. Mas ele falou. Mesmo pensando que Lou tinha uma atitude fodona, ele viu que ela era uma boa mulher. Carinhosa. Tamsin ligou para ele perguntando se ele pararia em casa. Sua irmã era uma boa julgadora de caráter, e ela gostou de Lou. — Eu não posso imaginar Riley sem falar com você, ou até mesmo chateado. — Ele ficou. Bastante chateado. — Ela sorriu. — Me levou três meses de sorvete, cozinhando suas comidas preferidas, e sentada com ele assistindo filmes antigos antes de ele esquecer. Também implorei e rastejei, rastejei muito. Jacob gostava disso. Ele gostava de conversar com ela, e ele amava o som da sua voz.


Eu estou completamente dominado por uma boceta, e ainda nem a fodi. Mais uma vez ele apertou o volante enquanto seu pau inchava contra sua calça. Apenas outra noite agonizante para ele.

Os quartos estavam escuros quando eles entraram no bordel, e parecia um pouco com alguns filmes decadentes que ela viu. Lou ficou ao lado de Jacob enquanto ele andava pelo longo corredor. Não tinha ninguém para recebê-los na porta, o que o irritou. — Qual é o problema? — Ela perguntou. — Alguém deveria estar na porta. Como alguém vai monitorar os homens que entram se não tem ninguém lá? — Ele estalou cada palavra, e seu corpo estava tenso. Ficando em silêncio, ela o seguiu pelo corredor até chegarem

a

uma

porta.

Gemidos,

murmúrios,

e

ocasionalmente choros enchiam o ar. Calor percorreu suas bochechas enquanto ela imaginou o que acontecia atrás das portas fechadas. — Não diga nada. Eu faço as perguntas, e não discuta. — Entendi. Jacob abriu a porta, e ela percebeu que ele segurou a


arma que estava nas suas costas, mas não tirou ela. Olhando o quarto, o estômago de Lou apertou. Tinha drogas, sexo, e álcool por toda parte. O quarto estava coberto de sujeira, camisinhas usadas, e ela tinha certeza que ninguém tentou limpar as manchas. Estava nojento, e não nada como o que Jacob descreveu no carro. Isso era exatamente como ela imaginou, e não se surpreenderia se ela passasse mal. — O que merda eu estou olhando? — Jacob perguntou. Todos congelaram, e Lou viu um homem tirar uma mulher de seu pau, e se levantar. — Sr. Denton, eu não sabia que você estava vindo. — Não, até onde eu sei não deveria importar se eu apareço ou não. Nós temos um padrão. Onde está o segurança na porta? Por que caralho tem drogas aqui? E por que, David, eu escutei que você tem roubado meninas das ruas? — Jacob chegou ao homem, agarrando os lados de sua jaqueta. Lou pegou a arma nas suas costas e esperou até que fosse preciso ela usar. Ela mudou sua atenção de Jacob e olhou em volta na sala. Ele tinha uma arma na garganta de David. — Eu quero a porra de uma resposta agora. Vários homens tinham suas mãos levantadas. — Lou. — Jacob disse.


— Sim? —Ligue para Maddox, diga e ele que nós temos um sério problema com David e a zona vermelha, e que eu preciso de ajuda. Ela pegou o telefone que ele jogou para ela, e procurou o nome de Maddox. Ela passou a mensagem e esperou. —Ele disse para segurar as pontas. Ele vai mandar reforços em dez minutos. — Ele desligou e ela ficou encarando a tela branca. Homem encantador. — Eu quero todos separados. Mulheres para lá, e homens para cá. — Jacob falou. — Você fica aqui cacete. — Ele puxou David para uma cadeira e se afastou. — Onde está todo mundo? — As putas estão trabalhando. — David disse. — Nós estamos fazendo bem para os negócios. — Você chama isso de bem? Eu chamo isso de uma porra de merda. Não foi isso que foi entregue a você, David. Nós temos regras, e agora há rumores de pessoas roubando mulheres. Não é bom. — Ele andou até uma mulher que parecia uma merda. Seus olhos estavam vidrados, e tinha baba escorrendo da sua boca. Jacob pegou seu rosto. — Qual é o seu nome? Pronunciou devagar, e Jacob deixou ela ir. Ela caiu no chão e desmaiou. — Isso é uma nojeira. As mulheres passam por exames


de saúde. Não é permitido que elas usem drogas, e até agora, parece que você está quebrando as regras. Nós oferecemos a elas uma vida, uma chance para fazerem seu caminho no mundo. — Elas são prostitutas, caralho! — David cuspiu as palavras. Jacob pegou uma cadeira de madeira e jogou em David, que caiu no chão, gritando de dor. — Elas não são prostitutas, caralho. Trate-as com respeito.

Elas

são

muito

boas

trabalhadoras,

e

nós

prometemos a elas respeito. Você está fodendo o nosso nome com essa merda. Cada segundo que passava Jacob ficava mais irritado. Lou ficou em silêncio, olhando o homem trabalhar. Ele parecia assustador. — Quem é você? — Ele perguntou, agarrando o rosto do homem. O homem resmungou alguma coisa, e Jacob suspirou. Ele parecia totalmente enojado. — O que eu perdi? — Abel perguntou, aparecendo atrás dela. — Que porra é essa? Tudo bem, ela não tinha nenhuma razão para desconfiar de Jacob pela reação que Abel demonstrou. Claramente, não era assim que o bordel deveria parecer. Lou deixou eles sozinhos, a curiosidade levou o melhor


nela.

Crescendo,

sempre

falaram

para

ela

que

sua

curiosidade a colocaria em problemas. Mas isso nunca a parou. Ela encontrou uma porta que ia para a cozinha. Não tinha ninguém em volta, mas então ela ouviu um choro fraco. Franzindo a testa, ela entrou mais um pouco na cozinha, e o choro tornou-se um soluço e ficou mais forte. Ela encontrou outra porta parcialmente aberta. — Qual é o problema desse lugar com as portas? — Lentamente, ela abriu a porta um pouco mais. — Por favor, pare, eu só quero minha mãe. Por favor, aí, isso dói. O choro partiu o coração de Lou, e sem pensar ela desceu correndo as escadas do porão. Tinha uma menina, vestida com uniforme de escola, que estava gritando e chorando para ser solta. Um homem, duas vezes o tamanho da menina tentando forçar seu pau dentro dela, mas a menina estava se contorcendo. O homem tinha um cinto na mão e estava batendo nela. — Eu te disse, menina, você vai me dar a porra que eu quiser. — Ele puxou o cinto e bateu nela, e a menina continuou chamando pela sua mãe. Cada instinto protetor de Lou apareceu, e ela pulou no homem, sentindo o couro do cinto na mão, e pensando que isso doeu mais do que qualquer coisa que ela imaginou. Ela não tinha um alvo claro do homem já que estavam os dois se movendo, e a mão de Lou estava tremendo.


— Fique longe dela. — Ela lutou contra a dor na sua mão. O homem virou, batendo no seu rosto, e Lou bateu na parede, gritando de dor. — Olhe, outra puta. Eu lido com você mais tarde. A arma cutucou as suas costas, e ele viu o homem bater na menina. Procurando pela arma, ela tirou a trava de segurança rapidamente, e mirou na perna do homem. Era a única forma que ela sabia que não iria machucar a garota também. Ela atirou. Ele caiu na hora, e a menina gritou. Ficando nos seus pés, ela gritou para a menina vir até ela, o que ela fez. Lou ouviu homens correndo na direção dela, e ela segurou a arma com sua mão tremendo, apontando para o homem. A menina paralisou nos seus braços, entrando em choque pelo medo. — Que merda? — Jacob perguntou. — Ele estava atacando a menina. Ela apenas queria ir para casa, para sua mãe. — Lou segurou forte a menina. — Caralho! Eu vou matar esses malditos bastardos. — Ninguém vai machucar você. — Lou disse, tentando trazer o máximo de segurança para a garota. Jacob veio perto, perguntando seu nome. — Shh, está tudo bem. Ele é um dos homens bons. Ele é meu amigo.


— Ele estava me machucando. Eu estava apenas andando para casa, e eles me pegaram. Falaram que eu era uma puta e putas tem um lugar no mundo. — Eu já fiz a ligação para Luke. — Abel disse. — Quem é Luke? — Ele é um policial que nós conhecemos. Ele vai levar ela para casa, ter certeza que ela está a salvo. Eu também falei com o pai. Ele vai com Luke e mamãe para ter certeza que ela está bem cuidada. Eles estão putos, Jacob. Eu não acho que isso vai voltar a abrir por um bom tempo. — Abel disse. — Eles quebraram todas as regras. — Eles saíram do porão, e Lou fez seu máximo para não mostrar nenhuma dor. Esperando

no

corredor

ela

estava

surpresa

que

não

esperaram muito. Maddox, Charlotte, e um policial de uniforme passaram pela porta. Lou entregou a menina e deu um passo para longe. Seu rosto doía assim como toda a lateral de seu corpo. Ela estava toda machucada. — O que aquele bastando fez para você? — Jacob perguntou, pegando seu queixo e virando seu rosto para ele. — Não é nada. — Porra que não é nada. Ela pegou sua mão. — Ele me bateu, isso foi tudo. Nós temos que ficar ou


podemos ir andando? Jacob olhou pelo seu ombro para seu pai. — Vai. Nós cuidamos disso. É preciso que limpemos isso. Eu já entrei em contato com meus irmãos. Eles virão para me ajudar. Jacob pegou sua mão, liderando o caminho para fora do bordel. — Eu acho que essa noite foi uma noite muito ruim? — É a pior noite de merda. Tudo que eu disse para você estava de ponta cabeça dentro daquele lugar maldito. — Você parece irritado. — Eu estou. — Jacob ligou o carro, e Lou virou para ele, olhando-o. — Onde nós estamos indo? — Ela perguntou. — Eu estou indo para o Frank. Lou pegou a viseira e puxou para baixo, vendo que um machucado já estava se formando na sua bochecha. — Aquele bastardo vai pagar pelo que ele fez a você. — Não é grande coisa. Eu atirei nele. — Eu vou cuidar dele. — Quando? — Meu pai o deixará seguro até eu terminar hoje à noite. — Nós não vamos jantar?


— Nós vamos, mas veja, um Denton nunca deixa um trabalho inacabado. Dez minutos depois eles entraram no strip clube do Frank, e ela foi diretamente para o bar. Segundos depois, Riley estava lá olhando seu rosto. — O que caralho aconteceu? — O que caralho era só o que ele dizia ultimamente. — Nós encontramos um cara mal que não tinha problema em bater em garotas ou mulheres. — Ela segurou seu rosto e fez uma careta. — Você fica de olho nela enquanto eu falo com Frank? — Jacob perguntou. — Claro, ela é minha irmã. Com certeza eu vou cuidar dela. Ben entregou uma dose de whisky, e ela tomou graciosamente, jogando a bebida no fundo de sua garganta, e engolindo. Ela precisava da queimação. — Você vai me dizer o que aconteceu? Lou deu um resumo do que aconteceu. — Eu vou matar o escroto que tocou em você. — Calma Riley. Eu atirei na perna dele. Isso é.... é um trabalho perigoso que você fará com Jacob. Por favor, me prometa que você não vai fazer nada estúpido. — Ela disse. — Lou, sou eu. — É exatamente por isso que estou pedindo. — Eu não vou fazer nada estupido. Eu prometo. — Ele


passou seus braços em volta dela, e ela se contraiu. Seu corpo estava doendo. Jacob escolheu esse momento para voltar. — Eu preciso do seu escritório emprestado, Frank. — Sem pedir permissão, ele pegou sua mão e a puxou para dentro do minúsculo espaço do escritório de Frank. — Você já terminou seus negócios? — Ela perguntou. — Tire sua blusa. — O quê? — Você sentiu dor quando Riley te abraçou. Tire. Eu quero ver. — Não é nada. — É algo o suficiente para fazer você se contrair. Irritada, ela puxou a camiseta pela cabeça. Ela vestia um top branco por baixo. Jacob assumiu, pegando a ponta da camiseta, e puxando sobre sua cabeça. Ela congelou. O sutiã que ela usava não era acolchoado. A sala ficou um pouco menor. Jacob puxou top e ela o escutou cair no chão. Encarando seus olhos castanhos, Lou não poderia olhar para longe. Ele a manteve presa. Ela ficou tensa quando seus dedos passaram pelo seu lado, subindo. — Isso dói? — Ele perguntou. Se forçando a olhar para longe, ela olhou para seus


dedos longos e masculinos passando sobre seu lado. — Não, não dói. O cara, ele me empurrou e eu bati na parede. Talvez sejam apenas alguns machucados. — Ela olhou para ele e deu um passo para trás. Jacob se aproximou dela, e o ar ficou pesado em volta deles. Ele era mais alto que ela, fazendo-a ter que levantar a cabeça para vê-lo. Ela respirou fundo quando seu dedo encostou em baixo do seu peito. Seu mamilo endureceu, e ela ficou tensa. Por alguma razão estranha, ela não estava com medo dele. Ele moveu o polegar para cima e traçou o mamilo. Lou não parou ele. — Eu não sou fácil. — Ela disse. — Eu sei. — Jacob mexeu seu dedo até a ponta do sutiã, e puxou para baixo, fazendo seu peito saltar para fora. Ele chegou mais perto, colocando seus lábios nos dela. Seu olhar ficou nos dela, e então ele pegou o mamilo com os lábios, sugando para dentro da boca. Calor inundou sua boceta, e ela gritou por entre os dentes. Ele a lambeu e ela apertou suas pernas para tentar aliviar a necessidade despertada por ele. Alguém bateu na porta, acabando com o seu bom tempo. — Eu acho que é hora de irmos jantar.


Mais tarde naquela noite, Jacob entrou no porão da zona vermelha. Seu pai e sua mãe ainda estavam ali, como também seus tios. Enquanto ele estava falando com Frank, ele ligou para ter certeza que o filho da puta com a perna machucada ainda estivesse vivo e respirando quando ele voltasse. O resto da noite passou sem problemas. Ele levou Lou para vários lugares, coletou dinheiro, e manteve um olho sobre os negócios básicos. Enquanto seus machucados aumentavam, cobrindo toda a bochecha. Riley estava furioso com ele. Ele não precisava de seu irmão gêmeo bravo com ele. Jacob estava bravo com ele mesmo. Ninguém machuca sua mulher. — Onde está ele? — Ele perguntou. Maddox apontou para o porão, e ele desceu. Abel estava sentado no canto. Os dois homens, David o gerente que estava no comando, e o cara que machucou Lou, estavam sentados no meio, amarrados um ao outro. — Me desculpe homem, eu pensei que estava fazendo uma coisa boa. — Uma coisa boa? Eu olhei os livros, David. Você tem


explorado essas mulheres por meses. — Abel disse. — Você tocou minha mulher. — Jacob disse, apontando para o homem que ele não conhecia. — Olhe, toda puta aqui quer ser tocada. Batendo seu punho contra o rosto do homem, Jacob pensou sobre Lou, ele sorriu. Sua face, agora estava machucada. Ele estava tão ocupado lidando com David que ele não estava lá para proteger ela enquanto ela protegia uma garota menor de idade. De novo, e de novo ele batia seu punho, alternando entre suas mãos, batendo no rosto do homem. Jacob não parou. Ele continuou batendo nele. Apenas quando achou que era o suficiente ele pegou o bastão que estava na mão de Abel. Isso era outro elemento que fazia os Dentons diferentes. Eles ficavam mais do que felizes de cuidar de seus próximos negócios. Ele não parou, deixando o homem gritando enquanto ele pensava sobre Lou. Nenhum homem colocaria um dedo sequer nela, ele teria certeza disso.


Capítulo Sete — Lou voltou para o trabalho. — Riley disse, entrando no carro sexta-feira à tarde. Ele carregava dois copos de café e os colocou nos porta copos. Eles já fizeram uma noite juntos, e Jacob ficou impressionado com ele. Seu pai fez um bom negócio ao escolher Riley. — O que? — Lou voltou para o trabalho. Ela não me ouve, mesmo que seu rosto esteja colorido de preto e azul. Maldita mulher, eu digo a você, ela não consegue parar. Ela sempre tem de fazer alguma coisa, se não ela fica louca. Riley estava vestido em um terno muito caro, mas Jacob não aceitaria nada menos. — Eu disse a ela que falei com Frank. — Exatamente, e ela falou com ele para ter seu turno de volta. Ficar no apartamento cozinhando biscoitos não a satisfez por muito tempo. — Lou cozinha? — Sim, faz um bom tempo. Foi uma coisa que ela aprendeu quando era mais jovem. Mãe e pai contrataram uma cozinheira, e Lou passava todas as horas na cozinha com ela. Elas ficaram próximas, e por nossos pais serem


irremediavelmente malvados, eles a mandaram embora, deixando Lou de coração partido por semanas. — Falando de seus pais, temos que fazer a eles uma visita. — Por quê? Jacob fez uma pausa. Ele não sabia se seria bom contar para Riley as suspeitas de seu pai. Landon estava sendo abordado na escola para que começasse a lutar, e ele acreditava que os Moores fizeram isso. — Vamos lá, derrame. Eu sabia que você queria mais do que só um encontro com minha irmã. Qualquer outra coisa que você tem sobre minha família, só me fale. Eu sei que a nossa família não é a mais querida. — A mais querida? — Sim, nós temos irmãos mais velhos que são bons criminosos e gostam de irritar todo mundo. Meus pais têm sede de poder e de dinheiro. Se eles descobrem que você sente

alguma

coisa

pela

Lou,

estarão

completamente

debruçados sobre isso. Eles amontoam inimigos todos os dias. — Como você e Lou não são afetados por seus pais? — Você quer dizer, por que somos tão diferentes? — Riley perguntou. — Sim. — Quando eu e Lou nascemos, eles já estavam lidando


com as lutas. Eles não estavam por perto durante muito tempo. Nós tivemos babás, cozinheiras e empregadas para cuidar de nós. Eles eram pessoas terríveis, pais de merda, mas eles sabiam como escolher uma boa babá. Simplificando, Jacob, nós não fomos criados por nossos pais. Isso fazia muito sentido para Jacob. — Pode-se dizer isso. — Eu sei que as pessoas não gostam de nossos pais ou de nossos irmãos. Nós estamos acostumados a isso. — Como Lou lida com as lutas? — Ela não lida, não realmente. Nós somos irmão e irmã, gêmeos, mas para ser honesto, nós somos ótimos amigos também. Eu sei, soa clichê, mas esse é o nosso jeito. — Riley disse. — Você ensinou ela a atirar, e isso veio a calhar. — Sim, ela tem essa pinta de durona, mas ela realmente não é. Eu queria que ela tivesse como se proteger. Jacob gostava de Riley, ele realmente gostava, o que era uma novidade para ele. Normalmente ele só podia ficar com seus irmãos, por isso que os guardas do seu pai o deixavam de fora. Jacob não era conhecido por ser amigável, e ele duvidava que algum dia seria. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, e Jacob tomou um gole de café. — Então o que vai acontecer com a zona vermelha?


David não está mais, e eu ouvi que os bordeis estão fechados desde quarta-feira. Isso tem que ser um grande desperdício. — Riley disse. — Não é. Maddox está entrevistando alguns candidatos em potencial. Se ele pudesse, ele colocaria Bruce lá dentro, e acabaria com isso. —Bruce? O guarda-costas da sua mãe? — Sim. E o pai não o forçará a deixá-la. Ele ama demais minha mãe. — Falando em amor, como é que tudo isso de ‘Lou é minha’ funciona? Você apenas sabe? É um sentimento? Eu não quero que você foda com ela. Jacob olhou para cima, não entendendo porquê de repente ele estava tão falador. — O que diabos está acontecendo com você? — Eu estou entediado, e eu pensei em checar o cara que quer ficar com minha irmã mais nova. No caso de você não saber, ela é apenas alguns minutos mais nova que eu. — Riley pegou seu café, tomando um gole. — Lou, ela ama com todo seu coração. — Como você sabe disso? — Ele perguntou. — Eu conheço minha irmã desde que nasci. Você conhece ela apenas há uma semana. Me dá um tempo, eu conheço a porra da minha irmã ok? Ela conversa, mas é tudo para disfarçar. Ela é doce, e eu estou te dizendo, ela vai dar uma ótima mãe. Nós estávamos fazendo compras um ano


atrás. Eu queria comprar alguma coisa para a mulher que eu estava saindo, e eu não tinha nem noção do que comprar. Nós estávamos no shopping, e estava lotado, sem nem um centímetro de espaço. Estava uma loucura, e eu só queria ir embora. Na saída da loja, tinha essa pequena criança. Uma menina, e ela estava na porta com o dedão na boca, não podia ter mais que três anos. Eu não lembro o que ela estava vestindo, ou qual era a sua aparência, somente que era uma criança. Lou se agachou para a criança não ter medo, e começou a falar com ela. — Riley riu, mas mais um som de nojo do que qualquer outra coisa. — Pessoas estavam indo e vindo, e mesmo eu estava reclamando, Lou não tinha pressa. Ela esperou até a menina pegar sua mão, e juntas, elas procuraram em cada loja até achar a mãe dela. Por uma hora, Lou procurou pela mãe da menina. Finalmente, a mãe veio correndo em nossa direção, chorando, e abraçando sua filha. Lou poderia apenas ter entregue a menina para os seguranças. Ela não fez. Uma vez que você tem o amor de Lou, não tem volta. Ela vai com tudo, e isso nunca vai mudar. Jacob gostava disso. Ela tinha um coração doce. — Eu não vou machucá-la. — É melhor não, caso contrário eu vou chutar sua bunda. Pelo resto da noite eles passaram por três clubes de strip, checando os livros, e tendo certeza que os negócios estavam funcionando sem problemas. Maddox tem suas


próprias razões para fazer as coisas do jeito que ele faz. Ele poderia contratar vários homens para cuidar dos negócios e reportar a ele, mas Maddox não confiava em ninguém além de seus filhos. Era o que fazia os Dentons tão poderosos. Ninguém poderia prever seus movimentos. Eles estavam por todos os lados, e Jacob era muito agradecido por isso. Ele nunca sobreviveria a um trabalho das nove as cinco, nem teria

estômago

para

ficar

em

um

cubículo

com

um

computador. Uma vez que eles terminaram, Jacob voltou para o clube de strip do Frank. Ele foi de bom grado direto para o clube, mas ele tinha que lidar com suas responsabilidades primeiro. — Você apenas não consegue ficar muito tempo sem vêla, consegue? — Riley perguntou, rindo — Eu gosto de você. — Riley, nós trabalhamos juntos, e você é irmão da Lou, mas eu vou colocar uma bala em você se você pensar em começar com essa merda, me entendeu? — Entender você? Eu entendi. Mas não posso evitar dar risadas. É muito engraçado. Jacob estacionou o carro, e juntos eles entraram em um clube cheio. Era o único clube num raio de dez milhas que estava realmente indo bem. Ele sabia que seu pai estava considerando cortar, para poupar algum dinheiro, e colocar as mulheres em outros lugares. Desabotoando sua jaqueta, ele sentou no bar, enquanto Riley desabava do seu lado.


Jacob já viu Lou. Ela estava perto do palco, assistindo uma das performances das stripers. Olhando para o palco, ele viu que era Pam, uma das mulheres que ele fodeu a algum tempo. — Isso não vai ser muito bom para você, vai? — Ben perguntou. — Eu não vou manter nenhum segredo dela. Eu vou dizer a ela a verdade. Riley riu. — Eu me pergunto se ela ainda vai ser amiga de Pam depois disso. — Ela não tem com o que se preocupar. — Jacob não tinha olhos para nenhuma outra mulher. — Você tem algum problema se eu levar a Pam para um teste drive? — Riley perguntou. — Vai em frente. Ela não é minha. — Você não está mesmo com ciúmes? — Não. — Você foi amarrado, Jacob? — Ben perguntou Ele encarou o barman, e depois para o irmão de sua mulher, deixando os dois saberem que não deveriam mexer com ele. Jacob viu Lou se dirigindo para o bar. Ela estava encarando ele, parecendo meio nervosa. Ele não a via desde a noite na qual saíram juntos e que ela atirou no homem na zona vermelha.


— Oi meninos. — Ela disse, então olhou para Riley e estremeceu — Você está aqui para— você sabe? — Ela deu um pequeno grito, o que fez todos os homens caírem na gargalhada. — Não é engraçado. — É sim, irmã. Você deveria ver a sua cara. Sim, eu estou aqui para foder com uma de suas muitas amigas. — Riley ficou de pé na frente de sua cadeira. — Como você acha que eu me sinto com você transando com meu chefe? — Eu não estou. — Lou ficou com as bochechas vermelhas, e Jacob riu. — Você, nem comece! Ele agarrou sua mão, trazendo-a perto. — Tem algo que eu quero te perguntar. — Ficando de pé, ele apontou para Ben e Frank enquanto ele saia da sala dos fundos. Jacob não se importava com o que os outros pensavam sobre ele ir para uma sala privada. Ele não era idiota. Ele sabia o que se passava dentro das salas, já que ele pegou algumas mulheres aqui uma vez ou duas antes de Lou. — Jacob, eu não estou confortável. Ele a interrompeu, colocando um dedo na sua boca. — Eu não vou foder você, baby. Eu apenas quero conversar, e eu sei que aqui é privado. Depois de escolher um lugar, ele a puxou até ela estar sentada no seu colo. — Isso é muito presunçoso de você, Sr. Denton.


Agarrando sua bunda, ele apertou a carne. — Eu gosto de você nos meus braços, baby. — Você está me chamando muito de baby. O que foi? — Todo domingo minha mãe faz um jantar luxuoso. Eu quero levar você como minha acompanhante. — Você está me convidando para o jantar? — Ela perguntou. — Eu estou. — Ele apertou sua bunda, e ela gemeu. Jacob moveu sua mão para baixo, curvando para chegar na sua boceta. Ela ficou tensa, e ele apenas ficou com a mão lá. — Eu não vou machucar você. — Você está me tocando. — Você não está lutando contra. — Isso não é justo. Ficando mais perto dela, ele colocou um beijo nos seus lábios. — Eu sou um Denton. Eu não jogo limpo. — Jantar? — Sim. Se faz você se sentir melhor, Riley vai estar lá. É algo que meu pai gosta de fazer. Convidar os novos empregados para que ele possa captar as energias deles. — Ele vai captar minhas energias também? — Não. Você vai estar lá porque eu quero que você esteja lá.


— Isso é muito mais do que uma noite de trabalho. — Você não trabalha comigo. Ela riu. — Você não vai desistir, vai? — Você realmente quer que eu desista? — Jacob não ia parar. Ela pertencia a ele não importava o que ela dissesse. — Eu não sei. — Bem, quando você souber, me avise. — Movendo sua mão de volta para suas costas, ele colocou seus dedos no cabelo dela, puxando ela para um beijo. — Deixe eu provar esses doces lábios.

— O que você está fazendo? — Riley perguntou. Ela terminou o prato de Brownies que fez. Ela fez vários pratos porque não queria ir de mãos vazias. — Eu nunca estive num jantar antes. O que a pessoa faz? Seu irmão deu de ombros. — Eu não sei. Come, bebe, cumprimenta o cozinheiro. — Ugh, isso é uma loucura. Eu não tenho ideia do que


eu estou fazendo. Eu deveria ter dito não. — Vocês ficaram em uma sala privada por um longo tempo. Você tem alguma coisa que quer me contar? — Pode parar. — Eu acho que você está sendo uma cadela, fazendo-o trabalhar duro para tê-la. — Você deveria ser meu irmão. Você sabe, me apoiar por não dormir com o primeiro cara que me olha. Riley suspirou, andando até ela e pegando um brownie do topo da pilha da terceira fornada que ela cozinhou. — Lou, eu sei o que você fez quando era mais nova. Não pense que eu fiquei preocupado. Nossos pais são pessoas horríveis. Jacob não é como nossos pais. Ele é uma boa pessoa, e eu acho que você deve dar a ele uma chance. — Você tem trabalhado com ele por um par de dias, e está dizendo para eu dar-lhe uma chance? — Exatamente. Você deveria fazer o que eu digo. Eu sei o que eu estou fazendo. — Ele piscou para ela enquanto ela revirava os olhos. Ela amava seu irmão, mas tinha horas que ele não levava as coisas a sério. — Eu vou fazer o que eu acho que é melhor para mim. — Bom. Enquanto você está fazendo isso, eu vou ficar te incomodando. Você é minha irmã. Eu quero que você seja feliz. — Eu sou feliz.


— Lou, querida, você passou a maior parte de sua vida tentando irritar nossos pais. Isso não é exatamente felicidade. Ela deu de ombros. O que ele disse não era mentira. A maior parte da sua vida adulta foi gasta tentando irritar seus pais. Lou se recusava a fazer qualquer coisa que eles dissessem. Eles a deixaram louca com sua constante interferência. Eles só queriam que ela cumprisse a sua agenda. Batendo suas mãos, ela terminou de embrulhar os brownies quando alguém bateu na porta. Ela imaginou que seria Jacob, e ela deixou Riley atender a porta. Jacob entrou no apartamento dela, e ela ficou olhando para ele, chocada com a mudança na sua aparência. Não tinha nenhum sinal dos ternos que ele gostava de usar. Ele usava um jeans azul e uma camiseta preta. Ele parecia gostoso, muito gostoso. Lambendo seus lábios que de repente ficaram secos, ela fez seu melhor para sorrir para ele e não mostrar sua repentina atração por ele. — Você cozinhou? — Jacob perguntou. — Sim, está tudo bem com isso? São apenas brownies. — Ela mordeu seu lábio, dominada pelos nervos. — Ela está tão nervosa. — Riley disse. — Ela nunca foi convidada para um jantar. Jacob riu. — Você não tem porque ficar nervosa. Bem, têm mais


brownies do que o suficiente para durar alguns dias. — Ela cozinha quando fica nervosa. É um alívio do estresse para ela. — Eles vão amar. — Eles estão deliciosos. — Riley disse, comendo um pedaço do que ele estava segurando. — Eu vou esperar para depois do jantar. — Jacob ficou olhando para ela com alguma coisa intensa no seu olhar. Lou não sabia o que era, mas a deixou ansiosa. Não, não deixou. O olhar estava indo direto para sua boceta, e ela queria muito ele. — Tudo bem, eu vou esperar no carro. — Riley deixou o apartamento, e ela encarou Jacob. — Como você tem estado? — Ela perguntou. Ela não o viu desde que ele a convidou para o jantar de seus pais. Sim, foi apenas no sábado, mas mesmo assim, ela encarou a porta, esperando ele vir visitá-la. O que tem de errado com você? Ele não é o seu homem. Lou nem sabia o que eles tinham um com o outro. Eles eram um casal? Eles estavam saindo? Ela estava confusa em relação ao que eles estavam fazendo. Jacob se aproximou até estar de frente para ela. Ele segurou seu rosto, acariciando sua bochecha. — Eu senti falta de olhar para você. — Você me viu ontem à noite. — O coração dela flutuou.


Nenhum homem jamais olhou para ela do jeito que Jacob estava olhando. Ele moveu uma mão para a cintura dela e a outra segurou seu rosto. Jacob colocou sua língua através dos seus lábios, e ela gemeu. — Abra para mim, baby. — Ele disse. Ela não podia negar nada a ele, então ela abriu os lábios e lhe deu acesso. A língua dele entrou em sua boca, e ela não podia parar o gemido que saiu seus lábios. Jacob não parou. Ele tomou posse de sua boca como se fosse sua obrigação. Jacob a segurou, como se ela pertencesse a ele, e ao invés de ficar brava por isso, ela amou para caramba. Passando seus braços por seu pescoço, ela se deixou levar pelo prazer da sua boca, seu toque, tudo. Ele pressionou seu pau contra ela o que a fez se engasgar com o tamanho. — Eu quero foder você. — Ele disse. Naquele momento, ela não tinha nenhuma objeção dele tomá-la. Ela agarrou seus ombros, se afastando, para encarar seus olhos castanhos. — Você me deixaria te tomar agora, não deixaria? Balançando a cabeça, ela olhou para seu peito, tentando se recompor. — Você está molhada para mim? — Ele perguntou. Ela voltou a atenção para ele e pegou seu pau.


— E você está duro para mim agora, certo? — Ela apertou seu pau, quase como um desafio. — Baby, você está jogando com o cara errado. Eu sou o mestre nesse jogo. — Ele não pegou apenas sua boceta. Ele empurrou as mãos dentro da sua saia, e a tocou. Ela ficou tensa, pressionando suas coxas juntas, tentando esconder sua atração obvia por ele. Ele não a deixaria se esconder, então colocou um dedo dentro de sua boceta, acariciando seu clitóris. — Você está encharcada. — Pare. — Seus lábios estão falando para eu parar, mas sua boceta está pedindo para eu continuar. O que vai ser Lou? — Riley está esper... — Ele vai esperar. Você quer que eu pare? Ela balançou a cabeça. — Não é bom o suficiente, Lou. Eu preciso ouvir as palavras da sua boca. O que vai ser, Lou? — Por favor — ela disse — não me obrigue. — Não a obrigar a implorar? Ela assentiu. Por que as palavras estavam fugindo dela? Lou não conseguia lembrar uma vez na vida em que não conseguiu dizer o que ela queria. Jacob fê-la esquecer de si mesma. Ele cercou-a, e ela gostou. — Para eu ter você, você vai ter que implorar. — Ele puxou sua mão e lambeu seus dedos — É hora de nós irmos


ao jantar. Ele pegou dois pratos de brownie e foi em direção a porta. — Isso é tudo? É disso que isto se trata? Você quer me provocar só para provar que pode ter quem você quiser. — Eu nunca disse nada parecido para você. — O que é isso então? — Ela perguntou — Você está apenas se divertindo? Eu sei sobre Pam. Ela me disse tudo sobre você. — Lou o viu ficar tenso. — Você falou com Pam? — Ela nos viu saindo das salas privadas, e me disse para nem pensar em gostar de você. Você não é o tipo de cara que dá a si mesmo. Você é o tipo de pessoa que fode e abandona. É isso que você quer? Me foder? Eu não deveria me importar. Lou se importava. Ela se importava e isso machucava para caralho. Jacob se moveu para ela, colocando os pratos no canto. — Não escute ninguém mais. Sim, eu fodi com Pam, e eu fui embora. Ela não era nada mais do que uma boceta disponível para a noite. Eu fodi muitas mulheres e eu não vou fingir que eu não fiz. Houve muitas mulheres. — E o que? Eu sou especial? — Você não tem nem ideia de quão especial você é para mim. — Segurando o queixo dela, mantendo ela no lugar. —


Está bem, você pode esperar até perceber o que está acontecendo entre nós. Nós vamos foder, e vai ser tão bom que você não vai pensar em mais nada além do meu pau dentro de você, e eu vou dar a você de todas as maneiras possíveis. Até lá, não fique com ciúmes. Você é a única mulher que eu apresentei aos meus pais. Sim, você é especial. — Mais uma vez ele beijou seus lábios, e ela não queria que o beijo acabasse. Ele se separou, pegando os brownies. — Vamos lá.


Capítulo Oito Abel trouxe uma

garota

com

ele e todos foram

questioná-lo. Jacob ficou surpreso, pois eles nunca traziam mulheres, ou suas fodas da vez, para o jantar na casa de seus pais. Lou ficou com a mãe dele, quando ele apresentou as duas pela primeira vez. Os brownies foram levados direto para a cozinha para mantê-los fora de suas mãos. — É ela? — Perguntou Gideon. — Não, sem chance. Ela parece uma professora, — disse Landon. — Qual é o problema? Eu trouxe uma mulher. Porque é que tem de haver alguma coisa? — Abel perguntou. — Você tem consciência de que nossos pais pensam que só traremos 'a garota' para casa? — Perguntou Jacob. — Assim como você fez? Como vai seu namoro com Lou? — Não vai, — disse Riley, se intrometendo na conversa. — Nós não te perguntamos, — disse Jacob, olhando para seu parceiro e futuro cunhado. — Você não, mas seus irmãos sim. Então, como isso funciona? Você só vê uma mulher e é isso? Fica apaixonado e não pode ter outra mulher? — Perguntou Riley, olhando para todos os irmãos.


Jacob olhou para seus cinco irmãos. Sua irmã estava longe de ser vista. Provavelmente estava escondida em seu quarto. Ela queria se juntar as festas, mas, de todos ela era a mais tímida. — Eu não sei. Você terá que perguntar ao cara que foi fisgado. — Damian falou, voltando-se para olhá-lo. Os olhos de seus irmãos viraram para ele. — Você está apaixonado pela minha irmã? Jacob suspirou. — Eu não sei como descrever isso. Eu me virei, ela estava lá e tudo pareceu parar. Tudo em que pude me focar foi nela. Tudo que eu queria era ela. — Lembrou-se do momento em que a viu, a forma como o seu mundo pareceu se abrir. — Sim, mas não é como se Lou tivesse facilitado as coisas, não é? — Não funciona nos dois sentidos? — Perguntou Abel. — Não. Falei com a mãe, porque eu achava que era, mas não é. Eu sinto tudo e ela não sente nada. — Não é de todo ruim, rapazes, — disse Charlotte. Todos se viraram para a mãe. Ela segurava uma bandeja de bebidas, ele pegou um copo de água. Como todos eles estavam dirigindo, sua mãe não iria permitir que eles bebessem álcool. — Você não amou o pai imediatamente? — Perguntou


Landon. Ela balançou a cabeça. — Levei tempo. Sinto muito, rapazes. Foi dado a vocês o legado de se apaixonar por uma mulher, mas esse não é o único trabalho que terão, vocês também precisam fazer com que a mulher se apaixone por vocês. — Ela deu um tapinha no braço de Jacob. — Tenho toda a fé de que você vai conseguir. Louisa é uma menina maravilhosa. — Ela não permitiu que você a chamasse de Lou? — Perguntou Riley. — Oh, ela deixou, mas eu gosto de seu nome completo. É bonito. — Sua mãe saiu e Jacob suspirou. Ele nunca teve que trabalhar para conseguir uma mulher. Como no clube de stripers no qual Lou trabalhava, tudo o que ele tinha de fazer era olhar para a mulher que ele queria naquela noite, e ela viria a ele de joelhos, se ele quisesse. — O que você está fazendo para que ela se apaixone por você? — Perguntou Landon. — Por quê? Você quer algumas dicas? O rosto de Landon ficou da cor de uma beterraba. — Oh, Landon encontrou uma menina? — Oliver perguntou. — Foda-se. Todos nós possivelmente cairemos duro como o pai. O que há de errado em obter alguns conselhos do nosso irmão mais velho? — Perguntou Landon.


— Lou não é como qualquer outra mulher. Não podemos compartilhar conselhos sobre isso, caras. Isso vai ser diferente para cada um de nós. O que eu quero saber é se a professora é mulher de Abel? — Perguntou Jacob, colocando a pressão do interrogatório sobre Abel. — Ela não é uma professora, ela trabalha em várias mesas no cassino. Eu gosto dela. Ela é legal. — Legal? — Perguntou Gideon. — Sim, legal. Gideon se voltou para ele. — É assim que você vê Lou? Ela é legal? — Não. Não é o que eu vejo quando olho para minha mulher. — Ok, tudo bem, ela não é a garota, mas eu gosto dela. Ela é legal e uma boa garota, trabalhadora. Jacob balançou a cabeça. — Você tem que ter cuidado. Se ela não é ‘a garota’, mas ela é uma garota legal, você vai quebrar seu coração quando encontrar a certa. Abel balançou a cabeça. — Você já pensou que o suposto legado pode não bater em todos nós? Seu pai interrompeu-os, rindo. — Vocês meninos, realmente não entendem, não é? —


Maddox perguntou. — O que? O que não entendemos? — Perguntou Landon. —Vocês vão todos encontrar sua mulher. Concordo com Jacob sobre isso, Abel. Eu disse a todos vocês, rapazes, que vocês irão encontrar uma mulher para si mesmo, uma mulher da qual vocês não vão ser capazes de se separar. Uma vez que você a encontrar, e você vai, a mulher que estiver com você vai acabar mal. Não vai ser algo que você possa controlar. É apenas a forma como isso funciona. —Como você sabe? — Perguntou Abel. —Eu vi meu irmão passar por isso. — Maddox apontou para Stuart, seu irmão mais novo e tio. — Ele se casou com uma

garota

que

ele

conheceu

na

escola.

Ele

estava

apaixonado por ela e eles tiveram um filho juntos. Por vinte e sete anos, ele estava casado, com dois filhos, e então ele a conheceu. Jacob olhou para o canto onde Michelle estava de pé. — Michelle causou uma grande agitação quando Stuart a conheceu. Ele não queria machucar sua esposa, mas ela não era ‘a garota’. Foi difícil para todos eles e Michelle sentiu como se tivesse arruinado uma família, embora ela não tivesse feito nada de errado. Tudo o que fez foi responder a um anúncio. Michelle foi para um trabalho de babá. Na primeira reunião, Stuart ficou devastado.


— Seja cuidadoso. Não se torne o idiota miserável como o qual Stuart se sente. Ele tem que ver seus filhos crescerem com outro homem e Michelle tem que lidar com crianças que não gostam dela. É uma situação muito difícil, — disse Maddox. Seu pai deixou-os sozinhos e Jacob não estava mais com vontade de falar. Deixando seus irmãos para que continuassem incomodando Abel, foi para a entrada da cozinha. O cabelo de Lou estava amarrado em um rabo de cavalo e ela amassava um pouco de pão ao lado sua mãe. Ele nunca achou que gostaria de assistir sua mulher na cozinha com sua mãe, mas ver Lou ali, mexeu com ele. Esse era o significado de ter sua própria mulher e ser capaz de trazê-la para casa. Lou olhou para cima, seu olhar pousou nele e ela sorriu. — Hey, — disse ela. — Ah Jacob, venha, mostre a Lou que você sabe uma coisa ou duas na cozinha. Entrando na cozinha, ele tirou o paletó e moveu-se para o lado de Lou para começar a amassar outra parte de pão. Sua mãe era uma cozinheira maravilhosa, e gostava de fazer várias formas de pão para dar aos filhos quando eles iam embora. Ele amava o seu pão, na verdade, ele amava toda comida que ela fazia. Se ele não se exercitasse três vezes por semana, teria desenvolvido um problema sério. Jacob amava


uma boa comida. De pé ao lado de Lou, ele pegou a bacia que estava com a massa. Removendo o plástico filme, ele socou-o e colocou-a sobre o balcão enfarinhado. — Bem, bem, bem, eu não achava que você sabia onde ficava a cozinha. — Lou bateu-lhe com o quadril, e ele riu. Era a primeira vez que ela realmente parecia relaxada em sua companhia. — Isto está excelente. Lou, você é ótima. — Sua mãe foi para o fogão e começou a mexer uma grande panela. — Eu fiz muita coisa para você levar para casa. Você sabe que eu não gosto de pensar em vocês viverem de fast food. — Fast food é uma maldição para todos, — disse Lou. Ele amassou o pão, ficando mais perto dela. — Você gosta de cozinhar? — Perguntou ela. — Não muito. Eu gostava de ajudar a mãe na cozinha. — Os meninos não eram autorizados na cozinha até que o pai deles estivesse satisfeito com o treino. — Sim, todo mundo treina menos eu. Esperam que eu fique na cozinha o tempo todo, — disse Tamsin, pulando sobre um tamborete. — Pare com esse beicinho, mel. Você não vai treinar como seus irmãos, — disse Charlotte. — Eu sei, porque eu sou uma menina, — disse ela, franzindo o nariz. — Lou, você acha que é justo? — O quê? Desculpa?


— Tamsin, — Jacob disse, avisando para que ela não metesse sua mulher na conversa. — O que? Só estou perguntando? — Eu amo estar na cozinha, — disse Lou. — Eu nunca fui dessa coisa de luta. Esse é o trabalho de Riley. — Como é ser um gêmeo? — Perguntou Tamsin, descansando o queixo na mão. — O que você quer dizer? — Você sente Riley? Sabe quando ele está ferido? Eu assisti um documentário uma vez, que dizia que gêmeos estão ligados ou algo parecido. — Quantos anos você tem? — Dez, por quê? — É só que você fala como se fosse mais velha, só isso. — Por aqui, você tem que fazer isso para ser ouvida, — disse Tamsin. — Oh, não comece com esse absurdo, — disse Charlotte, movendo-se atrás de sua filha. — Você é ouvida. Você só é um bocado mimada. — Tamsin mostrou a língua, o que fez Lou dar risada. — Não a incentive, — disse Jacob. Lou o olhou sob os cílios e seu pau pulsou, lembrando-o de como era tê-la em seus braços. Ele estava longe de conquistar seu coração, mas ele sabia como fazê-lo de modo que ela estaria implorando para estar com ele.


O jantar com os Dentons não era o que Lou estava esperando. Ela sentou-se de frente para Jacob, com seu irmão ao seu lado. A mesa era grande, e a conversa era sobre tudo e nada. Ela esperava que o trabalho fosse uma grande parte dos temas de conversa, mas não foi tocado uma única vez. Filmes, livros, escola, futebol, e até mesmo o noticiário foram discutidos. — Você não me respondeu, — disse Tamsin, chamando sua atenção mais uma vez. A jovem estava sentada entre Jacob e Landon. — Respondi o que? — Você e Riley compartilham uma conexão especial? — Perguntou Tamsin. A mesa ficou silenciosa. — Conexão? — Perguntou Riley. — Como somos gêmeos, ela quer saber se podemos sentir a dor do outro, ou algo assim, — disse ela, explicando a seu irmão. — Você está perguntando se somos estranhos? — Disse Riley, sorrindo. Tamsin sacudiu a cabeça. — Eu não quis ser desrespeitosa. — Não é para tanto, querida. Não é tão simples como saber

se

ela

está

com

dor,

mas

sinto

algo.

Nós


compartilhamos o mesmo espaço por nove meses, você sabe. Ela é minha irmãzinha. — Riley a puxou para um abraço. — Ele caiu da casa na árvore, uma vez, — disse ela, lembrando do momento, embora ela estivesse em seu quarto estudando naquele momento. — Eu não sabia onde ele estava, porém ele quebrou a perna, e lembro-me de sentir algo estranho, toquei minha perna enquanto sentia uma pontada, talvez fosse uma coceira. O que me assustou, foi quando chegamos ao hospital e vi onde ele quebrou a perna. Arrepiante. — Nós não sentimos tapas, ou qualquer coisa assim, um do outro. É mais uma sensação de que algo está errado e em caso grave como a perna, há uma dor, — disse Riley. — Que tal prazer? — Perguntou Jacob. Lou virou-se para o homem que a tinha por inteiro. Calor encheu suas bochechas. — O quê? — Prazer, você pode sentir isso? — Jacob, por favor, isso é privado, — disse Charlotte. — Não, eu não posso, graças a Deus, isso seria muito assustador. — Todos riram das palavras de Riley. O resto da refeição passou sem problemas e apesar de todos dizerem que não poderiam comer mais, Lou pôde observar seus brownies desaparecerem. — Droga, esses estão muito bons.


No final da noite, Riley pegou uma carona com Abel e pegando um pouco de comida para si mesmo, ele entrou no carro. Lou não conseguia tirar da cabeça a imagem deles juntos. Ele a tocou, e durante todo o jantar ela tentou não pensar sobre como seria estar com ele. Não houvera um único cara com quem ela desfrutou um bom sexo e mesmo assim ela queria tentar com Jacob. — Foi um bom jantar, — disse ela. — Sim, foi. Fico feliz que você tenha gostado. — Sua mãe é uma grande cozinheira. — Sinto muito por Tamsin. Ela fica nervosa em reuniões de família. Quando eu lhe disse que você e Riley viriam, ela começou a olhar tudo o que falava de gêmeos. Lou riu. — Ela é uma garota legal. Um pouco espevitada. Ela vai ter muitos meninos correndo ao redor. Espero que você possa lidar com isso. — Ela não é problema meu. Eu sou apenas o irmão mais velho. — Ela ama você embora. Eu vi isso. — Isso lembrou-lhe do amor que ela tinha por Riley. Ele era sua verdadeira família. Parte dela tinha inveja da forma como Os Dentons eram uns com os outros. Uma família amorosa. Uma família divertida e que amava o crime.


Esqueça isso. — Você e Riley, são muito próximos? — Sim. Eu já lhe disse antes. Somos apenas nós dois por um longo tempo. — Seus pais sabem sobre nós? — Não. Evito falar com eles. — Se seus pais soubessem que Jacob estava farejando ao redor, não a deixariam em paz, falando sobre o quão bom partido ele é e quão perfeito marido ele seria. Ela odiava seus pais. Eles só faziam o que era bom para eles mesmos. — O que fará na próxima semana? — Perguntou Jacob. — Hum, eu estarei trabalhando de segunda à sextafeira. Terei o fim de semana livre. — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Ele estendeu a mão e pegou a dela, fechando os dedos ao redor dos seus. Ela olhou para suas mãos unidas, percebendo que a pele dele era mais escura. — Esteve de férias? — Perguntou ela. — Não recentemente. Lou mordeu o lábio se perguntando o que diabos deveria dizer. Nos últimos dois dias, Jacob foi o único a começar as conversas. Agora, ela estava tendo dificuldades em dizer algo a ele ou atraí-lo para uma conversa. Em pouco tempo, ele estava estacionando do lado de fora de seu apartamento, ela olhou para o edifício.


— Você quer entrar? — Perguntou ela. — Certo. Eu poderia tomar um café. É apenas café. Nada vai acontecer. É apenas café. Mesmo enquanto ela continuava se assegurando de que nada ia acontecer, mantinha a esperança de que algo acontecesse. Ela o queria e não havia como negar. Sua boceta estava molhada e ela queria continuar de onde pararam. Eles caminharam juntos e ela estava muito ciente do calor de sua mão em suas costas. Sua boca ficou seca e tudo o que ela queria fazer era envolver os braços ao redor do corpo dele, para que ele a pegasse. Você não quer que ele a pegue. Você quer que ele a foda, faça doer e depois alivie a dor. Ela tirou as chaves do bolso e até mesmo sua mão tremia, ela entrou em seu pequeno apartamento. Jacob fechou a porta. O ar era espesso com a tensão. Entrando na cozinha, ela encheu a chaleira e colocou-a para ferver. Jacob veio por trás dela. Ambas as mãos descansaram sobre o balcão, prendendo-a contra seu corpo duro para que ela não tivesse para onde ir. Sua boca roçou seu ouvido. — Você me quer, Lou? Sua vagina ficou molhada, e ela odiava isso. — Você está acostumado com todos caindo a seus pés?


— Eu não estou interessado no que todo mundo quer. — Uma de suas mãos deixou o balcão e tocou seu estômago. Ela respirou fundo, mas Jacob não parou por aí. Ele moveu a mão até seu seio. — Eu estou interessado em saber o que você quer. — Ele beliscou seu mamilo. — Você não quer ficar atraída por mim, não é, Lou? Você quer lutar contra o que seu corpo quer, mas você está excitada por mim e isso a irrita. — Jacob? — Eu não sou um bom homem, Lou. Eu matei pessoas e tenho feito isso sem me importar. É fácil para mim. Eu treino para matar. É o que eu faço. — Ele esfregou seu pescoço, ao mesmo tempo, ele brincou com seu mamilo, acalmando o aperto. — Você vê, baby, eu sou um homem paciente. Eu não estou acostumado a trabalhar assim, mas eu não me importo de esperar por você. Eu não vou a lugar nenhum. Eu não vou tomar o café depois de tudo. Tive um longo dia. — Ele se afastou e ela viu quando ele colocou um celular ao seu lado. — Eu programei todos os números que você precisa. Use-o. — Eu tenho um telefone. — Não tão bom quanto este. Vou te ver mais tarde, baby — Ele girou em torno dela, dando um beijo em seus lábios. — Pense em mim. Ela observou-o se mover em direção à porta, fechando-a atrás de si. Lou tocou seus lábios e trancou a porta, antes de


desligar a chaleira. Ela não estava interessada em café agora. O jantar com sua família se estendeu até tarde da noite, e era um pouco depois das oito. Depois de tomar um banho rápido, ela sentou-se em frente da televisão, segurando o telefone celular que ele deu a ela. Ela clicou os botões que iam para os contatos, e encontrou o número de Jacob. Seus irmãos, seu irmão, e até mesmo seus pais, estavam todos lá. Lou: Este é o meu novo número. Olhou para a tela da televisão que ela não sabia o que estava passando, quando seu celular tocou. Riley: Eu sei. Você aceitou o presente dele? Lou: Eu não tive escolha. Riley: Pare de ser uma chata e lhe dê uma chance. Ela sorriu, mas não respondeu. Lou esteve determinada a manter Jacob afastado, mas ele estava ainda mais determinado a mantê-la em sua vida. Lou pairava sobre o seu nome, querendo saber se ela deveria enviar-lhe uma mensagem. Ele era um homem difícil de esquecer. Pam disse a ela para não ter esperanças, entretanto, ela não parecera satisfeita quando ela lhe disse que Jacob a estava perseguindo. Pam era normalmente uma mulher agradável, mas recentemente ela mostrou seu verdadeiro eu e Lou iria ter


cuidado com ela. Lou: Obrigada pelo telefone. Eu gostei. X Ela enviou a mensagem, e se encolheu. E se o beijo no final foi demais? Jacob: De nada. XX Lou riu e revirou os olhos. Ele nĂŁo iria deixĂĄ-la com nada.


Capítulo Nove Três meses depois Jacob estava no porão do cassino observando como Abel agia sobre um informante que tentou fazer um acordo com algum advogado. Seu pai estava trabalhando com seu próprio advogado para fazer com que a evidência desaparecesse, e enquanto isso, eles estavam garantindo que todos que sabiam de alguma coisa não ferrassem com eles. — Eu sinto muito, sinto muito, sinto muito, — disse o informante, choramingando. — Você sente muito agora? — Abel bateu com o punho no rosto do homem, um dente voou pela sala. — Você está enlouquecendo a minha irmã, — disse Riley, ficando ao lado dele e entregando-lhe uma pasta. Jacob sorriu, pensando nos últimos três meses. Fazia um longo tempo desde a última vez que ele fodera uma boceta, mas a única boceta que ele queria era a da irmã de Riley. — O que tem ela? — Jacob ouviu sua mãe, tomou conselhos com ela. E nos últimos três meses, ele saiu com Lou, levando-a em longos jantares, passeios, cinema. Ele foi


até em museus e exposições de arte. Mandou mensagens para ela constantemente e fez de tudo com ela, menos ter relações sexuais. Jacob

imaginou

que

com

Lou,

seria

necessário

estabelecer um ritmo diferente das outras mulheres. — Eu não estou fazendo nada. — Por favor, eu conheço Lou e você só a está confundindo. Eu preciso dizer que gosto do seu estilo. — Riley lhe deu um tapa nas costas. Abrindo a pasta, ele leu sobre o informante, que atualmente estava aprendendo uma lição sobre como ignorar acordos. Jacob assobiou. — Você tem duas esposas e seis filhos. Caralho, você era um cara ocupado. — Por favor, não os machuque, — disse o informante. — Como você ia cuidar deles, então? — Perguntou Jacob, movendo-se para ficar na frente dele. Abel deixou o informante sozinho quando Jacob começou a interrogá-lo. — Eu não sei. — Nossas fontes disseram que ele ia obter uma nova identidade.

Esconder-se

para

que

ninguém

pudesse

encontrá-lo, — disse Gideon. — Se esconder de suas esposas e filhos. Será que elas sabem uma da outra? — Perguntou Riley.


— Por favor, — disse o informante. — Sim, agora elas sabem. Ambas as mulheres estão tentando descobrir neste momento com quem ele se casou primeiro para pedir o divórcio. Olhe isso, ambas querem pensão alimentícia.

— Jacob assobiou.

Espalhando

informações sobre nós, nova identidade e ambas as mulheres não recebendo nada. O informante baixou a cabeça. Havia sangue por toda parte, mas Jacob não se importava. Fechando o arquivo, ele devolveu-o a Riley. Agarrou o cabelo do homem e puxou sua cabeça para trás. —

Agora,

como

você

descobriu

sobre

as

lutas

subterrâneas? — Todo mundo sabe sobre isso. — O vídeo que você tem. De onde ele veio? — Eu não sei, cara. Eu só peguei. Jacob balançou a cabeça. — Quem você está protegendo? — Eu não estou protegendo ninguém. — O homem começou a chorar. — Eu só precisava de uma saída. Peguei a imagem. Fui para uma das lutas e filmei. — Foi a de Landon, — disse Maddox, ao entrar na sala, seguido por seu tio Stuart. — A luta de Landon e Riley, na qual os vídeos não foram autorizados. — Maddox segurou o telefone celular. — Você entendeu?


— Parece que o advogado tinha um problema com jogo. Eu peguei o filme antes que ele relatasse para seus chefes, sua dívida desapareceu e cem mil foram depositados em sua conta, — disse Maddox, voltando-se para Riley. — Sua identidade está protegida. — Obrigado, senhor. Eles não tiveram que fazer um acordo com um merda por causa da luta, mas por que Landon era uma criança, tudo isso teria atingido a família forte e também teria feito Riley cair. Viraria uma confusão do caralho. Lou queria que ele mantivesse seu irmão seguro. Ela lhe pediu que prometesse. E essa era uma promessa que ele não tinha intenção quebrar. — Eu disse a você Riley, eu aprecio o que você fez. Foi dito a Landon para que ficasse fora de problemas até que tudo seja resolvido, — disse Maddox. Jacob colocou uma cadeira na frente do informante e viu seu pai sentar. — Duas mulheres, huh, Harold? Eu sempre disse que seu pau iria colocar você em problemas. Você deveria ter vindo a mim. O informante, agora conhecido como Harold, começou a soluçar. — Você sabe que eu tenho problemas com alguém deixando

suas

crianças

sem

um

pai.

Você

amarrou

completamente minhas mãos. — Maddox suspirou. — Eu poderia matá-lo aqui e agora, e isso seria o fim de tudo. Suas duas famílias serão deixadas em paz, ou eu poderia pegar um


garoto de cada casamento, o que você acha disso? Se trocaria pelos dois? Jacob ficou repugnado quando assistiu Harold pensar nisso. Seu pai não hesitou. Pegou sua arma e disparou uma bala. — Ninguém troca seus filhos. Vamos limpar isso, — disse Maddox, pegando o arquivo de Riley. — Vá para a zona vermelha novamente. Eu quero ter certeza de que a casa permanece em funcionamento. Depois de terem encontrado mulheres jovens e até mesmo meninas da zona vermelha sendo retiradas das ruas, eles usaram o policial informante para ajudá-los a levar as meninas para casa. Maddox queria a zona constantemente verificada para ter certeza de que ninguém estaria tentando nada estúpido. Entrando no carro, ele esperou Riley colocar o cinto de segurança, antes de se dirigir para a zona vermelha. — Como irmão, pensei que você estaria feliz por eu estar tratando Lou como uma princesa. —Eu estou, mas eu fico pensando que ela precisa de algo mais, — disse Riley. — Tudo o que ela faz é perguntar por você. Essa é à sua maneira de se aproximar, de forma que ela sempre está pensando em você? Seu pequeno esquema estava funcionando. Durante seus encontros com ela, ele fazia questão de tocar, acariciar,


conhecer o que a excitava e o que não. Lou era uma mulher muito receptiva e ele fazia questão de provocá-la em cada oportunidade. Quando eles ficavam em casa, ele pegava filmes altamente eróticos e enquanto o sexo estava rolando, ele fazia questão de acariciar seu corpo. Ela nunca implorou para que ele transasse com ela, mas seu corpo sempre parecia pronto. Seus olhos falavam muito. Ele adorava vê-la lutar contra sua própria necessidade. — A maioria dos irmãos daria duro para manter suas irmãs seguras. — Pfft, eu sei que Lou está segura com você. Eu vi a maneira como você olha para ela e a maneira como você encara os outros homens que olham para ela. — Eu não sei o que você quer dizer. — Ok, você quer falar disso. Naquela primeira noite no Frank’s, você quase matou aquele homem de negócios. Um par de meses atrás, um cowboy fez uma visita à cidade e tocou a bunda dela. Você o seguiu até o banheiro e quando ele saiu, estava com os dedos quebrados e um olho roxo. — Ele bateu na porta e prendeu os dedos. — Entretanto, você não ouviu uma coisa. — Lou não queria que tocassem na bunda dela. — Você a protege. Ela quer algo e você dá para ela. A única coisa que você não deu a ela foi um filhote de cachorro, e eu sei do fato de que você tentou conversar docemente com o proprietário do prédio, mas ele tem algum problema de


saúde e segurança explicando o porquê de eles não aceitarem animais de estimação ou algo assim. Acredite, Jacob, você é o melhor cara dessa redondeza. Seus irmãos são iguais. Todos os Dentons são protetores e eu duvido que isso vá mudar. — Você está me dando a sua aprovação de irmão? — Sim, estou. Jacob estacionou a alguns metros da entrada da zona vermelha, e ficou satisfeito ao ver um guarda na porta da frente. — Olá, Sr. Denton, Sr. Moore. Eles

entraram

no

prédio

e

Jacob

ficou

muito

impressionado com o que viu. — Você não pode interferir entre Lou e eu, — disse ele. — Eu não tenho planos para isso. Eu já lhe disse. É entre você e Lou. Eu quero que ela seja feliz, e desta vez, eu vou fazer o que eu acho que é o melhor para a minha irmã, e isso é você.

Lou estalou seu chiclete e esperou Ben terminar a bandeja. Ela ainda estava trabalhando no Frank e não tinha nenhuma intenção de sair do emprego. A notícia de que ela foi vista com Jacob Denton chegou a seus pais e até agora ela foi capaz de evitá-los.


— Olá, doce — disse Frank, sentando ao lado dela. — Só estou fazendo o meu trabalho. Frank era um homem doce e não parecia se importar com Jacob vindo para vê-la, mesmo quando ele tentava manter namorados fora de seu clube de strip. Ben era um namorado, mas ele não ficava com ciúmes de sua mulher sendo stripper. — Seus pais vieram aqui domingo à noite. Ela fora substituída no domingo para ter uma folga. O clube de strip ficava aberto todos os dias menos no dia de Natal. — Será que eles causaram algum problema? — Eu liguei para Riley, ele veio e cuidou deles. Eles estavam fazendo perguntas sobre você e Jacob. Franzindo o nariz, ela olhou para a porta. — Eu realmente sinto muito. Eu não posso acreditar que eles continuam vindo aqui. — Eles tinham algumas lutas hoje à noite então ela iria entretê-los, pelo menos esperava que conseguisse fazer isso. — Não os deixe chegar a você. — Às vezes eu acho que não deveria ter nada com Jacob — Assim que disse as palavras, ela se sentiu mal. Ela gostava de Jacob, o que era um choque para ela. Lou nunca esperou gostar de Jacob, e agora a melhor parte de seu dia era vê-lo. Ele sempre fazia questão de vê-la, seja antes do trabalho,


durante, ou na hora de levá-la para casa. Se ele não pudesse vê-la em nenhuma dessas situações, ele a visitava em seu apartamento. Ainda assim, nada de sexo. Ela realmente queria fazer beicinho sobre isso. Jacob a tocava, mas não ia mais longe, não desde aquele primeiro dia que ela foi jantar com seus pais. Eles foram a vários jantares de domingo e ela vinha ficando muito próxima de toda a família. Tamsin era doce e a jovem a chamava regularmente. — Nunca pense ou diga merdas assim, — disse Frank. — Não vale a pena sacrificar sua felicidade para que seus pais não consigam o que querem. — Você é um cara doce, Frank. — Querida, se Jacob não tivesse reivindicado você, eu tinha toda a intenção de fazer isso eu mesmo. Eu sei reconhecer uma reivindicação quando vejo uma. Ela passou um braço em torno de seu chefe e deu-lhe um abraço, não acreditando nele. — Tire as mãos de minha mulher, — disse Jacob. Lou lentamente tirou a mão e se virou para ver o homem que não estava dormindo com ela. Você passou de recusando-se a dormir com ele para tudo que você quer fazer é transar com ele. Ele a estava deixando louca, recusando-se a fazer


qualquer coisa além de tocar. — Não comece a ser um homem das cavernas. — Ela olhou para Jacob e não viu seu irmão. — Onde está Riley? Ele prometeu para ela que iria manter Riley seguro, e ela confiava nele. — Riley foi para casa mais cedo. Eu vim esperar você terminar. — Vá para casa cedo, Lou. Você merece, — disse Frank. —Você tem certeza? —Estou te dando o resto da noite de folga. Não me deixe esquecer isso. — Era o seu fim de semana de folga, ela deu a Frank um grande sorriso. — Vou pegar minha bolsa. Ela pegou sua bolsa e fez sua volta para o bar principal, quando viu Pam sentada entre Frank e Jacob. Lou fez uma pausa quando o ciúme a golpeou com força. Olhando para Jacob, ela viu que suas mãos estavam nos bolsos, e ele estava olhando para Pam. Se movendo em direção ao lado dele, ela passou o braço no dele. Pam gostava de

falar

constantemente

sobre

o

sexo

incrível

que

compartilharam. — Olá, Lou, eu não vi você aí. Eu estava oferecendo a Jacob um show. — Você quer um show, baby? — Ela perguntou, olhando para Jacob. — Eu tenho certeza que eu adoraria vê-la dar um show particular.


— Você sabe que eu só quero você. Boa noite, Frank. — Antes que ela pudesse dizer algo mais, ele a puxou para longe de Pam, saindo do bar em direção ao carro. — Que raios foi aquilo? — Você queria um show particular? — Não. — Por que não? Não é como se você estivesse recebendo qualquer um de mim, não é? Você deve estar recebendo em algum outro lugar. Pam me disse como você é determinado em conseguir o que deseja, e eu sei, sem dúvida de que você não está recebendo nada aqui. — Ela apontou para seu próprio corpo. — Você deve estar recebendo em algum lugar. — Sua voz subiu e ela estava gritando, mas não se importava com quem a ouvia. — É disso que se trata, Lou? Você não gosta do fato de que eu tenho tomado o meu tempo com você? Você quer que eu a foda, é isso? — Você está fodendo a Pam? — Não. Ele abriu a porta do carro e empurrou-a para dentro. Ela bateu a palma da mão contra a janela, irritada com ele. Jacob sentou atrás do volante e, sem dizer uma palavra, se afastou do clube de strip. Lou cruzou os braços, ela se recusava a ser a única a falar. Este não era o seu problema. Quando ele passou de seu apartamento, Lou fez uma careta.


— Você passou do meu ponto, — ela disse. Ele não parou, nem respondeu, apenas continuou dirigindo. — O que está acontecendo, Jacob? Mais uma vez, ele não se preocupou em falar com ela e continuou dirigindo. Seu coração disparou e ela olhou para fora da janela para a paisagem que passava. Vinte minutos mais tarde, eles entraram em um portão e Jacob baixou a janela. Seu coração começou a bater mais forte quando ele pressionou seu cartão para a digitalização, socando os números que abriam o portão. Onde quer que eles estivessem indo, era isolado. Ele começou a dirigir em linha reta, ela olhou para trás para ver as portas se fechando. — Jacob, o que está acontecendo? Nenhuma palavra foi dita, ela cerrou os dentes. Minutos se passaram, e ele estacionou em frente a uma casa de luxo. — Meu pai me deu isso na noite do meu aniversário de dezoito anos. Ele acredita que todo homem tem o direito de ter uma casa. Todos os seus filhos, e Tamsin, terão uma casa para chamar de sua. — Ele saiu do carro, e ela pegou sua bolsa, fazendo o mesmo. Jacob agarrou a mão dela, e puxoua para dentro da casa. A porta se fechou e ele a pressionou contra a porta de


madeira dura. — Eu não estou fodendo nenhuma outra coisa senão a minha mão, pensando em você o tempo todo. — Ele agarrou a bolsa de suas mãos, e jogou-a pelo hall de entrada. Jacob agarrou a sua camisa e rasgou-a do pescoço até embaixo. Ela gritou ao ser pega de surpresa por sua força bruta. Ele se afastou o suficiente para tirar o casaco, tomando cuidado para colocá-lo no cabide ao lado da porta. Em seguida, ele desabotoou a camisa e sua boca secou. Seus músculos rígidos estavam cobertos de tinta, intrincados desenhos de flores, sepulturas, padrões que não pareciam fazer sentido e ainda assim faziam sobre ele. — Você realmente acha que vou querer outro alguém, quando já tenho alguém para quem voltar? Jacob agarrou suas mãos, as prendendo juntas, e colocando-as acima de sua cabeça, fazendo ela se esticar em sua altura com as costas contra a parede. Ele rasgou a camisa completamente fora de seu corpo, de modo que ela estava de pé com seu sutiã de renda branco. — Caramba, baby, eu estive pensando sobre esses seios, você estava me deixando louco com a lembrança deles. Eu amo quão vermelho escuro e quão grande eles são, esperando por mim. — Ele puxou a renda do sutiã para baixo, se inclinando perto para tomar um bico em sua boca. Os olhos de Lou se fecharam, enquanto ele chupava seu mamilo. Não havia nenhuma maneira de que ela pudesse


controlar a resposta do seu corpo frente a seu toque. Ela queria Jacob e ele a segurou no lugar enquanto chupava seu mamilo. Ele circulou o mamilo, em seguida, usou os dentes para criar essa centelha de dor antes de passar sua língua para frente e para trás. Em resposta um incêndio começou a se construir entre as coxas. Seu clitóris inchou, ficando maior e ela queria tocar a si mesma. Ela nunca teve sensações tão fortes antes, mas com Jacob, que vinha construindo uma chama dentro dela, finalmente estava acendendo uma tocha. Ela queria ficar em chamas, desejava-o mais do que ela já ansiou qualquer outra coisa em sua vida. Ele a pressionou com força contra a porta, e ela não podia fazer nada quando ele se afastou. Ela soltou um pequeno gemido, e ele riu. — Qual é o problema, baby? Você quer que eu te foda? É por isso que teve sua pequena explosão? — Por quê? — Por quê? — Por que você esperou? — Perguntou ela. Sua voz estava

rouca

enquanto

ela

lutava

com

suas

próprias

necessidades em assumir. — Eu comi Pam. Eu comi um monte de mulheres no meu tempo. Eu disse que não vivi como um monge. Eu nunca menti para você. — Por que comigo é diferente?


Jacob suspirou. — Essas mulheres eram fáceis. Eram buracos fáceis de preencher. Você não é fácil, baby. Eu nunca pensei que você fosse. — O que me faz diferente? — Você pertence a mim. Isso é o que a faz diferente. Você é minha.


Capítulo Dez Jacob bateu seus lábios nos dela, mudando as mãos para que ele pudesse usar a outra para puxar a renda do sutiã para trás, expondo seus seios perfeitos. Eles eram grandes e ele os queria saltando sobre ele enquanto a fodia duro. Seu pênis pressionava contra sua calça, ele queria muito estar dentro dela. Ele apostava sua fortuna que ela estava encharcada e querendo seu pênis. Ele daria a ela quando ele estivesse pronto. Ela gritou seu nome quando ele tomou o outro seio entre os dentes, mordendo um pouco e, em seguida, acalmando-o com a língua. Lou se arqueou contra ele, pressionando em direção a ele, ainda tentando fugir. Ele a manteve trancada no lugar, deixando-a saber, sem sombra de dúvida, que ele era o único no controle. A única maneira de ficar longe dele seria se ele permitisse. Uma vez que eles atravessassem essa linha não haveria mais volta. Ele não ia deixá-la ir, também não lhe daria um aviso. Liberando suas mãos, ele agarrou sua calça jeans, puxando-a para baixo de suas coxas, esperando ela sair dela. Ele esperou ela estar com os dois pés no chão antes de levantar um, ela pulou duas vezes para encontrar equilíbrio. Juntando a calcinha na mão, rasgou-a de seu corpo e olhou


para sua vagina. Os lábios de seu sexo estavam nus, nenhum traço de pelos pubianos. — Você depila? — Perguntou. — Sim, regularmente. Não gosto de nada lá em baixo. — Sua voz estava rouca, seu peito corou. Apontando para o interruptor de luz, ele ordenou que ela o ligasse. O hall de entrada se iluminou e ele pôde dar uma boa olhada em sua mulher. Suas curvas, tamanho quarenta e seis, o deixavam selvagem. Ela tinha quadris e coxas grossas, do tipo que faziam um homem querer estar entre eles o tempo todo. Os seios dela eram deliciosos, grandes, pendurados e balançavam um pouco. Ela segurou na parede e seus lábios estavam úmidos. Voltando sua atenção para sua bonita boceta, ele viu que seus lábios estavam revestidos com seu creme, e ele queria saboreá-la. Eles estavam em sua casa, e agora ela estava presa sob suas regras. Ele não ia pedir permissão nestas quatro paredes. Ele iria tomar o que queria, e agora, ele queria lamber sua boceta cremosa. Quando ele bateu a língua sobre sua fenda, o sabor almiscarado explodiu em sua língua. Ela gritou, e ele colocou os dedos no interior de sua coxa, acariciando a entrada de sua vagina. Deslizando dois dedos dentro dela, ele se afastou para assistir seu corpo puxá-lo para dentro. Sua vagina estava apertando-o, chupando-o, sabendo o que queria.


— Lou, se você queria que eu a fodesse, tudo o que tinha que fazer era pedir. Ela gemeu, e ele riu, bombeando dentro dela enquanto ele chupava seu clitóris. — Oh, Deus, isso é tão bom. — Ela esfregou a boceta em seu rosto, empurrando seus quadris bombeando seus dedos dentro dela. Ele acrescentou um terceiro dedo, sentindo o quão molhada ela ficou enquanto ele bombeava dentro dela. Ela estava gemendo, implorando por isso. Ele adorava estar perto de Lou. Ela era uma mulher doce, uma mulher vulnerável e carinhosa, mas ela se esforçava o máximo possível em esconder isso. Esta mulher não era doce. Ela queria ser fodida, e desesperadamente. Puxando os dedos fora da sua boceta, ele a virou de bunda. Ela ficou tensa e ele esfregou o creme contra seu buraco enrugado. Pressionando um dedo dentro de seu traseiro, ele a viu estremecer e ele só aplicou um pouco de pressão. Sacudindo o clitóris uma última vez, ele puxou os dedos, limpando-os em sua calça, não se importando em manchá-la. Lou baixou a perna e olhou para ele. Ele puxou seu cinto largo, deixando-o cair no chão. Em seguida, seu jeans caiu e ele passou os dedos em torno do comprimento de seu pênis. — Olhe para mim, Lou. Seu olhar caiu para seu pênis, e ele viu como ela


visivelmente engoliu. A ponta vazou pré-sêmen, e ele começou a massagear seu comprimento. — Você já teve um pau em sua bunda? — Não. — Você já teve um homem tão grande quanto eu? — Não. A espertinha se foi, e Jacob acreditava que ele estava vendo a verdadeira Lou. Dando um passo à frente, ele soltou seu pênis, e envolveu um braço ao redor dela. Puxando-a para fora do hall de entrada, ele caminhou em direção a sala de estar, acendendo as luzes ao passar. — Você tem empregados? — Eles saem à noite, — disse Jacob. Ele não correria o risco de alguém ver sua mulher nua. Lou era tudo para ele. Na sala de estar, ele acendeu a luz e colocou-a na beirada do assento. Ela baixou de volta e ele espalhou suas coxas abertas,

olhando

para

sua

boceta

nua.

Você

me

surpreendeu com isso, Lou, — disse ele, correndo os dedos pela carne gorda de seus lábios. Eles ainda estavam escorregadios, e ele não iria deixá-la gozar. O sabor dela ainda estava em sua boca. — Você já fez sujo? — Perguntou. — Sujo? — Sexo, Lou. — Acho que não.


Mergulhando dois dedos dentro dela, ele a viu gritar, fechando os olhos. Puxando-os para fora, os segurando, esfregando o polegar contra os dedos lisos. — Eu não fodo de forma recatada, nem faço amor. Eu gostaria que isso fosse real, sem me segurar, baby. Ela engoliu em seco mais uma vez, e ele não podia esperar para vê-la engolir a sua carga enquanto ele bombeava em sua boca. — Eu nunca fiz isso. — Você fará esta noite. — Segurando seu pênis, ele descansou seu comprimento entre os lábios de seu sexo, e, lentamente, bombeou para trás e para a frente. Ele bateu em seu clitóris, e ela gemeu seu nome. — É isso, Lou. Eu quero ouvir o meu nome sendo gritado por seus lábios. Ela tentou empurrar-se contra ele, mas ele não quis deixá-la. Agarrando seus quadris, ele segurou-a no lugar, olhando para seu pênis inchado com a ponta vazando présêmen. Ele deixou um rastro através de seu clitóris, manchando-a, cobrindo um pouco mais daqueles lábios cheios. — Por favor, Jacob. — Por favor, o quê? — Foda-me. — O que você quer que eu faça? — Perguntou. — Eu quero que você me foda.


— Você quer o meu pau dentro de você? Ela assentiu. — Sim, por favor. — Diga-me, baby. — Movendo as mãos em sua boceta, ele abriu os lábios de sua vagina e empurrou seu pênis sobre seu clitóris. Cada movimento a fez ofegar seu nome. — Coloque o seu pênis dentro de mim, por favor, por favor, — disse ela. Ele se afastou dela e fez uma pausa em sua entrada. Olhando em seus olhos, ele calmamente entrou nela, tomando seu tempo, saboreando o primeiro impulso dentro de sua vagina apertada. Lou agarrou a beira da cadeira quando ele empurrou dentro dela, uma polegada de cada vez. Jacob não era um homem pequeno. Várias mulheres se queixaram sobre o quão grande ele era, e quando ele bateu as últimas polegadas dentro de Lou, ela engasgou, arqueandose. Ele sentiu sua vagina apertando em torno dele, apertando seu pau duro. — Porra, baby, você é tão apertada. Ele olhou para onde eles se juntavam. Os lábios de sua boceta ligeiramente abertos, tocando os cabelos finos em torno da base de seu pênis. Eles eram um só. Seu pênis estava dentro dela, e ele não ia a lugar nenhum. Passando as mãos pelo corpo dela, sacudiu a abertura


do sutiã, puxando-o para fora dela. Ela jogou o sutiã do outro lado da sala, e ele começou a puxar para fora dela. Seu pênis estava escorregadio com seu suco. — Jacob! — Ela gritou seu nome quando ele bateu cada polegada de volta dentro dela. Desta vez, ele não deu a ela a chance de se acostumar com ele. Ele fodeu-a com força, batendo o comprimento do seu pau no fundo, abrindo-a com aspereza reivindicando. Os seios dela saltavam, e ele segurou seu traseiro com a necessidade de gozar. Quando ele sentiu que estava perto de derramar seu sêmen dentro dela, ele puxou, afundando-se de joelhos e capturando seu clitóris entre os dentes. Usando seus dedos, ele a fodeu com eles, sacudindo o clitóris, lambendo-a. Ela era tão suave e estava gotejando com excitação. O

tempo

que

passaram

juntos

aumentaram

sua

necessidade. Jacob cuidou de si mesmo a cada noite com a mão, e estava curioso agora sobre a forma como Lou cuidou de suas próprias necessidades. Ela teria esperado? Ele ia perguntar-lhe, logo que ele terminasse de comê-la. Enchendo sua boceta com três dedos, ele foi tão profundo que quando tivesse que andar, ela iria lembrar quem transou com ela. — Jacob, — disse ela, gritando seu nome, e um segundo depois, ela gozou sob seus dedos. Ele saiu dela mais uma vez, acariciando seu clitóris, e depois encheu sua boceta apertada com seu pau enquanto ela estava no meio do seu orgasmo.


Ele gemeu pela forma como sua vagina apertou ao redor dele. Era a melhor sensação do mundo, e ele bateu com o pau profundamente dentro dela. Ele continuou acariciando sua vagina até que ela teve um segundo orgasmo e depois um terceiro. Todo o tempo, ele a fodia duro. Quando ela gozou pela quarta vez, ele moveu a mão, e passou os braços em volta dela, segurando-a firmemente enquanto ele bombeava seu sêmen dentro dela, enchendo-a. Mesmo

que

tivesse

se

masturbado

regularmente,

ele

acreditava a encheu com esperma suficiente para começar uma pequena fábrica de esperma. Reivindicando seus lábios, ele enfiou sua língua dentro de sua boca. O prazer declinava, e ele olhava fixamente em seus olhos verdes. Seu rosto estava corado enquanto ela olhava para ele. — Eu não comi Pam ou qualquer outra mulher desde a noite em que te conheci. Na mesma noite que Landon ganhou a luta. — Verdade? — Eu não estive com Pam por um longo tempo, Lou. Ela está apenas tentando te fazer ciúmes. Não há nada entre nós. Nunca houve. Não deixe o ciúme atrapalhar. Ela tocou seu rosto, correndo o polegar em seu lábio. — O que você fez comigo? Ele sorriu. — Eu poderia dizer o mesmo para você. — Eu não me importava, Jacob. Os homens antes de


você, eles não significavam nada. Você é diferente, e isso me assusta. — Eu não sou um bom homem. — Não, você não é. — As lágrimas encheram seus olhos e ele as enxugou. — Eu não sou um bom homem, Lou, mas para você, eu serei o melhor homem que existe. Ninguém vai ser melhor do que eu. — Era o que seu pai era para sua mãe. Eles eram monstros, e ainda assim, suas mulheres eram as mais queridas. — Meus pais? — Eu vou lidar com seus pais. Isto não é sobre você me perseguindo. Eu sei disso, e você sabe também. Isso é algo diferente, maior. Ele estava apaixonado por ela. Não era apenas o legado. Lou entrou sob sua pele, e nos últimos meses ele se encantou por ela também. Ele adorava ouvir sua risada, estar com ela e compartilhar tudo. — Esta casa é sua Lou. Ela engasgou, olhando ao redor. — Não, não é. Isso é loucura, Jacob. — Você não ouviu? Os homens Denton são todos loucos. Lou riu. — Eu duvido disso. Não existe nenhuma família inteiramente louca. — Ela riu, depois gemeu quando seu


pênis começou a inchar. — Seja cuidadosa. Tem sido um longo tempo desde que estive dentro de uma boceta. — Você está sendo sujo. — Julgando por quão molhada você está, eu diria que você adorou, porra. — Ele saiu dela e olhou bem a tempo de ver a seu sêmen derramando-se dela. —Acho que é hora de um banho.

Jacob estava completamente diferente com ela quando ele a levou para o andar de cima em seu banheiro. Ele a colocou no banheiro, encheu sua banheira monstruosa, e, em seguida, levou-a para a água. Lou suspirou quando a água quente a rodeou. Você acabou de fazer sexo com Jacob Denton. Ela viu quando ele entrou na banheira na frente dela. Foi surreal para ela quando ela olhou para ele. Ele era um homem bonito, sexy, e ela compreendia por que pessoas como Pam queriam fazê-la ficar com ciúmes. Jacob era o tipo de homem que saia com mulheres como ela. Lou não era uma modelo, nunca seria, mas ela sempre foi feliz com seu próprio corpo.


Sua vagina latejava, e ela levantou os joelhos contra o peito. Jacob estendeu a mão, segurando seus joelhos e abrindo suas pernas. Mas não parou por aí. Ele se aproximou, acariciando as mãos mais abaixo para agarrar seus quadris. Ela amava seu toque e a cada segundo que ela passava com ele, descobria que gostava dele ainda mais. Ele não era o homem que ela pensava. Jacob era muito mais. Lou gritou quando ele a puxou para cima dele, fazendoa escarranchar suas coxas. A ação foi tão inesperada que ela agarrou seus ombros. Ele riu. — Você não é engraçado. — Ela sorriu embora. — Eu não estava tentando ser engraçado. Ela enrolou as pernas em volta de sua cintura, e passou os braços em volta de seu pescoço. — Eu sinto que preciso me beliscar. — Por que querida? — Você, isso, e tudo mais. Se alguém tivesse me dito há quatro meses que estaria montando Jacob Denton depois de namorá-lo por vários meses, eu teria rido. — Ela brincou com o cabelo na parte de trás do seu pescoço, gostando do quão familiarizada ela estava com ele. —Surreal. Ele acariciou suas costas quando ele deu um beijo em seu peito. Seu pênis pulsou contra sua vagina, olhando para


baixo

ela

pôde

ver

seu

pênis

engrossando

enquanto

descansava entre seus corpos. — Você está pronto para fazer tudo de novo? — Não que ela tivesse uma queixa. — Eu tenho um apetite saudável. — Ele colocou um pouco de cabelo atrás da orelha, e ela olhou em seus olhos. Jacob a mantinha cativa. Durante três meses, ele trilhou até o seu coração com sua persistência constante. Sim, ele era um homem mau, e ele fazia coisas ruins, mas não com ela, ele a tratava como fosse o bem mais precioso do mundo. — Porque eu? — Você vai ficar toda séria comigo agora? Ela riu, olhando para seu estômago. Lambendo os lábios, ela tentou ficar sob controle. Suas emoções estavam transbordando.

Ele

estava

deixando-a

louca

com

a

necessidade, e agora que ela teve relações sexuais, ela estava com medo. Lou não queria ficar com Jacob, e agora, ele era parte dela. Ela cedeu a sua própria necessidade. Isto era mais embora.

Mordendo

o lábio,

ela

estava

com

medo de

perguntar, mas não tinha escolha. — Você se divertiu? Você conseguiu o que você queria? — Ela não queria ser uma cadela, mas o seu ser começou a se inundar com velhas inseguranças, e ela não podia retê-las. Ele segurou seu queixo forçando-a a olhar para ele. —Que porra é essa? — Bem, você conseguiu o que queria, certo? Você pode


passar para a próxima mulher. — Ela realmente não queria que isso acontecesse. Sua mandíbula apertou. — Você acha que eu sou tão volúvel? — O que? Não, claro que não. — Ela não sabia o que esperar dele. Pam a alimentou com contos horríveis sobre Jacob, e ela não devia ter dado ouvido a eles. A raiva dele a sacudiu por dentro. — Lou, porra, se tudo o que eu quisesse fosse foder, eu a teria fodido na noite em que a levei para ver meus pais no jantar. — Você é um presunçoso. — E você está sendo estúpida se pensou, por um segundo, que você teria resistido. Não dê uma de idiota para cima de mim. Eu entendi você no início, porque você não me conhecia. Você me conhece agora, por isso não seja algo que você não é. Essa cadela é projetada para o mundo, não entre nós. Estive aqui com você, Lou. Toda vez que eu toquei você, você queria. Não houve um momento em que você não quis. — Ele bateu a mão na banheira e espirrou água para os lados. As lágrimas encheram seus olhos quando viu seu olhar magoado. Ele estava certo. Ela acabou de ser a maior cadela do mundo, e Lou lamentou suas ações. Ela fora estúpida. — Você não entendeu isso, baby. Você é isso para mim. Isto é muito mais do que conseguir uma foda. Você já viu as


cadelas que tentaram me dar seu número, a maneira como elas são. Se eu quisesse transar, eu podia ter-lhes telefonado. — Ele segurou seu rosto. — Eu não sou esse homem. Isso é o que é para mim. Você tem que acreditar em mim. — Eu sinto muito. Eu não deveria ter duvidado de você, eu não vou fazer mais isso. Ele balançou a cabeça. — Não, Jacob. Sinto muito. Devo-lhe um pedido de desculpas, é só... esse tipo de coisa não acontece para mim, tudo bem. Eu escutei Pam... — Esse foi o seu primeiro erro. Não dê ouvidos a cadelas que não conseguiram o que queriam. Pam queria mais. Eu não dei a ela, e agora ela está atrás de você. Seja uma mulher melhor, Lou. — Eu sinto muito. — Bom, agora prove isso para mim. Jacob afundou os dedos em seus cabelos, puxando-a para perto de forma que sua respiração se espalhou sobre seus lábios. Ele deslizou sua língua contra os lábios, e ela abriu-se, gemendo quando ele saqueou sua boca. Ela afundou seus próprios dedos em seus cabelos, segurando-o com força perto dela. Isso era mais do que apenas sexo, e ouvi-lo dizer isso aliviou sua mente perturbada. Depois de anos sempre fazendo algo para irritar seus pais, Lou estava finalmente fazendo algo que ela queria. — Você vai se mudar para cá, — disse ele, afastando-se


do beijo. — O que? — Para este lugar, você vai se mudar para ficar comigo. Eu a tenho agora, reivindiquei você, você não vai a qualquer outro lugar. Você é para quem estou voltando para casa todas as noites. Ela bufou. — Você não acha que deve me perguntar antes? Ele balançou sua cabeça. — Não, você só vai discutir comigo, e encontrar alguma explicação inteligente. Você é minha e é hora de você perceber a quem pertence. Antes que ela pudesse comentar, ele levantou-a, ajustou seu pênis, e, lentamente, baixou-a sobre ele. Todos os argumentos

fugiram

de

seu

cérebro

com

seu

corpo

despertando com seu pau deslizando até o punho dentro dela. — Ah, porra, baby. Você é tão apertada e perfeita. — Ele acariciou suas costas, descendo as mãos para agarrar sua bunda. Jacob apertou seus braços sobre ela, e com sua força bruta, usou seu corpo para fodê-la. Moendo sua boceta sobre ele, ela não protestou, uma vez que o queria muito. Segurando em seus ombros, ela assumiu, empurrando-se sobre seu pau. Ela observou seu pênis enchê-la, e desejou que ela pudesse vê-lo melhor, mas não havia nenhuma maneira para ela vê-lo melhor, a menos que eles fizeram isso


com espelhos em torno deles. Ele segurou-a firmemente enquanto a fodia, indo profundamente dentro dela. Ela gritou seu nome quando seu pau bateu dentro dela. Jacob agarrou a parte de trás da cabeça, puxando-a para ele para que tomasse posse de sua boca. Ele engoliu todos os seus beijos, e segurou-a com força enquanto ela gritava seu nome, querendo mais, precisando de mais. — É isso aí, baby. Goze sobre meu pau. Foda-se com meu pau. Use-me, Lou. Lou montou-o com força, tomando o que queria, e ele fez o mesmo, usando o corpo dela para seu próprio prazer. Ela adorou cada segundo. Jacob a consumia, a incendiava e a segurava firmemente enquanto fazia isso. — Sim, sim, sim, — disse ela. — Caralho, baby, eu vou gozar. Toque-se, goze também. Ela chegou entre eles, e começou a tocar seu clitóris. Seu orgasmo estava tão perto que bastou alguns toques em seu clitóris para ela gozar, apertando seu pau. Jacob rosnou quando ele entrou em erupção dentro dela, enchendo-a com seu esperma. Ela caiu sobre ele, descansando a cabeça em seu ombro, ambos estavam ofegantes, tentando recuperar o fôlego. — Eu farei sua mudança amanhã. — Eu, meus irmãos, e Riley. — Meus pais vão tentar se rastejar em sua vida.


— Eu não dou a mínima. Eu quero você, não seus pais. Você vai deixá-los ditar o resto da sua vida? — Perguntou. Ela suspirou, levantando a cabeça para olhar em seus olhos. — Você realmente não se importa? — Eu me importo, mas eu só me importo com você. Não eles. Eu posso lidar com eles, Lou. Confie em mim. — Eles sugam tudo até ficar seco, e vão usar o nosso relacionamento para se dar bem. Eu não quero que seus pais me odeiem. — Ela gostava de Maddox e Charlotte Denton. Eles eram pais maravilhosos. Jacob suspirou. —Você vai ter que confiar em mim. Meus pais não vão te julgar baseando-se no que seus pais pensam. Além disso, eu já organizei tudo, de modo que eles estarão aqui para mudar suas coisas para cá. Você não tem escolha. — Oh meu Deus, o seu ego não tem limites. — Não quando eu estou indo atrás do que eu quero, e eu quero você. — Ele puxou-a para si, reivindicando seus lábios. Ela sentiu a ondulação do seu pau dentro dela, e ela engasgou. — Mais uma vez? — O que posso dizer? Eu tenho mais de três meses para compensar.


Capítulo Onze — Sério, você não poderia ter contratado uma empresa de sua confiança para fazer a mudança? — Perguntou Landon, levantando um dos futons. — Por que eu faria isso quando eu tenho cinco irmãos musculosos prontos e esperando para que eu possa usá-los? ─ Jacob abriu a porta. — Tenha cuidado com isso. — Disse ele. — Pare de ser mau, — disse Lou, passando por ele. Ela tentou ajudar Landon, mas ele passou o braço em torno da sua cintura. — Lembre-se que este é o homem que bateu no rosto do seu irmão até deixá-lo em uma poça de sangue. Jacob falou alto o suficiente para Landon ouvir. Lou ficou tensa. — Você está certo. Você certamente pode lidar com isso. — Ela cruzou os braços sobre o peito, e Jacob sorriu para seu irmão. — Isso não é legal, ─ disse Riley, entrando na sala carregando duas caixas da cozinha. — Tudo aquilo que aconteceu foi em nome do esporte, e você está usando isso para impedi-la de fazer o trabalho


pesado. — Veja, Riley não guarda rancor. Somos amigos, não é, Riley? ─ Perguntou Landon. — Estamos a um passo de sermos melhores amigos Riley bateu na parte de trás da cabeça de Landon. — Eu ainda não vou ajudá-lo a carregar essa cadeira. Ouvi dizer que você passou a maior parte do seu tempo jogando. Se continuar sentado no sofá, você nunca vai pegar ninguém. Lou riu e se afastou dele. Jacob pegou-a pela cintura, puxando-a contra ele. — Está vendo? Eu lhe disse que meus irmãos estariam mais do que felizes em ajudar. — Nós não tivemos escolha, realmente, foi quase uma ameaça de morte, ‘é melhor você estar lá’, eu acho que foram essas palavras que você usou. — Disse Gideon ao entrar no apartamento. —

Vocês

todos

reunidos

fazem

com

que

meu

apartamento pareça pequeno, — disse Lou. — Você não tem muitas coisas, — disse Charlotte. Saindo da cozinha com uma caixa. Maddox vinha logo atrás dela com mais duas caixas. — Eu achava que tinha bastante. — Na casa nova, vai parecer que tinha ainda menos coisas. Jacob irá levá-la para fazer compras. — Charlotte


piscou para ela e saiu do apartamento. — Eu vou arrumar o quarto. ─ Lou afagou as mãos, mas Jacob não iria deixá-la ir sem antes dar o beijo que ele queria. Ele viu que ela parecia triste, então a seguiu. — O que foi? ─ Perguntou. Ela abriu o guarda-roupa e começou a tirar algumas de suas roupas. — Nada, por que? — Você está um pouco quieta demais. Ele passou por ela em direção a suas roupas, e tirou um monte delas do guarda roupa. Ela estava as removendo dos cabides e dobrando-as, então ele fez o mesmo. — Não é nada. — Lou, baby, você vai ter que confiar em mim. Ela suspirou, deixando cair o vestido dobrado sobre a cama antes de se virar para ele. — Você está realmente pronto para isso? Mudar-se é um grande passo. Ele riu. — Você acha que eu não sei disso? — Eu estou tentando ser séria. — Lou, você é sempre séria, e é hora de você parar de sê-lo, e começar a se divertir.


Ele colocou na cama a saia dobrada e pegou seus quadris, puxando-a contra ele. Seu pênis aninhado contra seu estômago, e se não fosse por toda a sua família, ele a teria tomado novamente. Eles não dormiram muito na noite passada já que ele não estava brincando no banho. Três meses era muito tempo sem fazer nada, e ele deu o seu melhor para compensar o tempo perdido. — Se eu pudesse, eu teria pedido para você se mudar desde a primeira noite em que te vi. — Você não está falando sério, ─ disse ela. — Eu estou sendo completamente honesto. Acho que é hora de falar sobre os homens Denton. Ele olhou para os olhos dela. — Isto é algo sobre o legado Denton? — É isso, e muito mais. Diga-me o que você sabe? — O trabalho que você faz, os trabalhos que você tem que fazer. É tudo parte do legado da família. Você nasceu para ele, ─ disse ela. — Isso é uma parte. A outra parte, bem, vamos apenas dizer que eu não acreditava nisso até conhecer você. — Eu estou confusa. Deslizando os dedos pela sua bochecha, ele acariciou seus lábios com o polegar. — Foi o que aconteceu com meu pai, meus tios, meus avós, e todos os meus familiares do sexo masculino. Nós não


temos um monte de mulheres na família. Tamsin é a primeira menina em três gerações, pelo menos. — Ok, então se alguma vez tivéssemos filhos, eles seriam todos os meninos? É isso que você está tentando me dizer. Ele balançou a cabeça. — No momento em que vemos a mulher destinada a ser nossa, nós sabemos. Lou fez uma careta. — Destinada? — Eu sei, isso me faz soar completamente louco, mas os homens em nossa linha genealógica, nós estamos fadados a amar uma mulher só, ser consumidos por ela. — Você está começando a parecer louco. Ela colocou a mão na testa dele. — Você está bem? Talvez você esteja doente. — É verdade, Lou, ─ disse ele. — É, — disse Maddox, entrando no quarto, seguido por Charlotte. Jacob voltou-se para seus pais. Ele segurou Lou em seus braços, grato que ela não tentou escapar dele. — Ninguém pode se sentir assim. Maddox deu de ombros. — É o jeito dos Dentons, querida. Vemos a mulher que


deve ser nossa, e o resto é história. Nós não temos escolha, simplesmente nos apaixonamos. Ela olhou para Jacob. — Você sabia? — No momento que eu vi você na festa depois da luta entre Landon e Riley. — Nas escadas? — Não, antes disso. Você estava de costas para mim, e eu já precisava falar com você, estar perto de você. — Você não tem escolha? ─ Perguntou ela. — Isso é horrível. Você não pode me amar. Ele

agarrou

o

rosto

dela

com

as

duas

mãos,

descansando a cabeça contra a sua. — Não, Lou. Eu te amo, e só ficou mais forte. — Nós mulheres não sentimos isso imediatamente, — disse Charlotte. — Eles têm que fazer com que nos apaixonemos, Lou. Ela não se afastou dele. — Isto foi o que você esteve fazendo, ─ disse ela. — Fazendo eu me apaixonar por você. — Eu quero passar o resto da minha vida com você. Ele pegou sua mão e a colocou sobre seu coração. — Eu quero que você sinta o que está aqui dentro, a cada vez que eu olho para você.


— Mas você não teve escolha. — Não é bem assim, Lou. Nós as queremos, mas não vamos violá-las para termos o que queremos. Assim que te vi, eu sabia que você era minha. Eu queria te fazer feliz e dar-lhe tudo o que precisasse. Jacob a beijou nos lábios. — Confie em mim. É isso que eu quero. Eu amo passar o tempo com você. Você está no meu coração, Lou, e não há como fugir. — Mesmo se eu quisesse, eu não poderia ir embora, Jacob. Como eu poderia não amar um cara que encheu meu senhorio de conversa mole para que eu pudesse ter um filhote de cachorro? As bochechas de Jacob avermelharam. — Eu tenho uma surpresa para você quando chegarmos em casa, ─ disse ele. — O que? — Você vai ver quando chegarmos lá. — Você não está com raiva de mim? ─ Ele perguntou. Lou riu. — Jacob Denton, você é um cara durão, que consegue se virar em uma luta, e ainda assim está me perguntando se eu estou com raiva de você. — Eu não amo nenhum desses homens, Lou. Eu amo só você. Eu morreria para protegê-la. Ela balançou a cabeça.


— Nós vamos dar o fora, ─ disse Maddox. Ambos se voltaram a tempo de ver seus pais saindo do quarto. — Eu sei que não sou o melhor cara... — Cale-se. Eu vivi toda a minha vida com os meus pais me dizendo o que eu deveria ou não fazer. Não é disso que se trata. Eu te amo, Jacob, e mesmo que eu esteja um pouco chocada com a sua revelação, eu posso lidar com isso. Ela deu um beijo em seus lábios. — Eu ainda vou trabalhar para o Frank. — Não. Ela silenciou-o mais uma vez com um dedo sobre seus lábios. — Você não tem o direito de opinar, senhor. Eu não vou ficar sentada em casa esperando por você. Eu tenho que fazer alguma coisa, e mesmo que o trabalho de garçonete não seja tão emocionante, eu gosto. Eu gosto de Frank. Ele é um homem doce. Jacob balançou a cabeça neste momento. — Eu não tenho nem o direito de falar nada? — Não você não tem. Eu não quero que haja segredos entre nós. — Não haverá. — Fidelidade é inegociável.


— Lou, eu nem mesmo olhei para outra mulher desde que te vi. Ele segurou seu rosto, inclinando a cabeça para trás e reivindicando seus lábios. — Eu te amo. — Eu nunca vou cansar de ouvir isso. Ela o beijou de volta, e Jacob finalmente soube por que seu pai sempre amou voltar para casa. Havia algo sobre estar com a mulher que você ama que fazia tudo dar certo.

Mais tarde naquela noite, Lou montou na cintura de Jacob, beijando-o profundamente. Seu apartamento estava completamente vazio, e todas as coisas dela estavam embaladas em caixas na garagem dele, pronto para quando ela quisesse desempacotar, o que ela faria em breve. Neste momento, ela estava beijando o homem que amava. Quem poderia imaginar que Jacob Denton tinha um lado sensível? A surpresa era um filhote de São Bernardo. Ela se apaixonou instantaneamente. — Se eu soubesse que você faria isso comigo ao te dar um filhote de cachorro, eu teria conseguido um para você meses atrás. Lou inclinou para trás, puxando sua camisa sobre a cabeça de modo que ela estava completamente nua. Sua


cama era enorme, e eles estavam no centro. Jacob também se assegurou de ter espelhos em lugares convenientes por todo o seu quarto. Havia um acima de sua cama, e em ambos os lados, na base, e na parede de frente para sua cama. Ele gostava de assistir. A primeira vez que viu seu quarto, ontem, ela ficou um pouco tímida, pois não queria se ver em todos os lugares. Mas quando percebeu que além de si, ela poderia ver os dois juntos, Lou passou a amar os seus espelhos. Jacob deslizou as mãos até seus seios. — Porra, baby, você sabe como demonstrar seu agradecimento a um cara. Ele beliscou seus mamilos, e ela gemeu quando ele esfregou os picos endurecidos. Ela realmente não podia acreditar que isso estava acontecendo. Ele deslizou suas mãos para baixo para espalhar os lábios de sua boceta. Lou engasgou quando ele a tocou e acariciou seu clitóris. Ele circulou seu botão duro antes de descer o dedo e afundá-lo em sua vagina. — Isso é meu agora, ─ disse ele. — Sim. Ela não queria qualquer outro homem. Jacob invadiu cada um de seus sentidos. Ele bombeou dentro dela, e ela olhou para baixo, vendo os dedos dele deslizando dentro dela com facilidade. Esta noite não era sobre ela, então ela bateu a mão dele, e mudou


de posição até que ela estava ajoelhada em frente a ele. Tomando seu pau duro como rocha nas mãos, ela bombeou todo o comprimento da base até o topo. Sacudindo a língua sobre a ponta ela provou seu pré-sêmen. Tomando toda a cabeça em sua boca, ela chupou profundamente. Jacob gemeu, envolvendo os dedos em seus cabelos e segurando firmemente. Ela chupou até que ele encostou no fundo da sua boca, então se afastou e começou a mover a sua cabeça, levando mais dele para dentro. Olhando para cima, ela o viu encarando-a, sacudiu sua língua sobre a ponta, e ele gemeu. — Baby, você está me provocando de propósito. Eu não vou durar muito. Ele soltou um gemido, e ela cantarolou, levando mais dele em sua boca. Ela provou o gosto deliciosamente excitante dele, quando mais um pouco do seu pré-sêmen bateu em sua língua. Ela engoliu tudo, querendo dar-lhe o mesmo tipo de prazer entorpecente que ele lhe dera. Apertando a boca em torno dele, ela segurou suas bolas, provocando-as. — Porra, baby, eu vou gozar. Ela não parou, e permaneceu trabalhando no seu pau enquanto os primeiros jatos de esperma bateram em sua boca, ela os engoliu e gemeu ao sentir o sabor salgado dele deslizando por sua garganta. — Foda-se, baby.


Quando ela se afastou, Jacob virou-a, beijando seu pescoço, e depois descendo para seus seios. Ele chupou seus mamilos, um por vez, e em seguida, foi descendo, sua língua criando uma trilha até a parte baixa de seu corpo. Ele abriu as pernas dela, espalhando os lábios de sua vagina, e deslizando a língua entre suas dobras. Ela gritou quando ele acariciou seu clitóris, deslizando para baixo até entrar em seu sexo. — Eu poderia passar a noite inteira degustando sua boceta doce. Ele chupou seu clitóris em sua boca, e ela gemeu incapaz de conter seu prazer. — Sim, sim, sim, ─ disse ela, implorando. Ele

a

fodeu

com

dois

de

seus

dedos,

indo

profundamente dentro dela enquanto ele lambia seu clitóris. Lou gozou depois de alguns segundos de sua língua provocando-lhe uma e outra vez. Jacob a chocou ainda mais quando deslizou profundamente dentro dela com seu pau já duro. — Eu não me canso de você. — Agarrando seus quadris, ele começou a trabalhar dentro e fora dela, tomando seu tempo enquanto sua boceta apertava em torno do seu pau. Ela empurrou-se para cima para encontrá-lo, e quando isso não foi suficiente, ele se retirou de seu corpo, dobrou-a sobre os joelhos, e deslizou profundamente dentro dela. Jacob passou os dedos em seus cabelos, e levantou a sua


cabeça. — Olhe para nós, Lou. Veja como eu te fodo, e saiba que não haverá outra. Você é a mulher que possui meu coração, e eu vou fazer tudo ao meu alcance para mantê-la feliz, e nunca a soltarei. Ele beijou seu pescoço,

e ela

entregou-se a ele

completamente. Ela não queria lutar contra seus sentimentos por ele nunca mais. Eles gozaram juntos, abraçados com força, e Lou faria qualquer coisa para mantê-los em sua bolha feliz.


Capítulo Doze Dois meses depois Jacob olhou para as pessoas no ringue de luta subterrânea sem conseguir ignorar o mal-estar em seu intestino. Faziam dois meses desde que Lou foi morar com ele, e ele ia lhe pedir em casamento mais tarde esta noite. No entanto, seus pais lhe pediram para ver os Moores que estavam constantemente atormentando Landon, tentando fazê-lo lutar. Ele viu que Abel, Gideon, e até mesmo Damian veio junto com ele. Ninguém fodia com um Denton, e eles não gostaram da forma como, até mesmo na escola, Landon estava sendo abordado. Riley voltaria para pegar seus pais e ele levaria Lou para jantar e pediria que ela se casasse com ele. Claro que isso não aconteceu. Seu pai ligou, pedindo-lhe para vir a esta luta, e avisar aos Moores para ficarem longe de Landon. — Eu não gosto disso, — disse Jacob, olhando em volta do porão superlotado de uma boate. Os Moores organizaram a luta, e parecia que ia ficar feia. Ele viu a violência fervendo em cada pessoa. Eles estavam em busca de sangue, com sede de sangue, e de dinheiro. — Alguma coisa de ruim vai acontecer hoje, — disse


Abel. — Eu sugiro que conversemos com os Moores, e depois saiamos daqui. Eu não quero estar por perto quando a merda bater no ventilador. Jacob concordou e apertou a mão de Lou. — Você quer que eu fique aqui? ─ Perguntou ela. — Nem pensar. Não vou deixar você nesta merda. Fique ao meu lado, não solte minha mão. Ele não deveria tê-la trazido com ele. Homens e mulheres empurraram-no com força, e ele estava rangendo os dentes enquanto tentava proteger sua mulher. Ele viu Riley saindo dos vestiários com seus pais atrás

dele.

Tudo

parecia

abrandar

enquanto

o

ruído

esmaecia. Jacob observou um homem se aproximar deles, com a mão indo em direção a sua jaqueta. Mesmo a partir da curta distância, ele viu a raiva. A arma foi puxada com um objetivo e antes que Riley pudesse fazer qualquer coisa o homem atirou três vezes. Jacob soltou Lou quando todos começaram a gritar e correr para as saídas. Ele pegou sua arma, apontou e disparou. O homem foi atingido e caiu. Seus irmãos e os Moores eram as únicas pessoas dentro do porão, já que a maioria das pessoas gritavam em direção as saídas. — Não, não, não, não, não, ─ disse Lou, correndo em direção Riley. Jacob manteve a arma apontada para o homem no chão, sangrando, e Abel assumiu. O sangue acumulou na


camisa de Riley, e Lou pressionou as mãos com força em cada mancha de sangue com lágrimas derramando por suas bochechas. — Aguente firme, Riley. Não me deixe, está bem? — Isso... vai... ser.... difi... difícil. — Chame uma ambulância, ─ disse Lou, sem tirar os olhos de seu irmão. Jacob já estava discando. Deu-lhes o local, não se importando se isso iria colocar os Moores em uma posição difícil. — Quem é ele? ─ Perguntou Lou, apontando para o homem no chão. — Ele perdeu uma luta, — disse sua mãe. — O que? Ele perdeu uma luta? O que aconteceu com os seguranças? ─ Perguntou Jacob. — Hoje à noite havia superlotação aqui. Por que a segurança não estava controlando a entrada? Uma promessa foi tudo o que Lou pediu, e agora, ele quebrou a maldita promessa. — Foi tudo por ganância, ─ disse Lou. — Não foi? Você simplesmente não conseguia lidar com a perda do dinheiro. — Lou..., ─ disse Riley, tossindo. Ele estava ficando mais pálido, e o sangue debaixo dele estava escorrendo. Jacob olhou fixamente em seus olhos, e sabia que não havia nenhuma maneira de ele ser salvo.


— Cuide dela. — Riley, cale-se. Não diga coisas como essa, ─ disse Lou. — Escute... ele... Lou. Não... seja uma... puta. — Pare com isso, Riley. Por favor pare. — Está na hora... dele.... Tomar... conta... de você. Riley fez o seu melhor para sorrir. — Amo você. Ele acariciou sua bochecha, e Jacob viu o amor fraternal brilhando naquela cena. Um segundo depois, sua mão caiu. Ele respirou, e tudo ficou silencioso. — Riley? Não, não, não, Riley. As portas se abriram, e Jacob agarrou Lou, puxando-a para fora do corpo e segurando-a. Riley estava morto, e ele não ia voltar.

Mais tarde naquela noite, Lou sentou-se na sala de espera no hospital com seus joelhos dobrados contra o seu corpo. Ela estava cansada, mas não sentia nada. Parte dela estava vazia por dentro, e quando ela olhou para suas mãos, ela viu o sangue dele, do seu irmão gêmeo. Abel e Gideon estavam olhando para ela, e Jacob estava cuidando de tudo. Sentia-se extremamente aliviada por ainda tê-lo. Ele era a


única rocha de sua vida agora, o homem que amava. Mas Riley estava morto. Morto. Sua garganta estava grossa, e ela descansou a cabeça contra o joelho. — Oh, querida, ─ Charlotte disse, ajoelhando-se na frente dela. Ela não conseguia nem sorrir. — Olá. — Será que ela foi ao médico? ─ Perguntou Charlotte. Abel balançou a cabeça. — Ela não precisa. Isto é como ela... — Lida com a perda de um ente querido, ─ disse Lou. — Gostaria de ficar com a gente hoje à noite? ─ Perguntou Charlotte. — O que aconteceu com meus pais? Perguntou ela. — Eles foram levados sob custódia, ─ disse Maddox Denton. — Você gostaria que nós cuidássemos deles? Ela balançou a cabeça. Seus pais foram os culpados pela morte de Riley. Lou não poderia solicitar suas mortes. Ela não iria querer isso em sua própria consciência, e muito menos na do seu homem. Ela balançou a cabeça. — Eu quero que vocês se certifiquem de que eles nunca poderão sair.


Jacob entrou na sala. Ela o sentiu, e olhou para cima a tempo de ver a preocupação em seus olhos, e a culpa. Não, ela não queria que ele se sentisse culpado. Isso não era culpa dele. Ela precisava de seu amor, a certeza de que tudo ia ficar bem, e seus braços em volta dela. — Está tudo pronto. — Você não quer que seus pais sejam soltos? ─ Perguntou Charlotte. — Eu quero que eles apodreçam na prisão para o resto de suas vidas. Ela ficou sobre seus pés, e Charlotte se levantou. — Obrigada por sua preocupação, mas eu vou para casa dormir. Ela se moveu na direção de Jacob, pegando sua mão. Sua rocha. Apertando-lhe. — Obrigada a todos. Lou não se lembrava da viagem para casa, nem do banho ou como ela sentou-se na extremidade da cama com a escova na mão. Jacob entrou no quarto, ajoelhando-se na frente dela. — Eu sinto muito, baby, eu quebrei a porra da minha promessa. Ele colocou a cabeça no colo dela, e ela olhou para ele com a cabeça inclinada, franzindo a testa. — O quê?


Ela olhou nos olhos dele quando ele se levantou. — Eu não sei o que você está falando. Você não tem nada pelo que se desculpar. — Eu prometi manter Riley seguro. Foi a única coisa que você me pediu, baby. Isso era tudo o que você queria, a segurança de Riley. — Você acha que ele morreu por sua causa? — Eu o vi pegar a arma. Eu não consegui puxar a minha rápido o suficiente. Ela balançou a cabeça, estudando seu rosto. Lou viu a culpa, mas ela não queria que ele se sentisse assim. — Não, isso não tem nada a ver com você. Está me ouvindo? Nada. Não se culpe pelo que aconteceu esta noite. Mamãe e papai são a razão pela qual Riley morreu. Sua ganância e necessidade de ter constantemente mais pessoas apostando. Eles nem sequer usaram segurança, mesmo que precisasse disso. Isto não tem nada a ver com você, e tudo a ver com eles. Eles são os únicos culpados, não você. Ela acariciou seu rosto. — Eu estou sofrendo, Jacob. Dói. Ela apertou a mão ao peito. — Eu sinto como se tivesse sido dividida em dois, e não há como voltar atrás. Por favor, me ajude a melhorar. Ele levantou-se, beijando os seus lábios e colocando-a na cama. Jacob subiu atrás dela, segurando-a com força


enquanto ela chorava por seu irmão. Durante todo o tempo, Jacob a abraçou, e por isso, ela estava grata.


Capítulo Treze Toda a família Denton estava com Lou no funeral de Riley. Eles fizeram questão de assistir a sua passagem apropriadamente. Jacob manteve sua mulher, dando-lhe apoio,

tanto

quanto

podia.

Sua

tristeza

machucava-o

profundamente. Não havia nada que ele pudesse fazer, e esses dias, antes e depois do funeral, foram os mais difíceis. Lou não ia trabalhar. Ela não fez outra coisa que não fosse soluçar, gritar e chorar. Jacob não foi para o trabalho também. Ele pediu que o pai lhe desse o tempo necessário para apoiar sua mulher. Todos os integrantes da sua família tiveram a sua vez de visitar e cuidar de Lou. Um par de semanas mais tarde, Lou acordou, e ela decidiu ir trabalhar. Sua dor ainda estava lá, mas Jacob mandou Oliver segui-la a uma distância segura. Ele fez com que ela fosse cuidada e nunca a deixava ir a qualquer lugar sem um guarda de algum tipo. Os

dias

foram

passando,

transformando-se

em

semanas, e as semanas se transformaram em meses. A dor diminuiu, e depois de um tempo, ela começou a sorrir novamente. Eles iam todos os domingos ao túmulo de Riley, e quando

seus

pais

foram

condenados

parecia

que

ela

encontrou um pouco de paz. O advogado deles montou um


processo contra os Moores e procurou por mais pessoas que sofreram nas mãos deles. A

reputação

dos

Dentons

estava

intacta,

e

eles

ganharam ainda mais respeito ao procurarem justiça. Jacob ficou enojado ao ouvir um pouco do que aconteceu a algumas pessoas sob as mãos dos Moore. Eles pegavam homens e mulheres da rua e os fazia lutar contra alguns dos piores lutadores. Não era uma luta justa, e depois de perder eles eram despejados em um terreno baldio em algum lugar. Os Dentons eram monstros, mas eles tinham um livro de regras sob as quais viviam. Eles não matavam inocentes e, definitivamente, não arrastavam as pessoas das ruas para isso. — Quando você vai perguntar a ela? ─ Perguntou o pai. Era um domingo, e eles estavam em seus pais para o jantar. — Hoje. Seus irmãos estavam em outra sala, e sua mãe estava com Lou. — Você não acha que é muito cedo? — Eu a amo, pai. Se ela não estiver pronta, então eu não vou ter outra escolha a não ser aceitar isso. Ele segurou o anel na palma da mão e fechou as mãos em torno dele. Jacob Iria pedir-lhe na noite em que seu irmão foi morto. — Ela nos aceitou, Jacob. Ela é apaixonada por você. Eu


não vejo uma razão para ela recusá-lo. Maddox deu uma tapa nas costas dele. Saindo da sala, ele foi em direção à cozinha. Lou

estava

cortando

frango

enquanto

sua

mãe

amassava algumas batatas para o purê. Ela perdeu um pouco de peso, o que o deixava mal. Ele a amava muito, e mesmo que ele tivesse quebrado sua promessa, ela não o deixou se culpar. Riley, na opinião de Jacob, morreu sob seus cuidados, e não havia como voltar no tempo. Encostado no batente da porta, ele pôs o anel no bolso, e olhou para ela. Pelo que você está esperando? Entrando na cozinha, ele ficou atrás dela, e beijou a sua nuca. — O que foi? Perguntou ela, finalmente, sorrindo ao vê-lo. Ele amava seu sorriso. — Nada. Eu só queria ter certeza de que estava tudo bem. — Eu estou bem. Ela virou-se, envolvendo os braços em volta do seu pescoço. — Você não tem que se preocupar. Eu estou aqui, e eu estou viva. Riley me disse para lhe dar uma chance, e ele já me disse isso muito antes de morrer. — Eu deveria ter estado lá.


— Jacob, você estava lá. Ela visivelmente engoliu. — Riley não teria sido capaz de dizer adeus se você não estivesse lá. Eu sei que ele gostava de trabalhar com você, e ele te considerava o irmão que ele nunca teve. Ela cobriu seu rosto. — Por favor, pare de carregar essa culpa. Eu disse a você o tempo todo, eu não culpo você. A morte de Riley, não é sua culpa. Não pense que é. Ela bufou. — Você já deveria saber que se eu pensasse por um segundo sequer que isso aconteceu por uma falha sua, eu estaria sendo uma cadela. Ela riu, e Jacob viu, naquela brincadeira, a mulher pela qual se apaixonou. — Eu te amo, disse ele, envolvendo os braços em volta dela. — Eu também te amo. Muito.

Lou nunca pensou que deveria ter raiva de Jacob. No hospital, mesmo depois que Riley foi declarado morto, ela ficou aliviada por não ter perdido Jacob também. Riley foi levado para o necrotério, e ela sentou-se na sala de espera,


desejando que tudo fosse um sonho horrível. Não tinha sido. Ainda assim, o tempo todo, ela estava grata por Jacob não estar ferido. Ela amava Jacob e não queria ficar sem ele nunca. Isso a mataria, e ela preferia morrer a viver sem ele. O que aconteceu naquela luta estava nas mãos de um homem sobre o qual Jacob não tinha controle. O alvo do homem eram os pais dela, e Riley ficou no caminho. Beijando os lábios de Jacob, ela sorriu. Ela tinha uma família, e em seu coração, ela sabia que Riley estaria muito feliz por isso. — Eu te amo, Jacob. Você não quebrou nenhuma promessa feita a mim. — Bom, porque eu estou prestes a cumprir uma promessa que eu fiz para Riley. Ele se ajoelhou, e ela congelou. — Você não tem que fazer isso. Ela tocou a mão dele com a intenção de puxá-lo a seus pés, mas ele não quis deixá-la. — Isto não é apenas sobre o que Riley gostaria. Isto é o que eu quero. Ele estava de joelhos, e olhando para ela. Ela viu o amor em seus olhos, e quando ela olhou ao redor do cômodo, ela lambeu os lábios repentinamente secos. Todos os seus irmãos e seus pais estavam os observando.


— Lou, eu te amo. Eu não posso dar-lhe palavras bonitas, mas eu posso me dar a você. Ninguém nunca vai te amar como eu te amo. Seu irmão queria que você estivesse com quem você realmente gostasse, e eu sei que esse homem sou eu. Louisa Moore, você vai se casar comigo? Lágrimas encheram os seus olhos e escorreram por suas bochechas. Ela olhou para o simples anel de diamante, e concordou. Toda a sua vida ela tentou desafiar seus pais, prometendo que ela nunca se casaria, mas este homem, isso não se tratava de desafiar seus pais. — Isso é um sim? Ela assentiu. — Eu preciso que você fale, querida. — Sim, é um sim. Eu te amo, e quero ser sua esposa. Ele se levantou e passou os braços em volta dela, levantando-a do chão. No momento em que a colocou no chão, cada um de seus irmãos tiveram a oportunidade de abraçá-la. Tamsin colocou os braços em volta da cintura, e a segurou. Esta era sua família agora. Mais tarde naquela noite, depois que Jacob fez amor com ela, ela acariciou seus braços, olhando para o teto. — Fale comigo, baby, disse ele. — Não é nada. — Não temos que nos casar imediatamente. — Eu não me incomodo com o casamento ou qualquer


coisa assim. Ela rolou para ficar de frente para ele. — E se você acordar um dia, e desejar estar casado com outra pessoa? — Isso não vai acontecer, Lou. Eu te disse, eu te amo para a vida toda, eu sei que eu te amo. Ele estendeu a mão para acariciar sua bochecha. — Você me tem para o resto de sua vida e isso nunca vai mudar. Ela fechou os olhos, descansando a cabeça contra a dele. — Eu amo você. — Eu também te amo, querida. Ele inclinou a cabeça para trás e tomou posse de seus lábios. — Surreal. Era a única maneira que poderia descrever o que aconteceu à sua vida no ano passado. Ela se tornou parte da vida de Jacob, perdeu seu irmão, e encontrou sua alma gêmea. Era o que ela pensava de Jacob. Ele era sua alma gêmea. Jacob riu. — Nossa vida apenas começou. Nós temos o resto de nossas vidas para fazer tudo isso ainda mais surreal.


Lou mal podia esperar pelos anos vindouros.


Epílogo Um ano depois — Você está bem? — Perguntou Frank. Lou virou-se para o chefe dela e sorriu. — Sim, estou bem. Ela estava esperando Ben terminar seu pedido quando ela olhou para o relógio. Era seu aniversário, e Jacob nem estava lá quando ela acordou. Claro, Jacob permaneceu na cama até ela acordar no seu último aniversário. Hoje foi um dia corrido, e ela estava escalada para o trabalho. Era difícil ter de se lembrar de que era o aniversário de seu irmão gêmeo. Ela ainda sentia falta de Riley, e houve momentos em que ela esquecia que ele foi embora. Jacob e toda a família Denton ajudaram a lidar com a perda. Jacob a ajudou durante a pior parte de sua vida. Lou odiava o jeito como ela o tratou no início, sendo uma enorme cadela. Ela era uma idiota, e cada vez que se lembrava do seu primeiro encontro, ela se encolhia de vergonha do seu comportamento. — Aqui está, querida, — Ben disse, entregando-lhe as


bebidas. — Obrigada. Ela carregou a bandeja para a mesa de clientes regulares. O clube estava lotado hoje, e os clientes a mantinham ocupada. Pam, que estava fazendo uma performance, saiu do palco e as luzes se apagaram, mergulhando a sala na escuridão. Lou parou e permaneceu no mesmo lugar, ela não queria bater em ninguém. O som de um microfone chamou sua atenção de volta para o palco. — Perdoem-me por interromper sua noite, mas hoje é o aniversário da minha menina. Eu queria fazer algo especial, pois sei que hoje é um dia feliz e doloroso para ela. Então, eu vou fazer o meu melhor. As luzes se acenderam, e Jacob estava no palco com todos os seus irmãos ao lado dele, e todos eles começaram a cantar parabéns para ela. Jacob desceu do palco e foi em sua direção. Ela circulou o anel em seu dedo, mostrando ao mundo que ela pertencia a um homem, este homem. Jacob Denton, o homem vindo em sua direção. Ele colocou o microfone na mesa mais próxima e passou os braços em volta dela. Ela adorava quando ele fazia isso. — Feliz aniversário, baby, ─ disse ele.


— Obrigada. — Hoje você deveria ficar cercada por sua família, ou seja, nós. — Desculpe, por eu ter que trabalhar. — Eu sei, mas você não tem que trabalhar sozinha. — Eu já planejei isso com Frank para o seu aniversário. Você e eu sabemos que você precisava trabalhar hoje, para ajudá-la a aguentar o dia. Certifiquei-me de que Frank a colocasse para trabalhar, ─ disse Jacob. Este homem a conhecia melhor do que ela mesma. Ele pegou sua mão e levou-a em direção ao bar. Ela seguiu o conselho de Riley, e deixou de ser uma cadela. Jacob não ia deixá-la, e não havia ninguém com quem lutar. — Eu quero dois uísques, ─ disse ele. Ela foi sentar-se, mas Jacob a deteve, colocando-a em seu colo. — Para Riley, baby. Ele levantou a bebida, e juntos eles saudaram seu irmão. Lou já passou pela sepultura de Riley, e colocou algumas flores. Ela e Jacob fizeram isso no dia anterior. Ao engolir o líquido ardente, ela suspirou, descansando contra ele. Fechou os olhos e se deliciou com seu calor. Fazia mais de um ano desde que ela perdeu Riley, mas ela ganhou muito. Os Dentons eram sua família. Jacob, o homem que amava, deu a ela o seu amor, a sua família, e a sua


confiança. O tempo que passava com ele era o que fazia seu mundo melhor, e logo ela estaria pronta para começar uma família. — Você está bem? Perguntou ele, beijando seu pescoço. — Eu estou mais do que bem. Eu tenho você, e eu sei que Riley estaria feliz. Ele descansou a mão contra seu estômago. — Eu acho que é hora de começarmos a nossa família, Lou. — Você está pronto para isso? — Estamos juntos há tempo o suficiente. Você é o amor da minha vida, Lou. E esse amor não vai desaparecer, só vai ficar mais forte. Ele beijou seus lábios, e ela fechou os olhos. Ao redor deles, o ruído aumentou quando outra mulher entrou no palco, mas Lou só estava interessada em seu marido, o homem que possuía seu coração e alma. O legado da família Denton era conhecido por muitos como um rumor. Eram homens com uma má reputação, conhecidos por serem letais na condução dos negócios. Eles eram uma família criminosa, e temida na maioria dos estados, mas quando se tratava de suas mulheres, eles se apaixonavam verdadeiramente. Olhando nos olhos de Jacob, Lou viu seu amor, ela viu o seu desejo, e ela amou cada parte


dele. Ela não se apaixonou por ele instantaneamente. Mas ela passou a amá-lo com o passar do tempo, e essa era a melhor parte de tudo isso. Não importa o que aconteceria entre eles, eles sobreviveriam juntos, e ela não podia esperar para ver o que o futuro reservava para eles. Lou olhou em direção ao palco em volta do qual seus irmãos estavam reunidos, gritando para a mulher. Ela mal podia esperar para vê-los se apaixonar, um por um. — Você está pronta para ir para casa e receber um verdadeiro presente de aniversário? — Perguntou Jacob. Lou assentiu. Nove meses depois, Riley Denton veio ao mundo, gritando.

FIM.



Sam crescent the denton family legacy 01 broken promise(rev pl)